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4 de mar. de 2014

Carnaval alemão satiriza líderes mundiais

ALEMANHA - Carnaval
Carnaval alemão satiriza líderes mundiais
A tradicional festa de carnaval de Dusseldorf, na Alemanha, conhecida por seus bonecos de papel marchê, debocha e ridiculariza líderes mundiais, nesta ano, entre os "homenageados" estão presidente russo, Vladimir Putin, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente Frances Françoise Hollande e até o Papa Francisco

Foto: Roland Weihrauch/DPA

O sorridente e sádico presidente americano, Barack Obama, enquanto dá boas-vindas, aciona a chave de uma cadeira elétrica onde está sentado o espião da CIA, Edward Snowden, que denunciou ao mundo que os americanos espionavam, inclusive as ligações telefônicas de líderes mundiais.

Foto Ina Fassbender / Reuters:

O presidente russo, Vladimir Putin, exibe no bíceps a explosiva Criméia com o estopim acesso.

Foto: Roland Weihrauch/DPA

O presidente russo, Vladimir Putin, também é retratado dado um beijo de língua, no patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo I (Vladimir Mikhailovich Gundyayev) numa alusão aos posicionamentos homofóbico dos dois líderes, perseguindo os movimentos gays.

Foto: Roland Weihrauch/DPA

Uma farta e matriarcal, apremier alemã, Angela Merkel segura pela mão, o mirrado presidente francês, François Hollande. Uma representação das condições políticas e econômicas entre as duas nações.



Foto: Roland Weihrauch / DPA

Nem o papa Francisco escapou: na alegoria o bispo alemão Franz-Peter Tebartz-van Elst, conhecido como "bispo do luxo", tenta exorcizar com uma cruz cravejada de pedras preciosas, o Papa. O bispo alemão foi destituído, por Francisco, ano passado, por gastos excessivos na construção de sua sede episcopal. Os gastos da obra chegaram a 31 milhões de euros. O banheiro particular, do bispo, custou 15 mil euros, sem falar de uma sala de jantar de 63 metros quadrados de quase 3 milhões de euros.

Postado por Toinho de Passira

22 de nov. de 2013

Crescendo no Parlamento Europeu

FRANÇA - Foto-reportagem
Crescendo no Parlamento Europeu
O fotografo da Reuters, Vincent Kessler escreve e ilustra no Photographers' Blog, a historia da menina Vittoria que acompanha a mãe deputada, Licia Ronzulli, desde que era bebê, de poucas semanas, nas votações do parlamento europeu

Foto: Vincent Kessler/ Reuters

Vittoria estreando no Parlamento Europeu, a tira-colo da mãe

Postado por Toinho de Passira
Texto e Fotos de Vincent Kessler
Fonte: Photographers' Blog - Reuters

Para ser totalmente honesto, eu não vi Vittoria à primeira vista quando tirei fotos dela e sua mãe , a italiana Licia Ronzulli, Membro do Parlamento Europeu, pela primeira vez em 22 de setembro de 2010.

Foto: Vincent Kessler/ Reuters

A sala plenária do Parlamento Europeu é um hemiciclo gigante para o 766 eurodeputados eleitos entre os vinte e oito Estados-Membros da União Europeia. Não é fácil ver em detalhes o que está acontecendo com cada parlamentar, especialmente quando sentados nas fileiras de trás, numa posição a 10 metros de altura do piso inferior.

Foto: Vincent Kessler/ Reuters

Mas, graças a um telefonema do meu amigo e jornalista da Reuters Gilbert Reilhac, e graças a uma lente de 400 milímetros e conversores, vi-a pela primeira vez. Eu não sabia disso na época, mas ela tinha, então, apenas algumas semanas de idade. As fotos foram amplamente utilizadas por jornais e sites online.

