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16 de dez. de 2013

Michelle Bachelet vence em segundo turno e volta triunfalmente à presidência do Chile

CHILE - Eleições
Michelle Bachelet vence em segundo turno e volta triunfalmente à presidência do Chile
“O apoio (a Bachelet) não é um apoio de partidos políticos, mas da população”, segundo a cientista política chilena Pamela Figueroa

Foto: GettyImages / BBC

Bachelet incorporou ao seu novo programa de governo várias demandas de movimentos sociais recentes

Postado por Toinho de Passira
Fonte: BBC Brasil

Michelle Bachelet vai voltar ao Palácio de La Moneda após uma vitória acachapante sobre a rival conservadora Evelyn Matthei.

A líder da centro-esquerda teve 62,15% dos votos, ainda que a eleição tenha sido marcada pela alta abstenção - apenas 41,6% dos eleitores compareceram, na primeira eleição chilena em que não havia obrigatoriedade de comparecimento dos eleitores.

Bachelet chegou a presidência do Chile em 2006, após ser ministra da Saúde e depois ministra da Defesa no governo Ricardo Lagos.

“O apoio (a Bachelet) não é um apoio de partidos políticos, mas da população”, segundo a cientista política Pamela Figueroa, tentando explicar o sucesso da candidata, dizendo que essa popularidade vem sobretudo das classes populares, em razão de suas políticas para as crianças, a maternidade e de inclusão social.

Decisões como a de nomear um ministério com metade de homens e metade de mulheres também supreendeu a classe política, acostumada a dividir o gabinete segundo as forças que compunham a coalizão governista.

Apesar de momentos críticos, como as manifestações de estudantes secundaristas que abalaram os primeiros meses de seu governo, Bachelet terminou o governo com 80% de popularidade.

Experiência na ONU

Em setembro de 2010, Bachelet tornou-se a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, a nova agência das Nações Unidas para a igualdade de gênero.

Bachelet se afastou da política chilena e colocou suas energias no cargo, que exercia em Nova York.

Em 2013, Bachelet regressou ao Chile e anunciou o que todos já esperavam: seria a candidata à presidência.

Novo discurso, novo programa

Bachelet voltou ao Chile com um novo programa de governo, incorporando algumas das principais queixas dos movimentos sociais nos últimos anos.

A principal demanda é uma reforma radical do sistema de educação. Bachelet prometou um sistema público que seja gratuíto e tenha qualidade.

Alguns dos principais líderes do movimento estudantil, que saíram às ruas no governo Sebastián Piñera, se candidataram ao Parlamento na coalizão de Bachelet. Entre eles, Camila Vallejo e Karol Cariola.

“Bachelet teve a capacidade de perceber de maneira muito concreta o que estava acontecendo na sociedade chilena. Talvez tenha sido a distância, por estar em Nova York”, afirma o sociólogo Manuel Garretón, da Universidade do Chile.

Bachelet também incorporou a seu programa demandas de movimentos ambientais, gays e indígenas.

Também diz estar aberta a uma nova lei sobre o aborto e ao debate sobre o casamento gay.

Personalidade

Além do capital politico, Bachelet usou outra arma para derrotar Matthei: seu carisma.

Com sorriso fácil, Bachelet tem ainda a seu favor “a modéstia, a capacidade de escutar as pessoas, nunca com uma palavra hostil em suas respostas”, diz Garretón.

Sua história pessoal também comove os chilenos. Seu pai, Alberto Bachelet, um general da Força Aérea, morreu na prisão logo após o golpe contra o presidente Salvador Allende. Bachelet e a mãe foram enviadas a um centro de detenção e em seguida para o exílio.

Mas a sua personalidade nem sempre foi vista com bons olhos. Em alguns momentos, ela foi tachada como fraca. No primeiro turno, o candidato Marco Enríquez-Ominami disse que as eleições não eram “um concurso de simpatia”.

A derrocada da direita

Além dos méritos pessoais, Bachelet contou com a baixa popularidade e a crise interna da direita chilena.

