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6 de set. de 2012

Polícia Federal acusa Petrobras de poluir o oceano

BRASIL – Meio Ambiente
Polícia Federal acusa Petrobras de poluir o oceano
Investigação descobre que a empresa despeja no mar, sem tratamento, resíduos tóxicos – dejetos da exploração do petróleo

(Foto: TS Photography/Getty Images )
Postado por Toinho de Passira
Texto de Diego Escosteguy com Marcelo Rocha , Murilo Ramos e Leandro Loyola
Fonte: Revista Época

Na tarde de 30 de agosto de 2011, três botes da Polícia Federal (PF) deixaram a Marina da Glória, no Rio de Janeiro, rumo à Refinaria de Duque de Caxias, a Reduc, a quarta maior da Petrobras. Os botes singravam as águas do Rio Iguaçu quando, súbito, depararam com boias laranja impedindo a passagem. A água escurecida reluzia óleo. O rio estava tomado por uma língua negra de poluição, que se espalhava pela Baía de Guanabara – perto dali, ela tinha profundidade de 2 palmos. “Parece uma privada!”, disse um agente da PF. Os policiais retiraram as boias, esperaram a maré subir e chegaram às margens da Reduc, onde funcionários aguardavam-nos. A PF, comandada pelo delegado Fábio Scliar, chefe da Divisão de Crimes Ambientais no Rio de Janeiro, investigava por que a Petrobras descartava poluentes diretamente nas águas do Iguaçu e na vegetação da área. Era o início de um processo criminal que culminou, há dois meses, no indiciamento de dois gerentes da Petrobras por crime de poluição – e na descoberta, segundo a PF e o Ministério Público Federal, da negligência da Petrobras ao descartar o principal subproduto poluente da extração do petróleo, a “água negra”.

A blitz na Petrobras começara às 7 horas daquele dia, quando peritos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão subordinado ao governo do Rio, sobrevoaram de helicóptero a Reduc e constataram a mancha de óleo. Três horas depois, os peritos visitaram a refinaria. Percorreram, acompanhados de funcionários da Petrobras, as margens do rio. Perto de um dos pontos onde eles haviam avistado as manchas de óleo, uma placa dizia: “Interditada”. Os gerentes da Petrobras insistiram que os fiscais não atravessassem a área, embora não explicassem por quê. Os fiscais foram assim mesmo. Encontraram uma operação de emergência da Petrobras, montada para retirar a poluição do local – e, segundo o MP, encobrir o crime. Havia caminhões de sucção de óleo, barreiras, funcionários correndo para lá e para cá. “Presenciamos as tentativas, a todo o custo, de conter a grande quantidade de óleo ainda retido ali”, escreveram os peritos. “Os funcionários que nos atenderam negaram até a derradeira descoberta do vazamento.”

Nas águas que margeiam a Reduc, na vegetação contígua e no manguezal que (ainda) existe no terreno da refinaria, os fiscais descobriram grandes quantidades de óleo. Parte já estava havia tanto tempo no local que apresentava a aparência de “chocolate cupcake”, apelido desse detrito – as fotos mostram que o manguezal de 353 hectares parecia um bolo mofado. Óleo novinho, misturado a dezenas de poluentes, era lançado ao rio durante a vistoria dos fiscais. Vazava dos dutos da estação de tratamento de detritos. Em vez de limpar, a estação sujava. Como escreveram os investigadores, “parecia um filme de terror”.

As substâncias coletadas pelos fiscais mostraram-se altamente tóxicas. Havia níveis de óleo, graxas e fenóis “muito acima” dos limites legais. A origem dos detritos era o petróleo da refinaria. Como resultado, o Inea multou a Petrobras em R$ 3,3 milhões. Depois, fechou acordo com a empresa. A Petrobras prometeu construir uma nova estação de tratamento na Reduc – até 2017. Prevê-se, nas palavras da Petrobras, um “investimento conceitual” de R$ 1 bilhão para modernizar a limpeza de poluentes como a água negra. Em 7 de novembro do ano passado, após o acordo, os fiscais voltaram à Reduc. Coletaram novamente a água negra despejada no Rio Iguaçu. Verificaram que havia toda sorte de poluente, a maioria acima dos limites legais, um com nome mais apavorante que outro: óleos, graxas, sólidos sedimentáveis, fenóis, nitrogênio amoniacal. Emitiram um novo alerta à Petrobras.

