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8 de out. de 2013

Rosinha Garotinho pode perder mandato por ter mandado pintar de cor de rosa postes da cidade

BRASIL - Bizarro
Rosinha Garotinho pode perder mandato por ter mandado pintar de cor de rosa postes da cidade
A prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), mulher do ex governador Anthony Garotinho, mandou pintar todos os postes de sinalização da cidade de roxo paixão, algo muito semelhante ao rosa choque que ela usa sempre nas campanhas eleitorais. Resultado foi condenada pelo Tribunal Eleitoral a pagar cerca de 200 000 reais e está ameaçada de perder o mandato e o direito de se candidatar a reeleição, por abuso de poder

Foto: Divulgaçâo

Rosinha Garotinho, o poste cor de rosa do marido, Anthony Garotinho

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Radar Online, O Globo

Rosinha Garotinho foi condenada em segunda instância pelo Tribunal Regional Eleitoral a pagar 80 000 Ufir – o que equivale a cerca de 200 000 reais – por pintar de rosa os postes de Campos dos Goytacazes (RJ).

Rosinha alega que os postes não eram rosa, mas sim roxo paixão. Por causa do argumento, o desembargador Abel Gomes aproveitou para tirar sarro da gravata usada por Jonas Lopes, advogado de Rosinha, durante a sessão:

- Afinal, a sua gravata é roxa ou rosa?

Mas os problemas de Rosinha não acabaram por aí, depois disso a Promotoria Eleitoral de Campos dos Goytacazes anunciou que foi ajuizado um pedido de cassação do registro de Rosinha e de seu vice por abuso de poder e conduta vedada. O órgão também pede a cassação do diploma da chapa, caso seja reeleita na cidade. O motivo é justamente a pintura dos postes de sinalização do trânsito, cuja tonalidade é parecida com a usada na campanha.

Segundo a representação, a ordem para a pintura partiu da Empresa Municipal de Transportes (EMUT), entre os dias 21 e 24 de setembro. Fotografias dos postes, nos principais cruzamentos da cidade, foram enviadas ao Ministério Público por fiscais da 100ª Zona Eleitoral.

A promotoria ressalta que a utilização de bens públicos para realização de propaganda eleitoral configura abuso de poder político, pois desequilibra a disputa eleitoral. De acordo com a lei, é proibido a agentes públicos ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública.

"A similitude das cores, independentemente do nome que se lhes queira dar, salta aos olhos e está a revelar a utilização de bens públicos para a realização de propaganda eleitoral, ainda que disfarçada, dos dois primeiros representados. Até mesmo servidores da EMUT, bem como os seus equipamentos, foram utilizados para a consecução da malfadada pintura", diz trecho da ação.

O Ministério Público (MP) destaca que a cor rosa é um dos principais símbolos da campanha da chapa, que concorre à reeleição pela Coligação Campos de Todos Nós. No texto, a Promotoria afirma que a cor está presente em adesivos, placas, microfone, automóvel, roupas e no site da campanha.

"Tudo é e deve ser rosáceo, ou no mínimo lembrar a referida tonalidade, para a fixação das pretensas candidaturas dos dois primeiros representados no imaginário popular e formar a convicção do eleitorado, como se infere do sítio eletrônico" sustenta a Promotoria.

O MP alega ainda que a pintura começou um dia antes do evento da campanha de Rosinha chamado de "Sábado Rosa". Além disso, a ação afirma que a legislação de trânsito prevê que os pontes de sustentação dos sinais devem ter cores neutras e foscas.

Foto: O Globo

Os postes pintados com o roxo Rosinha

De acordo com a lei, é proibido a agentes públicos ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública.O advogado de Rosinha Francisco Pessanha afirmou, logo após a determinação da Justiça em relação à nova pintura, que a tonalidade era diferente da usada na campanha.

- A cor que estava sendo usada é roxo-paixão, que não tem nada a ver com o tom da campanha dela. Essa é uma polêmica meramente eleitoral. Ninguém vai votar em alguém só por causa da cor de um poste.A candidatura de Rosinha e de Francisco Arthur ainda está sub judice.

Enquadrada na Lei da Ficha Limpa por ter condenação em órgão colegiado por abuso de poder econômico, Rosinha teve o registro de candidatura indeferido no Tribunal Regional Eleitoral do Rio e recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral. A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, deu parecer pedindo a rejeição do recurso e mantendo a inelegibilidade da prefeita. Enquanto o recurso não é julgado pelo plenário do TSE, a prefeita pode continuar fazendo a campanha cor de rosa.

15 de jun. de 2013

Hassan Rohani é o novo president do Irã

IRÃ – Eleição
Hassan Rohani é o novo president do Irã
Os eleitores iranianos escolheram em primeiro turno, para Presidente, um candidato moderado, que não gozava da preferencia do líder religioso supremo, o aiatolá Khamenei, que prometeu retomar o diálogo com os EUA e de promover uma agenda de liberdades civis. Lembrar, porém, que ainda continuará nas mãos dos clérigos, liderados por Khamenei e da poderosa Guarda Revolucionária, o poder efetivo de definir a agenda em todas as decisões importantes, como o programa nuclear e as relações com o Ocidente.

Foto: Yalda Moayeri/Reuters

VITÓRIA ACACHAPANTE - Hassan Rohani, acenando para eleitores após ter votado, venceu os cinco outros candidatos com votação massiva

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Folha de S. Paulo, Times Of Israel, Reuters, G1, The New York Times

Único clérigo entre os seis candidatos que disputaram a Presidência do Irã neste fim de semana, Hassan Rouhani, de 64 anos, foi declarado vencedor ao obter mais de 18 mihões de votos logo no primeiro turno. Experiente, ele já ocupou postos importantes e pretende dar vazão a propostas reformistas, entre elas a potencial retomada do diálogo com os Estados Unidos, maior inimigo da República Islâmica.

O resultado surpreendeu os analistas, que esperavam a definição do pleito em eventual segundo turno. Um dos favoritos na corrida presidencial, o prefeito de Teerã, Mohammad Baqer Qalibaf, ficou num modestíssimo em segundo lugar.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ainda terá de confirmar o resultado das eleições no próximo dia 3 de agosto. Em seguida, o novo presidente deverá ser empossado no Parlamento.

A participação da população foi estimada em 72%. Cerca de 50 milhões de iranianos estavam aptos a votar.

A expectativa é que Rouhani, que já criticou abertamente o atual líder Mahmoud Ahmadinejad, tente colocar em prática sua agenda de reformas, embora no país o presidente não estabeleça as políticas mais importantes, como o programa nuclear, as relações com o Ocidente ou as ações militares – áreas sob o comando de clérigos chefiados pelo aiatolá.

Em debates televisivos, durante a campanha, ele levantou assuntos polêmicos, como o isolamento do Irã na comunidade internacional, a crise econômica e os efeitos das sanções das potências e o programa nuclear.

Ele sinalizou também a intenção de retomar o diálogo com o maior inimigo da República Islâmica, os Estados Unidos, país com o qual Teerã cortou relações diplomáticas em 1979.

Foto: Wik-Commons

Khamenei, possivelmente incomodado com a vitória de Rohani

FIGURA DE DESTAQUE

Figura-chave na política iraniana, Rouhani já ocupou diversos postos parlamentares no país, como o de vice-presidente do Congresso e representante de Khamenei no Conselho Nacional de Segurança Supremo.

