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17 de fev. de 2012

STF decide que Lei da Ficha Limpa valerá nas eleições de 2012

BRASIL – Eleições 2012
STF decide que Lei da Ficha Limpa valerá nas eleições de 2012
Com a decisão ficam proibidos de se eleger por oito anos os políticos condenados pela Justiça em decisões colegiadas, cassados pela Justiça Eleitoral ou que renunciaram a cargo eletivo para evitar processo de cassação.

Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF

Depois de onze horas de julgamento, os Ministros do Supremo decidiram pela validade da Lei da Ficha Limpa, aprovada desde 2010 pelo parlamento.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, G1, Folha de São Paulo, STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira, que a Lei da Ficha Limpa está de acordo com a Constituição Federal e valerá nas eleições de 2012. Foram 7 votos favoráveis e 4 contrários. A decisão foi tomada 20 meses depois de a lei entrar em vigor, em junho de 2010, e colocou fim ao imbróglio em torno da legislação eleitoral.

A demora no julgamento causou insegurança jurídica nas eleições passadas e uma verdadeira dança das cadeiras no Congresso Nacional. Candidatos considerados fichas sujas assumiram os mandatos tardiamente diante da indefinição sobre a validade da lei em 2010.

A lei barra por oito anos a candidatura de quem tiver o mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz) – mesmo se houver possibilidade de recursos.

O presidente da corte, Cezar Peluso, foi o último a votar. Ele foi contra a lei, assim como Celso de Mello, Gilmar Mendes e José Antonio Dias Toffoli. Coube a Marco Aurélio Mello chancelar a maioria favorável à Ficha Limpa, ao lado dos ministros Carlos Ayres Britto, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

PRINCÍPIOS

Os ministros favoráveis à lei se basearam no princípio da moralidade, previsto no parágrafo nono do artigo 14 da Constituição Federal. O texto diz que “lei complementar estabelecerá casos de inelegibilidade a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato”. O que garantiria a legitimidade das eleições “contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração”.

O ministro Carlos Ayres Britto avaliou que o histórico do candidato deve ser considerado no momento da candidatura. “A trajetória de vida do candidato não pode estar imersa em ambiência de nebulosidade no plano ético”, disse. “A corrupção é o cupim da República, nossa tradição é péssima em matéria de respeito ao erário”.

Ayres Britto também baseou seus argumentos no parágrafo quarto do artigo 37 da Constituição, que prevê que atos de improbidade administrativa provocarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.

CONDENAÇÃO

O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que o princípio da presunção da inocência – citado pelos ministros contrário à lei – foi examinado de forma pormenorizada pelos parlamentares e não se aplica à legislação eleitoral. A presunção da inocência está prevista no inciso 57 do artigo 5º (cláusula pétrea) da Constituição Federal, que diz que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

Assim, segundo Lewandowski, a presunção se restringe aos casos penais e não deve ser usada de forma ampla. Ou seja, não vale para a Lei da Ficha Limpa. “Tanto as penas quanto as demais opções legislativas foram feitas de forma consciente, absolutamente dosada pela racionalidade do Congresso Nacional”, disse. “A questão não foi tratada de afogadilho no Congresso”.

Divergência – O inciso 3 do artigo 15 da Constituição Federal foi o principal instrumento utilizado pelos ministros que votaram contra a validade da lei. O texto indica que a cassação de direitos políticos se dará, entre outros casos, quando há condenação criminal transitada em julgado. A Lei da Ficha Limpa diz que quem for condenado por órgão colegiado, mesmo que ainda haja possibilidade de recursos, torna-se inelegível. Essa parte da lei, para os ministros divergentes, é inconstitucional.

Lewandowski reagiu afirmando que, diante de dois valores de natureza constitucional de mesmo peso – os artigos 14 e 15 da Constituição –, os parlamentares fizeram uma opção legislativa legítima ao selecionar o que trata do princípio da moralidade (artigo 14).

Outro ponto questionado pelos ministros contrários à Lei foi a inelegibilidade prevista aos condenados antes da Ficha Limpa. Eles avaliam que só devem ser considerados os fatos ocorridos após a vigência da lei. Ou seja, se o político tiver sido condenado antes de junho de 2010, a Lei da Ficha Limpa não pode ser aplicada. O tema causou discussões acaloradas e, em alguns momentos, vários ministros falaram ao mesmo tempo.

Apesar de ter votado a favor da constitucionalidade da lei, o ministro Marco Aurélio defendeu a tese dos divergentes. “Não se pode cogitar quando, aos sobressaltos, aos solavancos, se impõe sanção a atos e fatos pretéritos”, disse. “Vamos consertar o Brasil com “s” ou com “c”? Vamos aplicar a lei retroativamente?”, questionou.

Gilmar Mendes disse houve uma “pane legislativa” no momento de elaboração da lei, que resultou em um texto “casuístico”. “Essa tal opinião publica é a mesma que elege os candidatos fichas sujas”, disse. “Se devemos levar em conta a vontade do povo, qual devemos dar prevalência? À iniciativa popular, que é representada por grupos de interesses e muitas vezes podendo ser manipulada pelas campanhas dos meios de comunicação, ou àquela legitimamente manifestada e apurada nas urnas?”, questionou. Apesar das manifestações contrárias, a retroatividade da lei será aplicada.

A Lei da Ficha Limpa, de 2010, que é de iniciativa popular, foi apresentada ao Congresso após a assinatura de mais de 1,3 milhão de eleitores, em resumo prevê:

Serão considerados inelegíveis os candidatos que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, em razão da prática de crimes contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público; contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; e contra o meio ambiente e a saúde pública.

Serão declarados inelegíveis ainda os candidatos que tenham cometido crimes eleitorais para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública; de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; de redução à condição análoga à de escravo; contra a vida e a dignidade sexual; e praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando.



19 de dez. de 2010

ELEIÇÕES 2010: Cerimônia de diplomação

ELEIÇÕES 2010
Cerimônia de diplomação
O Superior Tribunal Eleitoral em Brasília, a exemplo dos TREs de todo o país, procedeu nestes últimos dias da semana a diplomação dos candidatos escolhidos pelos brasileiros para comandar o país nos próximos quatro anos, no Poder Executivo Federal e Estadual, mais o Congresso Brasileiro (Câmara e dois terço do Senado) mais as Assembléias Estaduais. Quando a gente vê a qualidade dos escolhidos, sente que só eles têm motivos para comemorar

Foto: Valter Campanato/Abr

DIPLOMAÇÃO - Vice-presidente eleito, Michel Temer, Ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE e Dilma Rousseff, a presidente eleita, na cerimônia da Diplomação. Que Deus não castigue os brasileiros por suas escolhas, Amém!

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Estadão, O Globo, Agência Brasil

A cerimônia de diplomação da presidente eleita, Dilma Rousseff e do vice dela, Michel Temer, aconteceu no plenário do Tribunal Superior Eleitoral, conduzida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, presidente da corte.

Cerca de 250 pessoas foram convidadas para a cerimônia.

O diploma recebido pela presidente e vice estão assinados pelo presidente, ministros do TSE e procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel – é um “comprovante” da Justiça Eleitoral que habilita a presidente eleita e o vice a tomar posse no dia 1º de janeiro.

O texto do diploma de Dilma tem a seguinte redação:

"Pela vontade do povo brasileiro, expressa nas urnas em 31 de outubro de 2010, a candidata pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Vana Rousseff, foi eleita presidente da República Federativa do Brasil. Em testemunho desse fato, a Justiça Eleitoral expediu o presente diploma, que a habilita à investidura do cargo perante o Congresso Nacional no dia 1º de janeiro de 2011, nos termos da Constituição."
No breve discurso que fez após receber o diploma de presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff afirmou que é uma “grande responsabilidade” suceder um presidente da “estatura” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela prometeu “honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos".

Fez referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao desafio que será sucedê-lo no cargo.

“Sei que há muitas expectativas sobre o governo que iniciaremos em janeiro próximo. Sei da responsabilidade de suceder Lula, dos desafios que nosso futuro comporta”.

“Quanto orgulho temos de ver um homem do povo conduzindo o país para um momento de extraordinário avanço social e econômico. Foi esse mesmo sentimento que fez o povo eleger uma mulher presidenta”.

“Para além da minha pessoa, esse fato representa a crescente maturidade da nossa democracia. Rompe com os preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido e de orgulho as mulheres brasileiras”.

Dilma afirmou que dará prioridade para as áreas de educação, segurança e saúde e que cuidará para manter a estabilidade econômica e os investimentos. “Defenderei sempre a liberdade de imprensa e de culto, mas reafirmo que nenhuma estratégia política ou econômica é efetiva se não se refletir na vida de cada trabalhador e trabalhadora, empresário e famílias das regiões desse imenso país”.