Ao ouvir os responsáveis pela poluição na Reduc, o delegado Scliar foi informado de que havia um desastre ambiental em curso: o descarte da água de produção nas plataformas de petróleo. A água de produção, ou água negra, é um subproduto da prospecção de petróleo. O produto final é, basicamente, água do mar misturada com óleo, graxa e várias substâncias tóxicas. A lista das substâncias parece uma viagem à tabela periódica. Estão lá metais como bário, berílio, cádmio, cobre, ferro, além de elementos radioativos. Ao cair no mar sem tratamento, é um perigo para a vida aquática. A denúncia que chegou a Scliar afirmava que a Petrobras não tratava a água negra, nas plataformas ou em terra, como manda a lei (leia o quadro abaixo). Scliar e sua equipe passaram a rastrear o destino da água negra. Nas plataformas, seria impossível fiscalizar. Mas, como a Petrobras afirma enviar 1% dela a terminais em terra, ele passou a ouvir os encarregados de tratá-la. No Rio, a primeira escala da água negra em terra são os terminais de Ilha Grande e de Cabiúnas.

No papel, uma das funções dos terminais de Ilha Grande e de Cabiúnas é “retirar o máximo possível” da água negra que lá chega misturada ao petróleo extraído das plataformas. Desses dois terminais, o óleo segue para as refinarias. Quanto mais puro chegar a elas, menor o custo de produção da Petrobras – e, potencialmente, maior o lucro. Como elas armazenam petróleo e água negra nos mesmos tanques, a água negra apenas ocupa o espaço que deveria ser do petróleo. Portanto, quanto mais água negra misturada aos tanques, menor a capacidade de produção da refinaria. De modo que empresas como a Petrobras têm todo o incentivo para se livrar dela sem o devido cuidado.

A mesma lógica aplica-se à exploração de petróleo em outras costas. Nos Estados Unidos e na Austrália, os limites para o descarte de água negra são similares aos do Brasil. Mas lá, ao contrário do que ocorre aqui, há fiscalização. Na Noruega, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, a conversa é diferente: persegue-se a meta de “poluição zero” no descarte de água negra – meta já cumprida nas plataformas mais modernas, que dispõem de tecnologia para limpar e reaproveitar poluentes. A Inglaterra adotou a mesma filosofia.

Na prática, de acordo com os depoimentos dos funcionários da Petrobras, nada é tratado nos terminais de Cabiúnas e de Ilha Grande. O gerente de Cabiúnas, Paulo Nolasco Barreto, disse ao delegado Scliar que o terminal “não possui estação de tratamento de efluentes”. Há uma estação antiga e desativada, segundo ele, “inoperante há cerca de seis ou sete anos”. O gerente do terminal de Ilha Grande, Virmar Muzitano, contou a mesma coisa a Scliar: o Terminal de Ilha Grande também não trata a água negra. Até existia uma estação em Ilha Grande, como em Cabiúnas, mas, de acordo com Muzitano, ela foi desativada por “ter ficado obsoleta”. Ambos afirmaram que a Petrobras “planeja” construir novas estações. “Se existia estação de tratamento nesses terminais, é porque há alguma coisa a tratar. Por que deixaram chegar a esse ponto?”, diz Scliar. Ninguém na Petrobras soube responder a ele. Flávio Santos de Araújo, gerente executivo da Petrobras na área de meio ambiente, disse em depoimento não saber que as estações de tratamento de dois dos principais terminais da Petrobras estão desativadas: “São tantas as unidades da Petrobras no âmbito (dele) que não há como conhecer essas informações”.

(Fotos: Antonio Scorza/AFP, Dado Galdieri/AP e reprodução)
O petróleo e a água negra desses terminais seguem para a Reduc. Em abril deste ano, o gerente da Reduc, Antônio César Aragão Paiva, admitiu à PF que a estação da refinaria não trata a água negra que lá chega. Dias depois, outra gerente da Petrobras, Carla Gamboa, confirmou que não há tratamento algum na Reduc. “A estação de tratamento de efluentes tem limitações por ter ficado obsoleta”, disse Carla ao delegado Scliar. Ela não soube dizer há quanto tempo a estação funciona, ou deixa de funcionar. Podem ser “30, 40 ou 50 anos”. Carla contou, porém, que a Petrobras planeja, desde 2007, investir em reformas para melhorar a limpeza dos poluentes. “Os processos dentro da Petrobras são lentos (…) realmente complicados, tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista burocrático”, disse. Como os dois gerentes são os responsáveis, dentro da Petrobras, pelo descarte de poluentes na Reduc, ambos foram indiciados por crime de poluição. Se forem condenados, podem cumprir de um a cinco anos de prisão.

