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10 de set. de 2013

Prostitutas suíças, de Zurique, ganharam cabines para exercerem a profissão com segurança e privacidade

SUIÇA – Sexo
Prostitutas suíças, de Zurique, ganharam cabines para exercerem a profissão com segurança e privacidade
A prefeitura de Zurique gastou mais de dois milhões de dólares para montar uma área exclusivamente para a atuação das prostitutas cadastradas na cidade. A área com as cabines especiais, instaladas num antigo parque ferroviário está sendo chamada de parque temático do sexo, pelos opositores da ideia.

Foto: Photo News

A profissional do sexo, acertando os detalhes dos serviços a serem prestados e os valores correspondentes a serem pagos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The telegraph, The Guardian, Folha de S. Paulo, Le Parisien, Reuters, Le Express, The Australian, Yahoo

Começou a funcionar na cidade de Zurique, na Suíça, no mês passado, um serviço de 'drive-in' do sexo, ou “boxes de sexo”, como está sendo conhecido, destinado a limitar a área permitida para prática da prostituição. As autoridades acreditam que as instalações, permitem mais segurança, condições de higiene e menos exposição pública, tanto para as profissionais do sexo quanto para seus acompanhantes.

O local, uma antiga área industrial, ocupando um pátio ferroviário desativado funcionará diariamente entre às 19h e às 5h.

Os clientes passarão por um ponto de controle, semelhante às cabines de entrada dos motéis brasileiros, onde só será permitido o acesso de carro (motos e bicicletas não terão acesso) e apenas um ocupante em cada veículo.

Foto: Ennio Leanza/AP

Imagem diurna do entrada do parque, no dia em que foi mostrada as instalações para a imprensa

Depois disso poderão abordar as meninas, cadastradas para atuar no local, num pequeno parque circular.

Acertada a prestação de serviço e o preço, o casal dirigir-se—a ao “sex box” para execução do contrato verbal.

Cada cabine tem um “botão do pânico”, um sistema de alarme que permitirá às prostitutas acionarem a polícia em caso de se sentirem em perigo.

Há várias placas sinalizadores, estimulando o uso de preservativo, os cuidados com o lixo, com o meio ambiente, etc.

Completando o serviço, nas proximidades das garagens há cabines onde há banheiros, chuveiros e até uma cozinha.

As autoridades dizem que pretende com essa iniciativa, aumentar a segurança das prostitutas e combater o tráfico de pessoas.

O local é claramente indicado com luminosos e com o símbolo do guarda-chuva vermelho, habitual no Leste da Europa para revelar este tipo de serviço.

Foto: Fabrice Coffrini/AFP

O Botão do pânico, para a segurança das meninas

Para não espantar a clientela, foi informado exaustivamente que o sistema não terá qualquer vigilância de vídeo, mas contará com discretos agentes de segurança, mais assistentes sociais e profissionais de saúde postados em trailers, nas proximidades.

O espaço foi inaugurado, em meados de agosto, um ano depois de ter sido aprovado num referendo por 52,6% dos moradores da cidade, uma das maiores do país e grande centro financeiro.

Os custos com a construção, iluminação, sinalização e paisagismo custou aos cofres municipais, 2,4 milhões de francos suíços (US $ 2,6 milhões) e se fez uma previsão orçamentaria de gastos anuais com manutenção, conservação e serviços, mais 700 mil francos suíços ($760.000 dólares).

Parte dos custos, das despesas anuais deverão ser pagas pelas próprias prostitutas que pagarão uma pequena taxa, a título de imposto, a cada vez que utilizarem a “sex box”

A prostituição é uma atividade legal na Suíça desde 1942, mas permitida apena em áreas delimitadas.

Foto: Arnold Wiegmann/Reuters

Um cliente chegando ao local, ao fundo o trailer de apoio

A grande mudança com esse novo serviço, foi a retirada da permissão para na rua Sihlquai, no centro da cidade, onde funcionava a maior área de prostituição de Zurique, onde a profissionais do sexo, escandalosamente exerceram por anos seu comércio.

Os moradores e as empresas instaladas na região queixavam-se das cenas constrangedores, das moças com roupas sumaríssimas, lingerie ou praticamente despidas oferecendo serviços sexuais nas janelas dos veículos que estacionavam ou a transeuntes que circulavam na área, interessados ou não em contratar os serviços sexuais.

O projeto, porém, ainda deixa muitas dúvidas, como solução de todas as questões, algumas prostitutas falando com jornalistas, expressaram preocupação de que esse ambiente excessivamente controlado, do drive-in, acabe por assustar os seus clientes.

Foto: Arnold Wiegmann/Reuters

Jornalistas, convidados pela prefeitura, visitam as instalações antes de serem inauguradas

O porta-voz da polícia Mario Cortesi disse que cerca de 1.200 mulheres – a maioria originaria da Europa Oriental – solicitaram registro como profissionais do sexo, em Zurique, só no ano passado. Adianta, porém, que apenas as recém-chegadas são listados, supõe-se que exista um número provavelmente muito maior das que trabalham ilegalmente das que estão cadastradas. De forma que as autoridades não sabem informar o verdadeiro número de prostitutas na cidade, embora exista a exigência de cadastramento diante das autoridades municipais de saúde.

Na Suíça, quem trabalha no comércio do sexo deve ter pelo menos 16 anos, a idade legal de maturidade sexual. Embora as regras e convenções europeias, visando à proteção das crianças contra a exploração e abuso aconselha que estas profissionais tenham mais de 18 anos.

Em Zurique, a renda das profissionais do sexo, é tributada e sujeita a seguro social como qualquer outra atividade econômica. Essa não é a regra geral, algumas cidades têm suas próprias leis, e alguns dos 26 cantões suíços (estados) adotam legislação específica sobre a prostituição.

Há uma expectativa se a ideia vai dá certo, os críticos debocham dizendo que a prefeitura virou um “cafetão”, criando um caro "parque temático" para as prostitutas, uma espécie de Disneylândia do sexo.

Michael Herzig, uma autoridade municipal, rebate as piadas maledicentes dizendo que: “Nós queremos reduzir a violência e melhorar as condições de vida para as profissionais do sexo. Para nós, isso não é engraçado”.

"A causa de prostituição geralmente é a pobreza, não se pode achar nem a violência, nem a pobreza uma coisa engraçada, Então, o que nós estamos fazendo aqui é sério."

Esse projeto já foi instalado com relativo sucesso em várias cidades da Alemanha e da Holanda.

8 de jan. de 2011

Crônica: A COMADRE - Luis Fernando VERRISSIMO

Crônica
A COMADRE
Luis Fernando VERRISSIMO

O veraneio terminou mal. A idéia dos dois casais amigos, de muitos anos, de alugarem uma casa juntos deu errado. Tudo por culpa do comentário que o Itaborá fez ao ver a Mirma, a comadre Mirna de biquíni fio dental pela primeira vez. Nem tinha sido um comentário. Mais um som indefinido.

- Omnahnmon!

Aquilo pegara mal. A própria Mirma sorrira sem jeito. O compadre Adélio fechara a cara, mas decidira deixar passar. Afinal, primeiro dia dos quatro na praia, criar um caso naquela hora estragaria tudo. Eram amigos demais para que um simples deslize – o som involuntário, isto era claro - acabasse com tudo. E, ainda por cima, a casa já estava paga por um mês.

- Naquela noite, no quarto, a Isamar pediu satisfação ao marido.
- Pô, Itaborá. Qual é?

- Não pude controlar, puxa.
- Na cara do Adélio!

-"Eu sei. Foi chato. Mas saiu. Que que eu posso fazer?
- Nós conhecemos a Mima e o Adélio há o quê? Quase dez anos.

- Mas eu nunca tinha visto a bunda da Mima.
- Ora Itá!

- Não. Entende? A gente pode conviver com uma pessoa dez, vinte anos e ainda se surpreender com ela. A bunda da Mirna me surpreendeu, é isso. Me pegou desprevenido.
- Vai dizer que você nunca nem imaginou como era?

- Nunca. Juro. Nem me passou pela cabeça. E de repente estava ali toda. Sei lá. Toda ali.
- Pois vê se te controla.

Pelo resto do veraneio o Itaborá fez questão de nem olhar para o fio dental da comadre. Quando os quatro iam para a praia, se apressava a caminhar na frente. Se por acaso as nádegas da comadre passassem pelo seu campo de visão, olhava para o alto, tapava o rosto com o jornal, assobiava.