Sob o governo do ex-presidente Mohammad Khatami (que o apoiou nas eleições), ocupou o importante cargo de negociador-chefe para assuntos nucleares. Atualmente chefia um importante conselho estratégico nacional que assessora o líder supremo.

Fala inglês, alemão, francês, rússo e árabe, e possui um doutorado em direito pela Universidade Glasgow Caledonian, na Escócia.

Durante as manifestações de estudantes que protestaram contra o fechamento de um jornal reformista, em 1999, Rouhani adotou uma posição rígida, declarando que aqueles que tinham sido presos por sabotagem e pela destruição de patrimônio público deveriam receber a pena de morte caso fossem condenados.

Em 2009, no entanto, apoiou os manifestantes que protestaram contra o resultado das eleições que deram vitória a Mahmoud Ahmadinejad, e criticou o governo pela repressão aos protestos.

Sobre o controverso presidente Mahmoud Ahmadinejad, Rouhani já teceu críticas diretas, dizendo que suas "observações sem estudo, sem cálculo e irresponsáveis" já custaram muito ao país.

Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Iraniana, no Consulado do Irã, em Londres, mostra o dedo manchado de tinta, comprovante que votou nas eleições do seu país

APOIO MACIÇO

O ministro do Interior do Irã, Mostafa Mohammad Najjar, anunciou que Rouhani venceu as eleições presidenciais com 18,613,329 dos 36,704,156 de votos, ou 50,68% do total.

Najjar também afirmou que qualquer candidato descontente com os resultados teria três dias para registrar suas reclamações no Conselho dos Guardiães, órgão do sistema político iraniano cuja função é garantir que as leis aprovadas pelo Parlamento estejam em concordância com a Constituição e com a lei islâmica (sharia).

No Irã, para ser declarado vencedor e evitar um segundo turno, um candidato deve ter mais de 50% dos votos, válidos e inválidos.

O término da votação foi adiado por cinco horas na noite de sexta-feira para permitir que mais pessoas fossem às urnas.

O apoio maciço a Rouhani veio após Mohammad Reza Aref, o único reformista entre os candidatos à corrida presidencial, ter anunciado na última terça-feira que estava desistindo de sua candidatura seguindo um conselho do ex-presidente Mohammad Khatami, também visto como liberal.

Por causa disso, Rouhani ganhou guarida de dois ex-presidentes – Khatami e Akbar Hashemi Rafsanjani, este último desqualificado das eleições pelo poderoso Conselho de Guardiães, formado por 12 teólogos e juristas.

Além de Rouhani, disputaram as eleições presidenciais Mohammad Qalibaf, Saeed Jalili, Mohsen Rezai, Akbar Velayati e Mohammad Gharazi.

Qalibaf e Jalili eram vistos como candidatos ‘linha-dura’. O primeiro é visto como um conservador pragmático e um habilidoso negociador nuclear. O segundo é tido como muito próximo do líder supremo, o aiatolá Khamenei.

Completam a lista Rezai, o antigo chefe da Guarda Revolucionária, o ex-primeiro-ministro Velayati e o ex-ministro das Telecomunicações Gharazi.

Foto: Abedin Taherkenareh / European Pressphoto Agency

Partidários do presidente recém-eleito do Irã, Hassan Rohani, comemoram nas ruas de Teerã, neste sábado, após o anúncio de sua vitória

INTIMIDAÇÃO

Após a última eleição presidencial, em junho de 2009, milhões de iranianos foram às ruas para forçar a convocação de uma eleição após o líder supremo ter negado investigar as acusações de fraude protocoladas por três candidatos derrotados.

Dois deles, o ex-premiê Mir Hussein Mousavi e o clérigo Mehdi Karroubi, tornaram-se líderes de um movimento de oposição nacional conhecido como ‘Movimento Verde’, batizado em alusão à sua cor.

A eleição atual não contou com observadores internacionais e houve preocupações quanto ao tratamento destinado aos jornalistas durante a cobertura.

Na quinta-feira, a BBC acusou as autoridades iranianas de "níveis sem precedentes de intimidação" às famílias dos funcionários da emissora.

O Irã teria alertado as famílias de 15 membros da Seção Persa do Serviço Mundial da BBC que deveriam parar de trabalhar para a emissora ou suas vidas em Londres estariam em risco. Teerã não se pronunciou.


25 de mai. de 2013

No Irã, candidata virtual enfrenta aiatolás

IRÃ – Eleição
No Irã, candidata virtual enfrenta aiatolás
Zahra, uma heroína de história em quadrinhos, contesta veto à participação de mulheres na eleição presidencial


Zahra, a candidata

Postado por Toinho de Passira
Texto de Renata Malkes, para O Globo
Fontes: O Globo, Vote Zahra, Payvand, Political Forum

Entre as 30 mulheres que tiveram barradas na última semana suas candidaturas à Presidência do Irã, estava a valente Zahra, uma poeta e professora de 52 anos, moradora de Teerã. Diante da notícia de que não poderia concorrer, ela decidiu enfrentar o órgão responsável pelo veto, o Conselho dos Guardiães. E de dedo em riste.

- Onde estão suas credenciais? Sua autoridade? Vocês não têm autoridade para decidir nada. A era de um homem e uma verdade acabaram no Irã. Há toda uma nova geração disposta a transformar o Irã numa sociedade justa, igualitária e democrática - disse ela aos 12 clérigos ultraconservadores do conselho.

Essa história, claro, é falsa. Mas se as mulheres estão impedidas de concorrer na realidade, no mundo da literatura em quadrinhos elas tudo podem. E a cena e a resposta desafiadoras de uma simples mulher iraniana confrontando um grupo de velhos clérigos sisudos foi imaginada por Amir Soltani, um dos criadores da heroína fictícia dos quadrinhos “O Paraíso de Zahra”, lançado no Brasil no ano passado pela editora LeYa.

Ele e o colega Khalil Bendib decidiram lançar a personagem como candidata virtual à Presidência. Com plataforma, site, página no Facebook, Twitter e todo o aparato de campanha - mesmo que, na realidade, apenas oito candidatos, todos homens, disputem o pleito de 14 de junho no Irã.

- Claro que a campanha de Zahra vai continuar! Acreditamos na força da mulher e de um Irã melhor. Decidimos lançar Zahra candidata porque não há candidatas do sexo feminino na disputa e porque não há candidatos preocupados com a questão dos direitos humanos - contou Soltani ao GLOBO, por telefone, dos EUA, onde vive exilado.

Para o criador, Zahra é o retrato da classe média iraniana. Mulher e viúva, neta do fictício grande aiatolá Alavi, é poeta e professora. Bem educada, mas empobrecida. E sofrida.

Na ficção, a personagem teve um dos filhos, Mehdi, morto por milicianos do regime em 2009, nos protestos de rua que se seguiram à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Ela faz uma peregrinação em busca de pistas que leve ao paradeiro do filho desaparecido - mas só encontra o descaso das autoridades.

- A Zahra representa todas as famílias enlutadas do Irã e a esperança de mudanças. Ela concorre em nome do filho Mehdi para que as futuras gerações possam ter os direitos e as liberdades que ele não teve - explicou Soltani.

Com o apoio de organizações não governamentais, os cartunistas pretendem criar na internet um espaço para promover e debater novas visões para o futuro de seu país.

Em seu site vote4zahra.org, a candidata virtual defende o fim da pena de morte, a libertação dos presos políticos e a igualdade entre sexos. Até sexta-feira, mais de 2.600 pessoas haviam curtido a página da heroína no Facebook. Seus seguidores no Twitter ainda são pouco mais de mil. Para Soltani, é só o começo.

