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15 de nov. de 2011

EUA: Furacão Irene provoca estado de emergencia nos EUA

27/08/2011

ESTADOS UNIDOS
Furacão Irene provoca estado de emergencia nos EUA
O furacão Irene atingiu o leste dos Estados Unidos na manhã deste sábado com ventos de 140 quilômetros por hora. Mais de dois milhões de pessoas receberam ordens para se retirar de suas casas. Sete Estados americanos, da Carolina do Norte até Connecticut, declararam estado de emergência por causa do Irene. Dezenas de milhares de pessoas estão fugindo também em partes de Delaware, Maryland, Nova Jersey, depois da divulgação de ordens de evacuação para todos os que vivem nas áreas mais baixas.

Foto: Bill Tiernan/The Virginian-Pilot, via Associated Press/The New York Times

Apesar de ter enfraquecido o Irene ainda provoca ventos de 140 quilômetros por hora

Postado por Toinho de Passira
Fontes:BBC Brasil, The New York Times , Reuters, The Washington Post

O furacão Irene atingiu a costa leste dos Estados Unidos neste sábado enfraquecido, mas ainda uma perigosa tempestade que levou a interrupções no sistema de transporte em Nova York e ameaça provocar blecautes e alagamentos.

Desde as Carolinas ao Maine, dezenas de milhares de pessoas estão no caminho do gigante de 839 km, que provocou mais de 17 polegadas de chuva em algumas partes na área costeira da Carolina do Norte.

O olho da tempestade cruzou a costa da Carolina do Norte perto de Cape Lookout por volta das 7h30 horário local (8h30 horário de Brasília), afirmaram meteorologistas do US National Hurricane Center.

Foto: Hiroko Masuike/The New York Times

Passageiros aproveitando as últimas viagens do metrô, antes da chegada de Irene

Nova York fechou aeroportos e as estações de metrô, parte do sistema de transporte público pelo qual circulam 8,5 milhões de pessoas por dia durante a semana. Aos passageiros restou buscar táxis nas ruas quase desertas.

"Estamos tentando chegar a Boston e isso não deve acontecer. Estamos presos aqui", disse Rachel Karten perto de um terminal de ônibus em Nova York também praticamente vazio.

Milhares de pessoas tiveram de atender às ordens para evacuar a costa leste norte-americana.

O Irene está percorrendo uma rota sentido norte-nordeste ao longo da costa norte-americana e deve continuar sendo considerado um furacão enquanto atinge Estados do país na noite deste sábado e também no domingo.

Foto: Ted Richardson/Bloomberg News

Morador de Nova Iorque, depois ao proteger as janelas de sua casa, saúda Irene, para ver se ela chega menos implacável

Com ventos de 140 quilômetros por hora, Irene enfraqueceu para um furacão de categoria 1 na escala de intensidade de 1 a 5 de Saffir-Simpson. Apesar disso, meteorologistas alertam que o fenômeno continua sendo uma tempestade grande e perigosa.

A prefeitura de Nova York decretou retirada de moradores em escala sem precedentes, mais de 300 mil pessoas, enquanto estados desde as Carolinas ao Maine declararam estado de emergência por causa do furacão, cuja largura de 960 quilômetros ameaça uma região habitada por dezenas de milhões de pessoas.

Foto: Jose Luis Magana/Reuters

No início do dia, na costa da Carolina do Norte, os ventos cortaram linhas de energia e derrubaram árvores, enquanto a chuva caía com força inundando algumas ruas. Na cidade portuária de Wilmington, na Carolina do Norte, as ruas estavam vazias e o ar estava tomado pelo som de pinheiros sendo quebrados pela força dos ventos.

A Progress Energy, empresa de eletricidade local, projetou que 125 mil clientes na costa da Carolina do Norte estão sem energia.

Foto: AFP/SPIEGEL

Um céu ameaçador anuncia a chegada de Irene

Um jovem morreu em Newport News, na Virginia, após uma árvore cair sobre sua casa, reportou a mídia local.

Pelo menos três pessoas também morreram na Carolina do Norte --um home foi atingido por uma árvore e outro foi levado pelas águas e se afogou. Um outro morreu de ataque cardíaco enquanto deixava sua casa, disse o governador Bev Perdue.

Foto: Associated Press

Presidente Barack Obama, segundo à direita, reunido com a equipe federal de emergência, a Federal Emergency Management Agency (FEMA), em Washington, neste sábado

O presidente Barack Obama interrompeu suas férias em Vineyard, para participar de uma teleconferência com os encarregados dos serviços emergenciais, que informaram que equipes canadenses estavam sendo chamadas para ajudar a restaurar a energia em Vermon, onde se prevê que todos os rios locais poderão alagar. O furacão Irene pode ser um fenômeno "histórico", disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"Todas as indicações apontam para um furacão histórico. Não posso ser mais claro: se você está no caminho previsto deste furacão, você deve tomar precauções agora", disse ele.

