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25 de mai. de 2014

O Partido Pirata do Brasil chega com a cultura de compartilhar, sem ficar só na "curtida"

BRASIL - Política
O Partido Pirata do Brasil nasce com a cultura e o objetivo de compartilhar, sem ficar só na "curtida"
O novíssimo partido é uma ideia séria que está se tornando uma realidade rastreada na juventude que não se acha representada por nenhuma das legendas existentes. A principal característica da nova instituição, será a obrigação de sempre consultar online que posições seus representantes devem tomar antes de cada decisão política importante. Por isso eles usam como mantra a frase: "Não somos o partido do futuro, somos o futuro dos partidos".

Postado por Toinho de Passira
Texto de Osny Tavaresdo UOL, em Curitiba
Fontes: UOL Notícia, Partido Pirata do Brasil, Assembleia Nacional Pirata>

À primeira vista, parece uma versão reduzida da Campus Party. Algumas dezenas de jovens se espalham por uma sala, olhares fixos nas telas dos computadores. O som predominante é o da digitação constante. No entanto, este é evento político-partidário, com direito a todos os clichês que envolvem o assunto: debates, discursos e plenárias. "Pode não parecer, mas eles estão falando um com o outro", diz um dos organizadores.

É assim que transcorre a primeira Assembleia Nacional do Partido Pirata do Brasil, uma legenda que, apesar de ainda não estar registrada junto à Justiça Eleitoral, planeja concorrer às eleições municipais em 2016 e inserir no debate político brasileiro a sua causa: liberdade para os cidadãos brasileiros baixarem músicas, filmes e softwares gratuitamente em seus dispositivos eletrônicos.

O encontro, que começou na sexta-feira (23) e termina neste domingo (25) em Curitiba, reúne cerca de 90 filiados --um número elevado, levando-se em consideração que o partido tem cerca de 500 componentes registrados. Mas mesmo aqueles que não viajaram à capital paranaense podem se fazer presentes: todos eles poderão assistir aos os painéis e participar dos debates via internet.

"Discutimos todas os pontos principais de adianto pela web e trouxemos para a assembleia as questões em que não obtivemos consenso. Mas toda a nossa articulação acontece pela rede", explica Kristian Pasini, um soteropolitano de 29 anos, gerente de projetos e 2º secretário geral do partido.

Foto: Osny Tavares/UOL

Johann Melchior (à esq.) e Christiane Maciel foram de Manaus a Curitiba para participar da primeira assembleia do Partido Pirata e defender ideias como o compartilhamento e a permacultura

Busca por identidade passa pela "absorção" de várias culturas

Ideologicamente, porém, os piratas ainda estão à deriva. "A gente deixa as pessoas à vontade para enquadrar a gente como quiserem", diz Kristian. Entre os membros, entretanto, a maioria afirma participar de outros movimentos sociais contemporâneos, como Marcha das Vadias, Marcha da Maconha, Movimento Passe Livre, além de manifestantes ativos nas passeatas de junho de 2013. "Acho que vão nos definir como esquerda. O fato é que somos libertários em amplo aspecto".

Assim, diversos tipos de movimento são recepcionados. Christiane Maciel, 25 anos, trouxe para o partido as diretrizes da permacultura, que significa, nas palavras dela, um "planejamento holístico de todas as necessidades humanas de sobrevivência". Criado por ecologistas australianos nos 70, esse movimento defende um tipo de vida inspirado nos aborígenes, com cultivo de terra, coletivização da produção e sustentabilidade.

Ela acredita que os canais piratas sejam os ideais para propagar o conceito. "A Globo jamais daria espaço para um negócio desses", afirma.

Sem presidente, tudo é resolvido no voto online

O conceito de rede distribuída , sem hierarquia rígida, é comum a todos os piratas. O partido não tem um presidente, somente secretários, para evitar que uma pessoa tenha poder executivo, fazendo com que a legenda perca em "horizontalidade".

A própria escolha da cidade-sede da assembleia resultado de uma votação online, numa disputa entre Curitiba e Rio de Janeiro. Escolhida a capital paranaense, eles tiveram que mudar o local reservado para o evento, pois o espaço reservado anteriormente não tinha infra-estrutura para conexão em banda larga.

Em pequena escala, o Partido Pirata tem recepcionado a parcela de juventude que anseia por mudanças mas não encontra representação em nenhum dos partidos tradicionais. Dentro do partido, o desafio está sendo criar coesão para que eles encontrar um conteúdo programático objetivo pelo qual militar.

É o caso do manauara Johann Melchior, um tecnólogo em redes de 27 anos, que relata ter aderido ao Partido Pirata há pouco menos de um ano, depois dos protestos de rua. "Nenhum outro partido estava representando as minhas ideias", diz. "Quando falamos em compartilhar, o objetivo é compartilhar todo tipo de conhecimento, inclusive político."

Apesar disso, ele e o pequeno coletivo (espécie de diretório regional) da capital do Amazonas ainda causam estranheza. "Quando falo em piratas acham que somos malucos. Não associam à política", lamenta o militante, usando o icônico chapéu de duas pontas com uma caveira na testa.

Para a Assembleia, ele levou um drone construído por ele mesmo a partir de uma plataforma de software livre. "Desde 12 anos mexo com computador, aprendi a programar e ver que é possível construir coisas. E destruir, o que é ainda mais legal".

Promessa de votações online para definir posição de "vereadores do futuro"

Em 2013, cerca de um ano após a fundação do partido no Brasil, a agremiação publicou seu estatuto no Diário Oficial da União -- uma exigência da Justiça Eleitoral para a obtenção de um CNPJ provisório. Como a publicação no órgão público é paga, tiveram que editar uma versão resumida do texto, que pudesse rodar com o valor que eles tinham levantado em uma vaquinha online, cerca de R$ 20 mil.

A partir da assembleia, eles esperam ampliar o estatuto e aprofundar o programa político. Também precisam levantar 500 mil assinaturas para que o partido obtenha registro e possa disputar as eleições. O caso da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, que não conseguiu cumprir a meta até a data-final para as eleições deste ano, é citado como o exemplo a ser evitado.

A meta que o Partido Pirata busca atingir em 2016 --isso, claro, se conseguir o seu registro na Justiça Eleitoral--, é a conquista de algumas cadeiras de vereador.

Por enquanto, não pensam em lançar candidatos para cargos executivos. Porém, afirmam, os piratas eleitos estariam condicionados a experiências de democracia direta via internet.

A cada votação que contasse com a presença de um legislador do partido, a população seria convidada a participar de um pleito online para decidir a posição a ser adotada pelo representante da legenda. A frase repetida por muitos piratas justifica essa postura: "Não somos o partido do futuro, somos o futuro dos partidos".


Enquanto afinam a coerência ideológica, os piratas mantém na "causa-mãe" a ideia que os une.

"Causa-mãe" é ideia que une perfis tão diferentes

Embora no Brasil o cerco a quem copia, distrubui e consome conteúdo pirateado não seja tão fechado quanto, por exemplo, nos Estados Unidos, onde o FBI vive à caça dos IPs (endereço do computador) que recebem e enviam arquivos com direitos autorais, o partido quer garantias legais de que ninguém será incomodado enquanto assiste a um episódio da série "Game of Thrones" mesmo sem ser assinante do canal HBO.

"O compartilhamento não-comercial tem que ser livre. A troca de cultura é algo de princípio. Os próprios produtores já perceberam que a pirataria é um bom negócio, pois é o que torna os produtos populares, e assim eles lucram de outras formas", defende Kristian.

Os piratas também lutam por reformas nas leis de direito autoral e propriedade intelectual, pela privacidade na internet e por uso de plataformas abertas (open source) de programação.

