Mostrando postagens com marcador PSD. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSD. Mostrar todas as postagens

24 de mai. de 2013

Por declarações na votação da MP dos Portos, PSD também quer cassar Garotinho

BRASIL - Corrupção
Por declarações na votação da MP dos Portos,
PSD também quer cassar Garotinho
Posicionamento do deputado do PR durante a votação da MP dos Portos foi considerada quebra de decoro pela bancada do partido; se processo avançar, parlamentar pode perder o mandato

Foto: José Cruz/ABr

Garotinho disse que se for chamado a depor na comissão de ética, vai colocar no ventilador

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão

O líder do PSD na Câmara dos Deputados, Eduardo Sciarra (PR), protocolou, nesta quinta-feira, 23, representação contra o líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), pedindo a instauração de procedimento disciplinar que pode culminar na perda de mandato do parlamentar.

Para a bancada do PSD, Garotinho quebrou o decoro parlamentar durante a votação da MP dos Portos, na semana passada, ao indicar que emendas apresentadas atendiam a interesses de empresários do setor portuário. Sciarra alegou que a conduta do líder do PR foi "ofensiva à honra dos parlamentares" e que o comportamento de Garotinho "afeta a imagem de todos os deputados".

A representação do PSD difere do pedido de sindicância encaminhado nesta semana pelas lideranças do PMDB, PPS, DEM e PSDB, uma vez que esses partidos solicitaram a averiguação de possível quebra de decoro parlamentar, enquanto o PSD já pede a instauração de procedimento ético-disciplinar por entender que houve quebra de decoro. Se o pedido for julgado procedente, Garotinho pode perder o mandato.

Durante as sessões que aprovaram a MP dos Portos, Garotinho chegou a dizer que a MP "cheirava mal", que a emenda aglutinativa apresentada na votação era "Tio Patinhas" e que a medida deveria se chamar "MP dos Porcos". Segundo Garotinho, lobistas circularam pelos corredores do Congresso naquela semana. Ele reiterou as declarações feitas em plenário e prometeu fazer novas revelações caso fosse chamado pelo Conselho de Ética.

Vamos aguardar com ansiedade

10 de abr. de 2012

"PSD a perigo" - Merval Pereira

OPINIÃO
PSD a perigo
O PSD poderá ficar “sem a mercadoria mais valorizada que existe no mercado partidário brasileiro, o tempo de televisão”. “Com isso, pode perder muitas adesões ou mesmo se inviabilizar, pois disputará as eleições municipais e, sobretudo, também as eleições congressuais de 2014 sem participar da propaganda eleitoral de rádio e televisão”.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Kassab e seu partido em baixa no mercado das alianças políticas eleitorais

Merval Pereira
Fonte: Blog do Merval

O PSD do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab acaba de receber duro golpe da Procuradoria Geral Eleitoral, cujo chefe, Roberto Gurgel, negou o tempo de televisão requerido pelo partido, acatando na integralidade os argumentos do DEM e de mais 20 outros partidos que entraram na Justiça contra a pretensão do novo partido de ficar com o tempo de televisão de seus filiados.

Tudo indica que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, se houver o julgamento, será na mesma direção, confirmando que o tempo de televisão pertence aos partidos que disputaram as últimas eleições, e não aos eleitos individualmente, não sendo possível, portanto, transferi-lo para a nova legenda ainda virgem eleitoralmente.

Se essa tendência for confirmada pelo TSE, ou mesmo se não houver um julgamento em prazo hábil, o PSD ficará sem a mercadoria mais valorizada que existe no mercado partidário brasileiro, o tempo de televisão.

Com isso, pode perder muitas adesões ou mesmo se inviabilizar, pois disputará as eleições municipais e, sobretudo, também as eleições congressuais de 2014 sem participar da propaganda eleitoral de rádio e televisão.

Muitos parlamentares, que pretendem se candidatar a deputado – estadual ou federal – e senador em 2014 certamente procurarão uma nova legenda, pois não terão tempo de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão.

De imediato, o lugar de vice na chapa tucana em São Paulo pode ser ameaçado, e a reivindicação do DEM fica fortalecida pelo tempo de televisão que o partido tem a oferecer, o terceiro maior, depois do PT e do PSDB.

Como comenta o presidente do DEM senador Agripino Maia, sem tempo de televisão um representante do PSD só entrará na chapa “com o desgaste da prefeitura”.

Maia atribui a uma manobra de Kassab os boatos que surgiram nos últimos dias de que o DEM se dissolveria ou seria absorvido por outro partido, o PSDB ou o PMDB.

