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25 de set. de 2013

Em Nova Iorque, Dilma dá aula de como espantar investidores

BRASIL - Economia
Em Nova Iorque, Dilma dá aula de como espantar investidores
Presidente comparece a evento do Goldman Sachs - fato impensável anos atrás - e diz que 'não há risco jurídico no Brasil'

Foto: Celso Junior/Reuters

Nova York: Dilma diz que governo "respeita contratos"

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Veja

A presidente Dilma Rousseff mostrou, mais uma vez, nesta quarta-feira, que não só não simpatiza com investidores estrangeiros como também subestima sua inteligência. Dilma compareceu a um evento organizado pelo Goldman Sachs em Nova York para tentar atrair clientes do banco para investir em projetos de infraestrutura no Brasil. Sua ida ao evento, por si só, é coisa rara. A questão é que ela desperdiçou a oportunidade. Mais: ela piorou, como se ainda fosse possível, a avaliação que fundos e empresários de fora têm do Brasil nos últimos três anos. Em vez de aproveitar o evento para tentar quebrar o muro que separa o governo dos investimentos privados, a presidente aumentou sua extensão. Repetiu que o país vai muito bem, obrigada, que os projetos de infraestrutura são "muito rentáveis" para o setor privado e que "não há risco jurídico".

Para os investidores desavisados, dizer que o Brasil vai bem não é a maior das mentiras. Afinal, é fácil constatar que o país está em melhor situação que os endividados europeus ou que emergentes politicamente instáveis, como a Rússia. Contudo, colocar em evidência a atratividade das concessões de infraestrutura num momento em que planos fracassam, como no caso da BR-262, que não teve interessados, ou do trem-bala, que teve de ser engavetado por falta de consórcios, beira a ingenuidade — ou a falta de bom-senso. No leilão do campo de Libra, por exemplo, apenas onze empresas pagaram a taxa para participar. O governo esperava, pelo menos, quarenta. As gigantes do setor, como Chevron, BP e Exxon, preferiram não entrar. "Estamos colocando o investimento em infraestrutura como prioridade para o crescimento do país", disse a presidente, em Nova York.

Mas nada soou mais nocivo aos ouvidos dos que estavam presentes do que a afirmação de que o Brasil cumpre contratos e não representa qualquer risco jurídico para investidores. O erro começa na própria necessidade de a presidente fazer tal afirmação. Um país que respeita contratos não precisa se afirmar aos investidores porque o fato é percebido como ponto pacífico. O México, país latino-americano que vem sendo constantemente comparado ao Brasil, tem vindo a público anunciar reformas estruturais, e não dizer que respeita seus acordos.

A afirmação feita por Dilma contradiz de forma desconcertante os três anos de seu governo marcados por insegurança jurídica. Para citar alguns casos, o acordo automotivo com o próprio México, que foi quebrado em 2011 — e foi para o lixo junto com o acordo de livre-comércio que vinha sendo costurado entre os dois países. Outro momento histórico de risco jurídico conduzido por ideologia protecionista foi o aumento de 30 pontos porcentuais no imposto sobre produtos industrializados (IPI) dos automóveis importados, também em 2011 — que prejudicou consumidores e feriu a competitividade da indústria. Mais tarde, houve o plano Inovar-Auto, que se propôs a flexibilizar o aumento do IPI para as montadoras que decidissem abrir fábricas no país. Tais mudanças fizeram com que empresas do setor paralisassem investimentos e reavaliassem seus planos para o Brasil, diante da insegurança.

O risco jurídico mais nocivo para a imagem do país, no entanto, veio apenas no segundo semestre do ano passado, com as mudanças no setor elétrico. As novas regras — que obrigavam as empresas a abandonar as concessões caso não se submetessem a uma redução de tarifas forçada pelo governo — foram vistas pelo empresariado como o início da degradação de um dos segmentos econômicos mais previsíveis do país. E previsibilidade, no mundo dos negócios, é fator preponderante que Dilma parece desconhecer.

13 de set. de 2013

Vitória na cabeça: cabelo afro do filho faz candidato
de Nova Iorque “bombar” nas pesquisas eleitorais, de Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil

ESTADOS UNIDOS – Eleição Prefeito Nova Iorque
Vitória na cabeça: cabelo afro do filho faz candidato
de Nova Iorque “bombar” nas pesquisas eleitorais
Papai de Blasio estava no distante quarto lugar quando os marqueteiros decidiram que um endosso do filho poderia trazer um punhado de votos da comunidade negra, entre jovens e liberais. A primeira opção era a mulher, Chirlane McCray, uma negra jamaicana bonita, poeta, ex-lésbica declarada, mas decidiram que o apelo do filho,

Foto: Kathy Willens/AP

Bill De Blasio abraça o filho, Dante, filha, Chiara, e a esposa, Chirlane, num dos atos da campanha

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil
Fontes: BBC Brasil

Um candidato pode ganhar ou perder uma eleição por dezenas de motivos, mas Bill de Blasio, candidato a prefeito de Nova York, é o primeiro a ganhar por uma cabeleira afro que nem é dele. É do filho Dante, de 15 anos, simpático e esperto.

Papai de Blasio é descendente de italianos, branco, alto e boa pinta. Ele esteve 14 pontos na frente do segundo colocado, Bill Thompson, o único negro entre os nove candidatos que disputavam as eleições primárias democratas de terça-feira, mas o italiano, com seu filho afro, ganhou até entre os eleitores negros.

Em Nova York, o candidato precisa de 40% dos votos nas primárias do partido para evitar um segundo turno entre os dois primeiros colocados, e a contagem final só vai sair na próxima semana porque as máquinas quebraram. Ele passou dos 40%, com menos de mil votos, diríamos, por um punhado de fios.

Um vexame, mas vamos ao milagre afro. Papai de Blasio estava no distante quarto lugar quando os marqueteiros decidiram que um endosso do filho poderia trazer um punhado de votos da comunidade negra, entre jovens e liberais. A primeira opção era a mulher, Chirlane McCray, uma negra jamaicana bonita, poeta, ex-lésbica declarada, mas decidiram que o apelo do filho, produto de uma família racial e sexualmente integrada, podia ter mais impacto. Acertaram na cabeça.

O comercial do filho, com seu afro monumental, bombou. Antes de entrar no ar, teve 200 mil acessos na internet e, em quatro semanas, o pai estava entre os primeiros nas pesquisas.

Bill de Blasio é o atual public advocate da cidade, cargo eletivo, uma espécie de ombusdman dos novaiorquinos. Quem está infeliz com os serviços da cidade bate na porta do advogado público.

Ele fez uma campanha pró 99% e anti 1%, liberal e populista. Uma das promessas de Blasio é aumentar os impostos dos ricos para pagar pelos cursos pré-primários.

Foto: Sunset Parkerpix/Flickr

Protesto sem Nova Iorque contra stop and frisk, "pare e apalpe".
Negros e latinos são os mais abordados

Bateu de frente com o stop and frisk, "pare e apalpe", peça-chave do combate ao crime do prefeito Michael Bloomberg que permite a polícia abordar e apalpar qualquer pessoa por qualquer motivo. Mais de 90% dos apalpados são negros e latinos. Apesar da grande redução do crime em Nova York, em parte atribuída ao "pare e apalpe", uma juíza considerou a prática racista e ilegal. O processo corre em tribunais superiores.