- O regime não pode prender ou matar Zahra! Nossa campanha é uma afronta virtual. Precisamos aproveitar para mostrar ao mundo que a eleição não pode ser um teatro, onde o aiatolá Ali Khamenei decide - disse o cartunista.

1 de mai. de 2013

Deputados da oposição são agredidos e impedidos de falar durante sessão no congresso venezuelano

VENEZUELA – Bizarro
Deputados da oposição são agredidos e impedidos de falar durante sessão no congresso venezuelano
Deputados chavistas atacaram com socos e pontapés, durante sessão parlamentar, os colegas da oposição, após esses protestarem por terem sidos impedidos de falar na Assembleia, até que reconheçam o resultado da eleição com fortes indícios de fraude, que elegeu o Nicolas Maduro presidente do país. Sete parlamentares foram espancados enquanto o chefe do Parlamento a tudo assistia sorrindo, da sua cadeira na presidência. É assim que funciona a Democracia venezuelana

Foto: Captura de Video

OS MAIS LESIONADOS: A deputada, María Corina Machado, teve o septo nasal quebrado e o deputado, Julio Borges, sofreu ferimentos no rosto

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, G1, Le Figaro, La Razón, El Nacional

Tudo começou após a aprovação sumária da indicação da nova presidente do Banco Central venezuelano. Cabello impediu os deputados opositores de participar de debates adicionais sobre o assunto, alegando "reciprocidade" por esses ignorarem a vitória de Maduro nas eleições de 14 de abril.

O clima era tenso antes mesmo do início da sessão, quando os deputados não alinhados ao chavismo que chegavam ao Parlamento não encontravam microfones em frente a seus assentos. Os equipamentos foram retirados por ordem do presidente da Assembleia, o chavista Diosdado Cabello. Os trabalhos só foram abertos com mais de três horas de atraso e, cerca de 30 minutos depois, o confronto eclodiu.

"Enquanto aqui nesta Assembleia Nacional não forem reconhecidas as autoridades, as instituições da República, os senhores da oposição poderão falar na (TV) Globovisión , no (jornal) El Nacional, mas aqui não", disse Cabello.

Os deputados opositores então iniciaram um apitaço e mostraram um cartaz em que se lia "Golpe no Parlamento".

Foto: Miguel Gutierrez/EFE

Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, está sendo responsabilizado pelo conflito

Foi o bastante para membros da bancada governista partirem para cima de seus pares não chavistas, dando início a um conflito que, segundo relatos, teve até a participação de um guarda-costas da Assembleia. Ao mesmo tempo, as câmeras da TV Assembleia foram viradas para o teto do plenário. Em seguida, a transmissão foi suspensa e o acesso de jornalistas ao local, proibido.

María Corina Machado, deputada da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), contou que quando se aproximava da bancada da presidência da Assembleia foi derrubada pela deputada chavista Nancy Ascensio. Mesmo no chão continuou a ser agredida, com pontapés. O mais grave é que assistindo a cena, de perto, o presidente da Assembleia, Diosdado Cabello, apenas sorria.

Por sua vez, o deputado Julio Borges disse que a oposição não compareceria a uma reunião convocada pela bancada governista na manhã desta quarta-feira, e pediu ações concretas para restabelecer a ordem no Parlamento. Para Borges, as agressões foram um golpe à democracia na Venezuela. “Nós não viemos mostrar nenhum golpe, não nos golpearam hoje, golpearam a Venezuela, a democracia venezuelana”, disse.

A tensão política na Venezuela está em nível máximo desde que Nicolás Maduro venceu o líder da oposição, Henrique Capriles, na eleição presidencial de 14 de abril por uma diferença de apenas 224.000 votos (1,49 ponto percentual). Trata-se do número final, atualizado na segunda-feira após a divulgação do resultado das urnas no exterior, nas quais Capriles teve mais de 93% dos votos. A oposição não reconhece a vitória de Maduro, alega fraude eleitoral e, nos próximos dias, entrará com um recurso para impugnar o pleito no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Foto:Captura de Video

Das agressões onze deputados sairam com algum tipo de ferimento, a grande maioria oposicionista

Além do deputado Julio Borges, o mais atingido, também foram agredidos os parlamentares oposicionistas: Américo de Grazzia, Ismael García, Eduardo Gómez Sigala, Homero Ruiz, Luis Barragán, Abelardo Díaz e as deputadas María Corina Machado e Nora Bracho. Entre os aliados do Governo saíram lesionados: Claudio Farías, Odalis Monzón e Nancy Ascencio.


17 de abr. de 2013

VENEZUELA: rumores da decretação de prisão de Capriles, por suposta incitação à violência

VENEZUELA – Eleição
Rumores da decretação de prisão de Capriles, por suposta incitação à violência
Protestos pós eleição já causou 7 mortos, 60 feridos e 170 presos. O país está em crise desde que Capriles, derrotado por pequena margem nas urnas, disse que não reconhecia a vitória de Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez, e exigiu recontagem dos votos. Se confirmado os rumores de uma ordem de prisão contra o candidato de oposição, pode piorar as coisas

Foto: Reuteres

Capriles nega que tem pregado a violência e o confronto entre os irmãos venezuelanos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, El Universal, G1, El Nacional, El Universal

Caracas amanheceu hoje, com rumores de que estaria sendo emitida pela justiça, uma ordem de prisão contra o candidato de oposição Henrique Capriles, baseado na legislação antiterror, responsabilizando-o pela violência no país, pelas mortes e pelos feridos.

Leopoldo López, líder do Partido “Vontade do Povo (VP) e correligionário de Capriles, em sua conta @ leopoldolopez, disse que ter informações de fontes seguras que ordens de prisão contra ele e Capriles já havia sido emitidas pelo juiz Miguel Graterol Maneiro da 6ª Vara da Área Metropolitana de Caracas (el Juzgado Sexto de Control del Área Metropolitana de Caracas). Junto exibe na sua conta do Twitter, pequeno detalhe do que seria o documento oficial.

Em entrevista à CNN em espanhol, Henrique Capriles disse que o “mundo é testemunha que todos os meus pronunciamentos, todas as minhas informações não contém uma única palavra que signifique apelo à violência ou confronto entre irmãos”.

Reiterou que a sua exigência pela recontagem total dos votos, é em respeito a vontade legítima do povo venezuelano.

Foto: Reuters

Protesto em Caracas, confronto com a polícia

Milhares de partidários da oposição participaram de passeatas nesta terça-feira na Venezuela para exigir uma recontagem de votos, depois da apertada vitória do chavista Nicolás Maduro na eleição presidencial de domingo, em mais uma jornada de distúrbios pós-eleitorais em que, segundo o governo, sete pessoas já morreram.

Maduro foi declarado presidente eleito na segunda-feira, mas a diferença inferior a 2 pontos percentuais sobre o oposicionista Henrique Capriles e denúncias de irregularidades durante a votação acirraram ainda mais os ânimos no polarizado país, provocando confrontos nas ruas.

A procuradora geral Luisa Ortega disse que sete pessoas morreram e 60 ficaram feridas em incidentes em várias cidades. As autoridades detiveram 170 pessoas, e o governo determinou o aquartelamento das forças policiais. Na terça-feira, porém, a violência não se repetiu no mesmo grau.

"Isso é responsabilidade de quem chamou à violência, de quem desacatou a Constituição e as instituições", disse Maduro em ato público pela televisão. "Seu plano é um golpe de Estado."

