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6 de ago. de 2013

Mercadante perde terreno na conspiração
para derrubar Mantega e herdar a vaga

BRASIL - Políticagem
Mercadante perde terreno na conspiração
para derrubar Mantega e herdar a vaga
A conspiração de Mercadante, para queda de Mantega, provocou um imenso mal-estar no governo. Até agora, porém, a desastrada ousadia, só fez com que ele perdesse espaço e prestígio junto à irritada presidenta Dilma.

Foto: Renato Araujo/ABr

Mercadante expõe a disputa interna no seio da conturbada babel ministerial.

Postado por Toinho de Passira
Baseado no texto de Robson Bonin e Rodrigo Rangel, para Veja
Fonte:  Veja - 06/08/2013

Na semana passada, VEJA revelou uma iniciativa insólita do ministro da Educação, Aloizio Mercadante: o petista propôs ao vice-presidente da República, Michel Temer, que convencesse a presidente Dilma Rousseff a demitir o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A natureza da conversa causou espanto. Primeiro, porque não é comum um ministro recorrer ao vice-presidente para tramar a queda de um colega — menos ainda quando esse colega comanda uma área sensível como a econômica.

Segundo, porque Dilma resiste desde o início de seu mandato a exonerar Mantega, blindando-o das críticas recorrentes de parlamentares aliados, empresários e sindicalistas.

Protagonista de uma conspiração clássica, Mercadante provocou um imenso mal-estar no governo. O ministro confirmou a reunião com Temer, mas se apressou em negar que esteja trabalhando pela demissão do companheiro. Já Mantega disse, protocolarmente não acreditar que estivesse na mira de Mercadante, seu amigo há mais de trinta anos. E Dilma fez saber que não gostou nem um pouco da intriga e se mostrou insatisfeita com o movimento de Mercadante, ironicamente um dos auxiliares que ela mais tem ouvido.

Conhecida a conspirata, restou a dúvida sobre a razão do empenho e da ousadia de Mercadante na queda de Mantega. A resposta é simples: diante da possibilidade de não ser nomeado para a Casa Civil, ele passou a trabalhar para assumir a Fazenda, mantendo aceso o bom e velho fogo amigo petista.

Com os programas do governo emperrados, o desempenho pífio da economia e a base aliada conflagrada no Congresso, auxiliares da presidente defendem a realização imediata de uma reforma ministerial como forma de recomeçar o governo.

Foto: Wilson Pedrosa/AE

Dilma resistente a mudanças, até quando ?

Dilma resiste à pressão. Ela alega que reduzir o número de ministérios, por exemplo, não resultará nem mesmo em economia significativa de despesas.

Com a sucessão de protestos nas ruas e a queda de popularidade pesquisa após pesquisa, a presidente, no entanto, encomendou à Casa Civil um esboço de reforma administrativa.

A iniciativa, se posta em prática, pode resultar no corte de ministérios e em mudanças em seus comandos. Foi essa discussão que mexeu com os brios do ministro da Educação. Uma das ideias em estudo prevê o remanejamento dos ministros Paulo Bernardo e Miriam Belchior.

Bernardo trocaria as Comunicações pelo Planejamento, onde dava expediente no governo Lula. Miriam passaria do Planejamento para a Casa Civil, justamente o cargo para o qual Mercadante despontava como favorito.

Diante dessa possibilidade, Mercadante decidiu apostar as fichas para derrubar Mantega e, assim, substituí-lo.

"Desde o governo Lula, a orientação sempre foi para que nenhum ministro, além do próprio titular da Fazenda, entrasse nos assuntos da área econômica. O Mercadante contraria isso o tempo todo", diz um auxiliar de Dilma.

Há vinte dias, a antessala do gabinete da presidente serviu de ambiente para uma dessas explanações conspiratórias de Mercadante. Alguns ministros aguardavam o início de uma reunião com Dilma sobre as consequências das manifestações populares no país.

Enquanto tomavam um cafezinho, trocavam ideias sobre como fazer Dilma recuperar sua popularidade. Mercadante estava lá e, segundo o relato de um dos presentes, vaticinou: é preciso resgatar a credibilidade da economia.

"Ele insistia que sem recuperar a credibilidade da economia o governo não resolve seus problemas", contou a VEJA um dos ministros.

Semanas antes, numa reunião da qual participavam também os ministros Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, e Paulo Bernardo, Mercadante se dirigiu à própria Dilma: "Tem de resolver o problema da economia".

Não se sabe quando haverá uma reforma ministerial nem a extensão dela. Segundo um auxiliar da presidente, a prioridade neste momento é reorganizar a relação do governo com os parlamentares e os partidos — peças-chave na sucessão de 2014 — para só depois mexer na administração.

Foto: Wilson Pedrosa/AE

Mantega, o alvo preferencial de Mercadante, resiste

Neste momento de turbulência, a marola provocada por Mercadante atrapalha ainda mais a vida do Planalto e, de quebra, reduz as chances do petista de ascender na estrutura de poder. Dilma deu uma bronca em Mercadante, inclusive a pedido de outros ministros.

Recentemente, colocou-o na geladeira e passou a ouvir mais outros auxiliares, como Paulo Bernardo e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Mercadante agora tenta desfazer a armadilha que ele mesmo montou. Logo após a edição de VEJA chegar às bancas, o ministro conversou longamente por telefone com Temer. Convenceu-o a divulgar uma nota oficial curta em que nega a conspirata — e a repetir essa versão para Dilma.

Ex-líder do governo Lula, Mercadante tem um vasto repertório de trapalhadas no currículo. Em 2006, aliados dele estavam entre os aloprados que forjaram um dossiê fajuto contra o tucano José Serra. Na campanha presidencial de 1989, o ministro defendia a proposta de calote à dívida externa. Em 1994, quando era vice na chapa de Lula, tachou de "eleitoreiro" o Plano Real, apostando publicamente em seu fracasso — erros técnicos e políticos colossais.

29 de jul. de 2013

Mercadante, o “entrão”, procurou Temer, o cauteloso, para tentar derrubar Guido Mantega, o equilibrista

BRASIL - Conspiração
Mercadante, o “entrão”, procurou Temer, o cauteloso, para tentar derrubar Guido Mantega, o equilibrista
O ministro da Educação foi ao vice-presidente da República para expor um plano insólito: fazer parte de uma conspiração para convencer Dilma Rousseff a demitir o ministro da Fazenda. Temer ouviu, não falou nada e espalhou que recebera a proposta indecente, para fazê-la chegar aos ouvidos da presidenta

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Mercadante tentou convencer o vice Michel Temer, a ajudar a derrubar Guido Mantega

Postado por Toinho de Passira
Baseado no texto de para a Veja
Fontes: Veja, Radar Online

Uma reportagerm de Veja desta semana assinada por Robson Bonin conta que a meteórica queda de popularidade dos governantes não foi a única consequência imediata dos protestos que tomaram as ruas do país há pouco mais de um mês. Eles também desestabilizaram governos e alianças políticas que se mantinham unidos diante da perspectiva — cada vez mais incerta — de vitória nas eleições de 2014.

