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29 de ago. de 2014

Ministério Público trabalha com hipótese de drone da Aeronáutica ter derrubado avião de Eduardo Campos

BRASIL - Investigação
Ministério Público trabalha com hipótese de drone da Aeronáutica ter derrubado avião de Eduardo Campos
”A possibilidade de um veículo aéreo não tripulado da Aeronáutica ter colidido com o avião no acidente que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB) é uma “hipótese real”, disse Antônio Campos, irmão do candidato, por informações que recebeu do Ministério Público Federal

Foto: AP

Local onde aconteceu o acidente com o candidato Eduardo Campos e outros seis assessores

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Folha de S.Paulo, Blog do Merval

O Ministério Público Federal de São Paulo está investigando, entre outras, a possibilidade do avião que conduzia o candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas no último dia 13 de agosto, ter sido abatido por um drone da Força Aérea Brasileira.

Não se trata de uma teoria de conspiração vinculada nas redes sociais. O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, responsável pelo acompanhamento da investigação do caso, encaminhou à Aeronáutica um ofício pedindo explicações sobre o uso de um Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT), popularmente conhecido como drone, no local onde aconteceu a colisão com o avião Cessna Citation 560 XL, que caiu em Santos.

Entre os questionamentos feitos pelo promotor ao Comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do Ar Junini Saito, estão a permissão para o drone realizar sobrevoo no local do acidente. Nobre também questiona se existem relatos de algum drone, em específico o “Acauã”, da Aeronáutica, ter perdido o contato com os controladores no dia do acidente. O desaparecimento do veículo no mesmo dia da tragédia também é alvo dos esclarecimentos solicitados pelo promotor.

Para sustentar a tese, o promotor reuniu fotos do local do acidente e apontou a existência de rodas semelhantes às usadas nos drones do modelo Acauã. O MPF também quer saber quantos drones, do modelo VANT Acauã, existem nos quadros da força aérea e se todos estão em operação. Num questionamento direto o promotor pergunta se há notícia de que um equipamento do gênero que teria desaparecido na área do acidente no dia da queda, 13 de agosto.

Reprodução
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A jornalista Marcela Balbino, repórter do Blog do Jamildo, obteve cópia do Oficio enviado a Aeronáutica pelo Promotor Federal

O irmão do presidenciável Eduardo Campos, Antônio Campos, em Santos, nesta quarta-feira, 27, confirmou que tem conhecimento da possibilidade de um drone ter colidido com o avião e provocado o trágico acidente aéreo.

”A possibilidade de um veículo aéreo não tripulado da Aeronáutica ter colidido com o avião no acidente que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB) é uma “hipótese real”, disse Antônio Campos, irmão do candidato.

Claro que até agora ninguém oficialmente aventou um atentado, mas numa investigação não se pode abandonar nenhuma possibilidade.

Se foi um ato criminoso, o serviço não teria sido completo, pois a perigosa Marina Silva escapou.

Logo após o acidente ela atribuiu a “providência divina” não se encontrar entre os passageiros do avião acidentado. Segundo o jornalista Merval Pereira, “na verdade, a razão de Marina não estar naquele avião fatídico é bem mais prosaica e humana: ela não queria se encontrar com o deputado Marcio França, do PSB, candidato a vice do governador tucano Geraldo Alckmin, coligação a que ela se opunha em São Paulo, que esperava o grupo em Santos.

Mesmo que tenha sido um drone da aeronáutica, não somos partidários da teoria de atentado, pelas características da nossa força aérea, mais provável seria uma teoria de uma fatalidade gerada por irresponsabilidade e incompetência.

Foto: Reprodução

Vant, ou drone, do modelo Acauã, utilizado pela Aeronáutica, pesa 150 kg e pode causar danos significativos e até derrubar uma aeronave caso se choquem durante voo.

18 de mar. de 2013

Dilma sobe definitvamente no palanque

BRASIL – Eleição 2014
Dilma sobe definitvamente no palanque
Após uma cerimônia no Palácio do Planalto, Dilma fugiu ao próprio costume e permaneceu, ao fim de um evento, por mais de 20 minutos posando para fotografias ao lado de mulheres que haviam sido convidadas para o ato. Ao atender as mulheres em fila, Dilma também ouvia, pacientemente, o que cada uma queria dizer. Antes disso, durante o evento, a plateia entoou três vezes o coro "Olê, olê, olê, olá; Dilma, Dilma".

