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4 de jul. de 2013

Enquanto o povo protesta, Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, usam aviões da FAB para passear

BRASIL - Corrupção
Enquanto o povo protesta, Presidentes do Senado
e da Câmara usam aviões da FAB para passear
Renan é presidente do senado, Henrique Alves, presidente da Câmara, ambos foram flagrados jatinhos da FAB, para uso particular. Enquanto isso, nas ruas, o povo enfrentava a tropa de choque e gás lacrimogênio protestando contra a corrupção e qualidade da saúde, educação, saúde, etc e tal.

Foto: Reprodução

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara (de camisa azul e óculos), ao lado de sua noiva Laurita Arruda, na final da Copa das Confederações. Levou num avião da FAB, rota Natal-Rio-Natal, parentes e amigos, para assistir o jogo da seleção

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, MSN - Brasil, Folha de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Tribuna Hoje, Radar Online , Revista Época

O senador João Alberto Capiberibe (PSB-AP) anunciou nesta quinta-feira, da tribuna do Senado, que enviará ao ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), ofício para que articule junto à Aeronáutica, o envio de planilhas de transparência sobre registro de voos, passageiros, destinos e custos no uso de jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades e convidados do Executivo e Legislativo.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) protocolou, nesta quinta-feira, 03, projeto de lei que estabelece critérios para a utilização de aviões da FAB por autoridades públicas.

O projeto prevê que a utilização de aeronaves deve ser limitada a autoridades públicas e assessores que tenham motivo com o objetivo da viagem e veda a companhia de pessoas estranhas ao assunto.

O PL também determina a divulgação no Portal da Transparência de todas as solicitações de uso das aeronaves, motivo e data da viagem e lista de passageiros.

Foto: AP

Enquanto Henrique Alves e amigos assistiam o jogo, do lado de fora do Maracanã, milhares protestavam contra a corrupção no país

Tudo começou com a divulgação pelo jornal Folha de S. Paulo de uma notícia de que o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no domingo.

Um jato C-99 da FAB foi buscar a turma em Natal, terra do deputado. Decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro e retornou no domingo, às 23h, após o jogo.

Na esteira do passeio de Henrique Alves, descobriu-se que o presidente do Senado, o alagoano, Renan Calheiros, foi até Trancoso, no litoral da Bahia, dia 26 de junho, para participar do casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

Ambas as histórias são interessantes e reveladoras:

O presidente da Câmara, Henrique Alves, segundo reportagem da Folha, solicitou a FAB um avião com capacidade para 14 passageiros.

Por isso, foi enviado até Natal, onde ele se encontrava um jato modelo C-99 Embraer, da FAB, com capacidade para 50 passageiros.

Subutilizando a aeronave pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.

No instagram, felizes no Maracanã, durante jogo Brasil x Espanha, Arturo Filho e a mulher Larissa, cunhado e esposa do presidente Eduardo Alves, passageiros do voo da FAB, por conta do contribuinte.
Todos aproveitaram para passear no Rio no sábado e, no dia seguinte, foram à final da Copa das Confederações, ver o Brasil vencer.

O deputado e seus convidados usaram cadeiras destinadas a torcedores, e não às autoridades. Eles postaram fotos em redes sociais de dentro do estádio. No Twitter, Alves comemorou: "BRASIL, seleção nota 10! E a torcida tb, nota 10! O campeão voltou!!"

Sua noiva também: "O campeão voltou... Rouquidão de hoje compensada".

O decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". O decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades.

Não constava na agenda de Alves, divulgada no site da Câmara, nenhum compromisso oficial no fim de semana. Ele disse, por meio da assessoria, que "solicitou" o avião porque tinha encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), no sábado.

A assessoria de Paes enviou à Folha de S. Paulo a agenda oficial dele no sábado. Não há menção a Alves.