Na semana passada, um graduado auxiliar da presidente Dilma Rousseff fez o seguinte diagnóstico: "O clima no governo nunca esteve tão ruim. É um clima de barata voa, muito fogo amigo, ministro atacando ministro, uma situação caótica. Está todo mundo brigando com todo mundo, falando mal de todo mundo".

O melhor exemplo dessa atmosfera de desentendimento ocorreu na quinta-feira 18, numa reunião entre o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT). Era para ser uma agenda de rotina, mas a conversa trilhou o caminho de uma insólita conspiração que teve como alvo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já devidamente acossado por políticos, empresários e sindicatos devido ao desempenho pífio da economia brasileira.

Com a autoridade de quem desfila pelos gabinetes de Brasília como uma espécie de primeiro-ministro informal de Dilma, e de quem foi conselheiro econômico do ex-presidente Lula, Mercadante propôs o plano para forçar a demissão de Mantega.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mercadante conspira contra Mantega a céu aberto

Ele chegou ao Palácio do Jaburu pouco antes das 9 da manhã. Travou a conversa com Temer num conjunto de poltronas que ficam em um canto reservado do salão principal da residência oficial do vice-presidente da República. De início, Mercadante criticou a articulação política e a atuação da equipe econômica, reproduzindo queixas correntes no Congresso. Depois, o petista foi mais incisivo e falou que o governo precisava de gente mais competente e com mais autonomia nessas duas áreas.

Temer, um especialista na arte de ouvir e medir as palavras, apenas acompanhava o raciocínio do interlocutor, sem pontuá-lo. Mercadante, então, apresentou seu plano maquiavélico: fazer com que diferentes interlocutores com prestígio junto a Dilma, como o próprio Temer, passassem a desconstruir a credibilidade do ministro da Fazenda.

Se isso fosse feito como planejado, a presidente seria convencida, sem se sentir pressionada, a demitir Mantega. "A presidente não reage bem quando se sente cobrada. Então, não adianta pressionar. Daqui para a frente, nas conversas com ela, todos deveríamos falar a mesma língua."

A estratégia, segundo Mercadante, teria de ser posta em prática logo, para que as mudanças ocorressem em setembro. O alvo e o argumento do petista foram escolhidos a dedo. O péssimo desempenho da economia é uma das explicações para a queda vertiginosa de popularidade de Dilma. Nesse contexto, mudar o comando da equipe econômica seria fundamental para que a aliança PT-PMDB tenha chance de vencer a próxima sucessão presidencial. "A saída é uma reformulação total", ponderou Mercadante, lembrando que demitir só o secretário do Tesouro, Arno Augustin — como sugerem importantes assessores da presidente —, não estancaria a crise.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Mantega, sufocado, quanto tempo ainda resistirá?

A referência a setembro foi feita como forma de adular os peemedebistas. Uma ala do partido defende uma reforma ministerial imediata. Para entregar os cargos, como sugeriu o líder da bancada na Câmara, Eduardo Cunha? Longe disso. Com as trocas, o partido quer assumir pastas com mais recursos à disposição e mais visibilidade política.

Desde o início do governo, foram várias as ofensivas pela demissão de Mantega. A presidente sempre resistiu a elas, apoiando o ministro da Fazenda. Ciente disso, Temer não disfarçou sua contrariedade com o plano de Mercadante. Não era para menos.

De maneira inesperada, o vice-presidente da República fora envolvido numa trama para derrubar o titular da Fazenda num momento em que a economia patina de mãos dadas com o próprio governo. Pior, essa conspiração era patrocinada pelo principal conselheiro político da presidente.

Temer não quis alongar a conversa. Ele aproveitou a chegada do ministro da Aviação Civil, o peemedebista Moreira Franco, para mudar de assunto. Mercadante saiu do Jaburu sem a mercadoria que queria. Já Temer passou a história adiante. Nos dias seguintes, ele narrou o episódio a aliados no Congresso e no próprio governo, sempre, segundo os interlocutores, se mostrando contrariado.

"O Mercadante está fazendo a cabeça de todo mundo para derrubar o Mantega. Mas o Michel não concordou. Isso acaba vazando e tocando fogo no governo", diz um senador peemedebista.

A Veja, Temer confirmou o encontro com Mercadante, mas disse que ele, Temer, não propôs nenhuma mudança ministerial, porque isso é uma "prerrogativa da presidente". "Encontrei o Mercadante para fazer uma análise das relações do governo com o Congresso e o empresariado", disse.

Já o ministro da Educação negou a conspirata: "Jamais tratei de mudança na equipe econômica com o vice-presidente Michel Temer ou com qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Não é da minha alçada o assunto e não está na pauta do governo, conforme a presidenta já afirmou em nota pública".

Ideli Salvatti não esconde de ninguém desaprovar o jeito Aloizio Mercadante de ser, aos mais próximos, o define como um “entrão”
Dois dias depois da conversa entre o ministro e o vice-presidente, dirigentes do PT aprovaram um documento que pede mudanças no governo — entre elas, na economia e na articulação política. Dilma sabia que esse fogo amigo estava sendo urdido pelos petistas. Por isso, não apareceu na reunião do partido.

Quem responde pela articulação política é a ministra Ideli Salvatti, que não perdoa o fato de Mercadante agir no Congresso como se fosse ele o responsável pelas negociações com deputados e senadores.

Chefe da Casa Civil, a ministra Gleisi Hoffmann ecoa a opinião de Ideli e repete as mesmas críticas às interferências indevidas e à desenvoltura desmedida do ministro da Educação. Mercadante quer suceder a Gleisi no posto. Considerado um trator pelos próprios petistas, ele quer o cargo com os mesmos poderes de que gozava o mensaleiro José Dirceu. Ou seja: Mercadante substituiria Ideli e Gleisi juntas. Valeria pelas duas.

Esse apetite, somado às ingerências, é um catalisador do caos administrativo. Numa reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, por exemplo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez questão de declarar que discursaria pouco porque Mercadante, ministro da Educação, já havia falado quase tudo sobre a área da saúde. Uma queixa polida na forma, mas contundente no conteúdo.

"A Ideli está revoltada com o Mercadante, a Gleisi também.

Depois da reunião do conselhão, a própria Dilma deu um chega pra lá nele, porque o Mercadante não pode ver uma brecha que quer ocupá-la", diz um senador petista. Mercadante sabe que não é querido no PT. Por isso, aposta as fichas no PMDB. Nos últimos meses, tomou-se um interlocutor frequente de cardeais como Renan Calheiros, presidente do Senado, Henrique Eduardo Alves, comandante da Câmara, e Temer. É neles que procura apoio para se cacifar politicamente. Uma jogada perigosa. O clima que já está ruim pode ficar ainda pior.