A presidenta eleita finalizou o discurso dizendo que reparte o diploma com todos os brasileiros. “No Brasil, conto com todos e todas, e todos e todas podem contar comigo”.

O discurso chinfrim e óbvio da candidata não pode ser levado a sério. Pela qualidade do seu futuro ministério, pela condição de refém das alianças e da previsível supervisão intervencionista de Lula, as expectativas não podem ser das mais otimistas.

Foto: Assembleia de São Paulo/O Globo


DIPLOMAÇÃO DAS ESTRELAS - Em São Paulo a diplomação dos 94 deputados estaduais, 70 federais, dois senadores e seus suplentes, o governador e o vice, tiveram como estrelas principais, os candidatos eleitos deputados federais Francisco Everardo Oliveira (PR-SP), o Tiririca, e Paulo Maluf (PP-SP). Os dois representam quase dois milhões de votos dados pelos eleitores paulistas. Cadê aquela moça que criticava os nordestinos por não saber votar?

Como novidade duas piadas nada sutis: Tiririca disse que está lendo a Constituição e Paulo Maluf, recém ficha limpa, criticou o aumento dado pelo Congresso aos parlamentares e elogiou a justiça brasileira, possivelmente por não ter conseguido lhe por numa cadeia definitiva até hoje. Das galerias registrou-se vaias para Maluf e aplausos para Tiririca.

Foto: RicardoStuckert/PR

DESELEGÂNCIA E MELANCOLIA - Depois da diplomação em Brasília, aconteceu um coquetel no Itamarati, para os diplomados. A imagem era de uma Dilma sorridente e bem produzida, um Lula melancólico e uma Marisa vestida desastradamente com intrigantes babados e laçarotes.

16 de nov. de 2010

OPINIÃO: Verdades ocultas - Mirian Leitão

OPINIÃO
Verdades ocultas
“Tenham compostura senhores e senhoras da política: nós não somos bobos. Quantas vezes vocês acham que podem nos enganar mudando de tom, discurso e propósitos entre o pré e o pós-urnas?” – Mirian Leitão

Foto: Reuters

REVELANDO-SE - Ninguém sabia, antes das eleições, que os governadores estavam pressionando Dilma pela volta da CPMF. Muito menos que ela havia sido seduzida pela idéia.

Miriam Leitão
Fontes: Blog do Noblat

Foi apenas o fechar das urnas, e as verdades começaram a aparecer. A CPMF reaparece com a presidente eleita e alguns governadores falando dela com uma sinceridade que lhes faltou na campanha.

O governador do Rio entrou no STF dizendo que o sistema de partilha do petróleo prejudica o estado. O sistema é ideia de Dilma Rousseff, a quem Sérgio Cabral deu seu entusiasmado apoio.

Tenham compostura senhores e senhoras da política: nós não somos bobos. Quantas vezes vocês acham que podem nos enganar mudando de tom, discurso e propósitos entre o pré e o pós-urnas?

O banco PanAmericano estava quebrado antes das eleições, mas as informações sobre isso apareceram apenas alguns dias depois. O que torna o caso inegavelmente uma questão de interesse e dinheiro públicos é a compra extemporânea de 49% do banco pela Caixa Econômica Federal e a cegueira coletiva que atingiu comprador e fiscalizadores.

PT e PMDB, os dois maiores partidos da coalizão, começaram a se engalfinhar em público pelos cargos, como se fosse uma disputa do butim de uma batalha que eles venceram. Fica-se sabendo que o consumidor — e não as empresas como Itaipu e Furnas — é que pagará pelo custo do apagão que em 2009 deixou 18 estados sem luz.

Nove empresas receberam multas de R$ 61,9 milhões e recorreram. Ainda nenhum tostão saiu do caixa delas. Mas o distinto público que ficou sem luz pagará R$ 850 milhões a mais em suas contas em 2011.

O TCU informa que 32 obras de investimento do governo, 18 delas do PAC, deveriam ser paralisadas porque têm graves irregularidades e sobrepreço. Entre elas, algumas que foram exibidas na propaganda eleitoral da presidente eleita, como a Refinaria Abreu e Lima.

O financiamento do trem-bala não terá apenas dinheiro subsidiado, terá subsídio direto de R$ 5 bi nos primeiros anos. A lista das más notícias neste breve período pós-eleitoral é grande e está em várias áreas; em comum o fato de terem sido dadas em momento muito conveniente para o governo.

Só depois das eleições Sérgio Cabral “descobriu” que a idéia de Dilma, sobre partilha de petróleo, prejudica o rio?
O governador do Rio, Sérgio Cabral, não pode alegar que desconhecia que o sistema de partilha, as mudanças na Lei do Petróleo e as condições da capitalização da Petrobras prejudicam frontalmente o estado que governa. Ele até chorou por isso, em público, meses antes das eleições. Depois, tratou a questão como resolvida.

No novo sistema não há participação especial e ainda há o risco de se perder grande parte dos royalties. Perde também porque a União fez a transferência para a Petrobras, na chamada cessão onerosa, de bilhões de barris de petróleo do pré-sal que também não pagarão participação especial ao Rio.

Disso tudo o governador Sérgio Cabral sabia antes e durante o processo eleitoral. Por que nunca disse isso ao eleitor? Por que deixa para entrar no Supremo Tribunal Federal depois das eleições? Um governador tem que ter como primeira lealdade a defesa dos interesses do estado que administra e não a coalizão política da qual participa.

O advogado-geral da União, Luís Adams, disse que vai contestar a Ação Direta de Inconstitucionalidade do Rio. "Não vejo futuro nessa Adin", disse Adams. Pois é. O que ela tem é passado: o tempo em que o governo do Rio esperou para entrar com a ação.

A declaração da presidente Dilma em sua primeira entrevista de que não poderia ignorar a pressão dos governadores pela CPMF — assim, docemente constrangida a defender o imposto — foi espantosa.

Primeiro, porque ela nunca deu ciência aos eleitores de que estava sendo pressionada; segundo, porque os governadores disputando eleição ou reeleição também não disseram que estavam pressionando quem quer que seja pelo imposto. Terceiro, porque a arrecadação aumentou depois do fim do imposto pelo peso da elevação de outros tributos.

O P da CPMF quer dizer provisório. Foi criada em momento específico e com objetivo limitado. Era para atravessar o período da transição entre a hiperinflação e a estabilidade, quando havia risco de uma queda da arrecadação. Ela cria muitas distorções. Parece prejudicar apenas quem faz transações bancárias mas afeta, em cascata, todos os preços da economia. Por ser cumulativa, vai produzindo um peso enorme sobre as empresas, que o transferem ao consumidor. Aí o imposto fica regressivo, injustamente distribuído.

Os governadores e os presidentes, eleita e em exercício, podem estar sinceramente convencidos de que sem a CPMF não é possível financiar a saúde — ainda que, como se sabe, ela pouco financiou a saúde — mas só poderiam tratar disso agora se tivessem defendido o imposto durante o processo eleitoral.

O Brasil tem um longo histórico de verdades ocultas durante o período em que encantadores candidatos tentam atrair o voto do cidadão pintando o mundo de cor-de-rosa e prometendo só alegrias. Por isso a CPMF é inaceitável. Só pode propor o imposto agora quem teve a coragem de defendê-lo quando estava no palanque.

Foto: Getty Images

Muito mais legítima: a Dilma na Parada Gay do Rio


*Acrescentamos fotos e legendas ao texto original 

30 de out. de 2010

ELEIÇÃO 2010: O ELEITOR FETO

ELEIÇÕES 2010
O ELEITOR FETO
Todo eleitor cristão tem a responsabilidade de defender a vida

Fotomontagem Toinho de Passira - “thepassiranews” (PE)

Quando estiver diante da urna, lembre que os fetos são inocentes e indefesos.


