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31 de mar. de 2014

Homer Simpson, árbitro Fifa na Arena Pernambuco

BRASIL - Copa 2014
Homer Simpson, árbitro Fifa na Arena Pernambuco
O Recife está no episódio do desenho animado Os Simpsons, em 2014. Para os animadores o jogo Brasil x Espanha ocorrerá na nossa Arena, o que não está previsto no calendário da FIFA. Na ficção o Brasil vai a final com a Alemanha e perde. Profecia?

Reprodução

O Recife no episódio do desenho animado Os Simpsons, sobre a Copa de 2014.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Diario de Pernambuco , Metro, The Daily Mail, Estadão, Época, The New York Times

O episódio “You don’t have to live like a referee” (Você não precisa viver como um árbitro), do famoso desenho animado Os Simpsons, foi exibido nos Estados Unidos e registrou a passagem do carismático personagem no Brasil, a primeira após doze anos desde a última viagem.

Na história, um discurso de Lisa fica famoso na internet, o que leva a Fifa a chamar o pai dela, o herói no tal texto, para o quadro de arbitragem.

A Arena Corinthians está pronta. Pelo menos é assim que o estádio de abertura da Copa do Mundo é visto no episódio de Os Simpsons, exibido pela Fox no último dia 30, nos Estados Unidos.

Reprodução

Escândalos de corrupção, cartazes sobre as manifestações realizadas durante a Copa das Confederações e a Floresta Amazônica sendo desmatada são temas retratados na série. Em uma das cenas, uma faixa chama a atenção. 'Bem-vindos ao Brasil! Arruaceiros, por favor tumultuem o Paraguai.'

No episódio também foi mostrado o que deve ser uma das grandes dificuldades dos estrangeiros que estarão no País para acompanhar a Copa do Mundo: O idioma. Homer precisa da ajuda de um tablet para pedir, em português, churrasco a um garçom.

Reprodução

Homer apita os jogos com o uniforme típico de Futebol Americano

A passagem de Homer no Mundial inclui partidas em São Paulo, Recife, Manaus, Brasília e Rio de Janeiro.

Aqui na terrinha, o jogo em questão é nada menos que Brasil x Espanha, não previsto calendário da arena, diga-se de passagem.

Como em todas as partidas, todo mundo tenta subornar Homer, que não aceita o dinheiro, amassando as cédulas e transformando a pilha de papel em uma bola. E segue o jogo…

Reprodução

O jogo Brasil x Espanha na Arena Pernambuco

No episódio, como não poderia deixar de ser, estão as (merecidas) críticas à organização da Copa do Mundo de 2014. Já o uniforme de Homer, no estilo “zebra”, foi inspirado na verdade nos árbitros do futebol americano!

Nesta postagem, as imagens da passagem de Homer Simpson em Pernambuco, incluindo São Lourenço da Mata e Boa Viagem.

Atenção, Spoiler!

Depois, o patriarca da família Simpson sofrer com a pressão de mafiosos sul-americanos para manipular os resultados das partidas da Copa. Mesmo assim, não cede a pressão e o Brasil acaba perdendo para a Alemanha por 2 a 0 na grande final.…

Reprodução

A Arena Pernambuco no episódio do desenho animado dos Simpsons

10 de mar. de 2014

Mistério padrão FIFA: quando custou de verdade a Arena Pernambuco?

BRASIL - Escândalo - Copa do Mundo 2014
Mistério padrão FIFA:
quando custou de verdade a Arena Pernambuco?
Todo político costuma divulgar com orgulho o custo das obras feitas na sua administração. É uma forma de demonstrar para a sociedade como o dinheiro dos impostos está sendo empregado. Por que então ninguém quer dizer quanto custou de verdade a Arena Pernambuco? O Jornal do Commercio apelou, sem sucesso, até para Lei de Acesso à Informação. Parece que nunca saberemos a não ser que o Ministério Público ou a oposição resolva se movimentar

Foto: Celso de Campos Jr./Veja

O POVO QUER SABER: Por que os governos estadual e federal não revelam o quanto foi gasto para erguer a Arena Pernambuco?

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Brasil 247, Veja

Quanto custou a Arena Pernambuco? Essa pergunta foi feita pelo Jornal do Commercio que a todo custo tentou descobrir os números reais do investido na obra faraônica. Diz a reportagem que se você buscar na internet e achar R$ 532 milhões, nada mais errado. Há quase um ano, desde que o estádio ficou pronto, o governo admitiu que o custo aumentou. Mas nunca disse para quanto. Chegou-se a falar em algo próximo a R$ 650 milhões, (um acréscimo de R$ 118 milhões) depois mais nada.

