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26 de abr. de 2014

VADE RETRO! Papa Francisco foge do assédio de Renan Calheiros e de sua trupe endemoniada

BRASIL - VATICANO - Exorcismo
VADE RETRO! Papa Francisco foge do assédio de
Renan Calheiros e de sua trupe endemoniada
O Papa desconfiou que os políticos brasileiros estavam querendo usar a sua imagem nas campanhas eleitorais que se aproxima e resolveu driblar a turma de Renan que ficou chupando o dedo

Foto: ANSA

PREFERIU O POVÃO - Ao sair da Igreja, onde aconteceu a missa, o Papa Francisco, que deixou os políticos brasileiros para trás, não se furtou em cumprimentar e receber calorosas manifestações de carinho da multidão que estava do lado de fora.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Diário do Poder, O Globo, G1, Blog do Garotinho

O papa Francisco deixou inesperadamente a Igreja de Santo Início de Loyola, no centro de Roma, na noite desta quinta-feira, 24, após celebrar missa em ação de graças pela canonização do Padre Anchieta, cancelando uma cerimônia de beija-mão, na qual seria cumprimentado por 50 convidados, numa sala ao lado do altar. A informação é de José Maria Mayrink, enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo.

Seguindo rigidamente a programação e o protocolo, o papa Francisco celebrou a missa em português, em homenagem a volumosa delegação brasileira, mas optou pelo espanhol na hora da homilia, prestigiando os conterrâneos de José de Anchieta, naturais das Ilhas Canárias, cerca de 90 pessoas entre autoridades, sacerdotes e fiéis.

Mas no final da cerimônia, na interpretação dos organizadores da cerimônia, Francisco ficou assustado com o assédio de políticos brasileiros que tentavam se aproximar quando ele falava com o vice-presidente da República, Michel Temer, que veio a Roma representando a presidente Dilma Rousseff.

Os políticos, que pelo protocolo não deveriam se aproximar naquele momento, eram Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e seus colegas Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Ana Rita (PT-ES), além do deputado Esperidião Amin (PP-SC) e o ex-senador Gerson Camata.

Tudo estava preparado para o beija-mão, mas Francisco caminhou até a porta principal do templo, onde foi aplaudido umas 100 pessoas que não tiveram acesso à missa e cercado por um grupo de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas, em meio a um pequeno tumulto.

Em vez de voltar para o beija-mão e de sair por uma porta lateral, o papa pegou seu carro de volta ao Vaticano sem explicações. Alguns convidados acharam que ele estava muito cansado, o que seria natural após a programação da Semana Santa.

Foto: Divulgação

FRUSTRAÇÃO - Renan foi a Roma e não viu o Papa

No seu Blog o deputado Anthony Garotinho, pré candidato ao governo do Rio, não deixa barato, e tirou o maior sarro com o incidente, diz que corre, em Brasília piadas sobre a ida de Renan Calheiros a Roma, onde participou no Vaticano da missa de canonização do Padre José de Anchieta.

Segundo ele, "Renan, que conseguiu o "milagre" de voltar a presidir o Senado mesmo depois de vários escândalos, agora quer saber o que precisa fazer para virar "santo"". Lembra que Renan que também esteve no Vaticano no ano passado, talvez tenha voltado porque daquela vez "não deu tempo de confessar todos os pecados".

Comenta por fim que o "Papa teria se assustou quando viu Renan Calheiros indo na sua direção, e saiu da capela apressadamente", como que tivesse visto o capeta (dizemos nós).

7 de dez. de 2013

O papa na mira da máfia

VATICANO - Papa Francisco
O papa na mira da máfia
Chefões de grupos criminosos italianos incomodados com as reformas anticorrupção do papa Francisco no Banco Vaticano já pensam em atacar o sumo pontífice

Foto: Giuseppe Ciccia/Demotix

ALVO FÁCIL? - Francisco cercado de seguranças e dentro do papamóvel: cena rara

Postado por Toinho de Passira
Texto de João Loes
Fonte: IstoÉ

Enquanto a maioria dos católicos celebra as reformas do papa Francisco, que, em nove meses de pontificado, goza de popularidade e aceitação raramente vistas entre os ocupantes do cargo, pequenos e poderosos grupos têm mostrado antipatia diante dessas mesmas mudanças. Um deles é a máfia italiana. “Os chefões cujo poder e riqueza vêm de ligações com a Igreja estão cada vez mais nervosos”, diz Nicola Gratteri, promotor-adjunto da diretoria antimáfia do Tribunal Regional da Calábria, no sul da Itália, e autor de cinco livros sobre o tema, sendo o mais recente lançado em outubro, com o título “Água Benta – a Igreja e a Ndrangheta: uma História de Poder, Silêncio e Absolvição” (Ed. Mondadori, 2013).

“Francisco está desmontando centros de poder econômico no Vaticano, e, se os mafiosos tiverem uma chance de dar uma rasteira nele, não hesitarão.” Desde que assumiu o trono de Pedro, em 13 de março, o papa Francisco impôs regras mais rígidas à gestão do Instituto para as Obras da Religião (IOR), também conhecido como Banco Vaticano. Depois de obrigar o banco a respeitar as leis que regem o funcionamento de qualquer instituição financeira internacional semelhante, ele montou uma equipe para acompanhar, diuturnamente, o funcionamento do órgão, comissionou o primeiro relatório sobre lavagem de dinheiro da história da instituição e, na semana passada, anunciou que seu secretário particular, o monsenhor Alfred Xuereb, supervisionaria todos os trabalhos no IOR, reportando-se diretamente a ele. Até o momento, ainda não está descartada a possibilidade de acabar com o Banco Vaticano, já que ele não cumpre mais a função estabelecida em seu estatuto.

Foto: Dario Pignatelli/PI/Glow Images

ALIADO - O monsenhor Alfred Xuereb, secretário particular do papa, será um informante do pontífice dentro do Banco Vaticano

O ódio dos mafiosos a Francisco vem do ímpeto do jesuíta em reformar uma instituição sobre a qual eles têm interesse particular e que sintetiza bem a ideia de “centro de poder econômico”. Criado nos anos 1960 com o intuito de facilitar o trânsito de bens e valores entre organizações católicas pelo mundo, o Banco Vaticano funcionou à margem dos rigores regulatórios impostos a praticamente todas as instituições similares, já que, em princípio, as transações seriam poucas e específicas. Mas, com o tempo, a fragilidade regulatória passou a atrair oportunistas, que, corrompendo religiosos, começaram a usar a estrutura do banco e sua blindagem religiosa para lavar dinheiro. E, sendo a Itália o berço da máfia como grande empresa do crime, não tardou para que os mafiosos percebessem a oportunidade que ali havia. Foi durante os anos 1980 que se viu o auge das promíscuas relações que se estabeleceram entre religiosos e mafiosos por meio do IOR. O exemplo do arcebispo Paul Marcinkus (1927-2006) é lapidar.