"Não espere, não se atrase. Todos esperamos pelo melhor, mas temos que nos preparar para o pior", afirmou.

Foto: Gerry Broome/Associated Press

O Irene é o primeiro furacão a atingir o Atlântico nesta temporada. Calcula-se que 65 milhões de pessoas possam ser atingidas em grandes cidades da costa leste americana.

A Cruz Vermelha anunciou que está preparando dezenas de abrigos de emergência na região.

A Amtrak, a rede ferroviária dos Estados Unidos, anunciou que está cancelando seus serviços entre Washington e Boston a partir destes sábado. A companhia também já tinha suspendido operações ao sul do Estado da Virgínia.

O Pentágono carregou 200 caminhões com suprimentos de emergência e 100 mil soldados da Guarda Nacional estão de prontidão.


26 de jan. de 2011

IMAGEM - Plantação de veículos

IMAGEM
Plantação de veículos
O jornal Frances “Le Figaro” mostra curiosa e tragicômica foto a revelar o tamanho da tragédia carioca

Foto: Jose Patricio/Zuma/Visual Press Agency

Postado por Toinho de Passira
Fonte:
Le Figaro

Carros plantados na lama, como se fossem grotescas peça de um jogo de dominós gigantes, mostram a extensão das inundações que assolaram a região de Serrana, a oeste do Rio de Janeiro, Brasil.


17 de jan. de 2011

OPINIÃO: Desleixo assassino - Eliane Cantanhêde

OPINIÃO
Desleixo assassino
“Horas antes, as autoridades tiveram nova chance de não dar asas ao azar: o novo radar da Prefeitura do Rio e o Instituto Nacional de Meteorologia identificaram previamente a formação da tempestade.” - Eliane Cantanhêde

Foto: Vladimir Platonov/ABr

TERESÓPOLIS (RJ) - Os caixões são colocados rapidamente, sem direito à cerimônia ou prece, nas covas do cemitério. O ritmo dos sepultamentos é tão intenso, que os caixões formam filas à espera do enterro

Eliane Cantanhêde
Fontes: Folha de São Paulo

Como mostrou ontem o repórter Evandro Spinelli na Folha, o risco de um desastre de grandes proporções na belíssima região de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo foi detectado há dois anos por um estudo técnico encomendado pelo próprio governo do Rio.

E o que o governo fez com o resultado? Largou às traças, deixou pegando poeira na burocracia, empurrou para a gaveta ou simplesmente jogou no lixo - junto com o dinheiro público que o pagou.

Horas antes, as autoridades tiveram nova chance de não dar asas ao azar: o novo radar da Prefeitura do Rio e o Instituto Nacional de Meteorologia identificaram previamente a formação da tempestade.

E o que foi feito? Nada. Os órgãos atuaram isoladamente, não como um sistema integrado, em que o alerta se reproduz entre as várias instâncias, tem consequências e salva vidas. Mas não. É como se o radar fosse de enfeite, e o Inmet, só para inglês ver.

Num ótimo artigo, o colega Marcos Sá Correa defendeu que o remédio é responsabilizar homens públicos - e não abstratamente o Estado - pelos crimes que cometem contra a vida. É crime dar levianamente alvará de construção e "habite-se" para imóveis em encostas, fechar os olhos para casas em áreas de risco, desprezar alertas de tempestades e de outras intempéries.

Para complementar a sugestão do Marcos, a Polícia Federal deveria investigar também esse tipo de crime que pode resultar em 500, 600 mortes, famílias inteiras destruídas, casas despedaçadas, bilhões de prejuízos aos bolsos particulares e aos cofres públicos.

Se não vai por bem, vai por mal - na base da ameaça. Mais ou menos como no caso do cinto de segurança: todo mundo só passou a usar depois de criada a multa.

No rastro da Satiagraha, da Sanguessuga, da Castelo de Areia, fica aí a sugestão para o novo diretor-geral da PF, Leandro Coimbra: a operação "Desleixo Assassino".


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

15 de jan. de 2011

RIO DE JANEIRO: A responsabilidade dos políticos pela tragédia carioca

RIO DE JANEIRO
A responsabilidade dos políticos pela tragédia carioca
Especialistas internacionais dizem que a falta de planejamento fez a chuva no Brasil matar mais que na Austrália e que as mortes ocorridas nas tragédias brasileiras são frutos de “descasos políticos”. Quem está afirmando isso não é a oposição, nem somos nós, são as maiores autoridades em catástrofes no mundo.

Foto: Alexandre Carius/Agência O Dia

O Brasil poderia ter evitado mortes se tivesse planos de emergência eficazes, diz Margareta Wahlström, secretaria da ONU, para a Redução de Riscos de Desastres

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, BBC Brasil

Falando a BBC Brasil, Margareta Wahlström, (foto) subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres disse que “a falta de “comunicação” e de um plano de emergência foram fatores que pesaram para que as fortes chuvas na região serrana do Rio resultassem em uma tragédia maior do que a ocorrida em Queensland, na Austrália, também submersa recentemente pelas águas.

