Mostrando postagens com marcador Sarkozy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sarkozy. Mostrar todas as postagens

6 de jul. de 2012

Nicolas Sarkozy em apuros

FRANÇA
Nicolas Sarkozy em apuros
Trinta dias após deixar a presidência, o ex-presidente perde todas as imunidades do cargo, segundo a legislação francesa. Nessa situação de cidadão comum, é que o presidente Sarkozy está enfrentando uma enxurrada de investigações, fruto de coisas mal feitas, dos tempos em que estava no poder. Estão remexendo o seu passado, em busca de evidências de corrupção e irregularidades econômicas de sua campanha eleitoral.

Foto: Thibault Camus , AP/The Canadian Press

Sarkozy com Carla Bruni, de férias no Canadá, enquanto a polícia vasculha a sua casa em busca de provas incriminadoras

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Le Monde , The New York Times, The Guardian, Daily Mail, Canada.com, Liberation, Diário de Notícias

Agentes da polícia francesa revistaram nesta terça-feira, 3, a casa e o escritório do ex-presidente Nicolas Sarkozy buscavam provas para compor um inquérito sob um suposto financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007.

Desde Quebec, no Canadá, onde está de férias, com sua esposa Carla Bruni, Nicolas Sarkozy, através de seu advogado repetiu o que vem dizendo há muito: que as acusações são infundadas e que está disposto a colaborar com as investigações.

O ex-presidente francês já devia estar esperando ser abordado pela justiça francesa com o fim do mandato e a consequente extinção da sua imunidade presidencial, desde que não conseguiu se reeleger e passou o cargo para o socialista François Hollande, em 15 de maio.

A Constituição da França diz que um presidente não pode ser obrigado a testemunhar, ser investigado ou processado até um mês após deixar o cargo.

Portanto a partir de 15 de junho, Sarkozy perdeu o escudo protetor que o cargo lhe proporcionava.

Liliane Bettencourt, a anciã bilionária, interditada por ter financiado a campanha de Sarkozy
Essa acusação de financiamento ilegal da campanha de 2007, o conhecido estilo “caixa 2” brasileiro, tem ingrediente explosivos, por envolver a viúva bilionária, Liliane Bettencourt, 89 anos, herdeira do império de cosméticos L’Oréal.

Há indícios que muito dinheiro em espécie, proveniente das contas suíças da anciã, acabaram oxigenando a campanha de Sarkozy.

O lastro do escândalo, “caixa 2” na França é um crime grave, o ex-gestor da fortuna de Bettencourt, Patrice de Maistre, está sob custódia, liberdade vigiada, por ter sido o intermediário da transferência do dinheiro, provavelmente entregue, ao ex-ministro do Trabalho Eric Woerth, então tesoureiro da campanha de Sarkozy.

A bilionária Liliane Bettencourt, também está sob tutela judicial, uma espécie de interdição, a pedido da filha, Françoise Bettencourt-Meyers, que denunciou haver indício de depilação do patrimônio, usando como evidências, as enormes quantias que teriam sido doadas clandestinamente a campanha de Sarkozy. No momento, por ordem da justiça de Versalhes, o neto mais velho de Liliane Bettencourt, Jean-Victor Meyers, encarregar-se da tutela pessoal da anciã, enquanto os dois outros netos e sua filha, Françoise, cuidam de sua fortuna.

Porém outros fantasmas que povoam o passado do ex-presidente Nicolas Sarkozy, começarão provavelmente a se materializar nos próximos meses.

Por exemplo, em outro caso, o chamado "Caso Karachi", os juízes estão tentando desvendar uma série de negociações nebulosas por intermediários e possíveis propinas ligadas à venda de submarinos pelo governo francês para o Paquistão na década de 1990.

Sarkozy, que era ministro do Orçamento e porta-voz do candidato presidencial Edouard Balladur na época, irritadamente rejeitou as especulações da imprensa de que ele poderia ter conhecimento dos pagamentos. Os juízes querem saber se eles foram utilizados na campanha de Balladur.

Foto: Scanpix

As suspeitas de ligações da campanha de Sarkozy com Gaddafi ocorrem também por ele ter concordado em receber o Líbio, com todas as honras de Chefe de Estado, em dezembro de 2007, no instante em que ele era repudiado e reprovado pela maioria das democracias ocidentais

A denúncia publicada no site investigativo de notícias “Mediapart” exibindo um documento que, segundo eles, mostra que o líder líbio deposto Muammar Gaddafi pode ter doado secretamente algo em torno de R$ 160 milhões, para financiar a campanha de Sarkozy em 2007. Oficialmente a campanha teria custado apenas R$ 60 milhões é a mais recente dor de cabeça do ex-presidente.

Sarkozy defende-se dizendo que foi ele o primeiro líder europeu a sugerir e usar, abertamente, a força para derrubar o ditador líbio. Autorizando inclusive o uso da força aérea francesa para combater Gaddafi. Lembra que apesar de ter sido impiedosamente bombardeado o ditador líbio, em nenhum momento denunciou que o teria ajudado na sua campanha presidencial.

Por fim, Sarkozy é acusado de ter utilizado o serviço secreto do governo, a “Direction centrale du renseignement intérieur” (DCRI) para realizar escutas telefônicas, consideradas ilegais, pela organização Repórter sem Fronteira, para descobrir quem dentro do governo fornecia informações ao jornalista Gérard Davet, do diário “Le Monde”, que investigava o caso do financiamento de campanha de 2007, envolvendo a bilionária Liliane Bettencourt, dos cosméticos L’Oréal.

A demissão do serviço público, do conselheiro técnico do Ministério da Justiça, David Sénat, identificado como o informante do jornalista, ocorreu devido à essas escutas. Cabe a justiça no desenrolar das investigações, classificá-las como legais ou ilegais, se foi um trabalho de governo, ou a utilização do aparato do estado, para um servicinho particular para o senhor Sarkozy.

Agora se entende porque Nicolas Sarkozy esteve tão empenhado em tentar a reeleição, não que quisesse continuar servindo o povo francês, queria continuar no poder, para adiar o risco de acabar na cadeia.


15 de mai. de 2012

FRANÇA: Troca de guarda – Sai Sarkozy assume Holande

FRANÇA
Troca de guarda – Sai Sarkozy assume Holande
O novo presidente francês François Hollande assumiu hoje, a presidência da França, oito dias depois do segundo turno das eleições. No seu discurso reiterou seu compromisso de fazer a França crescer. Ontem, ainda sob o comando de Sarkozy, os resultados das contas nacionais publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, davam conta que a economia francesa ficou estagnada no primeiro trimestre de 2012. No primeiro dia de trabalho Holande viaja a Alemanha para se encontrar com a chanceler alemã Angela Merkel, para discutir o pacto econômico europeu.


Nicolas Sarkozy e François Hollande de passos trocados

Antonio Ribeiro
Fonte: Blog de Antonio Ribeiro - VEJA

Durante cerimônia escrupulosamente sóbria, solene, simples e elegante no Palácio do Élysée, em Paris, François Hollande, de 57 anos de idade, tornou-se o sétimo presidente da Quinta República Francesa. Ele é segundo socialista a governar o país. Mas contrário à posse de François Mitterrand, em 1981, desta vez o júbilo cedeu lugar à temperança devido à tarefa que aguarda o novo presidente, arrancar a França da mais profunda crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial.

No melhor discurso de sua carreira essencialmente de político profissional, breve e sem lirismo, Hollande convidou seus compatriotas a terem confiança nos recursos “consideráveis” da França. Fez um diagnóstico grave da situação: “Uma dívida maciça, crescimento econômico fraco, competitividade degradada, desemprego elevado e uma Europa que sofre para sair da crise.” Prometeu um estado imparcial – “ele é propriedade de todos” – e sua garantias para o funcionamento de uma justiça independente. “Não podemos ter sacrifícios de um lado e privilégios de outro”, disse Hollande, sob o olhar atento da bela primeira-dama Valérie Trierweiler, a outra metade do primeiro casal de separados na história da Presidência francesa.

Para marcar diferença com seu antecessor Nicolas Sarkozy, acusado de onipresente e hiperativo, Hollande afirmou que estabelecerá as prioridades, mas não decidirá tudo, em todos os assuntos nem em todos os lugares. Hollande citou todos os presidentes da Quinta República adicionando a cada um, uma frase resumindo sua contribuição à França. Na vez de Sarkozy, o presidente alterou a seqüência, desejou seus melhores votos na “nova vida” do ex-presidente. Enquanto, Hollande seguia para depositar flores no Túmulo do Soldado Desconhecido no Arco do Triunfo, Sarkozy já estava correndo com guarda-costas no Bosque de Boulogne, nos arredores de Paris.