Piratas europeus já eleitos inspiram adeptos brasileiros

O Partido Pirata do Brasil é diretamente inspirado em iniciativas semelhantes em países do norte da Europa, como Suécia, Finlândia, Polônia e Alemanha. Fundados a partir da metade da década passada, os piratas, hoje presentes em mais de 60 países, começam a conquistar assentos nas casas legislativas e em administrações locais.

Na Alemanha, obteve 12% dos votos nas eleições legislativas de 2012 e elegeu 43 deputados estaduais. O sueco Peter Sunde, co-criador do site Pirate Bay, o mais popular do gênero no mundo, concorre neste ano a uma vaga no Parlamento Europeu.

Foto:
IMAGEM
LEGENDA


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda à publicação original

21 de mai. de 2013

Levy Fidelix presidente do PRTB acusado pelos correligionário de usar partido para enriquecer

BRASIL - Corrupção
Levy Fidelix presidente do PRTB acusado pelos correligionário de usar partido para enriquecer
O presidente do PRTB, Levy Fidelix, pela declarções apresentadas por ele mesmo ao TRE, teve seu patrimonio aumentado em 172% entre 2010 e 2012, sem que fizesse outra coisa a não ser presidir o partido. A ação movida contra ele, acusa-o de ter o partido como meio de vida. Afirma que sua biografia “não demonstra envolvimento em qualquer outra atividade profissional”.

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

TRABALHO - Levy Fidelix, apresenta-se como “jornalista e redator”. Seus colegas dizem que ele não tem profissão

Postado por Toinho de Passira
Texto de Leopoldo Mateus, para revista Época
Fonte: Época - 20/05/2013

Levy Fidelix sempre foi um homem audacioso. Há mais de 40 anos, achou que tinha futebol para suceder o maior ponta-direita de todos os tempos, Mané Garrincha. "Era conhecido por derrubar goleiro com a bola", diz ele. Levy postulava a camisa 7 do Botafogo no final dos anos 1960. A carreira no Glorioso não prosperou — Levy desistiu ainda nas categorias de base -, e ele resolveu tentar a política, com um nível de ambição igualmente alto. Nas últimas duas décadas, Levy tentou de tudo. Foi candidato a vereador, vice-prefeito, prefeito (três vezes), deputado federal (três vezes), governador (duas vezes) e até presidente da República (duas vezes). Perdeu todas as eleições que disputou. Orgulha-se de duas coisas em sua vida política. Uma é o aerotrem, proposta recorrente de sua plataforma - veículo que, adotado em grande escala, resolveria o problema de transporte das grandes cidades, transformando a paisagem de nossas metrópoles em mangá japonês. Levy se jacta também de ser constantemente reeleito à presidência da sigla que fundou, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Essa segunda glória está sob suspeita. Seus próprios correligionários - e ex-correligionários - o acusam de pilotar uma espécie de aerotrem da alegria. Uma ação movida por integrantes do partido, na 12ª Vara Cível de Brasília, questiona a forma como Levy mantém o controle da legenda por quase duas décadas. Os integrantes do PRTB o acusam, entre outras coisas, de ter fraudado as últimas três eleições do diretório do partido para manter-se no comando do PRTB.

Em janeiro do ano passado foi realizada a última Convenção Nacional do PRTB, para eleger o diretório partidário. O mandato valeria entre 2012 e 2016, com recondução automática autorizada até 2020. Foi apresentada uma chapa única, fato habitual no partido, composta de 45 membros titulares. Como sói acontecer com chapas únicas, a de Levy Fidelix venceu. O tempo passou e, meses depois, em consulta ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), integrantes do PRTB descobriram um fato curioso. A chapa tinha 45 integrantes. Onze deles não constavam na lista de filiados ao partido no sistema Filia-Web, do TSE - condição sine qua non para concorrer ao diretório. Uma 12ª segunda integrante era filiada a outra sigla, o Partido Progressista (PP): Lecy Araújo Fidelix. A mãe de Levy.

Espantados com o que haviam acabado de descobrir, eles decidiram cruzar informações relativas às eleições do diretório em 2004 e 2008. Descobriram que as práticas eram antigas - tanto apresentar integrantes sem filiação, quanto incluir parentes nas chapas. Cinco eleitos para o diretório, em 2004, não eram filiados ao PRTB, assim como sete dos que compunham a chapa vencedora em 2008. Em 2004, seis dos 12 integrantes da Comissão Executiva do partido eram parentes de Levy. Sua mulher, três filhos e dois primos integravam a Comissão. Os seis também compunham a Comissão eleita em 2008. Cinco deles constavam na que ajudou a pilotar o aerotrem, ou melhor, o partido, entre 2004 e 2008.

PLATAFORMA - Maquete do aerotrem. A principal proposta de campanha de Fidelix transformaria a paisagem das cidades
Segundo a ação, "mantendo o controle absoluto sobre o Diretório Nacional e sua Comissão Executiva, Levy Fidelix garante seu poder sobre a agremiação, afastando toda e qualquer posição democrática que possa (e deva) existir. Transforma uma instituição que deveria ser aberta e plural em cosa nostra", voltada para seus interesses pessoais e familiares, sem nenhuma possibilidade de mudança".

A ação faz uma denúncia ainda mais grave: Levy e os membros da Comissão Executiva, "composta majoritariamente por parentes seus", são acusados de manter o controle do partido "para dele extrair recursos financeiros". Eles se referem ao dinheiro do Fundo Partidário, a ajuda de custo que as siglas recebem, proporcional a sua representação política. O PRTB recebeu, em 2012, mais de R$ 1,7 milhão, origem de mais de 70% dos recursos do partido no ano anterior. Quase R$ 1,4 milhão vieram do Orçamento da União. Por causa disso, a ação reivindica, além da suspensão da eleição do diretório e de novas eleições, o bloqueio das contas bancárias do PRTB. Segundo a ação, o partido se converteu "numa empresa pertencente à família Fidelix".

O dinheiro público do Fundo Partidário não é o único que passa pelas mãos da Comissão Executiva do Diretório. Nas eleições de 2012, quando Levy disputou a prefeitura de São Paulo pela terceira vez, ele declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 339 mil em doações, 99,76% de doadores ocultos. Os únicos R$ 800 doados de forma aberta saíram do próprio bolso de Levy. Segundo sua prestação de contas, cada centavo arrecadado foi gasto na campanha. Mesmo tendo perdido mais uma eleição - ele terminou o primeiro turno com 0,32% dos votos, na oitava colocação -, seu patrimônio cresceu 172% entre 2010 e 2012. Há três anos, quando se candidatou à Presidência, Levy declarara ao TSE um patrimônio de R$ 150 mil. No ano passado, declarou ter R$ 410 mil, mais da metade relativo a um "crédito decorrente de empréstimo". A ação acusa Levy de ter o partido como meio de vida. Afirma que sua biografia "não demonstra envolvimento em qualquer outra atividade profissional". Levy costuma se apresentar como "jornalista e redator".

O advogado do PRTB, Marcelo Duarte, confirma que a mãe, a mulher e os três filhos de Levy fazem parte do diretório "por acreditar na ideologia proposta pelo partido". Sobre a mãe de Levy ser filiada ao PP, ele diz que foi um equívoco do Partido Progressista, já que Lecy está no PRTB há mais de 12 anos. Sobre a evolução patrimonial de Levy, Duarte afirma que se deveu à valorização de um imóvel, antes declarado por seu valor nominal, e não de mercado. Ele diz que Levy é empresário, jornalista e ministra palestras "em todos os Estados do país", e não recebe nada como dirigente do partido, com o qual só pretende "auxiliar o crescimento de nosso país e a melhora na condição de vida de todos os cidadãos brasileiros". Com relação à acusação de que 11 integrantes do diretório não são filiados ao partido, ele afirma que tudo foi esclarecido na defesa já apresentada. "Foi apenas uma falha no sistema Filia-Web, já reconhecida num oficio pela própria ministra corregedora da Corte, Nancy Andrighi. Todos os componentes do diretório são filiados ao PRTB."