Os partidos Renovação Nacional (RN) e União Democrática Independente (UDI) não conseguiram capitalizar o fato de ter no Palácio de La Moneda o primeiro presidente de centro-direita desde o retorno da democracia.

Bachelet impôs à direita o pior resultado eleitoral desde o retorno das eleições. A própria Evelyn Matthey disse que só “um milagre” conseguiria mudar os resultados no segundo turno.

Agora, a direita terá quatro anos para planejar sua volta ao La Moneda. O único consolo, neste momento, é que não há reeleição no Chile e o nome de Bachelet não estará nas cédulas de votação da próxima eleição.

11 de out. de 2013

Comissão eleitoral do Azerbaijão divulga resultado de eleição presidencial antes do início da votação

AZERBAIJÃO - Eleição
Comissão eleitoral do Azerbaijão divulga resultado de eleição presidencial antes do início da votação
Por mais que pareça uma piada é verdadeira a notícia que o governo do Azerbaijão divulgou o resultado da eleição no dia anterior ao pleito. A Comissão Eleitoral Central divulgou os resultados que mostravam o presidente Ilham Aliyev, que assumiu o lugar de seu pai há 10 anos, havia ganhando com 73 por cento dos votos. No dia seguinte pediram desculpas pelo mal entendido, haviam sido modestos, abertas as urnas o presidente havia sido reeleito, com 85% dos votos.

Foto: AFP / Getty Images

Previamente eleito, O presidente do Azerbaijão Ilham Aliyev vota em Baku, na quarta-feira.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Opera Mundi, Al Jazeeara, Washington Post, CBS

O governo do Azerbaijão anunciou na manhã desta quarta-feira (09/10) o resultado da eleição presidencial do país. No entanto, para o espanto da população, as votações nem sequer haviam começado. Em outras palavras, a vitória de reeleição do atual presidente, Ilham Aliyev, com 73 por cento dos votos, foi divulgada na internet antes que qualquer cidadão houvesse depositado seu voto nas urnas.

O episódio causou constrangimento generalizado no governo azerbaijano. A justificativa oficial é que o desenvolvedor do aplicativo responsável pelas eleições fazia testes usando informações das eleições de 2008 e teria "divulgado por engano os resultados". No entanto, a lista de candidatos apresentados era deste ano, e não de 2008, como alegaram as autoridades locais.

O atual presidente Ilham Aliyev, cuja família tem estado no comando da nação, rica em petróleo e banhada pelo Mar Cáspio, há quatro décadas, acusado de calar a imprensa independente e proibir as manifestações políticas de oposição, foi reeleito em 2008 com 89% dos votos.

Abertas as urnas, nesta quinta (10) o CEC (Comissão Eleitoral Central) divulgou que o presidente Ilham Aliyev, foi oficialmente reeleito, para o terceiro mandato de cinco anos, por ter conseguido 85 por cento dos votos, enquanto o principal candidato da oposição, Jamil Hasanli foi escolhido por apenas 5,5 por cento dos eleitores.

Diante da desconfiança generalizada de observadores internacionais e denúncias da oposição, vê-se que nem a divulgação prévia ousou apresentar resultado tão elástico.

"A magnitude da fraude é tanta que é impossível estabelecer a vontade popular expressada nas urnas", disse em entrevista o candidato opositor, que acusou Aliyev de "usurpação do poder". Hasanli anunciou que "a luta não termina com as eleições" e que buscará a impugnação do resultado nos tribunais.

O atual presidente, acusado de calar a imprensa independente e proibir as manifestações políticas de oposição, segundo Hasanli, não poderia concorrer a um terceiro mandato, já que a reforma constitucional entrou em vigor quando o líder já havia sido reeleito uma vez.