Antes de embarcar para Alemanha onde encontra a chanceler Angela Merkel, Hollande nomeou primeiro-ministro o deputado socialista e prefeito de Nantes, Jean-Marc Ayrault, de 62 anos de idade. O jatinho Falcon 900, da Presidência francesa, no qual Hollande embarcou rumo a Berlim teve que retornar a Paris após ser atingido por um raio em pleno voo. O novo presidente trocou de avião e decolou outra vez em um dia marcado por anúncios. O primeiro registrou que o crescimento econômico da França foi nulo no primeiro trimestre de 2012, 0% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período, a Alemanha cresceu 0,5% do PIB, índice equivalente a previsão para França até o fim do ano.


*Acrescentamos subtítulo e alteramos a legenda da publicação original

6 de mai. de 2012

Hollande derrota Sarkozy

FRANÇA – ELEIÇÃO 2102
Hollande derrota Sarkozy
François Hollande é o novo presidente da França, com 51,8% dos votos, no segundo turno. Nicolas Sarkozy, que tornou-se o primeiro líder do país a não se reeleger nos últimos 30 anos. Ele é o 11º líder europeu a deixar o poder por causa da crise econômica. François Hollande representa a volta dos socialistas ao poder, após 17 anos na oposição.

Foto: Pascal Rossignol/Reuters/Paris Match

Os partidários de François Hollande comemorando a vitória na Praça da Bastilha, Paris

Postado por Toinho de Passira
Fontes:BBC Brasil, G1, Le Monde, Liberation, O Globo, Paris Match , The New York Times, Folha de São Paulo

O candidato socialista François Hollande é o novo presidente da França, após vencer o segundo turno das eleições para o Palácio do Eliseu, neste domingo. O presidente conservador Nicolas Sarkozy reconheceu a derrota para o adversário, que assumirá o cargo em 15 de maio.

As pesquisas se confirmam Hollande tem 51,9% dos votos, ante 48,1% do rival e candidato à reeleição Nicolas Sarkozy.

Em discurso a seus partidários, o presidente Sarkozy, já admitiu a derrota para o socialista e afirmou que ligou para Hollande, desejando-lhe "boa sorte".

Foto: Michel Euler/Associated Press

Presidente Nicolas Sarkozy, falando aso partidários agradecendo o apoio e reconhecendo a derrota

"Aceito essa derrota por causa dessa França aberta, democrática", disse ele, aclamado aos gritos de "Nicolas, Nicolas" por uma multidão em Paris.

"Tentei fazer o melhor para proteger o povo francês. Apesar dos milhões que votaram em mim, nós falhamos. Vocês me apoiaram, mas não tivemos êxito", acrescentou.

Sarkozy ainda pediu que o UMP, seu partido, permaneça unido para as eleições parlamentares, acontecerão em junho. "Não se dividam, permaneçam unidos. Temos que ganhar a batalha das legislativas", afirmou o presidente em reunião fechada com partidários.

Foto: Philippe Wojazer/Reuters/Paris Match

A decepção dos partidários de Sarkozy vendo o resultado desfavorável no telão

O chanceler francês do governo Sarkozy, Alain Juppé, foi o primeiro ministro a se manifestar sobre o pleito, e voltou a dizer que o foco do partido serão as eleições legislativas.

"Sarkozy fez uma campanha magnífica. Os milhões de franceses que votaram nele merecem essa consideração. Nós não o abandonamos, voltaremos na batalha das legislativas".

Com essa virtual vitória, ele se torna o segundo presidente socialista da Quinta República Francesa fundada pelo general Charles De Gaulle em 1958, depois de François Mitterrand, chefe de Estado de 1981 a 1995.

Foto: Philippe Desmazes/Agence France-Presse — Getty Images
0>
François Hollande falando pela primeira vez como o candidato vitorioso

Nos primórdios das discussões no seio do Partido Socialista (PS) para o embate eleitoral de maio de 2012, o nome de François Hollande como candidato presidenciável nunca foi levado muito a sério. Ao longo de sua trajetória política, uma imagem pouco favorável colou no personagem.

Ao romper com a tradição de extrema-direita de seu pai, Hollande se afirmou como um social-democrata “profissional”, sem jamais conseguir impor uma forte e singular personalidade de liderança. Ao contrário: era considerado um político “frouxo”, desajeitado, incapaz de defender com vigor e convicção suas opiniões, apelidado inclusive de “marshmallow vivo”.

Sua constância na vida política do partido, como secretário-geral por onze anos (1997-2008), se caracterizou por um papel secundário no front socialista. Hollande nunca foi chamado para ser ministro, preterido por sua então mulher, Ségolène Royal, nos governos François Mitterrand e Lionel Jospin. Na campanha presidencial de 2007, recebeu a pouco elogiosa alcunha de “Monsieur Royal”: o companheiro da candidata ao Palácio do Eliseu, de quem, no entanto, já estava separado há um ano, condição estrategicamente mantida em segredo.

Quase incógnito, François Hollande pavimentou com paciência e obstinação seu caminho rumo à candidatura socialista de 2012, sem se intimidar com o franco favoritismo do ex-ministro da Economia e ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, posteriormente colocado fora da disputa pela acusação de estupro em Nova York, em maio do ano passado.

Foto: Gonzalo Fuentesl/Reuters/Paris Match

A festa da esquerda francesa: jovens partidários de Hollande, comemoram

Revitalizado por uma nova relação amorosa, com a jornalista Valérie Trierweiler, emagrecido de vários quilos por uma exigente dieta, o insosso Hollande mudou a postura e elevou o tom de voz para relembrar o jovem candidato a deputado de 26 anos que ousou afrontar Jacques Chirac nas eleições legislativas de 1981, na região de Corrèze.

Tido como filho espiritual do entusiasta da construção europeia Jacques Delors, economista de formação, o novo presidente da França, 57 anos, terá o desafio de provar que o voto que o elegeu foi a escolha por um projeto de governo, e não apenas a opção anti-sarkozista que restou.

Charge do "Le Monde"

(Excesso de promessas) - “Sr. Presidente não é possível embarcar imediatamente a bagagem da campanha”


5 de mai. de 2012

Sarkozy avança mas Hollande mantém dianteira

FRANÇA – ELEIÇÕES 2012
Sarkozy avança mas Hollande mantém dianteira
As pesquisas de opinião francesa, constatam que em uma semana Hollande perdeu seis pontos percentuais para Sarkozy, a diferença entre os dois que já foi de 12% caí para apenas 4 pontos percentuais. Há ainda muitos eleitores indecisos, em número suficiente de mudar a história da eleição francesa e barrar a vitória, tida como certa, do socialista François Hollande. Poucos acreditam numa virada do marido de Carla Bruni, mas, como no futebol, o resultado só está garantido quando o juiz aponta o centro do campo dando por encerrada a partida.

Foto: Getty Images

Partidários de Hollande conduzem cartazes do esquerdista que pode estar a um dia de se tornar o primeiro socialista a vencer as eleições presidenciais na França desde 1988.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:The New York Times, O Globo, Reuters

Na véspera das eleições presidenciais francesas, a batalha pelo comando da quinta maior economia mundial se volta agora para um grupo determinante: os 15% de eleitores indecisos. Todos os caminhos sugerem uma vitória do socialista François Hollande contra o atual presidente Nicolas Sarkozy, da UMP. Mas com a última sondagem da última sexta-feira indicando uma diferença de apenas quatro pontos percentuais entre os dois — a menor desde o início da corrida —, alguns observadores, como Marco Incerti, do Centro de Estudos de Política Europeia, em Bruxelas, não descartam uma surpresa impulsionada pelos que ainda não definiram o voto.

— Não se deve assumir que a vitória de Hollande é certa. Eu acho que ele vai ganhar, mas a diferença entre os dois diminuiu. Surpresas não podem ser descartadas — alerta.

Incerti não exclui também a possibilidade de que Hollande seja eleito presidente agora e seus rivais da direita vençam as eleições legislativas de junho — o que forçaria o novo presidente a uma espécie de consenso com a direita, dificultando a implementação de planos mais ousados da esquerda socialista.

Sarkozy precisa desesperadamente de 80% dos votos dos eleitores de Marine Le Pen — a líder da extrema-direita que conquistou mais de 18% do eleitorado no primeiro turno. O presidente-candidato também luta por pelo menos 50% dos votos de François Bayrou, líder do único partido de centro na França, o MoDem. Mas levou uma bordoada dos dois nesta semana crucial de campanha.

Le Pen anunciou que vai votar em branco — um gesto que, segundo os analistas, tem a intenção de fazer implodir a direita tradicional para aumentar suas chances nas próximas eleições. E Bayrou anunciou que, “em nome dos valores” da França, vai votar com a esquerda, ou seja, em Hollande. Bayrou disse que não pode apoiar a “corrida para a extrema-direita” do presidente.