Depois de revelado a má utilização do avião da FAB, o presidente da Câmara, Henrique Alves, confessou meio a contragosto, que a viagem foi um equívoco, e resolveu depositar, a título de indenização nos cofres da União, R$ 9.700, segundo ele, quantia suficiente para cobrir as despesas da viagem do avião da FAB, no trecho Brasília-Natal-Rio no sábado, Rio-Natal, no domingo.

Os R$ 9.700,00, segundo sua assessoria, foram baseados numa média do custo dos bilhetes aéreos referentes aos trechos de ida e volta entre Natal e Rio de Janeiro de sexta-feira a domingo.

Só que o cálculo foi feito em cima de voos comerciais. O jatinho da FAB, na verdade, foi utilizado apenas para os oito passageiros --Alves e seus convidados.

A Folha de S. Paulo, fez cotação com duas empresas, TAM e Líder Aviação, que oferecem serviços de fretamento particular. Nas mesmas condições de dias, trechos e número de passageiros, o valor mais baixo saiu por R$ 158 mil. O mais caro, R$ 266 mil. O orçamento leva em conta ainda os dois dias de intervalo, entre sexta e domingo, e o deslocamento para ir até Natal buscar os passageiros.

A FAB disse que o valor gasto com os voos do deputado não pode ser divulgado por questões de sigilo estratégico e militar.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

NÃO VÊ NADA DE ERRADO - Renan e sua mulher, Verônica Calheiros, foram ao casamento da filha do senador Eduardo Braga, em Trancoso, na Bahia, num fim de semana, num avião da FAB

O caso do presidente do Senado, Renan Calheiros não foi muito diferente. O parlamentar requisitou um avião da FAB no dia 15 de junho, para uma viagem a Porto Seguro (BA). Motivo da viagem, o casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

Questionado, Renan Calheiro, o senhor das Alagoas, disse que usou o avião como sempre tem usado. Parecia visivelmente aborrecido com as perguntas. Afirmou soberbamente não pretende indenizar as despesas para com o uso indevido do avião, como fez o presidente da Câmara, o companheiro peemedebista, deputado Henrique Eduardo Alves.

Fui convidado como presidente do Senado, fui cumprir um compromisso como presidente do Senado. O presidente do Senado, o presidente da República, o presidente do Supremo Tribunal, eles têm transporte de representação porque ele é chefe de poder", disse Renan.

Renan disse que nem todas as viagens da presidente da República em aeronaves oficiais são "a serviço", mas mesmo assim Dilma Rousseff tem a prerrogativa de utilizar o avião.

Pela legislação em vigor, aviões da FAB podem ser requisitados por autoridades por "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".

Apesar do decreto com as normas, Renan disse que não cabe à Força Aérea determinar o que as autoridades podem, ou não, fazer --mas sim à legislação.

"A FAB não pode dizer [o que não pode]. Nós é que temos o que dizer para a FAB. O transporte é em função da chefia do poder, da representação." "A lei não diz que [o compromisso] tem que estar na agenda, não. Isso não é pré-condição para estar dentro da lei", completou.

Foto: Divulgação

Avião usados por Renan e Eduardo Alves, o ERJ-145, da EMBRAER, que na FAB recebeu o designativo C-99. Capacidade para 50 passageiros.

1 de jul. de 2013

Com medo de vaias, autoridades entregaram a Taça das Confederações, sem aparecer no telão

BRASIL – Copa das Confederações
Com medo de vaias, autoridades entregaram a
Taça das Confederações, sem aparecer no telão
Na ausência de Dilma que não foi a final, temendo outra vaia como ocorreu no jogo de abertura, as poucas autoridades presentes faziam o jogo do empurra-empurra para a entrega da taça, que acabou sendo entregue, pelo Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo e o Presidente da Fifa, Joseph Blatter, propositadamente, longe dos olhares dos torcedores que lotavam o Maracanã

Foto: Cesar Daniel Ramalho/Terra

O goleiro Júlio César comemora com a taça da Copa das Confederações

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

Vaiados, políticos e cartolas empurraram uns para os outros a tarefa de aparecer entregando o troféu de campeão ao Brasil.