Foto: Dario Pignatelli/PI/Glow Images

Sede do Banco Vaticano

Como presidente do Banco Vaticano entre 1971 e 1989, Marcinkus, chamado frequentemente de “banqueiro de Deus”, se envolveu em boa parte dos grandes escândalos financeiros e criminais do país naquele tempo, sendo o maior deles a quebra do Banco Ambrosiano, o segundo grande banco privado da Itália, em 1982. À época, o Banco Vaticano era o maior acionista do Ambrosiano e, com a falência, acabou no olho do furacão das investigações. O que se descobriu foi uma verdadeira teia de corrupção instalada na instituição pontifícia, que envolvia lavagem de dinheiro da máfia, remessas ilegais de ativos e desvios de fundos. A trama engrossou ainda mais com a morte de Roberto Calvi, presidente do Ambrosiano, encontrado pendurado na ponte Black Friars, no centro de Londres, também em 1982. Embora inconclusiva, a investigação do assassinato sugeriu envolvimento da máfia italiana, que teria perdido muito dinheiro com a quebra da instituição, um dos parceiros na lavagem de ativos desse tipo de organização criminosa.

Foto: Vandeville Eric/ABACA/Newscom/Glow

ALERTA - Nicola Gratteri, promotor antimáfia desde 1989, foi quem revelou a ameaça ao pontíficeLEGENDA

Ainda que os mais escabrosos escândalos envolvendo o Banco Vaticano e os mafiosos tenham ficado nos anos 1980, durante os anos 1990 e 2000 a relação Igreja e máfia não deu sinais de ter arrefecido. Até o fim de 2012, por exemplo, graves acusações envolvendo casos de lavagem de dinheiro parecidos com as operações clássicas dos mafiosos ainda eram feitas por órgãos do governo italiano. Em 2010, 23 milhões de euros suspeitos da instituição (R$ 74 milhões) foram bloqueados durante meses pelas autoridades. “O mafioso que lava dinheiro e, dessa maneira, exerce seu poder, é o que se beneficia da conivência da Igreja”, afirma o promotor Gratteri. “São esses os que estão agitados (com a iminência das reformas propostas por Francisco)”, diz ele, que não conhece nenhum plano concreto que ponha em risco o sumo pontífice, mas acredita que a máfia já reflete sobre essa possibilidade.

Estima-se que, somadas, as transações envolvendo dinheiro sujo da máfia italiana cheguem à casa dos 100 bilhões de euros anuais, o equivalente a R$ 322,8 bilhões. É evidente que apenas uma fração dessa fortuna poderia ser lavada pelo Banco Vaticano, mas uma medida clara de Francisco para eliminar quaisquer chances de que isso aconteça teria efeito simbólico gigantesco. Seria o fim de uma relação obtusa e incoerente que, há décadas, alimenta a imagem de uma igreja que prega uma pureza moral que ela não segue. E Francisco, em sua cruzada contra a hipocrisia, parece disposto a acabar com mais essa.

Não são poucas as razões para a máfia se sentir ameaçada por ele. E, tratando-se de uma organização criminosa que tem um histórico de ameaças e assassinatos de religiosos (leia quadro), todo tipo de reação deve ser esperado. Ponderado, Gratteri acha difícil que os capos mandem alguém matar o papa. E, mesmo que a ordem venha, como pontífice, Francisco está sempre bem protegido por um séquito de seguranças muito bem treinados. E é bom que seja assim. Afinal, com jeito desprendido e determinado, o latino-americano não dá sinais de que vai parar depois de completar as reformas que anunciou já no primeiro ano de pontificado. Pelo visto, ainda serão muitos os interesses contrariados.

Foto: Vandeville Eric/ABACA/Newscom/Glow

PROFANO - O arcebispo Paul Marcinkus presidiu o Banco Vaticano entre 1971 e 1989,um tempo de escândalos, corrupção e morte

19 de set. de 2013

Em entrevista Papa Francisco critica obsessão da Igreja com gays, aborto e contracepção

VATICANO
Em entrevista Papa Francisco critica obsessão
da Igreja com gays, aborto e contracepção
O Papa Francisco, na primeira longa entrevista durante seus seis meses de papado, procurou estabelecer um novo tom para a igreja, dizendo que deveria ser uma "casa de todos" e não uma "capelinha", focada na doutrina, a ortodoxia e uma agenda limitada de ensinamentos morais.

Foto: Tony Gentile/Reuters

Quem é Jorge Mario Bergoglio? – perguntou o entrevistador.
Eu sou um pecador. Esta é a definição mais precisa. – respondeu o Papa Francisco

Postado por Toinho de Passira
Fontes: American Magazine, Washington Post, The New York Times, The Daily Beast, Publico, Radio Vaticano , G1, Reuters

Com o título ”Um grande coração aberto a Deus” a revista jesuíta La Civiltà Cattolica, publicou uma longa entrevista com o Papa Francisco, onde ele afirmou que a Igreja Católica deve abandonar sua obsessão com pregações a respeito do aborto, da contracepção e da homossexualidade sob o risco de que todo o seu edifício moral desabe "como um castelo de cartas".

Em uma conversa excepcionalmente franca Francisco disse que a Igreja "se fechou em coisas pequenas, em regras tacanhas" e que não deveria ser tão ávida em condenar os outros.

Os padres, disse o papa, deveriam ser mais acolhedores, e não burocratas frios e dogmáticos. O confessionário, afirmou, "não é uma câmara de tortura, e sim um lugar em que a misericórdia do Senhor nos motiva a melhorarmos".

Seus comentários foram elogiados por católicos liberais e devem ser vistos com preocupação por conservadores. O pontífice argentino, primeiro papa não-europeu em 1.300 anos e primeiro jesuíta a ocupar o cargo, não citou a perspectiva de uma mudança iminente nos ensinamentos morais.

Mas, na longa entrevista ao padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista Civiltà Cattolica, ele disse que a Igreja precisa encontrar um novo equilíbrio entre a preservação das regras e o exercício da misericórdia. "Do contrário, até o edifício moral da Igreja deve cair como um castelo de cartas."

Francisco também acenou com a possibilidade de um maior envolvimento das mulheres na Igreja, mas deixou claro que isso não incluirá a ordenação de mulheres.

Foto: Alessandro Di Meo/European Pressphoto Agency

O Papa criticou a igreja por "colocar os dogmas antes do amor".

SOCIALMENTE FERIDOS

Contrariando a posição de seu antecessor, Bento 16, segundo quem a homossexualidade é um distúrbio intrínseco, Francisco disse que, ao ouvir homossexuais se queixarem que sempre foram condenados pela Igreja e que se sentiam "feridos socialmente", ele respondeu que "a Igreja não quer fazer isso".

O papa reafirmou as declarações feitas inicialmente no avião que o levou de volta à Itália após visita ao Brasil, em julho, quando disse que não poderia recriminar homossexuais que tenham boa vontade e que busquem Deus.

"A religião tem o direito de expressar sua opinião a serviço da gente, mas Deus na criação nos deixou livres. Não é possível interferir espiritualmente na vida de uma pessoa", afirmou o pontífice.

A Igreja, prosseguiu, deve se enxergar como "um hospital de campanha após uma batalha", tentando curar as feridas mais graves da sociedade, sem ficar "obcecada com a transmissão de uma multidão desconjuntada de doutrinas a serem impostas insistentemente".

O diretor do grupo liberal Fé na Vida Pública, John Gehring, disse que "este papa está resgatando a Igreja daqueles que pensam que condenar gays e se opor à contracepção define o que significa ser católico real".

"É uma mudança notável e refrescante."

