6 de fev. de 2012

“DARK WEB” lugar de comprar drogas pela internet

WEB
“DARK WEB” lugar de comprar drogas pela internet
Reportagem de Adrian Goldberg, para a BBC, mostra a investigação desvenda mercado negro de armas e drogas na internet


A web, território livre também para a prática de crimes

Postado por Toinho de Passira
Fonte: BBC Brasil

Fora do alcance das buscas de internet comuns está um mundo online secreto conhecido como "dark web", conexões globais anônimas e praticamente impossíveis de rastrear, usadas tanto por ativistas políticos como por criminosos.

"Você tem vários traficantes à disposição, então pode comparar os produtos. E os consumidores podem deixar comentários sobre os produtos de cada traficante também", diz um estudante americano, identificado pelo nome de David.

Ele explica que decidiu usar a "dark web" para comprar drogas ilegais, porque assim "você não tem que ficar cara a cara com um traficante na rua, onde pode haver um risco de violência".

E não são apenas drogas que estão disponíveis neste mercado negro online. Há também passaportes falsos, armas e até pornografia infantil.

O traficante mais seguro na Web que no mundo real.
Anonimidade

A "dark web" é formada por uma rede global de usuários de computador que acreditam que a internet deveria operar sem a supervisão da polícia e do sistema legal.

Ela permite que usuários como David, e aqueles que vendem drogas a ele, permaneçam anônimos. Com frequência, os usuários não sabem a verdadeira identidade das pessoas com quem estão lidando e é muito difícil - apesar de não ser impossível - que as autoridades consigam localizá-los.

Uma investigação da BBC conseguiu acesso online a vários usuários anônimos da "dark web".

Um deles contou que se sente "muito mais seguro na rede do que fazendo negócios no mundo real".

"Eu vendia drogas no mundo real. Agora, eu praticamente só uso a 'dark web' para o comércio de drogas."

Outro disse: "Se você é jovem e está tentando encontrar um contato para drogas mais pesadas que maconha, é praticamente impossível, sem correr risco de ser preso."

Para ter acesso à "dark web", é preciso baixar programas gratuitos da internet, com base em tecnologia peer-to-peer, que efetivamente embaralham a localização dos usuários e dos websites.

Representação gráfica do Bitcoins, moeda virtual usada para mascarar operações financeiras criminosas.
E o sistema não é apenas usado para o crime: a "dark web" vem se provando uma ferramenta crucial para esconder a identidade de ativistas políticos que vivem em países com governos opressores.

Ela teria sido usada para espalhar as mensagens de revolução durante a Primavera Árabe e serviria como proteção para dissidentes na China.

Ainda assim, o potencial para atividades criminosas é significativo

Drogas por correio

Pesquisadores da BBC conseguiram acessar a rede e comprar o alucinógeno DMT, uma droga classificada, na Grã-Bretanha, como tão perigosa quanto heroína e cocaína.

Uma camada extra de sigilo é adicionada à "dark web" com o uso de Bitcoins, uma moeda digital que pode ser usada por criminosos para mascarar suas operações financeiras. Policiais dos dois lados do Atlântico dizem a mesma coisa: não temos tribunais suficientes, não temos juízes suficientes e não temos policiais suficientes para lidar com a escala real de comportamentos ilegais na internet.

Após uma espera de cerca de três semanas, um pacote chegou pelo correio com selo da Espanha. Escondido entre duas finas tiras de papelão, estava um pó branco.

O laboratório da Universidade de St. George e do Hospital de Londres confirmou que o pó era DMT - e que a "dark web" funciona.

A BBC não tem ideia de quem enviou as drogas - que foram destruídas pelo laboratório. A posse de DMT na Grã-Bretanha pode resultar em uma pena de sete anos de cadeia, enquanto o tráfico da substância pode ser punido com prisão perpétua.

Mas o que está sendo feito para policiar a atividade na "dark web"?

"Policiais dos dois lados do Atlântico dizem a mesma coisa: não temos tribunais suficientes, não temos juízes suficientes e não temos policiais suficientes para lidar com a escala real de comportamentos ilegais na internet", diz o consultor do governo britânico e da ONU para segurança na internet, John Carr.

"Isso significa que, cada vez mais, vamos ter que procurar soluções técnicas, vamos ter de apelar para a indústria da internet para ajudar a sociedade civil a lidar com esse enorme problema criado pela 'dark web'."


5 de fev. de 2012

Índia anuncia intenção de comprar caças franceses

FRANÇA - INDIA
Índia anuncia intenção de comprar caças franceses
Os indianos estão em negociação final para comprar daqueles aviões de caça franceses, da Dassoult, os Rafales. A maior despesa militar, numa única compra, de todos os tempos, algo em torno de US$ 10 bilhões. O presidente Sarkozy adorou a notícia. O Brasil precisa ficar experto. Pelas contas, o avião que Lula quase comprou e Dilma está dando um tempo, saiu para os indianos pela metade do preço que estava sendo cotado no Brasil. Por que? Por que?

Foto: Dassault/Divulgação

Linha de montagem do Rafale, seria fechada após a entrega do último, dos 180 aviões, comprado pelo governo francês.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, Blog Antônio Ribeiro - Paris, Terra, ”thepassiranews”, Veja, The Telegraph India, Rafaele News, Le Monde

Segundo o noticiário internacional, a Índia escolheu o avião Rafale, do fabricante francês Dassault Aviation, para renovar a frota da sua força aérea. Vai comprar 126 aviões, um negócio de US$ 10 bilhões, segundo foi divulgado.

Os franceses, apesar de não terem ainda obtido um contrato definitivo, comemoram a promessa de compra, considerada uma das maiores aquisições militares de todos os tempos, ainda mais valorizada, levando-se em conta a atual situação preocupante da economia mundial.

O presidente Nicolai Sarkozy, em campanha eleitoral e com baixos índices de aprovação, comemorando com entusiasmo, declarou que a oferta da Dassault receberia o “apoio total” de seu governo, acrescentando que um acordo incluiria “transferências significativas de tecnologia garantidas pelo estado francês.”

Os críticos dizem que para conseguir o negócio a Dassault, fabricante do Rafale, baixou o preço, a níveis de liquidação e demonstra uma disposição rastejante em aceitar qualquer pré-condição exigida pelo governo indiano.

Com efeito, percebe-se que o preço do aviãozinho francês caiu muito desde os tempos em que eles negociavam com a Força Aérea Brasileira. Pelos valores apresentados na concorrência no Brasil, os 36 aviões Rafales, custariam US$ 8,2 bilhões. Proporcionalmente, se fossemos comprar a mesma quantidade que os indianos, que vão pagar US$ 10 bilhões, a nossa compra, mantido o preço unitário das aeronaves na proposta apresentada ao Brasil, sairia em torno de US$ 29 bilhões.

Estamos cientes que alguns valores nessa negociação, que envolve repasse de tecnologia, são fixos, e que parte dos valores do custo final, sempre envolve as mesmas quantias, não importando no número de aeronaves compradas. Mas mesmo com essa variante, a diferença é exorbitante.

De acordo com as regras indianas, os fabricantes militares estrangeiros precisam “compensar”, ou comprar de fornecedores locais ou parceiros em empresas, componentes e serviços no valor de 30% do custo total de seu contrato. De acordo com os termos da proposta da Dassault, os primeiros 18 aviões serão construídos somente pela indústria francesa, e o restante será construído em parceria com uma companhia indiana. Os sindicatos franceses dirão que essa venda vai criar mais empregos na Índia que na França.

O contrato com a Índia será a primeira venda de exportação do Rafale, que está em serviço no poder militar francês há mais de uma década.

“Até agora, o Rafale era uma espécie de um constrangimento para a Dassault, uma espécie de elefante branco," conta Alexandra Ashbourne, consultora aeroespacial e militar em Londres.

Foto: Dassault/Divulgação

O batismo de fogo, dos Rafales, num ambiente de guerra real, aconteceu recentemente, quando atacou as tropas leais ao ditador líbio MuaMmar Kadhafi.

Os analistas enfatizaram que a seleção da Dassault marcou o início do que ainda pode ser um processo árduo. “Este não é, de forma alguma, o fim do jogo”, disse Howard Wheeldon, estrategista sênior na BGC Partners, uma firma de corretagem de Londres. “Este é apenas o início do próximo passo da concorrência.”

A Eurofighter, uma das concorrentes, por exemplo, deixou claro que não estava pronta para se considerar derrotada.

“Baseado na resposta do governo indiano, nós agora analisaremos cuidadosamente e avaliaremos esta situação junto com nossos parceiros europeus e seus respectivos governos”, disse Theodor Benien, porta-voz da Cassidian, uma divisão da EADS responsável pelo projeto Eurofighter.

As autoridades indianas disseram desde o início que contemplariam o contrato para quem fizesse a menor oferta. Em abril, o país reduziu suas escolhas ao Eurofighter Typhoon e o Rafale, descartando planos das companhias norte-americanas Boeing e Lockheed Martin e dois outros competidores da Rússia e Suécia. Esta decisão irritou oficiais em Washington, que esperavam que pelo menos uma das companhias norte-americanas chegasse à rodada final.

A Índia já usa jatos Mirage construídos na França pela Dassault, mas este pedido é para substituir sua frota antiga de caças russos.

Não se sabe como repercutirá essa compra indiana, na concorrência, posto em banho-maria desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o governo, destinada a modernizar a nossa Força Aérea. A compra representaria a maior despesa da história militar do Brasil.

Quanto à diferença de preço, quase a metade do cobrado no Brasil, pode-se concluir que os indianos são mais modestos em cobrar propina que os brasileiros.


