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19 de dez. de 2013

A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos

BRASIL - Negócios
A decisão de Dilma em preferir os caças suecos, para equipar a FAB, ao invés dos franceses ou americanos
O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro foi destaque na imprensa internacional nesta quinta-feira. O jornal americano "The New York Times", diz em manchete no site, que "o Brasil 'esnobou' Boeing em momento de tensão Brasil x EUA, reportando-se as denuncias de espionagens do governo americano, a presidente Dilma e a Petrobras

Foto: Fabrice Coffrini / Agence France-Presse - Getty Images

A fabricante de aviões Saab Gripen F. A empresa concordou em compartilhar mais tecnologia dos jatos Gripen, ao Brasil

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, G1, BBC Brasil, Financial Times

O anúncio da compra de 36 caças suecos Gripen pelo governo brasileiro, um negócio que se arrastou por 15 anos, de uma concorrência acirrada que envolve uma compra de US$ 4,5 bilhões, seria notícia de qualquer maneira, mas diante das atuais estremecidas relações entre o governo brasileiro e o americano, as manchetes internacionais encaminha-se para levantar suspeita que a decisão compra está ligada as desconfianças de uma parceria militar com os americanos.

Tanto o americano New York Times quanto o diário financeiro britânico Financial Times disseram que o Brasil "esnobou" a americana Boeing, que também participava da licitação junto à francesa Dassault, em um momento de tensões entre os dois países após as denúncias de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos teria espionado empresas brasileiras e até a presidente Dilma Rousseff.

"Quando indagado na coletiva de imprensa se a espionagem tinha influenciado na decisão do governo de conceder o contrato à (sueca) Saab, o ministro da Defesa, Celso Amorim, não respondeu diretamente, preferindo apontar razões como custos e transferência de tecnologia", afirma o NYT.

Foto: Sergei Karpukhin/Reuters

Dilma e Obama olhando para lados opostos. Especulações se tensão entre Brasil e EUA influenciou decisão sobre caças

Um analista americano do setor de aviação ouvido pelo jornal afirma, entretanto, que o fator custo deve ter pesado mais na decisão do governo brasileiro.

"Estamos falando aqui de um serviço militar que não precisa de caças tão possantes, que sofreu um corte no orçamento e que não consegue mais voar suas próprias aeronaves", afirmou Richard L. Aboulafia ao NYT.

Ele acrescenta que uma versão básica do caça da Saab custa por volta dos US$ 45 milhões, comparados aos US$ 55 milhões que teriam de ser desembolsados para comprar o F/A-18 Super Hornet, da Boeing.

Na mesma linha, o Financial Times diz que o contrato do Brasil com a empresa sueca pode ser "a pior perda" até agora para os Estados Unidos desde o início da "disputa amarga" com Brasília após o vazamento de documentos expostos pelo ex-agente da NSA Edward Snowden sobre espionagem americana no Brasil.

"A polêmica envolvendo a NSA acabou com as chances da Boeing", avaliou David Fleischer, analista político da Universidade de Brasília.

Ainda para o FT, as perspectivas do F/A 18 Super Hornet estiveram sempre ligadas "à questão de se o Brasil queria estreitar laços com Washington ou afirmar sua independência".

10 de set. de 2013

Prostitutas suíças, de Zurique, ganharam cabines para exercerem a profissão com segurança e privacidade

SUIÇA – Sexo
Prostitutas suíças, de Zurique, ganharam cabines para exercerem a profissão com segurança e privacidade
A prefeitura de Zurique gastou mais de dois milhões de dólares para montar uma área exclusivamente para a atuação das prostitutas cadastradas na cidade. A área com as cabines especiais, instaladas num antigo parque ferroviário está sendo chamada de parque temático do sexo, pelos opositores da ideia.

Foto: Photo News

A profissional do sexo, acertando os detalhes dos serviços a serem prestados e os valores correspondentes a serem pagos

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The telegraph, The Guardian, Folha de S. Paulo, Le Parisien, Reuters, Le Express, The Australian, Yahoo

Começou a funcionar na cidade de Zurique, na Suíça, no mês passado, um serviço de 'drive-in' do sexo, ou “boxes de sexo”, como está sendo conhecido, destinado a limitar a área permitida para prática da prostituição. As autoridades acreditam que as instalações, permitem mais segurança, condições de higiene e menos exposição pública, tanto para as profissionais do sexo quanto para seus acompanhantes.

O local, uma antiga área industrial, ocupando um pátio ferroviário desativado funcionará diariamente entre às 19h e às 5h.

Os clientes passarão por um ponto de controle, semelhante às cabines de entrada dos motéis brasileiros, onde só será permitido o acesso de carro (motos e bicicletas não terão acesso) e apenas um ocupante em cada veículo.

Foto: Ennio Leanza/AP

Imagem diurna do entrada do parque, no dia em que foi mostrada as instalações para a imprensa

Depois disso poderão abordar as meninas, cadastradas para atuar no local, num pequeno parque circular.

Acertada a prestação de serviço e o preço, o casal dirigir-se—a ao “sex box” para execução do contrato verbal.

Cada cabine tem um “botão do pânico”, um sistema de alarme que permitirá às prostitutas acionarem a polícia em caso de se sentirem em perigo.

Há várias placas sinalizadores, estimulando o uso de preservativo, os cuidados com o lixo, com o meio ambiente, etc.

Completando o serviço, nas proximidades das garagens há cabines onde há banheiros, chuveiros e até uma cozinha.

As autoridades dizem que pretende com essa iniciativa, aumentar a segurança das prostitutas e combater o tráfico de pessoas.