Esclarece que a “ocorrência de ciclones, fez a Austrália começar a se preparar para o imprevisível. “As autoridades sabem como evacuar as áreas e as populações locomovem-se orientadas por instruções transmitidas pelo rádio”.

Numa comparação esclarecedora, diz que foi assim que uma inundação que invadiu três quartos do estado australiano de Queensland havia provocado 13 mortes até a última quarta-feira. Na serra fluminense, um área muito menor, o saldo de mortos passou de 500.

Para Wahlström, o Brasil poderia ter evitado mortes se tivesse planos de emergência eficazes. Ela cita como exemplo iniciativas de outros países em desenvolvimento, como a Indonésia, que "apesar de ser uma nação pobre, têm planos de evacuação diante de ameaças de terremoto e de erupção de vulcão, por exemplo".

Monitorar as áreas de risco e montar um sistema de alerta - com a designação de um líder para orientar a população e a criação de abrigos pré-definidos para receber moradores - são medidas consideradas básicas por Wahlström para evitar mortes como as ocorridas em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

“No Brasil, ainda há muito a ser feito em termos de planejamento urbano. Os governos têm que trabalhar com a população e realmente proibir construções em áreas de risco. Muitas regulamentações existem, o problema é que nem sempre são cumpridas”, disse a subsubsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

Outra especialista, a indiana, Debarati Guha-Sapir, (foto) consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, falando ao Estadão, foi mais incisiva ainda: "O Brasil não é Bangladesh e não tem nenhuma desculpa para permitir, no século 21, que pessoas morram em deslizamentos de terras causados por chuva." Para ela, só um fator mata depois da chuva: "descaso político."

Debarati analisa que o Brasil já viveu pelo menos 37 grandes enchentes em apenas 10 anos, nessa mesma região. É um número enorme e mostra que os problemas das chuvas estão se tornando cada vez mais frequentes no País. Descarta até que o alto numero de mortos é o resultado direto de fenômenos naturais, rebatendo que “as chuvas são fenômenos naturais”. “Mas essas pessoas morreram, porque não têm peso político algum e não há vontade política para resolver seus dramas, que se repetem ano após ano”.

“ Brasil é um país que já sabe que tem esse problema de forma recorrente. Portanto, não há desculpa para não se preparar ou se dizer surpreendido pela chuva. Além disso, o Brasil é um país que tem dinheiro, pelo menos para o que quer.”

Enchentes ocorrem sempre nos mesmos lugares, portanto, não são surpresas. O problema é que, se nada é feito, elas aparentemente só ficam mais violentas. A segunda grande vantagem de um país que apenas enfrenta enchentes é que a tecnologia para lidar com isso e para preparar áreas é barata e está disponível. O Brasil praticamente só tem um problema natural e não consegue lidar com ele. Imagine se tivesse terremoto, vulcão, furacões...

Foto: Reuters

Os nossos políticos contribuem com descaso, incompetência e abandono, para piorar e as vezes provocar as maiores catástrofes brasileiras. Criminosamente, faturam com a tragédia, deixando-se fotografar fazendo sobrevôo sobre o desastre e conversando com as vítimas. Depois fazem promessas de ajuda que jamais cumprirão e se vão como se estivessem com o dever cumprido.


25 de jun. de 2010

OPINIÃO: Os sinos da igreja anunciaram a tempestade

OPINIÃO
Os sinos da igreja anunciaram a tempestade
A defesa civil brasileira ainda depende dos campanários para alertar a população como o registrado no poema de Manuel Bandeira, “Evocação ao Recife”, onde relembra que eram os sinos que anunciavam os incêndios no capital pernambucana no início do século passado

Foto: Adelmo de Medeiros/Blog Roteiros da Fé Catolica

A Igreja de Barreiros que tem como padroeiro São Miguel, teve a construção iniciada 1849. Originalmente em estilo barroco sofreu uma reforma em 1913 que a descaracterizou. Um grande cruzeiro de madeira sobre um pedestal de alvenaria, erigido originalmente em frente à igreja, não mais se vê, pois foi levado pelas águas de uma grande enchente em junho de 1859.

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
Fontes: Blog do Noblat, Diário de Pernambuco, Blog Roteiro da Fé Católica, Guia Local Web

Não me peçam para garantir em qual dos jornais li essa manchete. Acho que foi na Folha de São Paulo. Li jornais daqui, de Pernambuco, de São Paulo, todos que pude ler. Li as notícias postadas aqui, no Blog do Noblat. Assisti aos noticiários da TV, falei com amigos e parentes.

Os sinos da igreja, que o padre em boa hora tocou para avisar seus paroquianos, anunciaram a tempestade, o que salvou muita gente em Barreiros, Pernambuco. Doze pessoas perderam a vida. São doze as famílias enlutadas, por isso é leviano dizer que teria sido pior, pois para essa dúzia de famílias, foi pior.

