ESTADOS UNIDOS BRASIL - Eleição 2016 Oposição republicana já faz campanha contra provável candidatura de Hillary Clinton, em 2016
A campanha para a eleição presidencial americana de 2016 já está nas ruas, ou melhor, na internet e nas redes sociais. Já existem, nos EUA, Comitês de Ação Política, (PAC na sigla em inglês), em intensa atividade com a finalidade de detonar a candidatura da ex-senadora, Hillary Clinton, as eleições presidenciais americana em 2016. E tantos outros, defendendo a ex-Secretária de Estado.
Foto: Reprodução O Comitê de Ação Política, STOP HILLARY foi criado para uma única razão - para garantir Hillary Clinton nunca se torna presidente dos Estados Unidos.- diz o portal do movimento
Postado por Toinho de Passira Baseado no texto de Alessandra Corrêa, para a BBC Brasil Fontes: BBC Brasil
Mais de três anos antes das próximas eleições presidenciais nos EUA, um movimento já começa a chamar a atenção para a disputa: o de republicanos articulados em campanhas fora do partido contra uma possível candidatura da democrata Hillary Clinton à Casa Branca.
A ex-secretária de Estado americana ainda não anunciou se realmente pretende concorrer ao cargo, mas grupos que se opõem a ela afirmam que precisam estar preparados desde já, antes que seja tarde demais para impedir que "mais um Clinton" ocupe a presidência ─ o marido de Hillary, Bill Clinton, governou os EUA de 1993 a 2001.
"É crucial começar agora", disse à BBC Brasil Garrett Marquis, porta-voz de um dos grupos já em ação, o Stop Hillary PAC (sigla em inglês para Comitê de Ação Política, organizações que não são ligadas oficialmente a nenhum candidato ou partido, mas podem arrecadar fundos e fazer campanhas a favor ou contra candidatos ou causas).
"A máquina Hillary e Bill Clinton está pronta para agir no momento em que eles precisarem. Eles têm força desde o primeiro dia, assim que ela decidir quando será o primeiro dia. Nós precisamos estar prontos para enfrentá-la quando esse dia chegar", afirma.
Foto: Getty Images
IMAGENS NEGATIVAS
Na semana passada, o Stop Hillary PAC divulgou na internet um vídeo de 50 segundos com imagens negativas sobre um possível governo Hillary.
No vídeo, uma voz feminina presta o juramento presidencial enquanto imagens de cerimônias de posse anteriores são intercaladas por palavras remetendo a escândalos aos quais Hillary esteve supostamente ligada, como o ataque ao consulado americano em Benghazi, na Líbia, quando ela era Secretária de Estado, que resultou na morte do embaixador americano no país, Christopher Stevens.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
A FORÇA DE HILLARY
Embora tenha saído do governo federal em fevereiro deste ano, deixando a chefia da diplomacia americana para John Kerry, Hillary acumula um capital político de peso, que data desde o escândalo Monica Lewinsky, 15 anos atrás. Aos olhos dos liberais foi vista como a mulher que apesar de traída deu a volta por cima, tornou-se senadora e galgou sua ascensão política no país.
Já para o público mais conservador exemplificou o ideal da mãe e mulher firme, capaz de perdoar uma traição diante de todo o mundo. Sob qualquer interpretação, no entanto, sua reação ao escândalo solidificou a imagem de uma mulher forte e capaz de superar obstáculos e crises.
Ao longo dos anos ganhou destaque internacional, e à frente do Departamento de Estado ficou conhecida pelo pulso firme mas também surpreendeu deixando-se fotografar dançando e se divertindo.
Na frente eleitoral, embora não tenha formalizado a pré-candidatura, vem mostrando mobilização. Nesta semana a democrata tomou café da manhã com o vice-presidente, Joe Biden, e almoçou com o presidente americano, Barack Obama.
Em outro desdobramento, a CNN Films, uma divisão da rede de notícias americana, confirmou que fará um documentário sobre a vida da ex-senadora, que além de ser transmitido pelo canal deve chegar às salas de cinema de todo o país.
Formado em maio, o grupo é liderado pelo senador republicano Ted Harvey, do Estado do Colorado, e já vem arrecadando simpatizantes e contribuições financeiras para "assegurar que Hillary Clinton nunca se torne presidente dos EUA".
Segundo Marquis, o grupo vem buscando engajar "americanos preocupados (com um possível governo Hillary)" em todo o país, por meio de e-mails, redes sociais e telefonemas. Também estão previstos anúncios de rádio e TV.