Revista ÉPOCA sobre Eduardo Campos: “O passado bate à porta”

PERNAMBUCO -
REVISTA ÉPOCA: “O passado bate à porta”
O governador Eduardo Campos foi punido por fraude no sistema financeiro cometida nos anos 90 – uma nódoa que pode atrapalhar seus planos políticos

Foto: Leo Caldas/Ed. Globo

Andrei Meireles
Fonte: Revista Época

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é hoje um curinga no jogo da sucessão presidencial de 2014. Depois de virar um protagonista da política nacional, ele é cortejado tanto por petistas como por tucanos – os adversários de sempre – como uma possível opção de candidato a vice-presidente numa chapa para o Palácio do Planalto. Campos é visto ainda como uma possível terceira via na disputa pelo Palácio do Planalto, sustentada numa eventual aliança da esquerda não petista com o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Eduardo Campos precisou de dez anos para montar o cacife que hoje lhe abre esse amplo leque de alternativas políticas. Em 1997, quando estreou no cenário político nacional, sua condição era bem diferente: ele teve de se defender numa CPI do Congresso Nacional que investigou um gigantesco esquema de fraudes com títulos públicos, conhecido como Escândalo dos Precatórios (leia o quadro abaixo). Na ocasião, Eduardo Campos tinha 32 anos e era conhecido apenas como neto e herdeiro político do governador Miguel Arraes, um expoente da esquerda brasileira, de quem era secretário da Fazenda (naqueles tempos, o nepotismo ainda não era proibido por lei).

O escândalo teve um custo político: Miguel Arraes disputou e perdeu a reeleição, em 1998. Oito anos depois, Eduardo Campos conseguiu se eleger governador de Pernambuco e exibiu na campanha sua absolvição no caso dos precatórios pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com mais de 80% dos votos, Eduardo Campos se reelegeu em 2010, numa campanha em que o Escândalo dos Precatórios deixou de ser relevante.

Seus adversários na campanha de 2010 dormiram no ponto. A absolvição pela Justiça livrou Eduardo Campos do problema penal. Mas ele não conseguiu a mesma certidão de “nada consta” em outro julgamento, de natureza administrativa.

ÉPOCA teve acesso a documentos inéditos que revelam que, cinco anos depois da decisão do STF, Eduardo Campos e dois ex-diretores do Banco do Estado de Pernambuco (Bandepe), o antigo banco público de Pernambuco, voltaram a ser julgados pelo Escândalo dos Precatórios. E, desta vez, condenados.

Em dezembro de 2009, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) julgou que o governador e Wanderley Benjamin de Souza e Jorge Luiz Carneiro de Carvalho, ex-diretores do Bandepe, cometeram “infração grave” na negociação irregular de títulos públicos. O trio foi proibido de exercer cargos de direção na administração de instituições fiscalizadas pelo Banco Central – como os bancos públicos e privados. A punição, por um período de três anos, vigorará até dezembro de 2012.

No mercado, o CRSFN é chamado de Conselhinho. O diminutivo se aplica apenas ao apelido. Na verdade, trata-se de um colegiado poderoso. Ele é composto de oito conselheiros – quatro indicados pelo governo e outros quatro de entidades de classe como a Febraban. São eles que julgam, em segunda e última instância, recursos contra decisões sobre penalidades administrativas aplicadas pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Secretaria de Comércio Exterior. No ano passado, o Conselhinho rejeitou um recurso do ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola contra a decisão do Banco Central que o proibiu de exercer cargos em empresas financeiras por cinco anos.

No julgamento do governador, o Conselhinho examinou as peças do processo administrativo do Banco Central no 0101090149 e pareceres da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O governador foi condenado. Além de secretário da Fazenda, Eduardo Campos era integrante do Conselho de Administração do Bandepe. Segundo a documentação, Campos assinou documentos que permitiram o golpe financeiro, como secretário, tinha conhecimento de toda a operação e permitiu, “ou deliberadamente provocou”, o envolvimento do banco no negócio lesivo ao Estado. Alguns conselheiros entenderam que, mesmo havendo provas da autoria das infrações, pelo tempo decorrido não poderia mais haver punição porque as irregularidades prescreveram. Prevaleceu, no entanto, a interpretação de que o julgamento ocorria ainda em tempo hábil, e havia provas suficientes para a condenação de Campos e dos dois ex-diretores do Bandepe.

Essas provas constam do processo administrativo, concluído em fevereiro de 2005 pelo Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros do Banco Central. ÉPOCA também teve acesso a essa documentação. Ela descreve com minúcias como foi montada a fraude. A fórmula da negociata foi criada em São Paulo por Wágner Batista Ramos, coordenador da Dívida Pública da prefeitura paulistana na gestão de Paulo Maluf (1993-1997) – e exportada país afora. A jogada valia-se de uma brecha aberta por uma emenda constitucional de março de 1993. Aprovada para impor controle à farra financeira que vigorava em Estados e municípios, a emenda proibiu novas emissões de títulos públicos estaduais e municipais até 31 de dezembro de 1999. Ela abriu, no entanto, uma exceção para a emissão de títulos destinados ao pagamento das divídas resultantes de sentenças judiciais – conhecidos como precatórios – que estavam pendentes em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição.

AS TRÊS FASES DA FRAUDE

A fraude, de acordo com o método desenvolvido por Wágner Ramos, começava com a emissão de títulos públicos em valores muito acima das dívidas reais. O segundo passo era vender esses papéis supervalorizados com grandes descontos a um banco privado. O terceiro passo era combinar com vários intermediários a negociação sucessiva dos títulos. Eles realizavam compras e vendas no mesmo dia (operações conhecidas no mercado como day trade) a preços crescentes. Isso permitia ganhos imediatos aos participantes, pois quem comprava revendia a um valor maior ao elo seguinte da cadeia. Os intermediários agiam como laranjas e, muitas vezes, nem sequer tinham capital compatível para comprar títulos com os valores envolvidos. No fechamento da operação, no mesmo dia aparecia um comprador final capitalizado, geralmente um fundo de investimento ou de previdência privada. Bastava a esse último comprador pagar pelo título menos do que o governo pagaria ao saldar a dívida para ter lucro também.

Na negociação dos títulos públicos de Pernambuco, os lucros foram para doleiros.

No caso de Pernambuco, dívidas vencidas de R$ 234.618,05, pendentes em 5 de outubro 1988, viraram justificativa para o Estado emitir, entre junho e novembro de 1996, R$ 480 milhões em títulos estaduais. O objetivo alegado era o governo pernambucano captar dinheiro no mercado para os débitos pendentes. Na ponta do lápis, os papéis emitidos pelo Bandepe representaram 2.045 vezes o montante das dívidas vencidas.

O Banco Vetor foi o primeiro a comprar os títulos, com descontos que variaram de 20,32% a 31,59%. A escolha desse banco foi feita sem licitação, sob o argumento da “notória especialização”. A investigação do Banco Central derrubou a tese, pois o Vetor contratou o próprio Wágner Ramos, por meio da corretora Perfil, para montar toda a operação. Além disso, os editais de venda dos títulos foram publicados na véspera da data limite para que o governo recebesse propostas de compra, para dificultar o surgimento de concorrentes ao Banco Vetor. “Na realidade, nenhuma oferta houve para a compra dos papéis”, diz um documento do BC. Depois de passar pelos intermediários, os títulos do Bandepe chegaram aos compradores finais com descontos entre 1,63% e 2,51%.

Em vez de vender os papéis ao Banco Vetor com descontos entre 20,32% e 32,59%, teria sido possível ao Estado, portanto, oferecer um desconto bem menor e receber mais dinheiro, se a venda tivesse sido feita aos compradores finais. “Se o Bandepe tivesse efetuado a venda direta dos títulos aos reais investidores finais, o Estado teria obtido uma redução de custos da ordem de R$ 61,983 milhões; a esse valor, devem ser acrescidos ainda os R$ 22,133 milhões relativos ao pagamento da taxa de sucesso ao Banco Vetor”, diz o documento do BC.

O Banco Central, no entanto, não conseguiu rastrear onde foi parar o dinheiro. Segundo a conclusão do processo administrativo, assinada pelo gerente técnico do BC José Arnaldo Dotta, grande parte dos lucros com a ciranda com os títulos parou em contas de doleiros. “Como os recursos saíram de empresas não integrantes do Sistema Financeiro Nacional, principalmente no caso dos valores remetidos ao exterior, tornou-se impossível saber o destino final.”

Consta do processo do Conselhinho uma peça de defesa, apresentada pelos advogados de Eduardo Campos em setembro de 2002. Eles pedem o encerramento da investigação por entender que o caso estava prescrito, uma vez que, entre a ocorrência da emissão de títulos públicos em Pernambuco e a intimação a Eduardo Campos pelo Banco Central, haviam se passado seis anos. “Não cabe mais à autoridade administrativa a apuração do fato por não tê-la promovido dentro do prazo legal”, escreveu o advogado José Henrique Wanderley Filho.

Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press
ESTREIA - Eduardo Campos (à dir.), ao lado dos senadores Roberto Requião, Geraldo Melo e Bernardo Cabral, em reunião da CPI dos Precatórios. Fantasma revivido
ÉPOCA procurou o governador Eduardo Campos. Sua assessoria de imprensa enviou uma nota, também assinada pelo advogado José Henrique Wanderley Filho. Ele afirma que a decisão do Conselhinho “ainda não é definitiva, além de contrariar frontalmente o posicionamento de todas as outras instâncias administrativas e judiciais”.

Em dezembro passado, dois anos depois da decisão do Conselhinho, a defesa de Eduardo Campos apresentou recurso pedindo a revisão da condenação. “Tal recurso expõe o claro conflito verificado entre a decisão administrativa e o acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal”, diz o advogado.