Como a maior parte dos indecisos é de eleitores de Le Pen e Bayrou, Sarkozy é colocado numa missão perigosa. Além disso, no debate de três horas entre Hollande e Sarkozy, na quarta-feira, o socialista passou no seu grande teste. Antes chamado pelos críticos de “pudim francês” — mole no discurso e nas ideias — ele se mostrou ofensivo e firme diante de um Sarkozy surpreendentemente na defensiva. Pascal Perrineau, diretor do Centro de Estudos da Vida Política Francesa (Cevipof), em Paris, não descarta surpresas:

— As linhas ainda podem se mover, e não se devem descartar elementos de surpresa — opinou.

Foto: Getty Images

Sarkozy correndo em busca dos eleitores da extrema direita e dos indecisos, até o último minuto da campanha

As últimas oito sondagens publicadas na quinta e sexta-feira dão vitória para Hollande. Mas três delas mostram que a diferença entre os dois diminuiu para cinco pontos percentuais — 52,5% para Hollande contra 47,5% para Sarkozy — e numa, do Ifop para a “Paris Match”, para apenas quatro pontos, 52% a 48%. Na pesquisa da Ipsos para o jornal “Le Monde”, Hollande perdeu 0,5 ponto na última semana. Já na sondagem da BVA para o “Le Parisien”, Sarkozy subiu um ponto, enquanto a Opinion Way, para o conservador “Le Figaro”, anuncia que Sarkozy subiu 1,5 ponto. O “Le Monde” estima que 54% dos eleitores de Marine Le Pen vão votar em Sarkozy (ele precisa de 80%) e 15%, em Hollande. Já os partidários de Bayrou estariam divididos: 38% com Sarkozy e 30% com Hollande. François Hollande continua a recuar e Nicolas Sarkozy, a avançar nas intenções de voto para o segundo turno das eleições presidenciais na França. A dois dias da votação, a diferença entre os dois é de 4 pontos percentuais a favor do candidato socialista, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela revista “Paris Match”. A diferença os coloca dentro da margem de erro.

Foto: Thomas Coex/Agence France-Presse — Getty Images

Marine Le Pen, diante da estatua equestre de Joana D’Arc, recusando oficialmente a apoiar Sarkozy. Ele precisa que 80% dos eleitores que votarem nela no primeiro turno, a desobedecem e votem nele amanhã, dia 6.

Nicolas Sarkozy está correndo contra o tempo e contra as evidências para conseguir a reeleição presidencial no próximo domingo.

A campanha eleitoral se encerra oficialmente à meia-noite desta sexta-feira na França e uma nova pesquisa de opinião deve ser então publicada. Para as últimas horas de propaganda, Sarkozy programou uma agenda apertada, com entrevista a uma rádio e eventos pelo país. Já Hollande marcou discursos e um comício final.

— Acho que nenhum francês tem vontade de que a França se encontre na mesma situação que a da Espanha hoje, depois de sete anos de um governo socialista. Olhem para a Espanha, vocês querem essa situação? A questão não é meter medo, a questão é olhar o outro lado da nossa fronteira. A Espanha abandonou sua disciplina, fez as reformas que tinha que fazer, a Espanha contratou funcionários. Quem paga isso? Os 375 mil desempregados que surgiram nos últimos dois meses — atacou Sarkozy em entrevista à rádio Europe 1, em que também afirmou que, se for reeleito, vai formar um novo governo em 48 horas.


3 de mai. de 2012

FRANÇA: Sarkozy e Hollande duelaram na TV

FRANÇA – ELEIÇÃO 2012
Sarkozy e Hollande duelaram na TV
O presidente francês, Nicolas Sarkozy e seu rival socialista François Hollande participaram nesta quarta-feira do único debate televisivo prévio ao segundo turno da eleição presidencial, na França. O evento era visto como a última chance para que Sarkozy reverter o prognóstico de derrota no próximo domingo, dia 6. Hollande tem uma vantagem de 6 a 10 pontos percentuais nas pesquisas. A derrota de Sarkozy só pode ser evitada por um improvável milagre do apoio dos eleitores da extrema direita.

Foto: Alexandre

François Hollande e Nicolas Sarkozy em momento de tensão durante o debate de quase tres horas, transmitido ao vivo ontem à noite.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , France TV, O Globo, Paris Match, Blog de Antonio Ribeiro - VEJA, Le Monde

A quatro dias das eleições na França, o esperado debate protagonizado pelos dois candidatos a presidente pelos próximos cinco anos, o conservador Nicolas Sarkozy e o socialista François Hollande, gerou nesta quarta-feira desavenças e confronto de visões de governo, com momentos de tensão e de fricções de tom acirrado.

Na condição de desafiante por estar atrás nas pesquisas de opinião, o presidente Sarkozy procurou, numa disputa de números e estatísticas, desestabilizar seu adversário ao contestar seu conhecimento da realidade do país e sua capacidade de assumir o comando da nação, desqualificando-o repetidas vezes como “mentiroso” e, uma vez, de “pequeno caluniador”.

Foto: Reuters

Hollande dirigindo-se a Sarkozy: — Com você é muito simples: a culpa nunca é sua!

O candidato socialista insistiu no balanço negativo do atual governo, de fraco crescimento econômico e elevado índice de desemprego, e criticou a postura do rival de não assumir suas responsabilidades e de “querer se passar por vítima”.

— Com você é muito simples: a culpa nunca é sua — atacou Hollande logo no início do debate, que durou duas horas e 52 minutos.

O candidato socialista se colocou como o presidente da “mudança” e da “normalidade”, condenando o “partidarismo” do presidente da República durante seu mandato e prometendo governar pela união de todos os franceses.

— Eu quero mudar de política. A escolha é simples: os franceses desejam continuar com uma política que não funcionou? Ou mudar, o que significa fazer da recuperação de nosso país a grande causa? Quero também unir, não somente os socialistas e a esquerda, mas todos aqueles que prezam os valores da República.

Sarkozy vinha apostando todas as suas fichas nesse evento para virar o favoritismo a seu favor. "Não é uma disputa de palavras, é uma hora da verdade", disse ele nesta semana a jornalistas.

Mais impopular presidente a disputar uma reeleição na França, e o primeiro na história moderna a não ter liderado no primeiro turno, Sarkozy é visto por muitos como responsável pelos problemas econômicos da França, e seu estilo pessoal desagrada a grande parte do eleitorado.

Depois do segundo turno, ele tem feito propostas - especialmente de controle imigratório - que buscam atrair o eleitorado que no primeiro turno deu quase 18 por cento dos votos à ultraidireitista Marine le Pen.

Na terça-feira, Le Pen liberou seus 6 milhões de eleitores para votarem como preferirem, no que representou mais um golpe para as esperanças de Sarkozy, que esperava uma declaração de apoio dela.

No debate Sarkozy tentou sublinhar sua experiência no exercício do poder, e criticou a “presidência normal” reivindicada pelo adversário:

— A situação de um presidente da República não é normal. A sua normalidade não está à altura das questões em jogo.

Foto: Reuters

Sarkozy: “Hollande quer menos ricos. Eu, menos pobres”.

Sarkozy fez um apelo dramático e direto aos eleitores dos líderes da extrema-direita, Marine Le Pen, e do centro, François Bayrou, num gesto em busca de seus votos para o segundo turno:

— Eu quero falar àqueles que votaram em Marine Le Pen. Eu ouvi suas exigências por nação, fronteiras, autenticidade, firmeza. Eu quero falar aos eleitores de François Bayrou. O núcleo de seu projeto é a redução dos déficits. Hollande recusa a “regra de ouro” (a inscrição na Constituição do equilíbrio orçamentário). Eu farei que ela seja adotada, se preciso por referendo, pois um país que não diminui sua dívida e seus déficits não é livre.

Os dois candidatos divergiram sobre a dívida pública do país, as políticas da União Europeia, questões de imigração, a energia nuclear e até sobre a data de retirada das tropas francesas do Afeganistão.

O socialista Dominique Strauss-Kahn, acusado de estupro no tempo que dirigia o Fundo Monetário Internacional (FMI), também entrou na discussão. Questionado por sua moralidade pública, Sarkozy disparou:

— Não vou tomar lições de um partido político que quis, com entusiasmo, se unir em torno de Dominique Strauss-Kahn — disse, referindo-se ao fato de que o ex-diretor do FMI era o favorito à candidatura socialista antes do escândalo sexual.

Comentaristas políticos franceses avaliaram, logo após o debate, que Sarkozy não obteve sucesso em seu intento de marcar pontos importantes para o segundo turno e em desacreditar seu adversário, mas ao contrário, se viu mesmo obrigado a, por vezes, se manter na defensiva. O entourage do presidente acusou Hollande de ser “arrogante”, chegando a dizer que Sarkozy foi “insultado”. Hollande disse que “agora os franceses sabem” do que é capaz, ao reconhecer “momentos rudes” durante o debate.

