Mostrando postagens com marcador Suape. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Suape. Mostrar todas as postagens

27 de jan. de 2014

A desmobilização de Suape”: serão demitidos 42 mil trabalhadores que constroem refinaria Abreu e Lima

BRASIL - Emprego
A desmobilização de Suape”: serão demitidos 42 mil trabalhadores que constroem refinaria Abreu e Lima
Dentro dos próximos dois anos, a Petrobras terá que dispensar cerca de 42 mil trabalhadores que estão ligados à construção da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Portuário de Suape. Uma das maiores desmobilizações trabalhista da história do Brasil

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Reunião dos trabalhadores, da construção de Suape, durante a greve do ano passado

Postado por Toinho de Passira
Fontes: PSB, Blog do Jamildo, Ministério Público do Trabalho, JC Online

Beneficiado por grandes obras federais e privadas que conseguiram elevar o nosso PIB e fazer com que o estado crescesse mais do que o Brasil nos últimos dez anos, Pernambuco começa agora a experimentar o outro lado da moeda. O pleno emprego, que chegou a atrair para os arredores do porto e municípios vizinhos milhares de trabalhadores e render muitos discursos políticos, chegou ao fim.

Levantamentos do próprio Governo do Estado apontam que, até 2016, 67 mil pessoas serão dispensadas pelos consórcios que no momento constroem obras como a Refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul.

Em meio a um ano eleitoral e primeiro ano de novo governante, esse será um problema social que envolve além dos trabalhadores, os principais atingidos, 58% oriundas do próprio estado, como também a vida e a renda a vida dos municípios circundantes.

Para discutir e enfrentar a situação o Ministério Público do Trabalho (MPT) criou o fórum Remos – Relocação de Mão-de-Obra de Suape e questões afins – para se reunir regularmente com a presença do estado, de empresas privadas e dos sindicatos dos trabalhadores, objetivando discutir e encaminhar os problemas que forem surgindo.

Segundo a deputada Terezinha Nunes, o fórum entendeu que as dificuldades são maiores do que se poderia imaginar. O Consórcio ETDI, formado por empresas grandes como Egesa e TKK e contratado pela Petrobrás para construir parte da refinaria, demitiu 1.600 trabalhadores sem garantir direitos líquidos e certos como o pagamento do 13.o salário e demais obrigações rescisórias, em dezembro passado.

Procurada, a Petrobrás se limitou a dizer que tudo que devia ao Consórcio foi pago, o que demonstra o descaso ou até mesmo a irresponsabilidade com que o tema vem sendo tratado. Como pode uma estatal do porte da Petrobrás permitir tal descaso?

Em 2013 Suape já foi palco de uma paralisação de trabalhadores que não estavam recebendo seus salários em dia, o que provocou enormes contratempos e a suspensão das obras por 24 horas até que se chegasse a um acordo.

Até abril de 2015 em média 1 mil trabalhadores deixarão a cada mês os canteiros de obras. E em maio, quando se espera que a refinaria seja finalmente concluída, 37 mil trabalhadores vão ser demitidos de uma só vez.

Sindicatos de trabalhadores temem pelo pior. Se o Consórcio ETDI deu o mau exemplo já agora no início da desmobilização, que garantia se tem sobre o futuro? – comentou a deputada Terezinha Nunes, do PSDB, quando ainda estava na oposição ao governo Eduardo Campos.

A desmobilização de Suape, segundo o Ministério Público do Trabalho, só perde em dimensão para o que aconteceu após com o fim da construção de Brasília.

24 de set. de 2013

Petrobras desiste de sociedade com a venezuelana PDVSA, na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco

BRASIL -
Petrobras desiste de sociedade com a venezuelana PDVSA, na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco
O fato de que refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída pela Petrobras em Pernambuco, ter desistido da sociedade da petrolífera venezuelana PDVSA acrescentará aos custos algo em torno de US$ 850 milhões.

Foto: Site Suape

A placa de futuras instalações, a margem da PE 60, desde outubro de 2006

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Valor Economico, Jornal do Commercio, Reuters , Folha de São Paulo, , O Globo, Agência Brasil

No dia 16 de dezembro de 2005, a Agência Brasil, noticiava que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita hoje (16) o município de Ipojuca do estado de Pernambuco, acompanhado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, par lançar a pedra fundamental da Refinaria General José Ignácio Abreu e Lima, no Complexo Industrial e Portuário de Suape.

Dizia ainda a nota, “com previsão de investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões, divididos igualmente entre a Petrobras e a estatal venezuelana de petróleo PDVSA, as obras devem começar no ano que vem. A refinaria deve entrar em funcionamento em 2011, com capacidade de processar 200 mil barris brutos por dia, petróleo oriundo da Bacia de Campos, no litoral fluminense, e da Bacia do Orinoco, na Venezuela.

Hoje, 24 de setembro de 2013, três anos depois de quando já deveria estar pronta, a refinaria, que enfrentou uma série de contratempo, como greves, aditivos contratuais estranhos, falta de garantias econômicas por parte da PDVSA e indicações de superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União, ainda não processou uma gota de petróleo, e não se sabe seguramente quando isso acontecerá.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula e o Governador Eduardo Campos lançam a segunda pedra fundamental 2007, sem a presença de Hugo Chávez

A última novidade divulgada pelo site do Valor econômico, é que definitivamente a sociedade com a petrolífera venezuelana PDVSA ficou finalmente descartado, depois de muito chove não molha da Venezuela, dos tempos de Hugo Chávez e do seu sucessor Nicolás Maduro.

Há pouco mais de seis anos, no dia 5 de setembro de 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva já recebia uma sinalização clara da PDVSA em relação ao projeto da refinaria de Abreu e Lima. Debaixo de chuva e pisando na lama, ele e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, lançaram as obras da refinaria, que está sendo erguida a 50 km ao sul do Recife, no Complexo Portuário de Suape. Diretores da estatal venezuelana, declarada sócia do empreendimento, foram convidados para a solenidade, mas se limitaram a agradecer pelo convite.

Já naquela ocasião, o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foi obrigado a dizer que a unidade seria construída independentemente do aporte venezuelano. De lá para cá, governo federal e a Petrobras insistiram em manifestar a viabilidade da sociedade, apesar das evidências cada vez maiores de que o negócio, firmado com o presidente venezuelano Hugo Chávez, naufragara.