26 de jul. de 2013

Ciro Gomes: “Dilma pilota uma aliança que é assentada na “putaria”, na roubalheira e no clientelismo”

BRASIL – Eleição 2014 - Bizarria
Ciro Gomes: “Dilma pilota uma aliança que é assentada na “putaria”, na roubalheira e no clientelismo”
É isso mesmo que está escrito : Ciro Gomes deu entrevistas a duas emissoras de rádio cearense, e falou sem porteira, chamou, por exemplo, a Presidenta Dilma de ‘arrogante’ e ‘inexperiente’ e que o governo dela estava mais perdido “que cego em tiroteiro”. De passagem xingou também a oposição. Tudo isso para ver se alguém concorda que ele pode ser candidato em 2014.

Arte sobre foto de Ricardo Matsukawa / Terra

“Me garanto. Ninguém pega na minha munheca. Quando sento a lenha, é porque não tenho rabo de palha”, diz Ciro desafiador

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, O Estado do Ceará, Terra, ’’thepassiranews’’,

O ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE), destravou sua metralhadora giratória, na manhã da terça-feira, 23, em Fortaleza, Ceará. Ninguém sabe se ele estava enfezado, sem estribeira, ou esqueceu-se de tomar tarja preta. De livre e espontânea vontade, apresentou-se na rádio Verdes Mares e Tribuna BandNews FM e detonou Dilma, o Partido dos Trabalhadores, a oposição e alguns desafetos domésticos.

Veio com o discurso pronto, falou sem ser perguntado, que “presidenta Dilma Rousseff pilota uma aliança assentada na putaria”>. Baixou a lenha na base aliada, da qual faz parte, e a personalidade de Dilma, quem chamou entre outras coisas de “arrogante” e “inexperiente”.

- Incrível a Dilma convocar uma rede de televisão e falar quase dez minutos para não dizer absolutamente nada. Inventar uma lambança de uma Constituinte exclusiva para fazer uma reforma política. Nenhum cartaz na rua pedindo reforma política, embora seja uma agenda emergente (...) Depois trocar os pés pelas mãos nesse negócio dos médicos (programa Mais Médicos) - disparou.

Ciro sugeriu que a presidenta tem que fazer uma “reforma profunda do ministério” e cortar pastas da administração.

- A Dilma não é uma má pessoa. É uma pessoa decente, trabalhadora. Ela é meio arrogante e muito inexperiente. Muito, muito, muito inexperiente. Ou seja: isso já tava dito. Eu cansei de falar muitas vezes... e cercada de gente de quinta categoria. Esse é o grande problema. Pilotando uma aliança que é assentada na base da putaria - diz ele.

Mais tarde disse que o governo de Dilma Rousseff está “mais perdido do que cego em tiroteio” e a oposição é mais “fraca do que caldo de bila” (bila é como se diz em “cearencez” bola de gude; caldo de bila seria um caldo ralo, sem tempero, quase água pura)>

Aprofundando sua análise disse que “o país vive um momento delicado e o governo petista não sabe gerenciar o quadro político e econômico.

Sem respirar Ciro Gomes acusou a gestão de Dilma de ter entregue R$35 bilhões para o cartel da indústria automobilística, em detrimento de investimentos em transporte público. “Esse dinheiro para a indústria automobilística, ela tirou dos estados e municípios mais pobres, afetando o Fundo de Participação dos Estados e Municípios. Se você quiser aplicar esse dinheiro em metrô, que é um transporte público de massa qualificado, dava para ter feito 15 km de metrô”, comparou. “Essa conjuntura - continuou Ciro- , é reflexo de um governo perdido”.

“Esse governo tá perdido. E a oposição diz o quê? Quem está falando aqui é um aliado. Vê se pode.

Para ele, a presidente deveria reduzir o número de ministérios. “39 ministérios só funciona na caricatura. Esse número não ajuda a funcionar, apenas atrapalha. Termina o governo e ela não consegue despachar duas vezes com alguns ministros”, relatou Ciro.

Realmente antes das eleições ele disse que Dilma Rousseff era inexperiente e também falou o que pensava do PMDB:

“É que, hoje, quem manda no PMDB não tem o menor escrúpulo: nem ético, nem republicano, nem compromisso público, nada! É um ajuntamento de assaltantes na minha opinião. Eu acho que o Michel Temer hoje é o chefe dessa turma.”

E comentou sobre a aliança eleitoral, PT-PMDB, para as eleições:

“Nas eleições gerais de 2010, vamos ter clareza, a aliança do PT com o PMDB é para traficar minutos de televisão; é para asfixiar o debate, não é para governar. Porque, para governar, a gente faz aliança depois”.

Ciro Gomes é uma espécie de Dercy Gonçalves, da política brasileira - que nos perdoe a comediante – diz uma porção de verdades de um jeito chulo, provoca risos momentâneo, algum desconforto nos criticados e cai no esquecimento.

Todo mundo sabe que ele faz isso para ver se alguém o convida para ser candidato a Presidente da Republica.

A gente gosta do que Ciro diz, mas não gosta dele. Lembar que quando deram uma chance ele foi ministro de Lula, até usou uma barba petista para se afinar com a turma e só falou mal, quando foi posto para fora.

Por isso, dá a impressão que sua reação é de alguém inconformado de não estar participando da divisão do butim.

10 de jul. de 2013

Lula se reúne com Dilma. Pauta: manifestações,
queda nas pesquisas e base aliada em debandada

BRASIL - Crise
Lula se reúne com Dilma. Pauta: manifestações,
queda nas pesquisas e base aliada em debandada
Lula está de novo no Palácio da Alvorada, veio à Brasilia como conselheiro, guru e chefe da Presidenta que ele entronou e que está mais perdida que cego em tiroteio. Há crises para todos os gostos: pularidade, economia, base aliada rebelada, PMDB mostrando as azinhas, Obama lendo nossos emails e o povo nas ruas pedindo o fim da corrupção.

Foto: Reuters

Postado por Toinho de Passira
Fontes:   O Globo, Blog do Camarotti

No momento em que enfrenta uma crise em sua base aliada e queda em sua popularidade, a presidente Dilma Rousseff se reuniu na noite desta terça-feira com o ex-presidente Lula no Palácio da Alvorada.

O governo tem enfrentado críticas, inclusive do PT, quanto à articulação política e a comunicação. Dilma tem sido pressionada a fazer uma reforma ministerial. O presidente do PT, Rui Falcão, também participou da conversa.

Principal conselheiro político da presidente, Lula retornou de viagem à África e Alemanha, onde fez palestras. Ele submergiu desde que começaram as manifestações que tomaram conta das ruas do país.