Enquanto seus advogados apresentavam defesa ao Banco Central, Eduardo Campos se destacava em 2002 no Congresso Nacional como um político bem informado que esbanjava simpatia, sabia ouvir e sempre tinha boas histórias para contar. Apesar de seu partido, o PSB, ter o ex-governador Anthony Garotinho como candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos – e o avô, Miguel Arraes – mantinha antigas e boas relações com o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Em dezembro de 2003, o Supremo Tribunal Federal excluiu Campos do processo dos precatórios. Foi o suficiente para ele ser nomeado por Lula, em 2004, ministro da Ciência e Tecnologia. Em junho de 2005, em pleno escândalo do mensalão, Campos trocou o governo pelo Congresso para reforçar a defesa do governo no Parlamento. A retribuição foi generosa. Na disputa pelo governo de Pernambuco em 2006, Lula se manteve neutro entre Campos e o petista Humberto Costa no primeiro turno. No segundo turno, o apoio de Lula foi decisivo para Campos derrotar Mendonça Filho (DEM).

FICHA LIMPA OU FICHA SUJA?

No Palácio das Princesas, sede do governo de Pernambuco, Eduardo Campos, com a ajuda de Lula, transformou o Estado num canteiro de obras. Tornou-se o governador mais popular do país e, em 2010, concorreu a uma reeleição tranquila. Seu principal adversário, o senador Jarbas Vasconcellos (PMDB), obteve 14% dos votos.

Não há consenso entre os juristas se a punição a Eduardo Campos pode torná-lo um ficha suja.

Hoje, o sucesso de Eduardo Campos extrapola o Estado. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), o mais provável candidato tucano à Presidência da República em 2014, confidenciou a interlocutores que gostaria de ter Eduardo Campos como seu vice. Os dois tiveram uma parceria em Minas Gerais, decisiva para a eleição, em 2008, de Márcio Lacerda (PSB) para prefeito de Belo Horizonte. Embora procurem preservar as boas relações com o aliado, os petistas observam com desconfiança esses movimentos do governador de Pernambuco.

Um dos trunfos de Campos é seu inconteste controle do PSB. A estratégia adotada em 2010 de rifar a candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes para apoiar a eleição de Dilma Rousseff deu bons resultados. Com a eleição de seis governadores, o partido ganhou músculo nas urnas. Com isso, Campos se cacifou também para compor uma eventual chapa da presidente Dilma Rousseff à reeleição. Ele também exibiu força ao conseguir manter seu apadrinhado político Fernando Bezerra como ministro da Integração Nacional, apesar de uma saraivada de denúncias.

A revelação de uma condenação por um órgão técnico composto de conselheiros indicados pelo Ministério da Fazenda nos governos aliados de Lula e Dilma pode turvar o horizonte do governador pernambucano. Ouvidos sob a condição de anonimato, juristas consultados por ÉPOCA divergiram sobre o possível enquadramento da condenação de Eduardo Campos na Lei da Ficha Limpa. Para uns, a decisão do Conselhinho não torna Campos um ficha suja, porque a Lei da Ficha Limpa se refere explicitamente à condenação proferida por “órgão colegiado judicial” – não é o caso do Conselhinho. Outros juristas lembram que, noutro trecho, a lei abre brecha para uma possível punição. Trata-se do parágrafo que torna inelegível por oito anos quem for condenado por irregularidade insanável “em decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta tiver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário”. No plano administrativo, o Conselhinho é a última instância. É uma questão que só pode ser dirimida pela própria Justiça, até porque a Lei da Ficha Limpa está sub judice no STF.

Fotos: Roberto Setton/AE, Juca Varella/Folha Imagem e Jefferson

NOTA OFICIAL DO GOVERNO DE PERNAMBUCO

Fonte: Jornal do Comércio online

Publicação desta semana da Revista Época tenta dar ares de escândalo a matéria julgada, por unanimidade, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É como se uma instância administrativa pudesse revisar decisão da mais alta corte de Justiça da nação.

Sobre o mesmo assunto pronunciaram-se o Senado Federal, o Tribunal de Justiça de Pernambuco, o Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa de Pernambuco e todos esses órgãos, todos, decidiram pela absoluta regularidade da emissão de títulos públicos para pagamento de precatórios judiciais, e, em consequência, inocentando todos os injustamente imputados, inclusive o atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Em respeito à sociedade pernambucana e à opinião pública em geral e com o propósito de restabelecer a verdade tão flagrantemente vilipendiada, esclarecemos:

O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento (inquérito nº 1.690 PE), em 2003, em decisão transitada em julgado, inocentou de maneira inequívoca, definitiva e irrecorrível o falecido ex-Governador Miguel Arraes e o atual Governador Eduardo Campos de qualquer irregularidade na emissão de títulos públicos calcados em precatórios judiciais.

O Senado Federal julgou regular a dita operação.

A Justiça pernambucana também absolveu a todos os responsáveis pela operação.

O Tribunal de Contas de Pernambuco, do mesmo modo, aprovou as contas do Governo Arraes referentes a tais emissões de títulos públicos.

A Assembléia Legislativa acompanhou a decisão do Tribunal de Contas e também aprovou a prestação de contas respectiva, obviamente por reconhecer, como expressamente foi reconhecido nas variadas instâncias, que a operação não causou prejuízos aos cofres públicos.

Assim, o caso não só está protegido pela coisa julgada administrativa e judicial, como inteiramente vencido pela ausência de qualquer questionamento remanescente, já que o assunto foi amplamente discutido nas eleições de 2006 e sequer constou da pauta eleitoral de 2010, uma vez que resolvido pelo veredicto manifestado pelo poder Judiciário, pelo Legislativo estadual e federal, pelo Tribunal de Contas do Estado e pela ausência de qualquer procedimento do Ministério Público sobre a questão.

Assunto vencido pelos fatos.

Quanto à tramitação no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), de procedimento administrativo instaurado pelo Banco Central do Brasil, para fins de apuração das supostas responsabilidades já apreciadas e julgadas nos diferentes fóruns acima mencionados, é importante dizer o seguinte:

1. O Banco Central do Brasil, em primeira instância, decidiu pelo arquivamento do processo administrativo, considerando a ocorrência da prescrição.

2. Tendo havido recurso de ofício, o CRSFN decidiu, apenas pelo voto de desempate do seu Presidente, em 15 de dezembro de 2009, pela responsabilidade de integrantes da administração do Bandepe, aplicando-lhes pena de inabilitação para o exercício de cargos diretivos em instituições financeiras.

3. Essa decisão passou dois anos para ser publicada.

4. Essa decisão, com o devido respeito, além de contrariar frontalmente o posicionamento de todas as outras instâncias administrativas e judiciais, não é definitiva, encontrando-se pendente recurso administrativo interposto por alguns dos ex-administradores do Bandepe, inclusive o Governador Eduardo Campos.

5. Em tal recurso se expõe o claro conflito verificado entre a decisão administrativa e o acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Inquérito nº 1.690 PE, bem com em relação a todas as outras decisões favoráveis à operação de emissão dos títulos, onde os ex-administradores foram excluídos de responsabilidades, por não terem sido encontradas quaisquer irregularidades na operação financeira em foco.

Além do mais, ficou comprovado que não houve prejuízo para o Bandepe nem para o Estado de Pernambuco, tendo o governo seguinte, eleito pela oposição, mantido e honrado os contratos decorrentes das referidas operações, obviamente por entendê-las legítimas e plenamente regulares.

Não temos dúvidas de que os argumentos são fortes em favor da extinção também desse último procedimento em curso no BACEN, uma vez que o sistema jurídico brasileiro, por uno e harmônico, não conviveria com tamanho paradoxo e, sem dúvida, inaceitável injustiça.

Recife, 04 de fevereiro de 2012

Secretaria de Imprensa
Governo de Pernambuco




Alceu Valença - “Diabo Loiro” - de J. Michiles

Alceu Valença canta “Diabo loiro”
de J. Michiles


”passiravideo”


4 de fev. de 2012

CHARGE: TIAGO RECCHIA - Gazeta do Povo (PR)



TIAGO RECCHIA - Gazeta do Povo (PR)


O bando que a supergerente juntou merece ser fotografado também de perfil

OPINIÃO
O bando que a supergerente juntou
merece ser fotografado também de perfil

“Se presidisse uma empresa privada (Dilma), a superexecutiva de araque não teria sobrevivido ao segundo despejo registrado na diretoria que nomeou porque quis”.

Foto: Reuters

Augusto Nunes
Fontes: Blog do Augusto Nunes

Por vontade de Dilma Rousseff, viraram ministros Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva, Carlos Lupi e Mário Negromonte. Todos perderam o emprego contra a vontade da chefe de governo, que ignorou enquanto pôde o assombro dos brasileiros inconformados com a impunidade dos fabricantes de maracutaias. Em 13 meses, a presidente foi forçada a devolver à planície sete casos de polícia. Teriam sido nove se Fernando Pimentel não fosse tratado por Dilma como um pirralho peralta e Fernando Bezerra não estivesse sob as asas protetoras de Eduardo Campos.

Se presidisse uma empresa privada, a superexecutiva de araque não teria sobrevivido ao segundo despejo registrado na diretoria que nomeou porque quis. Debilitada pelo precedente, seria expulsa aos berros pelo conselho administrativo, perseguida por apupos de acionistas coléricos, desqualificada para pilotar até carrinhos de pipoca e condenada ao desemprego perpétuo. Como é presidente do Brasil, a única faxineira do mundo que não consegue viver longe do lixo segue caprichando na pose de defensora da moral e dos bons costumes. E os jornalistas federais fingem enxergar uma supergerente na superlativa mediocridade que coleciona escolhas desastrosas.