8 de out. de 2013

Cristina Kirchner saiu-se bem em cirurgia, mas seu futuro político corre perigo

ARGENTINA
Cristina Kirchner saiu-se bem em cirurgia,
mas seu futuro político corre perigo
O porta-voz do governo de Cristina Kirchner anunciou na tarde desta terça-feira que a cirurgia de retirada de um hematoma da cabeça da presidente foi um sucesso. Em nota, o hospital afirmou que a presidente evolui de forma satisfatória. Não se sabe a repercussão que a saída, da presidente, da campanha eleitoral, por motivo de saúde, irá piorar o melhorar as chances do governo de manter a maioria no legislativo. As consultas de opinião indicam que 60% dos argentinos desaprovam a gestão de Cristina

Foto: EPA

A publicação dessa foto rejeitada pelos principais jornais argentinos, mais alinhados com o governo. A presidente Cristina Kirchner, pouco antes de sua internação na clínica Favaloro, em Buenos Aires, apresentando um rosto abatido e repleto de placas vermelhas, uma imagem impactante para os argentinos.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, O Globo, La Nacion, La Razón, Pagina 12, El Clarin …

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi submetida a uma cirurgia bem-sucedida para a drenagem de um hematoma cerebral nesta terça-feira, mas será obrigada a se afastar da campanha eleitoral para uma eleição fundamental para seu governo.

Cristina foi internada na segunda-feira na Fundação Favaloro, em Buenos Aires, para realização de exames pré-cirúrgicos, após sentir um formigamento no braço no domingo que obrigou seus médicos a optarem pela intervenção cirúrgica, no lugar do repouso indicado inicialmente.

A operação "sem complicações" começou pouco antes das 8h (9h no horário de Brasília), disseram os médicos em comunicado.

"A paciente evolui favoravelmente permanecendo internada na unidade de tratamento intensivo", disseram os médicos da presidente em comunicado.

O porta-voz do governo disse que Cristina estava bem humorada. "Cumprimentou todo mundo, agradeceu a todos, agradeceu a equipe médica... agradeceu a todas as pessoas que estão rezando por ela", disse a jornalistas o porta-voz Alfredo Scoccimarro, na porta do hospital.

A operação de baixo risco consistiu em abrir um orifício para permitir a drenagem do hematoma que se formou por baixo da meninge, membrana que envolve o cérebro, disseram fontes médicas.

A recuperação da cirurgia deixará Cristina fora da campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro, e também significa que a presidente ficará afastada do poder durante um momento delicado para o governo, em que a economia mostra sinais de fraqueza e a inflação está em alta acelerada.

O vice-presidente Amado Boudou assumiu a Presidência temporariamente na segunda-feira, mas uma fonte do governo disse à Reuters que o papel dele será protocolar.

Foto: Marcos Brindicci/Reuters

Homem segura bandeira com a foto da presidente argentina, Cristina Kirchner, junto com o falecido marido, Néstor Kirchner, em frente ao hospital onde ela está internada, em Buenos Aires

Cristina tem um estilo de gestão centralizador do poder e todas as decisões relevantes são tomadas por ela com pouca intervenção de seus ministros, o que, segundo críticos, implica um risco porque a ausência da presidente pode paralisar o governo.

Cristina ficou internada por várias horas no sábado para exames clínicos, após os quais lhe foram indicados 30 dias de repouso para permitir a absorção do hematoma causado por uma pancada na cabeça sofrida em uma queda em meados de agosto.

O acidente havia sido mantido em segredo e os detalhes sobre ele continuam desconhecidos.

Segundo fontes do “La Nación”, a chefe de Estado teria caído no último dia 9 de agosto, em uma viagem de Buenos Aires para Río Gallegos, no fim de semana das eleições primárias. Naquele dia, Cristina teria escorregado nos degraus do avião presidencial, o Tango 01.

Cristina, de 60 anos, vinha encabeçando os comícios eleitorais em uma tentativa de fortalecer os candidatos oficiais que se encontram em desvantagem nas pesquisas.

De acordo com as pesquisas, o governo pode perder o controle do Congresso nas eleições As consultas de opinião já indicavam que 60% dos argentinos desaprovam a gestão de Cristina, reeleita em outubro de 2011, com 54% dos votos.

