30 de mar de 2013

Revista Time: “O casamento gay já ganhou!”

ESTADOS UNIDOS
Revista Time: “O casamento gay já ganhou!”
A tradicional publicação cede aos fatos e registra a marcha vitoriosa daqueles que praticam e os que defendem a união de pessoas do mesmo sexo. A opinião pública americana não tem mais olhos discriminatórios para os casais LGBT. Eles circulam em todas as áreas, publicas e privadas, com desembaraço e sem os constrangimentos de outrora. Falta agora só a legislação americana adaptar-se ao pensamento da maioria da população. O mundo está tão virado que a luta dos gays pela legalização do casamento é tida para alguns, como uma atitude retrógada e ultrapassada, exatamente no instante em que os heteros optam por uniões abertas.

Foto: Reprodução/Time Magazine

Capas da edição americana da revista "Time" sobre o casamento gay, com duas versões focalizando casal lésbico e homossexual.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Times, Folha de São Paulo, Folha de S. Paulo

Com o titulo "O casamento gay já ganhou", a edição mais recente da revista americana "Time" publicou duas capas diferentes, que mostram um casal de homens e um casal de mulheres se beijando.

A reportagem de capa da revista fala sobre como o casamento entre pessoas do mesmo sexo já é uma realidade no país que aguarda a decisão da Suprema Corte em dois casos ligados ao casamento gay.

"A Suprema Corte ainda não se decidiu, mas os Estados Unidos já", diz a capa da revista.

O primeiro caso, aberto na terça-feira, questiona a emenda que vetou o casamento gay na Califórnia, após 36 mil homossexuais terem se casado lá.

O segundo remete a uma lei sancionada pelo democrata Clinton em 1996 exime os Estados de aceitarem casamentos realizados em jurisdições alheias, e corta o acesso de casais homossexuais a benefícios federais, como pensão por morte do marido ou mulher.

A Constituição americana nada determina sobre o casamento, e quem delibera sobre o tema são os Estados.

Dos 50 Estados do país, hoje há nove que consideram legal o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, além do Distrito de Columbia (equivalente a distrito federal). Outros oito validam a união civil.

No bojo da matéria de capa a revista diz que o resultado das eleições de novembro mostrou que 83% dos eleitores acreditam que o casamento homossexual vai ser legal em todo o país nos próximos cinco a 10 anos.

Até 2008, nenhum candidato a presidência dos Estados Unidos declarou-se favorável a união homossexual.

Durante a última campanha presidencial americana, ano passado, o presidente Barack Obama, candidato a reeleição, declarou-se favorável a legalização da união homossexual. O opositor Mitt Romney, não contestou nem apoiou, mas para não se mostrar antipático a tese, disse ser fã de um famoso seriado, Modern Family um programa de TV em que um casal gay, que tem um filho adotado, está no centro da trama.

A declaração de Obama, não o prejudicou eleitoralmente, pelo contrário, logo após o seu posicionamento, sua aceitação aumentou nas pesquisas eleitorais e acabou vitorioso na disputa.

O tema não foi abandonado pela Casa Branca: o presidente no discurso de posse de seu segundo mandato, fez uma explícita declaração de apoio ao casamento gay. Defendeu a igualdade de direitos e mencionou uma série de protestos ocorridos na Nova York de 1969 que marcou o movimento pró-gay moderno.

Foto: Jewel Samad / AFP / Getty Images


Foto: Olivier Douliery/ABACAUSA

Defensores do casamento homossexual gritar slogans em frente à Suprema Corte dos EUA em 26 de março 2013, em Washington, DC.

Outro sinal do apoio aberto de Obama à comunidade gay foi a escolha do poeta Richard Blanco para fazer uma apresentação, na cerimônia. Blanco, 44, é o mais jovem, o primeiro hispânico e o primeiro homem gay a ler seu trabalho em uma posse presidencial americana.

De acordo com uma recente pesquisa, 1 em 7 adultos americanos dizem que sua oposição inicial à casamento do mesmo sexo se transformou em apoio.

Destaca que o senador republicano, de tradição conservadora, Rob Portman, de Ohio, disse que mudou de idéia depois de saber que seu filho é gay.

Parece estranho que na maior democracia ocidental, os Estados Unidos e na Europa, notadamente na França, essa questão ainda não foi resolvida, quando em alguns lugares do planeta, inclusive no Brasil, já se discute e se efetiva inusitadamente a “poliafetividade”, o reconhecimento legal da união estável entre um homem e duas mulheres, duas mulheres e um homem, quatro pessoas de sexos diversos ou iguais.

Recentemente a novela “Avenida Brasil” da Rede Globo tratou do tema.

Apesar de sermos contra qualquer união estável: casamentos, amigação e encosto, somos favoráveis que as pessoas sozinhas, em grupo, em dupla, terno, quarteto, etc. façam o que quiserem das suas vidas, desde que não prejudiquem o direto de outrem.

Os heteros casados estranham essa gana dos gays em casar, quando eles estão preferindo relações abertas e sem compromissos formais. Se os gays querem casar, que casem, depois não se arrependam.


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