"Nosso objetivo é parar Hillary Clinton e isso inclui não só as eleições presidenciais de 2016, mas também as eleições legislativas de 2014", diz.
"Onde quer que ela vá, dando apoio candidatos e fazendo discursos, nós iremos também, ajudando candidatos que concorram contra aqueles que ela apoia."
Charge: Taylor Jones (USA)
CARICATURA
O Stop Hillary PAC é apenas o mais recente dos grupos conservadores a tornar pública sua campanha contra Hillary.
No mês passado, o PAC America Rising, liderado pelo coordenador da campanha presidencial do republicano Mitt Romney em 2012, Matt Rhoades, lançou o movimento Stop Hillary 2016, com o objetivo de "evitar outro governo Clinton, depois de oito anos com o presidente (Barack) Obama".
Segundo o cientista político Christopher Malagisi, professor de História do Movimento Conservador na American University, em Washington, o principal objetivo desses grupos é se antecipar e caracterizar Hillary da maneira como a veem, em vez de como ela própria tenta se apresentar.
"É uma oportunidade de formar uma caricatura do adversário antes que ele tenha a chance de definir sua imagem", disse Malagisi à BBC Brasil.
Apesar de Hillary ainda não ter anunciado se pretende concorrer em 2016, sua possível candidatura já tem o apoio oficial de nomes de peso no Partido Democrata, como a senadora Claire McCaskill, do Missouri, e de PACs como o Ready for Hillary, formado em janeiro.
Pesquisas indicam que Hillary é a favorita entre os possíveis pré-candidatos democratas e também contra possíveis candidatos republicanos na eleição geral.
De acordo com uma pesquisa McClatchy-Marist, realizada pela empresa de comunicações McClatchy e o Instituto Marista de Opinião Pública e divulgada na semana passada, 63% dos democratas votariam em Hillary.
Segundo a sondagem, o possível candidato republicano com maiores chances contra Hillary na eleição geral seria o governador de Nova Jersey, Chris Christie. Ainda assim, Hillary ficaria à frente, com 47% dos votos, contra 41% de Christie.
Foto: Drew Angerer/The New York Times I’M HILLARY CLINTON 2016 - Estagiários no Comitê de Ação Política, pró Hillary, na Virginia, preparando correspondência, já receberam mais de 65.000 pedidos de adesivos para carros
INFLUÊNCIA
Movimentos do tipo "Stop Hillary" não são novos. Antes das eleições de 2008, quando a ex-senadora concorreu pela indicação democrata contra Obama, também houve campanhas contra sua candidatura.
A diferença agora, diz Malagisi, é o crescente papel dos PACs nas eleições ─ especialmente a partir de 2010, quando a Suprema Corte dos EUA decidiu que os chamados Super PACs (PACs especiais) podem arrecadar fundos sem limites de indivíduos, empresas, sindicatos e outros grupos.
"Há muita gente olhando para 2012 e tentando ver o que deu certo e o que deu errado, para garantir que seus Super PACs sejam mais influentes. Eles pensam: 'Se formarmos um Super PAC agora, estaremos melhor preparados para 2016'", afirma.
Segundo Malagisi, ainda é cedo para medir a influência dos Super PACs nas próximas eleições.
"Mas com certeza serão um fator importante. Estamos apenas no começo do que será o papel dos Super PACs."
ESTADOS UNIDOS Hillary Clinton de volta ao trabalho
A Secretaria de Estado, do governo Obama, voltou a trabalhar nesta quarta-feira, aparentemente bem disposta, há apenas cinco dias após ter tido alta hospitalar, internada devido a um coagulo na cabeça causado por uma por a queda em um desmaio
Foto: Reuters Os funcionários do gabinete de Hillary a receberam calorosa e descontraidamente. Sugerindo que ela deveria proteger melhor a cabeça, presentearam-na com um capacete, com o símbolo do Departamento de Estado, similar aos usados pelos jogadores de futebol americano
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez nesta quarta-feira suas primeiras declarações públicas depois de um mês afastada por motivos de saúde e apenas cinco dias após ter tido alta hospitalar.
Em conversa com repórteres em Washington, Hillary disse estar emocionada por voltar ao trabalho.
Os problemas de saúde de Hillary começaram em dezembro, quando ela contraiu um vírus estomacal. Ela passou mal e sofreu uma queda, que levou a uma concussão e, posteriormente, um coágulo.