23 de out. de 2010

ELEIÇÕES 2010: Dilma e Gilberto Carvalho envolvidos com dossiês

ELEIÇÕES 2010
Dilma e Gilberto Carvalho envolvidos com dossiês
Reportagem do jornalista Gustavo Ribeiro, da revista Veja que chegou às bancas nesta sábado traz a reprodução de uma conversa do secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior, no qual se queixa de frequentes pedidos de dossiês feitos por Dilma e por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, para abastecer campanha de Dilma


Capa da Revista Veja

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Revista Veja

INTRIGAS DE ESTADO
Diálogos entre autoridades revelam que o Ministério da Justiça, o mais antigo e tradicional da República, recebeu e rechaçou pedidos de produção de dossiês contra adversários

Foto: Montagem Sambaphoto/Folhapress

RELAÇÕES PERIGOSAS: As conversas às quais VEJA teve acesso mostram que o braço direito do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e a candidata à Presidência Dilma Rousseff tentaram usar o Ministério da Justiça para executar “tarefas absurdas”

Estamos a menos de uma semana das eleições e, como escreveu o correspondente Stuart Grudgings, da agência noticiosa Reuters, políticos e jornalistas correrão às bancas mais próximas para ver se será esta a edição de VEJA que vai abalar a liderança de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais. Embora a análise do funcionário da Reuters demonstre um total desconhecimento do que seja jornalismo, atividade em que os fatos fazem as notícias e não o contrário, ele acertou em seu diagnóstico a respeito da ansiedade que as capas de VEJA provocam no meio político. A reportagem que se vai ler a seguir não foge à regra. Ela revela, talvez da maneira mais clara até hoje, o tipo de governo produzido pela mentalidade petista de se apossar do estado, aparelhá-lo e usá-lo em seu benefício partidário. VEJA já havia demonstrado nas reportagens “O polvo no poder” e “A alegria do polvo” como a Casa Civil fora transformada em um balcão de negócios, em que maços de dinheiro vivo apareciam nas gavetas de escritórios a poucos metros da sala do presidente da República. A presente reportagem relata as tentativas ousadas de petistas de alto coturno de conspurcar um dos mais antigos e venerandos ministérios da República, o da Justiça.

Jose Cruz/Abril

Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (...) Eu quase fui preso como um dos aloprados.” Pedro Abramovay, atual secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior
É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses po-líticos e partidários dos atuais donos do poder. VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas. “Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (...) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro. Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”.

Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante. Vem dessa etapa da carreira a explicação para a parte da frase em que ele diz “quase fui preso como um dos aloprados”. A frase nos leva de volta à campanha eleitoral de 2006, quando petistas foram presos em um hotel ao tentar comprar um dossiê falso contra José Serra. A seu interlocutor, Abramovay sugere ter participado do episódio e se arrependido, a ponto de temer pedidos semelhantes vindos agora do Palácio do Planalto. Ele disse que quase foi preso na época do escândalo e que, por isso, teve de se esconder para evitar problemas. “Deu ‘bolo’ a história do dossiê”, comenta. Em pelo menos três ocasiões, Abramovay afirma que não está disposto a novamente agir de forma oficiosa. E justificou: “...os caras são irresponsáveis”.

Dida Sampaio/AE

“O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele realmente me disse que recebia pedidos da Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo.” Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça
Os diálogos aos quais a reportagem teve acesso foram gravados legalmente e periciados para afastar a hipótese de manipulação. As ordens emanam do coração do governo — do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e da candidata a presidente, Dilma Rousseff. A conversa mais longa durou cinquenta minutos e aconteceu em janeiro deste ano, no gabinete do então secretário nacional de Justiça e antecessor de Abramovay no cargo, Romeu Tuma Júnior. Os interlocutores discutem a sucessão do ex-ministro Tarso Genro. Ao comentar sobre o próprio futuro, Abramovay revela o desejo de trabalhar na ONU. Em tom de desabafo, o advogado afirmava que já não conseguia conviver com a pressão. Segundo ele, a situação só ia piorar com a nomeação para o cargo de Luiz Paulo Barreto, então secretário executivo, pela falta de força política do novo ministro, funcionário de carreira da pasta, em que também angariou excelente reputação. “Isso (o cargo de ministro) é maior que o Luiz Paulo. (...) Agora eles vão pedir... para mim... pedir para a Polícia (Federal)”, desabafou.

Procurado por VEJA, Abramovay disse: “Nunca recebi pedido algum para fazer dossiês, nunca participei de nenhum suposto grupo de inteligência da campanha da candidata Dilma Rousseff e nunca tive de me esconder — ao contrário, desde 2003 sempre exerci funções públicas”. Romeu Tuma Júnior, seu interlocutor, porém, confirmou integralmente o teor das conversas: “O Pedro reclamou várias vezes que estava preocupado com as missões que recebia do Planalto. Ele me disse que recebia pedidos de Dilma e do Gilberto para levantar coisas contra quem atravessava o caminho do governo”. Acrescentou Tuma: “Há um jogo pesado de interesses escusos. Para atingir determinados alvos, lança-se mão, inclusive, de métodos ilegais de investigação. Ou você faz o que lhe é pedido sem questionar, ou passa a ser perseguido. Foi o que aconteceu comigo”, afirma o ex-secretário, que deixou a pasta em junho, depois que vieram a público denúncias de que teria relacionamento com a máfia chinesa. Tuma Júnior atribui a investigação contra si — formalmente arquivada por falta de provas — a uma tentativa de intimidação por parte de pessoas que tiveram seus interesses contrariados. Ele não quis revelar quais seriam esses interesses: “Mas posso assegurar que está tudo devidamente documentado”.

Foto: Sergio Lima/Folhapress

Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa (à dir.), se valeu do aparato policial para monitorar autoridades. O ministro suspeitou que ele próprio houvesse sido vítima de grampos ilegais e que até o presidente Lula tivesse sido constrangido por Corrêa

O clima de desconfiança no Ministério da Justiça contaminou até o mais alto escalão. A certa altura das conversas, o chefe da pasta, Luiz Paulo Barreto, manifesta suspeita de que seu subordinado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal, o espione. Em inúmeras ocasiões, Barreto revelou a seus assessores não ter ascendência sobre Corrêa. O ministro chega a expressar em voz alta sua desconfiança de que o diretor da PF tem tanto poder que se dá ao luxo de decidir sobre inquéritos envolvendo pessoas da antessala do presidente da República. Um desses casos é relatado por Barreto em conversa no seu próprio gabinete, ocorrida em meados de maio. À sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, Barreto fala sobre o possível indiciamento de Gilberto Carvalho, braço direito do presidente Lula. Em 2008, a PF interceptou telefonemas em que o chefe de gabinete da Presidência conversava com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos investigados na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas.

Fotomontagem

Em um dos diálogos, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto (à esq.), sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, e o então secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior conversam sobre a origem do poder do diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa — que teria conseguido, entre outras coisas, evitar o indiciamento de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula.

Gláucia de Paula
O Gilberto (Carvalho, chefe de gabinete da Presidência) foi indiciado?
Ministro Luiz Paulo Barreto
O processo foi travado. Deu m... (...) O negócio do grampo. O Luiz Fernando falou pra não se preocupar.
Gláucia de Paula
Tem certeza disso?
Ministro Luiz Paulo Barreto
O ministro Márcio (Thomaz Bastos) que me contou isso. O Gilberto (Carvalho) me contou isso.
Tuma
Esse cara tem alguma coisa, não é possível (...).

O ministro, que diz ter tido conhecimento do indiciamento pelo próprio Gilberto Carvalho, revela que o diretor da PF promoveu uma encenação para iludi-lo, numa manobra para mostrar que seu poder emanava de fora da hierarquia do Ministério da Justiça. A conversa toma um rumo inesperado. Um dos interlocutores fica curioso para saber a fonte real de poder de Luiz Fernando, que lhe dá cobertura até para desafiar seu próprio chefe sem temor de represálias. “Ele deve ter alguma coisa...”, afirma. Procurado, Luiz Paulo Barreto informou que não comentaria nada antes de ter acesso ao áudio da conversa. Gilberto Carvalho negou que já tenha feito algum pedido a Pedro Abramovay, a mesma resposta de Dilma Rousseff. As conversas e sua vinda a público funcionam como o poder de limpeza da luz do sol sobre os porões. Elas são reveladoras da triste realidade vivida por instituições respeitadas quando passam a ser aparelhadas por integrantes de um projeto de poder.

Fotomontagem

O quartel-general da pré-campanha de Dilma Rousseff foi usado para espionar adversários. A mando de Luiz Lanzetta (à esq.), o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr. (abaixo) comprou a quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge (à dir.), e de aliados de José Serra

Outra demonstração disso surgiu na semana passada, quando a Polícia Federal forneceu a mais recente prova de quanto pode ser perniciosa a simbiose entre partido e governo. Na quarta-feira, depois de revelado que o ex-jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrante do “grupo de inteligência” da campanha de Dilma, foi o responsável pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge e de outros integrantes do PSDB, o militante petista Lula, atualmente ocupando a Presidência da República, anunciou ao país que a PF faria revelações sobre o caso — antegozando o fato de que um delegado, devidamente brifado sobre o que deveria dizer, jogaria suspeitas das patifarias de Amaury Ribeiro sobre os ombros do PSDB. Mais uma vez, a feitiçaria dos petistas resultou em um tiro no próprio pé. Nunca aprendem que, uma vez aberta a caixa de Pandora, os fantasmas escapam e voam sem controle.