O local é claramente indicado com luminosos e com o símbolo do guarda-chuva vermelho, habitual no Leste da Europa para revelar este tipo de serviço.

Foto: Fabrice Coffrini/AFP

O Botão do pânico, para a segurança das meninas

Para não espantar a clientela, foi informado exaustivamente que o sistema não terá qualquer vigilância de vídeo, mas contará com discretos agentes de segurança, mais assistentes sociais e profissionais de saúde postados em trailers, nas proximidades.

O espaço foi inaugurado, em meados de agosto, um ano depois de ter sido aprovado num referendo por 52,6% dos moradores da cidade, uma das maiores do país e grande centro financeiro.

Os custos com a construção, iluminação, sinalização e paisagismo custou aos cofres municipais, 2,4 milhões de francos suíços (US $ 2,6 milhões) e se fez uma previsão orçamentaria de gastos anuais com manutenção, conservação e serviços, mais 700 mil francos suíços ($760.000 dólares).

Parte dos custos, das despesas anuais deverão ser pagas pelas próprias prostitutas que pagarão uma pequena taxa, a título de imposto, a cada vez que utilizarem a “sex box”

A prostituição é uma atividade legal na Suíça desde 1942, mas permitida apena em áreas delimitadas.

Foto: Arnold Wiegmann/Reuters

Um cliente chegando ao local, ao fundo o trailer de apoio

A grande mudança com esse novo serviço, foi a retirada da permissão para na rua Sihlquai, no centro da cidade, onde funcionava a maior área de prostituição de Zurique, onde a profissionais do sexo, escandalosamente exerceram por anos seu comércio.

Os moradores e as empresas instaladas na região queixavam-se das cenas constrangedores, das moças com roupas sumaríssimas, lingerie ou praticamente despidas oferecendo serviços sexuais nas janelas dos veículos que estacionavam ou a transeuntes que circulavam na área, interessados ou não em contratar os serviços sexuais.

O projeto, porém, ainda deixa muitas dúvidas, como solução de todas as questões, algumas prostitutas falando com jornalistas, expressaram preocupação de que esse ambiente excessivamente controlado, do drive-in, acabe por assustar os seus clientes.

Foto: Arnold Wiegmann/Reuters

Jornalistas, convidados pela prefeitura, visitam as instalações antes de serem inauguradas

O porta-voz da polícia Mario Cortesi disse que cerca de 1.200 mulheres – a maioria originaria da Europa Oriental – solicitaram registro como profissionais do sexo, em Zurique, só no ano passado. Adianta, porém, que apenas as recém-chegadas são listados, supõe-se que exista um número provavelmente muito maior das que trabalham ilegalmente das que estão cadastradas. De forma que as autoridades não sabem informar o verdadeiro número de prostitutas na cidade, embora exista a exigência de cadastramento diante das autoridades municipais de saúde.

Na Suíça, quem trabalha no comércio do sexo deve ter pelo menos 16 anos, a idade legal de maturidade sexual. Embora as regras e convenções europeias, visando à proteção das crianças contra a exploração e abuso aconselha que estas profissionais tenham mais de 18 anos.

Em Zurique, a renda das profissionais do sexo, é tributada e sujeita a seguro social como qualquer outra atividade econômica. Essa não é a regra geral, algumas cidades têm suas próprias leis, e alguns dos 26 cantões suíços (estados) adotam legislação específica sobre a prostituição.

Há uma expectativa se a ideia vai dá certo, os críticos debocham dizendo que a prefeitura virou um “cafetão”, criando um caro "parque temático" para as prostitutas, uma espécie de Disneylândia do sexo.

Michael Herzig, uma autoridade municipal, rebate as piadas maledicentes dizendo que: “Nós queremos reduzir a violência e melhorar as condições de vida para as profissionais do sexo. Para nós, isso não é engraçado”.

"A causa de prostituição geralmente é a pobreza, não se pode achar nem a violência, nem a pobreza uma coisa engraçada, Então, o que nós estamos fazendo aqui é sério."

Esse projeto já foi instalado com relativo sucesso em várias cidades da Alemanha e da Holanda.

12 de ago. de 2013

Surpreendente: Oprah Winfrey, apresentadora de TV dos EUA, é vítima de racismo na Suíça

ESTADOS UNIDOS – SUIÇA - Racismo
Surpreendente: Oprah Winfrey, apresentadora
de TV dos EUA, é vítima de racismo na Suíça
A vendedora de uma sofisticada loja de Zurique, sem reconhecer a bilionária estrelha de TV e empresária Oprah Winfrey, não quis mostrar uma bolsa de couro de crocodilo, solicitada pela apresentadora, sob o argumento de que o produto, caro demais, estava acima das posses da afro-decendente americana. Depois que o incidente foi noticiado o governo suíço pediu desculpas, embora a dona da loja, tenha afirmado que tudo não passou de um mal entendido e que não demitiu e nem vai demitir a vendedora.

Foto: Captura imagem/"thepassiranews"

Oprah fala do desagradável incidente ao jornalista Larry King

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Huffington Post, The Local, The Daily Mail, Miami News Day, Reuters, Tages-Anzeiger

A notícia de que a bilionária e famosa afrodescendente americana Oprah Winfrey, 59, apresentadora e empresária de TV, proclamada pela revista "Forbes”, como a celebridade mais poderosa do mundo", foi vítima de um ato de racismo na Suíça surpreende e por vários aspectos.

Primeiro por envolver uma das mulheres mais populares do mundo, depois por ter acontecido num país tido e havido como um dos mais civilizados do planeta.

Oprah só tornou público o incidente, quase um mês depois, numa entrevista ao lendário jornalista a Larry King, no "CBS" dos Estados Unidos.

