12 de fev. de 2012

Cantora Whitney Houston morre aos 48 anos

ESTADOS UNIDOS - LUTO
Cantora americana Whitney Houston morre aos 48 anos
A Diva do Pop americano foi encontrada morta em um hotel em Los Anges, EUA. Whitney vendeu 200 milhões de discos em sua carreira e chegou 30 vezes ao topo das paradas da Billboard, além de ter ganhado seis Grammys e 22 American Music Awards. Entrou no livro "Guinness" dos recordes, por ter ganhado 415 prêmios ao longo da carreira. Não foi divulgada a causa da morte. Apesar de a polícia dizer que não havia vestígio de drogas no quarto do hotel, onde foi encontrada, especula-se que sua morte esteja ligada a seu histórico de dependente química.

Foto: David Corio/The New York Times

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Terra, The New York Times, Terra, TMZ, Daily Mail, Us Weekly, G1

A cantora Whitney Houston morreu neste sábado (11) aos 48 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada. Não foram encontradas drogas ilegais no quarto de hotel em que a cantora morreu, mas havia medicamentos legais, segundo o site especializado em celebridades TMZ.

Citando fontes não identificadas, o TMZ afirma que a cantora pode ter morrido afogada na banheira. Quando os paramédicos chegaram, segundo o site, o corpo já havia sido retirado da banheira. Um legista oficial do condado de Los Angeles afirmou que a autopsia pode acontecer ainda neste domingo.

Segundo a polícia de Beverly Hills, seguranças do hotel fizeram uma ligação de emergência sobre Houston às 15h43 locais (21h43 no horário de Brasília). Uma equipe de paramédicos já estaria no hotel por conta de uma festa do Grammy e teria tentado ressuscitar, sem sucesso, a cantora. Às 15h55, Houston foi declarada morta.

Foto: TMZ

Médicos legistas de Los Angeles removeram o corpo depois da meia noite através de uma porta dos fundos do Beverly Hilton, para evitar a imprensa.

Whitney falou com sua mãe, Cissy Houston, e com sua prima, Dionne Warwick, horas antes de morrer, e ambas disseram que não perceberam nada de diferente com a cantora e que ela estava com uma voz normal no telefone.

A artista estava hospedada no local para se apresentar em uma premiação deste sábado em homenagem a Clive Davis, empresário que a descobriu quando tinha apenas 19 anos de idade.

Uma cena dramática se desenrolava no hotel Beverly Hilton enquanto convidados que chegavam para a festa expressavam choque com a morte da cantora, repórteres invadiam o hotel, fãs se reuniam em frente para acender velas em sua memória e helicópteros sobrevoavam o local.

No tapete vermelho fora o evento de sábado à noite, as maiores estrelas da indústria fonográfica foram surpreendidas pela notícia de que Houston, uma das maiores cantoras da música de todos os tempos, morreu naquela tarde no mesmo hotel, no Beverly Hilton.

Foto: Fred Prouser/Reuters

Whitney e produtor Clive Davis, o homem que a descobriu, aos 19 anos de idade.

No jantar de gala, o clima entre as estrelas, de Sean Combs a Tony Bennett, foi inicialmente sombrio, mas no discurso de abertura, Clive Davis, que descobriu Houston e tornou-se um mentor da cantora, disse que era hora de celebrar sua vida.

"Não tenho que esconder minha emoção na frente de uma sala com tantos amigos queridos. Estou pessoalmente devastado pela perda de alguém que foi tão importante para mim por tantos anos." – disse ele.

"Simplesmente, Whitney teria desejado que a música continuasse adiante e sua família pediu que continuássemos", concluiu Davis para uma audiência inicialmente sombria, mas depois motivada a lembrar de Houston por seu legado musical.

"Whitney Houston, simplesmente, teve a maior voz no mundo. Ela foi um presente de Deus. Ouvi-la cantar era como escutar a magia. Se não fosse por Clive Davis, o mundo poderia não ter conhecido este milagre de voz", disse o rapper Combs durante a cerimônia.

Foto: Hector Mata/AFP

Irônico que a morte da cantora tenha acontecido na véspera da premiação do Grammy deste ano, ela que foi uma das maiores vencedoras do prêmio. Os realizadores, já anunciaram que vão homenageá-la durante o show da premiação.

Houston fez muito sucesso nos anos 1980 e 90 e se tornou uma das artistas de maior vendagem da história. Dentre seus maiores hits estão "How will I know", "It's not right but's ok", "Saving all my love for you", "My love is your love", "I wanna dance with somebody" e "I will always love you", trilha do filme "O guarda-costas", o álbum mais vendido de uma artista feminina em todos os tempos.

O jornalista Tom Leão, da Globo News, destaca que Whitney Houston na trilha do sucesso da trilha sonora do filme "O Guarda-Costas", esteve no Brasil em 1994. “Em São Paulo, ela fez um show solo num estádio. E no Rio de Janeiro fechou uma noite do Hollywood Rock, na Praça da Apoteose.

Um fato curioso dessa passagem dela pelo Brasil foi ela ter pedido para todos os forros de cadeiras, poltronas e camas do quarto do hotel onde ficou hospedada fossem trocados porque ela não senta em lugar que alguém já sentou antes. Bem coisa de diva”, lembra Tom Leão.

Foto: Dan Steinberg/Associated Press

Houston deixa uma filha, Bobbi Kristina, de 18 anos, fruto do casamento com o ex-marido Bobby Brown. A foto é fevereiro de 2011, na festa do pré-Grammy, daquele ano.

Whtiney vendeu 200 milhões de álbuns em sua carreira e chegou 30 vezes ao topo das paradas da Billboard, além de ter ganhado seis Grammys e 22 American Music Awards.

Ela lançou sete discos de estúdio e tinha um previsto para este ano. Também estava previsto para agosto o filme musical "Sparkle", remake do trabalho de 1976, inspirado na história do grupo feminino The Supremes.

Seu último filme foi comédia “Um Anjo em minha vida”, de 1996. Ela também estava cotada para ser jurada da nova temporada do programa musical "The X factor", de Simon Cowell.

Nas duas últimas décadas, a artista teve diversas passagens por clínicas de reabilitação para tratar seu vício contra o álcool e drogas. Em 2009, ela precisou interromper sua turnê europeia devido a problemas de saúde.

A artista foi número um em vendas nos EUA com seu último álbum, "I look to you" (2009), o primeiro lançado por ela em sete anos, um período no qual sua imagem foi prejudicada por seu uso de substâncias químicas e as constantes polêmicas com seu ex-marido, o cantor Bobby Brown, com quem se casou em 1992 e se separou em 2007.

Foto: Fred Prouser/Reuters

Huston com seu ex-marido Bobby BrownA

Há três anos numa entrevista à apresentadora Oprah Winfrey ela afirmou que sua mãe a salvou, obrigando-a a frequentar um programa de tratamento para viciados. Na ocasião, descreveu seu conturbado casamento com Bobby Brown com uma frase pungente: "Ele era minha droga".

Contou que ela e o ex-marido tomavam drogas, maconha e cocaína, juntos durante os 14 anos que durou o casamento e chegam a ficar semanas seguidas num estado de quase inconsciência. Durante este período, Bobby foi preso por porte de drogas e Whitney foi internada várias vezes em clínicas de reabilitação de drogas.

Em 2006, a cantora também admitiu enfrentar problemas financeiros. Por conta de uma dívida de US$ 1 milhão, na época ela pôs a leilão sua casa avaliada em US$ 6 milhões.

Bobby Brown, o ex-marido de Witheney, soube da morte de Whitney, no Mississippi, pouco antes de começar um show com a sua nova banda. Ele só se juntou a banda, após o show ter começado, durante a segunda música, segundo a revista Us Weekly.

Em seguida, interrompeu a apresentação e gritou: "Eu te amo, Whitney", antes de mandar um beijo para o céu com os olhos visivelmente marejados.

Foto: Elise Amendola/Associated Press

Whitney Elizabeth Houston nasceu em Newark, em 9 de agosto de 1963. Além de se destacar como cantora de r&b e soul, ela também atuou no cinema e fez carreira como modelo. Mas foi na música que a artista ganhou fama e bateu recordes - ela venceu 415 prêmios ao longo da vida.

Houston era prima de Dionne Warwick e tinha Aretha Franklin como madrinha. Aos 11 anos, quando começou a atuar ao lado de sua mãe Cissy em casas noturnas na cidade de Nova York, ela foi descoberta por Clive Davis, empresário da Arista Records.

Seu álbum de estreia, "Whitney", foi lançado em 1985 e se tornou o álbum de estreia mais vendido por uma artista feminina, com 25 milhões de cópias ao redor do mundo graças aos sucessos "Saving all my love for you" e "How will I know".

Foto: Warner Home video

"O Guarda-costas", (1992)o seu primeiro papel no cinema, contracenava com Kevin Costner e cantava na trilha sonora.

Nos cinemas, seu primeiro papel foi no filme "O Guarda-costas" (1992), em que dividia cena com Kevin Costner e cantava na trilha sonora. É do longa a música "I will always love you", seu maior sucesso, uma composição de Dolly Parton.

O seu personalíssimo estilo inspirou uma geração inteira de cantoras, de Mariah Carey a Christina Aguilera. Porém, no auge do sucesso, ela se tornou notícia por suas polêmicas fora do palco. Com o passar dos anos, o abuso do álcool e outras drogas ilegais, a fez perder seu timbre de voz, excepcional, e ela não conseguia mais alcançar as mais altas notas de outrora.