Da Reduc, a água negra segue para o Terminal de Ilha D’Água. Dias depois dos depoimentos dos funcionários da Reduc, o engenheiro da Petrobras Rafael Feldman, gerente do Terminal de Ilha D’Água, depôs. Confirmou que o terminal recebe a água negra e que o poluente é bombeado para os tanques de cargas dos navios. O destino? Alto-mar – o que é ilegal. Ao todo, a quantidade de água negra devolvida ao mar no ano passado foi de 546.000 metros cúbicos, o suficiente para encher 218 piscinas olímpicas. A própria Petrobras reconhece isso num relatório a que ÉPOCA teve acesso. Nele, sugere-se a construção de um emissário no Terminal de Ilha Grande, para tratar água negra em terra e descartá-la no mar. “Não há respaldo legal na atual legislação ambiental que permita o descarte de água de formação, mesmo que após tratamento, em áreas oceânicas afastadas da costa, através de navios”, escrevem os técnicos da Petrobras. É assim que a Petrobras descarta hoje grande parte de sua água negra.

No curso da investigação, Scliar descobriu que isso acontece, em parte, porque não há fiscalização. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), afirmou, em ofício à PF, que não tem nada a ver com o assunto. “Água salina não é objeto de regulação desta agência”, diz a ANP. Há quatro meses, o Ibama informou que também não tem muito o que fazer. Em depoimento a Scliar, o fiscal do Ibama Carlos Magno de Abreu – responsável no governo por inspecionar a poluição da Petrobras – disse que o Ibama tem somente 20 funcionários para fiscalizar todas as plataformas do Brasil. Disse também que eles não têm acesso à água negra despejada pela Petrobras no mar – e, se tivessem acesso, não têm instrumentos para avaliar com precisão os poluidores. Carlos Magno contou que, até 2007, não havia nenhuma fiscalização. Hoje, a Petrobras contrata laboratórios para fazer esse serviço. Eles medem apenas os índices de óleo e graxa (deixam de lado outros poluentes, como bário e cádmio), e a Petrobras manda cópia dos relatórios ao Ibama. Silvana Medeiros, outra funcionária do Ibama, reconheceu que o governo não fiscaliza a Petrobras, embora conceda licenças ambientais para suas operações. Disse que o Ibama “atua apenas nos casos emergenciais de derramamento de petróleo”. “Isso é muito grave”, diz Scliar. “O Ibama não tem condições de fiscalizar: não tem helicóptero, não tem peritos, nada. Então a Petrobras paga a alguém para fiscalizá-la? Como garantir que esse trabalho seja feito com a lisura necessária?”

A legislação a respeito do descarte de poluentes foi formulada sob influência fortíssima da Petrobras. Os regulamentos são estabelecidos pelo governo, num órgão chamado Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Ele se compõe de representantes de cinco setores: órgãos federais, estaduais e municipais, empresários e sociedade civil. É presidido pelo ministro do Meio Ambiente. ÉPOCA teve acesso às atas das reuniões do Conama que, em 2005 e em 2006, levaram à mudança na lei que regula o descarte de água negra. Até aquele ano, limitava-se a 20 miligramas por litro o nível médio de óleo e graxas presentes na água negra despejada no mar. “A tendência mundial é a busca do descarte zero”, disse um técnico do Ibama. A Petrobras sugeriu 30 miligramas por litro. A ANP, em seguida, propôs 29. Parecia um leilão. O representante da Petrobras, o engenheiro Luiz Molle Júnior, afirmou: “Sei que posso estar colocando minha cabeça na degola porque estou declarando, alto e bom som, e ficará registrado, que praticamos valores acima de 20 (...) Quando o volume de água produzida aumenta muito, a gente vai chegar a ter muita dificuldade para atingir os 20”. Ao final das reuniões, o limite ficou em 29. Em julho de 2007, a nova resolução foi assinada pela então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Há dois meses, o delegado Scliar enviou seu relatório final sobre o caso ao MP. “Poucas plataformas da Petrobras possuem estações de tratamento”, diz o relatório. “Os terminais para onde é enviada a água de produção não possuem estações de tratamento. As refinarias não tratam a água de produção, e a enviam para embarque em navios, onde, sem tratamento algum, serão despejados em alto-mar.” Renato Machado, o procurador da República que recebeu o inquérito, disse a ÉPOCA que apresentará denúncia criminal. E que encaminhará os achados à Procuradoria-Geral da República, que deverá pedir investigações em todos os Estados com plataformas em sua costa.