Francisco mencionou as críticas contra ele no meio conservador.

"Nós não podemos insistir somente sobre questões relacionadas ao aborto, o casamento gay e o uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não falei muito sobre essas coisas e fui repreendido por isso", disse ele.

Na semana passada, o bispo Thomas J. Tobin, de Providence, Rhode Island, falou em nome de muitos católicos conservadores quando disse que estava desapontado que o papa não tinha abordado o "mal do aborto" mais diretamente para encorajar ativistas antiaborto.

"Acho que este é o verdadeiro início de seu pontificado", disse Massimo Faggioli, teólogo da Universidade de St. Thomas em St. Paul, Minnesota. "O quadro geral é uma Igreja que não está impondo um teste às pessoas antes mesmo de pensarem se ficam ou saem."


Leia a entrevita completa no site da La Civiltà Cattolica

24 de jul. de 2013

Papa Francisco, novo garoto propaganda da Fiat

BRASIL – Papa Francisco no Brasil
Papa Francisco, novo garoto propaganda da Fiat
Tentando ser o mais discreto possível, Papa circula pelo Rio de Fiat Idea sem nenhuma alteração. A Fiat cedeu veículos para a Jornada Mundial da Juventude, mais não sabia, a princípio, que o Vaticano, por orientação do Papa Francisco, tinha planos de utilizar um dos modelos, para os deslocamentos onde o papamóvel não será utilizado.

Foto: Hudson Pontes/Agência O Globo

Hoje pela manhã indo para Aparecida no Fiat Idea - "Graças a Deus, estamos muito gratos”, disse um representante da Fiat ao ser questionado sobre a exposição positiva da marca.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Época Negócios, Vrum, Estadão, Carros Uol, Facebook - Fiat

O mundo todo assistiu pela televisão, ao vivo a passagem do Papa pelas ruas do Rio de Janeiro a bordo de um Fiat Idea prateado que será o carro constante do Papa Francisco, em sua viagem ao Brasil, todas as vezes que não estiver utilizando o Papa Móvel.

A montadora FIAT não perdeu tempo e publicou em sua página oficial no Facebook uma foto do carro com a frase "Boa Idea, Francisco".

O papamóvel oficial (Mercedes-Benz G500) será substituído em alguns deslocamentos pelo Idea durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.

Foto: Stefano Sales/Agência O Globo

Custa cerca de R$ 45 mil o Fiat Idea que transporta o Papa Francisco no Brasil, escolhido por ser prático (é alto e facilita a entrada e saída) e não é ostensivo, como queria o Papa

Quando soube que o Vaticano havia sinalizado que precisaria de um modelo simples e discreto para transportar o Papa em alguns deslocamentos e a Fiat prontamente colocou à disposição do pontífice o portfólio completo da marca e os coordenadores optaram dois modelos: Idea e Bravo.

Duas unidades do Bravo, um branco e um preto, ambos da versão Essence 1.8 16V ficarão por conta da segurança do Papa e dois modelos Idea, um prata e um branco, versão Essence 1.6, transportará Francisco nos trajetos em que o papamóvel não será utilizado.

Segundo a Fiat,a escolha do Bravo foi pelo fato de ser um modelo com motor mais potente, o mais adequado para uso da segurança, já o Idea, de acordo com a montadora, é o mais confortável para o potífice, além de ter uma grande área envidraçada que permite ampla visão tanto dos fiéis do lado de fora do veículo quanto do Papa, no banco traseiro. O Vaticano não pediu nenhuma preparação especial do veículo, como blindagem ou qualquer tipo de película de proteção solar.

A Fiat informou que as placas do Idea vieram do Vaticano e cobrem as originais, de Belo Horizonte.

Através de sua assessoria de imprensa, a Fiat disse que dar apoio ao Papa em sua visita ao Brasil é uma questão natural, já que é uma montadora italiana.

O Papa Francisco também fica bem na foto, pelo gesto de humildade, pela repercussão de usar um carro de origem italiana, já que agora ele é o Bispo de Roma.

Obviamente que o departamento de marketing da Fiat não deixaria tal evento passar em branco e logo postou a ação no Facebook.

Foto: Reprodução

Especialistas comentaram com surpresa o fato do Papa ter circulado sem o cinto de segurança (o carro poderia ter sido, inclusive multado(?)) santa imprecaução, já que o Fiat Idea que ele utilizou, não possui equipamentos como airbags de cortina e laterais, nem controles de tração e estabilidade. A unidade usada por Francisco só tem airbags frontais e freios com ABS.

22 de jul. de 2013

Papa Francisco voa na nossa direção

BRASIL – Papa Francisco no Rio de Janeiro
Papa Francisco voa na nossa direção
O Papa já tuitou já deu entrevista a bordo, e confessou preocupação com o emprego para os jovens e a exclusão social do velhos.

Foto: AFP

Papa Francisco embarcando em Roma

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Terra, Veja, G1

Minutos após embarcar com destino ao Rio de Janeiro, o papa Francisco escreveu uma mensagem em seu Twitter oficial, traduzido em diversos idiomas.

"Dentro de algumas horas chego ao Brasil, e já sinto o coração cheio de alegria por em breve estar celebrando com vocês a 28ª Jornada Mundial da Juventude", postou o pontífice, na página em português.

O avião que traz o Papa - um Airbus A330, da companhia italiana Alitalia - decolou do aeroporto de Fiumicino às 8h55 (horário local, 3h55 de Brasília) e deve aterrissar no aeroporto Antônio Carlos Jobim no Rio de Janeiro às 16h local, após percorrer os 9.200 quilômetros que separam ambas as cidades.

O pontífice, que levava pessoalmente um bolsa preta de viagem, voa acompanhado do secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone; do Substituto ("número três" do Vaticano) da Secretaria de Estado, o arcebispo Giovanni Angelo Becciu; e de membros desse departamento.

Também acompanham Francisco os cardeais Marc Oullet, canadense, presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina; e João Braz de Aviz, brasileiro, prefeito regional da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada.

Uma vez no Brasil se unirão ao séquito papal o arcebispo do Rio de Janeiro, Orani João Tempesta; o cardeal presidente da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, Raymundo Damasceno Assis; o cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Laicos, do qual dependem as JMJs; e o núncio, Giovanni D'Aniello.

Também o acompanham o mestre de cerimônias pontifícias, Guido Marini; seu médico pessoal, Patrizio Polisca; o organizador das viagens papais, Alberto Gasbarri; membros da segurança do Vaticano e mais de meia centena de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

Esta é a primeira viagem internacional que Francisco fará desde que foi empossado. Chega ao Brasil para presidir a primeira Jornada Mundial da Juventude, "herdada" de Bento XVI, que tinha previsto participar, mas que renunciou ao Pontificado em 28 de fevereiro passado.

O Papa Francisco manifestou, em entrevista no voo entre a Itália e o Brasil, preocupação com o que chamou de "uma geração de jovens sem trabalho".

Segundo o Papa, a crise mundial está cansando muitos danos aos jovens, e corre-se o risco de haver uma geração que nunca teve trabalho.

"A crise mundial não gerou boas coisas para os jovens. Na semana passada, examinei a porcentagem de jovens sem trabalho. Corremos o risco de ter uma geração que jamais teve um trabalho", disse o pontífice.