Na sala VIP do Maracanã, a elegância dos vestidos, champanhe francesa e joias não conseguia esconder o mal-estar entre Fifa, governo e CBF, enquanto bombas explodiam fora do estádio.

A síntese da crise foi o debate que por horas se travou sobre quem entregaria a taça ao campeão. Sem Dilma Rousseff no estádio, ninguém queria ser vaiado.

O único que insistia em aparecer era José Maria Marin, presidente da CBF, que queria usar o momento para se fortalecer no cargo, depois de meses de pressão por sua renúncia. Ele chegou a ter de tomar um calmante diante da "emoção".

Mas foi a ausência de Dilma que causou a maior saia-justa, temendo outra vaia como ocorreu no jogo de abertura. Ela apenas emitiu uma nota e telefonou ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, único representante da cúpula do governo federal. "Ela estava feliz", disse o ministro ao Estado. Quem não estava satisfeita era a Fifa.

Depois de muito debate, seria das mãos de Rebelo, ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que o capitão Thiago Silva recebeu o troféu. Mas, no momento da premiação e por determinação da Fifa, as câmeras evitaram a imagem dos políticos e cartolas. Assim ninguém viu, o capitão brasileiro receber a taça.

Horas antes, em Salvador, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, e o governador da Bahia, Jacques Wagner, foram vaiados no jogo entre Uruguai e Itália. No Maracanã, Blatter e Marin também foram vaiados em uma rápida aparição no telão. Já o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes evitaram a taça e as câmeras.

A ausência de Dilma esvaziou em parte o esforço de Marin de usar o jogo como palanque. Ele esperava "capitalizar" com a presença da presidente, que não tem o menor interesse em se aproximar do cartola.

Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Marin cumprimenta demoradamente cada jogador.

Mas isso não o impediu de tentar estar em cada foto com os jogadores. Na premiação, abraçava longamente cada um deles, inclusive os espanhóis. Alguns deles não disfarçavam a saia-justa. "Foi um grande resultado. Mas a meta é 2014", declarou Marin exaltado.

30 de jun. de 2013

CAMPEÃO VOLTOU! Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0

BRASIL – Copa das Confederações
O CAMPEÃO VOLTOU!
Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0
Vitória, com dois gols de Fred e um de Neymar, dá à Seleção seu quarto título da Copa das Confederações. Espanha estava invicta há 29 jogos

Foto: Reuters

A seleção brasileira jogou muito e não deixou a Espanha jogar.
Uma partida para entrar para a história

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alexandre Alliatti
Fonte: Globo Esporte

Não tem balança que defina o peso de uma camisa. Tradição não se mede com uma régua, não se calcula com uma máquina. Mas existem Campeões, com letra maiúscula, e campeões. Existem Seleções, com letra maiúscula, e seleções. E existem pentacampeões. Com vitória de 3 a 0 no Maracanã, o Brasil mostrou ao (ex?) melhor time do mundo que não é da noite para o dia que cinco estrelas vão parar em um peito. Fred, destruidor, marcou duas vezes. Neymar, eleito o melhor em campo, fez o outro. O Brasil é campeão da Copa das Confederações pela quarta vez. Campeão em uma noite em que a torcida resumiu tudo ao gritar:

- Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!

O campeão voltou jogando um absurdo. David Luiz talvez tenha feito a melhor partida da vida. Neymar foi infernal como poucos sabem ser. Hulk assinou seu atestado de permanência no time. E Fred foi Fred, foi matador, foi aquele sujeito que nasceu para vestir a 9.

Um dia cairia a casa da Espanha, esse timaço que tanto, e a tantos, encantou nos últimos anos. A Roja não perdia há 29 partidas - consideradas as oficiais. Pois aconteceu justamente contra um adversário no qual eles mesmos se espelham, contra a escola que, não por acaso, é chamada de “jogo bonito”. A Espanha, que certamente seguirá forte na Copa de 2014, foi engolida em campo. Não é exagero: foi um passeio, um baile, um chocolate. Uma vitória que a torcida novamente soube resumir:

- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé!

