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9 de jan. de 2014

Aniversário de 50 anos de Michelle Obama, não vai ter boca livre

ESTADOS UNIDOS - Político - Social
Aniversário de 50 anos de Michelle Obama,
não vai ter boca livre
No convite a primeira Dama recomenda que os convidados cheguem alimentados, o fato gerou tanta controvérsia quanto o aumentos da despesas com a segurança da primeira dama, que resolveu esticar as férias no Havaí, longe do marido e filhas

Foto: Reuters

A primeira Dama inventa moda.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Huffington Post, The Telegraph, New York Daily News, Daily Caler, O Globo, Daily Mail, Washington Post

Se você foi convidado para a festa de aniversário de 50 anos de Michelle LaVaughn Robinson Obama, mais conhecida como Michelle Obama, a primeira dama americana, no próximo 17 de janeiro, na ala leste da Casa Branca, deve ir com roupas confortáveis, sapados próprios para dançar, mas deve comer em casa, ou em outro lugar, antes de chegar a festa, pois não será servido num jantar.

Os seletos convidados, VIPs, receberem o convite para o evento, com o aviso que se acontecerá um “Snacks & Sips & Dancing & Dessert” (lanches, bebidas, dança e sobremesa, em inglês) acrescentado o aconselhamento de “comer antes de chegar à festa”.

- Eu não acho que seja rude, mas é um pouco... diferente do que o que as pessoas estão acostumadas. Como colocar isso delicadamente? - questiona Lizzie Post, coautora do livro “Encontros casuais e festas elegantes em casa”.

Colin Cowie, guru de entretenimento de Oprah Winfrey, reagiu mais diretamente.

- Pedir às pessoas para ‘comerem antes de chegar’ não é a maneira como eu teria feito isso. Eu sempre penso na comida. Quando se trata de fazer as pessoas se sentirem bem-vindas temos que dar boa música, um bar bem abastecido e excelente comida - e em abundância.

O planejador de festas Andre Wells concorda que dizer para os convidados fazerem uma refeição antes de participar de uma comemoração é um pouco incomum.

- Eu nunca vi isso. Isso é definitivamente novo - disse Wells, acrescentando que alguns anfitriões apressados ​​podem gostar da quebra de protocolo. - Sei que um monte de gente vai gostar disso e dizer: ‘Bem, se o presidente e a primeira-dama fizeram, nós podemos fazer também’.

Foto: White House

O presidente Obama, Sasha e Malia retorno à Casa Branca sem Michelle, no domingo

Mas a aparente economia de Michelle com o jantar, não satisfez a imprensa americana. Em paralelo, reclamam dos gastos com a Primeira Dama, que foi para o Havaí de férias, com o marido Barack Obama e as filhas Sasha e Malia, mas não retornou com a família. Ficou na ilha, hospedada na mansão de 12 cômodos da amiga Oprah Winfrey, em Maui.

Obama caiu na besteira de dizer que as férias de Michelle, longe da família, era um presente antecipado de aniversário.

QUEM ESTÁ PAGANDO A CONTA?

Numa coletiva de imprensa o jornalista Ed Henry da Fox News, perguntou diretamente ao secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney:

"A primeira-dama ficou para trás, no Havaí, e a Casa Branca disse que era um presente de aniversário antecipado do presidente", isso quer dizer que ele está pagando o vôo de volta, ou são os contribuintes que vão pagar por isso?"

Em resposta o porta voz leu um declaração: "Tal como acontece com todas as viagens pessoais, a primeira família vai adequadamente financiar despesas pessoais."

Outros órgãos de imprensa, não satisfeitos, comentam que o voo em si, é apenas um detalhe, na verdade os contribuintes norte-americanos estão pagando um alto custo com a proteção extra proporcionado pelo Serviço Secreto a Sra. Obama.

O site TMZ noticiou segunda-feira que "a segurança na ilha inclui inclusive equipes da SWAT e todos os outros recursos de segurança padrão no perímetro onde se encontra Michelle.

A estadia prolongada, também exigem o uso continuado de vários veículos do governo, incluindo o chamado "transporte seguro" sempre que a primeira-dama se aventura a sair da casa.

Os habitantes de Maui também estão reclamando da interdição militar de alguns trechos de trilhas nas proximidades da mansão Oprah.