A pesquisa de opinião Ifop-Fiducial divulgada ontem mantém uma confortável vantagem no segundo turno para Hollande, de 54% a 46% sobre Sarkozy (contra 54,5% a 45,5% na sondagem anterior).

O tradicional confronto face a face entre os dois turnos do pleito presidencial francês provoca, segundo os institutos de pesquisa, mais ruído do que uma real influência na opinião do eleitor. Os debates “nunca impactaram a relação de força eleitoral”, nota Frédéric Dabi, diretor do instituto Ifop.

— Não se pode dizer que nada ocorrerá, mas no passado nunca ocorreu nada de muito importante — disse ao jornal “Le Monde”.

Para Emmanuel Rivière, do instituto TNS Sofres, “não há exemplo de um debate que tenha feito verdadeiramente mudar a tendência a favor do desafiante”, condição hoje ocupada por Nicolas Sarkozy.

Após os debates, desde o primeiro, em 1974, os institutos constataram a manutenção das previsões, ou no máximo uma mínima alteração. Em 1988, François Mitterrand caiu um ponto percentual após a confrontação televisiva com Jacques Chirac. Em 2007 e 1995 nada mudou. Mesmo em 1974, na eleição mais acirrada até hoje, Mitterrand e Giscard d’Estaing permaneceram na igualdade de 50% (Giscard venceu com 50,7%).

Foto: Reuters

Contrariando as expectativas de Sarkozy, ao final o debate acabou 0X0, como começou.


20 de abr. de 2012

Tudo indica que Sarkozy vai perder as eleições

FRANÇA – ELEIÇÕES
Tudo indica que Sarkozy vai perder as eleições
O primeiro turno das eleições francesas, para presidente da republica, neste domingo, levará para o segundo turno, dois candidatos, entre os dez disputantes. O conservador Nicolas Sarkozy, tentando a reeleição e o socialista François Hollande, da chamada "esquerda-caviar" parisiense, devem ser os credenciados nas urnas. As pesquisas apontam um empate técnico no primeiro turno, com Hollande ligeiramente à frente. Mas para o segundo turno, no começo de maio, as pesquisas indicam que uma derrota fragorosa aguarda Nicolas Sarkozy.

Fotos: Getty Images

Sarkozy e Hollande, os prováveis mais votados no primeiro turno

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Reuters

Segundo a agência de notícias Reuters, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, está encurralado no cenário eleitoral. Usou o seu penúltimo comício para minimizar as pesquisas ruins para sua candidatura a um novo mandato, a três dias do primeiro turno. Fez um discurso desafiador, ameaçando dar uma "lição" na oposição de esquerda.

Todas as pesquisas indicam um amplo favoritismo do socialista François Hollande no segundo turno da eleição, em 6 de maio.

O penúltimo comício do presidente conservador antes do primeiro turno aconteceu em subúrbio sofisticado de Paris. Num discurso que alternou gritos e sussurros, Sarkozy prometeu reduzir a imigração pela metade, reformar os benefícios para desempregados e pressionar a União Europeia a impor condições mais duras no comércio com nações emergentes.

Mas o principal alvo do discurso foi a "esquerda-caviar" parisiense, que teria, junto à imprensa, decidido de antemão o resultado da eleição, sem esperar a voz das urnas.

Foto: Getty Images

Sarkozy em desvantagem desafia a esquerda francesa e a imprensa

"(A eleição) vai ensinar a toda essa gente uma lição que nunca ninguém ensinou antes", disse ele a cerca de 500 simpatizantes, sem especificar se a "lição" seria a sua vitória eleitoral, ou apenas um resultado melhor do que preveem as pesquisas.

"São nove contra um", disse ele sobre o primeiro turno, com dez candidatos. "Mas o povo da França recusa que lhe diga o que fazer."

Sarkozy chega à eleição com aprovação popular de 33 por cento, menor índice já registrado por um presidente tentando a reeleição na França.

Uma pesquisa do instituto BVA nesta semana apontou Hollande com 29,5 por cento das intenções de voto no primeiro turno, 2 pontos percentuais à frente de Sarkozy. Para o segundo turno, porém, o socialista lidera com folga: 56 x 44 por cento.

Entre os partidários de Sarkozy, o clima na reta final da campanha é um misto de esperança cautelosa, combatividade e tom desafiador contra a imprensa.

"Vocês, jornalistas, deveriam estar sentados atrás; vocês não merecem estar na frente", gritou uma idosa a jornalistas no comício em Saint-Maurice, pitoresco subúrbio com 15 mil habitantes e um prefeito de centro-direita.

Fotos: Getty Images

Os dez candidatos de 2012 eleições presidenciais francesas: Nathalie Arthaud (Lutte Ouvrière) François Bayrou (MoDem), Jacques Cheminade (liberais Solidarité et), Nicolas Dupont-Aignan (Debout la Republique), François Hollande (Partido Socialista), Eva Joly (Europe-Ecologie Les Verts), Marine Le Pen (Frente Nacional), Jean-Luc Mélenchon (Front de Gauche), Philippe Poutou (Nouveau Parti anticapitalista), e atual presidente Nicolas Sarkozy (UMP).


PERFIL: Estilo de Sarkozy vira um fardo na sua campanha

FRANÇA – ELEIÇÕES
PERFIL: Estilo de Sarkozy vira um fardo na sua campanha
“Aos olhos de muitos eleitores, o maior fracasso de Sarkozy é que, ao invés de acabar com a praga do desemprego, como ele prometeu apaixonadamente, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em 750 mil, atingido seu maior nível em 12 anos, devido à crise econômica”.

Foto: Reuters

Catherine Bremer
Fonte: Reuters

Em cinco anos, Nicolas Sarkozy deixou de ser um político que conquistou a França com discursos enérgicos, nos quais prometia colocar dinheiro no bolso dos trabalhadores, para se tornar o mais impopular presidente a tentar a reeleição na história do país.

Em 2007, o conservador Sarkozy atraiu eleitores jovens, operários e centristas com uma campanha agressiva e com a determinação de alcançar o poder apesar de ser filho de um imigrante húngaro e de não ter tido a mesma formação elitista de outros políticos.

Na sua dura batalha para conquistar um segundo mandato em 6 de maio, o jeito impetuoso e agressivo que tanto ajudou Sarkozy há cinco anos desta vez não está seduzindo o eleitorado francês - muito pelo contrário. Sua popularidade atual é a mais baixa desde o começo do mandato.

O presidente lidou com habilidade com uma série de crises internacionais recentes, mas as preocupações econômicas do eleitorado parecem pesar mais. Uma pesquisa do instituto Ifop publicada uma semana antes do primeiro turno da eleição, que será no domingo, mostrou que 64 por cento dos entrevistados estão descontentes com a atuação dele, contra apenas 36 por cento de satisfeitos.

O único outro presidente francês a tentar a reeleição com um grau de aprovação tão baixo foi o conservador Valery Giscard d'Estaing, que tinha apenas 40 por cento de poio quando foi derrotado pelo socialista François Mitterrand em 1981.

Aos olhos de muitos eleitores, o maior fracasso de Sarkozy é que, ao invés de acabar com a praga do desemprego, como ele prometeu apaixonadamente, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em 750 mil, atingido seu maior nível em 12 anos, devido à crise econômica.

As principais reformas aprovadas pelo presidente - elevar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, abrandar a jornada semanal de 35 horas de trabalho, dar mais autonomia às universidades e alterar o sistema tributário para incentivar as horas extras e a propriedade imobiliária - de pouco serviram para lhe dar crédito entre os eleitores.

Em sua campanha deste ano Sarkozy promete reformar o mercado trabalhista e o sistema tributário para estimular a indústria e a geração de empregos. Ele também propõe reduzir a imigração legal pela metade, e convocar referendos para aprovar medidas importantes.

Propostas à parte, muitos franceses dizem sentir repulsa pelo estilo pessoal insolente do presidente, e podem votar mais para se livrar de Sarkozy do que por entusiasmo pelo candidato favorito, o socialista François Hollande

Eleitores de centro se sentem especialmente alienados pelas posições radicais que Sarkozy adota com relação à imigração e à integração europeia, numa estratégia para tentar conquistar os votos de eleitores do partido ultradireitista Frente Nacional. Até mesmo os simpatizantes dele se sentem incomodados com a publicidade que cercou o fim do seu casamento, após poucos meses de mandato, e o espalhafatoso namoro com a supermodelo Carla Bruni, que viria a se tornar sua terceira mulher.