Foto: Ethan Miller/Reuters

O jornal "The New York Times" descreveu Whitney Houston, como "uma das melhores vozes gospel de sua geração". Segundo a publicação, "ela evitava os maneirismos típicos do gênero e usava frases evangélicas com moderação. Em vez de projetar vulnerabilidade e compaixão, comunicava força e autoconfiança, criando baladas pop majestosas".

Whitney Houston canta “I Will Always Love You!
de Dolly Parton



11 de fev. de 2012

Lula é internado após mal-estar

BRASIL
Lula é internado após mal-estar
O ex-presidente está no hospital Sírio-libanês, onde faz tratamento radioterápico para combater um câncer de laringe. Por precaução, os médicos resolveram deixá-lo sob observação, até segunda-feira, por queixas de cansaço e perda de apetite. É comum pacientes submetidos a esse tipo de tratamento, passarem por desconfortos.

Foto:Reuters

Os médicos dizem que o ex-presidente vem reagindo bem ao tratamento

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Agência Brasil, Folha de São Paulo, Estadão, O Dia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na tarde este sábado (11) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele passou mal e deu entrada no local para a realização de exames.

Lula não está se alimentando bem e tem sinais de fraqueza. Ele trata um câncer de laringe, diagnosticado em outubro.

A avaliação médica constatou uma inflamação na laringe e no esôfago, decorrentes da radioterapia. Os médicos que acompanham o tratamento do ex-presidente optaram por interná-lo para observação e intensificação das medidas de suporte nutricional, fisioterápicas e fonoaudiológicas.

O boletim médico diz que o estado de saúde de Lula é bom e não há alteração no plano de tratamento.

Nos últimos dias, o efeito da radioterapia tem impedido o petista de ir ao seu escritório no Instituto Lula, que fica no bairro do Ipiranga (zona sul de SP).

Por recomendação médica, o ex-presidente não vai mais desfilar na escola de samba Gaviões da Fiel, durante o Carnaval, e foi impedido de participar ontem do 32º aniversário do PT, em Brasília.

Na avaliação dos médicos, embora Lula esteja reagindo bem ao tratamento e apresente regressão do tumor, a exposição neste momento é "expressamente proibida".

A última sessão do tratamento está prevista para o dia 17. No entanto, os exames para saber se o tumor regrediu totalmente serão feitos apenas no fim de março, já que o prazo é necessário porque, nestas seis semanas, a radiação continua atuando no organismo, atingindo seu efeito máximo.

Desde que começou a radioterapia, Lula perdeu cerca de 9 quilos.

O último exame detalhado feito por Lula, em dezembro, apontou uma redução do tumor de 75% em relação ao seu tamanho inicial, de 2,5 centímetros de diâmetro.

Segundo o Estadão a assessoria de imprensa do Sírio-Libanês confirmou, por telefone, que o presidente provavelmente ficará internado até segunda-feira.


Por onde andava a presidente? - Editorial - Estadão

EDITORIAL - ESTADÃO
Por onde andava a presidente?
“Anteontem, apenas na véspera de uma visita programada a um lugar chamado Missão Velha, na divisa do Ceará com Pernambuco, no trajeto da futura ferrovia Transnordestina, Dilma parece ter se dado conta de que não seria uma boa ideia armar um comício sobre a operosidade do governo justamente em um dos pontos da região onde é mais patente o seu caráter fictício: o abandono do empreendimento arde ao sol do Cariri.”

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.jpg

A presidenta viajou para tirar algumas fotos junto a grandes obras, teve que reduzir a turnê, “surpreendida”, às vésperas, com a notícia de que algumas locações do show governamental, estavam abandonadas. A gerentona não sabia?

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão

Primeiro como ministra de Minas e Energia, depois como titular da Casa Civil, enfim como presidente da República, faz nove anos que Dilma Rousseff conhece as coxias do poder, o libreto da ópera e o desempenho da companhia. Ou assim seria de esperar, a menos que se considerasse desde sempre uma farsa eleitoral, montada de comum acordo pelas partes, o título de "mãe do PAC" que lhe outorgou o então presidente Lula. A honraria se destinava não só a ressaltar o seu papel de condutora do alardeado programa de obras do governo, mas principalmente a avisar o público pagante de que tinha diante de si uma administradora de talento excepcional - embora ainda insuficientemente conhecido pela maioria dos brasileiros.

Pano rápido para a aridez dos fatos que expõem a embromação das palavras. A "gerentona" - que, segundo o folclore planaltino, examina de lupa em punho todos os projetos de sua equipe, "espanca" a papelada até que ela confesse as suas fraquezas e sabe de cada iniciativa mais do que os próprios responsáveis por elas - não teve como disfarçar a verdade ocultada pela propaganda enganosa. Anteontem, apenas na véspera de uma visita programada a um lugar chamado Missão Velha, na divisa do Ceará com Pernambuco, no trajeto da futura ferrovia Transnordestina, Dilma parece ter se dado conta de que não seria uma boa ideia armar um comício sobre a operosidade do governo justamente em um dos pontos da região onde é mais patente o seu caráter fictício: o abandono do empreendimento arde ao sol do Cariri.

Decerto uma situação atípica, diria o anedótico marciano recém-chegado ao País portando braçadas de inocente boa vontade. Afinal, depois de dois períodos de estiagem financeira, no ano passado o governo liberou R$ 164,6 milhões, ou mais de 3/5 das verbas destinadas à ferrovia no exercício. Mas tanto faz. A Transnordestina está tão largada como a transposição do Rio São Francisco, que recebeu em 2011 apenas 13% do R$ 1,3 bilhão previsto. O descalabro, portanto, não se explica exclusivamente pelo ritmo dos repasses. Diante do vexame, Dilma saiu-se com um tró-ló-ló que só leva água para o moinho de todos quantos têm motivos para afirmar que a proclamada rainha da eficiência vaga erraticamente pelas veredas das decisões, sem ter a menor ideia do rumo a tomar.

"Queremos obras controladas", exigiu a presidente, como se nunca antes uma ideia dessas tivesse passado pela cabeça de um administrador público. "Não queremos saber que não deu certo (somente) no fim do ano." E anunciou, como quem promete uma revolução gerencial na área do Estado: "Pretendo sistematicamente, a partir de agora, olhar detalhadamente os prazos, queremos que (os consórcios incumbidos das obras) cumpram os prazos, teremos uma supervisão praticamente mensal". Nem a delicadeza proíbe perguntar por onde Dilma Rousseff andava desde que assumiu a chefia do governo que já integrava desde 2003.

É também forçoso indagar do que serve a prepotência com que ela trata os subordinados, quando entende que não correspondem às suas severas exigências. Afinal, a peculiar versão dilmista do que se convenciona chamar "administração por atrito" pode humilhar os interlocutores à sua mercê, mas nem por isso assenta um único tijolo no prazo devido e a custo certo. Bem feitas as contas, as limitações da presidente - impossíveis de camuflar, a esta altura - são apenas parte da história. Elas reforçam o efeito de sua decisão política de manter o esquema de arrendamento da máquina pública que, na era Lula, alcançou níveis sem precedentes. Sob o antecessor e a sucessora, o aparelho administrativo é distribuído a interessados em usar as suas engrenagens para fins diversos daqueles para os quais foram criadas.

Os vícios insanáveis dos aparatos burocráticos são velhos como o tempo. No Brasil dos anos recentes, acrescentou-se a eles uma estrutura parasitária que assegura, de partida, que tudo ande aquém e custe além da conta. É o preço que o País é levado a pagar pelo arranjo espúrio que nem sequer se explica pelos imperativos da governança, como alegam os governistas, mas para permitir ao partido no poder o controle do sistema político. O resto é consequência.


*Acrescentamos subtítulo e foto a publicação original

Baixa política – Merval Pereira

OPINIÃO
Baixa política
“A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve.” - O ex-presidente Lula, em 2001, quando era candidato a presidente da República.

Foto: Getty Images

Força de Segurança Nacional, tentando substituir a PM, patrulha o Pelourinho, Salvador, Bahia

Merval Pereira
Fonte: Coluna do Merval Pereira - O Globo

Muito além da questão de segurança pública, colocada em xeque com a greve dos policiais militares em Salvador e a preocupação com uma possível ampliação do movimento para outros estados, inclusive o Rio de Janeiro, em cima do carnaval, há uma questão de fundo muito grave: a participação de políticos para se aproveitar da greve e tentar espalhar as manifestações pelo país.

Vou deixar de discutir aqui a ilegalidade da greve, pois ela é patente e não pode ser admitida sob pena de quebra da autoridade, para entrar no terreno mais perverso do uso político das greves quando é do interesse deste ou daquele partido político.

O ex-presidente Lula, por exemplo, foi um incentivador desse tipo de greve quando estava na oposição. Em 2001, quando era candidato a presidente na campanha que o elegeria pela primeira vez, deu a seguinte declaração:

“A Polícia Militar pode fazer greve. Minha tese é de que todas as categorias de trabalhadores que são consideradas atividades essenciais só podem ser proibidas de fazer greve se tiverem também salário essencial. Se considero a atividade essencial, mas pago salário mixo, esse cidadão tem direito a fazer greve.”

A greve a que se referia o então candidato ocorria justamente na Bahia, que era governada pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães.

O então deputado federal Jaques Wagner fez discursos na Câmara em solidariedade às centenas de policiais presos, enquanto hoje, governador do estado, chama as lideranças de “bandidos”, e a presidente petista defende que não se anistiem os grevistas, que levam “pânico” às ruas.