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma e as mulheres parlamentares, antes da cerimônia, na quarta-feira, mais tempo para ouvir, se deixar fotografar e ser simpática como o “eleitorado”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Gabriel Castro, para Revista Veja
Fonte: Blog do Jamildo

Desde que assumiu a Presidência da República,em 2011, Dilma Rousseff nunca escondeu que seu principal conselheiro é o antecessor no cargo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde janeiro, entretanto, não são apenas conselhos sobre juros, inflação e trocas no ministério que Dilma tem ouvido constantemente do padrinho político. Para Lula, que nunca se preocupou em seguir à risca a legislação sobre campanha eleitoral antecipada, o jogo de forças pela reeleição já começou. E o horizonte das eleições provocou mudanças nas atitudes da presidente.

Na última quarta-feira, após uma cerimônia no Palácio do Planalto, Dilma fugiu ao próprio costume e permaneceu, ao fim de um evento, por mais de 20 minutos posando para fotografias ao lado de mulheres que haviam sido convidadas para o ato, um anúncio de medidas para combater a violência doméstica. As imagens foram feitas pelo fotógrafo oficial da Presidência da República. Ao atender as mulheres em fila, Dilma também ouvia, pacientemente, o que cada uma queria dizer. Antes disso, durante o evento, a plateia entoou três vezes o coro "Olê, olê, olê, olá; Dilma, Dilma".

Além dos eventos no Palácio do Planalto - somente na semana passada foram três -, Dilma intensificou a agenda de viagens pelo país. No interior de Alagoas, a presidente inaugurou na terça-feira um trecho do Canal do Sertão ao lado dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB).

Outra mudança pode ser facilmente constatada: a presidente tem falado cada vez mais. Os dois discursos mais longos do mandato de Dilma ocorreram em 2013: em 28 de janeiro, ela falou por 52 minutos e 42 segundos no Encontro dos Prefeitos, em Brasília. Em 5 de março, em um evento com trabalhadores rurais, a presidente bateu a própria marca: uma hora, dois minutos e 39 segundos de discurso. Aos poucos, os pronunciamentos da chefe do Executivo, famosos pelo estilo técnico, também mudaram, com a inclusão de elogios em série à gestão dos principais programas do governo.

A comparação com os anos anteriores é outro parâmetro revelador: em fevereiro de 2011, Dilma gastou duas horas e 21 minutos em discursos. Em fevereiro de 2012, foram duas horas e nove minutos. Em fevereiro de 2013: quatro horas e treze minutos. Praticamente o dobro.

CRÍTICAS

Além de autoelogios, os pronunciamentos também ganharam tom mais ácido contra adversários políticos. Foi assim no anúncio da redução na tarifa da conta de luz, em janeiro, quando adotou discurso de candidata: “Aqueles que foram sempre do contra estão ficando para trás”, disse ela, fiel ao estilo do antecessor, um especialista do discurso político "do nós contra eles". A postura de Dilma gerou críticas na oposição. Imediatamente, o ex-presidente Lula saiu em socorro da presidente, e os tucanos retomaram a carga. Pronto: estava inaugurado o debate eleitoral de 2014.

Dilma também preparou o terreno para utilizar um dos seus trunfos eleitorais: o discurso de que a miséria foi erradicada em seu governo. Em fevereiro, ela anunciou uma manobra estatística para extinguir a miséria no Brasil. Se os planos do governo funcionarem, ninguém receberá menos de 70 reais per capita por mês em 2014. Se os planos não funcionarem, a massiva propaganda oficial, desde já em funcionamento, pode suprir a lacuna.

Os pronunciamentos na TV, como o que gerou a reação dos oposicionistas, também são uma arma para Dilma assegurar sua popularidade. No último deles, para marcar o Dia da Mulher, ela anunciou o corte dos impostos dos produtos da cesta básica - a mesma medida que, no fim de 2012, o Congresso aprovou e ela vetou.