Indagada sobre as investigações da PF e do MP, a Petrobras afirmou em nota que “o tratamento de água produzida nas plataformas de produção da Petrobras segue o padrão de descarte estabelecido pela Resolução Conama 393, semelhante aos padrões dos Estados Unidos e da Europa. As plataformas que realizam descarte de água produzida o fazem com aprovação do Ibama em processo de licenciamento ambiental, obedecendo ao parâmetro estabelecido pela Resolução Conama (...) A Refinaria Duque de Caxias não lança água de produção no rio Iguaçu. A Petrobras, como outras empresas operadoras de plataformas, coleta amostras diariamente e as análises seguem fielmente a legislação vigente. Também informa anualmente através de relatórios os resultados de monitoramentos realizados e metodologias adotadas em cumprimento à Resolução do Conama 393. O Ibama dispõe de todos os relatórios”. A nota diz ainda: “Todas as discussões que houve por ocasião da elaboração da Resolução Conama 393 foram públicas, assim como públicas e legítimas foram as propostas de parte a parte, como é de praxe em todos os processos de construção de ideias ou regulamentos”.

24 de mai. de 2012

BRASIL - MARANHÃO: Atriz de Hollywood no bloqueio do Greenpeace

BRASIL - MARANHÃO - Ecologia
Atriz de Hollywood no bloqueio do Greenpeace
Há mais de uma semana, ativistas do Greenpeace, inclusive a atriz Q'Orianka Kilcher (Pocahontas) se revezam na corrente da âncora do navio Clipper Hope e impedem que ele se movimente para receber um carregamento de 31 mil toneladas de ferro gusa no Porto de Itaqui, em São Luis, no Maranhão. Segundo o Greenpeace essa denúncia expõe três crimes graves relacionados à produção de ferro gusa no Brasil: trabalho escravo, desmatamento e invasão de terras indígenas. O carvão vindo da Amazônia serve para alimentar as siderúrgicas que produzem ferro gusa.

Foto: Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE

A atriz americana Q'orianka Kilcher ocupa a corrente da âncora do cargueiro Clipper Hope ao lado da ativista brasileira Leonor Cristina Silva Souza, de 27 anos.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Greenpeace Brasil, SCPR, Terra, G1, Diário de Pernambuco

A atriz norte-americana Q’orianka Kilcher, 22 anos, juntando-se a outros ativistas, escalou a âncora do cargueiro, nesta segunda-feira, 21, quando completava uma semana, que o Greenpeace bloqueava o navio Clipper Hope, fundeado próximo ao porto de Itaqui, na baía de São Marcos, a 20 quilômetros da costa de São Luís, para evitar o carregamento de 31,5 mil toneladas de ferro gusa proveniente da Amazônia.

Filha de índio peruano quéchua e mãe suíca, a atriz de 22 anos ganhou fama após encarnar a personagem Pocahontas no filme “O Novo Mundo” (2005). Mas sua atuação vai além dos estúdios de Hollywood. Q’orianka também é conhecida por seu ativismo ambiental e pelos Direitos Humanos, especialmente pelos direitos das populações indígenas.

“Eu acabei de vir de uma viagem à Amazônia, na região onde o ferro gusa é produzido. Vi de perto como essa produção está colocando em risco alguns povos indígenas, inclusive grupos isolados”, afirmou Q’orianka. “Precisamos defender esses povos. Eles são peça-chave na proteção das últimas reservas florestais no mundo. Preservá-los é garantir um futuro para nós mesmos”.

Q’orianka ficou comovida e resolveu integrar-se ao grupo, quando tomou conhecimento da participação, no perigoso bloqueio, de duas jovens ativistas brasileiras.

“Estou aqui, presa a essa âncora, porque no mundo todo, jovens como nós vamos herdar os problemas que as gerações passadas deixaram para trás”, disse. “O trabalho escravo e a extração ilegal de madeira, que a gente vê em livros de história, infelizmente ainda são uma realidade no Brasil”.

Foto: Greenpeace/Rodrigo Paiva

Q’orianka escalando a corrente da âncora do cargueiro Clipper Hopper, fundeado próximo ao porto ao porto de Itaqui, no Maranhão

Q’orianka escalou a corrente da âncora do cargueiro Clipper Hopper por volta das 9h30, acompanhada de voluntários do Greenpeace, tripulantes do navio Rainbow Warrior que, desde o dia 14, se mantêm pendurados noite e dia para evitar que o cargueiro atraque no porto de Itaqui. O carregamento pertence à Viena Siderúrgica, uma das empresas apontadas pelo Greenpeace como envolvidas em irregularidades na cadeia de produção do ferro gusa.

“Q’orianka está dando um exemplo de que a defesa da Amazônia ultrapassa nossas fronteiras”, disse Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia, a bordo do Rainbow Warrior. “Ela está ajudando o Greenpeace a demonstrar que, apesar da imagem positiva que nosso país vem construindo nos últimos anos, ao reduzir o desmatamento da Amazônia, muita coisa ainda precisa ser feita”, acrescentou. “Isso inclui o veto total, pela presidente Dilma, do novo código florestal ruralista aprovado pelo Congresso”.