Segundo o jornalista Gerson Camarotti, Lula fez uma análise com Dilma sobre a crise política. Em conversa com interlocutores, o ex-presidente tem defendido uma reforma no ministério. E tem cobrado uma melhor articulação política do Palácio do Planalto com a base aliada para evitar o isolamento de Dilma.

A presença de Lula hostensiva no Palácio do Planalto, quer dizer o quê? Ele está dizendo que "Lula 2014" é uma realidade ou está dizendo exatamente o contrário? A primeira vista, parece o criador visitando a criatura, dando um recado para o PMDB de Michel Temer, de Henrique Alves, de José Sarney que o buraco é mais em baixo.

Se for para fazer chantagem, Dilma vai ameaçar reduzir o numero de Ministério, em outras palavras algum ministério sob a guarda do PMDB, pode virar pó.

Mas só nos próximos dias, vai se saber exatamente o que acontenceu, ou melhor, vão deixar vazar aquilo que pensemos que foi exatamente o que aconteceu.

Em tempo, o O jornalista Gerson Camarotti, também comenta que "depois que deixou a Presidência, Lula só viajou de avião de carreira para Brasília uma única vez. Foi em fevereiro de 2011, quando embarcou em um voo da companhia aérea Gol, que decolou do aeroporto de Congonhas. Todos os demais deslocamentos para a capital federal foram feitos de jatinho".

A pergunta que não quer calar, a quem pertence o jatinho que trouxe Lula a Brasília?

22 de mai. de 2013

Cabral nega apoio a Dilma em 2014 se PT lançar candidato próprio no Rio

BRASIL -
Cabral nega apoio a Dilma em 2014
se PT lançar candidato próprio no Rio
Com Pezão e Paes, ele participou de encontro com Michel Temer para debater aliança; Dilma quando soube do assunto que seria tratado cancelou participação. Não se sabe quanto tempo ela terá para empurrar o problema com a barriga.

Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

Cabral nos tempos em que era um apoiador incondicional de Dilma e do PT. Põe agora, em cheque, a aliação do PMDB-PT no Rio.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo

O governador do Rio, Sérgio Cabral, o vice-governador do estado fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se reuniram na noite desta terça-feira, na residencia oficial do vice-presidente da República, Michel Temer, para o encontro dos governadores do PMDB.

Cabral, como previsto, deixou clara a posição de que o apoio à candidatura presidencial da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014 depende de o PT não lançar candidato ao governo fluminense. O princípio defendido por Cabral é de que o PT tem a obrigação de apoiar o candidato do PMDB no estado caso queira contar com a retribuição.

O assunto principal da noite foi a eleição de 2014. A situação eleitoral do Rio é uma das mais complexas para a aliança nacional PT/PMDB. Mais cedo, havia expectativa de que Dilma comparecesse ao encontro, mas a ida foi cancelada no final da tarde. Provavelmente a presidenta soube que seria posta contra a parede pelos pmdebistas de Cabral e resolveu adiar o confronto para adiante.

No final de semana, o senador Lindbergh Farias (PT) pôs fim à trégua dada a Cabral e Pezão. Após evitar confrontos públicos com os peemedebistas, a pedido do ex-presidente Lula, o potencial candidato do PT ao governo do Rio voltou a atacar os adversários em evento no último sábado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Os governadores começaram o encontro descrevendo para o comando nacional da legenda a situação do partido nos seus estados. Além de Cabral, outra a relatar problemas na relação federal e estadual foi a governadora Roseana Sarney, do Maranhão, que chegou ao encontro acompanhada do pai, senador José Sarney. Roseana fez questão de lembrar que o principal adversário de seu grupo político nas eleições, o ex-deputado Flávio Dino, foi nomeado por Dilma para presidência da Embratur, o que o teria fortalecido.

Também participaram da reunião os cinco ministros do partido: Edison Lobão (Minas e Energia); Moreira Franco (Aviação Civil); Antônio Andrade (Agricultura); Garibaldi Alves (Previdência) e Gastão Vieira (Turismo).

Será que Cabral está mesmo disposto a encarrar Dilma, Lula e Cia. Conseguirá Lula demover o senador Lindbergh Farias e seu grupo das pretenções de concorrer na eleição de governador do Rio de Janeiro? Fortes emoções nos próximos capítulos dessa novela carioca.

Foto: Givaldo Barbosa / O Globo

REUNIÃO NO JABURU - Temer ao lado de Sérgio Cabral, Roseana Sarney, José Sarney e os Ministros do PMDB durante reunião (conspiração) no Palácio do vice-presidente


18 de mai. de 2013

Michel Temer, o vice-presidente, usa funcionária do seu gabinete, para cuidar dos seus negócios privados

BRASIL – Equivocado
Michel Temer, o vice-presidente, usa funcionária do seu gabinete, para cuidar dos seus negócios privados
Secretária da vice-presidência da República, Gilda Silva Sanchez foi nomeada como diretora e representante da empresa de Temer no ramo imobiliário

Foto: Gustavo Miranda/Agência O Globo

Michel Temer, o vice-presidente equivocado

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Silvio Navarro e Gabriel Castro, para a Veja
Fonte: Veja, Estadão,

Ocupante do segundo cargo mais importante da República, Michel Temer nomeou uma funcionária da vice-presidência para gerenciar seus negócios e interesses particulares no mercado imobiliário.

Desde o dia 19 de março, Gilda Cruz Silva e Sanchez, que dá expediente no escritório da vice-presidência em São Paulo, também é diretora e administradora remunerada da Tabapuã Investimentos e Participações, empresa aberta pelo vice após as eleições de 2010 para cuidar do seu mais valioso patrimônio, um complexo de salas no edifício Spazio Faria Lima, localizado em área nobre da Zona Sul da capital. Segundo os registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo, Gilda recebe um pró-labore pelo trabalho de administração. O documento informa que o valor está “dentro dos limites estabelecidos pela legislação do Imposto de Renda”, mas não revela as cifras.

Como secretária do vice-presidente em São Paulo, Gilda tem salário de 7 372,22 reais mensais, pagos pelo governo federal. Ela é responsável por agendar audiências e eventos políticos do vice. A jornada de trabalho de Gilda, conforme os dados públicos do governo, é de quarenta horas semanais. A lei brasileira exige que o funcionário nomeado tenha dedicação integral ao trabalho.

Segundo o artigo 117 do Estatuto do Servidor (Lei 8.112/90), é vedado aos funcionários públicos "participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário". Gilda não se encaixa nas exceções. Ela não é sócia da empresa de Temer, apenas exerce nela o cargo de administradora.

"Essa proibição da lei vale para os servidores e é ainda mais importante para cargos de DAS [direção de assessoramento superior, como no caso de Gilda], porque são cargos de confiança", afirma o professor Mamede Said, da Faculdade de Direito da Universidade de Brasíila (UnB).

