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30 de jul. de 2013

Oposição republicana já faz campanha contra provável candidatura de Hillary Clinton, em 2016

ESTADOS UNIDOS BRASIL - Eleição 2016
Oposição republicana já faz campanha contra
provável candidatura de Hillary Clinton, em 2016
A campanha para a eleição presidencial americana de 2016 já está nas ruas, ou melhor, na internet e nas redes sociais. Já existem, nos EUA, Comitês de Ação Política, (PAC na sigla em inglês), em intensa atividade com a finalidade de detonar a candidatura da ex-senadora, Hillary Clinton, as eleições presidenciais americana em 2016. E tantos outros, defendendo a ex-Secretária de Estado.

Foto: Reprodução

O Comitê de Ação Política, STOP HILLARY foi criado para uma única razão - para garantir Hillary Clinton nunca se torna presidente dos Estados Unidos.- diz o portal do movimento

Postado por Toinho de Passira
Baseado no texto de Alessandra Corrêa, para a BBC Brasil
Fontes: BBC Brasil, Stop Hillary, CBS News, Stop Hillary 2016, The New York Times, Ready for Hillary, Vanity Fair

Mais de três anos antes das próximas eleições presidenciais nos EUA, um movimento já começa a chamar a atenção para a disputa: o de republicanos articulados em campanhas fora do partido contra uma possível candidatura da democrata Hillary Clinton à Casa Branca.

A ex-secretária de Estado americana ainda não anunciou se realmente pretende concorrer ao cargo, mas grupos que se opõem a ela afirmam que precisam estar preparados desde já, antes que seja tarde demais para impedir que "mais um Clinton" ocupe a presidência ─ o marido de Hillary, Bill Clinton, governou os EUA de 1993 a 2001.

"É crucial começar agora", disse à BBC Brasil Garrett Marquis, porta-voz de um dos grupos já em ação, o Stop Hillary PAC (sigla em inglês para Comitê de Ação Política, organizações que não são ligadas oficialmente a nenhum candidato ou partido, mas podem arrecadar fundos e fazer campanhas a favor ou contra candidatos ou causas).

"A máquina Hillary e Bill Clinton está pronta para agir no momento em que eles precisarem. Eles têm força desde o primeiro dia, assim que ela decidir quando será o primeiro dia. Nós precisamos estar prontos para enfrentá-la quando esse dia chegar", afirma.

Foto: Getty Images

IMAGENS NEGATIVAS

Na semana passada, o Stop Hillary PAC divulgou na internet um vídeo de 50 segundos com imagens negativas sobre um possível governo Hillary.

No vídeo, uma voz feminina presta o juramento presidencial enquanto imagens de cerimônias de posse anteriores são intercaladas por palavras remetendo a escândalos aos quais Hillary esteve supostamente ligada, como o ataque ao consulado americano em Benghazi, na Líbia, quando ela era Secretária de Estado, que resultou na morte do embaixador americano no país, Christopher Stevens.

Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

A FORÇA DE HILLARY

Embora tenha saído do governo federal em fevereiro deste ano, deixando a chefia da diplomacia americana para John Kerry, Hillary acumula um capital político de peso, que data desde o escândalo Monica Lewinsky, 15 anos atrás. Aos olhos dos liberais foi vista como a mulher que apesar de traída deu a volta por cima, tornou-se senadora e galgou sua ascensão política no país.

Já para o público mais conservador exemplificou o ideal da mãe e mulher firme, capaz de perdoar uma traição diante de todo o mundo. Sob qualquer interpretação, no entanto, sua reação ao escândalo solidificou a imagem de uma mulher forte e capaz de superar obstáculos e crises.

Ao longo dos anos ganhou destaque internacional, e à frente do Departamento de Estado ficou conhecida pelo pulso firme mas também surpreendeu deixando-se fotografar dançando e se divertindo.

Na frente eleitoral, embora não tenha formalizado a pré-candidatura, vem mostrando mobilização. Nesta semana a democrata tomou café da manhã com o vice-presidente, Joe Biden, e almoçou com o presidente americano, Barack Obama.

Em outro desdobramento, a CNN Films, uma divisão da rede de notícias americana, confirmou que fará um documentário sobre a vida da ex-senadora, que além de ser transmitido pelo canal deve chegar às salas de cinema de todo o país.

Formado em maio, o grupo é liderado pelo senador republicano Ted Harvey, do Estado do Colorado, e já vem arrecadando simpatizantes e contribuições financeiras para "assegurar que Hillary Clinton nunca se torne presidente dos EUA".

Segundo Marquis, o grupo vem buscando engajar "americanos preocupados (com um possível governo Hillary)" em todo o país, por meio de e-mails, redes sociais e telefonemas. Também estão previstos anúncios de rádio e TV.

"Nosso objetivo é parar Hillary Clinton e isso inclui não só as eleições presidenciais de 2016, mas também as eleições legislativas de 2014", diz.

"Onde quer que ela vá, dando apoio candidatos e fazendo discursos, nós iremos também, ajudando candidatos que concorram contra aqueles que ela apoia."

Charge: Taylor Jones (USA)

CARICATURA

O Stop Hillary PAC é apenas o mais recente dos grupos conservadores a tornar pública sua campanha contra Hillary.

No mês passado, o PAC America Rising, liderado pelo coordenador da campanha presidencial do republicano Mitt Romney em 2012, Matt Rhoades, lançou o movimento Stop Hillary 2016, com o objetivo de "evitar outro governo Clinton, depois de oito anos com o presidente (Barack) Obama".

Segundo o cientista político Christopher Malagisi, professor de História do Movimento Conservador na American University, em Washington, o principal objetivo desses grupos é se antecipar e caracterizar Hillary da maneira como a veem, em vez de como ela própria tenta se apresentar.

"É uma oportunidade de formar uma caricatura do adversário antes que ele tenha a chance de definir sua imagem", disse Malagisi à BBC Brasil.

Apesar de Hillary ainda não ter anunciado se pretende concorrer em 2016, sua possível candidatura já tem o apoio oficial de nomes de peso no Partido Democrata, como a senadora Claire McCaskill, do Missouri, e de PACs como o Ready for Hillary, formado em janeiro.

Pesquisas indicam que Hillary é a favorita entre os possíveis pré-candidatos democratas e também contra possíveis candidatos republicanos na eleição geral.

De acordo com uma pesquisa McClatchy-Marist, realizada pela empresa de comunicações McClatchy e o Instituto Marista de Opinião Pública e divulgada na semana passada, 63% dos democratas votariam em Hillary.

Segundo a sondagem, o possível candidato republicano com maiores chances contra Hillary na eleição geral seria o governador de Nova Jersey, Chris Christie. Ainda assim, Hillary ficaria à frente, com 47% dos votos, contra 41% de Christie.

Foto: Drew Angerer/The New York Times

I’M HILLARY CLINTON 2016 - Estagiários no Comitê de Ação Política, pró Hillary, na Virginia, preparando correspondência, já receberam mais de 65.000 pedidos de adesivos para carros

INFLUÊNCIA

Movimentos do tipo "Stop Hillary" não são novos. Antes das eleições de 2008, quando a ex-senadora concorreu pela indicação democrata contra Obama, também houve campanhas contra sua candidatura.

A diferença agora, diz Malagisi, é o crescente papel dos PACs nas eleições ─ especialmente a partir de 2010, quando a Suprema Corte dos EUA decidiu que os chamados Super PACs (PACs especiais) podem arrecadar fundos sem limites de indivíduos, empresas, sindicatos e outros grupos.

"Há muita gente olhando para 2012 e tentando ver o que deu certo e o que deu errado, para garantir que seus Super PACs sejam mais influentes. Eles pensam: 'Se formarmos um Super PAC agora, estaremos melhor preparados para 2016'", afirma.

Segundo Malagisi, ainda é cedo para medir a influência dos Super PACs nas próximas eleições.

"Mas com certeza serão um fator importante. Estamos apenas no começo do que será o papel dos Super PACs."