A mais recente promoveu a ministro das Cidades o deputado Aguinaldo Ribeiro, do PP da Paraíba. O sucessor de Negromonte nem precisou assumir para desfraldar a folha corrida e empoleirar-se num andor da procissão dos pecadores. Vai sentir-se em casa no convívio com os vigaristas, farsantes, gatunos compulsivos e perfeitas cavalgaduras que se acotovelam no pior primeiro escalão de todos os tempos. Paralelamente, vai proporcionar a Dilma mais um bom motivo para repetir a festa de confraternização ocorrida no último dia do governo Lula. Como em 2010, todos os ministros e ex-ministros estarão, em 2014, sorrindo juntos para a posteridade. A afilhada tem tudo para superar o padrinho.

A turma de Lula só posou para a foto de frente. Faltou a data no peito de muitos. O bando de Dilma não pode esquecer os algarismos. E merece ser fotografado também de perfil.


COMPESA: descaso com o desperdício d’água

PERNAMBUCO - PAULISTA
COMPESA: descaso com o desperdício d’água
Testemunhando um cano d’água quebrado por uma empreiteira a serviço da Prefeitura de Paulista, comunicamos o incidente a COMPESA, neste sábado, dia 04. A funcionária informou que devido à urgência que o caso requer, até o dia 08, três dias uteis, após o registro da queixa, uma equipe virá ao local, consertar o cano. Constatamos que o nosso caso nem é o mais grave, fomos para a internet e esbarramos com centenas de canos furados vazando há meses.


Numa área onde há racionamento de água, a COMPESA, vai deixar esse cano, quebrado pela empreiteira contratada pela Prefeitura, jorrando por cinco dias, pelo menos.

Postado por Toinho de Passira

A associação Prefeitura do Paulista – COMPESA e empreiteira está transformando a vida dos moradores da rua feira nova, janga paulista, num inferno. A empresa contratada para fazer o calçamento, pela prefeitura, há mais de dois anos, agora, está quebrando trechos do calçamento já colocado, para construir as galerias pluviais que foram esquecidas no primeiro momento.

Neste fim de semana, 04 de fevereiro, uma dessas crateras, abertas diante das residências, impedindo a circulação de veículos e acesso as garagens, está merecendo a atenção dos moradores. Antes de saírem para o fim de semana, os funcionários da construtora, romperam um dos canos da COMPESA ligado à residência de n° 949 da dita rua feira Nova.

Como está numa área de racionamento d’água, na hora o cano não jorrou e não chamou a atenção. Pela manhã, porém, verificou-se o desperdício da água potável, vazando para dentro do buraco, provavelmente desde a madrugada. Como a empreiteira não trabalha no fim de semana, resolvemos buscar auxilio da companhia de água de Pernambuco.

Ligamos para a COMPESA, 0800 081 0195, um número exclusivo para denunciar vazamentos. Pois bem, a nossa reclamação realizada às 10hrs, recebeu o n° de protocolo 2012-1006-013564.

A gentil e atenciosa funcionária, do outro lado da linha, nos comunicou a providência que seria tomanda: “em três dias úteis, no máximo, o problema seria solucionado...”

- Como? Quer dizer que agua vai ficar jorrando até quarta-feira? – perguntamos ingenuamente.

Demonstrando complacência, ela explicou que estava falando em prazo máximo, que o problema poderia ser solucionado, antes disso, em 24hrs, por exemplo, mas não podia garantir.

Agradeceu a nossa ligação e desligou.

Devido ao cano quebrado as residências ao redor, não estão recebendo água. Estão perdendo a chance de serem abastecidas, no dia contemplado do racionamento, e a água só irá aparecer novamente, talvez na quarta-feira, quando talvez a COMPESA, venha consertar o cano furado.

Incrível, com o mundo todo falando na necessidade de se economizar água, em campanhas internacionais, a nossa COMPESA trate o desperdício do precioso líquido dessa maneira.

Não existem equipes de emergências no fim de semana? Um motociclista com uma pequena escada e uma chave de cano resolveria o problema.

Não é fácil, e seria até temeroso aos moradores, interferirem civicamente, para resolver o problema. É uma coisa que deve ser feita por um técnico, pois há riscos de barreiras despencarem e há equipamentos ligados a rede elétrica no local.

O curioso é que durante toda a semana, com poderosas bombas d´águas, a empresa ficou retirando água dos lençóis subterrâneos do buraco, para poder realizar a obra. Vão ter uma surpresa quando voltarem na segunda feira.

Ao final, o aumento do custo da obra feita de forma incompetente e negligente e a água cara, devido aos desperdícios, são pagos, por nós, o contribuinte, a vítima constante desse sistema maluco.


Rua Feira Nova, parece ter sofrido um ataque nuclear. Sofreu sim, um ataque de incompetência e descaso para com o contribuinte

Quando tomaram conhecimento que a rua onde moravam, Feira Nova, Janga, Paulista, ia ser calçada, os moradores não sabiam o calvário que enfrentaria. Há mais de dois anos que a rua está em obras. A colocação do revestimento vem sendo feita em trechos aleatórios. Se a situação era ruim sem a construção, piorou em muito nos trechos sem revestimento (mais de 80% da rua) que ficam rotineiramente submersos, durante qualquer evento de chuva.

Alguns moradores não conseguem chegar com seus carros em casa, e a saída a pé, poderar requer caminhar com água até os joelhos.

Equipes de todas as televisões já estiveram no local, atendendo denuncia dos moradores. Na última, em dezembro passado, a Prefeitura de Paulista, prometeu, a uma equipe da Globo Nordeste, que até o dia 16 de janeiro concluir a obra. Só faltou dizer o ano (?).


Raúl Castro não deixou a blogueira cubana, Yoani, vir ao Brasil

CUBA
Raúl Castro não deixou a blogueira cubana, Yoani, vir ao Brasil
'Não há surpresa. Voltaram a negar minha permissão de saída. É a ocasião número 19 em que violam o meu direito de entrar e sair do meu país', escreveu a blogueira. Yoani Sánchez, que apesar da obtenção do visto brasileiro, não vai poder vir ao Brasil para o lançamento Brasil para assistir à estreia do documentário 'Conexão Cuba-Honduras', do cineasta Dado Galvão.

Foto: Reuters

Yoani Sánchez, A frágil blogueira temida pelos irmãos Castro

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja , The New York Times, O Globo, Folha de São Paulo, Revista Época, Jornalism in the America , ”thepassiranews”

A ditadura de Cuba não surpreendeu e negou novamente nesta sexta-feira a permissão para que a blogueira dissidente Yoani Sánchez deixasse a ilha e visitasse o Brasil para assistir à estreia do documentário 'Conexão Cuba-Honduras', de Dado Galvão, no qual a cubana é uma das personagens.

A informação foi confirmada por Yoani em uma mensagem postada em sua conta no Twitter.

'Não há surpresa. Voltaram a negar minha permissão de saída. É a ocasião número 19 em que violam o meu direito de entrar e sair do meu país', escreveu a blogueira.

Yoani, postou uma imagem do feio documento negando sua saída do país e questionou o respeito à resolução 13 da Declaração de Direitos Humanos - em referência ao preceito sobre a livre circulação e o direito das pessoas 'a sair de qualquer país inclusive do próprio e de retornar a seu país'.

A blogueira comenta que recebeu 'centenas de mensagens de indignação e solidariedade' e agradeceu o 'otimismo' de 'todos os que tiveram a esperança que desta vez ela conseguiria', mas ressaltou que é 'uma prisioneira'.

'Se todo este esforço serviu para revelar o absurdo migratório em que estamos presos os cubanos, então valeu a pena', comentou em outra mensagem.

Em seguida, Yoani qualificou como 'coisas de totalitarismos' o fato de o presidente cubano, Raúl Castro, estar visitando a Venezuela enquanto ela não pôde ir ao Brasil.

O filme de Galvão, responsável pelo convite a Yoani, trata da repressão da liberdade de expressão na ilha caribenha e também durante o golpe de Estado que depôs o presidente hondurenho Manuel Zelaya em 2009.

A blogueira enviou uma carta à presidente Dilma Rousseff para pedir que intercedesse por ela perante Raúl Castro por ocasião da visita da governante à ilha nesta semana.


No seu blog Yoani transcreveu uma frase de Dilma, quando da sua posse na presidência: “Prefiro um milhão de crítica ao silêncio das ditaduras”. Comentário nosso: Pena que Dilma tenha mudado de ideia e silenciado.

O Ministério das Relações Exteriores concedeu a Yoani o visto para entrar no Brasil, mas a blogueira precisava que o Governo de Cuba lhe outorgasse a permissão para viajar ao exterior.

Nos últimos anos Yoani Sánchez, de 35 anos, recebeu vários prêmios no exterior que não pôde receber porque o Governo cubano não lhe concedeu as permissões de saída correspondentes, segundo ela mesma relatou em diversas ocasiões.

Em 2009 a revista Época já publicava uma matéria falando do impedimento da saída de Yoani de Cuba. Dizia que a blogueira já está acostumada a marcar presença “virtual” em eventos no exterior. Nunca pode comparecer, por exemplo, aos lançamentos dos seus livros no exterior.

O seu Blog Generación Y ganhou prêmios na Espanha, na Alemanha e nos Estados Unidos mas Yoani nunca pôde comparecer às cerimônias para recebê-los.