UM ATROPELAMENTO

Fred é um caso para se estudar. Ele faz gol de pé – aos montes. Faz gol no ar – às pencas. Mas, cá entre nós, gol deitado não é em toda lua cheia que sai. Que gol. Que gol. Eram só dois minutos do primeiro tempo. Do concreto cheirando a novo do Maracanã, parecia pulsar um organismo vivo, como se o estádio fosse, por si só, um torcedor – o maior dos torcedores.

Foto: Reuters

Fred ganha beijo de Neymar após marcar: Brasil pula na frente logo no início

Hulk recebeu da direita e mandou na área, enquanto urros de otimismo saíam das cadeiras. Fred foi na jogada. Neymar também. O camisa 9 desabou no chão. E a bola, companheira como o mais fiel dos cães, resolveu se aninhar nele. Reparemos que o jogador tinha um milésimo de segundo para pensar, feito o sujeito que precisa decidir se corta o fio azul ou o vermelho na hora de desativar uma bomba prestes a explodir. Fred foi ágil. Foi decidido. Deitado, no pequeno espaço de campo onde estava, encaixou o pé sob a bola e a ergueu. Casillas foi vencido. Gol do Brasil. Gol de Fred.

Ah, aí o Maracanã entrou numa euforia que parecia guardada nos três anos em que o estádio ficou fechado. Por uns 15 minutos, a Espanha pareceu atordoada. Paulinho, por cobertura, quase fez um gol histórico, mas Casillas salvou. Arbeloa, logo depois, levou amarelo ao evitar arrancada de Neymar que fatalmente renderia gol. Era impressionante a superioridade do Brasil.

Foto: AP

Neymar agradece aos céus: ele foi eleito o melhor jogador da competição, Bola de Ouro

Do outro lado, porém, estava a Espanha. Aos poucos, a Fúria começou a reagir. Voltou a ter mais posse de bola – uma tatuagem de seu futebol. Deu sinais de que poderia empatar. Iniesta bateu de fora da área, e Julio César espalmou. Pedro, livre pela direita, bateu cruzado após passe de Mata, e David Luiz (enorme em campo) cortou quase em cima da linha.

A Espanha se acalmou, entrou no jogo, enfrentou o Brasil. Mas a Seleção jamais deixou de buscar o segundo gol. Fred bateu cruzado, para fora. Também tentou de cabeça, novamente fora do alvo. E recebeu livre, frente a frente com Casillas, mas chutou em cima do goleiro.

Enquanto isso, Neymar era arisco, envolvente, agudo. Participava dos ataques. Parecia bufar em busca de um gol. E conseguiu. Foi aos 44 minutos. Pegou a bola pela esquerda, acionou Oscar e recebeu de volta. Bom lembrar que os dois foram muito inteligentes. Primeiro o camisa 11, que, ao perceber Neymar impedido no lance, prendeu a bola. Depois, o camisa 10, ao recuar para sair da posição irregular. Foi quando Oscar rolou na medida, e Neymar nem pensou: já emendou um chute seco, forte, no ângulo. Casillas vai passar o resto da vida procurando a bola. Que pancada: 2 a 0.

Foto: Juan Barreto/AFP

Espanhol Piqué, marido de Shakira, é expulso da partida após cometer falta em Neymar, para evitar que o atacante brasileiro ficasse cara a cara com goleiro.

Foto: Ivo Gonzales/Agência O Globo

FESTA COMPLETA: MAIS UM DE FRED

E não é que tinha como ficar melhor? Veio o segundo tempo, e o Brasil logo fez mais um. Com Fred, sempre com Fred. Aos dois minutos, Hulk acionou Neymar, que teve inteligência para dar, vender e emprestar ao deixar a bola passar para o centroavante. A conclusão foi precisa, no cantinho. Casillas ainda tocou nela. Em vão: era o terceiro gol.

