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26 de abr. de 2014

VADE RETRO! Papa Francisco foge do assédio de Renan Calheiros e de sua trupe endemoniada

BRASIL - VATICANO - Exorcismo
VADE RETRO! Papa Francisco foge do assédio de
Renan Calheiros e de sua trupe endemoniada
O Papa desconfiou que os políticos brasileiros estavam querendo usar a sua imagem nas campanhas eleitorais que se aproxima e resolveu driblar a turma de Renan que ficou chupando o dedo

Foto: ANSA

PREFERIU O POVÃO - Ao sair da Igreja, onde aconteceu a missa, o Papa Francisco, que deixou os políticos brasileiros para trás, não se furtou em cumprimentar e receber calorosas manifestações de carinho da multidão que estava do lado de fora.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Diário do Poder, O Globo, G1, Blog do Garotinho

O papa Francisco deixou inesperadamente a Igreja de Santo Início de Loyola, no centro de Roma, na noite desta quinta-feira, 24, após celebrar missa em ação de graças pela canonização do Padre Anchieta, cancelando uma cerimônia de beija-mão, na qual seria cumprimentado por 50 convidados, numa sala ao lado do altar. A informação é de José Maria Mayrink, enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo.

Seguindo rigidamente a programação e o protocolo, o papa Francisco celebrou a missa em português, em homenagem a volumosa delegação brasileira, mas optou pelo espanhol na hora da homilia, prestigiando os conterrâneos de José de Anchieta, naturais das Ilhas Canárias, cerca de 90 pessoas entre autoridades, sacerdotes e fiéis.

Mas no final da cerimônia, na interpretação dos organizadores da cerimônia, Francisco ficou assustado com o assédio de políticos brasileiros que tentavam se aproximar quando ele falava com o vice-presidente da República, Michel Temer, que veio a Roma representando a presidente Dilma Rousseff.

Os políticos, que pelo protocolo não deveriam se aproximar naquele momento, eram Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e seus colegas Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Ana Rita (PT-ES), além do deputado Esperidião Amin (PP-SC) e o ex-senador Gerson Camata.

Tudo estava preparado para o beija-mão, mas Francisco caminhou até a porta principal do templo, onde foi aplaudido umas 100 pessoas que não tiveram acesso à missa e cercado por um grupo de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas, em meio a um pequeno tumulto.

Em vez de voltar para o beija-mão e de sair por uma porta lateral, o papa pegou seu carro de volta ao Vaticano sem explicações. Alguns convidados acharam que ele estava muito cansado, o que seria natural após a programação da Semana Santa.

Foto: Divulgação

FRUSTRAÇÃO - Renan foi a Roma e não viu o Papa

No seu Blog o deputado Anthony Garotinho, pré candidato ao governo do Rio, não deixa barato, e tirou o maior sarro com o incidente, diz que corre, em Brasília piadas sobre a ida de Renan Calheiros a Roma, onde participou no Vaticano da missa de canonização do Padre José de Anchieta.

Segundo ele, "Renan, que conseguiu o "milagre" de voltar a presidir o Senado mesmo depois de vários escândalos, agora quer saber o que precisa fazer para virar "santo"". Lembra que Renan que também esteve no Vaticano no ano passado, talvez tenha voltado porque daquela vez "não deu tempo de confessar todos os pecados".

Comenta por fim que o "Papa teria se assustou quando viu Renan Calheiros indo na sua direção, e saiu da capela apressadamente", como que tivesse visto o capeta (dizemos nós).

13 de mar. de 2014

Um ano de pontificado do Papa Francisco:
“Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”

ROMA - VATICANO
Um ano de pontificado do Papa Francisco:
“Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”
Num ano, a Igreja começou a mudar. Francisco mudou a forma de ser Papa. Colocou o Evangelho acima da doutrina. É um homem vindo do Sul, o que traduz uma viragem geopolítica. “Francisco é um homem do Novo Mundo”, frisa o jornalista Massimo Franco

Foto: Max Rossi/Reuters

Nunca se vira um Papa tornar-se tão popular em tão poucos minutos, na Praça de São Pedro.
No dia seguinte, a imprensa definia-o como “um Papa de gestos humildes que prenunciam mudanças revolucionárias.”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Jorge Almeida Fernandes
Fonte: Publico

Foi há um ano, pouco depois das 20h30. Houve a fumaça branca. O cardeal Tauran pronunciou o Habemus Papam. Um homem de túnica branca, Jorge Mario Bergoglio, agora Francisco, avançou e saudou os fiéis: “Fratelli e sorelle, buona sera." (Irmãos e irmãs, boa noite.)

Estas cinco palavras começaram a mudar a Igreja Católica. A multidão concentrada na Praça de S. Pedro percebeu e rendeu-se. “Nunca se vira um Papa tornar-se tão popular em tão poucos minutos”, resumiu Odon Vallet, historiador das religiões.

Bastaram 24 horas para que a imprensa o definisse como “um Papa de gestos” – gestos humildes que “prenunciam mudanças revolucionárias”.

Francisco despoja-se da pompa. Reduz ao mínimo as insígnias pontifícias. Recusa viver “no palácio”. Muda a forma de ser Papa. Veste a pele de pastor, “próximo das pessoas como João XXIII” – o “bom Papa João”.

A escolha do nome fez evocar o apelo que em 1205 mudou a vida do poverello de Assis: “Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas.”

“O que torna este Papa tão importante é a rapidez com que captou a esperança dos milhões de pessoas que haviam perdido toda a esperança na Igreja.” – escreveu a revista Time quando, em Dezembro, o elegeu a personalidade do ano. Ou, na expressão de Enzo Bianchi, um monge leigo italiano, despertou nos católicos “o sonho de que uma outra Igreja é possível”.

Foto: Fabio Frustaci/EPA

Popular urbi et orbe

“Quanto desejaria uma Igreja pobre e para os pobres”, disse a 16 de Março, três dias depois da eleição. A sua primeira viagem apostólica, em Julho, foi à ilha de Lampedusa, onde desembarcam milhares de imigrantes. Foi “chorar os mortos que ninguém chora”. Disse o historiador católico Alberto Melloni que a homilia de Lampedusa foi “a homilia programática do pontificado”.

Não tocou só os católicos, mas quase todo o mundo. A sua popularidade, a começar pelas redes sociais, é enorme. Não apenas nos países do Sul. É aplaudido nos países ricos, que acusa de egoísmo. Interroga-se um jornalista: “Por que mistério o líder espiritual de uma religião em perda de velocidade suscita uma tal unanimidade em tantas regiões do mundo?” A que necessidade histórica ou inquietação humana responde? É mais fácil constatar do que responder. O carisma não basta.

Alguns pensam que ele está a dessacralizar a função do Papa, tornando-se demasiado próximo, uma “pessoa normal” como diz. Mas — e esse é o paradoxo — ao fazê-lo está a fortalecer a instituição.

“Graças ao Papa argentino (…) a Igreja transformou-se em poucos meses de ‘acusada global’, pelos escândalos de pedofilia e pela opacidade das suas instituições financeiras, numa autoridade moral de novo escutada e influente”, escreve o jornalista Massimo Franco num livro posto à venda esta semana: Il Vaticano secondo Francesco.

Depois da exortação apostólica A Alegria do Evangelho, publicada em Novembro e olhada por muitos como um libelo anticapitalista, o Financial Times homenageou-o em editorial.

“Primeiro, há a sua modéstia pessoal. Numa era em que muitos estão profundamente preocupados com a vaidade das celebridades e a riqueza dos plutocratas, o Papa tornou-se rapidamente no símbolo global da compaixão e da humildade. (…)

Muitos políticos conservadores discordarão da sua crítica ao ‘capitalismo sem freio’. Mas ele exprime as suas preocupações e ansiedades com uma sinceridade e uma autenticidade que nenhum outro líder mundial consegue igualar.”

