Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta mst. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta mst. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

29 de ago. de 2009

Reforma Agrária: Por dentro do cofre do MST

Reforma Agrária
Por dentro do cofre do MST
VEJA teve acesso às movimentações bancárias de quatro entidades ligadas aos sem-terra. Elas revelam como o governo e organizações internacionais acabam financiando atividades criminosas do movimento

Fonte: Revista Veja

Assertivos do ponto de vista ideológico, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra são evasivos quan-do perguntados de onde vêm os recursos que sustentam as invasões de fazendas e manifestações que o MST promove em todo o Brasil. Em geral, respondem que o dinheiro é proveniente de doações de simpatizantes, da colaboração voluntária dos camponeses e da ajuda de organismos humanitários. Mentira. O cofre da organização começa a ser aberto e, dentro dele, já foram encontradas as primeiras provas concretas daquilo de que sempre se desconfiou e que sempre foi negado: o MST é movido por dinheiro, muito dinheiro, captado basicamente nos cofres públicos e junto a entidades internacionais. Em outras palavras, ao ocupar um ministério, invadir uma fazenda, patrocinar um confronto com a polícia, o MST o faz com dinheiro de impostos pagos pelos brasileiros e com o auxílio de estrangeiros que não deveriam imiscuir-se em assuntos do país.

VEJA teve acesso às informações bancárias de quatro organizações não governamentais (ONGs) apontadas como as principais caixas-fortes do MST. A análise dos dados financeiros da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das Coo-perativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) revela que o MST montou, controla e tem a seu dispor uma gigantesca e intrincada rede de abastecimento e distribuição de recursos, públicos e privados, que transitam por dezenas de ONGs espalhadas pelo Brasil:

• As quatro entidades-cofre receberam 20 milhões de reais em doações do exterior entre 2003 e 2007. A contabilização desses recursos não foi devidamente informada à Receita Federal.

• As quatro entidades-cofre repassaram uma parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006.

• As quatro entidades-cofre receberam 43 milhões de reais em convênios com o governo federal de 2003 a 2007. Existe uma grande concentração de gastos às vésperas de manifestações estridentes do MST.

• As quatro entidades-cofre promovem uma recorrente interação financeira com associações e cooperativas de trabalhadores cujos dirigentes são ligados ao MST. • As quatro entidades-cofre registram movimentações ban-cárias estranhas, com vul-tosos saques na boca do caixa, indício de tentativa de ocultar desvios de dinheiro.

Entre 2003 e 2008, segundo levantamentos oficiais, cerca de trinta entidades de trabalhadores rurais receberam do governo federal o equivalente a 145 milhões de reais. O dinheiro é repassado em forma de convênios, normalmente para cursos de treinamento. O Tribunal de Contas da União já identificou irregularidades em vários desses cursos. São desvios como cadastros de pessoas que não participaram de aula alguma e despesas que não existiram justificadas com notas frias. A Anca, por exemplo, teve os bens bloqueados pela Justiça após a constatação de que uma parte dos recursos de um convênio milionário assinado com o Ministério da Educação, para alfabetizar jovens, foi parar nos cofres do MST. Teoricamente, a Anca, a Concrab, o Cepatec e o Itac são organizações independentes, sem nenhum vínculo oficial entre si ou com o MST. Mas só teoricamente. A quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico das entidades-cofre mostra que elas fazem parte de um mesmo corpo, são uma coisa só, bem organizada e estruturada para dificultar o rastreamento do dinheiro que recebem e administram sem controle legal algum.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

TORNEIRA ABERTA Milhões de reais do governo Lula serenaram durante seis anos a fúria do MST

Eis um exemplo da teia que precisa ser vencida para tentar entender como os recursos deixam o cofre da entidade e viajam por caminhos indiretos ao MST. Uma das beneficiárias de repasses da Anca é a gráfica Expressão Popular. Seus sócios são todos ligados ao MST, como Suzana Angélica Paim Figueiredo, advogada do escritório do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que atua em causas de interesse do MST. Suzana faz parte da banca que defende o terrorista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil. A advogada ainda é presidente de uma segunda editora, a Brasil de Fato, que também recebe recursos da Anca, também presta serviços ao MST e tem como conselheiro ninguém menos que João Pedro Stedile, líder-mor do MST, um dos principais defensores da não extradição de Battisti. Anca, Brasil de Fato e MST, embora sem vínculos aparentes, funcionavam no mesmo conjunto de salas em São Paulo. Procurada, a advogada Suzana não quis esclarecer que tipo de serviço as gráficas prestaram à Anca. Indagadas, o máximo que as três entidades admitem é que existe uma parceria entre elas. Essa parceria, ao que tudo indica, serve inclusive para ocultar as atividades do departamento financeiro do movimento sem-terra.

Além de funcionarem nos mesmos endereços, como é o caso da Itac e da Concrab, e de dividirem os mesmos assessores e telefones, como a Anca e a gráfica, as entidades curiosamente recorrem aos mesmos contadores e advogados – eles também, ressalte-se, integrantes de cooperativas ligadas ao MST. A análise dos dados sigilosos revela que Ilton Vieira Flores, o contador da Anca, o cofre principal do MST, é um dos responsáveis pelo Cepatec, outra fonte de arrecadação de dinheiro do movimento. O contador também é diretor da Cooperbio – um excelente exemplo, aliás, de como as ONGs ligadas ao MST se entranharam no governo. A cooperativa, que tem como função intermediar recursos para associações de trabalhadores rurais que se dedicam à fabricação de matéria-prima para a produção de biocombustíveis, assinou convênios milionários com a Petrobras. O presidente da Cooperbio, Romário Rossetto, é primo do presidente da Petrobras Biocombustível, o petista Miguel Rossetto, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, uma das principais fontes de recursos da Anca, do Cepatec, da Concrab e do Itac.

Foto: Valter Campanato/ABR e Antônio Cruz/ABR

TORNEIRA FECHADA O ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário (no alto, à esq.), cortou verbas para convênios. Resultado: o MST, comandado por Marina dos Santos, ameaça retaliar

Há muito que desvendar a respeito do verdadeiro uso pelo MST do dinheiro público e das verbas provenientes do exterior. A Anca, por exemplo, é investigada desde 2005 por suas ligações com o movimento. A quebra do sigilo mostra que funcionários da entidade realizaram saques milionários em dinheiro em datas que coincidem com manifestações promovidas pelo MST e também com períodos eleitorais. Outra coincidência: tabulando os gastos das entidades, resta evidente que parte expressiva dos recursos é destinada a pessoas físicas ou jurídicas vinculadas ao MST. Há também transferências bancárias suspeitíssimas. Em agosto de 2007, 153 000 reais do Cepatec foram parar na conta de Márcia Carvalho Sales, uma vendedora de cosméticos residente na periferia de Brasília. "Não sei do que se trata, não sei o que é Cepatec e não movimento a conta no banco há mais de três anos", diz a comerciária. O Cepatec também não quis se pronunciar.

Para fugir a responsabilidades legais, o MST, embora seja onipresente, não existe juridicamente. Não tem cadastro na Receita Federal, e, portanto, não pode receber verbas oficiais. "Por isso, eles usam essas entidades como fachada", diz o senador Alvaro Dias, do PSDB do Paraná, que presidiu a CPI da Terra há quatro anos e, apesar de quebrar o sigilo das ONGs suspeitas, nunca conseguiu ter acesso aos dados bancários. Aliados históricos do PT, os sem-terra encontraram no governo Lula uma fonte inesgotável de recursos para subsidiar suas atividades. Uma parcela grande dos convênios com as entidades ligadas ao MST destina-se, no papel, à qualificação de mão de obra. Mas é quase impossível averiguar se esse é mesmo o fim da dinheirama. "Hoje o MST só sobrevive para parasitar o estado e conseguir meios para se sustentar", diz o historiador Marco Antonio Villa.

O MST sempre utilizou o enfrentamento como peça de marketing do movimento. No governo passado, os sem-terra chegaram a organizar uma marcha que reuniu 100 000 pessoas em um protesto em Brasília, além de invadirem a fazenda do presidente da República com direito a transmissão televisiva. No governo Lula, a relação começou tensa, mas foi se acalmando à medida que aumentavam os repasses de dinheiro e pessoas ligadas ao movimento eram nomeadas para chefiar os escritórios regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O MST passou, então, a concentrar os ataques à iniciativa privada, especialmente ao agronegócio.

Foto: Antônio Cruz/ABR

Os escritórios do Incra se tornaram suporte para ações contra produtores rurais, muitos deles personagens influentes na base aliada do governo. Além disso, os assentamentos contribuíram para aumentar a taxa de desmatamento e as ONGs ligadas à reforma agrária se tornaram um ralo pelo qual o dinheiro público é desviado. Esse estado de coisas levou à instalação de uma CPI no Senado e, ato contínuo, a um recuo do Planalto nos afagos aos sem-terra. A pretexto da crise econômica mundial, o governo cortou mais de 40% da verba prevista para os programas de reforma agrária. Cedendo à pressão de ruralistas, tirou das mãos do MST o comando de escritórios estratégicos do Incra, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, e colocou no lugar pessoas indicadas por ruralistas. Por fim, o golpe mais dolorido: fechou a milionária torneira dos convênios.

