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29 de set. de 2013

Vivendo sobre a mudança climática, de Mariana Bazo

PERU - Ecologia
Vivendo sobre a mudança climática
Mariana Bazo, fotografa e jornalista da Reuters, conta a emoção e faz um sensível registro fotográfica de viagem as geleiras do Peru, que estão desaparecendo

Fotos: Mariana Bazo

Postado por Toinho de Passira
Reportagem e fotos de Mariana Bazo
Fonte: Photoblog - Reuters

A mudança climática tem agora uma rota histórica na cordilheira andina. O derretimento progressivo das geleiras tropicais (geleiras localizadas nas latitudes tropicais) em uma cidade levou a um declínio no turismo e fez os moradores procuram alternativas para continuar atraindo turistas.

Peru é um país de vários ecossistemas. Para viajar da capital litorânea de Lima a 5.000 metros (3.107 pés) acima do nível do mar requer apenas algumas horas de condução para cima. Uma das cidades mais importantes da altitude, Huaraz, é famosa por suas acessíveis montanhas cobertas de neve e geleiras. Huaraz também é frequentada por escaladores de montanha, muitos dos quais têm como objetivo atingir Huascarán, montanha mais alta do Peru e o ponto mais alto em regiões tropicais do mundo, com 6.768 metros (22.205 pés) de altura.

Huaraz é separado Lima por cerca de 500 km (310 milhas) da estrada, mas é muito mais distante, em termos de costumes e de desenvolvimento econômico. Um dos maiores pontos turísticos próximos à cidade é a geleira Pastoruri, em cima do qual os visitantes podem caminhar e brincar na neve e no gelo.

Nos últimos anos, a geleira começou visivelmente a desaparecer, e o encolhimento tornou-se tão grave que a comunidade teve que barrar o acesso direto dos visitantes à massa de gelo, pensando que a atividade turística também estava contribuindo para a crise glacial. Para além do impacto no turismo, há também uma grave falta de água para a agricultura, que costumava vir do degelo natural, e isso tem um grande impacto social.

Hoje há uma nova rota para que os turistas possam se aproximar das geleiras, sem, contudo tocá-las. Os guisas chamam de mudança de rota do Clima. Com cerca de 5.000 metros acima do nível do mar, você pode claramente ver e sentir a mudança, abaixo das camadas de gelo brotam rochas marrons e pretas, que parecem estar crescendo das entranhas da geleira.



Ao mesmo tempo em que a população local promove a nova rota para trazer os turistas de volta, os cientistas têm vindo a acompanhar as mudanças no Pastoruri.

Para Luzmila Davila da Unidade de Glaciologia do Peru, o derretimento das Pastoruri é devido mais à mudança climática do que a atividade turística. Ela disse que o encolhimento é imparável, com metade da massa de gelo perdido nos últimos 17 anos. Explicou que as geleiras são reservatórios de água doce em estado sólido muito sensível às mudanças climáticas. Isto é especialmente verdadeiro no caso das geleiras tropicais, como estas e outras localizadas nos Andes, cujas bases estão rodeadas por ar quente.

Se podia sentir a pureza da água quando se caminhava sobre a neve e o gelo até as geleiras. Há uma harmonia entre a geleira e os pequenos montes de fragmentos de gelo em formação.

Lá em cima, a falta de oxigênio não me deixou pensar com clareza, e caminhar é difícil para quem não é um alpinista e vive ao nível do mar. É realmente o teto do mundo com névoa ao seu redor fazendo o seu corpo se mover em câmera lenta.

Fui com um guia de montanha, porque ir sozinha teria sido arriscado. Ele conhece o terreno. Entramos em fendas e ouvimos avalanches. Ao girar lentamente para tirar uma foto panorâmica de 360 graus me deixou tonta. Minhas mãos doem do frio intenso depois de tirar as luvas para apertar o obturador. Meu coração batia a cada passo, como quando corri numa maratona. Mas essa era a única chance de estar com a natureza desta maneira. As mudanças no clima vêm minuto a minuto, com a névoa cobrindo as geleiras da vista, num instante, para em seguida, de repente, deixar que se descortine a paisagem.

Nevou, choveu, fecha o tempo e a visão. Tive que tirar fotos rapidamente debaixo da neve e da chuva que a tudo encharcava. Mesmo com as mãos congeladas, conseguia sentir alegria diante da imensidão do gelo.

Uma caverna de gelo no pé da geleira é uma ameaça, de acordo com Luzmila. Ela explicou que as cavernas são formadas pela erosão do glaciar e sinalizam o início do degelo. Mas não pude resistir a tentar a sorte entrando numa delas, e ver o derretimento do gelo mais de perto quanto possível. Não era um lugar seguro, mas tive que vê-lo. Fiquei observando o gotejamento de água dos pingentes.