Mas fatos são fatos e se não fosse o padre, homem atento ao aviso distribuído aos municípios poucas horas antes da tragédia que se aproximava, tudo teria sido pior.

Os habitantes de Barreiros com certeza são muito gratos ao padre, o que é justo e bom. Mas depois de demonstrar sua gratidão ao pároco, deveriam demonstrar sua ira contra os governos que não têm, em 2010, um sistema moderno de alerta e prevenção de acidentes em áreas sujeitas a terem seus rios inundados; cidades onde as tempestades são anuais deveriam ter um sistema de alerta mais moderno que um sino!

Na tarde do dia anterior às chuvas torrenciais, já se sabia que a madrugada seguinte seria tenebrosa. Mas como na Londres dos tempos elizabetanos, dependemos ainda de um homem que grite à noite. Está tudo bem!Ou de um padre com força suficiente para badalar um sino!

Alagoas tem radar meteorológico para detectar o risco de chuva forte, mas não tem Defesa Civil; Pernambuco tem Defesa Civil mas não tem radares para prever tempestades. Agora, depois da porta arrombada, os governadores certamente comprarão radares e organizarão Defesas Civis impecáveis. Mas saberão manter o que for feito neste momento, ou daqui um tempinho tudo ficará como dantes no quartel desse abominável Abrantes?

Uma cidade alagoana, com um nome encantador, foi varrida do mapa. Branquinha era seu nome. Não sobrou nada. Com Quebrangulo, onde nasceu Graciliano Ramos, e São José da Laje, forma as três cidades onde nesta época do ano chove muito, com conseqüências sérias. Nem sempre as águas vêm com a força deste ano, mas sempre vêm... Não deveriam surpreender ninguém...

Fico tentando imaginar qual a sensação de perder tudo, menos a vida, numa situação dessas. O alívio de se ver vivo, e aos seus. O medo do amanhã. O pavor das doenças. O desespero ao saber que outros não tiveram a mesma felicidade: perderam o bem mais precioso, a vida.

Penso nas mil coisas que me custariam muito perder: os retratos, as cartas, as lembranças de pessoas queridas, a roupinha que meu filho vestiu quando nasceu, os livros. De repente, o coração dá uma paradinha: e perder tudo? A geladeira, o fogão, a cama, as roupas, as panelas? E ficar literalmente sem nada, do teto aos sapatos?

E olhar para os lados e ver lama, miséria, luto, choro, destruição?

E olhar para o amanhã e não saber como será?

Para que servem os impostos municipais, estaduais e federais? Onde está esse dinheiro? À mão, naturalmente, já que o presidente Lula, comovido com o que viu, depositou nas contas de Pernambuco e de Alagoas mais de 200 milhões para cada um.

Se depositou, é porque tinha esse dinheiro em caixa. Se tinha, por que essa verba não foi usada para urbanizar e prevenir? Por que nós só agimos depois e nunca antes?

Dizem que essa foi uma chuva histórica. A de 66 aqui no Rio também foi histórica. Aliás, quando a natureza vem zangada, é sempre um evento histórico...

Outra tragédia histórica foi a de Santa Catarina, há uns dois anos, se não estou enganada. Agora leio que fortes chuvas castigam de novo o Vale do Itajaí. Já há estado de emergência em seis municípios, há centenas de desabrigados. O rio Itajaí-Açu estava ontem com 8m44.

Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, a qualquer momento o rio pode transbordar. Fala-se que uma frente fria pode provocar temporais com granizo e vendavais. Teremos condições de atender ao Nordeste e ao Sul?

No Brasil todo existem poucos sistemas de radares meteorológicos ou de alertas de risco. Os poucos sistemas que temos não atendem às necessidades de monitoramento e alerta de tempo, afirma a especialista Ana Maria Held, diretora do Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Unesp de Bauru.

São poucos os radares meteorológicos? Também? Mais um item que vem se juntar à lista do que temos (ou às vezes nem temos) em muito pouca quantidade: hospitais, creches, escolas, estradas e transportes baratos, seguros, decentes e de qualidade. Sem luxos. Nós não somos ricos. É pouca coisa. Com dez reis de mel coado se faz isso tudo. Precisa ter fé. E desistir de querer exibir o que não temos, de ser o que não somos.

Mas o que por enquanto não pode faltar são padres dispostos e bons campanários. No Brasil do século XXI, isso ainda é fundamental!


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda.
**Veja Post abaixo


PERNAMBUCO: Porque tocavam os sinos da Igreja de Barreiros?

