14 de mar. de 2014

Minisaias de aeromoças japonesas causam turbulência

JAPÃO - Bizarro
Minisaias de aeromoças japonesas causam turbulência
A Skymark Airline, uma empresa aérea japonesa, de atuação regional, para inaugurar um novo serviço, está enfrentado protestos, porque resolveu encurtar o uniforme das aeromoças. Os críticos dizem até que as minissaias comprometem a segurança dos voos (?)

Foto: KYODO / LANDOV

MINI-SAIAS PODEROSAS - Os críticos dizem que Skymark está tratando sua tripulação de cabina como "produtos" em saias demasiado curtas para o trabalho. Discordamos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Japan Today, The Sidney Morning Herald, The Japan Times, New York Daily News

A companhia aérea japonesa Skymark Airline está sendo bombardeada por criticas, por causa dos novos uniformes das suas aeromoças. A minissaia azul, segundo as queixas, 'mal cobre' as pernas das comissárias e seria 'um convite aberto ao assédio sexual'.

A Federação Japonesa de comissários de bordo pediu que os uniformes sejam proibidos, uma semana após o lançamento eles serem exibidos.

Integrantes da entidade de classe afirmam que o uniforme é 'inadequado' para as aeromoças, que precisam esticar-se, abaixar-se e às vezes até ajoelhar-se durante o seu trabalho. (ajoelhar-se?) As comissárias, segundo os sindicalistas, poderiam ser alvo de passageiros pervertidos com suas câmeras fotográficas. (Os pervertidos nem tinham pensado nisso antes de serem alertados para a possibilidade)

Os críticos dizem que a Skymark Airlines está tratando sua tripulação como 'produtos' em saias demasiado curtas para o trabalho.

A entidade que representa os comissários de bordo divulgou um trecho de um artigo da lei que proíbe atos que impedem a segurança do voo, que inclui atos de assédio sexual.

"Entre os deveres dos comissários de bordo está evitar esses incidentes, mas estamos preocupados com o design do uniforme que pode induzir tais atos perturbadores". Diz a nota oficial.

O porta-voz Skymark negou as acusações , dizendo que a empresa até agora não tinha recebido quaisquer queixas da federação. Acrescentou ainda que o uniforme será usado apenas durante seis meses, a partir de 31 de maio, pelas aeromoças que de por funcionários do sexo feminino servindo em sua frota de A330, nas novas aeronaves que vão juntar-se a frota da empresa, no trecho Haneda-Fukuoka.

A roupas fazem parte de uma campanha de marketing temporário e que depois disso as equipes voltarão a vestir os antigos e tradicionais uniformes.

Na verdade, as minissaias já são um sucesso publicitário extraordinário: antes mesmo de serem utilizada nos voos, a modesta companhia aérea regional acabou sendo notícia em todo mundo.

Nós do "thepassiranews", voltamos a corroborar que somos fundamentalmente favoráveis ao uso da minissaia, em qualquer ocasião, desde que seja na mulher dos outros.

Foto: JIJI PRESS / AFP / Getty Images

O presidente do Japão Skymark Airlines Shinichi Nishikubo , feliz, cercado pelas suas comissários de bordo vestindo o novo uniforme. Merece o nosso apoio.

13 de mar. de 2014

Jornalista Ricardo Noblat é multado em R$ 50 mil, por ter chamado Renan Calheiros de “mentiroso, patife, corrupto, pervertido, depravado, velhaco e covarde”

BRASIL - SUPOSTAMENTE
Jornalista Ricardo Noblat é multado em R$ 50 mil, por ter chamado Renan Calheiros de “mentiroso, patife, corrupto, pervertido, depravado, velhaco e covarde”
O Superior Tribunal de Justiça aceitou, por unanimidade, recurso do presidente do Senado contra o jornalista Ricardo Noblat, que havia sido inocentado em primeira instância, por ter publicado as referencias, sobre o senador, no seu Blog. A defesa de Noblat vai recorrer ao STF, em tempos de Supremo petista, o jornalista corre sério risco de ser condenado.

Foto: Jose Cruz/ABr

Para os ministros do STJ Renan Calheiros não é "mentiroso, patife, corrupto, pervertido, depravado, velhaco e covarde", muito menos careca

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Congresso em Foco

A jornalista Carol Oliveira do Congresso em Foco, comenta que se você escrever que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é mentiroso, corre o risco de pagar uma indenização de R$50 mil. Esta é a multa que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu aplicar ao jornalista Ricardo Noblat, como reparação de danos morais, por ter chamado o senador de “mentiroso, patife, corrupto, pervertido, depravado, velhaco, covarde” e de e complementado que o senador “superou seus próprios recordes de canalhice”. A decisão foi tomada, nesta quarta feira,12, por unanimidade, pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que é natural que haja críticas dos cidadãos e da imprensa em relação a um senador da República, mas não se pode tolerar que a crítica desvie para a ofensa pessoal. Os outros quatro ministros da turma também votaram pela condenação, acompanhando o voto da relatora. A defesa de Noblat vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) assim que a decisão for publicada.

O advogado Murilo Leitão, que representa o jornalista e blogueiro, disse ao Congresso em Foco que não houve ofensa. De acordo com o defensor, o jornalista usou as expressões com base em contextos da época em que Renan foi alvo de várias acusações em seu primeiro mandato como presidente do Senado. Alvo de uma série de denúncias, o peemedebista renunciou à presidência e escapou, duas vezes, da cassação do mandato em votação secreta em 2007. As críticas, segundo Murilo, não foram gratuitas e tiveram amparo também em outros veículos de comunicação do país.

“Honra abalada”

Na ação, Renan Calheiros argumentou que teve a honra abalada por publicações do Blog do Noblat, que afirmaram que o parlamentar mentiu em discursos feitos na tribuna do Senado, omitiu bens à Receita Federal, usou “laranja” para compra de veículos de comunicação e simulou tomada de empréstimo para beneficiar lobistas. Em resposta à acusação, Noblat sustentou que não houve ofensas ou inverdades, já que os fatos foram amplamente divulgados na imprensa nacional e investigados pela Polícia Federal.

Na decisão de primeira instância, Renan Calheiros perdeu a causa. O juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) que examinou o caso entendeu que não houve ofensa ou injúria contra o parlamentar. “Não há que se falar em indenização por danos morais, pois o homem público está sujeito a críticas, porquanto inerentes ao sistema democrático, necessárias ao aperfeiçoamento das instituições”, considerou o magistrado. “Os conteúdos disponibilizados pelo apelado (Noblat) em seu blog eram de conhecimento público e se basearam em diversos outros meios de comunicação que, em meados de 2007, deram ampla cobertura aos fatos”, acrescentou.

Recurso

Após a decisão, a defesa de Renan Calheiros recorreu ao STJ, alegando que houve claro abuso do direito de informação e ofensa à honra na utilização das expressões “patife, corrupto, pervertido, depravado, velhaco, pusilânime, covarde”, e também quando o jornalista afirmou que o senador teria “superado seus próprios recordes de canalhices”. A ministra Nancy rebateu a decisão do TJDFT. Para ela, a condição de homem público de Renan não justifica a utilização contra ele de “expressões altamente ofensivas”.

Nancy ressaltou que Noblat tem histórico de ser diligente na divulgação das informações sobre as investigações em andamento, mas “acabou ultrapassando a linha tênue existente entre a liberdade de expressão e a ofensa aos direitos da personalidade de outrem”. O tribunal fixou indenização de R$50 mil, corrigidos monetariamente a partir da data do julgamento e acrescidos de juro de mora de 1% ao mês, a contar da data de sua publicação.

Natural de Recife, radicado em Brasília desde 1982, o jornalista passou pela redação de alguns dos principais jornais e revistas do país. Desde 2004, mantém no ar o Blog do Noblat, considerado um dos blogs de maior prestígio da capital federal.

Sob pressão

Renan renunciou à presidência do Senado em 2007. A principal acusação que recaia contra ele na época era de que um lobista da empreiteira Mendes Júnior pagava R$ 16,5 mil mensais à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha. Como mostrou a revista Veja, entre 2004 e 2006 a empreiteira recebeu R$ 13,2 milhões em emendas parlamentares do senador destinadas a uma obra – feita pela empresa – no porto de Maceió. Salvo pelo plenário duas vezes, o senador escapou da cassação. Passou a atuar de maneira discreta até voltar à liderança do PMDB dois anos depois.

