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13 de mar. de 2014

Um ano de pontificado do Papa Francisco:
“Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”

ROMA - VATICANO
Um ano de pontificado do Papa Francisco:
“Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”
Num ano, a Igreja começou a mudar. Francisco mudou a forma de ser Papa. Colocou o Evangelho acima da doutrina. É um homem vindo do Sul, o que traduz uma viragem geopolítica. “Francisco é um homem do Novo Mundo”, frisa o jornalista Massimo Franco

Foto: Max Rossi/Reuters

Nunca se vira um Papa tornar-se tão popular em tão poucos minutos, na Praça de São Pedro.
No dia seguinte, a imprensa definia-o como “um Papa de gestos humildes que prenunciam mudanças revolucionárias.”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Jorge Almeida Fernandes
Fonte: Publico

Foi há um ano, pouco depois das 20h30. Houve a fumaça branca. O cardeal Tauran pronunciou o Habemus Papam. Um homem de túnica branca, Jorge Mario Bergoglio, agora Francisco, avançou e saudou os fiéis: “Fratelli e sorelle, buona sera." (Irmãos e irmãs, boa noite.)

Estas cinco palavras começaram a mudar a Igreja Católica. A multidão concentrada na Praça de S. Pedro percebeu e rendeu-se. “Nunca se vira um Papa tornar-se tão popular em tão poucos minutos”, resumiu Odon Vallet, historiador das religiões.

Bastaram 24 horas para que a imprensa o definisse como “um Papa de gestos” – gestos humildes que “prenunciam mudanças revolucionárias”.

Francisco despoja-se da pompa. Reduz ao mínimo as insígnias pontifícias. Recusa viver “no palácio”. Muda a forma de ser Papa. Veste a pele de pastor, “próximo das pessoas como João XXIII” – o “bom Papa João”.

A escolha do nome fez evocar o apelo que em 1205 mudou a vida do poverello de Assis: “Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas.”

“O que torna este Papa tão importante é a rapidez com que captou a esperança dos milhões de pessoas que haviam perdido toda a esperança na Igreja.” – escreveu a revista Time quando, em Dezembro, o elegeu a personalidade do ano. Ou, na expressão de Enzo Bianchi, um monge leigo italiano, despertou nos católicos “o sonho de que uma outra Igreja é possível”.

Foto: Fabio Frustaci/EPA

Popular urbi et orbe

“Quanto desejaria uma Igreja pobre e para os pobres”, disse a 16 de Março, três dias depois da eleição. A sua primeira viagem apostólica, em Julho, foi à ilha de Lampedusa, onde desembarcam milhares de imigrantes. Foi “chorar os mortos que ninguém chora”. Disse o historiador católico Alberto Melloni que a homilia de Lampedusa foi “a homilia programática do pontificado”.

Não tocou só os católicos, mas quase todo o mundo. A sua popularidade, a começar pelas redes sociais, é enorme. Não apenas nos países do Sul. É aplaudido nos países ricos, que acusa de egoísmo. Interroga-se um jornalista: “Por que mistério o líder espiritual de uma religião em perda de velocidade suscita uma tal unanimidade em tantas regiões do mundo?” A que necessidade histórica ou inquietação humana responde? É mais fácil constatar do que responder. O carisma não basta.

Alguns pensam que ele está a dessacralizar a função do Papa, tornando-se demasiado próximo, uma “pessoa normal” como diz. Mas — e esse é o paradoxo — ao fazê-lo está a fortalecer a instituição.

“Graças ao Papa argentino (…) a Igreja transformou-se em poucos meses de ‘acusada global’, pelos escândalos de pedofilia e pela opacidade das suas instituições financeiras, numa autoridade moral de novo escutada e influente”, escreve o jornalista Massimo Franco num livro posto à venda esta semana: Il Vaticano secondo Francesco.

Depois da exortação apostólica A Alegria do Evangelho, publicada em Novembro e olhada por muitos como um libelo anticapitalista, o Financial Times homenageou-o em editorial.

“Primeiro, há a sua modéstia pessoal. Numa era em que muitos estão profundamente preocupados com a vaidade das celebridades e a riqueza dos plutocratas, o Papa tornou-se rapidamente no símbolo global da compaixão e da humildade. (…)

Muitos políticos conservadores discordarão da sua crítica ao ‘capitalismo sem freio’. Mas ele exprime as suas preocupações e ansiedades com uma sinceridade e uma autenticidade que nenhum outro líder mundial consegue igualar.”

O jornalista Eugenio Scalfari, agnóstico e laicista, fundador do La Repubblica, escrevia em Fevereiro com o seu peculiar exagero:

“Roma voltou a ser a capital do mundo. Não é a Itália, mas Roma, a cidade do Papa Francisco, que é o centro do mundo; não Washington, não Brasília, não Moscou, não Tóquio, mas Roma. Não acontecia há dois mil anos, mas agora é assim.” Porquê? Porque o jesuíta franciscano está a fazer uma “revolução contra os mandarins do Vaticano” e contra “os interesses ilícitos, a vaidade dos poderosos, a demagogia, o simplismo, a inconsciência, a irresponsabilidade, o despotismo e o privilégio. Francisco é amigo dos não-crentes que combatem nesta batalha e estes são, por sua vez, amigos seus”.

Foto: Osservatore Romano/Reuters

Um homem do Novo Mundo

“Francisco é um homem do Novo Mundo”, frisa Massimo Franco. "Vem da Argentina, que é o Extremo Ocidente, e é um ‘padre urbano’, o primeiro pontífice filho de uma megalópole, Buenos Aires, com 15 milhões de habitantes, que viveu antecipadamente os problemas com que hoje se debatem a Igreja Católica e o mundo globalizado.”

Mas não é só um padre argentino, jesuíta e “global”. O ponto crucial é ser “um estrangeiro à mentalidade da Cúria romana e eleito depois do trauma da renúncia de Bento XVI. A sua tarefa é desmantelar a corte pontifícia e uma nomenklatura eclesiástica frequentemente virada para si mesma”.

A reestruturação que está a ser operada por Francisco não deixa dúvidas. “O que era periferia de excêntrico torna-se central. É também uma “revolução geopolítica” — assinala Franco. Significa ainda a “exportação de uma visão radicalmente nova do catolicismo para o coração da Roma papal”.

Foto: Franco Origlia/Getty Images
A

Moral e doutrina

A primeira preocupação de Francisco é recentrar o catolicismo na mensagem evangélica e romper com “a Igreja dos interditos”. Defende a liberdade de consciência e adverte os padres: “A Igreja não é uma alfândega e há lá lugar para todos com a sua vida difícil.”

Este foi um dos pontos que maior ressonância teve no Ocidente. O Papa diz que não pode estar sempre a falar no aborto, no casamento gay ou nos métodos contraceptivos.

Quanto aos homossexuais, lançou uma tirada que correu mundo: “Quem sou eu para os julgar?” Quer resolver o problema dos católicos recasados. Mas recusa as “soluções casuísticas”. Propõe um “debate aberto” sobre a família. Será este o tema do sínodo extraordinário dos bispos que decorrerá em Outubro, em Roma.