Milhares de eleitores de Capriles se reuniram nesta terça-feira diante das sedes regionais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para exigir uma auditoria nos votos. Capriles diz que a apuração paralela feita por sua equipe indica sua vitória na eleição, a mais acirrada na Venezuela em quase meio século.

MARCHA SUSPENSA

Num esforço para acalmar os ânimos, o candidato oposicionista decidiu suspender a passeata que previa liderar em Caracas na quarta-feira, depois de Maduro chamá-lo de "assassino" e declarar que não iria permitir uma manifestação da oposição na capital.

"O país precisa de calma, exercer seu direito sem violência. Pedimos a recontagem de votos, cadernos de votação e atas", disse Capriles em entrevista coletiva. "Eu quero pedir calma ao senhor Maduro. Quem está no (palácio presidencial de) Miraflores tem de garantir a paz dos venezuelanos."

A Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos e a União Europeia apoiaram Capriles em seu pedido de recontagem, mas vários países aliados, como Argentina, Brasil, Bolívia e Rússia, reconheceram a vitória de Maduro, que terá mandato até 2019.

Foto: Reuters

Os protestos continuam

Enquanto Maduro se prepara para assumir, na sexta-feira, o comando do país com as maiores reservas de petróleo do mundo, o conselho eleitoral não deu ouvidos às exigências de Capriles.

"O candidato Henrique Capriles não entregou ao CNE nenhuma prova nem demanda que apoie o que afirma publicamente", disse a chefe da autoridade eleitoral, Tibisay Lucena, em mensagem pelo Twitter.

Embora o sistema eletrônico de votação no país seja considerado confiável por organismos internacionais, a oposição diz que nem todas as atas de votação foram computadas pela autoridade eleitoral. Por isso, opositores exigem uma revisão de cada urna com o registro de papel que acompanha os votos.

A eleição na Venezuela foi convocada depois da morte do popular líder socialista Hugo Chávez, que passou 14 anos como presidente e morreu de câncer em 5 de março. Maduro, que já é o presidente interino, havia sido apontado por Chávez como seu herdeiro político.

Uma provável prisão de Henrique Capriles pode desencadear uma onda de violência e até um clima de pré-guerra civil na Venezuela.


15 de abr. de 2013

Maduro vence, com apenas 1,59 de vantagem. Capriles denuncia fraude e requer recontagem

VENEZUELA – Eleição
Maduro vence, com apenas 1,59 de vantagem.
Capriles denuncia fraude e requer recontagem
Tudo é suspeito no resultado da eleição venezuelana: a Comissão Eleitoral, o TSE deles, tem decido de forma a não merecer credibilidade. É incrível que todos os institutos de pesquisas tenham errado de forma tão grosseira, a favor do candidato governista, a quem davam vitória folgada de até 12% à frente do opositor Henrique Capriles. O mais claro resultado da eleição é que o chavismo não sobreviverá a morte de Hugo Chávez.

Foto: AFP

Henrique Capriles, e declarou enfaticamente que nenhum pacto com "uma pessoa que considero ilegítimo" e pediu à CNE para abrir todas as caixas e que cada voto é contado. " O hoje é derrotado você (Casal) e de seu governo e eu digo como firmeza, mas comprometido, com total transparência ", disse Capriles enquanto exigia respeito para o povo da Venezuela." Nós não vamos confundir ou tentar elevar em uma posição diferente.

Postado por Toinho de Passira
Texto de
Fontes: O Globo, Uol, El Universal, El Mundo, El Nacional, Reuters, Blog do Reinaldo AzevedoBBC Brasil,

O cadáver de Chávez pode ainda está insepulto, mais o chavismo foi enterrado como o resultado das eleições neste domingo na Venezuela.

No seu Blog Reinaldo Azevedo escreveu:

“É a ditadura que sustenta o chavismo, não é o chavismo que sustenta a ditadura”. Com essas palavras, chama a atenção para o fato de que é mentirosa a versão de que a sociedade venezuelana foi mesmerizada pelo tirano e de que a oposição representa não mais do que a vontade de uma extrema minoria. Nicolás Maduro, que já exerce o poder de forma ilegítima — cuja posse foi legalizada por uma Corte de Justiça composta de eunucos — foi declarado o vencedor das eleições deste domingo.”

Nicolas Maduro oficialmente obteve 7.505.338 votos (50,66%), contra 7.270.403 votos (49,07%) oposicionista Henrique Capriles.

Comparada com a votação de Hugo Chavez, em outubro do ano passado, 8.191.132 votos, vê-se 600 mil eleitores abandonaram o chavismo, no pleito desse domingo.

A expressiva participação dos eleitores, 78,71%, num país em que votar não é obrigatório, comprova o interesse dos venezuelanos em participar do pleito.

Logo que o resultado foi divulgado pela presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, o candidato da oposição Henrique Capriles, pronunciou-se pedindo recontagem do total de votos, afirmando que recebera mais de 3 mil denúncias de fraudes, vindas de todo o país.

Desdenhando e fingindo segurança, no discurso da “vitória”, Maduro concordou com a recontagem, mas ninguém acredita que ele levará essa intenção adiante ou com seriedade.

Mesmo reconhecendo que o resultado esteja correto, tem-se claramente a certeza que o processo eleitoral como um todo foi uma fraude a céu aberto.

Desconfia-se inclusive de todos os Institutos de Pesquisas, que até a última hora, davam como certa a vitória de Maduro, por margens de diferenças de até 12 pontos percentuais. O que mais se aproximou da realidade afirmou que a diferença seria de 7%.

As pesquisas não interferem fortemente no resultado de uma eleição, mas o candidato que sempre tem a expectativa de vitória, por números acachapantes, como era o caso, faz alguns setores indecisos aderirem ao provável vitorioso e motiva desânimo, retração e até falta de comparecimento, naqueles que torcem pelo candidato tido como derrotado.

Como a maquina governamental nas mãos e no exercício do poder, Nicolás Maduro, tomou medidas inadmissível, no processo eleitoral de qualquer democracia, como o fato de ter a cinco dias da eleição (9) ter anunciado um aumento de até 45% no salário mínimo.

Foto: Ramon Espinosa / AP

A expressiva participação dos eleitores, 78,71%, num país em que votar não é obrigatório

Comenta adiante Reinaldo Azevedo:

”Ainda que se faça a recontagem de 100% dos votos e que a “vitória” de Maduro seja confirmava, é evidente que se trata de roubo e de fraude — mesmo que os votos tenham sido os declarados oficiais. Por quê?”

”A eleição na Venezuela não é nem livre nem limpa. Não é livre porque a oposição não dispõe dos mesmos instrumentos de que dispõe o governo para falar com a população”.

”Chávez estatizou a radiodifusão no país, e as TVs e as rádios são usadas como porta-vozes oficiais do governo. O Beiçola de Caracas chegava a ficar no ar, por dia, até seis horas. Falava bem da própria gestão e demonizava seus opositores”.

”As notícias passam por um severo serviço de censura interna, e só vai ao ar o que o governo considera “saudável” e “didático” para a consciência do povo. Os críticos do governo são tratados como larápios, como sabotadores, como malvados em defesa de privilégios”.

”As eleições na Venezuela, pois, não são livres, já que a oposição é obrigada a enfrentar uma estupenda máquina de desqualificação. Ainda assim, praticamente a metade dos que foram votar disse “não” ao chavismo”.

”Isso é formidável! Significa que toda essa gente soube resistir à pressão oficial, especialmente de 5 de março a esta data, quando morreu o tirano. Chávez passou a ser tratado como santo. Declarou-se não apenas a sua imortalidade. Falou-se também na sua ressurreição”.