Os problemas de Yoani com a imigração de Cuba começaram em 2004, quando ela voltou de uma temporada de quase dois anos na Suíça. Por uma imposição do regime castrista, o cubano que volta após mais de 11 meses no exterior não tem mais direito a morar na ilha.

Para evitar sua expulsão, Yoani rasgou seu passaporte e somente se apresentou aos oficiais da imigração meses depois. O governo a perdoou, mas desde então impede qualquer viagem dela. Quando Yoani criou o Generación Y, em abril de 2007, a situação, é claro, só piorou.

Toda ditadura entre outras coisa é burra no trato com dissidentes. Se tivessem deixado a blogueira Yoani comparecer aos eventos para o qual está sempre convidada, ela perderia paulatinamente a visibilidade na mídia.

Em pouco tempo ela estaria ESATÁ tão esquecida, como a paraibana (como é mesmo o nome dela?) que estava no Canadá.

Além de talentosa e uma ferrenha critica do regime cubano, Yaoni vai assim ficando cada vez mais importante, graças a ditadura. Qualquer dia desses acaba ganhando o Nobel da Paz, vai ter que agradecer a Raúl Castro.

Foto: Desmond Boylan/Reuters

Yoani, em sua casa em Havana produzindo o seu Blog “Generación Y”, um calo nos interesses da ditadura cubana.


3 de fev. de 2012

Mantega fala sobre demissão do presidenta da Casa da Moeda

BRASIL
Mantega fala da demissão do presidenta da Casa da Moeda
Depois de quatro dias de silencio, o ministro Mantega falou sobre a demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, disse que foi uma demissão de rotina, mas o demitido estava sofrendo pressões, do PTB, partido que o indicará para o cargo. Segundo alguns, o PTB não gostava mais de Denucci, porque ele não facilitava nada para o partido. Mantega diz que o novo presidente da Casa da Moeda, não terá mais viés político, será um técnico.

Foto: José Cruz/ABr
Guido Mantega, além de dizer que não sabia de problemas na Casa da Moeda, negou conhecer Denucci antes de ele assumir a direção do órgão. ”Não conhecia essa pessoa [Luiz Felipe Denucci]. Recebi o curriculum. Ele tinha um curriculum adequado para a missão e as funções na Casa da Moeda”, afirmou

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Folha de São Paulo, O Globo, Agência Brasil

Depois de quatro dias após a exoneração de Luiz Felipe Denucci da presidência da Casa Moeda, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, finalmente falou publicamente sobre o assunto. Mantega tentou entabular a velha desculpa da troca periódica de funcionário, sem, contudo deixar de justificar a medida “porque o ex-presidente da Casa da Moeda estava se sentido pressionado”.

Pela boca de Mantega, a indicação de Denucci partiu do PTB, mas o próprio partido o procurou depois para fazer denúncias contra ele e pedir sua substituição. Mantega argumentou, porém, que as acusações não eram sólidas e demorou substituir Dulcci devido ao seu excelente desempenho administrativo e do momento de transição técnica e administrativa que estava sendo implementada na Casa da Moeda.

Relatou, porém, que já havia planejado a sua substituição há algum tempo, e para tanto já entrevistará três possíveis candidatos para ocupar o cargo.

A boa notícia é que o Ministro da Fazenda sinalizou que o substituto não será mais uma indicação política, mas um técnico. Não se sabe como o PTB vai reagir a perda de poder.

O ministro sustentou ainda que as denúncias de que Denucci recebeu propina de fornecedores da Casa da Moeda por meio de depósitos em contas no exterior apareceram somente depois da exoneração, publicada no Diário Oficial na segunda-feira. Também de acordo com Mantega, denúncias anteriores foram exaustivamente investigadas.

O ministro também negou que tenha usado o PTB para endossar uma indicação pessoal sua.

- Em 2008, quando nós substituímos o presidente da Casa da Moeda, o PTB fez indicações para a presidência dentro dos critérios que nós utilizamos, critérios de competência técnica para que possa ocupar esse cargo. Os primeiros nomes não foram aprovados. Finalmente eles me trouxeram o currículo desse ex-presidente da Casa da Moeda (Denucci), que tinha o currículo adequado para a missão. Então, eu aceitei a indicação, que foi feita pelo presidente o PTB em exercício na ocasião. Portanto não conhecia essa pessoa. Nunca tinha visto antes.

Foto: Gabriel de Paiva/ O Globo

Luiz Felipe Denucci, o ex-presidente da Casa da Moeda, estaria sob suspeitas, mas era um excelente administrador.

Por sua vez o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci atribuiu sua demissão a uma campanha difamatória sistemática comandada pelo PTB e por fornecedores da estatal.

Denucci desabafou com amigos que era constantemente atacado por dossiês e, mais recentemente, vinha sendo alvo de chantagem envolvendo sua família.

Como contraponto Denucci exibe no balanço da Casa da Moeda, fechado na sexta-feira anterior à sua demissão, um lucro recorde para a instituição de R$ 517 milhões e um faturamento de R$ 2,7 bilhões. Em 2007, antes de sua chegada, o lucro fora apenas de R$ 28 milhões.

O PTB, desde segunda-feira faz críticas abertas à conduta de Denucci, acusando-o de ter virado as costas para o partido após ter sido indicado pela sigla em 2008 para o cargo sem deixar de acusá-lo, nos bastidores, de corrupção e favorecimento próprio.

A relação de Denucci com o PTB foi conturbada desde o início. Em 2008, quando convidado por Mantega para assumir o cargo numa conversa no escritório do Ministério da Fazenda, na Caixa Econômica Federal em São Paulo, o próprio ministro avisou que ele precisaria de algum aval político. Mantega teria, então, telefonado para o deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB, e acertado o apadrinhamento. (Mantega agora nega que esses fatos tenham ocorrido)

A partir daí, os contatos de Denucci com os representantes do PTB praticamente cessaram, o que teria irritado os políticos. De acordo com um assistente de Denucci, ele caiu em desgraça por não “criar facilidades”.

Um parlamentar do PTB, disse que logo após a nomeação, Denucci se indispôs com o partido: “Não atendia nem telefonemas e só queria conversar com o pessoal da Fazenda".

Nem o presidente do PTB, Roberto Jefferson, nem Jovair quiseram falar nesta terça-feira sobre o assunto. Em conversas com interlocutores, alegam que, desde 2008, quando Jovair apadrinhou sua indicação, Denucci já enfrentava problemas com a Receita Federal e a Polícia Federal por suspeitas de enriquecimento ilícito, evasão de divisas e sonegação fiscal.

Com quebras de sigilo bancário e fiscal, a PF teria constatado, em 2000, movimentações atípicas nas contas do economista. Alguns anos depois, Denucci teria trazido US$ 1,79 milhão dos EUA sem declarar. Alegou ser um empréstimo de bancos estrangeiros e foi multado pela Receita em R$ 3,5 milhões.

Mas Denucci diz que recorreu e a multa da Receita, por ser incorreta, foi extinta.

Noutra vertente constata-se que em 2010, Denucci, já como presidentre da Casa da Moeda, constituiu duas "offshores" nas Ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal: a Helmond Commercial LLC, em nome do próprio Denucci, e a Rhodes INT Ventures, em nome da sua filha, Ana Gabriela.

Nos últimos três anos, essas "offshores" teriam recebido U$ 25 milhões de operações financeiras no exterior, segundo um relatório da WIT, companhia especializada em transferência de dinheiro com sede em Londres.

Denucci confirma a existência das empresas, mas nega ter feito movimentações financeiras com essas contas.

A WIT aponta que os valores são oriundos de pagamento de comissão feito por dois fornecedores exclusivos da Casa da Moeda, equivalente a 2% dos contratos firmados e confirma ter sido contratada para realizar as transações por Jorge Gaviria, advogado em Miami e procurador dos Denucci.

Informou, ainda, que a movimentação está registrada em sua contabilidade.

Denucci admite conhecer o dono da WIT, a quem chama de primo, mas disse que o relatório é falso.

Noutro “imbróglio” o Ministério Público Federal abriu inquérito investigamdo denúncia de direcionamento de licitação, na Casa da Moeda, durante a administração de Denucci.

Esse é um daqueles casos em que os dois lados da moeda estão contaminados. O presidente da Casa da Moeda não pode ser alguém permanentemente debaixo de suspeições e autor de exóticas movimentações bancárias no exterior, e as denuncias do PTB perdem a legitimidade de moralizadoras, por estarem, também, sob a suspeição de serem, tão somente, retaliação de corruptos contrariados.

Foto: Divulgação

Roberto Jefferson e sua turma quando conseguiram emplacar um integrante do partido como Presidente da Casa da Moeda, esperavam que o correligionário mandasse parte da produção do órgão para o partido ou para as suas contas bancárias. Denucci, porém, tinha o defeito de só pensar nele mesmo.


Olinda Mega fashion

PERNAMBUCO - CARNAVAL
Olinda Mega fashion
Multidão compareceu ontem, a passarela montada em frente à sede da Prefeitura de Olinda, no Sítio Histórico, para assistir a exibição de figurinos criados por estilistas brasileiros, desfilados pelos bonecos gigantes que fazem a alegria do carnaval olindense.

Foto: Luciana Lombardi/ Blog da Daliana Martins

Com muito charme e simpatia 'A Bandida', desfila um modelo exclusivo da Melk Z-Da

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Folha de Pernambuco, Blog da Daliana Martins, Diário de Pernambuco, G1-PE

Os bonecos gigantes de Olinda, transformados em mega top models, desfilaram ontem, numa gigantesca passarela estendida diante da sede da Prefeitura de Olinda, no Sítio Histórico, modelitos concebidos por famosos estilistas brasileiros, como João Pimenta, Walério, Elisa Steca, Araújo, Amapô, Neon, Totem, Ronaldo Fraga, Cavalera, Melk Zda e Elisa Steca.

