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21 de set. de 2013

PT, que fingia empurrar o PSB para fora do governo, parece simular que quer que ele continue. Ou não?

BRASIL – Eleição 2014
PT, que fingia empurrar o PSB para fora do governo, parece simular que quer que ele continue. Ou não?
Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, não esconderam esforços, nesta sexta, no sentido de evitar a saída do PSB de Eduardo Campos do governo, neste momento. A dúvida é se essas manobras são legítimas ou simulações, para tentar bloquear a candidatura do governador de Pernambuco a presidente, em 2014. Eduardo Campos parece usar a tática do estrategista chinês Sun Tzu (“A Arte da Guerra”) posicionando-se corretamente a cada nova manobra da turma de Dilma.

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Eduardo Campos, olhar fixo em 2014

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Blog do Josias de Souza, Blog Política – Diario de Pernambuco, O Globo, O Globo, Blog do Camarotti

Não dá para saber se é verdadeiro, mas publicamente o PT, deixa transparecer que corre atrás do prejuízo e deu início nesta sexta-feira a uma ofensiva para tentar reverter a decisão do PSB de deixar o governo e negociar para evitar a possível candidatura do governador Eduardo Campos à sucessão presidencial em 2014.

Não foi uma articulação pequena nem discreta: enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunia em São Paulo com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, do PSB, o presidente petista, Rui Falcão, disparava telefonemas para as lideranças do partido em Recife para que não deixassem o governo de Eduardo Campos.

A presidente Dilma Rousseff também sinalizou que deverá ter nova conversa com Eduardo Campos para tentar evitar a separação.

No encontro de Lula e Bezerra, que durou uma hora e 40 minutos, os dois opinaram que a saída dos socialistas do governo petista foi apressada e que teria faltado diálogo. Bezerra chegou a entregar o cargo à presidente Dilma Rousseff esta semana, mas ela pediu que ele aguardasse até o final do mês no ministério.

O percebe-se dos últimos acontecimentos é que Dilma, instruída por Lula, deu carta branca ao PT e o PMDB para pressionarem o PSB de Eduardo Campos, reivindicando que eles devolvessem os cargos que ocupam no governo. Mas era uma simulação, não era para dar certo, pelo menos por enquanto.

Eduardo Campos apareceria, como líder de duas caras, presidente de um partido, que se aproveita das benesses de ter espaço na administração federal, ao mesmo tempo em que flerta um viés oposicionista.

A ideia era passar para Eduardo Campos, a imagem de um traidor, um aproveitador, e para Dilma, a de alguém tolerante, disposta a continuar prestigiado o possível adversário em benefício da governabilidade e de respeito às alianças políticas.

Porém, algo deu errado, ou PT e o PMDB, exageraram e foram mais eficientes do que Dilma e conselheiros políticos, incluindo Lula, esperavam, ou Eduardo Campos, percebendo o blefe, pôs as cartas na mesa, reverteu o jogo, e fez desandar toda a trama.

A corajosa jogada do governador de Pernambuco, deixou tonto a cúpula petista e angariou prestígio e visibilidade em seu benefício.

Dilma e Lula esqueceram que Eduardo Campos aprendeu fazer política, desde que tomava mamadeira no colo do seu avô, Miguel Arraes. Frequentou os bastidores da vida política de Lula, desde menino. Durante toda a sua vida pública foi aliado do cacique petista, seu seguidor e cúmplice, por tempo mais que suficiente para saber seu jeito de atuar.


“A Arte da Guerra”, o livro de cabeceira da Eduardo Campos?

Acurando os acontecimentos Eduardo Campos, não parece movimentar-se pela cartilha do estrategista chinês Sun Tzu, autor do livro “A Arte da Guerra”. Vejamos alguns ensinamentos do mestre Tzu:

"(...) um comandante militar deve atacar onde o inimigo está desprevenido e deve utilizar caminhos que, para o inimigo, são inesperados..."

"A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante."

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.

"Quando próximo, finja estar longe; quando longe, faça-o acreditar que está próximo."

"Atacai-o onde não estiver preparado. Executai as vossas investidas somente quando não vos esperar."

"Aquele que é prudente e espera por um inimigo imprudente será vitorioso."

"É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo."

”Vencer uma centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade."
Segundo o jornalista Gerson Camarotti o PSB, se deu conta de que deveria precipitar seu desembarque do governo federal quando percebeu que era Dilma Rousseff quem manuseava o conta-gotas das ameaças de retaliação.

