Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa do Mundo 2014. Mostrar todas as postagens

23 de mai. de 2014

O que preocupa - para valer- na copa! - Cesar Maia

BRASIL - Opinião
O que preocupa - para valer - na copa!
A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Cesar Maia
Fontes: Ex-Blog de Cesar Maia

1. Em reunião de simulação de situações em Brasília, os analistas chegaram à conclusão que a Copa em si não será problema. Em torno dos estádios se colocam cinturões de isolamento com duas circunferências concêntricas.

2. Os assistentes mostrariam seus ingressos em cada uma delas e finalmente no estádio. Mobilizações eventuais ficariam na parte externa à primeira circunferência. Um pouco de barulho, alguma ação de separação por parte da polícia e nada mais grave.

3. E assim se iria até a grande final no Maracanã. Bem, se o Brasil for vencendo as etapas anteriores. Mas se não for…

4. Esse é o ponto. Se o Brasil for desclassificado até a semifinal, os riscos de grandes manifestações serão enormes. Nelas estariam os manifestantes de sempre somados aos torcedores frustrados que convergiriam com os demais no sentido que tudo foi um gasto inútil. Um sentimento muito mais intenso que em 1950.

5. A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares. Que no caso de uma desclassificação prematura da seleção não haverá força policial ou militar capaz de conter as manifestações.

6. Assim, a responsabilidade da seleção será dupla: vencer as partidas e conter as manifestações. E, portanto, governos federal e estaduais nunca torcerão tanto pela seleção canarinha como agora na Copa-2014.

7. E se isso -a desclassificação- acontecer logo na segunda fase…, salve-se quem puder.
Cesar Maia é um economista, político e ex-prefeito do Rio de Janeiro pelos Democratas.

21 de mai. de 2014

Desapropriados pela Copa ainda esperam indenização 'justa' na Cidade da Copa em Pernambuco

BRASIL - Copa 2014
Desapropriados pela Copa ainda esperam indenização 'justa' na Cidade da Copa em Pernambuco
A BBC Brasil ouviu reclamações de muitas família que que tiveram que deixar suas casas na região que circunda a Arena Pernambuco, por conta das obras da Copa. Eles dizem ter recebido do governo pernambucano uma indenização muito abaixo do valor de mercado dos seus imóveis e, com isso, estão tendo que morar de aluguel ou de favor.

Foto: Portal da Copa

Estádio foi feito para desenvolver a "Cidade da Copa" em São Lourenço da Mata, mas pouco ou nada saiu do papel. As desapropriações leoninas são uma realidade cruel

Postado por Toinho de Passira
Texto de Renata Mendonça e Júlia Dias Carneiro
Fonte: BBC Brasil

"Eu tinha construído o meu futuro, que era a minha casa, com muito esforço. E, de repente, eles vêm e fazem uma derrota dessas com a gente. Derrubaram o que era nosso sem dar nosso direito."

Jerônimo Sebastião de Oliveira, de 72 anos, é um dos afetados pelas desapropriações para a Copa do Mundo realizadas em Camaragibe, na região metropolitana de Recife. A área será usada para a construção de duas obras de mobilidade urbana do governo de Pernambuco: o Terminal Integrado de Camaragibe e o Ramal da Copa - ambos serviriam para facilitar o acesso à Arena Pernambuco, palco de cinco jogos do Mundial. Os moradores foram removidos, mas nenhuma das duas obras foi concluída.

A reclamação de seu Jerônimo é a mesma de muitas outras famílias que também tiveram que deixar suas casas na região por conta das obras da Copa. Eles dizem ter recebido do governo pernambucano uma indenização muito abaixo do valor de mercado dos seus imóveis e, com isso, estão tendo que morar de aluguel ou de favor.

"Não deu nem a metade do valor [do imóvel]. Então não dá para comprar uma casa. Estou morando de favor com uma sobrinha, e ela está cobrando 400 reais de aluguel. E mesmo assim, ela já está pedindo a casa. Não tenho para onde ir", disse Jerônimo à BBC Brasil.