As ONGs ligadas ao MST chegaram a receber quase 40 milhões de reais em um único ano. No início do governo Lula, em 2003, esses repasses não alcançavam 15 milhões de reais. No ano seguinte, cresceram substancialmente, ultrapassando os 23 milhões de reais. Em 2005, o valor aumentou novamente, atingindo 38 milhões de reais. No segundo mandato, as denúncias de irregularidades envolvendo entidades ligadas aos sem-terra ganharam força. E o dinheiro federal para elas foi minguando. Em 2007, ano de abertura da CPI, os repasses às ONGs ficaram em 28 milhões de reais. No ano passado, as entidades receberam 13 milhões. E, nos oito primeiros meses deste ano, os cofres das ONGs do MST acolheram menos de 7 milhões de reais em convênios com o governo federal.

Como reação, a trégua com o governo também minguou. No início de agosto, 3 000 militantes invadiram a sede do Ministério da Fazenda. A ação em Brasília foi comandada pela nova coordenadora nacional do MST, Marina dos Santos, vinculada a setores mais radicais do movimento. No protesto, o MST exigiu o assentamento imediato de famílias que estão acampadas. Nos bastidores, negocia a retomada dos repasses para as ONGs e a recuperação do comando das unidades do Incra. Em conversas reservadas, existem até ameaças de criar problemas para a candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff. O governo Lula agora experimenta o gosto da chantagem de uma organização bandida que cresceu sob seus auspícios.


10 de out. de 2009

GUERRILHA DO MST: A máquina do terror no campo

GUERRILHA DO MST
A máquina do terror no campo

A revista Veja mostra como funciona a guerrilha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que “além de invadir, depredar e saquear fazendas, agora também faz ameaça de morte, pratica extorsão e espalha o terror entre os próprios camponeses

Foto: Fotos Fernando Cavalcanti e Valter Campanato

ATAQUES COM DIGITAIS OFICIAIS - O presidente do Incra, Rolf Hackbart, criticou a destruição na fazenda do grupo Cutrale promovida por militantes do MST. Que ninguém se engane: o Incra funciona como um braço auxiliar dos criminosos, que recebem dinheiro, informações e apoio logístico para executar as operações

Sofia Krause, Diego Escosteguy e Raquel Salgado
Fonte: Revista Veja

O lavrador Francisco do Carmo Neto, morador do assentamento Barreirinho, na divisa entre Goiás e Minas Gerais, a cerca de 150 quilômetros de Brasília, dorme com um olho aberto e uma espingarda ao alcance da mão. A arma está sempre carregada. Francisco não tem medo de jagunços a soldo de fazendeiros ou dos ladrões de galinha que pululam na região. Francisco tem medo dos homens do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Os líderes da organização ameaçam matá-lo há anos – tudo em razão de sua recusa em alistar-se como soldado do movimento.

Ali, como em diversos assentamentos espalhados Brasil afora, o MST é o patrão; os camponeses, seu proletariado. Tal qual uma boa empresa capitalista, a organização sabe captar e multiplicar o seu dinheiro. Quer plantar? O MST consegue o financiamento, desde que mediante o pagamento de uma pequena taxa de administração. Cobra um pedágio de 2% dos trabalhadores que pegam empréstimo com o governo. Quem discordar dos métodos tem a liberdade de partir. Se não quiser partir, jagunços do movimento se encarregam de convencê-lo – a bala, queimando e saqueando as casas, ameaçando de morte. O Incra, órgão governamental que deveria gerir os assentamentos, sabe de tudo isso, mas nada faz e, segundo os lavradores, sempre que pode, ainda dá apoio logístico aos criminosos do MST.

É essa perigosa simbiose entre a violência do movimento e a leniência do governo que proporciona espetáculos grotescos como o de dez dias atrás, quando integrantes do MST invadiram a fazenda Santo Henrique, em São Paulo, de propriedade da Cutrale, a maior produtora de sucos de laranja do país.

Alegando que a propriedade estava em litígio, 250 sem-terra ocuparam o local. No começo, o Incra confirmou que a posse da fazenda estava em discussão na Justiça, o que impediu os advogados da Cutrale de conseguir rapidamente a reintegração de posse. Pura malandragem. A propriedade da fazenda já fora discutida na Justiça, e o Incra perdera o processo em segunda instância – e, evidentemente, sabia disso.

Quando os juízes descobriram o estratagema do MST e de seus comparsas no Incra, era tarde demais. Os sem-terra haviam devastado a fazenda. Os vândalos destruíram 10 000 pés de laranja, roubaram 45 toneladas de produtos agrícolas e sumiram com 12 000 litros de diesel. Para completar o serviço, quebraram 28 tratores. A empresa calculou os prejuízos em 3 milhões de reais. A ação foi tão repugnante que até a cúpula do governo Lula, incluindo o Incra, veio a público condená-la.

"A minha reação é de indignação. Não tem razão para isso", disse Rolf Hackbart, o presidente do Incra. No Congresso, reavivaram-se os debates para a criação de uma CPI destinada a investigar o MST.

Foto: Cristiano Mariz

SEM-TERRA X SEM-TERRA - Em depoimentos ao MP, sem-terra, armados para se defender, acusam o MST de implantar um clima de terror no assentamento: tiros, ameaças e destruição de casas de quem se recusa a participar de novas invasões

As ilegalidades cometidas pelo movimento dos sem-terra, entremeadas por tantas outras manifestações recentes de brutalidade autoritária, trazem à luz o verdadeiro espírito do MST: uma organização criminosa, espalhada pelos quatro cantos do país, mantida por dinheiro dos contribuintes e cujo poder provém do livre exercício da violência.

VEJA esteve no assentamento Barreirinho, onde moram 140 famílias que, assim como o lavrador Francisco, convivem com a natureza belicosa do movimento. Essas famílias estão há anos sob o signo do terror, levando uma vida pior do que as outras, aquelas que aceitam se submeter às ordens despóticas da organização.

Muitos já foram embora, com medo da morte. Os lavradores que resistem sofrem toda sorte de retaliação. Desde que foram assentados pelo Incra, há uma década, os sem-terra criaram uma cooperativa própria e decidiram se afastar da cartilha maoísta do MST. Isso, na prática, significava dizer que não participariam mais de invasões e não aceitariam mais as duras regras impostas pelas lideranças do movimento.

A situação no assentamento deteriorou-se seriamente há dois anos, quando, diante do crescente número de famílias que se negavam a participar das ações do movimento, o MST resolveu radicalizar – com a competência de sempre. Sobrevieram ameaças de morte e atos de vandalismo. Alguns, como Francisco dos Santos Rodrigues, acordaram um dia com armas apontadas para a cabeça e ordens de abandonar a própria casa. Para mostrar que não estavam para brincadeira, os pistoleiros do MST descarregaram seus revólveres aos pés do camponês.

"Se você abrir a boca sobre o que aconteceu aqui, nós vamos te matar", prometeram os bandidos. Diz o lavrador: "Fui expulso de casa sem carregar nada junto, só a roupa do corpo. Eles não tiveram dó". Teimoso, Francisco decidiu voltar. Está marcado para morrer.

Foto: Cristiano Mariz

EXTORSÃO - Os assentados da fazenda Barreirinho, como Antônio Lisboa, são obrigados a destinar ao MST 2% do dinheiro que recebem do governo para plantar

As famílias acabaram procurando o Ministério Público de Minas Gerais. Em fevereiro de 2007, formalizaram a denúncia, narrando os abusos em detalhes. Os promotores ainda investigam o caso. Ato contínuo, elas também buscaram ajuda no Incra em Brasília. Bateram na porta errada. Desde o começo do governo Lula, em razão da admiração histórica entre o PT e o MST, o órgão é dominado por integrantes ou simpatizantes do movimento.

Segundo o líder dessas famílias, o assentado Antônio Teixeira, o Incra nada fez – e, para piorar, seus agentes passaram a hostilizar abertamente os lavradores. As famílias dizem que o governo travou os processos de regularização dos lotes e tentou realocá-las em outros assentamentos.

Diz Teixeira: "Eles querem que as terras voltem para o controle do MST". E já voltaram. Lá, não há conversa. As famílias que quiserem obter dinheiro público para tornar a terra produtiva precisam obedecer ao MST. No papel, conceder empréstimos para os assentados cabe ao Incra. Na terra, vale a lei do movimento.

Foto: Juliana Leitão/Diário de Pernambuco/Futura Press

MAUS RESULTADOS - Cerca de 520 000 famílias foram assentadas no governo Lula: venda de lotes e dificuldades para conseguir produzir

Quando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou uma linha de crédito para que os assentados pudessem plantar mandioca, os dirigentes sem-terra aprenderam rapidamente os lucrativos mecanismos da economia de mercado. Ofereceram-se para ajudar as famílias – desde que um porcentual dos empréstimos ficasse com o movimento.

Nesse quesito, o MST inovou: criou o pedágio com débito em conta! O politburo local dos sem-terra alugou um ônibus, levou as famílias até o banco e, sabe-se lá como, cuidou das formalidades junto ao governo. Na hora de fechar os empréstimos, os sem-terra obrigaram os camponeses a assinar a autorização para débito em conta. Era pegar ou largar. Quase todos pegaram. Os lavradores, que não têm nada a ver com o movimento, passaram a pagar pedágio como se fosse conta de telefone.