Com o direito ao tempo de televisão de propaganda intocado, o DEM considera que tem ainda um bom trunfo para negociar apoios.

Mas, por seu lado, o DEM também trará o desgaste do recente episódio do senador Demóstenes Torres, embora o tenha expelido da legenda com a rapidez que não se vê em seus adversários.

Também as alianças que o PSD vem firmando por todo o país podem ficar prejudicadas diante desse fato novo.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Foto de Lula com Kassab, divulgado pelo Instituto Lula, pode significar muita coisa, ou ser apenas um registro fotografico.

O ex-presidente Lula parece ter saído do tratamento para a cura do câncer na laringe disposto a cuidar mais de si do que de seu partido.

Nada mais evidente de seu estado de espírito do que a foto que divulgou ontem, da visita que recebeu no Hospital Sirio e Libanês do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do PSD.

Como se sabe, partiu do pragmatismo de Lula a ideia de fazer uma aliança entre PT e PSD para dar ao candidato de 3% Fernando Haddad uma maior consistência política.

A irritação da senadora Marta Suplicy, que já fora escanteada na sua pretensão de se candidatar novamente à Prefeitura, só fez aumentar, e ela anunciou que não subiria no palanque ao lado de Kassab.

Por essas trapaças da política, quem a salvou foi seu arquiadversário tucano José Serra que, decidindo-se afinal se candidatar à Prefeitura, tirou Kassab dos braços do PT, que ficou a ver navios e passou a criticar aquele com quem namorara publicamente até pouco tempo antes.

O ex-presidente Lula tem uma equipe de assessoria que o acompanha o dia inteiro, inclusive um fotógrafo oficial, e as fotos de seus encontros no Hospital Sirio e Libanês ou no Instituto Lula são divulgadas obedecendo a uma estratégia política.

Como então poderá o PT dirigir suas baterias contra a gestão da Prefeitura de São Paulo se o prefeito Gilberto Kassab parece tão próximo de Lula?

Há também outro dado interessante: fora de São Paulo, o PSD de Haddad está apoiando o PT em vários estados, cena típica desse pandemônio em que se transformou a política partidária brasileira.

Os petistas e os tucanos mais radicais (é incrível, mas existem tucanos radicais) já não haviam gostado da foto recente em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso abraça Lula no Sírio e Libanês.

Os tucanos, por que consideraram que a confraternização emitia sinais desencontrados para os eleitores, e houve até mesmo quem visse na visita uma tentativa de desestabilizar a candidatura de Serra.

Já os petistas consideraram que Lula abraçado a Fernando Henrique retirava o peso das críticas à gestão dos tucanos em São Paulo.

Tudo bobagem. Aquela foto mostrava apenas dois velhos conhecidos, quase amigos, que já estiveram juntos em várias ocasiões das suas vidas políticas, e distanciados outras tantas, se reencontrando na solidariedade da doença.

Um reencontro, aliás, facilitado pelo comportamento da presidente Dilma Rousseff, que soube quebrar o gelo das relações entre o ex-presidente tucano e o governo petista.

Já o encontro com o prefeito Gilberto Kassab pode ter uma conotação simplesmente formal, mas certamente a conversa teve conotações políticas.

Essa disposição de Lula de não se dedicar integralmente à atividade dos palanques, que já teria sido comunicada a seus correligionários, tem de imediato uma vítima principal, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, que perde seu único apoio relevante.

É claro que Lula continuará orientando a campanha de seu escolhido para tentar tirar do PSDB a hegemonia da política paulista, mas vencer a eleição para a prefeitura paulistana já não parece ser sua prioridade, mais preocupado em preservar sua saúde e manter viva a imagem de líder popular que muitos consideram ter mudado a face social do país.

Desse ponto de vista, preservar a memória de sua carreira política através do Instituto Lula parece mais importante do que manter-se na atividade política frenética que vinha levando até ser atingido pela doença.


*Acrescentamos subtítulo, fotos e legendas a publicação original

13 de fev. de 2012

Marta bate o pé e não quer saber de Kassab

SÃO PAUL0 – Eleições 2012
Marta bate o pé e não quer saber de Kassab
”Marta resolveu chutar o balde em Brasília, comparando a aliança com Kassab a um pesadelo. "Corro o risco de acordar de mãos dadas com Kassab no palanque", disparou, descartando qualquer acordo com o prefeito”.

Foto: Antonio Cruz/ABr

Para quem não está reconhecendo, juramos de pés juntos, que esta é Marta Suplicy, repaginada, “botoxada’, plastificada, maquiada e remendada.