A casa dele ficava no Loteamento São Francisco, uma área que teve mais de cem desapropriações para a Copa. Em nome do governo pernambucano, a Procuradoria Geral do Estado foi a responsável por cuidar da questão e, para isso, criou a Secretaria das Desapropriações. Foram representantes da Secretaria que procuraram os moradores, avaliaram os terrenos e propuseram a indenização que seria paga assim que eles deixassem o imóvel.

O valor oferecido, porém, foi o que desagradou as famílias desapropriadas e as que não concordavam com a proposta tinham a opção de recorrer à Defensoria Pública - muitas estão brigando na Justiça até agora por uma indenização que consideram mais justa.

"Somos agentes públicos, as indenizações são pagas por dinheiro público e existe uma norma técnica para fazer avaliação do imóvel, tem parâmetros de engenharia para avaliar o valor", explicou o Procurador Geral do Estado, Thiago Arraes de Alencar Norrões, à BBC Brasil.

Foto: : Eduardo Amorim, midiacapoeira.wordpress.com
"
Seu Jerônimo em frente ao terreno onde sua casa foi derrubada. Seu Jerônimo perdeu o braço em um acidente de trabalho e, com a indenização, reformou sua casa

"Tem margem para negociação, mas, se eu pagar R$ 10 mil para um imóvel que vale R$ 2 mil, eu vou preso. Quem fez acordo, já recebeu o dinheiro."

DESENTENDIMENTOS

Segundo o Procurador, as indenizações pagas às famílias desapropriadas variaram de R$ 3 mil a R$ 300 mil, dependendo da avaliação do terreno e regularização do imóvel. "Tem um relatório completo das desapropriações. A gente tinha orçado uma despesa total de R$ 100 milhões e acabou gastando cerca de R$ 90 milhões."

O grande problema para o pagamento de indenizações tão baixas - como as de R$3 mil - foi a situação irregular de alguns proprietários. O governo alega que muitos deles não tinham a documentação completa do imóvel ou ainda tinham a casa no nome de alguém da família já falecido.

"Se você tem uma casinha modesta em um terreno de que não é dono, vai receber de R$ 15 a 20 mil. E a gente procura ser o mais favorável ao desapropriado possível", disso o procurador geral Thiago Norrões.

"Em São Francisco, a gente ajudou a regularizar alguns terrenos até para que o valor fosse maior."

Do outro lado, alguns moradores de Camaragibe alegam que estavam com a documentação regularizada dos seus imóveis e, mesmo assim, dizem ter recebido um valor baixo demais de indenização. É o caso de Jerônimo, que morava há 40 anos na região.

"Eu tinha todos os documentos. Registro de imóvel, escritura, IPTU, declaração do terreno de posse, de tudo eu tinha", contou.

Foto: Portal da Copa

O projeto do terminal era para integrar ônibus e metrô em Camaragibe e facilitar o acesso ao estádio. Com ele, o fluxo de pessoas do metrô e do Corredor Leste-Oeste seria dividido. A obra não ficará pronta para a Copa.

"Quando eu comprei, a casa era pequena. Mas depois fui ampliando. Tirei pedra de dentro do rio com um braço só para melhorar a situação de minha casa. Botei laje. Investi no meu futuro. Mas o esforço foi perdido, porque todo o dinheiro foi por água abaixo", lamentou.

Jerônimo contou que recebeu pouco mais de R$ 30 mil, equivalentes a 80% da indenização a que tinha direito, e entrou na Justiça para reivindicar um pagamento maior. No total, o valor que o Estado propôs a ele não chegou a R$ 50 mil - o preço de um imóvel similar na mesma região em Camaragibe variaria de R$ 100 mil a R$ 200 mil, segundo ele.