Desde 1989, com David Dinkins, o primeiro e único prefeito negro, um candidato democrata não se elege prefeito em Nova York. Nos últimos 20 anos, a cidade foi governada oito anos pelo conservador Rudolph Giuliani e 12 anos pelo bilionário sem partido firme Michael Bloombeg.

Nova York é politicamente tribal, esquizofrênica e imprevisível. Dos 51 vereadores, 46 são democratas, mas, para prefeito, os democratas perdem desde 1993. E a proporção de eleitores na cidade é de seis democratas para um republicano.

A cidade nunca foi tão segura, limpa e próspera, a população reconhece e agradece ao prefeito, mas Bill de Blasio conseguiu pintar Bloomberg como o homem das bicicletas, praças, dietas, das futilidades, de Manhattan, dos ricos, em resumo "o prefeito das vaidades". Bill de Blasio é do Brooklyn.

O candidato republicano é Joe Lhota, um burocrata que trabalhou com Giuliani e dirigiu o MTA, Metropolitan Transit Authority, o sistema de transportes públicos de Nova York. Lhota é zero em eloquência e dez em tédio, sem dinheiro e sem ideias novas.

Nem por isso está derrotado. O 1% acordou. A mensagem de Blasio é inspirada no presidente Woodrow Wilson, que governou o país no período de maior desigualdade econômica dos últimos cem anos, exatamente igual à atual. Dez por cento dos ricos recebem 50% da renda, 1% tem 20%. Wilson aumentou os impostos dos ricos, eliminou tarifas protecionistas, criou o Banco Central e tomou o controle da economia de J.P. Morgan e dos banqueiros.

Wilson é o presidente mais odiado pelos conservadores americanos. No dia 3 de fevereiro, Rush Limbaugh, o radialista com a maior audiência do país, toma champanha no programa para comemorar a morte do "presidente mais filho da puta da história dos Estados Unidos".

Fazer campanha contra os ricos tem seus riscos. As cidades e Estados vizinhos esperam por eles de braços abertos. Mas quantos estão dispostos a trocar Manhattan por Nova Jersey, Pensilvânia e Connecticut?

A cabeça do Lhota está pronta para o afro.

Foto: Captura de video

ANUNCIO DA CAMPANHA: "Vou falar para vocês um pouco sobre Bill de Blasio" - diz um adolescente Africano-Americano, num cenário de uma cozinha, identificado apenas com Dante, 15 anos, do Brooklyn, elogiando o candidato Democrata pela coragem de romper com a atual administração de Nova Iorque dizendo que ele será um prefeito para todos os nova iorquinos, “não importa onde eles vivam ou que aparência tenham, e encerra: “Eu diria isso, mesmo que ele não fosse meu pai."


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

21 de ago. de 2013

Topless literário em Nova Iorque

ESTADOS UNIDOS – Erótico – Cultural
Topless literário em Nova Iorque
Grupo de mulheres aproveitam o verão novaiorquino para fazer leitura nos parques, com as “tetas ao léu”, como dizem os portugueses. É um hábito saudável e cultural ao mesmo tempo. Embora não haja uma preocupação qualitativa da leitura, experimentam uma liberdade, que segundo elas é desfrutadas pelos homens, e deve também ser pelas mulheres.

Fotos: The Outdoor Co-ed Topless Pulp Fiction Aprecciation Society/divulgação

As vezes mostrar os seios é mais importante que ler

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Outdoor Co-ed Topless Pulp Fiction Aprecciation Society, Huffington Post, Uol

Juntando seios à mostra com literatura, um grupo de entusiastas do topless decidiu tirar a blusa para ler nos gramados dos parques de Nova York, nos EUA, durante o verão. O grupo tem um blog: "The Outdoor Co-ed Topless Pulp Fiction Aprecciation Society" (Sociedade de topless que aprecia literatura popular, ao ar livre) onde são divulgados os locais onde acontece os eventos e publicadas as fotos das participantes, que visivelmente muitas vezes estão mais interessadas em exibir as tetas, que fazer qualquer leitura.

Uma das líderes do grupo que usa o pseudônimo, Alethea Andrews, para falar sobre as atividades. Todas do grupo usam apelidos para evitar que sejam reconhecidas e perseguidas por empregadores ou por familiares caretas, disse que as atividades são realizadas quase toda semana enquanto o clima permite, e cerca de cem mulheres e alguns poucos homens (mais para dar apoio, segundo ela) participaram dos encontros nos últimos três verões.



O blog divulga a programação, os livros que as garotas gostam de ler e se deixar fotografar "bem à vontade" nos parques da cidade.

"Estar pelada melhora tudo", disse Alethea. "Melhora especialmente a sensação de estar ao livre em um dia ensolarado e quente. Os homens podem andar por aí confortavelmente sem camisa. Por que não as mulheres?"

Participar dos encontros não requer sofisticação literária; obrigatório mesmo é ficar sem roupa. E assim Alethea define a experiência: "Um dos grandes prazeres na vida é ler enquanto a brisa acaricia seus seios." (Soa provocante, não?)



As moças recebem apoio de uma loja online de romances policiais, e o gênero pulp fiction é o preferido.

Pulp fiction é aquele livro de segunda categoria, que inclui romances policiais do tipo B: o suspense da história se desenvolve enquanto vai ficando mais quente o affair entre o personagem homem-machão-viril e a personagem mulher-atraente-vulnerável.

"É divertido, provocante e sexy, e sempre tem em suas capas mulheres vestindo tão pouco quanto nós", explica Alethea. Apesar disso, todo tipo de livro pode ser compartilhado. Já pintou até um Paulo Coelho, apresentado por uma das integrantes (mas que Alethea não teve a oportunidade de ler).

Segundo as integrantes, a maioria das pessoas que se depara com o grupo, reunido lendo com os seios a mostra nos parques, não tem nenhuma reação em particular. Apenas uma minoria, diz ou faz qualquer coisa, que pode ser uma aprovação com o polegar erguido, um gesto de reprovação ou uma insinuação desagradável. Mas segundo elas isso é bem raro e é fácil de ignorar quando acontece."



Pelas fotos divulgadas no blog e no Twitter do grupo, as garotas não podem ser descritas como sutis ou envergonhadas. "Talvez por sermos um clube de livro, para pessoas que adoram ler, parece que atraímos um grupo incomum de mulheres inteligentes, interessantes, divertidas", diz Alethea.

Defende que deve ler sem blusa, ‘em parte pelo conforto físico –quando está quente, quem não prefere ficar com o dorso nu em vez de ficar suando embaixo de uma ou duas camadas de roupa? (camiseta e sutiã) Mas, também para defender uma ideia: se homens e mulheres são iguais, eles precisam ter os mesmos direitos e liberdades e oportunidades. Se os homens podem andar por aí com seus mamilos descobertos, mulheres também podem.

Concordamos, apoiamos e incentivamos. Com as mulheres dos outros, é claro!


Essa participante foi identificada, pelo Blog, como sendo uma brasileira de férias, que resolveu entrar no grupo. Só não deu para ver o livro que ela estava lendo

30 de mai. de 2013

Status no lixo, de Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil

USA - Nova Iorque
Status no lixo
A "Lixóloga" Robin Nagle, citando um apanhador de lixo: "Você pode passar toda a sua vida sem ter que chamar um policial, sem nunca chamar um bombeiro. Mas você precisa de um lixeiro todos os dias."