"Essa primeira viagem é para encontrar os jovens, a quem quero encontrar não isolados, mas em meio ao tecido social. Em sociedade, pois quando isolamos os jovens, fazemos uma injustiça, pois lhe retiramos o sentido de pertencimento", disse o Papa aos jornalistas que o acompanham no voo.

Francisco também condenou a "cultura de rejeição aos idosos" que geralmente impera no mundo contemporâneo e disse que a sociedade precisa da "sabedoria" dos mais velhos.

"Um povo avança com os dois (jovens e velhos)", disse. "As pessoas anciãs têm a sabedoria, a história, a pátria, a família. Todos precisamos deles."

Bem ao seu estilo simples e franco, o Papa cumprimentou um por um todos os 70 jornalistas a bordo. Ele confessou que evita dar entrevistas porque considera "esgotador".

Antes do embarque, o escritório de imprensa da Santa Sé havia dito que o pontífice não iria dar entrevistas no avião, como costumavam fazer seus antecessores João Paulo II e Bento XVI.

Mas, ao se comparar com o profeta Daniel quando foi lançado ao poço dos leões, o pontífice brincou dizendo que os jornalistas não pareciam tão "ferozes".

Ao fim da entrevista, o Papa agradeceu aos jornalistas pela "companhia" e os convidou a "colaborar" com ele "pelo bem da sociedade".

Francisco voltará a Roma na manhã do dia 29 de julho próximo.

21 de jul. de 2013

Papa Francisco é capa da Time: "O Papa do povo"

BRASIL – Jornada da Juventude
Papa Francisco é capa daTime: "O Papa do povo"
Com o título de "O Papa do povo" na capa e "Um Papa para os pobres" na matéria interna, a publicação traz um perfil do pontífice argentino, às vésperas de sua vinda para a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. A publicação questiona-se se o novo Papa poderá recuperar a Igreja Católica na América Latina.


Capa da Revista 'Time', que se refere a Francisco como 'o papa do povo'

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Time, Yahoo, Exame

O papa Francisco, que na segunda-feira da semana que vem chega ao Brasil em sua primeira viagem oficial para liderar a Jornada Mundial da Juventude, é capa da revista "Time", que o definiu como "o papa do povo".

Apenas quatro meses após o início do pontificado do primeiro papa latino-americano da história, a "Time" dedica ao argentino Francisco uma edição que elogia suas primeiras decisões e questiona se ele será capaz de recuperar a relevância da Igreja Católica na América Latina.

A foto escolhida para a capa, que chega às bancas no dia 29 de julho, logo após o fim da Jornada Mundial da Juventude, mostra o papa de perfil à meia luz, com uma expressão doce e uma suave luz branca iluminando parte de seu rosto.

A revista não hesita em qualificar Francisco como "o papa dos pobres" e ressalta suas diferenças ao "renunciar a viver em seu palácio" e ao escolher Brasil para sua primeira viagem oficial. "Um papa para os esquecidos, um papa para os abandonados de Deus", escreveram os jornalistas da Time.

A foto de Francisco será capa em três das quatro edições internacionais de "Time" (Europa, Oriente Médio e África, Ásia e Pacífico Sul), enquanto a edição dos EUA tem como destaque a polêmica sobre o julgamento pela morte do jovem afro-americano da Flórida Trayvon Martin.

25 de jun. de 2013

Ausência do Papa, a concerto, é vista como mais uma mensagem de repúdio a pompa do Vaticano

ROMA - Igreja Católica
Ausência do Papa, a concerto, é vista como mais
uma mensagem de repúdio a pompa do Vaticano
O Papa teria ditto que não queria ser tratado como um "soberano do Renascimento", explicando sua ausência do suntuoso concerto do Ano da Fé, frequentado por Cardeais, Diplomatas e alta sociedade romana. A cadeira vazia neste sábado, 22, é um símbolo do seu estilo desapegado a pompa, justificando suas recentes palavras que de o "mundanismo espiritual" era a "lepra" da Igreja.

Foto: Giampiero Sposito/Reuters

A simbolica cadeira vazia, no concerto de gala, que deveria ser ocupada pelo Papa Francisco causou constrangimento entre religiosos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Corriere della Sera , Folha de S. Paulo, Polis Blog, La Stampa, Reuters

No dia 23 de junho, às 17:30, na Sala Paulo VI, no Vaticano, aconteceu um Grande Concerto de música clássica, patrocinado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, por ocasião do Ano da Fé.

O Papa Francisco deveria esta lá para assistir a Orquestra Sinfonica Nazionale della RAI, conduzido por Juraj Valčuha, executar a Sinfonia n. 9 em D menor op. 125 para solistas, coro e orquestra, de Ludwig van Beethoven, acompanhado pelo Coro da Accademia Nazionale di Santa Cecilia.

O evento foi promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, presidido pelo Arcebispo Rino Fisichella, que tinha o Papa, como convidado de honra.

O não comparecimento do papa Francisco ao concerto segundo analistas foi outro sinal claro de que ele fará as coisas à sua maneira, repudiará e se afastará do estilo de vida luxuoso do Vaticano.

O concerto de gala de música clássica, no sábado, foi agendado antes de sua eleição, em março. A poltrona papal branca e vazia postada no local de honra causou desconforto aos perplexos religiosos.

Minutos antes do início do concerto, Monsenhor Fisichella, leu para a plateia, composta de cardeais e dignitários italianos, uma mensagem do Papa, dizendo que "um compromisso urgente e inadiável" impediu sua presença ao evento.

Os prelados asseguraram que a saúde não foi o motivo para o não comparecimento. Os lideres religiosos da Igreja Católica presentes pareceram desorientados, assimilando a mensagem papal de que, com a Igreja em crise, ele --e talvez eles-- tinha trabalhos pastorais mais importantes e urgentes a realizar do que comparecer a eventos sociais.

"Pegou-nos de surpresa", disse uma fonte do Vaticano na segunda-feira. "Ainda estamos em um período de adaptação. Ele ainda está aprendendo a ser Papa e nós ainda estamos aprendendo o modo como ele quer fazer isso", disse.

"Na Argentina, eles provavelmente sabiam que não deveriam organizar eventos sociais como concertos para ele porque ele provavelmente não iria", disse a fonte, que falou sob anonimato.

A imagem da cadeira vazia foi utilizada pelos principais jornais italianos e correu o mundo. O "Corriere della Sera" na segunda-feira descreveu sua decisão como "uma demonstração de força" para ilustrar o estilo simples que quer que as autoridades eclesiásticas adotem.

A agência de notícias Reuters, deu como manchete: "Desdém" do papa a concerto espanta cardeais."

Desde a sua eleição, em 13 de março, Francisco, o ex-cardeal Jorge Bergoglio da Argentina, não passou uma única noite nos opulentos e espaçosos apartamentos papais.

Ele preferiu viver em uma pequena suíte em uma movimentada pousada do Vaticano, onde faz a maioria das refeições em um salão de jantar comunitário e reza a missa todas as manhãs na capela da pousada, em vez de na capela privada do papa no Palácio Apostólico.

Na véspera do concerto, Francisco disse que os bispos deveriam ser "próximos do povo" e não ter "a mentalidade de um príncipe".