O trabalho na imagem da presidente - que incluiu mudança no penteado - é só parte do projeto para 2014, conduzido pelo marqueteiro João Santana. Outra parte do planejamento é política: passa pela acomodação de aliados importantes em ministérios e na garantia de palanques estaduais fortes. Dilma aceitou, por exemplo, que Carlos Lupi, defenestrado do seu ministério por denúncias de corrupção, indicasse o novo ministro do Trabalho - o pedetista Manoel Dias. E o perfil de gerente e técnica vai perdendo cada vez mais espaço para a candidata à reeleição pelo PT no próximo ano.

22 de nov. de 2012

AIRES BRITTO: Jurista, poeta e filósofo, de Gustavo Krause, para o Blog do Jamildo

PERNAMBUCO – Opinião
Ayres Britto: Jurista, poeta e filósofo
Gustavo Krause fala da entrevista do Ministro Ayres Britto, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, aposentado na semana passada, concedeu a Folha de S. Paulo. Surpreende-se com a “sólida coexistência em Ayres Britto da criação poética, da elucubração filosófica e da dogmática jurídica”. Faz uma ligação das declarações do ministro ao conteúdo do livro “Poesia e Filosofia”, de Antônio Cícero, recentemente lançado.

Foto: Alan Marques/Folhapress

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, durante entrevista exclusiva à Folha em seu gabinete, no STF, em Brasília

Postado por Toinho de Passira
Texto de *Gustavo Krause, para o Blog do Jamildo
Fontes: Blog do Jamildo, Folha de S. Paulo - entrevista de Ayres Britto

A entrevista do ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, (edição de 18 de novembro de 2012, Ilustríssima, Folha de São Paulo) revela faces incomuns aos homens do Direito: poeta e filósofo, além de jurista.

Antes de qualquer embargo declaratório, valho-me de medida cautelar: sempre existiram e existirão magistrados, juristas, advogados, professores, versados em filosofia do direito, capazes, também, de pensar sistematicamente sobre as questões existenciais e, nas horas vagas, exercer pendores poéticos.

Entretanto, o que me chamou atenção foi a sólida coexistência em Ayres Britto da criação poética, da elucubração filosófica e da dogmática jurídica.

Na magistral entrevista, a pauta jornalística – o julgamento do mensalão – serviu para que o ilustre entrevistado, sem fugir um milímetro das embaraçosas perguntas, não somente demonstrasse equilíbrio, sabedoria e, ao mesmo tempo, afirmasse o que apropriadamente chama de “mundividência”, temperada pela linguagem das “borboletras”, engenhosa invenção que compõe o título de um dos seus seis livros de poesia, “Varal de Borboletras”.

Decerto, a entrevista, por si só, mereceria minha especial atenção. No entanto, por coincidência, concluí a leitura do livro “Poesia e Filosofia”, recentemente lançado pela Civilização Brasileira, cujo consagrado autor Antônio Cícero é escritor, filósofo, compositor, poeta, curiosamente um poeta escondido na timidez, felizmente rompida, quando sua irmã, a cantora e compositora Marina Lima, musicou seus poemas.

Antonio Cícero começa afirmando que poesia e filosofia são atividades e ocupações inteiramente diferentes. E, neste sentido, descreve sua experiência pessoal: “Se eu quiser escrever um ensaio de filosofia basta que me aplique a desenvolver e explicar determinadas ideias. Desde que eu trabalhe e não desanime, o ensaio ficará pronto mais cedo ou mais tarde. Não é assim com a poesia. A poesia é ciumenta e não aparece a menos que eu lhe dedique todo meu espírito, todos os meus recursos, todas as minhas faculdades, sem garantia alguma de que, mesmo fazendo tudo o que ela exige, eu consiga escrever um poema (...) Em mim, quando o filósofo está presente, o poeta não aparece”.

O livro prossegue unindo profundidade e leveza conceitual. O autor concorda com o senso comum segundo o qual poeta e filósofo têm a “cabeça nas nuvens”; que o mundo contemporâneo encolheu o tempo para produzir e fruir poesia e filosofia; que os poetas “pensam o mundo” e os filósofos “pensam sobre o mundo”, mas que é possível extrair filosofia dos poemas e dá como um dos exemplos o “carpe diem” do poeta latino Horácio que Cícero lê no original versado que é em grego e latim; que, diferente da filosofia, a poesia pode se nutrir da contradição e ilustra citando Walt Whitman “Contradigo-me? Pois bem, então me contradigo (sou vasto, contenho multidões)”.

