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13 de dez. de 2012

Ravi Shankar, a morte do ícone da música indiana

ÍNDIA - ESTADOS UNIDOS
Ravi Shankar, a morte do ícone da música indiana
Referencia mundial da musica, mestre da sitar, um instrumento musical indiano, participou de Woodstock, e se tornou referência no movimento hippie./DIV>

Foto: Manish Swarup/Associated Press

Shankar em Nova Deli, India, janeiro de 2012

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal Nacional, The New York Times, Indian Weekender, Paris Match

Morreu nesta quarta-feira (12), aos 92 anos, de problemas cardíacos, o músico que ajudou a divulgar no mundo inteiro a música da Índia.

Ravi Shankar gostava de misturar ritmos de diferentes culturas. Ensinou o Beatle George Harrison e outros astros do rock a tocar o sitar, instrumento indiano tradicional. Com quase 50 anos de idade, participou do festival de Woodstock, e se tornou referência no movimento hippie.

Foto: Donal F. Holway/The New York Times

Ravi Shankar, centro, tocada durante o Concerto para Bangladesh no Madison Square Garden, em Nova York, em 1971

Em 1971, ele organizou no Madison Square Garden o primeiro concerto mundial de caridade. Conseguiu arrecadar US$ 1 milhão para ajudar Bangladesh, país devastado por uma guerra civil.

A música de Shankar também se destacou no cinema. Compôs a trilha sonora do filme “Ghandi”. Shankar, pai da cantora americana Norah Jones, fez seu último show no mês passado, na Califórnia, onde morava.

e Anoushka Shankar tocam "Raag Khamaj”
de Ravi Shankar


Como parte da comemorações do Jubileu de Ouro da independência da Índia e do Paquistão, Pandit Ravi Shankar, acompanhado por sua filha Anoushka Shankar, tocam ao vivo para a BBC no The Symphony Hall, em Birmingham,1997.”passiravideo”



24 de nov. de 2012

Por que ninguém soube que Lula recebeu premio na Índia?

BRASIL - ÍNDIA
Por que ninguém soube que Lula
recebeu premio na Índia?
Nesta quinta-feira o ex-presidente Lula recebia uma importante distinçao do governo indiano, o prêmio Indira Gandhi, mas ninguém noticiou no Brasil

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula recebe o prêmio das mãos do presidente indiano Pranab Mukherjee no palácio presidencial Rashtrapati Bhavan

Postado por
Texto de Toinho de Passira
Fontes: Insituto Lula, Diario de Notícias – Portugal

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira, na Índia, o prêmio Indira Gandhi pela Paz, Desarmamento e Desenvolvimento 2010. A cerimônia aconteceu no palácio presidencial Rashtrapati Bhavan e contou com a presença do presidente Pranab Mukherjee, do primeiro-ministro Manmohan Singh, e da nora de Indira e presidente do partido Congresso Nacional Indiano, Sonia Gandhi.

O premio foi concedido a Lula em 2010, por sua “extraordinária contribuição para a causa da eliminação da pobreza e da promoção do crescimento inclusivo no Brasil, por sua forte defesa dos laços entre as nações em desenvolvimento e por sua contribuição singular para a causa da parceria Brasil-Índia”.

Na cerimônia, Lula agradeceu o prêmio considerando-o não um reconhecimento pessoal, mas ao povo brasileiro, que “soube entender que só com muita paz e democracia, conseguiríamos liderar o país para o patamar que ele alcançou”.

Em seu discurso, Lula defendeu a inclusão do Brasil e da Índia no Conselho de Segurança da ONU, e uma ordem mundial mais democrática como forma de alcançar a paz.

O primeiro-ministro Singh disse que, sob a liderança de Lula, “o Brasil se tornou uma país mais forte e respeitado internacionalmente”, e mesmo fora da presidência “segue sendo uma das personalidades mais respeitadas no mundo”.

Lula havia sido convidado para receber o prêmio há um ano, no dia 22 de novembro de 2011, mas a viagem foi cancelada depois que descobriu um câncer em sua garganta, menos de um mês antes de partir para a Índia. Este ano, o governo indiano retomou o convite e manteve a mesma data, 22 de novembro.

Desde sua criação, em 1986, o prêmio já foi concedido a 25 pessoas e instituições. Entre os laureados estão Mikhail Gorbatchev, Vaclav Havel, a Unicef, os Médicos Sem Fronteiras, a Fundação Bill & Melinda Gates e Jimmy Carter, entre outros.

O troféu concedido a Lula é um pedaço quadrado de hematita bandada com jaspe, uma das variedades mais duras de rochas encontradas na Índia e com idade estimada em dois milhões de anos. Inserido na rocha, e adornado com prata, está um retrato de Indira Gandhi, com seu nome inscrito em alfabeto devanágari. O troféu é acomodado em uma caixa de jacarandá revestida de prata.

