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1 de jul. de 2013

Com medo de vaias, autoridades entregaram a Taça das Confederações, sem aparecer no telão

BRASIL – Copa das Confederações
Com medo de vaias, autoridades entregaram a
Taça das Confederações, sem aparecer no telão
Na ausência de Dilma que não foi a final, temendo outra vaia como ocorreu no jogo de abertura, as poucas autoridades presentes faziam o jogo do empurra-empurra para a entrega da taça, que acabou sendo entregue, pelo Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo e o Presidente da Fifa, Joseph Blatter, propositadamente, longe dos olhares dos torcedores que lotavam o Maracanã

Foto: Cesar Daniel Ramalho/Terra

O goleiro Júlio César comemora com a taça da Copa das Confederações

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

Vaiados, políticos e cartolas empurraram uns para os outros a tarefa de aparecer entregando o troféu de campeão ao Brasil.

Na sala VIP do Maracanã, a elegância dos vestidos, champanhe francesa e joias não conseguia esconder o mal-estar entre Fifa, governo e CBF, enquanto bombas explodiam fora do estádio.

A síntese da crise foi o debate que por horas se travou sobre quem entregaria a taça ao campeão. Sem Dilma Rousseff no estádio, ninguém queria ser vaiado.

O único que insistia em aparecer era José Maria Marin, presidente da CBF, que queria usar o momento para se fortalecer no cargo, depois de meses de pressão por sua renúncia. Ele chegou a ter de tomar um calmante diante da "emoção".

Mas foi a ausência de Dilma que causou a maior saia-justa, temendo outra vaia como ocorreu no jogo de abertura. Ela apenas emitiu uma nota e telefonou ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, único representante da cúpula do governo federal. "Ela estava feliz", disse o ministro ao Estado. Quem não estava satisfeita era a Fifa.

Depois de muito debate, seria das mãos de Rebelo, ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que o capitão Thiago Silva recebeu o troféu. Mas, no momento da premiação e por determinação da Fifa, as câmeras evitaram a imagem dos políticos e cartolas. Assim ninguém viu, o capitão brasileiro receber a taça.

Horas antes, em Salvador, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, e o governador da Bahia, Jacques Wagner, foram vaiados no jogo entre Uruguai e Itália. No Maracanã, Blatter e Marin também foram vaiados em uma rápida aparição no telão. Já o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes evitaram a taça e as câmeras.

A ausência de Dilma esvaziou em parte o esforço de Marin de usar o jogo como palanque. Ele esperava "capitalizar" com a presença da presidente, que não tem o menor interesse em se aproximar do cartola.

Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Marin cumprimenta demoradamente cada jogador.

Mas isso não o impediu de tentar estar em cada foto com os jogadores. Na premiação, abraçava longamente cada um deles, inclusive os espanhóis. Alguns deles não disfarçavam a saia-justa. "Foi um grande resultado. Mas a meta é 2014", declarou Marin exaltado.

30 de jun. de 2013

CAMPEÃO VOLTOU! Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0

BRASIL – Copa das Confederações
O CAMPEÃO VOLTOU!
Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 A 0
Vitória, com dois gols de Fred e um de Neymar, dá à Seleção seu quarto título da Copa das Confederações. Espanha estava invicta há 29 jogos

Foto: Reuters

A seleção brasileira jogou muito e não deixou a Espanha jogar.
Uma partida para entrar para a história

Postado por Toinho de Passira
Texto de Alexandre Alliatti
Fonte: Globo Esporte

Não tem balança que defina o peso de uma camisa. Tradição não se mede com uma régua, não se calcula com uma máquina. Mas existem Campeões, com letra maiúscula, e campeões. Existem Seleções, com letra maiúscula, e seleções. E existem pentacampeões. Com vitória de 3 a 0 no Maracanã, o Brasil mostrou ao (ex?) melhor time do mundo que não é da noite para o dia que cinco estrelas vão parar em um peito. Fred, destruidor, marcou duas vezes. Neymar, eleito o melhor em campo, fez o outro. O Brasil é campeão da Copa das Confederações pela quarta vez. Campeão em uma noite em que a torcida resumiu tudo ao gritar:

- Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!

O campeão voltou jogando um absurdo. David Luiz talvez tenha feito a melhor partida da vida. Neymar foi infernal como poucos sabem ser. Hulk assinou seu atestado de permanência no time. E Fred foi Fred, foi matador, foi aquele sujeito que nasceu para vestir a 9.

Um dia cairia a casa da Espanha, esse timaço que tanto, e a tantos, encantou nos últimos anos. A Roja não perdia há 29 partidas - consideradas as oficiais. Pois aconteceu justamente contra um adversário no qual eles mesmos se espelham, contra a escola que, não por acaso, é chamada de “jogo bonito”. A Espanha, que certamente seguirá forte na Copa de 2014, foi engolida em campo. Não é exagero: foi um passeio, um baile, um chocolate. Uma vitória que a torcida novamente soube resumir:

- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé!

UM ATROPELAMENTO

Fred é um caso para se estudar. Ele faz gol de pé – aos montes. Faz gol no ar – às pencas. Mas, cá entre nós, gol deitado não é em toda lua cheia que sai. Que gol. Que gol. Eram só dois minutos do primeiro tempo. Do concreto cheirando a novo do Maracanã, parecia pulsar um organismo vivo, como se o estádio fosse, por si só, um torcedor – o maior dos torcedores.

Foto: Reuters

Fred ganha beijo de Neymar após marcar: Brasil pula na frente logo no início

Hulk recebeu da direita e mandou na área, enquanto urros de otimismo saíam das cadeiras. Fred foi na jogada. Neymar também. O camisa 9 desabou no chão. E a bola, companheira como o mais fiel dos cães, resolveu se aninhar nele. Reparemos que o jogador tinha um milésimo de segundo para pensar, feito o sujeito que precisa decidir se corta o fio azul ou o vermelho na hora de desativar uma bomba prestes a explodir. Fred foi ágil. Foi decidido. Deitado, no pequeno espaço de campo onde estava, encaixou o pé sob a bola e a ergueu. Casillas foi vencido. Gol do Brasil. Gol de Fred.

Ah, aí o Maracanã entrou numa euforia que parecia guardada nos três anos em que o estádio ficou fechado. Por uns 15 minutos, a Espanha pareceu atordoada. Paulinho, por cobertura, quase fez um gol histórico, mas Casillas salvou. Arbeloa, logo depois, levou amarelo ao evitar arrancada de Neymar que fatalmente renderia gol. Era impressionante a superioridade do Brasil.

Foto: AP

Neymar agradece aos céus: ele foi eleito o melhor jogador da competição, Bola de Ouro

Do outro lado, porém, estava a Espanha. Aos poucos, a Fúria começou a reagir. Voltou a ter mais posse de bola – uma tatuagem de seu futebol. Deu sinais de que poderia empatar. Iniesta bateu de fora da área, e Julio César espalmou. Pedro, livre pela direita, bateu cruzado após passe de Mata, e David Luiz (enorme em campo) cortou quase em cima da linha.

A Espanha se acalmou, entrou no jogo, enfrentou o Brasil. Mas a Seleção jamais deixou de buscar o segundo gol. Fred bateu cruzado, para fora. Também tentou de cabeça, novamente fora do alvo. E recebeu livre, frente a frente com Casillas, mas chutou em cima do goleiro.

Enquanto isso, Neymar era arisco, envolvente, agudo. Participava dos ataques. Parecia bufar em busca de um gol. E conseguiu. Foi aos 44 minutos. Pegou a bola pela esquerda, acionou Oscar e recebeu de volta. Bom lembrar que os dois foram muito inteligentes. Primeiro o camisa 11, que, ao perceber Neymar impedido no lance, prendeu a bola. Depois, o camisa 10, ao recuar para sair da posição irregular. Foi quando Oscar rolou na medida, e Neymar nem pensou: já emendou um chute seco, forte, no ângulo. Casillas vai passar o resto da vida procurando a bola. Que pancada: 2 a 0.

Foto: Juan Barreto/AFP

Espanhol Piqué, marido de Shakira, é expulso da partida após cometer falta em Neymar, para evitar que o atacante brasileiro ficasse cara a cara com goleiro.

Foto: Ivo Gonzales/Agência O Globo

FESTA COMPLETA: MAIS UM DE FRED

E não é que tinha como ficar melhor? Veio o segundo tempo, e o Brasil logo fez mais um. Com Fred, sempre com Fred. Aos dois minutos, Hulk acionou Neymar, que teve inteligência para dar, vender e emprestar ao deixar a bola passar para o centroavante. A conclusão foi precisa, no cantinho. Casillas ainda tocou nela. Em vão: era o terceiro gol.