Um dos clientes do MST foi o camponês Antônio Lisboa. Ele contraiu um empréstimo de 1 000 reais. Deixou 20 na conta do movimento. Procurado, o Incra não quis se pronunciar sobre as acusações.

"Não sei nada a respeito de violência, e, com relação a essa taxa, não é coisa oficial do movimento", disse Gaspar Martins Araújo, líder local do MST, sem mostrar nenhuma surpresa quando informado de que a conta do pedágio é administrada por um colega do MST.

Essa relação siamesa entre o Incra e o MST está na raiz do fracasso do projeto de reforma agrária do governo Lula. Nos últimos anos, o Incra distribuiu mais terras do que em toda a história do país. Foram 43 milhões de hectares, nos quais cerca de 520.000 famílias de sem-terra foram assentadas. Há água, energia e um teto para a maioria desses camponeses. Eles têm moradia, o que certamente constitui um avanço – mas isso basta?

"A reforma agrária não é apenas a redistribuição de terras improdutivas, mas um meio de fazer com que os lavradores consigam produzir nos assentamentos", explica o professor Gilberto de Oliveira Júnior, da Universidade de Brasília. Hoje, mesmo após o governo ter gasto 1,3 bilhão de reais, os assentados produzem pouco, como confirma uma pesquisa feita pelo Ibope nos assentamentos.

Produzindo pouco, não têm renda. Sem renda, não conseguem sair da pobreza. A lógica que governa a política do Incra e do MST é simples – e cruel. Ela aponta um descompasso entre a dinheirama investida pelo governo e a situação de penúria na qual vivem os assentados. Aponta também uma solução: em vez de usar o dinheiro da reforma agrária para financiar as atividades criminosas do MST, o governo deveria investi-lo na produção agrária dos assentamentos. Essa lógica, a de quem realmente precisa dos investimentos para sair da pobreza e desenvolver a economia do país, é impecável.
”Como funciona a máquina do terror no campo” é o Título original na material de Veja
**Alteramos o subtítulo

22 de abr. de 2009

Promotor acuado pelo MST desiste

Promotor acuado pelo MST desiste
Promotor que combatia na Justiça as ações criminosas do MST no Rio Grande do Sul abandona o caso depois de sofrer ameaças, constrangimentos, grampos e até um atentado contra sua vida

Fotos Miriam Fichtner/Pluft Fotografias e Charles Guerra/Ag. RBS

O AVANÇO E O RECUO Gilberto Thums desistiu de tentar conter a barbárie do MST: "Se a luta não for de todos, não é de ninguém"

Alexandre Oltramari
Fonte: Revista Veja

Em 25 anos de existência, o Movimento dos Sem-Terra (MST) raras vezes teve seus métodos ilegais reprimidos pela força das leis. A ofensiva mais contundente vinha sendo realizada no Rio Grande do Sul, berço do movimento, pelo promotor de Justiça Gilberto Thums. Filho de pequenos agricultores e ex-delegado de polícia, Thums obteve oito vitórias contra o MST no último ano.

Conseguiu, com ações na Justiça, impedir marchas para invadir áreas predeterminadas; fichou criminalmente invasores; proibiu integrantes do grupo de se aproximar de glebas produtivas. Em sua batalha mais recente, convenceu o governo gaúcho a colocar na clandestinidade as escolas itinerantes do MST – versão sem-terra das escolas muçulmanas, conhecidas como madraçais, que fabricam terroristas dispostos a dar a vida em nome do Islã.

O fim da doutrinação revolucionária com dinheiro público produziu uma avalanche de protestos contra o promotor. Thums foi acusado de nazismo e demonizado por supostamente impedir o acesso de crianças à educação. Acuado, anunciou que está deixando o caso.

"Cansei. Essa luta não pode ser apenas minha. Se ela não for de todos, não é de ninguém", diz Thums. Os ataques contra o promotor surgiram de todas as partes e seguiram os mais diversos métodos, da intimidação à ameaça. Em Brasília, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, órgão do governo aparelhado pelo MST, enviou uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público acusando a instituição de afrontar direitos fundamentais das crianças ao tentar extinguir as escolas do MST.


O Plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul na Audiência Pública da Comissão de Educação, crianças para constranger.

Há duas semanas, ao participar de uma audiência pública, o promotor foi recebido por 200 crianças cantando o hino do movimento e com cópia do Estatuto da Criança e do Adolescente nas mãos. A claque o deixou constrangido. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), braço da Igreja Católica que dá sustentação ao MST, atacou em outra frente. Pela internet, lançou uma campanha mundial que soterrou o correio eletrônico do promotor.

Thums, descendente de austríacos, foi comparado a Adolf Hitler, para citar apenas as mensagens menos hostis. A ofensiva também se deu em outras esferas. Nas últimas semanas, segundo o promotor, cinco mensagens de voz com gravações de suas conversas telefônicas lhe foram enviadas, num indício claro de que ele está sendo monitorado sabe-se lá por quem.

Além disso, ele diz ter sido vítima de um atentado, quando um carro tentou atropelá-lo na rua.

Não existem evidências materiais de que o MST esteja no leme do atentado ou da interceptação telefônica, mas, se a suspeita do promotor estiver correta, isso não seria nenhuma novidade.

Documentos internos do movimento apreendidos nos pampas revelam que ações criminosas há muito integram a cartilha dos sem-terra. Seus manuais ensinam a saquear fazendas, destruir provas que os incriminem, fabricar bombas e fraudar os cadastros do governo.

Foto: Foto Tadeu Vilani para “Zero Hora”

A guerra do MST

As escolas itinerantes, colocadas na clandestinidade pela ação do promotor, são o laboratório no qual o movimento configura suas crianças para a guerra.

Ninguém sabe seu número exato. No Rio Grande do Sul, onde desde fevereiro passado elas deixaram de integrar a rede pública, eram doze, com cerca de 400 alunos entre 7 e 14 anos.

Há cinco anos, VEJA visitou duas delas, ambas no Rio Grande do Sul. A reportagem constatou que os alunos celebram a revolução chinesa, a morte de Che Guevara e o nascimento de Karl Marx. O Sete de Setembro, Dia da Independência, para eles é o "Dia dos Excluídos". Nas aulas de teatro, carregando bandeiras do MST, crianças entoam gritos de guerra e conclamam para a revolução.

A defesa de escolas públicas para filhos de sem-terra parece paradoxal quando se leva em conta a razão de ser, pelo menos teórica, do MST. O movimento que diz defender a inclusão econômica e social dos desvalidos exige que a sociedade continue financiando escolas que, em vez de incluir, acabam por excluir e segregar seus filhos.

"Eles são diferentes mesmo. Muitos não têm sapatos nem como chegar a uma escola tradicional. Esse promotor é um grande capitalista, um baita tradicionalista. Ele persegue o MST", diz o padre Rudimar Dal’Asta, coordenador da CPT no Rio Grande do Sul.

Foto:Fernando Ramos/Zero Hora

A Polícia Militar do Rio Grande do Sul, enquadrando o MST

O padre alega que o caráter nômade dos sem-terra impede suas crianças de frequentar uma escola pública comum. Nada disso, porém, justifica a doutrinação guerrilheira promovida nos centros de treinamento itinerantes do MST, muito menos o fato de ela ser mantida com o dinheiro dos contribuintes.

Com a deserção de Gilberto Thums, outros promotores deverão ser escalados para continuar atuando nos tribunais contra ilegalidades e abusos promovidos pelo movimento. O MST também promete continuar doutrinando suas crianças com ou sem os recursos do governo – embora reconheça que é bem mais fácil fazer a revolução com uma ajudazinha dos cofres oficiais.

Um dos empecilhos, o promotor, o movimento já conseguiu abater.


*Acrescentamos algums fotos, com legenda, ao texto original da Revista

6 de set. de 2009

A Guerrilha do MST vai ser investigada em CPI

A Guerrilha do MST vai ser investigada em CPI
Os democratas, Kátia Abreu no senado e Ronaldo Caiado na Câmara, colhem assinatura para criar uma CPI mista visando apurar a origem e o destino do dinheiro que abastece os cofres de entidades ligadas ao movimento dos sem-terra, usados para ações criminosas

Fotos: Moreira Mariz - Agência Senado e Antônio Cruz/ABr

A senadora Katia Abrue e o deputado Ronaldo Caiado, cuidando da criação da CPI do MST

Fontes: Blog de Kátia Abreu, Revista Veja

Segundo a Veja desta semana a oposição pretende apresentar no começo da semana requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar a origem e o destino dos recursos que abastecem o milionário caixa de quatro organizações não governamentais (ONGs) – Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac) – que foram usadas durante anos como cofre clandestino do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST.

Na edição da semana passada, VEJA revelou que parte do dinheiro recebido pelas ONGs, obtido através de milionários convênios assinados com o governo federal e de milionárias doações enviadas do exterior, foi usada para financiar as atividades criminosas do MST. A movimentação bancária mostra que expressivas quantias foram transferidas para pessoas e empresas ligadas aos sem-terra, como gráficas, editoras e transportadoras.

