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27 de out. de 2013

Agente Secreto brasileiro tentou espionar para a CIA

BRASIL – Espionagem
Agente Secreto brasileiro tentou espionar para a CIA
Funcionário da Agência Brasileira de Inteligência, o agente 008997, foi investigado sob sigilo, e acabou exonerado, por ter se encontrado com espião americano em 2012, na mesma época em que a Agência de Segurança Nacional dos EUA espionava membros do alto escalão do governo Dilma. A missão, do agente duplo, foi suspensa pois os americanos "ficaram sabendo" que a operação havia sido descoberta.

Foto: Divulação

Distintivo de identificação de agente a ABIN

Postado por Toinho de Passira
Fonte:  O Estado de S.Paulo

Reportagem de Tânia Monteiro, de Brasília, para o Estadão, diz que enquanto a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos vigiava alvos do primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, o Brasil investigava e exonerava um agente de seu serviço de espionagem, suspeito de passar segredos para a Agência Central de Inteligência (CIA).

A ação mostra outra estratégia de vigilância, mas na mesma linha da revelada pelo ex-agente Edward Snowden, que causa escândalo em vários países.

Disfarçado como diplomata da embaixada americana em Brasília, o espião da CIA buscou dados sigilosos sobre a atuação nacional na Tríplice Fronteira e tentou rastrear informantes do governo brasileiro na região onde o País faz divisa com a Argentina e o Paraguai.

A "plotagem" - expressão que na terminologia da arapongagem significa ser descoberto - do espião americano só ocorreu porque durante a operação ele cooptou o analista 008997 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), um alto funcionário do órgão que chefiara a estratégica subunidade da agência em Foz do Iguaçu, antes de assumir, em 28 de julho de 2011, a superintendência em Manaus.

O caso foi abafado na Abin, sem abertura de um processo administrativo contra o servidor, para evitar o desgaste. Do lado americano, que mantinha, naquela ocasião, o Brasil sob radar, conforme documentos de junho de 2012 divulgados por Snowden, a solução foi abreviar a missão do espião e mandá-lo para outro posto.

CONTRAESPIONAGEM - Foi a simples movimentação funcional do analista da Abin que alertou Brasília e desencadeou uma operação de contraespionagem autorizada pelo diretor-geral Wilson Trezza.

De Manaus, pelo sistema interno da Abin, 008997 passou a acessar remotamente documentos protegidos por sigilo do escritório de Foz de Iguaçu, "que não tinha necessidade de conhecer" e aos quais não poderia ter mais acesso, segundo relato de diversas fontes da área de inteligência consultadas pelo Estado nos últimos dois meses.

Foto: Divulgação

Restaurante Barolo Trattoria, em Curitiba, local de encontro dos agentes secretos

As provas documentais extraoficiais do comportamento inadequado do agente brasileiro, uma vez que a Abin não instrui inquéritos, foram obtidas na primeira semana de agosto de 2012, quando 008997 se encontrou para jantar com o americano, em Curitiba, no restaurante Barolo Trattoria.

No jantar, os dois falaram sobre as regiões de fronteira do Brasil, entre outros temas, e foram captados por agentes "novatos", deslocados de outras regionais, que se acomodaram ao lado da dupla de espiões.

O agente brasileiro garantiu ao colega americano que não precisava se preocupar com aquele encontro e outros que viriam porque ele não era vigiado pela Abin. Eles foram filmados na ocasião.

Apesar da segurança demonstrada na conversa, ambos usaram técnicas de contrainteligência tanto na chegada quanto na saída da cantina, dando voltas no quarteirão, fazendo manobras diversionistas.

Durante o jantar, segundo informações obtidas pelo Estado, os dois marcaram o encontro seguinte para Foz do Iguaçu, dali a um mês, na primeira semana de setembro. Em Curitiba, ficou combinado que, no encontro em Foz, o brasileiro apresentaria outra pessoa que poderia "ajudar" o americano a obter mais informações. A cidade, Curitiba, escolhida por 008997 para o encontro, foi considerada "perfeita" porque o filho do brasileiro mora ali e ele teria explicação plausível para a viagem entre Manaus e Curitiba.