“Vai chegar um momento em que vão anistiar antes de o processo grevista começar, e não concordo com isso”, disse Dilma Rousseff, com toda a razão.

Essa esquizofrenia petista tem um método e vem dando certo para eles em termos de “luta política”, como justificam qualquer tipo de mudança de posição.

O cabo Benevenuto Daciolo, que articulava o movimento dos policiais no Rio e estava na Bahia conversando com as lideranças locais, foi preso depois que a Polícia Federal divulgou a gravação de conversas com a deputada estadual Janira Rocha, do PSOL do Rio, e com o ex-governador Garotinho.

A deputada orientou o líder dos policiais do Rio a impedir que os militares de Salvador fizessem um acordo e justificou alegando que pretendia garantir a anistia dos líderes grevistas na Bahia.

No diálogo divulgado, ela afirma estar errado fazer um acordo “antes da greve do Rio”. No seu raciocínio torto, a greve no Rio mudaria a “correlação de forças” e obrigaria os governos a anistiar os militares baianos.

Em outra gravação, o interlocutor de Daciolo, que ele classifica de “importantíssimo”, é o atual deputado federal Arnaldo Faria de Sá, que preside a comissão da PEC-300.

O líder grevista pergunta qual a “verdadeira possibilidade” de aprovar a Proposta de Emenda Constitucional 300, que define um salário-base para todos os policiais civis, militares e bombeiros do país, na semana que vem.

Ele relata as providências para alastrar a greve para outros estados, “com a probabilidade de não haver carnaval nem no Rio nem na Bahia este ano”, e sugere ao deputado que, se houver uma indicação de que a PEC será votada, os movimentos podem arrefecer, numa clara tentativa de ameaçar o governo.

Não há qualquer indicação de que Sá tenha sido irresponsável como a deputada do PSOL no incentivo à greve, mas a atuação política no Congresso dos que são favoráveis à PEC-300 mostra que eles usam a chantagem política como arma para pressionar o governo, assim como os grevistas tentam fazê-lo através de seu movimento ilegal.

O deputado federal Anthony Garotinho, por exemplo, pensou que fosse ele próprio o interlocutor nas fitas da PF, pois, segundo revelou, teve conversas “muito parecidas” com o líder grevista.

Na ocasião em que, no início do governo, o então ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci se viu em meio a um tiroteio político para explicar no Congresso suas consultorias milionárias, Garotinho saiu-se com uma pérola da baixa política na tentativa de chantagear o governo:

“O momento político é este. Temos uma pedra preciosa, um diamante que custa R$ 20 milhões, que se chama Antonio Palocci”.

Ele se referia ao montante inexplicado dos pagamentos das consultorias de Palocci e ameaçava o governo de apoiar a convocação do ministro para se explicar no Congresso se não colocasse a PEC em votação.

O governo tem também culpa nesse cartório, já que, na campanha presidencial, a candidata Dilma Rousseff deu sempre a entender que era a favor da PEC, assim como o fazia o ex-presidente Lula.

Mesmo quando da solenidade de aumento dos militares de Brasília, ainda na época do governo José Roberto Arruda, Lula referiu-se às reivindicações dos militares de outros estados de maneira simpática, como se tratassem de uma negociação salarial como outra qualquer.

No meio do discurso, porém, talvez se lembrando de que já não estava na oposição, teve o cuidado de lembrar que é muito difícil dar o mesmo salário em Alagoas e no Distrito Federal, amenizando um pouco o apoio implícito que dava à PEC-300.

Mais uma vez o problema continua latente, sem uma solução, e mobilizações podem acontecer em diversos estados. O aumento dado pela Assembleia do Rio pode arrefecer o ânimo grevista.

O fato de que os policiais militares ganham pouco tem de ser visto pelos governadores e pelos políticos como um tema prioritário.

A PEC-300, que nivela o salário dos policiais em todos os estados, é um absurdo, *não é possível que um policial no Acre ganhe tanto quanto um de São Paulo, mas em todos os estados, sem exceção, tem de haver uma reorganização funcional para melhorar as condições salariais dos policiais militares e civis.

Os políticos têm que levar em conta que esse é um assunto explosivo que há pelo menos dez anos provoca rebeliões em vários estados.

Em vez de se aproveitarem da situação para tentar resolver o problema dos policiais, eles aproveitam para fazer a política na sua versão mais baixa.

 COMENTÁRIO NOSSO: 

*Discordamos de Merval Pereira quando afirma que “é um absurdo, não é possível que um policial no Acre ganhe tanto quanto um de São Paulo”. Não vamos entrar no debate da discriminação, apesar dela ser visível. Mas se um deputado um senador do Acre ganha igual a um de São Paulo, se um gerente do Banco do Brasil do Acre ganha igual a um gerente do Banco do Brasil de São Paulo, por que não um policial?

Não há diferença de fazer policiamento no Acre ou em São Paulo. Os riscos e o estresse da atividade profissional são os mesmos em qualquer lugar do país.

A única diferença é que o policial de São Paulo dispõe de mais treinamento, mais equipamentos e mais chances de sobreviver em confrontos com marginais. Por esse ponto de vista, o policial do Acre, deveria até ganhar mais que o paulistano.

Claro que o governo do Acre, e de outros, ou talvez todos os estados brasileiros, não poderão arcar com essa despesa, é aí que entraria o Governo Federal.

Salários melhores, condições de trabalho melhores, cuidados na seleção, respeito pelo trabalho policial, dará inegavelmente um retorno social compensatório, que justificará o esforço.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original.

9 de fev. de 2012

Dilma finge vistoriar as obras de transposição do São Francisco

SERTÃO DE PERNAMBUCO
Dilma finge vistoriar as obras de transposição do São Francisco
O site da Comissão Pastoral da Terra expõe que a presidente visitou apenas uma maquete da obra que estava num quartel e foi até um canal, para tirar fotos. Não enfrentou os problemas que afetam o projeto, parado há mais de ano, em algumas regiões. A presidenta fugiu do povo que está sofrendo as consequências da bilionária aventura faraônica de Lula e diz que a água não será para matar a sede do povo. “Não pense que a água será de graça” é o título de uma matéria publicada pelo Jornal do Comércio, que revela que vai custar caro, aos sertanejos, as águas levadas pela transposição. Dá para acreditar?

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma em Floresta do Navio, nesta quarta-feira, visitando a maquete da transposição do Rio São Francisco, não seria mais prático levar a maquete para Brasilia?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Comissão Pastoral da Terra , Blog do Jamildo, Jornal do Comércio

Nesta quarta-feira, 08 de fevereiro, a presidenta Dilma esteve presente no município de Floresta, sertão de Pernambuco para visitar as obras da Transposição do Rio São Francisco.

A visita durou pouco tempo, a presidenta na verdade visitou apenas a maquete da obra exposta no Destacamento do Exército, localizado na Agrovila 06 e para o canal de aproximação que em tese vai captar água da barragem de Itaparica.

O povo e as famílias que sofreram os impactos das obras na região se concentraram em frente ao Exército desde as 8h da manhã para ouvir algum pronunciamento da Presidenta sobre a situação dos atingidos. Saíram do local às 12h30, sem que Dilma, nem ninguém, se aproximasse para dirigir-lhe qualquer palavra.

Apenas os seguranças, membros do Exército e assessores se encarregaram de afastar e impedir o acesso do povo ao local da visita. A indiferença durante toda a manhã deixou as famílias atingidas pelas obras da Transposição ainda mais revoltadas e decepcionadas com o Governo.

Sempre ao lado do Governador Eduardo Campos, a Presidenta Dilma fez pronunciamento apenas à imprensa. Prefeitos de municípios do Sertão que estão sendo impactados pelas obras da Transposição também foram impedidos de acompanhar a visita.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff, fazendo pose, com seu chapeu fashion, junto ao risonho Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, diante das obras do lote 13 e do canal de aproximação, em Floresta.

A agenda oficial da presidenta Dilma às obras, além de ignorar o povo, ignorou também realidade de decomposição em que se encontram as obras da Transposição do Velho Chico. Durante a visita, a comitiva do Exército e técnicos da obra não apresentaram os principais trechos de canais que se encontram completamente rachados e que, após vultosos investimentos governamentais, tornaram-se inúteis.

Ainda assim, para as organizações sociais que acompanham as famílias atingidas pelas obras, isso não seria novidade para o Governo Federal: inúmeras denúncias da inutilidade em que se tornou a obra, além dos impactos causados às milhares de famílias e ao meio ambiente foram e são frequentemente feitas nacional e internacionalmente.

“Não falaram das casas rachadas dos moradores atingidos pelas explosões nas obras, das indenizações irrisórias e não pagas e da questão fundiária do Assentamento Serra Negra e de tantos outros atingidos pela transposição”, ressaltou Marcelo Manoel, membro da Comissão Pastoral da Terra em Floresta.

Foto: Jornal do Comércio

Quando a água vai passar por esse trecho no lote 6, em Mauriti, no Ceará? Quem vai pagar a conta de refazer essa concretagem?

Para os integrantes da Comissão Pastoral da Terra, em Floresta, a visita da presidenta Dilma às obras da Transposição foi uma tentativa estratégica de dar resposta às inúmeras críticas feitas ao megaprojeto e de provocar uma comoção nacional de que a obra não está abandonada.