Acabou. A Espanha, por melhor que seja, por mais talento que tenha, não poderia virar. Mas bem que tentou. Aos oito minutos, Marcelo fez pênalti em Navas. Poderia ser a sobrevida do adversário, não fosse esse domingo um dia dedicado ao Brasil. Sergio Ramos bateu. Para fora. A torcida vibrou como se fosse gol.

O Brasil seguiu atacando. A Espanha também. Em uma arrancada verde-amarela, Piqué derrubou Neymar, seu futuro colega de Barcelona, e foi expulso. Estava aberto o caminho para mais gols.

Mas eles não saíram. O Brasil teve outras chances, inclusive em contra-ataques com quatro jogadores contra dois. Falhou em um detalhe ou outro – um conforto permitido àqueles que têm a vitória nas mãos. A Espanha, com Villa em campo, teve honradez para sempre buscar seu gol, como se estivesse 0 a 0.

Inútil. Era a noite da queda dos grandes campeões mundiais, dos grandes bicampeões europeus. Acima de tudo, era a noite do retorno do maior campeão.

Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com

Jogadores festejam em campo após o apito final

Foto: Globo Esporte/Extra

A premiação

Foto: Michael Regan/Getty Images

Posando para posteridade

29 de jun. de 2013

Temendo nova vaia no curriculo, Dilma não vai ao Maracanã

BRASIL – Povo nas ruas
Temendo nova vaia no curriculo,
Dilma não vai ao Maracanã
A presidenta está com medo de circular no meio do povo brasileiro. A certeza era absoluta que não seria bem recebida no Maracanã. Aliás, sua ausência frustra o torcedor, que antes do jogo gostaria de exercer os eu direito de vaiar sua Excelência. A assessoria diz que ela está ocupada e por isso vai ficar em Brasília escondida no fundo do poço. Temos certeza que mesmo com a sua ausência o povo vai dar um jeito de vaiá-la simbolicamente, ela merece. Úúúúúúúúúúúúúúúúúúúúú!

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Ao lado do presidente da FIFA, Joseph Blatter, a presidenta Dilma Rousseff, tenta fazer cara de paisagem, ao ouvir as vaias na abertura da Copa das Confederações no Estádio Mané Garrincha, em Brasília

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Estadão, Super Esporte, Folha de S. Paulo, Blog do Reinaldo Azevedo, Terra

A presidente Dilma Rousseff, como esperado, decidiu não comparecer, neste domingo, ao jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações. A ideia inicial de Dilma era estar presente no Maracanã no encerramento do campeonato, mas, depois das sonoras vaias, em Brasília, na abertura da competição, no estádio Nacional (Mané Garrincha), e das manifestações populares, mudou de ideia e resolveu esconder-se do povo.

Foi avaliado que o público dominante no Maracanã seria hostil à sua presença, e as chances de se repetir as vaias da abertura da Copa das Confederações, eram de 100%.

É uma pena, pois o Rio de Janeiro, estado onde os torcedores são ainda mais irreverentes, poderiam desfrutar da glória de ter vaiado dois presidentes petistas, no exercício do mandato, já que em 2007, o seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi vaiado no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

Não há uma justificativa oficial para a mudança de planos da presidente. Vão ficar inventado desculpas que ela vai ficar trabalhando no texto das perguntas para o plebiscito, na elaboração das regras para contratação dos médicos estrangeiros e se preparando para uma reunião ministerial.

No dia seguinte às vaias, em Brasília, na capital federal, os auxiliares diretos da presidente Dilma asseguraram que ela não se intimidaria e estaria presente na final. Mas os planos mudaram com a ampliação dos protestos, principalmente em volta dos estádios, e levaram a presidente a desistir de ir ao Rio de Janeiro para não ganhar uma nova vaia no currículo.