Um dia, o Itaborá e o Adélio sentados no quintal, a Mirna recém servira a caipirinha, de biquíni, e se dirigia de volta para a casa, e o Itaborá suspirou.

- Que foi?- perguntou o Adélio, agressivo.

- Essa política econômica - disse o Itaborá. - Sei não. Não levo fé.

- Ah - disse o Adélio.

Até o fim do veraneio ficou aquela coisa chata entre os quatro. O Itaborá não podia tossir que todos o olhavam, desconfiados


Crônica do livro “Comédia da Vida Privada” – 22ª Edição - Editora L&PM, Porto Alegre 1966

30 de dez. de 2009

CASO SEAN: David Goldman, o pai, pedirá US$ 500 mil de ressarcimento

Caso Sean
David Goldman, o pai, pedirá US$ 500 mil de ressarcimento
A família brasileira será alvo de uma ação por parte da advogada Patricia Apy, que defende o americano David Goldman, pai do menino Sean, que vai pondo as manguinhas de fora, demonstrando o verdadeiro interesse que tem em recuperar o filho, de olho na fortuna da família brasileira, de princípio pedirá o ressarcimento das despesas que teve até agora, para conquistar a guarda do menor

Foto:Getty Images

A advogada Patricia Apy reunida com David Goldman, pai de Sean, comunicando a decisão de pegar toda grana que for possível com a família brasileira do menino

Fontes: Univision, MSNBC, Jus Brasil, O Globo

A advogada Patricia Apy, que defende o americano David Goldman, pai do menino Sean, de nove anos, informou que pedirá à família brasileira da criança o ressarcimento das despesas que seu cliente teve até conquistar a guarda do filho. O valor chega a US$ 500 mil, informou o Jornal Nacional.

Na semana passada, uma decisão do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a entrega de Sean a David Goldman.

A advogada disse também que a avó materna de Sean, Silvana Bianchi, ainda não apresentou pedido formal para visitar o menino e que, quando isso ocorrer, a solicitação precisará ser analisada. A família brasileira já teria declarado que só embarcará para os EUA quando tiver assegurado o direito de visitar Sean.

Foto: Imagem captura do vídeo
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A famosa foto de Sean sorrindo junto de David no avião, da NBC, poucas horas depois de ter saído do Brasil, não está correto o advogado da família brasileira quando insinua que a foto é uma montagem

Em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira em Nova Jersey, nos EUA, David Goldman não respondeu diretamente aos questionamentos dos jornalistas sobre as visitas a Sean pela família brasileira. O pai do menino informou apenas que todas as decisões terão como finalidade a felicidade da criança. David contou que Sean falou pelo telefone com a família brasileira pela segunda vez nesta terça-feira - a primeira havia sido no Natal.

Goldman também relatou como Sean tem passado os dias. Pai e filho retornaram nesta terça-feira à casa da família, após passarem o Natal na Disney.

David Goldman é um mau caráter profissional e vai extorquir a família brasileira do menino tanto quanto puder.

Fotos: Arquivos da família

David Goldman conheceu Bruna Bianchi Ribeiro quando trabalhava como modelo em Milão, Itália, em 1997, onde ela estudava moda. Eles se casaram em 1999 e se mudaram para Tinton Falls, Nova Jersey. Bruna Goldman deu à luz a Sean em 2000, quatro meses depois do casamento.

Da mesma forma como conseguiu na justiça americana US$ 150 mil, em 2004, como resultado de uma ação civil no Tribunal de Nova Jersey, contra a sua ex-esposa Bruna e seus pais, incluídos como réus. Goldman os responsabilizava por participarem do "seqüestro" da criança. Bruna foi intimada a apresentar em 48 horas o filho à Justiça americana para que a discussão sobre a guarda da criança pudesse ocorrer no tribunal do país onde ela morava, conforme prevê a Convenção de Haia.

A determinação não foi cumprida. Bruna e seus pais receberam multas diárias do juízo americano. Para evitar esta multa, os pais de Bruna buscaram um acordo com David Goldman. Ele recebeu 150 mil dólares a título de pagamento de honorários advocatícios e custas processuais. Em troca retirou da ação os antigos sogros.

Foto: Associated Press

Na primeira entrevista, David aparece inúmeras vezes em poses de quem está perturbado, numa nítida preparação de provas para pedir mais dinheiro aos ex-sogros, através da justiça

Agora reinicia o processo pedindo essa indenizaçãozinha de meio milhão de dólares.

Não será estranho que depois, alegando trauma com impossibilidade de trabalhar (ele não tem emprego fixo há quatro anos, tem vivido das doações recolhidas num site onde vende camisetas e bugigangas para arrecadar fundos,) exija mais reparação em dinheiro.

Sob o mesmo argumento exigirá que os avós pague uma pensão para custeio das despesas do garoto e uma provável antecipação da herança a que o menino terá direito, para lhe garantir o patrimônio.

Para visitar o Sean Goldman, os membros da família vão ter sempre que prestar contas a justiça americana, que se traduzirá em fazer depósitos na conta de David Goldman. O não cumprimento poderá gerar a possibilidade de ter o visto de entrada no território americano negado, ou mesmo de serem detidos, por desobediência a justiça, caso arriscarem viajar aos Estados Unidos, com alguma pendência em dinheiro ao espertalhão pai bandido.

A tendência é que David Goldman tenha seguidas sentenças favoráveis, pois dispõe de argumentos sólidos do ponto de vista do direito americano, além da larga simpatia da opinião pública e do governo dos Estados Unidos.

Foto: Reuters

Poderá inclusive solicitar mais grana indenizatória para tratamento psicológico e danos ao garoto, utilizando as fotos em que o padrasto, João Paulo Lins e Silva, aparece atravessando a multidão de jornalistas, acompanhado de Sean Goldman, no momento em que cumpria a decisão judicial, entregando Sean na Embaixada dos Estados Unidos. Acusam, injustamente, a família brasileira de expor o garoto.

Essa é foi a maneira moralmente reprovável, mas legalmente eficiente, que Mr. David encontrou para ficar rico sem fazer força.

Imprensa americana não gostou da exclusividade

Foto: Getty Images

Enquanto o resto da imprensa americana, perdia o tempo, esperando o menino chegar na sua casa em Tinton Falls, Nova Jersey, a rede NBC levou Sean e o pai para Orlando na Flórida

Por outro lado, Sociedade dos Jornalistas Profissionais dos EUA criticou a emissora NBC por ter pago o frete do voo que levou David Goldman e o menino Sean do Rio de Janeiro até Orlando, na Flórida, na última quinta-feira. O valor do frete é estimado entre US$ 50 mil e US$ 70 mil. "O 'jornalismo de talão-de-cheques' da emissora avançou o sinal", diz o comitê de ética da entidade.

Foto: imagens captadas diretamente do video

Entrevista exclusiva a bordo do avião que os conduzia aos Estados Unidos

A emissora "rompeu padrões de jornalismo ético amplamente aceitos ao bancar o avião", afirma. A emissora colocou em risco sua independência jornalística e sua credibilidade ao fazer isso, segundo o SPJ. "O público pode presumir com razão que a NBC comprou direitos exclusivos de entrevistas e imagens, assim como a lealdade da família, com um presente extravagante", conclui o diretor do comitê, Andy Schotz.

A NBC rebate as críticas. Diz que vem acompanhando o caso há um ano e que David Goldman já apareceu no "Today" dezessete vezes. "Os Goldman foram convidados para o jato que a NBC fretou para voar de volta para casa no dia 24. [...] O departamento de jornalismo da NBC nunca pagou nem pagará por entrevistas.”

Registre-se que esse incidente não terá a menor repercussão desfavorável nas intenções indenizatórias de David Goldman.



7 de abr. de 2009

Ao prever o terremoto foi chamado de imbecil

Ao prever o terremoto foi chamado de imbecil
A prefeitura chegou a denunciá-lo a polícia por estar causando pânico na população

Fontes: BBC Brasil, Expresso, Italia News

Giampaolo Giuliani, do Laboratório Nacional de Física de San Grasso, que advertiu há poucos dias que ia ocorrer um sismo de grande magnitude em Itália, e não foi levado a sério disse, ontem, sentir-se “responsável pela morte de 200 pessoas...”, acha que deveria ter insistido mais em divulgar o que sabia ser certo.