O evento, organizado pelo artista plástico Sílvio Botelho e pela Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda, foi realizado com o objetivo promover a 29º edição da Revista FFW/ MAG, publicação paulista especializada em moda e comportamento, que nesta edição homenageia <

Foto: G1-PE

'A Despeitada' empresta sua elegância para exibir uma criação de Valéria Araújo

A ideia de fazer um editoral com os bonecos foi do editor de moda da FFW/MAG, Paulo Martinez.

O diretor de Cultura de Olinda, Pepe Jordão, acrescentou que além dos modelos exibidos pelos bonecos, o evento que teve apoio da prefeitura, expos também modelos de fantasias para o carnaval, de de alfaiates, costureiras, grifes e estilistas olindenses, como Carol Azeedo, Período Fértil, Joana Gatis, Celinha do Cariri e Avesso.

As roupas foram encomenda pela revista cultural “ffwMAG”, que na edição de número 29 traz o tema “Pernambuco: Beleza em um Estado Bruto”. A revista foi lançada durante o São Paulo Fashion Week e será veiculada no Nordeste no dia 08 de fevereiro, com lançamento na Dona Santa.

Foto: G1-PE

A boneca desfial Amapô

Foto: G1-PE

O Devasso, desfila Valéria Araújo

Foto: G1-PE

Meninas da AVESSO exibindo fantasias para o carnaval de Olinda 2012

Foto: G1-PE

As manecas do PERIODO FERTIL, prontas para a folia


Tempos difíceis - Merval Pereira

OPINIÃO
"Tempos difíceis" - Merval Pereira
O comentarista político do O Globo, comenta sobre as campanhas eleitorais nos Estados Unidos e na França nesses tempos de crise econômica.

Foto: Getty Images

ESTADOS UNIDOS: Mitt Romney, o provável candidato republicano, acusado de ser rico e de falar francês.

Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

Eleição em tempo de crise foge completamente dos padrões. O discurso dos candidatos fica pelo menos mais honesto, já que não é possível pintar com cores alegres o quadro econômico que todos estão sentindo na pele. Com um índice de desemprego alto em todos os países, na Europa e nos Estados Unidos, todos os candidatos têm de apresentar um programa de desenvolvimento, mas ao mesmo tempo têm também de preparar os eleitores para os tempos duros que ainda virão.

Fica difícil prometer futuro brilhante quando se tem de cortar custos e aumentar impostos. O máximo que se pode fazer é dar a entender que o eleitor do adversário sofrerá mais do que o seu.

E, mesmo nos Estados Unidos, país onde a arrecadação de fundos privados para a campanha eleitoral serve como termômetro para medir a capacidade de cada candidato, ser rico é arriscado nos dias de hoje.

É o caso do provável candidato republicano, Mitt Romney, empresário de sucesso, que é atacado por isso pelos dois lados.

A campanha de Obama já o acusou de ser um “destruidor de empregos” ao comprar empresas quando atuava no setor privado.

O presidente americano também anunciou a criação de uma alíquota do imposto de renda para os “muito ricos”, dizendo que feria o “senso comum” um milionário não pagar pelo menos 30% de imposto de renda.

Romney rejeitou as críticas e contra-atacou dizendo que o número de desempregados passou de 22 para 24 milhões nos Estados Unidos sob o governo de Obama, e também que a dívida pública aumentou de US$ 10,4 trilhões em janeiro de 2009, quando Obama assumiu a Presidência, para US$ 15 trilhões.

No front interno, Romney está sendo acusado por Newt Gingrich de ser milionário e, o que é pior, de falar francês.

Falar uma língua estrangeira parece ser um pecado capital para políticos americanos, e os monoglotas parecem mais “autênticos” ao eleitor médio, como é o caso de George W. Bush e do próprio Obama.

O candidato democrata em 2004 John Kerry também foi muito atacado porque passava as férias na região francesa da Bretanha com sua família quando era jovem.

Os assuntos delicados, como reformas no sistema previdenciário, também devem ser esquecidos durante a campanha eleitoral, embora tenham que ser retomados logo que o vencedor assuma o governo.

No caso brasileiro, nem a presidente Dilma nem seu adversário tucano José Serra trataram da questão previdenciária, mas hoje o governo está empenhado em aprovar o fundo de previdência dos servidores públicos, aprovado por Lula em 2003 e que até hoje não saiu do papel, mas é fundamental para equilibrar as contas da Previdência.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quando foi candidato em 2006, saiu de uma reunião com economistas na Casa das Garças, um instituto de estudos econômicos ligado ao Departamento de Economia da PUC do Rio, com a sensação de ter recebido a agenda mais antieleitoral que poderia haver.

Os economistas — Edmar Bacha, Armínio Fraga, Francisco Gros, Pedro Malan, entre outros, todos ligados de alguma maneira ao PSDB — focaram suas preocupações na Previdência Social, classificada como um ponto crítico do quadro fiscal.

Não haver limite de idade para a aposentadoria no sistema privado seria uma bomba de efeito retardado.

Em outra reunião, de líderes do PSDB com empresários do Iedi em São Paulo, levantou-se a necessidade de se separar o reajuste do salário mínimo das aposentadorias da Previdência.

O presidente do PSDB na ocasião, Tasso Jereissati, disse que, se um político apresentasse essa proposta na campanha eleitoral, não precisaria nem esperar o resultado das urnas: seria derrotado fatalmente.

Foto: Getty Images

FRANÇA: Sarkozy sendo obrigado a anunciar aumento de impostos em plena campanha eleitoral

Um dos reflexos da crise na campanha presidencial aqui na França é que nenhum dos candidatos pode fazer proselitismo político sem falar em aumento de imposto.

Mesmo o candidato socialista, François Hollande, admite que ,“seja qual for o eleito, haverá aumento de imposto”. Mas ressalva: “O importante é saber quem pagará a conta.”

Ele garante que seu programa fará com que apenas os bancos, as grandes empresas e os ricos pagarão mais impostos, mas seus adversários já apontam inconsistências nos seus planos.

O aumento de imposto para as empresas atingirá também pequenos e médios empresários. A promessa de tapar os buracos na legislação que permitem a redução de impostos, os chamados “nichos fiscais”, atingirá ao mesmo tempo as empresas e os profissionais liberais

E a taxação de horas extras poderá prejudicar também os cerca de nove milhões de assalariados que as utilizam. Ele promete também criar uma alíquota de 45% para os “muito ricos”.

O plano de Hollande também é criticado por dar um papel secundário ao corte de gastos do governo.

Já o candidato centrista, François Bayrou, apresentou também seu projeto econômico, que prevê redução dos gastos públicos em 50 bilhões de euros e outros 50 bilhões em aumento de impostos, inclusive a criação de duas novas alíquotas do imposto de renda, de 45% e 50%.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que concorrerá à reeleição, anunciara domingo, em cadeia de televisão, que haverá um aumento de 1,6% do imposto sobre valor agregado de produtos e serviços, que hoje é de 19,6% e incide sobre bens de consumo.

Segundo ele, a mudança financiará isenções de encargos trabalhistas no valor de 13 bilhões de euros.

Ele também confirmou que a taxa sobre as transações financeiras de 0,1% deverá ser aplicada a partir de agosto, uma taxa que a França cobrará sozinha “para dar o exemplo”, mas que pode fazer com que muitos negócios saiam da França.

Sarkozy está sendo criticado até mesmo pelo acordo com a Índia para a compra de 126 jatos Rafales, pois, pelo acordo, a maior parte desses aviões será montada na Índia, e apenas os 18 primeiros serão construídos na França, gerando empregos.

Um dos motes da campanha de Sarkozy é defender os produtos fabricados na França, para gerar mais empregos.


*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas ao texto original

1 de fev. de 2012

O misterioso encontro Dilma-Fidel

CUBA – BRASIL
O misterioso encontro Dilma-Fidel
Ao contrário de Lula a presidenta brasileira não se deixou fotografar ao lado do ditador Fidel Castro, ou ele não estava em condições de ser fotografado. Pelo menos até agora, nenhuma foto foi divulgada. Nem a imprensa oficial do governo cubano teve acesso ao encontro.

Charge : AROEIRA – Jornal «O Sul»

Postado por Toinho de Passira
Fontes:G1, Estadão, Cuba Debate

A jornalista Claudia Bomtempo, correspondente da TV Globo no Haiti, escreveu que a Presidente foi recebida pelo ex-mandatário cubano na casa dele. Ela levou chocolates brasileiros e ganhou uma biografia ainda inédita, de autoria da cubana Katiuska Blanco, que trata da fase guerrilheira de Fidel.

Pela descrição do ambiente doméstico de Fidel (uma espécie de chácara, com jardins bem cuidados, nos arredores de Havana) ou a jornalista esteve presente ao encontro, o que é improvável, ou recebeu informações de fontes da comitiva presidencial.

Mais tarde soube-se que o assessor especial da presidência Marco Aurélio Garcia, o famoso Top-top, foi quem passou para os jornalistas as informações. Garcia não é uma fonte confiável, está mais para um fofoqueiro de plantão.

Apesar da saúde abalada, diz o texto da jornalista, Fidel demonstrou muita lucidez durante o encontro de uma hora com a presidente. Disse estar preocupado com a situação do Haiti.

Antes desta terça, a última vez em que Dilma e Fidel se encontraram foi em um congresso de economia, em 1982.

O surpreendente é que na democracia cubana, nem os orgãos oficiais de informação tem acesso às notícias do que acontece na própria ilha envolvendo o ditador aposentado Fidel Castro.