Acabou. A Espanha, por melhor que seja, por mais talento que tenha, não poderia virar. Mas bem que tentou. Aos oito minutos, Marcelo fez pênalti em Navas. Poderia ser a sobrevida do adversário, não fosse esse domingo um dia dedicado ao Brasil. Sergio Ramos bateu. Para fora. A torcida vibrou como se fosse gol.

O Brasil seguiu atacando. A Espanha também. Em uma arrancada verde-amarela, Piqué derrubou Neymar, seu futuro colega de Barcelona, e foi expulso. Estava aberto o caminho para mais gols.

Mas eles não saíram. O Brasil teve outras chances, inclusive em contra-ataques com quatro jogadores contra dois. Falhou em um detalhe ou outro – um conforto permitido àqueles que têm a vitória nas mãos. A Espanha, com Villa em campo, teve honradez para sempre buscar seu gol, como se estivesse 0 a 0.

Inútil. Era a noite da queda dos grandes campeões mundiais, dos grandes bicampeões europeus. Acima de tudo, era a noite do retorno do maior campeão.

Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com

Jogadores festejam em campo após o apito final

Foto: Globo Esporte/Extra

A premiação

Foto: Michael Regan/Getty Images

Posando para posteridade

Fifa considera desrespeitosa ausência de Dilma à final

BRASIL – Copa das Confederações
Fifa considera desrespeitosa ausência de Dilma à final
Tradicionalmente, presidente do país sede do torneio está na decisão e entrega a taça ao campeão, aplaudido pelo público presente.

Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP/GettyImages

Manifestantes não poupam a FIFa

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

A Fifa assimilou como um gesto de desrespeito a decisão da presidente Dilma Rousseffde não ir à final deste domingo no Maracanã entre Brasil e Espanha.

Tradicionalmente, presidente do país sede do torneio está na decisão e entrega a taça ao campeão. Neste sábado, parte da cúpula da Fifa que conversou com a reportagem não escondia surpresa diante da decisão da chefe-de-estado de não viajar ao Rio de Janeiro.

Dilma foi vaiada no jogo de abertura, em Brasília, e decidiu que, diante dos protestos nas ruas e de sua queda de popularidade, não seria o momento de aparecer num estádio, mesmo que seja no evento-teste para a Copa do Mundo e uma espécie de cartão de visita do País.

Apesar das declarações de membros do Comitê Executivo da Fifa, a assessoria de imprensa insistiu em adotar posição diplomática e garante que seus cartolas não representam a posição oficial da entidade.

"A Fifa respeita totalmente a decisão da presidente Dilma Rousseff em relação à participação na final no Maracanã, seja ela qual for", disse a assessoria.

Entretanto, nos bastidores, parte dos funcionários da Fifa tentavam entender a decisão de Dilma de não estar no estádio. "Isso é bom ou ruim para ela?", questionou um deles. Para outros mais próximos da presidência, a atitude é um "gesto de desrespeito".

A relação entre governo e Fifa já não era das melhores. Mas um dos legados do torneio será um esfriamento ainda maior dos contatos. O governo ficou irritado com os comentários da Fifa sobre as manifestações e com as cobranças por mais segurança.

Se Dilma não estará no estádio, o Maracanã não sentirá falta de políticos. Além de governadores e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, deputados, vereadores e senadores estão sendo aguardados na tribuna de honra.

Nas arquibancadas, a torcida já indicou nos meios sociais que irá usar a final para protestar. Nas ruas que dão acesso ao Maracanã, milhares de pessoas prometem protestar. O estádio estará blindado por mais de 6 mil policiais.

Foto: Sport Center

Antes das vaias, eles até estavam se divertindo

Para fontes na Fifa, a situação chega a ser irônica. Afinal, o governo brasileiro quer usar justamente os megaeventos esportivos para se promover no exterior e as autoridades não têm economizado recursos para o marketing baseado no torneio.

Até mesmo a Agência de Promoção das Exportações, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, se transformou em associada da Fifa, pagando uma cota de patrocínio de R$ 20 milhões. Já o BNDES e diversos outros órgãos foram fundamentais em bancar estádios e infraestrutura para o evento.

Para outro experiente cartola, o que surpreende é o contraste em relação à participação de outros chefes-de-estado em torneios similares. Em 2009, o capitão da seleção brasileira na época, Lúcio, recebeu o troféu de campeão das mãos de Jacob Zuma, presidente sul-africano. Zuma ainda participou de todos os jogos em Johannesburgo, num esforço de mostrar o compromisso do governo com o torneio. Em 2005, na Alemanha, a cúpula do governo de Berlim também se fez presente.

Fontes próximas ao presidente Joseph Blatter insistem que o cartola suíça "entendeu" a decisão política de Dilma. Mas considerou que sua atitude mostra que o governo não está sempre disposto a bancar o evento e que cálculos políticos pesam mais que o torneio em si.

"O que parece é que, quando as coisas vão bem, o Brasil quer usar a Copa para se promover. Mas quando não funciona ou há uma crise, todos querem se dissociar do futebol", comentou um membro do Comitê Executivo da entidade, que pediu anonimato.

29 de jun. de 2013

Temendo nova vaia no curriculo, Dilma não vai ao Maracanã

BRASIL – Povo nas ruas
Temendo nova vaia no curriculo,
Dilma não vai ao Maracanã
A presidenta está com medo de circular no meio do povo brasileiro. A certeza era absoluta que não seria bem recebida no Maracanã. Aliás, sua ausência frustra o torcedor, que antes do jogo gostaria de exercer os eu direito de vaiar sua Excelência. A assessoria diz que ela está ocupada e por isso vai ficar em Brasília escondida no fundo do poço. Temos certeza que mesmo com a sua ausência o povo vai dar um jeito de vaiá-la simbolicamente, ela merece. Úúúúúúúúúúúúúúúúúúúúú!

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Ao lado do presidente da FIFA, Joseph Blatter, a presidenta Dilma Rousseff, tenta fazer cara de paisagem, ao ouvir as vaias na abertura da Copa das Confederações no Estádio Mané Garrincha, em Brasília

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Estadão, Super Esporte, Folha de S. Paulo, Blog do Reinaldo Azevedo, Terra

A presidente Dilma Rousseff, como esperado, decidiu não comparecer, neste domingo, ao jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações. A ideia inicial de Dilma era estar presente no Maracanã no encerramento do campeonato, mas, depois das sonoras vaias, em Brasília, na abertura da competição, no estádio Nacional (Mané Garrincha), e das manifestações populares, mudou de ideia e resolveu esconder-se do povo.

Foi avaliado que o público dominante no Maracanã seria hostil à sua presença, e as chances de se repetir as vaias da abertura da Copa das Confederações, eram de 100%.

É uma pena, pois o Rio de Janeiro, estado onde os torcedores são ainda mais irreverentes, poderiam desfrutar da glória de ter vaiado dois presidentes petistas, no exercício do mandato, já que em 2007, o seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi vaiado no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

Não há uma justificativa oficial para a mudança de planos da presidente. Vão ficar inventado desculpas que ela vai ficar trabalhando no texto das perguntas para o plebiscito, na elaboração das regras para contratação dos médicos estrangeiros e se preparando para uma reunião ministerial.

No dia seguinte às vaias, em Brasília, na capital federal, os auxiliares diretos da presidente Dilma asseguraram que ela não se intimidaria e estaria presente na final. Mas os planos mudaram com a ampliação dos protestos, principalmente em volta dos estádios, e levaram a presidente a desistir de ir ao Rio de Janeiro para não ganhar uma nova vaia no currículo.

A previsão de estar no Maracanã neste domingo, para a final da Copa das Confederações, chegou a entrar na previsão de agenda da presidente Dilma, mas sumiu do sistema de informações.

O escalão precursor, que viaja antecipadamente para verificar as condições da cidade a ser visitada pela presidente, nem chegou a ser acionado. Na noite de sexta-feira, a informação oficial era que Dilma não iria ao Rio de Janeiro.

Desde o início a presidente Dilma tinha intenção de comparecer à final da Copa das Confederações. Tanto que, em fevereiro, quando esteve na Nigéria, chegou a desejar boa sorte ao time nigeriano na Copa das Confederações e afirmou: "Asseguro que sua seleção será muito bem recebida no Brasil, em junho, para a Copa das Confederações. Tenho certeza que o presidente Goodluck Jonathan e eu assistiremos juntos à final Brasil e Nigéria no Maracanã".

Reinaldo Azevedo comenta no seu Blog: "Seus assessores avaliaram que seria catastrófico levar uma vaia estrepitosa aos olhos do Brasil inteiro e da imprensa internacional".