No início do ano passado, conseguiu se eleger presidente do Senado, com o apoio do Palácio do Planalto e de setores da oposição. Dois dias antes de sua eleição até duas semanas após sua posse, dois abaixo-assinados virtuais somaram mais de 2 milhões de apoios de internautas de todo o país. Todos, contra a sua volta ao cargo.

SUPOSTAMENTE

Por coisas assim é que os jornalistas e meios de comunicação dizem sempre que os políticos são supostamente "mentiroso, patifes, corruptos, pervertidos, depravados, velhacos e covardes”.

A única coisa de que se pode acusar o senador Renan Calheiros impunemente é de que ele era careca, embora não seja mais, pois supostamente utilizando um avião da FAB, supostamente de forma irregular, veio ao Recife e supostamente fez um implante capilar. Mas , fique claro, porém, que assim que a plantação de cabelo invadir o crânio senatorial, as acusações de supostamente careca estarão passível de punição.

Um ano de pontificado do Papa Francisco:
“Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”

ROMA - VATICANO
Um ano de pontificado do Papa Francisco:
“Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”
Num ano, a Igreja começou a mudar. Francisco mudou a forma de ser Papa. Colocou o Evangelho acima da doutrina. É um homem vindo do Sul, o que traduz uma viragem geopolítica. “Francisco é um homem do Novo Mundo”, frisa o jornalista Massimo Franco

Foto: Max Rossi/Reuters

Nunca se vira um Papa tornar-se tão popular em tão poucos minutos, na Praça de São Pedro.
No dia seguinte, a imprensa definia-o como “um Papa de gestos humildes que prenunciam mudanças revolucionárias.”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Jorge Almeida Fernandes
Fonte: Publico

Foi há um ano, pouco depois das 20h30. Houve a fumaça branca. O cardeal Tauran pronunciou o Habemus Papam. Um homem de túnica branca, Jorge Mario Bergoglio, agora Francisco, avançou e saudou os fiéis: “Fratelli e sorelle, buona sera." (Irmãos e irmãs, boa noite.)

Estas cinco palavras começaram a mudar a Igreja Católica. A multidão concentrada na Praça de S. Pedro percebeu e rendeu-se. “Nunca se vira um Papa tornar-se tão popular em tão poucos minutos”, resumiu Odon Vallet, historiador das religiões.

Bastaram 24 horas para que a imprensa o definisse como “um Papa de gestos” – gestos humildes que “prenunciam mudanças revolucionárias”.

Francisco despoja-se da pompa. Reduz ao mínimo as insígnias pontifícias. Recusa viver “no palácio”. Muda a forma de ser Papa. Veste a pele de pastor, “próximo das pessoas como João XXIII” – o “bom Papa João”.

A escolha do nome fez evocar o apelo que em 1205 mudou a vida do poverello de Assis: “Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas.”

“O que torna este Papa tão importante é a rapidez com que captou a esperança dos milhões de pessoas que haviam perdido toda a esperança na Igreja.” – escreveu a revista Time quando, em Dezembro, o elegeu a personalidade do ano. Ou, na expressão de Enzo Bianchi, um monge leigo italiano, despertou nos católicos “o sonho de que uma outra Igreja é possível”.

Foto: Fabio Frustaci/EPA

Popular urbi et orbe

“Quanto desejaria uma Igreja pobre e para os pobres”, disse a 16 de Março, três dias depois da eleição. A sua primeira viagem apostólica, em Julho, foi à ilha de Lampedusa, onde desembarcam milhares de imigrantes. Foi “chorar os mortos que ninguém chora”. Disse o historiador católico Alberto Melloni que a homilia de Lampedusa foi “a homilia programática do pontificado”.

Não tocou só os católicos, mas quase todo o mundo. A sua popularidade, a começar pelas redes sociais, é enorme. Não apenas nos países do Sul. É aplaudido nos países ricos, que acusa de egoísmo. Interroga-se um jornalista: “Por que mistério o líder espiritual de uma religião em perda de velocidade suscita uma tal unanimidade em tantas regiões do mundo?” A que necessidade histórica ou inquietação humana responde? É mais fácil constatar do que responder. O carisma não basta.

Alguns pensam que ele está a dessacralizar a função do Papa, tornando-se demasiado próximo, uma “pessoa normal” como diz. Mas — e esse é o paradoxo — ao fazê-lo está a fortalecer a instituição.

“Graças ao Papa argentino (…) a Igreja transformou-se em poucos meses de ‘acusada global’, pelos escândalos de pedofilia e pela opacidade das suas instituições financeiras, numa autoridade moral de novo escutada e influente”, escreve o jornalista Massimo Franco num livro posto à venda esta semana: Il Vaticano secondo Francesco.

Depois da exortação apostólica A Alegria do Evangelho, publicada em Novembro e olhada por muitos como um libelo anticapitalista, o Financial Times homenageou-o em editorial.

“Primeiro, há a sua modéstia pessoal. Numa era em que muitos estão profundamente preocupados com a vaidade das celebridades e a riqueza dos plutocratas, o Papa tornou-se rapidamente no símbolo global da compaixão e da humildade. (…)

Muitos políticos conservadores discordarão da sua crítica ao ‘capitalismo sem freio’. Mas ele exprime as suas preocupações e ansiedades com uma sinceridade e uma autenticidade que nenhum outro líder mundial consegue igualar.”

O jornalista Eugenio Scalfari, agnóstico e laicista, fundador do La Repubblica, escrevia em Fevereiro com o seu peculiar exagero:

“Roma voltou a ser a capital do mundo. Não é a Itália, mas Roma, a cidade do Papa Francisco, que é o centro do mundo; não Washington, não Brasília, não Moscou, não Tóquio, mas Roma. Não acontecia há dois mil anos, mas agora é assim.” Porquê? Porque o jesuíta franciscano está a fazer uma “revolução contra os mandarins do Vaticano” e contra “os interesses ilícitos, a vaidade dos poderosos, a demagogia, o simplismo, a inconsciência, a irresponsabilidade, o despotismo e o privilégio. Francisco é amigo dos não-crentes que combatem nesta batalha e estes são, por sua vez, amigos seus”.

Foto: Osservatore Romano/Reuters

Um homem do Novo Mundo

“Francisco é um homem do Novo Mundo”, frisa Massimo Franco. "Vem da Argentina, que é o Extremo Ocidente, e é um ‘padre urbano’, o primeiro pontífice filho de uma megalópole, Buenos Aires, com 15 milhões de habitantes, que viveu antecipadamente os problemas com que hoje se debatem a Igreja Católica e o mundo globalizado.”

Mas não é só um padre argentino, jesuíta e “global”. O ponto crucial é ser “um estrangeiro à mentalidade da Cúria romana e eleito depois do trauma da renúncia de Bento XVI. A sua tarefa é desmantelar a corte pontifícia e uma nomenklatura eclesiástica frequentemente virada para si mesma”.

A reestruturação que está a ser operada por Francisco não deixa dúvidas. “O que era periferia de excêntrico torna-se central. É também uma “revolução geopolítica” — assinala Franco. Significa ainda a “exportação de uma visão radicalmente nova do catolicismo para o coração da Roma papal”.

Foto: Franco Origlia/Getty Images
A

Moral e doutrina

A primeira preocupação de Francisco é recentrar o catolicismo na mensagem evangélica e romper com “a Igreja dos interditos”. Defende a liberdade de consciência e adverte os padres: “A Igreja não é uma alfândega e há lá lugar para todos com a sua vida difícil.”

Este foi um dos pontos que maior ressonância teve no Ocidente. O Papa diz que não pode estar sempre a falar no aborto, no casamento gay ou nos métodos contraceptivos.

Quanto aos homossexuais, lançou uma tirada que correu mundo: “Quem sou eu para os julgar?” Quer resolver o problema dos católicos recasados. Mas recusa as “soluções casuísticas”. Propõe um “debate aberto” sobre a família. Será este o tema do sínodo extraordinário dos bispos que decorrerá em Outubro, em Roma.

O Papa não tocou em nenhum ponto da doutrina. Espera-se dele uma Igreja mais aberta, mas não um liberalismo doutrinal. Apoiou o movimento dos católicos franceses contra as leis do aborto e do “casamento para todos”. O aborto? “Trata-se de uma questão de coerência interna da nossa mensagem e não devem esperar que a Igreja mude de posição.” Recusa-se a condenar as pessoas, o que é muito diferente.