Só que o novo encontro marcado para início de setembro em Foz do Iguaçu não ocorreu. O brasileiro foi para o local na data e hora combinada, mas o diplomata americano não apareceu. Mais uma vez, agentes da Abin desconhecidos do alvo, acompanharam toda a espera pelo contato americano.

OPERAÇÃO ABAFA - - O desencontro ocorreu porque houve uma súbita e inesperada remoção do americano. O Itamaraty confirmou ao Estado que o diplomata deixou o Brasil em 12 de agosto de 2012.

Na avaliação de servidores da Abin entrevistados pelo Estado, os americanos, de alguma forma, (escuta telefônicas, possivelmente) ficaram sabendo que seu agente tinha sido descoberto e este não poderia mais ficar no país, para evitar problemas diplomáticos. Depois do ocorrido, a Abin teria mantido contato com o governo dos Estados Unidos para pedir explicações. O “diplomata americano” teria dito que foi procurado pelo analista brasileiro.

Para dar um desfecho menos traumático, apesar de posições em favor da punição, o agente 008997 foi exonerado e aconselhado a se aposentar, e assim o fez em 17 de dezembro de 2012.

Acabou assim, embaixo do tapete, um caso de espionagem americano dentro do território brasileiro que ninguém fora do sistema de informação sabia, até agora.

16 de nov. de 2012

Generais da banda larga, por Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil

ESTADOS UNIDOS – Opinião
Generais da banda larga
Dois generais quatro estrelas, uma amante, uma socialite, um agente do FBI e mais de 30 mil páginas de e-mails. Ingredientes explosivos para tramas de filme na telona, TV, minisséries, seriado e livros.

Charge: GARY VARVEL - Indianapolis Star (USA)

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil

Quando um dos generais é o Capitão América David Petraeus, herói de duas guerras e chefe da CIA, e o outro, John Allen, o comandante das forças americanas no Afeganistão e candidato a comandante da OTAN, a explosão é imensurável. Pode até gorar. Pufff.

O país está ameaçado? A grande imprensa discute se o general Petraeus devia ter ficado ou saído da CIA , se a segurança do país foi comprometida, invasão de privacidade, a gravidade e as consequências do crime.

O Times nos ensina que adultério é crime sério no código penal da Virgínia, Estado do general Petraeus, e noutros cinco Estados.

Em outros 17 Estados, é crime menor, mas, desde 2003, por uma decisão do Supremo, ninguém é indiciado por adultério. Os políticos podem acabar com as leis sobre adultério da noite para o dia, mas quem tem coragem de fazer um discurso a favor?

Pelo código militar, adultério é crime, e o general Petraeus, aposentado, recebe o benefício previdenciário, mas quais são as chances de ser julgado, condenado e perder a aposentadoria? Zero, segundo professores de direito.

Os tabloides anti-Obama já viram uma conspiração para abafar o escândalo até depois da eleição e responsabilizam os generais pela morte do embaixador americano em Benghazi, na Líbia. Estariam em ativa prevaricação na cama ou no computador, em vez de proteger os americanos mortos no consulado?

No humor noturno, os comediantes cruéis debocham e absolvem o Capitão América. Mostram a foto da mulher traída, gorda e envelhecida, e da amante, sarada e linda: quem resistiria? Mas pegam na bota do general: como o homem responsável pela proteção dos segredos da nação não consegue proteger os próprios segredos?

O caso do outro general, John Allen, com denúncias de sexo via e-mail com a socialite da Flórida, Jill Kelly, também é fonte abundante de humor. Bem como o do agente do FBI, um amigo, que a pedido dela foi investigar de onde vinham os e-mails anônimos e ameaçadores. Eram da ex-amante do Petraeus, Paula Broadwell.