Hillary disse que sua experiência como secretária de Estado foi extraordinária e que agora vai se concentrar em resolver questões pendentes antes de entregar o cargo a seu sucessor, o senador John Kerry, que assume a pasta no novo mandato do presidente Barack Obama, no próximo dia 21.
Hillary é a mais provável candidata democrata a sucessão de Barack Obama em 2016. Segundo o The New York Times, pesquisas recentes mostram que cerca de 65 por cento dos americanos têm uma impressão positiva de Hillary, enquanto apenas cerca de 30 por cento têm uma, negativa. Ela, que está deixando o cargo a pedido, é também a mais bem avaliada dos integrantes da equipe de Obama.
ESTADOS UNIDOS – Nova Iorque Hillary deixa hospital acompanhada de Bill Clinton
A secretária de Estado Hillary Clinton, que não tem sido visto em público desde 7 de dezembro, foi fotografada deixando New York-Presbyterian Hospital Columbia dias após a verificação da existência de um coágulo de sangue, numa das veias responsável por drenar o sangue do cérebro.
Foto: Joshua Lott / Reuters SORRIDENTES - Hillary Clinton, acompanhada do marido Bill e da filha Chelsea, deixando o Hospital nesta quarta-feira. A família parecia descontraída e aliviada
A secretaria americana Hillary Rodham Clinton, de 65 anos, recebeu alta do “Nova York-Presbyterian Hospital Columbia”, na noite de quarta-feira, onde se encontrava internada desde o domingo (30), para tratamento de um coágulo em uma das veias da cabeça.
A notícia de sua liberação foi a primeira boa notícia em um mês de noticias preocupante para Hillary – fora da cena política desde o começo de dezembro por uma séria de complicações com a saúde.
O coágulo de sangue na sua cabeça, foi o ápice de uma série de acontecimentos: primeiro ela foi diagnosticada com um vírus estomacal; em consequência acabou desmaiando devido a uma forte desidratação; na queda bateu com a cabeça o que muito provavelmente provocou o coágulo.
A equipe médica descreveu a doença como um coágulo potencialmente grave, por bloquear a veia situada no espaço entre o cérebro e o crânio atrás da orelha, que possui a importante missão de drenar o sangue do cérebro.
"Apesar de preocupante, não causou um acidente vascular, ou um dano neurológico", disse um boletim médico.
Não tratados, esses bloqueios podem levar a hemorragias cerebrais ou derrames.
O tratamento consiste principalmente de diluentes de sangue para dissipar e evitar a ampliação do coágulo e prevenir novas formações e a ingestão de muito líquido para prevenir desidratação, que é um importante fator de risco para coágulos sanguíneos.
Fotografados deixando o hospital, acompanhando Hillary, o seu marido, o ex-presidente Bill Clinton e sua filha, Chelsea, pareciam eufóricos.
Na sua conta no Twitter, nesta quarta-feira, Chelsea Clinton, a filha, disse, "Mãe recebeu alta do hospital e está se dirigindo para casa. Somos muito gratos à equipe médica confiante que ela vai fazer uma recuperação completa. "
Foto: AFP / Getty Images RECORDE - Hillary na Arabia Saudita. Nos quatro anos de governo Obama, a Secretaria visitou, em missão, 112 países, em todo o planeta, alguns deles, como o Brasil, mais de uma vez.
Falando ao “The New York Times” o doutor David J. Langer, neurocirurgião e professor associado na Hofstra North Shore-LIJ Faculdade de Medicina, disse que Hillary precisa de um acompanhamento médico cuidadoso e constante nos próximos dias, semanas e meses para se certificar de suas doses de anticoagulantes estão corretas e que o coágulo não está em crescimento.
O fato de Hillary ter tido outro coágulo sanguíneo no passado - em sua perna, em 1998 – quando seu marido era presidente do EUA, sugere que ela pode ter uma tendência a formar coágulos, e pode precisar utilizar-se de anticoagulantes por um longo prazo ou até mesmo para o resto de sua vida, de acordo, com outro especialista, Dr. Geoffrey T. Manley, da Universidade da Califórnia, em San Francisco.
Um grande risco para as pessoas que tomam anticoagulantes é que as drogas aumentam sangramento, em ferimentos provocados por acidentes - como a queda que causou a concussão de Hillary Clinton – tornando-se mais perigoso, e mais propensos a sofrer hemorragias cerebrais.