Vou parar por aqui, caso contrário, perco o fio da meada que é enxergar em Ayres Britto, o filósofo e o poeta, já que o “notório saber jurídico” do jurista é um dos pré-requisitos da nomeação para Ministro do Supremo Tribunal Federal.

Com efeito, emerge o filósofo quando o entrevistado se autodefine como um contemplativo e explica o conceito: “na contemplação você concilia atenção e descontração (...) eu estou acordado, como quem está atento. Mas estou descontraído como quem está dormindo”. Acrescenta o espiritualista ao contemplativo que exercita a meditação e, a partir desta força interior, explica os conflitos no Tribunal: “sem o eclipse do ego, ninguém se ilumina”.

Na conclusão da entrevista, fundem-se imagem poética e reflexão filosófica, quando Ayres Britto avalia sua passagem de nove anos no Supremo: “Em tudo que faço, já não faço questão de ser reconhecido. O que faço questão é de me reconhecer. Fui eu mesmo nessas questões. Não perdi minha essência, minha mundividência. Eu gravitei em torno de valores que dão sentido, dão grandeza, dão propósito à existência individual e coletiva. Não perdi a viagem”.

De fato, nós brasileiros é que perdemos um grande companheiro de viagem.
*Gustavo Krause é politico, poeta, filosofo e tributarista. Foi governador de Pernambuco, Prefeito do Recife, Ministro da Fazenda e do Meio Ambiente.
Pelo visto, filtradas as diferenças e alinhadas as semelhanças pode-se dizer, sem que isso seja elogio ou exagero, parte a parte, que Krause é uma versão pernambucana do sergipano Ayres Britto e vice-versa.
**Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

6 de out. de 2012

Prefeito João da Costa confessa estar de “alma lavada” com derrota de Humberto

BRASIL – rECIFE - Eleições 2012
Prefeito João da Costa confessa estar
de “alma lavada” com derrota de Humberto
Em entrevista a rádio Jornal, as vésperas das eleições, o prefeito petista do Recife, parece feliz com a derrota do seu partido na capital pernambucana, desconstrói seus inimigos João Paulo e Humberto Costa e ironiza os projetos mirabolantes do candidato Geraldo Júlio.

Foto: Vinícius Sobreira/Blog de Jamildo

O prefeito João da Costa dando entrevista na Radio Jornal

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog do Jamildo

Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta sexta-feira (5), ao comunicador Geraldo Freire, o prefeito João da Costa (PT) estava bem humorado, não fugiu a nenhuma pergunta, alfinetou os companheiros petistas Humberto Costa e João Paulo, ironizou os projetos mirabolantes dos candidatos e se posicionou como capaz de liderar depois da derrota, o Partido dos Trabalhadores, em Recife.

João da Costa, destacou que é falsa a afirmativa de Humberto que se colocou como alguém "que atendeu aos chamados do partido" para assumir o posto de "alternativa" do PT para o Recife. O prefeito disse que Humberto já vem trabalhando nesse projeto há três anos.

"Humberto trabalhou nesse projeto desde o meu rompimento com João Paulo (em 2009). Ele quis ser a alternativa do PT. Ele projetou que, vencendo no Recife, estaria se cacifando para enfrentar o PSB a nível estadual", afirmou o prefeito.

João da Costa ainda lembrou que no pós-prévias, ainda antes do cancelamento do processo, Humberto demonstrou que queria ser o candidato, agindo inclusive sem o conhecimento do outro postulante, Maurício Rands, que contava com o apoio de Humberto.

"Na segunda-feira, um dia após as prévias, Humberto se encontrou com Eduardo Campos (PSB). Naquele dia ele foi ao governador se apresentar como alternativa, antes mesmo da definição da Direção Nacional."

"Na primeira reunião (em São Paulo) depois das prévias ele se colocou como alternativa", lembrou João da Costa, referindo-se ao encontro em que a Direção Nacional confirmou o cancelamento das prévias e definiu a realização de um novo processo.