Questionada pelo site de VEJA sobre a dupla função de Gilda Silva Sanchez, a vice-presidência afirmou que sua nomeação para trabalho na empresa foi um “lapso”. A assessoria de Temer disse também que Gilda será destituída do cargo na Tabapuã. "Houve um lapso que está já sendo corrigido com alteração no contrato social", afirmou em e-mail enviado na última terça-feira.

Ainda segundo a assessoria do vice-presidente, Gilda foi admitida na Tabapuã Investimentos e Participações porque a antiga sócia-gerente, Luciana Temer, assumiu uma secretaria na prefeitura de São Paulo e se afastou do controle. A filha de Temer assumiu a Secretaria Municipal de Assistência Social da capital.

Edifício Spazio Faria Lima, no Itaim Bibi, em São Paulo
Foto: Mário Rodrigues/Veja
Na mesma data da nomeação de Gilda, a atividade comercial da Tabapuã – que tem sede no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, no mesmo prédio onde Temer e suas filhas mantêm escritórios – também mudou.

A empresa, até então criada com o “objetivo exclusivo de administrar e gerir os imóveis descritos” – ou seja, gerenciar o aluguel do 25º andar do edifício – ganhou outras atribuições como: 1) participação em mercados financeiros, por ações, de balcão, ou qualquer outra forma de investimento de capital ou bens; 2) participação em empreendimentos e negócios de qualquer natureza, como acionista, quotista, ou ainda outro tipo de participação, inclusive em sociedade em conta de participação; 3) compra, venda e locação de bens imóveis e móveis; 4) incorporação de imóveis e a compra e venda dos direitos deles; entre outros.

Na prática, a alteração no estatuto da Tabapuã tem finalidade bem clara: fazer novos negócios no ramo imobiliário e reaplicar valores recebidos mensalmente com o aluguel do complexo de salas - por exemplo, no mercado financeiro. De acordo com imobiliárias da região, o imóvel vale cerca de 12 milhões de reais. Os dois escritórios, juntos, têm 700 metros quadrados, com de vinte vagas de garagem privativas com manobrista. Está alugado para o banco de investimentos BR Partners. O preço médio do aluguel de um andar inteiro no Spazio Faria Lima, nos moldes do imóvel de Temer, varia de 80 000 reais a 100 000 reais por mês.

Temer adquiriu o imóvel em 2003, ainda na planta, por meio de uma sociedade em conta de participação, mecanismo usado no meio imobiliário que permite se associar a uma grande incorporadora – no caso do vice, a Yuny Incorporadora - como sócio quotista. No papel, seu nome nunca apareceu. O fundador da Yuni é o ex-deputado José Yunes, do PMDB, amigo de Temer há cinqüenta anos. No ano passado, Temer indicou o amigo para cuidar da campanha do pupilo Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo.

Segundo as declarações de bens de Temer, o imóvel foi adquirido com valor estipulado de 2,2 milhões de reais. Para entrar no negócio, o vice-presidente repassou casas que possuía no quarteirão onde foi erguido o edifício como parte do pagamento. O restante foi pago com recursos próprios – parte deles, segundo Temer, oriundos de honorários advocatícios do passado.

16 de jul. de 2012

VEJA: O PT de Dilma

BRASIL – Eleição 2014
O PT de Dilma
Os conflitos entre aliados na eleição municipal levam a presidente a montar grupo de ministros petistas para cuidar da articulação com os partidos e comandar sua campanha à reeleição em 2014, assunto sobre o qual ela já fala abertamente

Foto: Reuters

Dilma se encontrou com Temer para reforçar que o PMDB seguirá como o principal aliado do governo

Postado por Toinho de Passira
Texto de Otávio Cabral
Fonte: Veja - 16/07/2012

Até agora, Dilma Rousseff era um raro caso de alguém que fez sucesso na política praticamente sem tê-la exercitado. Em sua primeira experiência eleitoral, quando não era uma liderança nem mesmo em seu partido, foi eleita presidente do quinto maior país do mundo. Para isso, contou com a popularidade de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seus primeiros dezoito meses como presidente, seguiu a mesma cartilha do tempo em que era ministra e concentrou-se nas questões administrativas — nem aí para a política. Essa parte foi deixada nas mãos de Lula e do PT. De novo, foi um sucesso. Seu governo atingiu índices de aprovação popular maiores que os do anterior.

No último mês, porém, a receita deu para desandar. Convalescendo do tratamento de câncer, Lula deixou a articulação política e focou suas ações na eleição para prefeito de São Paulo. O PT passou a defender interesses contrários aos de Dilma, como a defesa dos réus do mensalão. E, aproveitando o período eleitoral, partidos aliados, como o PSB e o PMDB, começaram a desafiar o governo.

A gota-d’água foi o caso Belo Horizonte, cidade onde o PSB rompeu com o PT e se aliou à oposição. Prevendo turbulências no horizonte, Dilma decidiu pilotar o próprio voo. Convocou cinco de seus ministros mais próximos e montou um grupo que será responsável pela costura política do governo e pela sua campanha à reeleição em 2014 — assunto que ela passou a mencionar abertamente. Com isso, deu o primeiro passo para montar seu próprio PT e afastar-se da órbita de Lula.

Nas duas últimas semanas, a presidente reuniu-se três vezes no Palácio da Alvorada com os ministros de sua nova tropa de elite: Alexandre Padilha (Saúde), Paulo Bernardo (Comunicações), Aloizio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). São todos petistas históricos, sendo que os dois primeiros já eram ministros no governo Lula. Hoje, não apenas são os auxiliares mais próximos de Dilma, como também seus principais conselheiros políticos. É a eles que a presidente recorre quando precisa se informar sobre eleições e é a eles que confia missões delicadas como as que envolvem negociações com os partidos aliados e o Congresso.

“A definição dos palanques municipais começou a sair do controle do governo e fez a presidente perceber que precisa dedicar mais tempo à política. Como ela não gosta muito do tema nem tem experiência partidária, montou uma equipe de confiança para isso”, diz um dos cinco ministros do grupo.

A primeira reunião da equipe foi convocada pela presidente assim que ela foi informada da crise na eleição de Belo Horizonte. Na cidade, havia desde 2008 uma inusitada aliança, com os rivais PT e PSDB apoiando o prefeito Marcio Lacerda, do PSB. Agora, o PSB decidiu romper com os petistas e manter o acordo apenas com os tucanos.

Há três fatores que colaboraram para transformar uma disputa local em uma questão nacional – e de honra - para a presidente. Belo Horizonte é sua cidade natal. O líder do PSDB local é o senador Aécio Neves, seu provável rival em 2014. E o mentor da aliança foi Eduardo Campos, presidente do PSB, governador de Pernambuco e, embora aliado do governo, possível adversário de Dilma em 2014.

Diante disso, a presidente resolveu usar a força do governo para equilibrar o jogo na capital mineira: lançou a candidatura do ex-ministro Patrus Ananias, do PT, e levou para o seu palanque uma dezena de partidos, inclusive o PMDB e o PSD, o que lhe dará o maior tempo na propaganda de televisão.

