Confronto no Cairo, entre manifestantes e forças de segurança, deixam mais de 300 mortos e 2 mil feridos
| EGITO - Manifestações Confronto no Cairo, entre manifestantes e forças de segurança, deixam mais de 500 mortos e 2 mil feridos O Egito mergulhou novamente numa crise política caótica ornada por um brutal banho de sangue. Nesta quarta-feira,14, qando as forças de segurança apoiadas por tratores removiam acampamentos da oposição instalados por partidários do presidente deposto Mohammed Mursi, houve brutal e mortal confronto
Foto: Mosaab El-Shamy/Agence France-Presse — Getty Images Postado por Toinho de Passira O Exército do Egito detonou nesta quarta-feira uma operação para pôr fim aos protestos de partidários do presidente islamita Mohamed Mursi, deposto no último dia 3 de julho. Na capital Cairo, dezenas de pessoas morreram. O Ministério da Saúde egípcio confirmou a morte de 278 pessoas em todo o país, sendo 43 delas policiais, e pelo menos 2.001 feridos. Manifestantes e imprensa, porém, mencionam números maiores. A agência France-Presse diz ter registrado 124 mortos somente na praça Rabaa al-Adawiya, onde o Ministério da Saúde aponta 61. Já o porta-voz da Irmandade Muçulmana, Gehad el-Haddad, diz que são mais de 2.000 mortos e 8.000 feridos no total. No fim da tarde a Aljazeera falava em 281 mortos e o The New York Times, noticiava que os mortos já somavam 300. Hoje pela manhã as agências de notícias já confirmavam 525 mortos, com o aviso que este número pode crescer, por risco de morte entre os feridos ou por atualizações de dados diante do caós instalado no governo diante da brutal violência. Foto:Aly Hazzaa/El Shorouk, via Associated Press O foco principal do governo é o desmantelamento de dois acampamentos na capital, mas também houve confrontos --e mortes-- em outras cidades, como Alexandria. Foto:Hussein Tallal/AP Pouco depois, o ministro do Interior, Mohamed Ibrahim fez um pronunciamento no qual afirmou que as duas áreas ocupadas por membros da Irmandade Muçulmana foram totalmente liberadas e acrescentou que “nenhuma outra ocupação em nenhuma praça de nenhum lugar do país será permitida”. Disse ainda que 43 policiais foram mortos e defendeu a ação das forças de segurança, dizendo que as forças de segurança foram surpreendidas pelo ataque dos partidários de Mursi. Foto: Ahmed Ramadan/AP A declaração do ministro vai contra os relatos de testemunhas, incluindo jornalistas, que disseram ter ouvido disparos. Segundo a TV estatal, o número de mortos já chega a 235, e são mais de 2 000 os feridos, segundo fontes da área de saúde. Com os 43 policiais mortos, segundo o ministro do Interior, o número de vítimas chega perto de 280, no dia de maior violência no país desde a revolução de 2011 que derrubou a ditadura de Hosni Mubarak. Foto: Sabry Khaled/El Shorouk/ Associated Press
Ibrahim disse que armas foram apreendidas e que manifestantes foram detidos e interrogados, mas negou a informação de fontes policiais sobre a prisão de lideranças da Irmandade Muçulmana. Depois dos confrontos, o vice-presidente interino Mohamed El-Baradei renunciou ao cargo. Em uma carta endereçada ao presidente Adly Mansour, El-Baradei afirmou que não conseguia “arcar com a responsabilidade pelo derramamento de sangue”. A crise levou o governo do Egito a decretar estado de emergência e um toque de recolher no país. Foto: Mohammed Abdel Moneim/Agence France-Presse — Getty Images ESTADOS UNIDOS Foto: AFP/Getty-Image |


















Manifestantes contrário ao governo, usando máscaras de Guy Fawkes, posam para foto, em cima de um ônibus público danificado na praça Taksim, em Istanbul, Turquia, 1 junho de 2013.