A partir de uma pesquisa de dois anos, o Greenpeace identificou uma série de desrespeitos à legislação brasileira na produção de carvão vegetal usado pela indústria de ferro gusa na Amazônia. Entre os sérios problemas apontados pela organização ambientalista estão o uso, por carvoarias, de trabalhadores em situação análoga à escravidão e extração de madeira ilegal, inclusive dentro de Terras Indígenas e Unidades de Conservação. Estas denúncias foram compiladas no relatório “Carvoaria Amazônia”, publicado semana passada pela organização.

Foto: Ismar Ingber/Tyba/Greenpeace/

Carvoaria localizada ao lado da Rebio (Reserva Biológica) de Gurupi, no município de Centro Novo do Maranhão. De acordo com investigação do Greenpeace, as carvoarias da região produzem ferro gusa a partir de madeira extraída ilegalmente da reserva.

Principal matéria-prima do aço, o minério de ferro se transforma em ferro gusa dentro de fornos alimentados por carvão vegetal. Parte deste carvão é proveniente de extração ilegal de madeira. O ferro gusa brasileiro é exportado, principalmente, para os Estados Unidos. Lá, ele é usado na produção de aço para, entre outros fins, a fabricação de veículos por grandes montadoras.

Mas que só uma ação de protesto, o Greenpeace entregou, no dia 16, uma denúncia ao Ministério Público Federal do Maranhão sobre as ilegalidades encontradas na cadeia de produção do ferro gusa no Estado. O documento também será encaminhada ao MMA (Ministério de Meio Ambiente), MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), além da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

“Algumas empresas da região onde se concentram as denúncias já respondem a uma ação civil pública, porque o carvão que utilizam não têm certificado de origem”, disse o procurador da República Alexandre Soares, nesta tarde. “Esse trabalho (do Greenpeace) permite aprofundar a investigação, em que teremos de responder qual é a origem do carvão e o nome das pessoas envolvidas.”


27 de abr. de 2012

Veto negociado – Merval Pereira

OPINIÃO
Veto negociado
Dilma vai vetar alguns pontos do Código Florestal aprovado pelo Congresso, tenta o impossível acalmar ambientalistas e não enfurecer os ruralistas

Charge- HUMBERTO – Jornal do Comercio (PE)

Postado por Merval Pereira
Fonte: Coluna do Merval Pereira – O Globo

Tudo indica que a presidente Dilma vetará mesmo alguns pontos do novo Código Florestal que foi aprovado pela Câmara, editando uma medida provisória que recuperaria parte do acordo acertado no Senado.

Seria uma maneira de não se confrontar com o Congresso como um todo, alegando que foi descumprido um compromisso negociado politicamente.

Os ambientalistas alegam que alguns pontos são essenciais, como a obrigatoriedade de recomposição das faixas de rio que foram desmatadas.

Eles entendem que da maneira como foi aprovado o texto, os agricultores ficam desobrigados de recuperar o que foi desmatado, o que caracterizaria uma anistia.

No acordo do Senado essa obrigação era explícita no texto do novo Código Florestal, e já foi fruto de muita negociação, pois os ambientalistas mais ortodoxos não queriam nem mesmo essa possibilidade de anistia, exigindo punição especialmente para os que desmataram depois do decreto de crimes ambientais de 2008.

Outro ponto importante para os ambientalistas é a obrigação de fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR), para definir a reserva legal e a Área de Preservação Permanente (APP).

Também seria preciso recolocar na lei a possibilidade de o Comitê de Bacias, onde têm assento os prefeitos, governadores, empresários, determinar medidas suplementares de proteção.

Por fim, mas não menos importante, os ambientalistas querem que seja retirada da legislação a permissão para que sejam autorizadas atividades “agropecuárias” nos topos dos morros, quando o acordo era para que apenas culturas permanentes como café, maçãs ou uvas fossem permitidas.

Os ambientalistas temem que a ampliação do conceito permita a criação de gado nas encostas dos morros.

Até o momento o governo não teme que o veto seja derrubado, pois acham difícil conseguir maioria absoluta contra a Presidente, ainda mais que o veto será feito em pontos específicos, não será total, e retomando o acordo do Senado.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, lembrou que existem compromissos assumidos por Dilma na campanha eleitoral que ela honrará.

Foi o mesmo que a própria presidente disse para seu ex-ministro do Meio Ambiente, atual Secretário do governo do Rio, Carlos Minc.

Ela assegurou, mesmo sem falar diretamente de vetos, que honraria os compromissos assumidos. Minc foi um de seus assessores para a área de Meio Ambiente durante a campanha.