O noticiário brasileiro de quinta-feira só tinha espaço para a posse de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal. Ofuscado por Barbosa Lula deve ter renovado seu ódio. Só o site do Instituto Lula divulgou com destaque a homenagem a que foi alvo o ex-presidente.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O primeiro-ministro Manmohan Singh, o presidente Pranab Mukherjee, Lula e a presidente do partido Congresso Nacional Indiano, Sonia Gandhi (neta de Indira Gandhi) juntos na cerimônia


16 de jul. de 2012

Corrida do ouro pelo fungo afrodisíaco indiano

INDIA
Corrida do ouro pelo fungo afrodisíaco indiano
Conhecido como kira jari, um fungo, que segundo os usuários, tem as propriedades exacerbadas de um viagra, vem sendo classificado como 'novo ouro dos Himalaias'. A busca mudaram os hábitos de habitantes da região, onde prolifera. As pessoas largam tudo que estavam fazendo e marcham, inclusive com crianças, para altitudes geladas, sem proteção térmica devida, para buscar afrodisíaco, que já começa a rarear. A novidade, porém, vem causando um impacto positivo na pobre economia local.

Foto: Kyle Knight/ Lettera 43

O largato mumificado pelo fungo do kira jari, o viagra idiano, encontrado nas geladas montanhas do Himalaia

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Overchai, Lettera 43, Mang Viêt Nam

Um fungo pouco comum, classificado como o "novo Viagra da Índia", vem chamando a atenção por seu poder afrodisíaco e já se tornou um produto valioso, capaz de impactar as economias locais da região dos Himalaias, no norte do país.

Trata-se de um tipo de fungo que tende a crescer sobre o corpo de lagartas, conhecido como kira jari ou yakasumba.

O fungo disseca sua presa e depois cresce sobre a cabeça da lagarta morta. Ele aparece sobre a superfície do solo quando a neve começa a derreter, em maio ou junho.

O prestigio do fungo começou nos anos 90, com a divulgação de sua propriedade propaladas por um Lama do Tibet.

Atualmente na China, país vizinho à região, o kira jari já foi difundido como afrodisíaco e muitos atletas o utilizam como uma droga para melhorar seu rendimento físico.

Mas o que chama mais a atenção em torno da novidade é o impacto sobre a economia local.

Foto: Kyle Knight/ Lettera 43

A colheita do kira jari é permitida, mas sua venda é ilegal. Um porção como essa pode valer uma pequena fortuna para os valores locais, a unidade pode ser vendida por até três dólares, no mercado negro.

LUCRATIVIDADE

Nos últimos cinco anos, muitos habitantes dos vilarejos da região montanhosa dos Himalaias passaram a coletar os fungos e vendê-los a comerciantes locais, que intermediam a venda para empresários de Nova Déli.

O destino final da mercadoria tende a ser o Nepal e a China, maiores consumidores da iguaria.

Uma pequena quantia de kira jari pode render até 150 rúpias (cerca de R$ 6,00), valor considerável para a região.

Alguns chegam a coletar 40 fungos em um único dia e muitos já falam em uma verdadeira "corrida do ouro" em busca de mais Kira jari.

O fungo tem sido encarado como uma nova oportunidade pelos jovens que tradicionalmente buscam emprego em hotéis, no Exército e em indústrias de outras regiões da Índia.

Foto: BBC/Associated Press

Acampamentos improvisados, expostos ao frio e ao ar rarefeito, dos apanhadores de kira jari, no Himalaia

ALTERNATIVA PERIGOSA

Desde que o "boom" do fungo começou, em 2007, muitos passaram a percorrer grandes distâncias, muitas vezes em grande altitude e baixas temperaturas, em busca de mais kira jari.

Numa região sem indústrias, com comércio incipiente, onde a agricultura é difícil e a pecuária primitiva, as pessoas desistem facilmente das suas atividades habituais para investir na “busca do ouro”.

A coleta é um trabalho penoso - a pessoa tem que rastejar pelo chão gelado, em busca de algo quase microscópio, esporos de um centímetro, no máximo, que se projeto acima do solo. Depois tem que escavar cuidadosamente ao derredor para retirar o corpo do largado mumificado que é o produto final.

Foto: Mang Viêt Nam

As crianças são retiradas das salas de aulas e expostas a todo tipo de desconfortos e riscos à saúde, pois são consideradas excepcionais colhedoras de fungo

O fungo lagarta começa a desintegrar-se rapidamente depois de ter dispersado seus esporos, há apenas uma pequena janela, após a neve derreter, durante a qual ele pode ser recolhido.