Oprah Winfrey estava hospedada no luxuoso hotel Dolder Grand, em Zurique, Suíça, no final de julho, onde fora, para assistir a cerimônia de casamento da cantora Tina Turner, com o produtor musical Erwin Bach. Os hotéis cinco estrelas da região foram invadidos por famosos de todas as partes do mundo, atraídos pelo acontecimento.

O desagradável incidente com Oprah aconteceu num dos dias que em que antecederam a cerimônia: a apresentadora passeava pelas ruas da cidade quando foi atraída por uma bolsa exposta numa vitrine blindada. Tratava-se de uma autentica Jennifer Bag, um assessório criado pelo estilista Tom Ford, em homenagem a atriz americana Aniston Jennifer, amiga de Oprah, feita com pele de crocodilo.

Foto: EPA

Essa é a loja, a filial suíça da "Trois Pommes" uma rede de boutiques entre as mais sofisticadas e glamorosas da Europa, frequentada apenas por famosos e endinheirados

Oprah contou que entrou na loja e pediu para ver a bolsa exposta na vitrine.

Certamente sem reconhecer Oprah à funcionária respondeu: "Não, essa é cara demais".

Oprah, dona de uma fortuna avaliada em mais de US$ 2,5 bilhões (R$ 5,7 bilhões), afirmou que insistiu e obteve uma resposta ainda pior: "Não, a senhora não pode pagar por esta bolsa, é melhor dar uma olhada nesta", teria dito a vendedora, mostrando um acessório de menor valor.

A bolsa realmente é cara demais, custa atualmente, na mesma loja, 28 mil euros (cerca de R$ 86 mil), não o suficientemente cara para Oprah.

Indignada com o tratamento, certamente por ela ser negra e não está vestida sofisticadamente, a estrela americana costuma trajar-se discretamente fora das câmeras, disse na entrevista que chegou a pensar em comprar a loja inteira:

"Eu queria criar um momento Pretty Woman, pelo gosto de dizer a vendedora, “Grande erro”! Mas então pensei que com essa atitude poderia beneficiá-la com uma fortuna em comissão, o que seria um prêmio, pela grosseria, por isso desisti", acrescentou bem humorada.

Referia-se a uma cena clássica do filme Uma Linda Mulher, estrelado por Julia Roberts e Richard Gere.

Foto: Divulgação

A fonte da discórdia: a bolsa Jennifer Bag, projetada pelo estilista Tom Ford,
ao preço de R$ 86 mil, a unidade

Após a divulgação da história, o Suisse Turisme, órgão do governo que promove o turismo na Suíça, pediu oficialmente desculpas a apresentadora. A porta-voz do órgão, Daniela Bar, disse: "Estamos muito envergonhados e pedimos desculpas, em nome do turismo suíço pelo que aconteceu” – e acrescentou – “Esta vendedora agiu de forma inadequada.“

A mídia local, repercutiu e condenou com estardalhaço o fato e lamentou, a impressão que Winfrey acabou levou da Suíça.

Foto: Fame Flay UK

A empresária, Trudie Gotz, proprietária da loja, diz que tudo não passou de um mal entendido.

A proprietária da cadeia de lojas, "Trois Pommes", a famosa empresária Trudie Goetz, uma das convidadas presentes ao casamento de Tina Turner, também se desculpou, pelo comportamento de sua funcionária, embora tenha garantido que toda esta polêmica não passou de "um mal-entendido".

Diz que a funcionária na verdade queria mostrar outras opções do mesmo produto que estaria num andar superior da loja e por falha de comunicação, do inglês da vendedora, acabou sendo interpretada erroneamente pela apresentadora.

Segundo ela, qualquer vendedora quer vender uma bolsa naquele valor, que conhece a moça de longa data, sabe que ela não é racista, a tem como excelente profissional e que não viu motivo, no incidente para que ela fosse demitida.

A vendedora foi apenas transferida para outra filial, para evitar assédio da imprensa e curiosos.

Não é a primeira vez que Oprah Winfrey foi discriminada em uma dessas lojas sofisticadas: em 2005, a rede Hermes teve que lhe pedir desculpas por ela ter sido convidada a se retirar de uma de suas lojas em Paris, sem nenhuma explicação.

O incidente na loja desencadeou uma saraivada de críticas à Suíça, onde a mídia noticiou nesta semana que os imigrantes que estão no país na condição de asilados, estão, bem ao estilo 'apartheid', proibidos de frequentar alguns espaços públicos como piscinas municipais, estádios e bibliotecas, gerando críticas do grupo “Human Rights Watch”.

Foto: Divulgação

SUIÇA: cartaz racista contra imigrantes

A Suíça claramente tem atitudes contraditórias em relação aos emigrantes: por um lado, emprega um grande número de profissionais estrangeiros, por outro lado, o Partido Popular, o maior no parlamento, faz longa oposição à imigração bandeira que é um elemento-chave de seu apelo eleitoral. O partido já foi acusado de racismo por suas campanhas contra imigrantes, a mais conhecida foi um cartaz de uma ovelha branca chutando uma negra, expulsando-a do espaço de uma bandeira suíça.

Com última curiosidade desta história o jornal inglês Daily Mail destaca que é no mínimo estranho que Oprah Winfrey tivesse sido flagrada, interessada em comprar uma bolsa feita de couro de crocodilo, já que é fervorosa defensora dos animais e lidera campanhas radicais contra o uso de roupas e assessórios feitos de pele de animais e chegou a ser nomeada, em 2009, personalidade do ano, pelo grupo de direitos dos animais PETA.