O Papa não tocou em nenhum ponto da doutrina. Espera-se dele uma Igreja mais aberta, mas não um liberalismo doutrinal. Apoiou o movimento dos católicos franceses contra as leis do aborto e do “casamento para todos”. O aborto? “Trata-se de uma questão de coerência interna da nossa mensagem e não devem esperar que a Igreja mude de posição.” Recusa-se a condenar as pessoas, o que é muito diferente.

A sua atitude é distinta das de João Paulo ou Bento. Estes – diz Henri Tincq – denunciavam a permissividade moral, a modernidade que substitui Deus pelo homem ou a “ditadura do relativismo”. Francisco quer mudar os termos do debate. Diz: “As lamentações que denunciam um mundo bárbaro acabam por provocar dentro da Igreja desejos de ordem, entendida como pura conservação, ou uma reacção de defesa.” Não aceita que a Igreja se feche, exige que saia para fora com vocação missionária — pregar os valores evangélicos.

Sublinhou Francisco que ensinamentos dogmáticos e ensinamentos os morais não são equivalentes: “Devemos encontrar um novo equilíbrio, senão o edifício moral da Igreja corre o risco de se desmoronar como um baralho de cartas.” Não renuncia aos dogmas, mas recusa que eles se tornem uma “obsessão”.

Foto: AFP/Getty Images

As reformas da Igreja

Estamos muito longe de poder fazer um balanço das reformas que, no essencial, estão em fase de projeto e que, de resto, demorarão anos. Mas os sinais estão dados e a reforma da Cúria está em andamento. Durante um ano, de forma doce, Francisco demoliu hábitos com uma marcha de bulldozzer.

São muitos os temas, como a restauração da colegialidade ou a ascensão das mulheres aos cargos de decisão — “A outra metade do mundo não pode continuar a ser excluída”. E, entretanto, repensar a função pontifícia. Ou acabar com o “clericalismo” e com a Igreja fechada em si mesma.

O debate será duro. A Igreja não é monolítica. Nem o Papa pode tudo. Para lá dos conservadores dogmáticos, muitos aceitam que “tudo mude para que tudo fique na mesma”.

A jornalista Isabelle de Gaulmyn resume assim o problema: “Se o Papa Francisco conseguir renovar a Igreja, não será impondo mudanças doutrinais, mas indicando o modo de ser cristão.” Significa colocar “o Evangelho acima da doutrina”.A Igreja e a História

É bom ter presente uma perspectiva histórica. O cristianismo é diferente das outras religiões, escreveu o medievalista Jacques Le Goff, também biógrafo de S. Francisco, após a resignação de Bento XVI. “Primeiro o cristianismo distingue o que pertence a Deus e o que pertence a César, não confunde política e religião. Em segundo lugar, não obstante os atrasos e a lentidão, não obstante as crises que fustigam as religiões, ele soube sempre adaptar-se às mutações profundas do mundo. E creio que estamos a assistir a um destes acontecimentos plurisseculares característicos do cristianismo.”


*Trecho do editorial do Jornal Público de Portugal assinado por Jorge Almeida Fernandes.
Leia a íntegra em:   Um ano de pontificado: “Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”
Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

19 de set. de 2013

Em entrevista Papa Francisco critica obsessão da Igreja com gays, aborto e contracepção

VATICANO
Em entrevista Papa Francisco critica obsessão
da Igreja com gays, aborto e contracepção
O Papa Francisco, na primeira longa entrevista durante seus seis meses de papado, procurou estabelecer um novo tom para a igreja, dizendo que deveria ser uma "casa de todos" e não uma "capelinha", focada na doutrina, a ortodoxia e uma agenda limitada de ensinamentos morais.

Foto: Tony Gentile/Reuters

Quem é Jorge Mario Bergoglio? – perguntou o entrevistador.
Eu sou um pecador. Esta é a definição mais precisa. – respondeu o Papa Francisco

Postado por Toinho de Passira
Fontes: American Magazine, Washington Post, The New York Times, The Daily Beast, Publico, Radio Vaticano , G1, Reuters

Com o título ”Um grande coração aberto a Deus” a revista jesuíta La Civiltà Cattolica, publicou uma longa entrevista com o Papa Francisco, onde ele afirmou que a Igreja Católica deve abandonar sua obsessão com pregações a respeito do aborto, da contracepção e da homossexualidade sob o risco de que todo o seu edifício moral desabe "como um castelo de cartas".

Em uma conversa excepcionalmente franca Francisco disse que a Igreja "se fechou em coisas pequenas, em regras tacanhas" e que não deveria ser tão ávida em condenar os outros.

Os padres, disse o papa, deveriam ser mais acolhedores, e não burocratas frios e dogmáticos. O confessionário, afirmou, "não é uma câmara de tortura, e sim um lugar em que a misericórdia do Senhor nos motiva a melhorarmos".

Seus comentários foram elogiados por católicos liberais e devem ser vistos com preocupação por conservadores. O pontífice argentino, primeiro papa não-europeu em 1.300 anos e primeiro jesuíta a ocupar o cargo, não citou a perspectiva de uma mudança iminente nos ensinamentos morais.

Mas, na longa entrevista ao padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista Civiltà Cattolica, ele disse que a Igreja precisa encontrar um novo equilíbrio entre a preservação das regras e o exercício da misericórdia. "Do contrário, até o edifício moral da Igreja deve cair como um castelo de cartas."

Francisco também acenou com a possibilidade de um maior envolvimento das mulheres na Igreja, mas deixou claro que isso não incluirá a ordenação de mulheres.

Foto: Alessandro Di Meo/European Pressphoto Agency

O Papa criticou a igreja por "colocar os dogmas antes do amor".

SOCIALMENTE FERIDOS

Contrariando a posição de seu antecessor, Bento 16, segundo quem a homossexualidade é um distúrbio intrínseco, Francisco disse que, ao ouvir homossexuais se queixarem que sempre foram condenados pela Igreja e que se sentiam "feridos socialmente", ele respondeu que "a Igreja não quer fazer isso".

O papa reafirmou as declarações feitas inicialmente no avião que o levou de volta à Itália após visita ao Brasil, em julho, quando disse que não poderia recriminar homossexuais que tenham boa vontade e que busquem Deus.

"A religião tem o direito de expressar sua opinião a serviço da gente, mas Deus na criação nos deixou livres. Não é possível interferir espiritualmente na vida de uma pessoa", afirmou o pontífice.

A Igreja, prosseguiu, deve se enxergar como "um hospital de campanha após uma batalha", tentando curar as feridas mais graves da sociedade, sem ficar "obcecada com a transmissão de uma multidão desconjuntada de doutrinas a serem impostas insistentemente".

O diretor do grupo liberal Fé na Vida Pública, John Gehring, disse que "este papa está resgatando a Igreja daqueles que pensam que condenar gays e se opor à contracepção define o que significa ser católico real".

"É uma mudança notável e refrescante."

Francisco mencionou as críticas contra ele no meio conservador.