ÉPOCA procurou Levy várias vezes na sede do PRTB, em São Paulo. Ele não foi encontrado nenhuma vez. A informação é que Levy passa as terças, quartas e quintas-feiras em Brasília, cuidando dos interesses do partido. Abancada do PRTB conta com apenas um deputado federal, Áureo Ribeiro (RJ), e nenhum senador. Levy está sempre em Brasília. Tomando conta dos interesses do partido — como se fosse sua própria família.

Ilustração Época


14 de dez. de 2011

Tumor de Lula já reduziu tamanho em 75%, diz médico

BRASIL – BOAS NOTÍCIAS
Tumor de Lula já reduziu tamanho em 75%, diz médico
Lula recebeu a melhor notícia que podia esperar alguém em tratamento contra o câncer: a quimioterapia fez a doença regredir expressivamente e a equipe médica já fala que o ex-presidente possivelmente já estará de alta para exercer suas atividades políticas a partir de março próximo

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Cidadania

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a esposa, Marisa Letícia, e o médico Roberto Kalil Filho, após receber notícia de redução do tumor.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:G1

O médico responsável pelo tratamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o câncer de laringe, Roberto Kalil Filho, disse nesta segunda-feira (12) que o tumor, diagnosticado em outubro, já sofreu redução de 75%, após as duas primeiras sessões de quimioterapia. "Houve 75% de redução do tamanho do tumor", declarou.

O ex-presidente chegou nesta segunda ao Hospital Sírio-Libanês para a terceira e última sessão da químio. Pela manhã, foi feito exame de endoscopia, para medir o tamanho do tumor. Lula deve receber alta nesta terça (13), segundo Kalil Filho.

Roberto Kalil Filho descartou 'totalmente' possibilidade de cirurgia na laringe. Redução foi considerada 'expressiva' pela equipe
O médico também descartou "totalmente" a possibilidade de cirurgia para retirada do tumor. A intervenção havia sido desconsiderada desde o início do tratamento. Se realizada, ela poderia afetar as cordas vocais do ex-presidente. O tumor, à época, foi diagnosticado como de "agressividade média", medindo cerca de 3 centímetros.

Outro integrante da equipe médica, Artur Katz, disse que a redução era "esperada", mas que, no caso de Lula, foi "expressiva". "Nem todo paciente responde da mesma maneira ao tratamento. Nem sempre ela é tão expressiva", disse. Sem a redução, segundo ele, a cirurgia seria necessária.

Kalil Filho disse que, por causa do andamento do tratamento, Lula poderia voltar às "atividades políticas" em março.

O médico também descreveu a reação de Lula ao saber do novo diagnóstico, após os exames desta segunda. "Durante a manhã, ele estava apreensivo como todo ser humano. Após eu dar a notícia, foi um alívio", relatou.

Segundo ele, depois desta última sessão da quimioterapia, Lula deverá iniciar outra fase do tratamento, de radioterapia. A previsão é que ela se inicie entre 8 e 10 de janeiro, com duração de 6 a 7 semanas. Em cada semana, ele receberá uma dosagem pequena de medicamentos.

O médico Rubens de Brito, que também acompanhou os exames de Lula, disse que não foram constatados problemas de deglutição (para engolir alimentos) e que a laringe não apresentou edema (inchaço). "Visualmente, a melhora já é notada", disse.

Lula chegou ao Sírio-Libanês por volta das 7h30 desta segunda. A esposa, dona Marisa Letícia, chegou depois, por volta das 15h. Neste domingo (11), o ex-presidente afirmou estar "confiante" no tratamento.

Lula após a aplicação da terceira quimioterapia, recebeu alta e já se encontra em casa, desde ontem.

12 de dez. de 2011

Os possiveis quarentas estados brasileiros

BRASIL
Os possiveis quarentas estados brasileiros
Se todos os projetos em tramitação no Congresso fossem aprovados o Brasil ficaria com 40 Estados e Territórios


A região do Oiapoque, no extremo norte do país, fronteiriça da Guiana Francesa, pode se transformar em um Território Federal

Postado por Toinho de Passira
Fonte:BBC Brasil

Se todos os projetos para redivisão da Federação que tramitam no Congresso Nacional fossem aprovados, o Brasil contaria com 40 Estados e Territórios, segundo informações da Câmara dos Deputados. O país é hoje formado por 26 Estados e o Distrito Federal.

Além dos projetos de criação dos Estados de Tapajós e Carajás,rejeitados pelos paraenses em plebiscitio no domingo, o Congresso discute a divisão do Piauí, do Maranhão, da Bahia, de Minas Gerais, além do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas.

Um dos projetos mais avançados é o que cria o Estado de Gurgueia, cujo plebiscito já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (dependendo de votação no Plenário, antes de seguir para o Senado).

A nova unidade incluiria mais de 50% do território do Piauí. A capital seria instalada no município de Alvorada de Gurgueia, cuja população em 2010 era de 5.050 habitantes, segundo o Censo do IBGE. Um dos grandes defensores do projeto foi o ex-senador Mão Santa (PMDB-PI).

Outro projeto, apresentado em 2001 na Câmara dos Deputados, prevê a consulta popular sobre a instalação do Estado do Maranhão do Sul. A proposta também aguarda votação do Plenário.

Além desses dois casos, há projetos para a criação do Estado de São Francisco, no oeste da Bahia, e do Triângulo, na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.

Mato Grosso também pode ser retalhado, já que há projetos para criação dos Estados de Mato Grosso do Norte e Araguaia, e do Território do Pantanal, ao sul.

Boa parte dos defensores desses projetos usa como argumento o "sucesso" do Estado de Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988.

Antes um território desolado no norte de Goiás, hoje o Tocantins é considerado uma das fronteiras agrícolas do país. A capital, Palmas, foi construída especialmente para abrigar o governo do novo Estado.

"O Tocantins é realmente um exemplo (de sucesso)", diz Marco Antonio Teixeira, professor de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.


Palácio Araguaia, Palmas, Tocantins. A criação de Tocantins é considerada um exemplo de sucesso para defensores de novos Estados

"Mas não se pode negligenciar o fato que o Estado tem sido dominado há muito tempo pela família Siqueira Campos", diz.

No quarto mandato como governador de Tocantins, José Wilson Siqueira Campos chegou a fazer greve de fome quando liderava a criação do Estado, nascido com a Constituição de 1988.

Outro projeto que poderia ser viável é o que prevê a criação do Estado do Triângulo, "que é uma região desenvolvida, com arrecadação alta (de impostos)", diz Teixeira.

Além de projetos para novos Estados, cuja criação depende de consulta popular antes de seguir para discussão no Congresso Nacional, na Câmara tramitam vários projetos para desmembramento dos atuais Estados em Territórios Federais.

Diferente dos Estados, que possuem autonomia administrativa e são entes da Federação, os Territórios são administrados diretamente pela União, não possuindo sistema judicial próprio nem Assembleia Legislativa.

Na Câmara tramitam projetos para criação dos Territórios de Rio Negro, Solimões e Juruá, todos no Amazonas, além do Oiapoque, em Roraima, e o de Pantanal, entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os últimos Territórios brasileiros foram extintos na Constituição de 1988, quando foram transformados nos Estados de Roraima e Amapá. Na ocasião, o antigo Território de Fernando de Noronha foi incorporado por Pernambuco.