Na conversa com Dilma, o governador Eduardo Campos disse que entregava os cargos do PSB no governo federal para ter liberdade para discutir uma candidatura própria que unifique a legenda. Afirmou que a decisão também deixa a presidente confortável.

“Tentaram carimbar o partido como fisiologista e de que mudou de lado. O PSB nem tem o carimbo de fisiologista nem muda de lado. O campo político do PSB permanece o campo das esquerdas”, disse Eduardo a Dilma na conversa de mais de uma hora.

Segundo relatos, foi uma conversa cordial e sincera. Dilma chegou a elogiar até o avô de Eduardo Campos, o ex-governador Miguel Arraes. Dilma garantiu que não haveria qualquer perseguição aos governos do PSB e que manteria uma “relação federativa” com governadores e prefeitos socialistas. Disse ainda que gostaria de manter o diálogo com o partido e com o próprio Eduardo Campos. Ao entregar a carta, ele citou nominalmente os ministros Fernando Bezerra (Integração), Leônidas Cristino (Portos) e o presidente da Chesf, João Bosco, como demissionários. Para interlocutores, Eduardo disse que agora o PSB está livre para discutir questões do Brasil.

Agora Lula faz a operação morde assopra, enquanto tenta conquistar a adesão de Bezerra Coelho e dos irmãos cearenses Cid e Ciro Gomes a causa da reeleição de Dilma, diz que ainda precisa conversar Eduardo Campos, como se os dois já não tivessem conversando tudo.

Não se descarta, porém, que tudo não passe da simulação da simulação, que Lula não queira mesmo que o PSB continue no governo, e sabe que não vai convencer Eduardo de recuar, mas finge tentar, para Eduardo se sinta prestigiado, e retorne no 2º turno.

Eduardo por sua vez, aceita o carinho público sabendo que “a mão que afaga e a mesma que apedreja...”

2 de nov. de 2012

Senadores do PT elegem Eduardo Campos inimigo público número um do partido

BRASIL – Eleição 2014
Senadores do PT elegem Eduardo Campos
inimigo público número um do partido
Em reunião de avaliação após o segundo turno, senadores petistas, capitaneados pelos derrotado Humberto Costa, declaram-se impressionados com eficiência da estratégia do presidente do PSB para derrotá-los e puseram o governador de Pernambuco e seu ministro da integração nacional, Fernando Bezerra Coelho, na alça de mira do partido

Foto: Clemilson Campos/JC Imagem

DESCOBRINDO A PÓLVORA - Os senadores do PT, finalmente, depois de muito debate, chegaram a conclusão que Eduardo Campos operou nas eleições como quem tem um projeto nacional independente. É mesmo?

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Congresso em Foco

O jornalista Rudolfo Lago do site Congresso em Foco, fala dos bastidores do encontro de senadores petistas e o presidente do partido Rui Falcão, para avaliar os resultados da eleição municipal. Na conversa preliminar o senador Humberto Costa, trouxe à baila o nome do perigoso governador de Pernambuco Eduardo Campos, como um inimigo a combater em todos os quadrantes.

Não foi difícil convencer os outros senadores da periculosidade eleitoral de Eduardo Campos, pois alguns deles também haviam sido vítimas do governador pernambucano nas ultimas eleições, nas cidades onde se candidataram.

Destaque-se que 100% dos senadores que tentaram se eleger prefeito, todos perderam ao enfrentar, socialistas de Eduardo ou candidatos por ele apoiados.

Será um combate difícil, pois, pelo menos oficialmente, Eduardo e seu partido está na base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff. Vai ser como segurar um passarinho, se apertar muito ele reclama, sai do governo, e complica a vida de Dilma Rousseff, se deixá-lo livre ele pode ele pode empreender um pretensioso voo presidencial.

Publicamente o PT se vangloria de ter vencido a principal eleição do país, com a vitória de Fernando Haddad em São Paulo. Realça também que foi o partido que mais prefeitos elegeu entre as 85 maiores cidades do país. Cresceu em número de prefeituras, enquanto todos os partidos de oposição decresceram.

Mas a reunião no senado exalava derrota, dos senadores perdedores das eleições municipais. A reunião com Rui Falcão acabou sendo mais de queixas. E as queixas concentraram-se especialmente em Eduardo Campos.

Foto: Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens

Analisando friamente não se pode atribuir a Eduardo Campos toda a culpa pela derrota do PT em Recife, o candidato Humberto Costa, também contribuiu muitissimo

Os senadores do PT avaliaram de que a tendência do eleitorado em busca do novo, como sem São Paulo com Haddad e em Recife com Geraldo Júlio, pode se projetar para a eleição de 2014. E concluíram que esse cenário pode acabar abrindo um espaço para Eduardo Campos como opção.