Em junho passado, VEJA revelou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff arregimentou um grupo de arapongas para espionar o candidato José Serra, seus familiares e amigos. A tropa começou os trabalhos com o que considerava um grande trunfo, um dossiê intitulado “Operação Caribe”, produzido por Amaury e que narrava supostas transações financeiras de pessoas ligadas ao PSDB. As únicas peças do dossiê fajuto que não podiam ser lidas no Google haviam sido obtidas de forma preguiçosa e venal, compradas de bandidos com acesso a funcionários da Receita Federal — e pagas com dinheiro vivo. Os dados fiscais violados serviram de subsídio para o tal relatório que circulou no comitê de campanha. Como “previu” o militante petista que ora ocupa a Presidência da República, horas depois de sua entrevista apareceram as tais “novidades”. Um delegado anunciou que, com a identificação de Amaury, o caso estava encerrado, já que o ex-jornalista, ao violar o sigilo, ainda era funcionário do jornal O Estado de Minas, portanto não haveria nenhuma ligação com a campanha do PT. O delegado Alessandro Moretti foi o escolhido apenas para comunicar à nação as graves revelações obtidas pelo trabalho policial — formalmente ele não participou do inquérito. A lealdade no caso era mais vital do que o profissionalismo policial. Número dois na diretoria de Inteligência da PF, Moretti é produto direto do aparelhamento na Polícia Federal.


22 de out. de 2010

ELEIÇÕES 2010: Lula acoita violência na campanha

ELEIÇÕES 2010 
Lula acoita violência na campanha
O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, afirmou hoje que o seu partido vai interpelar judicialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou como "farsa" a suposta agressão sofrida pelo candidato tucano à Presidência, José Serra.

Foto: Getty Images

"Aqueles que pensam que houve simulação, na verdade estão me medindo com a régua deles. Eles provavelmente fariam simulações e outras coisas desse tipo. Eu fico preocupado com a principal autoridade da República, de alguma maneira, dando cobertura a atos de violência".

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Coturno Noturno, Jornal Nacional

O candidato José Serra reforçou que realmente houve agressão no Rio de Janeiro. E não só aquelas registradas pela TV.

"Já tenho sofrido muita violência verbal através da mentira e tentativas de violência física como aconteceu no fim de semana no Ceará, como já aconteceu várias vezes nesta campanha e em campanhas anteriores", disse.

"O PT não sabe disputar uma luta democrática, que pressupõe considerar o adversário como adversário e não como inimigo a ser destruído."

Sergio Guerra, o presidente do PSDB e coordenador da Campanha de Serra, comentou:

"Como é que vem o presidente falar contra o nosso candidato de forma agressiva, desrespeitosa e injuriosa. Nunca fizemos teatro, nunca inventamos dossiês, nunca andamos com malas dinheiro nem cuecas contaminadas de dinheiro sujo", afirmou Guerra, que chamou Lula de "chefe de facção".

Para o tucano, houve agressão de um grupo democrático por outro, não democrático, e isso "poderá radicalizar a campanha nas ruas". "Provavelmente vamos reagir nas ruas a essa provocação", declarou Guerra, acrescentando que a caminhada marcada para domingo na orla do Rio de Janeiro será "pela democracia, em defesa dos melhores valores".

"O que estamos assistindo é uma vergonhosa tentativa de interferência no resultado das eleições. Não desejam que as eleições caminhem tranquilamente", afirmou. "Não há ato mais grave do que esse. Se doeu mais aqui ou mais ali não tem importância. Essa não é a questão. Houve ato de violência contra a democracia. Nunca desejamos que a campanha tomasse esse rumo."

Ele afirmou que não tem relação com o PSDB o episódio ocorrido hoje contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, no Paraná, quando ela foi alvo de bexigas com água - que não a acertaram. "Não vamos proteger gente que faz isso, muito menos defender."

Foto: Getty Images

Além de José Serra, a repórter Mariana Gross, da Rede Globo, que estava próxima ao candidato, foi atingida, no mesmo instante, com uma pedrada na cabeça e teve que ser igualmente socorrida.

Lula e Dilma, temendo a repercussão da agressão sofrida por José Serra por parte da militância petista, ao invés de condenar os acontecimentos, resolveram dizer que os fatos eram inverídicos, que o que atingira o candidato José Serra fora apenas uma bolinha de papel, a velha tática petista de tentar transformar as vítimas em culpados.

Ontem a reportagem do Jornal Nacional mostrou os detalhes do episódio e até contratou o perito Ricardo Molina, da UNICAMP, para avaliar as imagens e sua opinião técnica é que realmente houve a agressão e que além da bolinha de papel, José Serra foi atingido também por um rolo de fita crepe, que o acertou em cheio.

O médico Jacob Kligerman, que atendeu José Serra na quarta, disse que ficou indignado com as declarações do presidente Lula e que jamais faria parte de uma farsa.

O médico afirmou que Serra chegou à clínica se sentindo mal e com um edema na cabeça, provocado pelo traumatismo, mas sem ferimento aparente. Veja o vídeo da reportagem no Jornal Nacional


7 de out. de 2010

A prova viva que o PT e Dilma são a favor do aborto

ELEIÇÕES 2010
A prova viva que o PT e Dilma são a favor do aborto
Em setembro do ano passado, o deputado federal Luiz Bassuma teve suspensos seus direitos partidários dentro do PT pelo prazo de um ano por decisão da direção nacional da legenda. O motivo: era contra a orientação do partido a favor da legalização do aborto. Integrante da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, Bassuma preferiu pedir sua desfiliação do PT, entrando no PV de Marina Silva e disputando o governo da Bahia pelo partido.

Foto: Divulgação

Foto oficial de Luiz Bassuma, como candidato ao governo da Bahia pelo PV. Ele enquanto deputado do PT foi punido pelo partido por ser contra o aborto

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estado de São Paulo

Com a questão do aborto tirando muitos votos de Dilma Rousseff, enquanto o Partido dos Trabalhadores está providenciando a retirada da proposta de defender a interrupção da gravidez das metas partidárias aprovada em convenção, a candidata Dilma transformou-se em ardorosa cristã e defensora de fetos em geral.

Estão aprontando para enganar o povo, como aquelas histórias de mocinhas que se apresentam dóceis e puras diante do noivo, até que o casamento se concretize.

A prova viva de como o Partido dos Trabalhadores e sua candidata realmente pensam sobre o aborto é o deputado federal e ex-petista Luiz Bassuma, que em setembro do ano passado foi punido duramente por ter mantido coerentemente sua opinião contraria a interrupção da gravidez, até porque era Integrante da “Frente Parlamentar em Defesa da Vida”, no Congresso Brasileiro.

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores o puniu inapelavelmente com a suspensão dos direitos partidários dentro do PT pelo prazo de um ano, por ser contra a orientação do partido que pleiteia ferreamente a legalização do aborto.

O fato foi tão marcante, antidemocrático que o deputado Bassuma preferiu pedir sua desfiliação do PT, entrando no PV de Marina Silva e disputando o governo da Bahia pelo novo partido.

Falando ao Estado de São Paulo, o ex-petista Luiz Bassuma comentou:

“Cumpri quatro mandatos pelo PT e um dos motivos que me fizeram ser filiado ao partido era justamente o artigo interno que permitia aos integrantes terem direito à liberdade de opinião, de religião, de pensamento. Comigo não valeu.”“Fui punido quase por unanimidade pela direção do partido por ser contra a proposta (de legalização do aborto). Dilma era a ministra chefe da Casa Civil na ocasião. Durante a análise do meu caso, o PT deixou claro que é a favor da legalização e não concordo.”

Respondendo ao jornalista que perguntou que se não seria o caso do Partido punir também Dilma, pois ultimamente ela vem negando publicamente ser a favor do aborto, Bassuma disse:

“Acho que eles têm que assumir a verdade e dizer o que pensam sobre o assunto. Vai piorar a situação dela se mentir sobre o aborto por questões eleitoreiras. Vai ser um tiro no próprio pé. Na minha opinião, ela é materialista.”

“Eu me sinto honrado por ter sido suspenso pelo PT por ter defendido a vida. Essa é a bandeira da minha vida. Minha principal causa política. E o PT não respeitou esse meu direito. Envergonhado eu estaria se tivesse defendido o mensalão. Eu acho que o aborto significa matar uma vida.”

“O PV e Marina ainda vão definir suas posições sobre a sucessão presidencial. Mas eu vou votar e fazer campanha por José Serra em Salvador. Já estou anunciando esse meu apoio publicamente.” - concluiu Bassuma


5 de out. de 2010

ELEIÇÃO 2010: Sua Excelência a celebridade

Eleições 2010
Sua Excelência a celebridade
Todas as eleições um monte de gente famosa, badalada e bizarra tenta se eleger a cargos públicos. Alguns conseguem votos, outros naufragam. Nesse ano, o fenômeno foi Tiririca, como em eleições passadas havia sido Clodovil.