Querendo buscar a verdade que teimava em não aparecer o jornalista Giovanni Sandes reporta que o jornal fez a pergunta por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), criada para dar mais transparência à administração pública. O resultado foi mais mistério. O governo reconhece o óbvio, que os R$ 532 milhões eram só o “investimento inicial” e que recebeu um pedido de aumento. E só. É assim que a pergunta continua: afinal, quanto custou a Arena Pernambuco?

A reportagem protocolou no último dia 12 um pedido de informação com três questões, uma delas direta, sobre a arena. A resposta da Secretaria de Planejamento e Gestão, três semanas depois, foi esquiva e pouco reveladora:

“O investimento inicial previsto, conforme proposta vencedora da licitação, foi de R$ 532 milhões. Encontra-se, em análise pelo Estado, pedido de reequilíbrio econômico-financeiro.”

A resposta mistura questões bem diferentes. Para entender, basta lembrar que a concessão com a Arena Pernambuco Negócios, do grupo Odebrecht, é uma parceria público-privada (PPP): mistura 3 anos de obras e 30 anos de prestação de serviços.

Por causa do prazo longo, o pagamento de tudo em geral é diluído em três décadas, um custo final bem maior que o da construção. É como um apartamento: o financiamento custa bem mais que o imóvel. Então, este é o drible do governo: perguntado sobre o “preço do apartamento”, diz estar revendo o financiamento.

Não satisfeito a reportagem diz que voltou a buscar a Secretaria de Planejamento e Gestão, pela assessoria de imprensa, enfatizou a diferença entre uma questão e outra e repetiu a pergunta: qual foi o custo da Arena Pernambuco? A resposta foi a mesma: “Encontra-se em análise pelo Estado pedido de equilíbrio econômico-financeiro, que resultará no valor final do contrato.”

Apesar da esquiva, já é mais que sabido, o orçamento estourou. Quando o contrato foi assinado, em 10 de junho de 2010, o Estado se comprometeu a levar para a arena os 20 melhores jogos por ano de cada um, Náutico, Sport e Santa Cruz, uma receita anual de R$ 73,2 milhões.

A condição era suspensiva: sem times, sem obras. Então, um aditivo em 21 de dezembro de 2010 destravou tudo. O Estado garantiu uma receita mínima de R$ 36,6 milhões por ano até 2043. Mas o prazo de obras ainda era 3 anos, ou seja, depois da Copa das Confederações, em dezembro de 2013. O governo pediu para a entrega em abril, a um custo alto: só o número de operários dobrou para 5 mil.

Em maio de 2013, o secretário Extraordinário da Copa, Ricardo Leitão, disse que a “ordem de grandeza” do novo custo era R$ 650 milhões. Depois silenciou sobre esse ou qualquer outro número. Naquele mesmo mês, a IFL Empreendimentos e Tecnologia foi contratada para rever todo o contrato, após pedido de revisão da Odebrecht.

Talvez nunca se consiga saber o valor real da empreitada, pois nem o governo federal, nem o estadual, nem a empreiteira têm o menor interesse de revelar. Embora o povo queira, mereça e tenha a o direito de saber.

19 de jun. de 2013

Arena Pernambuco, mistério insondável no meio do nada

BRASIL - Copa das Confederações
Arena Pernambuco, mistério insondável no meio do nada
Problemas na estreia oficial do novo estádio de 532 milhões de reais em São Lourenço da Mata escancaram equívocos de um projeto que já nasceu errado

Foto: Celso de Campos Jr/Veja

Arena Pernambuco, a 'Área 51' do Recife: longe da órbita normal do morador da cidade

Postado por Toinho de Passira
Texto de Celso de Campos Jr., do Recife, para a Veja
Fonte: Veja

Em São Lourenço da Mata, o número 1 da rua Deus é Fiel não é uma igreja, um templo ou qualquer outro local sagrado. Neste endereço emblemático está erguida a Arena Pernambuco, que sediou no domingo seu primeiro jogo oficial, a partida de estreia das seleções de Espanha e Uruguai pela Copa das Confederações. Mesmo assim, quem decidiu se deslocar até o estádio já pagou, religiosamente, todos os seus pecados. No trajeto de ida, viagens de quase duas horas, pontuadas por trânsito, aperto e muitas filas; dentro da arena, desinformação, desabastecimento e mais filas; na volta, o caos total, com 40.000 pessoas retornando ao Recife ao mesmo tempo em uma combinação de estrutura deficiente com operação ineficaz. De todo esse furdunço, há um aspecto mais preocupante: se a operação da arena pode ser afinada com o passar do tempo, resolver os problemas de acesso a uma praça de esportes construída no meio do nada parece um sonho tão distante quanto o estádio.