PROBLEMAS

A Procuradoria Geral do Estado reconheceu que houve problemas nas desapropriações realizadas em Recife e na região metropolitana da capital e admitiu que "aprendeu com alguns erros".

"Algumas pessoas ficaram em situações difíceis. Nessa fase final, estamos tentando dar um atendimento psicossocial maior. A gente aprendeu e, nas próximas intervenções, vamos ter que corrigir alguns procedimentos", disse o procurador.

Para ele, a principal dificuldade nas desapropriações para a Copa foi o fato de elas terem sido feitas sem uma política habitacional adequada. "O problema é que as políticas públicas são feitas ao contrário. Você tem a Copa e tem que fazer uma série de intervenções na cidade-sede. Mas não tem uma política habitacional que resolva, que dê moradia às pessoas que vão ser removidas por essas obras", explicou.

"Antes de fazer as intervenções na parte urbanística, já tem que pensar em onde colocar as pessoas antes de tirar."

Andando pela região de Camaragibe onde os moradores foram desapropriados, é possível ver que ainda falta muito para as obras ficarem prontas. A reportagem da BBC Brasil esteve lá no início do mês e constatou que as casas já caíram por terra, mas o asfalto do Ramal da Copa ainda não chegou. O projeto do Terminal Integrado de Camaragibe também está em fase inicial e já foi adiado para ser entregue somente após o Mundial.

Segundo relatos de alguns moradores, muitos dos "removidos da Copa" na região voltam frequentemente para conferir o que foi feito no lugar de suas casas. A decepção aumenta quando veem que as obras ainda não saíram do papel.

"Lá onde era a minha casa? Só tem barro. Até o riacho que tinha, o canal que tinha, desmancharam tudo, acabaram com tudo", diz seu Jerônimo.

Foto: Portal da Copa

O Terminal Integrado Cosme e Damião facilitará o acesso ao estádio; governo promete obras prontas em maio

O problema das desapropriações para a Copa não foi exclusivo de Recife. Segundo a apuração da Associação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), as 12 cidades-sede registraram centenas de remoções, mas em poucos casos foi dado a devida assistência aos removidos.

A relatora da ONU (Organização das Nações Unidas) para moradia adequada, Raquel Rolnik, visitou as cidades brasileiras que receberão a Copa do Mundo e também constatou irregularidades nas desapropriações.

"O direito à moradia adequada tem sido violado em praticamente todos os casos de remoção. O padrão é a completa falta de diálogo e transparência com as comunidades e pessoas afetadas", contou à BBC Brasil.

"E quando se paga indenização ou um auxílio-aluguel, os valores são totalmente insuficientes para custear uma nova moradia. De acordo com as leis internacionais sobre este direito, uma pessoa jamais pode ser colocada em situação de moradia pior que a anterior. Mas é o que tem ocorrido."

A BBC Brasil procurou o governo federal para um posicionamento a respeito das críticas da relatora e do próprio governo de Pernambuco - que citou a falta de políticas habitacionais para resolver o problema.

Segundo a Secretaria de Comunicação (Secom) do Executivo, a responsabilidade pelas desapropriações da Copa ficou com os governos municipais e estaduais e não teve interferência federal. Além disso, a Secom ressaltou que o governo federal oferece políticas habitacionais efetivas como o "Minha Casa, Minha Vida", que foram criadas antes do Mundial e permanecerão depois dele.


*Nota da redação: Após a publicação dessa reportagem, soubemos que Seu Jerônimo comprou um barraco na região por R$20 mil e está morando com sua família (mulher e filho) em uma casa bem abaixo do padrão que estava acostumado. Ele aguarda o pagamento do restante da indenização para construir mais um cômodo e ter condições dignas de moradia.

5 de mai. de 2014

África do Sul e Grécia enfrenta problemas com heranças malditas da Copa e das Olímpiadas

BRASIL - Copa 2014
África do Sul e Grécia enfrenta problemas com
heranças malditas da Copa do Mundo e das Olimpíadas
Jornalistas da África do Sul e da Grécia, num evento em Belo Horizonte, disseram que a realização da Copa do Mundo e das Olímpiadas, em seus países, foram marcadas por corrupção e legado negativo de elefantes brancos. Qualquer semelhança ....