Foto: Paulo Libert/Agência Estado

Sua Excelência o Deputado Federal, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, chegando para votar, cercado de assessores, seguranças e jornalistas

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Portal Terra, O Globo

A votação de Tiririca eleito Deputado federal pelo Partido Republicano de São Paulo, o mesmo do Vice-Presidente José Alencar, é o mais falado dessa eleição, mas outras celebridades exóticas, sem tradição política ocuparão cadeiras no Congresso Nacional, podendo formar uma ala de bizarros como o Goleiro Danrlei, PTB-RS, o baixinho Romário, pelo PSB-RJ, o ator global Stepan Nercessian pelo PPS-RJ e o Big Brother, Jean Wyllis, pelo PSOL-RJ.

Para o legislativo estadual destacam-se o jornalista ex-jurado de Silvio Santos, Wagner Montes PDT-RJ, a ex-esposa de Roberto Carlos, a atriz Miryan Rios, Pelo PDT-RJ e o jogador Bebeto, do Tetra, também pelo PDT-RJ.

É bem verdade que houve alguns fracasso, como Netinho e Moacyr Franco, que não conseguiram ser senadores por São Paulo, nem Marcelinho Carioca, Leandro e Kiko do KLB, Popó, Agnaldo Timóteo, Batoré , Vampeta e o estilista Ronaldo Esper serem Deputados Federais, bem como Reginaldo Rossi, Gaúcho da Fronteira e Juca Chaves, serem Deputados Estaduais.

Na mesma lista de “celebridades” que não foram bem sucedidos nas urnas, estão ainda: Tati Quebra Barraco, Mulher Melão, Simony, Túlio Maravilha, Maguila e Mulher Pêra, essa última não teve oficialmente nenhum voto registrado.

Fotos: Arquivos

O estilista Ronaldo Esper e Mulher Melão, em comum, o fracasso nas urnas

3 de out. de 2010

ELEIÇÕES 2010 - PRISCILA KRAUSE 25222 – Deputada Estadual

ELEIÇÕES 2010
PRISCILA KRAUSE 25222 – Deputada Estadual
Toinho de Passira vota assim e recomenda

Fotomontagem “thepassiranews”

Fonte: Blog de Priscila


29 de set. de 2010

"Vote Tiririca, ça ne peut pas être pire" – Le Monde

ELEIÇÕES 2010
"Vote Tiririca, ça ne peut pas être pire" – Le Monde
“Vote em Tirirca pior que está não fica”, diz o prestigiado jornal Frances“ Le Monde”, com repercussão em outras publicações francesas, contando a história do palhaço brasileiros, que segundo eles “se revela um dos formidáveis concorrentes das eleições”, que acontecerão no Brasil no próximo domingo

Francisco Everardo Oliveira Silva, 45 anos, aliás Tiririca, "grincheux", diz o Le Monde, tentando traduzir o nome do palhaço, que está entre os 22 500 candidatos as eleições
Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Le Monde, Slate

O palhaço Tiririca é o destaque de artigo publicado na edição de quinta-feira (30) do francês "Le Monde", com o título: “Tous les chemins mènent à Brasilia” (Todos os caminhos levam à Brasília).

O correspondente do jornal no Brasil Jean-Pierre Langellier afirma que o candidato do PR à Câmara dos Deputados virou um concorrente importante nas eleições e lembra que sua votação deverá eleger mais dois ou três deputados.

Adianta que como parte do eleitorado é revoltada com os políticos, vista como uma casta privilegiada, considerada incompetente e, muitas vezes, corrupta. Como o voto no Brasil é obrigatório, os eleitores mostraram seu descontentamento enviando um palhaço para o parlamento, como uma bela forma de protesto contra o sistema.

O texto comenta que Tiririca é "Fiel ao personagem que interpreta desde os 8 anos de idade no circo.” Comenta também que o palhaço brasileiro levou o escárnio ao extremo, citando os slogns da campanha: "pior do que está não fica" e o vídeo em que pergunta se os eleitores sabem o que faz um deputado, respondendo que em verdade não sabe, “mas vote em mim e eu lhe direi...”

Em frances isso tudo ficou assim: "Vote Tiririca, ça ne peut pas être pire", ou "Que fait un député fédéral ? En vérité, je ne sais pas. Mais vote pour moi et je te le dirai."

O “Le Monde” diz ainda que o Brasil tem uma tradição de candidatos desse tipo, exóticos, como o rinoceronte Cacareco nas eleições de 1958. Isso porque ele nunca ouviu falar do “Bode Cheiroso” que foi eleito vereador em Jaboatão, nos anos 50, com exatos 468 votos.

O jornalista comenta que os opositores de Tirirca argumentam que são vítimas de um processo injusto e que política é coisa séria. "Colunistas lembram , em vão, que o fenômeno Tiririca, que mistura ignorância e cinismo, foi longe demais."

O jornal europeu ainda cita outros candidatos “folclóricos” inscritos neste pleito, com os ex-jogadores Bebeto e Romário e a atriz pornô Cameron Brasil.

"A lei brasileira permite aos candidatos se registrarem com o apelido de sua escolha, desde que não ofendam ninguém", afirma o jornalista, citando que existem candidatos com nomes como Barack Obama, Nelson Mandela, Pelé, Maradona e até Madonna.

Falando do programa eleitoral gratuito diz que dezenas de candidatos podem viver seus 15 segundos de fama com a maioria tendo apenas cinco segundos para falar.

19 de set. de 2010

ELEIÇÕES 2010: Primeiro debate de presidenciáveis no nordeste

ELEIÇÕES 2010
Primeiro debate de presidenciáveis no nordeste
Na próxima segunda-feira, os candidatos a presidente do Brasil, José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) estarão juntos, no Recife, debatendo as questões do nordeste, pela primeira vez na história dos debates na televisão brasileira. A candidata pelo PT, Dilma Rousseff, com medo de ficar entupigaitada pelo seu desconhecimento da região nordeste, ainda não confirmou presença

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Preparação do cenário nos estúdios da TV Jornal do Comércio, local do “Debate SBT Nordeste” para Presidente da República

Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Comércio

De maneira inédita, a TV Jornal realiza amanhã, dia 20, a partir das 21h20, direto do auditório do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), um debate com os candidatos à Presidência da República.

A emissora terá como base o padrão norte-americano ao realizar uma discussão em torno de um único tema: a Região Nordeste.

O programa será retransmitido ao vivo por dez emissoras afiliadas ao SBT no Nordeste. A mediação será feita pelo jornalista do SBT, Carlos Nascimento. A audiência prevista é de 40 milhões de pessoas, em oito estados nordestinos.

Serão abordados temas como o desenvolvimento social e econômico, geração de empregos, infraestrutura, distribuição de renda, saúde, educação e segurança na Região Nordeste.

Até a última sexta-feira, dia 10, confirmaram participação os candidatos José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). A candidata pelo PT, Dilma Rouseff, não confirmou presença.

A diretora de jornalismo da TV Jornal, Beatriz Ivo, destaca a inovação de se deixar os candidatos soltos pelo palco, sem a costumeira bancada fixa.

“O púlpito geralmente esconde as reações do candidato quando ele é questionado pelos oponentes. Nossa intenção é dar visibilidade total para que quem está em casa possa avaliar até o comportamento de cada um.”

O debate será dividido em quatro blocos: no primeiro, segundo e terceiro blocos, candidatos perguntam a candidatos e comentam as respostas dadas pelos seus adversários.

Em cada bloco, os presidenciáveis responderão às perguntas feitas por jornalistas das emissoras afiliadas ao SBT no Nordeste, sobre a região.

No quarto bloco, os internautas participarão por meio de perguntas postadas no site do SBT Nordeste www.sbtnordeste.com.br ou através do email debate@sbtnordeste.com.br, onde o eleitor deverá colocar nome completo, cidade e estado onde mora, além de um telefone para contato da produção do debate.

Estamos tentando conseguir transmitir esse debate ao vivo.


6 de set. de 2010

REVISTA VEJA: O estado a serviço do partido

REVISTA VEJA
O estado a serviço do partido
Violação do sigilo fiscal da filha de José Serra levanta suspeitas sobre o envolvimento do governo e mostra o enfraquecimento das instituições na era Lula.

Fotomontagem Toinho de Passira

Até onde o leão da Receita é petista?

Fonte: Revista VEJA 06/09/2010

A empresária Verônica Serra, filha do candidato à Presidência da República José Serra, é conhecida pela discrição. Casada, mãe de três filhos, ela nunca se envolveu em política, tem aversão a palanques, mas, na semana passada, foi alçada à condição de personagem principal de uma escabrosa história de bandidagem politico-institucional.

Soube-se que, em setembro do ano passado, à sombra da lei e cumprindo uma missão bem definida, um grupo de bandoleiros acessou ilegalmente suas últimas declarações de imposto de renda na Delegacia da Receita Federal em Santo André, no ABC paulista, e saiu de lá com cópias dos documentos.