Foto: Vincent Kessler/ Reuters

Soube, dois anos depois, após um telefonema do assistente de Licia Ronzulli , perguntando se eu poderia enviar suas fotos para seu uso privado, que a criança chamava-se Vittoria e foi , em seguida, dois anos de idade. Era a sexta vez que ela acompanhava sua mãe durante as votações no parlamento, celebrizada era conhecida como "o bebê do parlamento " pela mídia.

Foto: Vincent Kessler/ Reuters

Nos últimos três anos, avistamos Vittoria nove vezes no parlamento. Cada uma das suas aparições era uma surpresa para nós e não era de forma alguma pré-arranjado com Licia Ronzulli ou mesmo anunciado com antecedência, como se poderia imaginar. De repente seu ursinho de pelúcia começou também a participar do processo de votação: uma mulher, três votos ?

Foto: Vincent Kessler/ Reuters

Quando a vi última terça-feira enquanto tirava fotos "de rotina" , como costumamos fazer para registrar o funcionamento cotidiano do parlamento . Foi uma agradável surpresa, já que não a tinha visto nos últimos doze meses, e pudemos constatar agora o quanto ela tinha crescido ao comparar as fotos tiradas ao longo dos anos.

Algumas pessoas dizem que Ronzulli faz marketing pessoal ao levar sua filha para o trabalho. Ela diz que traz Vittoria ao trabalho era, como uma maneira de chamar a atenção para a dpula jornada das mães que trabalham. Com isso em mente, acho que ela tem , pelo menos, conseguiu provocar reações e gerar debates.

Não sou ingênuo e sei que tenho desempenhado um papel nessa polêmica. Trabalhando com os políticos sempre andamos numa tênue entre informação e comunicação. Às vezes, eles ganham, às vezes perdem. Não sei se Ronzulli será eleita no próximo ano para um novo mandato no Parlamento Europeu , nem mesmo sei ela será candidata. O que eu sei é que eu gostaria de ver Vittoria de vez em quando para ver como ela esta crescendo

11 de ago. de 2013

Alta costura num presido de segurança máxima

BRASIL - Reportagem
Alta costura num presido de segurança máxima
“Um elegante, loira da alta sociedade cheirando a perfume francês, dentro de uma prisão de segurança máxima ensinando presos a confeccionar malha, pode parecer cena de um filme. Mas foi isso encontrei em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, comenta o fotografo, Paulo Whitaker, da Reuters, que fez um ensaio fotográfico da história. A experiência repercutiu na imprensa internacional

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Raquel Guimarães conversa com um dos seus “operários”, atrás das grades

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Photographer Blog , The Guardian, Exame

A empresária e estilista mineira Raquel Guimarães, 32 anos, fundou há poucos anos, a grife de moda Doisélles especializada em peças de croché e tricô. O sucesso quase inesperado da marca gerou um agradável problema: as encomendas eram superiores a capacidade de produção.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Vista aérea do presidio Professor Arisvaldo de Campos Pires, momento em que os presos tomam banho de sol, em Juiz de Fora, MG

A confecção de cada peça, feita artesanalmente, requer mão de obra especializada, disposta a trabalhar pacientemente com afinco, apuro e atenção. Um trabalho monótono e repetitivo que requer muita concentração.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Hoje, 18 presos trabalham para produzir as roupas de malha da grife

Em busca de mais mão de obra, a empresária acabou buscando a ajuda no complexo Penitenciário Professor Ariosvaldo de Campos Pires, em Juiz de Fora (MG). Tinha na cabeça a disposição de treinar e tornar “tricoteiras” mulheres que cumpriam penas naquela unidade prisional, de segurança máxima.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Produtos da grife Doisélles, confeccionados pelos presos, num dos pontos de venda

Não encontrou, porém, boa receptividade das internas e foi convencida pelo diretor Andrea Andires, que talvez obtivesse mais sucesso com os presos do sexo masculino. A ideia que a princípio parecia bizarra, imagina transformar em "tricoetiros" presos recolhidos numa prisão de segurança máxima, condenados por crimes como assaltos à mão armada, tráfico de drogas e assassinatos.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A rotina de Raquel Guimarães: visitar quase diariamente o presídio, para ela, setor de produção de sua marca