Como o MST não existe juridicamente, não pode ser responsabilizado penalmente pelas depredações e invasões de terra. Como não existe juridicamente, também não pode receber verbas oficiais. Para burlar o impedimento, militantes do movimento criaram ONGs que se credenciaram junto ao governo para treinar trabalhadores rurais.

O Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal descobriram irregularidades na gestão desses convênios. A movimentação bancária revela o real destino do dinheiro. Apenas uma das entidades investigadas, a Anca, recebeu 14,5 milhões de reais de organizações do exterior, sem declarar isso à Receita Federal, que sugeriu a instauração de uma ação fiscal "para eventual identificação de ilícitos tributários".

Um detalhe curioso: a Anca funciona no mesmo endereço do MST, tem os mesmos funcionários do MST, atende no mesmo telefone do MST, repassa recursos para o MST, mas garante não ter nenhuma ligação com o MST.

"Teremos a oportunidade de mostrar que o MST é financiado ilegalmente com dinheiro público com o aval e o conhecimento do governo", diz o deputado Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, que já colheu 180 assinaturas, número suficiente para a instalação da CPI do MST na Câmara.

"Estamos diante de um fato grave, que merece uma investigação profunda. Precisamos saber por que essas entidades estrangeiras estão financiando atividades criminosas no Brasil", disse a senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins, que está coletando assinaturas no Senado.

A ideia é criar uma CPI mista, com a participação de deputados e senadores, o que dificultaria eventuais manobras do governo para impedir as investigações – um comportamento que virou rotina e tem desmoralizado o trabalho das comissões.


8 de out. de 2009

GUERRILHA DO MST: Invasores financiados pelo governo destrói fazenda

GUERRILHA DO MST:
Invasores financiados pelo governo destrói fazenda

Administrador da fazenda ocupada pelo MST resumiu: Parece que aconteceu uma tsunami

Foto: Roney Dominguos/G1

Além de destruir os pés de laranja, os integrantes do MST destroçaram dezenas de tratores, roubaram objetos e saíram sem serem molestados

Fontes: O Globo,O Globo, O GloboAgência Brasil, Terra, Folha Online, G1

Um rastro de destruição, com pés de laranja arrancados, tratores e armários destruídos e paredes pichadas. Esse era o cenário nesta quarta-feira na fazenda Santa Henrique, em Boberi, no interior de São Paulo, que havia sido ocupada no último dia 28 por cerca de 300 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Os invasores deixaram nesta quarta a propriedade,após a Justiça estadual determinar a reintegração de posse, a empresa responsável pela área.

Foto: Roney Dominguos/G1

Vestiários destruídos

Não houve conflito com os cerca de 120 policiais que acompanhavam a operação desde as primeiras horas da manhã. Funcionários e peritos da polícia científica começaram então a fazer uma varredura na fazenda para avaliar os prejuízos.

Além da destruição de pés de laranja - 12 mil, segundo a Polícia Civil, também foram encontrados cerca de 30 tratores quebrados, paredes e caminhões pichados com a sigla do movimento, armários arrombados, louças de banheiro arrancadas e tubulação entupida.

- Eles colocaram terra dentro do motor dos tratores e deixaram eles ligados até fundir - acusou o gerente de produção da fazenda, Claudinei Ferreti. - Mas o maior problema foi a perda de pés de laranja que tinham cinco anos e estavam em plena produção. Parece que aconteceu uma tsunami aqui.

Foto: Luciano Garcia/FuturaPress

Pichações nas construções da fazenda

Os invasores deixaram a fazenda sob chuva fina, e seguiram para dois assentamentos naquela região. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou a ação do MST:

- Acho um absurdo. É tão absurdo que até o presidente do Incra condenou. Não precisa dizer mais nada. A gente sabe que Incra e MST andam, em geral, juntos. Para até o presidente do Incra ter atacado é uma demonstração do absurdo que foi feito, destruição de patrimônio, crime ambiental, enfim, realmente uma ação muito além de lamentável - disse.

Foto: Roney Dominguos/G1

Durante a tarde, os líderes do MST local se reuniram para avaliar os próximos passos do movimento. Na terça-feira, o juiz da 2ª Vara de Lençóis Paulista, Márcio Ramos dos Santos, determinou a reintegração de posse. Se resistisse, o MST seria multado diariamente em R$ 500 por invasor.

Foto: Roney Dominguos/G1

Tratores com areia no motor, ligados até fundir

Em nota, a Cutrale, proprietária da fazenda, afirmou:

"Nossa expectativa é retomar nossas atividades produtivas que sempre desenvolvemos no local, principalmente para possibilitar o retorno dos mais de 300 empregados rurais, pessoas sérias e comprometidas, que entendem de plantio e manutenção de pomares cítricos e que merecem nossa admiração, para que possam continuar com a oportunidade de trabalhar com dignidade, em respeito a elas próprias e aos seus familiares, resultando em benefício de todos e da própria comunidade".

Foto: Roney Dominguos/G1

Crime imperdoável, pPés de laranjas com cinco anos, carregados de frutos, destruídos pelo tronco.

"Existe uma indignação muito maior no seio da sociedade do que dentro do Congresso Nacional", lamenta Caiado.
O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), (foto) denunciou que, nos últimos cinco anos, nove entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) receberam do governo federal R$ 115,1 milhões. Caiado disse que o DEM vai enviar representação à Procuradoria Geral da República pedindo abertura de investigação por crime de responsabilidade contra o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

Caiado sustenta que a legislação proíbe repasse de recursos para entidades, organizações, pessoa jurídica, movimento ou sociedade de fato que auxiliem, colaborem, incentivem, induzam ou participem de invasão de imóveis rurais ou bens públicos, em conflito agrário ou fundiário.

Segundo Caiado, o Ministério do Desenvolvimento Agrário levou cinco meses para enviar à Câmara resposta a um requerimento de informação que havia feito sobre os repasses de recursos. Caiado disse ainda que, depois que a CPI da Terra comprovou a ligação de entidades como Iterra, Anca, Concrab e Anara com o MST, em 2005, Cassel continuou dando verbas a tais entidades, embora em volume menor. O líder do DEM afirma que o ministério passou a destinar as verbas a outras entidades para financiar o MST:

- Eles tiraram os repasses das entidades condenadas, que ficaram recebendo repasses irrisórios, e repassaram através de outras entidades.

Foto: Valter Campanato/ABr

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO)(foto) disse que a derrubada de pés de laranja tem facilitado o recolhimento das assinaturas necessárias para a criação da CPI do Campo, que pretende investigar os repasses públicos para financiar ações do movimento e de outras entidades sociais.

Na última sexta-feira, o governo conseguiu enterrar no Congresso a CPI do MST, que tinha a mesma finalidade

- O recolhimento de assinaturas está sendo facilitado, principalmente por conta desse abuso. Segundo Katia Abreu, no Senado já foram colhidas 34 assinaturas. O número mínimo exigido é de 27. Na Câmara, são necessárias mais 171 assinaturas. Assim que isso for feito, os parlamentares protocolarão o pedido de abertura da CPI nas duas casas.

O líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), subiu à tribuna para criticar a ideia de se criar a CPI.

- A oposição está sem bandeira e quer transformar a CPI em bandeira política - disse Vaccarezza.

A senadora cobrou ainda uma ação do governo em relação às invasões dos sem-terra.

- Precisamos de uma palavra clara do governo federal contra essas ações do MST e não estamos vendo, em nenhum momento, um pulso firme e forte no sentido de puni-los. Muito pelo contrário. Nós vimos a base do governo trabalhar duro para esvaziar a CPI como se estivesse mandando um recado ao MST de que eles têm proteção.


1 de mar. de 2009

Qual a diferença do MST para o bando de Lampião?

QUAL A DIFERENÇA DO MST PARA O BANDO DE LAMPIÃO?
O interior de Pernambuco era mais seguro nos tempos dos cangaceiros?


A revista Veja dessa semana pergunta:
“Até quando esse bando de delinquentes terá licença para afrontar a lei?
Não falava do bando de Lampião, mas dos guerrilheiros do MST.

Fontes: Revista VEJA

- O bando de Lampião não era financiado com o dinheiro federal, era tratado como fora da lei e combatido como uma praga social pelas volantes da polícia.Os proprietários estavam autorizados a defender os seus bens até as últimas consequencias.

- O bando do MST abarrotado de dinheiro público e proteção federal, sente-se autorizado a matar e destruir sem ser incomodado. Travestido de movimento social, quer sempre passar por vítima e não vacila em pedir proteção policial. Os donos das propriedades são reféns indefesos diante dos bandidos.

Os episódios acontecidos na semana passada, quando os guerrilheiros dos Sem Terra, executaram com requintes de crueldades quatro trabalhadores, é apenas mais um, na história dos embates entre os cidadãos que querem preservar seus patrimônios e esses facínoras, que, tais quais os cangaceiros de outrora, intranqüilizam os moradores das comunidades interioranas.

Nas narrativas dos jornais locais e o texto da Revista Veja dessa semana, sobre os fatos, vê-se que o campo, não só aqui, mais em todo o Brasil, está entregue a sanha dos bandidos do MST.