"É uma ironia e tanto, não? Os eventos esportivos foram pensados como o símbolo do “Brasil Grande da Era Lulista”. A final de amanhã deveria ser o primeiro momento de consagração. E, no entanto, Dilma terá de se esconder", concluiu.

Em resumo: Dilma está no fundo do poço, suando frio, e assustada, como uma ratazana de porão, com medo do povo brasileiro. Não podia ser melhor o final da Copa das Confederações. Só falta agora o Brasil golear a Espanha.

26 de jun. de 2013

BRASIL
A trinca de conselheiros comprova que Dilma não entendeu a mensagem das multidões
Se estivesse disposta a combater a corrupção, Dilma já teria remetido Pimentel para a delegacia mais próxima. Se quisesse mesmo reduzir a gastança federal, já teria mandado para casa Mercadante e João Santana. Caso desejasse fazer as duas coisas com um único despejo, Gilberto Carvalho estaria procurando trabalho há muito tempo.

Foto: Andre Dusek/AE

BOLSA DE VALORES DO PLANALTO - Mercadante, Pimentel e João Santana em alta, Gilberto Carvalhe em baixa. Dilma em forte queda.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Augusto Nunes
Fonte: Blog do Augusto Nunes

O jornalista Lauro Jardim informou que Gilberto Carvalho anda amuado por não ser consultado pela presidente Dilma Rousseff. Essa é a notícia boa: pouco importa o que tem a dizer quem só diz besteira. A notícia ruim é que, segundo o ex-seminarista que virou porteiro de bordel (além de secretário-geral da Presidência), a chefe agora ouve apenas ─ além das ordens de Lula ─ a trinca formada por Aloizio Mercadante, Fernando Pimentel e João Santana.

Ministro da Propaganda,João Santana costuma alternar lances espertos com ideias de jerico. Na campanha de 2010, por exemplo, o marqueteiro baiano acertou ao condecorar Dilma Rousseff com a medalha de Mãe do PAC. A malandragem ajudou a fantasiar de supergerente a dona da lojinha que faliu em Porto Alegreio. Em contrapartida, foi Santana quem convenceu a presidente a dar as caras na abertura da Copa das Confederações. Teria uma recepção de rainha, apostou. Foi mais vaiada que um zagueiro que enterrou o time.

Seja qual for o cargo que ocupe, Aloizio Mercadante jamais perde uma chance de justificar o título de Herói da Rendição, obtido graças a notáveis demonstrações de falta de bravura em combate. Especialista em retiradas e capitulações, inventou a revogação do irrevogável quando liderava a bancada do PT no Senado. Agora no triplo papel de ministro da Educação, da Economia e de Crises Políticas, foi o primeiro a aconselhar Dilma Rousseff a entrar na batalha da Constituinte. E foi o primeiro a recomendar que se rendesse.

Disfarçado de ministro de Indústria, Comércio e Desenvolvimento, Fernando Pimentel é o Primeiro-Acompanhante e Melhor Amigo da presidente, com quem convive desde quando tentavam trocar a tiros a ditadura militar pela ditadura do proletariado. A força do afeto manteve Pimentel no emprego mesmo depois da descoberta de que ganhou muito dinheiro usando as fantasias de “conferencista” e “consultor financeiro” . O palestrante enriqueceu sem abrir a boca. O consultor precisou de meia dúzia de conselhos para levar à falência uma fábrica de tubaína.

Se estivesse disposta a combater a corrupção, Dilma já teria remetido Pimentel para a delegacia mais próxima. Se quisesse mesmo reduzir a gastança federal, já teria mandado para casa Mercadante e João Santana. Caso desejasse fazer as duas coisas com um único despejo, Gilberto Carvalho estaria procurando trabalho há muito tempo. A demissão do secretário-geral reduziria a taxa de mediocridade do Planalto e talvez impedisse o engavetamento das investigações sobre o escândalo protagonizado pela segunda-dama Rosemary Noronha.

Dilma não fará nada disso, claro. Vai continuar ouvindo o coro dos áulicos, contando mentiras, desfiando promessas grisalhas e irritando milhões de brasileiros fartos de tapeação. Até que as multidões percam a paciência de vez e acordem a presidente surda à mensagem das ruas com uma passeata debaixo da cama.
*Acrescentamos subtítulo e legenda a publicação original

19 de jun. de 2013

Arena Pernambuco, mistério insondável no meio do nada

BRASIL - Copa das Confederações
Arena Pernambuco, mistério insondável no meio do nada
Problemas na estreia oficial do novo estádio de 532 milhões de reais em São Lourenço da Mata escancaram equívocos de um projeto que já nasceu errado

Foto: Celso de Campos Jr/Veja

Arena Pernambuco, a 'Área 51' do Recife: longe da órbita normal do morador da cidade

Postado por Toinho de Passira
Texto de Celso de Campos Jr., do Recife, para a Veja
Fonte: Veja

Em São Lourenço da Mata, o número 1 da rua Deus é Fiel não é uma igreja, um templo ou qualquer outro local sagrado. Neste endereço emblemático está erguida a Arena Pernambuco, que sediou no domingo seu primeiro jogo oficial, a partida de estreia das seleções de Espanha e Uruguai pela Copa das Confederações. Mesmo assim, quem decidiu se deslocar até o estádio já pagou, religiosamente, todos os seus pecados. No trajeto de ida, viagens de quase duas horas, pontuadas por trânsito, aperto e muitas filas; dentro da arena, desinformação, desabastecimento e mais filas; na volta, o caos total, com 40.000 pessoas retornando ao Recife ao mesmo tempo em uma combinação de estrutura deficiente com operação ineficaz. De todo esse furdunço, há um aspecto mais preocupante: se a operação da arena pode ser afinada com o passar do tempo, resolver os problemas de acesso a uma praça de esportes construída no meio do nada parece um sonho tão distante quanto o estádio.

A imagem de milhares de torcedores deixando as dependências da nova arena na metade do segundo tempo de um clássico do futebol internacional para tentar – em vão, como se viu depois – evitar as aglomerações foi tão impressionante quanto sintomática. Nesta segunda, o secretário extraordinário da Copa no Recife, Ricardo Leitão, empurrou para a Fifa, que determinou o fechamento do estacionamento do estádio, e para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, responsável pela operação do metrô, as dificuldades de mobilidade enfrentadas pelos torcedores. E confirmou que, para evitar atropelos semelhantes na partida desta quarta-feira, entre Itália e Japão, o governo de Pernambuco estuda decretar feriado no estado – uma assinatura definitiva no atestado de incompetência dos organizadores, incapazes de promover normalmente uma simples partida de futebol marcada há meses.

De qualquer forma, nada disso resolve ou esclarece o mais insondável dos mistérios: por que gastar 532 milhões de reais para construir um estádio de 46.000 lugares a remotos 20 quilômetros da capital pernambucana, para o qual há apenas uma via de acesso, com somente duas pistas de tráfego? Na teoria, o estádio é parte de um complexo maior, denominado Cidade da Copa, que contaria com uma universidade federal e shopping center, entre outras atrações para alavancar o desenvolvimento da região. Mas, em Pernambuco, é grande a desconfiança sobre a efetiva concretização desse projeto.

Por enquanto, a nova arena, com sua fachada arrojada e luminosa, segue aparecendo no horizonte de quem faz a viagem a São Lourenço da Mata como uma enorme construção futurista escondida no vazio – uma espécie de versão brasileira da famosa Área 51, a base secreta militar americana no deserto de Nevada que, especula-se, trata dos casos de extraterrestres e objetos voadores não identificados. A diferença é que, por aqui, é o bom senso que parece ter saído de órbita.

17 de jun. de 2013

Arena Pernambuco: vexame anunciado

BRASIL – Pernambuco – Copa das Confederações
Arena Pernambuco: vexame anunciado
A Arena Pernambuco está a 22 quilômetros do Recife, a questão é como levar 42 mil pessoas para um mesmo ponto da cidade e depois trazê-las de volta num tempo razoável. O transporte público afunilou, não se tem acesso com veículos particulares por falta de estacionamento. As estradas no entorno ainda estão em construção e mal sinalisadas. Graças a Deus, não houve acidentes, nem danos, só decepção.

Foto: Lorena Aquino/G1

Torcedores enfrentaram tumulto na Estação Cosme e Damião

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Fox Sports, G1

Os torcedores que foram assistir ao primeiro jogo da Copa das Confederações na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, Grande Recife, não pouparam críticas sobre o acesso ao estádio, que fica a 19 quilômetros da capital pernambucana.

