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28 de out. de 2014

Suzane von Richthofen, que matou os pais se casa com sequestradora, ex de esquatejadora, em presídio de SP

BRASIL – Justiça - Crime - Romance
Suzane von Richthofen, que matou os pais, casa-se com sequestradora, ex de esquartejadora, em presídio de SP
Como se vê a menina Suzane, criada como milionária, numa mansão, está totalmente adaptada, depois de 12 anos de estada no presídio de Tremembé. Não perdeu, porém, o hábito em se relacionar com gente barra pesada. Nos tempos de hétero, namorava Daniel Cravinhos, que a ajudou a matar de maneira cruel, os pais dela por desaprovarem o namoro.

Foto: Veja

Suzane von Richthofen, à época em que cometeu o crime

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha S. Paulo, Veja, Terra

Suzane Von Richtofen se casou. A nova parceira da detenta, que está há 12 anos encarcerada na penitenciária de Tremembé, no interior paulista, é Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária em São Paulo.

A história de amor entre Suzane e Sandra tem nuances dignos de trama de novela. Antes do enlace entre as duas, Sandra vivia maritalmente com Elize Matsunaga, presa pela morte e esquartejamento do marido Marcos Kitano Matsunaga, em junho de 2012.

O casal se conheceu na fábrica de roupas que funciona dentro do presídio e onde Suzane ocupa um cargo de chefia. Ao perceber o interesse de Suzane por Sandra, o relacionamento com Elize acabou. O triângulo amoroso acabou por romper a amizade entre as presas.

Desde setembro deste ano Suzane e Sandra passaram a dormir em uma cela especial destina a presas casadas. Lá, dividem o espaço com mais oito casais. Antes Suzane ocupava uma ala especial, destinada a presas evangélicas, desde 2002, quando foi presa pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas a mando de Suzane.

Para poder dormir com seu novo amor, a ex-estudante teve de assinar um documento de reconhecimento de relacionamento afetivo, exigido para todas as presas que resolvem viver juntas.

Em Tremembé, esse papel funciona com uma certidão de casamento. Permite o convívio marital, mas também impõe regras de convivência aos casais. Após assinatura desse compromisso, por exemplo, caso se separe, a presa não poderá voltar à cela especial – única destinada a casais – em um prazo de seis meses.

Por já ter vivido com Elize no espaço, Sandra teve que passar por uma quarentena antes de poder assumir o relacionamento com Suzane. Ela é apontada também como o principal motivo para que Suzane abrisse mão do regime semiaberto. Em agosto passado, a juíza Sueli de Oliveira Armani concedeu a chamada "progressão de regime", mas a moça abriu mão do benefício.

Os advogados tentavam essa decisão desde final de 2008 e começo de 2009. Surpreendentemente, Suzane pediu à magistrada para adiar sua ida para o regime semiaberto e permanecer na cadeia em tempo integral.

Se aceitasse o benefício, seria transferida para outra unidade, já que a unidade feminina de Tremembé onde elas estão só tem autorização para receber presas em regime fechado.


Suzane von Richthofen, em foto recente, no presídio de Tremendé

Por outras penitenciárias onde passou Suzane também despertou paixões. Em Rio Claro, por exemplo, duas funcionárias do presídio se apaixonaram por ela. Com isso, recebeu algumas regalias ilegais, como acesso à internet. A história só foi descoberta porque as funcionárias brigaram pelo amor de Suzane.

Em Ribeirão Preto, para onde foi transferida, o promotor das execuções criminais Eliseu José Berardo Gonçalves, teria se apaixonado por Suzane e prometido lutar para tirá-la da "vida do crime". Ela não gostou da proposta e denunciou as investidas à juíza das execuções penais.

O promotor foi punido pelo Ministério Público por comportamento inadequado – ele nega o suposto assédio.

Pessoas que conversaram com Suzane recentemente afirmam que ela pretendia fazer uma cerimônia para celebrar o enlace no começo de novembro. Tinha escolhido até padrinhos. O plano, no entanto, foi adiado depois que ela soube que uma TV preparava uma reportagem sobre ela. Com medo de expor a relação, adiou o evento.

Foto: Foto:Rogério Cassimiro/Folha Imagem

A apresentação do trio criminoso a imprensa, logo depois de esclarecido o crime: Cristian Cravinho, Daniel Cravinho e Suzane von Richthofen

Quando foi presa, Suzane namorava Daniel Cravinhos de Paula e Silva. Teria sido em nome desse amor que eles arquitetaram a morte dos pais. O pai da menina não aceitaria o namoro porque Daniel não estudava nem trabalhava.

A investigação do crime concluiu que apesar de não se encontrar no quarto no momento em que seus pais estavam sendo mortos a golpes de barras de ferro pelo namorado dela, Daniel Cravinhos e pelo irmão deste, Cristian, foi Suzane quem coordenou toda a operação.

Ela colocou os rapazes para dentro da casa, providenciou as luvas cirúrgicas e meias-calças usadas no crime e deixou sacos de lixo na escada para facilitar o trabalho dos dois.

Também orientou Cristian a pegar o revólver 38 do pai, escondido em um compartimento secreto do armário do quarto, pegou a maleta em que ele guardava dinheiro e revirou a biblioteca para simular um assalto.

Todos foram condenados. Os irmãos cumprem pena no regime semiaberto. Como mentora do crime, e por ser filha das vítimas, ela pegou uma pena maior.

14 de out. de 2014

Enfermeira italiana é acusada de matar 38 pacientes, com injeções letais, porque eles eram "chatos"

ITÁLIA – Crime
Enfermeira italiana é acusada de matar 38 pacientes,
com injeções letais, porque eles eram "chatos"
A profissional da área de saúde começou a ser investigada como suspeita da morte de uma paciente idosa, mas a polícia suspeita que fosse ela também responsável pela morte de mais pelos 37 outros casos. No celular, a enfermeira foi encontrado uma selfie, sorridente, tirada ao lado de um paciente morto

Foto: Corelli/ Servia Notizie

A enfermeira Daniela Poggiali, sorridente e desafiante é conduzida pelos Carabineiros após ter sido interrogada pela juíza.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época, Corriere della Sera , Daily Mail, Libero Quotidiano , Servia Notizie

A policia italiana suspeita que a enfermeira Daniela Poggiali, de 42 anos, pode ser responsável pela morte de 38 pacientes, que estiveram sob seus cuidados.

Tudo começou com a investigação da morte de uma idosa, Rosa Calderoni, de 78 anos. A autópsia constatou que no corpo da paciente falecida, havia uma quantidade cavalar de cloreto de potássio letal, uma substância que é utilizada na aplicação de sentença aos condenados a pena de morte.

De acordo com o jornal italiano Libero Quotidiano, Poggialli está presa preventivamente, acusada da morte de Rosa Calderoni, e deve responder por homicídio qualificado.

Mas, além disso, há fortes indícios de se tratar de uma “serial killer”: ela usualmente pode ter administrado doses fatais de potássio em outros pacientes, por considera-los “chatos”, ou de cujas famílias ela não gostava.

Depoimentos de funcionários do hospital, comprovam o instinto sádico da enfermeira, ao atestarem que Poggialli dava laxativos aos pacientes, para incomodar os enfermeiros que assumiriam após seu turno.

Segundo o Corriere della Sera, os funcionários do hospital suspeitaram de Poggiali porque, estranhamente, os pacientes costumavam piorar e morrer durante seu turno.

A polícia italiana afirma que será difícil provar a culpa da enfermeira nos outros casos, pois depois de alguns dias, o potássio desaparece do organismo sem deixar vestígios, o que dificulta as investigações.

No celular de Poggialli, a polícia encontrou uma selfie da enfermeira, com os polegares para o alto, ao lado de um paciente que acabara de morrer.

7 de dez. de 2013

O papa na mira da máfia

VATICANO - Papa Francisco
O papa na mira da máfia
Chefões de grupos criminosos italianos incomodados com as reformas anticorrupção do papa Francisco no Banco Vaticano já pensam em atacar o sumo pontífice

Foto: Giuseppe Ciccia/Demotix

ALVO FÁCIL? - Francisco cercado de seguranças e dentro do papamóvel: cena rara

Postado por Toinho de Passira
Texto de João Loes
Fonte: IstoÉ

Enquanto a maioria dos católicos celebra as reformas do papa Francisco, que, em nove meses de pontificado, goza de popularidade e aceitação raramente vistas entre os ocupantes do cargo, pequenos e poderosos grupos têm mostrado antipatia diante dessas mesmas mudanças. Um deles é a máfia italiana. “Os chefões cujo poder e riqueza vêm de ligações com a Igreja estão cada vez mais nervosos”, diz Nicola Gratteri, promotor-adjunto da diretoria antimáfia do Tribunal Regional da Calábria, no sul da Itália, e autor de cinco livros sobre o tema, sendo o mais recente lançado em outubro, com o título “Água Benta – a Igreja e a Ndrangheta: uma História de Poder, Silêncio e Absolvição” (Ed. Mondadori, 2013).