No último ano e meio, a chefe de Estado enfrentou flagelos econômicos (disparada da inflação, intervenção do mercado cambial e desaceleração da economia), escândalos de corrupção e uma sucessão de panelaços — os mais recentes na última quinta-feira — que deterioraram de forma expressiva sua imagem.

Com este pano de fundo, a grande incógnita que as primárias ajudarão a desvendar é saber se Cristina tem margem de manobra para tentar uma reforma constitucional que lhe permita buscar um terceiro mandato.

A maioria dos analistas acredita que esse cenário é cada vez mais remoto e, nesse caso, as primárias serão cruciais para descobrir que dirigentes estão mais bem posicionados para as eleições presidenciais de 2015.

— Cristina está de saída. O que não sabemos é se o kirchnerismo também. Uma derrota nas legislativas prejudicará o candidato à sucessão, seja ele quem for — afirmou Carlos Fara, da Fara e Associados.

Foto: Gustavo Ortiz/El Clarin

Em frente a Fundação Favaloro, onde a presidente Cristina Kirchner está internada, os militantes deixam flores e cartazes desejando-lhes boa sorte

14 de set. de 2013

O dedão do meio da mão, do principal adversário de Angela Merkel, pode definir a eleição alemã

ALEMANHA – Eleições 2013
O dedão do meio da mão, do principal adversário
de Angela Merkel, pode definir a eleição alemã
O rival de Angela Merkel, o social democrata Peer Steinbrück, até esta sexta-feira, ameaçava de perto a liderança da atual chanceler, nas eleições do próximo dia 22, mas de repente um gesto, publicado numa revista de grande circulação pode ter mudado a história e facilitado a vida candidata do União Democrata-Cristã (CDU)


Edição de sexta-feira do "Süddeutsche Zeitung Magazin" , com a polêmica foto de Steinbrück, o candidato a chanceler, exibindo o dedão, que pode mudar a história da eleição

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Liberátion, Publico, Spiegel, Süddeutsche Zeitung Magazin, G1, Deutsche Well, Die Welt, Euronews

No próximo dia 22, os alemães vão eleger a composição do Bundestag, o parlamento nacional. Os eleitores terão de escolher um representante do seu domicílio eleitoral e votar num dos partidos, o que for o mais votado, elegerá o novo Chanceler. Com esses dois votos, os alemães decidirão que tipo de Governo que vai tomar conta da Alemanha nos próximos 4 anos. Um governo que, ao que tudo o indica, será uma vez mais condicionado, após a eleição, a coligações entre o mais votado e partidos menores, que reunidos lhe proporcione a maioria parlamentar necessária.

Será que União Democrática Cristã, de Merkel, irá garantir um terceiro mandato ou os sinos de mudança vão soar no Bundestag?

A campanha eleitoral foi dominada pela crise europeia, pelo nível mínimo dos salários no país, pela política trabalhista, pela guerra na Síria e possíveis intervenções e pelo escândalo internacional de espionagem da NSA, a agência de segurança dos Estados Unidos.

Mais todas essas grandes questões, de repente podem ter ficado para trás, por causa de um dedo.

Se um gesto pode decidir uma eleição, ainda não se sabe, diz a manchete do jornal conservador conservador Die Welt em seu site. Mas ele tem, sim, capacidade de agitar uma campanha até então marcada pelo marasmo, e de dar-lhe novo viço, a nove dias da ida às urnas.

Nesta sexta-feira (13/09), o principal adversário da chanceler federal Angela Merkel nas eleições legislativas, Peer Steinbrück, do Partido Social Democrata (SPD), causou alvoroço ao aparecer com o dedo médio em riste na capa da revista de um dos jornais de maior tiragem do país, o Süddeutsche Zeitung.

A foto é parte de uma seção da revista em que o entrevistado responde apenas com gestos. O dedo erguido foi a resposta do candidato à pergunta sobre se ele se importava com a série de apelidos que havia ganhando ao longo da campanha, como "Peerlusconi" ou "Peer-Problema".