Ilustração Agencia Câmara

O mapa preparado pela Agência Câmara, mostrando a possível nova futura configuração do Brasil

Os interesses de grupos políticos locais na infinidade de cargos abertos na nova administração, nas dezenas de cadeiras da nova Assembleia Legislativa, nas três vagas no Senado e nas pelo menos oito vagas de deputado federal (número mínimo da representação estadual na Câmara) são, em muitos casos, o principal motivo a impulsionar a criação de novos Estados, segundo especialistas.

"Via de regra esses projetos são motivados para atender planos de divisão de poder dentro do Estado", diz Teixeira.

Opinião parecida à do geógrafo Antonio José de Araújo Ferreira, da Universidade Federal do Maranhão. "O risco é ocorrer o mesmo que aconteceu com o grande número de municípios criados na década de 1990. A maior parte hoje depende do Fundo de Participação de Estados e Municípios e não tem viabilidade econômica, não conseguem atender sozinhos as demandas da sociedade", diz Ferreira.

Para o professor, a criação de territórios e até mesmo regiões metropolitanas poderia aproximar o governo de populações que vivem em regiões desoladas.

"Mesmo assim, é preciso ver essas alternativas com muita cautela. No caso das regiões metropolitanas, muitas existem na prática só no papel, porque não há uma integração de verdade entre os municípios na coordenação de políticas públicas", diz.


Dilma não quer Pimentel dando explicações no Congresso

BRASIL - CORRUPÇÃO
Dilma não quer Pimentel
dando explicações no Congresso

O GLOBO revelou que o ministro recebeu R$ 2 milhões em consultoria antes de assumir ministério no governo Dilma, um claro uso de trafico de influência. A ordem do Planalto (leia-se a presidenta) é barrar uma convocação do ministro, seu amigo dos tempos de guerrilheira urbana, para falar sobre caso no Senado. Para o governo, o risco de um depoimento é maior do que o desgaste para abafar uma convocação. A convocação para que ministro se explique será votada nesta terça-feira.

Foto: Wilson Dias/ABr

Fernando Pimentel assombrado pelo seu passado.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:O Globo, Blog do Noblat

O Palácio do Planalto deflagrou estratégia para tentar esvaziar ao longo desta semana o caso envolvendo o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. A avaliação interna é que, se conseguir desidratar o episódio envolvendo as consultorias de Pimentel antes do recesso de fim de ano, o caso estará encerrado. O GLOBO revelou que o ministro recebeu R$ 2 milhões em consultoria antes do governo Dilma.

A ordem do Planalto é barrar uma convocação do ministro para falar sobre caso no Senado. Para o governo, o risco de um depoimento é maior do que o desgaste para abafar uma convocação. Essa ação do governo tem o respaldo pessoal da presidente Dilma Rousseff. Segundo interlocutores, diferente dos outros episódios de queda de ministros, Dilma não emitiu sinais de substituição de Pimentel. Pelo contrário: a orientação é de que ele permanece na reforma ministerial.

Mas já há o reconhecimento interno de que ele ficará enfraquecido politicamente. De forma reservada, ministros admitem que, apesar das explicações, as denúncias criaram forte desgaste na imagem de Pimentel.

Nesta terça-feira, será votado o requerimento apresentado pelo líder do PSDB, senador Alvaro Dias, para convocação de Pimentel na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. Mas, segundo um ministro, é melhor sofrer um pequeno desgaste para barrar a convocação, do que realimentar o noticiário com um depoimento considerado arriscado.

- Se ele não for, ficará muito mal para o governo. Até porque, os demais ministros que foram prestar esclarecimentos não eram do PT. A operação para barrar a convocação de Pimentel mostra que o governo está preocupado com as denúncias - ressaltou Alvaro Dias. - Se eles estivessem tranquilos, essa seria a melhor oportunidade para dar explicações. Ou esse dinheiro da consultoria é resultado de tráfico de influência ou, pior, é lavagem de dinheiro de caixa dois de campanha.

O PT também reforça essa estratégia de esvaziar o caso, apesar do constrangimento dos aliados, que viram pela primeira vez a presidente Dilma mudar de ideia e blindar o ministro de sua cota pessoal. O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), descartou a possibilidade de aprovar uma convocação:

- Até o momento, não há motivação que justifique a convocação do ministro Pimentel. Os fatos citados não dizem respeito ao governo federal. Ele não exercia função pública quando prestou consultoria. E as empresas citadas não têm relação com o Executivo. Se tiver que falar sobre isso, o local adequado não é o Congresso, mas a Câmara dos Vereadores (de Belo Horizonte).

Estratégia de proteger ministro já incomoda aliados.

Para reforçar Pimentel internamente, Dilma tem dado demonstrações de apreço por ele e chegou a aconselhá-lo a resistir às acusações, algo que não fez com os ministros que caíram ao longo desse ano. Essa estratégia já incomoda os aliados, pois, até então, os ministros acusados de irregularidade eram pressionados pelo Planalto a prestar depoimento no Congresso.

- Pelo jeito, a conta do PR foi muito alta se comparada com a crise envolvendo Pimentel - comenta o vice-líder do governo, deputado Luciano Castro (PR-RR), numa referência ao episódio que derrubou, em julho, o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

- O governo usou dois pesos e duas medidas. Pimentel tem que dar explicações. Se todo mundo foi, por que ele não vai? Se não for, vai ficar parecendo que esconde algo - disparou o deputado Paulinho da Força (PDT-SP), numa comparação com o caso envolvendo o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

- Houve critério na convocação dos ministros. Eles falaram sobre temas relacionados ao governo federal. Mas não há razão para chamar Pimentel para falar sobre temas anteriores ao governo Dilma. Não há movimento para poupar o PT e fragilizar os aliados - rebateu o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP).


Revista Veja: A trama dos falsários

BRASIL
Revista Veja: A trama dos falsários
Veja teve acesso a conversas gravadas pela Polícia Federal com autorização da Justiça que revelam que o PT de José Dirceu se juntou a um notório estelionatário para falsificar documentos, denegrir a imagem de adversários e tentar enganar os ministro do Supremo Tribunal Federal no caso do Mensalão

Ilustração Revista Veja

O mafioso Dirceu sempre presente nos grandes momentos podres do partido

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

A VEJA desta semana traz, numa reportagem de sete páginas, de autoria de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel, revelando uma operação típica do mais descarado gangsterismo político. Pior: há evidências de que a cúpula do partido não só sabia de tudo como estava no controle. Vamos ao caso.

Lembram-se da tal “Lista de Furnas”? Ela trazia nomes de líderes da oposição que teriam recebido dinheiro da estatal de maneira ilegal, não-declarada, quando eram governistas e compunham a base de FHC. Gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, a que VEJA teve acesso, provam que era tudo uma tramóia operada por dois deputados do PT de Minas.

Veja abaixo um trecho da reportagem reproduzido no Blog do Reinaldo Azevedo:

Os falsários apresentaram duas listas. A primeira, uma cópia xerox, e a segunda, que deveria ser a original, mas era uma fraude ainda mais grotesca. Uma perícia da polícia revelou depois que havia discrepâncias significativas entre os dois documentos, e um jamais poderia ter se originado do outro. O grupo de estelionatários, porém, precisava levar o plano a frente e, para tentar conferir alguma autenticidade à armação, decidiu também forjar recibos assinados pelos políticos beneficiados. É a partir desse momento da trama que as gravações feitas pela polícia são mais reveladoras da ousadia dos petistas em usar a máquina do estado para cometer crimes. Há conversas entre o estelionatário Nilton Monteiro, o fabricante das listas, e os deputados petistas Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT). Os diálogos mostram que, em todas as etapas da fabricação da lista, Nilton age sob os auspícios dos dois parlamentares, que lhe prometem, além do apoio logístico, dinheiro e, principalmente, “negócios” em empresas estatais ligadas ao governo federal como compensação pelos serviços prestados.