O jornalista Eugenio Scalfari, agnóstico e laicista, fundador do La Repubblica, escrevia em Fevereiro com o seu peculiar exagero:

“Roma voltou a ser a capital do mundo. Não é a Itália, mas Roma, a cidade do Papa Francisco, que é o centro do mundo; não Washington, não Brasília, não Moscou, não Tóquio, mas Roma. Não acontecia há dois mil anos, mas agora é assim.” Porquê? Porque o jesuíta franciscano está a fazer uma “revolução contra os mandarins do Vaticano” e contra “os interesses ilícitos, a vaidade dos poderosos, a demagogia, o simplismo, a inconsciência, a irresponsabilidade, o despotismo e o privilégio. Francisco é amigo dos não-crentes que combatem nesta batalha e estes são, por sua vez, amigos seus”.

Foto: Osservatore Romano/Reuters

Um homem do Novo Mundo

“Francisco é um homem do Novo Mundo”, frisa Massimo Franco. "Vem da Argentina, que é o Extremo Ocidente, e é um ‘padre urbano’, o primeiro pontífice filho de uma megalópole, Buenos Aires, com 15 milhões de habitantes, que viveu antecipadamente os problemas com que hoje se debatem a Igreja Católica e o mundo globalizado.”

Mas não é só um padre argentino, jesuíta e “global”. O ponto crucial é ser “um estrangeiro à mentalidade da Cúria romana e eleito depois do trauma da renúncia de Bento XVI. A sua tarefa é desmantelar a corte pontifícia e uma nomenklatura eclesiástica frequentemente virada para si mesma”.

A reestruturação que está a ser operada por Francisco não deixa dúvidas. “O que era periferia de excêntrico torna-se central. É também uma “revolução geopolítica” — assinala Franco. Significa ainda a “exportação de uma visão radicalmente nova do catolicismo para o coração da Roma papal”.

Foto: Franco Origlia/Getty Images
A

Moral e doutrina

A primeira preocupação de Francisco é recentrar o catolicismo na mensagem evangélica e romper com “a Igreja dos interditos”. Defende a liberdade de consciência e adverte os padres: “A Igreja não é uma alfândega e há lá lugar para todos com a sua vida difícil.”

Este foi um dos pontos que maior ressonância teve no Ocidente. O Papa diz que não pode estar sempre a falar no aborto, no casamento gay ou nos métodos contraceptivos.

Quanto aos homossexuais, lançou uma tirada que correu mundo: “Quem sou eu para os julgar?” Quer resolver o problema dos católicos recasados. Mas recusa as “soluções casuísticas”. Propõe um “debate aberto” sobre a família. Será este o tema do sínodo extraordinário dos bispos que decorrerá em Outubro, em Roma.

O Papa não tocou em nenhum ponto da doutrina. Espera-se dele uma Igreja mais aberta, mas não um liberalismo doutrinal. Apoiou o movimento dos católicos franceses contra as leis do aborto e do “casamento para todos”. O aborto? “Trata-se de uma questão de coerência interna da nossa mensagem e não devem esperar que a Igreja mude de posição.” Recusa-se a condenar as pessoas, o que é muito diferente.

A sua atitude é distinta das de João Paulo ou Bento. Estes – diz Henri Tincq – denunciavam a permissividade moral, a modernidade que substitui Deus pelo homem ou a “ditadura do relativismo”. Francisco quer mudar os termos do debate. Diz: “As lamentações que denunciam um mundo bárbaro acabam por provocar dentro da Igreja desejos de ordem, entendida como pura conservação, ou uma reacção de defesa.” Não aceita que a Igreja se feche, exige que saia para fora com vocação missionária — pregar os valores evangélicos.

Sublinhou Francisco que ensinamentos dogmáticos e ensinamentos os morais não são equivalentes: “Devemos encontrar um novo equilíbrio, senão o edifício moral da Igreja corre o risco de se desmoronar como um baralho de cartas.” Não renuncia aos dogmas, mas recusa que eles se tornem uma “obsessão”.

Foto: AFP/Getty Images

As reformas da Igreja

Estamos muito longe de poder fazer um balanço das reformas que, no essencial, estão em fase de projeto e que, de resto, demorarão anos. Mas os sinais estão dados e a reforma da Cúria está em andamento. Durante um ano, de forma doce, Francisco demoliu hábitos com uma marcha de bulldozzer.

São muitos os temas, como a restauração da colegialidade ou a ascensão das mulheres aos cargos de decisão — “A outra metade do mundo não pode continuar a ser excluída”. E, entretanto, repensar a função pontifícia. Ou acabar com o “clericalismo” e com a Igreja fechada em si mesma.

O debate será duro. A Igreja não é monolítica. Nem o Papa pode tudo. Para lá dos conservadores dogmáticos, muitos aceitam que “tudo mude para que tudo fique na mesma”.

A jornalista Isabelle de Gaulmyn resume assim o problema: “Se o Papa Francisco conseguir renovar a Igreja, não será impondo mudanças doutrinais, mas indicando o modo de ser cristão.” Significa colocar “o Evangelho acima da doutrina”.A Igreja e a História

É bom ter presente uma perspectiva histórica. O cristianismo é diferente das outras religiões, escreveu o medievalista Jacques Le Goff, também biógrafo de S. Francisco, após a resignação de Bento XVI. “Primeiro o cristianismo distingue o que pertence a Deus e o que pertence a César, não confunde política e religião. Em segundo lugar, não obstante os atrasos e a lentidão, não obstante as crises que fustigam as religiões, ele soube sempre adaptar-se às mutações profundas do mundo. E creio que estamos a assistir a um destes acontecimentos plurisseculares característicos do cristianismo.”


*Trecho do editorial do Jornal Público de Portugal assinado por Jorge Almeida Fernandes.
Leia a íntegra em:   Um ano de pontificado: “Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”
Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

7 de dez. de 2013

O papa na mira da máfia

VATICANO - Papa Francisco
O papa na mira da máfia
Chefões de grupos criminosos italianos incomodados com as reformas anticorrupção do papa Francisco no Banco Vaticano já pensam em atacar o sumo pontífice

Foto: Giuseppe Ciccia/Demotix

ALVO FÁCIL? - Francisco cercado de seguranças e dentro do papamóvel: cena rara

Postado por Toinho de Passira
Texto de João Loes
Fonte: IstoÉ

Enquanto a maioria dos católicos celebra as reformas do papa Francisco, que, em nove meses de pontificado, goza de popularidade e aceitação raramente vistas entre os ocupantes do cargo, pequenos e poderosos grupos têm mostrado antipatia diante dessas mesmas mudanças. Um deles é a máfia italiana. “Os chefões cujo poder e riqueza vêm de ligações com a Igreja estão cada vez mais nervosos”, diz Nicola Gratteri, promotor-adjunto da diretoria antimáfia do Tribunal Regional da Calábria, no sul da Itália, e autor de cinco livros sobre o tema, sendo o mais recente lançado em outubro, com o título “Água Benta – a Igreja e a Ndrangheta: uma História de Poder, Silêncio e Absolvição” (Ed. Mondadori, 2013).

“Francisco está desmontando centros de poder econômico no Vaticano, e, se os mafiosos tiverem uma chance de dar uma rasteira nele, não hesitarão.” Desde que assumiu o trono de Pedro, em 13 de março, o papa Francisco impôs regras mais rígidas à gestão do Instituto para as Obras da Religião (IOR), também conhecido como Banco Vaticano. Depois de obrigar o banco a respeitar as leis que regem o funcionamento de qualquer instituição financeira internacional semelhante, ele montou uma equipe para acompanhar, diuturnamente, o funcionamento do órgão, comissionou o primeiro relatório sobre lavagem de dinheiro da história da instituição e, na semana passada, anunciou que seu secretário particular, o monsenhor Alfred Xuereb, supervisionaria todos os trabalhos no IOR, reportando-se diretamente a ele. Até o momento, ainda não está descartada a possibilidade de acabar com o Banco Vaticano, já que ele não cumpre mais a função estabelecida em seu estatuto.