Os danos do sismo na Itália poderiam ter sidos minimizados, pelo menos no aspecto humano, se as autoridades tivessem dado ouvidos às advertências feitas pelo geólogo.

Na televisão, Giampaolo Giuliani, uma semana atrás, disse ter dados científicos que apontavam para a iminência de um terremoto no centro do país. O Diretor da Defesa Civil, Guido Bertolaso, chamou-o de "imbecil", ao vivo e recomendou a população que não lhe desse crédito.

Por sua insistência foi acusado de "brincar com assuntos sérios" e chegou a ser denunciado à polícia, pela Prefeitura de Áquila, por alarmar a população.

Na verdade o método usado pelo geólogo, não é popular, e ainda não havia sido testado com precisão.

Há quem diga entusiasmado que de agora em diante, os terremotos não podem mais serrem considerados fenômenos não previsíveis.

O método utilizado por Giuliani, baseia-se na análise de um gás radioativo, o radon. Segundo o investigador, quando as falhas sísmicas se movimentam, este gás encontra um ponto de fuga e alcança a superfície, de modo que é possível apontar com precisão o lugar em que um sismo vai ocorrer. Foi assim que aconteceu na Itália.

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28 de mar. de 2009

Os rituais da demagogia

Os rituais da demagogia
Ao denunciar a “gente branca, de olhos azuis” como responsável pela catástrofe financeira global, o presidente Lula perpetrou um conjunto de asneiras padrão-Bush. Descomunal.

Foto: Reuters (alterado por Toinho de Passira)

Fontes: Alberto Dines

A descortesia com o visitante, o premiê britânico Gordon Brown - escocês de nascimento, pele clara, olhos claros - é uma delas. O reacionarismo é outra. George Brown, à esquerda do novo PT, tem sido um ostensivo herdeiro da tradição social-democrata britânica, cobrador rigoroso das falhas do sistema financeiro britânico, defensor de soluções intervencionistas em favor da poupança popular. Como anfitrião e candidato a líder mundial, Lula deveria conhecer alguns dados que, aliás, qualquer leitor regular de jornais está farto de saber.

O dislate mais grave está no teor preconceituoso e racista da tirada presidencial. Estimular o ressentimento entre raças também é racismo, mesmo quando a favor das minorias. Além de redondamente enganado (há pelo menos dois negros na lista dos “grandes culpados” da crise americana), Lula mostra que embarcou na demagogia eleitoreira de algumas lideranças latino-americanas.

Ao invés de diferençar-se de Hugo Chávez, o presidente da República adota o mesmo simplismo e, sobretudo, o mesmo esquema de rancor. Cercado por sofisticados intelectuais e acadêmicos, amparado no seu currículo progressista e/ou na sua imbatível intuição, o presidente da república brasileira não tem o direito de ignorar o que se passou na Europa nos anos 20 e 30 nem as sangrentas consequências da demagogia dos bodes expiatórios.

Aqueles que buscaram possíveis semelhanças entre as consequências do crash de 1929 e os efeitos da catástrofe iniciada em 2008 sabem que as aproximações políticas seriam inevitáveis caso aparecessem lideranças irresponsáveis para açular as multidões em busca de culpados.

Benito Mussolini em 1922 brandia um patriotismo socialista, queria uma Itália cesarista, dona do Mediterrâneo. Onze anos depois, o nacional-socialismo de Adolf Hitler exibiu o seu caráter visceralmente racista: os judeus eram culpados pelo bolchevismo, pela cultura degenerada, pelo empobrecimento da Alemanha, pelos sofrimentos dos arianos, esta mesma gente “de pele branca e olhos azuis” que Lula agora apresenta como responsável pelos males da humanidade.

O presidente imagina que sabe tudo e graças a isso adota uma postura arrogante, certo de que sua popularidade funcionará indefinidamente como antídoto para o besteirol político.

Está brincando com fogo. Esquece que colocou o país prematuramente num palanque eleitoral e que nestas circunstâncias tudo é comício, tudo é entrevero, tudo é explosivo. Em época de boom econômico o vale tudo pode dar certo, a prosperidade perdoa impertinências e impropriedades. Diante do abismo convém acautelar-se.

A imagem de bonomia, indispensável para a atuação internacional do presidente Lula, é simplesmente incompatível com a beligerância rústica para a qual apela periodicamente. A maior prejudicada é, paradoxalmente, aquela que pretende entronizar como sucessora. A ministra Dilma Roussef pode exibir algumas características dos tecnocratas, mas nelas não se inclui a retórica caudilhista. Seus assessores pretendem torná-la mais “carismática”, mas o seu forte é operacional. E quanto mais vociferante for o desempenho do atual presidente mais distante ficará daquela que escolheu como herdeira.

Gafe irrelevante, dir-se-á em favor de Lula. O grau de irrelevância das gafes depende do seu volume e frequência. Depende, sobretudo, de fatores imprevisíveis, imponderáveis, que escapam ao voluntarismo dos marqueteiros.

Todos os grandes líderes políticos foram acusados, em algum momento, de demagogia. Faz parte do jogo. Porém, nem todos os demagogos são capazes de incendiar um país. Só os conhecemos a posteriori.


25 de mar. de 2009

Neta de arquiduque teve filho com John Kennedy

Neta de arquiduque teve filho com John Kennedy
Uma respeitável senhora austríaca com 84 anos, neta do arquiduque Otão de Habsburgo, assegura que teve um filho, hoje com 63 anos, com o presidente John F. Kennedy

Foto: Kurier

Lisa Lanett, garante que seu filho 'Tony' Bohler, é também filho do presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, assassinado em Dallas

Fontes: Diário de Notícias, Kurier

O diário vianense "Kurier" reporta que Lisa Lanett, que emigrou para os Estados Unidos em 1938, assegura ter conhecido o futuro presidente em 1944, em Phoenix, Arizona, onde o filho mais velho da poderosa e milionária família Kennedy cumpria o serviço militar durante a II Guerra Mundial.

Foto: Album familia e arquivo

A bela Lisa Lanett com 21anos e Kennedy com 25 anos, na época do romance

Os dois apaixonaram-se e mantiveram uma relação de vários meses.

"Viajámos para Miami e Nova Iorque e passámos um fim-de-semana juntos em Cuba. Na Primavera de 1945, percebi que estava grávida. Disse-o a Kennedy e ele ofereceu-se para casar comigo", relatou Lisa Lanett ao jornal de Viena e acrescenta que recusou porque não queria perder a sua liberdade.

A emigrante austríaca é neta do Arquiduque Otão de Habsburgo (1865-1906), pai do último imperador austro-húngaro Carlos I (1887-1922).

Foto: Album de Família


O pai de Lisa Lanett, embora reconhecido legalmente pelo arquiduque, foi também um filho ilegítimo de Otão com uma bailarina da corte austro-húngara Marie Schleinzer

Em 1938, a jovem Lisa Lanett encontrava-se com a mãe em Roma, quando Adolf Hitler anexou a sua Áustria natal.

As duas mulheres decidiram não voltar para casa e conseguiram emigrar para os Estados Unidos, onde Lisa Lanett se casou seis vezes.(!!!?)

O seu filho Tony, alegadamente fruto das suas relações com Kennedy, trabalha hoje como comerciante de arte na Califórnia e soube há 30 anos, que o pai era supostamente John Kennedy.

"Na minha juventude, a minha mãe disse-me que o meu pai era o seu primeiro marido, Juan del Puerto, um mexicano. Eu tinha as minhas dúvidas, já que ele, ao contrário de mim, tinha traços tipicamente latinos", relata.

Foto: Jornal Kurier e Arquivo

Há uns 30 anos, a minha mãe confessou-me que o meu verdadeiro pai era John F. Kennedy. Cresci com a história do nosso parentesco com os Habsburgo. Sempre tive as minhas dúvidas mas hoje sei que isso é verdade, talvez também como ser filho de Kennedy", acrescenta Bohler.

Contudo Lanett nunca lhe apresentou provas da paternidade de Kennedy.

Teoricamente, Bohler pode fazer um teste de ADN, cujos resultados seriam comparados com o material genético de algum parente de Kennedy.

A confirmar-se que Kennedy foi o pai de Bohler, a família dos últimos imperadores da Áustria e a dinastia política mais famosa dos Estados Unidos ficariam aparentadas, "algo sensacional", diz o jornal Kurier.