Mesmo assim, a medicação não deve interferir com a carreira de Hillary Clinton, o Dr. disse Manley, que acrescenta que a ingestão permanente da medicação não acrescenta nenhuma complicação importante a longo prazo.
Dr. Langer acrescentou que a veia bloqueada por um coágulo pode ou não reabrir.
“Às vezes, disse ele, o coágulo persiste e o corpo cobre com tecido fechando ou limita o vaso sanguíneo. Contanto que a veia do outro lado da cabeça esteja desbloqueada, não há qualquer problema para o paciente.
Vários fatores de risco para coágulos, incluindo desidratação e sua história anterior de um coágulo pode ter levado Hillary a atual situação. Além disso, as mulheres são mais propensas do que os homens para este tipo de coágulo, particularmente quando desidratada.
A queda também pode ter sido um fator, embora não seja claro se seu ferimento na cabeça foi grave o suficiente para ter causado um coágulo de sangue.
O tipo de coágulo ela apresentou é muito mais provável ser associado com uma fratura de crânio do que com uma concussão, disseram vários especialistas ao The New York Times.
Foto: Associated Press EXCESSO - Ultimamente a aparencia de Hillary denotava um esgotamento físico. Excesso de pressão ou de trabalho ?
Levantou-se a hipótese de que o excesso de trabalho - frequentes viagens ao exterior e pressão permanente, inerente ao cargo, teriam desencadeado o processo.
Hillary Clinton tem mantido uma rotina desgastante e prolongada desde que se declarou candidata à presidência em 2007. Viajou mais de 950.000 quilômetros, nestes últimos quatro anos, em visitas a 112 países. Sendo a Secretaria de Estado que mais viajou em toda a história dos EUA.
Ela tem revelado uma aparência cansada e envelhecida, nos últimos tempos, demonstrando o desgaste devido ao peso do cargo que exerce.
“Não se pode afirmar que seu trabalho duro resultou nisso", disse o Dr. Langer. "Eu não acredito nesse tipo de julgamento."
Em teoria, segundo o especialista, o esgotamento pode enfraquecer o sistema imunológico temporariamente, e diminuir a resistência de uma pessoa de infecções como o vírus estômago que aparentemente iniciados problemas de Hillary. Mas, em sua opinião, o fator mais importante que contribui para o coágulo de sangue foi, provavelmente, o ferimento na cabeça em consequência da queda.
Toda essa preocupação e debate estão associados ao fato de Hillary Clinton ser apontada como o principal nome, do partido Democrata, com chances de vitória, a disputar a Casa Branca, na sucessão de Barack Obama, em 2106. Ultimamente ela tem negado ter pretensões ao cargo, mas em politica até 2016 é uma eternidade...
ESTADOS UNIDOS Hillary internada por causa de coágulo sanguíneo
Médicos optaram por internar a Secretaria de Estado Americano, após terem detectado um trombo, um coágulo sanguíneo, provalmente em virtude de um traumatismo craniano após um desmaio e uma queda sofrida por ela no início do mês.
Foto: J. Scott Applewhite/Associated Press Hillary é um dos nomes mais destacados, como candidata democrata, para suceder o presidente Obama em 2016
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Rodham Clinton, foi levada ao New York Presbyterian Hospital de Columbia, neste domingo (30) em Nova York após a descoberta de um coágulo em consequência da concussão sofrida alguns dias antes.
O porta-voz Philippe Reines informou que seus médicos descobriram o coágulo durante exames feitos neste domingo. Segundo ele, a secretária de estado está sendo tratada com anticoagulantes e será monitorada por 48 horas.
O Departamento de Estado anunciou há três semanas que Clinton tinha contraído um vírus estomacal que a levou então a cancelar uma viagem a Marrocos, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.
Uma semana mais tarde, 15 de dezembro, seu conselheiro, Philippe Reines, disse que a secretária de Estado, de 65 anos de idade, sofreu uma concussão cerebral depois de ter desmaiado, por causa de uma 'forte desidratação'.
Seus médicos a aconselharam a não retomar, antes de 'meados de janeiro', as longas viagens diplomáticas de avião que costuma fazer por diferentes cantos do planeta.
Apesar da reeleição do presidente Barack Obama em novembro, Hillary deixou claro que não continuará à frente do Departamento de Estado neste segundo mandato. Essa posição foi posta para o presidente desde que ela tomou posse há quatro anos.