9 de jan. de 2013

Hillary Clinton de volta ao trabalho

ESTADOS UNIDOS
Hillary Clinton de volta ao trabalho
A Secretaria de Estado, do governo Obama, voltou a trabalhar nesta quarta-feira, aparentemente bem disposta, há apenas cinco dias após ter tido alta hospitalar, internada devido a um coagulo na cabeça causado por uma por a queda em um desmaio

Foto: Reuters

Os funcionários do gabinete de Hillary a receberam calorosa e descontraidamente. Sugerindo que ela deveria proteger melhor a cabeça, presentearam-na com um capacete, com o símbolo do Departamento de Estado, similar aos usados pelos jogadores de futebol americano

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasilk, G1, Terra, The New York Times, Herald Sun

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez nesta quarta-feira suas primeiras declarações públicas depois de um mês afastada por motivos de saúde e apenas cinco dias após ter tido alta hospitalar.

Em conversa com repórteres em Washington, Hillary disse estar emocionada por voltar ao trabalho.

Os problemas de saúde de Hillary começaram em dezembro, quando ela contraiu um vírus estomacal. Ela passou mal e sofreu uma queda, que levou a uma concussão e, posteriormente, um coágulo.

Hillary disse que sua experiência como secretária de Estado foi extraordinária e que agora vai se concentrar em resolver questões pendentes antes de entregar o cargo a seu sucessor, o senador John Kerry, que assume a pasta no novo mandato do presidente Barack Obama, no próximo dia 21.

Hillary é a mais provável candidata democrata a sucessão de Barack Obama em 2016. Segundo o The New York Times, pesquisas recentes mostram que cerca de 65 por cento dos americanos têm uma impressão positiva de Hillary, enquanto apenas cerca de 30 por cento têm uma, negativa. Ela, que está deixando o cargo a pedido, é também a mais bem avaliada dos integrantes da equipe de Obama.

3 de jan. de 2013

Hillary deixa hospital acompanhada de Bill Clinton

ESTADOS UNIDOS – Nova Iorque
Hillary deixa hospital acompanhada de Bill Clinton
A secretária de Estado Hillary Clinton, que não tem sido visto em público desde 7 de dezembro, foi fotografada deixando New York-Presbyterian Hospital Columbia dias após a verificação da existência de um coágulo de sangue, numa das veias responsável por drenar o sangue do cérebro.

Foto: Joshua Lott / Reuters

SORRIDENTES - Hillary Clinton, acompanhada do marido Bill e da filha Chelsea, deixando o Hospital nesta quarta-feira. A família parecia descontraída e aliviada

Postado por Toinho de Passira
Fontes: New York Daily , Times of Israel , Reuters, Twitter – Chelsea Clinton, G1, The New York Times

A secretaria americana Hillary Rodham Clinton, de 65 anos, recebeu alta do “Nova York-Presbyterian Hospital Columbia”, na noite de quarta-feira, onde se encontrava internada desde o domingo (30), para tratamento de um coágulo em uma das veias da cabeça.

A notícia de sua liberação foi a primeira boa notícia em um mês de noticias preocupante para Hillary – fora da cena política desde o começo de dezembro por uma séria de complicações com a saúde.

O coágulo de sangue na sua cabeça, foi o ápice de uma série de acontecimentos: primeiro ela foi diagnosticada com um vírus estomacal; em consequência acabou desmaiando devido a uma forte desidratação; na queda bateu com a cabeça o que muito provavelmente provocou o coágulo.

A equipe médica descreveu a doença como um coágulo potencialmente grave, por bloquear a veia situada no espaço entre o cérebro e o crânio atrás da orelha, que possui a importante missão de drenar o sangue do cérebro.

"Apesar de preocupante, não causou um acidente vascular, ou um dano neurológico", disse um boletim médico.

Não tratados, esses bloqueios podem levar a hemorragias cerebrais ou derrames.

O tratamento consiste principalmente de diluentes de sangue para dissipar e evitar a ampliação do coágulo e prevenir novas formações e a ingestão de muito líquido para prevenir desidratação, que é um importante fator de risco para coágulos sanguíneos.

Fotografados deixando o hospital, acompanhando Hillary, o seu marido, o ex-presidente Bill Clinton e sua filha, Chelsea, pareciam eufóricos.

Na sua conta no Twitter, nesta quarta-feira, Chelsea Clinton, a filha, disse, "Mãe recebeu alta do hospital e está se dirigindo para casa. Somos muito gratos à equipe médica confiante que ela vai fazer uma recuperação completa. "

Foto: AFP / Getty Images

RECORDE - Hillary na Arabia Saudita. Nos quatro anos de governo Obama, a Secretaria visitou, em missão, 112 países, em todo o planeta, alguns deles, como o Brasil, mais de uma vez.

Falando ao “The New York Times” o doutor David J. Langer, neurocirurgião e professor associado na Hofstra North Shore-LIJ Faculdade de Medicina, disse que Hillary precisa de um acompanhamento médico cuidadoso e constante nos próximos dias, semanas e meses para se certificar de suas doses de anticoagulantes estão corretas e que o coágulo não está em crescimento.

O fato de Hillary ter tido outro coágulo sanguíneo no passado - em sua perna, em 1998 – quando seu marido era presidente do EUA, sugere que ela pode ter uma tendência a formar coágulos, e pode precisar utilizar-se de anticoagulantes por um longo prazo ou até mesmo para o resto de sua vida, de acordo, com outro especialista, Dr. Geoffrey T. Manley, da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Um grande risco para as pessoas que tomam anticoagulantes é que as drogas aumentam sangramento, em ferimentos provocados por acidentes - como a queda que causou a concussão de Hillary Clinton – tornando-se mais perigoso, e mais propensos a sofrer hemorragias cerebrais.

Mesmo assim, a medicação não deve interferir com a carreira de Hillary Clinton, o Dr. disse Manley, que acrescenta que a ingestão permanente da medicação não acrescenta nenhuma complicação importante a longo prazo.

Dr. Langer acrescentou que a veia bloqueada por um coágulo pode ou não reabrir.

“Às vezes, disse ele, o coágulo persiste e o corpo cobre com tecido fechando ou limita o vaso sanguíneo. Contanto que a veia do outro lado da cabeça esteja desbloqueada, não há qualquer problema para o paciente.

Vários fatores de risco para coágulos, incluindo desidratação e sua história anterior de um coágulo pode ter levado Hillary a atual situação. Além disso, as mulheres são mais propensas do que os homens para este tipo de coágulo, particularmente quando desidratada.

A queda também pode ter sido um fator, embora não seja claro se seu ferimento na cabeça foi grave o suficiente para ter causado um coágulo de sangue.

O tipo de coágulo ela apresentou é muito mais provável ser associado com uma fratura de crânio do que com uma concussão, disseram vários especialistas ao The New York Times.

Foto: Associated Press

EXCESSO - Ultimamente a aparencia de Hillary denotava um esgotamento físico. Excesso de pressão ou de trabalho ?

Levantou-se a hipótese de que o excesso de trabalho - frequentes viagens ao exterior e pressão permanente, inerente ao cargo, teriam desencadeado o processo.

Hillary Clinton tem mantido uma rotina desgastante e prolongada desde que se declarou candidata à presidência em 2007. Viajou mais de 950.000 quilômetros, nestes últimos quatro anos, em visitas a 112 países. Sendo a Secretaria de Estado que mais viajou em toda a história dos EUA.

Ela tem revelado uma aparência cansada e envelhecida, nos últimos tempos, demonstrando o desgaste devido ao peso do cargo que exerce.

“Não se pode afirmar que seu trabalho duro resultou nisso", disse o Dr. Langer. "Eu não acredito nesse tipo de julgamento."

Em teoria, segundo o especialista, o esgotamento pode enfraquecer o sistema imunológico temporariamente, e diminuir a resistência de uma pessoa de infecções como o vírus estômago que aparentemente iniciados problemas de Hillary. Mas, em sua opinião, o fator mais importante que contribui para o coágulo de sangue foi, provavelmente, o ferimento na cabeça em consequência da queda.

Toda essa preocupação e debate estão associados ao fato de Hillary Clinton ser apontada como o principal nome, do partido Democrata, com chances de vitória, a disputar a Casa Branca, na sucessão de Barack Obama, em 2106. Ultimamente ela tem negado ter pretensões ao cargo, mas em politica até 2016 é uma eternidade...


31 de dez. de 2012

Hillary Clinton internada por causa de um coágulo sanguíneo

ESTADOS UNIDOS
Hillary internada por causa de coágulo sanguíneo
Médicos optaram por internar a Secretaria de Estado Americano, após terem detectado um trombo, um coágulo sanguíneo, provalmente em virtude de um traumatismo craniano após um desmaio e uma queda sofrida por ela no início do mês.