A imagem de milhares de torcedores deixando as dependências da nova arena na metade do segundo tempo de um clássico do futebol internacional para tentar – em vão, como se viu depois – evitar as aglomerações foi tão impressionante quanto sintomática. Nesta segunda, o secretário extraordinário da Copa no Recife, Ricardo Leitão, empurrou para a Fifa, que determinou o fechamento do estacionamento do estádio, e para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, responsável pela operação do metrô, as dificuldades de mobilidade enfrentadas pelos torcedores. E confirmou que, para evitar atropelos semelhantes na partida desta quarta-feira, entre Itália e Japão, o governo de Pernambuco estuda decretar feriado no estado – uma assinatura definitiva no atestado de incompetência dos organizadores, incapazes de promover normalmente uma simples partida de futebol marcada há meses.

De qualquer forma, nada disso resolve ou esclarece o mais insondável dos mistérios: por que gastar 532 milhões de reais para construir um estádio de 46.000 lugares a remotos 20 quilômetros da capital pernambucana, para o qual há apenas uma via de acesso, com somente duas pistas de tráfego? Na teoria, o estádio é parte de um complexo maior, denominado Cidade da Copa, que contaria com uma universidade federal e shopping center, entre outras atrações para alavancar o desenvolvimento da região. Mas, em Pernambuco, é grande a desconfiança sobre a efetiva concretização desse projeto.

Por enquanto, a nova arena, com sua fachada arrojada e luminosa, segue aparecendo no horizonte de quem faz a viagem a São Lourenço da Mata como uma enorme construção futurista escondida no vazio – uma espécie de versão brasileira da famosa Área 51, a base secreta militar americana no deserto de Nevada que, especula-se, trata dos casos de extraterrestres e objetos voadores não identificados. A diferença é que, por aqui, é o bom senso que parece ter saído de órbita.

27 de mai. de 2013

Enquanto Dilma ufana-se arenas da copa acumulam problemas

BRASIL – Copa das Confederações
Enquanto Dilma ufana-se
arenas da copa acumulam problemas
No rádio, presidente elogiou estádios e festejou 'pontualidade e competência'. Enquanto isso, a cobertura da Fonte Nova se rompia, o Maracanã continuava incompleto e torcedor se arrependia de ter ido ao Estádio Nacional de Brasília. Chegar a Arena Pernambuco é uma aventura.

Foto: Portal da Copa/ME

Dilma inaugurando Estádios por terminar

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Portal da Copa, G1, Globo Esporte, Terra - Esporte

Quem ouviu a presidente Dilma Rousseff falando sobre a Copa das Confederações nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio, ficou com a impressão de que o Brasil está mais do que pronto para receber o torneio - que começa no próximo dia 15, em Brasília.

Quem passou por alguns dos palcos da competição no fim de semana e nesta segunda, no entanto, viu a dura realidade do país-sede do evento, considerado um teste importante para o Mundial do ano que vem.

Faltando menos de três semanas para a abertura, o Estádio Nacional de Brasília recebeu seu primeiro grande jogo - e o torcedor se arrependeu de ter torrado até 400 reais por um ingresso, já que teve de encarar filas de até quatro horas para entrar na arena mais cara do Mundial.

Foto: Custodio Coimbra/Agência O Globo

Rompimento de tubulação abre cratera bem em frente ao Estádio do Maracanã, recém inaugurado, Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, palco da grande final do torneio, o Maracanã foi entregue à Fifa na sexta-feira, mas engana-se quem acha que o estádio já ficou totalmente pronto: o local continua sendo frequentado pelos operários, que seguem fazendo os últimos trabalhos da reforma bilionária.