A realidade trouxe uma surpresa agradável para a empresária, foi justamente entre esses homens, que ela encontrou suas “tricoteiras” perfeitas, homens rudes transformados em operários dedicados, com muito tempo disponível, alguns com mais de 20 anos para gastar, e disposição para executar com perfeição o trabalho que a empresa precisava.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Preso tricotando uma das peças encomendada, alta produtividade e esmero

O projeto traz beneficio de mão dupla, se para a empresa é excelente ter funcionários tão dedicados e eficientes que garante a qualidade dos seus produtos, para os presos essa é uma possibilidade de adquirir uma habilidade que pode ser muito útil, quando for posto em liberdade, facilitando sua reintegração social, a chance de ganhar um bom dinheiro, mesmo estando preso, capaz de ajudar inclusive suas famílias, além de obter benefícios concedidos pela Lei de Execução Penal.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Raquel Guimarães faz controle de qualidade nas peças produzidas, acompanhada de um dos artesões

Até hoje, Raquel já treinou 40 presidiários, todos homens, e atualmente 18 presos trabalham para produzir roupas de malha artesanal. E com essa atividade, além de receber uma renda extra, reduzem suas penas em um dia para cada três dias de trabalhados.

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Mais uma surpresa para Raquel, entre os artesões prisioneiros, há vocações além do artesanato, que podem frutificar

O fotografo da Reuters, Paulo Whitaker, passou dois dias no presídio, registrando a atividade dos presos da alta costura. Conta no Blog da Reuters, Photographer Blog , a experiência. A bonita reportagem fotográfica, foi publicada na edição de domingo do jornal inglês The Guardian .

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Depois do expediente, os operários apenados voltam para as suas celas. Fora do espaço destinado ao trabalho eles são tratados como presos comuns.


Raquel Guimarães reunida carinhosamente com os seus operários, na sala do presídio onde funciona a linha de produção da sua empresa.

16 de abr. de 2013

Javier Manzano, Mexicano freelancer ganha Pulitzer de fotografia

ESTADOS UNIDOS – Fotojornalismo
Javier Manzano, ganha Pulitzer de fotografia
Ele é um mexicano, radicado nos Estados Unidos, atuando como freelancer. A imagem é do conflito sírio e foi publicada pela Agence France-Press

Foto: Javier Manzano/AFP

Prêmio Pulitzer 2013 – Fotografia Foto tirada em 18 de outubro de 2012. Dados técnicos: Velocidade do Obturador: 1/100 - ISO: 2500 - F-STOP: 2 - Distância Focal: 24 milímetros - Câmera: Canon EOS 7D

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Yahoo, Los Angeles Times, G1, Huffington Post, Washington Post, The Guardian

O fotógrafo freelancer da Agence France-Presse (AFP) Javier Manzano ganhou nesta segunda-feira (15) o Prêmio Pulitzer de Fotografia por sua cobertura do conflito sírio.

Manzano levou o prêmio de 10 mil dólares pelo que o Comitê considerou 'uma foto extraordinária (...) de dois soldados rebeldes sírios, segurando rifles de assalto, entrincheirados em suas posições, enquanto a luz do dia passava pelos buracos de bala deixados em um muro de metal próximo'.

Javier nasceu no México e hoje vive em Istambul. O fotógrafo, que deixou os EUA aos 18 anos, concentrou boa parte do seu trabalho em questões envolvendo a fronteira EUA-México.

Ele começou a carreira como foto e vídeo-jornalista e, depois, passou pela televisão e pela mídia eletrônica.

Javier trabalha como freelancer cobrindo a guerra do narcotráfico no México, assim como as guerras no Afeganistão e na Síria desde que foi demitido da Rocky Mountain News, em 2009.

O Prêmio Pulitzer é um prêmio dando principalmente aos profissionais de imprensa, criado em 1917 pelo editor americano Joseph Pulitzer, (de origem húngara) e é administrado pela Universidade de Columbia, em Nova York.