"COMETI UM ERRO"

Sarkozy, de 57 anos, recentemente pediu desculpas pelos rompantes do começo de mandato, e admitiu ter passado uma imagem errada ao comemorar a vitória eleitoral de 2007 com amigos milionários em um restaurante chique, e ao tomar emprestado um iate de um empresário.

Ele manifestou arrependimento por ter tentado garantir um cargo público para o seu filho universitário e por ter batido boca com um pescador que o insultou, em 2007, durante uma acalorada discussão por causa do preço do combustível. Ele prometeu ser um presidente diferente se for reeleito.

"Cometi um erro", disse ele ao canal de TV France 2, sobre o incidente com o pescador. "Quando alguém me insulta, eu não gosto, mas como presidente eu não deveria ter reagido assim."

Isso não adiantou para melhorar sua popularidade, e muitos eleitores que votaram nele sem maior compromisso em 2007 afirmam que desta vez vão votar em branco ou na esquerda.

Foto: Reuters

Após o escândalo do fim do casamento, no início do mandato, o badalado namoro com a supermodelo Carla Bruni, que viria a se tornar sua terceira mulher, com quem teve uma filha, gerada no Palais de l'Élysée

Advogado de formação, Sarkozy, construiu sua base política como prefeito do rico subúrbio parisiense de Neuilly, e angariou atenção nacional ao entrar numa creche para resgatar crianças sequestradas por um homem apelidado de "Bomba Humana".

Tornou-se braço-direito do primeiro-ministro Edouard Balladur, como ministro do Orçamento entre 1993 e 95, e como porta-voz da sua malfadada campanha presidencial, dando as costas ao seu mentor, Jacques Chirac. Depois que Chirac ganhou a eleição em 1995, Sarkozy passou sete anos no limbo político.

Voltou como um duro ministro do Interior de 2002 a 2007, com um intervalo na pasta das Finanças entre 2004 e 2005. Nesse período, a contragosto de Chirac, conquistou o controle do partido governista UMP.

Quando explodiu a crise financeira global de 2008, Sarkozy adotou um tom anticapitalista, prometendo punir especuladores e defendendo um forte papel do Estado na economia. Ele liderou a reação europeia e ajudou a criar as cúpulas do G20 (grandes economias mundiais), dando mais voz às grandes nações emergentes.

Sarkozy melhorou as relações com os EUA, colocando forças francesas no comando militar da Otan pela primeira vez desde 1966. Negociou um cessar-fogo na breve guerra de 2008 entre Rússia e Geórgia e comandou a ação militar ocidental na Líbia no ano passado.

Ridicularizado por seus saltos plataforma e por seu jeito agitado, o diminuto Sarkozy tenta parecer mais presidencial, mas recentemente escorregou em agressivas discussões com jornalistas e adversários políticos.


20 de mar. de 2011

LÍBIA: Na guerra dos holofotes Sarkozy ganhou de Obama

LÍBIA
Na guerra dos holofotes Sarkozy ganhou de Obama
Quando aviões franceses bombardearam alvos na Líbia, iniciava-se a maior intervenção militar internacional no mundo árabe desde a invasão do Iraque em 2003. Em visita ao Brasil, o presidente Obama, demorou uma eternidade para divulgar que autorizará os Estados Unidos a participação da ação.

Fotomontagem de Toinho de Passira sobre foto da Reuters

Obama chegando na manhã deste sábado, com a família, na base militar em Brasília, para uma visita de dois dias ao Brasil, trouxe a tiracolo, além da sogra, o coronel Kadhafi

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Noticia UOL, Le Figaro, Al Jazeera, Noticia Yahoo, Reuters, BBC Brasil , Reuters

No instante, quase exato, que o Force One pousava na base militar em Brasília, trazendo o presidente Barack Obama, para sua visita ao Brasil, aviões Rafales, da força aérea da França, atiraram e destruiram quatro tanques utilizados pelas forças leais ao Muammar Kadafi, na periferia do reduto da oposição de Benghazi, na Líbia.

A viagem do presidente americano ao Brasil, Chile e El Salvador, acontece sob fortes crítica da imprensa e da opinião pública americana. As crises mundiais com os riscos de vazamento nuclear no Japão, a guerra civil na Líbia e as tensão espalhadas pelo mundo árabe, segundo os americanos, recomendava que o presidente continuasse em Washington, no centro das decisões, com a cabeça voltada apenas para os interesses americanos, diante desses acontecimentos.

Muitos criticam o presidente Obama, acusando-o de vacilante e dubio nas decisões referentes a Líbia. O americano tem razões em ser ponderado: teme meter os Estados Unidos em uma nova guerra, sem fim previsivel. Não tem a menor garantia, que com a queda de Kadhafi e das outras ditaduras árabes, nascam nesses países regimes democraticos simpaticos aos americanos.

Foto: Reuters

Quatro caças Rafale, que haviam partido da base francesa de Saint Diziers foram os primeiros a disparar contra as tropas de Kadhafi.

Mas como o mundo é dos oportunistas e atirados, sentindo o vácuo na liderança mundial, diante dos fatos que se desenrolavam na Líbia, o presidente frances, Nicolas Sarkozy assumiu a responsabilidade de iniciar os ataques.

Enquanto Obama tinha um morno encontro com Dilma Rousseff, Sarkozy tinha voltado para si todos os refletores mundiais. O francesinho, em baixa de popularidade interna, segundo as últimas pesquisas seria eliminado, logo no primeiro turno, nas eleições presidenciais de 2012, tenta com a guerra, impor-se como lider mundial, buscando votos no orgulho frances.

De quebra Nicolas Sarkozy ainda pôs na vitrine, os caças franceses Rafales, que nunca haviam participado de uma ação real de combate. O que pode render prestígio e finalmente uma compra por parte de um país estrangeiro, o Brasil, por exemplo, de um lote desses aviões até hoje, utilizado unicamente pela força aérea francesa.

Foto: Getty Images

Nicolas Sarkozy nas rédeas dos acontecimentos: "... a França está decidida a assumir seu papel perante a História".



Pode não ser a verdade absoluta, mas o que passou para a comunidade internacional é que só depois de forçado pelo ousado ataque francês, Barack Obama, resolveu agir autorizando, desde Brasília, a participação dos Estado Unidos na ação militar na Líbia. Falando num vídeo provavelmente produzido dentro do Force One, Obama confirmou a autorização de forma pouco confiante.

Foto: Jim Watson/Agence France-Presse - Getty Images

"Estou ciente dos riscos de uma ação militar. Quero que os americanos saibam que o uso da força não foi nossa primeira escolha".

Foto: Fireman Roderick Eubanks/United States Army

Mais tarde foram divulgadas imagens do destróier “Barry” da Marinha dos Estados Unidos, disparando misseis Tomahawk, desde o Mar Mediterrâneo, visando atingir alvos do sistema de defesa aérea da Líbia.


18 de mar. de 2011

LÍBIA: Kadhafi finge recuar, ocidente endurece

LÍBIA
Kadhafi finge recuar, ocidente endurece
Após a resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovou na quinta-feira, apoiando uma zona de exclusão aérea e "todas as medidas necessárias" para proteger os civis das forças de Gaddafi, Dilma mandou o Brasil ficar em cima do muro e se abster de votar, o ditador líbio declara um cessar fogo fajuto, para fazer o ocidente vacilar enquanto ele continua a sua derrocada sangrenta contra os rebeldes. Pode haver bombardeio ocidental sobre as forças de Kadhafi, neste fim de semana.

Foto: Roberto Schmidt/AFP

Bombardeio da Força aérea de Kadhafi sobre os revoltosos, na cidade portuária de Ras Lanuf

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , BBC Brasil, The New York Times, Al Jazeera, Le Figaro, Le Monde, Il Messaggero, Corriere della Sera, The Washington Post

O governo de Muammar Kadhafi anunciou um cessar-fogo unilateral em sua ofensiva para reprimir a revolta na Líbia, ao constatar que aviões de combate do Ocidente se prepararam nesta sexta-feira para atacar as forças do líder líbio.

As noticias, porém dão conta, que o discurso difere da prática: as tropas do governo continuam bombardeando, nesta sexta, a cidade de Misrata, no oeste do país, que estava sob controle dos rebeldes, matando ao menos 25 pessoas, incluindo crianças, disse um médico local à Reuters. Os moradores afirmaram que não havia sinais de cessar-fogo.

No leste do país, onde os rebeldes mantêm o controle, a declaração do governo foi repudiada, sendo considerada uma armadilha ou um sinal do desespero de Kadhafi.

O governo Obama também mostrou ceticismo.

"Decidimos um cessar-fogo imediato e cessar imediatamente todas as operações militares", disse o ministro das Relações Exteriores líbio, Moussa Koussa, em Trípoli na sexta-feira, depois que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução autorizando ação militar e pediu pelo diálogo com todas as partes.