O website "Cubadebate", foi o único, na Ilha, a noticiar do encontro, Dilma-Fidel, assim mesmo baseado numa nota do Itamaraty.

Diz o site Cubano:

"Presidente Rousseff participou de uma reunião na noite de terça-feira com o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país sul-americano (Brasil). De acordo com o Itamaraty, a presidente foi acompanhada por uma "pequena delegação" depois de um almoço com o presidente Raúl Castro". "Numa coletiva de imprensa na manhã de Dilma no Memorial José Martí, em Havana, a presidenta questionada se iria se encontrar com Fidel, respondeu: "Sim, e com muito orgulho."

Mas tarde o mesmo website complementou a notícia, usando como fonte, o site da Rede Globo, ou seja, para saber o que acontecia na ilha, os jornalista cubanos tiveram que buscar as informações no Brasil.

Ficou claro que nem a imprensa oficial cubana teve acesso as informações do encontro. O que nos faz supor, que ou Dilma não quis sua imagem ao lado do velho ditador divulgada mundo afora, ou o estado deplorável de saúde dele, não permitiu a divulgação de imagens.

Na democracia cubana é assim, a imprensa tem que advinhar, supor, achar que, depois eles reclamam das especulações.

Londres envia contratorpedeiro e príncipe as Malvinas

INGLATERRA
Londres envia contratorpedeiro e príncipe as Malvinas
Fontes da Marinha disseram ao jornal britânico "The Telegraph" que o contratorpedeiro que será enviado, pelos ingleses, as Malvinas, está armado com uma bateria de mísseis que poderia “derrubar todos os caças da América do Sul". A noticia chega junto com confirmação de que o príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, chega amanhã as Malvinas, para pilotar um helicóptero da força aérea, em missões de busca e salvamento, durante as próximas seis semanas.

Foto: Divulgação

O contratorpedeiro HMS Dauntless, especializado em defesa aérea, vai estar nas Malvinas, apontando para Argentina. Oficialmente a sua presença é uma operação de rotina, irá substituir a velha fragata fragata Montrose 23, que será desativada.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Telegraph, Mercopress, El Clárin, La Nación, Terra,The Independent

A Marinha do Reino Unido confirmou nesta terça-feira (31) que o contratorpedeiro HMS Dauntless, especializado em defesa aérea, será enviado para as ilhas Falklands, palco, em 1982, de uma guerra entre Reino Unido e a Argentina.

A Argentina reivindica a posse das ilhas (que chama de Malvinas) e o envio da embarcação se dá em um momento de crescente tensão entre Buenos Aires e Londres.

O governo de Cristina Kirchner tem tentado negociar a soberania das ilhas com o Reino Unido nas Nações Unidas, mas o governo de David Cameron rejeitou a proposta, dizendo que a soberania da ilha, onde as reservas de petróleo são, aparentemente, maiores que a expectativa inicial, não está sob negociação. BR>
Oficialmente, a Marinha britânica afirma que o envio do HMS Dauntless é rotineiro e já estava programado. Fontes anônimas da Marinha, entretanto, disseram abertamente ao jornal The Telegraph que a embarcação tem um poder dissuasório formidável, que torna incapaz qualquer movimento militar argentino.

O Dauntless vai navegar nas próximas semanas armado com uma bateria de mísseis que poderia “derrubar todos os caças da América do Sul, e mais facilmente ainda os da Argentina”, de acordo com uma fonte da Marinha. “Ele pode derrubar os caças argentinas assim que eles decolarem de suas bases, disse outra fonte. “Isso vai fazer Buenos Aires dar uma séria pausa para pensar”.

O HMS Dauntless tem um sistema de mísseis chamado Sea Viper, desenvolvido em conjunto com a França e a Itália, que carrega 48 mísseis prontos para lançamento, além de um radar do tipo Sampson que, segundo o Telegraph, é mais poderoso que o radar do aeroporto de Heathrow, o maior de Londres.

O príncipe britânico William, o duque de Cambridge, no comando de um helicóptero Sea King, especializado em busca e salvamento, similar ao que vai pilotar nas Malvinas.
O Brasil apoia oficialmente a reivindicação da Argentina pela posse das Malvinas e essa insinuação de que o contratorpedeiro seria capaz de “derrubar todos os caças da América do Sul” incluiu os cansados e ultrapassados aviões da nossa Força Aérea brasileira.

Complementando esse clima de militarização do conflito, o príncipe William, neto da rainha Elizabeth II, o segundo na sucessão ao trono inglês, aquele que casou no ano passado, viajou nesta quarta-feira para as Malvinas. O príncipe vai desembarcar na base aérea de Mount Pleasant e começar imediatamente a trabalhar em um dos dois helicópteros de resgate disponíveis às 24h para tarefas de resgate.

Sobre a presença do príncipe nas ilhas, um porta-voz do Ministério de Defesa britânico disse à Agência Efe que o duque é tratado como qualquer outro membro das Forças Armadas, por isso não podia divulgar detalhes da viagem.

A chancelaria argentina reagiu vigorosa

"A República Argentina rejeita a tentativa britânica de militarizar um conflito do qual as Nações Unidas já se ocuparam em diversas ocasiões, indicando que as duas nações devem resolvê-lo em negociações bilaterais", diz a nota.

Acrescenta que "o povo argentino lamenta o desembarque do herdeiro real em solo pátrio com o uniforme de conquistador, não com a sabedoria do estadista que trabalha a serviço da paz e do diálogo entre as nações".

"Os governos devem evitar a tentação de incorrer em discursos que transformem o patriotismo em ''patriotada'' para distrair a atenção pública de políticas econômicas de ajuste, num contexto de crise estrutural e alto desemprego", acrescentou a chancelaria argentina.

O governo argentino em outras palavras, esta dizendo que os britânicos agora, estão agindo tal qual a ditadura argentina, em 1982, decidiu invadir as Malvinas, para tentar criar um clima de euforia no país, abafando os problemas internos. David Cameron, primeiro ministro inglês, atolado até o pescoço com a crise econômica, desemprego e baixa popularidade, tenta desviar o foco da questão, inventando essa “guerra”, que os argentinos, ressabidos, correta e civilizadamente querem travar apenas no tapetão diplomático.

Foto: Reuters

Irritados os argentinos de quando em quando queimam umas bandeiras inglesas diante da embaixada britanica em Buenos Aires, como essa acontecida em 20 de janeiro último


Frio Ártico na Sibéria e leste Europeu

Rússia
Frio Ártico na Sibéria e leste Europeu
'Frio anormal' afeta várias regiões da Rússia, segundo o governo. O frio, que deve continuar, já matou, neste ano, pelo menos 60 na Europa e 50 no Japão.

Foto: Ilnar Salakhiev/Associated Press

Termômetro na cidade siberiana de Novosibirsk, cerca de 2.800 km ao leste de Moscou, marcava, de madrugada -34º C nesta quarta-feira (1º)

Postado por Toinho de Passira
Fonte: G1

Um termômetro localizado na cidade siberiana de Novosibirsk, a cerca de 2.800 km ao leste de Moscou, na Rússia, chegou a marcar -34º C nesta quarta-feira (1º).

Segundo o Ministério russo de Situações de Emergência, um "frio anormal" atingiria o país com temperaturas de -30º C em várias regiões, principalmente na zona central do país, entre os dias 30 de janeiro e 3 de fevereiro.

Foto: Reuters

NÃO VAI DÁ PRAIA - O portão da praia da cidade Krasnoyarsk, no rio Yenisei, coberto de gelo, -30C.

A queda de temperatura é causada pela chegada de uma frente fria do Ártico através do mar de Kara, informou o ministério.

Ainda de acordo com o órgão, a possibilidade de interrupção das linhas de transmissão de energia elétrica não foi descartada, assim como incêndios em casas de aldeias aquecidas por fogareiros.

O frio intenso atinge países do leste europeu, onde provocou pelo menos 60 mortes, principalmente entre moradores de rua na Polônia e na Ucrânia.

Foto: Reuters

Em Bucarest, na Romenia, policiais recolhem cidadão na rua para levá-lo a um abrigo comunitário.

A polícia local e as autoridades estão tentando mudar os sem-teto para abrigos comunitários, onde podem dormir e comer as temperaturas caíram para tão baixo quanto -30 graus Celsius em algumas partes da Roménia, onde 14 pessoas morreram em consequencia do frio.

Na Polônia, desde o fim de semana, pelo menos 15 pessoas morreram por hipotermia, cinco delas nas últimas 24 horas, com temperaturas chegando aos 20 graus negativos em regiões orientais do país.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), com sede em Genebra, na Suíça, informou na terça-feira (31) que espera uma redução de temperatura para até -14º C em Frankfurt, na Alemanha, -12º C em Budapeste, na Hungria, -15º C em Estocolmo, na Suécia, e -22º C em São Petersburgo, na Rússia. Na Suíça, a sensação térmica era de -25º a -40º C na região montanhosa do país.

Segundo a organização, as temperaturas irão descer fortemente até o fim da semana devido à alta pressão atmosférica que vem do norte da Rússia e que está se movimentando na direção da Europa Central e da Europa Ocidental.