Foto: Arquivo pessoal Robin Nagle

LIXÓLOGA - Robin Nagle, a antropóloga da Universidade de Nova York, entre os caminhões de lixo, o mundo que ela gosta de estudar e louvar.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes , de Nova York para a BBC Brasil
Fontes: BBC Brasil, The New York Times, Waste Recycling, New York Daily News

Gorjeta do carteiro? Confere. Gorjeta do zelador? Confere. Gorjeta do estacionamento? 8 pessoas. Putz! Confere.

Gorjeta do entregador do jornal? Confere. Gorjeta da diarista? Confere. Do engraxate? Confere. Do garçom? Confere.

Gorjeta do lixeiro? Nem vem qui num tem.

O lixeiro é tão ou mais essencial no nosso dia a dia do que a maioria dos que nos servem, mas continua invisível e pouco apreciado. Chama atenção quando faz barulho ou bloqueia a rua com seu caminhão. Então mandamos recados para a mãe dele e fazemos coro de insulto na buzina.

Nova York viveu 200 anos sem eles. Quando os moradores começaram a morrer de doenças contagiosas e intoxicações, foi criado o Departamento de Saneamento Público. Sucesso. Até então, o lixo era entregue aos porcos que viviam soltos na cidade.

Foto: Arquivo da Biblioteca do Congresso USA

Lixeiros perfilados para desfilar pelas ruas de Nova Iorque. Curiosidade entre 1895 a 1930, os lixeiros nova-iorquinos usavam uniformes brancos.

A limpeza e o fim do mau cheiro trouxeram alívio e alegria. Os lixeiros foram homenageados num desfile pela Quinta Avenida como fazem hoje com os astronautas, times campeões e outros heróis. Com suas vassouras nos ombros, foram aplaudidos do começo ao fim e não houve arremesso de papel picado das janelas.

Quando o atual prefeito de Nova York disse que era mais perigoso ser lixeiro do que policial, levou cacetadas nos editorais e dos sindicatos, mas quando saiu o relato anual das profissões mais perigosas do país, os lixeiros apareceram em quarto lugar.

A lista varia de ano para ano, mas a coleta de lixo está sempre entre as dez profissões mais perigosas. Lixeiros são vítimas de atropelamentos e produtos tóxicos. Policiais e bombeiros nunca entram na lista das 10 mais perigosas. Estão mais perto das profissões mais seguras do país.

Quantos filhos ou mulheres batem no peito com orgulho para anunciar que o pai ou o marido é lixeiro? A maioria esconde, nos conta a ex-lixeira e antropóloga do lixo, Robin Nagle, que acaba de lançar o livro Picking Up, com um raio-X do lixo e dos lixeiros de Nova York. Ela passou nos testes, viveu o cheiro, os perigos, subiu na carreira, dirigiu os caminhões, enfim, fez de tudo no mundo do lixo durante dois anos.

Com o salário, pagou parte dos estudos e hoje é professora de antropologia e estudos urbanos da New York University, mas nas várias entrevistas informa que limpar o lixo oferece gratificações pessoais mais imediatas do que o magistério. Também tem o posto de "antropóloga residente" no DSNY, Departamento de Saneamento de Nova York.

O salário inicial da universidade é mais alto, mas empatam depois de cinco anos, na faixa de US$ 5 mil por mês (US$ 10 mil). Em ano de furacão e nevascas, com as horas extras, o salário chega a US$ 90 mil. Supervisores estão na faixa de US$ 100 mil ou pouco acima. Só 10% dos americanos ganham mais do que US$ 111 mil por ano e a maioria não têm os benefícios dos lixeiros.

Foto: Arquivo Departamento Saneamento de New York

Varredor de rua, em meio ao transito de Nova Iorque, 1920

Esta semana, depois de 5 anos, a prefeitura abriu concurso para os "san men", como preferem ser chamados. Há menos do que mil vagas e mais de 32 mil candidatos dispostos a pagar US$ 49 para fazer o teste.

A prefeitura achou que era injusto e sorteou 12 mil nomes para o concurso, entre eles um número recordista de mulheres. No momento, elas são apenas 196 numa força de 7.200 que coleta 10 mil toneladas de lixo residencial por dia e outras 2 mil toneladas de recicláveis.

Quem ficou fora do sorteio protestou. Entre os candidatos, há filhos de lixeiros que se orgulham da profissão e do padrão de vida que receberam dos pais. Ainda são poucos, mas cada vez mais numerosos.

Além das estatísticas, sempre importantes e quase sempre chatas, Robin conta boas histórias, inclusive sobre o vocabulário dos lixeiros. "Mongo", como substantivo, significa o lixo que tanto a população quanto lixeiros levam das ruas para casa. A rigor, o lixo pertence à cidade, mas ninguém foi preso pelo crime. O verbo, to mongo, é a prática de "mongar".

Para os lixeiros, a primavera é "maggot", porque os vermes enchem as lixeiras; "air mail", via aérea, é lixo arremessado do alto pelos preguiçosos que não querem descer e subir escadas. Tentam arremessar os sacos na carroceria do caminhão. Raramente acertam.

Um livro não vai transformar lixeiros em heróis, mas acelera um processo rumo ao respeito e status que merecem. Os "mongadores" não vão encontrar o livro de Robin nas latas de lixo.

Foto: Debbie Egan-Chin/New York Daily News

MISS LIXO - Mary Ellen Connolly, 36 anos, ex-técnica de raio-X, uma das recém contratadas pela prefeitura como coletora de lixo, foi notícia em várias publicações americanas. Representa um novo perfil de profissionais no ramo, atraídos pelos salários, benefícios e aposentadoria em 20 anos de serviço.


*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas a publicação original

3 de jan. de 2013

Hillary deixa hospital acompanhada de Bill Clinton

ESTADOS UNIDOS – Nova Iorque
Hillary deixa hospital acompanhada de Bill Clinton
A secretária de Estado Hillary Clinton, que não tem sido visto em público desde 7 de dezembro, foi fotografada deixando New York-Presbyterian Hospital Columbia dias após a verificação da existência de um coágulo de sangue, numa das veias responsável por drenar o sangue do cérebro.

Foto: Joshua Lott / Reuters

SORRIDENTES - Hillary Clinton, acompanhada do marido Bill e da filha Chelsea, deixando o Hospital nesta quarta-feira. A família parecia descontraída e aliviada

Postado por Toinho de Passira
Fontes: New York Daily , Times of Israel , Reuters, Twitter – Chelsea Clinton, G1, The New York Times

A secretaria americana Hillary Rodham Clinton, de 65 anos, recebeu alta do “Nova York-Presbyterian Hospital Columbia”, na noite de quarta-feira, onde se encontrava internada desde o domingo (30), para tratamento de um coágulo em uma das veias da cabeça.

A notícia de sua liberação foi a primeira boa notícia em um mês de noticias preocupante para Hillary – fora da cena política desde o começo de dezembro por uma séria de complicações com a saúde.