Kotscho
Fontes: Blog Balaio do Kotscho

A ex-prefeita Marta Suplicy não poderia ter escolhido melhor o dia e o lugar para mostrar toda sua mágoa com a direção do PT que a impediu de tentar mais uma vez voltar ao cargo de prefeita de São Paulo.

Em Brasília, após a reunião do diretório nacional e na véspera da festa de 32 anos do partido, Marta tinha todas as câmeras e microfones à sua disposição para detonar a aliança que o PT paulistano está costurando com o PSD do prefeito Gilberto Kassab.

Era o álibi que Marta esperava para justificar sua notada ausência na coordenação da campanha de Fernando Haddad, o ex-ministro da Educação escalado por Lula para defender a camisa do PT em São Paulo.

Antes de perder a vaga, Marta liderava todas as pesquisas de intenção de voto, mas seus índices de rejeição também eram altos, principal argumento utilizado pelos que não queriam sua candidatura.

Fez biquinho, engoliu em seco e tratou de garantir mais um ano na vice-presidência do Senado, rifando o acordo de revezamento que havia feito com o senador cearense José Pimentel.

Garantida no trono ao lado de Sarney, foi contemplada também com a indicação de seu ex-secretário Jilmar Tatto para novo líder do PT na Câmara.

Lula e o PT se empenharam para fazer agrados e trazer Marta de volta ao ninho, mas a decisão de abrir negociações com Gilberto Kassab, seu maior inimigo político na cidade, ao lado do ex-aliado José Serra, foi demais para o orgulho e o estômago da ex-prefeita.

Marta resolveu chutar o balde em Brasília, comparando a aliança com Kassab a um pesadelo. "Corro o risco de acordar de mãos dadas com Kassab no palanque", disparou, descartando qualquer acordo com o prefeito.

Afinal, nas últimas eleições paulistanas, em 2008, Marta enfrentou uma campanha duríssima contra Kassab, Serra e Alckmin, na época da aliança PSDB-DEM (hoje rebatizado de PSD).

Após pesada troca de acusações e insinuações, Kassab acabou vencendo no segundo turno e procurou de todas as formas desqualificar a administração petista.

Na Câmara Municipal, os vereadores do PT passaram os últimos quatro anos batendo duro no prefeito, qualificando sua gestão de elitista e higienista.

Como explicar agora aos militantes e aos eleitores, principalmente os da periferia, que sempre acompanharam Marta nas eleições, esta estranhíssima aliança com Kassab, que já chamei aqui de casamento de jacaré com rinoceronte?

Claro que o PT não está conversando com Kassab sobre afinidades programáticas nem projetos para melhorar a vida de quem mora nesta cidade, nem mesmo está atrás dos votos dele, até porque o prefeito tem altíssimos índices de rejeição.

Também não é por causa do tempo do PSD na televisão, que não passa de um minuto ( o partido ainda tenta conseguir mais alguma coisa no TSE).

Os olhos de Lula e Dilma miram não a eleição deste ano, mas a de 2014, tanto no plano federal como no estadual, em que o maior objetivo do PT é isolar o PSDB e, principalmente, José Serra, que levou Kassab para a prefeitura como vice em 2004.

Além disso, o prefeito oferece um respeitável dote político, dono da terceira maior bancada na Câmara. O PSD poderá ser muito útil para quebrar 20 anos de domínio do PSDB em São Paulo e ajudar na reeleição de Dilma, se algum dos atuais partidos aliados roer a corda.

Para Kassab, já que não tem candidato para ganhar as eleições, melhor mesmo é se aliar ao PT e assim escapar de ver sua administração bombardeada durante a campanha eleitoral.

Resta saber se vale a pena perder o apoio de Marta, tão necessário para apresentar Fernando Haddad ao eleitorado paulistano, para andar por aí de mãos dadas com Kassab, e correr o risco de confundir o eleitorado em outubro.

Virgem em campanhas eleitorais, como Dilma Rousseff era em 2010, Fernando Haddad conta com o apoio decidido de Lula, mas carrega também um passivo de ex-ministro envolvido nos rolos do Enem, polêmicos livros didáticos e de um tal de "kit-gay", que já está atiçando seus adversários na campanha.

Por enquanto, ainda não está definido quem será o candidato anti-PT desta vez. Se Kassab indicar mesmo o vice de Haddad e romper a velha aliança com os tucanos, Alckmin terá dificuldades para carregar um candidato sozinho, qualquer que seja.

Por ironia do destino, sem ser candidata, Marta poderá ser o fiel da balança desta campanha municipal ainda absolutamente indefinida na maior cidade do país. E ela sabe disso para valorizar o seu passe. Acima de tudo, Marta é Marta.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original