“Francisco está desmontando centros de poder econômico no Vaticano, e, se os mafiosos tiverem uma chance de dar uma rasteira nele, não hesitarão.” Desde que assumiu o trono de Pedro, em 13 de março, o papa Francisco impôs regras mais rígidas à gestão do Instituto para as Obras da Religião (IOR), também conhecido como Banco Vaticano. Depois de obrigar o banco a respeitar as leis que regem o funcionamento de qualquer instituição financeira internacional semelhante, ele montou uma equipe para acompanhar, diuturnamente, o funcionamento do órgão, comissionou o primeiro relatório sobre lavagem de dinheiro da história da instituição e, na semana passada, anunciou que seu secretário particular, o monsenhor Alfred Xuereb, supervisionaria todos os trabalhos no IOR, reportando-se diretamente a ele. Até o momento, ainda não está descartada a possibilidade de acabar com o Banco Vaticano, já que ele não cumpre mais a função estabelecida em seu estatuto.

Foto: Dario Pignatelli/PI/Glow Images

ALIADO - O monsenhor Alfred Xuereb, secretário particular do papa, será um informante do pontífice dentro do Banco Vaticano

O ódio dos mafiosos a Francisco vem do ímpeto do jesuíta em reformar uma instituição sobre a qual eles têm interesse particular e que sintetiza bem a ideia de “centro de poder econômico”. Criado nos anos 1960 com o intuito de facilitar o trânsito de bens e valores entre organizações católicas pelo mundo, o Banco Vaticano funcionou à margem dos rigores regulatórios impostos a praticamente todas as instituições similares, já que, em princípio, as transações seriam poucas e específicas. Mas, com o tempo, a fragilidade regulatória passou a atrair oportunistas, que, corrompendo religiosos, começaram a usar a estrutura do banco e sua blindagem religiosa para lavar dinheiro. E, sendo a Itália o berço da máfia como grande empresa do crime, não tardou para que os mafiosos percebessem a oportunidade que ali havia. Foi durante os anos 1980 que se viu o auge das promíscuas relações que se estabeleceram entre religiosos e mafiosos por meio do IOR. O exemplo do arcebispo Paul Marcinkus (1927-2006) é lapidar.

Foto: Dario Pignatelli/PI/Glow Images

Sede do Banco Vaticano

Como presidente do Banco Vaticano entre 1971 e 1989, Marcinkus, chamado frequentemente de “banqueiro de Deus”, se envolveu em boa parte dos grandes escândalos financeiros e criminais do país naquele tempo, sendo o maior deles a quebra do Banco Ambrosiano, o segundo grande banco privado da Itália, em 1982. À época, o Banco Vaticano era o maior acionista do Ambrosiano e, com a falência, acabou no olho do furacão das investigações. O que se descobriu foi uma verdadeira teia de corrupção instalada na instituição pontifícia, que envolvia lavagem de dinheiro da máfia, remessas ilegais de ativos e desvios de fundos. A trama engrossou ainda mais com a morte de Roberto Calvi, presidente do Ambrosiano, encontrado pendurado na ponte Black Friars, no centro de Londres, também em 1982. Embora inconclusiva, a investigação do assassinato sugeriu envolvimento da máfia italiana, que teria perdido muito dinheiro com a quebra da instituição, um dos parceiros na lavagem de ativos desse tipo de organização criminosa.

Foto: Vandeville Eric/ABACA/Newscom/Glow

ALERTA - Nicola Gratteri, promotor antimáfia desde 1989, foi quem revelou a ameaça ao pontíficeLEGENDA

Ainda que os mais escabrosos escândalos envolvendo o Banco Vaticano e os mafiosos tenham ficado nos anos 1980, durante os anos 1990 e 2000 a relação Igreja e máfia não deu sinais de ter arrefecido. Até o fim de 2012, por exemplo, graves acusações envolvendo casos de lavagem de dinheiro parecidos com as operações clássicas dos mafiosos ainda eram feitas por órgãos do governo italiano. Em 2010, 23 milhões de euros suspeitos da instituição (R$ 74 milhões) foram bloqueados durante meses pelas autoridades. “O mafioso que lava dinheiro e, dessa maneira, exerce seu poder, é o que se beneficia da conivência da Igreja”, afirma o promotor Gratteri. “São esses os que estão agitados (com a iminência das reformas propostas por Francisco)”, diz ele, que não conhece nenhum plano concreto que ponha em risco o sumo pontífice, mas acredita que a máfia já reflete sobre essa possibilidade.

Estima-se que, somadas, as transações envolvendo dinheiro sujo da máfia italiana cheguem à casa dos 100 bilhões de euros anuais, o equivalente a R$ 322,8 bilhões. É evidente que apenas uma fração dessa fortuna poderia ser lavada pelo Banco Vaticano, mas uma medida clara de Francisco para eliminar quaisquer chances de que isso aconteça teria efeito simbólico gigantesco. Seria o fim de uma relação obtusa e incoerente que, há décadas, alimenta a imagem de uma igreja que prega uma pureza moral que ela não segue. E Francisco, em sua cruzada contra a hipocrisia, parece disposto a acabar com mais essa.

Não são poucas as razões para a máfia se sentir ameaçada por ele. E, tratando-se de uma organização criminosa que tem um histórico de ameaças e assassinatos de religiosos (leia quadro), todo tipo de reação deve ser esperado. Ponderado, Gratteri acha difícil que os capos mandem alguém matar o papa. E, mesmo que a ordem venha, como pontífice, Francisco está sempre bem protegido por um séquito de seguranças muito bem treinados. E é bom que seja assim. Afinal, com jeito desprendido e determinado, o latino-americano não dá sinais de que vai parar depois de completar as reformas que anunciou já no primeiro ano de pontificado. Pelo visto, ainda serão muitos os interesses contrariados.

Foto: Vandeville Eric/ABACA/Newscom/Glow

PROFANO - O arcebispo Paul Marcinkus presidiu o Banco Vaticano entre 1971 e 1989,um tempo de escândalos, corrupção e morte

5 de dez. de 2013

O depredador da Prefeitura de São Paulo, manifestações de junho, diz que perdeu emprego e deixou faculdade

BRASIL - Manifestações
O depredador da Prefeitura de São Paulo, manifestações de junho, diz que perdeu emprego e deixou faculdade
Para melhorar a imagem, no momento em que o inquérito da polícia é concluído e está prestes a ser enviado para justiça, o depredador da prefeitura de São Paulo, Pierre Ramon, ex-estudante de Arquitetura, assessorado por advogados, dá entrevista contando seu “infortúnio” desde que resolveu protagonizar cenas de vandalismo

Foto: Fabio Braga - 18.jun.2013/Folhapress

DEPREDADOR FEROZ EM AÇÃO - De máscara protetora no rosto, Pierre tenta convencer que nunca tinha ouvido falar em 'black blocs' e que atacou a prefeitura porque recebeu "spray de pimenta na cara"

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha de São Paulo

Em 18 de junho, o então estudante de arquitetura Pierre Ramon, 20, participou de sua primeira e, até agora, última manifestação.

Instruído por advogados, dá uma versão vitimizando-se para melhorar as chances no processo de dano ao patrimônio público, a que responde.

"Fiquei contagiado pela força do pessoal que protestava contra a tarifa de ônibus e resolvi ir ao ato. Aquele era um momento histórico e eu queria fazer parte dele."

Durante o protesto, no entanto, Ramon protagonizou, em cadeia nacional, cenas de depredação do edifício da Prefeitura de São Paulo.

Atirou furiosamente pedras contra o mármore da fachada e investiu uma grade metálica e contra os vidros do prédio.

De camisa branca, calça jeans e máscara --que retirava vez por outra para "respirar melhor"--, Pierre recebeu um alerta ao se misturar novamente à massa de gente que ocupava o local. "Aí, velho, você ficou visado demais. Melhor cair fora."

Foto: Fabio Braga - 18.jun.2013/Folhapress

Apesar de dizer que o protesto em junho foi a primeira e a última manifestação que que participou, protagonizou as cenas de maior violência contra o patrimônio público: O edifício da Prefeitura de São Paulo

Ao entrar no metrô para voltar para casa, diz que seu celular começou a apitar. "Meus amigos começaram a me mandar centenas de mensagens porque tinham me visto ao vivo na TV", conta. "Disseram que o [apresentador] Marcelo Resende estava dizendo que eu era o líder dos 'black blocs' e que tinha botado fogo num carro. Congelei."

Pierre diz que nunca tinha ouvido falar em 'black blocs' e que atacou a prefeitura porque recebeu "spray de pimenta na cara". Uma pergunta: como ele conseguiu aquela máscara contra gazes?

"Nunca fui de arrumar briga. Não sou um cara agressivo. Mas, no calor da hora, acabei tomando aquela atitude", finge lamentar. "Desde então, estou perdido. Minha vida virou do avesso."