POLÊMICAS EM SÉRIE

Por si só polêmica, a foto ganhou ainda mais relevância num país onde o gesto é pouco tolerado. Em 1994, o então astro do futebol Stefan Effenberg foi cortado da Copa do Mundo dos Estados Unidos por exibir o dedo médio aos torcedores. Quem faz o mesmo no trânsito pode pagar multa de até 4 mil euros.

"Foi um risco calculado, ou só mais um, talvez decisivo, erro às vésperas das eleições?", questiona o jornal conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Foto: Deutsche Well

Na entrevista, o candidato a chanceler respondia às perguntas através de gestos

O próprio Steinbrück autorizou a publicação da foto, apesar das insistentes advertências de seus assessores. O que ele não sabia, porém, é que ela estaria estampada na capa da revista. A decisão pode custar caro a um candidato que muitos acusam de não possuir o autocontrole necessário para ser chefe de governo. Sua campanha foi até aqui marcada por uma série de gafes.

Desde finais do ano passado, o social-democrata causou polêmica, por exemplo, ao dizer que só consumia vinhos de mais de cinco euros e por reclamar que o salário de chanceler federal na Alemanha, de 220 mil euros anuais, era baixo demais. Também incomodou muitos ao atribuir a popularidade de Merkel a um "bônus feminino".

A polêmica desencadeada nesta sexta-feira não demorou a ser politizada por seus adversários. Philipp Rösler, chefe do Partido Liberal Democrático (FDP) e provável parceiro de Merkel numa coalizão de governo, considerou o gesto "inadmissível" para um candidato ao governo. O ministro da Saúde Daniel Bahr, correligionário de Rösler, manifestou-se de forma parecida: "Isso não pode ser o estilo de um chanceler federal".

"Qualquer um que faça tal coisa antes de uma eleição realmente não quer vencer", disse, por sua vez, o deputado Wolfgang Bosbach, do partido de Merkel, a União Democrata Cristã (CDU).

Foto: Sean Gallup / Getty Images

Cartaz de campanha mostra só as mãos de Merkel, em seu gesto típico durante discursos. O chamado diamante de Merkel

ÚLTIMAS PESQUISAS

A revista Der Spiegel fez uma enquete online sobre o tema. Dos cerca de 20 mil que responderam, quase a metade achou que Steinbrück demonstrou coragem. Outros 36% consideraram que o gesto impróprio a alguém que almeja à Chancelaria Federal.

Em rápidas declarações paralelas a um comício em Munique, Steinbrück disse que o gesto não passava de "atuação teatral". "Espero que os alemães tenham senso de humor para entender essa expressão facial e esse sinal relacionado à pergunta da revista", tentou contemporizar.

O dedo médio em riste de Steinbrück ilustra também as diferenças entre ele e Merkel, cujo hábito de falar com as duas mãos juntas na altura da cintura virou uma marca. E, juntamente com as últimas pesquisas de opinião, ajudou a movimentar a campanha.

A mais recente sondagem publicada pelo canal público ZDF aponta uma vantagem cada vez mais precária para a coalizão de Merkel. Segundo a pesquisa, a CDU obteria 40%, o que, somado aos 6% do FDP, seriam suficientes para a formação de um governo, porém por margem apertada.

A sondagem atribui ao SPD de Steinbrück 26%, que se somariam aos 11% dos verdes, com quem a aliança é certa. A Esquerda receberia 8% e, aliando-se ao bloco, poderia garantir um total de 45% dos votos. Mas o próprio líder dos social-democratas já deixou claro que não quer na coalizão os esquerdistas, em grande parte dissidentes de seu partido.

Especula-se que se o SPD conseguir mobilizar os eleitores que ficaram em casa nas últimas eleições, Merkel poderá ver-se obrigada a dirigir de novo uma grande coligação direita-esquerda, como fez no seu primeiro mandato, de 2005 a 2009.

Por outro lado, ainda é cedo para se saber o tamanho do prejuízo que o dedo de Peer Steinbrück, pode ter lhe causado.