A sua atitude é distinta das de João Paulo ou Bento. Estes – diz Henri Tincq – denunciavam a permissividade moral, a modernidade que substitui Deus pelo homem ou a “ditadura do relativismo”. Francisco quer mudar os termos do debate. Diz: “As lamentações que denunciam um mundo bárbaro acabam por provocar dentro da Igreja desejos de ordem, entendida como pura conservação, ou uma reacção de defesa.” Não aceita que a Igreja se feche, exige que saia para fora com vocação missionária — pregar os valores evangélicos.

Sublinhou Francisco que ensinamentos dogmáticos e ensinamentos os morais não são equivalentes: “Devemos encontrar um novo equilíbrio, senão o edifício moral da Igreja corre o risco de se desmoronar como um baralho de cartas.” Não renuncia aos dogmas, mas recusa que eles se tornem uma “obsessão”.

Foto: AFP/Getty Images

As reformas da Igreja

Estamos muito longe de poder fazer um balanço das reformas que, no essencial, estão em fase de projeto e que, de resto, demorarão anos. Mas os sinais estão dados e a reforma da Cúria está em andamento. Durante um ano, de forma doce, Francisco demoliu hábitos com uma marcha de bulldozzer.

São muitos os temas, como a restauração da colegialidade ou a ascensão das mulheres aos cargos de decisão — “A outra metade do mundo não pode continuar a ser excluída”. E, entretanto, repensar a função pontifícia. Ou acabar com o “clericalismo” e com a Igreja fechada em si mesma.

O debate será duro. A Igreja não é monolítica. Nem o Papa pode tudo. Para lá dos conservadores dogmáticos, muitos aceitam que “tudo mude para que tudo fique na mesma”.

A jornalista Isabelle de Gaulmyn resume assim o problema: “Se o Papa Francisco conseguir renovar a Igreja, não será impondo mudanças doutrinais, mas indicando o modo de ser cristão.” Significa colocar “o Evangelho acima da doutrina”.A Igreja e a História

É bom ter presente uma perspectiva histórica. O cristianismo é diferente das outras religiões, escreveu o medievalista Jacques Le Goff, também biógrafo de S. Francisco, após a resignação de Bento XVI. “Primeiro o cristianismo distingue o que pertence a Deus e o que pertence a César, não confunde política e religião. Em segundo lugar, não obstante os atrasos e a lentidão, não obstante as crises que fustigam as religiões, ele soube sempre adaptar-se às mutações profundas do mundo. E creio que estamos a assistir a um destes acontecimentos plurisseculares característicos do cristianismo.”


*Trecho do editorial do Jornal Público de Portugal assinado por Jorge Almeida Fernandes.
Leia a íntegra em:   Um ano de pontificado: “Vai, Francisco, e repara a minha casa em ruínas”
Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

Eduardo Campos põe as mangas de fora

BRASIL - Opinião - Eleição 2014
Eduardo Campos põe as mangas de fora
Eduardo Campos utiliza-se de frases de efeito para atrair aqueles que não estão satisfeitos com Dilma e não querem os tucanos de volta. Entrou num caminho sem volta quando disse, que "ninguém aguenta mais quatro anos de Dilma".

Foto: Eduardo Braga/SEI

Eduardo Campos disse também que Dilma estava de "aviso prévio", ou seja, a estada da presidenta no Palácio do Planalto estão com os dias contados.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Dora Kramer
Fonte: Estado de S. Paulo

O menos conhecido entre os postulantes à Presidência na eleição deste ano, o governador Eduardo Campos precisa virar notícia. O caminho mais curto é polemizar com quem já é notícia: a presidente Dilma Rousseff.

Independentemente de ela responder - o que provavelmente não fará -, os ataques diretos à presidente rendem espaço no noticiário político ao governador de Pernambuco e ajudam na identificação como candidato de oposição junto ao eleitorado.

Uma fórmula simples. Opção arriscada, diriam alguns, pois representa um caminho sem volta. Seria, se nessa altura Eduardo Campos ainda estivesse apostando em alguma forma de convivência com os ex-aliados do PT.

Não parece. Ou melhor: tudo indica que o governador agora atravessou mesmo o seu rubicão. Resolveu assumir de vez o papel de oposicionista sem adjetivos, dispensando até mesmo o estágio na ambiguidade que marcou a conduta dos candidatos do PSDB nas últimas eleições presidenciais.

Os tucanos primeiro ficaram com receio de se contaminar com os problemáticos índices de popularidade do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e depois se conduziram com medo de se confrontar com o alto grau de popularidade de Luiz Inácio da Silva.

Não defenderam o legado de seus dois governos, viram o PT subtrair-lhes o patrimônio da estabilidade econômica e fizeram três campanhas presidenciais nas quais era complicado o eleitor perceber em que lado mesmo estavam os tucanos. Os discursos eram dúbios e os posicionamentos do partido nos Estados também.

Escolado nessas escapadelas - até porque Minas Gerais foi protagonista por três vezes de uma das mais evidentes -, o senador Aécio Neves quis acumular a candidatura com o posto de presidente do PSDB. Para controlar as alianças regionais do partido e evitar a formação de possíveis quintas colunas.

Voltando a Eduardo Campos, ele não pode dar-se ao luxo da dubiedade. Se não partir para o confronto, deixa esse espaço todo livre para o tucano Aécio. Além disso, fica eternamente na sombra do governismo federal e não trilha o caminho independente que pretende.

Nas últimas semanas fez duas frases de efeito citando nominal e diretamente a presidente da República. Na primeira, disse que ela estava de "aviso prévio". Ou seja, cumprindo seus últimos meses no cargo. Com isso, enfrentou logo um tema tabu, o de que Dilma está reeleita.

Pode até ser favorita, mas ele como adversário "à vera" precisa se comportar como quem tem chance de derrotá-la. A segunda frase de Eduardo Campos sinaliza a intenção de atrair a atenção dos descontentes com o desempenho e com a maneira de ser da presidente.

"O Brasil não aguenta mais quatro anos de Dilma", afirmou, numa oração de fácil compreensão e que se presta bem ao uso político da repetição de uma ideia força sem muita elaboração de conteúdo. Guardadas as proporções, é o que faz Lula.

Dessa fase de Campos não escapam os tucanos. Ontem entraram na roda por tabela, quando o governador acusou a presidente de "varrer para debaixo do tapete" as dificuldades da economia tal como fez Fernando Henrique antes da eleição de 1998. Assim, o candidato do PSB vai tentando não ficar a reboque de ninguém.

Avaliados os custos e os benefícios, digamos que não tem nada a perder. Pode ser visto como ingrato? Pode, mas quem o vê por essa ótica não vota nele, pois considera que seu compromisso com o PT deveria ser eterno.

Para isso, Eduardo Campos também tem resposta. Dirá que seu dever de lealdade começou e terminou com Lula. Dilma ele ajudou a eleger, não o contrário.

E o PT, quando o chamou de playboy mimado sem que Lula desautorizasse a declaração nem Dilma impusesse algum reparo, deu uma boa ajuda à decisão do governador de pôr as mangas formal e oficialmente de fora.

Para todos os efeitos, foi o governo quem começou.
*Alteramos o título, acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

Rabo de sardinha - Rodrigo Constantino, para a Veja

BRASIL - Opinião - Economia
Rabo de sardinha
O Mercosul é uma camisa de força ideológica que afeta negativamente nossa economia. Enquanto países como Peru, Colômbia, Chile e México criaram a Aliança do Pacífico e fecharam diversos acordos bilaterais de livre-comércio, o Brasil insiste na fracassada união aduaneira com os bolivarianos.

Foto: Associated Press

REUNIÃO DE FRACASSADOS - Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai), Dilma Rousseff (Brasil) e Nicolás Maduro (Venezuela) participam de cúpula do combalido Mercosul

Postado por Toinho de Passira
Texto de Rodrigo Constantino
Fonte: Veja

Quando se trata de política externa, há quem prefira ser cabeça de sardinha e quem prefira ser rabo de baleia. No primeiro caso, o país assume a liderança de um grupo menor; no segundo, aceita ser liderado para fazer parte de uma aliança mais abrangente. O PT preferiu ser rabo de sardinha. Essa é a melhor metáfora para definir a atual postura geopolítica do Brasil. O Mercosul é uma camisa de força ideológica que afeta negativamente nossa economia.

Enquanto países como Peru, Colômbia, Chile e México criaram a Aliança do Pacífico e fecharam diversos acordos bilaterais de livre-comércio, o Brasil insiste na fracassada união aduaneira com os bolivarianos. Um a um, os países do Mercosul afundam em crises de enorme proporção. E por onde anda Marco Aurélio Garcia? Por que o Itamaraty está tão calado ultimamente? José Miguel Vivanco, diretor da ONG human rights Watch, falando sobre a desgraça venezuelana, denunciou a omissão do governo brasileiro, que, segundo ele, não age como o líder regional que pensa ser.