Alguns colhedores fazem diariamente o caminho de ida e vinda às montanhas, cerca de 15 km de percurso, mas a maioria prefere acampar na montanha, com barracas improvisadas, sem impermeabilização, nem sacos de dormir térmicos, debaixo de temperaturas sempre abaixo de zero.

Muitos regressam aos seus vilarejos doentes e sem ter conseguido achar um único exemplar do valioso fungo.

Recentemente uma pessoa chegou a morrer e outra ficou presa durante 13 dias na neve enquanto buscavam o novo "ouro do Himalaia", que começa a rarear pela busca predatória que acaba impedindo sua reprodução natural.

Foto: Mang Viêt Nam

A análise química do "kira jari" mostrou que ele possui 17 aminoácidos diferentes. A sua biomassa contém substâncias biologicamente muito ativas e muitos destes ingredientes elevado valor medicinal além de vitaminas.

Segundo a tradição da medicina oriental, o fungo é uma verdadeira panaceia, com valioso efeitos positivos não sobre pacientes com como disfunção sexual, mas para os, com insuficiência renal, fadiga, dor nas articulações, tosse originária de deficiência pulmonar e problemas renais. Serve também para crianças com deficiência de crescimento.

Alguns pesquisas atuais mostram que ele melhora a imunidade é antimicrobiano, antiviral e atua na prevenção de câncer.

8 de jun. de 2012

ÍNDIA: Polêmica do sabonete para clarear genitais femininos

INDIA
Polêmica do sabonete para clarear genitais femininos
A milionária indústria cosmética de clareamento cutâneo, da Índia, parece ter ido longe demais.

Foto: Captura de video

O governo indiano reagiu com um pedido formal à agência de regulação publicitária para que retirasse o anúncio do ar.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Huffington Post, Mumbai Boss, The Daily Mail

Há séculos as mulheres indianas são criadas para acreditar que pele clara é sinônimo de beleza, o que impulsionou a criação de uma milionária indústria de clareamento cutâneo – que agora as está encorajando a usar seus produtos muito além das mãos e do rosto.

Trata-se de um sabonete líquido cuja propaganda na televisão vem causando polêmica no país ao sugerir que as mulheres podem se tornar mais atraentes se clarearem seus genitais.

O anúncio começa com um casal sentado no sofá. O marido lê um jornal ignorando sua mulher, e no rosto dela vê-se claramente a sensação de rejeição.

Momentos depois, a mulher aparece tomando banho utilizando um sabonete líquido que cria uma espuma branca – mas não se trata de um cosmético qualquer.

Tom de pele mais escuro torna a modelo indiana Lakshmi Menon mais procurada em outros países
Logo na cena seguinte a imagem da esposa rejeitada é substituída por um desenho do órgão genital feminino e uma representação gráfica de como o gel pode clarear a pele nesta área do corpo da mulher.

Pouco após a aplicação do creme, pétalas de rosa invadem a tela e assim como em qualquer cena romântica de filmes de Bollywood, o casal aparece muito sorridente, em meio a trocas de afagos e abraços.

O fato de a indústria cosmética do país vendendo o produto lançou a questão à sociedade indiana: a febre pelo clareamento de pele chegou longe demais?

Polêmica

A propaganda do sabonete na televisão despertou críticas, choque e rejeição na mídia indiana.

Especialistas questionam os impactos psicológicos sobre as meninas e colocam em xeque até onde vai o tradicional desejo das mulheres do sudeste asiático de terem a pela mais clara.

O governo indiano reagiu com um pedido formal à agência de regulação publicitária para que retirasse o anúncio do ar.

Mesmo assim o setor continua em expansão e além do polêmico gel íntimo começa agora a focar também em produtos para os homens, como desodorantes que além de proteger do suor clareiam a pele.

O setor movimentou em 2010 cerca de US$ 432 milhões e cresce mais de 18% ao ano.

Muitos dos anúncios em revistas e outdoors têm a clara intenção de forçar o público a clarear cada vez mais partes do corpo e com maior intensidade. Você pensa duas vezes antes de usar certos tipos de roupa porque elas não combinam com os diferentes tons em sua pele?", questiona uma propaganda.

"Você percebe como a cor das suas mãos é diferente da cor do seu rosto?", pergunta outro anúncio.


A atriz Sonam Kapoor, cada vez mais branca, é adorada pela publicidade indiana

Bollywood

Embora a obsessão pela negação do tom de pele natural dos indianos possa parecer estranha para o resto do mundo, outra indústria milionária do país alvo de fascínio popular só reforça tal ideia.

Basta prestar atenção aos cartazes dos filmes de Bollywood para perceber que as estrelas mais admiradas têm um tom de pele cada vez mais claro, contando até mesmo com a ajuda de programas de computador – e muitas das atrizes defendem o uso dos produtos para clareamento de pele.