*Acrescentamos subtítulo e charge ao texto original

18 de abr. de 2012

Juan Carlos, o rei caçador, na mira dos ambientalistas

ESPANHA
Juan Carlos, o rei caçador, na mira dos ambientalistas
Enquanto o governo espanhol impõe duras medidas de austeridade e faz cortes no orçamento que tornam a vida dos cidadãos cada vez mais difícil, descobriu que o rei, de férias, mata elefantes na África, sob o patrocínio de um empresário sírio, seu amigo pessoal, unidos pelo prazer da caça. Mesmo pedindo desculpas, confessando que errou, que não vai fazer mais, o rei espanhol, não vai deixar de ser alvo dos ambientalistas, que não perdoam pelo gesto, até por que ele é presidente de honra do World Wildlife Fund, uma das mais importantes organizações em defesa da natureza do mundo.

Foto: FaceBook

MATADOR COSTUMAZ - As imagens publicadas pela imprensa espanhola agravou a crise, nela o rei Juan Carlos I, aparece, em 2008, com um guia de caça, portando uma arma de grosso calibre.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Blog do Ricardo Setti, Correio do Brasil, ABC, David Mixner, El Pais, El Mundo, El Mundo, Lux, ABC

O respeitado rei da Espanha, Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, Juan Carlos I, 74 anos, protagoniza um escândalo sem precedentes nos seus 36 anos de reinado, que compromete a monarquia espanhola, e a ameaça a sua permanência no trono espanhol, por ter sido flagrado caçando elefantes e outros animais africanos num safari em Botswana, um país da África Austral, que tem fronteiras com a África do Sul, onde a caça é uma prática legal, mediante paga (30 mil euros ou 75 mil reais) por cada animal abatido.

A nebulosa história veio a publico, pois o monarca durante sua permanência de caça na África sofreu um acidente no chalé onde estava hospedando e teve que ser levado emergencialmente a Espanha onde se submeteu a uma bem sucedida cirurgia de implante de prótese de quadril. Incialmente interessados no estado de saúde real, os jornalistas aos poucos foram desvendando os acontecimentos e acabaram constatando que o acidente havia acontecido enquanto o rei estava caçando elefantes na África.

De repente, de vítima o amado rei passou a vilão, principalmente quando os jornais espanhóis, para ilustrar o ocorrido, publicaram uma comprometedora foto datada de 2006, que mostramos acima, onde ele posa, portando uma arma de grosso calibre, junto a um guia de caça, diante de um elefante morto, presumivelmente por ele, na mesma Botswana.

A outra questão imediatamente posta em evidencia, foi o contraste da vida real, envolvido em aventuras exóticas e dispendiosas, com a situação da Espanha, imersa em profunda crise econômica e de credibilidade, obrigando o governo a exigir dos cidadãos sujeitos a taxas insuportáveis de desempregos sacrifícios cada vez maiores.

Foto: Divulgação

CAÇADOR AMIGO DA REALEZA O sírio, Eyad Mohamed Kayali, que financiou a empreitada do amigo, o rei Juan Carlos, posando diante de um búfalo abatido

Questionou-se se a viagem catastrófica de caçador no continente africano teria sido por conta do contribuinte. Depois de muitas especulações tem se afirmado como certo que a ventura foi patrocinada pelo empresário milionário, Eyad Mohamed Kayali, nascido na Síria saudita, residente há 30 anos na Espanha e que serve de ponte, entre Juan Carlos e o príncipe Salman bin Abdulaziz al Saud, ministro da Defesa da Arábia Saudita e terceiro na linha de sucessão à Coroa, de quem é amigo íntimo e cuida dos negócios herdeiro saudita na Espanha.

A amizade que Juan Carlos tem com o príncipe Salman tem sido fundamental para a obtenção de contratos, como exemplo, um que beneficiou um consórcio de empresas espanholas, para a construção de um trem bala, que ligará as cidades sagradas de Meca e Medina (Arábia Saudita) por 7 bilhões de euros (17,5 bilhões de reais) tido como o maior contrato internacional de todos os tempos, uma benção para a Espanha nesses tempos de vacas magras.

O sírio Kayali e o Rei comungam de uma longa amizade, onde é compartilhada, como se viu a grande paixão pela caça silvestre. Kayali como administrador dos interesses do principel Salman na Espanha, toca atualmente a construção de condomínios luxuosos em diversos pontos da Espanha. Um dos investimentos mais conhecido é o Hotel Juan Carlos I, em Barcelona, inaugurado durante a Olimpíada de 1992, obviamento em homenagem a Dom Juan Carlos, o monarca espahol.

Kayali que chegou a Madrid como funcionário da Embaixada da Arábia Saudita em Madrid, tem residências no resort de La Moraleja, Madrid e Marbella, onde o príncipe Salman também é dono de uma mansão.