Como qualquer contribuinte, Verônica Serra coloca à disposição do estado brasileiro informações sobre seus bens, as despesas médicas dela e da família, as anuidades das escolas dos filhos, o saldo bancário, seus números telefônicos, enfim, dados absolutamente sigilosos que, pela Constituição, só deveriam ser compartilhados entre ela e o Fisco.

Depois de violados, os documentos obtidos em Santo André percorreram mais de 1.000 quilômetros, até chegar a uma mansão em Brasília onde funciona um dos comitês de campanha da candidata petista Dilma Rousseff - naquele que, apesar da gravidade, é apenas o episódio mais recente do continuo processo de agressão aos direitos individuais e aos princípios elementares da democracia.

Para entender as implicações da trama que resultou na invasão de privacidade da filha do candidato José Serra, é preciso recuar no tempo. Em setembro de 2009, o PT se preparava havia meses para lançar a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata à Presidência da República.

Desconhecida da maioria dos brasileiros, a petista estava muito distante da popularidade de hoje, era suspeita de mandar bisbilhotar os gastos da Presidência durante os mandatos de Fernando Henrique Cardoso, enfrentava acusações de ter interferido em uma investigação da Receita Federal em benefício da família Sarney e ainda contornava as dificuldades para costurar os acordos políticos com o PMDB.

Enquanto isso, seu principal adversário, o tucano José Serra, aparecia como franco favorito em todas as pesquisas de intenção de voto. No fim daquele mês, usando uma procuração falsa, um contador de São Paulo violou o sigilo fiscal de Verônica Serra. A pedido de quem? O contador Antônio Carlos Atella atribui a encomenda a Ademir Estevam Cabral, um contador filiado ao PV.

Atella, descobriu-se na última sexta-feira, é petista de carteirinha. Em 20 de outubro de 2003, no primeiro ano do governo Lula, a seção paulista do PT encaminhou à Justiça Eleitoral uma comunicação de filiação com o nome dele.

Sempre que uma pessoa ingressa em um partido, a agremiação é obrigada a informar esse vínculo à Justiça. Quando Atella se tomou um militante petista, ele vivia em Mauá, no ABC paulista. Era lá que estava registrado seu título de eleitor. Depois, ele alterou seu domicílio eleitoral para a vizinha Ribeirão Pires.

Em 21 de novembro do ano passado, o nome de Atella foi retirado da base de dados da Justiça Eleitoral. Ainda não está claro por que ele sumiu do sistema. A hipótese mais provável - entre as republicanas, é lógico - é que o Tribunal Superior Eleitoral tenha encontrado alguma divergência em seus dados cadastrais.

O que não seria surpresa no caso de alguém que troca de CPF com a mesma leveza de alma que viola declarações de imposto de renda. Isso não quer dizer, no entanto, que ele tenha se desfiliado do PT.

Dez dias depois da quebra de sigilo de Verônica Serra, mais cinco pessoas ligadas ao PSDB e a José Serra, entre elas o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, tiveram suas informações fiscais acessadas clandestinamente, em uma unidade da Receita de Mauá, com o uso de senhas e computadores dos próprios funcionários do Fisco.

Além da coincidência de datas, os casos têm outro ponto em comum: os dados também foram enviados a Brasília, ao comitê de campanha de Dilma Rousseff.

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10 de ago. de 2010

ELEIÇÕES 2010 - “Dilma é uma fraude de alta periculosidade”

ELEIÇÕES 2010
“Dilma é uma fraude de alta periculosidade”
Augusto Nunes no seu blog comenta: Nenhum país sobrevive a uma coisa dessas
O vídeo abaixo reúne trechos do debate na Band que mostram Dilma Rousseff tentando dizer algo. Confiram. É difícil acreditar que tantos jornalistas continuem tratando como candidata o que é uma fraude de alta periculosidade. Mais difícil ainda é entender por que os brasileiros que antes só riam de piadas agora aceitem a ideia de instalar uma delas na Presidência da República

Vejam. Ouçam. E anotem: nenhum país sobrevive a uma coisa dessas


21 de jun. de 2010

Ministro garante que “Ficha Limpa” vai pegar (?)

ELEIÇÕES 2010
Ministro garante que “Ficha Limpa” vai pegar (?)
Quando a Lei foi aprovada no Congresso havia dúvidas se seria já aplicada nas próximas eleições, se os políticos condenados anteriormente a sua aprovação poderiam ser alcançados por ela, e se ela deveria ter voltado a Câmara pela alteração que sofreu no Senado. O STE já disse em colegiado que ela vigora para as próximas eleições e que todos os candidatos, condenados antes ou depois serão alcançados. Mas a sua validade ainda vai ser questionada no STF. Paulo Maluf, por exemplo, acredita que não será molestado

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Lewandowski torcendo para que a lei da Ficha Limpa dê certo

Toinho de Passira
Fontes: Portal Terra, Estadão, “thepassiranews”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, disse ao Jornal Estado de São Paulo:

"O eleitor pode ter certeza de que a Justiça Eleitoral aplicará a Lei da Ficha Limpa com o máximo rigor. Ela vai pegar, pois corresponde ao desejo manifestado pela sociedade brasileira de moralização dos costumes políticos."

Quando a lei da ficha limpa foi aprovada pelo senado, escrevemos um texto dizendo que “Não vale nada Lei da Ficha Limpa aprovada ontem”. Achávamos que a bendita lei não iria longe.

Faltava o requisito de ter voltado a Câmara Federal para novamente ser aprovada, já que sofrera emendas no Senado, a tal uniformização do tempo verbal, feita pelo senador Francisco Dornelles e ainda as possibilidades dela não vigorar nas próximas eleições, não atingir os políticos condenados anteriormente.

Ainda possui o pecado de presumivelmente ser inconstitucional por não respeitar o princípio da inocência presumida, que dispõe qualquer cidadão até os políticos corruptos, que só sejam tidos como culpados quando condenados em definitivo pela ultima instância, quando não for mais possível nenhum recurso.

O experiente Ministro Ricardo Lewandowski, afasta qualquer possibilidade de impedimento a lei, num otimismo que transcende a realidade jurídica. Afirma, por exemplo, não ver possibilidades de o Congresso alterar a lei para as próximas eleições, pois acredita que os políticos que ocupam as cadeiras legislativas no momento são na sua maioria honesta e responsável.

Baseado nesta assertiva diz que a lei pode tirar do cenário político "aqueles que têm um passado reprovável e os que pretendem ocupar um cargo eletivo apenas para benefício próprio".

Assim toda a fala do Ministro ao Estado de São Paulo é de otimismo e irreversibilidade na decisão do TSE:

“A lei complementar 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) é bastante clara ao declarar inelegíveis para qualquer cargo aqueles que se encontrem nas situações nela contempladas. O pronunciamento do TSE foi bastante incisivo no sentido de que ela se aplica integralmente às eleições gerais deste ano, alcançando inclusive condenações pretéritas. O eleitor pode ter certeza de que a Justiça Eleitoral aplicará a Lei da Ficha Limpa com o máximo rigor. Ela vai pegar, pois corresponde ao desejo manifestado pela sociedade brasileira de moralização dos costumes políticos.”

Continua o Ministro:

“A grande maioria dos políticos é constituída por pessoas idealistas, trabalhadoras e honestas. Apenas uma pequena minoria - embora bastante conspícua - de políticos ímprobos é que será alcançada pela Lei da Ficha Limpa. Não creio que o Congresso irá revogá-la ou abrandá-la, mesmo porque ela foi aprovada por uma ampla maioria na Câmara e no Senado.”

Quando questionado se há riscos de o STF suspender a eficácia da lei para estas eleições, ministro desconversa e só examina uma vertente da questão:

“Qualquer questão constitucional pode ser submetida à apreciação do Supremo. Lembro, contudo, que o TSE baseou-se em precedentes do próprio STF, o qual, ao pronunciar-se sobre a lei complementar 64/1990 (Lei das Inelegibilidades), que dispunha sobre matéria semelhante, decidiu por sua aplicabilidade imediata.”

Foto: Ivan Pacheco/Terra

Paulo Maluf, torcendo para que a lei não dê certo

Por outro lado, cercado de advogados ex-ministros do Supremo e ex-procuradores federais aposentados, o deputado Paulo Maluf (PP-SP), o patrono dos fichas sujas, afirmou nesta segunda-feira (21), durante a convenção do PP paulista, que é mentira que tenha condenação em última instância e que é elegível na eleição de outubro, quando pretende renovar o seu mandato.

De acordo com Maluf, a sua ficha é a mais limpa do Brasil. "Tenho uma ficha de trabalho, de realização, de 43 anos sem uma condenação. Sou elegível, sou candidato a deputado federal e não tenho nenhuma condenação que me impeça", afirmou. "Sou candidato sim e desejo que a população reconheça aqueles que trabalham para ela", disse mostrando uma segurança típica dos acostumados com a impunidade.