De fato, chama atenção o ensurdecedor silêncio de nossos diplomatas e governantes. A única leitura que se pode extrair disso é que o Brasil não é líder nem mesmo do minguado bloco do Mercosul. O governo brasileiro conseguiu nos transformar em saco de pancada de seus companheiros de ideologia.

Evo Morales abusa do Brasil e sempre sai impune. Chegou a enviar tropas para invadir instalações da Petrobras em seu país, e ficou por isso mesmo. Violou nossa soberania ao vistoriar um avião da FAB em 2011. Como prêmio, recebe empréstimos do BNDES e a cumplicidade do Itamaraty ao manter aprisionado um senador de oposição por mais de 400 dias em nossa embaixada em La Paz.

A Venezuela é outro país que pode sempre contar com a conivência de Brasília. Com muita pompa, foi anunciada a bilionária refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, uma parceria entre a Petrobras e a PDVSA, a estatal de petróleo venezuelana. Após vários anos sem esta pingar um só dólar, a refinaria acabou incorporada pela Petrobras, com grandes prejuízos.

Retaliação? Nem pensar. O Brasil tem sido um incansável aliado do chavismo e fez de tudo para que a Venezuela entrasse no Mercosul, apesar de não atender às exigências do bloco, a começar pela cláusula democrática. Lula chegou a gravar mensagem de apoio para a campanha de Nicolás Maduro, intrometendo-se em assuntos internos do país.

O resultado está aí: a Venezuela mergulhou em uma guerra civil, a economia vive em convulsão com hiperinflação, e o caos social é total, com a violência fora de controle. É possível encontrar as impressões digitais do PT nessa confusão toda, e não podemos esquecer que esse é o modelo que o partido defende. A Argentina, que também caminha rapidamente para uma tragédia, já ignorou cláusulas tarifárias do Mercosul sem resposta à altura por parte do Brasil. Sua política industrial restritiva, impondo barreiras ao comércio com o Brasil, chegou a afetar duramente nossa indústria automobilística, e nada foi feito.

A ditadura cubana recebe afagos - e muitos recursos - do governo petista. O BNDES financiou o Porto de Mariel na ilha, coisa de bilhão. A presidente Dilma argumentou que foi uma decisão estritamente econômica, endossada por Marcelo Odebrecht, o maior beneficiado pela transação. Alguém acredita?

Como ficou claro, o governo petista fez uma escolha ideológica. Transformou nossa política externa em uma extensão de seus interesses partidários, mesmo que, para tanto, nossa economia fosse sacrificada. E nem vamos falar de outras questões, como os direitos humanos, ignorados no programa Mais Médicos, que importa cubanos na condição de escravos.

Tudo isso tem custado muito caro. Nossa balança comercial está negativa. O Brasil perde a oportunidade de estreitar laços com países desenvolvidos, por puro preconceito ideológico. Prefere se unir aos fracassados bolivarianos, ou perdoar a dívida de países africanos a pretexto de obter deles apoio para conseguir assento no Conselho de Segurança da ONU.

O governo faz "caridade" com dinheiro do povo, estimula a sobrevida de regimes nefastos e ainda prejudica nossa economia. Poderia, como fizeram o governo do Chile e o do Peru, optar por se integrar ao mundo civilizado, mesmo com lugar apenas na cauda. Poderia pelo menos liderar o bloco regional. Em vez disso, o PT, com sua cabeça de bagre, fez do Brasil um rabo de sardinha.

O governo brasileiro poderia, como fizeram o do Chile e o do Peru, optar por se integrar ao mundo civilizado, mesmo com lugar apenas na cauda. Em vez disso, o PT, com sua cabeça de bagre, fez do Brasil um rabo de sardinha
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

11 de mar. de 2014

Câmara derrota Dilma criando comissão que investigará corrupção na Petrobras

BRASIL - Corrupção
Câmara derrota Dilma criando comissão que
investigará corrupção na Petrobras
Na estreia do PMDB como “bancada independente”, governistas se aliam à oposição para aprovar colegiado que irá apurar denúncia de pagamento de propina por empresa holandesa a funcionários da estatal

Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Oposição e peemedebistas comemoram a derrota do governo que tentava barrar a criação de uma comissão externa de deputados para ir à Holanda acompanhar a investigação de denúncias relacionadas à Petrobras

Postado por Toinho de Passira
Texto de Edson Sardinha
Fonte: Congresso em Foco

Aliados do governo se juntam à oposição para derrotar DilmaPor 267 votos a 28, a Câmara impôs nova derrota ao governo Dilma, aprovando a criação de uma comissão externa para apurar denúncias de corrupção relacionadas à Petrobras. Houve ainda 15 abstenções. A votação marcou a “estreia” do PMDB como “bancada independente” em relação ao governo, conforme decidiu a maioria de seus integrantes nesta tarde. Outros partidos da base, como o PR, o PTB e o PSC, também votaram com a oposição.

A comissão deve ir até a Holanda para apurar denúncias de que uma empresa com sede no país pagou propina a funcionários da estatal brasileira para conseguir contratos de locação de plataformas petrolíferas entre os anos de 2005 e 2012. A denúncia, feita por um ex-executivo da empresa SBM Offshore, é investigada pelo Ministério Público holandês.

O governo é contra a investigação e diz que a criação do colegiado atende apenas a interesses eleitoreiros da oposição. Antes da aprovação do requerimento que criou a comissão externa, o PT propôs que o pedido fosse retirado da pauta. Teve o apoio do bloco PP/Pros, do PSD e do PCdoB. Mas foi derrotado, por 216 votos a 38 e 11 abstenções. Na votação do requerimento de criação, os votos da bancada petista e de outros aliados, como o PCdoB e o Pros não contaram, porque os partidos se declararam em obstrução.

Antes mesmo do anúncio do resultado da votação, a oposição já comemorava. “É uma noite histórica”, declarou o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA). “Nunca vi tanta articulação de bastidores nesta Casa. É uma vergonha o que o PT está fazendo. O partido da ética não quer deixar ninguém apurar corrupção”, acusou o líder do Solidariedade, Fernando Francischini (PR).

O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), protestou contra a aprovação do requerimento. “Não há nem apoio regimental para o pedido, e nem tampouco uma comissão externa tem poder para chegar em outro país e adentrar uma investigação que eventualmente esteja sendo feita”, afirmou Chinaglia. “Entendo que a oposição e parlamentares insatisfeitos na base queiram desgastar o governo, mas não podemos fugir à discussão de mérito do pedido”, afirmou.

Para tentar evitar a criação da comissão externa, o líder do governo na Câmara anunciou que os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União (CGU), irão à Câmara nesta quarta-feira (12) para falar aos deputados sobre as investigações das denúncias. A oposição insiste na criação de uma CPI mista (formada por deputados e senadores) para investigar a estatal.

Segundo um ex-funcionário da empresa holandesa, a SBM Offshore pagou US$ 139 milhões para funcionários da Petrobras e intermediários entre 2005 e 2011. Em troca, os holandeses cobravam o fechamento de contratos com a estatal brasileira. De acordo com a denúncia, a propina equivalia a 3% dos valores dos contratos e era dividida da seguinte maneira: 1% ia para o representante comercial da SBM no Brasil e 2% para funcionários da Petrobras.

10 de mar. de 2014

Mistério padrão FIFA: quando custou de verdade a Arena Pernambuco?

BRASIL - Escândalo - Copa do Mundo 2014
Mistério padrão FIFA:
quando custou de verdade a Arena Pernambuco?
Todo político costuma divulgar com orgulho o custo das obras feitas na sua administração. É uma forma de demonstrar para a sociedade como o dinheiro dos impostos está sendo empregado. Por que então ninguém quer dizer quanto custou de verdade a Arena Pernambuco? O Jornal do Commercio apelou, sem sucesso, até para Lei de Acesso à Informação. Parece que nunca saberemos a não ser que o Ministério Público ou a oposição resolva se movimentar

Foto: Celso de Campos Jr./Veja

O POVO QUER SABER: Por que os governos estadual e federal não revelam o quanto foi gasto para erguer a Arena Pernambuco?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Brasil 247, Veja

Quanto custou a Arena Pernambuco? Essa pergunta foi feita pelo Jornal do Commercio que a todo custo tentou descobrir os números reais do investido na obra faraônica. Diz a reportagem que se você buscar na internet e achar R$ 532 milhões, nada mais errado. Há quase um ano, desde que o estádio ficou pronto, o governo admitiu que o custo aumentou. Mas nunca disse para quanto. Chegou-se a falar em algo próximo a R$ 650 milhões, (um acréscimo de R$ 118 milhões) depois mais nada.