Há pouco mais de um mês e agora como ex-presidente da estatal, Gabrielli afirmou que a parceria não sairia do papel. Na época, a Petrobras não comentou as declarações. Agora o Valor apurou que o fim do sonho já tem até data marcada. A partir de 1º de novembro, Abreu e Lima deixará de existir como empresa e será incorporada como unidade de negócios da Petrobras. Novamente a estatal não quis comentar.

Foto: Rodrigo Logo/arquivo/JC Imagem

Presidente Lula, Governador Jarbas Vasconcelos e Presidente Hugo Chávez, da Venezuela, lançando a primeira pedra fundamental da refinaria em 2005

Chávez viajou a Pernambuco lançou pedra fundamental, a primeira de uma série, mas não assinou o acordo de acionistas de Abreu e Lima. Chávez e Lula firmaram só um acordo de associação, pelo qual a Petrobras teria 60% da refinaria e a PDVSA, 40%. Coincidência ou não, três meses antes do encontro em Pernambuco, a Petrobras decidira reduzir de 40% para 10% a sua fatia na exploração do campo de Carobobo, na Venezuela, negócio que também tinha a PDVSA como sócia. A brasileira alegou custos elevados.

No dia em que Lula e Campos deram início às obras, em 2007, o valor do empreendimento já era maior: US$ 4,5 bilhões.

Os números mais recentes informados pela Petrobras apontam para um custo superior a US$ 17 bilhões e quatro anos de atrasos. A estimativa mais atualizada é que a primeira fase de refino entre em operação em novembro de 2014. Mas ninguém acredita.

A oficialização do divórcio com a PDVSA deverá representar ainda mais custos ao projeto, que já foi classificado pela atual presidente da Petrobras, Graça Foster, como exemplo a não ser seguido. Em abril, o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, disse que, confirmada a desistência do parceiro, a adaptação necessária custaria em torno de 5% do total do projeto. Pelos valores atuais, cerca de US$ 850 milhões.

Mais recentemente, em maio, a presidente da Petrobras se reuniu com o atual presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, a quem disse que gostaria de ter a PDVSA como sócia. "Seria realmente bom que a PDVSA viesse. Mas estamos fazendo a refinaria, independentemente da PDVSA", disse Graça, após participar de uma audiência na Câmara dos Deputados.

Além da refinaria em Pernambuco e da exploração no campo de Carobobo, Lula e Chávez firmaram uma série de outros acordos entre as estatais petrolíferas, como uma fábrica de lubrificantes em Cuba, associação para transporte marítimo de petróleo e uma unidade produtora de fertilizantes, entre outras. Da sociedade imaginada para a refinaria, ficou apenas a homenagem ao general pernambucano José Inácio Abreu e Lima, famoso no país de Chávez por ter lutado ao lado Simon Bolívar, pela libertação da Venezuela.

Acrescentamos que Hugo Chávez também ganhou o título de cidadão de Abreu e Lima, quando da sua vinda meteórica ao Recife, para posar de sócio.

Lembramos que em 2010, o "Banco Credit Suisse" disse que o custo total da construção da refinaria Abreu e Lima, daria para erguer quatro refinarias na China. A esta altura já pudemos nos orgulhar de termos uma das mais caras refinarias do mundo.

18 de jun. de 2013

VEJA: Espionagem no Porto de Suape

BRASIL - Eleição 2014
Espionagem no Porto de Suape
Disfarçados de portuários, quatro agentes da Abin — o serviço secreto do governo — foram presos sob suspeita de bisbilhotar a vida do governador Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência da República

Ilustração Veja

Disfarçados de portuários, quarto agentes da ABIN – o serviço secreto do governo – foram presos sob suspeita de bisbilhotar a vida do governador Eduardo Campos, pré-candidato a Presidência da República

Postado por Toinho de Passira
Texto de Hugo Marques e Rodrigo Rangel
Fonte: Veja, Política & Polícia - DF

É colossal o esforço do governo para impedir que decolem as candidaturas presidenciais do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e da ex-senadora Marina Silva (sem partido). Nos últimos meses, a presidente Dilma Rousseff reacomodou no ministério caciques partidários que ela havia demitido após denúncias de corrupção, loteou cargos de peso entre legendas desgarradas da base aliada e pressionou governadores do próprio PSB a minar os planos de Campos. Sob a orientação do ex-presidente Lula, Dilma trabalha para montar a maior coligação eleitoral da história e, assim, impedir que eventuais rivais tenham com quem se aliar.

A maior parte dessa estratégia é posta em prática à luz do dia. como a volta dos "faxinados" PR e PDT à Esplanada, mas há também uma face clandestina na ofensiva governista, com direito a espionagem perpetrada por agentes do estado. Um dos alvos dessa ação foi justamente Eduardo Campos, considerado pelo PT um estorvo à reeleição de Dilma pela capacidade de dividir com ela os votos dos eleitores do Nordeste, região que foi fundamental para assegurar a vitória da presidente em 2010.

O Porto de Suape, no Recife, carro-chefe do processo de industrialização de Pernambuco, serviu de arena para o até agora mais arrojado movimento envolvendo essa disputa pré-eleitoral. No dia 11 de abril, a Polícia Militar deteve quatro espiões da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que fingiam trabalhar no local, mas há semanas se dedicavam a colher informações que pudessem ser usadas contra Campos.

A Secretaria de Segurança Pública estadual já monitorava os agentes travestidos de portuários fazia algum tempo. Disfarçados, eles estavam no estacionamento do porto quando foram abordados por seguranças. Apresentaram documentos de identidade falsos e se disseram operários. Acionada logo depois, a PM entrou em cena. Diante dos policiais, os espiões admitiram que eram agentes da Abin que estavam cumprindo uma missão sigilosa e pediram que não fossem feitos registros oficiais da detenção.

O incidente foi documentado em um relatório de uma página, numa folha de papel sem timbre, arquivada no Gabinete Militar do governador. Contrariado com a espionagem, Eduardo Campos ligou para o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general José Elito Siqueira, a quem o serviço secreto do governo está subordinado.


"Prendemos quatro agentes da Abin que estavam me monitorando" - Eduardo Campos, Governador de Pernambuco.

Em uma reunião com aliados do PPS, o governador contou que o general garantiu que não houve espionagem de cunho político, ou de viés eleitoral, mas apenas um trabalho rotineiro. "Nós fazemos apenas monitoramento de cenários para a presidenta", ponderou o chefe do GSI. Apesar da gravidade do incidente, o caso foi dado como encerrado pelos dois lados. Poucas pessoas souberam da história. A elas, Campos explicou que não queria tornar público o episódio para não "atritar" ainda mais a relação com o Palácio do Planalto nem causar um rompimento entre as partes. Mas houve desdobramentos.