PERNAMBUCO
Porque tocavam os sinos da Igreja de Barreiros?
O jornalista Rafael Dias, de forma peculiar, conta a história de pequenos heróis que ajudaram a reduzir a tragédia em Pernambuco, uma delas foi a do Padre José Gusmão, que tocou o sino da Igreja e alertou a população da tragédia que se aproximava e salvou muitas vidas

Padre José Gusmão, 55 anos, pároco de Barrreiros:"Não fui eu que os salvei, foi Deus"
Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Tânia Passos
Fonte: Diário de Pernambuco

Barreiros deveria beijar os pés do padre José Gusmão. Por meio deste gesto humilde, a população reconheceria o esforço do titular da Igreja Matriz São Miguel. Não fosse por ele, toda a cidade teria sido, provavelmente, dizimada. Foi o padre que, a partir das 12h da sexta-feira passada, começou a dar alertas sobre o que viria a ser a pior enchente da história recente da cidade.

Assim que soube das notícias que ressoavam das paróquias de Cupira e Palmares sobre a elevação rápida do leito do Rio Una, o pároco fez de tudo para que os moradores saíssem às pressas, sobretudo aqueles que moram nas áreas ribeirinhas, em rota de fuga para as áreas mais altas. Ele nem se incomodou de ser rotulado de o "profeta do apocalipse".

Badalou os sinos da igreja, deu flashes na rádio comunitária da cidade (principalmente depois que a rádio local Cultura FM saiu do ar) e até bateu de porta em porta. Apesar de estar na paróquia há 17 anos, ninguém acreditava nele.

"Eu dizia aos moradores que não adiantava se refugiar no primeiro andar das casas, que as águas estavam vindo fortes demais", lembra o religioso, que, mesmo com o desdém inicial dos fieis, continuou na sua missão de mensageiro. Naquela noite a população não dormiu apreensiva com as chuvas.

De manhã cedo no sábado passado, dia 19, foram percebendo a força das águas e puderam fugir a tempo. "Eles não acreditaram na hora. Mas acho que o alerta foi útil porque ficaram de sobreaviso", especula, de forma modesta, o padre José Gusmão. Ele próprio rechaça o título de salvador de uma cidade. "Não fui eu que os salvei, foi Deus", afirmou, em tom firme.

Foi essa matéria que Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa leu e escreveu a matéria para o Blog do Noblat, que está reproduzido no post acima.

17 de abr. de 2010

Vulcão paralisa trafego aéreo na Europa

PANGEA – SINAIS DA NATUREZA
Vulcão paralisa trafego aéreo na Europa
Mais uma catástrofe natural abate-se sobre o planeta neste ano: uma erupção vulcânica na Finlândia fechou praticamente todos os mais importantes aeroportos europeus, não se sabe por quanto tempo. Prejuízos milionários para as já combalidas empresas aéreas e desconforto descomunal para milhares de passageiros retidos em terminais aéreos, sem perspectivas de seguir viagens

Foto: Juliusson / Ingolfur/Reuters

A erupção no vulcão sob a geleira Eyjafjallajokull, na Islândia, levantou uma coluna de cinzas com até 11 quilômetros de altura. Foi a segunda erupção na região em menos de um mês

Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Reuters, The New York Times, Gazeta Online, Achei USA, Zero Hora, Uol Notícias, Estadão

A nuvem de cinzas de um vulcão da geleira de Eyjafjallajoekull, na Islândia, deve continuar a prejudicar o transporte aéreo por boa parte do continente europeu neste sábado, o que vem ocorrendo desde quarta-feira.

Menos da metade dos cerca de 300 voos transatlânticos que diariamente costumam aterrissar na Europa, conseguiram chegar a seu destino. Cerca de 60% dos voos vindos da própria Europa foram cancelados.

Foto: Reuters

Passageiros acomodados nos aeroportos, sem esperanças de normalidade

Centenas de milhares de passageiros já foram afetados devido aos cerca de 20 mil voos cancelados.

As suspensões de voos estão provocando um prejuízo de mais de US$ 200 milhões por dia para as companhias aéreas.

Foto: Reuters

Ontem estavam fechados o aeroportos na Hungria, Suíça, Romênia, Alemanha, Polônia, Lituânia, Áustria, Irlanda, Grã-Bretanha, Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Bélgica e Holanda. Na França, 24 aeroportos foram fechados (inclusive o Charles de Gaulle, em Paris).

Foto: Getty Images

Nos aeroporto de Frankfurt e Munique, na Alemanha, foram instaladas camas de armar para que os passageiros possam dormir enquanto aguardam seus voos.

Especialistas temem que as cinzas contidas na fumaça entupam os motores dos aviões, fazendo-os parar de funcionar em pleno voo.

Segundo as autoridades de saúde, as cinzas não apresentam risco grave para a saúde das pessoas, o que é difícil de acreditar.

Foto: Getty Images

Preparativos dos funerais do presidente Lech Kaczynski, sem participação de chefes de estados impossibilitados de voar até a Polônia

O governo da Polônia teme que alguns líderes mundiais não consigam comparecer ao funeral do presidente Lech Kaczynski, no domingo, se a situação não melhorar. Kaczynski morreu em um acidente aéreo no sábado passado.

Foto: Getty Images

Rainha Margrethe II da Dinamarca acompanhada do príncipe consorte Henrik, durante comemorações de seu aniversário de 70 anos, 16 de abril de 2010 em Copenhage

Vários monarcas europeus não conseguiram viajar para as comemorações pelo aniversário de 70 anos da rainha Margrethe, da Dinamarca, que começaram na quinta-feira.