O coágulo de sangue na sua cabeça, foi o ápice de uma série de acontecimentos: primeiro ela foi diagnosticada com um vírus estomacal; em consequência acabou desmaiando devido a uma forte desidratação; na queda bateu com a cabeça o que muito provavelmente provocou o coágulo.

A equipe médica descreveu a doença como um coágulo potencialmente grave, por bloquear a veia situada no espaço entre o cérebro e o crânio atrás da orelha, que possui a importante missão de drenar o sangue do cérebro.

"Apesar de preocupante, não causou um acidente vascular, ou um dano neurológico", disse um boletim médico.

Não tratados, esses bloqueios podem levar a hemorragias cerebrais ou derrames.

O tratamento consiste principalmente de diluentes de sangue para dissipar e evitar a ampliação do coágulo e prevenir novas formações e a ingestão de muito líquido para prevenir desidratação, que é um importante fator de risco para coágulos sanguíneos.

Fotografados deixando o hospital, acompanhando Hillary, o seu marido, o ex-presidente Bill Clinton e sua filha, Chelsea, pareciam eufóricos.

Na sua conta no Twitter, nesta quarta-feira, Chelsea Clinton, a filha, disse, "Mãe recebeu alta do hospital e está se dirigindo para casa. Somos muito gratos à equipe médica confiante que ela vai fazer uma recuperação completa. "

Foto: AFP / Getty Images

RECORDE - Hillary na Arabia Saudita. Nos quatro anos de governo Obama, a Secretaria visitou, em missão, 112 países, em todo o planeta, alguns deles, como o Brasil, mais de uma vez.

Falando ao “The New York Times” o doutor David J. Langer, neurocirurgião e professor associado na Hofstra North Shore-LIJ Faculdade de Medicina, disse que Hillary precisa de um acompanhamento médico cuidadoso e constante nos próximos dias, semanas e meses para se certificar de suas doses de anticoagulantes estão corretas e que o coágulo não está em crescimento.

O fato de Hillary ter tido outro coágulo sanguíneo no passado - em sua perna, em 1998 – quando seu marido era presidente do EUA, sugere que ela pode ter uma tendência a formar coágulos, e pode precisar utilizar-se de anticoagulantes por um longo prazo ou até mesmo para o resto de sua vida, de acordo, com outro especialista, Dr. Geoffrey T. Manley, da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Um grande risco para as pessoas que tomam anticoagulantes é que as drogas aumentam sangramento, em ferimentos provocados por acidentes - como a queda que causou a concussão de Hillary Clinton – tornando-se mais perigoso, e mais propensos a sofrer hemorragias cerebrais.

Mesmo assim, a medicação não deve interferir com a carreira de Hillary Clinton, o Dr. disse Manley, que acrescenta que a ingestão permanente da medicação não acrescenta nenhuma complicação importante a longo prazo.

Dr. Langer acrescentou que a veia bloqueada por um coágulo pode ou não reabrir.

“Às vezes, disse ele, o coágulo persiste e o corpo cobre com tecido fechando ou limita o vaso sanguíneo. Contanto que a veia do outro lado da cabeça esteja desbloqueada, não há qualquer problema para o paciente.

Vários fatores de risco para coágulos, incluindo desidratação e sua história anterior de um coágulo pode ter levado Hillary a atual situação. Além disso, as mulheres são mais propensas do que os homens para este tipo de coágulo, particularmente quando desidratada.

A queda também pode ter sido um fator, embora não seja claro se seu ferimento na cabeça foi grave o suficiente para ter causado um coágulo de sangue.

O tipo de coágulo ela apresentou é muito mais provável ser associado com uma fratura de crânio do que com uma concussão, disseram vários especialistas ao The New York Times.

Foto: Associated Press

EXCESSO - Ultimamente a aparencia de Hillary denotava um esgotamento físico. Excesso de pressão ou de trabalho ?

Levantou-se a hipótese de que o excesso de trabalho - frequentes viagens ao exterior e pressão permanente, inerente ao cargo, teriam desencadeado o processo.

Hillary Clinton tem mantido uma rotina desgastante e prolongada desde que se declarou candidata à presidência em 2007. Viajou mais de 950.000 quilômetros, nestes últimos quatro anos, em visitas a 112 países. Sendo a Secretaria de Estado que mais viajou em toda a história dos EUA.

Ela tem revelado uma aparência cansada e envelhecida, nos últimos tempos, demonstrando o desgaste devido ao peso do cargo que exerce.

“Não se pode afirmar que seu trabalho duro resultou nisso", disse o Dr. Langer. "Eu não acredito nesse tipo de julgamento."

Em teoria, segundo o especialista, o esgotamento pode enfraquecer o sistema imunológico temporariamente, e diminuir a resistência de uma pessoa de infecções como o vírus estômago que aparentemente iniciados problemas de Hillary. Mas, em sua opinião, o fator mais importante que contribui para o coágulo de sangue foi, provavelmente, o ferimento na cabeça em consequência da queda.

Toda essa preocupação e debate estão associados ao fato de Hillary Clinton ser apontada como o principal nome, do partido Democrata, com chances de vitória, a disputar a Casa Branca, na sucessão de Barack Obama, em 2106. Ultimamente ela tem negado ter pretensões ao cargo, mas em politica até 2016 é uma eternidade...


16 de nov. de 2012

Generais da banda larga, por Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil

ESTADOS UNIDOS – Opinião
Generais da banda larga
Dois generais quatro estrelas, uma amante, uma socialite, um agente do FBI e mais de 30 mil páginas de e-mails. Ingredientes explosivos para tramas de filme na telona, TV, minisséries, seriado e livros.

Charge: GARY VARVEL - Indianapolis Star (USA)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil

Quando um dos generais é o Capitão América David Petraeus, herói de duas guerras e chefe da CIA, e o outro, John Allen, o comandante das forças americanas no Afeganistão e candidato a comandante da OTAN, a explosão é imensurável. Pode até gorar. Pufff.

O país está ameaçado? A grande imprensa discute se o general Petraeus devia ter ficado ou saído da CIA , se a segurança do país foi comprometida, invasão de privacidade, a gravidade e as consequências do crime.

O Times nos ensina que adultério é crime sério no código penal da Virgínia, Estado do general Petraeus, e noutros cinco Estados.

Em outros 17 Estados, é crime menor, mas, desde 2003, por uma decisão do Supremo, ninguém é indiciado por adultério. Os políticos podem acabar com as leis sobre adultério da noite para o dia, mas quem tem coragem de fazer um discurso a favor?

Pelo código militar, adultério é crime, e o general Petraeus, aposentado, recebe o benefício previdenciário, mas quais são as chances de ser julgado, condenado e perder a aposentadoria? Zero, segundo professores de direito.

Os tabloides anti-Obama já viram uma conspiração para abafar o escândalo até depois da eleição e responsabilizam os generais pela morte do embaixador americano em Benghazi, na Líbia. Estariam em ativa prevaricação na cama ou no computador, em vez de proteger os americanos mortos no consulado?

No humor noturno, os comediantes cruéis debocham e absolvem o Capitão América. Mostram a foto da mulher traída, gorda e envelhecida, e da amante, sarada e linda: quem resistiria? Mas pegam na bota do general: como o homem responsável pela proteção dos segredos da nação não consegue proteger os próprios segredos?