A partida entre Espanha e Uruguai terminou às 20h56 do domingo (16), e às 23h, mais de duas horas após o apito final, ainda tinha gente tentando sair do local. Muitos, que já tinham enfrentado problemas no trajeto de ida, resolveram deixar o campo antes do início do segundo tempo, temendo mais tumulto na volta. Outros só saíram do estádio quase uma hora após o fim da partida e, mesmo assim, tiveram dificuldade para voltar para casa. O público do jogo foi de 41.705 torcedores.

Foto: Lorena Aquino/G1

Engarrafamento na BR-232, no Recife, a caminho da Arena Pernambuco

Os problemas não foram surpresas. A dois dias do jogo, o site da BBC Brasil, estampava uma manchete preocupante: Copa das Confederações expõe 'falta de planejamento' em RecifeNa reportagem a correspondente, Camilla Costa previa o vexame, dizendo que a “estreia oficial de Recife na Copa das Confederações, que sedia neste domingo o terceiro jogo do torneio, entre Espanha e Uruguai, expõe alguns dos principais problemas e lacunas no planejamento urbano da cidade – uma das mais atrasadas nos preparativos para o Mundial de 2014”.

”O início da partida está previsto para ocorrer às 19h (horário de Brasília) na Arena Pernambuco, que, ao contrário de outras cidades-sedes da competição, está localizada em um município vizinho, São Lourenço da Mata, a cerca de 20 quilômetros do centro da capital pernambucana”.

Essa é a Praça Esportiva mais distante de um centro urbano do mundo.

Adiante ela comenta que a chegada das seleções da Espanha e do Uruguai, na quarta-feira, foi marcada por engarrafamentos, protestos e acidentes que causaram transtorno para os moradores e para as equipes, que tiveram dificuldades para treinar, por causa das chuvas e do trânsito.

Lugano: "Somos uruguaios e estamos acostumados com coisa muito pior do que isso. A nossa surpresa foi por não ter o mínimo. Queremos um campinho de treinamento perto do hotel, só isso"
Noutra matéria o site da Fox Sports comenta a insatisfação da equipe do Uruguai com a infraestrutura e organização da competição.

Na quinta-feira à noite, após chegar a Pernambuco, os uruguaios não conseguiram treinar por causa do estado em que as fortes chuvas deixaram os gramados dos centros de treinamento locais.

No dia seguinte, a seleção chegou ao CT (Centro de Treinamento) do Sport de Recife depois de uma hora no trânsito, prejudicado por obras de última hora no trajeto. Na BR-101, trabalhadores tapavam buracos e corrigiam falhas no asfalto e no acostamento.

O Centro de Treinamento do Sport fica a 18 quilômetros do local em que os jogadores estão hospedados, em Recife.

Na entrevista coletiva desta sexta-feira, o zagueiro e capitão do Uruguai, Diego Lugano, soltou o verbo e falou sobre a organização da Copa das Confederações:

"A distância entre hotel e campo é de quase uma hora e meia para ir, e leva o mesmo tempo para voltar. A gente não tinha previsto essas coisas. Cansa muito. São coisas para melhorar".

"Viemos aqui com muita alegria e vontade de somar. Mas o básico para o elenco de futebol é ter um campinho em boas condições e relativamente perto do hotel. Somos gente muito simples, não quero hotel cinco estrelas, melhor comida, nem ser tratado como V.I.P. no aeroporto. Só quero um campo perto do hotel, que é o básico. Que isso possa ser arrumado para as próximas vezes", disse o zagueiro, que deixou claro que estava fazendo criticas construtivas.

Foto: Alexandre Morais/G1

Bergson Souza e Millena Rocha ficaram decepcionados com o transporte e o serviço no estádio. Eles estão pensando em vender os ingressos já comprados para o segundo jogo no local, entre Itália e Japão, na próxima quarta-feira (19)

No site G1, há vários depoimento de torcedores frutados ou revoltados com a experiência de ter tentado assistir, neste domingo, o jogo Espanha X Uruguai, na Arena Pernambuco:

O Expresso Torcida foi um serviço idealizado pelas prefeituras do Recife e Jaboatão dos Guararapes, onde os torcedores deixavam os carros em shoppings dos municípios e pegavam um ônibus expresso até estações de metrô. A população reclamou principalmente das filas para conseguir pagar e tirar a pulseira que dava acesso à viagem.

O engenheiro Bergson Souza e a contadora Millena Rocha decidiram deixar o estádio logo após o começo do segundo tempo. “A Arena tá bonita, o espetáculo é lindo, mas há uma série de gargalos. Para ir ao estádio, levamos quatro horas da estação Cajueiro Seco até a Cosme e Damião. Essa última tem um grande problema que é a escada. Ela é muito estreita para passar tanta gente. É impossível. O povo não conseguia descer e, com isso, se aglomerava na plataforma do metrô. Não queremos passar por isso na volta para casa e saímos antes. Estou decepcionado”, lamentou.

"Saímos do estádio antes do gol do Uruguai, mas ao ver a fila do ônibus que levava até a estação Cosme e Damião, decidimos voltar e esperar. [A fila] estava parada, não andava", disse o torcedor Rodrigo Leite. Ele estava acompanhado da esposa Ana Cláudia e da amiga Mariana Serpa. "Sem falar que as divisórias da fila atrapalharam bastante a saída", acrescentou.

Foto: Lorena Aquino/G1

Torcedores deixam o estádio antes do fim do jogo para tentar fugir do tumulto na volta para casa

Antes de chegar no ponto dos ônibus circulares, era possível ver grades das divisórias derrubadas no chão, o que tumultuou a fila quilométrica. Exaustos, alguns torcedores sentaram em um barranco às margens da Arena para esperar a multidão diminuir.

Foto: Luna Markman/G1

Torcedor Zé Mário pagou R$ 228 pelo ingresso e diz dinheiro foi jogado no lixo

O empresário Gustavo Jácome, 35 anos, também desistiu de ver o jogo até o fim. “Trouxe meu filho Vítor, de 4 anos, mas estou voltando para casa mais cedo porque a viagem foi péssima na vinda. Não quero passar sufoco na volta”, argumentou.

Problemas também dentro do estádio: o produtor de eventos Zé Mário pagou R$ 228 pelo ingresso e acredita ter jogado o dinheiro no lixo. Ele saiu da Arena aos 42 minutos do primeiro tempo. "A fila do bar era grande, não consegui comprar nada e estou morrendo de fome. Depois, quero evitar a confusão na volta, com toda aquela gente no metrô. Na ida, saí do Shopping RioMar e passei duas horas para chegar aqui", contou.

Foto: Lorena Aquino/G1

Muita gente resolveu parar e esperar em vez de enfrentar multidão para voltar à estação Cosme e Damião

O médico Alexandre Borges estava irritado com os serviços prestados na Arena, de onde saiu no intervalo da partida. "Cheguei às 16h30, justamente para não enfrentar a multidão, mas os portões não estavam abertos como prometido. Peguei chuva no local da arquibancada aonde eu estava, a fila do bar estava grande, os banheiros sujos, então resolvi ir embora logo", reclamou.

Na sexta (14), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Pernambuco, já havia entrado com representação no Procon estadual contra a Fifa. O motivo foi a queixa de um grupo formado por 30 torcedores que adquiriram ingressos para os jogos e reclamaram da localização dos assentos especificado nos bilhetes. "Todas as queixas têm relação com a aquisição de ingressos. A Fifa dividiu as arquibancadas em quatro categorias e não especificou claramente em que área ficariam", afirmou o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves.

Foto: Luna Markman/G1

Terminal de ônibus Cosme e Damião ficou sem luz das 20h28 e 20h46

O terminal de ônibus da Estação Cosme e Damião, onde paravam os circulares trazendo os torcedores da Arena Pernambuco, ficou sem energia durante 18 minutos, entre 20h28 e 20h46. No local, os coletivos chegavam em intervalos de até 2 minutos, sempre lotados. Muitos torcedores desembarcaram às pressas.

“É o medo de perder o próximo trem e pegar outro muito lotado”, disse uma das passageiras.

A estreita escada da Estação Cosme e Damião, que leva até a plataforma de embarque, também atrapalhou a volta para casa.

Fizeram um estádio no meio do nada, e pouco fizeram, ou fizeram o insuficiente para que chegue a ele. Vai ser uma dor de cabeça a cada partida.


16 de jun. de 2013

Vaias só para o Poder, de Juca Kfouri

BRASIL – Copa das Confederações
Vaias só para o Poder
"Com 3 minutos, Marcelo virou o jogo para Fred matar no peito, à futvôlei, para Neymar pegar um tirambaço de direita e fazer um GOLAÇO, para ouvir seu nome entoado em coro no estádio"

Foto: Flavio Florido/UOL

Neymar, fez um golaço, foi bem marcado, driblou, só não fez chover porque já tinha saído quando começou

Postado por Toinho de Passira
Texto de Juca Kfouri
Fonte: Blog do Juca Kfouri

A “festa” de abertura foi chinfrim, mas isso não tem a menor importância porque quem quer ver futebol quer ver futebol.