Enquanto isso, próximo de onde foi feito a visita, canais da transposição se convertem grandes pedaços de cimento rachado e as famílias impactadas e ignoradas pelo governo, reconhecem que a água, se passar por ali, não será para matar a sede do povo.

Foto: Jornal do Comércio

É visível que algo não vai bem nas obras de transposição do Rio São Francisco, o governo não quer ver.

Na série de reportagem que fez sobre a transposição, o jornalista Giovanni Sandes explica que se um dia “a água correr pelos 713 quilômetros dos canais da transposição do São Francisco não será gratuita. Uma estimativa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feita a pedido do governo mostra que, em 2015, novo prazo de entrega da transposição, a conta da água do projeto terá um dos preços mais altos do Brasil.

A primeira projeção da FGV mostrava que o preço do metro cúbico da água da transposição custaria R$ 0,13 em 2010 e R$ 0,15 em 2015. Apesar de ser bem mais alto que a média nacional de hoje, R$ 0,02.

O problema é que a água, até chegar ao consumidor final, custará caro para o governo, com vários custos agregados. Por exemplo, o do energia elétrica: em locais como o Eixo Leste serão usados seis estações de bombeamento para elevar a água a uma altura total de 300 metros, para após atingir altura e volume suficientes, a água possa correr a maior parte do caminho por ação da gravidade.

Há ainda a manutenção física dos canais e a segurança. Será necessário fiscalizar áreas muito afastadas e com difícil acesso, para evitar furto de água e garantir que pessoas e animais não caiam nos canais. Na viagem de 2.600 quilômetros a todos os 13 lotes da transposição com empreiteiras, a reportagem constatou a facilidade com que bois e cabritos hoje circulam pela obra, como no lote 1, próximo a Cabrobó. Um animal morto num dos canais poderia contaminar a água que mais adiante chegaria nas torneiras das casas.

Uma projeção da soma de todos esses custos, operação, manutenção e segurança, foi o que originou aquela conta inicial da FGV.

Na verdade, a reportagem cita que os números da FGV são considerados ultrapassados pelo governo: “Vamos revisar, atualizar e detalhar esses números. Desde que aqueles números foram gerados, há 5, 6 anos, mudou o cenário econômico e político, de aquisição de bens e insumos. Com certeza ele vai variar e até para baixo”, afirma José Luiz de Souza, engenheiro e coordenador substituto do Conselho Gestor do Projeto São Francisco, no Ministério da Integração Nacional.

Como se vê, a obra faraônica gerada da mente de Lula, tem problemas de sobra e futuro ameaçado. O vexatório é que já se gastou dinheiro demais para se voltar atrás embora não se possa prever, quanto dinheiro ainda vai se gastar, e se tudo isso ao final vai valer a pena (?).

Foto: Jornal do Comércio

A redução da velocidade, escrito na placa , deve se referir ao andamento da obras, lote 10, da Mendes Jr./Emsa, parado desde o ano passado.


Até setembro - Luis Fernando Veríssimo

CRÔNICA
Até setembro
Luis Fernando Veríssimo comenta a boa vida do marido de Gisele Bundchen que mesmo perdendo a grande final do campeonato de futebol americano no domingo, só “precisará voltar a trabalhar em setembro, que é quando recomeça a temporada de futebol deles, e até lá terá tempo de sobra para se recuperar no regaço da Gisele Bundchen, um dos dois ou três melhores regaços do mundo”.

Luis Fernando Veríssimo
Fonte: Blog do Noblat

Não chore por Tom Brady. O time dele perdeu a grande final do campeonato de futebol americano no domingo e ele foi abalroado algumas vezes durante o jogo por cruzadores inimigos e deve estar com o corpo todo dolorido. Mas só precisará voltar a trabalhar em setembro, que é quando recomeça a temporada de futebol deles, e até lá terá tempo de sobra para se recuperar no regaço da Gisele Bundchen, um dos dois ou três melhores regaços do mundo. E ganhando em dólar o tempo todo.

Cada período do ano tem seus esportes nos Estados Unidos. Na primavera começará a temporada de beisebol, que dura todo o verão. (O beisebol, como se sabe, é aquele esporte em que as pessoas passam mais tempo ajustando o boné do que jogando).

No inverno tem o basquete e o hockey. E o outono é para o "football", cuja temporada, curta, é esticada com uma série de semifinais eliminatórias que tem sua apoteose no milionário "Super Bowl". Não se sabe o que fazem os jogadores de futebol americano no resto do ano, quando não é outono.

Descontada a alta periculosidade do esporte - apesar de eles jogarem encasulados em proteção como jogam - não existe melhor profissão do que a de um bom jogador de futebol americano. Um mês de trabalho, um ano de salário garantido.

O que eu mais invejo no Tom Brady é seu tempo livre. Está bem, primeiro o regaço da Gisele e depois o tempo livre. De agora até setembro chegar, ele pode fazer o que quiser. Pode cultivar orquídeas, viajar pelo mundo ou passar o dia tomando cerveja na frente da TV. Se fosse inclinado à leitura, por exemplo, poderia se dedicar à obra de Charles Dickens, cujo bicentenário se comemora este ano. Dickens foi o escritor mais popular do seu tempo e tinha fama comparável à de um herói do esporte nos Estados Unidos também.

Contam que multidões iam ao cais de Nova York esperar os navios que chegavam com jornais da Inglaterra para ler o último capítulo do folhetim do Dickens. Até setembro chegar, Brady poderia ler todo o Dickens e ainda sobraria tempo para a Gisele.
*Acrescentamos subtítulo e foto a publicação original

CHARGE: FRANK - A Notícia (SC)



FRANK- a Notícia (SC)


Adeus a Wando, o adorador de calcinhas

MINAS GERAIS - LUTO
Adeus a Wando, o adorador de calcinhas
Será sepultado hoje, 09, em Belo Horizonte, o músico, cantor e compositor Wando, falecido nesta quarta-feira, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. No velório do cemitério Bosque da Esperança, na Região Norte de Belo Horizonte, recebeu homenagens das fãs, de autoridades, artistas, parentes e amigos. Rotulado de brega romântico, vendeu milhões de discos, era conhecido também por ganhar e colecionar calcinhas das fãs.

Foto: Marcelo Franco/Extra

Wando, o mais famoso cantor brega romântico do Brasil, num dos seus shows e a marca registrada da calcinha feminina, com o seu nome, distribuída com as fãs durante as apresentações.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Bol Notícias, Wikipedia, Veja, Extra, Hoje em Dia

Wando, como era conhecido Wanderley Alves dos Reis, 67 anos, morto nesta quarta-feira, 08, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, num hospital na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi mais que um cantor brega-romântico brasileiro.

Sucesso absoluto nos anos 70, sua morte, revelou, ainda, uma legião de fies fãs, dispostas a entregar com paixão suas calcinhas para o seu cantor preferido. Além de curtirem suas músicas as mulheres iam ao seu show para sentirem-se gostosa e os homens para encontrar mulheres em estado de excitação.

Foto: Nidin Sanches/UOL

A homenagem da Duloren, empresa que fabrica roupa íntima feminina

Artistas, políticos enviaram coroas de flores para o velório do cantor Wando, que acontece no cemitério Bosque da Esperança, na Região Norte de Belo Horizonte. O corpo do músico será enterrado às 11h desta quinta-feira (9).

Coroas de flores enviadas pela cantora Cláudia Leitte, pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, pelos senadores Aécio Neves (MG) e Fernando Collor (AL), e pela atriz mineira Gorete Milagres estão entre as assinadas por amigos e pela família de Wando. Até a Duloren, empresa fabricante de roupa íntima feminina, principalmente, calcinhas, enviou uma coroa de flores para o velório do cantor.

Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia/AE

A fã Rosana Oliveira colocou sua calcinha sobe o caixão, ao lado da mulher de Wando, Renata Costa Lana e Souza, que emocionada a ajudou na homenagem.

Um grupo de 20 mulheres, participantes de um fã clube de Wando, cantaram músicas de sucesso do cantor no velório do cantor, no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte, no fim da noite desta quarta-feira (8). Elas levavam LPs e fotos de Wando, enquanto cantavam próximas ao caixão. O grupo terminou a homenagem com uma salva de palmas.

Fãs também levaram calcinhas, em referência à coleção do cantor. (Wando possuia uma coleção da vestimenta estimada em 17 mil peças.) A mania de colecionar calcinhas teve início em 1990, após o lançamento do disco Tenda dos Prazeres, que tinha a imagem de uma calcinha na capa. "Quando você vê uma calcinha ao contrário, ela parece uma tenda", foi a explicação de Wando para a arte. Apesar de ganhar muitas peças íntimas das fãs nos shows, ele mesmo passou a distribuir algumas.

Foto: Berg Silva/O Globo

Wando recolhia pessoalmente as calcinha que as fãs, tiravam, durante o show, e jogavam para o palco.

Wando pretendia contar histórias ligadas às calcinhas que recebeu de fãs em seu site oficial, mas o projeto nunca foi para a frente. "Eu tenho uma coleção enorme de calcinhas, de todas as formas, jeitos, cores e tamanhos. De pequenininha até muito grande. Eu quero mostrá-las para vocês terem ideia de até onde vai a coragem feminina", escreveu no site.

O jornal mineiro Hoje em Dia, diz que ainda é intensa a movimentação, no velório, nessa manhã de quinta-feira, quando será celebrada uma missa, seguida do enterro, só para familiares e amigos próximos.