Querendo buscar a verdade que teimava em não aparecer o jornalista Giovanni Sandes reporta que o jornal fez a pergunta por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), criada para dar mais transparência à administração pública. O resultado foi mais mistério. O governo reconhece o óbvio, que os R$ 532 milhões eram só o “investimento inicial” e que recebeu um pedido de aumento. E só. É assim que a pergunta continua: afinal, quanto custou a Arena Pernambuco?

A reportagem protocolou no último dia 12 um pedido de informação com três questões, uma delas direta, sobre a arena. A resposta da Secretaria de Planejamento e Gestão, três semanas depois, foi esquiva e pouco reveladora:

“O investimento inicial previsto, conforme proposta vencedora da licitação, foi de R$ 532 milhões. Encontra-se, em análise pelo Estado, pedido de reequilíbrio econômico-financeiro.”

A resposta mistura questões bem diferentes. Para entender, basta lembrar que a concessão com a Arena Pernambuco Negócios, do grupo Odebrecht, é uma parceria público-privada (PPP): mistura 3 anos de obras e 30 anos de prestação de serviços.

Por causa do prazo longo, o pagamento de tudo em geral é diluído em três décadas, um custo final bem maior que o da construção. É como um apartamento: o financiamento custa bem mais que o imóvel. Então, este é o drible do governo: perguntado sobre o “preço do apartamento”, diz estar revendo o financiamento.

Não satisfeito a reportagem diz que voltou a buscar a Secretaria de Planejamento e Gestão, pela assessoria de imprensa, enfatizou a diferença entre uma questão e outra e repetiu a pergunta: qual foi o custo da Arena Pernambuco? A resposta foi a mesma: “Encontra-se em análise pelo Estado pedido de equilíbrio econômico-financeiro, que resultará no valor final do contrato.”

Apesar da esquiva, já é mais que sabido, o orçamento estourou. Quando o contrato foi assinado, em 10 de junho de 2010, o Estado se comprometeu a levar para a arena os 20 melhores jogos por ano de cada um, Náutico, Sport e Santa Cruz, uma receita anual de R$ 73,2 milhões.

A condição era suspensiva: sem times, sem obras. Então, um aditivo em 21 de dezembro de 2010 destravou tudo. O Estado garantiu uma receita mínima de R$ 36,6 milhões por ano até 2043. Mas o prazo de obras ainda era 3 anos, ou seja, depois da Copa das Confederações, em dezembro de 2013. O governo pediu para a entrega em abril, a um custo alto: só o número de operários dobrou para 5 mil.

Em maio de 2013, o secretário Extraordinário da Copa, Ricardo Leitão, disse que a “ordem de grandeza” do novo custo era R$ 650 milhões. Depois silenciou sobre esse ou qualquer outro número. Naquele mesmo mês, a IFL Empreendimentos e Tecnologia foi contratada para rever todo o contrato, após pedido de revisão da Odebrecht.

Talvez nunca se consiga saber o valor real da empreitada, pois nem o governo federal, nem o estadual, nem a empreiteira têm o menor interesse de revelar. Embora o povo queira, mereça e tenha a o direito de saber.

A liberdade nas ruas, de Mario Vargas Llosa, para O Estado de S.Paulo

VENEZUELA - Opinião
A liberdade nas ruas
*O escritor peruano, Mario Vargas Llosa, lamenta a solidão dos valentes venezuelanos que lutam para "salvar seu país e toda a América Latina de uma nova satrapia comunista, sem receber o apoio que merecem dos países democráticos e da OEA" e critica os governos latinos que prestam “homenagem a Fidel Castro, múmia viva e símbolo animado da ditadura mais longeva da história da América Latina”.

Foto: Rodrigo Abd/AP

Jovem ativista, num protesto em Caracas, exibe lágrimas simbólicas, com as cores da Venezuela

Postado por Toinho de Passira
Texto de Mario Vargas Llosa - Prêmio Nobel de Literatura
Fontes: O Estado de S.Paulo

Há quatro semanas, os estudantes venezuelanos começaram a protestar nas ruas das principais cidades do país contra o governo de Nicolás Maduro. Apesar da dura repressão - 20 mortos, mais de 300 feridos reconhecidos até agora pelo regime e cerca de mil presos, entre eles Leopoldo López, um dos principais líderes da oposição -, a mobilização popular continua firme.

Ela semeou pela Venezuela "Trincheiras da Liberdade" nas quais, além de universitários e escolares, há também operários, donas de casa, funcionários de escritório e profissionais liberais, em uma onda popular que parece ter superado a Mesa da Unidade Democrática (MUD), a organização que abrange todos os partidos e grupos políticos de oposição, graças aos quais a Venezuela não se transformou ainda numa segunda Cuba.

No entanto, é evidente que essas são as intenções do sucessor do comandante Hugo Chávez. Todos os passos que ele deu desde que assumiu o poder que lhe foi ungido, no ano passado, são inequívocos. O mais notório deles, a asfixia sistemática da liberdade de expressão. O único canal de TV independente que sobrevivia - a Globovisión - foi submetido a uma perseguição tal pelo governo, que seus donos tiveram de vendê-lo a empresários favoráveis à situação, que agora o alinharam ao chavismo.

O controle das estações de rádio é praticamente absoluto e as que ainda se atrevem a dizer a verdade sobre a catastrófica situação econômica e social do país têm os dias contados. A mesma coisa ocorre com a imprensa independente que o governo está eliminando aos poucos pela privação de papel-jornal.

Entretanto, embora o povo venezuelano quase não possa ver, ouvir nem ler uma informação livre, experimenta na carne a brutal e trágica situação para a qual os desvarios ideológicos do regime - as estatizações, o intervencionismo sistemático na vida econômica, a perseguição às empresas privadas, a burocratização cancerosa - levaram a Venezuela e essa realidade não pode ser ocultada com demagogia. A inflação é a mais elevada da América Latina e a criminalidade, uma das mais altas do mundo.

A carestia e o desabastecimento esvaziaram as prateleiras das lojas e a imposição do tabelamento dos preços para todos os produtos básicos criou um mercado negro que multiplica a corrupção a extremos vertiginosos. Somente a nomenclatura conserva os elevados níveis de vida, enquanto a classe média encolhe cada vez mais e os setores populares são golpeados de uma maneira cruel que o regime trata de amenizar com medidas populistas - estatismo, coletivismo, distribuição de doações e muita propaganda acusando a "direita", o "fascismo" e o "imperialismo americano" pela desordem e pela queda livre do nível de vida do povo venezuelano.

O historiador mexicano Enrique Krauze lembrava há alguns dias o fantástico desperdício do regime chavista, nos seus 15 anos no poder, dos US$ 800 bilhões que ingressaram no país neste período, graças ao petróleo. Boa parte desse esbanjamento serviu para garantir a sobrevivência econômica de Cuba e para subvencionar ou subornar governos que, como o nicaraguense do comandante Daniel Ortega, o argentino de Cristina Kirchner ou o boliviano de Evo Morales, apressaram-se nos últimos dias em solidarizar-se com Maduro e em condenar os protestos dos estudantes "fascistas" venezuelanos.

A prostituição das palavras, como assinalou George Orwell, é a primeira façanha de todo governo de vocação totalitária. Nicolás Maduro não é um homem de ideias, como percebe de imediato quem o ouve falar. Os lugares comuns tornam seus discursos confusos e ele os pronuncia sempre rugindo, como se o barulho pudesse suprir a falta de argumentos. Sua palavra favorita é "fascista", com a qual ele se dirige sem o menor motivo a todos os que o criticam e se opõem ao regime que levou um dos países potencialmente mais ricos do mundo à pavorosa situação em que se encontra.

Sabe, senhor Maduro, o que significa fascismo? Não o ensinaram nas escolas cubanas? Fascismo significa um regime vertical e caudilhista, que elimina toda forma de oposição e, mediante a violência, anula ou extermina as vozes dissidentes. Um regime que invade todos os aspectos da vida dos cidadãos, do econômico ao cultural e, principalmente, é claro, o político. Um regime em que pistoleiros e capangas asseguram, mediante o terror, a unanimidade do medo, do silêncio e uma frenética demagogia por meio de todos os veículos de comunicação na tentativa de convencer o povo, dia e noite, de que vive no melhor dos mundos.