"Dilma se recusava a entrar na campanha municipal. Mas ela viu que o caso de BH terá influência direta em 2014. Foi a primeira vez que a vi falar em reeleição”, afirma outro ministro do grupo.

Na semana passada, a presidente se reuniu com Eduardo Campos e com o governador do Ceará, Cid Gomes, em um jantar no Palácio da Alvorada. Acompanhada de Paulo Bernardo e Gleisi, serviu bacalhau, sopa de legumes e vinho nacional — e foi dura no recado.

Em tom cordial, reafirmou o desejo de continuar ao lado dos socialistas em 2014, mas deixou claro que não aceitará que a eleição municipal sirva de instrumento de chantagem contra ela. Qualquer que seja o resultado, Eduardo Campos não substituirá Michel Temer como vice em sua chapa. E uma eventual tentativa de voo-solo de Eduardo será interpretada pelo governo como um rompimento.

No dia seguinte, Dilma se encontrou com Temer para reforçar que o PMDB seguirá como o principal aliado do governo e que ela nada fará para impedir que o partido ocupe a presidência da Câmara e a do Senado em 2013.

Historicamente, as eleições municipais servem como aquecimento para a disputa presidencial. Neste ano, há outros fatores que ajudam a levar a sucessão de Dilma ao tabuleiro. O principal é a convicção — no governo e em parte da oposição — de que Lula não tentará voltar à Presidência. Além dos problemas de saúde — que hoje dificultam sua fala e locomoção e inviabilizam a participação em uma campanha nacional —, ele perdeu parte da influência que tinha sobre o eleitorado.

Hoje, segundo o Datafolha, Dilma é um cabo eleitoral mais eficiente do que Lula em São Paulo. Há ainda o julgamento do mensalão, em agosto, que, em caso de condenação dos réus, tenderá a enfraquecer o PT de Lula e José Dirceu. Dilma sabe que precisa montar seu próprio PT para buscar um novo mandato. E dá mostras de que, para obtê-lo, está disposta até a fazer política.


11 de jun. de 2011

BRASÍLIA: Dilma 2 X PMDB 0

BRASÍLIA
Dilma 2 X PMDB 0
A presidenta resolveu encarar o PMDB. Usou do seu poder presidencial sem dó nem piedade. Os principais caciques peemedebistas estão com pinturas de guerra. A batalha irá se travar nos corredores, gabinetes e nos plenários do Congresso Nacional, já a partir dessa próxima semana. Será uma batalha suja, antiética e inescrupulosa. Quem irá recuar?

Charge : Paixão – Gazeta do Povo (PR)

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Blog do Noblat, Blog do Josias de Souza, Revista Veja, ”thepassiranews”

Visto apenas pela ótica dos resultados, parece que a presidenta da republica, Dilma Rousseff resolveu assumir a presidência da republica finalmente. Não se sabe se é jogo de cena, se é uma rebeldia momentânea, se agora a coisa vai ou se o governo Dilma sairá do marasmo para um abismo político profundo.

Publicamente a demissão de Antonio Palocci teria sido feita contra a vontade do ex-presidente Lula. Nos subterrâneos podem estar mancomunados e tudo não passar de uma encenação. Lula posa de apoiador de companheiros em desgraça e ela de líder independente que se aconselha com o ex-presidente, mas tem o poder da decisão final.

Uma coisa, porém, ficou bem claro nestes últimos episódios, da demissão de Palocci e da nomeação de Ideli Salvati para coordenadora política do governo: Dilma esta se lixando para o PMDB.

Essa seria uma ótima notícia se ela tivesse força política e apoio integral do resto da base aliada, pelo menos, para enfrentar as feras e a fúria peemedebista.

Contam que o bruxo Michel Temer, odiou o tratamento a ele dispensado durante a crise de Antônio Palocci, não foi ouvido, não foi procurado, não foi informado. Um aliado importante, encabeçando a maior bancada partidária do Congresso, Temer ficou à margem das decisões. Sabe-se que apenas há meia hora antes do anuncio da saída do Ministro ele foi informado da mudança. Mas mesmo assim, só teria sabido oficialmente o nome da substituta, a arrebitada senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), depois da divulgação do seu nome através da imprensa.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat a perniciosa nata peemedebista ficou madrugada adentro, no Palácio Jaburu, residência oficial do vice-presidente, destilando bílis, dizendo-se traído enviando ameaçadoras mensagens cifradas para Dilma, falando mal da nova ministra e dizendo que se não participasse da escolha do novo ministro das relações institucionais a coisa ia ficar feia.

Entre os revoltados estavam o presidente do Senado, José Sarney (AP); o deputado Eduardo Cunha (RJ); o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN); o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR); o senador Eunício Oliveira (CE); o líder do Senado, Renan Calheiros (AL); o senador Vital do Rego (PB); o presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO); e o diretor da CEF Geddel Vieira Lima (BA). Como se vê uma trupe de perigosos e mal afamados elementos.

Dois dias depois o jornalista Josias de Souza relata que Renan Calheiros demonstrava mais aborrecimento com o planalto incomodado com o fato dos repórteres estarem mais bem informados do que ele sobre a recente nomeação de Ideli Salvati, para ser a negociadora política do governo, chefe da pasta de Relações Institucionais.

Renan estava com aquele olhar de cangaceiro alagoano esperando a vítima numa emboscada pronto para o bote, como uma cascavel de vereda.

Renan nunca gostou de Ideli (quem gosta?), e quando estava debaixo de chumbo grosso, presidindo o senado, em 2007, as voltas com denuncias de ter recebido ajuda financeira de uma empreiteira para bancar despesas e pagar a pensão alimentícia da filha que tivera, fora do casamento, com uma jornalista, irregularidades na declaração de bens e emissão de notas fiscais frias na compra e venda de bois virtuais, uma manada que apresentava uma produtividade muito acima da média brasileira, supostamente para lavar dinheiro, sutilmente incluiu a petista na sua longa lista de dossiês.

Acossada, Ideli Salvatti, tornou-se uma canina defensora de Calheiros, não por livre e espontânea vontade, Renan mandara dizer a então senadora, na ocasião, que instalaria a CPI das ONGs se Ideli não o apoiasse. Ideli teve ligações umbilicais com petistas de ONGs envolvidas em desvios e financiamentos irregulares de campanhas em Santa Catarina, seu berço político.

Sonhando voltar à cadeira de presidente do Senado, depois da saída de Sarney, Renan sabe que se não detonar Ideli até lá, seus projetos políticos serão torpedeados. Vai reunir a jagunçada e jogar sujo.

Como se vê prenuncia-se uma guerra por espaços no congresso, como os embates pelos pontos do tráfico, nas favelas cariocas. Vença quem vencer o Brasil sairá perdendo.