Foto: Carlos Roberto/Hoje em Dia/AE

A aposentada Ângela Mesquita é uma das que levaram uma calcinha para o cemitério. Ela afirmou que vai ficar no cemitério até o enterro. “Trouxe essa calcinha para dar o último adeus”, disse. Ao cantarolar um dos maiores sucessos de Wando, “Fogo e Paixão” a aposentada se emocionou e chorou.

Morte de Wando

O músico morreu nesta quarta-feira, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, no Biocor Instituto, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde estava internado desde o dia 27 de janeiro.

Médicos que atenderam o cantor e familiares informaram em nota que, a partir das 5h40, houve um súbito agravamento do quadro de saúde de Wando. Em coletiva no fim da manhã desta quarta-feira (8), o coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI), Heberth Miotto, explicou que a pressão arterial caiu bruscamente e, às 6h40, o paciente teve uma parada cardíaca. O óbito aconteceu às 8h, na presença da mulher de Wando, Renata Costa Lana e Souza.

Wando foi hospitalizado com quadro de angina de peito, e exames apontaram que as três artérias coronárias do coração estavam entupidas por placas de gordura. Ele estava com 110 quilos no momento da internação, 30 a mais do que o recomendado para a altura dele, segundo o cardiologista particular.

O cantor chegou a ser submetido a duas cirurgias e havia tido um infarto agudo dentro do hospital. Segundo os médicos, ele tinha três fatores de risco para doenças do coração, que são sedentarismo, excesso de peso e predisposição genética.

Foto: Eduardo Naddar/Agif/Folhapress

Wando em 2008, durante o show de lançamento da carreira solo e gravação de DVD da cantora Claudia Leitte, na praia Copacabana, Rio de Janeiro.

De feirante a ídolo romântico

Wando nasceu em 2 de outubro de 1945 – “num arraial chamado Bom Jardim [em Minas Gerais]”. Lá, ficava a fazenda que teria pertencido aos seus avós. Seu registro, no entanto, foi feito na cidade de Cajuri, no mesmo estado. Ele conta que, ainda criança, mudou-se para Juiz de Fora (MG), onde concluiu o antigo primário.

Mais tarde, ele foi para Volta Redonda (RJ), “onde eu entreguei leite nas casas, vendi jornal, virei feirante, dirigi caminhão na estrada”. Na mesma época, passou a se interessar por música, tendo inicialmente se dedicado ao estudo do “violão clássico”. “E aí eu descobri que não era legal o violão clássico para o que eu queria: eu queria tocar pras moças, né?”, afirmou em seu site oficial.

Sua carreira de cantor iniciou-se em 1969 e o sucesso veio em 1973 quando gravou seu primeiro disco na Discos Copacabana. Compôs para outros medalhões da MPB, como Jair Rodrigues, que no ano de 1974 gravou “O Importante é Ser Fevereiro”. Em 1975, Ângela Maria gravou "Vá, mas Volte". “A Menina e o Poeta” foi gravada por Roberto Carlos em seu álbum de 1976. "Moça" (1975), "Chora Coração" (1985), que fez parte da trilha sonora da telenovela Roque Santeiro, e, principalmente, "Fogo e Paixão", lançado no álbum O Mundo Romântico de Wando, de 1988, foram seu maiores sucessos.

Entre álbuns de estúdio e registros ao vivo, o site de Wando contabiliza 28 trabalhos ao todo. O cantor vendeu cerca de dez milhões de discos.


Detalhe da primeira página da edição impressa do jornal Extra do Rio de Janeiro, desta quinta-feira, 09, em homenagem a Wando.

Wando canta “Moça” de Wando

Claudia Leitte e Wando cantam “Fogo e Paixão” de Wando


8 de fev. de 2012

Gisele desagrada todo mundo ao defender o maridão

ESTADOS UNIDOS
Gisele desagrada todo mundo ao defender maridão
A modelo Gisele Bündchen está sendo acusada pelos Patriots, time de seu marido, Tom Brady, de ter violado um código de ética deles, pelas criticas feitas aos seus companheiros de equipe. Os americanos que ficaram conhecendo o lado fera da bela gaúcha, estão dizendo que ela devia ser linda e calada. Essa é a segunda final que Tom Brady perdeu, depois que casou com ela.

Fotos: Getty Images



LADO FERA - A modelo brasileira Gisele Bündchen consola o marido, Tom Brady, na saída do vestiário, após a derrota no Super Bowl.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: TMZ, Globo Esporte, Bol Notícias, Us Magazine

O New England Patriots, time do marido de Gisele Bündchen, o quarterback Tom Brady, perdeu a partida final, do Super Bowl, do campeonato de futebol americano. A modelo brasileira ao comentar a derrota do time de seu marido, criticou duramente os companheiros de Brady pela derrota de 17-21 para o New York Giants.

"Você tem que agarrar a bola quando é esperado que você faça isso. Meu marido não pode arremessar a porra do bola e agarrá-la ao mesmo tempo. Não consigo acreditar que eles deixaram a bola escapar tantas vezes" - disse Gisele respondendo provocações de torcedores do New York Giants, que debochavam do seu marido.

Várias fontes ouvidas pelo site "TMZ" afirmam que a declaração pegou mal junto ao New England Patriots, cujo lema é "vença como um time e perca como um time".

Foto: Getty Images

PERDENDO A PORRA DA BOLA - Era disso que Gisele estava falando, o finalizador do New England Patriots, Aaron Hernandez, deixa a bola, enviada por Brady, escapar.

O site "Us Magazine" reforça que de fato os jogadores Wes Welker, Deion Branch e Aaron Hernandez perderam os passes dados por Brady.

Na semana passada, um e-mail de Gisele a parentes e amigos próximos vazou na imprensa americana. No e-mail, ela pede que todos rezem pela vitória de Brady.

Ontem, após o jogo, que aconteceu em Indianapolis, Gisele foi até a saída do vestiário, abraçou o marido e disse que ele havia jogado a melhor partida de sua vida.

Os comentaristas do site TMZ, diz que a brasileira devia ter mantido a boca fechada, e que dentro da equipe dos Patriots, não gostou nada das declarações afirmando que foi “como bater em alguém que está por baixo”.

Até o jogador Brandon Jacobs, do New York Giants, o time vencedor, detonou Gisele: "Ela só precisa continuar sendo bonita e calar a boca", disse a repórteres.

Outra manchete do TMZ chama a modelo de Gisele a Yoko Ono – referindo-se a esposa oriental de John Lennon que muitos culparam pelo fim dos Beatles.

“Yoko Bundchen” seria a responsável pelo fim dos super-poderes de Brady – que perdeu dois Superbowls desde que casou com Gisele.


LINDO PÉ FRIO: - Ninguém se lembrou de comentar que o seu ex-namorado Leonardo DiCaprio, estava acompanhado dela quando perdeu um Oscar que todos consideravam certo.


Cristina Kirchner vai à ONU denunciar ingleses

ARGENTINA
Cristina Kirchner vai à ONU denunciar ingleses
Em uma nova mostra da crescente tensão entre Argentina e Grã-Bretanha, a presidente argentina Cristina Kirchner repudiou o envio de um navio britânico às ilhas Malvinas (chamadas pelos britânicos de Falklands) e afirmou que seu país denunciará Londres perante a ONU pela "militarização" do Atlântico Sul.

Foto: Getty Images

Cristina fala tendo ao fundo um mapa das Ilhas malvinas pintado com as cores da bandeira argentina

Postado por Toinho de Passira
Fontes: R7, BBC Brasil, The Telegraph, Ultimo Segundo, Revista Época

Na tarde de ontem, a presidenta argentina Cristina Kirchner convocou um ato público contra a presença inglesa nas Malvinas. O evento ocorreu na Casa Rosada, sede do governo, e participaram governadores, congressistas, ex-combatentes da guerra das Malvinas e até a oposição que há anos não era convidada para um evento do governo.

Ao saberem da notícia os habitantes do arquipélago assustaram-se temendo alguma retaliação, como a possibilidade de um bloqueio aéreo para voos entre Chile e Malvinas que passassem pelo espaço aéreo argentino - algo que traria muitas dificuldades práticas para os moradores das ilhas. O que acabou não acontecendo. Pelo menos por enquanto.

Foto: Reuters

Um cartaz diante da Casa Rosada, sede do governo argentino, protesta contar a presença inglesa nas Malvinas.

Num discurso mais simbólico e diplomático, que prático, Cristina prometeu fazer uma queixa perante o Conselho de Segurança (CS) da ONU denunciando a Grã-Bretanha por "militarizar" o Atlântico Sul.

Buscaria uma resolução do conselho que obrigasse os britânicos a alterar a política adotada atualmente, como o envio de potente navio de guerra e do príncipe Williams, para realização missões militares no arquipélago.

As pretensões de Cristina tem zero de chance de se tornar realidade. Para que isso acontecesse seria preciso que os argentinos contassem com o apoio político dos membros do Conselho de Segurança da ONU, em especial os membros permanentes, EUA, França, Rússia, China, Grã-Bretanha - e os argentinos teriam ainda de convencê-los que o caso ameaça à paz ou representa um ato de agressão (conforme previsto no artigo 39 da Carta das Nações Unidas). Lembrar que a Grã-Bretanha, como membro permanente do conselho, tem direito a vetar qualquer resolução contra si mesma.

Foto: Royal Navy

A presença, na Malvinas, do navio da Real Marinha inglesa, o HMS Dauntless, que carrega 48 mísseis prontos para lançamento, vai ser denunciada, pelo governo argentino, como ato de 'militarização' do Atlântico Sul

De pronto Londres rejeitou as acusações, e o premiê britânico, David Cameron, chegou a acusar Buenos Aires de ter uma atitude "colonialista" perante ao arquipélago.