Foto: Divulgação

Um exemplo triste é o belo estádio Nelson Mandela Bay, construído para a Copa do Mundo, na África do Sul, na pequena Port Elizabeth, fechado desde a decisão do terceiro lugar no Mundial, entre Alemanha e Uruguai. Numa das últimas vezes em que o estádio abriu suas portas foi numa tentativa frustrada de quebra de recorde mundial - o de maior concentração de mulheres de biquíni num só local.

Postado por Toinho de Passira
Texto de Helena Martins
Fontes: Agência Brasil

Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, viveu por anos a expectativa de melhoras na condição de vida da população, com a realização da primeira Copa do Mundo no Continente Africano, em 2010. Quatro anos depois, no entanto, o país enfrenta problemas, como o endividamento público e estádios ociosos, de acordo com o jornalista sul-africano Niren Tolsi.

Ele conta que as duas arenas construídas para receber partidas do Mundial, o Ellis Park Stadium e o Soccer City, estão subutilizadas. O último recebe atualmente mais atividades musicais e políticas do que partidas de futebol.

Tolsi veio ao Brasil para participar do Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos, em Belo Horizonte.

O jornalista relata que os moradores esperavam que a preparação para a Copa projetasse Joanesburgo internacionalmente e proporcionasse mudanças na infraestrutura urbana, com o alargamento de estradas e a multiplicação de opções de transporte coletivo.

As obras de mobilidade feitas no país à época são úteis para a população. Porém, o Mundial foi marcado também por denúncias de corrupção na construção dos estádios, deslocamentos forçados de famílias, aumento da repressão policial e expulsão de moradores de rua e de vendedores ambulantes das áreas centrais de Joanesburgo, segundo o jornalista.

“A Fifa foi embora com R 25 milhões [R é o símbolo de rand, moeda oficial da África do Sul] de lucro e o país ficou endividado”, lamentou.

Tolsi vê semelhanças entre os problemas apontados pelos movimentos sociais no Brasil e o que ocorreu, há quatro anos, em seu país. Com a mobilização dos movimentos sociais e populações atingidas pelos grandes eventos, ele espera que “essa lógica mude e que a Fifa tenha que parar de agir em outros países, como faz hoje, trabalhando a favor das corporações, colocando em questão a soberania nacional”.

O Mundial na África do Sul também não aqueceu o mercado de trabalho, como previsto, por causa da crise financeira que abala a Europa, de onde sairiam muitos dos turistas que o país esperava receber em 2010.

Não somente na África do Sul, a população ficou desapontada com o legado deixado por grandes eventos. A ativista grega Chará Tzouna avalia que os empréstimos tomados para a realização das Olimpíadas de 2004 intensificaram o problema econômico que o país já vivenciava. “Há 30 anos, já tomavam empréstimos para viver. Nas Olimpíadas, criaram mais empréstimos para construir edifícios e estádios, que não conseguem se manter. Além das dívidas, ficamos com elefantes brancos”, diz.

Para Chará Tzouna, a organização popular foi um dos pontos positivos do evento esportivo. “Houve o crescimento da participação e da organização política. As pessoas estão tentando recuperar espaços públicos que foram privatizados ou que estão inativos”, disse.

6 de jun. de 2013

Branquearam o futebol, de Juca Kfouri, para a Folha de S.Paulo

BRASIL – Opinião
Branquearam o futebol
Juca Kfouri comenta o fenomeno da ausência de negros e até mestiços como ídolos do nosso futebol

Foto: Luiz Paulo Machado/Placar

O fotografo Luiz Paulo Machado flagrou o suor na camiseta do Rei Pelé formando o desenho de um coração. Foi publicada em 1970 na Revista Placar. Essa imagem é real, não tem truques, não é montagem, na época photoshop ainda não tinha sido inventado

Postado por Toinho de Passira
Texto de Juca Kfouri, coluna Folha de S.Paulo
Fonte: Folha de S.Paulo

Que perdoem os que vivem num país tão diferente que imaginam não haver racismo no Brasil.