No sábado, enquanto o concerto acontecia em um auditório a poucos metros de distância, Francisco supostamente trabalhava em novas nomeações para a Cúria, a problemática administração central do Vaticano.

A administração foi responsabilizada por alguns dos contratempos e escândalos que atormentaram o mandato de oito anos do papa Bento antes de ele renunciar em fevereiro.

Francisco herdou uma Igreja que luta para lidar com o abuso sexual de crianças por padres, a suposta corrupção e rixas internas na Cúria, e o conflito sobre o funcionamento do banco do Vaticano, atolado em escândalos.

Portanto não tem tempo nem vontade de ficar assistindo a concertos pomposos.

17 de jun. de 2013

Papa Francisco abençoa motoqueiros da Harley-Davidson

ROMA - Vaticano
Papa abençoa motoqueiros da Harley-Davidson
Praça de São Pedro, em Roma foi invadida pacificamente por uma multidão de centena de motociclista de todo o mundo, numa ensurdecedora oração de motores acelerados. Eram os usuários da lendária motocicleta americana Harley-Davidson, que comemoram os 110 anos da marca, que foram ao Vaticano receber a benção papal.

Foto: Riccardo De Luca/Associated Press

Papa Francisco abençoa os fiéis na Praça de São Pedro, entre eles centenas de motoqueiros

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, New York Daily, Le Figaro, Corriere della Sera, The Guardian, BBC - Europe

O Papa Francisco deu neste domingo (16) sua bênção a muitos motociclistas que vieram ao Vaticano com suas motos Harley-Davidson. Eles comemoram, em Roma, os 110 anos da lendária fabricante de motos de Milwaukee, nos EUA.

Francisco passou pela Via della Conziliazone, fora do Vaticano, para saudar e abençoar as pessoas que estavam ali, entre ele os motociclistas. Durante as comemorações, cerca de 100.000 foram a capital italiana para celebrar.

Foto: Andrew Medichini/AP

Milhares de motoqueiros invadiram Roma neste fim de semana, nas comemorações de aniversário da Harley

No início do mês, o Brasil foi palco das festividades da empresa norte-americana, quando um desfile reuniu 2.000 motos em São Paulo. O próximo passo das comemorações de 110 anos de aniversário, que também já passou pela China, será a cidade natal da empresa, em Milwaukee. De 29 de agosto e 1º de setembro são esperadas 200.000 pessoas para a festa, que completará os 12 locais escolhidos pela empresa.

Foto: Max Rossi/Reuters

Lembranças do dia da benção dos motoqueiros

Na quarta-feira (12), a Harley-Davidson deu ao Papa Francisco uma jaqueta de couro da marca e uma pintura feita especialmente para o pontífice, com uma motocicleta no Vaticano.

Foto: Alberto Pizzoli/AFP


Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Papa Francisco acabou ganhando fãs inesperados


2 de mai. de 2013

Bento XVI retorna ao Vaticano

VATICANO
Bento XVI retorna ao Vaticano
O Papa Francisco recebeu o seu antecessor, Papa Emérito Bento XVI, que esta tarde regressou ao Vaticano após ter abdicado a 28 de fevereiro de 2013. Bento XVI, de 86 anos, tem vivido desde então no palácio de Castel Gandolfo. Ele foi cumprimentado pelo seu sucessor, o papa Francisco, antes de ser levado a seus aposentos em um ex-monastério.

Foto: Claudio Peri/EPA

Bento XVI chegando de helicóptero ao Vaticano

Foto: Claudio Peri/EPA

O encontro inédito entre dois Papas dentro do Vaticano

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, G1, La Repubblica, Corriere della Sera

O papa emérito Bento 16 retornou ao Vaticano, nesta quinta-feira, para estabelecer residência permanente durante sua aposentadoria. O pontífice, que tem 86 anos, foi levado ao Vaticano, de helicóptero, da residência de verão dos papas, em Castel Gandolfo, próximo de Roma.

O Papa Francisco recebeu pessoalmente o Papa emérito Bento XVI no Vaticano, em um retorno que marca o início de uma convivência sem precedentes entre dois pontífices.

"O papa Francisco o recebeu com grande fraternidade e cordialidade. Depois se dirigiram à capela do mosteiro para uma breve oração", disse em um comunicado a Santa Sé.

O encontro aconteceu pouco depois que o helicóptero em que viajou o Papa emérito desde Castel Gandolfo aterrissou no heliporto do Vaticano, às 16h49 horas locais (11h49 de Brasília). Em seguida, ele seguiu em um veículo até o mosteiro.

Esta é a segunda vez que os dois Papas se encontram pessoalmente. A primeira foi em 23 de março, quando o Papa Francisco viajou para Castel Gandolfo para saudar e almoçar com Ratzinger.

Esta é a primeira vez na história que dois Papas convivem dentro dos muros do Vaticano, os dois vestidos de branco e sob o título de "Sua Santidade".

Bento XVI passou os últimos meses na residência de verão papal, 25 km ao sul de Roma, onde permaneceu isolado do mundo, à exceção de algumas poucas fotografias tiradas enquanto passeava junto ao seu secretário e do encontro com o novo pontífice.

Bento XVI chegou de carro do heliporto ao mosteiro onde era esperado pelo Papa Francisco.

Desde a sua eleição, no dia 13 de março, Francisco manifestou em várias oportunidades a amizade que tem com seu antecessor, com quem conversou por telefone e celebrou uma missa em homenagem ao seu recente aniversário.

Bento XVI viverá em sua nova residência com um pequeno grupo de assistentes, entre eles seu secretário particular, o bispo alemão Georg Gänswein.

O correspondente da BBC no Vaticano disse que há especulações sobre uma decaída em suas condições de saúde desde a abdicação em fevereiro.

23 de mar. de 2013

Histórico encontro entre o Papa Francisco e Bento 16

VATICANO
Histórico encontro entre o Papa Francisco e Bento 16
Francisco almoçou nesse sábado com seu antecessor, Bento 16, em Castel Gandolfo, no sul de Roma. Em 600 anos um encontro desse não acontecia: dois Papas, vivos se confraternizando.

Foto: L’Osservatore Romano/Reuters

Um jornal italiano diz na manchete: Bergoglio encontra Ratzinger em Castelgandolfo. Assim reunidos ficou evidente o peso de 10 anos de diferença de idade entre os dois pontífices. O Argentino tem 76 e o alemão completa no próximo mês 86.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: , BBC Brasil, NBC News, La Repubblica, The Guardian, Le Monde, Il Messaggero

O papa Francisco almoçou nesse sábado com seu antecessor, Bento 16, em Castel Gandolfo, no sul de Roma. É a primeira vez que um encontro desse tipo acontece em 600 anos.

Francisco foi levado de helicóptero do Vaticano até Castel Gandolfo, onde o papa emérito vive desde sua renúncia ao pontificado

O cardeal argentino Jorge Maria Bergoglio foi eleito como líder da Igreja Católica no dia 13 de março.

O Vaticano não divulgou nenhum comunicado oficial sobre o encontro, mas o correspondente da BBC em Roma, David Willey, diz que o encontro teve uma mistura calculada de informalidade e formalidade, em meio a especulações sobre como o protocolo atual do Vaticano lidaria com a situação.