(…)

Assessores parlamentares estavam em contato frequente com Nilton para discutir formas de obter a assinatura do ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo, o suposto autor do documento. Eles encaminham o estelionatário ao Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro, entidade filiada à CUT, a central sindical dominada pelo PT. Lá, ele seria ciceroneado por dirigentes sindicais e teria acesso a documentos da estatal. (…) Em uma conversa com Nilton, Simeão de Oliveira, assessor mais próximo do deputado Rogério Correia, explica como proceder: “Eles [Furnas] assinam coisas para eles [o Sindicato] direto, aí eles vão olhar e falar se tem o do Dimas (…) Explica pra ele pra que é, o que é, entendeu?”. Como a tentativa de obter a assinatura junto ao sindicato fracassa, Simeão elabora uma estratégia paralela, que prefere não revelar ao falsário. Limita-se a dizer que as assinaturas chegarão por Sedex. São particularmente reveladoras as conversas em que os envolvidos discutem a obtenção de assinaturas de políticos da base de FHC para fabricar recibos do suposto caixa 2. Nilton e o assessor de Rogério Correia conversam sobre os padrões das assinaturas dos deputados da oposição - e se questionam se conseguiram mesmo as assinaturas corretas.

(…)

Em um dos diálogos, Nilton Monteiro discute com Simeão de Oliveira os padrões gráficos das assinaturas do então líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM , e do então líder do PSDB , Antônio Carlos Pannunzio. Em relação a Aleluia, Nilton não tem certeza quais os valores lhe serão atribuídos. “Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 o recibo dele”, comenta o lobista. Eles também incluem na discussão os nomes de Gilberto Kassab, que assumiria a prefeitura de São Paulo no lugar do tucano José Serra, que renunciaria ao cargo para disputar a eleição para o governo paulista, e o então presidente do DEM , deputado Rodrigo Maia.

(…)

A recompensa pelos préstimos de Nilton incluía, segundo as gravações, a liberação de recursos em bancos públicos. Em uma discussão com Rogério Correia, Nilton se mostra confiante: “Vou acabar com eles tudinho”. Mas, antes, cobra o que foi prometido: “Eu quero aquele negócio que foi escrito no papel. São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil, pra liberar pra mim urgente no BNDES”, afirma.

(…)

Em alguns trechos, o lobista cita a necessidade de tratar do negócio com a então senadora Ideli Salvatti, atual ministra de Relações Institucionais, outra figura cativa nos episódios envolvendo dossiês suspeitos. “Tivemos contato em apenas dois episódios. Nem eu nem meus assessores participamos da obtenção da lista”, mentiu Correia quando ouvido por VEJA. A parceria entre o deputado Correia e o estelionatário inclui os serviços advocatícios do petista William dos Santos - que serve também como elo entre seu cliente e a figura de proa do petismo naquele era sombria, José Dirceu, principal réu do Mensalão.



A capa da Veja

Veja a reprodução de um dos diálogos entre os quadrilheiros transcrito na Veja:

O estelionatário Nilton Monteiro conversa com Simeão de Oliveira, assessor do deputado petista Rogério Correia. Eles combinam a fraude. Para dar autenticidade à chamada “lista de Furnas” era necessário a apresentação de recibos assinados pelos políticos acusados. Monteiro estava empenhado em arrumar as assinaturas para montar os documentos falsos.

Simeão: (…) Eu já estou aqui com José Carlos Aleluia.(…)

Nilton: Vem cá, a assinatura dele é um JC. Parece um U.

S: Parece um M, isso. N : Isso, então é isso mesmo. Então eu já recebi esse cara, viu? S: É.

N: Não sei se é 75 000 reais ou 150 000 reais. Eu acho que é 75 000 o recibo dele.

S: O do Pannunzio.

N: Pannunzio é uma assinatura toda esquisita, né?

S: É um trem doido.(…)

S: Quem mais? O Kassab.

N : O Kassab é um G Kassab. (…)

S: Uai, então você tem esse trem tudo original, Nilton?

N: É lógico. Você fica na tua, sô. Por isso que eles estão tudo doido. (…)

N: Rodrigo Maia é Rodrigo e o final Maia entre parênteses.

S: Ahn?

N : Parece que é Rodrigo e depois um M.

S: Não, não é esse, não.

N: Então mudou a assinatura dele. Esse eu soube que ele tava mudando.

S: Não é, não.

N: Então, mudou. É Rodrigo…

S: Não, tem não.

N: Ih, então mudou a assinatura. Bem que falaram comigo, viu? Filho da p…, viu?



QUADRILHA - Nilton Monteiro, quando foi preso em outubro passado, e os deputados petistas Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT): os políticos mineiros prometeram ao estelionatário dinheiro e “negócios” em bancos do governo federal como pagamento pela falsificação da chamada “lista de Furnas”


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda e suprimimos parte do texto original, publicado no Blog do Reinaldo Azevedo.

17 de nov. de 2011

OPINIÃO: "Couro duro" - Merval Pereira

09/11/2011

BRASIL - OPINIÃO
Couro duro
A provável saída do sexto ministro envolvido em denúncias de corrupção traz novamente à tona a responsabilidade do ex-presidente Lula, que foi o fiador de todos eles.

Foto: Elza Fiúza/ABr

Carlos Lupi, após reunir-se com as lideranças do seu partido o PDT, anunciou que só sairá do Ministério "abatido à bala". Dilma já engatilhou a pistola

Merval Pereira
Fontes:Blog do Noblat

Bastou o ex-presidente Lula recomendar que os ministros acusados de corrupção tivessem "couro duro" e resistissem às denúncias antes de jogarem a toalha, para que os últimos envolvidos em escândalos ensaiassem uma resistência patética.

O ex-ministro do Esporte Orlando Silva esperneou muito antes de pedir para sair, e o máximo que conseguiu foi um enterro de primeira classe, com direito a salva de palmas e a declarações estranhíssimas da própria presidente, que afirmou que não perdera a confiança nele, mas, no entanto, abria mão de sua preciosa colaboração não se sabe bem por quê.

Já o ainda ministro do Trabalho, Carlos Lupi, deixou-se levar pelo entusiasmo e piorou sua situação ao anunciar que só sairia do ministério "abatido à bala".

Tal resistência é um tanto exagerada e, mesmo como metáfora, seria mais produtiva para seus interesses se Lupi ameaçasse fazer um haraquiri em defesa de sua honra, em vez de ver alguém interessado em abatê-lo a tiros.

A provável saída do sexto ministro envolvido em denúncias de corrupção traz novamente à tona a responsabilidade do ex-presidente Lula, que foi o fiador de todos eles.

Tanta coincidência não é apenas constrangedora para a presidente Dilma como indica que há um método nessa divisão de feudos no governo, que obedece a uma distribuição de poder que Lula aprofundou com sua leniência e a presidente aceitou continuar, se não por comungar dos mesmos propósitos, por falta de força política para renegar, nunca por desconhecimento.

Chefe da Casa Civil durante a maior parte dos dois mandatos de Lula, beneficiária na sua eleição do apoio da coligação partidária que está representada em seu Ministério, a presidente Dilma conhecia a fundo cada um desses personagens e já tivera com o ministro do Trabalho um desentendimento que quase gerou a sua saída do ministério.

Na primeira discussão sobre o salário mínimo, Lupi, confirmado no cargo, passou a defender um montante maior do que a equipe econômica do novo governo havia estabelecido.

Criou um ambiente propício à dissidência de seu partido na votação em plenário, e, quando pressionado pelo Planalto, voltou atrás, não teve como controlar a bancada, e alguns deputados votaram por um mínimo maior.

Lupi foi colocado na geladeira e passou algumas reuniões de líderes partidários sem ser chamado.