Foto: Marco Aurélio Martins/Ag. A Tarde/Folhapress

Na Arena Fonte Nova, chuvas abriram um buraco na cobertura

Enquanto Dilma discursava no rádio, a Arena Fonte Nova, que receberá partidas importantes, como o superclássico entre Brasil e Itália, sofria um problema imprevisto: as chuvas em Salvador abriram um buraco na cobertura do estádio. Para a presidente, contudo, manifestar dúvidas sobre os preparativos para o evento é coisa de quem torce contra o país.

"Parece aquele velho complexo de vira-lata de que falava o nosso Nelson Rodrigues. Mas os trabalhadores que construíram esses estádios, os empresários contratados para fazer essas obras e todos os governos envolvidos provaram que o Brasil é capaz de aceitar desafios e cumprir os compromissos que assume pontualmente", afirmou Dilma, esquecendo-se de que a Fifa teve de adiar duas vezes o prazo máximo para a entrega dos estádios.

A presidente, que participou de todas as seis inaugurações de arenas da Copa das Confederações, se disse "impressionada com a beleza e a modernidade desses novos palcos do futebol".

"A construção desses seis estádios mostra que o nosso povo tem determinação, capacidade e competência para fazer a melhor Copa de todos os tempos", empolgou-se.

Foto: André Luiz Mello/Agência O Dia/Folhapress

O público da partida entre Santos e Flamengo, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Torcedores chegaram a ficar quatro horas na fila para entrar na arena

A presidente evitou falar dos atrasos nas obras, da falta de tempo hábil para a realização dos eventos-teste em quantidade ideal, dos problemas de organização dos primeiros jogos e das falhas que já apareceram nesses locais.

"Eu tenho certeza que o Brasil vai brilhar dentro e fora do campo. Vamos mostrar a todos os que vierem acompanhar os jogos, turistas internacionais e nacionais, jogadores e equipes técnicas, que nós sabemos receber, que somos um país alegre e pacífico. Tenho certeza de que todos que vierem nos visitar vão se apaixonar e vão querer voltar para a Copa do ano que vem", apostou.

Foto: Guilherme Macedo/Frame/Folhapress

Cadeira quebrada ou ainda não instalada no Estádio Nacional de Brasília,
no dia do Santos x Flamengo

Ao falar sobre a Arena Fonte Nova, Dilma classificou o estádio baiano de "um exemplo da criatividade do povo daquele estado". Ao mesmo tempo, operários subiam ao teto da estrutura para tentar reparar o rombo surgido na cobertura. Ninguém ficou ferido, mas a pressão da água acumulada sobre o estádio fez com que parte da cobertura, feita de um material flexível, se soltasse de sua armação.

O estádio foi inaugurado no começo do mês passado, num evento que contou com a presença de Dilma e do governador da Bahia, Jaques Wagner. Funcionários usaram baldes para tentar escoar a água que se acumulou em vários setores.

A cena foi parecida com a que foi vista no Maracanã também no mês passado, pouco antes de uma inspeção da Fifa. O Maracanã, aliás, foi o estádio mais elogiado pela presidente na gravação transmitida nesta segunda.

"É uma emoção muito grande olhar para o Maracanã e ver toda aquela imponência, aquela grandiosidade que é, sem sombra de dúvida, o maior símbolo do futebol brasileiro. A reconstrução do Maracanã preservou a sua histórica fachada e, ao mesmo tempo, garantiu conforto e segurança que a gente vê nos estádios mais modernos do mundo."

Poucas horas depois, em uma reunião de integrantes do Comitê Organizador Local (COL), o gerente de Operações do órgão, Tiago Paes, confirmou que o estádio carioca ainda não está pronto. "Cem por cento, o Maracanã só estará no dia 15. Até porque falta a instalação de uma série de equipamentos temporários".

Ah! Tá!

Foto:Flávio Japa/JCM/Fotoarena

A Arena Pernambuco é bela e confortável, difícil é chegar lá. Para alcançar o estádio, no dia do jogo teste, entre Náutico e Sporting Lisboa, torcedores só tinham duas opções: deixar o carro em um estacionamento, pagar R$ 40 e ir de ônibus do evento, ou ir de metrô. As duas "soluções" mostraram problemáticas. No caso do estacionamento, muito congestionamento no local. Quem optou pelo metrô enfrentou trens sem ar condicionado, lotados e lentos. Muita gente chegou à Arena Pernambuco com o primeiro tempo em andamento.