O papa emérito abraçou Francisco em sua chegada no heliporto de Castel Gandolfo, usando o casaco branco com o qual já havia sido visto caminhando pela propriedade.

Os dois pontífices, vestidos de branco, trocaram presentes e rezaram juntos na capela privada do local.

Francisco insistiu em ajoelhar-se ao lado de Bento 16 e não usou o genuflexório especial preparado para ele. "Não! Nós somos irmãos, rezamos juntos!", disse o novo pontífice.

Foto: ANSA

No encontro privado, os dois devem ter tratados sobre os temas polêmicos

TEMAS DELICADOS

Na agenda do encontro dos sacerdotes estavam assuntos polêmicos que serão herdados pelo cardeal argentino em seu pontificado, incluindo um documento secreto preparado por Bento 16 sobre o escândalo de vazamento de documentos no ano passado.

O novo líder da Igreja Católica é geralmente eleito após a morte de seu antecessor e não há nenhum registro público de encontros anteriores entre um papa em exercício e um ex-papa.

Em 1294, Celestino 5º renunciou após cinco meses como papa. Bonifácio 8º foi eleito dias depois e ordenou a prisão do pontífice anterior. Celestino faleceu um ano depois.

O papa Francisco falou com carinho sobre seu antecessor no cargo. Um de seus primeiros atos como papa foi um telefonema para Bento 16.

Foto: Assaocieted Press

Francisco rejeitou genuflexório papal e rezou ao lado de antecessor

O pontífice emérito deverá permanecer na residência de verão em Roma até que novas acomodações sejam preparadas para ele dentro do Vaticano - previstas para o fim de abril.

Já Francisco começa essa semana a temporada litúrgica mais importante da Igreja, com a missa do Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, que dá início à semana da Páscoa.

Foto: La Presse

Pontífices trocaram presentes durante encontro


20 de mar. de 2013

Dilma esbanja em viagem à Roma

BRASIL
Dilma esbanja em viagem à Roma
A presidenta não quis ficar na residência oficial da Embaixada do Brasil, instalada num amplo palacete no centro histórico de Roma, onde os outros presidentes sempre se hospedaram, inclusive Lula. Optou por um hotel de luxo, e com sua comitiva ocupou 52 quartos de hotel e alugou uma frota de 17 carros. Foi uma das primeiras mandatárias a chegar, na madrugada do sábado, para a posse do Papa e a última a sair

Foto: Juliana Cardilli/ G1

Fica estranho o esbanjamento da presidente (na foto no hall do suntuoso hotel), conhecida pela sovinice em gastar seu próprio dinheiro, e que foi a posse de um Papa que prega a humildade e a opção pelos pobres.

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Folha S. Paulo, G1, G1

A viagem da comitiva da presidente Dilma Rousseff para a missa inaugural do papa Francisco, em Roma, envolveu o aluguel de 52 quartos de hotel e 17 veículos, segundo reportagem de Fabiano Maisonnave, para o jornal Folha de S. Paulo.

Fotos: Divulgação



Fachada e hall do hotel Westin Excelsior, na Via Veneto, Roma, Itália


Um dos comodos da suite presidencial do Hotel - onde Dilma ficou- diária de de R$ 7.700,00

Dilma, quatro ministros, assessores mais próximos e seguranças se hospedaram no hotel Westin Excelsior, na Via Veneto, um dos endereços mais sofisticados de Roma, num total previsto de 30 quartos.

Um deles foi transformado em escritório para a Presidência da República.

A diária da suíte presidencial custa cerca de R$ 7.700, enquanto o quarto mais barato fica por R$ 910.

Mais outros 22 quartos, foram ocupado pelo pessoal de apoio, num hotel próximo.

Foto: Andreas Solaro/France Presse

Palacete da embaixada brasileira em Roma, em frente a fonte del Moro, na praça Navona, rejeitado por Dilma. Onde os outros presidentes brasileiros, inclusive Lula, constumavam se hospedar.

A presidente não quis ficar na residência oficial da Embaixada do Brasil, instalada num amplo palacete no centro histórico de Roma e que costuma receber mandatários do país.

Foi o caso do ex-presidente Lula, em 2005, quando participou do funeral do papa João Paulo 2º.

Segundo a assessoria da Presidência, Dilma prefere hotéis por facilitar a rotina de trabalho.

No caso específico de Roma, outro motivo é que a representação brasileira está temporariamente sem embaixador.

Já a frota alugada inclui sete veículos sedan com motorista, um carro blindado de luxo, quatro vans executivas com capacidade para 15 pessoas cada, um micro-ônibus e um veículo destinado aos seguranças.

Apenas para o transporte de bagagens e equipamentos, Dilma contou com um caminhão-baú e dois furgões.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma foi uma das primeiras a chegar à Roma e uma das últimas a deixar a capital italiana

A presidente chegou no domingo à tarde em Roma, quando aproveitou para visitar duas igrejas históricas.

Anteontem, visitou uma exposição do pintor italiano Ticiano, e sem pauta, se reuniu com o ex-ministro de Lula José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO (organização da ONU para agricultura e alimentação) e com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, que está em fim de mandato, apenas para passar o tempo.

Ontem, Dilma participou da missa inaugural de Francisco e se reuniu brevemente com o presidente da Eslovênia, Borut Pahor, país europeu de cerca de dois milhões de habitantes.

Também teve uma breve reunião com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que não estava prevista. As duas tricotaram por cerca de 15 minutos.

Hoje, Dilma teve uma reunião bilateral com o Papa Francisco pela manhã e finalmente embarcou de volta para o Brasil.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff, que ficou mais um dia a mais em Roma, para uma reunião de 30 minutos com o Papa Francisco.

Em nota, a assessoria do PPS informou que o deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) vai cobrar do Palácio do Planalto mais informações sobre o custo total da viagem da presidente a Roma. O partido também quer o gasto total dos deslocamentos da presidente ao exterior desde o início do mandato.


19 de mar. de 2013

Missa inaugural do Papa Francisco

VATICANO - Roma
Missa inaugural do Papa Francisco
''Vá, Francisco, arrume a minha casa'', foi com essas palavras, escritas em italiano, que um grupo de fiéis esperava o papa Francisco no dia de seu entronamento, nesta quarta-feira, em Roma, na praça São Pedro. O primeiro papa latino-americano, que assume após a primeira renúncia de um pontífice em quase 600 anos, tomou posse oficialmente como papa com muitos católicos ainda chocados com os recentes escândalos financeiros e sexuais que abalaram a Igreja.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Postado por Toinho de Passira
Texto de
Fontes: Reuters, The New York Times, Stern, Paris Match, Le Figaro, BBC Brasil

O papa Francisco inaugurou oficialmente seu pontificado, nesta terça-feira, com um pronunciamento em que pregou a defesa do meio ambiente e dos mais fracos da sociedade, alertando que o caminho contrário leva à morte e à destruição.

Falando a cerca de 200 mil pessoas e muitos dignitários estrangeiros reunidos em um dia ensolarado na Praça de São Pedro, o papa argentino salientou a mensagem que tem sido constante desde sua eleição no conclave da semana passada: que a missão da Igreja é defender os pobres e os desprivilegiados.