Foto: Aliance/DPA

LEGAL E IMORAL - Caçadores covardemente alvejam os elefantes, em Botswana.

A caça de elefantes em Botswana é uma prática legal, não apenas permitida como incentivada pelo governo local. Os interessados devem ir às áreas onde a caça é permitida acompanhados de um funcionário do governo. Morto o magnífico animal, o maior mamífero existente sobre a superfície da Terra – absurdo dos absurdos, pois a gestação de cada elefante chega perto de dois anos –, o funcionário do governo fotografa o corpo, para os arquivos oficiais, e registra a posição por meio de GPS.

Foto: Divulgação

DESCULPA PARA MATAR - O governo de Botswana alega excesso de população de elefantas, para permitir a caça aos paquidermes, que no resto da África, estão num processo de extinção por anos de matança.

Oficialmente, o governo de Botswana – país do sul da África com meio milhão de quilômetros quadrados e uma fauna espetacular – alega que há “excesso” de elefantes no país. Estariam sobrando 60 mil animais. Como o elefante, que é o verdadeiro rei dos animais, não tem predadores – ninguém, nem bandos de leões, pode com ele, a menos que esteja ferido ou doente –, esse suposto excesso estaria dizimando as folhas de árvores e as gramíneas que servem de alimentação de outros herbívoros. Com essa desculpa o governo de Botswana “vende” a caça do elefante legalmente, para horror dos ambientalistas de todo o mundo.

Foto: Divulgação

ACAMPAMENTO DOS CAÇADORES - Na savana africana, hotéis cinco estrela, abrigam os caçadores milionários de todo mundo

Os caçadores se hospedam em um dos muitos “acampamentos” — instalações que vão desde acampamentos propriamente dito, simples e austeros, até verdadeiros hotéis cinco estrelas, em plena savana africana, num dos quais estava meio clandestinamente hospedado o rei espanhol, agora questionado.

Juan Carlos, é um monarca diferente e com participação decisiva na história recente da Espanha, na implantação e manutenção da democracia no país. Curiosamente nascido em Roma, na Itália, durante o exílio da família Real, durante a ditadura do Generalissimo Francisco Franco, viveu a partir dos 10 anos na Espanha e foi aluno interno num colégio dos Marianos da cidade suíça de Friburgo.

Discreto e firme, seu nome nunca esteve ligado a situações reprovaveis. Lembrar que foi ele que mandou Hugo Chávez fechar a matraca, com a famosa frase: ¿Por qué no te callas? durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada na cidade de Santiago do Chile, no final de 2007.

Dele se dizia até então que foi um homem que teve papel crucial para a implantação da democracia da Espanha, um chefe de Estado que impediu um golpe militar em 1981, num momento crucial para a consolidação do regime constitucional após a longa ditadura do general Francisco Franco (1939-1975), um Rei que resolveu complexos problemas diplomáticos para o país e ajudou a consolidar relações econômicas importantíssimas.

Foto: FaceBook

CAÇADOR IMPIEDOSO - Nesta outra imagem, o rei aparece diante de dois bufalos abatidos

Agora alvo de criticas de vários setores da sociedade, espanhola e mundial, estarrecida, em tempos de preservação da natureza, em sabê-lo caçador impiedoso de animais silvestre, como o elefante e búfalos, questionam seu cargo de presidente de honra de uma das mais importantes organizações pró-natureza do mundo, o World Wildlife Fund.

A atriz francesa, Brigitte Bardot, ferrenha defensora dos animais, escreveu uma carta aberta ao rei:

“É um ato indecente, repugnante e fico indignada por ser com uma pessoa de sua posição”, afirmou. “O senhor não vale mais do que os caçadores ilegais que pilham e saqueiam a natureza, é a vergonha da Espanha”, acrescentou. “Não desejo ao senhor um pronto restabelecimento, porque isso o levaria a prosseguir com as suas estadas mortíferas em África ou em outro local”.

Foto: Getty Images

INSUFICIENTE - Rei Juan Carlos saindo do hospital, pedido de desculpas e reconhecendo que errou. Bastará ?



Hoje ao sair do hospital em Madrid, apos seis dias de internação, restabelecido do acidente, apoiado em muletas, o rei Juan Carlos, não fugiu da imprensa e apressou-se em desculpar-se:

"Sinto muito. Eu errei. Não vai acontecer novamente." – declarou afirmando que já no fim dessa semana retorna a sua rotina de trabalho, não se espera que os seus problemas tenham acabado: a opinião pública, por vezes, tem memória de elefante.

Fotos: Getty Images



VITIMAS REAIS - Ativistas exibem cartazes e protestam diante do Hospital San Jose, em Madrid, enquanto o rei esteve hospitalizado.