Foto:Arni Saeberg/Bloomberg News

A segunda erupção do vulcão da geleira de Eyjafjallajoekull em um mês começou na quarta-feira, lançando uma nuvem de fumaça a uma altura de 11 quilômetros na atmosfera. Uma fissura de 500 metros apareceu no topo da cratera.

O calor do vulcão derreteu parte do gelo em volta, provocando enchentes na região na quarta-feira.

Cerca de 800 pessoas tiveram que deixar suas casas, mas as informações são de que, na quinta-feira, as águas tinham baixado. O vulcão, no entanto, continuou emitindo nuvens de poeira em direção à Europa.

Especialistas não sabem quanto tempo esta erupção deve durar. A última erupção vulcânica debaixo da geleira, que se tem notícia começou em 1821 e continuou por dois anos.

Foto: Getty Images

No fim do ano, o inverno europeu bateu todos os recordes de baixas temperaturas

Sem querer ser apocalíptico e já sendo. Podemos constatar, apenas observando os últimos eventos da natureza, que o tempo de mandar sinais acabou. O sistema imunológico da Pangeia está atacando com terremotos, erupções, tsunamis, enchentes, invernos rigorosos e trombas d’águas, a superfície terrestre, em todos os quadrantes planetários.

Observado só os grandes eventos desse ano de 2010 vê-se que algo anda errado na natureza:

Foto: Getty Images

O palácio do governo no Haiti, em Porto Príncipe atingido pelo terremoto devastador de janeiro

Em janeiro o sismo do Haiti, com a magnitude de 7.7 da escala ritcher, devastou o pequeno país caribenho, devastando sua capital e matando aproximadamente 230 mil pessosas.

Foto: Associated Press

Em março, outro terremoto de magnitude 8.8 e um violento tsunami atingiram o Chile e causaram cerca de 700 mortes.

O Rio de Janeiro no começo deste mês registrou volume de chuva recorde para um único dia - o maior em pelo menos 44 anos -, causando estragos, deslizamentos e quase trezentas mortes em vários locais do estado e região metropolitana.

Foto: Brigada Elite de Auxilioy Rescate/RTPP

No último domingo, 13, um enorme bloco de gelo, do tamanho de quatro campos de futebol, desprendeu-se da geleira de Hualcan no Peru, mergulhando num lago, causando um tsunami com ondas de 23 metros em Carhuaz, a cerca de 320 quilômetros da capital, Lima.

Foto: Getty Images

Rio de Janeiro: depois do temporal, mar agitado

A natureza tem se mostrado enlouquecida nos grandes centros urbanos brasileiros, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, tem enfrentado fenômenos naturais desproporcionais e catastróficos. Isso pode ser apenas o começo.


8 de abr. de 2010

Lula, por acaso no Rio, durante a catástrofe

RIO DE JANEIRO
Lula, por acaso no Rio, durante a catástrofe
“No Rio, Lula parece ter se dado conta de que enchente na campanha dos outros é refresco” -diz o Blog do Josias de Souza. A chuva pegou também Cabral, de visita ao Rio de Janeiro, essa tempestade surpreendeu à todos

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula, Sergio Cabral e Pezão, no Copacabana Palace, conversando sobre a catástrofe, na verdade afinando o discurso

Toinho de Passira
Fontes: Blog do Josias de Souza

A natureza alcançou o Presidente Lula, logo ele que não gosta de prestar solidariedade a desabrigado, no Brasil. Foi ao Rio de Janeiro, para fazer campanha no complexo do alemão e o céu desabou uma tempestade como nunca antes se havia visto pelas bandas cariocas.

Uma lamentável catástrofe que pode ter ceifado a vida de mais de duas centenas de brasileiros.

Depois de elogiar o governador e o prefeito do Rio e criticar os pobres que moravam nas encostas, por serem irresponsável o presidente se foi, prometendo milhões, como sempre, embora até hoje não tenha enviado aquelas verbas que prometeu para a prefeitura de Angra dos Reis.

Foto: Reuters

Inundação numa das avenidas que ladeiam a Lagoa Rodrigo de Freitas

No blog do Josias de Souza a inevitável comparação do comportamento de Lula, quando a catástrofe chuvosa abateu-se sobre São Paulo sobre a administração dos Democratas, através do prefeito Gilberto Kassab e do então governador José Serra. Parecia que os oposicionistas haviam determinado chover, só para prejudicar os paulistanos.

“Para injetar dramaticidade às cheias paulistanas, Lula recorrera à própria biografia. Recordara que, em 1952, deixara a Vila Carioca –“Para me livrar da enchente", comentou Josias de Souza, que acrescenta:

“No Rio, Lula parece ter se dado conta de que enchente na campanha dos outros é refresco“.