Por aqui, quando a imprensa cobra os custos adicionais gerado por Dilma que levou neto, babá, filha e genro para passar férias na base naval da Bahia e Renan usa jato da FAB para ir de encontro ao cirurgião que lhe fez um implante capilar, dizem que isso é mesquinharia.

4 de out. de 2012

Debate: Romney agressivo, Obama na defensiva

ESTADOS UNIDOS - Eleições Presidenciais 2012
Debate: Romney agressivo, Obama na defensiva
Nove pontos percentuais atrás de Obama, Mitt Romney usou o 1º debate da campanha presidencial para pressionar fortemente Obama. Republicano viu 'fracasso' no governo rival e prometeu novos caminhos. Obama reagiu dizendo que após o país beirar 'colapso' agora vai na trilha certa.

Fotos: David Goldman / Eric Gay

Mitt Romney e o presidente Barack Obama fizeram um debate acalourado

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Stern, The New York Times, Washington Post

Os candidatos à presidência dos EUA Barack Obama, democrata, e Mitt Romney, republicano, fizeram nesta quarta-feira (3) um debate acalorado, dominado pelos temas econômicos, em que o desafiante manteve sob pressão o atual presidente, que tenta a reeleição.

O debate televisionado, dedicado principalmente aos temas da política interna e economia dos EUA, tinha seis segmentos previstos de 15 minutos cada, mas acabou não seguindo fielmente essa progamação graças à "alta temperatura" da discussão entre os rivais.

A 33 dias das eleições de novembro, o debate, primeiro de uma série de três, estava sendo encarado como uma maneira de o desafiante Romney, de 65 anos, ligeiramente atrás de Obama, de 51, nas pesquisas eleitorais, "virar o jogo" sobre o adversário.

Agressivo desde o começo, o republicano várias vezes interrompeu o rival e o mediador. Ele atacou as políticas do presidente e disse que seu primeiro governo "não teve sucesso" ao lidar com a crise.

Já Obama defendeu seu governo, bateu na tecla de que o pior da crise já passou e acusou o rival de não ter propostas claras em alguns pontos e de "repetir" políticas que já não deram certo nos governo do ex-presidente George W. Bush.

Em meio às diferenças, os dois candidatos prometeram baixar impostos para reaquecer a economia e melhorar a vida da classe média.

O veterano editor-executivo do "PBS NewsHour", Jim Lehrer, foi o mediador.

Foto: Michael Reynolds/AFP

No início, os candidatos se cumprimentaram rapidamente, sob aplausos da plateia na Universidade de Denver, no Colorado

CRIAÇÃO DE EMPREGOS - A primeira pergunta, para Obama, foi sobre quais são as diferenças entre os dois candidatos em relação à criação de empregos, o que gerou uma acalorada conversa também sobre carga tributária -principalmente para a classe média-, educação e produção de energia.

Obama rememorou o fato de o país ter enfrentado uma grande crise financeira e ter ficado "à beira do colapso", mas ter conseguido reagir, criando 5 milhões de empregos em 30 meses.

O atual presidente afirmou que a tarefa pela frente é de "reconstruir" o país, e que falta muito a ser feito, mas os EUA vão pelo caminho certo, com investimentos em educação e em fontes renováveis de energia.

O presidente que tenta a reeleição criticou a "perspectiva" de Romney, de baixar impostos e diminuir a regulamentação e disse que o importante é investir em educação e agir junto aos pequenos negócios.

Romney começou sua primeira intervenção parabenizando Obama pelo seu aniversário de 20 anos de casamento. Ele brincou dizendo que não havia melhor maneira de comemorar que esta, em um debate.

Depois, em uma tentativa de "humanizar" sua fala, contou a história de uma eleitora desempregada que lhe relatou sua situação.

Em um tom seguro e firme, ele acusou o governo atual de criar um ambiente hostil para as pequenas empresas, com muitos impostos e regulamentações.

Romney definiu o governo democrata de Obama como um "governo de cima para baixo", que "não obteve sucesso na economia".

Romney prometeu fazer os Estados Unidos "voltarem a funcionar", e disse que seu programa econômico segue "um caminho diferente" do de Obama, acusando o presidente de ter proposto uma plataforma eleitoral de quatro anos atrás e que não deu certo.

Obama, que usava uma gravata azul, cor do seu Partido Democrata, voltou a prometer investimento em educação e criação de empregos, alertando para o risco de fuga de empresas para outros países.

O democrata disse que é necessário reduzir as despesas do governo, ao mesmo tempo que cuidar do investimento em fontes alternativas de energia, tudo isso sem onerar a classe média americana.