25 de mar. de 2010

Dinheiros dos Sarneys bloqueado na Suiça

BRASIL - SUIÇA
Dinheiros dos Sarneys bloqueado na Suiça
O governo suíço bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada por Fernando Sarney filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney e da governadora do Maranhão Roseana


Apesar de vice-presidente da CBF, Fernando Sarney, não está podendo no momento visitar a sede da FIFA
Fontes: Folha Online, Jornal Pequeno

O governo suíço achou e bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada pelo filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira, por suspeita de que a família do senador tenha remetido ilegalmente dinheiro para fora do Brasil.

Os depósitos estão em nome de uma empresa e eram movimentados exclusivamente por Fernando Sarney, que cuida dos negócios da família no Maranhão. O dinheiro não está declarado à Receita Federal, segundo a Folha apurou.

O bloqueio da conta na Suíça é um desdobramento da Operação Faktor (ex-Boi Barrica), conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Nesse inquérito, Fernando, vice-presidente da CBF (região Norte) já foi indiciado por formação de quadrilha, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Recursos no exterior não declarados à Receita caracterizam sonegação de tributos e geralmente são frutos de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Empresas da família Sarney são alvo do fisco e da PF sob a suspeita desses crimes.

O bloqueio determinado pelos suíços ocorreu quando Fernando tentava transferir recursos daquele país para o principado de Liechtenstein, conhecido paraíso fiscal entre a Áustria e a Suíça.

Trata-se de um bloqueio administrativo, adotado preventivamente quando há suspeitas sobre a natureza do dinheiro. Se comprovado que o dinheiro tem origem ilícita, como corrupção ou fraude bancária, o bloqueio passa a ter caráter criminal, e os recursos podem ser repatriados ao país de origem.

Procurado pela reportagem da Folha de São Paulo , Fernando disse que não comentaria o assunto. Em 2009, em entrevista ao jornal, ele negou operar contas no exterior.

Foto: Arquivo

José Sarney, presidente do Senado, na foto com a filha Roseana, governadora do Maranhão, deve estar orgulhoso dos filhos, por manterem vivas as tradições familiares.

Essa é a segunda conta no exterior movimentada por Fernando que foi rastreada pelas autoridades brasileiras e não informada à Receita Federal.

Como a Folha revelou no início do mês, o governo chinês já havia informado o Ministério da Justiça que Fernando transferiu em 2008 US$ 1 milhão de uma conta no Caribe para Qingdao, na China. A ordem foi assinada de próprio punho pelo empresário.

Segundo as autoridades chinesas, os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (uma empresa, pelo nome, de acessórios de bicicleta), exatamente como estava escrito no ordem bancária. Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito.

Tanto no caso da Suíça quanto no da China, as contas não estão diretamente no nome de Fernando, mas no de "offshores" -empresas localizadas no exterior, normalmente em paraísos fiscais. A conta suíça estava registrada em nome de uma empresa chamada Lithia. Fernando consta nos registros da conta como único autorizado a movimentá-la, segundo a Folha apurou.

As autoridades brasileiras aguardam novas informações dos governos estrangeiros para decidir quais passos serão tomados a partir de agora.

A Receita continua a auditoria da família Sarney -as empresas e várias pessoas físicas. A devassa começou em 2008 a partir do trabalho da PF. Os fiscais já detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro. Um belo curriculo para os Sarneys.


4 de dez. de 2009

MEIO AMBIENTE: Voando com energia solar

MEIO AMBIENTE
Voando com energia solar
A equipe de cientistas que trabalha na construção de avião que será capaz de dar a volta ao mundo utilizando apenas energia solar, realizou de forma positiva os primeiros testes hoje, elevando-se do solo suíço

Foto: Reuters

Mesmo uma curta e rasante decolagem do Solar Impulse deixou pesquisadores confiantes de que estão no caminho certo

Fontes: Euronews, Telegraph, Fayerwayer, O Globo, Top News, Correio Braziliense

A divulgação de formas alternativas de energia ganhou um novo impulso às vésperas da Conferência do Clima de Copenhague com o anúncio de que o primeiro teste com um avião movido a energia solar foi um sucesso.

Foram apenas 28 segundos de voo – mas representam um grande passo para a humanidade: o primeiro avião movido a energia solar elevou-se, esta quinta-feira, do solo suíço.

Foto: Reuters

Markus Scherdel, o piloto de testes, é recebido com festa pela equipe

Durante 350 metros, o aparelho voou a um metro de altitude – um sonho tornado realidade para o piloto, o patrocinador e os idealizadores do Solar Impulse.

“Isto é mais do que um avião: é um símbolo do que se pode fazer com as novas tecnologias para prescindir do petróleo. É uma mensagem atual,” diz Bertrand Piccard, o cientista aventureiro, um dos empreendedores da nova aeronave.

Um avião capaz de dar a volta ao mundo sem usar uma gota de combustível parece ficção, mas não é. Trata-se do Solar Impulse, projeto que tem o objetivo de dar a volta no globo a bordo de um avião movido exclusivamente por energia solar, deixando de lado qualquer outro tipo de fonte energética. Chamada de HB-SIA, a aeronave, semelhante a um aeroplano, deve voar durante o dia e à noite, demonstrando o potencial de uso das energias renováveis.

Foto: Getty Images

Os suíços Bertrand Piccard e Andre Borschberg (foto), idealizadores da iniciativa, esperam induzir indústria, cientistas, políticos e sociedade civil às mudanças necessárias para alcançar uma melhor utilização dos recursos energéticos e maior respeito ao meio ambiente.

O Solar Impulse nasceu da crença de Piccard de que a maior façanha deste século consistirá na preservação e melhoramento da qualidade de vida no planeta.

