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22 de mai. de 2014

Forró e outros pretensos anglicismos: ingleses, nem sempre…

BRASIL - Pesquisa
Forró e outros pretensos anglicismos:
ingleses, nem sempre…
O historiador e pesquisador Leonardo Dantas Silva desmascara alguns falsos "anglicismos" que circulam por aí...

Postado por Toinho de Passira
Texto de Leonardo Dantas Silva
Fonte: Besta Fubana

Costuma-se dizer que só o Brasil se acha incapaz de criar, daí sujeitar-se humilhado à imitação. Nada verdadeiramente nacional, entre nós, tem o valor que está a merecer. Temos sempre que encontrar um similar estrangeiro, uma origem européia, uma criação norte-americana, de modo a satisfazer o nosso eterno complexo de povo subdesenvolvido.

Um sobrenome estrangeiro merece fé, pouco importando a competência e muito menos o caráter do indivíduo. E se o dono do sobrenome tem olhos azuis, tez branca e cabelos louros, vale dezenas de vezes mais do que o nosso mestiço com a sua tradição familiar de 400 anos de Brasil.

E o que dizer da língua que falamos? A nossa língua portuguesa falada por mais de 190 milhões de brasileiros, espalhados por este imenso país-continente de 8,5 milhões de quilômetros quadrados?

A tradição cultural do nosso povo, o poder de criação do brasileiro, a inventiva de nossa gente simples, que não perde a sua ironia e o seu jeito próprio de zombar dos fatos do dia-a-dia, cai por vezes no esquecimento e/ou é atribuído a sua criatividade a povos de outras plagas.

Assim é o vocábulo forró. Essa invenção excepcional do nosso povo, hoje motivo de alegria de todas as classes, já conhecida entre nós como forrobodó, com a sua forma alternada para forrobodança, desde o século XIX. Pois bem, o nosso forró, tão exaltado no cancioneiro do pernambucano Zé Dantas (José de Souza Dantas Filho), tem sua origem atribuída, por alguns menos avisados, a expressão inglesa for all (para todos) quando melhor se aplicaria everybody.

Para isso inventaram uma lenda, uma estória da carochinha, de que tal costume tivera início com os ingleses da The Great Western of Brazil Railway, quando promoviam seus bailes populares. A lenda, proclamada inicialmente por Luiz Gonzaga, inspirado, segundo ele próprio, no que lhe foi ensinado pelo engenheiro Luiz Siqueira, nunca veio a ser comprovada por nenhum dos antigos funcionários da Rede Ferroviária e muito menos por anúncio, cartaz ou qualquer outro documento de época.

Agora o forrobodó, como vernáculo expressando “divertimento, pagodeira, festança”, já o encontramos na pequena imprensa do Recife do século XIX (América Ilustrada, nº. 25/1882; O Mephistopheles, nº. 15/1883; O Alphinete, nº. 13/1890), sendo classificados por Rodrigues de Carvalho (Cancioneiro do Norte. Fortaleza, 1903) como “bailes da canalha”. A Pimenta (nº. 373/1905) assim registra: “forrobodó ou forrobodança é um baile mais aristocrático que o Chorão do Rio de Janeiro, obrigado a sanfona, reco-reco e aguardente…”.

E se ainda não estão convencidos, que recorram ao Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Cândido Figueiredo (Lisboa, 1913), Dicionário Musical Brasileiro, do Mário de Andrade, ao Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, do Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, ou ao novíssimo Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa; todos eles, sem exceção, consagrando o vocábulo forró como originário de forrobodó !!!. E agora, José?

Outra estorinha envolvendo ingleses também foi criada em torno do vocábulo baitola, também registrado pelo Aurélio e Houaiss, no seu sentido chulo de pederasta passivo, como de origem popular no Nordeste do Brasil. E, aliás, bitola em inglês é gauge…

E o mais engraçado de tudo isso, dentre as dezenas de exemplos que poderíamos citar, é o vocábulo madapolão, originário do topônimo indiano do mesmo nome e importante centro de tecelagem do algodão. Os caçadores de anglicismos, por sua vez, depois de inventar uma estória fantasiosa, teimam em atribuir a origem do vocábulo na expressão “Made in Poland” que, segundo eles, estaria impressa nos cortes dos tecidos de algodão (morim) importados da Polônia! – Será que aquele país é especialista na produção de tal produto?

Madapolão, na sua forma conhecida entre nós – tecido fino de algodão, para roupa branca, também chamado de morim –, já era de uso da nossa imprensa na primeira metade do século XIX, como registra o Diario de Pernambuco: “O negro fugiu com calça de brim, camisa de madapolão, e jaqueta de ganga azul”; Diario de Pernambuco, nº. 273/1831. Registra Pereira da Costa, reafirmando a origem indiana do vocábulo, que, pelos anos de 1850, “gozava de grandes créditos no nosso mercado um madapolão em cujas peças se viam estampadas estes versos: ‘Do Brasil foi remetido para Londres o algodão; / Volta agora bem tecido, / Neste bom madapolão’” (Vocabulário Pernambucano).

Explicando melhor Antônio Houaiss, no seu dicionário, dá a origem do topônimo: “Mádhavapalan na cidade de Narasapur (estado de Madras, costa oriental da Índia), onde se fabricava o tecido; prov. pelo fr. madapolam (d1823 madapolame) ‘id.’; f.hist. 1881 madapolan”.