Morador da zona leste, filho de um caminhoneiro, Pierre perdeu o emprego de garçom numa casa noturna do Itaim, bairro nobre da zona sul de São Paulo. Parabéns aos patrões.

Sem o salário e o horário flexível do emprego anterior, se viu obrigado a trancar o curso de arquitetura. "É tudo deprê. Sem trampo, sem dinheiro... Parece que vivi uns três anos de junho para cá."

Pierre perdeu sete quilos, em parte porque parou de pagar a academia em que treinava jiu-jítsu e muay thai.

Foto: Jorge Araujo/Folhapress

Pierre Ramon, 20, trabalha hoje como garçom num clube de strip tease

Após errar entre um bico e outro, em setembro conseguiu emprego como garçom de uma casa de striptease no Tatuapé, zona leste. A carga horária, no entanto, não permite retomar os estudos.

Para encarar tamanho revertério, desde junho, Pierre leu quatro vezes a obra "O Alquimista", best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho. "É algo que faz com que eu me desligue do que está rolando comigo e que me traz um clima de paz."O livro narra a viagem de um pastor em busca de um tesouro, que descobre ser sua jornada o que há de mais valioso. "Tudo na vida serve de lição", filosofa.

Foto: Julia Chequer - 19.jun.2013/Folhapress

Cheio de marra e orgulho, fingindo arrependimento, Pierre Ramon dá entrevista após ser interrogado pela polícia

Quando se entregou à polícia, dois dias depois da manifestação, acompanhado de advogados, pois estava sendo procurado, foi indiciado sob a acusação de dano ao patrimônio público, crime que tem pena prevista de até três anos de prisão e multa indenizatória para reparar o dano causado, no caso algo em torno de um milhão.

Na delegacia, Pierre pediu desculpas ao Movimento Passe Livre, que havia convocado o ato do dia 18 de junho. "Fui errado e estou disposto a arcar com as consequências e pagar centavo por centavo tudo o que fiz de dano."

O caso está em fase de inquérito, segundo seu advogado, Gerson Bellani.

Apesar de todo o infortúnio que se seguiu a sua primeira e, até agora, segundo ele, última participação em uma manifestação, Pierre acredita e se orgulha de ter se tornado uma espécie de ícone das chamadas jornadas de junho, para o bem ou para o mal.

"Mais de 3.000 pessoas me mandaram mensagens do Facebook. Só duas me xingavam", conta, sem que possa ser verificada a veracidade da informação.

"Uns me chamavam para torcidas organizadas, outros elogiavam o quebra-quebra, depois a dignidade de ter assumido o que fiz e, por último, a coragem de ter pedido desculpas."

Esperamos que essa encenação de bom moço, quase arrependido, não influencie no resultado do julgamento desse marginal truculento e perigoso.

30 de nov. de 2013

Procurador quer cadeia já para o deputado Pedro Corrêa

BRASIL - Pernambuco - Mensalão
Procurador quer cadeia já para o deputado Pedro Corrêa
Por considerar fajuto o embargo infringente impetrado pelo advogado do ex-deputado Pedro Corrêa, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer em que pede à Corte a imediata prisão do ex-deputado federal. Corrêa quer driblar a justiça e começar a cumprir a pena por corrupção, no regime aberto, enquanto o Supremo julga o seu ridículo e infundado embargo procrastinador.

Foto: Gil Vicente/Diario de Pernambuco

Pedro Corrêa, esforço final para driblara o xilindró

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Veja, Folha de S. Paulo, Jornal do Commercio, Eleições 2012, Diário de Pernanbuco, G1, Jatauba no ar

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer em que pede à Corte a imediata prisão do ex-deputado federal, Pedro Corrêa (PP-PE), 65 anos, condenado no julgamento do mensalão. Na época do estouro do escândalo, Corrêa era presidente do PP, um dos partidos que integraram o esquema.

Para o chefe do Ministério Público, os embargos infringentes apresentados pelo ex-parlamentar não devem ser acolhidos pelo tribunal, e a pena de sete anos e dois meses pode ser executada. O mensaleiro apresentou embargos infringentes tendo apenas dois votos em seu favor – os dos ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio – e não o mínimo de quatro votos previstos no Regimento Interno do STF.

“No caso concreto, as condenações impostas ao réu Pedro Corrêa não podem mais ser modificadas, na medida em que foi ele condenado pelo crime de corrupção passiva com divergência de apenas dois votos”, afirmou Janot.

Ou seja, Correa apresentou um embargo procrastinador, procurando ganhar tempo, sonegar e dificultar a aplicação da pena.

Por outro lado, o advogado de Pedro Corrêa, Marcelo Leal, utilizando um dispositivo da lei de execução penal requereu que Corrêa comece imediatamente a cumprir a pena de corrupção passiva, de 2 anos e 6 meses, a parte que não vai ser apreciada nos embargos infringentes.

A pressa em cumprir a pena, é porque dessa maneira ele começaria a pagar contas com a justiça no regime aberto, pela pena de corrupção passiva e não em regime semiaberto, como acontecerá quando sua pena completa, de sete anos e dois meses, for confirmada.

O tempo que ele cumprir no aberto, será contabilizado a seu favor quando os seus embargos infringentes fajutos forem julgados.

Pagaria assim, com o regime aberto, muito mais suave, parte da pena que deveria ser cumprida no regime semiaberto. Por mais que o procurador queira endurecer a tendência é que a estratégia de Pedro Corrêa provavelmente funcione.

Foto: Reprodução

Entrada da Fazenda de Pedro Corrêa, em Fazenda Nova, onde se realizava a festa junina “São Pedro de Seu Pedro” que acabou em escândalo político e cassação do prefeito de Brejo da Madre de Deus

Bom que se denuncie que o deputado corrupto pretende cumprir a pena, prestando serviço à comunidade, como médico. O Conselho Federal de Medicina precisa tomar uma providência, contra esse atentado à saúde publica. Pedro Corrêa, apesar de formado jamais exerceu a profissão, e ficou completamente afastado da medicina desde 1978, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez.

Pedro Correa continua tendo influência politica, no estado de Pernambuco e dentro do Partido Progressista, sua filha, Aline Corrêa, 40, por exemplo, é deputada federal pelo PP de São Paulo, protegida pelo seu padrinho Paulo Maluf.

A outra filha, Clarice Corrêa (PP), 37, foi cassada pelo TRE de Pernambuco, em abril deste ano, do cargo de vice-prefeita do município de Brejo da Madre de Deus, junto com o prefeito José Edson de Souza (PTB).

Os dois tiveram o diploma cassado, após serem condenado por utilizar veículos da prefeitura, durante a campanha eleitoral, para o transporte de pessoas à festa junina “São Pedro de Seu Pedro” (realizada na Fazendo Esperança, do Deputado Pedro Corrêa) onde também havia estandes que exibiam a logomarca do governo municipal.

Clarice Corrêa é casada com o Deputado Federal Roberto Teixeira (PP), do curral eleitoral de Pedro Corrêa. Seu outro filho o advogado Fábio Corrêa, 41, está articulando-se para sair candidato a deputado federal, PP, nas próximas eleições.

Se a coisa apertar, Pedro Corrêa ainda tem na manga um plano B: o argumento que é diabético e hipertenso, para tentar se esquivar, ou abrandar a pena, ao estilo Genoino.

Foto: Reprodução

Pedro Corrêa faz a linha Paulo Maluf de político corrupto simpático e afável.

21 de nov. de 2013

Contrabandistas deixam um milhão de dólares, em barras de ouro, no banheiro de um avião, na Índia

ÍNDIA - Bizarro
Contrabandistas deixam um milhão de dólares, em barras de ouro, no banheiro de um avião, na Índia
As barras do precioso metal foi encontradas acondicionadas no toalete de uma avião da companhia aérea indiana Jet Airways, pousado no aeroporto de Calcutá

Foto: EPA

Funcionários das alfândegas mostrar 24 barras de ouro apreendidos no aeroporto de Kolkata, no avião Jet Airways

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Huffington Post, Emirates 247, The Guadian , G1

O pessoal de manutenção e limpeza do aeroporto de Calcutá assustou-se, e chegou a acionar o alarme de suspeita de bomba, ao localizar, escondidos na toalete de avião da companhia indiana Jet Airways, dois recipientes suspeitos. Para surpresa geral constatou-se que se tratava de pequenas latas onde estava acondicionadas, em cada uma, 12 barras de ouro.

O último destino do avião, agora pousado em Calcutá, havia sido a cidade de Patna, num voo domestico, mas anteriormente transitará entre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Mumbai, a cidade mais populosa da Índia, ambas tradicionalmente ligadas ao comércio de ouro.

As autoridades do aeroporto, acreditam que o ouro é originário de Dubai e foi deixado porque o condutor, provavelmente um contrabandista, porque até agora ninguém reclamou a carga, por algum motivo, achou que seria pego pela fiscalização aduaneira. Cada uma das barras pesa 1 kg e são do tamanho de um telefone celular. As 24 barras foram avaliadas em cerca de 70 milhões de rúpias, ou 1,1 milhão de dólares.