Estas são as estrelas que, ao serem veneradas por muitos indianos, alimentam o crescimento desses preconceitos e da indústria de clareamento de pele.

Veja o vídeo promocional do produto:


5 de fev. de 2012

Índia anuncia intenção de comprar caças franceses

FRANÇA - INDIA
Índia anuncia intenção de comprar caças franceses
Os indianos estão em negociação final para comprar daqueles aviões de caça franceses, da Dassoult, os Rafales. A maior despesa militar, numa única compra, de todos os tempos, algo em torno de US$ 10 bilhões. O presidente Sarkozy adorou a notícia. O Brasil precisa ficar experto. Pelas contas, o avião que Lula quase comprou e Dilma está dando um tempo, saiu para os indianos pela metade do preço que estava sendo cotado no Brasil. Por que? Por que?

Foto: Dassault/Divulgação

Linha de montagem do Rafale, seria fechada após a entrega do último, dos 180 aviões, comprado pelo governo francês.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, Blog Antônio Ribeiro - Paris, Terra, ”thepassiranews”, Veja, The Telegraph India, Rafaele News, Le Monde

Segundo o noticiário internacional, a Índia escolheu o avião Rafale, do fabricante francês Dassault Aviation, para renovar a frota da sua força aérea. Vai comprar 126 aviões, um negócio de US$ 10 bilhões, segundo foi divulgado.

Os franceses, apesar de não terem ainda obtido um contrato definitivo, comemoram a promessa de compra, considerada uma das maiores aquisições militares de todos os tempos, ainda mais valorizada, levando-se em conta a atual situação preocupante da economia mundial.

O presidente Nicolai Sarkozy, em campanha eleitoral e com baixos índices de aprovação, comemorando com entusiasmo, declarou que a oferta da Dassault receberia o “apoio total” de seu governo, acrescentando que um acordo incluiria “transferências significativas de tecnologia garantidas pelo estado francês.”

Os críticos dizem que para conseguir o negócio a Dassault, fabricante do Rafale, baixou o preço, a níveis de liquidação e demonstra uma disposição rastejante em aceitar qualquer pré-condição exigida pelo governo indiano.

Com efeito, percebe-se que o preço do aviãozinho francês caiu muito desde os tempos em que eles negociavam com a Força Aérea Brasileira. Pelos valores apresentados na concorrência no Brasil, os 36 aviões Rafales, custariam US$ 8,2 bilhões. Proporcionalmente, se fossemos comprar a mesma quantidade que os indianos, que vão pagar US$ 10 bilhões, a nossa compra, mantido o preço unitário das aeronaves na proposta apresentada ao Brasil, sairia em torno de US$ 29 bilhões.

Estamos cientes que alguns valores nessa negociação, que envolve repasse de tecnologia, são fixos, e que parte dos valores do custo final, sempre envolve as mesmas quantias, não importando no número de aeronaves compradas. Mas mesmo com essa variante, a diferença é exorbitante.

De acordo com as regras indianas, os fabricantes militares estrangeiros precisam “compensar”, ou comprar de fornecedores locais ou parceiros em empresas, componentes e serviços no valor de 30% do custo total de seu contrato. De acordo com os termos da proposta da Dassault, os primeiros 18 aviões serão construídos somente pela indústria francesa, e o restante será construído em parceria com uma companhia indiana. Os sindicatos franceses dirão que essa venda vai criar mais empregos na Índia que na França.

O contrato com a Índia será a primeira venda de exportação do Rafale, que está em serviço no poder militar francês há mais de uma década.

“Até agora, o Rafale era uma espécie de um constrangimento para a Dassault, uma espécie de elefante branco," conta Alexandra Ashbourne, consultora aeroespacial e militar em Londres.

Foto: Dassault/Divulgação

O batismo de fogo, dos Rafales, num ambiente de guerra real, aconteceu recentemente, quando atacou as tropas leais ao ditador líbio MuaMmar Kadhafi.

Os analistas enfatizaram que a seleção da Dassault marcou o início do que ainda pode ser um processo árduo. “Este não é, de forma alguma, o fim do jogo”, disse Howard Wheeldon, estrategista sênior na BGC Partners, uma firma de corretagem de Londres. “Este é apenas o início do próximo passo da concorrência.”

A Eurofighter, uma das concorrentes, por exemplo, deixou claro que não estava pronta para se considerar derrotada.

“Baseado na resposta do governo indiano, nós agora analisaremos cuidadosamente e avaliaremos esta situação junto com nossos parceiros europeus e seus respectivos governos”, disse Theodor Benien, porta-voz da Cassidian, uma divisão da EADS responsável pelo projeto Eurofighter.