"Tive de prender quatro agentes da Abin que estavam me monitorando", revelou Eduardo Campos. E ainda desabafou: "Isso é coisa de quem não gosta de democracia, de um governo policialesco". Pediu aos aliados que o assunto fosse mantido em segredo. "Não tenho nada a dizer sobre isso", desculpou-se na semana passada o deputado Roberto Freire, presidente da legenda, que estava presente à reunião.

Os agentes detidos no Porto de Suape trabalham na superintendência da Abin em Pernambuco. São eles: Mário Ricardo Dias de Santana, Nilton de Oliveira Cunha Junior, Renato Carvalho Raposo de Melo e Edmilson Monteiro da Silva. No dia da detenção, usavam um Pálio (JCG-1781) e um Peugeot (KH1-1941). A placa do Pálio é fria, não existe. Já a do Peugeot é registrada em nome da própria Abin. Na semana passada, o agente sênior Mário Santana se aposentou. Nilton Junior e Renato de Melo davam expediente normalmente 11a superintendência. Já Edmilson Silva, na quinta-feira, estava escalado para o plantão noturno.

Nada mais natural. Edmilson Silva tem uma dupla jornada de trabalho. Além de espião, é vereador, eleito pelo PV, no município de Jaboatão dos Guararapes. Vive, portanto, uma situação curiosa. Durante o dia, como vereador, é um defensor das liberdades. As escuras, como araponga, une-se aos colegas de repartição para violá-las. "Fui ao Porto de Suape algumas vezes apenas para visitar amigos", disse a VEJA o agente-vereador. "Mas nunca fui detido ou preso, nunca usei documentos falsos, não há nenhum registro sobre isso." Funcionário da Abin há trinta anos. Edmilson garante que hoje não existe mais nenhum tipo de ação de monitoramento contra cidadãos ou governantes.



”Nos fazemos apenas maonitoramento de cenário para a presidenta.”
- General José Elito, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

As declarações do agente não encontram sintonia nem com as manifestações dos próprios superiores. No dia 4 de abril, uma semana antes das detenções realizadas pela polícia, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que, a mando do GSI, a Abin montara uma operação para monitorar a movimentação sindical no Porto de Suape. Àquela altura, a presidente Dilma e o governador de Pernambuco estavam em lados opostos na discussão sobre a MP dos Portos. Campos fazia ressalvas públicas ao texto e recebia em audiências setores do sindicalismo que também eram contrários a posições defendidas pelo Planalto.

A operação de monitoramento no porto foi classificada pelo GSI como "gerenciamento de risco" e tinha como objetivo medir a possibilidade de realização de uma greve em Suape e nos demais portos do país. Flagrado em plena ação, o GSI primeiro negou o monitoramento. O general José Elito chegou a tachar de mentirosa a reportagem. O jornal, então, publicou um documento sigiloso que confirmava o monitoramento da Abin sobre os portuários e os sindicatos contrários à MP dos Portos. Restou ao general reconhecer a própria mentira e admitir o óbvio: "A gente monitora tudo. assuntos que possam ser de interesse do país. Tudo o que a gente faz é para assessorar a senhora presidenta e os órgãos de governo para decisões oportunas".

Foto: João Sheeperson/Flickr

Vista aérea do Porto de Suape - PE

Desmentido pelos fatos, o general acrescentou que a ação foi amparada pela lei que criou o Sistema Brasileiro de Inteligência e refletia a preocupação do governo com possíveis greves de portuários. "Não foi um monitoramento de movimento A ou B, mas de cenário." As declarações de Elito foram dadas seis dias depois da detenção dos quatro agentes da Abin.

Nas conversas com auxiliares e políticos, Campos deixou claro que tinha sido vítima de uma bisbilhotagem política. Ele seria o alvo. A escolha de Suape não foi à toa. Antes da construção do porto, a economia pernambucana era meramente sucroalcooleira. Com o novo polo, fruto dos investimentos e da ajuda federal decorrentes da ótima relação que o governador mantinha com o então presidente Lula, Pernambuco se modernizou.

Diferentes indústrias saíram do papel, como a naval, e uma rede de infraestrutura foi montada. "Tudo em Pernambuco é feito em função de Suape. Viadutos, ferrovias, tudo. A vocação industrial do estado apareceu graças ao porto", diz um ex-ministro do governo Lula. Os grandes investimentos, portanto, passam por lá — assim como as grandes empresas e os financiadores de campanha.

Mais que portuários insurgentes, os agentes da Abin pretendiam mapear eventuais relações espúrias entre Campos e o setor privado. Os agentes detidos faziam perguntas específicas sobre o governador. "No porto, atuam grandes financiadores de campanha e mais importante, grandes corretores de contribuições eleitorais", diz um parlamentar de Pernambuco. Não se sabe se esse era exatamente o objetivo dos espiões.

Campos já havia manifestado contrariedade à força desproporcional usada pelo PT para inviabilizar sua candidatura, mas ainda considerava tais gestos parte do jogo. A entrada em cena da Abin, que já foi usada em outras ocasiões com objetivos meramente políticos, mudou um pouco o ânimo do governador. Procurado na semana passada, Eduardo Campos não quis comentar o caso. "Perguntem ao GSI"- limitou-se a dizer.

O Gabinete de Segurança Institucional informou que "todos os esclarecimentos" sobre a ação dos agentes em Pernambuco já foram dados e que eles não "realizaram nenhuma operação para monitorar o movimento sindical". Sobre a prisão dos espiões, o GSI silenciou. A Abin é um órgão de assessoramento exclusivo do presidente da República. A assessoria de Dilma Rousseff, porém, afirmou que a presidente não foi informada nem da missão portuária dos espiões nem das prisões que se sucederam. Até a última sexta-feira, o general José Elito continuava firme no cargo.