“De repente, temos uma presidenta bem avaliada, à frente de um governo popular, e pode ser que não sejamos nós os que vamos lucrar com isso. Podemos ter tudo isso e acabarmos derrotados”, concluiu um dos senadores na reunião.

Lerdos e desinformados, os senadores concluíram finalmente, depois de muito debate, aquilo que a revista inglesa Economist disse há duas semanas: a forma de atuação de Eduardo nesse pleito, é de alguém que tem um projeto maior.

“Ele ajudou o PSDB a me derrotar em Teresina”, disse, na reunião, o senador Wellington Dias (PI). O senador José Pimentel contou como se deu a campanha em Fortaleza, vencida por Roberto Cláudio, do PSB, contra o candidato do PT, Elmano Freitas.

“De uma hora para outra, nossos aliados tradicionais não ficaram com a gente. E eu não falo nem do PMDB. O PCdoB dizia para a gente: no governo federal, temos um tratamento isonômico com outros aliados, mas o Eduardo nos promete mundos e fundos”.

“Lutar contra a máquina estadual comandada por Eduardo Campos já era duro. Mas a questão é que eu tive de lutar contra a máquina federal também” (Humberto refere-se ao Ministro da Integração, Fernando Bezerra (PSB-PE), segundo ele a máquina federal de Eduardo).

Humberto sempre foi ruim de voto, sabe que foi eleito senador graças a Eduardo Campos, quer transferir a culpa da derrota do Recife, para os outros, mas se não fosse o socialista Geraldo Júlio, a derrota poderia ter vindo através do tucano Daniel Coelho, lembrar que Humberto acabou em terceiro lugar na disputa, com apenas 17,43% dos votos, dez pontos percentuais, atrás do segundo colocado e 33,72, distante do eleito.

Para Humberto o Ministro da Integração, Fernando Bezerra (PSB-PE), é o homem responsável pela máquina federal de Eduardo Campos
“No interior, então, a ação de Fernando Bezerra foi maior ainda”, focou Humberto, tentando justificar a derrota clamorosa do partido nos municípios da região metropolitana e no restante do território pernambucano. “Na Bahia também”, completou o líder do PT, Walter Pinheiro (BA).

Os senadores ainda reclamaram de uma ação política mais efetiva do governo federal em favor do PT. Dilma, queixaram-se, não apenas permitiu ações como as de Fernando Bezerra como ela própria pouco atuou em favor do partido. Esse posicionamento mais neutro da presidenta preocupa os senadores.

Na teoria da conspiração concebida pelos senadores petista, na reunião, as novas derrotas do PSDB e dos demais partidos de oposição, somadas à discreta exposição de Aécio Neves, pode significar a adoção de um plano B pelos tucanos, até por uma questão de sobrevivência.

Analisaram as declarações feitas nesta quarta-feira (30), do prefeito eleito de Manaus, o ex-senador Arthur Virgílio, que chegou a dizer “sonhar” com uma chapa formada por Aécio Neves e Eduardo Campos. E completou: “Não importa a ordem”.

Para os senadores do PT, pode ser que o PSDB, diante do quadro desfavorável, recolha as suas pretensões e opte por uma candidatura de Eduardo Campos, um nome novo, de um partido novo, que poderia assim escapar da rejeição aos nomes mais tradicionais da política, uma das leituras que ficou das eleições deste ano. Eduardo manteve os laços com Aécio em Belo Horizonte, quando os dois uniram-se para reeleger Márcio Lacerda (PSB) prefeito.

Lembraram também, que em Recife, Eduardo uniu-se a um opositor histórico do PT e do governo, o senador Jarbas Vasconcelos. Jarbas é um dissidente do PMDB, mas o PMDB é um partido que sempre procurou manter pontes com todas as opções políticas disponíveis e em Salvador, o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF), Geddel Vieira Lima, um político ligado ao grupo do vice-presidente Michel Temer, apoiou a candidatura de ACM Neto, do DEM, que venceu as eleições.

Do jeito com que estão tratando do assunto, questionado o apoio de Dilma e superestimando o poder e a força de Eduardo Campos, acabam jogando o governador, ainda aliado, nos braços do PSDB e da oposição e o transforma em objeto do desejo do PMDB. Como efeito colateral, proporcionam ainda, uma exposição extra do pernambucano, diante do eleitorado nacional, supostamente ávido por novidades. Eduardo Campos agradece.