Que perdoem, ainda, os que diziam que a política de cotas é que estabeleceria discriminação racial em nossas faculdades, o que os fatos têm desmentido à exaustão.

Que perdoem, também, os complacentes de plantão que a tudo justificam, até a entrega de estádios inacabados, sujos, com entornos perigosos, por mais que as obras tenham estourado todos os prazos e quase dobrado os custos.

Porque o preço médio do ingresso na reabertura do Maracanã ficou na casa dos R$ 150!

Negros, no estádio, só os que lá foram para trabalhar.

Dê uma olhada neste time, dos anos 80, convocado por Telê Santana: Valdir Peres, Leandro, Oscar, Edinho e Pedrinho; Falcão, Sócrates e Zico; Dirceu, Careca e Éder. Sabe o que ele tem de extraordinário, apesar de jamais ter entrado em campo, embora os 11 tenham convivido na mesma concentração para a Copa da Espanha? São todos brancos.

Fruto do momento em que a várzea perdeu para a especulação imobiliária, do surgimento das escolinhas de futebol e, é claro, de circunstâncias aleatórias.

Curiosamente, os maiores ídolos dos times mais populares do eixo Rio-São Paulo eram brancos, Zico e Sócrates, filhos da classe média.

João Saldanha se preocupava e apelava: "Não acabem com os nossos crioulos!".

Do time que disputou a Copa de 1982, Luisinho, Júnior, Toninho Cerezo e Serginho eram os titulares que davam o tom mestiço que sempre caracterizou nossas seleções de Djalma Santos, Didi, Mané Garrincha, Pelé, Zózimo, Amarildo, Jairzinho, Brito, Everaldo, Cafu, Aldair, Márcio Santos, Mauro Silva, Mazinho, Romário, Ronaldos, Rivaldo, Roque Júnior, Gilberto Silva, Kleberson, Roberto Carlos, para citar apenas os titulares campeões mundiais.

Será que teremos de criar cotas também nos estádios, para evitar que a elitização em marcha exclua ainda mais os excluídos? Se até no velho Pacaembu, nos jogos mais cotados do Corinthians, é perceptível o branqueamento, como será nos novos estádios da Copa-14, chamados impropriamente de arenas?

Dia desses esta Folha fez certeiro editorial sobre as oportunidades que a nova situação enseja para a modernização do futebol brasileiro.

Organização, conforto, segurança e bons gramados, tudo é essencial e há décadas se luta por isso.

Como não se deve esquecer de que o bom gestor do negócio do futebol haverá de ser aquele profissional que, friamente, for capaz de exacerbar a paixão.

Que perdoem as arenas, mas sem os crioulos a paixão será absorvida pela areia virtual e movediça que as caracterizam, porque até do ponto de vista puramente da língua elas são uma fraude, plastificadas, pasteurizadas e higienizadas.

27 de mai. de 2013

Enquanto Dilma ufana-se arenas da copa acumulam problemas

BRASIL – Copa das Confederações
Enquanto Dilma ufana-se
arenas da copa acumulam problemas
No rádio, presidente elogiou estádios e festejou 'pontualidade e competência'. Enquanto isso, a cobertura da Fonte Nova se rompia, o Maracanã continuava incompleto e torcedor se arrependia de ter ido ao Estádio Nacional de Brasília. Chegar a Arena Pernambuco é uma aventura.