Foto: Josh Haner / The New York Times

"Os EUA vão melhor quando a classe média vai melhor", disse Obama

O republicano retomou a palavra traçando um cenário sombrio e dizendo que a classe média americana está sendo "esmagada" por custos como o do combustível.

Romney reafirmou a necessidade de enxugar os gastos do estado e aliviar os impostos da classe média e das empresas, mas sem que isso acarrete perda de receita e sem aumento do déficit público.

Ele também citou a necessidade de criar novos mercados para os EUA, em especial com a América Latina, para "enfrentar a China, esteja ela trapaceando ou não".

Essa abertura comercial era um dos cinco pontos do plano econômico proposto por Romney. Os outros são: independência energética; educação; orçamento público equilibrado; e ajuda aos pequenos negócios.

Obama ironizou o adversário de supostamente voltar atrás em seu plano de cortes amplos de impostos, no primeiro momento tenso de seu debate.

"Bem, nos últimos 18 meses, ele defende este plano tarifário e agora, cinco semanas antes das eleições, ele diz que esta sua ideia audaciosa 'não tem importância'" disse Obama, depois que Romney negou que seus planos aumentariam o déficit do orçamento americano.

Romney, por sua vez, acusou Obama de dar ideias falsas sobre seu plano de redução de impostos.

O democrata retrucou chamando o plano de Romney de "ultrapassado" e já usado pelos republicanos.

"Quente", o primeiro bloco do debate "estourou" o tempo previsto.

Foto: Doug Mills / The New York Time

DÉFICIT - A segunda pergunta foi sobre a questão do déficit federal.

Desta vez, Romney começou respondendo, garantindo que não planeja aumentar o déficit. Ele acusou Obama de ter dobrado a dívida pública, ao que o presidente replicou dizendo que já assumiu com um déficit alto.

O democrata defendeu sua política fiscal afirmando que "cortou gastos que não estavam dando certo".

Incisivo, Romney reafirmou o que chamou de "fracasso" de Obama em cortar gastos, dizendo que o democrata prometeu cortar a dívida pela metade, mas não o fez, e que o nível atual da dívida pública americana era "imoral".

Ele também afirmou acreditar que aumentar impostos não gera equilíbrio orçamentário e disse que, em seu governo, os EUA não iriam "trilhar o caminho da Espanha", que segundo ele dedica "mais de 40% do orçamento público ao governo".

PREVIDÊNCIA SOCIAL - A terceira pergunta foi sobre seguridade social.

Obama reafirmou a importância do seguro social, e Romney afirmou que não planeja mudanças para os pensionistas.

O presidente acusou seu rival de não ter apresentado claramente suas propostas para a previdência social e defendeu o chamado "Obamacare", aprovado pelo democrata, reafirmando a necessidade de baixar os custos do acesso à saúde para a população.

Foto: Saul Loeb/AFP

REGULAMENTAÇÃO DA ECONOMIA - A quarta pergunta voltou à seara da economia, versando sobre a regulamentação.

Romney afirmou que há excesso de regulamentação econômica no governo Obama, o que prejudicou os EUA.

O democrata retrucou lembrando da crise de Wall Street: "Vocês acham que havia excesso de regulamentação em Wall Street?", desafiou.

Na análise do democrata, a crise econômica internacional de 2008 foi deflagrada pela falta de regulamentação.


SAÚDE - Romney afirmou que o custo do acesso à saúde no país é alto e deu como exemplo o que fez em seu estado natal Massachusetts, quando foi governador.

Obama reafirmou que o acesso a saúde barata é fundamental para "garantir segurança" às famílias de classe média, o que, segundo ele, foi obtido pelo "Obamacare".

Ele afirmou que, em Massachusetts, os democratas participaram da criação do modelo de acesso à saúde, no que foi imediatamente contestado pelo republicano.

Romney acusou Obama de "forçar" a aprovação do Obamacare sem discuti-lo com a oposição. O presidente respondeu dizendo que consultou especialistas para aprovar seu plano e disse que ele vem funcionando na prática, diminuindo os custos.

Questionado pelo mediador, Romney voltou à carga afirmando que, com a revogação do Obamacare, os custos baixariam.

Foto: James Hill/The New York Times

Eleitores assistem ao debate em um restaurente, em Nova York

PAPEL DO GOVERNO Questionado sobre o papel do governo, o atual presidente disse que, para ele, o principal é manter o cidadão seguro, mas que ele também pode abrir oportunidades, sem restringir a liberdade das pessoas.