"Nós não podemos insistir somente sobre questões relacionadas ao aborto, o casamento gay e o uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não falei muito sobre essas coisas e fui repreendido por isso", disse ele.

Na semana passada, o bispo Thomas J. Tobin, de Providence, Rhode Island, falou em nome de muitos católicos conservadores quando disse que estava desapontado que o papa não tinha abordado o "mal do aborto" mais diretamente para encorajar ativistas antiaborto.

"Acho que este é o verdadeiro início de seu pontificado", disse Massimo Faggioli, teólogo da Universidade de St. Thomas em St. Paul, Minnesota. "O quadro geral é uma Igreja que não está impondo um teste às pessoas antes mesmo de pensarem se ficam ou saem."


Leia a entrevita completa no site da La Civiltà Cattolica

21 de jul. de 2013

Papa Francisco é capa da Time: "O Papa do povo"

BRASIL – Jornada da Juventude
Papa Francisco é capa daTime: "O Papa do povo"
Com o título de "O Papa do povo" na capa e "Um Papa para os pobres" na matéria interna, a publicação traz um perfil do pontífice argentino, às vésperas de sua vinda para a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. A publicação questiona-se se o novo Papa poderá recuperar a Igreja Católica na América Latina.


Capa da Revista 'Time', que se refere a Francisco como 'o papa do povo'

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Time, Yahoo, Exame

O papa Francisco, que na segunda-feira da semana que vem chega ao Brasil em sua primeira viagem oficial para liderar a Jornada Mundial da Juventude, é capa da revista "Time", que o definiu como "o papa do povo".

Apenas quatro meses após o início do pontificado do primeiro papa latino-americano da história, a "Time" dedica ao argentino Francisco uma edição que elogia suas primeiras decisões e questiona se ele será capaz de recuperar a relevância da Igreja Católica na América Latina.

A foto escolhida para a capa, que chega às bancas no dia 29 de julho, logo após o fim da Jornada Mundial da Juventude, mostra o papa de perfil à meia luz, com uma expressão doce e uma suave luz branca iluminando parte de seu rosto.

A revista não hesita em qualificar Francisco como "o papa dos pobres" e ressalta suas diferenças ao "renunciar a viver em seu palácio" e ao escolher Brasil para sua primeira viagem oficial. "Um papa para os esquecidos, um papa para os abandonados de Deus", escreveram os jornalistas da Time.

A foto de Francisco será capa em três das quatro edições internacionais de "Time" (Europa, Oriente Médio e África, Ásia e Pacífico Sul), enquanto a edição dos EUA tem como destaque a polêmica sobre o julgamento pela morte do jovem afro-americano da Flórida Trayvon Martin.

25 de jun. de 2013

Ausência do Papa, a concerto, é vista como mais uma mensagem de repúdio a pompa do Vaticano

ROMA - Igreja Católica
Ausência do Papa, a concerto, é vista como mais
uma mensagem de repúdio a pompa do Vaticano
O Papa teria ditto que não queria ser tratado como um "soberano do Renascimento", explicando sua ausência do suntuoso concerto do Ano da Fé, frequentado por Cardeais, Diplomatas e alta sociedade romana. A cadeira vazia neste sábado, 22, é um símbolo do seu estilo desapegado a pompa, justificando suas recentes palavras que de o "mundanismo espiritual" era a "lepra" da Igreja.

Foto: Giampiero Sposito/Reuters

A simbolica cadeira vazia, no concerto de gala, que deveria ser ocupada pelo Papa Francisco causou constrangimento entre religiosos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Corriere della Sera , Folha de S. Paulo, Polis Blog, La Stampa, Reuters

No dia 23 de junho, às 17:30, na Sala Paulo VI, no Vaticano, aconteceu um Grande Concerto de música clássica, patrocinado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, por ocasião do Ano da Fé.

O Papa Francisco deveria esta lá para assistir a Orquestra Sinfonica Nazionale della RAI, conduzido por Juraj Valčuha, executar a Sinfonia n. 9 em D menor op. 125 para solistas, coro e orquestra, de Ludwig van Beethoven, acompanhado pelo Coro da Accademia Nazionale di Santa Cecilia.

O evento foi promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, presidido pelo Arcebispo Rino Fisichella, que tinha o Papa, como convidado de honra.

O não comparecimento do papa Francisco ao concerto segundo analistas foi outro sinal claro de que ele fará as coisas à sua maneira, repudiará e se afastará do estilo de vida luxuoso do Vaticano.

O concerto de gala de música clássica, no sábado, foi agendado antes de sua eleição, em março. A poltrona papal branca e vazia postada no local de honra causou desconforto aos perplexos religiosos.

Minutos antes do início do concerto, Monsenhor Fisichella, leu para a plateia, composta de cardeais e dignitários italianos, uma mensagem do Papa, dizendo que "um compromisso urgente e inadiável" impediu sua presença ao evento.

Os prelados asseguraram que a saúde não foi o motivo para o não comparecimento. Os lideres religiosos da Igreja Católica presentes pareceram desorientados, assimilando a mensagem papal de que, com a Igreja em crise, ele --e talvez eles-- tinha trabalhos pastorais mais importantes e urgentes a realizar do que comparecer a eventos sociais.

"Pegou-nos de surpresa", disse uma fonte do Vaticano na segunda-feira. "Ainda estamos em um período de adaptação. Ele ainda está aprendendo a ser Papa e nós ainda estamos aprendendo o modo como ele quer fazer isso", disse.

"Na Argentina, eles provavelmente sabiam que não deveriam organizar eventos sociais como concertos para ele porque ele provavelmente não iria", disse a fonte, que falou sob anonimato.

A imagem da cadeira vazia foi utilizada pelos principais jornais italianos e correu o mundo. O "Corriere della Sera" na segunda-feira descreveu sua decisão como "uma demonstração de força" para ilustrar o estilo simples que quer que as autoridades eclesiásticas adotem.

A agência de notícias Reuters, deu como manchete: "Desdém" do papa a concerto espanta cardeais."

Desde a sua eleição, em 13 de março, Francisco, o ex-cardeal Jorge Bergoglio da Argentina, não passou uma única noite nos opulentos e espaçosos apartamentos papais.

Ele preferiu viver em uma pequena suíte em uma movimentada pousada do Vaticano, onde faz a maioria das refeições em um salão de jantar comunitário e reza a missa todas as manhãs na capela da pousada, em vez de na capela privada do papa no Palácio Apostólico.

Na véspera do concerto, Francisco disse que os bispos deveriam ser "próximos do povo" e não ter "a mentalidade de um príncipe".

No sábado, enquanto o concerto acontecia em um auditório a poucos metros de distância, Francisco supostamente trabalhava em novas nomeações para a Cúria, a problemática administração central do Vaticano.

A administração foi responsabilizada por alguns dos contratempos e escândalos que atormentaram o mandato de oito anos do papa Bento antes de ele renunciar em fevereiro.

Francisco herdou uma Igreja que luta para lidar com o abuso sexual de crianças por padres, a suposta corrupção e rixas internas na Cúria, e o conflito sobre o funcionamento do banco do Vaticano, atolado em escândalos.