Foto: Portal da Copa/ME

Dilma inaugurando Estádios por terminar

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Portal da Copa, G1, Globo Esporte, Terra - Esporte

Quem ouviu a presidente Dilma Rousseff falando sobre a Copa das Confederações nesta segunda-feira, em seu programa semanal de rádio, ficou com a impressão de que o Brasil está mais do que pronto para receber o torneio - que começa no próximo dia 15, em Brasília.

Quem passou por alguns dos palcos da competição no fim de semana e nesta segunda, no entanto, viu a dura realidade do país-sede do evento, considerado um teste importante para o Mundial do ano que vem.

Faltando menos de três semanas para a abertura, o Estádio Nacional de Brasília recebeu seu primeiro grande jogo - e o torcedor se arrependeu de ter torrado até 400 reais por um ingresso, já que teve de encarar filas de até quatro horas para entrar na arena mais cara do Mundial.

Foto: Custodio Coimbra/Agência O Globo

Rompimento de tubulação abre cratera bem em frente ao Estádio do Maracanã, recém inaugurado, Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, palco da grande final do torneio, o Maracanã foi entregue à Fifa na sexta-feira, mas engana-se quem acha que o estádio já ficou totalmente pronto: o local continua sendo frequentado pelos operários, que seguem fazendo os últimos trabalhos da reforma bilionária.

Foto: Marco Aurélio Martins/Ag. A Tarde/Folhapress

Na Arena Fonte Nova, chuvas abriram um buraco na cobertura

Enquanto Dilma discursava no rádio, a Arena Fonte Nova, que receberá partidas importantes, como o superclássico entre Brasil e Itália, sofria um problema imprevisto: as chuvas em Salvador abriram um buraco na cobertura do estádio. Para a presidente, contudo, manifestar dúvidas sobre os preparativos para o evento é coisa de quem torce contra o país.

"Parece aquele velho complexo de vira-lata de que falava o nosso Nelson Rodrigues. Mas os trabalhadores que construíram esses estádios, os empresários contratados para fazer essas obras e todos os governos envolvidos provaram que o Brasil é capaz de aceitar desafios e cumprir os compromissos que assume pontualmente", afirmou Dilma, esquecendo-se de que a Fifa teve de adiar duas vezes o prazo máximo para a entrega dos estádios.

A presidente, que participou de todas as seis inaugurações de arenas da Copa das Confederações, se disse "impressionada com a beleza e a modernidade desses novos palcos do futebol".

"A construção desses seis estádios mostra que o nosso povo tem determinação, capacidade e competência para fazer a melhor Copa de todos os tempos", empolgou-se.

Foto: André Luiz Mello/Agência O Dia/Folhapress

O público da partida entre Santos e Flamengo, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Torcedores chegaram a ficar quatro horas na fila para entrar na arena

A presidente evitou falar dos atrasos nas obras, da falta de tempo hábil para a realização dos eventos-teste em quantidade ideal, dos problemas de organização dos primeiros jogos e das falhas que já apareceram nesses locais.

"Eu tenho certeza que o Brasil vai brilhar dentro e fora do campo. Vamos mostrar a todos os que vierem acompanhar os jogos, turistas internacionais e nacionais, jogadores e equipes técnicas, que nós sabemos receber, que somos um país alegre e pacífico. Tenho certeza de que todos que vierem nos visitar vão se apaixonar e vão querer voltar para a Copa do ano que vem", apostou.

Foto: Guilherme Macedo/Frame/Folhapress

Cadeira quebrada ou ainda não instalada no Estádio Nacional de Brasília,
no dia do Santos x Flamengo

Ao falar sobre a Arena Fonte Nova, Dilma classificou o estádio baiano de "um exemplo da criatividade do povo daquele estado". Ao mesmo tempo, operários subiam ao teto da estrutura para tentar reparar o rombo surgido na cobertura. Ninguém ficou ferido, mas a pressão da água acumulada sobre o estádio fez com que parte da cobertura, feita de um material flexível, se soltasse de sua armação.