O romance, terminado há quatro meses, começou quando ela foi escrever uma biografia do general. O título é "All In". Numa tradução literal, "Tudo Dentro". Piada feita.

Num momento de ciúmes, ela mandou os e-mails ameaçadores para a socialite Jill Kelley. Pois eles chegaram ao general. Foi o estopim da história. Agora, o próprio agente do FBI está na lista de suspeitos porque encontraram e-mails dele para a socialite com fotos sem camisa.

Nesta história, não podia faltar um especialista em generais. Ele é o respeitado Thomas Ricks, que acaba de lançar "The Generals: American Military Command from World War II to Today" (Os Generais: O Comando Militar Americano da 2ª Guerra até Hoje, em tradução literal). Ele cobriu as guerras do Iraque e do Afeganistão para os jornaisWashington Post e Wall Street Journal e, hoje, é analista do Center For New American Security.

Já tinha publicado um livro devastador sobre a invasão do Iraque. O título, Fiasco, resume as 496 páginas implacáveis. No novo livro, ele narra a mediocridade e a genialidade dos generais americanos desde a Segunda Guerra Mundial. O pior deles foi Tommy Franks, que conseguiu perder duas guerras, a do Iraque e a do Afeganistão. Seus três sucessores foram igualmente incompetentes, mas recebidos de volta nos Estados Unidos como generais romanos bem-sucedidos em suas campanhas.

Algumas histórias são tão bizarras que dão vontade de rir. Mas quando você pensa quantas pessoas morreram vitimas da incompetência dos generais, dá vontade chorar. Podiam ser nossos filhos.

Um dos poucos que escapam da fuzilaria de Ricks é David Petraeus, que conseguiu controlar a rebelião do Iraque e deu uma sensação de estabilidade ao país, o que permitiu a retirada das tropas americanas.

Ricks escreveu que Barack Obama não deveria ter aceitado o pedido de demissão do general Petraeus, mas que o problema dos militares é justamente a falta de coragem de demitir os incompetentes. O importante, desde a Segunda Guerra, é proteger a carreira.

Sucessos não são premiados nem erros são punidos em guerras sem apoio popular como as da Coreia, Vietnã, Iraque e Afeganistão. Adultério? Pecado venial. Entre generais, inclusive Eisenhower, adultério era comum.

Poucos presidentes americanos - 4 ou 6?, os biógrafos discutem - demitiram generais. O campeão das demissões foi Lincoln, personagem de um filme excepcional de Steven Spielberg que acaba de estrear. O enfoque do filme é a luta na Câmara para aprovação da emenda 13 da Constituição, a que pôs fim à escravidão.

São os últimos quatro meses de vida do presidente que demitiu cinco generais, um deles McLlelan. Duas vezes. Gostavam mais de marchar do que de lutar e um deles, Hooker, tinha tantas prostitutas no QG que ganharam o apelido de hookers. Vale até hoje.

O general de Lincoln mais importante e mais apunhalado pelos políticos e militares da própria União era Ulysses S. Grant. Diziam que era um alcoólatra incontrolável, insubordinado. Ganhou quase todas as batalhas que comandou e jamais pedia reforços. Cansado das intrigas, Lincoln disse a um dos fofoqueiros: "Veja o que ele bebe e mande distribuir para os outros generais. Precisamos de mais Grants".

Naquela época, não havia noticiários 24 horas por dia. Nem e-mail.

Charge: STEVE SACK - Minneapolis Star Tribune (USA)


12 de nov. de 2012

Ciúmes da ex-amante derrubou o diretor da CIA

ESTADOS UNIDOS - ESCÂNDALO
Ciúmes da ex-amante derrubou o diretor da CIA
Paula Broadwell, a amante do general, deixada de lado há quatro meses, encaminhou emails ameaçadores contra uma amiga da família do general, supondo ser ela a nova amante. O FBI entrou na história porque a senhora ameaçada, sem saber de quem se tratava, procurou a agência pedindo proteção.