Portanto não tem tempo nem vontade de ficar assistindo a concertos pomposos.

17 de jun. de 2013

Papa Francisco abençoa motoqueiros da Harley-Davidson

ROMA - Vaticano
Papa abençoa motoqueiros da Harley-Davidson
Praça de São Pedro, em Roma foi invadida pacificamente por uma multidão de centena de motociclista de todo o mundo, numa ensurdecedora oração de motores acelerados. Eram os usuários da lendária motocicleta americana Harley-Davidson, que comemoram os 110 anos da marca, que foram ao Vaticano receber a benção papal.

Foto: Riccardo De Luca/Associated Press

Papa Francisco abençoa os fiéis na Praça de São Pedro, entre eles centenas de motoqueiros

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, New York Daily, Le Figaro, Corriere della Sera, The Guardian, BBC - Europe

O Papa Francisco deu neste domingo (16) sua bênção a muitos motociclistas que vieram ao Vaticano com suas motos Harley-Davidson. Eles comemoram, em Roma, os 110 anos da lendária fabricante de motos de Milwaukee, nos EUA.

Francisco passou pela Via della Conziliazone, fora do Vaticano, para saudar e abençoar as pessoas que estavam ali, entre ele os motociclistas. Durante as comemorações, cerca de 100.000 foram a capital italiana para celebrar.

Foto: Andrew Medichini/AP

Milhares de motoqueiros invadiram Roma neste fim de semana, nas comemorações de aniversário da Harley

No início do mês, o Brasil foi palco das festividades da empresa norte-americana, quando um desfile reuniu 2.000 motos em São Paulo. O próximo passo das comemorações de 110 anos de aniversário, que também já passou pela China, será a cidade natal da empresa, em Milwaukee. De 29 de agosto e 1º de setembro são esperadas 200.000 pessoas para a festa, que completará os 12 locais escolhidos pela empresa.

Foto: Max Rossi/Reuters

Lembranças do dia da benção dos motoqueiros

Na quarta-feira (12), a Harley-Davidson deu ao Papa Francisco uma jaqueta de couro da marca e uma pintura feita especialmente para o pontífice, com uma motocicleta no Vaticano.

Foto: Alberto Pizzoli/AFP


Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Papa Francisco acabou ganhando fãs inesperados


8 de jun. de 2013

Vai ser pedida extradição de israelita condenado por trafico de órgãos humanos em Pernambuc0

BRASIL - ITÁLIA - Pernambuco
Será pedida extradição, para o Recife, do major israelense, traficante de órgãos, preso em Roma
Gedalya Tauber, ex-oficial do exército de Israel, foi preso no aeroporto de Roma, na Itália. Contra ele havia um mandato de prisão internacional expedido pela Interpol. Ele foi condenado, a 11 anos e nove meses de prisão, por ter aliciado, entre 2002-2003, cerca de 30 moradores de áreas pobres do Recife, a doarem rins, mediante pagamento

Foto: Ansa/Corriere Adriatico

Gedalya Tauber, o traficante de órgãos, prisão no aeroporto Leonardo da Vincci, em Roma

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1 - PE, Diario de Pernambuco, Corriere della Sera, La Repubblica, Il Messaggero,
Polícia Federal

O superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Marcelo Diniz Cordeiro, afirmou nesta sexta-feira (7) que o governo brasileiro vai pedir a extradição do ex-oficial do exército israelense, Gedalya Tauber, major da reserva, preso nesta quinta-feira (6), na Itália, condenado por liderar uma quadrilha de tráfico de órgãos com atuação em bairros pobres do Recife.

Gedalya Tauber, de 77 anos, acabou preso no aeroporto Leonardo da Vincci, em Fiumicino, Roma, quando tentava entrar na Itália vindo de Boston, nos Estados Unidos.

Os policiais da aduana italiana desconfiaram da legitimidade do passaporte apresentado pelo israelense e ao fazerem uma pesquisa na base de dados da Interpol, descobriram que o ex-oficial era procurado em todo o mundo desde 2009.

Tauber estava em liberdade condicional quando conseguiu o benefício de viajar a Tel Aviv, Israel, sua terra natal, com o compromisso de voltar.

Seu bom comportamento carcerário e com a pena quase cumprida, fez com que o juiz das execuções penais, permitisse que ele viajasse. Como não retornou no prazo previsto, teve o livramento condicional revogado e a prisão decretada em 29 de outubro de 2010 pelo juiz Abner Apolinário da Silva. Desde então, estava sendo procurado em todo o mundo, inclusive pela Interpol.

Depois de ser preso pela primeira vez, em Recife, Gedalya passou por várias unidades prisionais até ir parar na Penitenciária Agro-industrial São João, em Itamaracá, em março de 2007, quando obteve a progressão de regime para o semiaberto.

Foto: Alejandro Zambrana/Esp.DP/D.A Pr

Tauber , em 2003, quando da sua prisão no Recife

Em dezembro do mesmo ano, conseguiu a liberdade condicional, o que o obrigava a se apresentar à Justiça uma vez no mês. Inicialmente condenado a uma pena de 11 anos e nove meses, Gedalya conseguiu a comutação (redução) da pena em novembro de 2008 para oito anos e nove meses.

A organização criminosa que Tauber liderava aliciou, a partir de 2002, entre 30 a 47 moradores de áreas carentes da capital pernambucana para venderem seus próprios órgãos.

Os principais jornais italianos noticiaram a prisão, porém, informaram aos seus leitores, que o israelense havia sido condenado a prisão perpétua no Brasil, na verdade não existe a pena de prisão perpétua, no Brasil.

A quadrilha a qual ele fazia parte terminou sendo desarticulada pela Operação Bisturi, realizada entre março e dezembro de 2003. Ao todo, 34 integrantes da quadrilha foram condenadas, sendo 12 no Brasil, duas em Israel e 20 na África do Sul.

Na maioria dos casos, as pessoas doavam os rins, que podiam render entre US$ 6 a US$ 12 mil dependendo da idade do doador e das condições do órgão. As pessoas eram levadas a um hospital em Durban, na África do Sul, onde retiravam os órgãos e os transplantavam em outra pessoa.

Durante as investigações, constatou-se que Gedalya Tauber era o chefe da organização criminosa, responsável pelo suporte econômico da quadrilha trazendo dinheiro para o Brasil para a cooptação das vítimas, pagando pelos órgãos e pelas despesas médicas, viagens, hospitais, etc.

Foto: Reprodução

Um dos “doadores”, no aeroporto da Africa do Sul

Os órgãos, quase em sua totalidade rins, eram oferecidos para pacientes de Israel e África do Sul, no intuito também, de aplicar um golpe no sistema de saúde de Israel, que indenizava cada cirurgia com o valor de U$ 150 mil dólares.