Ele também já teve que enfrentar o Conselho de Ética do governo, na gestão Lula, quando foi identificado um conflito de interesses no acúmulo da função de ministro com a de presidente do PDT.

Ele resistiu até o ponto de colocar em xeque a própria existência do Conselho, e acabou tendo que ceder. Mas achou uma saída bem brasileira para o caso: continua informalmente à frente do PDT, mas sem ser seu presidente oficial, uma solução que preservou as aparências.

O Conselho continuou a existir, embora claramente esvaziado, e o ministro do Trabalho continuou dando as cartas em seu partido.

A presidente Dilma está se aproveitando da situação para se livrar de todos os ministros que lhe foram impostos por Lula, demonstrando uma habilidade insuspeitada.

Passa à opinião pública a imagem de que prossegue na sua faxina ética, de que é menos conivente do que Lula com os "malfeitos" e, ao mesmo tempo, consegue não se atritar nem com o seu mentor político nem com as legendas que compõem sua base partidária, pois tem mantido rigorosamente inalterado o acordo que reserva para cada partido um feudo ministerial.

Cada ministro foi substituído por outro do mesmo partido, preservando o equilíbrio de forças na divisão ministerial.

O que já está ficando evidente, no entanto, é que ela não é tão avessa assim a esse tipo de jogo político, apenas tem um couro menos duro que o de Lula, ou se incomoda mais com as aparências.

Basta lembrar que Erenice Guerra, a pessoa de sua confiança que a substituiu na Casa Civil quando saiu para se candidatar, foi apanhada em "malfeitos", teve que ser substituída às pressas para não contaminar a candidatura, mas estava à vontade na cerimônia de posse de Dilma, meses depois, sem que nada tivesse acontecido de concreto a respeito do tráfico de influência que ela exercia no governo com seus parentes.

No caso atual do ministro do Trabalho, foi revelado que há três meses ele fora advertido de que havia irregularidades em seu território, o que mostra que os serviços de inteligência e fiscalização do governo encaminham informações ao Palácio do Planalto, que, no entanto, não age preventivamente, mas somente quando a imprensa descobre os "malfeitos".

A Polícia Federal já investiga os convênios do Ministério do Trabalho com ONGs há muito tempo.

A presidente claramente utiliza-se de uma tática para não brigar nem com os partidos aliados e muito menos com o ex-presidente Lula.

Há quem insinue que são os próprios aliados do Palácio do Planalto que vazam as denúncias para criar o clima político propício às demissões.

O fato é que a presidente Dilma não tem força política para brigar com Lula, nem com o PT, e está buscando uma forma de conviver com suas próprias contradições.

Tudo indica que ela não tem dificuldades de conviver com ministros corruptos, mas sim com ministros corruptos que são descobertos.

Essa derrubada em série de ministros — mesmo que Lupi ainda não tenha caído — indica que há algo de muito podre na formação dessa aliança governista no Congresso.

É uma evidência de que as relações políticas se baseiam em esquemas que frequentemente correm à margem das leis, e tirando os ministros, mas mantendo o mesmo esquema de poder nos feudos ministeriais, estamos caminhando para o enraizamento de um sistema político-partidário nefasto para a democracia brasileira.


*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda ao texto original

31 de mar. de 2011

OPINIÃO: O político humano - Merval Pereira

OPINIÃO
O político humano
“Coube a José Alencar compor uma chapa inédita unindo trabalho e capital que viabilizou a vitória de Lula na sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República”. Trancados no quarto de um apartamento, José Dirceu e Valdemar da Costa Neto negociaram tenebrosas transações, enquanto na sala, oficialmente alheios aos acertos finais, Alencar e Lula conversavam.

Merval Pereira
Fontes: Blog do Noblat

O ex-vice-presidente José Alencar humanizou a imagem do político com sua simpatia natural e, sobretudo, pela luta que travou em público contra a doença que acabou matando-o já fora do poder. O destino foi injusto com ele, não permitindo que descesse a rampa ao lado de Lula ao fim dos oito anos de governo em que foi uma figura política relevante, tanto nas negociações de bastidores quanto na pregação permanente contra a alta taxa de juros.

Mesmo sendo a antítese da figura do vice ideal, que seria aquele que não aparece, Alencar conseguiu ajudar Lula desde o início da candidatura, quando surgiu como o empresário que avalizava aquele líder operário que colocava medo nos seus companheiros capitalistas.

O PL, que terminou na oposição a Fernando Henrique, surgiu como solução para a composição de uma chapa que indicasse a mudança ideológica da candidatura de Lula à Presidência.

Foi uma sinalização fundamental para garantir segurança a uma parte do eleitorado. Coube a Alencar compor uma chapa inédita unindo trabalho e capital que viabilizou a vitória de Lula na sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República.

E fez isso com habilidade de político mineiro, fechando na undécima hora, em 2002, um acordo polêmico do PT com o PL, partido a que estava filiado então.

Trancados no quarto de um apartamento, José Dirceu e Valdemar da Costa Neto negociaram tenebrosas transações, enquanto na sala, oficialmente alheios aos acertos finais, Alencar e Lula conversavam.

Esse acerto teria consequências desastrosas mais adiante, quando surgiu o escândalo do mensalão, mas nem Lula nem Alencar foram atingidos por seus estilhaços.

O PL do bispo Macedo acabou tornando-se uma sigla manchada pelo escândalo, e Alencar mudou-se em outubro de 2005 para o Partido Municipalista Renovador (PMR), hoje Partido Republicano, também ligado à Igreja Universal, uma manobra do católico Alencar para continuar garantindo o apoio dos evangélicos ao governo Lula.

Indemissível, pois tinha mandato, Alencar seria uma pedra no sapato da equipe econômica até o fim do primeiro governo de Lula com suas reclamações sobre a política de juros, que atribuía ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e chegou a ser cogitado como candidato à Presidência em oposição a Lula, o que jamais foi possível devido à amizade crescente que surgiu entre os dois.

A escolha do vice-presidente José de Alencar para acumular o cargo de ministro da Defesa foi considerada pelos especialistas em segurança na ocasião um agrado do governo Lula aos militares, diante da evidente resistência dos militares a um comando civil.

Os militares, com isso, se considerariam tratados como se tivessem uma situação acima das demais áreas do governo.

O vice-presidente, um empresário nacionalista, também era visto como o ideal para negociar com o governo investimentos para reequipamento das Forças Armadas, mas teve uma passagem apagada pelo ministério e acabou sendo substituído por Waldir Pires.

Alencar tinha orgulho de ser um empresário nacionalista e dizia que sua pregação contra os juros era um trabalho de "catequese, de formação, uma cruzada".

Às suas pregações contra os juros altos, uma bandeira altamente popular, José Alencar adicionou críticas mais amplas à política econômica do governo e chegou a se aproximar de economistas de esquerda, ligados ao Conselho Federal de Economia.

Houve um momento em que, devido à doença de José Alencar e também às suas críticas, foi aventada a troca do vice na chapa da reeleição de Lula, para incorporar o PMDB à base do governo com mais força.

Mas a ligação pessoal entre ele e o presidente Lula, que àquela altura já ultrapassava os interesses partidários, impediu que se desfizesse a dupla, que continuou pelo segundo mandato.

A dimensão humana do político foi ganhando pouco a pouco maior relevância, enquanto ele lutava estoicamente contra o câncer, numa sucessão espantosa de cirurgias.

Sua obstinada luta pela vida passou a ser acompanhada por todo o país, e seu exemplo de superação emocionou tantos quantos viam e ouviam suas declarações, a cada dia mais filosóficas à medida que o fim ficava mais próximo.

Dizia, por exemplo, que mais do que temer a morte devia-se temer a desonra. Ou que Deus dispunha de seu destino e que, se o quisesse levar, "nem precisava do câncer".