O grande desafio é conciliar os interesses econômicos e ecológicos e promover o uso de novas tecnologias para economizar energia e gerar recursos afirmou o pesquisador ao “Correio Braziliense”, por e-mail. Esse desafio se torna pertinente, uma vez que, atualmente, a aviação mundial é responsável por 2% das emissões de dióxido de carbono na atmosfera, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (LATA, na sigla em inglês).

Foto: Getty Images

À frente do projeto com Piccard, o engenheiro mecânico e piloto André Borschberg comanda a construção do avião, que envolve uma equipe de 65 pessoas composta por especialistas de todas as origens e de diferentes formações: engenheiros de materiais, físicos, gestores de energia e membros da Escola Politécnica Federal de Lousanne (EPFL), considerada uma das principais instituições tecnológicas da Europa.

Foto: Reuters

O desafio não é nada simples. O grupo precisou projetar um avião gigantesco , com a envergadura de um Airbus A340, mas que pesa o mesmo que um automóvel, 1.600kg, e possui motores com a potência de uma pequena moto.

O desafio está em acumular cada watt gerado pela energia solar e descobrir como economizá-la. Apenas as soluções mais avançadas, a maioria delas nunca antes aplicadas, permitirá isso.

Para tanto, as asas e estabilizadores horizontais são todas cobertas por mais de 11 mil células solares que captarão a energia solar, transformada em eletricidade para alimentar os quatro motores. O grande problema, no entanto, será a fase em que o HB-SIA voará à noite.

Para isso, quatro baterias de lítio serão necessárias para armazenar eletricidade, no instante da captação solar, durante o dia, para ser usada a noite.

Como só é capaz de voar a 70km/h, a uma altitude que pode chegar a 8.500m, o Solar Impulse levará cerca de 36 horas para dar a volta na Terra.

Foto: Getty Images

Há esperança que em dois anos o avião esteja pronto para vôos maiores e eletrizantes

A circunavegação pelo mundo deverá ser feita em 2012. Até lá, alguns detalhes poderão ser alterados. A equipe avalia a necessidade de construção de uma aeronave com dois lugares, para que a viagem possa ser feita sem escalas.

Giovanni Bisignani, diretor-geral da Iata, acredita que o Solar Impulse poderá fornecer muitas respostas para uma indústria mais verde e viável.

Bertrand Piccard, que está a frente do projeto faz parte de uma família de exploradores e cientistas. Ele é neto de Auguste Piccard, primeiro homem a atingir a estratosfera em um balão em forma de gôndola, em 1931.

O pai de Bertrand, Jacques Piccard, usou o batiscafo e bateu o recorde do mundial de descida no oceano, ao mergulhar até 10.916m.

Foto: TZ Aviation

Em 2004 Bertrand cruzou os Alpes suíços a borda da Replica do “Orbiter 3”

O próprio Bertrand, acompanhado pelo inglês Brian Jones, realizou a primeira a volta ao mundo em um balão em 1999. A bordo do “Breitling Orbiter 3” percorrerram 45.755km em 19 dias, 21 horas e 47 minutos. O mais longo voo em termos de duração e distância, que começou na Suíça e acabou no Egito. Solar Impulse, o objetivo de Piccard é cruzar o Atlântico a bordo da aeronave em 2012 e, posteriormente, dar a volta ao mundo.


7 de out. de 2009

Suiça não aceita fiança para Roman Polanski

Suiça não aceita fiança para Roman Polanski
Porta-voz do ministério da justiça suíço, afirmou que o governo suíço acredita que há um grande risco de Polanski fugir se for libertado.

Foto: Reuters

O diretor Polanski, em setembro passado, assistindo na Alemanha, a apresentação do seu musical “Dança dos Vampiros” na Oberhausen

Fontes: BBC Brasil, Mirror, ”thepassiranews”

A Justiça da Suíça negou nesta terça-feira a possibilidade de fiança para o cineasta Roman Polanski, preso em Zurique desde 26 de setembro e aguardando uma possível extradição para os Estados Unidos.

O cineasta de 76 anos, que tem cidadanias francesa e polonesa, mora na França e havia viajado à Suíça para receber um prêmio pelo conjunto de sua obra no Festival de Cinema de Zurique.

Polanski foi detido por causa de um alerta internacional emitido pelos Estados Unidos, após um mandado de prisão originalmente emitido há 31 anos pela Justiça americana.

Em 1977, ele admitiu ter mantido relações sexuais com uma garota de 13 anos, o que é ilegal no país, mas no ano seguinte fugiu para a França antes de receber a sentença.

Os advogados de Polanski disseram que vão contestar sua prisão e qualquer tentativa de extraditá-lo para os Estados Unidos.

Foto: Reuters

De acordo com os jornais suíços, essa era uma das casas, nas montanhas suíças em Gstaad, que o cineasta costumava passar férias, por vários anos,sem nunca ter sido molestado pela justiça

Os representantes legais do cineasta também fizeram um pedido ao Superior Tribunal Penal da Suíça pedindo a libertação de Polanski, mas a decisão do tribunal deve ser influenciada pela posição do Ministério da Justiça.

Polanski recebeu à distância o Oscar de melhor filme pela obra O Pianista, de 2002, que conta as memórias de um músico judeu em plena ocupação nazista de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial.

Foto: AP

Nesse presídio, em Zurique, na Suiça, Polanski aguarda a decisão do processo extradição

A prisão do cineasta gerou protestos entre alguns políticos e nomes famosos de Hollywood. Diretores e atores assinaram um abaixo-assinado pedindo sua libertação, entre eles Woody Allen, Martin Scorsese, Terry Gilliam, Pedro Almodóvar e Stephen Frears.