O contrabando de ouro está em ascensão na Índia, um dos maiores compradores mundiais do metal precioso, acompanhado da China, principalmente depois que o governo local elevou imposto de importação em 10% e impôs restrições para reduzir o suprimento descontrolado para o mercado interno.

Os funcionários aduaneiros disseram que em cinco ocorrências nos últimos dois meses, foram apreendidos um total de 100 kg de ouro.

"Isso não representa nem 10% do material precioso ilegal que transita pelos aeroportos, há muitos grupos atuando e é impossível manter o controle e a fiscalização de toda a movimentação", disse um funcionário do departamento de inteligência da receita, que pediu para não ser identificado.

A lista de passageiros que tomaram o avião em Dubai esta sendo investigada, em busca de suspeitos.

Há poucos dias um homem foi preso, sob suspeita de esconder 5kg de ouro no banheiro de um avião da Air India, em Dubai, vindo de Goa, no oeste do país.

A receita indiana diz está aumentando a fiscalização sobre as toaletes em escalas nos aeroportos do país, e orienta as tripulações dos aviões para ficarem alertas para indentificar passageiros que passam muito tempo dentro dos banheiros.

20 de out. de 2013

No dia da Missa de sétimo dia, da morte do Promotor, cresce especulações de possibilidade de crime passional

BRASIL – Pernambuco - Polícia
No dia da Missa de sétimo dia, da morte do Promotor, cresce especulações de possibilidade de crime passional
Para a Polícia a principal linha de investigação é a de que José Maria, o fazendeiro, foi o mandante do crime, que vitimou Thiago Faria. O suposto criminoso continua sendo alvo de uma caçada monumental, inclusive com oferta de recompensa. Mas não está descartada a possibilidade do ex-noivo de Mysheva, a advogada que ia casar com o promotor, estar envolvido no crime

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Em qualquer das linhas de investigação, a paixão pela advogada, Mysheva Freire, sua noiva, parecer ser o motivo da morte do procurador

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, Folha de Pernambuco

Aconteceu nesse domingo, às 10h, na Capela de São Sebastião, na cidade de Águas Belas, no Agreste Meridional pernambucano, a celebração da missa de sétimo dia do promotor Thiago Faria Soares, 36 anos, executado friamente a tiros de espingarda calibre 12, dia 14, na PE-300. A missa foi marcada por familiares da noiva, a advogada Mysheva Freire Ferrão Martins, já que o promotor não tem parentes na região. Ele era natural do Rio de Janeiro, onde reside sua mãe.

Neste sábado, depois de rumores, a Folha de Pernambuco, divulgou em primeira mão, que uma fonte, ligada à família da noiva, que não teve o nome revelado, apresentou a nova versão a respeito do assassinato do promotor Thiago Faria. Contou que o crime pode ter tido motivação passional com a participação de um ex-noivo da advogada Mysheva Ferrão Martins, o empresário Glécio Oliveira, 34 anos, proprietário de uma rede de planos de assistência funerária nas cidades de Manari, Arcoverde e Caruaru.

O empresário relacionou-se com Mysheva por quase dois anos, e inclusive, teria emprestado os R$ 100 mil para a advogada arrematar em leilão os 25 hectares dos 1.800 que compõem a Fazenda Nova. O relacionamento terminou depois que ela conheceu o promotor, em janeiro deste ano.

A mesma fonte revelou a Folha de Pernambuco, que o promotor e a advogada já haviam casado no civil, indicando que, a partir da morte dele, Mysheva seria beneficiária de um seguro de vida e de uma pensão mensal.

A advogada, até então, não é considerada oficialmente suspeita pela polícia, mas a quantidade de vezes que ela foi convocada para depor (pelo menos cinco vezes) é um indicativo que pelo menos está sendo investigada.

Ela e o tio estavam com Thiago quando o veículo dele foi atacado por pistoleiros. O promotor foi atingido por quatro disparos e morreu na hora. Mysheva e o tio conseguiram escapar ilesos.

Se confirmadas durante as investigações, as novas informações podem gerar uma reviravolta no caso que chocou o Estado.


Cartaz distribuído pela Defesa Social

PRÊMIO PELA CAPTURA

Até agora, a Secretaria de Defesa Social (SDS) trabalha com a hipótese de que uma briga por terras tenha motivado o assassinato. Para tanto o Disque-Denúncia de Pernambuco, oferece até R$10 mil para quem tiver informações que levem à prisão de José Maria Pedro Rosendo Barbosa, apontado como mandante do assassinato do promotor Thiago Faria Soares. O suspeito já possui mandato de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Os que defendem a principal linha de investigação dizem que o promotor Thiago Faria, acionou, por ingenuidade, inexperiência e excesso de autoconfiança, a engrenagem do mecanismo que culminou em sua fria execução.

O truculento fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, agora acusado como mandate do crime, sentiu-se acuado, derrotado e ameaçado de prisão, com os atos do promotor, transformado em advogado da família dos seus oponentes na disputa da posse e propriedade da Fazenda Nova, em Águas Belas, no Agreste pernambucano.

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

A posse pela fazenda teria motivado o crime

GATILHO

Ao desenrolar o novelo dos fatos que antecederam o crime, os investigadores, não encontraram até agora, nem um ato impróprio, ilegal, do promotor assassinado. Ele agira com impetuosidade, como advogado experiente e competente, em favor da família da noiva, mas atuava no caso, numa comarca diferente onde era integrante do Ministério Publico.

Claro que por exercer tão importante cargo em comarca vizinha, tinha alguns privilégios e acesso diferenciado, de um advogado comum, diante do magistrado e funcionários do cartório de Águas Belas.

A polícia está convencida de ao denunciar judicialmente, crime ambiental praticada pelo fazendeiro José Maria, nas terras da fazenda, motivo do litígio, o promotor, que inclusive tirou pessoalmente fotos das queimadas e devastação de mata nativa, acendeu o estopim da emboscada mortal.

José Maria, poderoso e respeitado já havia passado pelo vexame de ter sido obrigado a abandonar os 25 hectares da propriedade em que morava, que incluía a casa da sede, perdendo o direito de usufruir de uma fonte de água mineral que rendia R$ 1,5 milhão por ano - fato ocorrido depois que o promotor passou a interferir no processo -, agora se via ameaçado de prisão, por crime ambiental.

Não está confirmado, mas comenta-se que no dia da reintegração de posse, o promotor, acompanhou o Oficial de Justiça da comarca no ato de desalojar o fazendeiro, que ficou ainda mais ressentido.

Agora a denúncia do crime ambiental, anexado ao processo, dava ampla vantagem à noiva, do promotor, a advogada Mysheva Freire, que além dos 25 hectares que já obtivera no leilão, Mysheva havia entrado na Justiça para destituir o atual responsável pelo inventário das terras, Carlos Ubirajara, parente da mulher do fazendeiro.

Thiago Faria, o promotor, entrara em cena há pouco tempo, apenas desde janeiro, quando passou a namorar Mysheva, mas fazia diferença na disputa entre as famílias pelas terras da Fazenda Nova, que já durava mais de oito anos.

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Cerca de 100 pessoas compareceram a Capela de São Sebastião, na cidade de Águas Belas, neste domingo, para assistir a missa de sétimo dia, em homenagem ao promotor Thiago Faria

TESTAMENTO

A Fazenda Nova era propriedade de Maria das Dores Ubirajara Tenório, que morreu em 2006, aos 95 anos, e não deixou filhos. O espólio do bem conta com 10 herdeiros diretos, entre os quais Jandira Cruz Ubirajara, esposa de Zé Maria (o suspeito de ser mandante do crime).

Lourival Martins, o pai de Mysheva Freire, a noiva, consta como um dos beneficiários em um testamento que está sendo contestado na Justiça, sob a alegação de que teria sido feito quando Maria das Dores já tinha idade avançada, sofria de Alzheimer e era cuidada por médicos ligados aos Martins.

Avaliada em cerca de R$ 20 milhões, a Fazenda Nova teria passado a ser cobiçada sobretudo após a última seca, pelo fato de ter uma fonte considerável de água. Zé Maria tem um carro-pipa e costumava comercializar o produto para fazendeiros da região. Em sua ação judicial, Mysheva alegou que a água rendia R$ 1,5 milhão por ano. Na frente da casa de Zé Maria, na rua quinze o carro-pipa está estacionado desde o dia do crime, segunda-feira, 14.

O advogado Leandro Ubirajara, filho de Zé Maria afirmou que as famílias não chegavam a ser inimigas viscerais, mas tinham suas diferenças. Há 30 anos, Zé Maria sofreu um atentado no qual levou cinco tiros, incluindo um que o deixou com uma cicatriz no braço, que carrega até hoje. Surgiu a suspeita de que o autor do atentado teria sido Lourival Martins, o sogro e um irmão.