21 de mai. de 2013

Ao lado de Eduardo Campos, Dilma enfatiza que “Brasil está no rumo certo”

BRASIL – Eleição 2014
Ao lado de Eduardo Campos, Dilma enfatiza que
“Brasil está no rumo certo”
Em Suape, ontem pela manhã, usando a entrega do navio “Zumbi dos Palmares”, como palanque eleitoral, a campanha da candidata Dilma inaugurou um novo mantra de campanha, a versão “do Brasil no rumo certo”, que, por improvável coincidência, foi utilizado por todos os oradores, que a antecederam

Charge Lailson (PE)

Postado por Toinho de Passira
Baseado no texto de Jamildo Melo, para o Blog do Jamildo
Fonte: Blog do Jamildo

No seu Blog, Jamildo que se encontrava no evento, comentou que “na campanha do PSB na TV, o governador Eduardo Campos afirmava ser preciso fazer mais pelo Brasil, em uma espécie de cobrança aos petistas e em especial à presidente Dilma. Em março, em Serra Talhada, quando veio pela última vez ao Estado, a presidente deu declarações que foram interpretadas como um troco ao aliado, pedindo lealdade”.

Nesta segunda-feira, sem necessidade de cotoveladas entre os aliados, em um clima de aparente civilidade, na entrega do navio Zumbi dos Palmares, em Suape, os aliados de Dilma martelaram a ideia de que o Brasil está no rumo certo. A presidente não usou o termo, mas fez discursos na mesma linha de raciocínio. Se possível, com bons ventos e em mares tranquilos, como pedia o locutor oficial da festa, em dado momento, com a embarcação já se distanciando do porto de Suape.

“Estamos no rumo certo. Estamos escrevendo a nova história do Brasil”, afirmou o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sob aplausos.

“Em vez de dar empregos para o estrangeiro, fazemos os navios aqui para criar os empregos aqui”.

Não só autoridades, mais fulgurantes foram escaladas para bater na mesma tecla. No esforço de convencimento em prol da tese, até uma oficial de náutica, Vanessa Cunha, começou o seu discurso na tribuna, afirmando que a conclusão do novo navio só surpreendia aqueles que não acreditaram neste sucesso. “Estamos no rumo certo”, declarou, repetindo o mantra mais ouvido na beira do cais.

Outra operária, líder de grupo no estaleiro e apresentada como representante da Força Metalúrgica, Divanete Maria da Silva, foi mais objetiva ainda. “Demoramos mais para fazer o primeiro navio. Não acontecerá mais. Estamos fazendo mais rápido, estamos fazendo melhor, tenho certeza que vamos fazer melhor ainda”, disse, quase que reformando o slogan do governador socialista.

A presidente Dilma deu um recado direto aos trabalhadores do estaleiro, ou pelo menos os que sobraram, uma vez que muitos foram demitidos e outros admitidos, após os problemas verificados na primeira embarcação, João Cândido.

“Não tenham vergonha. foi importante. Tivemos que aprender. Não se fazia navio no Brasil há muito tempo. Nós superamos os erros. Hoje, temos uma grande indústria naval”, declarou.

Teve mais recados que podem ser interpretados como políticos. No sábado, no Distrito Federal, na inauguração da inacabada Arena Mané Garrincha, a presidente Dilma já havia criticado os pessimistas de plantão. Nesta segunda-feira, em solo pernambucano, no lançamento do navio Zumbi dos Palmares, a presidente Dilma voltou a reclamar dos críticos, ao lado do governador Eduardo Campos, mas sem nominá-los.

“Não acreditem nos pessimistas. Não acreditem nos boatos”, afirmou a presidente, que aproveitou o evento de hoje para dizer que o programa Bolsa Família não teria os pagamentos suspensos. Os boatos começaram no mesmo dia em que o mineiro Aécio Neves assumiu o comando do PSDB. Em todas as eleições nos últimos anos, os petistas acusaram os tucanos de querer abolir o programa.

19 de mai. de 2013

Petroleiro, Zumbi dos Palmares, construído no estaleiro Atlântico Sul, terá batismo na segunda-feira

BRASIL - Pernambuco - Economia
Petroleiro, Zumbi dos Palmares, construído no estaleiro Atlântico Sul, terá batismo na segunda-feira
A presidenta Dilma Rousseff, acompanhada de Ministros, do Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, da presidenta da Petrobras, Graça Foster, e do presidente da Transpetro, Sergio Machado, participará da cerimonia de entrega do petroleiro, nesta segunda-feira, às 11hrs

Foto: Debora Ghelman/Transpetro

"Zumbi dos Palmares" recebendo os últimos retoques, ainda posicionado no dique seco do Estaleiro Atlântico Sul, Suape, Pernambuco

Postado por Toinho de Passira
Fontes: G1, Diario de Pernambuco, Transpetro, Folha de Pernambuco

O segundo navio-petroleiro construído no estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape, em Ipojuca, Região Metropolitana do Recife, está pronto. O Zumbi dos Palmares passou por testes em alto mar e foi aprovado. Na segunda-feira (20), será entregue à Transpetro, em cerimônia com a presença da presidente Dilma Rousseff.

O navio recebeu o nome de Zumbi dos Palmares em homenagem ao alagoano símbolo da luta contra a escravidão no Brasil.

O petroleiro tem 274 metros de comprimento e 48 de largura, além de 52 metros de altura e capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo. A embarcação é do tipo Suezmax, ou seja, tem o tamanho máximo para passar no canal de Suez, entre a Europa, Ásia e África, assim como o outro navio entregue em 2012 pelo estaleiro, o João Cândido.

O Zumbi dos Palmares levou um ano e meio para ficar pronto. Foram quase 2 mil profissionais envolvidos no trabalho. A partir de segunda-feira (20), o navio entra em operação.

"É um orgulho para nós da Transpetro acompanhar a construção do Zumbi dos Palmares aqui no estaleiro Atlântico Sul e [completar] esse desafio de mais um navio construído. Para nós é uma satisfação enorme", afirma o comandante do navio, Carlos Alberto Costa.

A primeira viagem oficial do navio após a entrega vai contar com 26 tripulantes. A única mulher do grupo é uma pernambucana, oficial de náutica, Thalita Sales da Silva Souza. “É uma experiência muito grande em fazer parte dessa tripulação. Eu sou pernambucana e fico muito honrada e feliz”, afirma Thalita.

Na construção do Zumbi dos Palmares foram utilizadas mais de 21 toneladas de aço, 860 toneladas de acessórios para o casco, 500 mil litros de tinta e mais de 110 mil metros de cabos elétricos. Até o final de 2013, o estaleiro deve entregar outro navio como o Zumbi dos Palmares .