Aos que se espantavam com seu bom humor depois de uma das tantas cirurgias a que se submeteu, comentou: "Eu sou assim mesmo, mas a coisa está preta."

Recebeu de todo o país um mar de correspondências, com mensagens de apoio e até receitas para livrá-lo do câncer.

Atribuía a essa mobilização dos brasileiros eventuais melhoras de seu ânimo, e houve momentos em que se entusiasmou com os efeitos de um medicamento experimental que parecia estar reduzindo o tamanho dos tumores em seu abdômen.

Sua empatia com o brasileiro comum resistiu até mesmo a uma atitude polêmica, a de rejeitar de público fazer exame de DNA para verificar se era mesmo sua uma filha que reclamava sua paternidade.


*Acrescentamos subtítulo e foto ao texto original

20 de jan. de 2011

CHARGE: Michel Ramirez – USA Today (USA)



Michel Ramirez - USA Today (USA)


12 de nov. de 2010

Topless contra visita de Putin a Kiev

UCRÂNIA
Topless contra visita de Putin a Kiev
As meninas do movimento feminista FEMEN puseram o peito à mostra e acabaram presas, no fim do mês passado, para protestarem contra a visita do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, à Ucrânia

Foto: Reuters

“Peito ao léu contra visita de Putin a Kiev” – dizia a manchete do jornal português Expresso

Postado por Toinho de Passira
Fontes: El Correo Web, AFP, G1, RTP, FEMEN, Censor Net, Kyiv Post, Expresso, Ucrania Moçambique, Clica Piaui

As principais lideranças do grupo feminista ucraniano FEMEM reuniram-se no centro da capital ucraniana, primeiro diante da estatua de Stalin depois numa sacada, protestando contra a política de aproximação do governo do seu país com os russos.

Foto: Reuters

A polícia ucraniana apareceu e mais uma vez as meninas acabaram dormindo na cadeia, acusadas de conduta desrespeitosa e desacato contra as autoridades policiais, por desobediência, as ordens de se vestirem, e para encerrarem a manifestação não autorizada, em espaço público.

Apesar do sensacionalismo e bom humor do protesto, a causa tem origens justas e preocupantes.

Parte dos políticos ucranianos comungam das preocupações das meninas do FEMEN receando que os acordos assinados anteriormente pelo presidente russo, Dmitry Medvedev e agora pelo presidente Putin e as autoridades ucranianas, o primeiro ministro ucraniano, Nikolai Azarov, e o presidente Viktor Yanukovich ameaçam “o futuro da democracia ucraniana” no que eles chamam a “russificação” do país.

Foto: Getty Images

Num dos cartazes, não sabemos qual, podia ler-se: "Não nos deitaremos com os anões do Kremlin", uma referência à baixa estatura de Putin e do presidente russo, Dimitri Medvedev.

O FEMEN compara os recentes acordos com a Rússia, ao casamento “no estilo asiático”, sendo os russos o “marido rico” e a Ucrânia a mulher submissa sujeita a um papel apenas decorativo na relação.

Há também suspeitas de um clima de golpismo totalitário do dirigente ucraniano, Viktor Yanukovich, fortemente apoiado por Moscou, após vitória nas eleições presidenciais no começo deste ano.

Foto: Portal FEMEN

Após sair da cadeia, a integrante do FEMEN mostra que os idéias continuam gravados no peito.

Veja o que foi publicado, no “thepassiranews” sobre o FEMAN

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Lei regulará atuação do poder executivo nas eleições

BRASIL
Lei regulará atuação do poder executivo nas eleições
O deputado Roberto Magalhães (DEM/PE) apresentou, junto com o deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), um projeto de Lei, que impediria, no futuro, que um presidente da república desequilibre o processo democrático, utilizando o cargo para beneficiar candidatos, passando por cima da ética, do decoro e da dignidade do cargo de chefe da nação

Foto: Getty Images

DESDÉM INSTITUCIONAL - A nova lei, procura evitar que o Presidente da Republica, ameace a democracia e a legitimidade das eleições, participando da disputa eleitoral de forma indecorosa

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Jus Brasil, Portal Roberto do deputado Roberto Magalhães

Não há a menor dúvida que o projeto de Lei apresentado pelos deputados federais Roberto Magalhães (DEM/PE) e Paulo Bornhausen (DEM/SC) que regulamenta a participação do poder executivo, federal, estadual e municipal, nas eleições e no apoio aos seus candidatos, é inspirado na vexatória, agressiva e antidemocrática participação do presidente Lula nas eleições deste ano.

Explicando o projeto de Lei, o representante pernambucano Roberto Magalhães, vai direto ao ponto, afirmando que o objetivo da nova legislação seria preservar o decoro e a dignidade do cargo, bem como proteger a igualdade entre os candidatos.

De acordo com a proposta o Presidente da República, os governadores e os prefeitos que não estiverem concorrendo à reeleição ficarão impedidos de participar, ao vivo, de atos de campanha ou de propaganda eleitoral. O projeto também proíbe que eles vinculem quaisquer atos, programas, obras ou realizações da administração pública a candidatos reconhecidos como beneficiários de seu apoio, como fez Lula com a candidata Dilma Rousseff.

O deputado Roberto Magalhães avalia que “a impessoalidade e a igualdade de condições entre os candidatos não foram marcas da campanha eleitoral de 2010″.

– Transmudado em cabo eleitoral, o chefe do Poder Executivo, a pretexto de divulgar programas governamentais, não pode atuar agressivamente pela eleição de um candidato de seu partido à sua sucessão, mesmo antes de começada a campanha – diz Magalhães, referindo-se ao período em que o Presidente da República promoveu a pré-campanha de sua candidata.

Quem incorrer em um dos dispositivos do projeto – o chefe do Executivo e o candidato beneficiado – estará sujeito à multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, sem prejuízo das demais sanções aplicáveis existentes.

Foto: Reuters

ACINTE - Mesmo multado inúmeras vezes pela justiça eleitoral, Lula nunca se incomodou em transgredir a lei e a ética para fazer campanha para sua candidata, desdenhando das suas obrigações constitucionais de Presidente da República

Em nossa opinião talvez essa lei devesse ter uma maior amplitude e atingisse também aqueles que estão disputando a reeleição. Não se pode deixar de constatar que desde que foi estabelecida a reeleição no Brasil, há uma necessidade de ajustes legais na participação dos integrantes do executivo nas campanhas eleitorais.

Praticamente 100% dos candidatos a reeleição, ocupantes de cargos executivos, conseguem vencer, assim como alguns deles ao deixarem o cargo, pela força do uso da máquina, conseguem eleger “postes”, quase sempre, por motivos poucos republicanos, como por exemplo, evitar que sua administração seja examinada e investigada, pelo sucessor.

Lula usou como ninguém essa omissão legal, tanto na sua campanha de reeleição quanto agora que se transmutou em um inescrupuloso cabo eleitoral.

A atuação de Lula, ameaçou a democracia brasileira, e até a legitimidade das eleições. A forma como o nosso atual presidente da republica, utilizou a máquina pública, em benefícios da sua candidata, mostra que no Brasil é necessário haver um freio legal para “preservar o decoro e a dignidade do cargo”, com prescreve o projeto de lei de Roberto Magalhães.

ROBERTO MAGALHÃES ATÉ O ÚLTIMO DIA
Quem não conhece o deputado pernambucano, pode ficar surpreso, com o gesto do parlamentar, que mesmo estando deixando voluntariamente a Câmara Federal, continue, até o último minuto, trabalhando e contribuindo em defesa da democracia brasileira

Foto: Saulo Cruz/Ag. Câmara

“Eu costumo dizer que gosto do poder, mas não gosto da política. O poder é uma criação de Deus, e a política, uma invenção do diabo. Isso porque o poder dá ao homem a oportunidade de revelar suas melhores virtudes, e a política leva o homem a revelar suas piores qualidades.” - Roberto Magalhães

Dificilmente o projeto de Lei apresentado por Magalhães e Bornhausen vai ser aprovada nessa legislatura, por um congresso, majoritariamente petista e peemedebista, fartamente beneficiados com a “farra do boi” desse último pleito.