Romney afirmou que pretende manter os gastos militares e, citando Deus, disse que devemos nos ajudar, mas que o governo não pode fazer melhor que as "pessoas que buscam o seu próprio sonho". Para ele, o alto nível de desemprego do governo Obama é a prova de que o governo "não está funcionando".

EDUCAÇÃO - Questionado sobre educação, Obama afirmou que pretende trabalhar em conjunto com os governadores para melhorar o setor. Ele voltou a acusar Romney de ser pouco preciso nas propostas para o setor e disse que a proposta republicana acabaria "destruindo os investimentos em saúde e educação" no país.

O republicano acusou Obama de não investir em educação tanto quando apregoa e prometeu que, se eleito, não vai cortar verbas no setor.

IMPASSE PARTIDÁRIO A últimas pergunta foi sobre o que os candidatos fariam para tentar impedir o tradicional "impasse" no Congresso.

Romney prometeu negociar desde o primeiro dia de seu eventual mandato com os dois principais partidos, como fez, segundo ele, quando era governador.

Obama disse que aceita ideias da oposição, contanto que elas favoreçam a classe média.

Foto: Doug Mills / The New York Times

CONSIDERAÇÕES FINAIS - Ao encerrar sua participação, Obama relembrou o fato de o país ter, segundo ele, atravessado "o pior" da crise.

Ele disse que tem uma boa avaliação de seu governo, lembrou que havia alertado que "não era perfeito", mas prometeu que vai continuar, no segundo mandato, a luta pelas famílias de classe média em momentos difíceis.

"Há quatro anos, disse que não era um homem perfeito, e que não seria um presidente perfeito, e isso é provavelmente uma promessa que o governador Romney provavelmente pensa que eu mantive", disse.

"Também prometi que lutaria a cada dia em nome do povo americano, a classe média e todos aqueles que se esforçam. Mantenho essa promessa, e, se votarem em mim, prometo que trabalharei duro em um segundo mandato."

Já Romney afirmou que a eleição é maior que os candidatos e os partidos, pois trata dos rumos dos Estados Unidos.

Ele prometeu criar 12 milhões de novos empregos e dar "uma forma de vida para as pessoas" e dar condições para que "a classe média volte a trabalhar".

Foto: Josh Haner / The New York Time

Ann Romney, junto com familiares, assistindo ao debate

PRÓXIMOS DEBATES - O próximo debate presidencial deve ocorrer em 16 de outubro, em Hempstead, Nova York, segundo a comissão pluripartidária que tradicionalmente organiza os encontros.

Antes disso, os candidatos à vice Joe Biden e Paul Ryan vão debater em Danville, no estado do Kentucky, em 11.

Os debates são uma importante maneira de tentar arrebatar os votos dos indecisos.

Nos estados "dividido", Obama tem 52% das preferências, contra 41% de Romney.

O presidente também lidera nos chamados "estados chave": Virgínia, Ohio e Flórida.

Foto: Michael Reynolds/AFP

Michelle Obama, comemoração de aniversário de casamento, no dia do debate


14 de ago. de 2012

EUA - ELEIÇÃO: Michelle Obama, a arma secreta dos Democratas

EUA - Eleições 2012
Michelle Obama, a arma secreta dos Democratas
Segundo o instituto Gallup, Michelle Obama mantém uma popularidade média dos 66% desde 2010, acima dos 47% de Barack Obama e do seu openente Mitt Romney. A campanha de Obama não quer desperdiçar esse potencial.

Foto: Associated Press

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, fala ao público durante campanha do democrata Barack Obama, candidato à reeleição, na Barbara Goleman High School, Miami Lakes, Flórida

Postado por Toinho de Passira
Texto de Elvira Palomo em Washington
Fontes: UOL - EFE, O Globo,

Michelle Obama desbanca em popularidade tanto o candidato republicano, Mitt Romney, quanto seu marido, o democrata Barack Obama, cujos assessores encontraram nela uma poderosa arma eleitoral.

Isso explica, provavelmente, o papel central que a primeira-dama americana terá durante a convenção democrata no início de setembro na Carolina do Norte e sua intensa turnê eleitoral pelo país: foram oito atos em três estados somente na última semana.