Foto: J. Scott Applewhite/Associated Press

Hillary é um dos nomes mais destacados, como candidata democrata, para suceder o presidente Obama em 2016

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, New York Post, Times of Israel, Washington Post, G1, Portal Terra

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, foi levada ao New York Presbyterian Hospital de Columbia, neste domingo (30) em Nova York após a descoberta de um coágulo em consequência da concussão sofrida alguns dias antes.

O porta-voz Philippe Reines informou que seus médicos descobriram o coágulo durante exames feitos neste domingo. Segundo ele, a secretária de estado está sendo tratada com anticoagulantes e será monitorada por 48 horas.

O Departamento de Estado anunciou há três semanas que Clinton tinha contraído um vírus estomacal que a levou então a cancelar uma viagem a Marrocos, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.

Uma semana mais tarde, 15 de dezembro, seu conselheiro, Philippe Reines, disse que a secretária de Estado, de 65 anos de idade, sofreu uma concussão cerebral depois de ter desmaiado, por causa de uma 'forte desidratação'.

Seus médicos a aconselharam a não retomar, antes de 'meados de janeiro', as longas viagens diplomáticas de avião que costuma fazer por diferentes cantos do planeta.

Apesar da reeleição do presidente Barack Obama em novembro, Hillary deixou claro que não continuará à frente do Departamento de Estado neste segundo mandato. Essa posição foi posta para o presidente desde que ela tomou posse há quatro anos.

Por causa do estado de saúde, ele não compareceu a uma audiência no Congresso, que investiga a responsabilidade do Departamento de Estado, no ataque a representação diplomática americana em Benghazi, na Líbia, onde um diplomata e mais três funcionários da chancelaria foram mortos num ataque terrorista.

Ela também cancelou uma viagem, anteriormente planejada para o Marrocos.

E não compareceu ao anúncio, feito pelo presidente Obama, de que o senador John Kerry, democrata de Massachusetts, seria nomeado para sucedê-la como secretária de Estado. Ela limitou-se a elogiar Kerry, num comunicado.

Segundo o jornal The New York Times, Hillary Clinton é amplamente considerada como um dos principais nomes a sucessão presidencial em 2016, apesar dela negar publicamente essa intenção. Mas assessores próximos a ela não descartou a possibilidade. Em 2008 ela disputou e perdeu a indicação do partido para o presidente Barack Obama.

Em entrevista divulgada, nesta quarta-feira, e gravada bem antes dos problemas de saúde, Hillary declarou a Barbara Walters, da ABC News, em referência aos rumores sobre seu nome para a eleição de 2016:

“Já disse que realmente não é algo que pretenda fazer de novo."

"Tenho estado nos níveis mais altos da atividade americana nos últimos 20 anos e penso que é o momento de dar um passo atrás, talvez me dedicar a escrever, a ensinar ou a fazer conferências".

Hillary Clinton estava entre as "10 personalidades mais fascinantes de 2012", que tradicionalmente são entrevistadas pela jornalista Barbara Walters, da ABC no final do ano.

Aos 65 anos, Clinton descartou, na entrevista, que a idade seja um problema para uma eventual candidatura em 2016. "Por sorte - bato na madeira - não sou uma pessoa apenas saudável, mas também tenho uma energia incrível".

9 de mar. de 2012

Major Pricilla, a heroína brasileira

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Major Pricilla, a heroína brasileira
Enchemo-nos de orgulho pela carioquinha Pricilla, oficial da Polícia do Rio de Janeiro, que recebeu o prêmio Internacional Mulheres de Coragem, das mãos da secretaria de Estado Hillary Clinton, ladeada da primeira Dama dos Estados Unidos Michelle Obama. Destacada numa área tão complexa e difícil, como a segurança pública, sua atuação sensível junto às comunidades e a aguerrida atuação combatendo o crime organizado, acabou levando-a a esse momento, onde é apontada, com muita justeza, como exemplo para mulheres, e homens, de todo mundo.

Foto: Captura de Imagem/Video White House

Numa cerimônia no Departamento de Estado dos EUA em Washington, Hillary Clinton, a Secretaria de Estado dos EUA, falando das qualidades de Pricilla, ao lado de Michelle a primeira Dama americana.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Estadão, Veja - Rio, Revista Época, Governo do Rio de Janeiro, Video White House

Das mãos da Secretaria de Estado Hillay Clinton, ao lado da primeira dama americana Michelle Obama, a carioca Pricilla de Oliveira Azevedo, Major da PM do Rio, recebeu nesta quinta-feira o prêmio Internacional Mulheres de Coragem, oferecido pelo governo dos Estados Unidos, em pomposa solenidade na Casa Branca. A policial carioca é uma daquelas pessoas iluminadas, inspirada e inspiradora, um raro ser humano que dosa firmeza e coragem, com candura e consciência social.

Ninguém explica como aquela pequenina mulher de 1,65 de altura, é tida, pelas autoridades de segurança pública carioca, como a responsável pela expulsão dos traficantes do Morro de Santa Marta, sem confrontos violentos, inspirado toda a politica de abordagem da PM carioca nas intervenções nos morros anteriormente dominados pela bandidagem.

Foto: Gatty Images

Momento de emoção recebendo os aplusos de Michelle Obama

Pouco se sabe da sua vida pessoal, por questões de segurança, pois quanto mais amada e respeitada por autoridades e pela população mais é odiada pelo crime organizado. Major Priscilla nasceu em Laranjeiras- Zona Sul, bairro vizinho de Botafogo, é filha de um bancário aposentado e de uma professora, ela diz que não é casada nem é mãe. Não revela sequer o bairro onde mora. Tamanha cautela tem explicação:

Na PM do rio desde 1998, Pricilla virou notícia em 2007 quando sofreu um sequestro-relâmpago, próximo a sua residência. Ao ser identificada como policial foi espancada a socos e pontapés, e levada para a favela próxima onde foi mantida em cativeiro pelos criminosos. Conseguiu fugir e, no dia seguinte, participou da operação que prendeu os criminosos.

Quando a primeira UPP (Unidades de Polícia Pacificadora) quarteis da PM instalado nessas áreas de conflitos com o tráfico, foi criada, em 2008, na comunidade Santa Marta, a cúpula da segurança carioca acertadamente incumbiu-lhe da missão de assumir o comando da unidade.

A jovem capitã, por dois anos comandou 125 Policiais Militares numa área com 9 mil moradores e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito baixo.

Durante sua atuação na área, segundo o site da Secretaria de Segurança do Rio, a atual, Major Pricilla conseguiu eliminar o tráfico de drogas na comunidade, criou modelos de mediação de conflitos, trabalhou com instituições de nível municipal e estadual para melhorar o serviço de saúde e de coleta de lixo, aumentou as oportunidades de treinamento técnico e educacional e desenvolveu uma bem-sucedida feira de artesanato na comunidade.

Foto: AFP

Pousando ao lado des duas das mais poderosas mulheres do mundo, Hillary Clinton e Michelle Obama

Em 2010, ela deixou o comando da UPP e passou a trabalhar como Coordenadora Geral de Programas Estratégicos para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (SESEG), cargo que ocupa até hoje.

Ela é a policial com o cargo mais alto no programa das UPPs, e a primeira mulher a ocupar uma posição estratégica na Superintendência de Planejamento Operacional da SESEG.

O reconhecimento internacional da mulher Pricilla de alguma forma além de orgulho dá-lhe uma capa de proteção ainda maior. Por aqui ela já havia recebido a condecorações das Câmaras de Vereadores das cidades do Rio de Janeiro, Tanguá e Itaboraí. Foi premiada com a Medalha de 50 Anos da Força Brasileira das Nações Unidas. Em 2009, a Revista Veja deu a Major Pricilla o Prêmio de Personalidade do Ano, com o título de “Defensora da Cidade”.

Ficamos pensando com nossos botões: por causa de mulheres assim, há esperança de um mundo melhor. Deus te abençoe menina!


Pricilla diante do Quartel em Santa Marta, onde tudo começou. Ela tem aquelas qualidades tão próprias das grandes mulheres: determinação, persistência, firmeza e candura.