João da Costa (PT) foi impedido de se candidatar à reeleição, já que o partido considerou que o processo de prévias desgastou a imagem dele e do então deputado federal Maurício Rands. Humberto foi colocado como alternativa, sob protesto dos partidários de João da Costa. A campanha do petista no Recife acabou não conseguindo unir o partido ou, muito menos, a Frente Popular.

Perguntado se o cenário das eleições, em que Humberto seguiu decadente e se encontra em terceiro lugar, com poucas chances de disputar o segundo turno, teria deixado o prefeito "de alma lavada", João da Costa confirmou.

"De alma lavada, mas não alegre. Até porque eu também vou pagar um preço por tudo isso. Isso é uma derrota não só eleitoral, mas política. É uma derrota ruim para o partido. Eu perco muito", disse o prefeito, que pretende liderar um processo de renovação no partido, se colocando como um novo líder, substituindo nomes como os de João Paulo e Humberto Costa.

Por fim o prefeito do Recife, João da Costa (PT), disparou uma farpa contra o ex-prefeito, que indicou João da Costa para substituí-lo, rompeu com o atual prefeito após seis meses de gestão, alegando ter sido "traído". Hoje, João Paulo já articula a expulsão de João da Costa do partido. E João da Costa traz de volta o passado do seu desafeto.

"João Paulo não tem credibilidade para tentar me expulsar do partido. Ele passou um ano tentando sair do PT, procurando outro partido. Foi com a ficha pedir para Eduardo (Campos) para ir para o PSB, mas o governador não aceitou porque iria dar muita confusão por lá", afirmou João da Costa. "Depois já estava de malas prontas para o PV, mas desistiu.

"Quem tem moral para pedir expulsão de alguém sou eu", disparou. Mas depois amenizou.

"Mas, num partido grande como o nosso, não podemos trabalhar pensando em expulsar alguém."

Questionado se, depois de todo esse processo, Humberto continuaria sendo o líder do partido no estado, João da Costa respondeu com ironia.

"Eu sou otimista", disse, afirmando que lutará para que isso não aconteça.

O prefeito reiterou que o partido, a nível nacional, precisa se renovar. Lembrou a votação presidencial de dois anos atrás, em que Marina Silva (então no PV) teve votação próxima à de Dilma na maioria das grandes cidades e que isso já mostrava uma sede do eleitorado por algo novo. Para ele, o partido no Recife precisa passar por isso também, substituindo as "velhas lideranças" por gente nova (ele).

Bem humorado, o prefeito ironizou também o excesso de promessas de Geraldo Julio (PSB) durante a campanha eleitoral.

"Eu, como cidadão recifense, estou em êxtase. Pelo que estou vendo nessa campanha, a partir de janeiro essa cidade vai ser um paraíso. Teremos ComPaz, milhares de Upinhas, teleféricos..."


7 de set. de 2012

ELEIÇÃO RECIFE: Tudo indica: Geraldo Júlio ganha no primeiro turno

BRASIL – Recife – Eleições 2012
Tudo indica: Geraldo Júlio ganha no primeiro turno
A menos de um mês da eleição para prefeito do Recife, mais uma consulta entre os eleitores, desta vez do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, confirma a liderança isolada do socialista Geraldo Júlio. Crescem as apostas, nos bastidores eleitorais, no sentido de que Humberto Costa vai contabilizar uma fragorosa e vergonhosa derrota, já no primeiro turno

Fotos: Campanha Geraldo Júlio e Instituto Lula

Neste momento, no Recife, é melhor ser apadrinhado por Eduardo Campos, do que, por Lula,
diz o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog do Jamildo

O Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), confirmou a tendência já detectada pelo no Vox Populi e Ibope, a pesquisa divulgada hoje, no Blog do Jamildo, assinala que o socialista, Geraldo Júlio, liderando as intenções de votos, com 34%, oito pontos percentuais à frente de Humberto, que teve 26%. Daniel Coelho (PSDB) obteve 12% das intenções de voto e Mendonça Filho (DEM) ficou com 9%.

Geraldo subiu 11,8 pontos percentuais em 14 dias, na última pesquisa do IPMN, de 23 de agosto, ele possuía 22,2%. O socialista foi o único dos concorrentes a crescer em toda a série histórica do instituto. Em julho, ele tinha 6,8%. No dia 9 de agosto, data do segundo levantamento IPMN, Geraldo já estava com 14,4%.