Ilustração Kurier

A arvore genealógica das duas famílias, veja-se a semelhança de 'Tony' Bohler jovem e John John F kennedy Jr.


8 de mar. de 2009

Dia Internacional das Mulheres

Dia Internacional das Mulheres

Fotografo desconhecido

1911- Trabalhadoras têxtil participam de movimento em Nova York pós o incêndio onde havia morrido suas companheiras

Fontes: Terra Magazine
Imagens: Triangle Fire

Nova Iorque, 8 de março de 1857. Dia e cidade em que aproximadamente 130 mulheres foram queimadas dentro da fábrica onde trabalhavam por a terem ocupado. O protesto tinha reivindicações avançadas dada a época em que viviam.

Melhores condições de trabalho. Pediam uma diminuição de 16 horas, que rendia um terço do salário dado aos homens, para 10 horas diárias de trabalho.

Não existem provas de que a história acima seja verdadeira, embora muitos ainda a reproduzam. Foi em 1911 que o Dia da Mulher foi consagrado. Em 25 de março, um incêndio teve início na Triangle Shirtwaist Company, em Nova Iorque. Dos 600 trabalhadores, 146 morreram, dos quais 125 eram mulheres.

Fotografo desconhecido

O ocorrido marcou o imaginário das mulheres, não à toa, mais de 100 mil pessoas participaram do funeral coletivo.

Na Europa já se discutia a criação de uma jornada anual em comemoração à luta das mulheres trabalhadoras a exemplo das mulheres americanas.

Resultado de toda essa movimentação das mulheres, 1975 foi o ano em que se comemorou o Ano Internacional da Mulher. Em 1977, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.

Desde então, neste dia, mulheres de todo mundo saem às ruas para celebrar a memória de tantas conquistas ao longo da história e realçar as que ainda faltam conquistar.

Fotografo desconhecido

1961 – Uma pequena multidão homenageia, cinqüenta anos depois, no local onde fora a fábrica Triangle Shirtwaist Company em Nova York, as 146 mulheres vitimadas

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20 de fev. de 2009

MARTA E FAVRE ESTÃO DISTRIBUINDO CURRICULUM
“the passira news” descobriu que a separação ocorreu por culpa do PMDB 

Foto:Ricardo Stuckert (alterado por Toinho de Passira)

Cadê o Favre?

Fontes: Estadão

Noticia-se que a separação ocorreu quando o cruel argentino saiu de casa logo que o TRE de São Paulo anunciou que Dona Marta não tinha conseguido se eleger.

Mas tarde, demonstrando boa vontade, o Felipe Belisario Wermus, também conhecido pela alcunha de Luiz Favre, concedeu a sua esposa o prazo até o carnaval para que ela conseguisse algum espaço dentro do governo.

Ninguém pode dizer que Marta não tentou salvar o casamento: lutando contra esse prazo fatal, começou querendo ser embaixadora do Brasil em Paris e foi reduzindo as pretensões, até que ultimamente estava topando ser presidente da “Lixobras”, a empresa que Lula estava querendo fundar, para guardar lixo atômico, mas soube que o PMDB já havia pleiteado o cargo. 

Já em desespero, Marta partiu para o projeto "Dilma - tudo ou nada" convidando a mãe do PAC para um jantar íntimo, a luz de velas, onde se ofereceu como assessora especial de botox, disfarces de rugas, pregas e pelancas e até uma eventual saída do armário, se fosse o caso.

Dilma elegantemente rejeitou a oferta, dizendo que essa parte do seu governo, tanto no aspecto estético, como no projeto armários de portas abertas, já estavam comprometida com PMDB. Depois dessa ultima cartada fracassada, só restou ao casal separar as contas nas ilhas Caimãs.


POTENCIAIS ALVOS: Cristina Kirchner, Michelle Bachelet, Angela Merkel e Dilma mãe

No momento, se tem notícia, que Felipe Belisario Wermus, também conhecido pela alcunha de Luiz Favre atualmente só um blogueiro solitário, busca uma perua de meia idade, que queira com ele justar os trapinhos e sustentá-lo.

Como gostou da experiencia, Favre está investindo novamente em mulheres políticas (fotos): já enviou currículo a Cristina Kirchner, (ilustre presidente da Argentina, sua conterrânea), para Michelle Bachelet, presidente do Chile e estuda possibilidade de investir na Europa junto a farta “premier” da Alemanha Angela Dorothea Merkel.

Porém o seu olho gordo está voltado, para um investimento de risco, mas muito promissor, que é, com todo o respeito, a mãe do PAC, dona Dilma. Lamentamos informar a Favre que tem alguém do PMDB pleiteando o cargo. (Na verdade estamos só dando um palpite, mas conhecendo o PMDB como conhecemos, deve ter já alguém escalado para o cargo, podem ficar certos!)

Marta com menos opções que o seu ex, estuda propostas enviadas por Eduardo Suplicy, que tenta uma reconciliação, reconhecendo que a culpa foi dele.

COMENTÁRIO: Sem nos queremos precipitar, mas já nos precipitando, com o retorno do Casal, Marta-Eduardo, podem ter certeza que ele será imbatível, na eleição do corno da década, por antecipação. Isso não é pouca coisa não. Parabéns!

Atualizado em 20.02.2009

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19 de fev. de 2009

É CRIME ROUBAR BEIJO NO GALO DA MADRUGADA

Foto: Toinho de Passira

Fonte: O Globo

Saiu na imprensa que o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública do Recife AVISAM que quem tentar beijar alguém à força ou agarrar uma pessoa sem consentimento, durante o desfile do Galo da Madrugada pode ser enquadrado por atentado ao pudor.

Provando que a medida é para valer, as autoridades estarão numa dependência do Poder Judiciário, próximo ao percurso do Galo, só para julgar esses casos, praticamente, em tempo real, numa celeridade inédita da justiça.

“O infrator processado pode ir para cadeia”, diz a nota oficial.

A questão porém, bem maior que possa imaginar as autoridades pernambucanas. Esse pessoal, que publica essas notas, nunca entrou na Rua da Concórdia seguindo Galo: uma amiga minha engravidou, nesse percurso, de trigêmeos, de pais diferentes.

Para cumprir a lei basta estacionar um juiz e um promotor na Praça Joaquim Nabuco e processar todo mundo que estiver saindo da Rua da Concórdia.

Normalmente os turistas, estrangeiros ou sulistas, sem entender muito o como se processa a coisa, entram com as próprias esposas no corredor da folia. Ao desaguar no final eles estão normalmente muito irritados e querendo ir embora, e as mulheres se dizem desejosas, em refazer o percurso.

Os perigos, porém são múltiplos, por exemplo, nem sempre dá para exibir sua preferência sexual exclusiva, ou aquela social, qualquer que seja, na passagem do Galo pela tal extensa Rua da Concórdia.

As circunstâncias podem obrigá-lo a agarrar de forma obscena a cunhada quinze anos mais nova, embora, ao corra o risco de ao mesmo tempo, sofrer um assédio inevitável de um Rambo sarado, que como você, não deixa dúvidas das suas intenções.

Foto: Toinho de Passira

Durante essa montanha russa sexual, muita gente saiu e entrou em armários diferentes, brotando quase outra pessoa na Praça Joaquim Nabuco.

Não chega a ser uma circunstância violenta, são efeitos físicos biológicos, sociológicos naturalmente brotando, quando reunidos num imenso laboratório ao ar livre.

Explicando, como a multidão é maior que o estreito espaço acomodaria, e como sentencia à física, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço, dentro do possível, há umas tentativas involuntárias ou não de acoplamentos.

Fica todo mundo coladinho, como se fosse um só corpo, ainda por cima tentando dançar o frevo, esfrega dali, esfrega daqui, a multidão lhe domina e lhe joga para todos os lados. Às vezes, por exemplo, você está com a mão pousada numa área interessante da anatomia da amiga de sua mulher, mas no instante seguinte, algo desagradável pode estar apoiado na sua mão.

Falta o ar. Você começa a respirar alto e gritar, sem que ninguém se incomode, tudo que lembra um sexo selvagem, dos primeiros dias de relacionamento.

Diríamos sem medo de errar que esse é mais uma número, ligado ao Galo da Madrugada, que deveria estar no Guinness Book, “a maior suruba coletiva do planeta.”

Voltando ao Poder Judiciário, eles pretendem exatamente tentar tranqüilizar e dar uma sensação de proteção ao cidadão comum, diante desses desagradáveis momentos que costumam assistir pela televisão.