”A oposição também têm de enfrentar uma formidável máquina assistencialista. Chávez transformou a Venezuela num país dependente exclusivamente do petróleo, destruiu a indústria, arrasou a agricultura e passou a distribuir caraminguás da renda do óleo às populações mais pobres. É a sua versão do “Bolsa Família”. Só que essa distribuição de benesses é controlada por milícias — armadas! — que dominam as áreas mais pobres do país”.

”A degeneração social é de tal sorte que Caracas é hoje uma das cidades mais violentas do mundo, com, atenção!, 122 mortos por 100 mil habitantes. A taxa, no Brasil, já escandalosa, fica em torno de 25. Mata-se em Caracas DEZ VEZES MAIS do que em São Paulo e quatro vezes mais do que no Rio”.

Foto: Ronaldo Schemidt/AFP

Os jornais registram a vitória apertada de Maduro

O Chávez amado pelas massas — e, consequentemente, o chavismo supostamente invencível — é fruto da propaganda oficial. Se as oposições pudesse disputar em condições de igualdade e se houvesse imprensa livre no país, essa canalha já teria sido varrida do poder há muito tempo. Até porque a Venezuela continuará em espiral negativa porque o governo está infiltrado de delinquentes — alguns deles procurados internacionalmente por envolvimento com o tráfico de drogas”.

”Parte da cocaína que circula hoje no EUA e no Brasil tem origem na Venezuela, que dá abrigo e apoio material aos narcoterroristas das Farc. É esse o governo para o qual Lula gravou um vídeo emprestando seu apoio entusiasmado”.

”Se as eleições não são livres, também não são limpas. As milícias chavistas assombram os locais de votação e aterrorizam os eleitores, especialmente os mais pobres”.

“Assim, a Venezuela é hoje um país governado por um súcia autoritária, eivada de criminosos, sim! Se tiverem curiosidade, pesquisem sobre as denúncias feitas pelo ex-juiz venezuelano Eládio Ramón Aponte Aponte.

Ele era nada menos que o presidente do Superior Tribunal de Justiça, o STF da Venezuela, e um dos pilares do chavismo no Judiciário.

”No ano passado, fugiu do país, entregou-se às autoridades americanas e declarou-se cúmplice da máfia do tráfico de drogas no país, com a qual, afirma, está envolvida a alta cúpula do chavismo”.

O jornalista José Casado, ano passado, no Globo, diz que o ex-Juiz Eládio Aponte Aponte, asilado sob a proteçãoda agência antidrogas dos EUA citou especificamente [como envolvidos com o tráfico] várias autoridades do alto escalão do governo de Hugo Chávez: o ministro da Defesa, general de brigada Henry de Jesus Rangel Silva; o presidente da Assembleia Nacional, deputado Diosdado Cabello; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IVa Divisão Blindada do Exército, Clíver Alcalá; e o ex-diretor da seção de Inteligência Militar, Hugo Carvaja.

Não se pode pois falar em eleições livres e limpas num país nessas condições. Admira que mesmo assim, debaixo de falcatruas e pesada propaganda oficial, o corajoso e consciente povo venezuelano, tenha demonstrado de forma veemente e desconcertante sua insatisfação!

Foto: Luis Acosta/AFP

Nicolás Maduro comemora ao lado de sua esposa Cilia Flores o resultado da eleição presidencial na Venezuela


8 de abr. de 2013

VENEZUELA: Oposição mostra força, mas não vai ganhar pleito

VENEZUELA- Eleições
Oposição mostra força, mas não vai ganhar pleito
O opositor Henriques Capriles, mantém o otimismo mesmo com a maioria das pesquisas o colocando pelo menos 10 pontos percentuais abaixo do candidato de Chávez, Nicolas Maduro.

Foto: Leo Ramirez/AFP

— “Não sou oposição, sou solução. Sei trabalhar com gente que pensa diferente. Líderes não são herdados, são construídos”. – Henrique Capriles, candidato de oposição

Postado por Toinho de Passira
Fonte: O Globo, Blog de Miriam Leitão, O Globo, Reuters , El Nacional

A sete dias das eleições venezuelanas, o governador de Miranda, o oposicionista Henrique Capriles, mostrou a força da oposição ao lotar com centenas de milhares de seus eleitores a Avenida Bolívar, um histórico bastião de partidários de Hugo Chávez no Centro de Caracas. O ato, batizado de “Caracas Heróica”, foi o maior comício da oposição desde 1999, quando o presidente falecido em março elegeu-se pela primeira vez. Os manifestantes denunciaram desde cedo que o governo estaria dificultando o acesso às principais estradas de Caracas e promovendo grandes atrasos no metrô.

Nada impediu, no entanto, que os oposicionistas tomassem o Centro da capital, ocupando ruas, calçadas e até construções abandonadas para ter uma visão melhor de Capriles, que convocou a massa pelo Twitter. No microblog, o candidato, apoiado por 19 partidos da aliança Mesa da Unidade Democrática, escreveu:

“Caracas, vamos em frente. Faremos a capital transbordar de alegria e esperança! Vamos!”.

Foto: Leo Ramirez/AFP

O governo vem usando a máquina a favor de Nicolás Maduro. Ontem, por exemplo, tentou atrasar o metrô, para impedir que a marcha pró-Capriles fosse um sucesso. Mas foi.

No sábado, o candidato governista, Nicolás Maduro, dirigiu um ônibus a caminho de um comício, invocando seu passado de motorista. O presidente interino, designado por Chávez como seu sucessor, esforça-se para vincular sua imagem à de seu mentor e seguir a jornada bolivariana rumo ao chamado “socialismo do século XXI”, marcado pela grande intervenção estatal sobre a economia.

Maldição para eleitores oposicionistas

Em seus comícios, Maduro exibe vídeos em que Chávez orienta seus milhões de simpatizantes a votarem no presidente interino da Venezuela se ele não tivesse mais condições de governar o país.

Outros vídeos mostram balões com mensagens como “pelo amor à minha cultura” e “pelo amor às minhas crianças” rumo ao céu, onde o rosto de Chávez aparece entre as nuvens.

A campanha governista ganhou um toque ainda mais surreal quando Maduro declarou que uma maldição secular poderia cair sobre as cabeças de quem não votasse nele.

— Chávez nos ensinou o valor supremo da lealdade. Com ela, tudo é possível. A traição só nos traz derrotas e maldições — pregou Nicolas Maduro.

Capriles, por sua vez, propõe uma política de livre mercado e amparada em programas sociais. Aos ataques desferidos pelo presidente interino, Capriles responde com críticas à segurança pública, ao estado dos hospitais e à falta de água que assola o país.

Segundo o oposicionista, Maduro é uma “cópia ruim” de Chávez e não conseguiu conter a desvalorização do bolívar, a moeda venezuelana, nem o aumento da inflação.

O governador de Miranda mantém o otimismo mesmo com a maioria das pesquisas o colocando pelo menos 10 pontos percentuais abaixo de Maduro. Mas o comitê do presidente interino também se apressa em jogar água sobre o clima de “já ganhou” de seus simpatizantes, temendo que isso aumente a abstenção.

A eleição merece atenção internacional devido à alta concentração de reservas de petróleo no território venezuelano. Diversos países latino-americanos que receberam o recurso com preços subsidiados por Chávez, como Cuba e Equador, torcem pelo triunfo de Maduro.