No campo de batalha a conversa é outra, Kadhafi prometeu não mostrar "nem dó nem piedade" e os rebeldes pedem ajuda estrangeira antes que não haja mais tempo.

Kadhafi teme uma invasão ocidental, como aconteceu no Iraque, o que pode mesmo acontecer, apesar de estar afastada a hipótese, pelo menos momentaneamente, dessas ações militares serem lideradas pelos Estados Unidos.

Foto: Getty Images

O conselho de Segurança da ONU aprovando o bloqueio do espaço aéreo na Líbia.

As nações começam a se pronunciar como poderão participar de um possível ataque as forças leais a Kadhafi. O Catar disse que participaria, mas não estava claro se isso significa auxílio militar. A Tunísia disse que não participaria de nenhuma forma.

"A Grã-Bretanha mobilizará (caças) Tornados e Typhoons, além de aeronaves para reabastecimento aéreo e vigilância", disse o primeiro-ministro David Cameron ao Parlamento.

A Itália anunciou que disponibilizaria sete bases militares, além de equipamentos e tropas. Nápoles será o centro de coordenação.

Dinamarca e Canadá afirmaram que planejam contribuir com caças. A França sediará reuniões no sábado para debater a ação com a Grã-Bretanha, a Liga Árabe e outros líderes.

O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, disse após uma reunião com embaixadores da aliança militar que a OTAN estava "finalizando seu planejamento a fim de se prontificar para tomar a ação apropriada... como parte do amplo esforço internacional."

Foto: Doug Mills/The New York Times

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu na sexta-feira o líder líbio, Muammar Gaddafi, a obedecer as exigências da ONU por um cessar-fogo, ou então enfrentará as consequências, incluindo uma ação militar.

Enquanto isso, habitantes de Misrata disseram que a cidade do oeste do país estava sob bombardeio pesado pelas forças de Kadhafi na sexta-feira.

"Eles estão bombardeando tudo, casas, mesquitas e até ambulâncias", disse à Reuters um porta-voz dos rebeldes chamado Gemal, por telefone, desde o último grande reduto rebelde na parte ocidental do país.

Outro rebelde chamado Saadoun disse: "Achamos que eles querem entrar na cidade a qualquer custo antes de a comunidade internacional começar a implementar a resolução da ONU."

A TV Al Arabiya também disse que a cidade de Zintan, sob controle rebelde e também no oeste do país, foi atacada por foguetes na sexta-feira. As notícias sobre os confrontos não podiam ser confirmadas de forma independente. As autoridades impedem que os jornalistas estrangeiros baseados em Trípoli reportem livremente.

Enquanto outros países e a OTAN devam participar em ação militar, as autoridades norte-americanas esperam que os EUA façam o 'trabalho pesado' numa campanha que provavelmente incluirá ataques aéreos contra tanques e artilharia.

Foto: Getty Images

Em comunicado o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em nome dos aliados ocidentais e países árabes exigiu que o líder líbio, Muammar Kadhafi, parasse o avanço de suas tropas e cessasse os ataques a Benghazi e que se retirasse das cidades de Misrata, Zawiyah e Ajdabiya. Além de fornecer água e energia elétrica às cidades que tiveram o fornecimento interrompido.

Para esse domingo, espera-se que ocorra, numa demonstração de força e determinação, pelo menos sobrevôos de aviões ocidentais sobre a Líbia. A possibilidade da missão se transformara em um ataque aéreo, vai depender da reação das forças de Kadhafi.

12 de fev. de 2011

OPINIÃO - Mubarak, o ditador que nos amava

OPINIÃO
Mubarak, o ditador que nos amava
No final, a recusa dos manifestantes em ceder selou o destino de Mubarak. Mas o Ocidente ficou ao lado do líder quase até o final, apesar dele ter transformado seu país em um Estado policial, perseguido a oposição, eliminado dissidentes e saqueado sua economia. Por 30 anos, os parceiros de Mubarak no Ocidente o apoiaram enquanto ele governava o Egito com mão de ferro.

Foto: Associated Press

Mubarak, ainda aprendiz de ditador, acompanhado de Jimmi Carter, na Casa Branca, anos 80

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Der Spiegel, O Globo, Diario de Notícias, TVI 24, Le Monde

Os analistas não cansam de comentar que o movimento libertário egípcio, inspirado no sopro que veio da Tunísia, pode influenciar todo o comportamento político do Oriente Médio, do mundo árabe mulçumano e expandir os anseios populares por liberdade, até por outras regiões do planeta, onde quer que um ditador esteja de chicote na mão cerceando a legítimo direito do povo de escolher os seus governantes de forma direta e democrática.

O ocidente, porém, está entre perdido e envergonhado por ter apoiado e fortalecido durante estes 30 anos, Hosni Mubarak. A revista alemã Spiegel, diz na edição que vai as bancas hoje, que “O ocidente perde seu tirano favorito”, realçando a promiscuidade política dos líderes ocidentais para com o ditador.

Presidentes americanos, chefes de Estado franceses, primeiros-ministros britânicos e alemães – todos mantinham um relacionamento estreito com o presidente egípcio. Fechavam os olhos sobre a sua atuação interna, esmagando o seu povo, desde que continuasse como fiador do plano de paz com Israel, usasse sua influência no mundo árabe em defesa dos interesses ocidentais e combatesse com veemência e dedicação o terrorismo dos extremistas islâmicos.

Segundo a revista Spiegel, a família Mubarak desfrutava de alta estima na Alemanha. Em 2004, a Universidade de Stuttgart concedeu a “cidadania honorária” da universidade à esposa do presidente, Suzanne Mubarak, por seu compromisso social e sua dedicação aos direitos das crianças e mulheres.

O apreço pela habilidade diplomática de Mubarak permaneceu alto até recentemente. Na pauta dos encontros entre o chefe de governo egípcio e as democracias ocidentais, o tema “direitos humanos” aparecia como um item de protocolo, sem a importância devida, só para constar, nada que pudesse representar realmente uma pressão verdadeira por exigência de reformas internas.

Foto: Reuters

O presidente Mubarak e sua esposa Suzanne Mubarak posam com o presidente Ronald Reagan e a primeira-dama Nancy Reagan depois de um jantar em homenagem aos egípcio na Casa Branca, em janeiro de 1988

Os presidentes americanos sucederam-se durante esses 30 anos apoiando, fortalecendo e cortejando Mubarak. Enquanto foi ditador, o chefe de governo egípcio conviveu prestigiado por seis presidentes americanos, desde Jimmy Carter, seguido de Ronald Reagan, passando por George H. W. Bush (pai), Bill Clinton e George W. Bush (filho).

Fotos: Associated Press/DPA

Duas gerações de Bush aliadas ao ditador

O presidente Bush considerava o regime linha-dura do Egito útil na luta contra os suspeitos de terrorismo e aqueles que os apoiavam. Fala-se até em operações da CIA, o órgão de inteligência americana, feita por encomenda para Mubarak.

Barack Obama continuou na mesma política de apoio e de aliança com o Egito. Atualmente calcula-se que a ajuda externa dos Estados Unidos, para o governo de Mubarak, chegava a US$ 1,5 bilhão por ano, incluindo o pacote em ajuda militar.

Surpreendido pela revolta popular o governo de Barack Obama foi cauteloso o quanto pode. Só abandonou o seu ditador parceiro, quando o movimento popular não dava mais possibilidades de permanência de Mubarak. Apesar de todo o movimento diplomático americano, na realidade o presidente Obama, apenas aderiu às possibilidades de uma democracia no Egito, quando o povo egípcio já a havia instalado.

Não existem ditaduras boazinhas, como tantos outros Mubarak era um tirano corrupto, sanguinário e esmagador. Manteve por dezenas de anos o país sob perpétuo estado de emergência, com as garantias individuais dos cidadãos suspensas. O Egito é um Estado policial. Mais de 1 milhão de informantes, agentes e policiais supostamente mantinham a população de mais de 80 milhões sob vigilância.

A oposição era mantida pequena, os órgãos de imprensa que criticavam o governo enfrentavam dificuldades. Os dissidentes políticos iam parar em prisões que eram notórias pela tortura e muitas pessoas simplesmente desapareciam sem deixar vestígio.

Mubarak resistiu à pressão internacional para que desse maior liberdade ao seu povo. Pressionado por Washington, ele tolerou a presença de outros candidatos na eleição presidencial de 2005. Mas o regime fez pouco esforço para tornar a votação democrática. Devido à óbvia manipulação, o candidato de oposição Aiman Nur só conseguiu obter 7% dos votos. A candidatura de Nur também lhe custou caro pessoalmente. Logo após a eleição, ele foi sentenciado a cinco anos de prisão por acusações enganosas.