A previsão de estar no Maracanã neste domingo, para a final da Copa das Confederações, chegou a entrar na previsão de agenda da presidente Dilma, mas sumiu do sistema de informações.

O escalão precursor, que viaja antecipadamente para verificar as condições da cidade a ser visitada pela presidente, nem chegou a ser acionado. Na noite de sexta-feira, a informação oficial era que Dilma não iria ao Rio de Janeiro.

Desde o início a presidente Dilma tinha intenção de comparecer à final da Copa das Confederações. Tanto que, em fevereiro, quando esteve na Nigéria, chegou a desejar boa sorte ao time nigeriano na Copa das Confederações e afirmou: "Asseguro que sua seleção será muito bem recebida no Brasil, em junho, para a Copa das Confederações. Tenho certeza que o presidente Goodluck Jonathan e eu assistiremos juntos à final Brasil e Nigéria no Maracanã".

Reinaldo Azevedo comenta no seu Blog: "Seus assessores avaliaram que seria catastrófico levar uma vaia estrepitosa aos olhos do Brasil inteiro e da imprensa internacional".

"É uma ironia e tanto, não? Os eventos esportivos foram pensados como o símbolo do “Brasil Grande da Era Lulista”. A final de amanhã deveria ser o primeiro momento de consagração. E, no entanto, Dilma terá de se esconder", concluiu.

Em resumo: Dilma está no fundo do poço, suando frio, e assustada, como uma ratazana de porão, com medo do povo brasileiro. Não podia ser melhor o final da Copa das Confederações. Só falta agora o Brasil golear a Espanha.

27 de mai. de 2013

Enquanto Dilma ufana-se arenas da copa acumulam problemas

BRASIL – Copa das Confederações
Enquanto Dilma ufana-se
arenas da copa acumulam problemas
No rádio, presidente elogiou estádios e festejou 'pontualidade e competência'. Enquanto isso, a cobertura da Fonte Nova se rompia, o Maracanã continuava incompleto e torcedor se arrependia de ter ido ao Estádio Nacional de Brasília. Chegar a Arena Pernambuco é uma aventura.

Foto: Portal da Copa/ME

Dilma inaugurando Estádios por terminar

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Portal da Copa, G1, Globo Esporte, Terra - Esporte

Quem ouviu a presidente Dilma Rousseff falando sobre a Copa das Confederações nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio, ficou com a impressão de que o Brasil está mais do que pronto para receber o torneio - que começa no próximo dia 15, em Brasília.

Quem passou por alguns dos palcos da competição no fim de semana e nesta segunda, no entanto, viu a dura realidade do país-sede do evento, considerado um teste importante para o Mundial do ano que vem.

Faltando menos de três semanas para a abertura, o Estádio Nacional de Brasília recebeu seu primeiro grande jogo - e o torcedor se arrependeu de ter torrado até 400 reais por um ingresso, já que teve de encarar filas de até quatro horas para entrar na arena mais cara do Mundial.

Foto: Custodio Coimbra/Agência O Globo

Rompimento de tubulação abre cratera bem em frente ao Estádio do Maracanã, recém inaugurado, Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, palco da grande final do torneio, o Maracanã foi entregue à Fifa na sexta-feira, mas engana-se quem acha que o estádio já ficou totalmente pronto: o local continua sendo frequentado pelos operários, que seguem fazendo os últimos trabalhos da reforma bilionária.

Foto: Marco Aurélio Martins/Ag. A Tarde/Folhapress

Na Arena Fonte Nova, chuvas abriram um buraco na cobertura

Enquanto Dilma discursava no rádio, a Arena Fonte Nova, que receberá partidas importantes, como o superclássico entre Brasil e Itália, sofria um problema imprevisto: as chuvas em Salvador abriram um buraco na cobertura do estádio. Para a presidente, contudo, manifestar dúvidas sobre os preparativos para o evento é coisa de quem torce contra o país.