Foto: AFP

Caminhão leva a imagem da chanceler candidata pelas estradas alemãs

13 de set. de 2013

Vitória na cabeça: cabelo afro do filho faz candidato
de Nova Iorque “bombar” nas pesquisas eleitorais, de Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil

ESTADOS UNIDOS – Eleição Prefeito Nova Iorque
Vitória na cabeça: cabelo afro do filho faz candidato
de Nova Iorque “bombar” nas pesquisas eleitorais
Papai de Blasio estava no distante quarto lugar quando os marqueteiros decidiram que um endosso do filho poderia trazer um punhado de votos da comunidade negra, entre jovens e liberais. A primeira opção era a mulher, Chirlane McCray, uma negra jamaicana bonita, poeta, ex-lésbica declarada, mas decidiram que o apelo do filho,

Foto: Kathy Willens/AP

Bill De Blasio abraça o filho, Dante, filha, Chiara, e a esposa, Chirlane, num dos atos da campanha

Postado por Toinho de Passira
Texto de Lucas Mendes, de Nova York para a BBC Brasil
Fontes: BBC Brasil

Um candidato pode ganhar ou perder uma eleição por dezenas de motivos, mas Bill de Blasio, candidato a prefeito de Nova York, é o primeiro a ganhar por uma cabeleira afro que nem é dele. É do filho Dante, de 15 anos, simpático e esperto.

Papai de Blasio é descendente de italianos, branco, alto e boa pinta. Ele esteve 14 pontos na frente do segundo colocado, Bill Thompson, o único negro entre os nove candidatos que disputavam as eleições primárias democratas de terça-feira, mas o italiano, com seu filho afro, ganhou até entre os eleitores negros.

Em Nova York, o candidato precisa de 40% dos votos nas primárias do partido para evitar um segundo turno entre os dois primeiros colocados, e a contagem final só vai sair na próxima semana porque as máquinas quebraram. Ele passou dos 40%, com menos de mil votos, diríamos, por um punhado de fios.

Um vexame, mas vamos ao milagre afro. Papai de Blasio estava no distante quarto lugar quando os marqueteiros decidiram que um endosso do filho poderia trazer um punhado de votos da comunidade negra, entre jovens e liberais. A primeira opção era a mulher, Chirlane McCray, uma negra jamaicana bonita, poeta, ex-lésbica declarada, mas decidiram que o apelo do filho, produto de uma família racial e sexualmente integrada, podia ter mais impacto. Acertaram na cabeça.

O comercial do filho, com seu afro monumental, bombou. Antes de entrar no ar, teve 200 mil acessos na internet e, em quatro semanas, o pai estava entre os primeiros nas pesquisas.

Bill de Blasio é o atual public advocate da cidade, cargo eletivo, uma espécie de ombusdman dos novaiorquinos. Quem está infeliz com os serviços da cidade bate na porta do advogado público.

Ele fez uma campanha pró 99% e anti 1%, liberal e populista. Uma das promessas de Blasio é aumentar os impostos dos ricos para pagar pelos cursos pré-primários.

Foto: Sunset Parkerpix/Flickr

Protesto sem Nova Iorque contra stop and frisk, "pare e apalpe".
Negros e latinos são os mais abordados

Bateu de frente com o stop and frisk, "pare e apalpe", peça-chave do combate ao crime do prefeito Michael Bloomberg que permite a polícia abordar e apalpar qualquer pessoa por qualquer motivo. Mais de 90% dos apalpados são negros e latinos. Apesar da grande redução do crime em Nova York, em parte atribuída ao "pare e apalpe", uma juíza considerou a prática racista e ilegal. O processo corre em tribunais superiores.

Desde 1989, com David Dinkins, o primeiro e único prefeito negro, um candidato democrata não se elege prefeito em Nova York. Nos últimos 20 anos, a cidade foi governada oito anos pelo conservador Rudolph Giuliani e 12 anos pelo bilionário sem partido firme Michael Bloombeg.