A companhia Petróleos da Venezuela (PDVSA), que conta com 100 mil empregados, é uma peça-chave do programa chavista. Ainda em 2010, durante as eleições legislativas, seus funcionários receberam e-mails agradecendo “por sua disposição em participar e contribuir para a consolidação do projeto bolivariano”. Quem não aderisse à campanha era demitido, segundo um ex-empregado da PDVSA que não quis ser identificado.

Há dois anos, a PDVSA impede o reencaminhamento de suas mensagens a e-mails externos. Mas alguns funcionários tiram fotos dos comunicados que os convocam a fazer campanha para Maduro.

Foto: Foto: Leo Ramirez/AFP

Eleitores chegaram a subir num prédio em construção para apoiar Capriles

Provavelmente, Maduro ganhará a eleição que ocorrerá no próximo domingo. O problema é como ele vai governar: usou elementos mágicos durante toda a campanha. Diz que Chávez é um passarinho que anda com ele. Isso funciona para a eleição, mas não para governar. Ele comparou também o presidente morto a Jesus Cristo.

O correspondente do jornal britânico The Guardian, que está lançando o livro Comandante, pela editora Intrínseca, diz que o surrealismo explica a campanha de Maduro.

Ele, que foi escolhido de última hora, terá de enfrentar uma economia em crise, inflação alta, baixo crescimento. Por outro lado, foram feitas transformações sociais importantes, mas a melhoria tem a ver com transferências diretas que precisam da renda do petróleo. Além disso, terá de enfrentar a falta de investimento, as dificuldades em todas as áreas. Para a Venezuela, a China virou uma grande fonte de empréstimo, só que, com a morte de Chávez, os chineses estão mais seletivos e fazendo exigências maiores. O ambiente econômico desafiador provavelmente vai exigir uma reorganização das despesas do Estado e, potencialmente, uma reforma do controle estrito do sistema monetário. Mas Maduro ofereceu poucas pistas sobre o que ele pode mudar se for eleito -- se é que vai mudar algo.

A indústria de petróleo da Venezuela ainda fornece uma fonte de receita invejável, mas pesados empréstimos para financiar a construção de casas, pensões para os idosos e bolsas para mães pobres deixaram o governo sem a abundância de 2012.

Foto:El Nacional

“A traição só nos traz derrotas e maldições” — pregou Nicolas Maduro

Um termômetro fundamental para o futuro da nação exportadora de petróleo será se Maduro, supondo que ele ganhe a eleição, manterá o ministro das Finanças, Jorge Giordani, o arquiteto da expansão constante do controle do Estado sobre a economia privada.

Enquanto a impaciência do público com os problemas diários, como a violência, as quedas de energia e a infraestrutura de má qualidade, não prejudicou a popularidade de Chávez devido ao seu status quase religioso entre os partidários, Maduro pode não ser tão imune.

O pesquisador local Oscar Schemel previu uma vitória confortável para Maduro no domingo, mas um grande desafio logo na manhã seguinte.

"Maduro está garantido na Presidência", disse ele. "O que virá depois é mais complicado... há importantes desafios pela frente. O nível de tolerância do povo vai cair, e suas demandas se tornarão ainda mais urgentes."


28 de mar. de 2013

Na propaganda eleitoral, Hugo Chávez chega ao céu

VENEZUELA – Eleição
Na propaganda eleitoral, Hugo Chávez chega ao céu
O ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, morto no dia 5 de março, está sendo retratado num desenho animado, como parte da campanha eleitoral do presidente interino, Nicolás Maduro. O vídeo é da autoria da equipe do marqueteiro do PT, João Santana, que trabalha na campanha dos chavistas na Venezuela. Chávez encontra no céu vários personagens históricos e familiares.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: ANSA, Uol

Hugo Chávez virou desenho animado. O ex-presidente venezuelano, morto o dia 5 de março, apareceu em um vídeo, na forma de desenho animado, chegando no Paraíso e encontrando varias personagens históricas e a sua avô, Rosa Ines.

"Hasta siempre comandante", é o titulo do vídeo, que dura cerca de um minuto e que não tem nenhuma fala, mas com somente uma musica de piano e canto das cigarras.

O Paraíso é mostrado como um grande gramado com algumas árvores, enquanto na esquerda aparece uma cabana, perto da qual estão pessoas famosas, como a ex-presidente Argentina, Evita Perón, o herói da independência Simon Bolívar, o ex-presidente do Chile, Salvador Allende, o revolucionário Ernesto Che Guevara, o chefe índio Guaicaipuro, o cantor Ali Primera e o líder político Ezequiel Zamora.

Chávez anda até eles de sandálias, e todos se limitam a sorrir, sem falar nada, até que o ex-presidente venezuelano se volta em direção do publico, e aparece a palavra "Vive".

A propaganda faz parte da campanha eleitoral de Nicolas Maduro, que tem como marqueteiro o brasileiro João Santana, marqueteiro do PT, que fez a última campanha de Lula e Dilma, para presidentes da república.

VEJA O VIDE


14 de mar. de 2013

Hugo Chávez não pode ser embalsamado

VENEZUELA
Hugo Chávez não pode ser embalsamado
O corpo já estaria num estado de decomposição que não permite mais o embalsamento. Especula-se que Chávez teria morrido dias antes, em Cuba, bem antes da morte anunciada em Caracas, e que o caixão que desfilou pelas ruas da capital venezuelana, no cortejo fúnebre não guardava no seu interior o corpo do presidente morto. Essa história traz para realidade um mundo macabro digno do realismo mágico da obra de Gabriel Garcia Marques

Foto: Reuters

Nicolas Maduro: utilização do cadáver de Chávez, até as últimas consequênciasA

Postado por Toinho de Passira
Fontes: ABC, Blog do Reinaldo azevedo, aBC, Exame

O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, também candidato a eleição que ocorrerá no dia 14 de abril, admitiu nesta quarta-feira que será "bastante difícil" embalsamar o corpo de Hugo Chávez, como o governo havia anunciado após a morte do líder venezuelano, no dia 5 de março passado, porque os procedimentos necessários deveriam ter começado "muito antes".

"Recebemos cientistas do mais alto nível, os melhores do mundo, de Rússia e Alemanha (...) e as notícias e opiniões nos dizem que será bastante difícil porque os preparativos deveriam ter começado muito antes", disse Maduro durante um ato transmitido pela TV estatal.

O importante jornal espanhol ABC afirmou categoricamente que ouviu de fontes militares que Hugo Chávez n]ao falecerá na Venezuela, como informou o governo, mais sua morte haveria acontecido, há pelo menos dez dias antes, em Cuba.

Dito isso, especula-se se para acontecer o translado de Havana até Caracas e velório, já teriam acontecidos alguns procedimentos para conservação do corpo.

Especialistas em embalsamento afirmam que para uma tentativa de conservação para longo prazo, como desejava o governo venezuelano, a intervenção tem que acontecer, no primeiro, ou nos primeiros dias do falecimento, antes que o corpo comece a decomposição.

Quando Maduro anunciou o embalsamamento, muita gente estranhou. Então um cadáver desfila por sete horas dentro de um caixão, debaixo de um sol escaldante, para ser exposto em seguida por alguns dias e só então se vai embalsamá-lo? As mesmas Fontes militares disseram ao jornal espanhol ABC que aquele cortejo conduziu um caixão com um peso morto, sim — mas não era o corpo do ditador.

Testemunhas que virão Chávez, no velório, descrevem que o seu rosto está estranhamente amarelo, e mais inchado que as últimas imagens divulgadas, coberto por uma forte maquiagem, assemelhando-se a um boneco de cera.