Foto: Dario Pignatelli/PI/Glow Images

ALIADO - O monsenhor Alfred Xuereb, secretário particular do papa, será um informante do pontífice dentro do Banco Vaticano

O ódio dos mafiosos a Francisco vem do ímpeto do jesuíta em reformar uma instituição sobre a qual eles têm interesse particular e que sintetiza bem a ideia de “centro de poder econômico”. Criado nos anos 1960 com o intuito de facilitar o trânsito de bens e valores entre organizações católicas pelo mundo, o Banco Vaticano funcionou à margem dos rigores regulatórios impostos a praticamente todas as instituições similares, já que, em princípio, as transações seriam poucas e específicas. Mas, com o tempo, a fragilidade regulatória passou a atrair oportunistas, que, corrompendo religiosos, começaram a usar a estrutura do banco e sua blindagem religiosa para lavar dinheiro. E, sendo a Itália o berço da máfia como grande empresa do crime, não tardou para que os mafiosos percebessem a oportunidade que ali havia. Foi durante os anos 1980 que se viu o auge das promíscuas relações que se estabeleceram entre religiosos e mafiosos por meio do IOR. O exemplo do arcebispo Paul Marcinkus (1927-2006) é lapidar.

Foto: Dario Pignatelli/PI/Glow Images

Sede do Banco Vaticano

Como presidente do Banco Vaticano entre 1971 e 1989, Marcinkus, chamado frequentemente de “banqueiro de Deus”, se envolveu em boa parte dos grandes escândalos financeiros e criminais do país naquele tempo, sendo o maior deles a quebra do Banco Ambrosiano, o segundo grande banco privado da Itália, em 1982. À época, o Banco Vaticano era o maior acionista do Ambrosiano e, com a falência, acabou no olho do furacão das investigações. O que se descobriu foi uma verdadeira teia de corrupção instalada na instituição pontifícia, que envolvia lavagem de dinheiro da máfia, remessas ilegais de ativos e desvios de fundos. A trama engrossou ainda mais com a morte de Roberto Calvi, presidente do Ambrosiano, encontrado pendurado na ponte Black Friars, no centro de Londres, também em 1982. Embora inconclusiva, a investigação do assassinato sugeriu envolvimento da máfia italiana, que teria perdido muito dinheiro com a quebra da instituição, um dos parceiros na lavagem de ativos desse tipo de organização criminosa.

Foto: Vandeville Eric/ABACA/Newscom/Glow

ALERTA - Nicola Gratteri, promotor antimáfia desde 1989, foi quem revelou a ameaça ao pontíficeLEGENDA

Ainda que os mais escabrosos escândalos envolvendo o Banco Vaticano e os mafiosos tenham ficado nos anos 1980, durante os anos 1990 e 2000 a relação Igreja e máfia não deu sinais de ter arrefecido. Até o fim de 2012, por exemplo, graves acusações envolvendo casos de lavagem de dinheiro parecidos com as operações clássicas dos mafiosos ainda eram feitas por órgãos do governo italiano. Em 2010, 23 milhões de euros suspeitos da instituição (R$ 74 milhões) foram bloqueados durante meses pelas autoridades. “O mafioso que lava dinheiro e, dessa maneira, exerce seu poder, é o que se beneficia da conivência da Igreja”, afirma o promotor Gratteri. “São esses os que estão agitados (com a iminência das reformas propostas por Francisco)”, diz ele, que não conhece nenhum plano concreto que ponha em risco o sumo pontífice, mas acredita que a máfia já reflete sobre essa possibilidade.

Estima-se que, somadas, as transações envolvendo dinheiro sujo da máfia italiana cheguem à casa dos 100 bilhões de euros anuais, o equivalente a R$ 322,8 bilhões. É evidente que apenas uma fração dessa fortuna poderia ser lavada pelo Banco Vaticano, mas uma medida clara de Francisco para eliminar quaisquer chances de que isso aconteça teria efeito simbólico gigantesco. Seria o fim de uma relação obtusa e incoerente que, há décadas, alimenta a imagem de uma igreja que prega uma pureza moral que ela não segue. E Francisco, em sua cruzada contra a hipocrisia, parece disposto a acabar com mais essa.

Não são poucas as razões para a máfia se sentir ameaçada por ele. E, tratando-se de uma organização criminosa que tem um histórico de ameaças e assassinatos de religiosos (leia quadro), todo tipo de reação deve ser esperado. Ponderado, Gratteri acha difícil que os capos mandem alguém matar o papa. E, mesmo que a ordem venha, como pontífice, Francisco está sempre bem protegido por um séquito de seguranças muito bem treinados. E é bom que seja assim. Afinal, com jeito desprendido e determinado, o latino-americano não dá sinais de que vai parar depois de completar as reformas que anunciou já no primeiro ano de pontificado. Pelo visto, ainda serão muitos os interesses contrariados.

Foto: Vandeville Eric/ABACA/Newscom/Glow

PROFANO - O arcebispo Paul Marcinkus presidiu o Banco Vaticano entre 1971 e 1989,um tempo de escândalos, corrupção e morte

19 de set. de 2013

Em entrevista Papa Francisco critica obsessão da Igreja com gays, aborto e contracepção

VATICANO
Em entrevista Papa Francisco critica obsessão
da Igreja com gays, aborto e contracepção
O Papa Francisco, na primeira longa entrevista durante seus seis meses de papado, procurou estabelecer um novo tom para a igreja, dizendo que deveria ser uma "casa de todos" e não uma "capelinha", focada na doutrina, a ortodoxia e uma agenda limitada de ensinamentos morais.

Foto: Tony Gentile/Reuters

Quem é Jorge Mario Bergoglio? – perguntou o entrevistador.
Eu sou um pecador. Esta é a definição mais precisa. – respondeu o Papa Francisco

Postado por Toinho de Passira
Fontes: American Magazine, Washington Post, The New York Times, The Daily Beast, Publico, Radio Vaticano , G1, Reuters

Com o título ”Um grande coração aberto a Deus” a revista jesuíta La Civiltà Cattolica, publicou uma longa entrevista com o Papa Francisco, onde ele afirmou que a Igreja Católica deve abandonar sua obsessão com pregações a respeito do aborto, da contracepção e da homossexualidade sob o risco de que todo o seu edifício moral desabe "como um castelo de cartas".

Em uma conversa excepcionalmente franca Francisco disse que a Igreja "se fechou em coisas pequenas, em regras tacanhas" e que não deveria ser tão ávida em condenar os outros.

Os padres, disse o papa, deveriam ser mais acolhedores, e não burocratas frios e dogmáticos. O confessionário, afirmou, "não é uma câmara de tortura, e sim um lugar em que a misericórdia do Senhor nos motiva a melhorarmos".

Seus comentários foram elogiados por católicos liberais e devem ser vistos com preocupação por conservadores. O pontífice argentino, primeiro papa não-europeu em 1.300 anos e primeiro jesuíta a ocupar o cargo, não citou a perspectiva de uma mudança iminente nos ensinamentos morais.

Mas, na longa entrevista ao padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista Civiltà Cattolica, ele disse que a Igreja precisa encontrar um novo equilíbrio entre a preservação das regras e o exercício da misericórdia. "Do contrário, até o edifício moral da Igreja deve cair como um castelo de cartas."

Francisco também acenou com a possibilidade de um maior envolvimento das mulheres na Igreja, mas deixou claro que isso não incluirá a ordenação de mulheres.

Foto: Alessandro Di Meo/European Pressphoto Agency

O Papa criticou a igreja por "colocar os dogmas antes do amor".