Foto: Zumba Press

Na extremidade direita da foto, Jill Kelley, a mulher que desperetou os ciúmes da amante do general Petraeus, os outros personagens são a esposa do general, Holly Petraeus e o marido de Jill, o médico Scott Kelley, num encontro social.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, Publico , Washingtn Post, Le Figaro

A investigação e as especulações de como o FBI descobriu o romance do diretor da CIA David Petraeus com a biografa Paula Broadwell, que acabou lhe custando o posto, estão longe de acabar. Divulga-se agora, que a história veio à tona, porque outra mulher, Jill Kelley, 37, que mora em Tampa, na Flórida, queixou-se ao FBI, que estava sofrendo ameaças através de e-mails. Ela é casada e faz um trabalho voluntário para a Força Aérea americana e sua família tem fortes lanços de amizade e convivência social com a família do ex-diretor da CIA.

Kelly queixou-se ao FBI das ameaças cibernéticas, de alguém que falava coisas do tipo “eu sei o que você anda fazendo” e recomendando que ela ficasse longe dele, o que se concluiu depois, de que se tratava do general Petraeus. O FBI rastreou os e-mails e chegou a Paula Broadwell e daí até Petraeus.

Mergulhando na caixa postal dos amantes, o FBI encontrou uma tórrida correspondência, imprudentemente indecorosa postada pelo homem responsável pelo mais sofisticado e órgão de segurança e espionagem do planeta.

Temendo que o general pudesse ser alvo de chantagem ou ameaças, ou que informações de segurança nacional tivessem vazado, o FBI mergulho na investigação e quando já estava de posse de um número suficiente de provas comunicou oficialmente ao próprio general Petraeus, a descoberta e as conclusões a que chegara.

Especula-se que a fúria cibernética da amante Paula Broadwell foi gerado pelo fato do general ter encerrado o relacionamento, com ela há quatro meses e da suposta rival Jill Kelley, ter aparecido em várias ocasiões em fotos de encontros sociais, com a família de Petraeus.

Noticia-se que as ameaças feitas por Paula Broadwell, não eram do tipo que possa ser consideradas crime e que ela não teria cometido qualquer delito quanto a segurança nacional. diferentemente do que se comentou anteriormente, quando se afirmava que teria tentando acessar mensagens secretas no email de Petraeus.

Também se tem como evidente de que as suspeitas da amante enciumada, a respeito da existência do caso de Jill Kelley com o general, eram completamente infundadas.

Assim, diante da descoberta do romance e da inconveniência da amante, David Petraues, não vacilou em decidir de forma rápida e acertada, na vida pessoal, com sempre fez nos campos de batalhas, só que, diferentemente da rotina da sua brilhante e vitoriosa carreira de comandante, optou por bater em retirada.

10 de nov. de 2012

General Petraeus, diretor da CIA, pede demissão por causa de envolvimento extraconjugal

ESTADOS UNIDOS – Escândalo
General Petraeus, diretor da CIA, pede demissão
por causa de envolvimento extraconjugal
Após 14 meses a frente da CIA, o herói militar americano, cai diante de uma investigação do FBI, que apurava se a relação extraconjugal, vivida pelo general, podia ser um "risco potencial para a segurança" dos Estados Unidos. No curso da investigação descobriu-se que a mulher, a escritora, Paula Broadwell, havia tentado acessar a correspondência eletrônica funcional do seu amante, o Diretor da Agencia Central de Inteligência (CIA). Informado da gravidade da situação Petraeus não vacilou em renunciar.

Foto: White House

Holly Petraeus, a esposa de David Petraeus, segura a Bíblia, no ato de posse de Diretor da CIA, diante do vice-presidente Joseph Biden, na Sala Roosevelt da Casa Branca, em 6 de setembro de 2011 em Washington

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Examiner, Daily Mail, Huffington Post, Reuters, The New York Times, Politics Daily, Terra, G1, UPI, BBC Brasil, Revista Exame

O diretor da CIA, a Agência Central de inteligência dos Estados Unidos, General David Petraeus, 60, renunciou ao cargo, onde esteve por 14 meses, através de uma carta endereçada ao presidente Barack Obama e ao Diretor Nacional de Inteligência, James Clapper, nesta sexta-feira, onde declara que estava deixando o cargo, por conta de um caso extraconjugal.