Não ficou claro, porém, com você vai conseguir levar, até o tribunal, a tribo dos 12 Apaches do Jordão de Baixo, que beijou e apalpou em mutirão a sua noiva, num ritual de fertilidade e acasalamento?

Outra dúvida que surge é se ela vai aceitar testemunhar contra aqueles "selvagens simpáticos" depois de ter ganho o título de “Pocahontas, a Princesa gostosa da Rua do Sol.”(?)

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18 de fev. de 2009

PERNAMBUCANA CONFESSOU QUE MONTOU UMA FARSA

Fontes: Weltwoche , Estadão, Tages Anzeiger

Telejornal da noite de ontem, na emissora Tele Zurich, informou nesta quarta-feira, 18, que a advogada brasileira Paula Oliveira já teria confessado à polícia que inventou o caso da agressão por neonazistas.

A informação foi dada também pela revista Weltwoche. Citando fontes da polícia, os dois veículos informam que a advogada teria confessado inclusive ser autora dos ferimentos na própria pele.

Paula teria detalhado a "farsa" afirmando, por exemplo, que comprou o estilete numa loja chamada Ikea. Os motivos pelos quais a brasileira teria inventado o ataque não foram revelados pela mídia suíça. 

O Ministério Público de Zurique abriu uma investigação criminal contra Paula Oliveira, por suspeita de falso testemunho à polícia. Ela alega ter perdido bebês após ter sido agredida por neonazistas na semana passada.

O Itamaraty ressaltou que manterá o apoio consular a brasileira ainda que a versão da imprensa suíça seja confirmada. Mais cedo, o chanceler Celso Amorim reafirmou que se necessário o País dará assistência jurídica à advogada.

De acordo com a Procuradoria-Geral de Zurique, um advogado já foi indicado para defender Paula e ela aceitou a oferta.

A revista Weltwoche especula que entre as motivações que Paula teria para praticar tal desatino seria a idenização que as vítimas de violência recebem do governo suiço. Caso a sua história houvesse sido aceita, perda de gêmeos e ataque xenófobo, a advogada Paula Oliveira, poderia pedir aos tribunais valores indenizatórios entre 50 a 100 mil franco suíços. (250 a 500 mil reais, aproximadamente).

A revista conclui que sendo advogado atuando na Suiça, certamente Paula Oliveira saberia dessa possibilidade,.

Outra publicação "Tages Anzeiger" prefere a versão de que a falsa gravidez foi elaborada para obrigar o noivo Marco Trepp a casar e assim conseguir o visto de permanência definitiva na Suíça, já que o visto de Paula, que a permite trabalhar no escritório em Zurique da multinacional dinamarquesa Maersk, acabaria no final deste ano.

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17 de fev. de 2009

PAULA E A FAMILIA PRECISAM É DE COLO

Foto: Nivaldo Almeida Filho

Recife mandou lhe chamar...

Fontes: Expresso da Notícia, Folha Online

A pernambucana Paula Oliveira e sua família continuam precisando do nosso apoio e carinho qualquer que seja a verdade da dramática história vivida pela nossa irmãzinha. O real e legítimo é que ela está internada num hospital, toda retalhada, enquanto sua família sofre todo tipo de pressão como se a sua filha fosse uma marginal perigosa que houvera cometido um crime lesa pátria contra a Suíça.

Assistimos os primeiro depoimentos da cônsul brasileira na suíça, Vitória Clever, no programa “Em cima da Hora” na Globo News, quando o caso ainda estava começando. A autoridade brasileira dizia que tinha dificuldades de se comunicar com a polícia suíça, que o policial que primeiro atendeu a brasileira, exigiu que a solicitação sobre o caso fosse feitas por escrito e quando ela o fez, ele disse que nada tinha a informar.

Esse é o “xis” da questão. O pai de Paula, o advogado Paulo Oliveira, sentiu a mesma má vontade. Viu sua filha voltar ao hospital depois de ter tido alta, por duas vezes, sangrando e passando mal, o serviço médico querendo investigar a possibilidade de contaminação viral ou similar no estilete que a atacou e o noivo suíço da moça, o jovem Marco Trepp, afirmar que não se sentia seguro com os agressores da noiva solto, abrigando-se na casa de familiares. A imprensa local não dava uma linha a respeito. O advogado Paula Oliveira, queria ver sua filha protegida de alguma forma, vendo-a vulnerável e desassistida pelas autoridades policiais locais, resolveu através do jornalista Ricardo Noblat, a quem conhecia e confiava, por a história de sua filha na mídia brasileira.

Quem conhece Paulo Oliveira, sabe que essa decisão não foi fácil nem precipitada. Expor o corpo retalhado da filha, nos jornais era a coisa que ele menos desejava em toda a sua vida. Homem discreto e equilibrado gosta sobremaneira da filha, a quem deu seu próprio nome, não vacilou e não vacilará em usar de todas as armas de que disponha para salvar a filha ou amenizar o seu sofrimento.

Foto:Steffen Schmidt/AP

Philipp Hotzenkoecherle, Comandante da Polícia e o Chefe do Departamento de medicina Forense da Universidade de Zurique Walter Baer,divulgando os laudos, desmentindo a pernambucana.

Tudo isso é tão legítimo e sincero que em quase toda a sua totalidade a imprensa brasileira virou pai de Paula. O próprio governo brasileiro, sempre lento e omisso em questões semelhantes, vendo a repercussão da imprensa pressionou diplomaticamente para que a jovem tivesse segurança e fossem investigados os fatos.

O resto já se sabe, o medico legista encarregado do caso, veio a público e disse que Paula, não estava grávida, à época do “suposto atentado” e disse acreditar que as mutilações da moça teriam sido feita por ela mesma.

É incompreensível que o governo suíço, mesmo diante de um processo que corre em segredo de justiça, divulgue um laudo pericial inconcluso, acrescido de declarações repletas de suposições e “achismos”, de um perito, que estava mais preocupado em defender o seu país da pecha de xenofobia do que respeitar a situação da vítima, tecnicamente sua cliente.

A situação de Paula Oliveira e de seu pai na Suíça é atualmente de risco. Há um compreensivo clima de indignação, uma xenofobia de reação, da imprensa e das autoridades. Todos viraram skinheds perigosos querendo ver, sem levar nada em conta, à pernambucana ser processada, expulsa execrada, como se ela fosse uma aventureira vulgar que não hesitou em caluniar os skinheads suíços, em busca de fama ou fortuna.

Até a comunidade brasileira na Suíça se pronunciou pedindo que o governo brasileira peça desculpas no caso, temendo eles, também serem atingidos por possíveis atos xenófobos, embora se diga que isso não existe por lá.

O comandante da polícia de Zurique, Philipp Hotzenkocherle, informou na sexta que, se ficar comprovado que Paula mentiu, ela poderá sofrer ações legais por "falsa denúncia e engano de autoridades judiciais".

De acordo com o partido SVP de Zurique, após a conclusão do processo, o órgão de migração deve avaliar o fim da permissão de permanência da brasileira no país.

Para surpresa geral o vice-presidente do partido, Yvan Perrin (foto), em declaração ao jornal "Tribune de Genève" (Tribuna de Genebra), tem uma opinião serene e está disposto a se contrapor ao seu partido, afirmando:

"Se houve uma agressão racista, a Justiça deverá ser dura. Se a vítima é uma mentirosa, é porque ela está num estado lastimável. Nesse caso, eu lutarei para que o partido não a persiga."

Deus ilumine o advogado Paulo Oliveira mais uma vez e que ele tome a decisão mais acertada, em relação a sua filha em conjunto com a sua família. Estamos daqui ansiosos para que as vidas desses nossos irmãos comecem a se normalizar, tranqüilizar. Já passou da hora desse pesadelo ter fim.

Nos pernambucanos, colegas da faculdade da menina Paula, os amigos do pai Paulo, não vemos a hora de por Paula, seu pai e todos os seus familiares, no colo e inundá-los de carinhos e ternura, como seres humanos identificados pela solidariedade, sem nada perguntar, sem nada cobrar.

EMBARAÇO, NOSSO E DELES

Foto: Reuters

Um membro do tatuado neo-nazista grupo "Blood and Honour" comemora o "Dia do Orgulho", em Budapeste na Praça Heroes, há três dias atrás,14 de fevereiro de 2009.