SOCIALMENTE FERIDOS

Contrariando a posição de seu antecessor, Bento 16, segundo quem a homossexualidade é um distúrbio intrínseco, Francisco disse que, ao ouvir homossexuais se queixarem que sempre foram condenados pela Igreja e que se sentiam "feridos socialmente", ele respondeu que "a Igreja não quer fazer isso".

O papa reafirmou as declarações feitas inicialmente no avião que o levou de volta à Itália após visita ao Brasil, em julho, quando disse que não poderia recriminar homossexuais que tenham boa vontade e que busquem Deus.

"A religião tem o direito de expressar sua opinião a serviço da gente, mas Deus na criação nos deixou livres. Não é possível interferir espiritualmente na vida de uma pessoa", afirmou o pontífice.

A Igreja, prosseguiu, deve se enxergar como "um hospital de campanha após uma batalha", tentando curar as feridas mais graves da sociedade, sem ficar "obcecada com a transmissão de uma multidão desconjuntada de doutrinas a serem impostas insistentemente".

O diretor do grupo liberal Fé na Vida Pública, John Gehring, disse que "este papa está resgatando a Igreja daqueles que pensam que condenar gays e se opor à contracepção define o que significa ser católico real".

"É uma mudança notável e refrescante."

Francisco mencionou as críticas contra ele no meio conservador.

"Nós não podemos insistir somente sobre questões relacionadas ao aborto, o casamento gay e o uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não falei muito sobre essas coisas e fui repreendido por isso", disse ele.

Na semana passada, o bispo Thomas J. Tobin, de Providence, Rhode Island, falou em nome de muitos católicos conservadores quando disse que estava desapontado que o papa não tinha abordado o "mal do aborto" mais diretamente para encorajar ativistas antiaborto.

"Acho que este é o verdadeiro início de seu pontificado", disse Massimo Faggioli, teólogo da Universidade de St. Thomas em St. Paul, Minnesota. "O quadro geral é uma Igreja que não está impondo um teste às pessoas antes mesmo de pensarem se ficam ou saem."


Leia a entrevita completa no site da La Civiltà Cattolica

31 de jul. de 2013

Banalização do Bem, de Zuenir Ventura, para O Globo

BRASIL - Opinião
Banalização do Bem
A maior novidade do discurso inovador do Papa é que a reforma moral proposta por ele deve passar pelo diálogo e o encontro, não pelo confronto

Foto: Reuters

Postado por Toinho de Passira
Texto de Zuenir Ventura
Fonte:  O Globo

Nesses tempos sombrios de violência, guerra, miséria e fome, em suma, da chamada banalização do Mal, é sintomático que o Papa Francisco tenha conseguido um extraordinário sucesso pregando justamente o contrário, algo como a banalização do Bem.

A sua foi a primeira voz autorizada de alcance planetário a se levantar contra a razão cínica em voga, propondo em seu lugar um círculo virtuoso, uma espécie de revolução ética contra a cultura do provisório, da exclusão e do descartável.

Quem sabe ele não estará pondo fim a um ciclo de produção do mal como energia incontrolável?

O filósofo francês Jean Baudrillard, estudioso do tema e cético quanto à sua erradicação, achava inevitável o funcionamento das sociedades sobre a base da “disfunção, do acidente, do catastrófico, do irracional”.

Na sua opinião, “dizer que tudo isso pode ser exorcizado, erradicado, significa insistir numa perspectiva religiosa da salvação”. Pois durante a semana que passou entre nós, foi nessa perspectiva que o Papa insistiu, distribuindo esperança e atualizando antigos valores e virtudes como a solidariedade e a tolerância, esquecidos ou “fora de moda”.

Ele pode até ser criticado pelo que calou (aborto, preservativo, célula-tronco), mas não pelo que falou de outros temas tabus:

“Se uma pessoa é gay, quem sou eu para julgá-la?” “A mulher na Igreja é mais importante que os bispos e os padres.”

A maior novidade de seu discurso inovador é que a reforma moral proposta por ele deve passar pelo diálogo e o encontro, não pelo confronto. Pela compreensão, não pela animosidade. Nunca pela intransigência e o radicalismo. Essa talvez seja a melhor contribuição para a paz do evangelho segundo Francisco.

29 de jul. de 2013

Papa diz que gays, devem estar integrados e não devem ser julgados ou marginalizados pela sociedade

BRASIL – Papa Francisco no Brasil
Papa diz que gays, ao invés de julgados ou marginalizados, devem integrar a sociedade
Repercutiu em todo mundo, a declaração do Papa Francisco, indicativa de respeito e para com os gays, feita durante voo, de regresso a Roma, na volta da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro

Foto: Luca Zennaro/\Pool/Reuters

Papa Francisco : "Se uma pessoa é gay e procura Deus, quem sou eu para julgá-la?".

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Veja, The Guardian, The New York Times, Corriere della Sera, Clarin, El Pais, Le Monde

O jornal inglês The Guardian, diz que os jornalista que regressavam à Roma, no mesmo voo do Papa, num jato da Alitalia, não esperavam muito da viagem de volta, embora na ida, o Papa Francisco tenha visitado a classe econômica onde se instalara os correspondentes e conversara rapidamente.

A correspondente do Jornal Nacional, a repórter Ilze Scamparini, uma veterana e cobertura do Vaticano, disse que o assunto em pauta, entre os jornalistas, era de que eles, que haviam coberto a viagem do Papa ao Brasil, estavam aparentemente mais cansados, que o Papa Francisco, nos seus 76 anos, que cumprira com desenvoltura e jovialidade, uma exaustiva agenda.

Então aconteceu o inesperado, o papa Francisco, deixou a primeira classe, onde viajava e visitou, novamente, pouco tempo depois da decolagem, a área reservada aos jornalistas, e concedeu de improviso, sem perguntas prévias, sem barreiras, uma longa entrevista coletiva.

O pontífice conversou com os jornalistas por uma hora e vinte e dois minutos, em pé. Francisco fez um balanço da viagem ao Brasil e surpreendeu ao tocar em temas delicados, como a reforma da Cúria Romana, o lobby gay e a evasão de fiéis. E, claro, falou de suas impressões sobre o Brasil.

"Boa noite. Foi uma bela viagem, mas estou bastante cansado", disse o papa aos jornalistas. "A bondade e o coração do povo brasileiro são muito grandes. Esse povo é tão amável, é uma festa. No sofrimento (o povo) sempre acha um caminho para fazer o bem em alguma parte. É um povo alegre, um povo que sofreu tanto. É corajosa a vida dos brasileiros, eles têm um grande coração."

"A atmosfera era de quase incredulidade", disse John L Allen, um veterano observador do Vaticano para o National Catholic Reporter, que estava a bordo do vôo. "Nós nunca vimos algo parecido em 20 anos de cobertura."

O Papa falou de vários temas, de todos que foram levantados pelos jornalistas, mas a resposta que ele deu quando perguntado pela repórter brasileira, Ilze Scamparini, sobre lobby gay no Vaticano, foi o destaque na imprensa internacional.

Francisco disse: "Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la?”

”O catecismo da Igreja católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade". O jornalista registraram também que o Papa usou a palavra "gay" em vez de "homossexual", como preferiam seus antecessores. Um detalhe é que ele agradeceu a jornalista, a pergunta, por ter lhe dado oportunidade de esclarecer seu ponto de vista.

Para o jornal britânico The Guardian, a segunda-feira foi o dia em que o "o papa alcançou o público gay". O jornal americano New York Times, por sua vez, classificou o pronunciamento como "como uma aproximação conciliatória de tirar o fôlego para questões cruciais que dividem os católicos". O periódico também qualificou a conferência como "sem precedentes".