O estádio foi inaugurado no começo do mês passado, num evento que contou com a presença de Dilma e do governador da Bahia, Jaques Wagner. Funcionários usaram baldes para tentar escoar a água que se acumulou em vários setores.

A cena foi parecida com a que foi vista no Maracanã também no mês passado, pouco antes de uma inspeção da Fifa. O Maracanã, aliás, foi o estádio mais elogiado pela presidente na gravação transmitida nesta segunda.

"É uma emoção muito grande olhar para o Maracanã e ver toda aquela imponência, aquela grandiosidade que é, sem sombra de dúvida, o maior símbolo do futebol brasileiro. A reconstrução do Maracanã preservou a sua histórica fachada e, ao mesmo tempo, garantiu conforto e segurança que a gente vê nos estádios mais modernos do mundo."

Poucas horas depois, em uma reunião de integrantes do Comitê Organizador Local (COL), o gerente de Operações do órgão, Tiago Paes, confirmou que o estádio carioca ainda não está pronto. "Cem por cento, o Maracanã só estará no dia 15. Até porque falta a instalação de uma série de equipamentos temporários".

Ah! Tá!

Foto:Flávio Japa/JCM/Fotoarena

A Arena Pernambuco é bela e confortável, difícil é chegar lá. Para alcançar o estádio, no dia do jogo teste, entre Náutico e Sporting Lisboa, torcedores só tinham duas opções: deixar o carro em um estacionamento, pagar R$ 40 e ir de ônibus do evento, ou ir de metrô. As duas "soluções" mostraram problemáticas. No caso do estacionamento, muito congestionamento no local. Quem optou pelo metrô enfrentou trens sem ar condicionado, lotados e lentos. Muita gente chegou à Arena Pernambuco com o primeiro tempo em andamento.


30 de nov. de 2012

Felipão, penta + Parreira, tetra = hexa?

BRASIL – Copa do Mundo 2014
Felipão, penta + Parreira, tetra = hexa?
Felipão vencedor da Copa da Coreia do Sul e Japão e Parreira Campeão em 1994, nos EUA, vão tentar levar o Brasil à conquista do sexto título mundial. “Não somos favoritos no momento, mas pretendemos ser durante a competição", acrescentou o técnico.
O que os desocupados do Banco do Brasil estão fazendo nessa notícia?

Foto: Reuters

Felipão e as primeiras pressões

Postado por Toinho de Passira
Fontes: APP, Exame, Fifa, Globo Esporte

Na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou o que já se esperava: Luiz Felipe Scolari (penta) é o novo técnico da Seleção Brasileira de Futebol. E Carlos Alberto Parreira (tetra) será o coordenador do time, em parceria formada para tentar o título da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

Campeão da Copa do Mundo em 2002 com a formação da "Família Scolari", Felipão assumiu oficialmente o comando da Seleção nesta quinta-feira e afirmou que a conquista do título em casa, em 2014, é obrigação para o Brasil.

Felipão deixou claro que utilizará parte da base que foi construída ao longo do trabalho de seu antecessor, Mano Menezes, que foi demitido na segunda-feira:

"Não vamos começar do zero. Vamos pegar na base que já existe e, a partir dela, implementar mais alguma coisa.

"Me sinto muito mais motivado, mais em condições [do que em 2002]. Apenas a sequência do trabalho pode repetir o que foi alcançado em 2002. Nós temos a obrigação, sim, de ganharmos o título. Não somos favoritos no momento, mas pretendemos ser durante a competição", acrescentou o técnico.

Mas a frase que vai marcar a volta de Felipão a seleção brasileira foi a que incomodou principalmente o Banco do Brasil e toda a classe bancária:

Em determinado momento, sem ter nem pra quê, comentou que estava pronto e ia fazer a equipe estar preparada para aguentar a pressão de ser da Seleção Brasileira:

“Se o jogador entrar sem pressão nenhuma, pensando que o objetivo é jogar a Copa, não pode ser assim. Fui jogador do interior. Eu era bom. O pessoal dizia que não, mas eu era bom. E tem pressão. Eles têm que saber. Nossos jogadores sabem que seria um dos títulos mais importantes que o Brasil já conquistou. Tem que trabalhar bem esse aspecto. Se não quiser pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”. - disse o Felipão.