Nova York é politicamente tribal, esquizofrênica e imprevisível. Dos 51 vereadores, 46 são democratas, mas, para prefeito, os democratas perdem desde 1993. E a proporção de eleitores na cidade é de seis democratas para um republicano.

A cidade nunca foi tão segura, limpa e próspera, a população reconhece e agradece ao prefeito, mas Bill de Blasio conseguiu pintar Bloomberg como o homem das bicicletas, praças, dietas, das futilidades, de Manhattan, dos ricos, em resumo "o prefeito das vaidades". Bill de Blasio é do Brooklyn.

O candidato republicano é Joe Lhota, um burocrata que trabalhou com Giuliani e dirigiu o MTA, Metropolitan Transit Authority, o sistema de transportes públicos de Nova York. Lhota é zero em eloquência e dez em tédio, sem dinheiro e sem ideias novas.

Nem por isso está derrotado. O 1% acordou. A mensagem de Blasio é inspirada no presidente Woodrow Wilson, que governou o país no período de maior desigualdade econômica dos últimos cem anos, exatamente igual à atual. Dez por cento dos ricos recebem 50% da renda, 1% tem 20%. Wilson aumentou os impostos dos ricos, eliminou tarifas protecionistas, criou o Banco Central e tomou o controle da economia de J.P. Morgan e dos banqueiros.

Wilson é o presidente mais odiado pelos conservadores americanos. No dia 3 de fevereiro, Rush Limbaugh, o radialista com a maior audiência do país, toma champanha no programa para comemorar a morte do "presidente mais filho da puta da história dos Estados Unidos".

Fazer campanha contra os ricos tem seus riscos. As cidades e Estados vizinhos esperam por eles de braços abertos. Mas quantos estão dispostos a trocar Manhattan por Nova Jersey, Pensilvânia e Connecticut?

A cabeça do Lhota está pronta para o afro.

Foto: Captura de video

ANUNCIO DA CAMPANHA: "Vou falar para vocês um pouco sobre Bill de Blasio" - diz um adolescente Africano-Americano, num cenário de uma cozinha, identificado apenas com Dante, 15 anos, do Brooklyn, elogiando o candidato Democrata pela coragem de romper com a atual administração de Nova Iorque dizendo que ele será um prefeito para todos os nova iorquinos, “não importa onde eles vivam ou que aparência tenham, e encerra: “Eu diria isso, mesmo que ele não fosse meu pai."


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

19 de jul. de 2013

ALEMANHA – Eleição 2013
Angela Merkel fazendo do limão a limonada
Mulher mais poderosa do mundo, chanceler alemã tem souvenir em sua homenagem na campanha eleitoral do seu partido

Foto: Ralph Orlowski/Getty Images

Espremedor com a cabeça de Angela Merkel: souvenir da União Democrata Cristã

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Yahoo

A chanceler alemã Angela Merkel, apontada pela revista Forbes como a mulher mais poderosa do mundo, virou espremedor de limão.

Um souvernir criado pela União Democrata Cristã (CDU) transformou o cabelo de Merkel em instrumento para fazer limonada. O brinde foi feito para ser distribuído entre eleitores na atual campanha eleitoral na Alemanha, embora também esteja sendo vendido em lojas de souvernir e na internet.

As eleições ocorrem em setembro, em um momento em que a economia da Alemanha começa a ganhar mais força, segundo os últimos indicadores. A economia cresceu em ritmo mais forte no segundo trimestre deste ano, e confirmou a trajetória de recuperação iniciada no primeiro trimestre.

O governo de Angela Merkel aposta que o sentimento positivo entre empresas e consumidores deve acelerar o processo de recuperação. A fraqueza da economia da zona do euro continua afetando as exportações alemãs, e o esperado impulso de crescimento de economias emergentes da Ásia e da América do Sul ainda não se mostra consistente.

A mais recente pesquisa de opinião aponta que a coalizão de centro-direita da chanceler alemã ainda não tem votos para garantir maioria no Parlamento.

Merkel está na chefia do governo alemão desde 2005.