Por causa do estado de saúde, ele não compareceu a uma audiência no Congresso, que investiga a responsabilidade do Departamento de Estado, no ataque a representação diplomática americana em Benghazi, na Líbia, onde um diplomata e mais três funcionários da chancelaria foram mortos num ataque terrorista.
Ela também cancelou uma viagem, anteriormente planejada para o Marrocos.
E não compareceu ao anúncio, feito pelo presidente Obama, de que o senador John Kerry, democrata de Massachusetts, seria nomeado para sucedê-la como secretária de Estado. Ela limitou-se a elogiar Kerry, num comunicado.
Segundo o jornal The New York Times, Hillary Clinton é amplamente considerada como um dos principais nomes a sucessão presidencial em 2016, apesar dela negar publicamente essa intenção. Mas assessores próximos a ela não descartou a possibilidade. Em 2008 ela disputou e perdeu a indicação do partido para o presidente Barack Obama.
Em entrevista divulgada, nesta quarta-feira, e gravada bem antes dos problemas de saúde, Hillary declarou a Barbara Walters, da ABC News, em referência aos rumores sobre seu nome para a eleição de 2016:
“Já disse que realmente não é algo que pretenda fazer de novo."
"Tenho estado nos níveis mais altos da atividade americana nos últimos 20 anos e penso que é o momento de dar um passo atrás, talvez me dedicar a escrever, a ensinar ou a fazer conferências".
Hillary Clinton estava entre as "10 personalidades mais fascinantes de 2012", que tradicionalmente são entrevistadas pela jornalista Barbara Walters, da ABC no final do ano.
Aos 65 anos, Clinton descartou, na entrevista, que a idade seja um problema para uma eventual candidatura em 2016. "Por sorte - bato na madeira - não sou uma pessoa apenas saudável, mas também tenho uma energia incrível".
BRASIL – Julgamento do Mensalão Pedro Corrêa, nosso homem no mensalão
Como Lula escapou, o nosso ex-deputado Pedro Corrêa será o único representante de Pernambuco, como réu, no julgamento do mensalão. Mesmo tendo sido cassado por causa do envolvimento com o mensalão a tese da defesa de Corrêa, no STF será de que se o mensalão existiu, nem Pedro Correa, nem seu partido sequer sabiam da sua existência, apesar do seu assessor ter sido flagrado fazendo um saque na conta de Marcos Valério, o operador do mensalão
Foto: José Cruz/ABr INOCÊNCIA - Quem é inocente nessa foto? Lula, Dirceu, Pedro Corrêa? Apenas dois? Os três? Nenhuma das respostas, os únicos inocentes são a mesa, a cortina e a Bandeira Nacional, os microfones e os copos d’águas foram envolvidos
Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto, Pedro Corrêa, 64 anos, é médico, pecuárista, o único “pernambucano” envolvido no processo do Mensalão, que começará a ser julgado no STF, no próximo dia 02 de agosto. A bem da verdade, a pernambucalidade de Correa é falsa, já que ele nasceu no Rio de Janeiro, em janeiro de 1948, embora tenha migrado para o Recife, com a família, ainda muito jovem. Por aqui se formou na faculdade de medicina da Universidade Federal e empreendeu uma bem sucedida carreira política.
No processo do mensalão, junto com os outros 37 réus, cabe a Corrêa responder pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-deputado teve o mandato cassado, no dia 15 de março de 2006. Dos 451 parlamentares, presentes a sessão 261 votos pela cassação, contra 166 pela absolvição. Houve 5 votos em branco e 19 abstenções.
Foto: Antônio Cruz/ABr ANTES DO MENSALÃO ECLODIR - Os deputados Roberto Jefferson e Pedro Correa, reunidos como o Ministro José Dirceu na Casa Civil. Note-se o olhar desconfiado de Jefferson. Dois meses depois os três estavam cassados
De todos os acusados e evolvidos, Corrêa foi um dos poucos deputados cassado, pelos companheiros parlamentares, por causa do escândalo do mensalão. Como ele, apenas Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP) perderam o mandato. O restante dos acusados, ou foram absolvidos ou renunciaram antes do julgamento, para evitar a cassação.
A cassação em 2006 interrompeu uma carreira política de 27 anos, na Camara Federal, onde Corrêa representando Pernambuco, por vários partidos (ARENA, PDS, PFL, PPB, depois PP) exercia mandatos desde 1979.