Vamos torcer, como nunca, para que o Ministro esteja certo e "thepassiranews" e Paulo Maluf estejam errados.


9 de jun. de 2010

Boff vai ao lançamento de Marina Silva

ELEIÇÕES 2010
Boff vai ao lançamento de Marina Silva
Sem Caetano Veloso, que vai dar bolo, o Partido Verde, tem como grande estrela para o lançamento da candidatura de Marina Silva a presidência da República, o frade franciscano licenciado, que apesar de elogiar a candidata, disse que ela não tem a menor chance de vencer, apesar de ser melhor que Dilma, teoria da libertação que concordamos

Fotos: Arquivo

Quando Boff, então petista radical, dava vexame aos frades franciscanos, sendo punido pela Igreja, o PT, megalomaníaco, como sempre, imaginava que um dia ele acabaria supremo pontífice da Igreja católica, seria então chamado de Papa Boff

Toinho de Passira
Fonte: Folha de São Paulo

Aliado de Lula em suas cinco campanhas presidenciais, o teólogo e ex-frade franciscano Leonardo Boff será a estrela da festa de lançamento da candidatura de Marina Silva (PV) ao Planalto, amanhã, em Brasília.

Nós só estamos falando dele, pois subirá ao palanque com uma mensagem incômoda ao PT: defenderá que a senadora, e não a petista Dilma Rousseff, é a sucessora natural do presidente.

"A Marina é o Lula melhorado. Tem a mesma origem popular, mas soube pôr o foco na questão ambiental junto com a social"

Símbolo da Teologia da Libertação, uma das raízes do PT, Boff defenderá o voto na senadora como opção de continuidade ao petismo.

"Não me sinto distanciado do Lula, porque acho que a sucessora natural dele seria a Marina. Acho triste que ela tenha deixado o PT. Se fosse candidata do partido, venceria no primeiro turno", disse ele que também se distanciou de Lula, pois queria mais espaço no governo e não conseguiu.

Ligado à causa ecológica, ele admitiu que a senadora tem pouca chance de vitória. "De qualquer maneira ela ganhará, por impor a ecologia como tema importante na eleição", afirmou.

O reforço do pensador católico é visto no PV como antídoto às críticas que Marina vem sofrendo pela aproximação com líderes evangélicos de perfil conservador.

Os verdes temem perder espaço com o eleitorado progressista de classe média, que reagiu mal às suas declarações contra a legalização do aborto e o casamento gay.

Nada mais progressista que Leonardo Boff que brigou com a igreja catolica, foi punido pelo atual Papa Bento XVI ( o então cardeal Joseph Ratzinger), condenado a um ano de "silêncio obsequioso", perdendo sua cátedra e suas funções editoriais no interior da Igreja Católica.

Desligou-se da Ordem Franciscana e pediu dispensa do sacerdócio, pois com qualquer mortal estava tendo um tórrido caso com a sua secretária casada, com quem passou a viver maritalmente até hoje.

A campanha convidou cerca de 200 "personalidades" para a convenção, entre artistas e intelectuais, mas enfrenta dificuldades para confirmar presenças.

Ontem, o clima era de apreensão com a lista. Um dos VIPs mais esperados, o cantor Caetano Veloso deu pouca esperança de aparecer. "Levar artista para Brasília não é fácil", desabafou um dirigente verde.

A festa será no mesmo local usado pelo PSDB para lançar a pré-candidatura de José Serra. O PV quer reunir entre 1.500 e 2.000 pessoas. Ou seja, querem reunir num só lugar todo o eleitorado de Marina.


22 de mai. de 2010

Multa não é consequência mais séria’, avisa ministro

ELEIÇÕES 2010
Multa não é consequência mais séria’, avisa ministro
Para Marco Aurélio, infrações expõem candidatos a ‘risco’ .Ele recorda que a lei prevê representação contra ‘abusos’. Sustenta que pré-campanha deve ser ‘levada em conta’. Os julgamentos podem ocorrer mesmo depois da eleição

Charge SPONHOLZ – Jornal da Manhã (PR)

Toinho de Passira
Fontes: Blog do Josias de Souza

O ministro Mrco Aurélio Mello, do TSE, acha que os partidos que disputam a sucessão de 2010 deveriam “pôr as barbas de molho”.

Ouvido pelo blog na noite passada, disse que, na fase atual, a disputa presidencial ocorre sob atmosfera de “perda total de parâmetros”.

Referia-se ao desrespeito reiterado à legislação eleitoral. Algo que vem levando o TSE a impor sucessivas multas.

Avisou: “A multa, às vezes irrisória, não é a consequência mais séria”. Lembrou que a Lei Complementar 64, de 1990, abre espaço para a impugnação de candidaturas.

O repórter foi ao texto da lei. Prevê o ajuizamento de representações contra “abuso do poder econômico ou do poder de autoridade...”

“...Ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social em benefício de candidato ou de partido político”.

Anota que podem recorrer à Justiça Eleitoral os partidos, as coligações, os candidatos ou o Ministério Público Eleitoral.

Se julgar procedente a representação, a Justiça Eleitoral “declarará a inelegibilidade” e a “cassação do registro do candidato diretamente beneficiado” pelo abuso.

Segundo Marco Aurélio, as infrações cometidas na fase de pré-campanha podem e devem ser levadas em no julgamento de eventuais representações futuras.

“As situações não são estanques”, disse o ministro. “Numa representação, é possível levar-se em conta fatos anteriores”.

Para Marco Aurélio, a pré-campanha e a campanha propriamente dita estão “unidas por um elo que atrai a incidência da lei”.

Ele afirmou que a imposição de multas “visa preservar o equilíbrio da disputa. E a representação posterior pode advir da continuidade do procedimento irregular”.

Declarou que o pagamento das multas não impede a representação posterior. “Sob pena de ficar uma hipocrisia...”

“...Seria como se houvesse um acerto de contas e se apagasse o passado. Não é assim. O passado diz respeito à mesma eleição, à mesma disputa”.

O ministro já havia mencionado os riscos ao proferir o seu voto na sessão em que Lula e Dilma foram multados por propaganda ilegal na semana passada.

“Mencionei o risco para que depois ninguém coloque a mão na cabeça e diga que isso é uma inovação. Não é...”

“...O sistema visa a lisura das eleições e deve ser compreendido como um todo”.

Por ora, Lula já foi multado quatro vezes, sempre por propaganda extemporânea. Dilma Rousseff, recebeu duas multas. O PT, uma.

Em decisão desta sexta (21), ainda passível de recurso ao plenário do TSE, foram multados também quatro políticos apoiadores de Dilma.

Somando-se as multas ao presidente, à candidata, ao partido e aos aliados, chega-se à cifra de R$ 90 mil.

Um custo baixo se considerados os efeitos da superexposição antecipada de Dilma, hoje empatada em 37% com o rival José Serra, segundo o Datafolha.

Marco Aurélio realça que, nas pegadas da coligação governista, também as legendas de oposição começam a incidir na prática de propaganda fora de época.

“O corregedor-geral [ministro Aldir Passarinho] acaba de suspender programas do DEM em São Paulo”, recordou Marco Aurélio.

“Isso tudo é muito ruim. O país não avança culturalmente dessa maneira. É a perda total de parâmetros, a inversão de valores. O errado passa por certo e vice-versa...”

“...As pessoas não estão se dando conta de que essa permissividade pode levar a conseqüências seríssimas...”

“...É claro que, se houver a diplomação de um eleito, aí a representação evolui para uma ação de impugnação do mandato. A demora da Justiça às vezes leva a isso...”

“...Seria recomendável que a turma pusesse as barbas de molho, do contrário degringola. É um alerta”.


13 de mai. de 2010

OPINIÃO: Jucá não gosta do projeto de ficha limpa

OPINIÃO
Jucá não gosta do projeto de ficha limpa
O líder do governo no Senado Romero Jucá diz que pretende melhorar o projeto de ficha limpa aprovado pela Câmara, que propõe proibir que gente como ele se candidate a cargos eletivos. Não disse, porém, se a melhora é melhor para os "fichas sujas, ou para a democracia brasileira. Mas ninguém tem dúvidas de que lado ele está.

Photoshop Toinho de Passira, sobre foto de José Cruz/ABr

Pouca gente sabe, mas Jucá é pernambucano. Quirino Ventania dizia: “pernambucano quando presta, é um colosso, mas quando desanda...”

Toinho de Passira
Fontes: Isto É, O Globo, Wikipedia, O Globo

Os jornais dão destaque à posição firme do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que sinalizou que não se esforçará para dar celeridade à votação do projeto "Ficha Limpa", proposta para barrar a candidatura de políticos condenados pela Justiça.

A votação da proposta foi concluída dia 11 pela Câmara, nascida de um projeto de iniciativa popular, com mais de 1,3 milhões de assinaturas.