Para os caçadores de anglicismos, galicismos ou quaisquer outros estrangeirismos, nada como a consulta a um bom dicionário. Origem inglesas de certas palavras ou expressões sim, em alguns casos; em outros, nem sempre.

3 de mai. de 2013

No Ceará, o bordel que acredita e a Igreja que descrer no poder da oração

BRASIL - Humor
No Ceará, o bordel que acredita e
a Igreja que descrer no poder da oração
O processo do bordel de Aquiraz (CE) contra a Igreja Universal, comprovou que Deus pode estar onde menos se espera

Foto: Alex Uchoa

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Besta Fubana, Wikipedia - Aquiraz, Prefeitura de Aquiraz

Aquiraz é um dos municípios da Região Metropolitana do Ceará, a 27 km de Fortaleza, foi criado no século XVII, e gaba-se de ter sido a capital cearense até o ano de 1726, quando Fortaleza assumiu o posto.

O topônimo "Aquiraz" vem do tupi-guarani e significa "Água Logo Adiante".

O prefeito da cidade é Antonio Fernando Freitas Guimarães (PSB), um veterinário, Soteropolitano, radicado na municipio.

A cidade ganhou fama, nos últimos dias devido a uma curiosa história, sem autoria conhecida, que encontramos primeiramente na “Besta Fubana”, mas, encontramos depois, disseminada na rede:
PUTAS x PUTOS

Tarcilia Bezerra começou a construção de uma expansão de seu cabaré na cidade de Aquiraz, Ceará. Para aumentar suas “atividades” em constante crescimento, após a criação de Seguro desemprego para pescadores e vários tipos de Bolsas.

Em resposta, a Igreja Universal local iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão – com sessões de oração em sua igreja de manhã, a tarde e a noite.

O trabalho da ampliação e reforma progrediu célere até a semana antes da grande reabertura, quando um raio atingiu o cabaré da Tarcilia, queimando as instalações elétricas provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.

Após a destruição do cabaré, o pastor e os crentes da igreja ficaram bastante presunçosos e se gabavam para todos “o grande poder da oração.”

Mas na semana passada, Tarcilia, processou a igreja, o pastor e toda a congregação com o fundamento de que a Igreja “foi a responsável pelo fim de seu prédio e seu negócio – seja através de intervenção divina, direta ou indireta e ações ou meios.”

Na sua resposta a ação, a igreja, veemente e vorazmente negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício. O juiz, sábio e encafifado, leu a reclamação do autor e a resposta do réu, e na audiência de abertura, comentou:

- Eu não sei como diabos eu vou decidir neste caso, mas parece que a partir do que lí até agora temos uma proprietária de puteiro que firmemente acredita no poder das orações, e uma igreja inteira que pensa que as orações não valem nada.

31 de mai. de 2012

Porcalhada do PT no Recife

PERNAMBUCO – Eleições 2010
Porcalhada do PT no Recife
O mestre Luiz Berto pergunta ao PT recifense: “Vocês não ficam nem um tiquinho constrangidos com essa canalhice nazi-fascistas que o PT recifense está exibindo cinicamente pro resto destepaiz???”

Charge : SPONHOLZ

Postado por Toinho de Passira
Texto: Luiz Berto
Fontes: Besta Fubana, "thepassiranews”, Blog do Jamildo

Deu no jornal que um acordo fez o deputado Maurício Rands (PT-PE) desistir do tapetão, anunciando nesta quarta sua renúncia à pré-candidatura a prefeito de Recife (PE), e o atual prefeito João da Costa, com quem disputava a indicação, também desistirá da postulação. O objetivo é abrir caminho para a candidatura do senador Humberto Costa (PT-PE), o preferido do ex-presidente Lula, que ordenou a solução do impasse.

Acabei de ouvir o prefeito João da Costa, numa rádio local, dizendo que não vai desistir de sua candidatura. Diz que venceu a prévia e que o desejo dos filiados, manifestado livre e democraticamente, deve ser respeitado.

A pergunta é a seguinte:

Vocês todos – vermêios, militantistas, petralhistas, afavoristas, adoradoristas, luleiros, lulosos, lulistas, zisquerdistas -, você não ficam nem um tiquinho com as bochechas vermêias de vergonha?

Vocês não ficam nem um tiquinho constrangidos com essa canalhice nazi-fascistas que o PT recifense está exibindo cinicamente pro resto destepaiz???

O noticiário local de hoje informa que um moleque-de-recados de Lula, o secretário nacional do PT, Paulo Frateschi, não levou uma cambada de pau ontem, aqui no Recife, porque solicitou proteção policial. Os partidários do prefeito João da Costa, vencedor da prévia, queriam pegar o petralha federal de cacete. Além disso, blogue político local traz a seguinte manchete:

"Manobra de Lula em favor de Humberto causa constrangimento entre petistas".

Pergunto mais: Vocês ainda têm a capacidade de ficar constrangidos com alguma coisa??? Ou com alguma coisa que Lapa de Espalha-Merda venha a fazer?

Pra não ofender a nobre classe dos cachorros, não vou chamar essa canalhice de cachorrada.

Pelo tanto de lama e de lixo (cuja coleta na cidade é causa primária da guerra, entre as gangues), vou batizar essa batalha mesquinha de porcalhada. Sem qualquer ofensa à nobre classe suina, claro.