Mas de pronto, absolveu de pronto os aliados governador Sérgio Cabral e o Prefeito Eduardo Paes: “Não havia quem pudesse prever uma catástrofe dessas!”

Foto: Associated Press

A tragédia foi mais mortal no Morro dos Prazeres

A culpa sobrou para o povão, que ao invés de pegar uma apartamento a beira mar em Ipanema, do projeto Minha Casa Sem Azulejo, prefere ficar vivendo perigosamente pendurado a beira de uma abismo. Morreram de propósito para prejudicar o governador. Deve ser coisa da oposição, das encostas construídas nas administrações passadas.

Lula só foi ao Rio naquele dia fatídico, pois era dia do governador visitar o estado, os dois tinham tido uma dificuldade enorme para afinar a agenda, num dia em que os dois estivessem no mesmo dia no país.

Desta vez a chuva só encontrou Cabral no Rio, pois era dia de Lula visitar o estado. Da outra vez que choveu, e houve aquele catástrofe em Angra, ele estava em Mangarratibá, uma aldeiazinha simpática, próximo a Bordeaux, na região vinícola da França. Passou dois dias para chegar ao Brasil incógnito.

Agora está por assim dizer, preso ao Estado do Rio, por quase três dias, pois continua chovendo e se ele se ausentar, alguém poderá perceber. Um sacrifício pois está perdendo o início da primavera em Paris.

Lula apesar de não ter sujado o seu cromo alemão com a lama das enxurradas, pois estava abrigado no Copacabana Palace, bateu o recorde de ficar mais de 20 minutos, numa cidade brasileira vitimada por uma catástrofe.


Dias de lama e agonia na cidade Maravilhosa

RIO DE JANEIRO
Dias de lama e agonia na cidade Maravilhosa
Equipes de resgate retiraram nesta quarta-feira mais corpos de vítimas da forte chuva e dos deslizamentos que deixaram ao menos 138 mortos no Estado do Rio de Janeiro, como há o registro de pelos menos 50 desaparecidos, a tragédia pode chegar a duas centenas de mortos.

Foto: Reuters

IMAGEM DRAMÁTICA No Morro do Prazeres, no bairro de Santo Teresa, um menino de 8 anos, que lutava para sobreviver sob os escombros há mais de 24 horas, não resistiu e morreu pouco antes de ser resgatado. Bombeiros cobertos de lama lamentavam não ter conseguido salvar o menino, que estava debaixo da terra desde a madrugada de terça-feira e ainda conversava com as equipes de resgate nesta manhã.

Fontes: Reuters

Ao menos 18 pessoas morreram soterradas dentro de suas casas no Morro dos Prazeres, onde o deslizamento de terra provocado pelas águas das chuvas pegou os moradores de surpresa durante a noite de segunda, quando começou a tempestade.

Foto:

Corpos das vitimas do deslizamento enfileiradas na calçada do Morro dos Prazeres

A capital do Estado começou a retornar à normalidade nesta quarta-feira e não foram registrados novos deslizamentos. A maior parte do dia foi sem chuva, que apareceu somente no início da noite, mas sem a mesma força do começo da semana.

Foto: Reuters

Deslizamento em São Conrado

Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) deve continuar a chover no Rio de Janeiro ao menos até sábado.

Foto: Reuters

A área nobre do Jardim Botânico inundada na tarde do dia 6

De acordo com os números dos Bombeiros, Niterói, na região metropolitana, foi a cidade mais afetada, com 67 mortes e, na capital, foram 44 óbitos. A chuva também deixou mortos em São Gonçalo, Nilópolis, Duque de Caxias, Magé, Paulo de Frontin e Petrópolis. Ainda há 53 pessoas desaparecidas e 135 feridos no Estado.

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Cariocas usam a grande do Jardim Botânico para caminha durante a enxurrada

A Defesa Civil informou que o temporal também deixou 11.439 pessoas desalojadas e 3.262 desabrigadas, principalmente no Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói, que decretou luto oficial de sete dias em memória das vítimas das chuvas, registradas no Estado desde o final da tarde de segunda-feira até esta quarta-feira.

De acordo com o governo estadual, 2.000 pessoas serão desapropriadas de áreas de risco em todo o Estado. Apenas na capital, há 10 mil residências em áreas de risco após o registro de pelo menos 180 deslizamentos.

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Cidadão utilizou o pedalinho da Lagoa Rodrigo de Freitas, como meio de transporte, para ir para casa.

Os transportes, como trens, metrô e aeroportos, funcionaram normalmente nesta quarta-feira, porém 11 bairros da capital continuavam sem energia elétrica.

A exemplo do que aconteceu na terça-feira, as redes municipal e estadual de ensino tiveram as aulas canceladas nesta quarta-feira. As particulares seguiram a orientação. Na quinta-feira as aulas voltarão ao normal.