CLÓVIS ROSSI
Fonte: Folha Online

Três ou quatro coisas que ainda é preciso dizer sobre o caso da brasileira Paula Oliveira, atacada ou automutilada nas imediações de Zurique:

1 - Se aceitei, precipitadamente, a versão dela sobre a agressão foi por absoluta falta de razões para duvidar. Afinal, ela não é clandestina nem tem ficha policial nem antecedentes comprometedores. Para que inventaria a história?

2 - Mesmo que tenha se automutilado, não há razões para, ao contrário do que diz certa mídia suíça, o país ficar ofendido pelas críticas à xenofobia. O Partido do Povo Suíço e seu líder, Christoph Blocher, são um embaraço para boa parte do establishment político local, exatamente pela xenofobia.

Blocher é da mesmíssima família política de outros líderes da extrema-direita, como o francês Jean-Marie Le Pen e o austríaco Jörg Haider, recentemente morto, para não falar da Liga Norte italiana.

O embaraço é tamanho que a União Europeia chegou a impor sanções à Áustria quando o partido de Haider entrou para a coalizão governante.

Portanto, a hipótese de um atentado racista era verossímil. Nem seria o primeiro, aliás.


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"PAULA ENVIOU A AMIGOS ULTRASSOM FALSO", diz colega
Imagem idêntica à dos supostos gêmeos da brasileira pode ser encontrada na internet. Ex-funcionária da Maersk afirma que a pivô da polêmica na Suíça era conhecida entre os amigos por inventar histórias, entre elas um ex-marido morto no acidente da TAM

Foto: Reprodução revista Época

Esta era a imagem que estaria no e-mail enviado por Paula, a mesma que pode ser encontrada na internet

Fonte: Época

Paula enviou a amigos ultrassom falso, diz colega Imagem idêntica à dos supostos gêmeos da brasileira pode ser encontrada na internet. Ex-funcionária da Maersk afirma que a pivô da polêmica na Suíça era conhecida entre os amigos por inventar histórias - entre elas a de um ex-marido morto no acidente da TAM

Paula Oliveira, que afirmou à polícia suíça ter sido agredida na segunda-feira (9) por um trio de neonazistas em Dübendorf, cidade próxima de Zurique, teria comunicado a colegas de trabalho sua suposta gravidez de gêmeos com uma imagem de ultrassom que pode ser encontrada no Google. A informação foi dada a ÉPOCA por uma brasileira que conhece Paula há mais de três anos e que trabalhou com ela na empresa dinamarquesa Maersk.

Segundo a ex-colega, que se identificou a ÉPOCA mas pediu que seu nome não fosse divulgado, o e-mail foi enviado por Paula no dia 16 de janeiro para mais de 30 pessoas da Maersk. ÉPOCA teve acesso a uma cópia dessa mensagem (confira a reprodução ao final do texto).

O e-mail, em inglês, dizia o seguinte: "Bom, eu queria ligar para todos vocês, mas, pelas razões a seguir, vocês vão ver que eu devo economizar cada centavo a partir de agora, então não será possível. Enfim, é bem difícil achar uma forma melhor de dar a notícia. Então aí vai, a imagem fala por si própria, vocês não acham? Para os que não têm meu celular (o número foi borrado por ÉPOCA por questões de privacidade), eu acho que não estarei aí esta tarde, então vocês podem me ligar ou escrever mais tarde ou no fim de semana para esclarecimentos posteriores. E, sim, estou tão feliz quanto poderia estar! Beijos, Paula Oliveira"

“Quando ela deu a notícia da gravidez, mandou anexada ao e-mail a imagem de um ultrassom. E nós achamos a mesma foto no Google Images [o buscador de imagens do Google]”, disse a ex-colega. Ela explica que a imagem veio com o nome “Twins 6 wks” ("Gêmeos 6 semanas") e que, fazendo uma busca com esses mesmos termos no Google, era possível encontrar a mesma imagem, no site about.com.

A colega explica que o que teria motivado a “investigação” no site de buscas era o histórico de Paula, “que tinha deixado uma impressão de que inventava algumas coisas para chamar a atenção”. Segundo ela, o que agravou a desconfiança dos companheiros de trabalho foi outra história contada por Paula – a suposta morte do marido no acidente com o voo 3054 da TAM, que saiu da pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando 187 pessoas em 17 de julho de 2007.

“Em 2007 eu e outras pessoas ficamos sabendo por meio de amigos em comum que Paula havia se casado, mas nem sabíamos que ela estava namorando. Era um francês, chamado François, que ela havia conhecido no Recife. Todos acharam esquisito, mas acreditaram”, disse a ex-colega.

“Quando ocorreu o acidente da TAM, recebi alguns e-mails das pessoas lamentando a morte do marido dela, que estaria no avião. Mas na lista de mortos no acidente não tem nenhum François”, explica (ÉPOCA consultou a lista, onde de fato não figura ninguém com esse nome) . “Foi aí que todos passaram a desconfiar do que ela falava”.

A funcionária da Maersk conta que, quando ficou sabendo do suposto ataque em Dübendorf, por meio da mensagem de um amigo, achou que era uma brincadeira. “Quando surgiu a história da gravidez, algumas pessoas já tinham especulado que era mentira e questionado quando ela perderia a criança”, afirma.

Em um outro episódio, a colega conta que Paula teria feito sessões de quimioterapia por conta de um problema ligado ao lúpus, doença crônica que impossibilita o sistema imunológico de combater vírus e bactérias. “Ela usava um lenço na cabeça para trabalhar, mas eu ouvi de pessoas que frequentavam a casa dela que ela nunca perdeu um fio de cabelo”, afirma. “Mas não sei se isso é um exagero das pessoas ou se ela usava a doença para chamar a atenção”.

Apesar de desconfiar de Paula, sua colega reconhece não é capaz de afirmar que, como sugeriram autoridades suíças, a brasileira teria feito os ferimentos no próprio corpo.

“Mas não me surpreenderia, porque ela é muito convincente e acredita nas coisas que diz”, conta. “Mas, neste caso, ela não seria só uma mentirosa compulsiva, e sim algo mais grave. E aí o pai dela teria razão: ela é uma vítima de qualquer jeito, seja do suposto ataque ou de um problema psicológico muito sério”. Cópia do Email em inglês, enviado por Paula para os amigos.

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16 de fev. de 2009

OS OCTUPLOS DE ANGELINA

Foto: Arquivo

Elas têm muito em comum: 33 anos, uma penca de filhos, passaram por um divórcio e decidiram ser mães solteiras. Uma é Angelina Jolie a outra gostaria de ser Angelina.

Fotomontagem Toinho de Passira
Fontes: G1, Fox News, Suleman Family

Nadya Suleman
, mãe dos óctuplos nascidos no fim de janeiro na Califórnia, não é mentalmente muito saudável, e já deu boas demonstrações disso: quando resolveu ser a serial-mother mais contestada dos EUA, escolher um amigo, David Solomon, para ser doador para todos os embriões congelados que viraram seus filhos e agora confessou estar oito anos sem fazer sexo.

Recentemente os sites americanos começaram a divulgar que a atriz Angelina Jolie estaria muito assustada com o comportamento da mãe em série, que já figurava na lista de pessoas suspeitas que assediam a atriz, por ter escrito um número exagerado de cartas elogiando Angelina, mesmo antes de ter os óctuplos.

Porém quando da aparição de Nadya Suleman na TV ficou, pela primeira vez, ficou mais que claro que ela pretende ser uma clone da mulher de Bradd Pitt. Especialistas detectaram sinais de cirurgia plástica, uma rinoplastia, ao que tudo indica, e injeções de colágeno nos lábios, também teria deixado o cabelo crescer, mais o esforço performático de falar, caminhar e gesticular como Angelina.

Foto: Arquivo

Angelina e sua prole diversificada

Além disso, Nadya decidiu dar a primeira entrevista depois do parto, que estava sendo disputada por todas as redes de TVs americanas, com a uma jornalista queridinha de Angelina: Ann Curry. Foi para ela que a atriz falou com exclusividade, na Namíbia e em Cannes, sobre a gravidez de Shilloh.

Para ser Angelina, porém, Nadya precisa ainda achar seu Brad Pitt, ou não: sendo parecida com a atriz e tendo mais que o dobro de filhos dela, poderia facilmente atrair o ator que é louco por crianças. Um louco a mais um louco a menos...