Os telefones não funcionavam na tribuna de imprensa, o 3G caiu ainda antes de o jogo começar e o pau comia lá fora, com barulho de bombas sendo percebidos mesmo com música alta no Mané Garrincha.

Dois “fiscais” da Anatel, assim identificados em suas camisas, com uma geringonça nas mãos, sentados para ver o jogo, se surpreederam ao saber o que ocorria…

Os monitores de TV da tribuna de imprensa tinham sua marca, Semp Toshiba, ocultada por fitas pretas porque o patrocinador da Fifa é a Sony…

Imagine na Copa.

Foto: Ivan Pacheco/Veja

Mas nada se comparou à cara da presidenta Dilma Roussef quando foi estrepitosamente vaiada ao lado de Joseph Blatter, que pediu fair play para ser ainda mais vaiado. Como ela, ao declarar a Copa das Confederações oficialmente aberta.

É o preço que paga quem se cala diante das iniquidades do país e faz acordos espúrios para sobreviver, como seus antecessores.

Mas o Brasil, parece, está acordando.

José Maria Marin, escondido pelo cerimonial, acabou se dando bem…

É claro que dirão que foram os brancos, a elite que vaiou a presidenta. Pode ser. Mas o excluídos estavam fora do estádio tomando bomba na cabeça.

No gramado, o inverso.

Com 3 minutos, Marcelo virou o jogo para Fred matar no peito, à futvôlei, para Neymar pegar um tirambaço de direita e fazer um GOLAÇO, para ouvir seu nome entoado em coro no estádio.

Oscar errou um passe no meio de campo e armou o contra-ataque japonês, mas Honda mandou a bola no Palácio da Alvorada, onde, certamente, Dilma preferiria estar.

Honda fez Julio César bater roupa na secura do Distrito Federal e a Seleção mais ameaçava que cumpria, com sua saída de bola marcada pelos japoneses.

Até que ponto aguentariam aquele ritmo com o fuso horário ao contrário?

Hulk tabelou com Daniel Alves e por pouco o Brasil não ampliou, aos 21.

O Brasil trocava passes e Marcelo os errava.

Foto: Ivan Pacheco/Veja

Torcedora feliz

Aos 24, o juiz português entendeu o coro que o mandava tomar naquele lugar.

E a torcida cantava que é brasileira, com muito orgulho.

Ah, e muito amor.

Os dois únicos times classificados para a Copa 14 não homenageavam o futebol na abertura do evento teste.

Marcelo fez uma jogadaça e Fred bobeou.

Felipão via seu time jogando com a paciência do Barcelona e não devia estar gostando, porque acha o jogo do time catalão, “chato”.

Hulk bateu falta com violência e amassou a lataria do Honda.

Ali pelos 40, “Lucas”, “Lucas”, como se ele fosse…ah, deixa pra lá.

Mas Hulk logo calou a galera mandando uma bomba, das boas, rente à trave, para em seguida, uma combinação entre Neymar e Fred quase resultar no segundo gol antes de o primeiro tempo acabar sem vaias nem com aplausos entusiasmados, mas com alguns.

Foto: Associated Press

Que viraram euforia quando Paulinho, nos mesmos 3 minutos do gol inicial, deu bela virada para ampliar: 2 a 0.

E tome toque de bola.

Curiosamente, o goleiro Kawashima fizera menos defesas que Júlio César, aliás, soltando bolas fáceis.

A massa pedia Lucas como se fosse…, ah, deixa pra lá.

Mas Felipão esquentava Dantes, Hernanes e Jô.

Provavelmente para avançar David Luiz e poupar a costela de Fred.

Jo entrou e fez o dele
Só Neymar divertia a galera, com dribles insinuantes sob o olhar respeitoso de seu marcador, Uchida.

Júlio César fez boa defesa, mas a torcida, mais de 67 mil torcedores, aplaudiu mesmo foi o ataque japonês, numa demonstração do tal fair play pedido por Blatter.

Às vésperas de a torcida dormir, Felipão, que de bobo não tem nada, mudou de planos, evitou ser vaiado como foram os poderosos e tratou de botar Lucas para jogar, aos 28, no lugar de Neymar, que se machucara.

Sobraram aplausos para quem saiu e para quem entrou, extensivos ao treinador certamente, pelo menos na cabeça dele.

Depois saiu Hulk e entrou Hernanes e deu para sentir que o atacante começa a ganhar a galera.

Fred, que só faz gols quando é mesmo preciso, saiu para entrar Jô.

Caía uma leve chuva quando, nos acréscimos, em contra-ataque, Oscar deu para Jô completar a festa em campo: 3 a 0.

A estreia brasileira foi bem melhor que a abertura da Copa, Dilma que o diga, assim como dirão os ativistas que foram bombardeados, os torcedores que ficaram horas na fila dos ingressos e os jornalistas que tiveram más condições de telecomunicações. Mas estes últimos que se danem.

O governo e a Fifa amargaram uma enorme reversão de expectativas e Felipão, se continuar a mostrar trabalho assim, pode se candidatar à presidência…

Foto: Antonio Milena/Veja



NOTAS

Júlio César, soltou bolas e fez boas defesas: 7;
Daniel Alves, ficou mais preso, desceu pouco e aí combinou bem com Hulk: 7;
Thiago Silva e David Luiz no mesmo bom nível: 7;
Marcelo errou muito no começo, cresceu do meio para o fim: 7;
Luiz Gustavo, sério às pampas, deu um chutão que deve ter deixado Felipão encantado:7
Paulinho, quase como no Corinthians, foi muito bem: 7,5
Oscar, cumpridor, hoje sem maior brilho, a não ser no passe brilhante do terceiro gol: 7;
Hulk, sempre um perigo, para o bem ou para o mal. Eu gosto: 7;
Fred, discreto, mas deu o gol para Neymar: 7;
Neymar, fez um golaço, foi bem marcado, driblou, só não fez chover porque já tinha saído quando começou: 8;
fez o gol e leva 7, enquanto Lucas e Hernanes ficam sem nota;
Felipão fez o que tinha de fazer: 7,5
*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas a publicação original

Dilma ganha três vaias e o Brasil faz três gols

BRASIL – Copa das Confederações
Dilma ganha três vaias e o Brasil faz três gols
Como era de se esperar, a torcida brindou a presidenta Dilma Rousseff, na abertura da Copa das Confederações, com sonoras vaias e a Seleção Brasileira venceu um trôpego Japão, por 3 X 0. Até Neymar fez gol.

Foto: Getty Images

O digníssimo presidente da Fifa, senhor Joseph Blatter e a Excelentíssima Senhora Presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, emputecidos com a vaia da galera. Uuuuuuuuuuuuuuuu!

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja , Globo Esporte, Washington Post, Folha de S. Paulo

A primeira grande vaia da Copa das Confederações não foi motivada por um chute bisonho ou uma falta violenta. A torcida presente ao Estádio Nacional de Brasília neste sábado se uniu em coro para provocar a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Como um prenúncio do placar do jogo, quando o Brasil venceu o Japão por 3 a 0, na abertura da Copa das Confederações, no Mané Garrincha, estádio em que o governo do Distrito Federal gastou pouco mais de R$ 1,2 bilhão, público presente esmerou-se em vaiar três vezes seguidas a presidenta Dilma Rousseff.

Dilma e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que estava ao seu lado e que também foi vaiado, ficaram visivelmente constrangidos.

Blatter chegou, inclusive, a explicitar esse incômodo, quando, ao discursar, perguntou para a torcida: "Onde está o respeito, onde está o fair play?". Mereceu nova vaia.

O primeiro apupo da torcida a Dilma veio quando o nome da presidente foi anunciado pelo sistema de som do estádio, antes da execução dos hinos nacionais de Brasil e Japão.

Depois, quando foi mencionada por Blatter em sua rápida fala, novas vaias. As últimas vieram quando a própria Dilma Rousseff começou a falar ao microfone para declarar oficialmente aberta a Copa das Confederações.

Foi lindo! Só as vaias já pagaram o ingresso, melhor que o jogo.
Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

15 de jun. de 2013

Drones brasileiros: vigilância nas fronteiras, na Copa das Confederações e sobre nossas cabeças

BRASIL -
Drones brasileiros: vigilância nas fronteiras,
na Copa das Confederações e sobre nossas cabeças
Só recentemente o programa brasileiro de drones foi posto em evidência, quando o governo anunciou que utilizar dois desses veículos aéreos não tripulados durante a abertura e enceramento da Copa das Confederações. Mas há muito eles vigiam e deduram atividades ilegais ao longo da fronteira brasileira. Em breve eles estarão sobrevoando por cima de nossas cabeças nos vigiando.