Ou seja, o que está vivendo cada dia mais o infeliz povo venezuelano é o fascismo, que representa o chavismo em sua essência, esse fundo ideológico no qual, como explicou tão bem Jean-François Revel, todos os totalitarismos - fascismo, leninismo, stalinismo, castrismo, maoismo e chavismo - se fundem e se confundem.

É contra essa trágica decadência e a ameaça de um endurecimento ainda maior do regime - uma segunda Cuba - que se levantaram os estudantes venezuelanos, arrastando com eles setores muito diferentes da sociedade. Sua luta é para impedir que a noite totalitária caia totalmente sobre a terra de Simón Bolívar e não haja volta.

Acabei de ler um artigo de Joaquín Villalobos (Como enfrentar o chavismo)no jornal El País, desaconselhando a oposição venezuelana a adotar a ação direta que empreendeu e recomendando que, ao contrário, espere se fortalecer para poder ganhar as próximas eleições. Surpreende a ingenuidade do ex-guerrilheiro convertido à cultura democrática.

Quem garante que haverá futuras eleições dignas desse nome na Venezuela? Por acaso foram as últimas, nas condições de desvantagem da oposição em que transcorreram, com um poder eleitoral submisso ao regime, uma imprensa sufocada e um controle obsceno da recontagem dos votos pelos testas de ferro do governo?

Evidentemente, a oposição pacífica é o ideal na democracia. A Venezuela, porém, não é mais um país democrático e está muito mais próximo de uma ditadura como a cubana do que são, hoje, países como México, Chile ou Peru. A grande mobilização popular que a Venezuela vive ocorre precisamente para que, no futuro, haja ainda eleições de verdade e essas operações não se tornem rituais circenses como eram as da ex-União Soviética ou são as de Cuba, onde os eleitores votam em candidatos únicos, que ganham com 99% dos votos.

O que é triste, embora não surpreendente, é a solidão em que os valentes venezuelanos que ocupam as Trincheiras da Liberdade estão lutando para salvar seu país e toda a América Latina de uma nova satrapia comunista, sem receber o apoio que merecem dos países democráticos ou desta inútil e carcomida Organização dos Estados Americanos (OEA), que, segundo sua declaração de princípios, que vergonha, deveria zelar pela legalidade e pela liberdade dos países que a integram.

Naturalmente, que outra coisa pode se esperar de governos cujos presidentes compareceram, praticamente todos, em Havana, para a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e para prestar homenagem a Fidel Castro, múmia viva e símbolo animado da ditadura mais longeva da história da América Latina.

Entretanto, o lamentável espetáculo não deve tirar as esperanças dos que acreditam que, apesar de tantos indícios contrários, a cultura da liberdade lançou raízes no continente latino-americano e não voltará a ser erradicada no futuro imediato, como tantas vezes no passado.

Os povos dos nossos países costumam ser melhores do que seus governos. Ali, estão para demonstrar isso os venezuelanos, assim como os ucranianos, arriscando suas próprias vidas em nome de todos nós para impedir que na terra da qual saíram os libertadores da América do Sul desapareçam os últimos resquícios de liberdade que ainda restam. Mais cedo ou mais tarde, eles triunfarão.
Tradução de Anna Capovilla
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

8 de mar. de 2014

Belas imagens do Carnaval de 2014

BRASIL - Mundo - Carnaval
Belas imagens do Carnaval 2014
Fotos das agencias de notícias sobre o carnaval do Brasil e do mundo

Foto:Marco Secchi / Getty Images

CARNAVAL DE VENEZA: Bela e elegantes foliã italiana, posa na Praça de São Marcos, inundada pelas águas, no último dia de Carnaval em 4 de março. Apesar de acabar no mesmo dia, o carnaval de Veneza, Itália, começou bem antes, havia folia desde 15 de fevereiro, com uma programação que inclui jantares de gala, desfiles, danças, bailes de máscaras e eventos musicais. A invasão da maré alta, no fim da festa, havia sido prevista e não causou maiores transtornos.

Foto: Tasso Marcelo Leal / AFP - Getty Images

TECNOLOGIA PORTELENSE: A águia da Portela voo sobre o sambódromo durante o desfile da escola, no sambódromo no Rio de Janeiro. A águia portelense era um drone, um exemplar adaptado e adornado, desses pequenos objetos voadores, não pilotados, usado pelo exército americano como mortal máquina de guerra. No carnaval do Rio virou alegoria de escola de samba

Foto: Eric Lalmand / AFP - Getty Images

PALHAÇOS BELGAS - Desfile dos “Les Gilles de Binche”, uma espécie de palhaços característico da cidade de Binche, na Bélgica. São em quase sua totalidade homens, formam grupos de até 1000 integrantes, todos vestidos com roupas coloridas, mascaras de cera e calçados de madeira. O carnaval de Binche acontece desde o século 14. Foi considerado pela UNESCO desde 2008, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Foto:Buda Mendes / Getty Images

SUA MAJESTADE - Evelyn Bastos, 20 anos, Rainha da bateria da Mangueira emocionou na passarela. A escola, acertadamente e com sucesso, dispensa celebridades e elege sempre filhas da comunidade, para o cargo, entregue quase sempre a celebridades televisivas em outras agremiações. Como numa dinastia, Evelyn é filha de Valéria Bastos, rainha em três desfiles nos anos 1980. Conta a lenda que Evelyn desfilou na barriga da mãe, grávida, em 1993. A rainha mangueirense é universitária está no terceiro período de Educação Física na Uerj. No vestibular, passou também para UFRJ e UFF, sem usar o sistema de cotas.

Foto: Katherine Coutinho/G1

BONECOS DE OLINDA - O desfile dos bonecos gigantes de Olinda, na terça-feira de Carnaval. Uma tradição originaria da Europa que ocupou as ruas de Olinda pela primeira vez, em 1932, com o desfile do boneco do Homem da Meia Noite, presente até hoje nos desfiles. Hoje são mais de cem bonecos, alguns originalmente famosos, como o Garoto da Tarde, a Mulher do Dia, e outros representando celebridades nacionais e internacionais, como Michael Jackson, Ministro Joaquim Barbosa, Luiz Gonzaga, Presidente Hugo Chávez, Nelson Mandela, Ariano Suassuna, Dominguinhos, Chacrinha, Alceu Valença, Elba Ramalho, Pelé, Renato Aragão e Jô Soares, entre outros.

Foto: Nelson Antoine / AP

CAMPEÃ 2014 – Imagem espetacular do desfile da Escola de Samba Unidos da Tijuca, que homenageou Ayrton Senna e venceu o carnaval deste anos.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: NBC News, Wall Street Journal, O Globo, Embaixada dos Bonecos Gigantes de Olinda

7 de mar. de 2014

Como Eduardo Campos escapou da cilada dos black bloc durante o desfile do Galo da Madrugada

BRASIL - Pernambuco- Eleição 2014
Como Eduardo Campos escapou da cilada dos
black bloc durante o desfile do Galo da Madrugada
Havia um plano de infernizar e por em risco a segurança do governador durante o desfile do Galo da Madrugada, desfeito por que Eduardo, alertado pelo serviço de inteligência, abriu mão de ter um camarote na folia.

Foto: Hans von Manteuffel/Agência O Globo

Eduardo Campos circulou pelo Galo da Madrugada à pé, acompanhado da esposa e do seu candidato a governador, o poste Paulo Câmara, que aparece vestido de amarelo ao fundo.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Governo de Pernambucohttp://oglobo.globo.com/pais/entre-festejos-protestos-eduardo-campos-marca-presenca-no-galo-da-madrugada-11759921

Desde que assumiu o governo do Estado de Pernambuco em em que Eduardo Campos mandou instalar camarotes governamentais no Galo da Madrugada. Circularam pelo espaço VIP durante estes sete anos importantes políticos nacionais incluindo aí, a então candidata Dilma Rousseff, que em 2010, foi praticamente apresentada aos eleitores, pela mão de Eduardo Campos.

Com o passar do tempo, o espaço foi ficando mais sofisticado e dispendioso, com serviço do buffet, com café da manhã, almoço, lanches, bebidas destiladas e fermentadas, vinhos, cervejas, uísques e pingas, tomadas em reservado, longe dos olhos do contribuintes.

O mesmo era reproduzido pelo Prefeito do Recife, sem que isso representasse qualquer problema, afinal não havia nada a reclamar, pois a mordomia era reproduzida pelos prefeitos petistas, então, no comando da Prefeitura do Recife.