O deputado Pedro Correa sempre foi um aliado fidagal do Deputado Paulo Salim Maluf. Foi dele um dos 180 votos que Maluf recebeu no Congresso Nacional, na eleição para presidente da República, que disputou com o mineiro Tacredo Neves. O detalhe é que Pedro Corrêa votou em Maluf, depois que Tacredo Neves já havia obtido votos suficientes para se eleger, quando outros partidários de Maluf, preferiram absterem-se, ou votar também em Tancredo. A filha Claricinha Corrêa, esposa do deputado federal
Foto: Antônio Cruz/ABr DIZ-ME COM QUEM ANDAS - Pedro Corrêa com o amigo e correligionário e quase cúmplice, Paulo Maluf, parceiros permanentes, desde sempre
Todas as acusações contra Pedro Correa, no escândalo do mensalão, partem do fato de que ele teria mandado seu ex-assessor do partido, João Cláudio Genu, a sacar R$ 700 mil das contas do empresário Marcos Valério de Souza, operador do mensalão. (Marco Valério diz que o saque chegou a R$ 4 milhões, como essa negociata não tem recibo, a dúvida eterna vai prevalecer). O portal G1- Pernambuco conversou com Marcelo Leal De Lima Oliveira, o advogado do ex-deputado Pedro Corrêa, que o defende do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal.
O advogado admite que o assessor de Corrêa recebeu o dinheiro, da conta de Marcos Valério, mas que era um repasse do PT para pagar advogado de um ex-deputado federal do PP do Acre e não para que orientasse o partido a votar com o governo (a razão do mensalão) como diz a denúncia.
Para o advogado a Marcelo Leal o mensalão não existiu, ou, se existiu, o seu cliente não estava envolvido, nem ele nem o Partido Progressista, presidido por Corrêa, na ocasião.
Quanto à acusação de que o dinheiro era para comprar apoio político, disse o advogado:
”A acusação é desconexa e absurda quando diz que era para fazer pagamento, para que o PP votasse a favor do governo. A acusação fala das reformas tributária e previdenciária. Mas desde quando Fernando Henrique apresentou as propostas, muito semelhantes, que o PP votou a favor das reformas. E o PP continuou votando como sempre votou. Durante a CPI, foi feito um estudo que relacionava a lista de Marcos Valério com as votações. E, estatisticamente, não existe relação. O PP, de todos os partidos da base, é o que menos votava com a orientação do governo”.
Em relação a Corrêa, esse índice é ainda maior, ele estava desobrigado de participar de todas as votações, porque era presidente do partido. Ele várias vezes divergiu ou esteve ausente. “Não há qualquer relação entre o suposto pagamento do mensalão e votações no Congresso”.
Para o advogado, Pedro Corrêa vai ser absolvido.
Por fim o portal perguntou ao advogado: Como ficou a vida política de Pedro Corrêa pós-mensalão? O advogado respondeu na defensiva:
”Ele é médico por formação e pecuarista. Está levando a vida dele. Não ocupa cargo político. Agora, se ele exerce atividade política, não cabe a mim responder.”
Aline, a filha deputada, o braço parlamentar de Corrêa, segundo a Isto É
A pergunta do portal G1 foi inspirada numa reportagem publicada, no ano passado, na Revista “Isto É”, intitulada: “Um mensaleiro dá as cartas no PP” (Falava de Pedro Corrêa).
A matéria diz que “mesmo sem cargo há mais de cinco anos, desde sua cassação, o ex-deputado Pedro Corrêa continua indicando nomes no governo e traçando as estratégias no Partido Progressista”. “Pedro Corrêa tornou-se um especialista na articulação de bastidor. Embora distante dos holofotes, é ele quem chancela boa parte das indicações do PP para postos estratégicos no governo.”
Adiante a revista comenta que:
“Quando vai a Brasília, ao menos uma vez por semana, Corrêa se hospeda na casa da filha, deputada Aline Corrêa (PP-SP). Aline é uma espécie de braço parlamentar de Corrêa. Ela formula emendas e projetos do interesse do pai. A atuação de Pedro Corrêa tem feito tanto barulho no PP, e ensejado negócios importantes em São Paulo, que passou a incomodar o deputado Paulo Maluf (PP-SP)”.
Segundo a revista “o Palácio do Planalto, tomando conhecimento das atividades de Pedro Corrêa e companhia”, questionou a seriedade do PP, a ponto da presidente Dilma Rousseff ter escalado “a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para cobrar explicações” ao partido.