Foto: Força Aérea Brasileira

Vant israelense da FAB pesa mais de 500 kg e é usado para monitorar as fronteiras

Postado por Toinho de Passira
Fontes: World Politics Review, Estadão , Always Innovating, G1

O presidente Barack Obama, teve que vir a público recentemente para explicar a utilização de drones (zangão em inglês) em operações militares, em várias partes do mundo. O projeto vem gerando polêmica por seu uso indiscriminado, por violar fronteiras nacionais, por acabar atingindo civis inocentes nas operações de combate ao terrorismo, especialmente na fronteira Paquistão - Afeganistão.

Drone é um Veículo Aéreo não Tripulado, ou VANT, como preferem chamar os órgãos de defesa brasileiros, que também utiliza a sigla VARP, Veículo Aéreo Remotamente Pilotado.

Em inglês a sigla é UAV, Unmanned Aerial Vehicle, também é usada, mas prevalece, internacionalmente a denominação Drone.

Foto: Avibras/divulgação

Simulação mostra uso do drone brasileiro, Falcão, em reconhecimento armado, sobrevoando a Amazônia

O escritor Nikolas Kozloff, colunista do “World Politics Review” publicou extenso artigo comentando sobre o uso de drones não armados, que o governo brasileiro vem utilizado no sistema de vigilância para patrulhar as fronteira com os vizinhos sul-americanos. Tem assim colhido informações importantes, que ajudam no combate ao tráfico de entorpecente, contrabando e imigração ilegal.

O Brasil tem agido com cuidadosa discrição, segundo ele, para evitar controvérsias e debates desgastantes com os países vizinhos, sobre invasão de espaço aéreo e cuidados com a soberania.

O Brasil já desenvolveu uma tecnologia avançada em termos de fabricação dos seus próprios drones, embora ainda grande parte da nossa flotilha, não tripulada, seja de origem israelense.

Só recentemente o programa brasileiro de drones foi posto em evidência, quando o governo anunciou que vai utilizar dois desses veículos aéreos não tripulados durante a abertura e enceramento da Copa das Confederações, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Os drones de vigilância, equipados com câmeras, radares e sensores, serão parte importante do conjunto do sistema de segurança durante esses eventos.

Apesar de só agora ter chegado ao conhecimento do grande público, os drones brasileiros estão mobilizados e são empregados no controle das fronteiras do país desde 2011.

Foto: AGX/divulgação

Vant Arara, da empresa AGX, é usado na agricultura, filmando plantações

O Brasil que com exceção do Chile e Equador, limita-se com todos os outros nove países da América dos Sul e tem procedente preocupação especial com algumas dessas fronteiras.

Uma delas é com a Bolívia onde sempre ocorreu intensa atividade criminosa. O Brasil conseguiu sinal verde do governo de Evo Morales, para se necessário invadir o espaço aéreo boliviano, num esforço para controlar o comércio de cocaína.

Dados oficiais dão conta que a Bolívia é o terceiro maior produtor mundial de cocaína, e que 60 por cento da produção boliviana é enviada para o Brasil. Há noticias de que graças à atuação dos drones brasileiros, o trafico boliviano sofreu recentemente uma série de reveses, com a destruição de mais de 200 laboratórios de fabrico da droga na fronteira Brasil-Bolívia.

Outra área sensível é a chamada Tríplice Fronteira, Paraguai-Argentina-Brasil, antigo paraíso de traficantes e contrabandistas e recentemente apontado como local de esconderijo para terroristas procurados em outras partes do mundo.

Por enquanto os países vizinhos tem se manifestado favorável a vigilância brasileira, mas não se pode esperar uma permanente cooperação em termos futuros.

Foto: Exercito Brasileiro/Divulgação

Exército testa uso de veículo não tripulado de até 5 kg para filmar áreas de fronteiras

Por enquanto os aviõezinhos brasileiros, não empregados como armas mortais, como os dos norte-americanos, não tem enfrentado oposição. Os acordos bilaterais com os países fronteiriços preveem áreas limitadas de atuação, circunscrito a região dos limites de fronteiras e a cessão dos dados colhidos, nesses sobrevoos, ao país “invadido”.

Em termos oficiais é assim tem funcionado a movimentação dos drones.

Mas a história não para por aí, pois os drones de vigilância, assumiram importância fora da área de segurança governamental e estão sendo usados largamente para uso civil. Cada vez mais sofisticados, leves, miniaturizados e autônomos estão revolucionando a segurança, o monitoramento e a pesquisa cientifica. O dado negativo é a maquininha também pode ser utilizada como competente instrumento de invasão de privacidade.

Foto: Divulgação

Drone espião, norte-americano, o mini inseto espião

Já existe no comercio mini-drones, que cabem na palma da mão, como pequenos insetos tecnológicos capazes de a 1,5km de altura reconhecer a face do alvo de sua observação e possuem autonomia, de voo ininterrupto, de até 24 horas.

Um deles o MeCam Self-Video MiniCopter, da empresa “Always Innovating” é sugerido para pessoas que querem ter os passos documentados. Ele se movimenta segundo seus comandos de voz ou como sua “sombra”, na função “follow me” (“me siga”). Para isso, tem 14 sensores em tempo real.

A transmissão pode ser assistida no seu smartphone ou tablet. As imagens podem ser compartilhadas nas redes sociais.

Com a popularidade do brinquedo, seus custos irão cair, e se agora já reclamamos que estamos sempre observados por câmeras de vigilâncias, postas por particulares ou órgãos públicos, em muito breve teremos sobre nossa cabeças um drone individual, que nos seguirá durante toda vida e aonde quer que estejamos. O mundo do futuro poderá se transformar num sufocante reality show.

Foto: Associated Press
Drone de 20 centímetros, usado por tropas britânicas para reconhecimento no Afeganistão


30 de mai. de 2013

O vexame causado pela liminar que poderia suspender partida entre Brasil e Inglaterra no Maracanã

BRASIL – Copa das Confederações
O vexame causado pela liminar que poderia suspender a partida entre Brasil e Inglaterra no Maracanã
A notícia de que a juíza Adriana Costa dos Santos, da 13ª Vara de Fazenda Pública, do Rio, suspendeu liminarmente o jogo entre Inglaterra e Brasil, no próximo domingo, alegando que o estádio do Maracanã não oferece condições de segurança e higiene para o público, repecurtiu em todo o mundo, principalmente na Inglaterra. No fim da noite a liminar foi suspensa

Foto: Getty Images/ The Telegraph

Essa foi a imagem usada pelo "The Telegraph" para ilustrar a matéria,
mostra o velho Maracanã, antes da reforma.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S.Paulo, The Mirror, The Economist, The Telegraph, O Globo, BBC Brasil, Veja

A liminar que suspende o amistoso entre Brasil e Inglaterra por causa do atraso das obras do Maracanã está sendo noticiada com destaque pela imprensa britânica na noite desta quinta-feira.

No canal de notícias da BBC, o jornalista esportivo Tim Vickery disse que a decisão judicial cria um "enorme constrangimento" para as autoridades brasileiras.

"A decisão pode ser revogada, e vai haver grande pressão para que isso aconteça. Isso é um enorme constrangimento para as autoridades do Brasil num momento em que todo o mundo olha para o país", afirmou.

Ele disse que o estádio ainda não é seguro para receber jogos com capacidade máxima e chamou atenção para o fato de que seu entorno ainda está repleto de material de construção.

Ainda segundo a BBC, autoridades brasileiras teriam procurado representantes da Federação Inglesa de Futebol para afirmar que a liminar será derrubada antes do jogo.

O correspondente da rede britânica no Rio, Wyre Davis, lembrou que o atraso nas obras tem sido uma constante na preparação da Copa do Mundo e da Copa das Confederações.

"A atitude dos brasileiros costuma ser de não dar importância para isso, dizer para os visitantes olharem as praias, mas para a Fifa isso não é suficiente", afirmou o jornalista.

"Você não pode confiar só na boa vontade dos brasileiros. Os estádios têm que estar prontos", acrescentou.

Foto: Fábio Seixas/Folhapress

Dia 2 de maio, Obras no Maracanã, seis dias após o primeiro evento-teste do estádio

O The Sun lembrou que a decisão da juíza levou em conta também a preocupação com a segurança, pois pilhas de detritos e materiais de construção, que estão por toda a parte, dentro e fora do estádio, poderão ser usados pelas torcidas, com consequências gravíssimas, em caso de conflitos.