Ilustração da Revista Veja

Ilustração da Revista Veja mostrando os famosos dossiês de Renan. Pressão e chantagem sobre a então senadora e atual ministra Ideli Salvati


12 de abr. de 2011

Procuradoria livra, novamente, a cara de Michel Temer

BRASIL – Corrupção
Procuradoria livra, novamente, a cara de Michel Temer
Pelo parecer do Procurador Geral da República o Supremo Tribunal Federal não vai poder mais continuar investigando o vice-presidente da República, sob acusação de receber propina de empresas que operavam no Porto de Santos. Não há provas suficientes contra Temer, e como não vão continuar investigando, vamos ficar eternamente na dúvida

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A Presidenta Dilma Rousseff passa o cargo de Presidente da Republica para Michel Temer, ao deixar o Brasil, para uma viagem a Argentina, no fim de janeiro.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Agência Brasil , ”thepassiranews”

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o arquivamento de um inquérito em que o vice-presidente da República, Michel Temer, foi apontado por ter recebido ilegalmente, quando era deputado federal, dinheiro de empresas que venceram licitação para operar na Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A acusação contra Temer veio à tona em 2000, quando ele foi citado em um processo de separação do então presidente da Codesp Marcelo Azeredo e a ex-companheira. Ela tentava obter pensão provando que o ex-marido tinha negócios ilícitos e citava Temer como um dos beneficiários de recebimento de propina.

O procurador-geral da República da época, Geraldo Brindeiro, mandou arquivar o inquérito em 2002 por entender que não havia provas suficientes contra Temer.

Quatro anos mais tarde, a Polícia Federal (PF) abriu novo inquérito para apurar melhor o caso. Foi esse inquérito que chegou ao STF recentemente, sob relatoria do ministro Marco Aurélio, que enviou os autos para apreciação do procurador-geral.

Em seu parecer, Gurgel afirmou que as novas diligências da PF envolviam apenas Azeredo.

“As diligências realizadas enquanto a investigação tramitou perante a Polícia Federal não trouxeram novas provas dos fatos em apuração, que evidenciassem qualquer envolvimento de Michel Temer, não havendo, portanto, justa causa para a tramitação do presente inquérito”, afirmou o procurador-geral da República em seu parecer.

Ao opinar pelo descarte do inquérito contra o vice-presidente da República, Gurgel pediu que os autos sejam encaminhados novamente à Justiça Federal em Santos, onde tramita originariamente o inquérito contra Marcelo Azeredo.

O vice presidente, atualmente, na presidência da república, devido a viagem de Dilma Rousseff à China, parece confortável ao se achar fora do caso, embora vá sempre pairar uma nuvem carregada de culpa sobre a sua cabeça.

Fica porém, sempre a esperança, que com a continuação do inquérito contra presidente da Codesp Marcelo Azeredo, novas provas surjam, que o acusado vendo-se sozinho pagando o pato, comece a falar.

Por enquanto, Michel Temer, se junta ao grande contingente de políticos brasileiros, que portam o título de “inocente por falta de provas”, em outras palavras, alguns corrupto são competente o suficiente para não se deixarem alcançar pela lei.


6 de abr. de 2011

Michel Temer e as propinas do Porto de Santos

BRASIL - ESCÂNDALO
Michel Temer e as propinas do Porto de Santos
O vice-presidente da republica do Brasil, está sendo formalmente acusado de participar de um esquema de propinas nos anos 90, quando presidia a Câmara dos Deputados. Apesar de ter sido elaborado durante a campanha eleitoral do ano passado, a existência do inquérito, procedido no STF, não foi tornado público e os eleitores votaram sem saber que o vice de Dilma estava sob pesada investigação

Foto: Agência Brasil

Michel Temer jura de pés juntos que não tem nada a ver com isso. Quem acredita?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Josias de Souza, Revista Veja, Folha de São Paulo

Há dez anos, na edição de 21 de março de 2001, a Revista Veja publicava uma reportagem que mostrava o então deputado Michel Miguel Elias Temer Lulia, mais conhecido como Michel Temer, do PMDB paulista, atual vice-presidente da República, citado numa acusação de propina, num processo judicial registrado na 3ª Vara de Família e das Sucessões, em São Paulo.

Com a lentidão da justiça e algumas manobras jurídicas dos advogados de Temer, só agora essa história pouco relevante, esquecida do noticiário político e criminal, pousou na mesa do procurador geral da republica, por decisão do Supremo Tribunal Federal. O ministério público irá decidir diante das provas apresentadas se o segundo homem na sucessão presidencial deve ser denunciado como suspeito de corrupção, ativa e passiva, numa distribuição de propina por empresas ligadas ao Porto de Santos na década de 90.

Apesar de aparecer como estrela da investigação, Michel Temer acabou descoberto por vias indiretas e até acidentais.

O processo da 3ª Vara de Família mencionava o nome de Michel Temer à margem do verdadeiro assunto da disputa. A papelada trata de uma separação litigiosa entre Marcelo de Azeredo e Erika Santos, uma estudante de psicologia que tenta, na Justiça, obter uma pensão de 10.000 reais mensais do ex-companheiro.

Com o intuito de provar que Azeredo tinha condições de pagar a pensão, a minuta do processo narra a vida financeira do réu de modo a caracterizá-lo como um homem rico, mesmo ganhando um salário que mal passa da metade da pensão pretendida pela ex-mulher. É aí que ela revela um esquema de propina no porto de que o ex-companheiro se beneficiaria.

Michel Temer aparece como parte de um rateio de propinas arrancadas de empresários que lidavam com o Porto de Santos, no litoral paulista. Segundo a denúncia escrita no processo, a sociedade era formada por Marcelo de Azeredo, que por três anos presidiu a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), entidade responsável pela administração do Porto de Santos, pelo deputado Michel Temer e por uma terceira figura, citada apenas como "um tal de Lima". Há seis planilhas no processo nos quais a divisão do butim é sempre na mesma proporção: 25% para Azeredo, 25% para o tal de Lima e 50% para Michel Temer.

O processo da 3ª Vara de Família menciona o nome de Michel Temer à margem do verdadeiro assunto da disputa. A papelada trata de uma separação litigiosa entre Marcelo de Azeredo e Erika Santos, uma estudante de psicologia que tenta, na Justiça, obter uma pensão de 10.000 reais mensais do ex-companheiro. De início, seus advogados historiam a relação de ambos, de modo a caracterizar que havia entre eles uma "união estável", que durou três anos. Falam de viagens, festas familiares, bilhetes e cartões de juras de amor. Em seguida, com o intuito de provar que Azeredo tem condições de pagar a pensão, a minuta do processo narra a vida financeira do réu de modo a caracterizá-lo como um homem rico, mesmo ganhando um salário que mal passa da metade da pensão pretendida pela ex-mulher. É aí que ela revela um esquema de propina no porto de que o ex-companheiro se beneficiaria.