Aline Corrêa, a deputada federal, filha de Pedro, que está na segunda legislatura em São Paulo, tem um gênio forte e explosivo: recentemente chegou a ter um atrito sério com o dono do partido o deputado Paulo Maluf, que questionava exatamente o suposto poderio de Corrêa dentro do partido.
Maluf teve sorte, por que a discussão foi apenas retórica. Noutro episódio em 2008, Aline, ao ser agredida verbalmente pelo deputado Celso Russomano, atual candidato a prefeito de São Paulo, partiu para as vias de fato e esbofeteou seguidamente o companheiro de partido.
Segundo o jornal O Globo, enquanto espancava Russomano, a filha de Pedro Corrêa gritava:
- Sou pernambucana, me respeite que não sou sua mulher!
No ano passado, seguindo a tradição familiar, a deputada Aline Corrêa teve aberta uma ação penal contra ela, no Supremo Tribunal Federal, para investigar a falsificação do selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em lotes de cigarros transportados por suas empresas. Aline foi acusada pelo Ministério Público, de falsificação, sonegação tributária, e como o papai, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. No entanto, os ministros do STF concordaram com a abertura de processo para investigar apenas o crime de falsificação.
Foto: Isto É O importante não é quantos clientes o médico Pedro Corrêa teria, nem quantos bois o pecuaristas Pedro Corrêa possuiria, o importante é quantos prefeitos do Brejo da Madre de Deus elegeu?
A versão de médico e pecuarista de Pedro Corrêa é um disfarce. Correa como médico nunca receitou uma aspirina. Sua atividade de pecuarista é também de fachada. Ele possui uma fazendo em Fazenda Nova, vizinha ao Teatro de Nova Jerusalém, no município de Brejo da Madre de Deus. Trata-se de uma fazenda cenográfica, uma propriedade pequena, com uma casa grande espetacular, onde ele encarna nos fins de semana, o falso personagem de fazendeiro e o de verdadeiro chefe político regional.
Seu genro, o deputado federal Roberto Teixeira (PP-PE) foi eleito com os votos de sua área de influência, herdeiro temporário dos seus votos. Nesta eleição municipal Pedro Corrêa está introduzindo, na política, outra filha, Claricinha (Clarice) Corrêa, esposa do deputado. Ela já é candidata à vice na chapa do atual prefeito do Brejo da Madre de Deus, Édson Souza (PTB), que concorre a reeleição.
Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press A filha Claricinha Corrêa, esposa do deputado federal Roberto Teixeira e futura prefeita do Brejo da Madre de Deusa
Segundo o Blog do Inaldo Sampaio, Pedro Corrêa tem muita influência na região: há 12 ano, desde o ano 2000, elegeu todos os prefeitos eleitos, para o Brejo da Madre de Deus.
Pelo andar da carruagem, o objetivo de Corrêa, no momento, é que sua filha Claricinha Corrêa, ganhe espaço político como vice, para ser a próxima candidata a Prefeita nas eleições de 2016.
Numa entrevista recente á TV Sulanca News, uma emissora local, com base na internet, Pedro Corrêa afirmou que essa vocação política da família vem do fato deles não resistirem ao apelo de querer ajudar as pessoas mais necessitadas. Aproveita a oportunidade para lançar Eduardo Campos como a candidato a Presidente da República e criticar a "Lei da Ficha Limpa", para ele, uma lei muito dura.
Nossa expectativa, como a do advogado, é que Pedro Corrêa seja absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, no processo do mensalão. O supremo só condena baseado em provas irretocáveis. Os crimes de que Corrêa é acusado aconteceram no seu vestíbulo, executado pelo seu assessor, mas ele não aparece na cena do crime, suas digitais não estão na transação.
Quando acusado, no processo de falta de decoro parlamentar, ofereceu com destemor seu sigilo, fiscal, bancário e telefônico, estendido a esposa, filho e familiares. Dá a impressão que Pedro Corrêa percebeu, antes de todos, que está história de mensalão, mais dia menos dia, ia acabar virando um caso de polícia e se preveniu.
Assim, Pedro Corrêa, pode ter cara de culpado, jeito de culpado, mas processualmente é um quase inocente. Terá ao seu favor o beneficio da dúvida.
Com ele, Paulo Maluf tem muito que aprender.
Veja entrevista de Pedro Correia na "TV Sulanca News"