Não é preciso ser cientista político para ver que Geraldo Júlio, vai derrotar fragorosamente Humberto Costa, as especulações agora é saber se isso já vai acontecer no primeiro turno, e o tamanho do prejuízo que o PT vai contabilizar.

O resultado da consulta do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, diz, ainda que no momento, no Recife, é melhor ser um candidato associado a Eduardo Campos, do que a Lula

Quando consultados sobre os candidatos, adicionando a figura do padrinho, com 34% preferiram Geraldo Júlio de Eduardo Campos, contra 27% do que preferiam Humberto de Lula.

Todos os números dessa pesquisa demonstram que o eleitor cansou do PT, há 12 anos no comando da Prefeitura do Recife.

Ao serem questionados, pelos pesquisadores, se o PT merecia continuar no comando da Prefeitura, a maioria, 54%, disse que não. 39% que sim.

Os indicadores apontam que o socialista Geraldo Julio vai certamente crescer ainda mais, nas próximas pesquisas, uma vez que, de acordo com os dados da pesquisa da Nassau, 27% ainda não sabem quem é o candidato de Eduardo Campos neste pleito. Por outro lado, 73% já sabem quem é o candidato de Lula.

A pesquisa também mostra que, depois do início da campanha, Geraldo já é visto como o mais preparado (para 34%) do que Humberto Costa (para 28%).

Segundo o jornalista Jamildo Melo, no seu Blog, “consta que o governador Eduardo Campos sorriu ao saber que o candidato do PT seria o senador Humberto Costa.”

Mais tarde, atacado e desdenhado pelos petistas, Eduardo Campos, em um evento no Paço Alfândega, no lançamento da campanha de Geraldo Júlio, na ocasião com apenas 6% das intenções de voto, perdeu a serenidade habitual “não se conteve e disse que esta seria a eleição mais fácil de sua vida”.

Mesmo naquela hora Eduardo não avaliava o quão fácil seria.


Este post tomou como base um texto de Jamildo Melo, no seu Blog.

31 de mai. de 2012

Porcalhada do PT no Recife

PERNAMBUCO – Eleições 2010
Porcalhada do PT no Recife
O mestre Luiz Berto pergunta ao PT recifense: “Vocês não ficam nem um tiquinho constrangidos com essa canalhice nazi-fascistas que o PT recifense está exibindo cinicamente pro resto destepaiz???”

Charge : SPONHOLZ

Postado por Toinho de Passira
Texto: Luiz Berto
Fontes: Besta Fubana, "thepassiranews”, Blog do Jamildo

Deu no jornal que um acordo fez o deputado Maurício Rands (PT-PE) desistir do tapetão, anunciando nesta quarta sua renúncia à pré-candidatura a prefeito de Recife (PE), e o atual prefeito João da Costa, com quem disputava a indicação, também desistirá da postulação. O objetivo é abrir caminho para a candidatura do senador Humberto Costa (PT-PE), o preferido do ex-presidente Lula, que ordenou a solução do impasse.

Acabei de ouvir o prefeito João da Costa, numa rádio local, dizendo que não vai desistir de sua candidatura. Diz que venceu a prévia e que o desejo dos filiados, manifestado livre e democraticamente, deve ser respeitado.

A pergunta é a seguinte:

Vocês todos – vermêios, militantistas, petralhistas, afavoristas, adoradoristas, luleiros, lulosos, lulistas, zisquerdistas -, você não ficam nem um tiquinho com as bochechas vermêias de vergonha?

Vocês não ficam nem um tiquinho constrangidos com essa canalhice nazi-fascistas que o PT recifense está exibindo cinicamente pro resto destepaiz???

O noticiário local de hoje informa que um moleque-de-recados de Lula, o secretário nacional do PT, Paulo Frateschi, não levou uma cambada de pau ontem, aqui no Recife, porque solicitou proteção policial. Os partidários do prefeito João da Costa, vencedor da prévia, queriam pegar o petralha federal de cacete. Além disso, blogue político local traz a seguinte manchete:

"Manobra de Lula em favor de Humberto causa constrangimento entre petistas".

Pergunto mais: Vocês ainda têm a capacidade de ficar constrangidos com alguma coisa??? Ou com alguma coisa que Lapa de Espalha-Merda venha a fazer?