O governo de Cameron também rechaçou as acusações de militarização do Atlântico, mas disse que tem um compromisso com a defesa das ilhas.

Em comunicado, a Chancelaria britânica disse que "os habitantes das Falkland são britânicos por escolha própria. São livres para determinar seu próprio futuro e não haverá nenhuma negociação com a Argentina sobre a soberania, a não ser que os moradores das ilhas queiram isso".

Antecipando a rejeição de sua queixa no Conselho de Segurança, Cristina Kirchner disse que também levará seu protesto para ser analisado perante a Assembleia Geral da ONU.

Na Assembleia Geral votam todos os países-membros da ONU, e não existe direito a veto. As sessões da assembleia começam em setembro.

A assembleia já tratou da questão em 1965, quando adotou a resolução 2065 (seguida por outras), reconhecendo a existência de uma disputa de soberania entre Argentina e Grã-Bretanha e instando as duas partes a buscar uma solução negociada e pacífica.

Citado pela BBC Brasil, o argentino Marcelo Kohen, professor de Direito Internacional do Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento, em Genebra, comenta que pelo tom do discurso de Cristina Kirchner, “o governo argentino indica que não está buscando um efeito político imediato, e sim que está se concentrando em uma campanha diplomática de longo prazo”.

Foto: Royal Navy

O príncipe Williams, o segundo na sucessão do trono inglês, em missão militar, como piloto de helicóptero, nas Malvinas é uma provocação britânica.

No próximo dia 2 de abril, os dois países relembram o 30º aniversário da Guerra das Malvinas. Em 1982, a ditadura militar argentina achou que podia conquistar a simpatia popular ocupando as ilhas, a 500 quilômetros da costa argentina, que haviam sido anexadas pelo Reino Unido em 1833. Margareth Thatcher, então primeira-ministra, reagiu e o Reino Unido derrotou as Forças Armadas argentinas com facilidade.

Antes de entregar o poder aos civis, o governo militar argentino encomendou uma investigação sobre os erros e acertos cometidos pelo exército ao general Benjamin Rattenbach. O documento, conhecido como Relatório Rattenbach, foi mantido em segredo até agora. No anúncio feito na terça, a presidente Cristina Kirchner resolveu torná-los públicos. Segundo ela, os erros cometidos pelos militares não justificam a posição britânica de não querer negociar a posse das Malvinas na ONU.

Segundo a imprensa britânica, o primeiro-ministro David Cameron (como Thatcher em 1982) está usando as Malvinas para angariar o sentimento nacionalista e desviar a atenção dos eleitores da crise econômica europeia. Antes da ida de William às Malvinas, Cameron acusou a Argentina de “colonialista” porque, segundo ele, o país quer forçar os habitantes das ilhas a serem argentinos – apesar de se considerarem britânicos.

Neste século existem apenas 16 casos de colônias cujo destino está sendo discutido pelas Nações Unidas: dez são do Reino Unido, entre eles as Ilhas Malvinas.

O Brasil apoia oficialmente a reivindicação da Argentina pela posse das Malvinas.


Veja ainda no “thepassiranews”:
Londres envia contratorpedeiro e príncipe as Malvinas,
Cristina volta da licença atacando Reino Unido sobre Malvinas,
Cameron acusa argentinos de colonialista

7 de fev. de 2012

CHARGE: PELICANO – Bom Dia (SP)



PELICANO - Bom Dia (SP)


Nas asas estatais - Miriam Leitão

OPINIÃO
Nas asas estatais
"O grupo que ganhou a disputa pelo Aeroporto Juscelino Kubitschek, de Brasília, é o mesmo que ganhou o de São Gonçalo do Amarante e ainda não conseguiu terminar o project finance, e por isso está tendo dificuldade de se financiar. A Engevix, que esteve envolvida em alguns casos— controversos, está associada a um grupo argentino no aeroporto. Foi quem deu o maior ágio: de 679%."

Foto: Elza Fiúza/ABr

Na foto, o aeroporto de Brasília arrematado pelo consórcio Inframerica Aeroportos.

Míriam Leitão e Alvaro Gribel
Fonte: Blog de Miriam Leitão

A privatização dos aeroportos foi um sucesso de ágio, houve disputa, mas, como a privatização dos tucanos, foi estatizada demais. O defeito é o mesmo. Fundos de pensão de estatais garantem as empresas privadas, o BNDES financiará 80% dos investimentos, e a Infraero vai pagar parte da conta. Os maiores operadores mundiais perderam o leilão nos três aeroportos.

O consórcio Ivepar, que comprou Guarulhos, em São Paulo, é 80% formado por Previ, Petros e Funcex, ou seja, os mesmos fundos de pensão estatais que sustentaram as privatizações do governo Fernando Henrique. A diferença é que naquela época era mais difícil conseguir financiamento para o Brasil. Tem como sócio o operador de vários aeroportos da África do Sul.

Além disso, a estatal que vendeu o ativo, a Infraero, permanece com 49% e, portanto, pagará metade da conta de R$ 16,2 bilhões. Fica na estranha situação de pagar por ter vendido. Há ainda o compromisso de em Guarulhos investir R$ 4,5 bilhões em 15 anos, sendo R$ 1,4 bilhão até a Copa. O BNDES vai emprestar 80% dos recursos.

— O que achei estranho é que os grandes operadores — aeroportos como os de Cingapura, Zurique e Houston — perderam. Também ficaram de fora as empreiteiras mais sólidas, como Odebrecht e CCR. O ágio foi alto, mas se fosse com os grandes operadores, tudo bem, porque eles estão acostumados a tirar leite de pedra, mas os pequenos, talvez não — avalia o especialista em aviação Respício do Espírito Santo.

O mesmo ceticismo é compartilhado por outro analista: o professor Hugo Ferreira Braga Tadeu, da Fundação Dom Cabral e autor do livro “Logística Aeroportuária”.

— Lá fora, os projetos são pensados como cidades-aeroportos, com o entorno, acessos, hotéis, shopping centers. Isso tudo permite que a rentabilidade das empresas fique muito maior, com mais espaço para investimentos. A taxa de retorno é de 20%; aqui, é de 6%. No Brasil se pensa em aeroportos como terminal e pista, apenas — afirmou.

O grupo que ganhou a disputa pelo Aeroporto Juscelino Kubitschek, de Brasília, é o mesmo que ganhou o de São Gonçalo do Amarante e ainda não conseguiu terminar o project finance, e por isso está tendo dificuldade de se financiar. A Engevix, que esteve envolvida em alguns casos— controversos, está associada a um grupo argentino no aeroporto. Foi quem deu o maior ágio: de 679%.

O grupo que ganhou o aeroporto de Viracopos, em Campinas, é o mesmo que venceu um leilão do governo de São Paulo para administrar a Rodovia dos Trabalhadores. O problema é que ele não conseguiu apresentar as garantias e foi desclassificado em favor da Eco Rodovias, que estava em segundo lugar.

O que ganhou Guarulhos, a Invepar, é operador do Metrô do Rio, da Linha Amarela e da Rodovia Rio-Teresópolis. A ACSA, da África do Sul, administra aeroportos pelos quais passam 30 milhões de passageiros por ano. Seu maior trunfo, no entanto, é que 80% do consórcio são os três maiores fundos de pensão de estatais.

O modelo do leilão privilegiou o tamanho do ágio. Venceu quem deu o maior lance. O mesmo modelo dos tucanos que foi muito criticado principalmente pela presidente Dilma Rousseff quando era ministra. Ela, naquele tempo, preferia o que chamava de “modicidade tarifária”. Ou seja, quem cobrasse menos do consumidor. Nos aeroportos, voltou a ser o maior ágio.—

Os grupos terão que pagar grandes ágios, fazer investimentos e ainda entregar parte da receita para um fundo que vai investir em aeroportos menos rentáveis. O especialista em logística Paulo Fleury, do instituto Ilos, acha que esse é um ponto a favor do modelo:

— Desta forma, vai se investir em aeroportos que não são rentáveis agora, mas são importantes na logística do país.

Sobre a excessiva participação estatal nos consórcios, através de fundos de pensão, investimentos financiados pelo BNDES e a sociedade da Infraero, Paulo Fleury explica:

— Isso é um defeito da nossa economia, os grupos privados são excessivamente dependentes do Estado. O investimento em infraestrutura não pode ser feito com financiamento privado porque é caro demais.

Seja como for, há o fato de que a Infraero terá metade do custo do ágio de lances dos quais não participou; terá metade do custo, mas não terá qualquer influência na gestão, que será toda das empresas privadas.—

Não há dúvida de que o passo da privatização dos aeroportos precisava ser dado, e não pela Copa ou Olimpíadas, que são eventos que terão um tempo específico. A demanda brasileira é que está aumentando em um ritmo muito rápido.

O professor Braga Tadeu disse que um estudo da Boeing mostra que o transporte aéreo de passageiros tem crescido 10% ao ano no Brasil e assim deve continuar pelos próximos 10 anos.

— Isso significa dobrar o setor em uma década. Em 2011, tivemos 130 milhões de passageiros, e em 2014 teremos 160 milhões. Não é preciso Copa do Mundo e Olimpíadas para que o setor fique estrangulado, ele já está — afirmou.