Lagos abaixo da geleira parece ser um bom sinal, mas eles são formados pelo derretimento do gelo que está desaparecendo. A população local já está em crise. Deparei com um casal de floricultores, Juan e Elida, que me disseram que quando crianças viam os picos das montanhas cobertos de neve. Agora, eles não conseguem sequer ver a neve de suas casas, e, que recentemente, pela primeira vez, a comunidade brigou por causa de água. Eles dizem que podem sentir a poluição no ar.

Na minha primeira viagem aos Andes eu tinha oito anos, aqui em Huaraz. Eles tinham acabado de estrada de Lima a Huaraz e minha família viajou numa Kombi. Depois tomamos um caminhão para chegar Huascarán, que estava completamente coberta de neve. Agora é uma paisagem quase estéril.

Outra impressão de viagem foi quando passamos Yungay, uma aldeia abaixo da montanha. Dois anos antes, em 1970, Yungay tinha sido enterrado por uma avalanche de gelo e rochas soltas por um terremoto. Cerca de 18.000 pessoas morreram nesse desastre. Vimos pedras e lama e as pessoas ainda vivem em tendas. Essa é uma visão que ficou comigo até hoje. Voltei a esses lugares agora, pensando nas geleiras e quão fortes e assustadoras elas são. Os andinos chamam as montanhas sagradas de "apu", ou seja, um deus da montanha ou do espírito. Os picos nevados são os apus mais poderosos porque fornecem água, embora também punam com deslizamentos de terra.

Conheci um homem idoso que recolhia garrafas de plástico na névoa abaixo Huascarán. Ele me disse que os Apus estão tristes e choram muito, e é por isso que a neve estava desaparecendo. Ele esperava que ao recolher o lixo pudesse fazê-los felizes novamente.

19 de set. de 2012

Brandon Stanton, o 'Paparazzo de anônimos'

ESTADOS UNIDOS – Nova Iorque - Fotografia
Brandon Stanton, o 'Paparazzo de anônimos'
Um fotógrafo americano retratando o dia a dia de pessoas comuns de Nova York virou uma sensação na internet com seus retratos íntimos, delicados, artísticos e inusitados dos moradores da maior metrópole do mundo

Foto: Bebeto Matthews/ AP Photo/

Brandon Stanton em ação: ele calcula que já fez mais de 5 mil retratos e abordou mais de 10 mil pessoas nas ruas da cidade, pedindo permissão para tirar uma foto.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Huffington Post, Middletown Press, Humans of New York

Brandon Stanton é um fotógrafo novaiorquino que fotografa os habitantes e visitantes da maior metropole do mundo, montando nas redes sociais e num blog fotografico, um fantastico painel humano, cheio de sutilesas, simplicidade e arte.

Ele diz que suas fotografias não “são interessantes por causa das pessoas”. Elas são interessantes por causa da interação estabelecida entre o fotografado e o fotografo.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

Até agora ele reuniu mais de 1.600 retratos de estranhos nas ruas. No momento está focado em registrar, não apenas a composição da foto, mais também em contar em imagem a história dos personagens, por trás da foto.

A maioria dos fotógrafos que se dispõe a fazer um trabalho semelhante, esconde-se ou camufla-se buscando um flagrante do cotidiano. Stone trabalha na contramão dessa ideia, não fotografa ninguém, sem a devida permissão, cobiçando uma interação um tanto quanto desajeitada, entre ele e os estranhos que retrata.

Enquanto fotografa Stone diz que faz perguntas muito pessoais aos retratados, que surpreendetemente vão respondendo, talvez porque ninguem antes houvesse se interessando por suas histórias.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

A interação rotineira, por exemplo, acontece assim: "Quando andandava pelo metrô, nesta manhã, deslumbrei-me com Kaleem que gesticulava e gritava a esmo com uma garrafa de bebida na mão. Ela não parecia rude, lembrava mais um maestro gritando com sua orquestra. Então eu lhe perguntei se poderia fotografá-la, ela aceitou de pronto."

Em 2010, Stanton criou um blog – Humans of New York – onde publicava suas imagens. Ele usava as redes sociais para promover o blog.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

Com o tempo, ele percebeu que tinha mais sucesso publicando as imagens diretamente nas redes sociais – nos sites Facebook e Tumblr. No primeiro ano do projeto, ele conquistou 3 mil amigos no Facebook.

Hoje em dia, ele consegue 3 mil amigos novos no site em apenas um dia. O site, "Humans of New York", tem mais de 150 mil pessoas "curtindo" o projeto.

Foto: Brandon Stanton/Humans of New York

"Qualquer coisa que me faça sorrir, eu coloco no blog. Muitos idosos, muitas crianças, muitos casais, momentos de ternura", disse Stanton à BBC.