Foto:Reprodução

Não se sabe ainda por que, mas o site (Suleman Family) que Nadya pôs na internet para receber doações para os óctuplos está fora do ar.


15 de fev. de 2009

O MAIOR ARQUIVO VIVO DO PAÍS EM PERIGO
Marcos Valério, o operador do mensalão, tem a vida ameaçada

Detalhe da Primeira Pagina do Correio Braziliense deste domingo 15/fev

A principal facção criminosa de São Paulo, PCC cobrou dinheiro para Marcos Valério não ser assassinado em presídio. Ameaças continuam O empresário Marcos Valério foi forçado a pagar “pedágio” a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para sobreviver na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.

No presídio onde ficou por três meses, o pivô do escândalo do mensalão teve parte dos dentes da frente quebrados e cortes profundos no corpo feitos com estiletes. Mesmo fora da prisão, Valério continua sendo extorquido pelos criminosos. Vinte quilos mais magro, hoje ele vive totalmente recluso.

Fonte: Correio Braziliense

Empresário acusado de ser o operador do mensalão foi agredido por integrantes da facção criminosa paulista e obrigado a pagar “pedágio” para sair vivo do presídio de Tremembé, no interior de São Paulo

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza — acusado de ser o operador do mensalão, esquema de pagamento de propina para a base aliada do Palácio do Planalto em troca de aprovação de projetos de interesse do governo — vive hoje sob ameaça de morte de integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Depois de ter ficado preso por pouco mais de três meses na Penitenciária II do Presídio de Tremembé (foto), no interior de São Paulo, a 138km da capital, por força de um processo no qual é acusado de integrar uma quadrilha que praticava extorsão, fraudes fiscais e corrupção, Marcos Valério, mesmo em liberdade, está sendo extorquido pela organização, nascida nas cadeias paulistas na década de 1990, e traz no corpo as marcas da violência do grupo que lhe exigiu dinheiro durante o tempo em que esteve preso.

Vinte quilos mais magro, ele vive hoje totalmente recluso, depois de ter parte dos dentes da frente quebrados e cortes profundos no corpo feitos por estiletes, de acordo com fontes da Polícia Civil de São Paulo. Ele foi preso em 11 de outubro, por força de mandado de prisão expedido pelo Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo e ficou encarcerado até 14 de janeiro. Para conseguir sair do presídio de Tremembé com vida, Marcos Valério precisou fazer um acordo com o advogado Jeronymo Ruiz Andrade do Amaral, considerado o chefe do departamento jurídico do PCC, organização para a qual trabalha desde 2000.

O acerto entre eles aconteceu em 9 de janeiro, numa conversa que se estendeu por cerca de 40 minutos, no parlatório da Penitenciária II do presídio, onde os carcereiros não têm acesso, somente presos e advogados.

O valor pago pela “proteção” da organização é segredo guardado a sete chaves, mas fontes da Polícia Civil relatam que Marcos Valério era obrigado a desembolsar o que chamam de “pedágio”. Jeronymo, assim como o empresário, estava preso na Penitenciária II de Tremembé depois de ter sido preso em flagrante tentando levar para integrantes do PCC, encarcerados na unidade prisional de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, componentes de telefones celular.

A prisão de Jeronymo aconteceu em 2 de abril, depois que ele se recusou a passar pelos raios x da revista. Ele trazia um processo e as peças estavam escondidas entre as folhas. Para entrar no presídio, ele pediu uma visita para ver o detento Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, apontado como um dos generais do PCC, além de outros dois presos da facção.

O advogado trazia duas placas de circuito, dois visores de cristal líquido e duas baterias, com os quais era possível fazer dois celulares. O encontro entre Jeronymo e Marcos Valério foi amplamente divulgado, mas somente agora a Polícia Civil paulista descobriu o real motivo. A justificativa de primeira hora foi que o advogado teria ido apenas visitar o empresário de quem ficou amigo depois da temporada juntos em Tremembé.

O acordo de Marcos Valério com o PCC, entretanto, está saindo caro. As extorsões não tiveram fim nem com a libertação do empresário. E pior. Agora também sua família está sob a mira do grupo criminoso.

Os telefonemas ameaçadores são constantes e a tensão durante a prisão de Valério chegou a níveis tão insuportáveis que a mulher dele, Renilda de Souza, pediu socorro ao advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Lula. Foram pelo menos três encontros até a concessão de habeas corpus pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, antes mesmo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar o mérito do pedido apresentado anteriormente.

Marcos Valério se recusa a falar sobre as agressões, até para os amigos mais próximos, e seu advogado Marcelo Leonardo nega que elas tenham acontecido.

“Eu que o acompanhei de Tremembé até Belo Horizonte não sei de nada disso”, afirmou, sustentando que o encontro entre Valério e o advogado do PCC foi apenas uma gentileza.

“Ele foi rever outros presos também, mas a conversa com meu cliente teve repercussão, porque ele é o mais famoso”, concluiu.

Marcelo Leonardo demonstrou ainda preocupação com a vida dele, dizendo que a divulgação das informações da Polícia Civil paulista o colocaria em risco. Outro advogado, Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho, que também esteve preso em Tremembé, foi direto:

“Não tratavam bem nem mal. Era normal”.

Importantes delegados da Polícia Federal consideram que as ameaças do PCC ao empresário, na verdade, vêm ao encontro a interesses de vários outros grupos, no entanto, em outro universo: o da política.

De acordo com a PF, ao operar o mensalão, Marcos Valério reuniu informações que são consideradas estratégicas tanto para políticos do atual governo como da oposição e ainda para empresários e banqueiros, suspeitos de envolvimento.

Até agora, o empresário falou pouco sobre o esquema e mandou recados, como quando ele pediu uma audiência com o delegado Luiz Flávio Zampronha, há dois anos, e não falou uma palavra sequer sobre o assunto, reunindo a imprensa apenas para dizer que se manteve calado.

Portanto, integrantes da PF acreditam que a mira do PCC sobre Marcos Valério interessa a muito mais gente do que se imagina e, de fato, sua vida está em perigo

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13 de fev. de 2009

LEGISTA SUSPEITO DIZ QUE PERNAMBUCANA É GOLPISTA

Foto: Steffen Schmidt/AP

DOUTOR SUPOSIÇÃO:O legista Walter BäR fere a ética em falar por suposições de um paciente que examinou superficialmente, pela exigüidade do tempo, não tem condições de ter constatado quase nada do que diz ter concluido

Fontes: BBC Brasil, Midia Max, Folha de São Paulo

As declarações do legista Walter BäR, do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, responsável pelos exames realizados na advogada brasileira Paula Oliveira, 26, afirmou nesta sexta-feira que Oliveira é um golpista e sofre de distúrbio mental ao jornal suíço "Tagesanzeiger" é de uma irresponsabilidade e falta de ética a toda prova. Se ele como perito médico examinou a vítima, ela passou a condição de sua paciente, e ele não poderia falar em entrevistas “suposições” sobre o comportamento dela.

"Isso é uma forma de golpe. – continua ele, -Talvez, essa mulher tenha um grande desejo de estar grávida [...] Esse tipo de pessoa faz de tudo para chamar atenção para si mesma", afirmou Walter Bär, em entrevista ao jornal.

A entrevista do tal legista compromete algum parecer que ele venha dar sobre o caso, pois não teria em tão pouco tempo, sem longas entrevistas com a vítima, podido chegar a tais conclusões.

O médico afirma que pela superficialidade dos cortes encontrados no corpo de Oliveira, o caso se trata de automutilação e segundo os exames realizados pelo instituto, a advogada não estava grávida.

"Elas se cortam para poder aliviar as tensões emocionais. No momento em que ela se machuca, as pessoas tem uma sensação de dor, que os estudos [sobre o assunto] mostram", afirma o médico ao jornal.

Na entrevista concedida ao "Tagesanzeiger", o médico explica que o caso é comum entre pessoas que sofreram algum tipo de abuso anteriormente. Na agressão, Oliveira foi cortada com estiletes, onde os supostos criminosos escreveram as siglas do partido SVP (Partido do Povo Suíço), nos braços, pernas e na barriga da advogada.


Jornais suiços, precaução e dúvidas sobre a versão da pernambucana

Segundo o perito, as mensagens podem significar um conflito mental e uma forma de Oliveira expressar as dificuldades de uma estrangeira que vive fora do país.