Esta é a quinta embarcação do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro a entrar em operação. Ao todo, foram encomendados ao estaleiro pernambucano 22 navios, sendo dez petroleiros Suezmax. O primeiro navio entregue foi o João Cândido, que ganhou os mares em maio do ano passado, com mais de três anos de atraso na construção.

Devido a demora, a subsidiária multou o estaleiro e suspendeu os contratos de 16 das 22 embarcações encomendadas. Há uma expectativa que os contratos devem ser retomados agora, após a entrega do Zumbi dos Palmares, dentro do cronograma e do prazo previsto.

Segundo o site da Transpetro, o Programa de Modernização e Expansão da Frota encomendou, também, oito navios gaseiros ao Estaleiro Promar, que como o Estaleiro Atlântico Sul, está instalado no Porto de Suape – PE.

Segundo dados da Transpetro, a indústria naval brasileira já tem hoje a terceira maior carteira mundial de encomendas de navios petroleiros e emprega 54 mil metalúrgicos.

Fotos: Debora Ghelman/Transpetro



"Zumbi dos Palmares" singrando nos mares pernambucanos durante os testes


20 de ago. de 2012

Milhares de grevistas demitidos em Suape

BRASIL - Pernambuco
Milhares de grevistas demitidos em Suape
Cerca de mil trabalhadores dos Consórcios da Construção da Refinaria e da Petroquímica, de Suape, ao chegarem para trabalhar, na manhã desta segunda-feira (20), foram informados, na portaria que estava demitidos por justa causa. Teriam perdido os postos de trabalho, por estarem envolvidos com os incidentes do último dia 08, quando oito ônibus foram incendiados e houve confronto com a polícia, durante a greve que teve início no dia primeiro.

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Trabalhadores exibem a carta de demissão entregue pelo Consórcio

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Comércio, G1, Diário de Pernambuco

Vinte dias depois de iniciada a greve no canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e Petroquímica Suape (PQS), as empresas dos consórcios envolvidos nos dois empreendimentos resolveram endurecer. Nesta segunda-feira (20), demitiram centenas de trabalhadores alocados no complexo industrial. O número é impreciso e, embora líderes do movimento paredista cheguem a citar até mil desligamentos, a informação não é endossada nem pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil Pesada (Sintepav) e nem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil Pesada (Sinicon).

Antes da paralisação, trabalhavam nas duas obras cerca de 54 mil operários. O Sinicon comunicou que “as novas contratações ocorrerão de acordo com a necessidade de cada empresa” e que, desde a última sexta (17), quase metade dos 54 mil empregados das duas obras voltaram ao trabalho normalmente.

As demissões seria por “justa causa”, uma punição pelo tumulto do último dia 8 de agosto, quando oito ônibus foram queimados e houve confronto com a polícia.

Foto: Guga Matos/JC Imagem



Segundo o Jornal do Comércio, com a notícia da demissão, muitos trabalhadores passaram mal. Alguns chegaram a desmaiar. Apesar do clima tenso, não houve registro de confusão ou confrontos.

Na última sexta (17), uma reunião em Brasília, na Secretaria Especial da Presidência da República, tentou uma conciliação entre empresas e operários. Entretanto, sem contar com representação dos funcionários, ficou decidido que o secretário das Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Messias, assumirá a função de conciliação entre as partes.

Histórico
O movimento grevista nos canteiros de obras da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape começou oficialmente no último dia 1º de agosto, pela discordância em relação ao acordo coletivo aprovado em assembleia no dia 27 de julho. Na ocasião, ficou estabelecido reajuste de 10,5%, vale-alimentação de R$ 260 e equiparação salarial entre funcionários de mesma função trabalhando em empresas diferentes, entre outros pontos negociados.

Algumas funções receberiam até 40% de reajuste (devido à equiparação salarial).

A paralisação foi julgada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT-PE) também intermediou algumas rodadas de conciliação na expectativa de acabar com os conflitos.

Apesar dos afastamentos, muitos funcionários estariam trabalhando normalmente nas obras de construção da Refinaria Abreu e Lima e da PetoquímicaSuape, segundo levantamento do Sintepav. De acordo com a Polícia Militar (PM), não foram registradas nenhuma ocorrência que precisasse de intervenção policial nesta segunda.

Foto: Guga Matos/JC Imagem


Leia no “thepassiranews”
Greve na refinaria causa prejuízo de R$ 44 milhões

25 de jul. de 2012

Greve causa congestionamento de navios em Suape

Brasil - Pernambuco
Greve causa congestionamento de navios em Suape
A greve dos funcionários da Anvisa, impede que os navios sejam atracadose descarregados no porto de Suape. Uma fila de cargueiros estão esperando uma definição. Já há mais de 50 navios esperando , com prejuízos enormes para as companhias marítimas e para a economia pernambucana

Foto: Diário de Pernambuco

Quatro navios conseguiram descarregar devido a liminares conseguidas na justiça. Para os restantes, o impasse continua

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Comércio Online, Diário de Pernambuco, G1- Pernambuco

A greve dos funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) provocou um engarrafamento de navios próximo ao Porto de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco. Nesta terça-feira (24) pelo menos 12 navios aguardam ao largo, em alto mar, longe do porto, a permissão da Anvisa (que emite um certificado que libera ou não a entrada e saída das embarcações nos portos brasileiros) para fazer o desembarque trazem cargas diversas, como combustíveis, veículos e grãos. Com a chegada de mais 11 embarcações nesta quarta (25) à Suape, a fila de espera começa a preocupar a Capitania dos Portos.

Os funcionários da Anvisa estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 16 de julho. Eles querem equiparação salarial com os funcionários da Receita Federal. De acordo com o sindicato da categoria, a adesão à greve em todo o país é de 70%.

A greve causa prejuízos enormes, com as despesas das embarcações paradas, e pode afetar num futuro próximo problemas para a economia de Pernambuco.

O presidente do Sindicato das Agências Marítimas do Estado de Pernambuco, Ricardo Von Sohsten, já contabiliza prejuízos. O sindicato tenta na justiça uma liminar para permitir a atração e descarga dos navios, provisoriamente, sem o certificado. Ainda ontem, duas liminares permitiram que dois navios iniciassem o processo de atracação. Eles traziam combustível e gás de cozinha.

O prejuízo é muito grande para as empresas marítimas. Cada navio parado tem um custo médio entre US$ 25 mil a US$ 50 mil dia, dependendo do tipo da embarcação.

Outros portos também estão com os mesmos problemas, entre eles, o do Rio de Janeiro, o de Vitória e o de Santos, em São Paulo.