A fortuna da família Mubarak gira em torno de US$ 40 bilhões, riqueza acumulada por meio, por exemplo, de comissões recebidas em contratos de defesa, financiada pelos americanos. Os órgãos de imprensa árabes dizem que o dinheiro está seguramente investido no exterior.

Foto: Eric Feferberg/AFP/Scanpix

Mubarak, o ditador favorito de Sarkozy

Nicolas Sarkozy, de todos os chefes de Estados comprometidos com Mubarak é o que está passando o maior vexame. Mesmo no pronunciamento que fez quando soube da renuncia, elogiou o ditador dizendo que o gesto de Hosni Mubarak foi "uma decisão corajosa e necessária".

Os analistas franceses cobram que Sarkozy teve sempre gestos tardios durante todo o episódio, sempre atrás das reações do primeiro ministro britânico, David Cameron, e da chanceler alemã, Angela Merkel.

Mas a questão francesa pode ter desdobramentos ainda mais desagradáveis: o jornal “Canard Enchaîné” divulgou que o Primeiro ministro francês, o cargo de primeiro ministro francês François Fillon, balança, devido as suas férias de final de ano, reunido com a família, à custa de Hosni Mubarak, em território egípcio. Hospedagem, viagem pelo Nilo em suntuoso Iate, tudo pago pelo ditador, ou seja, pelo contribuinte do Egito.

Para piorar soube-se que o caso de proximidade entre Fillon e o Governo egípcio não é único na política francesa. A ministra dos Negócios Estrangeiros, Michele Alliot Marie, passou também o fim de ano na Tunísia. A viagem foi feita no avião privado de um amigo de Ben Ali, já a Revolução do Jasmim dava os primeiros sinais.

Foto: Getty Images

Mubarak recebido por Obama na Casa Branca, como grande aliado, em junho de 2009

Muito flexível, a moral política internacional, parece não se importar mesmo, com as ditaduras, desde que não seja no seu país e que o ditador seja seu amigo.


9 de fev. de 2011

Dilma não vai comprar os caças franceses

BRASIL – FRANÇA – ESTADOS UNIDOS
Dilma não vai comprar os caças franceses
Segundo o jornal Le Monde a presidenta brasileira demonstra que o negocio de 40 bilhões de dólares, para compara de aviões caça para a FAB, não tem mais os franceses Rafale como preferenciais. Os aviões queridinhos de Dilma são os americanos da Boeing. A presidenta tem a benção de Lula para mudar de rumo. A história envolve transferência de tecnologia, um realimento político com os Estados Unidos e histórias de bastidores, que vão desde a falta de apoio de Sarkozy a aventura de Lula em apoiar o programa nuclear do Irã e uma vexatória visita da então candidata Dilma ao Palácio Élysée, sede do governo francês.

Foto: Reuters

Timothy Geithner e Dilma Roussef em Brasília, na conversa a compra dos caças americanos F-18 da Boeing

Postado por Toinho de Passira
Fontes: ”thepassiranews, O Globo, Reuters, Le Monde, Yahoo News

A notícia estourou no jornal francês "Le Monde", com uma “má notícia”: a Presidenta brasileira Dilma Rousseff, teria confidenciado numa reunião, nesta segunda, com Timothy Geithner, secretário do Tesouro Americano, em Brasília, que suas preferências para a compra dos novos aviões para a Força Aérea Brasileira, recaiam sobre o modelo norte americano F-18 da Boeing e não sobre o avião Rafale, da Dassault Aviation francesa.

A decisão prévia de adiar a licitação em vez de decidir imediatamente pelos Rafale, como propunha o Ministério da Defesa, ou melhor, o Ministro Nelson Jobim, um suspeitíssimo defensor do avião francês, já havia deixando o governo Sarkozy de orelha em pé.

É bem verdade que Dilma teria dito ao Secretario do Tesouro, Geithner que continua preocupada com as questões de transferência da propriedade tecnológica, algo que o Brasil pleiteia que seja incluído no acordo, para poder desenvolver sua própria indústria militar.

A presidente, afirmou estar buscando condições melhores por parte da Boeing, além de garantias de que o governo dos EUA permitirá que tecnologias militares estratégicas mudem de mãos.

A porta-voz da Boeing, (outra mulher) Marcia Costley, afirmou que as garantias de transferência tecnológica são uma questão a ser decidida pelos dois governos.

Ela acrescentou que, como parte do eventual negócio, a empresa norte-americana estaria disposta a fornecer ao Brasil também tecnologia e outros tipos de assistência em áreas como transportes, satélites e sistemas bélicos.

Foto: Divulgação

O caça F-18 da Boeing, o avião que Dilma quer comprar

"A Boeing tem capacidade e recursos para cumprir suas promessas... a respeito da transferência de tecnologia, e tem um histórico para provar isso", disse Costley.

O contrato, de pelo menos 4 bilhões de dólares, sem incluir os lucrativos acordos de manutenção e possíveis aquisições adicionais, já sofreu vários adiamentos durante as últimas décadas, conforme o governo brasileiro tentava equilibrar as necessidades da FAB, fatores diplomáticos, variantes de custos e estratégia de aliança militar.

Desde que Dilma adiou a decisão final da licitação, os três finalistas, norte americano F-18 da Boeing, o Rafale, da francesa Dassault, e o Gripen NG produzido pela sueca Saab, têm se empenhado para melhorar suas ofertas.

Enquanto isso, o governo dos EUA quer oferecer as garantias adicionais que Dilma busca, 4 bilhões de dólares, injetados na economia americana, nesse momento, não é algo que os americanos possam desprezar. Além do quê, a compra sinaliza uma aliança militar Brasil-EUA, capaz de arrepiar os pelos de Hugo Chávez e sua camarilha.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse a Reuters, que já ofereceu uma garantia por escrito de que o eventual acordo com a Boeing será respeitado pelo governo dos EUA. Mas Dilma temendo o futuro, segurar que as permissões de concessões tecnológicas passem antes pelo crivo do Congresso norte-americano, para evitar qualquer dor de cabeça futura.

Na visita que fará em março ao Brasil, o presidente Barack Obama pode oferecer novas condições.

A Dassault agora posta em terceiro lugar é a que oferece maiores garantias de transferência tecnológica, sem nenhuma possibilidade de restrição, segundo o diretor de exportações da empresa francesa, Eric Trappier.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Reunido com Sarkozy em 2009, no dia da Pátria, Lula se comprometeu a comprar os aviões franceses. Agora Dilma, autorizada por Lula, muda o rumo das negociações

Entrando na área da especulação, pode-se adicionar três episódios políticos, a reviravolta na decisão presidencial, da escolha dos aviões.

A primeira relaciona-se a política externa do governo Lula. Sarkozy em defesa da indústria bélica francesa bajulou o presidente brasileiro quanto pode. Defendeu a ida do Brasil como membro fixo do Conselho de Segurança da ONU, compareceu a parada de 7 de setembro em Brasília, e até trouxe a adorável Carla Bruni-Sarkozy (sua esposa) num dos encontros com o governo brasileiro. Mas não apoiou como Lula queria o acordo fajuto que o Brasil fez com o Irã de Mahmoud Ahmadinejad. Dizem que Sarkozy havia acenado com um apoio formal, mas acabou recuando temendo a opinião pública mundial e especialmente a francesa.

Irritado, Lula que por inúmeras vezes havia se comprometido a comprar o caça francês, deu o troco, pondo Sarkozy na geladeira, deixando para Dilma a escolha da compra, sinalizando a exclusão da França na parada.

Foto: Getty Images

Sarkozy reticente...

Acrescente-se que em junho do ano passado, quando a presidente Dilma era candidata carente de exibir capacidade de dialogo com líderes internacionais, foi até Paris reunir-se com o presidente francês Nicolas Sarkozy, num arranjo de Lula. Dilma levou à tiracolo uma equipe da produtora encarregada da sua campanha eleitoral, na pretensão de imagens da “reunião de mentirinha” para mais tarde usar no programa eleitoral gratuito.

Sarkozy não permitiu que fossem feitas imagens dentro do Palácio Élysée, a sede do governo, por não querer seu nome envolvido em campanha política no Brasil. Dilma voltou apenas com imagens rápidas na despedida com o francês, que acabaram nem sendo usadas na campanha.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

...Obama afetuoso

Enquanto isso, em 2009, quando da visita de Lula aos Estados Unidos, fora do protocolo, atendendo pedido do brasileiro, Obama recebeu Dilma Rousseff no Salão Oval da Casa Branca e se deixou fotografar Ricardo Stuckert o fotografo oficial da presidência da Republica brasileira. A imagem foi fartamente usada na campanha, principalmente, quando começaram a divulgar na internet que Dilma, se eleita, não poderia entrar em território americano, pois havia sido terrorista.