O caso do outro general, John Allen, com denúncias de sexo via e-mail com a socialite da Flórida, Jill Kelly, também é fonte abundante de humor. Bem como o do agente do FBI, um amigo, que a pedido dela foi investigar de onde vinham os e-mails anônimos e ameaçadores. Eram da ex-amante do Petraeus, Paula Broadwell.

O romance, terminado há quatro meses, começou quando ela foi escrever uma biografia do general. O título é "All In". Numa tradução literal, "Tudo Dentro". Piada feita.

Num momento de ciúmes, ela mandou os e-mails ameaçadores para a socialite Jill Kelley. Pois eles chegaram ao general. Foi o estopim da história. Agora, o próprio agente do FBI está na lista de suspeitos porque encontraram e-mails dele para a socialite com fotos sem camisa.

Nesta história, não podia faltar um especialista em generais. Ele é o respeitado Thomas Ricks, que acaba de lançar "The Generals: American Military Command from World War II to Today" (Os Generais: O Comando Militar Americano da 2ª Guerra até Hoje, em tradução literal). Ele cobriu as guerras do Iraque e do Afeganistão para os jornaisWashington Post e Wall Street Journal e, hoje, é analista do Center For New American Security.

Já tinha publicado um livro devastador sobre a invasão do Iraque. O título, Fiasco, resume as 496 páginas implacáveis. No novo livro, ele narra a mediocridade e a genialidade dos generais americanos desde a Segunda Guerra Mundial. O pior deles foi Tommy Franks, que conseguiu perder duas guerras, a do Iraque e a do Afeganistão. Seus três sucessores foram igualmente incompetentes, mas recebidos de volta nos Estados Unidos como generais romanos bem-sucedidos em suas campanhas.

Algumas histórias são tão bizarras que dão vontade de rir. Mas quando você pensa quantas pessoas morreram vitimas da incompetência dos generais, dá vontade chorar. Podiam ser nossos filhos.

Um dos poucos que escapam da fuzilaria de Ricks é David Petraeus, que conseguiu controlar a rebelião do Iraque e deu uma sensação de estabilidade ao país, o que permitiu a retirada das tropas americanas.

Ricks escreveu que Barack Obama não deveria ter aceitado o pedido de demissão do general Petraeus, mas que o problema dos militares é justamente a falta de coragem de demitir os incompetentes. O importante, desde a Segunda Guerra, é proteger a carreira.

Sucessos não são premiados nem erros são punidos em guerras sem apoio popular como as da Coreia, Vietnã, Iraque e Afeganistão. Adultério? Pecado venial. Entre generais, inclusive Eisenhower, adultério era comum.

Poucos presidentes americanos - 4 ou 6?, os biógrafos discutem - demitiram generais. O campeão das demissões foi Lincoln, personagem de um filme excepcional de Steven Spielberg que acaba de estrear. O enfoque do filme é a luta na Câmara para aprovação da emenda 13 da Constituição, a que pôs fim à escravidão.

São os últimos quatro meses de vida do presidente que demitiu cinco generais, um deles McLlelan. Duas vezes. Gostavam mais de marchar do que de lutar e um deles, Hooker, tinha tantas prostitutas no QG que ganharam o apelido de hookers. Vale até hoje.

O general de Lincoln mais importante e mais apunhalado pelos políticos e militares da própria União era Ulysses S. Grant. Diziam que era um alcoólatra incontrolável, insubordinado. Ganhou quase todas as batalhas que comandou e jamais pedia reforços. Cansado das intrigas, Lincoln disse a um dos fofoqueiros: "Veja o que ele bebe e mande distribuir para os outros generais. Precisamos de mais Grants".

Naquela época, não havia noticiários 24 horas por dia. Nem e-mail.

Charge: STEVE SACK - Minneapolis Star Tribune (USA)


19 de set. de 2012

Brandon Stanton, o 'Paparazzo de anônimos'

ESTADOS UNIDOS – Nova Iorque - Fotografia
Brandon Stanton, o 'Paparazzo de anônimos'
Um fotógrafo americano retratando o dia a dia de pessoas comuns de Nova York virou uma sensação na internet com seus retratos íntimos, delicados, artísticos e inusitados dos moradores da maior metrópole do mundo

Foto: Bebeto Matthews/ AP Photo/

Brandon Stanton em ação: ele calcula que já fez mais de 5 mil retratos e abordou mais de 10 mil pessoas nas ruas da cidade, pedindo permissão para tirar uma foto.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Huffington Post, Middletown Press, Humans of New York

Brandon Stanton é um fotógrafo novaiorquino que fotografa os habitantes e visitantes da maior metropole do mundo, montando nas redes sociais e num blog fotografico, um fantastico painel humano, cheio de sutilesas, simplicidade e arte.

Ele diz que suas fotografias não “são interessantes por causa das pessoas”. Elas são interessantes por causa da interação estabelecida entre o fotografado e o fotografo.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

Até agora ele reuniu mais de 1.600 retratos de estranhos nas ruas. No momento está focado em registrar, não apenas a composição da foto, mais também em contar em imagem a história dos personagens, por trás da foto.

A maioria dos fotógrafos que se dispõe a fazer um trabalho semelhante, esconde-se ou camufla-se buscando um flagrante do cotidiano. Stone trabalha na contramão dessa ideia, não fotografa ninguém, sem a devida permissão, cobiçando uma interação um tanto quanto desajeitada, entre ele e os estranhos que retrata.

Enquanto fotografa Stone diz que faz perguntas muito pessoais aos retratados, que surpreendetemente vão respondendo, talvez porque ninguem antes houvesse se interessando por suas histórias.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

A interação rotineira, por exemplo, acontece assim: "Quando andandava pelo metrô, nesta manhã, deslumbrei-me com Kaleem que gesticulava e gritava a esmo com uma garrafa de bebida na mão. Ela não parecia rude, lembrava mais um maestro gritando com sua orquestra. Então eu lhe perguntei se poderia fotografá-la, ela aceitou de pronto."

Em 2010, Stanton criou um blog – Humans of New York – onde publicava suas imagens. Ele usava as redes sociais para promover o blog.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

Com o tempo, ele percebeu que tinha mais sucesso publicando as imagens diretamente nas redes sociais – nos sites Facebook e Tumblr. No primeiro ano do projeto, ele conquistou 3 mil amigos no Facebook.

Hoje em dia, ele consegue 3 mil amigos novos no site em apenas um dia. O site, "Humans of New York", tem mais de 150 mil pessoas "curtindo" o projeto.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

"Qualquer coisa que me faça sorrir, eu coloco no blog. Muitos idosos, muitas crianças, muitos casais, momentos de ternura", disse Stanton à BBC.

Stanton conta que antigamente seu trabalho passava despercebido pela maioria. Mas hoje em dia, muitos nas ruas de Nova York se emocionam quando descobrem que foram clicadas pelas lentes do Humans of New York

"É estranho porque há quatro meses meus horários eram os mesmos e minha rotina diária era igual, mas eu fazia tudo em anonimato. Mas agora, de repente, mesmo sem minha vida ou meu trabalho terem mudado muito, a explosão do meu blog nas redes sociais fez com que muitas pessoas viessem me falar sobre a importância do meu trabalho para elas."