Resta torcer para que novos gestores e o compromisso de investimento aumentem a eficiência dos aeroportos. E que a modelagem da segunda rodada — que deve incluir os aeroportos do Galeão, de Confins e Recife — tenha aperfeiçoamentos que permitam a entrada de grandes operadores do mundo com experiência e conhecimento. Desta vez, os mais experientes não quiseram pagar tão alto quanto os menos experientes se dispuseram a pagar.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

Pescaram um gigantesco tubarão-baleia no Paquistão

NATUREZA
Pescaram um gigantesco tubarão-baleia no Paquistão
Há dez dias, um tubarão-baleia havia sido avistado, aparentemente inconsciente, a 990 milhas da costa de Karachi, no Paquistão. Hoje, pescadores, que o encontraram morto, trouxeram-no para o porto. O peixe gigantesco atraiu uma multidão e a curiosidade mundial

Foto: Asif Hassan/AFP
Os dois guindastes trazidos para puxar a o imenso tubarão de oito toneladas para fora d’água, foram insuficiente, uma terceira grua, foi acrescentada para que a tarefa fosse concluída.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Metro, Daily Mail, Wikipedia

Pode parecer conversa de pescador, mas foi encontrado, nesta terça-feira (7), no mar de Karachi, Paquistão, a 90 milhas da costa, um exemplar de tubarão-baleia (Rhincodon typus) com 12 metros de comprimento e pesando cerca de sete toneladas.

Os dois poderosos guindastes tiveram que receber reforços para conseguir tirar a enorme carcaça da água, diante de uma multidão de curiosos.

Foto: Asif Hassan/AFP

A multidão cercando o enorme peixe no porto de pesca de Karachi, Paquistão

Segundo a Wikipedia, o tubarão-baleia vive em oceanos quentes e de clima tropical, além de ser a maior das espécies de tubarão, é também o maior peixe conhecido. podendo crescer até cerca de 15 à 20 m e pesar mais de 13 toneladas e vivem cerca de 70 anos.

Esta espécie foi identificada pela primeira vez em 1828, na costa da África do Sul. O nome "tubarão-baleia" surgiu graças ao as suas caracteristica e tamanho.

Alimenta-se de plâncton, macro-algas, krill, pequenos polvos e outros invertebrados. As várias fileiras de dentes que possue não atuam na alimentação, que acontece por filtração: a água entra constantemente na boca e sai através dos arcos das brânquias. Qualquer material capturado é engolido. O tubarão pode fazer circular a água a uma taxa de até 1,7 litros por segundos. Entretanto, também se alimenta de forma ativa, explorando concentrações de plâncton ou pequenos peixes através do olfato.

De acordo com marinheiros, os tubarões-baleia podem ser encontrados nos arrecifes perto da costa caribenha de Belize suplementando sua dieta ordinária alimentando-se das ovas de caranhos gigantes que enxameiam nessas águas em maio, junho e julho entre a lua cheia e os quartos crescente e minguante desses meses.

Foto: Asif Hassan/AFP

O tubarão-baleia não representa um perigo significativo para os seres humanos, os nadadores mais atrevidos chegam a pegar carona neles, em pleno oceano.

Essa espécie não ataca humanos. Quando se explica que a maioria dos tubarões não são perigosos para os humanos, o tubarão-baleia, é usado como exemplo principal. Mergulhadores podem nadar ao redor do gigantesco peixe sem problema algum.

Foto: Asif Hassan/AFP

Mais de trinta paquisquitaneses equilibram-se sobre o tubarão-baleia morto

Os tubarões são freqüentemente vistos na Tailândia, nas Maldivas, no Mar Vermelho, na Austrália ocidental (Arrecife de Ningaloo), na Reserva Marinha de Gladden Spit, em Belize e nas ilhas Galápagos. São regularmente vistos entre dezembro e maio nas Filipinas (Donsol). Mergulhadores afortunados também se encontraram com tubarões-baleia nas Seychelles e em Porto Rico. Entre dezembro e setembro, é bem sabido que eles nadam ao longo da baía de La Paz na Baixa Califórnia mexicana.

Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), este animal é classificado como vulnerável na natureza.


Cinco décadas embargadas

CUBA - EUA
Cinco décadas embargadas
O bloqueio comercial imposto pelos Estados Unidos sobre Cuba completa cinquenta anos nesta terça-feira. Sua longevidade – para os críticos da medida, anacronismo – mostra a dificuldade de enterrar um símbolo da Guerra Fria

Foto: UPI/Arquivo

O cumprimento entre Fidel Castro (à esq.) e Richard Nixon, em abril de 1959

Teresa Perosa
Fonte:Época

A imagem do aperto de mão entre Fidel Castro e Richard Nixon – então recém-vitorioso comandante da derrubada do ditador cubano Fulgêncio Batista e vice-presidente dos Estados Unidos, respectivamente – é uma prova de que a relação entre americanos e cubanos pós-revolução chegou a ser amistosa, ainda que por pouco tempo. Era abril de 1959, apenas três meses depois de Fidel e seus companheiros de guerrilha tomarem o poder em Havana. O líder cubano recebera um convite para conhecer Washington e aproveitou para dar as caras na Casa Branca.

Desconfiado com as ambições de Fidel, o presidente Dwight D. Eisenhower preferiu deixar a capital durante sua visita e ordenou ao vice que se encontrasse com o comandante. O encontro, embora protocolar, foi amigável. Mas a cautela de Eisenhower se provou correta pouco tempo depois. Fidel já começara a nacionalizar empresas estrangeiras, muitas das quais controladas por americanos. A relação entre os dois países foi se deteriorando e chegou a um ponto insustentável quando os americanos se empreitaram na fracassada invasão da Baía dos Porcos, em abril de 1961. Menos de um ano depois, em 3 de fevereiro de 1962, o sucessor de Einsenhower, John Kennedy, decretava a proibição das importações de qualquer produto vindo de Cuba, além das exportações americanas para a ilha castrista.

Baseada numa lei do ano anterior, a ordem presidencial entrou em vigor no dia 7. Nestes cinquenta anos, o embargo alternou períodos de relaxamento e endurecimento, mas nunca deixou de vigorar. O Muro de Berlim caiu, a União Soviética acabou, mas os Castros continuam a defender um regime socialista em Cuba, e a restrição do comércio cubano-americano é talvez o sinal mais evidente de que, pelo menos naquela estreita faixa de mar que separa a ilha caribenha do Estado da Flórida, a Guerra Fria não acabou.

A lei que deu aval ao embargo é clara: as relações comerciais entre os dois países só poderão ser restabelecidas quando Fidel Castro e o Partido Comunista abdicarem do poder e quando todos os cidadãos americanos lesados pela nacionalização de propriedades e negócios forem ressarcidos. Nenhuma das pré-condições parece próxima de se realizar; a segunda, aliás, é virtualmente impraticável, pois o endividado governo cubano não tem recursos para indenizar empresários dos EUA.

No ano passado, o presidente Barack Obama suspendeu algumas restrições a viagens e envio de remessas de cubano-americanos para parentes na ilha. E, em uma medida inédita, permitiu a americanos que invistam com até US$ 500 em pequenos negócios da iniciativa privada – e comprovadamente não ligados ao Partido Comunista.

Por outro lado, Obama vem renovando a permanência de Cuba sob a antiga Lei de Comércio com o Inimigo (TWEA, na sigla em inglês), de 1917, que prevê a suspensão das relações econômicas com nações consideradas hostis aos EUA. Desde que a Coreia do Norte deixou essa lista, em 2008, só Cuba continua a ser mantida sob essa política.

Charge de LATUFF

Para Julia E. Sweig, diretora-executiva do influente Council on Foreign Relations e uma das maiores especialistas em Cuba, Obama não quer tocar na questão do fim do embargo por “covardia política”.

“O embargo ainda existe por ser de interesse político para muita gente. O status quo é mais benéfico que a mudança, tanto para pessoas de dentro da burocracia quanto para quem precisa se eleger”, diz Julia, em referência à bancada pró-embargo no Congresso americano, que garante seu assento graças ao apoio da grande comunidade cubano-americana da Flórida, historicamente contra o regime castrista, que os forçou a migrar para os Estados Unidos.

Entretanto, uma pesquisa da Universidade Internacional da Flórida do ano passado mostrou que 47% dos cubano-americanos já são contra as sanções e 80% consideram que as medidas não foram bem-sucedidas.

Quando se expande a amostra para todo o território americano, como fez o instituto Gallup em 2009, 60% da população se dizem a favor do restabelecimento de laços diplomáticos com Cuba.

“Se olharmos para setores na economia americana, por exemplo, o estado do Arkansas, que é um produtor de arroz, ou para os diferentes produtores agrícolas, mesmo a indústria farmacêutica, é possível vislumbrar grandes aumentos na criação de empregos e na geração de renda caso o embargo caia”, afirma Julia.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rousseff durante reunião privada com o presidente de Cuba, Raúl Castro, na semana passada.

O argumento de Julia é que os EUA estão perdendo a chance de fazer negócios com um parceiro comercial natural e dando espaço para que outros países o façam. É o caso do Brasil. A presidente Dilma Rousseff esteve em Havana no mês passado e ratificou um financiamento brasileiro de US$ 600 milhões para a reforma do porto de Mariel, o mais importante de Cuba.

Quem defende o embargo – a comunidade cubano-americana mais tradicional e políticos representantes dessa ala – alega que há uma justificativa moral. Apesar de as sanções não terem levado ao fim do regime de Castro, levantá-las sem cobrar contrapartida do governo cubano seria referendar uma situação vista por eles como inaceitável.