"Parece aquele velho complexo de vira-lata de que falava o nosso Nelson Rodrigues. Mas os trabalhadores que construíram esses estádios, os empresários contratados para fazer essas obras e todos os governos envolvidos provaram que o Brasil é capaz de aceitar desafios e cumprir os compromissos que assume pontualmente", afirmou Dilma, esquecendo-se de que a Fifa teve de adiar duas vezes o prazo máximo para a entrega dos estádios.

A presidente, que participou de todas as seis inaugurações de arenas da Copa das Confederações, se disse "impressionada com a beleza e a modernidade desses novos palcos do futebol".

"A construção desses seis estádios mostra que o nosso povo tem determinação, capacidade e competência para fazer a melhor Copa de todos os tempos", empolgou-se.

Foto: André Luiz Mello/Agência O Dia/Folhapress

O público da partida entre Santos e Flamengo, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Torcedores chegaram a ficar quatro horas na fila para entrar na arena

A presidente evitou falar dos atrasos nas obras, da falta de tempo hábil para a realização dos eventos-teste em quantidade ideal, dos problemas de organização dos primeiros jogos e das falhas que já apareceram nesses locais.

"Eu tenho certeza que o Brasil vai brilhar dentro e fora do campo. Vamos mostrar a todos os que vierem acompanhar os jogos, turistas internacionais e nacionais, jogadores e equipes técnicas, que nós sabemos receber, que somos um país alegre e pacífico. Tenho certeza de que todos que vierem nos visitar vão se apaixonar e vão querer voltar para a Copa do ano que vem", apostou.

Foto: Guilherme Macedo/Frame/Folhapress

Cadeira quebrada ou ainda não instalada no Estádio Nacional de Brasília,
no dia do Santos x Flamengo

Ao falar sobre a Arena Fonte Nova, Dilma classificou o estádio baiano de "um exemplo da criatividade do povo daquele estado". Ao mesmo tempo, operários subiam ao teto da estrutura para tentar reparar o rombo surgido na cobertura. Ninguém ficou ferido, mas a pressão da água acumulada sobre o estádio fez com que parte da cobertura, feita de um material flexível, se soltasse de sua armação.

O estádio foi inaugurado no começo do mês passado, num evento que contou com a presença de Dilma e do governador da Bahia, Jaques Wagner. Funcionários usaram baldes para tentar escoar a água que se acumulou em vários setores.

A cena foi parecida com a que foi vista no Maracanã também no mês passado, pouco antes de uma inspeção da Fifa. O Maracanã, aliás, foi o estádio mais elogiado pela presidente na gravação transmitida nesta segunda.

"É uma emoção muito grande olhar para o Maracanã e ver toda aquela imponência, aquela grandiosidade que é, sem sombra de dúvida, o maior símbolo do futebol brasileiro. A reconstrução do Maracanã preservou a sua histórica fachada e, ao mesmo tempo, garantiu conforto e segurança que a gente vê nos estádios mais modernos do mundo."

Poucas horas depois, em uma reunião de integrantes do Comitê Organizador Local (COL), o gerente de Operações do órgão, Tiago Paes, confirmou que o estádio carioca ainda não está pronto. "Cem por cento, o Maracanã só estará no dia 15. Até porque falta a instalação de uma série de equipamentos temporários".

Ah! Tá!

Foto:Flávio Japa/JCM/Fotoarena

A Arena Pernambuco é bela e confortável, difícil é chegar lá. Para alcançar o estádio, no dia do jogo teste, entre Náutico e Sporting Lisboa, torcedores só tinham duas opções: deixar o carro em um estacionamento, pagar R$ 40 e ir de ônibus do evento, ou ir de metrô. As duas "soluções" mostraram problemáticas. No caso do estacionamento, muito congestionamento no local. Quem optou pelo metrô enfrentou trens sem ar condicionado, lotados e lentos. Muita gente chegou à Arena Pernambuco com o primeiro tempo em andamento.