Fotos: Brandon Stanton/Humans of New York


















Confira mais imagens diretamente no Humans of New York


24 de ago. de 2012

Tiroteio em Nova York: dois mortos, nove feridos

ESTADOS UNIDOS – Violência
Tiroteio em Nova York: dois mortos, nove feridos
Um homem matou a tiros um ex-colega de trabalho nesta sexta-feira, 24, perto do edifício Empire State, na Quinta Avenida, entre West 33 e Ruas 34, e, em seguida, foi morto pela polícia num tiroteio que também feriu nove pedestres, criando caos e perplexidade entre moradores e turistas num dos mais movimentados e conhecidos marcos de Nova York

Foto: Chang W. Lee/The New York Times

A cena do tiroteio no Empire State, vê-se, ao centro, o corpo do atirador, identificado como Jeffrey Johnson, sendo examinado por peritos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, O Globo, Daily Mail, Reuters, The New York Times

Um tiroteio deixou duas pessoas mortas e pelo menos outros nove feridos nas proximidades do Empire State Building, em Nova York, num dos mais movimentados locais , visitado por turistas de todo o mundo, na mais povoada cidade do planeta.

O episódio ocorreu pouco depois das 9h da manhã (10h de Brasília), na parte de fora do edifício de 102 andares, um dos principais pontos turísticos de Manhattan e próximo a outros destinos populares entre os visitantes, como a Times Square e a loja de departamentos Macy's.

Autoridades disseram que Jeffrey Johnson, de 58 anos, designer de acessórios de moda, o atirador, havia sido demitido há um ano da Hazan Imports, localizada perto do Empire State. Entrou na empresa e deu três tiros, à queima-roupa, com uma pistola semiautomática calibre 45, em um colega, Steve Ercolino, 41 anos, que já tinha uma ordem de proteção policial contra Johnson, segundo o jornal “New York Times”.

Quando dois policiais o abordaram na calçada em frente ao prédio de 102 andares, Johnson começou a atirar, e foi morto.

Uma investigação inicial, com base em imagens das câmeras de segurança, pelo número de vítimas e a capacidade da arma do atirador, tudo indica que a maioria ou, mesmo, todas as vítimas feridas foram atingidas por disparos dos policiais.

Foto: J.B. Nicholas/Splash News

Com a área isolada, turistas, jornalistas e curiosos se aglomeravam próximo ao cordão de isolamento para tentar conseguir mais notícias sobre o incidente.

O incidente em Nova York ocorre pouco menos de 20 dias após um homem ter aberto fogo em um templo sikh na cidade de Oak Creek, no Estado americano de Wisconsin, matando seis pessoas.

Pouco antes, no dia 20 de julho, 12 pessoas foram mortas quando um atirador abriu fogo contra os espectadores de um cinema na cidade de Aurora, no Estado do Colorado, que assistiam ao novo filme de Batman.

Embora as autoridades até o momento não tenham relacionado o incidente a "terrorismo doméstico", como nos casos anteriores, em entrevista após o tiroteio, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que, apesar de ser segura, a cidade não está imune ao que chamou de "problema nacional de violência de armas".

Diferente dos outros casos, o atirador do Empire State, ao que parece, queria apenas alvejar uma vítima específica. As outras pessoas feridas no incidente foram consequência do seu embate com a polícia, quando ele negou-se a obedecer a largar a arma e se entregar.

O prefeito Michael Bloomberg é uma das autoridades americanas que tem pressionado o presidente Barack Obama e o candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, a alterar a legislação que permite o porte de armas de fogo no país.

De acordo com a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos, as pessoas possuem o direito de portar armas para sua proteção, desde que sempre as usem dentro da lei. Para muitos americanos o Estado não tem o direito de impedir uma pessoa de carregar uma arma para a sua própria defesa, associam isso aos principios da liberdade do cidadão.

"Não estamos imunes ao problema nacional da violência com armas", disse Bloomberg, que defende o controle de armas e fundou o grupo Prefeitos Contra as Armas Ilegais.

Bloomberg costuma se gabar do fato de Nova York ser a metrópole mais segura dos EUA. Em 2012, a cidade deve novamente registrar o menor índice de homicídios da sua história.


Não é a primeira vez que o Empire State é palco de um tiroteio. Em 1997, um homem, de 69 anos, matou uma pessoa e feriu outras seis, antes de se matar, no icônico prédio de Manhattan.

Não se pode esperar que os candidatos Mitt Romney ou Barack Obama façam qualquer pronunciamento favorável ao controle de armas, por medo de perder eleitores. Lamentarão as vítimas e se solidarizarão com as famílias e ponto final. Quem sabe no futuro?

Foto: The Daily Mail

A cada ano cerca de 4 milhões de pessoas visitam o Empire State Building, que foi o edifício mais alto do mundo durante 40 anos. Depois dos atentados que derrubaram o WTC, em 2001, o Empire State voltou a ser o prédio mais alto da cidade, mas recentemente foi superado por um dos arranha-céus que estão sendo erguidos no local das antigas torres gêmeas.


"O galo do chef" por Lucas Mendes

ESTADOS UNIDOS – Opinião
O galo do chef
Lucas Mendes fala de um Chef etíope, adotado por um casal sueco, que é sucesso em Nova York, amigo dos Obama e que pensou, na juventude que era jogador de futebol

Foto: Divulgação

Marcus Samuelsson, o etíope-sueco, sucesso absoluto em Nova Iorque

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes de Nova Iorque, para a BBC Brasil
Fontes: BBC Brasil, The New York Times, Samuelsson - Site

Marcus jogava um bolão. Se vivesse no Brasil, podia ser profissional, mas era baixinho e frágil para os gramados suecos.

E não era chegado em livro. Foi parar numa escola vocacional de culinária para adolescentes.

Cozinhar ele já sabia, mas era o trivial caseiro, aprendido com a avó. Não imaginava o regime militar de uma cozinha profissional.

A saborosa história de Marcus Samuelsson está contada na sua prematura auto-biografia. Ele tem 42 anos.

Aos três anos estava num aldeia etíope pobre e doente, longe de hospitais. A mãe, ele e a irmã estavam tuberculosos e enfrentaram uma viagem de 100 quilômetros a pé, num calor infernal, até a capital, Adis Abeba, onde a mãe morreu no hospital.

O pai tinha abandonado a família. Marcus, que se chamava Tassahun Tsegie, e sua irmã foram adotados por um casal sueco. Cresceram em Goteborg, uma cidade industrial à beira-mar, com qualidade de vida de operário sueco. A mesa dos Samuelssons era farta, o coração, aberto.

De discriminações raciais ele só se lembra de uma experiência quando um grandalhão deu-lhe uma bolada de basquete na cabeça e perguntou: “Você não sabe jogar negerball (bola de negro em sueco)?”.

O insulto não deixou marca profunda. As humilhações na cozinha foram piores. Marcus saiu da Suécia para cozinhar na Suíça, França e em grandes navios: “Quando você entra numa cozinha no baixo escalão, seu vocabulário só tem duas palavras: Yes, chef, ou Oui, chef “.

São 8, 10 e até 12 horas por dia de "Yes, chef". Uma lição diária de humildade. Muitas vezes, quando ia pedir emprego nos restaurantes europeus, achavam que era candidato a lavador de pratos: "Não, eu sou candidato a vaga de chef” .