22 de mai. de 2013

Arena Pernambuco: no 1º (e único) teste, torcedor vai suar mais que as equipes em campo

BRASIL – Pernambuco - Copa das Confederações
Arena Pernambuco: no 1º (e único) teste, torcedor
vai suar mais que as equipes em campo
Chegar ao estádio, distante e sem estacionamentos, é uma aventura: viagem pode envolver carro, metrô, ônibus e caminhada. Jogo será entre Náutico e Sporting

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

ARENA PERNAMBUCO - Dilma fazendo gol, na inauguração simbólica. O estádio chegou a ficar ameaçado de exclusão da Copa das Confederações em função dos atrasos, acabou sendo concluído no limite máximo do prazo

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Veja

O jogo será entre Náutico e Sporting, mas o torcedor também vai suar a camisa na primeira partida da Arena Pernambuco, na noite desta quarta-feira, na região metropolitana do Recife. Depois da inauguração simbólica, na tarde de segunda-feira, com a presença da presidente Dilma Rousseff e uma pelada entre operários diante de cerca de 10.000 pessoas, o palco pernambucano da Copa das Confederações e da Copa do Mundo receberá, a partir das 20 horas, seu primeiro e único evento-teste oficial antes do torneio do mês que vem.

O estádio, localizado em São Lourenço da Mata, a cerca de 20 quilômetros do centro do Recife, foi o último a ficar pronto para a Copa das Confederações. O amistoso entre o Náutico (que assinou contrato para usar o estádio pelos próximos 30 anos) e os portugueses do Sporting servirá para a avaliação de sete aspectos operacionais da arena por representantes do Comitê Organizador Local (COL) da Copa.

Assim como em várias outras sedes, o torcedor deverá encontrar um estádio moderno e confortável, mas com um entorno ainda inacabado. O que mais preocupa o público é o acesso à nova arena, já que, além da longa distância desde o Recife, há uma série de restrições no percurso, que promete ser uma aventura.

Como o estacionamento do estádio ainda não está pronto, o acesso de carros particulares e táxis está proibido. O estacionamento mais próximo da arena fica a 3 quilômetros dos portões de entrada, com apenas 2.000 vagas e cobrança de 40 reais por veículo. E como o caminho até a arena não é adequado aos pedestres, será preciso esperar por um ônibus circular que fará o trajeto entre o estacionamento e o estádio.

Quem não conseguir uma vaga no local precisará ir de metrô. E o esquema sugerido pelas autoridades locais é quase um périplo: dirigir até um estacionamento particular próximo às linhas de metrô, caminhar até uma delas, seguir até a estação Cosme e Damião e pegar um ônibus circular para percorrer os 2,5 quilômetros até o estádio.

Foi prometido um esquema especial de segurança nos arredores das estações que contam com estacionamentos, como Aeroporto (2.000 vagas), Shopping (400 vagas, no Geraldão) e Joana Bezerra (mais 400 vagas, no Fórum).

Mesmo com toda essa mobilização, não será possível fazer um teste ideal para os três jogos da competição do mês que vem, já que o amistoso desta quarta não receberá o público total do estádio, de 46.000 pessoas - foram disponibilizados 30.000 ingressos (90% já tinham sido vendidos até o fim da tarde de terça).

De acordo com o COL, o amistoso servirá para a observação do funcionamento dos serviços de limpeza, transporte, atendimento médico, atendimento ao espectador, tecnologia da informação e segurança, além do protocolo de competição (como a entrada dos atletas e do trio de arbitragem e as condições do gramado, por exemplo).

Construída por 532 milhões de reais, com financiamento federal de cerca de 400 milhões, a Arena Pernambuco fica a pouco mais de 40 minutos de carro a partir da praia de Boa Viagem (quando o acesso estiver liberado, é claro - nesta quarta, o acesso de veículos estará impedido).

O governo estadual espera que a obra na chamada "Cidade da Copa" seja o marco inicial de um processo maior de crescimento e desenvolvimento econômico na região.

O estádio chegou a ficar ameaçado de exclusão da Copa das Confederações em função dos atrasos, mas acabou sendo concluído no limite máximo do prazo.

Mas o desafio de Pernambuco não terminou: o governo também enfrenta o desafio de oferecer a infraestrutura necessária no entorno da nova arena. O estádio fica numa região relativamente isolada, cercada de verde. Há três opções para chegar ao estádio: pelas rodovias BR 101, BR 232 e BR 408, cujas pistas ainda precisam de reparos. Poucos acreditam que tudo estará pronto a tempo em junho.

Quem sabe na Copa em 2014, algum dia talvez, quem sabe?