Podemos dizer que também é comportamento comum em peritos, que nem sempre são reconhecidos como importantes numa investigação criminal, só para aparecer na midia, comecem a desvendar casos por palpites e experiência, como se criminologia fosse uma ciencia exata. 

Lembram de alguém assim?

Por outro lado, esse perito precisa ser investigado, para ver se ele não pertence ao partido político acusado de estar por trás da agressão, ou se não tem entre seus parentes algum skinheds. A essas alturas tudo é possivel.


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11 de fev. de 2009

PERNAMBUCANA TORTURADA NA SUIÇA ABORTA GÊMEOS
A jovem atacada por três skinhead neonazistas teria sido identificada como estrangeira ao falar no telefone com sua mãe no Recife

Fontes: pe360graus, Blog do Noblat

Foto: Blog do Noblat
Foto recente, do album de família de Paula, exibindo orgulhosa a barriga de grávida de três meses

A advogada Paula Oliveira, 26 anos de idade, funcionária em Zurique, na Suiça, do maior conglomerado econômico da Dinamarca, A P Moeller/Maersk, líder mundial em transporte marítimo de contêineres, foi atacada na noite do último domingo por três skinhead neonazistas.

Um deles exibia uma suástica tatuada atrás da cabeça.

Dois dos agressores a imobilizaram depois de espancá-la e deixá-la seminua. O terceiro sacou de um estilete e passou a retalhar várias partes do seu corpo - braços, pernas, barriga e costas.



Paula estava grávida de gêmeos há três meses. Eram duas meninas. A agressão a fez abortar.

Há pouco, ela estava em um hospital de Zurique. Os médicos ainda não haviam decidido se deveriam esperar que o organismo expelisse a placenta espontâneamente ou se deveriam submeter Paula a uma curetagem.

Ela estava pronta para se casar nos próximos meses com Marco Trepp, economista suíço e pai de suas filhas.

O ato final da sessão de tortura foi entalhar nas duas coxas de Paula a sigla SVP - Scheiz Volks Partei. Em português, Partido Popular da Suíça ou Partido do Povo Suíço.
- O que fizeram com minha filha parece uma história de filme de terror - disse-me o advogado Paulo Oliveira, secretário parlamentar do deputado federal Roberto Magalhães (DEM-PE), ex-governador de Pernambuco.

Oliveira embarcou, ontem, às pressas para Zurique. Ele foi acordado por um telefonema da filha às 4h da segunda-feira. Paula lhe contou o que acontecera.

Ela mora em um apartamento de dois quartos em Dubendorf, cidade a menos de três quilômetros de distância de Zurique. Voltou para casa de trem como costuma fazer.

Ao sair da estação, foi abordada por três homens brancos, carecas e vestidos de preto. Paula falava pelo celular com a mãe no Recife.

Há poucos prédios nas vizinhanças da estação. E há uma área cheia de arbustos. Foi para lá que os três homens conduziram Paula.

Naquele dia, os suiços tinha votado em plebicisto nacional para decidir se mantinham ou não o acordo de livre circulação pelo país de trabalhadores da União Européia. O acordo permitiu em 2002 que 200 mil cidadãos europeus trabalhassem na Suiça.

Por 59,6% dos votos, o acordo foi confirmado. Dos 26 cantões suiços, apenas quatro votaram contra o acordo.

O Scheiz Volks Partei é o maior partido político da Suiça, também conhecido ali como União Democrática de Centro. É o que governa o país.

Embora oficialmente tenha proposto a confirmação do acordo, o partido está dividido quanto à questão. A ministra da Justiça, por exemplo, foi a favor. O ministro da Defesa, contra.

Nas ruas de Zurique ainda restam gigantescos cartazes onde aparece desenhado o mapa do país, como se fosse um pedaço de carne, sendo bicado por vários corvos, identificados com os imigrantes.

"Passe livre para todos? Não!", está escrito nos cartazes.

O que denunciou a condição de imigrante de Paula foi o português falado por ela com a mãe ao telefone. Os três agressores não queriam molestá-la sexualmente. Nem mesmo roubá-la. A intenção deles era apenas fazê-la sofrer.

A sessão de tortura durou cerca de 10 minutos. Uma vez terminada, Paula correu para um banheiro da estação e de lá telefonou para o namorado pedindo socorro. Ele chegou acompanhado de uma ambulância e do detetive da polícia de Zurique Hug Andreass. Paula foi levada para um hospital em Zurique.

Enquanto era tratada pelos médicos, ouviu mais de uma vez do detetive:

- Se a senhora estiver mentindo será processada.

Na manhã de hoje, a consul-geral do Brasil em Zurique, a embaixadora Vitória Clever, conversou com o pai de Paula e telefonou para a polícia pedindo informações sobre o caso. Disseram-lhe que o pedido deveria ser feito por escrito. Na mesma hora, a embaixadora mandou o pedido por escrito.

Recebeu uma resposta escrita e assinada pelo detetite Andreass. Ele sugeriu que ela procurrasse informações com a própria vítima da agressão.

A embaixadora, agora, se reportará ao chefe da polícia de Zurique.

Foto: Blog do Noblat

O senador pernambucano Marco Maciel denunciou o caso à Embaixada do Brasil na Suíça.

O pai da vítima, Paulo Oliveira, que foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco na gestão de Roberto Magalhães, conversou com a produção da Globo Nordeste e explicou que a filha estava em situação regular no país

“Ela era funcionária de uma empresa dinamarquesa e foi transferida de São Paulo para Zurique. Ela e o companheiro estavam providenciando a formalização do casamento, já que esperavam os bebês, que seriam duas meninas”, explicou Paulo Oliveira.

De acordo com ele, assim que a filha apresentar uma melhora eles vão retornar ao Brasil para continuar o tratamento. “Vamos levá-la para o Brasil e aguardar que as autoridades em Zurique cumpram o dever e prendam os acusados”, disse.

A previsão é que Paula volte ao Brasil na próxima semana.

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Postados por Toinho de Passira

6 de fev. de 2009

SEMPRE QUIS UMA FAMÍLIA ENORME

Foto: Paul Drinkwater/AP

A mãe solteira, Nadya Suleman, que recentemente teve óctuplos em Los Angeles, falou pela primeira vez publicamente sobre seu desejo de ter uma família "enorme" numa entrevista a jornalista Ann Curry, da NBC

Fontes: BBC Brasil, CBS News

Nadya Suleman, de 33 anos, contou que tentou engravidar durante sete anos antes de finalmente conceber através de inseminação artificial.

"Com essa técnica, deu certo. E então, apenas continuei", afirmou.

A mãe solteira já tinha seis filhos. Com os óctuplos, Suleman agora tem 14 crianças.

"Este sempre foi meu sonho, ter uma família grande, uma família enorme", disse ela na entrevista.

"Eu queria um certo tipo de ligação e conexão com outras pessoas que... eu realmente sentia falta durante meu crescimento."

A mãe de Nadya Suleman, Angela, disse ao jornal Los Angeles Times que seus primeiros seis filhos foram gerados com espermatozoides do mesmo doador.

Nadya Suleman é divorciada, mas Angela acrescentou que o ex-marido de sua filha não é o pai das crianças.

Os oito bebês de Nadya Suleman nasceram depois de uma cesariana em um hospital perto de Los Angeles no dia 26 de janeiro, nove semanas antes do tempo, e todos estariam bem de saúde.


Imagem do quarto dos octuplos no hospital

Só o mais jovem dos irmãos ainda permanece no hospital. Os outros seus seis filhos têm idades que variam de 2 a 7 anos. Muito criticada pelo comportamento irresponsável, Nadya apresenta personalidade depressiva com riscos de tentativa de suicídio, segundo alguns especialistas, Ao que parece também ela stá processando a clínica onde trabalhava querendo uma indenização de US $ 150 mil.Mas tudo ainda é especulação.

O caso dos óctuplos gerou polêmica nos Estados Unidos sobre a ética dos tratamentos de inseminação artificial.

Especialistas no setor afirmaram que faltam regras para inseminação artificial e pediram que organizações imponham medidas mais severas para médicos e clínicas.

O Conselho Médico da Califórnia iniciou uma investigação para saber se ocorreu uma "infração nos padrões de atendimento".

A Sociedade Americana para Medicina Reprodutiva recomenda que mulheres na idade de Suleman não recebam implante de mais do que dois embriões.

Os nascimentos de bebês múltiplos aumentam os riscos de partos prematuros e de danos à saúde da mãe.