As pessoas que faziam a cirurgia, instruídas pela quadrilha, assinavam uma declaração afirmando que a pessoa que receberia o órgão era seu parente. Após recebimento dos valores a quadrilha pagava o dinheiro pertinente à pessoa que se submetia a intervenção cirúrgica para retirada do órgão (valores que oscilava de R$ 5 mil a R$ 30 mil) e dividia o restante com todos os integrantes da quadrilha que chegava a ser vinte vezes mais do que os brasileiros recebiam.

Detalhe da imagem do site do jornal "La Republica"

Site do jornal italiano "La Repubblica", noticiando a prisão

No Recife, o esquema era comandado por Ivan Bonifácio, conhecido com capitão Bonifácio, condenado a dez anos de reclusão, e sua esposa Eldênia de Souza, condenada a quatro anos e sete meses. O casal agia junto com o doutor José Sílvio Bourdoux, capitão médico da Polícia Militar, condenado a sete anos e quatro meses de reclusão, que utilizava seu consultório para emitir as solicitações de exame a respeito da compatibilização com o recebedor do transplante.

Ao final do processo foram condenadas 12 pessoas no Brasil (aliciadoras), duas em Israel (responsável pelo fraude no Sistema de Saúde para realização das cirurgias) e 20 na África do Sul (médicos e enfermeiras que realizavam as cirurgias).

Durante as investigações, foi detectada a ida de 47 pessoas para o Hospital Sant Agostini em Durban, na África do Sul. Embora no processo criminal, conste apenas 19 “doadores”, por falta de provas, nos outros casos.

O esquema criminoso começou a ruir, quando alguns “doadores” descobriram que haviam recebido quantias bastante inferiores, a outros, pela “doação”. Sentindo-se burlados queixaram-se à policia.

Estima-se que aproximadamente U$ 4 milhões de dólares foram movimentados pela quadrilha.

Não tivesse fugido, Tauber, que estava em liberdade condicional, com direito até de fazer uma viagem internacional, já teria cumprido à sentença, e não teria mais nenhuma conta a prestar à justiça brasileira. Quebrada a condicional, voltará ao regime fechado por pelo menos três anos.


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2 de mai. de 2013

Bento XVI retorna ao Vaticano

VATICANO
Bento XVI retorna ao Vaticano
O Papa Francisco recebeu o seu antecessor, Papa Emérito Bento XVI, que esta tarde regressou ao Vaticano após ter abdicado a 28 de fevereiro de 2013. Bento XVI, de 86 anos, tem vivido desde então no palácio de Castel Gandolfo. Ele foi cumprimentado pelo seu sucessor, o papa Francisco, antes de ser levado a seus aposentos em um ex-monastério.

Foto: Claudio Peri/EPA

Bento XVI chegando de helicóptero ao Vaticano

Foto: Claudio Peri/EPA

O encontro inédito entre dois Papas dentro do Vaticano

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, G1, La Repubblica, Corriere della Sera

O papa emérito Bento 16 retornou ao Vaticano, nesta quinta-feira, para estabelecer residência permanente durante sua aposentadoria. O pontífice, que tem 86 anos, foi levado ao Vaticano, de helicóptero, da residência de verão dos papas, em Castel Gandolfo, próximo de Roma.

O Papa Francisco recebeu pessoalmente o Papa emérito Bento XVI no Vaticano, em um retorno que marca o início de uma convivência sem precedentes entre dois pontífices.

"O papa Francisco o recebeu com grande fraternidade e cordialidade. Depois se dirigiram à capela do mosteiro para uma breve oração", disse em um comunicado a Santa Sé.

O encontro aconteceu pouco depois que o helicóptero em que viajou o Papa emérito desde Castel Gandolfo aterrissou no heliporto do Vaticano, às 16h49 horas locais (11h49 de Brasília). Em seguida, ele seguiu em um veículo até o mosteiro.

Esta é a segunda vez que os dois Papas se encontram pessoalmente. A primeira foi em 23 de março, quando o Papa Francisco viajou para Castel Gandolfo para saudar e almoçar com Ratzinger.

Esta é a primeira vez na história que dois Papas convivem dentro dos muros do Vaticano, os dois vestidos de branco e sob o título de "Sua Santidade".

Bento XVI passou os últimos meses na residência de verão papal, 25 km ao sul de Roma, onde permaneceu isolado do mundo, à exceção de algumas poucas fotografias tiradas enquanto passeava junto ao seu secretário e do encontro com o novo pontífice.

Bento XVI chegou de carro do heliporto ao mosteiro onde era esperado pelo Papa Francisco.

Desde a sua eleição, no dia 13 de março, Francisco manifestou em várias oportunidades a amizade que tem com seu antecessor, com quem conversou por telefone e celebrou uma missa em homenagem ao seu recente aniversário.

Bento XVI viverá em sua nova residência com um pequeno grupo de assistentes, entre eles seu secretário particular, o bispo alemão Georg Gänswein.

O correspondente da BBC no Vaticano disse que há especulações sobre uma decaída em suas condições de saúde desde a abdicação em fevereiro.

23 de mar. de 2013

Histórico encontro entre o Papa Francisco e Bento 16

VATICANO
Histórico encontro entre o Papa Francisco e Bento 16
Francisco almoçou nesse sábado com seu antecessor, Bento 16, em Castel Gandolfo, no sul de Roma. Em 600 anos um encontro desse não acontecia: dois Papas, vivos se confraternizando.

Foto: L’Osservatore Romano/Reuters

Um jornal italiano diz na manchete: Bergoglio encontra Ratzinger em Castelgandolfo. Assim reunidos ficou evidente o peso de 10 anos de diferença de idade entre os dois pontífices. O Argentino tem 76 e o alemão completa no próximo mês 86.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: , BBC Brasil, NBC News, La Repubblica, The Guardian, Le Monde, Il Messaggero

O papa Francisco almoçou nesse sábado com seu antecessor, Bento 16, em Castel Gandolfo, no sul de Roma. É a primeira vez que um encontro desse tipo acontece em 600 anos.

Francisco foi levado de helicóptero do Vaticano até Castel Gandolfo, onde o papa emérito vive desde sua renúncia ao pontificado

O cardeal argentino Jorge Maria Bergoglio foi eleito como líder da Igreja Católica no dia 13 de março.

O Vaticano não divulgou nenhum comunicado oficial sobre o encontro, mas o correspondente da BBC em Roma, David Willey, diz que o encontro teve uma mistura calculada de informalidade e formalidade, em meio a especulações sobre como o protocolo atual do Vaticano lidaria com a situação.

O papa emérito abraçou Francisco em sua chegada no heliporto de Castel Gandolfo, usando o casaco branco com o qual já havia sido visto caminhando pela propriedade.

Os dois pontífices, vestidos de branco, trocaram presentes e rezaram juntos na capela privada do local.

Francisco insistiu em ajoelhar-se ao lado de Bento 16 e não usou o genuflexório especial preparado para ele. "Não! Nós somos irmãos, rezamos juntos!", disse o novo pontífice.

Foto: ANSA

No encontro privado, os dois devem ter tratados sobre os temas polêmicos

TEMAS DELICADOS

Na agenda do encontro dos sacerdotes estavam assuntos polêmicos que serão herdados pelo cardeal argentino em seu pontificado, incluindo um documento secreto preparado por Bento 16 sobre o escândalo de vazamento de documentos no ano passado.