Foto: Filippo Monteforte/AFP

Em conformidade com essa mensagem, a missa celebrada nas escadarias da gigantesca Basílica de São Pedro foi mais simples do que o esplendor barroco que cercou a inauguração do seu antecessor, Bento 16, em 2005.

A missão da Igreja "significa respeitar cada criatura de Deus e respeitar o ambiente em que vivemos. Significa proteger as pessoas, mostrar preocupação amorosa por cada pessoa, especialmente as crianças, os idosos, os necessitados, que muitas vezes são os últimos em quem pensamos", disse ele na homilia.

O argentino Jorge Mario Bergoglio assumiu o inédito nome papal numa homenagem a São Francisco de Assis, símbolo da pobreza, simplicidade, caridade e amor pela natureza.

O papa disse que, sempre que os seres humanos deixam de cuidar do meio ambiente ou uns dos outros, "abre-se o caminho para a destruição, e os corações se endurecem. Tragicamente, em cada período da história, há os Herodes que tramam a morte, causam a destruição e estragam o semblante de homens e mulheres."

Foto: Claudio Peri/DPA

A simplicidade demonstrada por Francisco, primeiro papa jesuíta, alimenta esperanças de mudança e renovação numa Igreja assolada por uma grave crise global.

"Ele é uma pessoa simples, humilde, não é como os papas intocáveis, ele parece alguém a quem as pessoas normais podem abordar", disse, no meio da multidão, o eletricista argentino Cirigliano Valetin, de 51 anos, que trabalha no sul da Itália.

Francisco herda uma Igreja imersa em escândalos decorrentes dos casos de pedofilia do clero e do vazamento de documentos que expuseram situações de corrupção e rivalidade entre cardeais da Cúria Romana.

Ele também foi acusado por alguns críticos de não se empenhar suficientemente contra os abusos aos direitos humanos ocorridos durante a ditadura militar argentina (1976-83), quando cerca de 30 mil esquerdistas foram sequestrados e mortos pelo regime. O Vaticano negou veementemente essas acusações.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Em sua homilia, o novo papa pediu aos líderes mundiais que sejam "protetores uns dos outros e do meio ambiente".

"Não nos esqueçamos que o ódio, a inveja e o orgulho maculam nossas vidas. Sermos protetores, portanto, significa também prestar atenção nas nossas emoções, nos nossos corações."

Foto: Gregorio Borgia/AP

JIPE ABERTO

Antes da missa, ele percorreu a abarrota praça em um jipe branco aberto, abandonando o papamóvel à prova de balas usado com frequência por Bento 16.

O papa parou diversas vezes para cumprimentar algumas pessoas na multidão. Beijou bebês, e saiu do carro em um certo ponto para abençoar uma pessoa com deficiência.

Ele usava vestes brancas simples e sapatos pretos, em contraste com os luxuosos sapatos vermelhos que chamaram atenção quando usados por Bento. Ainda antes da cerimônia, ele recebeu seu recém-cunhado anel de ouro e seu novo pálio, uma faixa de lã a ser usada ao redor do pescoço, que fora colocada durante a noite sobre o túmulo de São Pedro, sob o altar da basílica.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

,A cerimônia foi realizada a partir de um altar sobre os degraus da enorme basílica, e também foi reduzida para duas horas depois de um serviço de três horas em 2005, quando Bento 16 começou seu pontificado.

Após a missa, centenas de padres --protegendo-se do sol em sombrinhas amarelas e brancas, as cores do Vaticano-- distribuíram a comunhão à multidão, enquanto Francisco os observava de um trono elevado atrás do altar.

Ele deixou a basílica em uma fila de cardeais que entoavam uma ladainha pedindo que o novo pontífice tenha ajuda de santos -- incluindo vários que foram papas.<

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

A missa instalou formalmente Francisco como o novo líder dos 1,2 bilhão de católicos do mundo.

Seis monarcas e diversos líderes mundiais, como as presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, da Argentina, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden e a primeira ministra alemão Angela Merkel, acompanharam a missa, em meio a cerca de 130 delegações instaladas numa área especial da escadaria.

Vários líderes de outras religiões também estavam presentes, como o patriarca Bartolomeu, de Istambul -- primeiro líder do cristianismo ortodoxo a comparecer a uma inauguração papal desde o Grande Cisma que dividiu o cristianismo ocidental e oriental, em 1054.

Foto: Reuters

Cristina Kirchner, inconveniente pedido de apoio à reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas

Após a missa, Francisco recebeu os líderes políticos no interior da basílica, mas na segunda-feira ele já teve seu primeiro contato com a diplomacia inerente ao cargo, quando Cristina lhe pediu apoio à reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas, controladas pela Grã-Bretanha. O Vaticano não comentou essa solicitação.

Ele também acabaria por cumprimentar um pária internacional, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, que desde 2002 está proibido de viajar à União Europeia por causa de acusações de fraude eleitoral e abusos aos direitos humanos. O Vaticano não é parte da UE, o que permitiu a Mugabe estar presente.

Foto: Stefano Rellandini/Reuters

Na segunda-feira, o Vaticano apresentou o novo brasão de armas do papa -- semelhante ao que ele usava como arcebispo de Buenos Aires, com símbolos representando Jesus, Maria e José.

O lema do brasão será "Miserando atque eligendo" ("Tendo tido misericórdia, ele o chamou"), que vem de uma meditação de São Beda, um monge inglês do século 8º, a propósito de uma passagem do Evangelho em que Jesus convida São Mateus para se tornar apóstolo.

Em vários sermões e comentários desde sua surpreendente eleição como papa na quarta-feira passada, Francisco pediu às pessoas que sejam mais misericordiosas e menos propensas a condenarem falhas alheias.

Foto: Victor R. Caivano / AP

Centenas de fiéis Missa relógio Papa Francisco de instalação em uma grande tela do lado de fora da Catedral Metropolitana de Buenos Aires, Argentina, em 19 de março. Ex Argentina cardeal Jorge Mario Bergoglio foi escolhida como líder da Igreja Católica em 13 de março.


14 de mar. de 2013

A surpreendente eleição de um Papa Argentino: Jorge Bergoglio, Papa Francisco

VATICANO – HABEMUS PAPA
A surpreendente eleição de um Papa Argentino:
Jorge Bergoglio, Papa Francisco
Surpresa. Foi assim que grande parte dos fiéis na Praça São Pedro recebeu a notícia de um papa argentino. Logo após dar sua primeira bênção na sacada da basílica, Jorge Bergoglio, agora papa Francisco, brincou que foram buscar um papa "no fim do mundo". Ele fazia referência a uma piada sobre a localização geográfica argentina.

Foto: Christopher Furlong/Getty Images

O novo Papa na sacada da Catedral de São Pedro


As primeiras páginas dos jornais argentinos, Clarin, La Nacion e Tiempo – orgulhosos do Papa patrício

Postado por Toinho de Passira
Fontes: , Reuters , Veja, BBC Brasil, Tiempo Argentino, La Nacion, El Clarin

O novo papa da Igreja Católica, o argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, escolheu o nome Francisco para ser chamado durante seu pontificado. Essa é a primeira vez em que o nome é escolhido por um papa. Segundo o Vaticano, Bergoglio quis fazer uma homenagem a São Francisco de Assis, que amava os pobres.