Isso não pode ser considerada notícia, pois notícia é uma coisa surpreendente, inusitada. Jucá com a folha corrida que possui, só poderia agir dessa maneira.

Apesar de imoral é coerente com a sua condição de um dos mais importantes representante dos “fichas sujas” no Congresso Brasileiro, um páreo duro com o seu mentor e presidente da Casa José Sarney.

Note-se que apesar de notórios fichas sujas de fato, Jucá, Sarney e até Maluf (até pouco tempo) não podem ser considerados “fichas sujas” de direito, nem com a implantação dessa nova lei, pois nenhum tribunal os conseguiu condenar. Não é lindo?

No ano passado, o ministro do STF Cezar Peluso, atendendo pedido do advogado de Jucá, declarou a extinção da punibilidade do senador, por prescrição da pena, após a denúncia repousar sem nenhum movimento, durante quatro anos, no seu gabinete.

A procuradoria federal acusava Jucá e um sócio de “... obterem em 27 de junho de 1996, mediante fraude, financiamento em instituição financeira, uma vez que se utilizaram de imóveis inexistentes como garantia, a fim de receberem a segunda parcela do empréstimo".

Romero Jucá poderia pegar até seis anos de cadeia, mas jamais será punido por esse crime, como não foi por ter vendido madeira ilegal de reservas indígenas quando era presidente da FUNAI.

Mesmo assim, sem ser um “ficha suja”, de direito, Jucá está empenhado em defender os “fichas sujas” a qualquer custo, por identificação e por prevenção, (vai ver acaba sendo condenado por alguma estripulia).

Jucá nunca disfarça os seus propósitos em defesa da corrupção e da marginalidade. Afinal ele é da tropa de choque do governo Lula, e como toda tropa de choque, não está ali para ser delicado.

Por isso mesmo, soa um deboche, uma pantomima, ver que Romero Jucá está enfrentando inclusive o presidente do Senado, José Sarney que disse disposto a fazer o projeto ter celeridade no senado, para ser aprovado o mais depressa possível.

Sarney quer fazer média. Jucá não é capaz de discordar em nada com o seu mentor. Pouca gente sabe, ou não se lembra que foi José Sarney como presidente da república que tirou o pernambucano Jucá do anonimato de político de província nomeando-o presidente da FUNAI.

Depois que ele se apoderou da madeira dos índios, Sarney viu que ele tinha potencial e o nomeou governador do então território federal de Roraima. Desde então a folha corrida dos dois e as contas bancárias só tem crescido.

A encenação, mal ensaiada, de Jucá e Sarney vai ter que enfrentar, porém, a determinação da oposição no Senado.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do senado, por exemplo, já avocou a relatoria do projeto Ficha Limpa, para dar celeridade de verdade à aprovação da nova lei.

Há uma possibilidade legal, de sendo aprovado antes das convenções partidárias, o projeto, já transformado em Lei, venha a vigorar já nas próximas eleições.

Mesmo com a nova Lei, muito bandido vai poder continuar candidatando-se, pois o projeto não tem uma amplitude capaz de capturar todos, mas já é um filtro, um começo.

O resto pode ser feito com a conscientização do eleitor. Sonhamos com um congresso, sem Jucá, Sarney, Ideli Salvati, Maluf, Jáder Barbalho, Antônio Palocci, João Paulo, José Genoino, Fernando Collor, Eduardo Azeredo, Renan Calheiros e os Edison Lobão, entre tantos outros.

O povo roraimense não vão nos decepcionar, Jucá e seus comparsas políticos, precisam ser alijados da política brasileira, a partir da próxima eleição.


22 de abr. de 2010

Serra sabe do que está falando

ELEIÇÕES 2010
Serra sabe do que está falando
Nós vamos votar em José Serra por acreditamos na sua competência, na sua seriedade e na sua lisura como administrador público. Comparado a qualquer dos postulantes a presidência, está anos a fio na dianteira. Comparado com Lula está disposto a fazer em quatro anos, o que o outro só prometeu e não fez em oito. Não dá para comparar com a candidata do PT, pois diante dele a guerrilheira não dá nem para saída, chega ser uma covardia

Foto: Reprodução video

Toinho de Passira
Fontes: Blog do Reinaldo Azevedo

Neste trecho da entrevista ao SBT, abaixo, o candidato José Serra não foge de pergunta nem fala o que pensa os marqueteiros. Quem responde as perguntas é ele mesmo e não há nada a corrigir, nem quando ele escala Neymar para a Seleção Brasileira.

Só por essa parte já dá para conhecer e se encher de vontade em votar no José Serra para presidente do Brasil, mas se quiser se aprofundar mais, veja a primeira parte da entrevista.


11 de abr. de 2010

Serra é primeira página, da candidata ninguém ouviu falar

ELEIÇÕES 2010
Serra é primeira página, da candidata ninguém ouviu falar
Na disputada pela atenção da mídia, a oposição deu uma surra midiática em Lula e sua candidata, que imaginavam que fazendo um evento na mesma hora da festa tucana iria diminuir a importância do acontecimento. Quebraram a cara.

Foto: Reuters

Todos os jornais preferiram registrar nas suas primeiras páginas o momento em que Serra beija Aécio agradecido, e o mineiro, parece dizer, menos Serra, menos...


As imagens da primeira pagina dos jornais foram recortadas para dá destaque as imagens do lançamento da pré-candidatura de Serra.
Toinho de Passira

Sábado antes do encontro da Oposição que ia lançar o nome de Serra com futuro presidente do Brasil, alguns Blogs temiam e comentavam que Lula e a sua candidata, haviam inventado um evento com as centrais sindicais, no mesmo horário, tentando empanar a festa democrática do PSDB, DEM e PPS.

Usando a sabedoria do “Manual do Peninha”, dissemos que sábado era o dia de Serra, a menos que Lula mordesse a candidata, ou fosse por ela mordido, a festinha deles não ia ter repercussão.

Era uma barbada. Claro que a notícia era Serra e pouquíssimos foram os órgãos de imprensa que noticiou a festa paralela petista. Ao contrário do lançamento do nome de Serra que figurou nas primeiras páginas dos principais jornais do país.

Durante muito tempo vai ser assim, se os tucanos souberem dosar as aparições, o candidato Serra chamará mais atenção que a candidata de Lula, a não ser que ela continue na sua maratona de se autodestruir, dizendo bobagens e demonstrando a sua incapacidade de se posicionar como candidata, sem o auxílio de Lula.

Por obrigação de ofício, nós ficamos de olho no que faziam Lula e seus asseclas e constatamos, como também era previsível, eles gastaram mais tempo tentando debochar da oposição do que falar da sua candidata.

Lula falou que o tema da campanha de Serra, “o Brasil pode mais”, foi copiado de Obama, como o seu “We Can”, só que foram eles que importaram um dos marqueteiros de Obama, para tentar fazer um milagre na candidata.

Por outro lado, esse não vai ser o slogan definitivo da campanha de Serra, que não é bobo em desperdiçar suas armas, durante a pré-candidatura.

A única coisa que ficou visível é que Lula, megalomaníaco doente, pensava que a campanha seria ele contra Serra e o candidato da oposição destacou que quem está disputando a eleição com a candidata, nunca testada nas urnas, sem experiência no comando executivo e com um passado nebuloso.

Por outro lado, ouvindo os discursos dos oradores na festa da oposição, ficou evidente a qualidade dos oradores e das pessoas que ali estavam em torno da candidatura de Serra.

Gente que falava com propriedade, sem subterfúgios, unidos em torno de um candidato que respeitam como líder, e que não foi tirado do bolso de nenhum colete. Um candidato que figura nas pesquisas como o primeiro colocado, desde que se começou a fazer pesquisa sobre as próximas eleições.

José Serra já foi repetida vezes eleito em São Paulo, um dos mais cosmopolitas dos estados brasileiros. A capital São Paulo, todos sabem, é a cidade com maior número de nordestinos do país.

Nesse cenário Serra vence os candidatos petistas, aos montes, tanto na capital, como no estado. Marta Suplicy e Aloísio Mercadante, já experimentaram o poder eleitoral do atual pré-canditado a Presidente da República pela oposição.

Ninguém tem dúvidas que nos últimos anos, que esteve a frente do executivo paulista, prefeitura e governo do estado, o candidato José Serra, exerceu seu mandato sem escândalos, sem corrupção, sem deslizes. Se ele tivesse errado uma só vez, nem Lula, nem a candidata, nem os petistas o perdoariam.

Eles, ao contrário, tremem e suam frio, quando ouvem, por exemplo, Fernando Henrique dizer, que com José Serra, lugar de bandido e de ladrão é na cadeia.

As próximas pesquisas vão assustar ainda mais os petistas, o presidente e sua candidata improvisada. Essa é a nova aposta do Manual do Peninha. Outra barbada.