O The Mirror destaca que se a liminar não for suspensa, e o Maracanã, continuar interditado, a CBF, vai encontrar grande dificuldade em encontrar outro local no Rio, para realizar a partida.

Comenta:“O Estádio Engenhão, 47 mil lugares, o segundo maior da cidade, construído em 2007 para os Jogos Pan-Americanos, foi fechada por tempo indeterminado em março, após engenheiros encontraram problemas com a segurança da cobertura.”

CONTRA O RELÓGIO

Também nesta quinta-feira, a nova edição da revista "The Economist" chegou às bancas com uma reportagem que critica o atraso nas obras de estádios que receberão jogos da Copa.

O texto cita o desabamento de parte da cobertura da Fone Nova, em Salvador, e diz que o país está numa "cara e perigosa corrida contra o relógio" para inaugurar os estádios a tempo.

A revista afirma que as despesas com os 12 estádios da Copa já ultrapassaram R$ 7 bilhões e que isso já representa três vezes o que a África do Sul gastou com a Copa de 2010.

"A maior parte desta quantia é dinheiro público, apesar de o governo ter afirmado em 2007 que o setor privado financiaria os estádios", acrescenta a reportagem da "Economist".

O TESTE

O jogo amistoso entre as seleções de Brasil e Inglaterra está programado para ser o primeiro grande teste do Maracanã após a reforma realizada no estádio para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

A decisão da juíza Adriana Costa dos Santos, da 13ª Vara de Fazenda Pública, atende ao requerido por uma ação civil pública, de autoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), seu presidente, José Maria Marin, e o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, que pedia a suspensão do jogo do próximo domingo e de outros eventos no local, alegando que o estádio do Maracanã não oferece condições de segurança e higiene para o público.

Pouco após o anúncio da suspensão do amistoso, o governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou uma nota à imprensa em que afirmou já estar recorrendo da decisão.

Cercada de polêmicas, a reforma do Maracanã custou R$ 1,049 bilhão, valor bastante superior ao previsto em sua licitação, de R$ 705 milhões.

O novo estádio será administrado por um consórcio formado pela empreiteira Odebrecht – que já é uma das encarregadas pela reforma do estádio –, pela empresa IMX, do empresário Eike Batista, e pela companhia de origem americana AEG.

O processo para a concessão do estádio à iniciativa privada também foi cercado por controvérsias e reviravoltas e chegou a ser por duas vezes suspenso após ações do Ministério Público, que foram posteriormente revertidas.

O estádio deve ser palco das partidas finais da Copa das Confederações – que começa no próximo dia 15 de junho – e da Copa do Mundo de 2014.

LIMINAR SUSPENSA

No fim da noite, a imprensa noticiou que a juíza de plantão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revogou a liminar que suspendia o amistoso Brasil x Inglaterra, marcado para domingo, no Maracanã. O Governo do Estado entrou com recurso apresentando laudo da Polícia Militar que comprova o cumprimento de todas as regras de segurança no Maracanã.

O jogo vai acontecer, como se poderia prever, mas, com a liminar, as vísceras da nossa incompetência ficaram mais expostas.

A maldição da Fonte Nova, o desabamento do ufanismo e a desmoralização da caxirola, Coluna do Augusto Nunes

A maldição da Fonte Nova e a desmoralização da caxirola, coluna do Augusto Nunes

BRASIL – Opinião
A maldição da Fonte Nova, o desabamento do ufanismo e a desmoralização da caxirola
“É um perigo debochar dos orixás da Bahia, confirma a maldição da Fonte Nova. Dilma Rousseff desafiou os deuses do candomblé...”

Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE

GAROTA PROPAGANDA - Dilma segura feliz as caxirolas de Carlinhos Brown

Postado por Toinho de Passira
Texto de Augusto Nunes
Fonte: Coluna do Augusto Nunes

Nos palavrórios que festejam a inauguração de estádios que não ficaram prontos, Dilma Rousseff espanca a verdade com a mesma lenga-lenga: o Brasil Maravilha está mostrando aos eternos pessimistas, todos loiros de olhos azuis, que cumpre o que promete, faz o impossível, acelera na hora certa e por tudo isso, como avisou o padrinho Lula, vai matar a Argentina de inveja com a Copa de 2014.

Em 5 de abril a discurseira ufanista se repetiu na Arena Fonte Nova, em Salvador, reconstruída com milhões de reais tungados dos brasileiros que pagam impostos.

Nesta segunda-feira, o desabamento da parte da cobertura do estádio na Bahia ─ um dos tantos monumentos à gastança concebido pelos arquitetos da Copa da Roubalheira ─ desmontou a farsa. Quem acreditou em Dilma dormiu sonhando com a oitava maravilha do mundo. Acordou com o barulho do teto que não resistiu ao primeiro temporal. Melhor que a presidente se recolha ao silêncio por alguns dias. Enquanto faz de conta que só conhece as velhas fontes de Roma que viu na visita ao Papa, Dilma talvez aprenda onde fica o gol. A diferença entre o pau de escanteio e o bandeirinha pode ficar para depois.

É um perigo debochar dos orixás da Bahia, confirma a maldição da Fonte Nova. Dilma Rousseff desafiou os deuses do candomblé durante a cerimônia no Palácio do Planalto que, em 23 de abril, promoveu a caxirola a símbolo da Copa do Mundo e Carlinhos Brown a gênio da raça. “O Carlinhos não disse, mas ele me falou que a caxirola também tem um sentido transcendental de cura, de enfim, de paz com o mundo, de estar, de fato em sintonia com a natureza e com todos os orixás”, desandou a presidente.

Decidida a enxergar a pátria em forma de chocalho no que nunca passou de um caxixi pintado de verde e amarelo, Dilma envolveu as poderosas entidades numa tapeação de quinta categoria. Está pagando caro pela heresia. Em 28 de abril, uma chuva de caxirolas no gramado da Fonte Nova demonstrou que Carlinhos Brown inventara uma arma. Nesta segunda-feira, as retaliações se intensificaram: num mesmo dia, a caxirola foi expulsa da Copa das Confederações e a cobertura do estádio desabou.

A presidente que mantenha distância da Fonte Nova: pelo jeito, orixás não admitem ser reduzidos em dilmês de boleiro a avalistas de lucrativas vigarices.

Foto Leogump Carvalho/Estadão

PERIGOSAS- A estreia das caxirolas de Carlinhos Brown na Arena Fonte Nova, foi a primeira e única aparição oficial – arremessada pela torcida, como pequenas granadas de mão, foi abolida em seguida pela FIFA e CBF dos estádios

Foto: Edson Ruiz/Estadão

FRACASSO MONUMENTAL - Carlinhos Brown, que esperava ganhar milhões de reais em royalties, acabou como infeliz proprietário de milhões de caxirolas encalhadas


27 de mai. de 2013

Enquanto Dilma ufana-se arenas da copa acumulam problemas

BRASIL – Copa das Confederações
Enquanto Dilma ufana-se
arenas da copa acumulam problemas
No rádio, presidente elogiou estádios e festejou 'pontualidade e competência'. Enquanto isso, a cobertura da Fonte Nova se rompia, o Maracanã continuava incompleto e torcedor se arrependia de ter ido ao Estádio Nacional de Brasília. Chegar a Arena Pernambuco é uma aventura.

Foto: Portal da Copa/ME

Dilma inaugurando Estádios por terminar

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Portal da Copa, G1, Globo Esporte, Terra - Esporte

Quem ouviu a presidente Dilma Rousseff falando sobre a Copa das Confederações nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio, ficou com a impressão de que o Brasil está mais do que pronto para receber o torneio - que começa no próximo dia 15, em Brasília.

Quem passou por alguns dos palcos da competição no fim de semana e nesta segunda, no entanto, viu a dura realidade do país-sede do evento, considerado um teste importante para o Mundial do ano que vem.

Faltando menos de três semanas para a abertura, o Estádio Nacional de Brasília recebeu seu primeiro grande jogo - e o torcedor se arrependeu de ter torrado até 400 reais por um ingresso, já que teve de encarar filas de até quatro horas para entrar na arena mais cara do Mundial.

Foto: Custodio Coimbra/Agência O Globo

Rompimento de tubulação abre cratera bem em frente ao Estádio do Maracanã, recém inaugurado, Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, palco da grande final do torneio, o Maracanã foi entregue à Fifa na sexta-feira, mas engana-se quem acha que o estádio já ficou totalmente pronto: o local continua sendo frequentado pelos operários, que seguem fazendo os últimos trabalhos da reforma bilionária.