"A primeira-dama é uma pessoa que nunca pediu para estar na cena pública e nunca quis fazer parte dela, mas agora se sente mais confortável para isso", afirmou em entrevista recente, David Axelrod, assessor de campanha de Obama.

Michelle Obama foi duramente criticada na campanha presidencial de 2008, mas conquistou a opinião pública, pois se manteve à margem de assuntos polêmicos e se concentrou em causas como a luta contra a obesidade e a ajuda às famílias dos militares.

A opinião pública respalda sua "missão". Algumas pesquisas indicam Michelle com popularidade maior que seu marido.

Foto: Getty Images

Em Londres, onde foi incentivar a equipe olimpica americana, participando, descontraidamente, de um envento com crianças

Segundo o instituto Gallup, Michelle Obama mantém uma popularidade média dos 66% desde 2010, acima dos 47% de Barack Obama e Romney, segundo o site "RealClearPolitics". A campanha de Obama não quer desperdiçar esse potencial.

"A primeira-dama pode ter um papel único como embaixadora do presidente" afirmou Jim Messina - diretor de campanha de Obama - no final do mês passado em entrevista à rede de televisão "CBS".

Os republicanos sabem e reconhecem tal fato. "Michelle Obama é intocável nestes momentos, politicamente" disse Matt Mackowiank - estrategista do partido republicano - em declarações recentes ao jornal "The Hill".

Foto: ABC News

Ann Romney, mais contida, apesar do bom desempenho, perde em popularidade para Michelle, descontraída e sorridente

Já entre os republicanos, Ann Romney - de 63 anos, esposa de Mitt, mãe de cinco filhos e avó de 18 netos - não está fazendo um mau papel. Possui blog e Twitter próprios e, segundo pesquisa recente do "Pew Research Center", possui 30% de popularidade, embora seja considerada "menos visível" que a esposa do candidato democrata.

Foto: Associated Press

Michelle Obama, pedindo aos eleitores do marido que recrutem mais um para participar da campanha

Além dos comícios em que participa ao redor de todo o país, Michelle também toma parte em uma nova iniciativa democrata ("It Takes One"), na qual pede aos eleitores de Obama que recrutem um amigo, parente ou vizinho na campanha de reeleição.

Em uma propaganda de TV, a primeira-dama conta sorridente, enquanto aparecem na tela fotos dela e Obama durante a juventude, como começaram a conseguir apoio junto de alguns amigos na primeira campanha de Obama para o senado.

Anúncios deste tipo deixaram para trás a imagem de uma Michelle distante e fria. Durante as eleições presidenciais de 2008, comentaristas conservadores como Bill O'Reilly disseram que ela parecia uma "mulher facilmente irritável".

Michelle Obama foi atacada também em 2008 pelos comentários que fez em um evento de campanha no qual disse que pela primeira vez se sentia "orgulhosa" de seu país, ao ver seu marido, o primeiro afro-americano que chegou à Presidência, como candidato. Os republicanos usaram tal fato para acusá-la de antipatriotismo.

Pode ser que as críticas fizessem com que a advogada de 48 anos fosse reticente, em um primeiro momento, aos atos públicos assim que assumiu o posto de primeira-dama.

A popularidade de Michelle vai tão longe que até os seus biscoitos com raspas de chocolate tiveram mais votos que os de M&Ms e manteiga de amendoim de Ann Romney, em um tradicional concurso entre as esposas dos candidatos.

Foto: Reuters

BEIJO ELEITORAL - O presidente dos EUA, Barack Obama, foi desafiado pela Kiss Cam (Câmera do beijo), durante o jogo da seleção americana de basquete, em amistoso contra o time do Brasil, em Washington (17 de julho). A brincadeira, tradicional nos jogos de basquete dos EUA, consiste em mostrar um casal no telão do estádio e incentivá-los a se beijarem. Pego pela câmera, Obama não fez feio: deu um beijo na primeira-dama, arrancando aplausos dos espectadores.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

9 de mar. de 2012

Major Pricilla, a heroína brasileira

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Major Pricilla, a heroína brasileira
Enchemo-nos de orgulho pela carioquinha Pricilla, oficial da Polícia do Rio de Janeiro, que recebeu o prêmio Internacional Mulheres de Coragem, das mãos da secretaria de Estado Hillary Clinton, ladeada da primeira Dama dos Estados Unidos Michelle Obama. Destacada numa área tão complexa e difícil, como a segurança pública, sua atuação sensível junto às comunidades e a aguerrida atuação combatendo o crime organizado, acabou levando-a a esse momento, onde é apontada, com muita justeza, como exemplo para mulheres, e homens, de todo mundo.