O italiano Corriere Della Sera afirmou que a fala de Francisco foi "uma lição de liberdade que terminou com um aplauso geral de setenta jornalistas de todo o mundo." O Clarín, de Buenos Aires, cidade natal de Jorge Mario Bergoglio, considerou que o papa "abordou quase todas as questões espinhosas que afetam a Igreja". Na visão do jornal espanhol El País, o Papa falou "sem se esquivar dos assuntos mais agudos".

O periódico francês Le Monde interpretou o comportamento transparente de Francisco "como uma tentativa de dar uma outra face à Igreja Católica, se diferenciando de seu antecessor conservador, Bento XVI."

25 de jul. de 2013

"O Papa é muito fofo" e paciente, de Zuenir Ventura, para O Globo

BRASIL – Opinião
"O Papa é muito fofo" e paciente
A tolerância do Papa seria mais uma vez posta à prova no Palácio Guanabara, quando resistiu sem cochilar ao interminável discurso da presidente Dilma

Foto: Domenico Stinellis/Associated Press

Postado por Toinho de Passira
Texto de Zuenir Ventura, para O Globo
Fonte: O Globo

O Papa Francisco, que por um engano de trajeto acabou nos braços do povo, vai encontrar um país onde há descrença na política e uma igreja às voltas com um preocupante declínio. Segundo pesquisa do Datafolha, os católicos ainda são maioria, mas já foram bem mais do que os 57% registrados agora. Em 2007, eram 64%, e há 20 anos, 75%, enquanto cresce o número dos evangélicos, uma concorrência difícil de enfrentar, já que eles praticam uma religião-espetáculo mais midiática, que oferece a preços variados recompensas imediatas aqui na Terra, não só no céu. Em relação aos políticos, o seu choque cultural vai ocorrer quanto aos costumes. Habituado à simplicidade e à moderação, o Jorge Bergoglio, que como cardeal andava de ônibus, e o Francisco, que, como Pontífice, trocou os trajes alegóricos pela batina branca, o sapato vermelho pelo preto, a pompa pelo despojamento, vão estranhar que no Brasil parlamentares e governantes prefiram a mordomia de pegar carona em avião e helicóptero oficiais.

A propósito, dificilmente um político brasileiro passaria pelo teste de popularidade a que foi submetido o Papa logo depois de chegar. Aconteceu quando o carro que o conduzia tomou uma pista errada no Centro da cidade e acabou preso no trânsito, ficando imobilizado por alguns minutos. Imediatamente cercado por uma multidão comovida e excitada, tentando tocá-lo de qualquer maneira, a cena deixou os seguranças tensos com o que poderia acontecer. Assistiu-se, então, a um impressionante e inesperado espetáculo, nunca visto nas ruas do Rio. Sereno e sorridente, sem levantar o vidro que manteve o tempo todo aberto, Francisco parecia achar tudo natural, até mesmo quando, além de mãos e braços, enfiaram pela janela um bebê para que ele beijasse e benzesse.

A tolerância do Papa seria mais uma vez posta à prova no Palácio Guanabara, quando resistiu sem cochilar ao interminável discurso da presidente Dilma, que, em vez de dar rápidas boas-vindas a um viajante exausto, fez um relatório do tipo “olha, Santidade, como estamos trabalhando”. A fala do nosso visitante foi mais curta e mais interessante, com tiradas dignas do grande comunicador que é. Foi muito aplaudido quando disse: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo.” “Cristo bota fé nos jovens.” Por tudo isso, acho que a melhor definição dele foi dada por uma dessas garotas peregrinas que enfeitaram a cidade nestes dias: “O Papa é muito fofo.” E paciente.

24 de jul. de 2013

Papa Francisco, novo garoto propaganda da Fiat

BRASIL – Papa Francisco no Brasil
Papa Francisco, novo garoto propaganda da Fiat
Tentando ser o mais discreto possível, Papa circula pelo Rio de Fiat Idea sem nenhuma alteração. A Fiat cedeu veículos para a Jornada Mundial da Juventude, mais não sabia, a princípio, que o Vaticano, por orientação do Papa Francisco, tinha planos de utilizar um dos modelos, para os deslocamentos onde o papamóvel não será utilizado.

Foto: Hudson Pontes/Agência O Globo

Hoje pela manhã indo para Aparecida no Fiat Idea - "Graças a Deus, estamos muito gratos”, disse um representante da Fiat ao ser questionado sobre a exposição positiva da marca.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época Negócios, Vrum, Estadão, Carros Uol, Facebook - Fiat

O mundo todo assistiu pela televisão, ao vivo a passagem do Papa pelas ruas do Rio de Janeiro a bordo de um Fiat Idea prateado que será o carro constante do Papa Francisco, em sua viagem ao Brasil, todas as vezes que não estiver utilizando o Papa Móvel.

A montadora FIAT não perdeu tempo e publicou em sua página oficial no Facebook uma foto do carro com a frase "Boa Idea, Francisco".

O papamóvel oficial (Mercedes-Benz G500) será substituído em alguns deslocamentos pelo Idea durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.

Foto: Stefano Sales/Agência O Globo

Custa cerca de R$ 45 mil o Fiat Idea que transporta o Papa Francisco no Brasil, escolhido por ser prático (é alto e facilita a entrada e saída) e não é ostensivo, como queria o Papa

Quando soube que o Vaticano havia sinalizado que precisaria de um modelo simples e discreto para transportar o Papa em alguns deslocamentos e a Fiat prontamente colocou à disposição do pontífice o portfólio completo da marca e os coordenadores optaram dois modelos: Idea e Bravo.

Duas unidades do Bravo, um branco e um preto, ambos da versão Essence 1.8 16V ficarão por conta da segurança do Papa e dois modelos Idea, um prata e um branco, versão Essence 1.6, transportará Francisco nos trajetos em que o papamóvel não será utilizado.

Segundo a Fiat,a escolha do Bravo foi pelo fato de ser um modelo com motor mais potente, o mais adequado para uso da segurança, já o Idea, de acordo com a montadora, é o mais confortável para o potífice, além de ter uma grande área envidraçada que permite ampla visão tanto dos fiéis do lado de fora do veículo quanto do Papa, no banco traseiro. O Vaticano não pediu nenhuma preparação especial do veículo, como blindagem ou qualquer tipo de película de proteção solar.

A Fiat informou que as placas do Idea vieram do Vaticano e cobrem as originais, de Belo Horizonte.

Através de sua assessoria de imprensa, a Fiat disse que dar apoio ao Papa em sua visita ao Brasil é uma questão natural, já que é uma montadora italiana.

O Papa Francisco também fica bem na foto, pelo gesto de humildade, pela repercussão de usar um carro de origem italiana, já que agora ele é o Bispo de Roma.

Obviamente que o departamento de marketing da Fiat não deixaria tal evento passar em branco e logo postou a ação no Facebook.

Foto: Reprodução

Especialistas comentaram com surpresa o fato do Papa ter circulado sem o cinto de segurança (o carro poderia ter sido, inclusive multado(?)) santa imprecaução, já que o Fiat Idea que ele utilizou, não possui equipamentos como airbags de cortina e laterais, nem controles de tração e estabilidade. A unidade usada por Francisco só tem airbags frontais e freios com ABS.

23 de jul. de 2013

"Cristo bota fé nos jovens!", afirmou o Papa Franciso no Brasil

BRASIL – Papa Francisco no Rio de Janeiro
"Cristo bota fé nos jovens!", afirmou o Papa Francisco no primeiro pronunciamento ao chegar no Brasil
Francisco ao chegar ao Rio impôs seu estilo, desvencilhou-se rapidamente da fila de autoridades na Base Aérea do Galeão, embarcou em um Fiat Idea e percorreu o caminho até o centro. De vidros abertos, o primeiro papa latino-americano acenava o tempo todo, e manteve a janela abaixada até nos momentos em que, por um erro na segurança, uma pequena multidão acercou-se do seu carro. Com mais sorte que planejamento, o deslocamento do pontífice se deu sem problemas até o centro, onde desfilou num Papa móvel aberto e sem blindagem lateral

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

LEGENDA

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters , Folha de S. Paulo, Veja, O Globo, G1, Corriere della Sera, Time, Paris Match

O Papa Francisco chegou ao Brasil às 15h45 desta segunda-feira (22) para presidir a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), desfilou em carro aberto e saudou os jovens em seu primeiro discurso, no Rio de Janeiro. "Cristo bota fé nos jovens", afirmou o pontífice argentino, que faz sua primeira viagem internacional desde que foi escolhido sucessor de Bento XVI. O Papa fica no país até domingo (28) e ainda visitará a cidade de Aparecida (SP), nesta quarta.