No Porto do Recife, a atracação dos navios está acontecendo, mas a liberação também está mais lenta. Segundo informações da administração do porto, com o projeto “Porto sem Papel”, a tramitação da documentação é feita de forma eletrônica, por isso a greve da Anvisa tem tornado mais lento o processo, mas não está impedindo o funcionamento do porto.

Além da Anvisa, aderiram à greve em Pernambuco os funcionários da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo informações do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Reguladoras (Sinagências), estão sendo mantidos 30% dos serviços (como exige a lei).

No caso da Anvisa, permanecem funcionando como prioridade a liberação de órgãos para transplantes, a liberação de equipamentos de UTI e de medicamentos essenciais para hospitais públicos e particulares, material para transfusão de sangue, alimentos perecíveis e certificados internacionais de vacinas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje as autoridades sanitárias dos Estados e dos municípios poderão assumir as atribuições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em caráter emergencial, caso haja prejuízo nos serviços por causa da greve dos servidores do órgão. Essa é uma das medidas previstas pelo governo para evitar interrupções na entrada de produtos pelos portos do País por falta de inspeção e de liberação sob a responsabilidade da agência reguladora.


17 de mai. de 2012

Inaugurado por Lula, navio só ficou pronto agora, dois anos depois

PERNAMBUCO
Inaugurado por Lula, navio só ficou pronto dois anos depois
Lula e Dilma fizeram do lançamento do Petroleiro João Cândido, em 2010, um monumental e ilegal evento de campanha. O que todos sabiam, é que tudo era uma encenação, que o navio estava longe de ser concluído, que o projeto enfrentava dificuldades e que não seria entregue no prazo previsto. Mas a única coisa que realmente importava, na ocasião era enganar o eleitor. Agora a farsa se revela com a entrega do navio, finalmente pronto, dois anos depois da inauguração fajuta.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O petroleiro João Candido, lançado ao mar, em 2010, na presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de pré-candidata petista Dilma Rousseff, em maio de 2010, uma monumental farsa eleitoreira.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, G1, Diário de Pernambuco, ”thepassiranews”, Estaleiro Atlântico Sul, Naval, Estadão, Jornal do Comércio, Blog do Jamildo

Confirmou-se que aquele navio da Petrobras produzido pelo estaleiro Atlântico Sul, em Suape Pernambuco, o Petroleiro João Cândido “lançado” por Lula, na pré-campanha da sua candidata Dilma Rousseff, em 07 de maio de 2010, era apenas uma carcaça flutuante.

Cercado de Ministros, com toda pompa e circunstância Lula e a candidata se emocionaram vendo o navio precariamente flutuando no dique.

Essa inauguração de mentirinha custou alguns milhões e atrasou o projeto. A queima de etapas para fazer o navio ser lançado ao mar, e simular uma inauguração que não devia honestamente acontecer, por certo, atrapalhou o cronograma do projeto e aumentou os custos finais do empreendimento.

O lançamento do navio, em 7 de maio de 2010, foi uma festa única na cidade-sede do estaleiro, Ipojuca (PE). Lula e a ex-ministra Dilma abraçaram operários, distribuíram autógrafos, posaram para fotografias – atividade comum naquela pré-campanha presidencial. A embarcação foi batizada em homenagem ao célebre marinheiro João Candido (1880-1969), líder da Revolta da Chibata, em que liderou, em 1910, cerca de 2.000 marinheiros negros rebelados contra os maus-tratos a que eram submetidos pelos comandantes da Marinha.

Os discursos ufanistas, acontecidos na ocasião, era pura propaganda eleitoral. Todo mundo sabia, Lula, Dilma e sua turma, que o navio não estava pronto, nem seria entregue nos prazos previstos, mas a única coisa que realmente importava era enganar o eleitor.

Em discurso na cerimônia, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, anunciou que o João Candido abria um “novo ciclo” para a indústria naval brasileira.

Durante a construção, do João Cândido, ocorreram inúmeros acidentes de trabalho e pelo menos dois operários morreram: o montador Jaelson Ribeiro de Souza, 47 anos, morreu um mês após a inauguração fajuta de Lula, a desempenhar, sem ter sido treinado, a função de soldador, no momento do acidente. Constatou-se que o operário não era protegido com o necessário guarda-corpo, que serve para proteger de quedas, e estava sem cinto de segurança.

Um ano antes, já havia acontecido outro acidente fatal, o metalúrgico Lielson Ernesto da Silva, foi esmagado por uma chapa de aço enquanto trabalhava na construção do navio.

Na época dizíamos que “ter uma Indústria Naval é importante para Pernambuco e para o nordeste, mas esse progresso não pode ser feita à custa da vida de trabalhadores submetidos a tarefas de dimensões descabidas, a pressões desumanas e a condições de trabalho improvisadas”. ”A promiscua mistura de eleições e coisas sérias como essa, acabam geram esses tipos de problemas”.

Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação

A “simpatica” candidata Dilma cumprimentando os operários do estaleiro Atlântico Sul, no dia do lançamento “fajuto” do petroleiro João Cândido, maio de 2010, Ipojuca, PE

Finalmente, segundo o Blog do Jamildo, nesta semana, “o navio petroleiro classe Suezmax João Cândido”, construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, recebeu na última segunda-feira (14.05.2012) o seu “Certificado de Classe”, emitido pela sociedade classificadora American Bureau of Shipping (ABS), o documento necessário para o registro da embarcação junto ao Tribunal Marítimo brasileiro, constatando que a construção da embarcação seguiu normas e regulamentos vigentes na indústria naval internacional. Seguindo o protocolo esse é o início dos procedimentos para a entrega do navio à Transpetro, no dia 25 deste mês, dois anos e 18 dias após ter sido “lançado” ao mar por Lula e sua candidata.

O estaleiro Atlântico Sul, controlado pelas empreiteiras nacionais Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, pela PJMR Empreendimento e pela sul-coreana Samsung Heavy Industries é um importante empreendimento sediado em Pernambuco, e faz parte do somatório dos investimentos incentivados pelo Governo Lula que ajudou a melhorar, em muito, o desenvolvimento do nosso Estado, isso é inegável.

Não precisava, pois, montar a essa encenação ridícula da “inauguração” do navio inacabado, alterando e comprometendo o cronograma de um empreendimento de R$ 300 milhões, um evento ilegal pela legislação eleitoral, moralmente condenável, por ser uma farsa, prejudicando e causando prejuízos à PETROBRAS e seus acionistas, ao Estaleiro Atlântico Sul, só para tentar conseguir mais alguns votos para a candidata Dilma, uma abominável irresponsabilidade.