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Funcionário limpam os corredores do Maracanã, invadidos pelas águas da enxurrada

O temporal afetou também o futebol, com o adiamento da partida entre Flamengo e Universidad do Chile, pela Copa Libertadores, que estava marcada para esta quarta-feira no Maracanã. O estádio ficou inundado e o gramado completamente alagado após o rio Maracanã ter transbordado


*Alteramos, titulamos, cortamos e acrescentamos comentários e fotos ao texto original de Rodrigo Viga Gaier - Com reportagem adicional de Douglas Engle, da Reuters

11 de out. de 2009

Filipinas, a catástrofe anual

Filipinas, a catástrofe anual
Entre 15 e 20 tufões e inúmeros temporais e sistemas de baixa pressão costumam passar a cada ano pelas Filipinas durante a estação chuvosa, que transcorre entre junho e novembro

Foto: Mike Alquinto/AP/SIPA

Fontes: Estadão, AFP, G1

O tufão "Ketsana" inundou 80% da capital e causou 337 mortos, cerca de 500 mil deslocados, 2,5 milhões desabrigados e perdas multimilionárias pelas infraestruturas destroçadas e cultivos transformados em lamaçais.

Cerca de 300 pessoas morreram só nos deslizamentos de terra e inundações dos últimos dias no norte das Filipinas, elevando a 636 o número de mortos em consequência dos temporais que, há duas semanas, castigam o país, segundo balanço oficial divulgado neste sábado.

Foto: Getty Images

Uma semana atrás, no meio do caos, tentando salvar os bens

Foto: Reuters

As equipes de resgate retomaram hoje a busca de dezenas pessoas sepultadas pela lama dos deslizamentos ocorridos esta semana no norte das Filipinas depois da passagem do tufão "Par ma" e que causaram pelo menos 187 mortos, segundo fontes oficiais.

A maior parte das vítimas mortais se produziu na localidade da Trinidad, na província de Benguet, e em várias aldeias próximas à cidade de Baguio, cerca de 250 quilômetros ao norte de Manila.

Nestas duas áreas da ilha de Luzon foram localizados os cadáveres de 140 pessoas, de acordo com o departamento de Defesa Civil.

Foto: Getty Images

Os mortos foram conduzidos em cortejos conjuntos de funerais flutuantes

O diretor de Defesa Civil, Glenn Rabonza, indicou que na busca de pessoas e a retirada das toneladas de terra, que bloqueiam o acesso de veículos a algumas dessas aldeias, participam também o Exército filipino apoiado por efetivos do contingente militar americano com base na ilha de Mindanao, no sul do arquipélago.

Além de avalanches nas áreas montanhosas, as copiosas chuvas pelo tufão causaram o transbordamento de rios e açudes, seguidas de enchentes, sobretudo na província de Pangasiman, na qual 50 mil pessoas foram evacuadas de diversas aldeias situadas na planície.

Foto: Reuters

Agricultor carrega ração para seus animais em área alagada

As chuvas afetaram grande parte do planalto central de Luzon, destruíram as poucas infraestruturas, bloquearam estradas e inundaram vastas extensões de plantações de arroz, que fornecem o sustento básico para os habitantes pobres da região.

Foto: Getty Images

O trator virou transporte anfíbio

Foto: AP

Helicoptero das Forças Armadas lançam pacotes de alimentos a população faminta

Segundo os números oficiais provisórios, o tufão "Parma" causou danos materiais no valor de 2 bilhões de pesos (US$43 milhões).

Foto: Getty Images

Na emergência a criatividade, o Coca Cola boat

No final do setembro passado, a tempestade tropical "Ketsana", com ventos de 200 km/h, verteu em apenas umas horas sobre Manila e outras 25 províncias de Luzon uma quantidade de chuva muito superior à média mensal nesta época do ano e bateu o anterior recorde, de 1967.

Foto: Getty Images

Todos os bens numa canoa

Os especialistas das agências internacionais identificaram a favelização como o principal fator destes desastres naturais que afetam ao país e que evidenciam o péssimo estado de suas infraestruturas, assim como a falta de preparação e meios que conta a Administração para responder às emergências.

Foto: Getty Images


Foto: Getty Images

Pescar no meio na inundação, não é tarefa fácil

Foto: AP

Desabrigados aguardam a distribuição de alimentos pelas forças armadas

Foto: AP

Apesar do caos a volta às aulas

Foto: AP

Mal a água baixou o serviço de táxi triciclo voltou a funcionar em Santa Cruz, na província de Laguna

Foto: AP

Engarrafamento de barcos e triciclos nas ruas de Santa Cruz, Laguna, Filipinas

Foto: Getty Images

Integrantes dos “Médicos Sem Fronteiras” examinam adolescente grávida

Neste sábado, a presidente Gloria Arroyo suspendeu o estado de catástrofe natural declarado depois da tempestade tropical e do tufão.

Foto: Jay Directo/AFP

Apesar de tudo, manter a boa aparencia, parece ser muito importante


*As fotos que ilustram esse texto foram tiradas pelas agencias de notícias nos últimos dez dias. Não estão em ordem cronológica