Foto: Captura de Imagem/Video White House

Numa cerimônia no Departamento de Estado dos EUA em Washington, Hillary Clinton, a Secretaria de Estado dos EUA, falando das qualidades de Pricilla, ao lado de Michelle a primeira Dama americana.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Estadão, Veja - Rio, Revista Época, Governo do Rio de Janeiro, Video White House

Das mãos da Secretaria de Estado Hillay Clinton, ao lado da primeira dama americana Michelle Obama, a carioca Pricilla de Oliveira Azevedo, Major da PM do Rio, recebeu nesta quinta-feira o prêmio Internacional Mulheres de Coragem, oferecido pelo governo dos Estados Unidos, em pomposa solenidade na Casa Branca. A policial carioca é uma daquelas pessoas iluminadas, inspirada e inspiradora, um raro ser humano que dosa firmeza e coragem, com candura e consciência social.

Ninguém explica como aquela pequenina mulher de 1,65 de altura, é tida, pelas autoridades de segurança pública carioca, como a responsável pela expulsão dos traficantes do Morro de Santa Marta, sem confrontos violentos, inspirado toda a politica de abordagem da PM carioca nas intervenções nos morros anteriormente dominados pela bandidagem.

Foto: Gatty Images

Momento de emoção recebendo os aplusos de Michelle Obama

Pouco se sabe da sua vida pessoal, por questões de segurança, pois quanto mais amada e respeitada por autoridades e pela população mais é odiada pelo crime organizado. Major Priscilla nasceu em Laranjeiras- Zona Sul, bairro vizinho de Botafogo, é filha de um bancário aposentado e de uma professora, ela diz que não é casada nem é mãe. Não revela sequer o bairro onde mora. Tamanha cautela tem explicação:

Na PM do rio desde 1998, Pricilla virou notícia em 2007 quando sofreu um sequestro-relâmpago, próximo a sua residência. Ao ser identificada como policial foi espancada a socos e pontapés, e levada para a favela próxima onde foi mantida em cativeiro pelos criminosos. Conseguiu fugir e, no dia seguinte, participou da operação que prendeu os criminosos.

Quando a primeira UPP (Unidades de Polícia Pacificadora) quarteis da PM instalado nessas áreas de conflitos com o tráfico, foi criada, em 2008, na comunidade Santa Marta, a cúpula da segurança carioca acertadamente incumbiu-lhe da missão de assumir o comando da unidade.

A jovem capitã, por dois anos comandou 125 Policiais Militares numa área com 9 mil moradores e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito baixo.

Durante sua atuação na área, segundo o site da Secretaria de Segurança do Rio, a atual, Major Pricilla conseguiu eliminar o tráfico de drogas na comunidade, criou modelos de mediação de conflitos, trabalhou com instituições de nível municipal e estadual para melhorar o serviço de saúde e de coleta de lixo, aumentou as oportunidades de treinamento técnico e educacional e desenvolveu uma bem-sucedida feira de artesanato na comunidade.

Foto: AFP

Pousando ao lado des duas das mais poderosas mulheres do mundo, Hillary Clinton e Michelle Obama

Em 2010, ela deixou o comando da UPP e passou a trabalhar como Coordenadora Geral de Programas Estratégicos para as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (SESEG), cargo que ocupa até hoje.

Ela é a policial com o cargo mais alto no programa das UPPs, e a primeira mulher a ocupar uma posição estratégica na Superintendência de Planejamento Operacional da SESEG.

O reconhecimento internacional da mulher Pricilla de alguma forma além de orgulho dá-lhe uma capa de proteção ainda maior. Por aqui ela já havia recebido a condecorações das Câmaras de Vereadores das cidades do Rio de Janeiro, Tanguá e Itaboraí. Foi premiada com a Medalha de 50 Anos da Força Brasileira das Nações Unidas. Em 2009, a Revista Veja deu a Major Pricilla o Prêmio de Personalidade do Ano, com o título de “Defensora da Cidade”.

Ficamos pensando com nossos botões: por causa de mulheres assim, há esperança de um mundo melhor. Deus te abençoe menina!


Pricilla diante do Quartel em Santa Marta, onde tudo começou. Ela tem aquelas qualidades tão próprias das grandes mulheres: determinação, persistência, firmeza e candura.