9 de jan. de 2012

EUA expulsaram consulesa venezuelana de Miami

ESTADOS UNIDOS - VENEZUELA
EUA expulsaram consulesa venezuelana de Miami
Sem divulgar o motivo, o governo americano comunicou a embaixada da Venezuela em Washington, que consulesa venezuelana Livia Acosta, que servia em Miami, tornou-se uma "persona non grata". A diplomata havia sido citada num documentário da TV "Univisión", numa história de conspiração contra os Estados Unidos. Mesmo sem comprovação os americanos mandaram a venezuelana de volta para casa. O New York Times diz acreditar que a expulsão é mais um movimento diplomático agressivo entre os dois países e que o governo Obama está usando o incidente para mostrar a desaprovação do apoio de Hugo Chávez ao governo iraniano de Mahmoud Ahmadinejad.

Foto: Javier Caceres /Associated Press

A diplomata venezuelana, Livia Acosta, "persona non grata", para os americanos.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:El Carabobeno, The New York Times, El Nacional, Folha de S Paulo, Reuters

A consulesa da Venezuela em Miami (EUA), Livia Acosta Noguera, foi declarada "persona non grata" pelo governo norte-americano e deverá abandonar o país antes da próxima terça-feira, informou neste domingo um porta-voz do Departamento de Estado.

A embaixada da Venezuela em Washington recebeu a notificação oficial na sexta-feira e a consulesa "deve sair dos Estados Unidos antes do dia 10 de janeiro", disse o porta-voz para a América Latina do Departamento de Estado, William Ostick, que destacou que não pode dar detalhes específicos sobre os motivos da decisão.

"O Departamento de Estado informou à embaixada da República Bolivariana da Venezuela no dia 6 de janeiro que, de acordo com o artigo 23 da Convenção de Relações Consulares de Viena, Livia Acosta Noguera, cônsul geral venezuelana em Miami, foi declarada 'persona non grata'", afirmou Ostick.

Este artigo da Convenção de Viena estipula as condições pelas quais o Estado receptor de pessoal consular pode comunicar "o tempo todo ao Estado que envia que um funcionário consular é 'persona non grata', ou que qualquer outro membro do pessoal já não é aceitável".

O ponto quatro deste artigo indica, além disso, que o Estado receptor "não estará obrigado a expor ao Estado que envia (o funcionário) os motivos de sua decisão".

No último mês de dezembro, a rede de televisão "Univisión" transmitiu o documentário "A ameaça iraniana" sobre um suposto plano em 2006 para atacar os sistemas de várias usinas nucleares nos EUA, além da Casa Branca, do FBI (polícia federal americana) e da CIA (agência de inteligência americana).

Alguns dos entrevistados disseram que as embaixadas de Irã, Cuba e Venezuela também teriam participado. Na reportagem uma senhora Acosta, é citada com participante das discursões. A consulesa venezuelana Livia Acosta Noguera, servia na embaixada da Venezuela, à época dos fatos narrados no documentário.

O New York Times, diz que o documentário exibido pela Univision relata uma conspiração quem mais parece ser uma ficção e que não há evidencias de que as autoridades americanas tinham sido capazes de comprovar as acusações contidas no programa transmitido pela TV.

Para o jornal novaiorquino a “decisão de expulsar o diplomata coincidiu com a decisão da administração Obama de desaprovar a disposição da Venezuela de manter relações amistosas com o Irã, apesar dos esforços internacionais para isolá-lo sobre seu programa nuclear”. Na noite de domingo, quando a expulsão da diplomata era anunciada o presidente Chávez estava se preparando para receber o presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã, em Caracas na primeira etapa de uma turnê latino-americana.

Chávez tem usado por muito tempo seus laços com o Irã como uma forma de afrontar os Estados Unidos, a quem ele se refere como um agressor imperialista visando derrubar seu governo socialista.

Essa pendenga vem de longe: Chávez já expulsou o embaixador americano na Venezuela, Patrick Duddy D., em setembro de 2008, alegando que os Estados Unidos estavam apoiando um grupo de oficiais militares tramando um golpe contra ele. Em resposta, os Estados Unidos expulsaram o embaixador venezuelano. Ao mesmo tempo em que acusavam dois funcionários do alto escalão no governo de Chávez de envolvimento em tráfico de drogas. Um desses funcionários, o general Henry Rangel Silva, foi nomeado ministro da Defesa de Chávez na semana passada.

Foto: AFP/Getty Images

O General venezuelano Henry Rangel Silva, acusado pelos americanos de ser chefão do tráfico de drogas, nomeado por Hugo Chávez para Ministro da Defesa da Venezuela

No momento não existe em Caracas um embaixador dos Estados Unidos, nem nos EUA um embaixador da Venezula.

Sabe-se que após a transmissão do documentário, o presidente da organização de Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio, José Antonio Colina, enviou uma carta à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pedindo que retirasse o consentimento a Livia e outro funcionário do consulado, Egard José Alexander Belandria, por supostamente pertencer ao Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin).

Os parlamentares republicanos da Flórida, Ileana Ros-Lehtinen, Mario Díaz Balart e David Rivera, e o democrata de Nova Jersey, Albio Sires, também solicitaram a Hillary que averiguasse as acusações contra a diplomata venezuelana e, caso fossem comprovadas, pedisse sua saída imediata do país.

"Caso forem comprovadas, estas ações demonstram a disposição de Livia em minar os interesses dos EUA, e a ameaça potencial à nossa segurança nacional que representam suas atividades", disseram em carta remetida a Hillary.

Foto: Juan Barreto/AFP/Getty Images

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, recebeu no domingo o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que chegou à venezuelana, como primeira parada de uma turnê que visa atrair o apoio dos líderes de esquerda na América Latina. O ocidente, liderado pelos Estados Unidos tentam isolar a República Islâmica e atingir as exportações de petróleo que são vitais para o país.

"Um porta-voz e uma porta-voz em Washington do Departamento de Estado ou da Casa Branca disseram que não seria conveniente para qualquer país se aproximar do Irã. Bom, a verdade é que isso faz rir", disse Chávez em discurso televisionado.

"Eles não conseguirão dominar o mundo. Esqueça isso Obama, esqueça. Seria melhor pensar sobre os problemas do seu país, que são muitos", afirmou.

"Somos livres. O povo da América Latina jamais se ajoelhará novamente, dominado pelo ianque imperial. Nunca mais", concluiu.

3 de jan. de 2011

Hillary e Chávez: cordiais inimigos

ESTADOS UNIDOS – VENEZUELA
Hillary e Chávez: cordiais inimigos
O encontro entre o presidente venezuelano e a Secretaria americana, durante a posse de Dilma Rousseff, em Brasília, foi surpreendentemente cortes e descontraído, apesar da tensão vivida atualmente entre os dois países. Chávez disse que Hillary aproximou-se sorridente e gentil e coube a ele corresponder e acolher cavalheiresca e educadamente o cumprimento estendendo-lhe a mão. Não parece terem conversado nada importante, mas o simples fato de terem se deixado fotografar e dialogarem na presença de outros líderes latinos foi considerado importante, tanto por Washington quanto por Caracas.

Foto: Captura de video

BLOG DO OBAMA- O encontro entre Hillary Clinton e Hugo Chávez na posse de Dilma Rousseff em Brasília, ganhou as manchetes internacionais, foi realçado pelo portal da Casa Branca, no Blog de Barack Obama e no Portal do Governo Venezuelano.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Obama, Publico, Estadão, AFP, Diario de Notícias, Daily Express, New York Magazine, El Pais, CNN, El Carabobeno, Portal Gobierno Venezuela

Desde que se confirmou a presença da Secretaria de Estado Americano Hillary Clinton e do Presidente da Venezuela Hugo Chávez na posse de Dilma Rousseff, em Brasília, no primeiro dia do ano, que se estabeleceu uma expectativa da possibilidade de um encontro entre os dois, e como seria o comportamento adotado por ambas as partes.

Os dois países nunca desfrutaram de relações amistosas, principalmente, devido às constantes ataques verbais de Hugo Chávez ao governo americano. Mas nas últimas semanas a pressão subiu e os dois países estiveram à beira de romper relações diplomáticas. Chávez recusou-se a aceitar a nomeação do novo embaixador americano em Caracas, Larry Palmer, acusando-o de ter desrespeitado a Venezuela durante as audiências no Congresso americano.

Palmer afirmara na ocasião que havia dúvidas sobre a liberdade de imprensa na Venezuela, que a moral dos militares venezuelanos está baixa e denunciou as ligações do Governo Chávez aos guerrilheiros colombianos das FARC, que inclusive usariam o território venezuelano para se abrigar. Em resposta a guerra diplomática os EUA retaliaram, retirando o visto ao embaixador venezuelano em Washington, Bernardo Álvarez.