Ele diz na correspondência que depois de estar casado por mais de 37 anos, comportou-se de forma equivocada e danosa, “extremamente ruim ao me envolver em um caso extraconjugal. Tal comportamento é inaceitável tanto para um marido quanto para um líder de uma organização como a nossa", afirmou ele.

O general David Howell Petraeus, filho de holandês, nascido em Nova Iorque, é um respeitadíssimo militar norte americano. Sua passagem pelas forças armadas, uma carreira de 38 anos, é tida como impecável. Sobre sua atuação alguns políticos disseram que militarmente ele foi imprescindível tanto ao governo Bush, quanto ao, de Obama. O general sempre teve entusiasmados admiradores, tanto no partido Republicano quanto no Democrata. Era constantemente consultado, mas negava que tivesse ambições políticas partidárias.

General Petraeus exibindo condecorações de guerra, pouco antes de deixar as Forças Armadas, para assumir a Direção da CIA
Petraeus é uma dos militares com maior número de condecorações em ações de combate.

Graduou-se na academia militar de West Point, conhecida por formar a elite do Exército americano, em 1974 e serviu nas unidades de paraquedistas, infantaria mecanizada e infantaria de assalto nos Estados Unidos, na Europa e no Oriente Médio.

Em 1991, foi baleado no peito acidentalmente por um soldado durante um exercício militar e teve de passar por uma cirurgia de cinco horas. Anos depois, esteve novamente perto da morte quando seu paraquedas falhou a 18 metros do chão, durante um treinamento. O resultado do acidente foi uma fratura na pélvis.

Em 2003, ele comandou a 101º Divisão de Paraquedistas em Bagdá. Mas ficou pouco tempo em combate, já que as forças armadas iraquianas foram derrotadas com rapidez na capital.

Sua divisão foi então transferida para Mosul, onde ele recebeu a missão de treinar as forças de segurança locais e ajudar a criar condições para a reativação da economia e estabelecimento de instituições democráticas no país.

Pouco depois, Petraeus assumiu o comando da Força Multinacional do Iraque, encarregada de formar um novo Exército iraquiano e fortalecer a Polícia do país.

Diante das dificuldades para estabilizar o Iraque, o governo americano decidiu enviar mais 30.000 soldados ao país antes de iniciar o plano de retirada, no que ficou conhecido como "Doutrina Petraeus".

Ao general também é atribuída a criação de parcerias entre as Forças dos EUA e tribos sunitas na província de Anbar, para enfrentar a Al-Qaeda.

Após 20 meses no comando das operações no Iraque, Petraeus foi nomeado chefe do Comando Central dos EUA, assumindo a responsabilidades pelas operações militares em toda a Ásia Central.

Ele foi designado comandante das forças no Afeganistão em 2010 e se aposentou do Exército em 2011 para substituir Leon Panetta, agora ministro da Defesa, como chefe da CIA.

Paula Broadwell, o calcanhar de Aquiles do general Petraeus
Sob a liderança de Petraeus, a CIA continuou a aumentar seu envolvimento em operações secretas, como o uso de aviões não tripulados para ataques no Paquistão e o estabelecimento de bases secretas no Afeganistão.

Mas também é verdade que à frente da CIA, Petraeus teve um desempenho bem menos brilhante, daquele que o celebrizou nos campos de batalha.

Desde o ataque em Benghazi, na Líbia, one morreram quatro americanos, entre eles o embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, há dois meses, ele estava sendo pressionado, para dá conta do que seria da responsabilidade da CIA naquela noite caótica.

Seu depoimento, secreto, diante de uma comissão de parlamentares, no Congresso Americano estava programada para a próxima semana.