Os cangaceiros não tinham porta voz, nem advogados as lhe instruir as ações: para se mostrarem frágeis depois da barbárie praticada, os Sem Terra de Pernambuco, depois de acusarem as vítimas de serem pistoleiros, alegaram legítima defesa e pediram proteção policial ao Governo do Estado.

O governador lhe negou a proteção e será certamente responsabilizado por qualquer coisa que lhe acontecer de agora em diante. Observe-se que os bandidos não vacilam em tentar encurralar também as autoridades constituídas.

Na narrativa da jornalista Laura Diniz, da Veja, que foi até São Joaquim do Monte, Pernambuco, diz que tudo “começou com um bate-boca entre um grupo de sem-terra e cinco homens contratados para evitar que a fazenda Jabuticaba, no agreste pernambucano, reintegrada por ordem judicial, fosse novamente invadida (pela nona vez) por membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. “

Foto: Rodrigo Lôbo/ JC Imagem

JAIME AMORIM, o chefe da guerrilha do MST em Pernambuco desrespeita as vítimas assassinadas por seu bando, afirmando: "O que matamos não foram pessoas comuns. Eram pistoleiros violentos". Não tem licitude para comentar os fatos, pois é mandante dos crimes do seu bando e deve ser alcançado pela justiça

Dos seguranças, continua a revista Veja, apenas João Arnaldo da Silva, de 40 anos, era profissional. Rafael Erasmo da Silva, de 20, e Wagner Luís da Silva, de 25, trabalhavam como mototaxistas em São Joaquim do Monte, a 137 quilômetros do Recife. José Wedson da Silva, de 20, e Donizete Souza, de 24, eram agricultores. Para fazerem bico como guardas, eles recebiam de 20 a 30 reais por dia trabalhado.

Naquele sábado, era João quem estava à frente da discussão com os sem-terra, numa fazenda vizinha à Jabuticaba. No meio da briga, um dos invasores acertou-lhe um tiro na perna. João caiu e, imediatamente, recebeu uma bala na cabeça. Rafael, ao seu lado, foi o segundo a ser morto – também com um tiro na cabeça, que trespassou o capacete de motociclista que ele usava.

Ao ver os colegas tombarem mortos, Wagner, Wedson e Donizete correram. Donizete conseguiu escapar. Wagner e Wedson, alcançados pelos sem-terra 1 quilômetro adiante, foram igualmente mortos como cães. Wagner levou um tiro na perna e dois na cabeça, um deles na nuca. Wedson recebeu um tiro na perna e dois no rosto – morreu de braços abertos, como quem pede clemência.

Fotos Titular ag. Fotografica

SEM FUTURO - A mulher e o filho de Wagner da Silva, que sustentava a família trabalhando como mototaxista. Ele foi morto com tiros na cabeça depois de ser perseguido por 1 quilômetro por um grupo de sem-terra.

Com base nas marcas dos tiros e no depoimento de duas testemunhas oculares, o delegado Luciano Francisco Soares diz que os assassinatos não foram cometidos em legítima defesa, como afirma o MST.

"As vítimas foram executadas", resume ele.

A polícia prendeu em flagrante e indiciou por homicídio qualificado Aluciano Ferreira dos Santos, líder do MST na região, e Paulo Alves, participante do grupo. Eles são acusados de perseguir e matar Wagner e Wedson. Os dois sem-terra apontados como assassinos de João e Rafael estão foragidos.

Depois do crime, o MST teve o desplante de pedir "proteção" policial para seus integrantes. Como se isso não bastasse, o coordenador nacional do movimento, Jaime Amorim, numa declaração que deixa evidente a régua moral pela qual seu grupo se pauta, afirmou:

"O que matamos não foram pessoas comuns. Eles foram contratados para matar, eram pistoleiros violentos".

É mais uma declaração delinquente de um dos chefões do bando que, a pretexto de lutar pela reforma agrária, aterroriza o campo brasileiro desde 1990. Naquele ano, durante uma manifestação no centro de Porto Alegre, uma turba de sem-terra cercou um carro de polícia e, a golpes de foice, degolou o cabo Valdeci de Abreu Lopes, de 27 anos.

Desde então, ao menos outros quarenta integrantes do MST foram acusados de homicídio (dois deles já foram condenados em primeira instância).

Esse dois bandidos do MST, do caso aqui de Pernambuco, que se encontram foragidos, estão sob a proteção dos chefões do MST, escondidos em algum acampamento por esse vasto país, bem longe da ação da polícia e da justiça, prontos para cometerem mais delitos. Do jeito que vai a gente acaba com saudades de Lampião e seu bando.

Permalink


15 de abr. de 2010

Guerrilha do MST volta a invadir em todo o país

BRASIL
Guerrilha do MST volta a invadir em todo o país
Todos os anos os bandidos do Movimento Sem Terra avisam antecipadamente que vão cometer crimes, no chamado ABRIL VERMELHO, invadindo propriedades em todo o país, matando pessoas e trazendo insegurança pública. Um crime anunciado, repetido e consumado impunemente ano após anos, sem que nenhuma autoridade tome qualquer providência nem para conter esses fora da lei, nem para proteger o constitucional direito de propriedade. É chegada a hora dos proprietários rurais processarem os governantes por crimes de responsabilidade

Foto: Arquivos

O cangaceiro Lampião, era mais fácil de enfrentar que o guerrilheiro do MST João Stédile. Enquanto o cangaceiro era combatido pelo governo, o guerrilheiro dos Sem Terra é apoiado por autoridades federais, o presidente e sua candidata, circula livremente e até recebe financiamento para semear impunemente a intranqüilidade no ambiente rural brasileiro

Toinho de Passira
Fontes: Revista Veja, ”thepassiranews”, pe360graus, Portal Terra, Portal Terra, Blog do Jamildo

Os proprietários rurais estavam mais protegidos dos cangaceiros do bando de Lampião, do que estão na atualidade dos guerrilheiros do Movimento dos Sem Terra, como já tivemos oportunidade de falarmos antes.

Os cangaceiros eram tratados como bandidos, os facínoras do MST são integrantes de um movimento social, financiado e apoiado pelo governo federal.

Os proprietários rurais, dos tempos do cangaço, podiam se armar e combater os bandidos que tentassem atacar suas fazendas, chegando até as últimas conseqüências, apoiado pela lei e pelo direito que ainda hoje lhes dá cobertura por dispositivos na Constituição Federal.

Era difícil combater o bando de Lampião, pois os bandidos atacavam de emboscada, ninguém conhecia os seus planos secretos, os guerrilheiros do MST divulgam que vão cometer crimes, durante todo o mês de abril, para comemorar o absurdo de terem sacrificados 19 integrantes do movimento, em Eldorado dos Carajás, mandando atacar a polícia, em busca de mártires e acabaram conseguindo.

Lampião era procurado como assassino e bandido cruel, quando encontrado em Angicos, teve a cabeça decepada e exposta para servir de exemplo.

O economista João Pedro Stédile, o chefe da guerrilha do MST, circula pelo país livremente, com a cabeça em cima do pescoço, anunciando que além das mais de duas dezenas de invasões ocorridas este mês em todo o país, nas ações conhecidas como Abril Vermelho, (25, dela em Pernambuco, incluindo a reocupação da Fazenda Taquari, em Passira) vai participar das eleições para mudar a correlação de forças no governo e no Congresso.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os apoiadores dos guerrilheiros do MST, a candidata e o presidente, fornecem dinheiro e dão cobertura aos criminosos

O chefão guerrilheiro João Stédile não diz que vai apoiar a candidata de Lula, para não queimá-la, adota a postura de dizer que vai ser contra o candidato José Serra, que segundo ele prejudicaria o movimento.

Anuncia também que vai invadir grandes propriedades, o que por certo trará instabilidade no país, num ano eleitoral.

"Nós queremos as grandonas, acima de 5 mil hectares", afirmou Stédile.

Entre os alvos, ele citou dois grandes empreendimentos rurais: 56 fazendas do grupo controlado pelo banqueiro Daniel Dantas, no Sul do Pará, com cerca de 350 mil hectares, e 12 fazendas do Grupo Cutrale, uma delas invadida no ano passado em Borebi (SP), onde os sem-terra destruíram parte do laranjal.

Foto: G1

Além de destruir os pés de laranja, os integrantes do MST destroçaram dezenas de tratores, roubaram objetos e saíram sem serem molestados

Esse é o chefe da quadrilha dizendo que vai cometer crimes e onde será e não se ver nenhuma autoridade tomar nenhuma providência, para prender o chefe do bando e para impedir que seus atos criminosos sejam executados.

No ano passado a Revista Veja comprovou que quatro organizações não governamentais (ONGs) são os principais caixas-fortes do MST, que por ali é financiado pelo governo federal e capta dinheiro no exterior, sem declarar a Receita Federal. Essas ONGs, identificadas como Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), da Confederação das cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), do Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e do Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac), cometem ainda crime eleitoral, repassando parte considerável do dinheiro a empresas de transporte, gráficas e editoras vinculadas a partidos políticos e ao MST. Há coincidências entre as datas de transferência do dinheiro ao Brasil e as campanhas eleitorais de 2004 e 2006. Constatou a revista.