Maduro, após os quinze dias de velório, provavelmente, esteja preparando mais uma solenidade, às vésperas da eleição, promovendo finalmente o sepultamento de Chávez, com mais emoção possibilidade de arrebanhar eleitores, como última utilização eleitoral do cadáver do presidente morto.


11 de mar. de 2013

VENEZUELA: Guerra verbal no anuncio das candidaturas

VENEZUELA - Eleição pós Chavez
Guerra verbal no anuncio das candidaturas
Ao anunciar que será o candidato de oposição, Henrique Capriles chama adversário de mentiroso e o acusa de usar o cadáver de Hugo Chávez, para ganhar pleito. Maduro, atual presidente, e o adversário, não perdeu tempo e foi para televisão para chamar Capriles de fascista, o que se faz prever o que acontecerá de baixaria até 14 de abril, dia da eleição

Foto: EFE/El Universal

Capriles sabe que concorre a uma eleição que é impossível ganhar, mas quer marcar presença para embates futuros.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Uol, O Glob, G1, Reuters, Veja, Correio Braziliense, El Mundo, La Razon, El Universal

O sucessor de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, e o candidato da oposição, Henrique Capriles, iniciaram de maneira dura neste domingo (11/3) a disputa para as eleições venezuelanas de 14 de abril, que poderia coincidir com um referendo para decidir se o corpo embalsamado do falecido presidente será levado ao Panteão Nacional.

Capriles, um advogado de 40 anos que perdeu a eleição de outubro do ano passado para Chávez por 11 pontos, anunciou que enfrentará a Maduro, em uma entrevista coletiva na qual acusou o candidato oficialista de "mentir" sobre a morte do presidente e de usá-la para fazer campanha política.

"Vou lutar com vocês, com todos vocês. Nicolás, não vou deixar o caminho livre para você, companheiro. Você terá que me derrotar com votos", provocou Capriles durante uma entrevista coletiva, acrescentando que, na tarde desta segunda-feira, irá formalizar sua candidatura ante o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Capriles é governador do estado de Miranda (norte) e já foi prefeito do município de de Baruta.

Capriles criticou duramente o governo por sua forma de lidar com a doença de Chávez. "Quem sabe quando morreu o presidente Chávez? Vocês tinham tudo calculado (...) Agora vocês utilizam o corpo do presidente para fazer campanha política", afirmou Capriles, depois de acusar "Nicolás e seu combo" de estar "doentes de poder".

Foto: Captura de video

Maduro atacou Capriles de fascista, em rede nacional

De maneira imediata e com uma foto de Chávez atrás, Maduro, um ex-motorista de ônibus e ex-sindicalista de 50 anos, chamou Capriles de "fascista de rosto nauseabundo", "miserável" e o acusou de "sujar" a memória do "comandante supremo da revolução".

"Cai a máscara e se vê o rosto nauseabundo do fascista que é. Seu objetivo é provocar o povo da Venezuela, é um irresponsável. Está buscando que o povo da Venezuela saia da via e vá pelos caminhos da violência", disse sem explicar o que Capriles está fazendo para provocar a tal “violência”.

"Está buscando a violência para romper o tabuleiro político venezuelano e então manchar o processo eleitoral (...) e depois justificar sua retirada da campanha pela violência que ele mesmo gerou com suas grandes ofensas ao povo", acrescentou.

A eleição está programada para o dia 14 de abril e analistas apontam que serão difíceis para a oposição, devido ao clima de comoção entre os chavistas após a morte de seu líder, que governou o país por 14 anos.

Depois de atacar o adversário, Maduro, que assumiu o governo como presidente interino na sexta-feira, anunciou que o governo deve propor uma emenda constitucional para levar o corpo de Chávez ao Panteão, onde está o libertador Simón Bolívar, o que deve ser submetido a referendo em 30 dias.

"Se há alguém que ganhou em 200 anos o direito de ir ao Panteão Nacional é o comandante Hugo Chávez, elevado ao grau de redentor dos pobres", afirmou Maduro.

Ele não citou explicitamente a convocação de um referendo, a Constituição estabelece que as emendas da Carta Magna devem ser submetidas a votação popular. A Constituição estabelece atualmente que devem transcorrer 25 anos do falecimento de um venezuelano para que possa entrar no Panteão.

"O governo estaria fazendo uma jogada interessante: atrelar a emenda às eleições, de forma que estas estariam completamente centradas em Chávez", disse o presidente do insitituto Datanálisis, Luis Vicente León. O corpo de Hugo Chávez, exposto na capela ardente na Academia Militar, será levado na próxima sexta-feira (15/3) para o Museu da Revolução, em Caracas, anunciou Maduro.

O Museu da Revolução é um antigo quartel-general a partir do qual Chávez iniciou, em 4 de fevereiro de 1992, uma tentativa frustrada de golpe de Estado que o tornou conhecido e deu início a sua carreira política. Chávez faleceu na terça-feira da semana passada aos 58 anos, vítima de câncer, e seu corpo permanecerá na capela ardente até meia-noite de quinta-feira na Academia Militar, onde milhares de simpatizantes passam horas na fila para a despedida.


16 de nov. de 2011

A era Cristinista

01/11/2011

ARGENTINA
A era Cristinista
A presidente Cristina Kirchner se reelege com vitória histórica e inaugura uma nova coalizão política na Argentina. Sem oposição já que tem maioria esmagadora no novo Congresso, ameaça alterar a constituição para possibilitar nova reeleição. Centralizadora e impulsiva, muitos chegam a vislumbrar, sua hegemonia avassaladora como um risco a democracia argentina.

Foto: Juan Mabromata/AFP/Getty Images

Cristina Kirchner, aclamada pelo povo: uma nova era na política argentina.

Luiza Villaméa
Fonte:Isto É , El Imparcial

A Conhecida como Cidade dos Ventos, por causa das correntes de ar que chegam da Antártica, Río Gallegos, a capital da província argentina de Santa Cruz, amanheceu com o ar parado na quinta-feira 27. Já no solo o movimento era inusitado para a cidade de 100 mil moradores. Acompanhada pelos filhos Máximo e Florencia, a presidente Cristina Kirchner trasladou os restos do marido morto um ano antes para o mausoléu que mandou levantar em Río Gallegos. A construção de três andares e 600 metros quadrados se destaca no cemitério de túmulos baixos e virou ponto de romaria.

Foto: Andres Arce/Reuters

O faraonico mausoleu de Néstor Kirchner, visualmente monumental por está em um cemitério de pequenas tumbas.

As homenagens na terra natal foram as primeiras de uma série feita em todo o país ao ex-presidente Néstor Kirchner, cuja morte interrompeu os planos de se alternar com Cristina no comando da Casa Rosada. Em apenas um ano, a presidente, que sucedera o marido em 2007, potencializou a herança de Kirchner e começou uma nova era na política argentina. Quatro dias antes de inaugurar o mausoléu, Cristina foi reeleita presidente com quase 54% dos votos, a maior votação já recebida por um líder político argentino depois da redemocratização do país, em 1983.

No novo mandato, que começa em 10 de dezembro, Cristina vai governar sem oposição, pois também conquistou maioria absoluta no Senado e na Câmara dos Deputados. Tamanho poder já provoca a conversão em massa dos kirchneristas, como são conhecidos os seguidores de seu marido, em cristinistas.