Francisco foi recebido com flores brancas pela presidente Dilma Rousseff na base aérea do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Em seguida, percorreu um trajeto, acompanhado por uma multidão, em três carros, incluindo o papamóvel, e de helicóptero, até o Palácio da Guanabara, onde ambos discursaram.

Foto: Beth Santos/Reuters

"Cristo bota fé nos jovens. E também os jovens botam fé em Cristo", afirmou o Papa. "Obrigado pelo seu generoso acolhimento (...). Vim para a JMJ para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo atraídos pelos braços abertos pelo Cristo Redentor. Estes jovens vêm de diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade", afirmou.

"Cristo abre espaço para eles [jovens], pois sabe que energia alguma pode ser mais potente daquela que se desprende do coração dos jovens", disse o Papa. "Atenção, a juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo (...), por isso nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando lhes souber abrir espaço."

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

O Papa disse também que o Brasil possui "profundos sentimentos de fé". "Venho para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração", disse. "Aprendi que para ter acesso ao povo brasileiro é preciso ingressar pela porta de seu imenso coração. Permitam-se que nessa hora eu possa bater delicadamente a essa porta", disse.

"Por isso, peço licença para entrar e transcorrer essa semana com vocês. Não tenho nem ouro nem prata, mas tenho algo de mais precioso que me foi dado: Jesus Cristo", afirmou o Papa Francisco.

Antes, a presidente Dilma Rousseff deu boas-vindas ao Papa. “É uma honra redobrada em se tratando do primeiro Papa latino-americano”, disse. “O Brasil e seus mais de 50 milhões de jovens acolhem de braços abertos os peregrinos de dezenas de países que vieram para essa grande celebração."

"A juventude brasileira tem sido protagonista nesse processo e clama por mais direitos sociais (...). Os jovens exigem respeito, ética e transparência. Querem que a política atenda a seus interesses, aos interesses da população", disse.

"A juventude brasileira está engajada numa luta por uma nova sociedade. Essa celebração da juventude durará muito mais do que os dias da jornada", completou.

Foram quase 12 horas de viagem ao Brasil. Minutos após descer do avião Airbus A330 da Alitalia, que saiu do Aeroporto de Fiumicino, próximo a Roma, às 8h55 (3h55 em Brasília), Francisco cumprimentou autoridades e religiosos que o aguardavam ao longo de um tapete vermelho estendido na pista do Galeão e ouviu o Hino da Jornada de um coral de 140 crianças.

Foto: Associated Press

Segundo o porta-voz do Vaticano, Frederico Lombardi, o Papa ficou 15 minutos na cabine do avião na aterrissagem. "Tivemos medo", brincou. Segundo ele, o Papa teve uma viagem tranquila, mas muito ativa, com "uma energia extraordinária". O porta-voz disse ainda que Francisco pediu ajuda aos jornalistas no voo porque ele veio para dar sua mensagem e, sem eles, ela ficaria apenas parcial.

Após os cumprimentos, Francisco entrou em um carro em direção à Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro do Rio. Dezenas de pessoas acenavam durante o trajeto. Uma falha no esquema de segurança permitiu que fiéis se aproximassem do carro que o levava e conseguissem tocar o pontífice, para desespero dos seguranças que cercavam o veículo.

Foto: Associated Press

Em vez de seguir pela pista do meio da avenida Presidente Vargas, o comboio papal pegou a pista do canto, onde centenas de ônibus que tinham sido desviados da outra pista estavam parados, exatamente para deixar a outra via livre para a comitiva papal.

O automóvel onde o papa seguia, de vidros abertos, ficou preso entre os ônibus e centenas de fiéis. Foram 12 minutos para percorrer um trecho de 500 metros, com muitos riscos e apreensão com a segurança.

Foto: Reuters

Mesmo nos momentos em que uma pequena multidão perigosamente entusiasmada envolveu o carro onde estava, o Papa Francisco que havia baixado o vidro do veículo, não fechou a janela nem parou de acenar e sorrir.

O esquema de segurança era insuficiente para a emergência, os poucos agentes desdobravam-se para conter a multidão, ao mesmo tempo em que tinham que correr de volta para o veículo que os conduzia, fazendo com que em alguns momentos do trajeto os fiéis se aproximaram de Francisco sem que houvesse intervenção da segurança.

Foto: Reuters

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, reconheceu, no inicio da noite, que o cerco ao carro do papa Francisco, durante o trajeto pela Avenida Presidente Vargas no centro do Rio, causou apreensão na equipe de sua comitiva. Entretanto, ele avaliou que o imprevisto atendeu a um dos objetivos do papa em sua viagem ao Brasil.

"O bloqueio ao carro do papa no caminho do aeroporto ao Palácio Guanabara acabou se transformando em uma extraordinária experiência onde ele conseguiu ver de perto o entusiasmo dos jovens, do povo brasileiro", disse padre Lombardi, em entrevista coletiva no início da noite desta segunda-feira, 22.

De acordo com o porta-voz do Vaticano, um assessor do papa ficou assustado ao ver o carro cercado pela multidão após a interrupção do tráfego na Presidente Vargas. “Mas o papa, por sua vez, estava sorridente, tranquilo, acenando para as pessoas com a janela aberta” - contou Lombardi, sorrindo.

Ao chegar na catedral, onde Francisco trocaria o carro pelo papamóvel, o comboio entrou por uma rua paralela, que estava sem policiamento.

Próximo à catedral, o carro foi novamente cercado por uma multidão, mas o Papa continuou acenando com a janela aberta, protegido por seguranças.

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo


Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Francisco subiu então no papamóvel em direção ao Theatro Municipal. O primeiro desfile no veículo, sem proteção lateral, foi acompanhado por centenas de fiéis. Francisco foi aplaudido, fotografado e parou para beijar crianças. Nesses locais o policiamento fardado era velado, parecia não existir, e um cordão de isolmento humano feito por voluntários conseguiu a contento manter a multidão que saudava o pontífice, nas calçadas.

Depois, Francisco embarcou em outro carro até o 3º Comando Aéreo Regional (Comar). Por volta das 17h50, foi de helicóptero até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul, encontrar-se com a presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio, Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e outras autoridades. Às 18h, o Papa chegou ao palácio do governo, onde proferiu seu discurso.

Foto: Clayton de Souza/Estadão

PROTESTOS

Ao menos três grupos se reuniram no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, para protestar contra a visita do Papa. No início da noite, houve tumulto em frente ao Palácio da Guanabara, quando o Papa já havia deixado o local. Manifestantes jogaram bombas de fabricação caseira e coquetel molotov em policiais, que revidaram com balas de borracha, jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo.

Pelo menos sete detidos e três feridos. Manifestantes e OAB afirmam que houve disparo de arma letal, que atingiu a perna de manifestante. Jornalistas foram presos por transmitir protesto ao vivo.

O Papa fica hospedado nesta segunda na Residência Assunção, no Sumaré. Jorge Bergóglio deve dormir no quarto 5, que possui uma área de 45 metros quadrados. Nos sete dias em que ficará no país, Francisco fará pelo menos 15 pronunciamentos. A expectativa de especialistas é que ele quebre protocolos e faça pregações emblemáticas para reforçar suas posições frente aos desafios da igreja.