Obama também não se deixaria fotografar com a candidata em condições de campanha eleitoral, a foto com o presidente americano, aconteceu um ano antes do início da campanha, mas de qualquer maneira a candidata se sentiu prestigiada pelo presidente dos Estados Unidos, que quebrando o rígido protocolo de uma visita presidencial, reservou-lhe simpáticos minutos enquanto Sarkozy transformou sua visita num embaraço.

Além dos franceses, o Ministro Nelson Jobim não está nada satisfeito com a mudança de ares.

Toda a sua torcida pelo Rafale, sua intimidade com os fabricantes e seus anúncios precipitados que seriam os Rafales, os caças comprados, estariam lhe proporcionando um enorme prejuízo político e econômico, se é que vocês me entendem.

Leiam no “thepassiranews”

O quase secreto jantar francês de Jobim,
Porque a agenda do Ministro da Defesa era tão imprecisa e vaga naquela tarde-noite francesa?


21 de out. de 2010

FRANÇA: A nova revolução francesa

FRANÇA
A nova revolução francesa
Ao completar uma semana de greves e protestos que abalam a França e deixam quase um terço dos postos de gasolina desabastecidos, trabalhadores de setores-chave do país não demonstram planos de enfraquecer. Apesar da crise, o presidente Nicolas Sarkozy garantiu que não pretende recuar no plano de reforma da Previdência e disse que irá até o fim para aprovar o projeto.

Foto: Getty Images

Sarkozy zomba da Democracia - Diz o cartaz colocado num dos monumentos de Paris aS

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brsil, Le Figaro, Liberation, Diario Catarinense, Diário de Noticias

O ministro do Interior da França, Brice Hortefeux, instruído pelo presidente Nicolai Sarkozy, prometeu prisão, punição e mais repressão aos manifestantes que realizarem protestos violentos contra a reforma da previdência no país.

Foto: Getty Images

Hortefeux disse que a França "pertence às pessoas honestas que querem trabalhar", e alertou, passando um recado para os sindicatos, que se a situação atual persistir, empresas serão sacrificadas e empregos serão suprimidos.

Em vários pontos do país, manifestantes entraram em confronto com a polícia durante o novo dia de protestos, que já duram sete dias, causando estragos em veículos e estabelecimentos comerciais.

Foto: Getty Images

Só nessa quarta-feira, 245 pessoas foram presas. Desde o inicio das manifestações 1.901 franceses foram detidos pela polícia. A grande maioria vai enfrentar processos na justiça francesa.

Em reposta o presidente francês, Nicolas Sarkozy, determinou a intervenção da polícia para garantir a reabertura de todos os reservatórios de combustível bloqueados durante os protestos, o que tem provocado falta do produto nos postos.

O ministério do Interior está empregado nessa missão a força especial da polícia francesa – equivalente à Swat americana - para liberar os reservatórios, dominado pelos sindicalistas em greve.

Foto: Getty Images

Os estudantes entraram na briga: mais de duzentas escolas estão sem aulas em Paris, enquanto os jovens enfrentam a polícia

Hortefeux, o ministro do interior, ressaltou que respeita o direito ao protesto dos trabalhadores, mas que este direito não inclui o bloqueio a outros trabalhadores ou a violência.

Mas enquanto o governo conseguia desbloquear três reservatórios importantes, em La Rochelle, Donges e Le Mans, os manifestantes, fecharam o porto de Le Havre, no norte, impedindo o descarregamento de dez petroleiros.

Foto: Getty Images

De acordo com o correspondente da BBC na França Christian Fraser, em toda a França, mais de três mil postos de combustível estão sem o produto.

O temor de desabastecimento dos motoristas provocou filas enormes nos postos e levou a um aumento de 500% na vendas.

Foto: Getty Images

Funcionários do setor de transporte também continuam com seus protestos e a estatal ferroviária, SNCF, informou que um em cada três trens de alta velocidade, o TGV, teve viagens canceladas.

Manifestantes dificultaram o tráfego pelas estradas de acesso aos aeroportos Charles de Gaulle e Orly, na região de Paris, os dois maiores do país, obrigando os passageiros, que chegam e saem da França, a se deslocar a pé, após longas caminhadas, deixando ou chegando aos terminais.

O projeto de reforma da Previdência, que entre seus pontos mais polêmicos aumenta a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, deve começar a ser votado pelo Senado nesta quinta-feira.

Foto: Getty Images

Apesar dos protestos, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que não pretende recuar e que irá "até o fim" para aprovar a reforma, que considera um dos projetos mais importantes de seu mandato e como tal, "é para ser aprovado e posto em prática".

Segundo o jornal Diário de Notícias, de Portugal, 79% dos franceses, sugerem que o impasse seja resolvido com uma negociação. Esta intransigência autoritária, de Sarkozy, tem sido alvo de críticas por parte de analistas políticos.

"Ao marginalizar-nos, Sarkozy transferiu o poder para a rua", afirmou um sindicalista citado pelo diário Liberation.

Leia mais no “thepassiranews”:
Franceses protestam contra alteração na previdência


17 de out. de 2010

Franceses protestam contra alteração na previdência

FRANÇA
Franceses protestam contra alteração na previdência
Os principais sindicatos da França medem uma queda de braço monumental com o presidente Nicolai Sarkozy, para evitar que o senado Frances, aprove a reforma da previdência, que entre outras coisas altera a idade de aposentadoria dos 60 para os 62 anos. Estão ameaçando com o desabastecimento de combustível e colapso no transporte rodoviário enquanto multidões, em protesto, ocupam as principais cidade do país. O governo francês alega que a medida visa desafogar o déficit previdenciário.

Foto: Le Figaro

Neste sábado três milhões de manifestantes, segundo os sindicatos, estiveram nas ruas da França, para protestar. As manifestações atingem as maiores cidades do país, na foto um ato público em Lillie.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Reuters, Le Monde, Le Figaro, Le JDD

O presidente francês Nicolas Sarkozy enfrenta uma semana de tudo ou nada para a impopular reforma da previdência que ele tenta aprovar.

Sindicatos dos ferroviários, dos caminhoneiros, dos trabalhadores de refinarias e manifestantes no país todo estão aumentando a pressão para que o presidente desista da idéia de alterar o sistema de aposentadoria francesa, tendo como um dos pontos mais polêmicos, o aumento da idade dos futuros aposentados que passariam de 60 para 62 anos, que está programada para ser votada no senado, nesta semana.

Foto: Reuters

Gente de todas as idades invade as ruas de Paris para demonstrar seu descontentamento contra as reformas

O presidente Sarkozy aparece irredutível afirmando que a medida visa reduzir o déficit público Frances e prometeu não ceder aos poderosos sindicatos do país.

Os sindicatos têm um histórico de impedir reformas e já prometeram que serão tão teimosos quanto Sarkozy.

Esta semana a determinação do presidente será testada de verdade em meio ao risco desabastecimento de gasolina nos postos do país, paralisando o transporte rodoviário, inclusive o de caminhões e de mais manifestantes tomarem as ruas da França.

Foto: Getty Images

Trabalhadores das refinarias em greve

Trabalhadores em todas as 12 refinarias francesas estão em greve. Se eles continuarem parados, os postos vão começar a ficar sem combustível pelo meio da semana, segundo a indústria petrolífera local. Nesse caso, o governo terá de começar a utilizar suas reservas estratégicas.

Até agora, menos de dois por cento dos postos franceses foram afetados e os principais aeroportos do país ainda têm combustível suficiente para continuar a operar por tempo indeterminado.

Temores de que o principal aeroporto da França, o Roissy Charles de Gaulle, fique sem combustível nas próximas 48 horas foram afastados pelo ministro dos transportes Dominique Bussereau, que disse que o oleoduto que supre o aeroporto continua a funcionar.

Foto: Associetad Press

Mas com todas as refinarias francesas em greve cerca de 350 a 400 postos da empresa francesa Total sofrem com falta de combustível.

A falta de combustível nos postos pode se tornar mais severa se o Sindicato dos caminhoneiros conseguirem parar o transporte rodoviário neste o domingo à noite e na segunda e se manifestantes forem às ruas em peso na terça-feira antes da votação no Senado.

Foto: Getty Images

Os estudantes entraram na luta, contra o projeto de Sarkozy

Se o Senado aprovar a medida, o presidente provavelmente vai receber a lei para sanção já na sexta-feira. A queda de braço Sarkozy sindicatos promete. Enquanto

Fotos: Getty Images

Enquanto um cartaz mostra Sarkozy com 70 anos, o outro fala de Carla Bruni, a mulher do presidente e manda o chefe de estado francês literalmente “sifú”. Fosse aqui Lula diria que era um golpe “daszelites”.