As autoridades indianas disseram desde o início que contemplariam o contrato para quem fizesse a menor oferta. Em abril, o país reduziu suas escolhas ao Eurofighter Typhoon e o Rafale, descartando planos das companhias norte-americanas Boeing e Lockheed Martin e dois outros competidores da Rússia e Suécia. Esta decisão irritou oficiais em Washington, que esperavam que pelo menos uma das companhias norte-americanas chegasse à rodada final.

A Índia já usa jatos Mirage construídos na França pela Dassault, mas este pedido é para substituir sua frota antiga de caças russos.

Não se sabe como repercutirá essa compra indiana, na concorrência, posto em banho-maria desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o governo, destinada a modernizar a nossa Força Aérea. A compra representaria a maior despesa da história militar do Brasil.

Quanto à diferença de preço, quase a metade do cobrado no Brasil, pode-se concluir que os indianos são mais modestos em cobrar propina que os brasileiros.


10 de nov. de 2010

O Brasil no Conselho de Segurança da ONU

ONU
O Brasil no Conselho de Segurança da ONU
Depois que Barack Obama defendeu esta semana a entrada da Índia, como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU e o chanceler inglês defendeu outra vaga para o Brasil, alvoroçaram-se os candidatos, como se as porteiras do seleto clube estivessem escancaradas. As pretensões brasileiras nascida no governo FHC e abraçadas por Lula, como um troféu a ser conquistado, além de não trazer nenhuma vantagem nem para o Brasil nem para os brasileiros, seria dispendioso, perigoso e inútil.

Foto: G. Kinch/UN/DPI

Discurso de Fernando Henrique na ONU: “A força da ONU passa por uma Assembléia Geral mais atuante, mais prestigiada, e por um Conselho de Segurança mais representativo, cuja composição não pode continuar a refletir o arranjo entre os vencedores de um conflito ocorrido há mais de 50 anos, e para cuja vitória soldados brasileiros deram seu sangue nas gloriosas campanhas da Itália.” (10/11/2001)

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Folha Online, Folha de São Paulo, BBC Brasil, Veja

Nos tempos em que Fernando Henrique Cardoso e o seu chanceler Luiz Felipe Lampreia, defendiam a entrada do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, o Partido dos Trabalhadores, era contra, com o argumento de que o Brasil tinha que resolver primeiro os seus principais problemas internos para estar se preocupando com esses problemas internacionais.

O presidente Lula e o PT ao metamorfosearam-se no poder, ao que se supõe, acreditando que todos os problemas nacionais já estão resolvidos, gastaram toda a energia possível, nos últimos sete anos, nesta direção.

Para tanto, capricham no atendimento a vítimas de catástrofes internacionais, numa presteza e fartura de matar de inveja os flagelados brasileiros. Entraram no beco sem saída do Haiti, onde o exército brasileiro é responsável pela segurança dos haitianos, enquanto o crime organizado impera no Brasil.

O nosso presidente, atabalhoadamente correu de um lado para o outro, tentando resolver o conflito milenar entre judeus e palestinos, faz estranhas alianças com ditadores, como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad e gasta bilhões do orçamento comprando armamento aos franceses, só porque o presidente Nicolai Sarkozy, o marido de Carla Bruni, diz que é a favor do Brasil no conselho de Segurança da ONU.

O interessante é que apesar de tentar demonstrar insistentemente seu desamor pelos americanos, posicionando-se sempre contra a política externa de Barack Obama, o governo Lula, nos seus estertores, ainda fique surpreso em ver o americano defendendo a Índia e não o Brasil, junto aos Estados Unidos, no Conselho das Nações Unidas.

Foto: Pete Souza/Official White House

VENDEDOR DE ILUSÃO - Obama na Índia acenando com uma improvável vaga no Conselho de Segurança da ONU

Interessante é que tudo isso não passa de uma farsa americana. A proposta de Barack Obama não tem nenhuma sinceridade, nem possibilidade prática. O presidente americano após o fracasso eleitoral do seu partido nas eleições legislativa, apenas por marketing político, tenta dar significado grandioso a sua passagem pela Índia, na pretensão de que certo brilho, na política externa, reflita positivamente junto ao eleitorado americano.

O discurso de Obama, proferido no parlamento indiano, incluiu uma mensagem dúbia. No primeiro momento ele disse: - "Nos anos seguintes, eu espero ansiosamente por um Conselho de Segurança das Nações Unidas reformado que inclua a Índia como membro permanente".