Cerca de 5,5 mil jornalistas acompanham a visita, 2 mil da imprensa internacional.

Nesta terça-feira (23), Francisco passa o dia descansando, sem compromissos oficiais

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

O que importa é a fé!

22 de jul. de 2013

Papa Francisco voa na nossa direção

BRASIL – Papa Francisco no Rio de Janeiro
Papa Francisco voa na nossa direção
O Papa já tuitou já deu entrevista a bordo, e confessou preocupação com o emprego para os jovens e a exclusão social do velhos.

Foto: AFP

Papa Francisco embarcando em Roma

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, Veja, G1

Minutos após embarcar com destino ao Rio de Janeiro, o papa Francisco escreveu uma mensagem em seu Twitter oficial, traduzido em diversos idiomas.

"Dentro de algumas horas chego ao Brasil, e já sinto o coração cheio de alegria por em breve estar celebrando com vocês a 28ª Jornada Mundial da Juventude", postou o pontífice, na página em português.

O avião que traz o Papa - um Airbus A330, da companhia italiana Alitalia - decolou do aeroporto de Fiumicino às 8h55 (horário local, 3h55 de Brasília) e deve aterrissar no aeroporto Antônio Carlos Jobim no Rio de Janeiro às 16h local, após percorrer os 9.200 quilômetros que separam ambas as cidades.

O pontífice, que levava pessoalmente um bolsa preta de viagem, voa acompanhado do secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone; do Substituto ("número três" do Vaticano) da Secretaria de Estado, o arcebispo Giovanni Angelo Becciu; e de membros desse departamento.

Também acompanham Francisco os cardeais Marc Oullet, canadense, presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina; e João Braz de Aviz, brasileiro, prefeito regional da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada.

Uma vez no Brasil se unirão ao séquito papal o arcebispo do Rio de Janeiro, Orani João Tempesta; o cardeal presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, Raymundo Damasceno Assis; o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Laicos, do qual dependem as JMJs; e o núncio, Giovanni D'Aniello.

Também o acompanham o mestre de cerimônias pontifícias, Guido Marini; seu médico pessoal, Patrizio Polisca; o organizador das viagens papais, Alberto Gasbarri; membros da segurança do Vaticano e mais de meia centena de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Esta é a primeira viagem internacional que Francisco fará desde que foi empossado. Chega ao Brasil para presidir a primeira Jornada Mundial da Juventude, "herdada" de Bento XVI, que tinha previsto participar, mas que renunciou ao Pontificado em 28 de fevereiro passado.

O Papa Francisco manifestou, em entrevista no voo entre a Itália e o Brasil, preocupação com o que chamou de "uma geração de jovens sem trabalho".

Segundo o Papa, a crise mundial está cansando muitos danos aos jovens, e corre-se o risco de haver uma geração que nunca teve trabalho.

"A crise mundial não gerou boas coisas para os jovens. Na semana passada, examinei a porcentagem de jovens sem trabalho. Corremos o risco de ter uma geração que jamais teve um trabalho", disse o pontífice.

"Essa primeira viagem é para encontrar os jovens, a quem quero encontrar não isolados, mas em meio ao tecido social. Em sociedade, pois quando isolamos os jovens, fazemos uma injustiça, pois lhe retiramos o sentido de pertencimento", disse o Papa aos jornalistas que o acompanham no voo.

Francisco também condenou a "cultura de rejeição aos idosos" que geralmente impera no mundo contemporâneo e disse que a sociedade precisa da "sabedoria" dos mais velhos.

"Um povo avança com os dois (jovens e velhos)", disse. "As pessoas anciãs têm a sabedoria, a história, a pátria, a família. Todos precisamos deles."

Bem ao seu estilo simples e franco, o Papa cumprimentou um por um todos os 70 jornalistas a bordo. Ele confessou que evita dar entrevistas porque considera "esgotador".

Antes do embarque, o escritório de imprensa da Santa Sé havia dito que o pontífice não iria dar entrevistas no avião, como costumavam fazer seus antecessores João Paulo II e Bento XVI.

Mas, ao se comparar com o profeta Daniel quando foi lançado ao poço dos leões, o pontífice brincou dizendo que os jornalistas não pareciam tão "ferozes".

Ao fim da entrevista, o Papa agradeceu aos jornalistas pela "companhia" e os convidou a "colaborar" com ele "pelo bem da sociedade".

Francisco voltará a Roma na manhã do dia 29 de julho próximo.

Padre brasileiro fará parte do alto-escalão da comitiva papal

BRASIL – Papa Francisco no Rio de Janeiro
Padre brasileiro compõe alto-escalão da comitiva papal
Padre Alexandre Awi Mello fará parte do séquito que acompanhará o papa durante a Jornada Mundial da Juventude, formado por menos de dez pessoas. Seu nome foi escolhido pessoalmente por Francisco

Foto: Facebook

Padre Alexandre Awi Mello sendo abençoado pelo antecessor Papa Bendo 16

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Facebook - Alexandre Awi Mello

O séquito que acompanhará o papa Francisco no Brasil – o mais enxuto já visto desde os tempos de João Paulo II — terá um integrante surpreendente: um padre sem função na Cúria Romana nem na diplomacia do Vaticano. O fato é raríssimo na história da Igreja. Trata-se do brasileiro Alexandre Awi Mello, de São Paulo.

Mello foi um dos poucos nomes escolhidos pessoalmente pelo pontífice, já que o staff papal costuma ser determinado de forma protocolar pela própria cúpula da Santa Sé.

O padre brasileiro fará parte do grupo do alto-escalão do séquito, formado por menos de dez pessoas. Significa que ele será um dos poucos prelados a estar realmente próximo do papa — fará as refeições à mesa com o pontífice e estará presente nas orações diárias matinais, por exemplo.

Francisco conheceu Mello durante a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que ocorreu na cidade paulista de Aparecida, em 2007. O papa, na época cardeal Jorge Bergoglio, foi o principal redator do documento produzido no evento, hoje uma das principais referências de evangelização católica. Mello o auxiliou nos trabalhos. Os dois conviveram diariamente ao longo de três semanas.

O padre brasileiro é uma referência em mariologia, estudos teológicos sobre Nossa Senhora. Aos 42 anos, especializou-se no assunto na prestigiosa Universidade de Dayton, em Ohio, nos Estados Unidos. Mello nasceu no Rio de Janeiro, mas mora em São Paulo. Pertence ao movimento apostólico internacional de Schoenstatt, corrente católica mariana, fundada na Alemanha em 1914.

Não só a especialidade teológica de Mello agrada a Francisco. O padre é um ótimo comunicador. No Instituto Secular Padres de Schoenstatt, onde mora, tornou-se uma liderança entre os jovens fieis.

Curiosamente, Mello tem características muito semelhantes a Francisco. O sorriso doce, quase tímido. A fala calma, mas radical. Diz ele: “Muitas vezes o fiel brasileiro tem uma relação de interesse por Maria, tratando-a como um objeto de milagres. Devemos imitar as suas atitudes, sendo como ela e seu filho, Jesus. Apenas isso”.

21 de jul. de 2013

Papa Francisco é capa da Time: "O Papa do povo"

BRASIL – Jornada da Juventude
Papa Francisco é capa daTime: "O Papa do povo"
Com o título de "O Papa do povo" na capa e "Um Papa para os pobres" na matéria interna, a publicação traz um perfil do pontífice argentino, às vésperas de sua vinda para a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. A publicação questiona-se se o novo Papa poderá recuperar a Igreja Católica na América Latina.


Capa da Revista 'Time', que se refere a Francisco como 'o papa do povo'

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Time, Yahoo, Exame

O papa Francisco, que na segunda-feira da semana que vem chega ao Brasil em sua primeira viagem oficial para liderar a Jornada Mundial da Juventude, é capa da revista "Time", que o definiu como "o papa do povo".