Numa entrevista no New York Times ele contou a ironia: "Há cem anos os negros lutavam para sair da cozinha. Hoje lutam para entrar”.

Marcus veio para Nova York onde entrou, e bem, no restaurante escandinavo Aquavit, que conheci pelo meu filho, Paulo. Era o favorito dele e da namorada, mas não era barato. Só para ocasiões especiais.

Por uma série de coincidências, o lugar do chef ficou vago e foi entregue ao jovem Marcus. Aos 24 anos, passou a ouvir: “Yes, chef”.

Foi o mais jovem cozinheiro a receber 3 estrelas de um crítico do New York Times, depois foi eleito o melhor chef de Nova York pela James Beard Foundation, a mais respeitada associação de amantes da culinária na cidade.

Foto: Win McNamee/Getty Images

Samuellson num evento na Casa Branca com a amiga Michelle Obama

No ano seguinte, ele foi à cozinha do chefe dos chefes: Barack Obama, como convidado para preparar o primeiro jantar oficial do presidente na recepção ao primeiro-ministro da Índia.

Obama foi cumprimentar Marcus e a equipe, e um assistente, ao segurar a mão do presidente, disse: “Yes, Chef”. Os outros cozinheiros caíram na gargalhada e Marcus teve de explicar a piada para Obama.

Apesar da fama e dos dólares que caem nos canteiros dos grandes chefs de Nova York, Marcus, um apaixonado por comida, achava que o cardápio dele estava limitado e decidiu enriquecê-lo com alimentos africanos.

Em 2010, foi o campeão do concurso Top Chef Masters, do canal Bravo, com uma combinação sueca-africana de bolas de carne e peixe.

Ainda trabalhava no Aquavit quando abriu um pequeno restaurante na Sétima Avenida, The Red Rooster.

Hoje é um dos melhores endereços culinários do Harlem. O cardápio oferece pratos sulistas como a galinha frita, rabada e suecos como as almôndegas da vovó Helga, um campeão de vendas, por preços razoáveis.

Recebe 2.000 pedidos de reservas por noite, acomoda 600, e a espera pela mesa pode ser demorada, uma chatice. Mas na sua próxima ida a Nova York vale a pena incluir o Galo do Marcus e um passeio pelo Harlem antes que fique cada vez mais branco e afluente.

Foto: Vogue

Samuelsson com a esposa, a não menos famosa top model, Maya Gate Haile


*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas a publicação original

17 de jul. de 2012

A rainha da zona - por Lucas Mendes

OPINIÃO
A rainha da zona
Onde você estiver em Nova York, do bairro mais pobre ao mais rico, você esta na zona da Amanda. - Lucas Mendes fala da urbanista Amanda Burden, a segunda pessoa mais poderosa da cidade de Nova Iorque. Ou será a primeira?

Foto: Sean Donnola/Wall street Journal

Amanda Burden: The Wall Street Journal a chama de princesa urbana e diz que seus projetos de revitalização para Nova Iorque servem de modelo para o mundo

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes De Nova York para a BBC Brasil
Fontes: BBC Brasil, Archdaily, The New York Times, The Wall Street Journal

No começo da década de 60, ela era tão bonita e bem vestida que tomou de Jacqueline Kennedy o lugar de mulher mais elegante do mundo.

E bem nascida. Tem um pedigree do cão. O pai era herdeiro da Standard Oil. A mãe era personagem de Truman Capote. A madrasta era filha de Averell Harriman, herdeiro de empresas ferroviárias e embaixador americano na União Soviética, e o padrasto era William S. Paley, criador da rede CBS, o Roberto Marinho dos 60 e 70 nos Estados Unidos.

Tem mais. Casou-se pela primeira vez com Carter Burden, multimilionário descendente do Comodoro Vanderbilt, homem dos navios e das ferroviárias e assessor de Robert Kennedy.

O segundo casamento foi com Steven Ross, presidente da Warner Communications, que foi patrão de Pelé no Cosmos e é vizinho nos Hamptons. É difícil encontrar um DNA nos Estados Unidos com tanta história e cifrões, mas em 2010 o patrimônio dela era de apenas US$ 13 milhões.

Foto John Orris/The New York Times
Amanda Burden nos tempos de socialite, 1966
O primeiro emprego desta aristocrata americana foi como professora assistente no Harlem. Na faculdade, estudou comportamento animal e se apaixonou por pássaros.

Durante uma entrevista no restaurante Odeon, onde costuma almoçar, uma jornalista cobrou dela o conhecimento sobre passarinhos. Ela deu uma lição sobre as mais de 300 variedades que passam pelo Central Park e surpreendeu os vizinhos de mesa com um sonoro "pi pi pi piii". Imitou vários pássaros: "Não moram aqui. Nova York é só uma escala para canto e descanso. Fazem seus ninhos no Canadá e passam o inverno na América do Sul".

Anos depois, voltou para a faculdade e fez um mestrado na Columbia sobre urbanismo, com uma premiada tese sobre reciclagem de lixo. Faltou dizer que, aos 67 anos, chama atenção pelo corpo e pelo rosto. Linda e, como diz o Times, "impossivelmente magra". Fenômeno novaiorquino que não passou despercebido pelos ricos, políticos e poderosos.

Depois do divórcio de Steven Ross, circulou pela cidade com os senadores Ted Kennedy, Chistopher Dodd e o colega jornalista Charlie Rose, um dos melhores entrevistadores da televisão americana com quem tem uma relação romântica antiga e intermitente.

A guinada definitiva de socialite para trabalhadora foi inspirada pelo urbanista William "Holy" White, especialista em descobrir espaços mal utilizados nas cidades. Ela batia perna pela cidade com ele e até hoje não só caminha como pedala e fotografa Nova York e outras cidades do mundo.

Em 1990, ela foi nomeada para a Comissão de Planejamento Urbano, se tornando uma espécie de subsecretária, na época, com mais charme do que poder. Foi o prefeito Bloomberg que deu a ela superpoderes a partir de 2002.

Nem Batman, Super-Homem, Homem-Aranha, quem mais?, enfim, nenhum teria mais impacto do que Amanda Burden tem. Não foi na base da fantasia nem da maquiagem.

Com o poder de mudar o zoneamento, ela fez e aconteceu em 8.400 quarteirões dos cinco bairros, e nos próximos 18 meses vai rezonear partes pobres e nobres de Manhattan, como o lado leste da ilha, entre as ruas 40 e 57.

A avenida Park e a estação Grand Central estão no alvo. Em 10 anos anos, ela mudou a cidade mais do que nos últimos 100 e, se você acredita nos jornais, ela é a pessoa mais poderosa de Nova York depois do prefeito Bloomberg.

Eu acho que a líder da Comissão e provável futura prefeita tem mais poderes, mas não vale a pena entrar neste debate.

Fotos: Archdaily



Highline: Uma linha de trem abandonada transformada num éden urbano, no coração de Nova Iorque

O sucesso mais conhecido pelos turistas é a linha do antigo trem elevado, o Highline, transformado num parque suspenso, copiado de um projeto parisiense.

Deu uma injeção de US$ 2 bilhões no bairro de Chelsea e gerou 12 mil empregos. Rezoneou Coney Island, grandes partes do Brooklyn e do Bronx, mas entre as áreas favoritas dela em NY não há nenhuma conhecida atração turística.