Também atrai outros remanescentes do peronismo, a força política criada em 1945 pelo coronel Juan Domingo Perón. O peronismo governou a Argentina em 32 dos últimos 62 anos. "Cristina tem as duas coisas necessárias para liderar os caciques peronistas: dinheiro e voto", afirma o sociólogo Ricardo Sidicaro, da Universidade de Buenos Aires.

Dona de capital político próprio, a presidente não dependeu de prefeitos e governadores para se tornar a favorita dos eleitores. Além disso, lembra o sociólogo, Cristina pode "organizar a política através de fundos que disciplinam governadores e prefeitos". Sidicaro se refere ao fato de as transferências de recursos federais não dependerem do Congresso.

Foto: Victor R. Caivano/Associated Press

Durante a campanha partidários de Cristina exibindo a foto do casal Kirchner, junto a da lendária Evita Péron

Em 2015, quando a presidente terminar o novo mandato, a era cristinista, somada à de Kirchner, vai se igualar em duração à de Perón e sua terceira mulher, Isabelita: 12 anos. A marca poderá ainda ser superada se a possibilidade de eleições sucessivas for aprovada em uma futura mudança da Constituição, como deseja parte dos aliados de Cristina.

Foto: Victor R. Caivano/AP
Com relação aos tempos de Perón, a presidente gosta mesmo é de ser comparada à Evita, a elegante e carismática primeira-dama conhecida como a "mãe dos descamisados". Vaidosa e determinada como Evita, Cristina revelou outras características depois da morte do marido. Centralizadora, participou das tomadas de decisão nas mais diversas áreas, a começar pela econômica. Enlutada, conquistou a simpatia da maioria dos argentinos, mesmo perseguindo adversários.

No discurso da vitória, Cristina pediu a união de todos os argentinos, mas ressaltou que nos próximos anos atuará para "aprofundar o modelo". Logo após assumir o segundo mandato, a presidente afastará de vez o atual vice-presidente, Julio Cobos, que há três anos votou contra o governo durante o enfrentamento com o setor agropecuário que quase paralisou o país – na Argentina, o vice também ocupa a presidência do Senado.

Hoje ministro da Economia, Amado Boudou (foto) é o vice-presidente eleito e deve continuar a ter posição de destaque entre o restrito grupo que assessora Cristina nas tomadas de decisão. "Além da lealdade, valorizo o fato de Boudou não ter medo, porque eu preciso de alguém a meu lado que não tenha medo das corporações", disse a presidente ao indicá-lo para a chapa presidencial.

Economista, o vice eleito conquistou a simpatia dos Kirchner ao idealizar a estatização dos fundos privados de pensão em 2008. No ano seguinte, Boudou não hesitou em assumir o ministério no pior momento do governo Cristina. Durante a campanha eleitoral, com o país em fase de recuperação econômica, ele fez sucesso tocando nos palcos, como ocorria nos tempos de estudante em Mar del Plata. Aos 48 anos, Boudou costuma circular em uma Harley-Davidson e tem uma coleção de 12 guitarras elétricas.

Foto: Arquivo

Máximo Kirchner, o filho mais velho de Nestor Kirchner e Cristina. Uma nova estrela Kirchner?

Outra estrela em ascensão no cristinismo é Máximo Kirchner, 34 anos, o filho mais velho da presidente. Ele é criador do La Cámpora, um grupo de jovens militantes que se espalhou de Río Gallegos para o resto do país e acaba de eleger cinco deputados. Com a base governista mais do que consolidada e um poder político inédito, daqui para a frente a presidente reeleita terá na economia um de seus maiores desafios.

O modelo argentino, baseado em um elevado nível de subsídios, permitiu o aumento do consumo interno, mas levou a um crescimento de 35% no gasto público e a uma inflação estimada em até 25%, embora o índice oficial do governo seja de 9%. Em cenário de crise mundial, a Argentina depende inclusive do desempenho da economia no Brasil, que consume 20% de suas exportações.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

10 de jan. de 2010

BOLÍVIA - ELEIÇÃO: Morales escolhe miss para candidata a governadora

BOLÍVIA
Morales escolhe miss para candidata a governadora
Jéssica Jordan, apesar de modelo, com contratos internacionais nunca perdeu o contato com sua terra, o estado de Beni, Evo quer usá-la para vencer adversário numa região onde sua popularidade é baixa

Foto: Reuters

Morales anunciou candidatura de ex-miss em cerimônia na quinta-feira

Fontes: FM Bolívia, Los Tiempos, La Razon, Portal Terra, Diário de Pernambuco

Sem experiência na política, a ex-miss Bolívia Jéssica Jordan, 25 anos, foi escolhida pelo presidente boliviano Evo Morales para ser candidata de seu partido ao governo do Estado de Beni, reduto da oposição conservadora.

Morales anunciou a candidatura da ex-miss durante uma cerimônia em Trinidad, capital de Beni. Natural do Estado, Jéssica foi eleita miss Bolívia em 2007.

As eleições regionais na Bolívia estão marcadas para o dia 4 de abril, quando a população vai às urnas para escolher nove governadores, prefeitos e representantes legislativos.

A indicação está gerando muita polêmica dentro do próprio partido de Morales, o MAS, Movimiento Al Socialismo, principalmente pelos outros aspirantes ao cargo.

O vicepresidente Álvaro García, porém é um entusiasta da candidatura:

"Belesa e inteligencia são uma combinacão explosiva em qualquer lugar, porém, o elemento mais importante é o compromisso social com o povo, com os humildes, com as crianças e com os anciões. E esse compromisso a converte numa vencedora.” - disse ele dando o tom da campanha.

O objetivo de Morales é vencer nesse reduto oposicionista, onde sofre grandes restrições.

Foto: Reuters

Evo Morales lançando a sua lábia de índio

Não adianta ninguém fazer nenhuma insinuação, de que algo mais teria levado o presidente escolher a miss, pelo fato de ambos serem solteiros. Embora tenha dois filhos com mulheres diferentes, o índio presidente, que gosta de namorar, mas não de casar, diz que é casado com a Bolívia, não tem nenhuma relação amorosa com a miss, embora...

Foto: Arquivos

Uma coisa se diga, Evo sabe escolher candidata: confessamos que sentimos uma vontade enorme de ser governado por Jéssica Jordan um programa de Pelo menos a candidata de Evo \ModDurante a última campanha eleitoral, a organização não-governamental boliviana Mulheres Criando criticou o machismo no governo Morales. Para a tradicional festa de Alasita, quando os bolivianos têm a tradição de comprar miniaturas do que desejam adquirir durante o ano, a organização preparou miniaturas de gesso de Morales carregando um bebê nas costas, varrendo a casa e fazendo as compras no mercado. A imagem representa o "pai responsável". A representante da ONG, Julieta Ojeda, reiterou que o discurso do presidente é machista. "Por exemplo, quando brinca com o tema de ser solteiro e diz que gostaria de ter uma namorada de 15 anos."

Foto: Reuters
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Imagem rara: Evo Morales e seus dois filhos, a menina Evaliz e o menino Alvaro

Durante a campanha o filho de Morales, Alvaro, com aproximadamente 13 anos, apareceu na televisão pedindo melhor qualidade de vida ao pai, dizendo que gostaria de ter um quarto só seu, enquanto era mostrada a modesta residência onde morava. O que obrigou o presidente a aparecer em público com os seus dois filhos, no dia da eleição, além o menino mais a menina Evaliz, aparentando a mesma idade do irmão.

Foto: Reuters

Assim o país vai seguindo sem primeira dama, um cargo muito cobiçado pelas bolivianas