O senador John McCain, candidato a presidente pelo Partido Republicano em 2008, derrotado por Barack Obama, herói da guerra do Vietnam, disse nesta sexta-feira que Petraeus é um "dos maiores heróis militar da América".

Ao aceitar a renuncia de o presidente Barack Obama comentou que ele é um dos mais destacados generais de sua geração. Obama afirmou ainda que seus pensamentos e orações estão com Petraeus e sua mulher. "Desejo a eles o melhor neste momento difícil", afirmou.

Foto: Command Sgt. Maj. Marvin L. Hil/The New York Times

David Petraeus e Paula Broadwell, longos períodos de tempo juntos e intimidade, durante entrevista para escrever a biografia

Paula Broadwell , 40 anos, é a mulher por trás do escândalo que derrubou David Petraeus. Ela é casada, tem dois filhos e ligou-se ao general enquanto escrevia associada ao jornalista Loeb Vernon, um livro biográfico do general, All In: The Education of General David Petraeus, que foi lançado, com relativo sucesso, no início deste ano, nos EUA.

Para esse trabalho, passou meses ao lado do general, no Afeganistão, em 2010. Além disso, segundo a divulgação do livro, fez entrevistas exclusivas com ele.

A biógrafa é formada em Harvard e atualmente cursa o doutorado no King’s College, em Londres.

Segundo perfil biográfico feito pelo “New York Times”, Broadwell foi oradora da turma de ensino médio, de quem ganhou o prêmio de rainha do baile na formatura. Foi, ainda, presidente do conselho estudantil do Estado de Dakota do Norte, além de jogadora de basquete e integrante de orquestra. Ela ainda frequentou West Point, academia militar de prestígio dos EUA –a mesma onde Petraeus, 20 anos mais velho, fez seus estudos.

Broadwell se descreve como uma triatleta e “soccer mom”, expressão que em inglês serve de referência para as mulheres de classe média com filhos em idade escolar que se dedicam com afinco à família e estimulam as atividades das crianças (como os jogos de futebol).

O romance entre Paula e Petraeus virou escândalo e saiu do controle, quando o FBI descobriu a farta troca de email entre o casal,com passagens sexualmente explícitas, diz o "Daily Mail" e o fato de Paula ter tentado acessar indevidamente a caixa postal funcional de Petraeus.

Não se sabe até agora o tamanho da pretensão de Paula, mas não parece ser apenas uma bisbilhotice de amante, o FBI considera que ela foi além da curiosidade, quando tentou acessar informações confidenciais, do correio eletrônico do seu amante e Diretor da CIA.

Foto: Roger L. Wollenberg/ UPI

O general David com sua esposa Holly Petraeus durante cerimônia em sua homenagem na despedida das Forças Armadas, no Forte Myer, na Virgínia em 31 de agosto de 2011.

Na outra ponta da história está Holly Petraeus, 55 anos, a mulher que está casada com o general há 37 anos, e que o acompanhou durante toda a sua carreira militar. Holly chefia atualmente um departamento do Gabinete de Proteção ao Consumidor Financeiro, especializada em proteger e assessorar as famílias de militares endividadas, vítimas de “instituições financeiras predadoras”.

Quando Petraeus foi empossado pelo vice-presidente Joseph Biden, como diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), era Holly quem segurava a Bíblia, sobre a qual ele jurou lealdade ao governo americano.

O general David Petraeus líder militar e herói respeitado, famoso pela habilidade em enfrentar vitoriosamente a resistência iraquiana e os talibãs afegãos, alem da Al Qaeda, é creditado como um dos responsável pela localização e execução de Osama bin Laden, encerra melancolicamente sua carreira pública, derrotado pelos encantos de uma sedutora mulher de meia idade.

Foto: E Greg Mathieson, Mr. News. Splash /DAILY MAIL

Na mesma foto: Holly Petraeus, a esposa e Paula Broadwell, a amante, distanciadas apenas por algumas cadeiras, assistem a sessão da Comissão Especial do Senado que aprovou o general David Petraeus, como diretor da CIA