29 de dez. de 2010

Lula se despediu dos pernambucanos ameaçando voltar

PERNAMBUCO
Lula se despediu dos pernambucanos ameaçando voltar
“Deixo apenas a Presidência, mas não pensem que vocês vão se livrar de mim”, disse Lula no discurso no Marco Zero em Recife, na área revitalizada por Roberto Magalhães (DEM) quando foi Prefeito do Recife. Para atrair gente para evento, contrataram artistas como Alceu Valença, Geraldo Azevedo e forrozeiros ligados a Associação Forró Pé de Serra. A festa toda, oficialmente foi patrocinada pelo PSB, que não informou o custo da produção, mas se pode dizer que foi algo em torno do meio milhão.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula aproveitando o povo reunido para o show, falou à multidão, despedindo-se dos pernambucanos, diz que vai voltar. Vade retro presidente! Vade retro!

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Comercio, Jornal do Comercio, Jornal do Comercio,Jornal do Comercio, Jornal do Comercio, Portal Suape

Temos o prazer de informar que ontem aconteceu a última visita de Lula a Pernambuco como presidente da República. Em oito anos de governo, visitou o Estado 40 vezes, só neste ano atingiu a marca de dez visitas. Sempre em campanha, lançando pedras fundamentais que não prosperaram e assinando contratos que ninguém sabe onde foi parar.

Na cerimônia em praça pública, num showmício, Lula recebeu do governador a maior comenda do Estado de Pernambuco, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito dos Guararapes. Os agraciados recebem uma faixa. Lula brincou dizendo que como no dia 1º de janeiro, passará a faixa presidencial para Dilma, usaria depois disso a faixa da Ordem do Mérito Guararapes.

Lula chorou várias vezes. Fez um previsível discurso de improviso e agradeceu aos pernambucanos, terem acreditado nas suas fanfarrices.

Igual aquele slogan de Lula, “nunca antes neste país”, aqui por Pernambuco se cunhou a frase ”Lula fez muito por Pernambuco.”

O governador Eduardo Campos soube capitalizar essa linha petista, transformando as visitas de Lula em palanques eleitorais, que serviam tanto ao presidente quanto a ele, para projetar um clima favorável, uma imagem de prosperidade, que nem sempre era verdadeira.

Ninguém pode negar que sob a tutela de Eduardo Campos Pernambuco continuou crescendo. Como Lula ele herdou um estado pronto para se atirar para um futuro melhor e não decepcionou. O porto de Suape, o grande trunfo do estado, tão bem aproveitado para trazer investimentos e erguer palanques, foi construído, por inúmeros governadores do passado.

Governadores que se comportaram como estadistas, deixaram de lado obras populistas, gastando tempo e recursos numa obra em alto mar, que não daria um retorno imediato, e que não era visível a principio aos olhos dos eleitores. Vamos lembrar aqui, homens como Eraldo Gueiros (seu idealizador), Moura Cavalcanti que deu prosseguimento ao empreendimento, seguido de Marco Maciel, Roberto Magalhães, Joaquim Francisco e por fim Jarbas Vasconcelos.

De todos os governadores que estiveram a frente do estado nesses últimos 40 anos, que o porto ia sendo erguido, aumentado, modernizado, o período que menos avançou foi durante os dois governo de Miguel Arraes, o avô de Eduardo Campos. Arraes achava que a obra deveria ser tocada pelo governo federal e não acreditava no seu futuro. Só no fim do seu último mandato, quando perdeu de ser reeleito para Jarbas Vasconcelos, foi que liderou um movimento pedindo que uma refinaria fosse implantada em Suape.

Todos esses homens estavam construindo um enorme palanque para Lula. Durante essas 40 vezes que esteve em Pernambuco, pelo menos a metade, foi para lançar pedras fundamentais, inaugurar maquetes ou assinar documentos durante eventos na área do porto.

Em maio desse ano, por exemplo, Lula inaugurou um navio, o primeiro construído no Estaleiro Atlântico Sul, trazido para Pernambuco no governo Jarbas Vasconcelos, com a presença da presidenciável Dilma Rousseff.

Nunca mais ninguém falou desse navio, o petroleiro “João Candido” que se destinará a Petrobras. Pois bem, o navio continua em Suape, a inauguração, como disse a oposição na época foi apenas de fachada, oito meses depois, a embarcação parece ainda precisar de um bom tempo para realmente singrar os mares e servir a Petrobras.

É desse Lula que vamos lembrar, do enganador, do falastrão, do populista. A história vai dizer o quanto ele fez pouco por Pernambuco, e equivocadamente, Pernambuco fez muito por ele. Agora está na hora dele nos deixar em paz. Vade retro presidente e não volte mais.


14 de dez. de 2010

PERNAMBUCO: Fiat instalará fábrica em Suape

PERNAMBUCO
Fiat instalará fábrica em Suape
A nova unidade da Fiat que será construída no pólo industrial de Suape terá capacidade de produzir 200 mil veículos por ano e representa um investimento em torno de R$ 5 bilhões. A futura fabrica deve ficar pronta em três anos e produzirá um novo modelo, ainda a ser desenvolvido pela Fiat, que terá como público-alvo os consumidores das regiões Norte e Nordeste. O planejamento inclui um modelo de produção mais eficiente, que resultará em preços mais competitivos dos automóveis “made in Pernambuco”.

Foto: Simone Medeiros

A localização e a modernidade do porto de Suape atraíram a fábrica da FIAT

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Jornal do Comércio, Reuters, The Guardian, Al Volante

Implantando um modelo intitulado de polo produtivo – que situa ao redor da montadora de veículos toda a linha de produção das peças necessárias para o modelo a ser produzido – a Fiat do Brasil vai tentar baratear os carros fabricados na nova planta do Complexo Industrial e Portuário de Suape.

O valor aportado para uma produção média de 200 mil veículos/ano está estimado em R$ 3 bilhões, mas informações de bastidores do próprio governo do Estado apontam que o aporte poderá chegar a R$ 5 bilhões.

Isso porque a planta fabril englobaria também um centro de engenharia. A especulação é que poderá sair da unidade de Pernambuco um novo modelo de veículo, ainda com preços mais populares do que o Mille.