São Francisco de Assis traduz a personalidade humilde e simples pela qual o argentino, que anda de ônibus e se dedica aos mais pobres, é conhecido. Embora Bergoglio não tenha se formado pela ordem franciscana, sua personalidade se assemelha à de São Francisco de Assis, cujo nome está atrelado à humildade, à simplicidade e à reconstrução da Igreja.

“O papa Francisco pediu ao povo que lhe abençoasse antes de ele dar a benção, o que revela um gesto de humildade característico dos franciscanos”, disse Valeriano dos Santos Costa, diretor da Faculdade de Teologia da PUC de São Paulo.

Foto: Associated Press/Clarin

A fumaça branca dava as boas novas que um novo Papa havia sido escolhido

Foto: Associated Press/Clarin

A bandeira da Argentina tremula vitoriosa na Praça de São Pedro


As primeiras páginas dos jornais argentinos, Clarin, La Nacion e Tiempo – orgulhosos do Papa patrício

reconstrução - William Cook, professor de história da Igreja Católica da Universidade Estadual de Nova York, explica que quando São Francisco recebeu o chamado de Deus, ouviu que deveria reconstruir a Igreja.

“Eu acho que, de alguma forma, ele (o papa Francisco) está proclamando que será um novo dia. Reconstruir a igreja significa reevangelizar. Significa consertar a igreja institucional que ruiu na burocracia do Vaticano”.

O professor acrescenta que Francisco “nunca criticou ninguém sobre seu estilo de vida”.

“Então, eu acho que ele está dando uma declaração, não só de que seu jeito de tratar das coisas é humilde, mas também de que não será acusatório, mas inclusivo”. Para Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da PUC de São Paulo, com a homenagem a São Francisco de Assis, “podemos concluir que ele será um papa com uma grande preocupação com questões de caridade e de ação social”.

Foto: AFP/Clarin

O primeiro aceno para os fiéis

EVANGELIZAÇÃO - Outra característica revelada pelo nome escolhido pelo novo pontífice é a ênfase à nova evangelização. Em relação a isso, o nome também remete a São Francisco Xavier, um santo jesuíta, ordem da qual o argentino também faz parte.

“São Francisco Xavier foi um grande missionário do Oriente”, lembra Ribeiro Neto, acrescentando que o novo papa poderá “apresentar o cristianismo para quem não é cristão”.

“Pode ser, então, que seja um pontificado mais preocupado com a difusão do cristianismo do que com problemas internos da Igreja, embora fatalmente o novo papa tenha de enfrentá-los”.

A característica de evangelização também é encontrada entre os franciscanos que, ao lado dos dominicanos, foram uma das primerias ordens a chegar ao novo mundo, ressalta o professor Cook. “Várias cidades na América Latina têm o nome de São Francisco, Santa Cruz. Os franciscanos foram importantes na evangelização e também representam a ordem que levou o cristianismo para novos lugares”.

“Eu espero que o papa dê continuidade a esse aspecto do próprio Francisco, que foi conhecer um sultão no Egito e o abraçou. Obviamente, o mundo cristão tem que viver pacificamente com o mundo islâmico e isso é outra coisa que nós associamos com São Francisco. Ele também era um amante da natureza. Ele disse que parte de nossas vidas como cristãos deve ser amar e cuidar da terra. E eu espero que Francisco se torne o papa verde”.

O santo, um jovem rico da cidade italiana de Assis, na região da Umbria, renunciou à riqueza e fundou a ordem franciscana em 1209. Patrono da Itália, São Francisco de Assis é frequentemente retratado com pássaros, sendo também patrono da ecologia.

O antecessor de Francisco, o agora papa emérito Bento XVI, escolheu o nome com o intuito de dar continuidade ao papado de Bento XV, que dirigiu o Vaticano durante a I Guerra Mundial, e também em homenagem ao São Bento original, que fundou a Ordem Beneditina e é considerado um dos pioneiros da educação europeia. Karol Wojtyla, ao se tornar papa em 1978, escolheu usar o nome João Paulo II, em deferência ao seu antecessor, que teve um curto papado de pouco mais de um mês.

A tradição de o papa eleito escolher um novo nome teve início no ano 533, quando o pontífice decidiu mudar seu nome original, Mercúrio, que remeteria a um deus pagão, para João, escolha amplamente aceita no Vaticano. Depois dele, todos os papas seguiram a ideia.

Foto: Associated Press/Clarin

A primeira benção "Urbi et Orbi" para a cidade de Roma e para o mundo

ZEBRA - O nome do argentino Jorge Mario Bergoglio não aparecia com destaque. A razão seria sua idade. Aos 76 anos, ele foi eleito papa em um conclave que tinha a expectativa de eleger um pontífice mais jovem, principalmente depois que Bento XVI alegou falta de vigor físico ao renunciar ao pontificado.

Em entrevista ao site de VEJA, o professor americano William Cook, da Universidade do Estado de Nova York, disse que, se não fosse pela idade, o argentino estaria no topo da lista. “As pessoas assumiram que, após quase duas décadas com papas eleitos com idade entre 70 e 80 anos, nós teríamos um papa mais jovem. Um cardeal chegou a dizer que a idade perfeita seria 63 anos. A eleição de Bergoglio foi uma surpresa”.

O professor lembra que Bergoglio esteve entre os mais cotados em 2005, ano em que Joseph Ratzinger foi eleito. Na época, o argentino tinha 69 anos. “Em 2005, ele era claramente o candidato daqueles que se opunham a Ratzinger e procuravam, em vez de continuidade, uma nova expressão da fé depois de 27 anos de João Paulo II”, explica.

Quanto ao estilo de liderança da Igreja Católica, o governo de Francisco deve ser bem distinto do de Bento XVI, marcado por seu estilo elegante e germânico. O argentino, que cozinha sua própria comida e utiliza transporte público para chegar ao trabalho, deve adotar uma forma de vida mais simples, mesmo no papado.

“Ele parece ser, de todas as formas, um homem muito simples, e as pessoas acho que já viram isso. A primeira coisa que Bergoglio pediu foi a benção dos fiéis. É um gesto bonito e, de certa forma simbólica”.

O especialista destaca o fato de Francisco ser um pastor. “Ele foi arcebispo de Buenos Aires por um longo tempo e é muito importante ter um pastor no papado”, diz. “João Paulo II foi um papa incrível porque entendia sua responsabilidade como pastor e, obviamente, o cardeal Ratzinger tinha pouca experiência pastoral. Então, foi mais difícil para ele ser um papa efetivo”.

Foto: Associated Press/NBC News

De uma sacada vizinha os cardeiais eleitores observam a multidão aclamar o novo Papa

NO BRASIL - Sobre a nova evangelização, Cook acredita que o novo papa terá de “mostrar que o cristianismo e o catolicismo, em particular, são relevantes para as vidas de todas as pessoas, não somente a vida dos avós, mas também dos netos”. Uma boa chance de se ter uma ideia de como ele irá comandar essa tarefa será sua participação na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho.

“Ele vai voltar para a América do Sul e estará com milhões de católicos de todo o mundo. Será interessante ver o quão bem ele vai se conectar com eles. Será o lugar para o qual temos que olhar para perceber se conseguirá um bom começo para a nova evangelização”.

Foto: Rout Biswaranjan/AP/Le Figaro

Na India uma escultura de areia homenagea o novo Papa