As relações entre os dois países complicaram-se muito desde a tentativa de golpe sofrida por Chávez em 2002. O presidente venezuelano chegou a ser deposto por dois dias e só retornou ao poder após fortes protestos populares e do empenho de outros líderes e presidentes latino-americanos.

Chávez sempre acusou Washington de estar por trás do golpe. Desde então os americanos hostilizam o regime venezuelano, cada vez mais autoritário e Chávez não cansa de criticar o governo americano.

Apesar das relações políticas conflitantes e difíceis, Estados Unidos e Venezuela mantêm relações comerciais importantes. No ano passado as importações de petróleo venezuelano para os Estados Unidos superam um milhão de barris por dia, e representa quase 10% das importações petrolíferas dos americanos.

Na campanha para presidente Barack Obama disse claramente que os americanos têm que reduzir essa dependência do petróleo de países hostis. Da mesma forma a Venezuela de Hugo Chávez corre em busca de outros mercados, para não depender tanto do comércio com os americanos para vender o seu petróleo. Mas ambos ainda estão longe de encontrar uma solução e seguem brigando diplomaticamente e se acertando comercialmente.

Foto: Reuters

ESMAGANDO HILLARY- Na foto o presidente da Colômbia, Manuel Santos, Hillary Clinton, Secretaria de Estado USA, Sebastião Piñera, Presidente do Chile e Hugo Chávez, presidente da Venezuela. O site de humor venezuelano Aporrea disse que Chávez aproveitou para dá um aperto de mão esmagador, na Secretaria americana, que resistiu bravamente a dor, fingindo que sorria.


10 de dez. de 2010

WIKILEAKS – BRASIL: Embaixador USA informou sobre vida bandida de Dilma

WIKILEAKS – BRASIL
Embaixador USA informou sobre vida bandida de Dilma
A Diplomacia americana não tem dúvidas de que a nossa futura presidenta, quando participou da luta armada, ao lado de José Dirceu e Capitão Lamarca, planejou assaltos a bancos e ao Cofre de Ademar de Barros, segundo documentos de posse do site WikiLeaks. Não se sabe se essa experiência enriquecedora vai ajudá-la a governar o país.

Fotomontagem Toinho de Passira

A guerrilheira Dilma nos tempos da clandestinidade, as atividades criminosas do passado não passaram desapercebidas pela diplomacia americana

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha Online

Na Folha de ao Paulo de hoje, numa matéria de Fernando Rodrigues e Matheus Leitão, afirmam que a “diplomacia dos EUA afirmou em telegrama confidencial de 2005 que Dilma Rousseff, então recém-nomeada para a Casa Civil, "organizou três assaltos a bancos" e "planejou o legendário assalto popularmente conhecido como "roubo ao cofre do Adhemar" durante os governos militares no Brasil.

“O telegrama faz parte de um lote de nove documentos obtidos pela ONG WikiLeaks aos quais a Folha teve acesso. Não há nenhuma menção à fonte da informação a respeito da atuação atribuída à presidente eleita”.

Dilma nega ter participado de ações armadas quando militou em organizações de esquerda, nos anos 60, mas nunca disse direito o que fazia exatamente no Comando de Libertação Nacional (Colina) e depois Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Lembrar que essas duas organizações guerrilheiro-terroristas, foram responsáveis pela morte de pelo menos 16 pessoas.

O processo sobre ela na Justiça Militar relata que ela "Chefiou greves, assessorou assaltos a bancos", mas não foi acusada de "organizar" ou "planejar" assaltos, sua condenação acabou sendo por subversão. A acusação de assalto pode não ter acontecido por não haver provas suficientes de sua participação, ou por recompensa por ela ter colaborado delatado companheiros de guerrilha que acabaram presos.

O telegrama do embaixador americano, John Danilovich, que dá o título de assaltante de banco a nossa presidenta, já havia sido obtido em 2008 pelo jornal "Valor Econômico".

O embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, disse agora à Folha, depois de saber as informações publicadas no WIKILEAKS que "O governo dos EUA não tem informação que confirme essas alegações”. Estranho se ele afirmasse o contrário. No momento, os americanos estão preparando uma vista do Presidente Barack Obama a América do Sul, no próximo ano. Precisam da simpatia de Dilma Rousseff. Estão falando até da vinda de Hillary Cliton a posse de Dilma, apesar de ser no inconveniente dia 1º de janeiro, para demonstrar simpatia pela ex-guerrilheira, agora aboletada no poder.

Por via das dúvidas, por certo, o embaixador atual, vai sugerir a Hillary e a Obama, que quando visitarem Brasília, tenham bastante cuidado com a própria carteira. Mas isso é coisa do WikiLeaks do futuro.

Leia também no “thepassiranews”:
Dilma esconde seu passado de terrorista e assaltante?


3 de ago. de 2010

O casamento anticlímax da filha dos Clintons

ESTADOS UNIDOS
O casamento anticlímax da filha dos Clintons
Criou-se uma grande expectativa em torno do casamento da filha de Bill e Hillary Clinton, Chelsea, com o banqueiro Marc Mezvinsky, que acabou frustrando expectativas, pois foi “desglamourisado” de propósito pela noiva. Ao invés de convidar celebridades, milionários badalados, preferiu a presença de 400 amigos e parentes próximos, ligados aos noivos. Diante dessa premissa nem a família do presidente Obama foi convidada. Pode-se dizer que foi uma cerimônia discreta e de bom gosto que pode ter custado US$ 5 milhões

Foto: Genevieve de Manio/Fotografa oficial da cerimônia

Um amigo do casal leu o poema **“The life that I have” do dramaturgo inglês Leo Marks que nas primeiras estrofes diz: "A vida que eu tenho/É tudo o que tenho/E a vida que tenho/ É sua."
"O amor que eu tenho/Da vida que tenho/É seu e seu e só seu."(numa tradução livre)

Toinho de Passira
Fontes: O Globo, The New York Times, Theage, Wal Street Journal

Foto: Genevieve de Manio/Fotografa oficial da cerimônia

Bill Clinton, dez quilos mais magros conduzindo a filha Chealse ao altar

Chamado de o casamento do ano, da década e até do milênio, o ato que uniu Chelsea Clinton, de 30 anos, ao banqueiro Marc Mezvinsky, de 32, mostrou que a filha única do ex-presidente Bill Clinton e da secretária de Estado, Hillary Clinton, é uma mulher de personalidade. Barrou doadores de campanhas, evitou o circo das celebridades e ainda fez o pai perder dez quilos para ficar elegante ao acompanhá-la ao altar onde se casou no sábado, em uma cerimônia bi-religiosa nos jardins de uma mansão em Rhinebeck, a cerca de duas horas de Nova York. Chelsea é metodista; Marc, judeu.

Foto: Genevieve de Manio/Fotografa oficial da cerimônia

Detalhe do buquet e do vestido desenhados pela estilista Vera Wang

Radiante em um tomara-que-caia desenhado por Vera Wang, a estilista de vestidos de casamento mais cobiçada dos EUA, Chelsea disse o "sim" em um belo final de tarde de verão, nos jardins com vista para o Rio Hudson, tendo como testemunhas cerca de 400 amigos e parentes. O noivo vestia um smoking de Christopher Bailey, da grife Burberry´s, que também forneceu as gravatas de Bill Clinton e dos padrinhos. Hillary escolheu um vestido fúcsia de Oscar de La Renta.

Foto: Mike Groll/AssociatedPress

Vista aérea da mansão onde se realizou a cerimônia, a foto foi tirada bem antes do inicio da cerimônia, pois o tráfego aéreo foi suspenso na região, durante o evento

Famílias presidenciais - ou, neste caso, de ex-ocupantes da Casa Branca - são o mais próximo da realeza que existe nos Estados Unidos. Isso explica o frisson e a ansiedade por descobrir os detalhes da festa do casamento da filha dos carismáticos Clinton, mas cláusulas de sigilo nos contratos com todos os fornecedores tornaram a missão dificílima. Organizadores de eventos em Nova York estimaram o custo da cerimônia entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões, mas nenhum valor foi confirmado oficialmente.