O novo líder da Igreja Católica é geralmente eleito após a morte de seu antecessor e não há nenhum registro público de encontros anteriores entre um papa em exercício e um ex-papa.

Em 1294, Celestino 5º renunciou após cinco meses como papa. Bonifácio 8º foi eleito dias depois e ordenou a prisão do pontífice anterior. Celestino faleceu um ano depois.

O papa Francisco falou com carinho sobre seu antecessor no cargo. Um de seus primeiros atos como papa foi um telefonema para Bento 16.

Foto: Assaocieted Press

Francisco rejeitou genuflexório papal e rezou ao lado de antecessor

O pontífice emérito deverá permanecer na residência de verão em Roma até que novas acomodações sejam preparadas para ele dentro do Vaticano - previstas para o fim de abril.

Já Francisco começa essa semana a temporada litúrgica mais importante da Igreja, com a missa do Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, que dá início à semana da Páscoa.

Foto: La Presse

Pontífices trocaram presentes durante encontro


20 de mar. de 2013

Dilma esbanja em viagem à Roma

BRASIL
Dilma esbanja em viagem à Roma
A presidenta não quis ficar na residência oficial da Embaixada do Brasil, instalada num amplo palacete no centro histórico de Roma, onde os outros presidentes sempre se hospedaram, inclusive Lula. Optou por um hotel de luxo, e com sua comitiva ocupou 52 quartos de hotel e alugou uma frota de 17 carros. Foi uma das primeiras mandatárias a chegar, na madrugada do sábado, para a posse do Papa e a última a sair

Foto: Juliana Cardilli/ G1

Fica estranho o esbanjamento da presidente (na foto no hall do suntuoso hotel), conhecida pela sovinice em gastar seu próprio dinheiro, e que foi a posse de um Papa que prega a humildade e a opção pelos pobres.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha S. Paulo, G1, G1

A viagem da comitiva da presidente Dilma Rousseff para a missa inaugural do papa Francisco, em Roma, envolveu o aluguel de 52 quartos de hotel e 17 veículos, segundo reportagem de Fabiano Maisonnave, para o jornal Folha de S. Paulo.

Fotos: Divulgação



Fachada e hall do hotel Westin Excelsior, na Via Veneto, Roma, Itália


Um dos comodos da suite presidencial do Hotel - onde Dilma ficou- diária de de R$ 7.700,00

Dilma, quatro ministros, assessores mais próximos e seguranças se hospedaram no hotel Westin Excelsior, na Via Veneto, um dos endereços mais sofisticados de Roma, num total previsto de 30 quartos.

Um deles foi transformado em escritório para a Presidência da República.

A diária da suíte presidencial custa cerca de R$ 7.700, enquanto o quarto mais barato fica por R$ 910.

Mais outros 22 quartos, foram ocupado pelo pessoal de apoio, num hotel próximo.

Foto: Andreas Solaro/France Presse

Palacete da embaixada brasileira em Roma, em frente a fonte del Moro, na praça Navona, rejeitado por Dilma. Onde os outros presidentes brasileiros, inclusive Lula, constumavam se hospedar.

A presidente não quis ficar na residência oficial da Embaixada do Brasil, instalada num amplo palacete no centro histórico de Roma e que costuma receber mandatários do país.

Foi o caso do ex-presidente Lula, em 2005, quando participou do funeral do papa João Paulo 2º.

Segundo a assessoria da Presidência, Dilma prefere hotéis por facilitar a rotina de trabalho.

No caso específico de Roma, outro motivo é que a representação brasileira está temporariamente sem embaixador.

Já a frota alugada inclui sete veículos sedan com motorista, um carro blindado de luxo, quatro vans executivas com capacidade para 15 pessoas cada, um micro-ônibus e um veículo destinado aos seguranças.

Apenas para o transporte de bagagens e equipamentos, Dilma contou com um caminhão-baú e dois furgões.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma foi uma das primeiras a chegar à Roma e uma das últimas a deixar a capital italiana

A presidente chegou no domingo à tarde em Roma, quando aproveitou para visitar duas igrejas históricas.

Anteontem, visitou uma exposição do pintor italiano Ticiano, e sem pauta, se reuniu com o ex-ministro de Lula José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO (organização da ONU para agricultura e alimentação) e com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, que está em fim de mandato, apenas para passar o tempo.

Ontem, Dilma participou da missa inaugural de Francisco e se reuniu brevemente com o presidente da Eslovênia, Borut Pahor, país europeu de cerca de dois milhões de habitantes.

Também teve uma breve reunião com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que não estava prevista. As duas tricotaram por cerca de 15 minutos.

Hoje, Dilma teve uma reunião bilateral com o Papa Francisco pela manhã e finalmente embarcou de volta para o Brasil.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff, que ficou mais um dia a mais em Roma, para uma reunião de 30 minutos com o Papa Francisco.

Em nota, a assessoria do PPS informou que o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) vai cobrar do Palácio do Planalto mais informações sobre o custo total da viagem da presidente a Roma. O partido também quer o gasto total dos deslocamentos da presidente ao exterior desde o início do mandato.


19 de mar. de 2013

Missa inaugural do Papa Francisco

VATICANO - Roma
Missa inaugural do Papa Francisco
''Vá, Francisco, arrume a minha casa'', foi com essas palavras, escritas em italiano, que um grupo de fiéis esperava o papa Francisco no dia de seu entronamento, nesta quarta-feira, em Roma, na praça São Pedro. O primeiro papa latino-americano, que assume após a primeira renúncia de um pontífice em quase 600 anos, tomou posse oficialmente como papa com muitos católicos ainda chocados com os recentes escândalos financeiros e sexuais que abalaram a Igreja.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Postado por Toinho de Passira
Texto de
Fontes: Reuters, The New York Times, Stern, Paris Match, Le Figaro, BBC Brasil

O papa Francisco inaugurou oficialmente seu pontificado, nesta terça-feira, com um pronunciamento em que pregou a defesa do meio ambiente e dos mais fracos da sociedade, alertando que o caminho contrário leva à morte e à destruição.

Falando a cerca de 200 mil pessoas e muitos dignitários estrangeiros reunidos em um dia ensolarado na Praça de São Pedro, o papa argentino salientou a mensagem que tem sido constante desde sua eleição no conclave da semana passada: que a missão da Igreja é defender os pobres e os desprivilegiados.

Foto: Filippo Monteforte/AFP

Em conformidade com essa mensagem, a missa celebrada nas escadarias da gigantesca Basílica de São Pedro foi mais simples do que o esplendor barroco que cercou a inauguração do seu antecessor, Bento 16, em 2005.

A missão da Igreja "significa respeitar cada criatura de Deus e respeitar o ambiente em que vivemos. Significa proteger as pessoas, mostrar preocupação amorosa por cada pessoa, especialmente as crianças, os idosos, os necessitados, que muitas vezes são os últimos em quem pensamos", disse ele na homilia.