Alguns artistas, como as atrizes Fanny Ardant e Monica Bellucci, assinaram uma carta manifestando seu "horror" com a prisão do cineasta.

Foto: Mirror

Fotos de Samantha Geimer, a vítima de Polanski, aos 13 anos, época do crime e atualmente

A vítima do cineasta, Samantha Geimer, processou Polanski em dezembro de 1988. O cineasta concordou em pagar US$ 500 mil cinco anos depois.

Mas em janeiro deste ano Geimer pediu à Justiça americana que arquive as acusações contra Polanski alegando que a divulgação contínua dos detalhes do caso "causa danos a mim, meu marido e meus filhos". Na semana passada, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, embora ligado ao cinema, não vacilou em afirmar que o cineasta não deve receber tratamento especial por ser um "diretor de cinema importante".


4 de mai. de 2009

Não se pode mais andar nu nos Alpes suíços

Não se pode mais andar nu nos Alpes suíços
Se você for flagrado desobedecendo a nova lei, é multado em 200 francos suiços, algo em torno de R$ 400, pagos na hora, pois se supõe que mesmo nu, o nudista tenha o dinheiro guardado em algum lugar (?)

Foto: Spencer Tunick

A sessão de fotos na geleira de Aletsch, realizada pelo fotografo americano Spencer Tunick, foi encomendada pelo Greenpeace como parte de uma campanha de conscientização sobre o aquecimento global.

Fontes: BBC, Times Union, The New York Times, Terra, Coisas da Suiça

O pessoal que faz caminhada nu pelos alpes suiços e pelos cantões nos arredores , enfrentam temperaturas sempre abaixo de 10° que pode desacambar num fim de tarde, para algo abaixo de 0° sem nenhum aviso, isso no verão. A primeira pergunta cientifica que nos ocorre é da dimessão que pode ficar a genitália masculina exposta, nessa temperatura?

Não deixa de ser um ato de coragem sair pelas montanhas geladas, mochila nas costas, sem roupas, curtindo a natureza, como também é uma grande imbecilidade.

Foto: Stephen-Gough/Getty Images

Do dia para a noite o cantão de Appenzell-Innerrhoden se viu invadido por pessoas nuas de mochilas nas costas que transitavam pelas ruas em direção as montanhas ou no seu retorno. Afirma-se que um grupo de naturistas alemães divulgou na internete que o local era o “paraíso do nauturismo” e até o jornal americano The New York Times fez uma matéria sobre o assunto, falando das rotas dos naturista pela região.

Em Fevereiro, o Conselho Cantonal já tinha começado a aplicar multas de 200 francos suíços a quem fosse apanhado a passear nu pelas montanhas, confirmada no fim do mês passado.

Na verdade essa história tem outra nuance interessante, mais que a proibição de se andar nú numa montannha gelada: é que a aprovação por plebicito, pelos moradores da região, dessas lei provisóriamente imposta pelo conselho, é feita de forma muito original, ou melhor, muito antiga.

Foto: Ennio Leanza / AP

O plebicito tem o formato dos que eram feitos na origem da democracia na Grécia antiga, com os cidadões convocados a praça central da cidade, aprovando ou desaprovando, por aclamação, as leis propostas. O que eles denominam de Landsgemeinde, que seria numa tradução local, decisão das comunidades rurais, uma tradição que tem mais de 600 anos.

Foto: Ennio Leanza / AP

Na assembleia popular, como se pode ver nas fotos, a população levanta uma cédula e a contagem é feita na hora, com um juiz proclamando, em seguida, o resultado final, que passa a ser lei, ou deixa de sê-lo.

Então, por decisão do povo da cantão de Appenzell-Innerrhoden, desde o domingo, 26 de abril, quem for pego pelas autoridades caminhando na cidade, nos vilarejos e mesmo nas trilhas da montanha, sem as roupas, vai pagar uma multa de 200 francos (400 reais) e será obrigado a se vestir imediatamente. Não adianta entrar com um pedido de liminar, lá quando o povo decide está decidido.

Portanto,não esqueça de levar roupas quando for caminhar nos alpes suiços perto de Appenzell-Innerrhoden.

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28 de fev. de 2009

Paula Oliveira depõe na Suíça

PAULA OLIVEIRA DEPÕE NA SUÍÇA
A advogada pernambucana que disse ter sido agredida por neonazistas, depôs na justiça suíça nesta sexta-feira. Está proibida de deixar o país, acusada de ter enganado as autoridades.



” Em cima da Hora”, da Globo News

Fontes: Jornal Nacional


A brasileira Paula Oliveira prestou depoimento à Promotoria de Zurique.
No terceiro andar do Tribunal de Justiça de Zurique, a portas fechadas, Paula Oliveira prestou o primeiro depoimento ao promotor, durante três horas. O Ministério Público da Suíça acusa a brasileira de tentar enganar as autoridades com uma falsa denúncia de ataque por neonazistas.

As investigações da polícia mostraram que Paula teria cortado o próprio corpo e também mentido sobre a gravidez de gêmeas. Imagens exclusivas foram gravadas no começo da noite, em frente ao tribunal, depois da audiência. Ela corre para tentar escapar da câmera. Paula não responde às perguntas, fica em absoluto silêncio.

Mais tarde, o advogado da brasileira, Roger Muller, aceitou receber a equipe do Jornal Nacional. Ele disse que a cliente dele não negou o depoimento que deu à polícia no hospital, no dia 13 de fevereiro, quando teria confessado o autoflagelo.

“Ela não negou o depoimento, mas, às vezes, é melhor dizer que não se lembra em vez de mentir para as autoridades. Houve um interrogatório de várias horas, ela não pode ter dito a toda hora que não se lembrava, mas eu não posso revelar o que ela disse”, alegou o advogado.