Foto: Reuters

Sinal de trânsito na rodovia em perto da aldeia de Sliznevo, Krasnoyarsk, Sibéria, debaixo de uma temperatura de -34 graus C


Arnaldo Jabor: "Os canalhas nos ensinam mais"

OPINIÃO
Os canalhas nos ensinam mais
“Não há mais respeito, não digo pela verdade; não há respeito nem mesmo pela mentira!”
“Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Mas, tudo está ficando tão claro, tão insuportável, que temos de correr esse risco, temos de contemplar a mecânica da escrotidão, na esperança de mudar o País.” – Arnaldo Jabor

Arnaldo Jabor
Fontes: O Estado de S.Paulo

Nunca vimos uma coisa assim. Ao menos, eu nunca vi. A herança maldita da política de sujas alianças que Lula nos deixou criou uma maré vermelha de horrores. Qualquer gaveta que se abra, qualquer tampa de lata de lixo levantada faz saltar um novo escândalo da pesada. Parece não haver mais inocentes em Brasília e nos currais do País todo. As roubalheiras não são mais segredos de gabinetes ou de cafezinhos. As chantagens são abertas, na cara, na marra, chegando ao insulto machista contra a presidente, desafiada em público. Um diz que é forte como uma pirâmide, outro que só sai a tiro, outro diz que ela não tem coragem de demiti-lo, outro que a ama, outro que a odeia. Canalhas se escandalizam se um técnico for indicado para um cargo técnico. Chego a ver nos corruptos um leve sorriso de prazer, a volúpia do mal assumido, uma ponta de orgulho por seus crimes seculares, como se zelassem por uma tradição brasileira.

Temos a impressão de que está em marcha uma clara "revolução dentro da corrupção", um deslavado processo com o fito explícito de nos acostumar ao horror, como um fato inevitável. Parece que querem nos convencer de que nosso destino histórico é a maçaroca informe de um grande maranhão eterno. A mentira virou verdade? Diante dos vídeos e telefonemas gravados, os acusados batem no peito e berram: "É mentira!" Mas, o que é a mentira? A verdade são os crimes evidentes que a PF e a mídia descobrem ou os desmentidos dos que os cometeram? Não há mais respeito, não digo pela verdade; não há respeito nem mesmo pela mentira.

Mas, pensando bem, pode ser que esta grande onda de assaltos à Republica seja o primeiro sinal de saúde, pode ser que esta pletora de vícios seja o início de uma maior consciência critica. E isso é bom. Estamos descobrindo que temos de pensar a partir da insânia brasileira e não de um sonho de razão, de um desejo de harmonia que nunca chega.

Avante, racionalistas em pânico, honestos humilhados, esperançosos ofendidos! Esta depressão pode ser boa para nos despertar da letargia de 400 anos. O que há de bom nesta bosta toda?

Nunca nossos vícios ficaram tão explícitos! Aprendemos a dura verdade neste rio sem foz, onde as fezes se acumulam sem escoamento. Finalmente, nossa crise endêmica está em cima da mesa de dissecação, aberta ao meio como uma galinha. Vemos que o País progride de lado, como um caranguejo mole das praias nordestinas. Meu Deus, que prodigiosa fartura de novidades sórdidas estamos conhecendo, fecundas como um adubo sagrado, tão belas quanto nossas matas, cachoeiras e flores. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras. Como mentem arrogantemente mal! Que ostentações de pureza, candor, para encobrir a impudicícia, o despudor, a mão grande nas cumbucas, os esgotos da alma.

Ai, Jesus, que emocionantes os súbitos aumentos de patrimônio, declarações de renda falsas, carrões, iates, piscinas em forma de vaginas, açougues fantasmas, cheques podres, recibos laranjas de analfabetos desdentados em fazendas imaginárias.

Que delícia, que doutorado sobre nós mesmos!... Assistimos em suspense ao dia a dia dos ladrões na caça. Como é emocionante a vida das quadrilhas políticas, seus altos e baixos - ou o triunfo da grana enfiada nas meias e cuecas ou o medo dos flagrantes que fazem o uísque cair mal no Piantella diante das evidências de crime, o medo que provoca barrigas murmurantes, diarreias secretas, flatulências fétidas no Senado, vômitos nos bigodes, galinhas mortas na encruzilhada, as brochadas em motéis, tudo compondo o panorama das obras públicas: pontes para o nada, viadutos banguelas, estradas leprosas, hospitais cancerosos, orgasmos entre empreiteiras e políticos.

Parece que existem dois Brasis: um Brasil roído por ratos políticos e um outro Brasil povoado de anjos e "puros". E o fascinante é que são os mesmos homens. O povo está diante de um milenar problema fisiológico (ups!) - isto é, filosófico: o que é a verdade?

Se a verdade aparecesse em sua plenitude, nossas instituições cairiam ao chão. Mas, tudo está ficando tão claro, tão insuportável que temos de correr esse risco, temos de contemplar a mecânica da escrotidão, na esperança de mudar o País.

Já sabemos que a corrupção não é um "desvio" da norma, não é um pecado ou crime - é a norma mesmo, entranhada nos códigos, nas línguas, nas almas. Vivemos nossa diplomação na cultura da sacanagem.

Já sabemos muito, já nos entrou na cabeça que o Estado patrimonialista, inchado, burocrático é que nos devora a vida. Durante quatro séculos, fomos carcomidos por capitanias, labirintos, autarquias. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as emendas ao orçamento, as regras eleitorais vigentes, nada vai se resolver. Enquanto houver 25 mil cargos de confiança, haverá canalhas, enquanto houver Estatais com caixa-preta, haverá canalhas, enquanto houver subsídios a fundo perdido, haverá canalhas. Com esse Código Penal, com essa estrutura judiciária, nunca haverá progresso.

Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas. Não adianta punir meia dúzia. A cada punição, outros nascerão mais fortes, como bactérias resistentes a antigas penicilinas. Temos de desinfetar seus ninhos, suas chocadeiras.

Descobrimos que os canalhas são mais didáticos que os honestos. O canalha ensina mais. Os canalhas são a base da nacionalidade! Eles nos ensinam que a esperança tem de ser extirpada como um furúnculo maligno e que, pelo escracho, entenderemos a beleza do que poderíamos ser!

Temos tido uma psicanálise para o povo, um show de verdades pelo chorrilho de negaças, de "nuncas", de "jamais", de cínicos sorrisos e lágrimas de crocodilo. Nunca aprendemos tanto de cabeça para baixo. Céus, por isso é que sou otimista! Ânimo, meu povo! O Brasil está evoluindo em marcha à ré!


Para Dilma, ditadura que matou 424 pessoas era composta por bandidos, já a que matou 100 mil é um celeiro de heróis.

OPINIÃO
Para Dilma, ditadura que matou 424 pessoas era composta por bandidos, já a que matou 100 mil é um celeiro de heróis.
Seu passado explica tudo!

Dilma falando que não falaria dos direitos humanos em Cuba: “Nós vamos falar de direitos humanos em todo o mundo? Vamos ter de falar de direitos humanos no Brasil, nos EUA, a respeito de uma base aqui que se chama Guantánamo”. – Reinaldo Azevedo num artigo de hoje, 01 de fevereiro, comenta que : “Dilma se nega a cobrar de Cuba respeito aos direitos humanos, mas se acha no direito de cobrar dos EUA, ainda que em solo cubano. Uma coerência mínima, então, deveria levá-la a silenciar também sobre Guantánamo, certo? ...Então que se registre: a Dilma que não se mete na realidade de outros países acha-se, no entanto, em condições de questionar os EUA.

Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República

Dilma flertando diplomaticamente com a ditadura de Cuba

Reinaldo Azevedo
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Mas por que, afinal de contas, Dilma não faz uma cobrança explícita a Cuba, pedindo respeito aos direitos humanos, como fez Jimmy Carter no Brasil em 1978? Carter era, e é, um bobalhão em política externa (não vou debater isso agora), mas vem de uma tradição democrática. Dilma, ao contrário, vem de uma tradição autoritária, antidemocrática.

Dilma queria uma ditadura comunista de modelo soviético no Brasil. Era essa a utopia do Colina (Comando de Libertação Nacional), que depois se fundiu à VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) parar formar a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares).

Estamos falando de grupos terroristas que estavam entre os mais virulentos do país, com várias mortes e atentados nas costas. Não viam mal, inclusive, em matar gente sem qualquer ligação com a luta política. Afinal, eles queriam a “libertação nacional”, né?

Que importância tem isso? A importância que tem a verdade:

- não, não queria democracia; queria ditadura comunista;

- não, não lutava “pela liberdade; lutava para implantar o socialismo;

- não, não foi presa por crime de opinião; foi presa porque pertencia a um grupo que praticou uma série de atentados, com várias mortes.

O fato de que se opunha a uma ditadura não quer dizer que fizesse as melhores escolhas. Nem tudo o que não era a ditadura militar prestava. Nem todos os métodos empregados para derrubá-la eram bons. Até porque a opção de muitas correntes da extrema esquerda pela luta armada antecede o golpe militar de 1964 e, evidentemente, o recrudescimento do regime, em 1968. Inventou-se a falácia, desmentida pelos fatos, de que não teria havido guerrilha e terrorismo sem a decretação do AI-5. Falso! Falsidade que deve virar história oficial na pena da turma da “Comissão da Verdade”, que terá, então, a nobre missão de consolidar a mentira.

Dilma já deixou claro em mais de um discurso, até com a voz embargada, que não se arrepende de seu passado. Isso significa que, naquelas condições, acredita que os grupos terroristas a que pertenceu fizeram a coisa certa. Fizeram? Isso inclui, por exemplo, a morte de pessoas quem nem tinham vínculo com a luta política.

Para gente como Dilma Rousseff e Maria do Rosário, um regime que mata 424 pessoas é composto de bandidos, mas um que mata 100 mil é um celeiro de heróis.

É preciso entender: Cuba é a manifestação presente dos sonhos passados de Dilma. Ela queria no Brasil um regime como aquele — para nós, é claro! Para ela, certamente haveria as mesmas regalias de que gozam os irmãos Castro.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original