Parece que todo mundo só ouviu esse enunciado, mas na continuidade o presidente americano fez exigências bem difíceis para a Índia merecer o seu apoio, alertando que o país asiático, teria que assumir um papel mais responsável em assuntos internacionais, como pressionar o governo de Mianmar para adotar a democracia. "A Índia constantemente se esquivou de alguns desses assuntos. Mas falar por aqueles que não têm voz não é interferir nos assuntos de outros países."

Foto: Reuters

LULA –AHMANIDEJAD - Aliados polêmicos, oportunidade para aparecer, como independente, no cenário internacional.

O Conselho de Segurança da ONU -responsável pelas decisões mais importantes da organização- sempre teve cinco membros permanentes com poder de veto desde que o órgão foi criado, os EUA, China, Reino Unido, França e Rússia acrescidas de dez membros não permanentes, em rodízios, que tem os mesmo direitos de votos em todas as questões discutidas, mesmo o poder do veto.

É bem verdade que essa composição vem sendo criticada por não refletir a divisão de poder no século 21, já que a decisões de sua criação ocorreram em fins da segunda guerra mundial.

Uma reestruturação do Conselho vem sendo negociada, com mais veemência, há 18 meses, mas não se vislumbra nenhuma solução à vista. O leque de proposta colocada na mesa de negociações é de uma complexidade tão diversificada que não se imagina efetivamente venha ocorrer, nas próximas décadas, uma mudança concreta.

Entre os principais temas a ser debatidos estão: como ampliar o atual Conselho para mais de 15 assentos; se esses assentos serão permanentes ou seus membros deverão ser eleitos; e se os novos membros terão poder de veto. Há uma profusão de propostas: cinco novos membros permanentes sem poder de veto, mais cinco outros eleitos, perfazendo um total de 25, por exemplo, ou a criação de um nível intermediário de cadeiras para países bastante envolvidos na ONU, com um mandato de três ou quatro anos.

Mas, salvo a proposta de ampliação, não há consenso sobre nenhuma outra questão, e as disputas regionais sobre quem poderá preencher as novas cadeiras permanentes tornam qualquer mudança problemática, talvez impossível.

Foto: Reuters

LONGE DE CASA - Soldados do exército brasileiro dando segurança aos haitianos, já a segurança dos brasileiros...

Comentando o pronunciamento de Obama, o chanceler do governo Fernando Henrique, Luiz Felipe Lampreia, esclarece que “a questão não vai se resolver imediatamente, pois há mais fatores de complicação do que apenas a “anterior” posição negativa dos Estados Unidos. Na realidade, há muitos anos que o tema é objeto de acelerações e freadas”.

Os outros candidatos além do Brasil e a Índia, são a Alemanha e o Japão, embora se fale recentemente da introdução na lista de candidato, a África do Sul e a Arábia Saudita.

Sempre houve forte resistência da Argentina e de outros países do continente, à escolha do Brasil, pois eles preferiam que houvesse uma cadeira latino-americana a ser preenchida em rodízio por um número restrito de países.

O certo, é que com a evolução do mundo, as decisões do conselho de segurança da ONU estão cada vez mais inócuas e desimportantes. Aumentar o número de possibilidade de países com direito a vetos, vai tornar praticamente impossível qualquer sansão, pois como hoje ninguém consegue sancionar Israel, devido aos vetos americanos, ninguém conseguiria sancionar o Irã ou a Venezuela, devido aos vetos brasileiros, supõe-se.

Essa história toda parece uma grande perda de tempo. Basta que o Brasil faça o seu dever de casa continue cuide da sua economia com seriedade, melhore seus índices humanos (saúde, educação, segurança), aja com bom senso nas questões internacionais e alie-se a parceiros insuspeitos, que será convidado a opinar sempre que for necessário.

Essa ansiedade de ser importante é coisa de novo rico, ansioso por ser aceito pelos poderosos, que antes fingia desdenhar.

Foto:Arquivo ONU

OBJETO DO DESEJO - A sala de reuniões do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque


25 de nov. de 2009

ESTADOS UNIDOS – ÍNDIA: Obama saúda a Índia como parceiro indispensável

ESTADOS UNIDOS – ÍNDIA
Obama saúda a Índia como parceiro indispensável
O Presidente norte-americano, no mesmo instante em que Lula recebia no território brasileiro o iraniano Ahmadinejad, recebeu na Casa Branca, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, com uma cuidadosa pompa, realçando a importância do país emergente e elogiando diretamente o chefe de estado “pela maneira de governar”

Foto: Reuters

Obama: elogios a Índia e ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh

Fontes: The New York Times, Publico, G1, Estadão

Obama, elogios a Índia e ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh Antes da ida a Washington, o governo indiano questionava seu a Índia ia receber por parte do governo Obama, o mesmo estatuto de que gozou na parte final da Administração Bush, que reconheceu na maior democracia do mundo um aliado preferencial perante a ameaça terrorista e os regimes autoritários da Ásia.

o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, antes da visita, expressou que queira avaliar se as relações com a Índia vão ser subalternizadas por uma relação preferencial entre Washington e Pequim, que se desenha, sobretudo a partir da crise financeira mundial.