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

A polícia acredita que foi Edmacy Cruz, quem fez os disparos contra o promotor

EXECUTOR

O acusado de ser autor dos disparos, o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, encontra-se preso desde a noite de terça-feira em Águas Belas, apesar de outros indícios, o que agrava a sua situação é o fato de ter sido reconhecido pela noiva da vítima, que estava no veículo, na ocasião do crime.

O suposto mandante do crime, o fazendeiro José Maria, conhecido como Zé Maria de Mané Pedo, está sendo procurado por uma força-tarefa até fora do Estado, com cartazes e promessas de recompensas para quem o denunciar.

Edmacy foi transferido por volta para o presídio em Abreu e Lima, o Cotel, na Região Metropolitana do Recife. Antes passou no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), e foi submetido a exame residuográfico para detectar traços de pólvora, a polícia ainda não divulgou o resultado dessa perícia.

O acusado na hora em que saiu de Águas Belas, escoltado por uma patrulha da PM, gritou para os jornalistas:

"Eu quero dizer que sou inocente e vou provar isso. Estou sendo acusado injustamente."

FICHA POLICIAL

Homens diretamente ligados ao crime de roubo e pistolagem, inclusive relacionados a grupos de extermínio, procurados pela Justiça, mas que circulavam livres, sem sofrer qualquer tipo de ameaça. Esse é o perfil dos dois principais suspeitos de assassinar o promotor de Justiça Thiago Faria Soares, segundo informações levantadas pela polícia pernambucana.

Não só o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, suposto mandante do homicídio, é acusado de crimes graves. O suposto autor dos disparos que mataram o promotor, o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, também tem uma longa ficha criminal.

Edmacy tinha dois mandados de prisão por roubo expedidos pela Justiça em 1996 e 2000 e, mesmo assim, vivia tranquilamente entre as cidades de Águas Belas e Itaíba. Foi preso, inicialmente, por causa de um dos mandados.

Agora também possui uma prisão temporária de 30 dias pela suposta participação na morte do promotor.

Já o suspeito de ser o mandante da execução de Thiago Faria Soares, José Maria de Mané Pedo, como é chamado, é velho conhecido na região pelos problemas com a polícia. Foi acusado há 20 anos de promover um atentado, na BR-423, na altura da Serra dos Ventos, contra o então prefeito Hildebrando Albuquerque e seu irmão Hiberlúcio. Na ação criminosa, dois PMs foram mortos e outros dois se feriram, mas o político e seu irmão sobreviveram.

Foto: Whatsapp

A chocante imagem do promotor Thiago Faria, morto no interior do seu carro

Por fim, sabe-se que a Polícia Civil está preservando a identidade de duas testemunhas da morte de Thiago Faria, uma delas ocular. Um leiteiro que passava pela PE-300 no momento do crime assistiu à execução. A segunda testemunha seria um homem que acompanhou uma reunião na qual o fazendeiro teria acertado a morte do promotor."

Entre os promotores, a versão é que Thiago teria agido de forma inocente ao mergulhar nos interesses da família da noiva. Ou então, ele teria subestimado o perigo que corria. A região onde aconteceu o assassinato é famosa pela violência, principalmente devido aos crimes de pistolagem. Ele estaria deslumbrado com o início da carreira e com o poder que um promotor de Justiça detém em uma cidade pequena.

Thiago Faria era conhecido, também, pelo seu temperamento de carência afetiva e por ter breves, porém intensos, relacionamentos. Tanto que, poucos meses depois que começou a namorar Mysheva, ficaram noivos.

20 de set. de 2013

SWAT de Arkansas, alega legítima defesa, ao metralhar velhinho de 107 anos

ESTADOS UNIDOS – Violência Policial
SWAT de Arkansas, alega legítima defesa,
depois de metralhar velhinho de 107 anos
Monroe além de centenário tinha problemas auditivos e estava praticamente cego. Foi cercado pela polícia no seu quarto devido à queixa de outros moradores da residência onde alugará um quarto. Como não se entregou pacificamente e ameaçava os policiais com disparos, acabou morto, a tiros, dentro do seu dormitório. Nenhum policial resultou ferido.

Foto: Arquivo familiar

PERIGOSO? - Monroe Isadore no dia do seu aniversário de 105 anos, dois anos atrás

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Daily Mail, Huffington Post, Ozarks First , Mirror, Everyjoe

Na pequena comunidade de Pine Bluff, Arkansas, EUA, Monroe Isadore, um homem de 107 anos de idade, foi morto, atingido por vários disparos, por membros de uma equipe da SWAT, no sábado, 7 de setembro. As autoridades insistem em que os policiais agiram em legítima defesa e que o homem atirou primeiro e estava tentando acertar os polícias, no momento da ação extemada.

Membros da comunidade, estranham a versão, uma vez que o ancião um cidadão pacto, nunca representou perigo, e um pouco mais de paciência e habilidade para lidar com a situação poderiam ter evitado a tragédia. Destacam, inclusive, que Monroe, como era de se esperar, devido a idade, tinha grande dificuldades de audição e era praticamente cego.

Tudo começou quando a polícia foi chamada a casa onde ele morava, em Pine Bluff, Arkansas, por dois outros moradores que alegaram terem sido ameaçados, pelo velhinho armado, quando a dona da casa, outra anciã, Pauline Lewis, de 80 anos, senhoria de Monroe, pediu que ele desocupasse o quarto, onde moravam há um mês.

Ao receber a informação de que deveria procurar outro lugar para morar, o centenário velhinho, teria se tornado violento e de posse de uma pistola, trancou-se no quarto, avisando, para a velhinha: ' Se você quer viver é melhor você ficar longe dessa porta.

Sentindo-se ameaçada, ela chamou a polícia local. A polícia de Pine Bluff, não conseguiu fazer o velhinho se entregar pacificamente, apesar das tentativas de negociações, encerradas quando ele disparou pela janela.

Seguindo o protocolo, os policiais locais convocaram a Swat, a polícia que socorre policiais em dificuldades.

Foto: Danny Johnston/AP

CENA DO CRIME – A casa em Pine Bluff, Arkansas, onde tudo aconteceu, Isadore ameaçava atirar em qualquer um que se aproximasse da porta do seu quarto

O pessoal da Swat montou todo circo, tentou negociar, introduziu uma câmera robô no quarto onde o velhinho estava entrincheirado, para constatar sua localização e se ele estava realmente armado. Ele estava armado com uma pistola, que segundo se apurou depois, havia comprado há poucos dias.

Depois de horas de tentativas perdendo a paciência com o velho ranzinza decidiram invadir o quarto. Antecipadamente lançaram bombas de gás arrobaram a porta e foram recebidos à bala pelo velhinho. No tiroteio subsequente Monroe Isadore acabou morto, com uma saraivada de tiros (não foi divulgado ainda quantos), há vizinhos que falam que aconteceram mais de trinta tiros durante o ataque.

Agora o ministério público investiga se houve exagero, falta de perícia, ou violência injustificada para um contingente da Swat, bem armados e treinados, não terem conseguido a não ser eliminando, deter um velhinho de 107 anos.

Na cerimonia fúnebre na Igreja Batista Missionária, frequentada por Monroe, o pastor Anthony Craig, disse que estavam reunidos não para discutir como ele havia morrido, mas para celebrar a sua vida, enfatizando que a comunidade de Pine Bluff, havia perdido um tesouro. Um dos amigos lembrou o permanente bom humor de Monroe, dizendo que a forma violenta como ele morreu não reflete de forma alguma a forma de como viveu.

Monroe Isadore deixa três filhos, sete filhas, 27 netos e 66 bisnetos.

1 de ago. de 2013

Ladrão solitário, em Cannes, rouba US$ 136 milões em joias, o maior assalto, deste tipo, da história francesa

FRANÇA - Crime
Ladrão solitário, em Cannes, rouba US$ 136 milões em joias, o maior assalto, deste tipo, da história francesa
Ladrão armado e encapuzado furtou joias durante exposição de joalheria. Exposição, em sala de hotel, tinha seguranças privados

Foto: Eric Gaillard/Reuters

Policiais são vistos em frente ao Hotel Carlton em Cannes, na França, local do assalto

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Guardian, Le Monde, Le Figaro, Veja, G1

Num cenário cinematográfico, o luxuoso hotel Carlton em Cannes, que abriga o célebre festival de cinema, um ousado roubo que bem que poderia ser uma cena de filme, aconteceu no último domingo (29), quando um homem sozinho, encapuzado, de luvas e com uma arma automática roubou nada menos do que US$ 136 milhões (cerca de 304 milhões de reais) em joias, num ação que durou poucos minutos.

A valiosa coleção da joalheira Laviev, intitulada "Extraordinary Diamonds", estava em exposição numa das alas do luxuoso hotel francês, aberta a visitação pública desde 20 de julho e aconteceria até 30 de agosto.