Devem estar prestes a repetir a ação criminosa, se não já estejam executando. Ninguém vai fazer nada?

Tudo em relação ao MST é assim, eles podem tudo e contra eles não se pode nada.

A exemplo, no ano passado em São Joaquim do Monte, no agreste pernambucano, os integrantes do MST mataram barbaramente a tiros quatro vigias de uma fazendo invadida pela nona vezes, só nos últimos quatro anos.

A principio os guerrilheiros do MST alegaram legítima defesa, mas não puderam sustentar a versão, pois uma das vítimas havia sido executada com um tiro na nuca.

Jaime Amorim, membro da coordenação nacional do MST radicado em Pernambuco, entrevistado sobre os fatos, não tendo como negar a violência do ato, debochou dos mortos, dizendo que reconhecia que dessa vez, o pessoal do MST, ao matar as quatro pessoas, havia exagerado.

Chegou a hora, dos proprietários rurais acionarem as autoridades públicas, por financiarem os guerrilheiros, a eles associarem-se e não darem a proteção devida para a manutenção do estado de direito e da propriedade privada e o Ministério Público por não tomara as providencias legais necessárias para por na cadeia esses cangaceiros do século XXI.

Carta de um produtor rural vítima do MST
O proprietário rural Stemilton Guedes escreveu uma carta dirigida ao Blog do Jamildo em fevereiro do ano passado, quando da nona invasão da sua propriedade rural que resultou na morte de três vigias da propriedade das fazendas "Jabuticabas" e "Consulta" no município de São Joaquim do Monte (PE), que é o resumo do dramas vivido pelos proprietários rurais em todo o país.

Foto: Blog do Jamildo

ENTERRO DE UMA DAS VÍTIMAS DO MST: Na época até o presidente Lula disse que os Sem Terra estavam errados e que ia tomar providências. Além de não tomar providência nenhuma continou a financiar os bandidsos ÇPEMNão tomou providências nenhuma e continua a financiar os bandidos.

Fontes: Blog do Jamildo

A verdade acerca do conflito nas fazendas "Jabuticabas" e "Consulta" no município de São Joaquim do Monte (PE)

Parte da área em conflito é uma fazenda que pertence há muitas décadas à família Azevedo Guedes. A propriedade legítima é confirmada pela justiça que já concedeu 9 (nove) reintegrações de posse, ante as 9 (nove) invasões sofridas nos últimos 4 (quatro) anos.

Reitere-se que em apenas 04 (quatro) anos o MLST/MST já promoveu 09 (nove) invasões, sem que uma única vez o movimento ou seus dirigentes tenham sido punidos ou ao menos advertidos de que tal prática não se encontra de acordo com um estado democrático, sendo tal prática uma violação as leis brasileiras.

Cabe perguntar por que a justiça daria reintegração de posse NOVE VEZES a alguém que não fosse legítimo proprietário? Que direito tem esses invasores de chegar ao imóvel e DAR UM PRAZO DE 24 HORAS para os legítimos proprietários saírem de seus bens legais? Pois isso aconteceu nas últimas invasões, num verdadeiro deboche à justiça, que por NOVE VEZES reconheceu a posse legítima dos proprietários.

Registro que em 26.06.2008 o INCRA, através do Ofício SR-03/1540, declara que o imóvel (247 ha) é impróprio para fins de Reforma Agrária.

Pois bem, em face deste documento ocorreu uma reunião com a presença da Juíza de Direito de São Joaquim do Monte, de representantes dos SEM TERRA, do Sr. Promotor Agrário, dos proprietários das terras e de outras pessoas que tiveram interesse de participar. Nessa reunião ficou esclarecido que o imóvel não tem condições de ser desapropriado para fins de Reforma Agrária, e que, portanto, a partir de então, não ocorreriam novas invasões.

No entanto, não foi o que ocorreu, o citado movimento não respeitou o pactuado na reunião, em total desrespeito não só para com os proprietários, mas principalmente para com o Poder Judiciário e para com o Ministério Público do Estado de Pernambuco, que promoveram a citada reunião.

Inconformados com o posicionamento do INCRA, essas lideranças reacenderam o conflito a as sucessivas invasões recomeçaram, registrando que é fato público e notório a estreita relação entre o INCRA e tais movimentos, e se o INCRA oficialmente reconhece a impropriedade da terra para reforma agrária, não há porque tais movimentos permanecerem causando intranqüilidade e violando a paz social.

Esclareço que quando da última, recente invasão, o juiz de São Joaquim do Monte enviou 3 (três) Ofícios a Polícia Militar, determinando a reintegração de posse, na tentativa de ver cumprida a ordem judicial.

Há duas questões que se sobressaem acerca da dificuldade de que o Poder Judiciário cumpra com as suas decisões: a primeira é que a Polícia Militar se sente desrespeitada, ante a onda sucessiva de invasões e reintegrações; e a segunda é que os integrantes do movimento se sentem acima do Poder Judiciário, vez que invadem sucessivamente, e são retirados por ordem judicial, voltam a invadir e sem que sejam punidos por isto. Sem sombra de dúvidas a Polícia Militar se sente desprestigiada e incomodada por tal situação.

A verdade é que pouco depois, foi marcado o dia 19 de fevereiro de 2009 para a efetivação da NONA reintegração, com a presença da Polícia Militar, reintegração esta que ocorreu normalmente como as 08 (oito) anteriores.

O herdeiro da presente se sente ameaçado de morte pelo movimento, visto que pelas informações que recebeu, e ao que tudo indica serem verdadeiras, ocorreu de fato uma emboscada. Os seguranças foram mortos com tiros na nuca e na cabeça, a distâncias de 200 a 300 metros um do outro. Os assassinados não se encontravam um junto ao outro! Não seria isto uma execução?

Reitera ao Ilustre Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, bem como ao Ilustre Procurador Geral de Justiça, que juntos promovam uma ação coordenada do Poder Judiciário e do Ministério Público de Pernambuco, no sentido de dar um basta aos atos abusivos praticados pelos integrantes do Movimento, incitados abertamente por seus dirigentes, no sentido de evitar que mais pessoas sejam vitimadas na região. Rogam ainda aos acima referidos que dêem alguma proteção aos proprietários da terra, seja em relação a defesa de suas propriedades, seja na proteção de suas vidas.

Atenciosamente,

Stemilton Guedes


* A carta pode ser vista na íntegra no Blog do Jamildo, suprimimos parte do texto, por se referir a particularidades desvinculadas do nosso foco.


22 de nov. de 2012

Vandalismo: MST bloqueia rodovias de acesso a Brasília

BRASIL
Vandalismo: MST bloqueia rodovias de acesso a Brasília
As rodovias que dão acesso ao Distrito Federal foram bloqueadas na manhã desta quarta-feira (21) por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), no velho estilo baderneiro dizem querer chamar atenção para a falta de política de assentamento do companheiro governador do Distrito federal o petista Agnelo Queiroz

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

MST causa transtornos e prejuízos em Brasília

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estado Minas, Folha de S. Paulo, G1

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no velho estilo de terrorismo midiático, bloquearam nesta quarta-feira (21) três importantes rodovias de acesso a Brasília, causando filas quilométricas, danos econômicos e transtornos à população.

As pistas só foram desobstruídas no início da tarde com a chegada do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Não houve confronto.

Em nota, o MST afirma que "o objetivo do bloqueio é chamar a atenção do governo do DF sobre a falta de uma política de estado para a reforma agrária". Os sem-terra dizem que tentam, sem sucesso, marcar uma audiência com o governador Agnelo Queiroz (PT) para discutir a reforma agrária.

Sob o argumento de cobrar "agilidade na reforma agrária", eles montaram barricadas nas estradas, ateando fogo em pneus e galhos.

Fotos: Ueslei Marcelino/Reuters



Cenas do Bloqueio do MST no Distrito Federal

Menor unidade da Federação, o DF praticamente não tem terras disponíveis para reforma agrária. A maior parte do território pertence à União e tem funções muito bem definidas. Mesmo assim, a capital do País tem sido alvo de protestos radicais do MST desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em geral, os sem-terra costumam invadir ministérios, ocupar a sede do Incra e vandalizar espaços públicos, como ocorreu num quebra-quebra há seis anos no Congresso Nacional. Impunes e abusados eles, antigos aliados do Partido dos Trabalhadores, seguem como um grupo clandestino causando transtornos e vexames a população enquanto chantageiam políticos, tipo Agnelos, preocupados em não se confrontar com esses chamados fajutos “movimentos sociais”.

Essa é a primeira vez que o movimento interrompe o direito de ir e vir nas principais vias de acesso à cidade: a BR-020, que liga Brasília ao Norte e Nordeste; a BR-040, saída para o Sul e Sudeste, e a DF-445, que leva à cidade satélite de Brazilândia.

Na BR-040, um trecho de 2,5 quilômetros ficou interditado por quatro horas. Os Bombeiros tiveram muito trabalho para remover o entulho das pistas. Pelo sucesso a ação deve se repetir, em breve, tanto no DF, quanto em outros pontos do país.

Também em nota, o governo do Distrito Federal, diz “repudiar o radicalismo do MST que ocupou as vias do DF, na manhã de hoje, causando transtorno para a população". Mas temendo novos atos dos companheiros do MST, cedendo a chantagem e ao terrorismo, Agnelo Queiroz abre as pernas e diz no fim da nota que o governo “está aberto para o diálogo...”.