O argentino Jorge Mario Bergoglio assumiu o inédito nome papal numa homenagem a São Francisco de Assis, símbolo da pobreza, simplicidade, caridade e amor pela natureza.

O papa disse que, sempre que os seres humanos deixam de cuidar do meio ambiente ou uns dos outros, "abre-se o caminho para a destruição, e os corações se endurecem. Tragicamente, em cada período da história, há os Herodes que tramam a morte, causam a destruição e estragam o semblante de homens e mulheres."

Foto: Claudio Peri/DPA

A simplicidade demonstrada por Francisco, primeiro papa jesuíta, alimenta esperanças de mudança e renovação numa Igreja assolada por uma grave crise global.

"Ele é uma pessoa simples, humilde, não é como os papas intocáveis, ele parece alguém a quem as pessoas normais podem abordar", disse, no meio da multidão, o eletricista argentino Cirigliano Valetin, de 51 anos, que trabalha no sul da Itália.

Francisco herda uma Igreja imersa em escândalos decorrentes dos casos de pedofilia do clero e do vazamento de documentos que expuseram situações de corrupção e rivalidade entre cardeais da Cúria Romana.

Ele também foi acusado por alguns críticos de não se empenhar suficientemente contra os abusos aos direitos humanos ocorridos durante a ditadura militar argentina (1976-83), quando cerca de 30 mil esquerdistas foram sequestrados e mortos pelo regime. O Vaticano negou veementemente essas acusações.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Em sua homilia, o novo papa pediu aos líderes mundiais que sejam "protetores uns dos outros e do meio ambiente".

"Não nos esqueçamos que o ódio, a inveja e o orgulho maculam nossas vidas. Sermos protetores, portanto, significa também prestar atenção nas nossas emoções, nos nossos corações."

Foto: Gregorio Borgia/AP

JIPE ABERTO

Antes da missa, ele percorreu a abarrota praça em um jipe branco aberto, abandonando o papamóvel à prova de balas usado com frequência por Bento 16.

O papa parou diversas vezes para cumprimentar algumas pessoas na multidão. Beijou bebês, e saiu do carro em um certo ponto para abençoar uma pessoa com deficiência.

Ele usava vestes brancas simples e sapatos pretos, em contraste com os luxuosos sapatos vermelhos que chamaram atenção quando usados por Bento. Ainda antes da cerimônia, ele recebeu seu recém-cunhado anel de ouro e seu novo pálio, uma faixa de lã a ser usada ao redor do pescoço, que fora colocada durante a noite sobre o túmulo de São Pedro, sob o altar da basílica.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

,A cerimônia foi realizada a partir de um altar sobre os degraus da enorme basílica, e também foi reduzida para duas horas depois de um serviço de três horas em 2005, quando Bento 16 começou seu pontificado.

Após a missa, centenas de padres --protegendo-se do sol em sombrinhas amarelas e brancas, as cores do Vaticano-- distribuíram a comunhão à multidão, enquanto Francisco os observava de um trono elevado atrás do altar.

Ele deixou a basílica em uma fila de cardeais que entoavam uma ladainha pedindo que o novo pontífice tenha ajuda de santos -- incluindo vários que foram papas.<

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

A missa instalou formalmente Francisco como o novo líder dos 1,2 bilhão de católicos do mundo.

Seis monarcas e diversos líderes mundiais, como as presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, da Argentina, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden e a primeira ministra alemão Angela Merkel, acompanharam a missa, em meio a cerca de 130 delegações instaladas numa área especial da escadaria.

Vários líderes de outras religiões também estavam presentes, como o patriarca Bartolomeu, de Istambul -- primeiro líder do cristianismo ortodoxo a comparecer a uma inauguração papal desde o Grande Cisma que dividiu o cristianismo ocidental e oriental, em 1054.

Foto: Reuters

Cristina Kirchner, inconveniente pedido de apoio à reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas

Após a missa, Francisco recebeu os líderes políticos no interior da basílica, mas na segunda-feira ele já teve seu primeiro contato com a diplomacia inerente ao cargo, quando Cristina lhe pediu apoio à reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas, controladas pela Grã-Bretanha. O Vaticano não comentou essa solicitação.

Ele também acabaria por cumprimentar um pária internacional, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que desde 2002 está proibido de viajar à União Europeia por causa de acusações de fraude eleitoral e abusos aos direitos humanos. O Vaticano não é parte da UE, o que permitiu a Mugabe estar presente.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Na segunda-feira, o Vaticano apresentou o novo brasão de armas do papa -- semelhante ao que ele usava como arcebispo de Buenos Aires, com símbolos representando Jesus, Maria e José.

O lema do brasão será "Miserando atque eligendo" ("Tendo tido misericórdia, ele o chamou"), que vem de uma meditação de São Beda, um monge inglês do século 8º, a propósito de uma passagem do Evangelho em que Jesus convida São Mateus para se tornar apóstolo.

Em vários sermões e comentários desde sua surpreendente eleição como papa na quarta-feira passada, Francisco pediu às pessoas que sejam mais misericordiosas e menos propensas a condenarem falhas alheias.

Foto: Victor R. Caivano / AP

Centenas de fiéis Missa relógio Papa Francisco de instalação em uma grande tela do lado de fora da Catedral Metropolitana de Buenos Aires, Argentina, em 19 de março. Ex Argentina cardeal Jorge Mario Bergoglio foi escolhida como líder da Igreja Católica em 13 de março.


14 de mar. de 2013

A surpreendente eleição de um Papa Argentino: Jorge Bergoglio, Papa Francisco

VATICANO – HABEMUS PAPA
A surpreendente eleição de um Papa Argentino:
Jorge Bergoglio, Papa Francisco
Surpresa. Foi assim que grande parte dos fiéis na Praça São Pedro recebeu a notícia de um papa argentino. Logo após dar sua primeira bênção na sacada da basílica, Jorge Bergoglio, agora papa Francisco, brincou que foram buscar um papa "no fim do mundo". Ele fazia referência a uma piada sobre a localização geográfica argentina.

Foto: Christopher Furlong/Getty Images

O novo Papa na sacada da Catedral de São Pedro


As primeiras páginas dos jornais argentinos, Clarin, La Nacion e Tiempo – orgulhosos do Papa patrício

Postado por Toinho de Passira
Fontes: , Reuters , Veja, BBC Brasil, Tiempo Argentino, La Nacion, El Clarin

O novo papa da Igreja Católica, o argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, escolheu o nome Francisco para ser chamado durante seu pontificado. Essa é a primeira vez em que o nome é escolhido por um papa. Segundo o Vaticano, Bergoglio quis fazer uma homenagem a São Francisco de Assis, que amava os pobres.

São Francisco de Assis traduz a personalidade humilde e simples pela qual o argentino, que anda de ônibus e se dedica aos mais pobres, é conhecido. Embora Bergoglio não tenha se formado pela ordem franciscana, sua personalidade se assemelha à de São Francisco de Assis, cujo nome está atrelado à humildade, à simplicidade e à reconstrução da Igreja.