Neste sem nenhum constrangimento. Sempre foi assim, durante esses últimos sete anos.

Neste ano, porém, tudo haveria de mudar: com a hegemonia do PSB, no comando tanto da Prefeitura do Recife, quanto no Governo do Estado, os petistas pernambucanos, longe do poder, de repente perceberam que esses camarotes eram uma mordomia escandalosa, desnecessária e até absurda.

Como ingrediente decisivo os fatos de estarmos num ano eleitoral, e Eduardo Campos, ter se colocado como candidato a Presidente da República, na condição de adversário de dona Dilma uma heresia que os petistas não conseguem compreender.

Tudo corria em clima de normalidade quando para surpresa geral, há poucos dias do desfile do Galo da Madrugada, desse 2014, tanto o prefeito Geraldo Júlio, quanto o governador e presidenciável Eduardo Campos anunciaram que não mais teriam camarotes, no evento, e nem em nenhum momento durante o carnaval, alegaram contenção de despesas e encerraram o assunto.

Passado o primeiro momento, o Blog do Jamildo revelou que por trás dessa medida de visível falsa moralidade eleitoreira de última hora, estava algo maior e que denota o nível de como ocorrerá a campanha eleitoral desse ano.

Na verdade o serviço de inteligência da Segurança Pública, detectou nas redes sociais, farta convocação do movimento black bloc e similares, dispostos a azedar a festa do governador e do Prefeito.

Planejavam postar-se na entrada e na frente dos camarotes, protestando daquela maneira, quebrando, arrebentando e desrespeitando.

O governador corria o risco de cair numa armadilha, ficaria exposto, ele, sua família e convidados, a sanha de mascarados diversos, como refém de uma turba sem limites. Depois de instalada a confusão a Polícia iria ter que intervir para preservar a segurança das autoridades, a partir daí, não se pode avaliar o que poderia acontecer, ou o que estava planejado para acontecer. Imagina-se que estariam dispostos a criar situações de alto riscos para gerar fatos e imagens que poderiam prejudicar a imagem do governador candidato a presidente.

Desta vez, os black blocs e aderentes foram abortados, mas será que o governador vai conseguir livra-se deles sempre? Pelo visto, aquelas caminhadas dos candidatos pelos bairros do Recife, e nas cidades interioranas serão atos de grande risco.

A expectativa negativa, colhida após a constatação desse plano, é que sem dúvidas as eleições desse ano ocorrerão num clima de violência e baderna. Quem viver, verá.

4 de mar. de 2014

Carnaval alemão satiriza líderes mundiais

ALEMANHA - Carnaval
Carnaval alemão satiriza líderes mundiais
A tradicional festa de carnaval de Dusseldorf, na Alemanha, conhecida por seus bonecos de papel marchê, debocha e ridiculariza líderes mundiais, nesta ano, entre os "homenageados" estão presidente russo, Vladimir Putin, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente Frances Françoise Hollande e até o Papa Francisco

Foto: Roland Weihrauch/DPA

O sorridente e sádico presidente americano, Barack Obama, enquanto dá boas-vindas, aciona a chave de uma cadeira elétrica onde está sentado o espião da CIA, Edward Snowden, que denunciou ao mundo que os americanos espionavam, inclusive as ligações telefônicas de líderes mundiais.

Foto Ina Fassbender / Reuters:

O presidente russo, Vladimir Putin, exibe no bíceps a explosiva Criméia com o estopim acesso.

Foto: Roland Weihrauch/DPA

O presidente russo, Vladimir Putin, também é retratado dado um beijo de língua, no patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo I (Vladimir Mikhailovich Gundyayev) numa alusão aos posicionamentos homofóbico dos dois líderes, perseguindo os movimentos gays.

Foto: Roland Weihrauch/DPA

Uma farta e matriarcal, apremier alemã, Angela Merkel segura pela mão, o mirrado presidente francês, François Hollande. Uma representação das condições políticas e econômicas entre as duas nações.



Foto: Roland Weihrauch / DPA

Nem o papa Francisco escapou: na alegoria o bispo alemão Franz-Peter Tebartz-van Elst, conhecido como "bispo do luxo", tenta exorcizar com uma cruz cravejada de pedras preciosas, o Papa. O bispo alemão foi destituído, por Francisco, ano passado, por gastos excessivos na construção de sua sede episcopal. Os gastos da obra chegaram a 31 milhões de euros. O banheiro particular, do bispo, custou 15 mil euros, sem falar de uma sala de jantar de 63 metros quadrados de quase 3 milhões de euros.

Postado por Toinho de Passira

3 de mar. de 2014

Em Olinda assistência médica padrão FIFA: Exame de próstata grátis

BRASIL - Pernambuco - Olinda
Em Olinda assistência médica padrão FIFA:
Exame de próstata grátis
Melhor não sorrir

Foto: Toinho de Passira/thepassiranews

Postado por Toinho de Passira

28 de fev. de 2014

Carnaval de Pernambuco 2014 - EMPETUR

Carnaval de Pernambuco - 2014
Cliente: Empresa de Turismo de Pernambuco
Agência: Arcos Propaganda
Produtora: Urso Filmescanta


”passiravideo”


25 de fev. de 2014

Dilma é criticada por Lula diante de empresários e políticos. Temos que admitir: Lula tem razão!

BRASIL - Eleição 2014
Dilma é criticada por Lula diante de empresários e políticos. Temos que admitir: Lula tem razão!
O jeito de governar da presidenta não agrada ninguém, nem o seu padrinho e criador o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que em conversas com empresários e políticos próximos diz que a presidenta precisa mudar muito, para obter sucesso num eventual segundo mandato. A presidente com Apesar das críticas, ex-presidente afasta qualquer possibilidade de ser ele o candidato nas próximas eleições.

Foto: Arquivo

ATÉ TU LULA? - O ex-presidente não aprova o jeito de Dilma governar, tanto na área política, como, na econômica, mas a mantém como candidata

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Blog do Reinaldo Azevedo

Os jornalistas Valdo Cruz e Andréia Sadide da Folha de São Paulo, comentam que em público, Lula sempre faz elogios apaixonados ao governo Dilma, mas reservadamente, não se furta em criticar o estilo de governar de sua sucessora e assevera que a presidente Dilma precisa mudar em 2015 num eventual segundo mandato no Palácio do Planalto.

Esta tem sido a tônica das conversas do ex-presidente Lula nas últimas semanas com interlocutores do mundo político e empresarial, que intensificaram seus encontros com o petista para se queixar da presidente.

Apesar das críticas, em todas as conversas Lula diz ter confiança de que Dilma será reeleita e afasta qualquer possibilidade de assumir o lugar de sua ex-ministra na campanha.

O petista avalia que Dilma tem conquistas para garantir o segundo mandato, principalmente nas áreas do emprego e social, mas está convencido de que a presidente tem de fazer ajustes na economia e na área política.

De posse de pesquisas internas, que indicam que 80% dos entrevistados acreditam na vitória de Dilma nas eleições deste ano, a equipe de Lula avalia que a presidente "está bem na foto" com o eleitorado, mas "divorciada" das classes política e empresarial.

A médio prazo, este divórcio poderia travar a economia e colocar em risco conquistas obtidas na área social no país.

Nas conversas com empresários e políticos nas duas últimas semanas, Lula tem dito que a atual equipe econômica está com o prazo de "validade vencido" e que a presidente terá de escalar não só um novo time na área como também fazer correções na sua política econômica para fazer o país voltar a crescer com taxas na casa dos 4%.

Em segundo lugar, Lula diz que Dilma precisa aprender a vender o Brasil no exterior e melhorar a interlocução com o empresariado brasileiro, que também elevou o tom das reclamações contra o que consideram um estilo intervencionista da presidente.

Lula e empresários concordam que a petista está deixando para 2015 uma elevada conta na área econômica, com preços represados artificialmente, o que exigirá sacrifícios no ano que vem.

Na área política, o ex-presidente avalia que sua sucessora precisa criar um novo "núcleo duro" para gerenciar o governo e administrar as pendências com sua base aliada no Congresso, que já ensaia uma rebelião.

Um interlocutor de Lula diz que ele está totalmente envolvido na campanha de reeleição de Dilma e faz questão de deixar claro que não tem nenhuma intenção de sair candidato no lugar da presidente, algo que empresários têm sugerido recorrentemente nos últimos encontros. "Ele nem deixa a conversa prosperar", afirma um auxiliar.