Segundo integrantes da empresa, o frete teria um pequeno impacto, mas a grande vantagem estaria concentrada na nova formatação da linha de produção ao redor da fábrica. A decisão de situar a planta no Estado foi fortemente atrelada à posição geográfica, tanto para o mercado consumidor interno quanto para países do Mercosul.

Foto: Divulgação

Linha de produção da FIAT

A segunda etapa do empreendimento, o centro de engenharia, irá agregar ainda mais valor à cadeia produtiva que será formada no Complexo de Suape, tendo em vista que representa grandes aportes financeiros nas áreas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia. É algo que também implicará em uma elevação da capacitação da mão de obra necessária para atuar na unidade, além de remunerações melhores.

A expectativa é que o projeto vai demandar uma área de 300 hectares, com a reserva de outros 100 hectares justamente para dar suporte ao polo produtivo que será construído ao redor da planta da Fiat. Segundo integrantes da empresa, o ganho de eficiência da produção está totalmente agregado à localização das demais indústrias do setor que serão fornecedoras da Fiat.

Segundo a própria assessoria de imprensa da Fiat, a montadora tem pressa para acertar os trâmites necessários e iniciar a construção da planta. A expectativa é que a obra inicie até abril, com prazo de conclusão para três anos seguintes ao início da construção. Como plano de investimentos até 2014, a Fiat espera aportar no Brasil R$ 10 bilhões. Cerca de R$ 7 bilhões já estariam sendo aportados na unidade de Minas Gerais para aumentar a produção atual em 150 mil carros.

Segundo fontes do governo estadual, a briga pelo empreendimento – normalmente pautada entre Sudeste e Nordeste – desta vez teria extrapolado as fronteiras brasileiras. Foi, na verdade, uma batalha entre Brasil e México, tendo em vista o fato de o investimento ser considerado global.

Foto: Associated Press

Parque industrial da “Fabbrica Italiana Automobili Torino” (FIAT), sediado em Turim, Itália.


8 de mai. de 2010

Lula “inaugura” um navio que não navega

ELEIÇÕES 2010
Lula “inaugura” um navio que não navega
Essa é a terceira vez que Lula visita esse navio, todas às vezes foi uma festa, operários de macacão novos, fotos, banda de música, uísque e militância petista especialmente convocada. As notícias que se tem é que o petroleiro da Petrobras vai passar ainda uma temporada muito grande no estaleiro, até que ficar pronto e ser lançado ao mar, para valer, coisa para acontecer lá pelo meio do governo de José Serra

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O navio de Lula está menos virtual, mais ainda não faz o que todo navio deve fazer: navegar

Toinho de Passira
Fontes: Blog do Jamildo, Fotos do Petroleiro Pernambucano, Voz da Rússia

Ontem aqui em Pernambuco, lá para os lados da zona sul do Recife metropolitano, o ar ficou irrespirável: ao mesmo tempo que uma fábrica de colchões pegava fogo, Lula e sua candidata circulava pelas mesmas bandas, dizendo que estavam inaugurando um navio.

Na verdade o navio que Lula inaugurou só tem a casca e a festa foi para o primeiro teste de flutuação. Se nada atrapalhar daqui a ano e meio, ele cai finalmente no mar, na metade do governo de José Serra, pode começar finalmente a servir a Transpetro.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em 11/09/2009, Lula veio bater a primeira quilha do navio, numa festa como a de sexta-feira. O mesmo navio vale várias inaugurações e festejos. Tanta visita atrapalha até o cronograma da obra

A inauguração de ontem, era a oportunidade de montar um bom palanque eleitoral. A candidata do presidente seria a madrinha do navio e proclamada a preferida da marinha petroleira brasileira (acreditamos). Mas como o Tribunal Superior Eleitoral não está para peixe, tiveram que nomear de última hora, uma das funcionárias do Estaleiro Atlântico Sul, a jovem Josenilda Maria da Silva, para substituir a ex-guerrilheira no cargo de madrinha.

A candidata foi ao evento e ficou se insinuando passando na frente dos fotógrafos para ver se saia em alguma foto, ou se algum jornalista lhe perguntava alguma coisa, para ela exercitar o que lhe havia ensinado o pessoal do marketing.

Acabaram improvisando uma coletiva, e ela afirmou que tinha uma ligação emocional com o navio, sem explicar esse sentimento tão estranho, com um objeto inacabado, imóvel e pesando tantas toneladas.

Lula e o governador Eduardo Campo, estavam irritados por Jarbas ter dito, há dois dias, no lançamento de sua candidatura que o estaleiro só existe porque ele havia investido com outros governos, apoiado por vários presidentes, no porto de Suape e teria pessoalmente facilitou a implantação da empresa Atlântico Sul, em Pernambuco.

O Blog do Jamildo registrou o comentário de um alto executivo da Camargo Correia, maior acionista do estaleiro, que atestou pedindo anonimato, que o governo Jarbas e Mendonça foi extremamente ético e correto durante as negociações para a atração do estaleiro Atlântico Sul para Pernambuco, um projeto estavas sendo disputado por 22 sítios em todo o Brasil.

Para ser honesto, registramos que nos seu discurso, Eduardo Campos, repetiu a fala de Jarbas, dizendo que Suape é um sonho de 30 anos, e resultado do trabalho de vários governos.

O estranho de tudo é que o navio que Lula inaugurou não saiu do canto. Quem já viu inauguração de navio, sabe que após a discusseira e o batizado pela madrinha, o navio toca mar a dentro, sem olhar para trás.

O navio inaugurado por Lula, não, ficou imóvel dentro do cais, servindo de cenário para o presidente tirar retrato.

Foto: Arnaldo Carvalho/JCImagem/BlogJamildo

Essa foto foi feita num sobrevôo do fotografo Arnaldo Carvalho, do Jornal do Comércio, na véspera da “inauguração”.

Foto: Voz da Rússia

Esse é um navio tanque russo, similar ao que está sendo feito no estaleiro de Pernambuco, no dia em que foi lançado ao mar o ano passado na presença do presidente russo Putin, em dezembro do ano passado, vê-se que o nosso tem ainda a muito por fazer

Afinal, navio não se inaugura, navio se lança ao mar, quando já está pronto. O custo dessa festa, a parada para fazer essa solenidade, representa aumento de custos no projeto, adiamento da entrega do navio e prejuízo para a Transpetro, devido o atraso de entrega. Tudo isso para só fazer umas fotos.