"Tudo aconteceu rapidamente e sem violência", informou uma testemunha que disse que o ladrão rendeu os seguranças particulares e obrigou os visitantes a colocarem as joias em valises que ele havia trazido. As maletas foram recheadas com joias e relógios cravejados de diamantes.

A polícia de Cannes não havia sido oficialmente informada da exposição e do alto valor das joias em exibição e por isso mesmo não tinha preparada nenhuma segurança especial, no local nem nos arredores. Os donos da joalheria acreditavam que os seguranças particulares eram suficientes para dar garantias, ao evento.

Pelos valores envolvidos as autoridade informaram ter sido esse o maior roubo de joias da história da França.

Foto: Eric Gaillard/Reuters

Em busca de pistas, peritos examinam o local do assalto, no hotel em Cannes

Nos últimos meses, outros grandes roubos de joias ocorreram em na região de Cannes, especialmente durante o festival de cinema. Em maio, um colar de diamantes de dois milhões de euros da joalheria suíça De Grisogno foi roubado durante uma noite de gala no Cabo de Antibes, nas proximidades do festival. Alguns dias antes, joias da joalheria Chopard, avaliadas em um milhão de euros, desapareceram num hotel da rede Novotel. As peças estavam no cofre de um dos quartos do estabelecimento, ocupado por uma funcionária americana da joalheria.

O segundo episódio de roubo de joias mais importante já ocorrido na França aconteceu em dezembro de 2008, na joalheria Harry Winston, na luxuosa avenida Montaigne, em Paris. Valor do prejuízo: 80 milhões de euros. O recorde mundial de roubo de joias ainda está com os assaltantes que levaram diamantes estimados em 100 milhões de euros, em 14 de fevereiro de 2003 na cidade de Anvers, na Bélgica.

Ao que parece ser uma epidemia de assalto a joalherias, noticiou-se que três dias depois do grande assalto do hotel Carlton,dois homens encapuzados e armados roubaram nesta quarta-feira (31) uma joalheria de luxo em Cannes, na Costa Azul.

Segundo uma fonte próxima à investigação, um primeiro homem entrou, como se fosse um cliente, na loja Kronometry, localizada em frente ao palácio do festival de cinema, carregando uma granada, antes de seu cúmplice, que tinha uma arma, acompanhá-lo ao interior da loja.

Os dois ameaçaram o gerente e os três vendedores e pediram que abrissem as vitrines, sem utilizar suas armas.

Não se sabe o valor dos objetos roubados, mas os ladrões se apoderaram de cerca de 40 relógios de pulso, antes de fugirem.

Um roubo de 150 relógios de pulso em um valor estimado em um milhão de euros já havia ocorrido na Kronometry em fevereiro. O roubo ocorreu durante o dia e durou menos de 10 minutos, durante o horário de almoço de um dos funcionários.

O crime desta quarta-feira é o segundo roubo deste tipo em poucos dias na Croisette de Cannes, uma das principais ruas com lojas de luxo da França.

8 de jun. de 2013

Vai ser pedida extradição de israelita condenado por trafico de órgãos humanos em Pernambuc0

BRASIL - ITÁLIA - Pernambuco
Será pedida extradição, para o Recife, do major israelense, traficante de órgãos, preso em Roma
Gedalya Tauber, ex-oficial do exército de Israel, foi preso no aeroporto de Roma, na Itália. Contra ele havia um mandato de prisão internacional expedido pela Interpol. Ele foi condenado, a 11 anos e nove meses de prisão, por ter aliciado, entre 2002-2003, cerca de 30 moradores de áreas pobres do Recife, a doarem rins, mediante pagamento

Foto: Ansa/Corriere Adriatico

Gedalya Tauber, o traficante de órgãos, prisão no aeroporto Leonardo da Vincci, em Roma

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1 - PE, Diario de Pernambuco, Corriere della Sera, La Repubblica, Il Messaggero,
Polícia Federal

O superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Marcelo Diniz Cordeiro, afirmou nesta sexta-feira (7) que o governo brasileiro vai pedir a extradição do ex-oficial do exército israelense, Gedalya Tauber, major da reserva, preso nesta quinta-feira (6), na Itália, condenado por liderar uma quadrilha de tráfico de órgãos com atuação em bairros pobres do Recife.

Gedalya Tauber, de 77 anos, acabou preso no aeroporto Leonardo da Vincci, em Fiumicino, Roma, quando tentava entrar na Itália vindo de Boston, nos Estados Unidos.

Os policiais da aduana italiana desconfiaram da legitimidade do passaporte apresentado pelo israelense e ao fazerem uma pesquisa na base de dados da Interpol, descobriram que o ex-oficial era procurado em todo o mundo desde 2009.

Tauber estava em liberdade condicional quando conseguiu o benefício de viajar a Tel Aviv, Israel, sua terra natal, com o compromisso de voltar.

Seu bom comportamento carcerário e com a pena quase cumprida, fez com que o juiz das execuções penais, permitisse que ele viajasse. Como não retornou no prazo previsto, teve o livramento condicional revogado e a prisão decretada em 29 de outubro de 2010 pelo juiz Abner Apolinário da Silva. Desde então, estava sendo procurado em todo o mundo, inclusive pela Interpol.

Depois de ser preso pela primeira vez, em Recife, Gedalya passou por várias unidades prisionais até ir parar na Penitenciária Agro-industrial São João, em Itamaracá, em março de 2007, quando obteve a progressão de regime para o semiaberto.

Foto: Alejandro Zambrana/Esp.DP/D.A Pr

Tauber , em 2003, quando da sua prisão no Recife

Em dezembro do mesmo ano, conseguiu a liberdade condicional, o que o obrigava a se apresentar à Justiça uma vez no mês. Inicialmente condenado a uma pena de 11 anos e nove meses, Gedalya conseguiu a comutação (redução) da pena em novembro de 2008 para oito anos e nove meses.

A organização criminosa que Tauber liderava aliciou, a partir de 2002, entre 30 a 47 moradores de áreas carentes da capital pernambucana para venderem seus próprios órgãos.

Os principais jornais italianos noticiaram a prisão, porém, informaram aos seus leitores, que o israelense havia sido condenado a prisão perpétua no Brasil, na verdade não existe a pena de prisão perpétua, no Brasil.

A quadrilha a qual ele fazia parte terminou sendo desarticulada pela Operação Bisturi, realizada entre março e dezembro de 2003. Ao todo, 34 integrantes da quadrilha foram condenadas, sendo 12 no Brasil, duas em Israel e 20 na África do Sul.

Na maioria dos casos, as pessoas doavam os rins, que podiam render entre US$ 6 a US$ 12 mil dependendo da idade do doador e das condições do órgão. As pessoas eram levadas a um hospital em Durban, na África do Sul, onde retiravam os órgãos e os transplantavam em outra pessoa.

Durante as investigações, constatou-se que Gedalya Tauber era o chefe da organização criminosa, responsável pelo suporte econômico da quadrilha trazendo dinheiro para o Brasil para a cooptação das vítimas, pagando pelos órgãos e pelas despesas médicas, viagens, hospitais, etc.

Foto: Reprodução

Um dos “doadores”, no aeroporto da Africa do Sul

Os órgãos, quase em sua totalidade rins, eram oferecidos para pacientes de Israel e África do Sul, no intuito também, de aplicar um golpe no sistema de saúde de Israel, que indenizava cada cirurgia com o valor de U$ 150 mil dólares.

As pessoas que faziam a cirurgia, instruídas pela quadrilha, assinavam uma declaração afirmando que a pessoa que receberia o órgão era seu parente. Após recebimento dos valores a quadrilha pagava o dinheiro pertinente à pessoa que se submetia a intervenção cirúrgica para retirada do órgão (valores que oscilava de R$ 5 mil a R$ 30 mil) e dividia o restante com todos os integrantes da quadrilha que chegava a ser vinte vezes mais do que os brasileiros recebiam.

Detalhe da imagem do site do jornal "La Republica"

Site do jornal italiano "La Repubblica", noticiando a prisão

No Recife, o esquema era comandado por Ivan Bonifácio, conhecido com capitão Bonifácio, condenado a dez anos de reclusão, e sua esposa Eldênia de Souza, condenada a quatro anos e sete meses. O casal agia junto com o doutor José Sílvio Bourdoux, capitão médico da Polícia Militar, condenado a sete anos e quatro meses de reclusão, que utilizava seu consultório para emitir as solicitações de exame a respeito da compatibilização com o recebedor do transplante.

Ao final do processo foram condenadas 12 pessoas no Brasil (aliciadoras), duas em Israel (responsável pelo fraude no Sistema de Saúde para realização das cirurgias) e 20 na África do Sul (médicos e enfermeiras que realizavam as cirurgias).

Durante as investigações, foi detectada a ida de 47 pessoas para o Hospital Sant Agostini em Durban, na África do Sul. Embora no processo criminal, conste apenas 19 “doadores”, por falta de provas, nos outros casos.