29 de jan. de 2011

GOVERNO DILMA - Belo Monte de irregularidades

GOVERNO DILMA
Belo Monte de irregularidades
O IBAMA concedeu uma licença criminosa para que tenha início os procedimentos de implantação dos canteiros de obras e acampamento, para construção da polêmica Hidroelétrica de Belo Monte no Pará. Estão querendo tornar o projeto irreversível, para justificar a autorização de sua construção e possível funcionamento. Passam por cima da lei, da lógica, do bom senso. Como explicar a autorização provisória para desmatar uma área de preservação permanente? O ministério Público Federal entrou com uma ação contra a licença, pedindo liminarmente a sua suspensão. Belo Monte é uma das mais fulgurantes heranças malditas do governo Lula.

Foto: Pedro Martinelli/ISA

A beleza ainda intocada do rio Xingu, pela lente de Pedro Martinelli

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Blog de Miriam Leitão, BAND, Agência Brasil

Querem construir a Usina de Belo Monte de qualquer maneira, ao arrepio da lei, que se dane o meio ambiente, a Amazônia, a fauna a flora e os povos da floresta. A obra é um exemplo acabado de contra-senso: Será o pior aproveitamento custo benefício hidroelétrico no Brasil. Na melhor das hipóteses gerará anualmente menos de um quarto do que produz a hidroelétrica de Itaipu, construída nos anos 80, embora seus custos de construção sejam quase equivalentes. Não é por acaso que o Greenpeace a apelidou de “Belo Monte de Merda”.

Estranho que no governo Dilma Rousseff, a mulher que “liderou” a comitiva brasileira na “Conferencia do Clima em Copenhagen”, esteja executando esse crime vil, contra o frágil meio ambiente amazônico.

O noticiário diz que um presidente “substituto” do Ibama, Américo Ribeiro Tunes, assinou uma autorização de supressão de vegetação, que permite o desmate de uma área de 238 hectares no local de construção da usina. O documento autoriza a Norte Energia, responsável pela obra, a “proceder à supressão de vegetação relativa à implantação de infraestrutura de apoio no sítio Belo Monte (acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira)”.

Na prática, a autorização equivale a uma licença parcial de instalação, que não está prevista no processo regular de licenciamento ambiental. O consorcio vitorioso no leilão para construção da Usina, a Norte Energia, liderado pela estatal Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), ainda não obteve junto ao IBAMA a licença final permitindo a construção da Hidroelétrica. Analisa-se o tamanho do impacto ambiental durante a construção da obra e a viabilidade de funcionamento da usina.

Ou seja, estão autorizando desmatar uma área de preservação permanente, havendo ainda incerteza sobre a licença definitiva. Caso essa autorização não seja concedida, como iriam repor árvores centenárias derrubadas, habitats destruídos e fauna extinta?

A obra que custará algo em torno de R$ 40 bilhões, recebeu um adiantamento de R$ 1,1 bilhão, para começar a desmatar pendurada nessa improvisada autorização.

Um grupo de 60 organizações não governamentais socioambientalistas divulgou uma nota de repúdio à concessão da licença de instalação parcial para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Para as entidades, a licença parcial é “o primeiro grande crime de responsabilidade do governo federal neste ano que nem bem começou”. Na nota, a hidrelétrica é citada como um “enorme predador” que será instalado às margens do Rio Xingu.

O grupo critica a ausência de garantias do projeto para evitar o desequilíbrio social e ambiental na região.

“Denunciamos essa obra como um projeto de aceleração da miséria, do desmatamento, de doenças e da violação desmedida das leis que deveriam nos proteger”, diz o texto.

Por trás dessa pressão e açodamento para transformar em irreversível a decisão de levar a frente a realização do projeto “a toque de caixa” estão empreiteiras como a Odebrecht, a Camargo Corrêa e a OAS. Parte do escândalo já visível mostra que essas empresas que construirão a hidroelétrica, toda financiada pelo BNDES, utilizando empréstimos para estatais e fundos de pensões, serão ao fim, também sócias finais do empreendimento.

Vão ganhar em grosso e no varejo. Lucros sempre superfaturados com a construção e prosseguimento de ganhando quando do funcionamento da Belo Monte, como sócias cotistas do empreendimento. Um negócio duplamente rentável e milionário, que lhes cai no colo, sem que para isso tenham desembolsado pelo menos um centavo.

O DNA da corrupção, que está no gene dessa complexa operação, poderá identificar, como um dos pais da criança, o suspeitíssimo Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), a quem o projeto está subordinado, que se orgulha de ser um dos mais importantes “paus mandados” da cota mafiosa do presidente do Senado, José Sarney. Quem será a mãe?


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