Pronto estava declarada a terceira guerra mundial, um bando de bancários, principalmente do Banco do Brasil, incluído aí o seu presidente, Sindicatos e ajuntamentos, aproveitando que não estavam fazendo nada, redigiram e divulgaram notas de repúdio, exigiram retratação, falaram de seus esforços e labutas burocráticas e entraram em pé de guerra.

Para acabar com a questão Felipão teve que entrar em contato com Aldemir Bendine, presidente do BB, para se desculpar.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa do BB, Felipão afirmou que não teve a intenção de ofender os funcionários da instituição financeira e fez questão de lembrar que há mais de três décadas é cliente do BB.

”Eu estou lá é para pedir a colaboração do povo brasileiro à seleção e não pretendia ofender o pessoal do Banco do Brasil. Foi apenas uma má colocação”, disse o treinador.

Em pleno expediente, depois de ter passado a tarde toda ocupado em resolver essa importante questão administrativa-financeira do Banco, o presidente Aldemir Bendine, finalmente declarou que o episódio está superado e até mandou um recado para Felipão.

“Você vai ter aqui uma família de 116.000 pessoas que estará torcendo pelo seu trabalho, que você seja muito feliz nessa nova empreitada e que traga de volta aquela alegria que você nos deu em 2002”, disse Aldemir Bendine, o presidente do BB.

Depois disso, exausto, junto com os outros 116.000, ficou sem ter o que fazer, o resto da tarde.

28 de nov. de 2012

Felipão será o novo técnico da seleção brasileira

BRASIL – Copa do Mundo 2014
Felipão será o novo técnico da seleção brasileira
Não é nada oficial, mas ninguém do mundo esportivo tem dúvida que Scolari assumirá amanhã a vaga que foi de Mano Menezes, até a semana passada. A última vez que o Brasil foi campeão do Mundo, em 2002, já se passaram dez anos, era ele quem escalava e treinava a Seleção brasileira

Foto: Tiago Queiroz/AE

Luis Felipe Scolari, o novo técnico brasileiro

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Estadão, Terra, Globo Esporte, Reuters , Uol - Esporte, Radar Online, Veja

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, já deu como certo, o anuncio do novo técnico da Seleção Brasileira, para amanhã, quinta-feira, antecipando a indicação, anunciada apenas para o mês de janeiro.

Desde a saída de Mano Menezes, segundo alguns, mais por problemas políticos que técnicos, ele e o presidente da CBF não se davam bem, que todo os holofotes iluminaram a figura de Luiz Felipe Scolari, o popular Felipão.

Lauro Jadim, no seu Radar Online da Veja, na segunda-feira, dizia que o nome de Felipão para substituir Mano Menezes não era um mistério, “mas qual a razão de nada ter sido anunciado até agora? Simples: as negociações ainda não chegaram ao fim, sobretudo no quesito “autonomia”.

”Felipão exige que seja total – como teve até nos tempos de Ricardo Teixeira que, certa vez, quis lhe impor o nome de Romário para a Copa de 2002 e não conseguiu”.

Uma prova que a vontade de Felipão se impôs, é que o presidente da CBF anunciou que o cargo de diretor de seleções da entidade, se extingue, após o pedido de demissão, Andrés Sanchez, nesta quarta-feira. Complementou dizendo que será criado o cargo de coordenador de Seleção.

Para esse novo cargo, complementando a lista de exigências feitas por Felipão, está sendo convidado outro técnico campeão do mundo, Carlos Alberto Parreira.

Só falta agora encontrar os jogadores, fazer um time e ganhar a Copa do Mundo de 2016. Se isso acontecer Felipão será canonizado, com tripa e tudo.