A estratégia da defesa será tentar provar que Paula Oliveira é inofensiva e que está disposta a colaborar com as autoridades suíças. Assim, ela poderia reaver o passaporte e com o documento na mão, voltar ao Brasil para aguardar em casa o resultado do processo.

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18 de fev. de 2009

PERNAMBUCANA CONFESSOU QUE MONTOU UMA FARSA

Fontes: Weltwoche , Estadão, Tages Anzeiger

Telejornal da noite de ontem, na emissora Tele Zurich, informou nesta quarta-feira, 18, que a advogada brasileira Paula Oliveira já teria confessado à polícia que inventou o caso da agressão por neonazistas.

A informação foi dada também pela revista Weltwoche. Citando fontes da polícia, os dois veículos informam que a advogada teria confessado inclusive ser autora dos ferimentos na própria pele.

Paula teria detalhado a "farsa" afirmando, por exemplo, que comprou o estilete numa loja chamada Ikea. Os motivos pelos quais a brasileira teria inventado o ataque não foram revelados pela mídia suíça. 

O Ministério Público de Zurique abriu uma investigação criminal contra Paula Oliveira, por suspeita de falso testemunho à polícia. Ela alega ter perdido bebês após ter sido agredida por neonazistas na semana passada.

O Itamaraty ressaltou que manterá o apoio consular a brasileira ainda que a versão da imprensa suíça seja confirmada. Mais cedo, o chanceler Celso Amorim reafirmou que se necessário o País dará assistência jurídica à advogada.

De acordo com a Procuradoria-Geral de Zurique, um advogado já foi indicado para defender Paula e ela aceitou a oferta.

A revista Weltwoche especula que entre as motivações que Paula teria para praticar tal desatino seria a idenização que as vítimas de violência recebem do governo suiço. Caso a sua história houvesse sido aceita, perda de gêmeos e ataque xenófobo, a advogada Paula Oliveira, poderia pedir aos tribunais valores indenizatórios entre 50 a 100 mil franco suíços. (250 a 500 mil reais, aproximadamente).

A revista conclui que sendo advogado atuando na Suiça, certamente Paula Oliveira saberia dessa possibilidade,.

Outra publicação "Tages Anzeiger" prefere a versão de que a falsa gravidez foi elaborada para obrigar o noivo Marco Trepp a casar e assim conseguir o visto de permanência definitiva na Suíça, já que o visto de Paula, que a permite trabalhar no escritório em Zurique da multinacional dinamarquesa Maersk, acabaria no final deste ano.

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17 de fev. de 2009

OS SKINHEADS NOS PERDOEM

Foto: Reuters

Nós do “the passira news” pedimos desculpas aos skinheads europeus e suiços em particular, por ter imaginado que eles eram um bando de nazistas/neonazistas, conservadores xenofabos, defensores de uma supremacia racial branca e anti-semitas, capazes de agredir uma estrangeiras e mutilá-la.

Não consta na história recente, que qualquer um dos grupos de vocês tenham cometido crime similar. Só nós, uma civilização atrazada, do outro lado do Atlântico seriamos capazas de imaginar tal sandice e de caluniar gente tão ordeira, humanista e civilizada.

Mil perdões e “Heil Hitler!"

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"PAULA ENVIOU A AMIGOS ULTRASSOM FALSO", diz colega
Imagem idêntica à dos supostos gêmeos da brasileira pode ser encontrada na internet. Ex-funcionária da Maersk afirma que a pivô da polêmica na Suíça era conhecida entre os amigos por inventar histórias, entre elas um ex-marido morto no acidente da TAM

Foto: Reprodução revista Época

Esta era a imagem que estaria no e-mail enviado por Paula, a mesma que pode ser encontrada na internet

Fonte: Época

Paula enviou a amigos ultrassom falso, diz colega Imagem idêntica à dos supostos gêmeos da brasileira pode ser encontrada na internet. Ex-funcionária da Maersk afirma que a pivô da polêmica na Suíça era conhecida entre os amigos por inventar histórias - entre elas a de um ex-marido morto no acidente da TAM

Paula Oliveira, que afirmou à polícia suíça ter sido agredida na segunda-feira (9) por um trio de neonazistas em Dübendorf, cidade próxima de Zurique, teria comunicado a colegas de trabalho sua suposta gravidez de gêmeos com uma imagem de ultrassom que pode ser encontrada no Google. A informação foi dada a ÉPOCA por uma brasileira que conhece Paula há mais de três anos e que trabalhou com ela na empresa dinamarquesa Maersk.

Segundo a ex-colega, que se identificou a ÉPOCA mas pediu que seu nome não fosse divulgado, o e-mail foi enviado por Paula no dia 16 de janeiro para mais de 30 pessoas da Maersk. ÉPOCA teve acesso a uma cópia dessa mensagem (confira a reprodução ao final do texto).

O e-mail, em inglês, dizia o seguinte: "Bom, eu queria ligar para todos vocês, mas, pelas razões a seguir, vocês vão ver que eu devo economizar cada centavo a partir de agora, então não será possível. Enfim, é bem difícil achar uma forma melhor de dar a notícia. Então aí vai, a imagem fala por si própria, vocês não acham? Para os que não têm meu celular (o número foi borrado por ÉPOCA por questões de privacidade), eu acho que não estarei aí esta tarde, então vocês podem me ligar ou escrever mais tarde ou no fim de semana para esclarecimentos posteriores. E, sim, estou tão feliz quanto poderia estar! Beijos, Paula Oliveira"

“Quando ela deu a notícia da gravidez, mandou anexada ao e-mail a imagem de um ultrassom. E nós achamos a mesma foto no Google Images [o buscador de imagens do Google]”, disse a ex-colega. Ela explica que a imagem veio com o nome “Twins 6 wks” ("Gêmeos 6 semanas") e que, fazendo uma busca com esses mesmos termos no Google, era possível encontrar a mesma imagem, no site about.com.