Apenas quatro meses após o início do pontificado do primeiro papa latino-americano da história, a "Time" dedica ao argentino Francisco uma edição que elogia suas primeiras decisões e questiona se ele será capaz de recuperar a relevância da Igreja Católica na América Latina.

A foto escolhida para a capa, que chega às bancas no dia 29 de julho, logo após o fim da Jornada Mundial da Juventude, mostra o papa de perfil à meia luz, com uma expressão doce e uma suave luz branca iluminando parte de seu rosto.

A revista não hesita em qualificar Francisco como "o papa dos pobres" e ressalta suas diferenças ao "renunciar a viver em seu palácio" e ao escolher Brasil para sua primeira viagem oficial. "Um papa para os esquecidos, um papa para os abandonados de Deus", escreveram os jornalistas da Time.

A foto de Francisco será capa em três das quatro edições internacionais de "Time" (Europa, Oriente Médio e África, Ásia e Pacífico Sul), enquanto a edição dos EUA tem como destaque a polêmica sobre o julgamento pela morte do jovem afro-americano da Flórida Trayvon Martin.

25 de jun. de 2013

Ausência do Papa, a concerto, é vista como mais uma mensagem de repúdio a pompa do Vaticano

ROMA - Igreja Católica
Ausência do Papa, a concerto, é vista como mais
uma mensagem de repúdio a pompa do Vaticano
O Papa teria ditto que não queria ser tratado como um "soberano do Renascimento", explicando sua ausência do suntuoso concerto do Ano da Fé, frequentado por Cardeais, Diplomatas e alta sociedade romana. A cadeira vazia neste sábado, 22, é um símbolo do seu estilo desapegado a pompa, justificando suas recentes palavras que de o "mundanismo espiritual" era a "lepra" da Igreja.

Foto: Giampiero Sposito/Reuters

A simbolica cadeira vazia, no concerto de gala, que deveria ser ocupada pelo Papa Francisco causou constrangimento entre religiosos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Corriere della Sera , Folha de S. Paulo, Polis Blog, La Stampa, Reuters

No dia 23 de junho, às 17:30, na Sala Paulo VI, no Vaticano, aconteceu um Grande Concerto de música clássica, patrocinado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, por ocasião do Ano da Fé.

O Papa Francisco deveria esta lá para assistir a Orquestra Sinfonica Nazionale della RAI, conduzido por Juraj Valčuha, executar a Sinfonia n. 9 em D menor op. 125 para solistas, coro e orquestra, de Ludwig van Beethoven, acompanhado pelo Coro da Accademia Nazionale di Santa Cecilia.

O evento foi promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, presidido pelo Arcebispo Rino Fisichella, que tinha o Papa, como convidado de honra.

O não comparecimento do papa Francisco ao concerto segundo analistas foi outro sinal claro de que ele fará as coisas à sua maneira, repudiará e se afastará do estilo de vida luxuoso do Vaticano.

O concerto de gala de música clássica, no sábado, foi agendado antes de sua eleição, em março. A poltrona papal branca e vazia postada no local de honra causou desconforto aos perplexos religiosos.

Minutos antes do início do concerto, Monsenhor Fisichella, leu para a plateia, composta de cardeais e dignitários italianos, uma mensagem do Papa, dizendo que "um compromisso urgente e inadiável" impediu sua presença ao evento.

Os prelados asseguraram que a saúde não foi o motivo para o não comparecimento. Os lideres religiosos da Igreja Católica presentes pareceram desorientados, assimilando a mensagem papal de que, com a Igreja em crise, ele --e talvez eles-- tinha trabalhos pastorais mais importantes e urgentes a realizar do que comparecer a eventos sociais.

"Pegou-nos de surpresa", disse uma fonte do Vaticano na segunda-feira. "Ainda estamos em um período de adaptação. Ele ainda está aprendendo a ser Papa e nós ainda estamos aprendendo o modo como ele quer fazer isso", disse.

"Na Argentina, eles provavelmente sabiam que não deveriam organizar eventos sociais como concertos para ele porque ele provavelmente não iria", disse a fonte, que falou sob anonimato.

A imagem da cadeira vazia foi utilizada pelos principais jornais italianos e correu o mundo. O "Corriere della Sera" na segunda-feira descreveu sua decisão como "uma demonstração de força" para ilustrar o estilo simples que quer que as autoridades eclesiásticas adotem.

A agência de notícias Reuters, deu como manchete: "Desdém" do papa a concerto espanta cardeais."

Desde a sua eleição, em 13 de março, Francisco, o ex-cardeal Jorge Bergoglio da Argentina, não passou uma única noite nos opulentos e espaçosos apartamentos papais.

Ele preferiu viver em uma pequena suíte em uma movimentada pousada do Vaticano, onde faz a maioria das refeições em um salão de jantar comunitário e reza a missa todas as manhãs na capela da pousada, em vez de na capela privada do papa no Palácio Apostólico.

Na véspera do concerto, Francisco disse que os bispos deveriam ser "próximos do povo" e não ter "a mentalidade de um príncipe".

No sábado, enquanto o concerto acontecia em um auditório a poucos metros de distância, Francisco supostamente trabalhava em novas nomeações para a Cúria, a problemática administração central do Vaticano.

A administração foi responsabilizada por alguns dos contratempos e escândalos que atormentaram o mandato de oito anos do papa Bento antes de ele renunciar em fevereiro.

Francisco herdou uma Igreja que luta para lidar com o abuso sexual de crianças por padres, a suposta corrupção e rixas internas na Cúria, e o conflito sobre o funcionamento do banco do Vaticano, atolado em escândalos.

Portanto não tem tempo nem vontade de ficar assistindo a concertos pomposos.

17 de jun. de 2013

Papa Francisco abençoa motoqueiros da Harley-Davidson

ROMA - Vaticano
Papa abençoa motoqueiros da Harley-Davidson
Praça de São Pedro, em Roma foi invadida pacificamente por uma multidão de centena de motociclista de todo o mundo, numa ensurdecedora oração de motores acelerados. Eram os usuários da lendária motocicleta americana Harley-Davidson, que comemoram os 110 anos da marca, que foram ao Vaticano receber a benção papal.

Foto: Riccardo De Luca/Associated Press

Papa Francisco abençoa os fiéis na Praça de São Pedro, entre eles centenas de motoqueiros

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, New York Daily, Le Figaro, Corriere della Sera, The Guardian, BBC - Europe

O Papa Francisco deu neste domingo (16) sua bênção a muitos motociclistas que vieram ao Vaticano com suas motos Harley-Davidson. Eles comemoram, em Roma, os 110 anos da lendária fabricante de motos de Milwaukee, nos EUA.

Francisco passou pela Via della Conziliazone, fora do Vaticano, para saudar e abençoar as pessoas que estavam ali, entre ele os motociclistas. Durante as comemorações, cerca de 100.000 foram a capital italiana para celebrar.

Foto: Andrew Medichini/AP

Milhares de motoqueiros invadiram Roma neste fim de semana, nas comemorações de aniversário da Harley

No início do mês, o Brasil foi palco das festividades da empresa norte-americana, quando um desfile reuniu 2.000 motos em São Paulo. O próximo passo das comemorações de 110 anos de aniversário, que também já passou pela China, será a cidade natal da empresa, em Milwaukee. De 29 de agosto e 1º de setembro são esperadas 200.000 pessoas para a festa, que completará os 12 locais escolhidos pela empresa.

Foto: Max Rossi/Reuters

Lembranças do dia da benção dos motoqueiros

Na quarta-feira (12), a Harley-Davidson deu ao Papa Francisco uma jaqueta de couro da marca e uma pintura feita especialmente para o pontífice, com uma motocicleta no Vaticano.

Foto: Alberto Pizzoli/AFP


Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Papa Francisco acabou ganhando fãs inesperados