Pra não ofender a nobre classe dos cachorros, não vou chamar essa canalhice de cachorrada.

Pelo tanto de lama e de lixo (cuja coleta na cidade é causa primária da guerra, entre as gangues), vou batizar essa batalha mesquinha de porcalhada. Sem qualquer ofensa à nobre classe suina, claro.


8 de mar. de 2011

CARNAVAL - PERNAMBUCO: Galo da Madrugada, mito e apartheid social

CARNAVAL – Pernambuco
Galo da Madrugada, mito e apartheid social
A elite nos camarotes refrigerados tietando celebridades vazias e efêmeras

Foto: JC Imagem

O Galo da Madrugada, um mar de gente pelas ruas do Recife

Homero Fonseca
Fonte:Blog do Jamildo

Na terça-feira passada, 1º de março, os jornais do Recife publicaram um Comunicado do Clube de Máscaras O Galo da Madrugada posicionando-se no sentido de “salvaguardar direitos e obrigações inerentes ao uso da marca Galo da Madrugada”.

Assinada pelo presidente da agremiação, a nota adverte: “a utilização de suas marcas em quaisquer meios de comunicação, propagandas, festas, camarotes, eventos e afins, em quaisquer de suas modalidades, escrita, imagem, falada ou reproduzida, de forma integral ou parcial, sem a prévia e expressa autorização do seu titular, constitui violação” à Constituição e à Lei de Propriedade Industrial. Vazada em autêntico juridiquês, a nota detalha as interdições ao uso comercial da valiosa marca. A parte aspeada sugere até uma inibição ao noticiário, coisa, além de absurda, inócua e que, se lograsse êxito, seria totalmente contraproducente, pois o que seria do Galo sem a mídia?

É um documento curioso, merecedor de análise e registro por historiadores, pesquisadores e instituições de pesquisa social.

Na realidade, escancara uma realidade sabida de todos: como o futebol, a música popular e qualquer atividade que reúna grandes massas, o Carnaval é movido a dinheiro. É inescapável. Sempre foi assim, isto é, desde que o Carnaval assumiu, entre nós, as feições atuais, a partir das primeiras décadas do século passado, convivendo, essa inserção no mercado, com iniciativas basicamente lúdicas, mas integradas, afinal, ao gigantesco sistema. O que mudou é a escala e a franqueza expostas no comunicado.

[Lembremo-nos de que, desde épocas recuadas, mesmo as chamadas agremiações populares sempre dependeram de subvenções governamentais para desfilar, o que veio a determinar um crescente dirigismo dos festejos pelas instâncias estatais, substituindo o cassetete pelas verbas e induzindo por completo a formatação da festa, especialmente a partir da década de 1930. Hoje o poder público, consciente do trunfo mercadológico em mãos, vai em busca de patrocínios privados, como as grandes cervejarias, por exemplo, repassando parte da receita às agremiações. Os meios de comunicação completam o circuito, dedicando espaços mais que generosos à folia, arrecadando os tubos em publicidade. É a roda da fortuna girando a todo vapor.]

Fundado em 1978, quando exatamente 75 foliões, devidamente fantasiados de almas penadas, sacolejaram ao ritmo do frevo pelas ruas estreitas dos bairros de São José e Santo Antônio, às primeiras horas do Sábado de Zé Pereira, o clube cresceu de uma maneira vertiginosa por uma série de fatores, espontâneos ou planejados à luz das ferramentas do marketing. Era realmente uma sacudida renovadora nos festejos de rua no Recife, à época definhando pelo abusivo controle policial-militar-ideológico imposto pelo regime de 1964.

Nos anos 80, o Galo, vitaminado pela adesão constante de mais e mais foliões, já se tornara robusto e se apresentava com várias orquestras em cima de caminhões. Dois anos depois – conforme o saite do clube – “já era impossível o som das orquestras alcançarem ‘naturalmente’ a multidão” e recorreu-se à fórmula dos trios elétricos.