Foto: Marco Aurélio Martins/Ag. A Tarde/Folhapress

Na Arena Fonte Nova, chuvas abriram um buraco na cobertura

Enquanto Dilma discursava no rádio, a Arena Fonte Nova, que receberá partidas importantes, como o superclássico entre Brasil e Itália, sofria um problema imprevisto: as chuvas em Salvador abriram um buraco na cobertura do estádio. Para a presidente, contudo, manifestar dúvidas sobre os preparativos para o evento é coisa de quem torce contra o país.

"Parece aquele velho complexo de vira-lata de que falava o nosso Nelson Rodrigues. Mas os trabalhadores que construíram esses estádios, os empresários contratados para fazer essas obras e todos os governos envolvidos provaram que o Brasil é capaz de aceitar desafios e cumprir os compromissos que assume pontualmente", afirmou Dilma, esquecendo-se de que a Fifa teve de adiar duas vezes o prazo máximo para a entrega dos estádios.

A presidente, que participou de todas as seis inaugurações de arenas da Copa das Confederações, se disse "impressionada com a beleza e a modernidade desses novos palcos do futebol".

"A construção desses seis estádios mostra que o nosso povo tem determinação, capacidade e competência para fazer a melhor Copa de todos os tempos", empolgou-se.

Foto: André Luiz Mello/Agência O Dia/Folhapress

O público da partida entre Santos e Flamengo, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Torcedores chegaram a ficar quatro horas na fila para entrar na arena

A presidente evitou falar dos atrasos nas obras, da falta de tempo hábil para a realização dos eventos-teste em quantidade ideal, dos problemas de organização dos primeiros jogos e das falhas que já apareceram nesses locais.

"Eu tenho certeza que o Brasil vai brilhar dentro e fora do campo. Vamos mostrar a todos os que vierem acompanhar os jogos, turistas internacionais e nacionais, jogadores e equipes técnicas, que nós sabemos receber, que somos um país alegre e pacífico. Tenho certeza de que todos que vierem nos visitar vão se apaixonar e vão querer voltar para a Copa do ano que vem", apostou.

Foto: Guilherme Macedo/Frame/Folhapress

Cadeira quebrada ou ainda não instalada no Estádio Nacional de Brasília,
no dia do Santos x Flamengo

Ao falar sobre a Arena Fonte Nova, Dilma classificou o estádio baiano de "um exemplo da criatividade do povo daquele estado". Ao mesmo tempo, operários subiam ao teto da estrutura para tentar reparar o rombo surgido na cobertura. Ninguém ficou ferido, mas a pressão da água acumulada sobre o estádio fez com que parte da cobertura, feita de um material flexível, se soltasse de sua armação.

O estádio foi inaugurado no começo do mês passado, num evento que contou com a presença de Dilma e do governador da Bahia, Jaques Wagner. Funcionários usaram baldes para tentar escoar a água que se acumulou em vários setores.

A cena foi parecida com a que foi vista no Maracanã também no mês passado, pouco antes de uma inspeção da Fifa. O Maracanã, aliás, foi o estádio mais elogiado pela presidente na gravação transmitida nesta segunda.

"É uma emoção muito grande olhar para o Maracanã e ver toda aquela imponência, aquela grandiosidade que é, sem sombra de dúvida, o maior símbolo do futebol brasileiro. A reconstrução do Maracanã preservou a sua histórica fachada e, ao mesmo tempo, garantiu conforto e segurança que a gente vê nos estádios mais modernos do mundo."

Poucas horas depois, em uma reunião de integrantes do Comitê Organizador Local (COL), o gerente de Operações do órgão, Tiago Paes, confirmou que o estádio carioca ainda não está pronto. "Cem por cento, o Maracanã só estará no dia 15. Até porque falta a instalação de uma série de equipamentos temporários".

Ah! Tá!

Foto:Flávio Japa/JCM/Fotoarena

A Arena Pernambuco é bela e confortável, difícil é chegar lá. Para alcançar o estádio, no dia do jogo teste, entre Náutico e Sporting Lisboa, torcedores só tinham duas opções: deixar o carro em um estacionamento, pagar R$ 40 e ir de ônibus do evento, ou ir de metrô. As duas "soluções" mostraram problemáticas. No caso do estacionamento, muito congestionamento no local. Quem optou pelo metrô enfrentou trens sem ar condicionado, lotados e lentos. Muita gente chegou à Arena Pernambuco com o primeiro tempo em andamento.


22 de mai. de 2013

Arena Pernambuco: no 1º (e único) teste, torcedor vai suar mais que as equipes em campo

BRASIL – Pernambuco - Copa das Confederações
Arena Pernambuco: no 1º (e único) teste, torcedor
vai suar mais que as equipes em campo
Chegar ao estádio, distante e sem estacionamentos, é uma aventura: viagem pode envolver carro, metrô, ônibus e caminhada. Jogo será entre Náutico e Sporting

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

ARENA PERNAMBUCO - Dilma fazendo gol, na inauguração simbólica. O estádio chegou a ficar ameaçado de exclusão da Copa das Confederações em função dos atrasos, acabou sendo concluído no limite máximo do prazo

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Veja

O jogo será entre Náutico e Sporting, mas o torcedor também vai suar a camisa na primeira partida da Arena Pernambuco, na noite desta quarta-feira, na região metropolitana do Recife. Depois da inauguração simbólica, na tarde de segunda-feira, com a presença da presidente Dilma Rousseff e uma pelada entre operários diante de cerca de 10.000 pessoas, o palco pernambucano da Copa das Confederações e da Copa do Mundo receberá, a partir das 20 horas, seu primeiro e único evento-teste oficial antes do torneio do mês que vem.

O estádio, localizado em São Lourenço da Mata, a cerca de 20 quilômetros do centro do Recife, foi o último a ficar pronto para a Copa das Confederações. O amistoso entre o Náutico (que assinou contrato para usar o estádio pelos próximos 30 anos) e os portugueses do Sporting servirá para a avaliação de sete aspectos operacionais da arena por representantes do Comitê Organizador Local (COL) da Copa.

Assim como em várias outras sedes, o torcedor deverá encontrar um estádio moderno e confortável, mas com um entorno ainda inacabado. O que mais preocupa o público é o acesso à nova arena, já que, além da longa distância desde o Recife, há uma série de restrições no percurso, que promete ser uma aventura.

Como o estacionamento do estádio ainda não está pronto, o acesso de carros particulares e táxis está proibido. O estacionamento mais próximo da arena fica a 3 quilômetros dos portões de entrada, com apenas 2.000 vagas e cobrança de 40 reais por veículo. E como o caminho até a arena não é adequado aos pedestres, será preciso esperar por um ônibus circular que fará o trajeto entre o estacionamento e o estádio.

Quem não conseguir uma vaga no local precisará ir de metrô. E o esquema sugerido pelas autoridades locais é quase um périplo: dirigir até um estacionamento particular próximo às linhas de metrô, caminhar até uma delas, seguir até a estação Cosme e Damião e pegar um ônibus circular para percorrer os 2,5 quilômetros até o estádio.

Foi prometido um esquema especial de segurança nos arredores das estações que contam com estacionamentos, como Aeroporto (2.000 vagas), Shopping (400 vagas, no Geraldão) e Joana Bezerra (mais 400 vagas, no Fórum).

Mesmo com toda essa mobilização, não será possível fazer um teste ideal para os três jogos da competição do mês que vem, já que o amistoso desta quarta não receberá o público total do estádio, de 46.000 pessoas - foram disponibilizados 30.000 ingressos (90% já tinham sido vendidos até o fim da tarde de terça).

De acordo com o COL, o amistoso servirá para a observação do funcionamento dos serviços de limpeza, transporte, atendimento médico, atendimento ao espectador, tecnologia da informação e segurança, além do protocolo de competição (como a entrada dos atletas e do trio de arbitragem e as condições do gramado, por exemplo).

Construída por 532 milhões de reais, com financiamento federal de cerca de 400 milhões, a Arena Pernambuco fica a pouco mais de 40 minutos de carro a partir da praia de Boa Viagem (quando o acesso estiver liberado, é claro - nesta quarta, o acesso de veículos estará impedido).

O governo estadual espera que a obra na chamada "Cidade da Copa" seja o marco inicial de um processo maior de crescimento e desenvolvimento econômico na região.

O estádio chegou a ficar ameaçado de exclusão da Copa das Confederações em função dos atrasos, mas acabou sendo concluído no limite máximo do prazo.

Mas o desafio de Pernambuco não terminou: o governo também enfrenta o desafio de oferecer a infraestrutura necessária no entorno da nova arena. O estádio fica numa região relativamente isolada, cercada de verde. Há três opções para chegar ao estádio: pelas rodovias BR 101, BR 232 e BR 408, cujas pistas ainda precisam de reparos. Poucos acreditam que tudo estará pronto a tempo em junho.

Quem sabe na Copa em 2014, algum dia talvez, quem sabe?