A ação detalha o suposto esquema de propinas. Diz que a empresa Libra, por exemplo, que ganhou a concessão dos terminais 34 e 35 do Porto de Santos, brindou a tróica com 1,28 milhão de reais. Azeredo ficou com 320.000, o tal Lima com outra parcela do mesmo valor e Michel Temer com 640.000.

Reprodução Revista Veja

Detalhe de uma das planilhas anexada ao processo

Para se municiar dessas informações, Erika Santos entrou no computador pessoal de Azeredo e copiou as planilhas de controle da divisão do dinheiro. É a cópia dos dados do computador que compõe o anexo.

Lê-se, ali, que as obras civis do terminal de grãos e do terminal ferroviário do Porto de Santos resultaram no pagamento de uma propina assim repartida: 780.000 reais para Azeredo, a mesma quantia para o tal de Lima e 1,56 milhão de reais para Temer. Nessa planilha, Marcelo de Azeredo sempre aparece como "MA", Michel Temer como "MT" e o tal de Lima apenas com um "L".

Em outro negócio, aparentemente relacionado ao lixo do porto, a planilha sugere que se trata de uma propina mensal. No caso, de 26.750 reais para MT e de 13.130 reais para cada um dos outros dois, MA e L. Há uma transação, cuja natureza não é especificada, na qual a empresa Rodrimar desembolsa 600.000 reais. Na lista do computador, consta que Michel Temer ficou com a metade, 300.000 reais, e os outros receberam 150.000 reais cada um. Ao lado das iniciais de Temer, aparece a observação: "+ 200.000 p/ camp", que os advogados, na minuta do processo, afirmam tratar-se de 200.000 reais para a campanha eleitoral do deputado. Essa contribuição não consta da prestação oficial de contas que Temer entregou à Justiça Eleitoral referente ao pleito de 1998.

Na época, o então deputado Michel Temer informou a Veja, que quando soube do conteúdo do processo procurou Azeredo.

"Isso me embaraça", declarou Temer. Em seguida, o deputado disse que não lhe interessava a natureza da relação de Azeredo com Erika, mas que se o assunto viesse a público ele, Temer, entraria com uma queixa-crime contra a mulher. Poucos dias depois Erika Santos comunicou ao juiz da 3ª Vara da Família que estava desistindo do processo, mas para Temer era tarde demais.

Pela lei, sempre que um juiz, no boje de um processo, achar indícios de um outro crime qualquer está obrigado a enviar o material ao Ministério Público, dando continuidade aos procedimentos rotineiros de investigação.

Depois de toda uma saga e encaminhamentos o inquérito preliminar feito pela Polícia Federal acabou chegando ao Supremo Tribunal Federal, em setembro do ano passado, para a realização do inquérito, em virtude do direito de foro privilegiado que dispõem o vice-presidente.

Ao encaminhar o papelório ao STF, a procuradora Federal de Santos, Juliana Mendes Daun diz textualmente que "Temer figura efetivamente como investigado neste apuratório".

Parte disso aconteceu durante a campanha eleitoral. Temer, então Presidente Nacional do PMDB e da Câmara dos Deputados, escolhido para formar chapa com Dilma Rousseff, acabou sendo “eleito” para o segundo cargo mais importante da republica sem que os eleitores soubessem desse seu passado de propineiro de cais do porto.

Foto: Reuters

Dilma Rousseff e o seu companheiro propineiro Michel Temer, em campanha. Eles se merecem.


20 de nov. de 2010

A Pocilga de Dilma

BRASIL
A Pocilga de Dilma
Dilma Rousseff, durante reunião do PT, chamou os principais coordenadores da sua campanha de “três porquinhos”, arrancou risos da platéia e dos porquinhos presentes. Ninguém se ofende em ser chamado de qualquer coisa pela presidente eleita. Todos querem chafurdar na lama do chiqueiro presidencial

Fotomontagem Toinho de Passira

Oinc, oinc, oinc...!

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Ultimo Segundo, O Globo, Wikipedia

Ao participar de uma reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília, para comemorar a vitória, a presidente eleita, fez questão de chamar de “três porquinhos”, Antonio Palocci, José Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo, os principais coordenadores e escudeiros da sua campanha.

Na verdade esse era um adjetivo pejorativo, cunhado pelo PMDB, sobre os três, quando da briga por espaços junto à candidata, nos embates eleitorais. Agora virou um título honorífico, quando mencionando pela presidente eleita.

Existe um quarto porquinho, não citado: trata-se do leitão secreto José Dirceu, escondido no fundo da pocilga, oculto convenientemente, até agora, para não emporcalhar ainda mais o ambiente.

Diante de uma platéia de cerca de 200 petistas, entre eles quatro governadores, Dilma, como dona dos porcos, elogiou, agradeceu e até chorou enquanto o resto da porcalhada chafurdava comemorando na lama partidária.

A presidente eleita, Dilma Rousseff, aproveitou a presença dos petistas, para tentar passar um recado, insinuando que o partido tem que ter "maturidade" para ceder espaço na composição de governo.

Falava da previsível suja guerra fratricida entre PT e PMDB, os dois principais partidos de sustentação do seu futuro governo, digladiados em busca de acesso aos cofres públicos.

Na última semana, o vice Michel Temer, do PMDB, abandonou a sua satânica pele de pai de chiqueiro e assumiu a sua porção suína: junto outros partidos menores, ameaçou criar um “blocão”, que ficaria maior que o PT, marcando território, mijando nos aceiros da esplanada dos ministérios

”Nos últimos dias, líderes do PT também se mostraram preocupados com o espaço que o partido terá a partir de janeiro. Chegaram a falar em "direito adquirido" sobre os cochos, digo, ministério que atualmente comandam.”

Até Dilma parece estar levemente temerosa das reações partidárias quando do anuncio do seu ministério, acuada pela súcia suína esfomeada. Acabou pedindo compreensão dizendo “esperar que suas escolhas sejam respeitadas.”

Apesar de atéia, Dilma perdia seu precioso tempo, lançando perolas bíblicas, aos porcos: nos bastidores do chiqueiro, a disputa de poucos modos, em torno do ministerial cocho de lavagem, não arrefeceu, nem um pouco.

O pior é que os suinos Petistas e Peememdebista, além do confronto direto, pela posse territorial do grupo, também competem entre si. Afinal, é da índole dos porcos, cheirar mal, gostam de viver na sujeira e ser muito pouco educados quando lhes são servidas as refeições.

A presidente eleita Dilma Rousseff, porém, parece à vontade nesse ambiente de pocilga: afinal, por conspiração do cosmo, ao nasceu em dezembro 1947, foi sacramentada, como uma porca, pelo milenar horóscopo chinês.

Foto: Autor desconhecido

“...Não lanceis as vossas pérolas aos porcos...” (Bíblia: Mateus 7:6)