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Os Bombeiros tiveram muito trabalho para apagar o incêndio nos pneus e remover o entulho das pistas.


25 de ago. de 2012

MST ocupa fazenda do Carlinhos Cachoeira

BRASIL
MST ocupa fazenda do Carlinhos Cachoeira
MST e Movimento de Apoio aos Trabalhadores Rurais (MATR) reivindicam desapropriação da fazenda Gama para reforma agrária. Segundo investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, há suspeitas de irregularidades em compra de parte área e de suborno de funcionários públicos para sua regularização, por parte da quadrilha de Carlinhos Cachoeira

Foto: Valter Campanato/ABr

O MST quer que seja desapropriada a fazenda de Carlinhos Cachoeira, do Distrito Federal

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Correio do Brasil, Estadão, Terra, Agência Brasil

A Fazenda Gama, do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi invadida na noite de quarta-feira, 22, por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento de Apoio aos Trabalhadores Rurais (MATR), no Distrito Federal.

A assessoria do MST informou que 800 famílias entraram na propriedade. Elas querem uma reunião com o governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT), para tratar da desapropriação.

De acordo com as investigações da Operação Monte Carlo, a fazenda Gama mede 4093 hectares, sendo que 35% de seu território foi adquirido em dezembro de 2010 pelo grupo formado por Cachoeira, Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, e Rossine Aires Guimarães, empreiteiro que doou pouco mais de R$ 4,3 milhões às campanhas dos governadores tucanos Marconi Perillo, em Goiás, e Siqueira Campos, no Tocantins, informou o MST.

Segundo a PF, as terras foram adquiridas de Matheus Paiva Monteiro, que se intitula proprietário delas, por R$ 2 milhões. A transação teria envolvido um avião Cessna e recursos oriundos de uma empresa de fachada de Cachoeira, a Alberto & Pantoja Construções, que recebia repasses da Delta Construções. Gleyb Ferreira da Cruz, tido como braço operacional do grupo de Cachoeira, é apontado como o intermediador do negócio, que previa aos compradores arcar com os custos e responsabilidade da regularização de 100% da área junto aos órgãos públicos.

Segundo a PF, o contraventor teria pago propina para a regularização da área e comprado a fazenda por R$2 milhões. No entanto, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) afirma ter a posse da fazenda.

"Ocupamos essa fazenda porque é terra pública e tem indícios de irregularidades. Ela foi citada na CPI do Cachoeira e terra pública tem que ser destinada para os trabalhadores produzirem alimentos saudáveis. Nosso objetivo é fazer o debate da questão agrária no DF e queremos conversar com o governador. Tem um ano que a gente tenta fazer essa reunião", disse Viviane Moreira, do MST.

É a segunda ocupação do MST no Distrito Federal em 2012. No dia 8 de março, cerca de 600 famílias invadiram a Fazenda Toca da Raposa, em Planaltina, no Distrito Federal. Mesmo na fazenda de Cachoeira, elas pedem a destinação de 40% da área da fazenda de 1.700 hectares para a reforma agrária.


2 de dez. de 2010

DEBOCHE: Stedile, MST, recebe honraria do Congresso

BRASIL
DEBOCHE: Stedile, MST, recebe honraria do Congresso
Os deputados homenagearam o líder do MST, por serviços prestados ao Brasil. Perdoe-nos, mas não dá para resistir em citar Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades e ver prosperar a desonra, crescer a injustiça, agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto."

Foto: J Batista/Ag Camara

Junto ao homenageado João Pedro Stedile, o Primeiro Vice-Presidente Marco Maia, o Segundo Secretário Inocêncio Oliveira e Dep. Jovair Arantes na cerimonia de entrega da comenda do Mérito Legislativo ao chefe dos guerrilheiros do MST

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Revista Veja, ”thepassiranews”

Ontem por indicação do deputado Brizola Neto (PDT-RS), o chefe dos terroristas do MST, João Pedro Stedile foi agraciados no Congresso Nacional, com a Medalha do Mérito Legislativo. Por seus relevantes serviços prestados ao país!?

Na cerimônia foi igualado ao Vice-Presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, a economista Maria da Conceição Tavares e ao Ministro Francisco Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça, entre outros homenageados com a mesma comenda na ocasião.

A honraria a Stedile é uma piada de mau gosto. Um elogio ao desmando e a anarquia generalizada, um desrespeito a ordem e aos direitos fundamentais de propriedade e de dignidade humana.

Stedile é um verme perigoso, devia estar preso, num presídio de segurança máxima, por tentar subverter a ordem pública.

O deputado pernambucano Inocêncio Oliveira perfilado ao lado desse bandido, desrespeita a memória do soldado Luiz Pereira da Silva , encontrado morto com sinais de tortura, executado pelos integrantes do MST em Quipapá-PE, em 2005.

É uma afronta aos agricultores José Arnaldo da Silva, 40 anos, José Wedson da Silva, 26, Rafael Erasmo da Silva, 25, e Wagner Luís da Silva, 25, assassinados com tiros na nuca e nas costas, pelos integrantes do MST em São Joaquim do Monte.

É injusto com o proprietário da fazenda Jabuticaba, em São Joaquim do Monte- PE, Estermilton Guedes, que teve sua propriedade invadida e destruída nove vezes, em quatro anos, pelo MST.

Essa comenda dada a João Pedro Stedile desmerece e humilha todos aqueles que por justo motivo, foram com ela agraciados no passado.


22 de out. de 2009

MST ajudou a criar CPI que investigará MST

MST ajudou a criar CPI que investigará MST
Com aquela derrubada de pés de laranjas na fazenda Santa Henrique, no interior de São Paulo os integrantes do Movimento Sem Terra acabaram ajudando a oposição a conseguir as adesões suficientes para a criação da CPI mista que vai apurar o financiamento com verbas públicas dessas invasões e badernas, se o governo deixar  

Ilustração Pojucan

Fontes: Folha Online, Portal Terra, Zero Hora, "thepassiranews"" - MST

O requerimento para criar a CPI é de autoria da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Sete partidos aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva, entre eles o PMDB e o PTB, apoiaram o pedido.

A base governista bem que tentou montar uma blitz de retirada de assinaturas para derrubar a CPI, mas a manobra falhou. Pouco antes da meia-noite, 23 deputados governistas retiraram seus nomes do requerimento, o que "mataria" a CPI. Mas a oposição, que dispunha de um estoque reserva de apoio, protocolou, exatamente às 23h59, mais 51 apoios de deputados à instalação da comissão, ultrapassando assim o número regimental mínimo exigido para a criação da CPI.

Agora, os partidos aliados devem ficar com a presidência e relatoria da comissão. Para constranger a oposição, os governistas também devem pedir para a CPI investigar as finanças de entidades patronais, como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidida pela senadora Kátia Abreu.

O requerimento original foi apoiado por 182 deputados e 35 senadores - para sobreviver, o ato que será publicado no Diário do Congresso de hoje precisava ter a assinatura de pelo menos 171 deputados e 27 senadores. No final, depois da operação de retirada de assinaturas e do contra-ataque da oposição, a CPI obteve o apoio de 210 deputados e de 36 senadores.

Os governistas tentaram repetir o roteiro de um mês atrás, quando o Planalto convenceu 45 aliados a retirar as assinaturas e a CPI caiu. Desta vez não deu certo. No início da noite de ontem, o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), previu o suspense. "Os que forem retirar vão fazer isso faltando pouco minutos para a meia noite, em cima da hora", avisou.

Caiado admitiu a possibilidade de "aparelhamento" da comissão por governistas. "Mas temos pessoas preparadas para buscar fatos novos, quebrar sigilo e expor uma situação vexatória para o País", disse. Para ele, o MST é um "caixa 2 do governo, da mesma forma que ocorre com a Petrobrás".

Essa como todas a outras CPI acabam paralisadas, como a da Petrobras, pois o governo que tem maioria esmagadora nas comissões, não deixar investigar absolutamente nada.

Basta dizer que é a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que fará as indicações dos membros da base aliada que irá compor a CPI, gente normalmente escolhida a dedo, entre a pior escória dos que apóiam o governo, com folha policial, interesses escusos, e sem medo de fazer o jogo sujo em troca de alguma benesse.

Das 36 vagas disponíveis na CPI o governo que terá a Presidência e a relatoria da comissão, ocupará 23 vagas, ficando a oposição apenas com treze, mas a vaga do PSOL que tem ligações históricas com o MST deverá se aliar as mesmas pretensões não investigativas do governo. Assim, serão sempre 24 contra 12, incluída a direção da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Se a oposição não tiver algum trunfo secreto na manga, o tiro pode sair pela culatra e o MST vai acabar inocentado e autorizado a continuar seus desmandos ao fim das investigações.