O esquema criminoso começou a ruir, quando alguns “doadores” descobriram que haviam recebido quantias bastante inferiores, a outros, pela “doação”. Sentindo-se burlados queixaram-se à policia.

Estima-se que aproximadamente U$ 4 milhões de dólares foram movimentados pela quadrilha.

Não tivesse fugido, Tauber, que estava em liberdade condicional, com direito até de fazer uma viagem internacional, já teria cumprido à sentença, e não teria mais nenhuma conta a prestar à justiça brasileira. Quebrada a condicional, voltará ao regime fechado por pelo menos três anos.


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1 de jun. de 2013

A morte do líder indígena no Mato Grosso do Sul

BRASIL - Conflito
A morte do líder indígena no Mato Grosso do Sul
Osiel Gabriel, índio da etnia Terena, foi morto durante uma ação de reintegração de posse de uma fazenda localizadas na cidade de Sidrolândia, a cerca de 60 quilômetros de Campo Grande. capital do MS. Participavam da ação a PM do Mato Grosso do Sul e policiais federais. Depois da morte, os índios que haviam sido expulsos, voltaram a invadir, na sexta-feira, a fazenda, que já haviam incendiado na noite anterior.

Foto: Renan Kubota/UOL

Revoltados com a morte do companheiro, índios volta a invadir a fazenda dispostos a tudo

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S.Paulo, Estadão, Folha de S.Paulo , G1, Agência Brasil, Brasil de Fato, Campo Grande News

Um dia após serem retirados do local em ação das polícias Federal e Militar que deixou um morto, índios terena voltaram a invadir nesta sexta-feira (31) a fazenda Buriti, em Sidrolândia (72 km de Campo Grande).

Preocupada com a repercussão do assassinato de uma liderança indígena em Mato Grosso do Sul na quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff convocou ontem reunião de emergência no Palácio da Alvorada para analisar a situação.

Orientada pelo Planalto, a Funai divulgou nota à noite em que diz "lamentar a falta de diálogo" e a reintegração de posse das fazendas Cambará e Buriti, na zona rural do município de Sidrolândia.

Foto: Autor não identificado

Os amigos de Oziel, socorrem o índio mortalmente ferido

O corpo do índio terena Oziel Gabriel, 35 anos, morto no conflito foi autopsiado pelo médico legista Walney Pereira. No laudo, ele atesta que o tiro disparado entrou abaixo do tórax, acertou o fígado e saiu pelas costas do terena, causando "choque hipovolêmico". A hipótese mais viável é a de que ele tenha sido atingido por uma bala de grosso calibre.

Em protesto, os terenas voltaram a invadir as fazendas de Sidrolândia ontem. Pelo menos 100 índios entraram nos imóveis no final da manhã. No local havia outros 200 índios que conseguiram driblar as forças policiais que realizaram a ação de despejo na quinta-feira.

Foto: Moisés Palácios/Futura Press

Bloqueio dos Terenas

A Funai criticou o cumprimento da ordem de reintegração de posse na fazenda, propriedade do ex-deputado Ricardo Bacha (PSDB), antes do julgamento de recurso que a instituição havia impetrado e que está em andamento no Tribunal Regional Federal da 3.ª Região.

"A Funai considera lamentável o fato de ter sido determinado o cumprimento da ordem de reintegração antes do julgamento desse recurso, sem que pudesse informar e dialogar previamente com os indígenas, bem como acompanhar as medidas voltadas à efetivação da decisão", diz a nota.

Estudos de identificação para definição dos limites da terra indígena Buriti começaram em 1993.

O juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenador do Fórum de Assuntos Fundiários, Rodrigo Rigamonte, será enviado hoje a Campo Grande para acompanhar de perto o conflito entre indígenas e fazendeiros.

O major Marcos Paulo Gimenez, que comandou a Polícia Militar na operação de despejo, afirmou ontem que 75 policiais portavam arma com projéteis letais. A informação contradiz o governador André Puccinelli (PMDB), que no dia da tragédia afirmou que a PM usou só balas de borracha.

O comandante da Polícia Militar, coronel Alberto David dos Santos, informou que foi aberto inquérito para apurar se o disparo partiu de militares ou não. A Polícia Federal informou ontem que índios também usaram arma de fogo no dia do conflito.

Foto: Moisés Palácios/Futura Press

O índios atearam fogo na sede da fazenda

Os índios montaram uma barreira na entrada da propriedade e bloquearam uma estrada vicinal que leva à fazenda, que teve instalações queimadas pelos indígenas ainda na quinta-feira.

A posse do local é disputada na Justiça com o ex-deputado estadual Ricardo Bacha (PSDB), que afirma que a área pertence à família dele desde 1927.

A Polícia Federal em Mato Grosso do Sul informou, por meio de assessoria, ter conhecimento da ação dos índios, mas que não poderá cumprir uma nova operação de retirada sem nova ordem da Justiça.

A Polícia Militar foi na mesma linha. "Uma ação isolada da Polícia Militar não pode e nem vai existir", disse o comandante geral da PM de MS, coronel Carlos Alberto David.

Em mais um exemplo da tensão fundiária envolvendo índios em Mato Grosso do Sul, outro grupo de índios terena invadiu, na madrugada desta sexta, uma fazenda na região de Aquidauana (139 km de Campo Grande).

De acordo com a Funai, a área passou por estudos de identificação e delimitação e há um processo em curso no Ministério da Justiça para análise.

O proprietário da fazenda Buriti, o ex-deputado estadual Ricardo Bacha, disse que não irá acionar a Justiça por ora e destacou que já tem decisões judiciais favoráveis a ele. "Eu acho que agora eu não tenho mais que ficar mexendo com isso, porque está demonstrado o vácuo de autoridade no Brasil", afirmou.

"Quando os índios resistem a uma reintegração de posse, armados, contra uma decisão judicial, o que está acontecendo é desobediência civil. Não tem outro nome." Para Bacha, a situação na região é "gravíssima".

Foto: Marcos Tomé/ Região News

O filho do terena Oziel Gabriel, chorando no velório do pai.

Oziel Gabriel foi o segundo índio morto em confronto com a Polícia Federal no governo Dilma Rousseff. Em novembro do ano passado, a PF deflagrou uma operação contra o garimpo ilegal na região do rio Teles Pires, entre Mato Grosso e Pará. O índio mundurucu, Adenilson Kirixi, acabou morto -a PF disse que revidava a uma "emboscada" dos índios.

O laudo cadavérico realizado pela Polícia Civil do Mato Grosso confirmou que Adenilson Kirixi sofrera três tiros nas pernas e um tiro frontal na cabeça. Não há informação se houve apreensão e perícia na arma que efetuou – ou nas armas que efetuaram – os tiros.

Ninguém, até hoje, foi responsabilizado pela morte.


20 de mai. de 2013

Parlamentares afegãos rejeitam aprovar lei que dá direitos as mulheres e as protegem de violência doméstica

AFEGANISTÃO – Radicalismo
Parlamentares afegãos rejeitam lei que dá direitos as mulheres e as protegem de violência doméstica
O decreto aprovado pelo presidente Karzai em 2009, está sendo torpedeado por deputados conservadores que julgam o dispositivo anti-islâmico. Sob o ponto de vista de uma parlamentar, suprimir da tradição afegã, o direito de processar, por adultério, mulheres estupradas, levaria o país ao caos social. Outro lembrou que “o Alcorão deixa bem claro que um marido tem o direito de bater numa esposa desobediente”. Apesar da melhoria da condição de vida feminia, após a queda do regime talibã, as mulheres afegãs ainda estão muito distantes de gozarem de direitos básicos. Estão proibidas de praticar esportes, lutam pelo direito de poder andar de bicicleta, e são ameaçadas ou até agredidas por frequentarem escolas.

Foto: Reuters
BURCA FASHION - Ativistas costumam dizer que o Afeganistão é o pior lugar no mundo para se nascer mulher.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Al Jazeera, The Guardian, O Globo, Giornaettismo, Huffington Post, Veja

Legisladores conservadores religiosos do Parlamento afegão impediram que fosse aprovada, neste sábado, lei que criminaliza a violência contra a mulher, sob o argumento que parte do dispositivo proposto violava princípios e islâmicos e incentivava a desobediência feminina.

Os direitos das mulheres afegãs, ainda é sufocado por uma interpretação radical do Islã, mesmo depois de mais de uma década da queda do regime Talibã, que mantinha as mulheres virtuais prisioneiras em suas casas.

Khalil Ahmad Shaheedzada, um parlamentar conservador da província de Herat, disse que a lei foi retirada, pouco depois de ser posta em discussão no parlamento, devido ao repúdio causado por integrantes de partidos conservadores e religiosos que consideraram parte da lei, uma afronta ao Islã.

"Tudo o que é contra a lei islâmica, não merece nem ser discutido", disse Shaheedzada.

A Lei sobre Eliminação da Violência Contra as Mulheres está em vigor desde 2009, por decreto presidencial, uma espécie de Medida Provisória, local.