Stanton conta que antigamente seu trabalho passava despercebido pela maioria. Mas hoje em dia, muitos nas ruas de Nova York se emocionam quando descobrem que foram clicadas pelas lentes do Humans of New York

"É estranho porque há quatro meses meus horários eram os mesmos e minha rotina diária era igual, mas eu fazia tudo em anonimato. Mas agora, de repente, mesmo sem minha vida ou meu trabalho terem mudado muito, a explosão do meu blog nas redes sociais fez com que muitas pessoas viessem me falar sobre a importância do meu trabalho para elas."

Fotos: Brandon Stanton/Humans of New York


















Confira mais imagens diretamente no Humans of New York


3 de set. de 2012

Peixe azarado, jacaré sortudo

ESTADOS UNIDOS – Natureza
Peixe azarado, jacaré sortudo
No patano de Tampa na Florida, a fotografa Marina Scarr, especialista em fotos da natureza selvagem fez um flagrante inusitando para os olhos humanos, mas muito comum na natureza abundante da região alagada dos Estados Unidos

Foto: Marina Scarr/ National Geographic

No fast food selvagem do pântano da Florida, o peixe espada pulou diretamente na boca do jacaré

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Aqua Oline, Daily Mail, National Geographic, Portal de Marina Scarr

Em se tratando de fast food no mundo animal, ninguém foi servido tão rápido e de forma tão comoda, quanto esse jacaré no Rio Myakka, em Tampa, no estado da Flórida, nos Estados Unidos.

Enquanto era certamente um momento de sorte para o predador era o último e mais azarado instante, para o peixes gar da Flórida, que distraído pulou direto ma mandíbulas escancarada do jacaré.

O momento incrível foi flagrada pela fotógrafa, especialisada em imagens da vida selvagem Marina, Scarr, numa lagoa em Tampa, durante uma onda de calor do verão.

Fotos: Marina Scarr/ National Geographic



O jacaré arruma o jantar na boca, antes de engoli-lo. Especialistas dizem que esse episódio, raramente flagrado por fotógrafos, é bastante comum na natureza.

O Crocodylus acutus, a espécie da foto, que pode chegar a 6 metros de comprimento e pesar 800 quilos, como tantos outros répteis, costuma ficar assim, com a boca aberta, numa imobilidade absoluta, por horas, a espera de que algum alimento incauto, o confunda com um tronco, ou não o perceba, e circule ao seu redor, ou caia diretamente na sua boca, como fez o peixe espada da foto.

Fotos: Marina Scarr/ National Geographic

Glup ! Um delicioso peixe espada à natura.

Com a barriga cheia, nada como fazer uma sesta

O peixe jantar, é da família Lepisoteidae, da provavelmente da espécie Atractosteus, também chamados de Peixe Agulha e curiosamente também conhecido como "Boca de Jacaré" ou Gar, são geralmente encontrados na América Central e do Norte, são peixes primitivos e predadores.

Marina Scarr a fotógrafa, tão sortuda, quanto o jacaré
Os Gars são parecidos com jacaré, por sua bocarra e seu tamanho, é tido como o segundo maior peixe de água doce do mundo, perde somente para o Pirarucu: pode chegar até tres metro de comprimento.

Os Gars são peixes pré-historicosm,tem origem no período Mesozoico, há mais de duzentos milhões de anos. Formidável lutador, quando capturado, dá saltos enormes fora de água para tentar escapar.

Essa espécie de peixe espada, gosta de viver perigosamente: tem o mau hábito de flutuar na superfície o que quase o levou à extinçao, visto que foi caçado durante muitos anos com arco e flecha, não só pelos indios como mais tarde pelos colonos americanos.

A fotografa Marina Scarr, autora da sequencia de fotos, falando ao Daily Mail, disse que é fotografa a natureza há muitos anos, mas sua especialidade é com pássaros, mas ao ser informada, por um amigo da incidência de jacarés no Rio Myakka, naquela época do ano, resolveu registrar o evento.

Conta que para obter essa e outras fotos do movimento dos animais, ficou de tocaia oito horas por dia, durante três dias, esperando que alguma ação acontecesse.

"Naquele dia, contei cerca de 76 jacarés neste ponto particular, onde o rio tinha ficado muito raso por causa da seca", os peixes mal podia se mover sem esbarrar com um réptil.

Scarr comentou que nunca havia fotografado um flagrante tão espetacular. Para fazer uma foto como essa, ela comentou, que teve que ficar perigosamente muito perto dos predadores.

"Eu não estava preocupado se ia ser comida, mas em determinado momento tive que saltar e fugir, para não virar presa dos jacarés". – comentou.

O risco era o jacaré comer também a câmera e a foto se perder.

Veja a impressionante foto em alta resolução