2 de nov. de 2010

BRASIL: Aliança Dilma-MST começa a produzir efeitos

BRASIL
Aliança Dilma-MST começa a produzir efeitos
Quietos desde o início das eleições, para não prejudicar sua musa, Dilma Rousseff, os integrantes do Movimento dos Sem Terra, logo na noite em que comemoravam a vitória da candidata, atacaram o prefeito de Borebi, São Paulo, e o mandaram para a UTI. Foi nessa cidade que o MST destruiu aqueles laranjais, numa das suas invasões. Eles chegaram a casa do Prefeito, que apoiou Serra, modestamente dizendo "... que agora quem manda em Borebi são os sem-terra". Eles na verdade, estão mandando no Brasil

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha Online

O prefeito de Borebi (SP), Antonio Carlos Vaca (PSDB), 64 anos, continua internado no Hospital Unimed de Bauru depois de ser agredido por dois integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) na noite de domingo.

Nesta terça-feira, ele deixou a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) depois de passar por uma cirurgia na cabeça. Segundo a família, Vaca sofreu um traumatismo craniano, mas já está consciente.

O prefeito foi agredido em frente a sua casa por integrantes do MST que comemoravam a vitória de Dilma Rousseff (PT).

"A recuperação está melhor do que se esperava. Ele só não lembra o que aconteceu", disse a mulher, Leila Ayub Vaca

Leila contou que os agressores são conhecidos do prefeito, que administra uma cidade com pouco mais de 2.000 habitantes. "Eles chegaram e disseram que agora quem manda em Borebi são os sem-terra", afirmou a mulher. Segundo ela, a dupla ainda tentou invadir sua casa para tirar uma placa de José Serra (PSDB).

Depois de um bate boca, Vaca levou um soco no rosto e bateu a cabeça na calçada.

A delegacia de Bauru investiga o caso. Os envolvidos na briga já foram identificados, mas seus nomes não foram divulgados. Representantes do MST ainda não foram encontrados.

A região é marcada por conflitos agrários. Em uma cidade próxima, a fazenda da Cutrale foi invadida por membros do MST em setembro do ano passado. O caso ganhou repercussão com a destruição de centenas de pés de laranja.

Em 2008, a Prefeitura de Borebi também foi invadida por cerca de 80 integrantes do movimento.

Além do MST, muitos outros movimentos, do mesmo perfil, estão imaginando que “agora vão mandar no Brasil, impunemente. Eles estão apenas cobrando o que lhes foi prometido durante a campanha.


26 de fev. de 2009

Pernambuco: Proprietários são reféns do MST

PERNAMBUCO: PROPRIETÁRIOS SÃO REFÉNS DO MST

Foto:Blog do Jamildo

Velorios do trabalhadores assassinados pelo MST

Estermilton Guedes, um dos herdeiros da fazenda Jabuticaba, que foi acusado pelos integrantes do MST (que mataram 4 vigias da propriedade) de contratar uma milícia de pistoleiros para ameaçar as famílias dos invasores e proteger a fazenda enviou uma esclarecedora correspondência ao Blog do Jamildo.

Nela diz que as fazendas "Jabuticabas" e "Consulta" no município de São Joaquim do Monte, parte da área em conflito, é uma propriedade que pertence há muitas décadas à família Azevedo Guedes.

A propriedade legítima é confirmada pela justiça que já concedeu 9 (nove) reintegrações de posse, ante as 9 (nove) invasões sofridas nos últimos 4 (quatro) anos.

Reitere-se que em apenas 04 (quatro) anos o MLST/MST já promoveu 09 (nove) invasões, sem que uma única vez o movimento ou seus dirigentes tenham sido punidos ou ao menos advertidos de que tal prática não se encontra de acordo com um estado democrático, sendo tal prática uma violação as leis brasileiras, diz o proprietário desvalido da proteção do Estado.

E questiona: “Cabe perguntar por que a justiça daria reintegração de posse NOVE VEZES a alguém que não fosse legítimo proprietário? Que direito tem esses invasores de chegar ao imóvel e DAR UM PRAZO DE 24 HORAS para os legítimos proprietários saírem de seus bens legais, como aconteceu nas últimas invasões?”

O INCRA já declarou legitimamente que o imóvel (247 ha) é impróprio para fins de Reforma Agrária.

A Juíza de Direito de São Joaquim do Monte, reuniu os representantes dos SEM TERRA e Promotor Agrário, mais os proprietários das terras e esclareceu oficialmente que imóvel não tem condições de ser desapropriado para fins de Reforma Agrária, e não haveria nenhum sentido ocorrer mais invasões.

Inconformados com o posicionamento do INCRA, as lideranças do MST reacenderam o conflito a as sucessivas invasões recomeçaram.

Foto: Blog do Jamildo

Enterro de uma das vítimas do MST

O proprietário esclarece que quando da última, recente invasão, o juiz de São Joaquim do Monte enviou 3 (três) Ofícios a Polícia Militar, determinando à reintegração de posse, na tentativa de ver cumprida a ordem judicial, para que finalmente a ordem judicial fosse efetivada.

Cada vez que a Polícia Militar vai apoiar a justiça para promover uma reintegração de posse é uma situação de risco eminente, pois nunca se sabe como os sem terra vão reagir.

Custos, tempo e redução de policiamento em outras áreas para atender essas solicitações judiciais, são prejuízos contabilizados para toda a sociedade.

O proprietário Estermilton Guedes, diz na carta, que angustiado pela situação procurou pessoalmente o Governador Eduardo Campos, e relatou os fatos e recebeu promessa de providências.

Por fim o herdeiro do imóvel se sente ameaçado de morte pelo movimento, e indica que pelo que sabe que os mortos foram vítimas de uma emboscada, seguida de execuções sumárias.

Leia na integra a carta do proprietário para o Blog do Jamildo

Permalink


MST zomba e desafia o STF

MST ZOMBA E DESAFIA STF

José Rainha, o chefe da guerrilha, pede ao Ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal, o mesmo tratamento dispensado ao banqueiro Daniel Dantas

Foto: José Cruz/ABr

Ministro Gilmar Medes publicamente repreendido pelo bandido José Rainha

Fontes: Diário de Pernambuco, Agência Brasil

Como o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, disse com jeitinho, que quem repassa recursos a entidades que cometem atos ilícitos também está cometendo uma ilegalidade, referindo-se as invasões de terra feitas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no feriado de carnaval, em São Paulo e Pernambuco, (onde quatro pessoas foram mortas pelos guerrilheiros do MST).

Hoje foi rebatido pelo prestigiado chefe da guerrilha o intocável José Rainha que liderou a ocupação de 21 fazendas no Pontal do Paranapanema durante o carnaval, que cobrou do ministro o mesmo tratamento dispensado ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e acusado de corrupção, durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, no ano passado e recebeu dois habeas corpus seguidos do Presidente do STF.

Gilmar Mendes muito diplomático com os guerrilheiros do MST, na entrevista que irritou o líder da quadrilha do MST, quando questionado se o repasse de recursos que o Ministério do Desenvolvimento Social faz ao MST é ilegal, saiu de fininho para não polemizar, respondendo que quem deve analisar o caso é o Ministério Público.

Embora tenha afirmado em seguida que os movimentos sociais devem ter liberdade para agir, mas devem ter respeito pelo estado de direito.

“No estado de direito todos estão submetidos à lei, não há soberanos. Se alguém pode invadir sem autorização judicial ele se torna soberano, logo ele está num quadro de ilicitude”, explicou.

Rainha ensina ao Ministro que a invasão de terra não é um crime e disse que vai pedir ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP) (foto) que intermedie um encontro com o Presidente do Supremo Tribunal Federal, o próprio Ministro Gilmar Mendes, possivelmente para lhe dizer alguns desaforos.

Óbvio que o poderoso e perigoso José Rainha está mais uma vez desafiando a justiça e insinuando que o Ministro soltou Daniel Dantas de maneira suspeita, é assim que faz sempre quando quer desqualificar uma autoridade.

Quando for questionado de novo, vai dizer que não falou bem assim, que não queria desrespeitar o ministro, que estava só pedindo de forma geral, que os pobres tivessem os mesmos direitos diante da justiça, que os ricos.

Isso é uma velha tática guerrilheira de atacar e soprar, pondo sob suspeitas as autoridades constituídas e tentar se equiparar a elas, exigindo de público que um senador da republica sirva de intermediario para uma reunião com ele.

Será uma bela reunião: um senador traído, um guerilheiro cínico, atrevido e condenado e a maior autoridade judiciária do país, que sofre da sindorme do habeas corpus.

Foto: Arquivo

José Rainha e Daniel Dantas, no momento de prisões e depois soltos:
dois belos exemplos de impunidade.

José Rainha não tem o que se queixar da Justiça, ele já obteve vários habeas corpus e também está em liberdade esperando recursos de condenações.

É verdade que o banqueiro Daniel Dantas foi preso duas vezes e acabou solto após habeas corpus concedidos pelo Ministro Mendes, mas foi condenado em dezembro a dez anos de prisão pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis, mas aguarda julgamento de recursos em liberdade.

Rainha foi bem menos incomodado pela justiça, do que merecia, tem contra si três condenações: porte ilegal de arma, incêndio criminoso e furto qualificado (ficou com R$ 1,4 mil de um assentado), juntas elas somam quase 13 anos de prisão. 

Os dois estariam mais adequadamente instalados, em celas de presídios, longe da sociedade e do dinheiro público, que aguardando recursos em liberdade, continuando na prática criminosa.

Permalink