Políticos também reforçam o coro do "Volta, Lula". Um amigo próximo do ex-presidente relata que, há alguns meses, Lula confidenciou que não havia a possibilidade de se colocar como candidato pois significaria admitir "o fracasso'' de sua sucessora. "E ele não acha que ela fracassou, acha que tem prós e contras, mas não fracasso."

Lula reconhece que sua sucessora cometeu erros, mas acredita que ela já faz uma autocrítica em algumas áreas e tende a mudar sua forma de governar em 2015.

O ex-presidente cita como exemplo as regras das concessões ao setor privado de rodovias e aeroportos.

Depois de adotar uma linha intervencionista, diz Lula, Dilma fez correções, ainda que tenha demorado para começar a fazê-las. Depois disso, o programa começou a andar.

Na avaliação da equipe de Lula, Dilma centraliza demais e delega pouco.

A situação é tão crítica que nos obrigamos admitir: Lula está certo, Lula tem razão! – Nunca imaginaríamos que um dia escreveríamos algo assim.

24 de fev. de 2014

Paulo Câmara para Governador de Pernambuco - Eduardo Campos tira outro poste do bolso do colete

BRASIL - Pernambuco- Eleição 2014
Paulo Câmara para Governador de Pernambuco
- Eduardo Campos tira outro poste do bolso do colete
O governador escolheu seu secretario da fazenda para ser o seu candidato a Governador de Pernambuco. Desconhecido e técnico, como o José Júlio, o prefeito do Recife, o novo candidato nunca disputou uma eleição. O vice João Lyra não gostou da escolha, a única que aprovaria seria a dele mesmo. Armando Monteiro, o adversário, sabendo agora com que vai disputar, prepara as armas e estratégia. O jogo começou para valer.

Foto: Divulgação

O CANDIDATO - Paulo Câmara, um ilustre desconhecido é o candidato apoiado pelo governdor Eduardo Campos: “Câmara é um homem sincero, generoso e capaz de se emocionar pelos que sofrem”, classificou o governador

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diário de Pernambuco, NE 10, Terra, Jornal do Comércio , JC Online, Blog PC Cavalcanti, Blog do Vanguarda - Hélio Júnior, Blog do Jamildo

Hoje, oficial e festivamente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tirou do bolso interno do colete o nome do secretário da Fazenda, Paulo Câmara, para ser o candidato da Frente Popular, a governador de Pernambuco, da mesma maneira que fez na indicação de Geraldo Júlio, que acabou ganhando em primeiro turno a eleição para Prefeito do Recife. Estimulado pelo sucesso municipal, o governador aposta alto, ao designar um desconhecido para a disputa.

Paulo Câmara, 42 anos, economista, sempre passou despercebido nos eventos do governo de Pernambuco. Atualmente no comando da Secretaria Estadual da Fazenda, Paulo Câmara já esteve à frente das pastas de Administração e Turismo durante as gestões Eduardo Campos.

Auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Nos bastidores, Câmara tem sido um interlocutor importante de Eduardo Campos com “celebridades” do meio fazendário nacional. Posições do governador em relação à guerra fiscal ou à criação dos fundos regionais de desenvolvimento e compensação de perdas financeiras são alguns temas resultantes de conversas do ainda secretário estadual com o “ex-número 2” do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Sua personalidade metódica o faz ser comparado – por vezes – ao prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Portanto, não seria surpresa se um novo objeto ligado ao universo do trabalho fosse utilizado pelo marketing político como marca para vendê-lo candidato. O prefeito do Recife adotou um capacete de operário na eleição municipal de 2012.

Casado com Ana Luiza Câmara – cuja mãe, Vanja Campos, é tia de Eduardo Campos e irmã de seu pai, o escritor Maximiano Campos, já falecido – ele é pai de duas meninas: Helena (9) e Clara (4).

Câmara ascendeu internamente no governo graças ao seu apreço pelo diálogo. Teve seu nome lançado por socialistas como o deputado estadual Aluísio Lessa; o secretário de Governo, Milton Coelho; o prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho; pelo procurador-geral do Estado, Thiago Norões e pelo chefe de gabinete do governador, Renato Thiebhaut.

Estreante em disputas eleitorais, Câmara se enquadra nos padrões de “nova política” prescritos por Eduardo Campos. É diretamente ligado à gestão do Estado, tem perfil técnico e é um homem de sua absoluta confiança. De quebra, é o “pai” do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), iniciativa que iniciativa que injetou R$ 280 milhões nos cofres das prefeituras.

Eduardo Campos apresentou o secretário como autor da nova lei do ICMS e como o responsável por definir um calendário anual para pagamento dos salários dos servidores estaduais.

Desconhecido no interior de Pernambuco, é dependente da força do governador para garantir a sua eleição. O complicador é que envolvido na própria postulação a Presidente da Republica, Eduardo não vai poder ficar com ele debaixo do braço como fez com Geraldo Júlio, durante campanha eleitoral do Recife.

Foto: Blog do Jamildo

O vice-governador João Lyra, dirimindo dúvidas compareceu a cerimônia de lançamento da candidatura de Paulo Câmara, não foi eloquente, mas também não comprometeu

FATOR JOÃO LYRA

A escolha de Eduardo provocou mágoas profundas no vice-governador João Lyra Neto (PSB), por ter sido preterido como candidato e nem ouvido no processo decisório.

Lyra – que assume o governo no dia 4 de abril, com a desincompatibilização de Eduardo para disputar a Presidência – compareceu ao lançamento da candidatura Paulo Câmara e afirmou ao Blog de Jamildo, protocolarmente, “que está animado em assumir o governo do Estado e realizar as entregas de obras, no período de nove meses que ficará no comando do governo do Estado, após a saída de Eduardo Campos”.

“[A chapa] foi uma decisão do governador Eduardo Campos, que com certeza já unificou toda a Frente Popular”, disse o vice-governador, que negou ter ficado insatisfeito por não ter sido escolhido candidato.

Só tempo dirá se ele está sendo sincero ou não. Comenta-se que ele não foi o escolhido “porque não preenchia o perfil ideal para se ajustar ao discurso nacional de Eduardo, o de que a sociedade quer novos atores”.

A lógica de ter Caruaru na chapa de governador, mantendo a tradição e reconhecendo a importância da Capital do Agreste, não foi levada em conta por Eduardo Campos.

O Blogueiro Hélio Júnior, do Jornal Vanguarda de Caruaru comentou nesse fim de semana: “Com a confirmação de Paulo Câmara candidato ao Governo do Estado, Raul Henry vice e Fernando Bezerra Coelho para senador, a cidade perdeu para Petrolina”.

Foto: Elza Fiúza/ABr

MISSÃO IMPOSSÍVEL - Armando Monteiro, para ter chance, precisa unir o PT de Pernambuco em torno do seu nome.

ARMANDO MONTEIRO

O candidato das oposições em Pernambuco, nunca foi segredo, será o senador Armando Monteiro (PTB), eleito para o senado com o apoio de Eduardo Campos e que nunca desceu do palanque durante os sete anos da gestão de Eduardo Campos – atraindo prefeitos e líderes políticos locais e construindo as bases para a sua candidatura, apesar do seu perfil pouco carismático.

Seu maior desafio é montar uma aliança que lhe dê tempo de TV e rádio para concorrer em pé de igualdade, na propaganda eleitoral, com a Frente Popular liderada pelo PSB do candidato Paulo Câmara.

Para ter uma chapa forte, vai precisar contar com os petistas, inclusive para penetrar em redutos da Região Metropolitana do Recife, tradicionalmente divididos entre o PMDB de Jarbas Vasconcelos, – hoje, fragilizado –, o PSB arraesista e o PSB de Eduardo, e o PT irradiado nos 12 anos de gestão da capital.

Para se contrapor à força política de Eduardo, Armando já tem o apoio de Lula e Dilma. Resta o difícil apoio verdadeiro do dividido e autofágico PT estadual e o do Recife.

O senador tenta ainda atrair o PDT e o PP para a aliança. O PCdoB nacional determinou o apoio, mas o local está nas gestões de Eduardo e Geraldo Julio e já decidiu apoiar Câmara.

Se Armando Monteiro conseguir formar a chapa dos seus sonhos, com o deputado federal João Paulo (PT) na vaga de vice, e o também deputado federal Eduardo da Fonte (PP) na vaga de Senador, Pernambuco caminha pra ter uma das disputas mais acirradas do Brasil, com dois palanques de peso.

Definido os guerreiros, a batalha começou de verdade, hoje em Pernambuco.

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