A colega explica que o que teria motivado a “investigação” no site de buscas era o histórico de Paula, “que tinha deixado uma impressão de que inventava algumas coisas para chamar a atenção”. Segundo ela, o que agravou a desconfiança dos companheiros de trabalho foi outra história contada por Paula – a suposta morte do marido no acidente com o voo 3054 da TAM, que saiu da pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando 187 pessoas em 17 de julho de 2007.

“Em 2007 eu e outras pessoas ficamos sabendo por meio de amigos em comum que Paula havia se casado, mas nem sabíamos que ela estava namorando. Era um francês, chamado François, que ela havia conhecido no Recife. Todos acharam esquisito, mas acreditaram”, disse a ex-colega.

“Quando ocorreu o acidente da TAM, recebi alguns e-mails das pessoas lamentando a morte do marido dela, que estaria no avião. Mas na lista de mortos no acidente não tem nenhum François”, explica (ÉPOCA consultou a lista, onde de fato não figura ninguém com esse nome) . “Foi aí que todos passaram a desconfiar do que ela falava”.

A funcionária da Maersk conta que, quando ficou sabendo do suposto ataque em Dübendorf, por meio da mensagem de um amigo, achou que era uma brincadeira. “Quando surgiu a história da gravidez, algumas pessoas já tinham especulado que era mentira e questionado quando ela perderia a criança”, afirma.

Em um outro episódio, a colega conta que Paula teria feito sessões de quimioterapia por conta de um problema ligado ao lúpus, doença crônica que impossibilita o sistema imunológico de combater vírus e bactérias. “Ela usava um lenço na cabeça para trabalhar, mas eu ouvi de pessoas que frequentavam a casa dela que ela nunca perdeu um fio de cabelo”, afirma. “Mas não sei se isso é um exagero das pessoas ou se ela usava a doença para chamar a atenção”.

Apesar de desconfiar de Paula, sua colega reconhece não é capaz de afirmar que, como sugeriram autoridades suíças, a brasileira teria feito os ferimentos no próprio corpo.

“Mas não me surpreenderia, porque ela é muito convincente e acredita nas coisas que diz”, conta. “Mas, neste caso, ela não seria só uma mentirosa compulsiva, e sim algo mais grave. E aí o pai dela teria razão: ela é uma vítima de qualquer jeito, seja do suposto ataque ou de um problema psicológico muito sério”. Cópia do Email em inglês, enviado por Paula para os amigos.

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13 de fev. de 2009

LEGISTA SUSPEITO DIZ QUE PERNAMBUCANA É GOLPISTA

Foto: Steffen Schmidt/AP

DOUTOR SUPOSIÇÃO:O legista Walter BäR fere a ética em falar por suposições de um paciente que examinou superficialmente, pela exigüidade do tempo, não tem condições de ter constatado quase nada do que diz ter concluido

Fontes: BBC Brasil, Midia Max, Folha de São Paulo

As declarações do legista Walter BäR, do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, responsável pelos exames realizados na advogada brasileira Paula Oliveira, 26, afirmou nesta sexta-feira que Oliveira é um golpista e sofre de distúrbio mental ao jornal suíço "Tagesanzeiger" é de uma irresponsabilidade e falta de ética a toda prova. Se ele como perito médico examinou a vítima, ela passou a condição de sua paciente, e ele não poderia falar em entrevistas “suposições” sobre o comportamento dela.

"Isso é uma forma de golpe. – continua ele, -Talvez, essa mulher tenha um grande desejo de estar grávida [...] Esse tipo de pessoa faz de tudo para chamar atenção para si mesma", afirmou Walter Bär, em entrevista ao jornal.

A entrevista do tal legista compromete algum parecer que ele venha dar sobre o caso, pois não teria em tão pouco tempo, sem longas entrevistas com a vítima, podido chegar a tais conclusões.

O médico afirma que pela superficialidade dos cortes encontrados no corpo de Oliveira, o caso se trata de automutilação e segundo os exames realizados pelo instituto, a advogada não estava grávida.

"Elas se cortam para poder aliviar as tensões emocionais. No momento em que ela se machuca, as pessoas tem uma sensação de dor, que os estudos [sobre o assunto] mostram", afirma o médico ao jornal.

Na entrevista concedida ao "Tagesanzeiger", o médico explica que o caso é comum entre pessoas que sofreram algum tipo de abuso anteriormente. Na agressão, Oliveira foi cortada com estiletes, onde os supostos criminosos escreveram as siglas do partido SVP (Partido do Povo Suíço), nos braços, pernas e na barriga da advogada.


Jornais suiços, precaução e dúvidas sobre a versão da pernambucana

Segundo o perito, as mensagens podem significar um conflito mental e uma forma de Oliveira expressar as dificuldades de uma estrangeira que vive fora do país.

Podemos dizer que também é comportamento comum em peritos, que nem sempre são reconhecidos como importantes numa investigação criminal, só para aparecer na midia, comecem a desvendar casos por palpites e experiência, como se criminologia fosse uma ciencia exata. 

Lembram de alguém assim?

Por outro lado, esse perito precisa ser investigado, para ver se ele não pertence ao partido político acusado de estar por trás da agressão, ou se não tem entre seus parentes algum skinheds. A essas alturas tudo é possivel.


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