A Índia é a maior potência do Índico e o seu papel cresce em toda a Ásia. A China é um dos mais importantes parceiros comerciais de Nova Deli, mas também o seu principal rival estratégico.

Para vários analistas americanos, a parceria indiana, tal como a aliança japonesa, seriam essenciais para equilibrar a influência chinesa.

Outro problema são as relações com o Paquistão, aliado da China, em estado de pré-guerra com a Índia e ator indireto no Afeganistão, que tanto interesse desperta nos americanos.

Nova Deli gostaria que Washington exercesse maior pressão sobre Islamabad em relação às ameaças terroristas vindas de grupos radicais sediados no Paquistão. Mas a política americana está condicionada pela guerra afegã.

Foto: Reuters

O primeiro Ministro Singh assegurou que "nos encontramos diante de um momento de grandes oportunidades em nossa relação. Índia e EUA podem e devem colaborar para canalizar o imenso talento de nossos povos, e apoiar o crescimento e a prosperidade respectivos".

Foi para dizimar todas essas dúvidas e mostrar a importância do parceiro, que Barack Obama dispensou tanto tempo e cuidados com a visita do primeiro-ministro indiano, ressaltada na saudação de boas vindas à Casa Branca: “Esta visita reflete a elevada estima com que os americanos e eu próprio encaramos a sua sábia maneira de governar”.

Acompanhado por Hillary Clinton, Obama fez um paralelo entre duas nações que se libertaram do domínio britânico e frisou:

“Hoje, os nossos países estão na vanguarda do mundo, motivados não [pela vontade de] dominar outros países, mas para construir um futuro seguro e próspero para todos os países. A Índia é indispensável”.

O líder norte-americano ainda lembrou que, há 60 anos, o presidente Harry Truman recebeu na Casa Branca o primeiro primeiro-ministro da Índia, pouco após a independência desse país. Singh se mostrou otimista sobre o futuro das relações bilaterais. Segundo ele, ambos os países buscam uma "parceria estratégica de dimensões globais".

A seguir, realizou-se um longo encontro na Sala Oval, um dos maiores tempo já dispensado a um chefe de estado, durante o governo Obama, para em seguida participarem de uma entrevista coletiva de imprensa.

Foto: Luke Sharrett/The New York Times

O casal presidencial preparou uma cerimônia em grande estilo, mandando erguer uma tenda nos jardins sul da Casa Branca, capaz de acolher 400 convidados. A sala dos jantares oficiais da residência presidencial só tem capacidade para acolher 140 pessoas.

Foi contratada uma florista, Laura Dowling, para ornar o ambiente do jantar ao ar livre, o que foi feito com ramos Magnólia cultivadas, colhidos de forma sustentável e hera.

Chamaram também um chef muito especial, Marcus Samuelsson, do primoroso restaurante Aquavit, de Nova York, um cidadão americano que nasceu na Etiópia, criado na Suécia com uma culinária famosa pela fusão de sabores e requinte. Foi servido um cardápio sem carne, pois o primeiro ministro indiano é vegetariano.

A música ficou a cargo National Symphony Orchestra; Jennifer Hudson, a cantora e atriz; Kurt Elling, o músico de jazz de Chicago, e AR Rahman, o compositor indiano que escreveu a trilha para o filme “Quem Quer Ser um Milionário?”.

Foto: Luke Sharrett/The New York Times

Obama cumprimentou seus convidados fazendo um brinde em híndi, língua falada por 70% dos indianos, e elogiou as contribuições de Mohandas Karamchand Gandhi e Martin Luther King Jr., dizendo que notáveis homens com eles " são a razão pela quais alguns de nós podemos estar aqui esta noite."

Mr. Singh respondeu: "Sua vinda para a Casa Branca tem captado a imaginação de milhões e milhões de indianos".

Foto: Reuters

A primeira-dama usava um vestido sem mangas de ouro criado por Naeem Khan, um designer indiano-americano.

A noite foi uma potente mistura de política, diplomacia e glamour, Congressistas, dignitários e celebridades de Hollywood indiana vestidos com smokings e vestidos de grife.

Foto: Madel Ngan/Agence FrancePresse- Getty Images

Steven Spielberg, Alfre Woodard, Blair Underwood, Jhumpa Lahiri and Alberto Vourvoulias, Colin Powell e sua esposa Alma Powell, chegando para a recepção

A lista de convidados incluía os atores Alfre Woodard e Blair Underwood, os diretores Steven Spielberg e M. Night Shyamalan, o escritor Jhumpa Lahiri, o ex-secretário de Estado Colin L. Powell, o governador de Louisiana Bobby Jindal, um republicano, e Indra Nooyi, o chefe executivo da PepsiCo.