Somente no dia da festa confirmou-se que o serviço de catering ficou a cargo do Hotel St-Regis, de Nova York. Como Chelsea é vegan (não come carnes, nem laticínios ou ovos), o menu seguiria parcialmente essa linha, mas também haveria outras variedades, desde que criadas ou cultivadas de forma orgânica, segundo fontes do "Wall Street Journal" e da revista "Life Style". O bolo (sem glúten) era do La Tulipe Desserts.

Foto: Reuters

Apenas pessoas ligadas ao casal, e jovens amigos, ao invés de celebridades e políticos, foram convidados ao evento

Os convidados tiveram que aceitar um acordo de confidencialidade e deixar seus celulares e câmeras no hotel. Eram, em sua maioria, jovens amigos dos noivos, que se conheceram na adolescência e foram contemporâneos na Universidade de Stanford, uma das melhores dos EUA. Apesar da intensa especulação que dominou os círculos VIP de Nova York e Washington, celebridades como a apresentadora Oprah Winfrey, o cineasta Steven Spielberg e a cantora Barbra Streisand não foram vistos na pequena Rhinebeck.

Foto: Associated Press

Os caçadores de autógrafos tiveram que se contentar com o casal de atores Ted Danson e Mary Steenburgn (foto), amigos da família de longa data. O presidente Barack Obama não recebeu convite, mas a ex-secretária de Estado Madeleine Albright marcou presença. O critério era um só: os eleitos precisavam de uma conexão direta com os noivos.

Foto: Genevieve de Manio/Fotografa oficial da cerimônia

Os deslocamentos até o local da festa foram feitos em ônibus fretados, o que impediu o assédio das centenas de repórteres e papparazzi retidos nas barreiras policiais. Fotos da cerimônia foram divulgadas pela família algumas horas depois de o casal Clinton emitir um comunicado no qual anunciava ao mundo o casamento e agradecia aos moradores de Rhinebeck a acolhida.

Foto: Genevieve de Manio/Fotografa oficial da cerimônia

"Não poderíamos ter pedido um dia mais perfeito para celebrar o início da vida deles juntos, e estamos muitos felizes por receber Marc na nossa família", dizia o texto.

Chelsea, que acabou de completar seu mestrado em saúde pública na Universidade Columbia, e Marc, que trabalha no fundo de investimentos 3G Capital Management, moram em um apartamento de três quartos na Quinta Avenida, com vista para o edifício Flat Iron, um dos marcos arquitetônicos da cidade. Quanto ao futuro do casal, ele passará por uma preocupação de muitos nova-iorquinos: a cidade caiu para o oitavo lugar no ranking dos melhores lugares para ter crianças nos EUA.


*Apesar de terem sido acrescentados, comentários, fotos, legendas de outras fontes, além de títulos e subtítulos, o texto básico do post é de Fernanda Godoy Correspondente do O Globo em New York
**Veja em inglês o poema lido no casamento:

THE LIFE THAT I HAVE
Leo Marks

The life that I have
Is all that I have
And the life that I have
Is yours

The love that I have
Of the life that I have
Is yours and yours and yours

A sleep I shall have
A rest I shall have
Yet death will be but a pause

For the peace of my years
In the long green grass
Will be yours and yours
And yours

27 de mai. de 2010

ESTADOS UNIDOS - Acordo de Lula, com o Irã, deixa o mundo mais perigoso

ESTADOS UNIDOS
Acordo de Lula, com o Irã, deixa o mundo mais perigoso
Foi o que disse a Secretaria norte americana criticando a intromissão brasileira no que chamou de esforços para "dar tempo" ao Irã

Foto: Getty Images

Hillary falando sobre a estratégia da administração Obama em matéria de segurança nacional no Brookings Institution, em Washington, DC.

Fontes: Reuters

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira que as ações tomadas por países como o Brasil para ajudar a encontrar uma solução diplomática para o impasse sobre o programa nuclear iraniano deixam o mundo mais perigoso.

"Acreditamos que dar tempo ao Irã, permitindo ao Irã que evite a unidade internacional com respeito a seu programa nuclear, deixa o mundo mais perigoso e não menos", disse Hillary, referindo-se aos esforços de Brasil e Turquia para amenizar os temores internacionais sobre o programa nuclear iraniano.


20 de mar. de 2010

O assessor Top Top boatou que Lula chefiará ONU

"THE TIMES"
O assessor Top Top boatou que Lula chefiará a ONU
O jornal britânico "The Times" concluiu que Lula não tem a menor chances de ser Secretario Geral da ONU. Na verdade, o constrangedor assessor de Lula, Marco Aurélio Top Top Garcia, é o autor dessa imbecilidade monumental, espalhado nos meios de comunicações como uma possibilidade sugerida por líderes mundiais. Lula sabe que isso é uma farsa e está em campanha para presidir uma ONU-do-B latina, inventado na última cúpula do México, saída da mente deteriorada de Hugo Chávez.

Fotomontagem Toinho de Passira

OS FANTASMAS DE LULA O presidente brasileiro, para o resto do mundo, tem sempre a companhia dos seus amigos ditadores, corruptos, polêmicos e sanguinários, ao subir numa tribuna internacional.

Fontes: Último Segundo, BBC Brasil, The Times, Portal da ONU

O Jornal inglês "The Times", afirma em reportagem publicada neste final de semana, o que todo mundo por aqui já sabe, e não leva a sério, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria considerando a possibilidade de suceder Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral da ONU.

A notícia foi plantada junto ao correspondente do jornal no Brasil, pelo abominável assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Top Top Garcia, uma alma bem mais vocacionada para manicure suburbana, especialista em tricotar boatos e causar constrangimentos ao Brasil.

O jornal comenta que “diplomatas estariam dizem que Lula da Silva, que deixa o cargo em janeiro, pode buscar o posto mais alto da diplomacia mundial quando o primeiro mandato de Ban Ki-moon expirar, no fim de 2011”.

Pelo que é posto esse é uma pretensão imbecil e grosseira de Lula, pois o atual presidente deve ser reeleito para novo mandato, de mais cinco anos.

Desde a fundação do órgão internacional todos os secretários cumpriram dois mandatos, com exceção do norueguês, Trygve Halvdan Lie, que foi o primeiro Secretario e cumpriu um mandato de seis anos, enquanto estruturava a ONU e do egípcio Boutros Boutros-Ghali, que abriu mão da reeleição, pois tinha pretensões política no seu país.

O atual secretário Ban Ki-moon é, como todos os seus antecessores, diplomata de carreira com longa ligação com a ONU antes de chegar ao cargo de Secretario Geral. Como todo diplomata fala inglês e francês, obteve o Bacharelato em Relações Internacionais pela Universidade Nacional de Seul e Mestrado em Administração Pública da Kennedy School of Government da Universidade de Harvard.

Enquanto isso, o candidato a secretario geral, o Sr Lula da Silva, confirmou recentemente a um jornalista israelense que nunca leu um livro, em toda sua vida, embora tenha colorido alguns.

Foto: Reuters

DESEQUILIBRADO: O presidente Lula, literalmente, perdeu o equilíbrio enquanto pregava a paz na Palestina, não se estatelou no chão pois foi apoiado pelo Presidente palestino Mahmoud Abbas

A idéia ocupou a cabeça do assessor Marco Top Top, pois, por um suposto rodízio continental, o próximo presidente poderia ser do continente americano. O último latino a ocupar o cargo foi o peruano Javier Pérez de Cuéllar (1982-1992).

Aurélio Garcia tem propagado que quem primeiro aventou essa possibilidade teria sido o presidente da França, Nicolas Sarkozy, durante a reunião de cúpula do G20, em Pittsburgh, em setembro”.

Se tal fato aconteceu,não foi publicamente, e junto a essa informação, deve-se adiantar que o frances faz lobby para vender seus aviões Rafale e está disposto a indicar Lula até para futuro Papa, pelos US$ 10,2 bilhões que seu país pode embolsar do Brasil.

Foto: Reuters

Hillary Clinton declarou, para o Times, que a atuação de Lula para paz no oriente médio é risível. Retribuia os comentários grosseiros do presidente brasileiro, após sua visita ao Brasil

O “Times” observa, porém, que Lula tomou recentemente posições polêmicas confrontando interesses dos Estados Unidos e a Grã-Bretanha, países que tem o poder de veto sobre sua indicação ao cargo de secretário-geral da ONU.