“O papa Francisco pediu ao povo que lhe abençoasse antes de ele dar a benção, o que revela um gesto de humildade característico dos franciscanos”, disse Valeriano dos Santos Costa, diretor da Faculdade de Teologia da PUC de São Paulo.

Foto: Associated Press/Clarin

A fumaça branca dava as boas novas que um novo Papa havia sido escolhido

Foto: Associated Press/Clarin

A bandeira da Argentina tremula vitoriosa na Praça de São Pedro


As primeiras páginas dos jornais argentinos, Clarin, La Nacion e Tiempo – orgulhosos do Papa patrício

reconstrução - William Cook, professor de história da Igreja Católica da Universidade Estadual de Nova York, explica que quando São Francisco recebeu o chamado de Deus, ouviu que deveria reconstruir a Igreja.

“Eu acho que, de alguma forma, ele (o papa Francisco) está proclamando que será um novo dia. Reconstruir a igreja significa reevangelizar. Significa consertar a igreja institucional que ruiu na burocracia do Vaticano”.

O professor acrescenta que Francisco “nunca criticou ninguém sobre seu estilo de vida”.

“Então, eu acho que ele está dando uma declaração, não só de que seu jeito de tratar das coisas é humilde, mas também de que não será acusatório, mas inclusivo”. Para Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da PUC de São Paulo, com a homenagem a São Francisco de Assis, “podemos concluir que ele será um papa com uma grande preocupação com questões de caridade e de ação social”.

Foto: AFP/Clarin

O primeiro aceno para os fiéis

EVANGELIZAÇÃO - Outra característica revelada pelo nome escolhido pelo novo pontífice é a ênfase à nova evangelização. Em relação a isso, o nome também remete a São Francisco Xavier, um santo jesuíta, ordem da qual o argentino também faz parte.

“São Francisco Xavier foi um grande missionário do Oriente”, lembra Ribeiro Neto, acrescentando que o novo papa poderá “apresentar o cristianismo para quem não é cristão”.

“Pode ser, então, que seja um pontificado mais preocupado com a difusão do cristianismo do que com problemas internos da Igreja, embora fatalmente o novo papa tenha de enfrentá-los”.

A característica de evangelização também é encontrada entre os franciscanos que, ao lado dos dominicanos, foram uma das primerias ordens a chegar ao novo mundo, ressalta o professor Cook. “Várias cidades na América Latina têm o nome de São Francisco, Santa Cruz. Os franciscanos foram importantes na evangelização e também representam a ordem que levou o cristianismo para novos lugares”.

“Eu espero que o papa dê continuidade a esse aspecto do próprio Francisco, que foi conhecer um sultão no Egito e o abraçou. Obviamente, o mundo cristão tem que viver pacificamente com o mundo islâmico e isso é outra coisa que nós associamos com São Francisco. Ele também era um amante da natureza. Ele disse que parte de nossas vidas como cristãos deve ser amar e cuidar da terra. E eu espero que Francisco se torne o papa verde”.

O santo, um jovem rico da cidade italiana de Assis, na região da Umbria, renunciou à riqueza e fundou a ordem franciscana em 1209. Patrono da Itália, São Francisco de Assis é frequentemente retratado com pássaros, sendo também patrono da ecologia.

O antecessor de Francisco, o agora papa emérito Bento XVI, escolheu o nome com o intuito de dar continuidade ao papado de Bento XV, que dirigiu o Vaticano durante a I Guerra Mundial, e também em homenagem ao São Bento original, que fundou a Ordem Beneditina e é considerado um dos pioneiros da educação europeia. Karol Wojtyla, ao se tornar papa em 1978, escolheu usar o nome João Paulo II, em deferência ao seu antecessor, que teve um curto papado de pouco mais de um mês.

A tradição de o papa eleito escolher um novo nome teve início no ano 533, quando o pontífice decidiu mudar seu nome original, Mercúrio, que remeteria a um deus pagão, para João, escolha amplamente aceita no Vaticano. Depois dele, todos os papas seguiram a ideia.

Foto: Associated Press/Clarin

A primeira benção "Urbi et Orbi" para a cidade de Roma e para o mundo

ZEBRA - O nome do argentino Jorge Mario Bergoglio não aparecia com destaque. A razão seria sua idade. Aos 76 anos, ele foi eleito papa em um conclave que tinha a expectativa de eleger um pontífice mais jovem, principalmente depois que Bento XVI alegou falta de vigor físico ao renunciar ao pontificado.

Em entrevista ao site de VEJA, o professor americano William Cook, da Universidade do Estado de Nova York, disse que, se não fosse pela idade, o argentino estaria no topo da lista. “As pessoas assumiram que, após quase duas décadas com papas eleitos com idade entre 70 e 80 anos, nós teríamos um papa mais jovem. Um cardeal chegou a dizer que a idade perfeita seria 63 anos. A eleição de Bergoglio foi uma surpresa”.

O professor lembra que Bergoglio esteve entre os mais cotados em 2005, ano em que Joseph Ratzinger foi eleito. Na época, o argentino tinha 69 anos. “Em 2005, ele era claramente o candidato daqueles que se opunham a Ratzinger e procuravam, em vez de continuidade, uma nova expressão da fé depois de 27 anos de João Paulo II”, explica.

Quanto ao estilo de liderança da Igreja Católica, o governo de Francisco deve ser bem distinto do de Bento XVI, marcado por seu estilo elegante e germânico. O argentino, que cozinha sua própria comida e utiliza transporte público para chegar ao trabalho, deve adotar uma forma de vida mais simples, mesmo no papado.

“Ele parece ser, de todas as formas, um homem muito simples, e as pessoas acho que já viram isso. A primeira coisa que Bergoglio pediu foi a benção dos fiéis. É um gesto bonito e, de certa forma simbólica”.

O especialista destaca o fato de Francisco ser um pastor. “Ele foi arcebispo de Buenos Aires por um longo tempo e é muito importante ter um pastor no papado”, diz. “João Paulo II foi um papa incrível porque entendia sua responsabilidade como pastor e, obviamente, o cardeal Ratzinger tinha pouca experiência pastoral. Então, foi mais difícil para ele ser um papa efetivo”.

Foto: Associated Press/NBC News

De uma sacada vizinha os cardeiais eleitores observam a multidão aclamar o novo Papa

NO BRASIL - Sobre a nova evangelização, Cook acredita que o novo papa terá de “mostrar que o cristianismo e o catolicismo, em particular, são relevantes para as vidas de todas as pessoas, não somente a vida dos avós, mas também dos netos”. Uma boa chance de se ter uma ideia de como ele irá comandar essa tarefa será sua participação na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho.

“Ele vai voltar para a América do Sul e estará com milhões de católicos de todo o mundo. Será interessante ver o quão bem ele vai se conectar com eles. Será o lugar para o qual temos que olhar para perceber se conseguirá um bom começo para a nova evangelização”.

Foto: Rout Biswaranjan/AP/Le Figaro

Na India uma escultura de areia homenagea o novo Papa