Foto: Luke Sharrett/The New York Times

A cuidadosa preparação da mesa para a recepção

Presidente Ulysses S. Grant realizou o primeiro jantar de estado na Casa Branca, quando recebeu o rei Davi Kalakaua, do Havaí em 1874. Através das décadas, os líderes têm usado as ocasiões para recompensar aliados proeminentes e cultivar as relações diplomáticas.

Não são feitos com regularidade, nem com muita freqüência, nos seus oito anos de mandatos, Presidente George W. Bush realizou apenas seis jantares de estado.

O presidente Barack Obama visitou a Rússia em julho, neste mês visitou a China e recebeu dessa forma apoteótica dos indianos. Dos BRIC, o Brasil parece ser o menos alinhado, prestigiado e motivo de interesses extraordinários, por parte de Washington, no momento.



11 de out. de 2009

Nobel da Paz nas areias da Índia

Nobel da Paz nas areias da Índia

Foto: Biswaranjan Rout/AP

Fontes: Orissa Diary, Kalinga Times

O premiado escultor de areia indiano, Sudarshan Pattnaik, prestou homenagem, neste sábado 10, ao presidente americano Barak Obama pelo recebimento do prêmio Nobel da Paz, com uma de suas obras, na praia Golden em Puri, Índia.


17 de mai. de 2009

Índia: eleições mantêm coalizão atual mais forte

Índia: eleições mantêm coalizão atual mais forte

Foto: Amit Gupta/Reuters

Festejos nas ruas da capital, Nova Deli, dos partidários do histórico partido da dinastia Nehru-Ghandi

Fontes: AFP, O Globo, Correio da Manhã

O Partido do Congresso, liderado por Sonia Gandhi, e a coligação de centro esquerda, com a qual o primeiro-ministro Manmohan Singh governou a Índia durante os últimos cinco anos, perfila-se como o vencedor incontestável das eleições gerais na India.

A Comissão Eleitoral anunciou que a aliança governista ficou com 390 cadeiras a mais que a oposição liderada pelo Partido Bharatiya Janata (BJP), da oposição, conquistara apenas 153 num Parlamento com 543 assentos. Apenas o partido governista, sem o apoio dos aliados, consegui 204 cadeiras, um desempenho arrazador.

Foto: Reuters

O povo da Índia sabe o que é bom para si e faz sempre a boa escolha", disse a influente presidente do Partido do Congresso, Sonia Gandhi enquanto o primeiro-ministro declarou a vitória, dizendo que os eleitores tinha dado à aliança governista "um mandato maciço".

Com a divulgação do resultado oficial, eleitores comemoraram nas proximidades da sede do partido governista, com fogos de artifício e cartazes de Sonia Gandhi.

A vitória sobre a aliança de oposição hindu-nacionalista significa que o Congresso de centro-esquerda pode ter mais facilidade para formar uma coalizão com partidos menores e ser menos vulnerável à pressão em assuntos como reformas econômicas.

Os resultados devem aumentar a confiança dos investidores e a esperança por reformas. Os mercados estavam desconfiados de qualquer aliança nacional, temendo o surgimento de uma coalizão fraca.

Foto: AP 

"Isso é um sonho para o mercado. Você não poderia pensar em nada melhor do que isso. Prepare-se para um crescimento de 7,8% da bolsa de valores na segunda-feira". disse Samir Arora, um gestor de fundos da Helios Capital, em Cingapura.


Detalhe da primeira página do Jornal "News India Times" de ontem
Cerca de 714 milhões de pessoas estavam aptas para votar no maior pleito do mundo.

O crescimento rápido da economia indiana nos últimos quarto anos, incluindo o aumento da renda no campo, pode ter sido perfeito para a coalizão do Partido do Congresso Nacional Indiano, liderada pelo reformista Singh.

Mesmo o forte declínio da economia que começou no ano passado e continua na terceira maior economia da Ásia parece ter tido pouco impacto no sucesso da aliança governista.

Mas para dirigir um mastodonte de 1,17 bilhão de almas, mosaico de etnias, culturas e castas, com 18 línguas oficiais, o Congresso deverá ainda negociar com partidos regionais para manter uma coalizão estável.

A Índia continua sendo assim o país das desigualdades sociais gritantes, com 620 milhões de indianos vivendo com menos de 1,35 dólar por dia, e em meio a tensões interreligiosas entre a maioria hindu (80,5%) e as minorias muçulmana (13,5%) e cristã (2,3%).