Para Jaime Suchlicki, cubano-americano e professor da Universidade de Miami, o embargo é uma questão de coerência política. “Desde o governo de Jimmy Carter, a política do governo americano é apoiar processos democráticos na América Latina e retirar sua ajuda aos regimes militares. Cuba é um regime militar”, argumenta. Além disso, Suchlicki acredita que a o fim das sanções não pode ser unilateral, Cuba precisa ceder antes que o governo americano suspenda as sanções. “Imagine que os EUA encerrem o embargo amanhã. Se o governo de Cuba não permite que as corporações americanas entrem no país, não permite que façam negócios lá, o que mudou?”, diz.

A ala pró-embargo do Congresso – liderada pelos cubano-americanos Ileana Ros-Lehtinen, Mario Diaz-Balart, Albio Sires e David Rivera – argumenta que o embargo deve ser mantido até que uma transição para um governo democrático ocorra em Cuba.

“Raul e Fidel Castro são os únicos que podem dar o primeiro passo, porque os EUA não vão encerrar o embargo até que haja eleições livres em Cuba”, afirma Rivera. A capacidade de autodeterminação do povo cubano, para o congressista, depende disso.

Ironicamente, a autodeterminação de Cuba é um dos principais argumentos dos analistas contra o embargo. Para Sarah Stephens, do Center for Democracy in the Americas, há um desejo muito grande entre os cubanos de decidir seu próprio destino, sem a interferência estrangeira. “Cuba quer decidir seu futuro por si mesma. Por haver uma relação histórica entre EUA e Cuba, os cubanos são particularmente sensíveis ao meu país dizendo a eles, ditando a eles o que Cuba deve ser. A medida certa e inteligente seria observar e aprender com o que está acontecendo no país, apoiando e encorajando as mudanças que consideremos positivas”, diz.

O economista e dissidente cubano Oscar Espinosa Chepe concorda. Para ele, as sanções dão ao regime de Castro a grande justificativa por seus fracassos na economia. “O embargo serviu como álibi, justificativa, para o desastre nacional, que não é produto do embargo, e sim da má condução da economia”, explica. “Queremos restabelecer as relações com os EUA, mas com respeito. Temos orgulho de sermos cubanos e não cabe a ninguém dizer como devemos ser”, conclui.


*Acrescentamos a charge "Latuff" de a publicação original

Mantega em fuga

BRASIL
Mantega em fuga
Acusado de omissão diante de irregularidades na Casa da Moeda, Ministro da Fazenda sofre assédio da imprensa e pressão da oposição. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), protocolou dois requerimentos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), um convidando Mantega e outro destinado a Denucci, ex-presidente da Casa da Moeda, para que prestem esclarecimentos no Senado. Por enquanto, Mantega foge da imprensa, a todo custo, enquanto é blindado pelo Planalto, por temores que seu desgaste contamine a economia do país.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Guido Mantega, um ministro com sebo nas canelas

Postado por Toinho de Passira
Fontes:O Globo , Radar online, Veja

Lauro Jardim, no seu Radar Online registrou ontem, que durante a posse do novo Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, Guido Mantega acabou se distraindo e quando percebeu, no final da cerimônia, estava rodeado de repórteres. Acossado por uma dezena de perguntas sobre a Casa da Moeda, o que fez Mantega? Baixou a cabeça e saiu em disparada. Passou sebo nas canelas.

Mantega, sempre bem humorado e solicito hoje é praticamente um Ministro em fuga. É o ministro da vez, por ter inexplicavelmente mantido no cargo de presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, embora soubesse de irregularidades por ele cometidas desde 2010 e só exonerou o subordinado neste ano por ordem da presidente Dilma Rousseff.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), pediu nesta segunda-feira à Comissão de Assuntos Econômicos da Casa a convocação do ministro Mantega e do ex da Casa da Moeda, Felipe Denucci.

"O ministro deu uma explicação confusa sobre o caso. De qualquer forma, ele confessou que a indicação é partidária. Ou seja, é o sistema de loteamento que desqualifica a atividade, porque esse é um cargo que exige qualificação técnica", diz o líder tucano.

Embora tenha concordado com a ida de outros ministros ao Congresso, o governo não pretende aceitar a convocação de Mantega: o temor, entre outras coisas embaraçosas é que a exposição do Ministro petista gere instabilidade na economia.

“O governo estabeleceu uma distinção entre os ministros do PT e de outros partidos em meio a denúncias de corrupção. Se for rejeitado o convite a Mantega, será o terceiro ministro petista que será protegido pelo governo para não vir dar explicações no Congresso. Primeiro foi o Palocci (Antonio Palocci, ex-chefe da Casa Civil), depois o Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e agora o Mantega – comenta o senador Álvaro Dias que conclui: "Fica mal porque isso revela que o governo tem ministros de primeira classe e segunda classe."

O episódio deve se transformar na nova batalha entre governo e oposição. Na Câmara, o PPS também vai pedir uma acareação entre Mantega, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), e o presidente do PTB, Roberto Jefferson. Cada um apresentou uma versão diferente sobre o episódio. Os deputados tucanos também irão pedir a convocação de Mantega, mas isso só deve ocorrer depois do carnaval, quando as comissões estiverem funcionando.

Exonerado na semana passada, Denucci é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público por suspeita de lavagem de dinheiro. O ex-presidente da Casa da Moeda foi indiciado numa ação de evasão de divisas. A Polícia Federal investigava o recebimento de 1,8 milhão de reais vindos do exterior em junho de 2000 e que foram parar em sua conta corrente.

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo diz que Denucci recebeu propina de fornecedores da Casa da Moeda por meio de duas “offshores” nas Ilhas Virgens britânicas - conhecido paraíso fiscal.

Para apimentar as coisas, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), anunciou sua disposição de chamar representantes da empresa WIT, com sede em Londres, que identificou que os US$ 25 milhões movimentados por Denucci nas duas "offshores" em paraísos fiscais teriam sido de comissão paga a fornecedores da Casa da Moeda, para ser ouvido na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) do Senado.

O Planalto e Mantega contam com o carnaval e com outro escândalo para que ele seja esquecido. Mas não vai ser fácil.

Veja ainda: Mantega fala da demissão do presidenta da Casa da Moeda


6 de fev. de 2012

JANIOS DE FREITAS: O carnaval do governador

OPINIÃO
O carnaval do governador
“Jaques Wagner não cuidou de sustar a eclosão da greve; se fez alguma outra coisa útil, e de seu dever, não se sabe”.

Foto: Governo da Bahia

Janio de Freitas
Fonte: Folha de São Paulo

Os feitos da violência na Bahia mostraram, em sua gratuidade na rua e irresponsabilidade no palácio, o mesmo espírito carnavalesco que, como sempre, há semanas invadiu Salvador por antecipação.

A quebra dos limites que levou aos saques e destruição de lojas, a outros roubos e violências, e mesmo a tantos crimes de morte, não foi causada diretamente pela greve da Polícia Militar. Veio da espontaneidade que tem o motivo único e simples de estar liberado. Para vestir o que quiser ou desvestir-se, cantar e dançar nas ruas, assaltar, encher-se de bebida ou de tóxicos, roubar e saquear, agarrarem-se uns aos outros, soltar-se para o sexo ou para o crime: o carnaval autêntico e o carnaval da violência permitidos pela mesma ausência de impedimentos.

A cota mais pesada de responsabilidade pelos distúrbios criminosos na Bahia cabe ao governador Jaques Wagner, o mais prestigiado por Dilma Rousseff. Não é imaginável que a greve da sua polícia o surpreendesse. Ainda que o fizesse, já no começo da semana estava concretizada e, portanto, evidente.

Logo se comprovava que o governador não adotou medidas preventivas. Não cuidou de sustar a eclosão da greve, não preparou o deslocamento de contingentes policiais discordantes do plano de greve, não se articulou com os comandos militares para eventualidades previsíveis, e não se coordenou com o governo federal para o auxílio da Força Nacional. Se fez alguma outra coisa útil, e de seu dever, não se sabe.

Diante disso, nem importa saber onde estava e o que fazia o governador enquanto a sua PM cuidava de deixar a capital do Estado desprovida de policiamento, como também outras áreas. A seu favor (se é), só o fato de que não esteve sozinho na omissão. Os secretários de Segurança e de Justiça, o comando da PM e várias assessorias o acompanharam na ausência de ação. Os fatos o atestam.

Efetivada a greve e iniciadas suas consequências sobre a população, o governo baiano tardou ainda dois dias, ou algumas horas menos, para adotar providências perceptíveis. Só na quinta-feira foi possível perceber algumas delas, sobretudo a pedida presença de militares nas ruas.

Greves de serviços públicos essenciais, em especial os chamados de saúde (a rigor, falta de) e os de segurança da população, sempre serão polêmicas. Não precisam, porém, ficar nesse limbo em que permanecem no Brasil. Entre direito, abuso, consequências públicas e particulares desrespeitadas pelo poder público, e outras muitas obscuridades artificiosas. Mas convenientes aos governantes e aos parlamentares, que assim escapam aos ônus eleitorais, em qualquer sentido, da posição definida.

Quando escrevo, as indicações do número de mortos continuavam contraditórias. Mais de 20, por certo. Em circunstâncias também mal definidas. Teriam ocorrido, todas, fossem diferentes a greve e o que se passou à sua volta no governo? Ora, isso não importa aos poderes públicos que têm mais o que fazer. E de preferência o que não fazer.


*Acrescentamos foto ao texto original