Gosta de uma rua de antiguidades no Bronx, da Governors Island, de um mercado de pulgas em Williamsburg, no Brooklyn, do Luna Park em Coney Island.

Amanda mexeu e vai mexer com as alturas dos prédios, a largura das calçadas, plantas e desenhos dos parques e áreas à beira d’água que eram pobres e decadentes e hoje são modelos de vitalidade.

Com o guru urbanista, ela aprendeu que a força das cidades está nas ruas, nas relações entre o prédio e os moradores, nas calçadas e onde o concreto encontra o céu.

Foto: Archdaily

Jogando duro com construtoras e arquitetos

Amanda discute os tintins com as construtoras e arquitetos. A posição dos bancos com relação ao sol, o número de degraus de escadas num parque - não devem passar de cinco. "Ela é um pé no saco", dizem os críticos, que acusam Amanda de limitar a criatividade dos construtores quando mantém os padrões estéticos da vizinhança e limites de altura.

Também é acusada de autorizar mudanças que expulsam os pobres dos bairros rezoneados, mas o plano de habitação do prefeito promovido por ela cria 160 mil moradias para inquilinos de baixa renda.

Nova York, eu digo, está cada vez melhor. Viva a rainha da zona!

Tive com ela uma curta, preciosa e humilhante conexão. Estava na fazenda de um amigo, a duas horas de Nova York, três da tarde, segunda-feira, verãozão, nenhum movimento, nem na estrada ou nas folhas das árvores.

Armei o fogo para uma carne, abri as portas do carro e deixei o som sair pelos dez alto-falantes.

Atravessava uma fase de ópera que, felizmente ou infelizmente, passou. A soprano estava no último furo quando apareceu uma mulher linda, descalça, enrolada numa toalha. Fiquei sem reação, na cadeira, com o copo na mão. Ela examinava o cenário e também não dizia nada. Finalmente saiu – um "Olá, tudo bem? Você quer um copo d’água? Café? Precisa de alguma coisa?".

"Não", ela respondeu. "Sou Amanda. Vizinha de frente. Só queria saber de onde vinha esta música tão linda."

Além de rainha da zona, é um modelo de boas maneiras. Nunca fui chamado de cafajeste de forma tão educada. Pedi mil desculpas e, apesar dos protestos dela, falsos, silenciei a soprano.


Veja mais imagens do Highline
*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas a publicação original

23 de abr. de 2012

Maluf com medo de parar na cadeia dos gringos

BRASIL - CORRUPÇÃO
Maluf com medo de parar na cadeia dos gringos
Maluf quer que o governo brasileiro, via Ministro da Justiça, dê um jeito dele contornar o pedido de prisão feito pela Interpol, a pedido da promotoria de Nova Iorque. A situação é a seguinte: como deputado federal, ele goza, por aqui, de privilégios, imunidades e foro especial, mas se ele por os pés fora do Brasil, vai em cana. Desde março de 2010 que Maluf não pratica seu esporte predileto: fazer turismo em paraísos fiscais.

Foto: Valter Campanato/ABr

Maluf que jeitinho do governo para ele não ser prese no exterior.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Congresso em Foco, ”thepassiranews”, O Globo

Na sua coluna no site Congresso em Foco, o jornalista Leandro Mazzini, diz que o deputado paulista, Paulo Maluf, o patrono dos corruptos brasilerios, na lista de procurados pela Interpol, em 181 países, esta enchendo o saco do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, para que seja encontrado um ‘jeitinho’ dele não ser capturado, caso ultrapasse as fronteiras brasileiras.

Atualmente Maluf só está livre das garras da Interpol, no Brasil, pois nossa legislação não permite que um brasileiro nato possa ser extraditado.

Acusado pela Promotoria de Nova York pelos crimes de conspiração, auxílio na remessa de dinheiro ilegal para Nova York e roubo de dinheiro público em São Paulo. Segundo denúncia do promotor americano Robert Morgenthau, Paulo Maluf teria enviado, de janeiro a agosto de 1998, US$ 11,68 milhões de fundos roubados para uma conta nos Estados Unidos, que teria servido de ponte para encaminhar o dinheiro para a Ilha de Jersey.

Maluf está numa sinuca de bico, pelo visto seus advogados acreditam que ele seria absolvido caso acontecesse um julgamento, em Nova Iorque, mas para o julgamento acontecer, ele precisaria depor e está presente (não há julgamento à revelia por lá). A prisão de Maluf solicitada pela promotoria deve-se ao fato dele ter esnobado a justiça americana e ter deixado de comparecer inúmeras vezes, quando intimado a depor, num tribunal nova-iorquino. essa ó está na lista da Interpol porque não compareceu ao depoimento em NY.

Se ele tentar entrar em território americano será preso no primeiro aeroporto fora do Brasil que o avião que o conduzir aterrissar. Pelo visto ele não gostou de ficar preso por 40 dias, na Polícia Federal, em 2005, com os bens bloqueados, numa solicitação da Polícia Federal, mas acabou solto graças a um habeas corpus.

Segundo o colunista, o deputado tentou negociar seu depoimento na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, em vão. Agora, Cardozo intervém para que Maluf preste o depoimento por videoconferência.

”Apreciador de bons vinhos e viagens, sua maior prisão é não poder sair do Brasil”. Além do mais ele deve estar morrendo de saudades de suas contas numeradas na Suíça, de passear clandestino pelos bucólicos paraísos fiscais e lavar dinheiro comprando obras de arte em Paris.

Fotomontagem, sobre captura de video, de Toinho de Passira


15 de fev. de 2012

O tombo da modelo em Nova York

FASHION
O tombo da modelo em Nova York
Por causa do incidente com a altiva e bonita modelo,na passarela, a coleção do estilista Dennis Basso no Mercedes Benz Fashion Week in New York, ganhou repercurssão internacional.

Fotos: Stan Honda/AFP/Getty Images





Traída pelo imprevisivel movimento da saia esvoaçante a jovem e linda modelo tombou com classe, e acabou ajudando a divulgar a coleção.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Huffington Post , Daily Mail, Ego TV Online

Escorregões e quedas são às vezes inevitáveis, nos desfiles de moda, onde as modelos usualmente caminham em passarelas enceradas, equilibradas em saltos enormes, calçando sapatos incomuns e usando vestidos mirabolantes.

No desfile da coleção de Dennis Basso, neste fim de semana, em Nova Iorque, as condicionantes juntaram-se e a linda loira veio abaixo quando a bainha da longa saia esvoaçante ficou, de repente, presa sob os seus sapatos de salto agulha.

Diante do irremediável a menina tombou com toda a classe possível. Após pequena expressão de embaraço ergue-se e continuou desfilando como se nada houvesse acontecido.

Um tombo como esse pode por a carreira da modelo em risco. “É bastante comum que as meninas sejam discretamente descartadas por seus agentes depois de tropeçar ou cair durante um desfile", comentou um especialista ao Daily Mail.

Por isso algumas modelos preferem desfilar com sapatos um numero menor, para se certificarem que seus pés estão firmemente presos dentro do calçado. Outras mandam colocar lixas no solado dos sapatos, para aumentar a aderência na superfície da passarela.

Veja algumas dos famosos tombos fashions nas passarelas do mundo.