Ela foi levada ao debate no Congresso, numa tentativa de aprovação, pelo parlamentar, Fawzia Kofi, ativista dos direitos das mulheres, que teme uma reversão potencial, no formato em que se encontra, por qualquer futuro presidente que pode revogá-la para satisfazer os partidos religiosos linha-dura.

No mês de abril do próximo ano, haverá eleições para presidente e o atual mandatário, presidente, Hamid Karzai, autor do decreto, está impedido constitucionalmente a tentar uma nova reeleição.

Na lei barrada pela ala conservadora do parlamento afegão, consta a conquista de direitos básicos, como a criminalização da prática de casamento infantil e casamento forçado, e o "baad", que é a utilização da mulher como objeto de troca ou de venda, para a resolução de disputas entre clãs. Também prever a punição de até três anos, no caso de crimes de violência doméstica, e não permite que mulheres vítimas de estupro sofram acusações criminais de fornicação ou adultério.

No parlamento afegão, na chamada câmara baixa, equivalente a nossa Câmara Federal, há 250 assentos, entre os quais 60 ocupados por mulheres, quase todas eleitas em virtude da obrigatoriedade imposta pelas "quotas" constitucionais.

Kofi, revelou desapontado que existem muitas mulheres parlamentares, entre aqueles que se opõem à aprovação do decreto presidencial.

Foto: BBC

UNHAS LIVRES - Mulheres na fila de votação, exibem o título de eleitor e as unhas pintadas, símbolos de liberdade feminina

Na verdade o decreto atual em vigência, não é aplicado em toda a sua plenitude. A análise das Nações Unidas no final de 2011 registrou que apenas uma pequena percentagem dos crimes denunciados contra as mulheres foram investigados pela justiça afegã. Entre março de 2010 e março de 2011 - o primeiro ano completo da vigência do decreto, os promotores formalizaram apenas 155 acusações criminais, dos mais de 2.200 crimes relatados.

A proibição de casamento infantil e a ideia de proteger as mulheres vítimas de estupro foram particularmente os temas que aqueceram os debates no parlamentar, disse Nasirullah Sadiqizada Neli, outro parlamentar conservador da província de Daykundi.

”É errado que a família não possa casar sua filha enquanto ela não tiver 16 anos - disse Obaidullah Barekzai, deputado pela província de Uruzgan, no sudeste, onde os índices de alfabetização de mulheres estão entre os mais baixos do país.

Barekzai argumentou contra quaisquer limites de idade para as mulheres, citando a histórica figura de Hazrat Abu Bakr Siddiq, um companheiro do profeta Maomé, que teria casado a filha quando ela tinha ainda 7 anos. Pelo menos outros oito parlamentares, a maioria do Conselho Ulema, um órgão integrado por clérigos, juntou-se a ele em condenar a proposta de lei como anti-islâmica.

Sob o ponto de vista de Neli, suprimir da tradição afegã, o direito de processar, por adultério, mulheres estupradas, levaria o país ao caos social. E tem uma explicação: “com essas liberdades do mundo ocidental, as mulheres poderiam sentirem-se motivadas a praticarem sexo extraconjugal, sem riscos de punição diante da possibilidade de alegar estupro sempre que forem flagradas em adultério”.

Outro deputado, Mandavi Abdul Rahmani da província Barlkh, que também se opôs a aprovação da lei tem argumento mais radical:

"O adultério é um crime no Islã, seja pela força ou não", disse.

Adiantou ainda que no Alcorão está bem deixa claro que um marido tem o direito de bater numa esposa desobediente como um último recurso, de forma moderada, sem causar-lhe danos permanentes. "Mas essa lei", disse ele indignado, "Diz que se um homem bate na mulher, em qualquer circunstância, deve ser preso de três meses a três anos!”

Para ele a lei reflete valores não aplicáveis no Afeganistão e incentivará a desobediência entre as meninas e as mulheres, aos seus maridos, pais e parentes mais velhos.

Foto: AFP

SEM VÉU - A burca não é obrigatória, e muitas famílias permitem as mulheres mostrarem o rosto em público, embora seja de bom tom manter a cabeça coberta e o resto do corpo oculto pela vestimenta.

A liberdade para as mulheres é uma das mais visíveis e simbólica mudança no Afeganistão desde a campanha norte-americana 2001, que derrubou o regime talibã. Enquanto no poder, o Talibã impôs uma interpretação radicalissima do Islã com restrições severas à vida das mulheres.

Por cinco anos, o regime proibiu as mulheres de trabalhar, incluindo professoras, médicas e, enfermeiras, de ir à escola, ou mesmo de sair de casa sem um “mahram” (marido ou parente do sexo masculino). Em público, todas as mulheres foram forçadas usar a burca, uma vestimenta que cobre todo o corpo e deixa apenas uma cortina a altura dos olhos.

As proibições iam a detalhes, por exemplo, estavam proibidas de falar com vendedores homens; ser tratada por médicos homens (num país onde as mulheres eram proibidas de exercer a medicina); qualquer tipo de maquiagem (muitas mulheres tiveram seus dedos cortados por pintar as unhas); falar ou apertar as mãos de estranhos; rir alto (nenhum estranho deveria sequer ouvir a voz da mulher); usar saltos altos que possam produzir sons enquanto andam, já que é proibido a qualquer homem ouvir os passos de uma mulher; praticar qualquer tipo de esporte ou mesmo entrar em clubes e locais esportivos; andar de bicicleta ou motocicleta, mesmo com seus “mahrams”; usar roupas que sejam coloridas ou, na concepção talibã, “que tivessem cores sexualmente atrativas”.

Não parava por aí, era proibida também a participação de mulheres em festividades; lavar roupas nos rios ou locais públicos; aparecer nas varandas de suas casas; usar calças compridas mesmo debaixo da burca; se deixar fotografar ou filmar e muito menos cantar.

Por outro lado o testemunho de uma mulher valia, e informalmente ainda vale, a metade do testemunho masculino e a mulher não podia recorrer à Corte diretamente – isso tem que ser feito ao lado de um membro masculino da sua família. Sabe-se que essa tradição ainda não foi desincorporada, e por isso, a violência doméstica fica impune, pois a mulher teria que estar acompanhada do agressor, ou de outro membro masculino de destaque na família do marido, sogro, avô etc. para prestar a queixa.

O impasse legislativo do sábado refletiu o poder dos partidos religiosos. Embora o decreto continue em vigor, mesmo que vagamente aplicado é melhor que nada. Tecnicamente o parlamento pode ainda neste ano voltar a discutir a questão, dependendo do resultado do parecer de uma comissão, nomeada na ocasião, que examinará a possibilidade.

Algumas ativistas, entre elas, Heather Barr, pesquisadora da Human Rights Watch, se dizem preocupadas com possíveis mudanças na lei, com a certeza que os conservadores vão procurar enfraquecê-la -, retirando as disposições que não lhes agradam - ou mesmo revogá-la, na totalidade.

Os temores tem fundamentos quando se ouve parlamentares como Abdul Sattar Khawasi, membro da província de Kapisa, chamar os abrigos para mulheres vítimas de violência, como um lugar "moralmente corrompido" e o Ministro da Justiça, Habibullah Ghaleb, que declarar que considera esses abrigos de mulheres vitimadas, com casas de "prostituição e imoralidade".

Junta-se ao grupo o deputado Rahmani, que lamenta que o presidente Hamid Karzai tenha elaborado decreto, que segundo ele precisa ser mudado ou revogado

"Não podemos ter um país islâmico, com leis basicamente ocidentais", concluiu ele.

EXEMPLO DE VIOLÊNCIA AFEGÃ CONTRA MULHERES

Foto: Film Magic; Associated Press

No dia 09 de agosto de 2010 a revista Time publicou em sua capa a foto de uma garota afegã mutilada. A fotografa sul-africana Jodi Bieber, encontrou Bibi Aisha, 18 anos, em um campo de refugiados em Kabul e contou a sua história para o mundo.

O tio de matou um homem e como indenização precisou oferecer duas sobrinhas para a família da vítima. Ela foi aprisionada no estábulo até o dia em que menstruou sendo então entregue ao homem que seria seu futuro marido, que lhe submeteu a sucessivas torturas e espancamentos. Bibi fugiu mas, andando sozinha na rua sem a companhia de um homem, foi imediatamente presa.

Seu pai a encontrou na prisão após quatro meses, mas foi obrigado devolvê-la a família do marido. Como punição, ela foi segurada pelos cunhados e o marido arrancou seu nariz e orelhas com uma faca, pela ousadia da desobediência. Logo após o evento, o sogro de Bibi foi visto andando com seu nariz pelas ruas como se fosse um trofeu enquanto era deixada para morrer nas montanhas.

Bibi Aisha foi salva por um grupo de civis que faziam trabalho humanitário no Afeganistão. Após ser encontrada por Jodi Bieber e ser capa da Time, ela foi para os EUA onde recebeu atendimento de psicológos e passou por cirurgias de reconstrução.