E aí, salvo engano, ocorreu um fato que seria fundamental para a explosão dos números: competindo por espaços nos noticiários nacionais, os setores de jornalismo da Rede Globo da Bahia e de Pernambuco fizeram um curioso leilão de público, a cada ano aumentando delirantemente o tamanho da festa no Recife e em Salvador (isto rendia mais prestígio e faturamento para as emissoras locais). Obviamente que todos se beneficiavam dessa emulação: o próprio clube, as prefeituras, o patriotismo bairrista. Então, as coisas deixaram de ser espontâneas e viraram uma jazida explorada em todos os seus filões. E, em 1991, chegou-se ao número mágico: o Galo arrastara “mais de um milhão de foliões”! Daí para chegar ao Guinness Book, em 1994, foi moleza. E a marca consolidou-se definitivamente como “o maior bloco de Carnaval do planeta” (desconfio de que, se a corrida espacial houve avançado mais, chegaríamos às raias do sistema solar).

Nada contra. Assim caminha a humanidade. Apenas creio ser necessário “contar o caso como o caso foi”.

[Um adendo: em 1996 ou 97, quando eu chefiava a redação de um jornal recifense, comecei a desconfiar do coro da Maria-vai-com-as-outras, trombeteando, como já se fazia, que o colossal desfile já ultrapassava o número de um milhão e meio de pessoas. Ora, o Recife contava com pouco mais de um milhão e duzentos mil habitantes, ou seja, tinha mais gente no Galo do que a população da cidade! Tudo bem, vem o pessoal da região metropolitana e os turistas, mas também é preciso descontar quem não gosta de Carnaval, os evangélicos, os católicos que fazem retiro, as crianças de berço, os muitos velhos, os que fogem para as praias e as serras, os doidos internados, os doentes, os presos etc. Há ainda o problema do espaço físico. Estávamos no campo dos mitos. Chamei um engenheiro e pedi-lhe para, em cima de um mapa da região por onde o clube se espraiava, e levando em conta os parâmetros para cálculo de multidões, aferir o público do desfile. Ele fez um estudo preliminar cujo resultado apontava algo como 350 mil pessoas, no máximo 400 mil (o que é gente pra caramba). A disparidade era tão grande em relação ao número mítico (menos de um terço) que resolvi suspender a pesquisa. Não valia a pena entrar em choque com o “resto do mundo” (rssss) e virar um inimigo do povo. Mas fiz uma recomendação expressa à redação: nada de falar em milhões e que tais – a cobertura seria a mesma, com o mesmo destaque de sempre, mas registrando “a grande multidão”, sem dimensionar o número exato, que aliás ninguém conhece com certeza. Ir de encontro a mitos é um pouco como combater moinhos de vento e essa não era minha prioridade.]

Foto: Getty Image

Cordão do Bola Preta pelas ruas do Rio

O que me incomoda substantivamente é o ‘apartheid social’ evidenciado no Carnaval: as multidões embaixo, como coadjuvante, e a elite nos camarotes refrigerados tietando celebridades vazias e efêmeras. Claro que desde o entrudo, povo e elite nunca se misturaram completamente na festa, apesar do seu razoável caráter democrático e da oportunidade mais ou menos consentida de inversão de papéis sociais (e até sexuais, vejam as “Virgens”). Brinquei uma vez no Galo, em fins dos anos 80, lá embaixo, no asfalto, apenas evitando o corredor polonês da Rua da Concórdia, o que exigia mais saúde e menos juízo do que eu tenho. Foi bom, mas depois se tornou impraticável. Para quem tem disposição demais, certamente continua valendo a pena.

Mas fora isso, viva o Galo! E viva também “quem é de fato bom pernambucano espera um ano e se mete na brincadeira”, como não faço mais, por comodismo, velhice chegando ou porque, morando na praia de Barra Grande, talvez eu tenha virado alagoano. Bom Carnaval para todos.

EM TEMPO (06/03/11)

Leio nos jornais que o Bola Preta, do Rio, superou o Galo, ao levar para as ruas DOIS MILHÕES de foliões. O dado baseia-se numa avaliação genérica da PM do Rio (hum!). Pelos mesmos motivos que desconfio dos números mágicos do Galo, também intuo que a "superação do recorde" pelo simpático Bola Preta, num crescimento ainda mais vertiginoso e espantoso, carece de comprovação científica e tudo indicar situar-se no vaporoso terreno do marketing.
*Acrescentamos fotos e legenda ao texto original