O jornal cita a recepção dada em Brasília ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e as críticas às sanções ao Irã, e também o apoio à Argentina em sua disputa com os britânicos pelas ilhas Malvinas.

Segundo a reportagem, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, teria considerado as iniciativas de Lula pela paz no Oriente Médio como “risivelmente ingênuas”, pulverizando que essa manobra pseudo-pacifista do presidente fosse eventualmente incluída na postulação ao cargo.

Visto politicamente, mesmo que fosse outro o brasileiro postulante, dificilmente o Brasil teria um seu representante como Secretario Geral, mesmo que fosse alguém sensato e qualificado. Não existem regras estipuladas, mas pelo que ocorreu até hoje,nessas escolhas, os secretários são diplomatas discretos e pouco polêmicos, de nações sem um peso internacional destacado e sem passado político partidário eletivo no seu país.

Os oito secretário desde a fundação da ONU foram Trygve Halvdan Lie, da Noruega; Dag Hammarskjöld, da Suécia (que morreu num acidente aéreo durante o mandato) ; U Thant, de Mianmar; Kurt Waldheim, da Áustria; Javier Pérez de Cuéllar, do Perú; Boutros Boutros-Ghali, do Egito; Kofi Annan, de Gana; Ban Ki-moon, Coreia do Sul.

Na verdade até o beócio do Lula sabe que essa onda não vai pegar. Para tanto associou-se a Chávez e montaram uma ONU quebra galho, um grêmio recreativo esquerdista, para que Lula algo parecido como um Secretario Geral.

Trata-se da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, que reuniria os países das Américas, similar a OEA, mas sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá, engendrado por eles na Cúpula do México, em fins de fevereiro.

A proposta é que esse órgão esteja assuma o 'patrimônio' do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC).

Hugo Chávez que não resiste manter um segredo e quer deixar transparecer que foi dele a idéia, disse a CNN na ocasião que o cargo era apropriado para Lula, que "estaria desempregado quando deixasse a presidência do Brasil."

De olho nesse cargo, Lula tem continuado a fazer todo tipo de concessões e tolerado caprichos de Chávez, de Evo Morales, de Cristina Kirchner e principalmente de Raúl Castro, que seriam os seus principais cabos eleitorais.

Mas o tal grêmio esquerdista existe apenas no papel, como aquelas obras do PAC, poderá levar dois ou três anos para virar um embrião, até lá a geopolítica da região deverá estar mudada, e Lula sem os superpoderes de presidente do Brasil, seja escanteado. Restarará a possibilidade de ser presidente do honra do Partido dos Trabalhadores, se o PT ainda existir, ou síndico do prédio construído pelo Bancoop no Guarujá.

3 de mar. de 2010

BRASIL – ESTADO UNIDOS
Amorim esnoba Hillary Clinton defendendo Ahmadinejad
O governo Lula prefere se voltar contra os Estados Unidos, o maior investidor estrangeiro no Brasil, com um intercambio comercial de US$53,05 bilhões, para defender o Irã, de pifio comércio bilateral, priorizando a agenda política, mais uma vez preferindo se aliar aos vilões, como faz com Chávez, Morales, Castro ou Ahmadinejad, levando o país a ser cúmplíce de ditadores e extremistas repudiados pelas democracias mais importantes do planeta

Foto: Wilson Dias/ABr

Amorim: o chanceler de botequim e a secretária americana Hillary Clinton

Fontes: Agência Brasil, Estadão, O Globo, Veja Abril

Hoje fez falta, ao nosso chanceler Celso Amorim, aquele curso de doutor em Ciência Política, na London School of Economics (LSE), que ele colocou como tendo freqüentado, no seu famoso falso currículo oficial.

Sua atuação na entrevista coletiva ao lado da Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, foi vexatória. Apropriou-se de velhas e gastas expressões usada pela esquerda festiva dos anos setenta para dizer que o Brasil não concorda com a política americana em relação ao Irã.

Coisas como o Brasil “não vai se curvar” às pressões dos Estados Unidos e nem vai se deixar levar. “Nós temos de pensar com a nossa cabeça”. Faltou apenas um “abaixo o FMI”, ou um “Fora Yankees!” para se transformar numa daqueles eventos onde os nacionalistas daqueles tempos, pensando serem comunistas embriagavam-se falando que iam salvar o mundo.

A insistente repetição que agíamos com independência, demonstrava um ato falho, de quem no fundo tem consciência que é bem assim.

Sabe aquelas autoridades que perguntam: “Sabem com quem está falando?”

Quando o próprio personagem precisa externar que se acha sábio, poderoso ou independente, raramente o é.

Amorim reafirmou que o governo brasileiro acredita que há condições de buscar um acordo com o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad. “A questão é de saber qual o melhor caminho para chegar lá ou se estão esgotadas as possibilidade de negociação. Nós acreditamos que ainda há oportunidade de se chegar a um acordo, talvez exija um pouco de flexibilidade de parte a parte”, disse o chanceler.

Todo mundo tem visto que o Irã não está interessado em negociar.

Não é só o governo americano que pensa em impor sanções ao Irã para conseguir fazê-lo negociar com disposição de cumprir os acordos.

Pelo contrário, os governos europeus, da França, da Inglaterra e da Alemanha, estão pressionando os americanos, achando que a demora pode representar uma tardia solução para o problema.

Foto: Wilson Dias/ABr

Não foi surpresa para a americana a posição do governo Lula, mas talvez não esperasse o tom grosseiro, inoportuno e anti-americanista de Amorim, uma bobagem bem pouco diplomática

A matéria da Agência Brasil, sob a entrevista, disse que a sem modificar sua expressão facial, a secretária americana, Hillary Clinton, após ouvir o idiota do Amorim, acusou o governo de Ahmadinejad de mentir sobre informações relativas à produção de armas nucleares. Segundo ela, os iranianos fornecem dados desencontrados em cada lugar que vão, incluindo o Brasil e a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

“O que observamos é que o Irã vai para o Brasil, China e Turquia e conta histórias diferentes para evitar as sanções. Nós continuaremos a discutir essas questões”, afirmou a secretária. “O presidente Barack Obama tem feito gestos em relação ao Irã há mais de um ano, mas infelizmente não teve um sinal recíproco.”

Para a secretária, apesar de os Estados Unidos se disporem a negociar com o Irã, as chances são limitadas por causa da falta de interesse do Irã. Ela avalia que o ideal seria buscar um caminho pacífico.

“Nós acreditamos que um esforço em favor das negociações, de boa fé, por parte do Irã seriam bem aceitos. Temos de fazer tudo pacificamente para evitar. Vamos continuar a consultar o Brasil”, disse ela.

Evitando detalhar quais são sanções econômicas os Estados Unidos defendem contra o Irã, Hillary afirmou que os iranianos deverão reagir e buscar as negociações somente depois de se verem ameaçados de punição.

“Eu reiteraria que a nossa porta está sempre aberta para as negociações. Ninguém prefere as sanções, nós preferiríamos negociar. A partir do momento que a comunidade internacional fale em uma resolução sobre sanções, é a partir daí vão querer negociar”, disse.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Hillary, um encontro a tarde, apenas protocolar: antes, pela manhã, já havia dito que não arredava pé em apoiar o Irã.

Até Lula foi mais diplomático que Celso Amorim falando logo cedo antes da entrevista da americana:

"Não é prudente encostar o Irã na parede. É preciso estabelecer negociações com aquele país. Quero para o Irã o mesmo que quero para o Brasil: usar energia nuclear para fins pacíficos. Se o Irã for além disso, o Irã irá contra ao que está previsto na Constituição brasileira e, portanto, não podemos concordar", disse Lula.

A fala de Lula seguindo texto de Franklin Martins é desonesta, senão ingênuo, pois só os cegos e os aliados acreditam na boa vontade do governo iraniano.

Se eles quisessem apenas construir usinas nucleares para geração de energia, não precisavam construir instalações subterrâneas e se negar a deixar que Agência Internacional de Energia Atômica examinasse o projeto.

Como no caso do dissidente cubano, Lula está sendo cúmplice da bomba atômica de Ahmadinejad, do Irã.


2 de mar. de 2010

PANGEA: O terremoto e os tsunamis no Chile deixam 795 mortos

PANGEA
O terremoto e os tsunamis no Chile deixam 795 mortos
Depois de sacudido por um terremoto de magnitude 8,8 na madrugada de sábado, que ocasionou devastação em uma ampla região do centro e sul do país, foi atingido por vários tsunamis em várias cidades costeiras, sem que as populações tivessem aviso de alarmes de ondas gigantes de até dez metros, que acabaram varrendo a região.

Foto: Ivan Alvarado/Reuters

Caixões, doados pela prefeitura, aguardam os corpos das vítimas do terremoto, diante de uma funerária, em Constitución

Fontes: Reuters, BBC Brasil, O Globo, G1

A região de Maule, no centro do Chile, atingida por tsunamis após o terremoto de magnitude 8,8 que afetou o país no último sábado, registra pelo menos 586 mortos e concentra, até agora, o maior número de vítimas fatais do desastre, que já chegou a 795 em todo o país.

Entretanto, segundo as autoridades chilenas, é cedo para dizer se as ondas gigantescas, que teriam superado os 18 metros, foram mais arrasadoras do que os tremores de terra, já que essa avaliação só será possível depois do fim dos resgates.

Infelizmente a perspectiva é que o número de vítimas fatais vai subir assustadoramente, pois só agora as equipes de resgates estão chegando a algumas áreas e constando os óbitos, com retiradas de corpos debaixo dos escombros.

Foto: Reuters

Impressiona a força da onda que amontou os veículos e residências, no centro de Dichato, Chile

O próprio Ministro da Defesa chileno, Francisco Vidal, disse que a Marinha errou em não ter feito o correspondente anúncio de Tsunami, alertando as populações a procurarem locais mais elevados e longe do litoral.

Foto: Associated Press

As redes de televisões americanas levaram um drible da natureza. Colocaram dezenas de câmeras na costa do Havaí esperando filmar ao vivo o Tsunami que não veio.

Os americanos ficaram diante da televisão durante toda a tarde assistindo o mar do Havaí, ao vivo, enquanto comentaristas da CNN viam em qualquer marola a possibilidade do mar começar a ficar agitado e aparecer uma onda gigante, que felizmente não veio, como em outras ocasiões quando da ocorrência de terremotos na região.

Foto: Associated Press

Em diversas cidades chilenas, depois do grave desastre natural, houve um descontrole da ordem pública. No domingo Exército tentava restaurar a ordem em Concepción. A cidade foi uma das mais atingidas pelo tremor e palco de saques feitos por quem tenta garantir o que comer.

Foto: Reuters

Um toque de recolher foi imposto às 21h de domingo, mas não houve obediência imediata da população. Muitas pessoas carregavam livremente bens retirados de supermercados e lojas do centro.

Foto: Reuters

O Exército não poupou energia para controlar os saqueadores

Foi somente por volta das 22h que a polícia começou a rondar, anunciando o toque de recolher em alto-falante e abordando os transeuntes.

Nos bairros residenciais, moradores fizeram trincheiras na entrada das ruas para se proteger de possíveis saques.

Durante o toque de recolher, 160 pessoas foram detidas, e um homem foi morto por disparo de arma de fogo.

Às 7h de ontem, a fila de carros para comprar combustível num posto fora da cidade chegou a 1 km. No centro, a polícia coordenava a venda e havia limite de 20 litros por pessoa.

Foto: Reuters

Pela manhã, a polícia não conseguia deter saques e usou gás lacrimogêneo contra dezenas de pessoas que tentavam saquear um supermercado. No confronto, os saqueadores atearam fogo ao prédio e a uma loja de departamentos vizinha.

Os bombeiros resgataram uma pessoa em chamas do interior do complexo comercial.

Foto: Associated Press

Saqueador posto para andar algemado e de costas, na atuação do exercito em Concepción

"Aqui estão saqueando inclusive os quartéis", disse o comandante do Corpo de Bombeiros de Concepción, Jaime Jara. Segundo ele, os vândalos buscavam água e gasolina. A corporação deixou de atender emergências enquanto a segurança das instalações era revista.

"Compreendemos que as pessoas precisam comer, mas saquear hospitais e consultórios... O que faremos para atender nossa gente?", disse Jara.

À tarde, a presidente chilena, Michelle Bachelet - que classificou o terremoto como uma "enorme catástrofe"- anunciou a mobilização de 7.000 soldados, que chegarão hoje à região. Segundo ela, eles irão se somar aos mais de mil militares que já estão na cidade.

Foto: Associated Press

Os escombros da magnífica ponte sobre o Rio Claro é o símbolo do tamanho do desastre que se abateu sobre o país

Enquanto as forças de segurança tentam restaurar a ordem em Concepción, continuam as buscas por sobreviventes em meio aos escombros de prédios que desabaram.

Equipes de resgate conseguiram ouvir o som feito por pessoas presas num edifício de 70 apartamentos, que ruiu com o tremor. Os trabalhos de perfuração das paredes tiveram início imediatamente. Bombeiros conseguiram tirar dos escombros 25 pessoas e nove corpos.

Foto: Reuters

Concepción, a segunda maior cidade chilena, continuava sem eletricidade. Água era um item escasso - a população recolhia o líquido de uma fonte usando baldes e garrafas.

Foto: Associated Press

A força da onda gigante pôs os barcos no meio da cidade de Talchuano

Um pequeno avião que se dirigia à cidade para verificar o estado de albergues caiu, matando os seis tripulantes.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ontem a Santiago para se reunir com sua colega chilena, Michelle Bachelet, dois dias depois do terremoto que atingiu as regiões centrais e sul do Chile.

Lula chegou à capital chilena junto com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, após comparecerem em Montevidéu à posse de José Mujica como presidente do Uruguai. Lula foi o primeiro chefe de Estado a chegar ao Chile após o terremoto.

O Brasil já ofereceu o envio de um hospital de campanha e de pessoal especializado em resgates para colaborar com as atividades de socorro ao Chile. Hoje, o gabinete de Segurança Institucional anunciou que Brasil vai enviar ao Chile dois helicópteros e equipamentos de diálise para auxiliar no resgate e tratamento dos feridos pelo terremoto.

Surpreende a precisão e agilidade do presidente Lula socorrer as vítimas de catástrofes em outros países. Os brasileiros atingidos por desastres naturais ficam morrendo de inveja.

Foto: Associated Press

Em visita ao Chile, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, prometeu que equipamentos e suprimentos dos Estados Unidos já estão a caminho do país sul-americano.

A secretária do Estado já levou 25 telefones por satélite, que devem ser usados em áreas ainda com problemas no setor de telecomunicações. Ela também disse que oito purificadores de água estão a caminho, enquanto um hospital de campanha está pronto para funcionar, inclusive com capacidade para fornecer máquinas de hemodiálise.

"Nós estamos analisando se podemos enviar equipamento adicional, de cozinhas portáteis a helicópteros, para ajudar vocês nesse grande esforço de recuperação que estão enfrentando", afirmou Hillary. A diplomata disse que levará uma mensagem similar ao presidente eleito Sebastián Piñera, que assume no dia 11.

Foto: Reuters

Em Dichato, a praia ficou repleta de destroços e objetos das construções destruídas pelo tsunami

O presidente da Bolívia, Evo Morales, e o vice-presidente, Alvaro García Linera, doaram metade de seus salários para as vítimas dos terremotos que afetaram o Chile e o Haiti. A dupla iniciou uma campanha para apoiar esses países.

Morales iniciou hoje a campanha "Chile e Haiti necessitam de ti", que busca arrecadar fundos e ajuda para as vítimas desses dois países até sábado. Morales e García Linera doarão 50% de seus salários de fevereiro, pouco mais de US$ 1 mil cada, enquanto os 20 ministros do gabinete doarão 30% de seus salários cada um - aproximadamente US$ 500 cada.

O presidente também confirmou, em entrevista coletiva, que a Bolívia enviou 50 toneladas de água potável ao Chile, em uma aeronave militar que partiu nesta terça-feira. Morales disse que conversou com alguns de seus colegas presentes na posse do presidente do Uruguai, José Mujica, pedindo que participassem da "campanha de solidariedade por Chile e Haiti".

Foto: Reuters

Os estragos do Tsunami em Pelluhue, Chile

Na Espanha, o governo informou que, amanhã, chegará ao Chile um avião com um hospital de campanha, 7,5 toneladas de ajuda humanitária e 63 pessoas, entre bombeiros, equipes de avaliação de estruturas, pessoal de saúde e também da Agência Espanhola de Cooperação. Além disso, seguirão 16 cães especializados em buscas de pessoas.