Roberto Magalhães sabe disso mais que qualquer outra pessoa, tão familiarizado, que é, com o funcionamento do legislativo brasileiro.

Nas últimas eleições, desenganado com a atual vida pública legislativa, o deputado Roberto Magalhães, resolveu não concorrer à renovação do mandato. Disse na ocasião: “"Já dei minha cota, não tenho mais estímulo".

Mostrando, porém, o político raro que é, continua, pelo visto, cumprindo suas obrigações, em defesa das instituições nacionais, até o último dia de mandato, fazendo valer, cada voto que recebeu dos pernambucanos.

Não somos amigo, conhecido ou mesmo eleitor do deputado democrata Roberto Magalhães, sempre o temos citado de forma elogiosa, embora tenhamos discordado dele em inúmeras ocasiões, como testemunho de quem vê em extinção um raríssimo exemplar de animal político.

Quando do anúncio de sua decisão em não mais participar das vida política eletiva, registramos aqui no “thepassiranews” e fazemos questão de repetir:

“Roberto Magalhães nas ocasiões em que esteve no Poder Executivo foi um governante austero, probo e profícuo.” Acrescentamos que com legislador mostrou-se sempre atento na defesa das instituições democráticas, intransigente quanto ao decoro parlamentar e ciente de suas obrigações como representante do povo pernambucano. Repetimos: “Com sua saída da cena política, o Brasil perde em decência, inteligência e qualidade”.

Somos porém, esperançosos, que a chama de Roberto Magalhães ainda vá iluminar o futuro político desse país, de alguma maneira.

Leia mais no "thepassiranews"
Roberto Magalhães, desencantado, deixa a vida pública



22 de out. de 2010

OPINIÃO - UM PAPELÃO - Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

OPINIÃO
UM PAPELÃO
“Lula da Silva não seria Lula da Silva se conseguisse se portar de modo elegante.”

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
Fontes: Blog do Noblat

Luiz Inácio Lula da Silva em breve será uma carta fora do baralho. É gastar muita cera com pouco defunto ficar falando em seu comportamento nada condizente com o cargo que ocupa só até 31 de dezembro.

Afinal, são poucos dias: 71 (setenta e um). Mas é que às vezes basta um minuto para um exemplo deitar raízes e frutificar. Como ontem.

Lula da Silva não seria Lula da Silva se conseguisse se portar de modo elegante, tomando duas atitudes: lastimar, como chefe de um partido político, que seus militantes tenham se comportado como os camisas pardas de antanho, chamá-los às falas e deixar bem claro que isso não mais seria tolerado; dar um telefonema para o candidato da oposição, perguntar por sua saúde e deplorar, com ele, o comportamento execrável de militantes políticos execrável de militantes políticos que agem como animais selvagens.

Preferiu ficar de acordo com a malta: fez sua análise do momento vivido por José Serra, baseado naquilo que vira ser feito muitas vezes em sua longa trajetória de sindicalista e que, pelo que temos visto e ouvido, acha perfeitamente natural que seja feito.

Se há caso em que um velho ditado português se aplica perfeitamente, é o dele: por fora bela viola, por dentro pão bolorento. De nada adiantou o banho de loja, o se acotovelar com os grandes deste mundo, os oito anos de mimos e paparicos. Não aprendeu nada.

Adquiriu umas expressões novas, seu vocabulário ficou ligeiramente maior, mas na hora de fazer uma comparação, ele precisa se valer do velho futebol, caso contrário, não tem como explicar o que lhe vai pela cabeça. E não conseguiu aprender o mínimo de polidez exigido de quem pretendia ocupar espaços ainda mais altos.

Desta vez nem original foi. Mal saiu a notícia da agressão sofrida por José Serra, já tinha muito leitor/militante neste blog comparando a situação do ex-governador com a do jogador Rojas. Lula da Silva usou as mesmas palavras que podem ser vistas nos arquivos do blog. Nem criar uma imagem nova criou... Conseguiu foi fazer um papelão!

Isso teria a pouca importância que deveria ter, dados os tais setenta e um dias que faltam, se não fosse o fato de sua herdeira presuntiva ter, de imediato, adotado a mesma imagem, a mesma linguagem, sem tirar nem por. Ela só fez uma observação original: é preciso saber se “esquivar”. Dos projéteis, naturalmente. O tal do saber de experiência feito!

O exemplo deitou fundas raízes, como podemos ver, e não adianta nos iludirmos: se ela vencer as eleições, ficará tudo como está e o Brasil, que repele com orgulho descabido ser considerado um vira-lata, vai continuar a não poder desfilar nos kennel clubes da vida.

Votei em Marina Silva. Como eu, muita gente que não quer a continuidade do que aí está. Nem vestida de azul, muito menos de vermelho. E pretendia votar nulo ou não votar.

Mas Lula da Silva conseguiu espicaçar meu espírito. Primeiro, por não ter dito nem uma palavra de reprovação sobre os acontecimentos de 20 de outubro. E depois, por ter sido grosseiro, indelicado, injusto, com um médico a quem respeito e a quem muito admiro: o Dr. Jacob Kligerman, por quem já fui operada, em 1992. Conheço seu trabalho no INCA. Ele é um Médico e não um beldroegas que se prestaria ao papel que Lula da Silva lhe atribuiu.

Diante disso, e bastante assustada com as cenas que vi na televisão, tanto aqui no Rio quanto em Caxias do Sul, estou resolvida, voto Serra e farei o possível para convencer outras pessoas a fazerem o mesmo.


*Acrescentamos subtítulo e imagem ao texto original

5 de jun. de 2010

CHARGE: Mohammadreza-Akbari - The 9th Tehran International cartoon (Iran)



Mohammadreza-Akbari - The 9th Tehran International cartoon – 2009 (Iran)


23 de mai. de 2010

A Avenida Champs Elysées virou agro-jardim político

FRANÇA
A Avenida Champs Elysées virou agro-jardim político
Agricultores transformaram a maior Avenida da França num imenso jardim agrícola, para comemorar a biodiversidade, um evento chamado “Nature Capitale”. Destina-se a ganhar dinheiro, mostrar a importância da agricultura e alertar o governo em não facilitar a presença de intrusos no seu mercado, o Brasil, por exemplo

Foto: Getty Images

Toinho de Passira
Fontes: Blog de Paris, Nature Capitasle, BBC Brasil, Le Figaro, Le Monde

A Avenida Champs Elysées, o coração de Paris, a mais bela e conhecida avenida do mundo, transformou-se num imenso jardim. Todos os 27 mil m² em linha reta, entre a Praça da Concórdia e o Arco do Triunfo, foram ocupados por 150.000 arvores, divididos em quatro pequenos bosques, e 150 espécies vegetais e até currais com ovelhas e bovinos, representando os produtos agrícolas de diversas regiões do país.

Foto: Getty Images

A instalação, que se chama “Nature Capitale” foi executada por 600 agricultores franceses, na noite de ontem, sob a supervisão do veterano criador de espetáculos de rua, Gad Weil. Comemora, na França, o Ano Internacional da Biodiversidade, organizado pela ONU.

Foto: Getty Images

Espera-se que um milhão de pessoas compareça ao evento, que tem a duração de dois dias e acaba amanhã, que é feriado de pentecostes na França.

O visitante poderá comprar partes do jardim e levar para casa. Desde a própria terra adubada, a um vaso florido, por exemplo, que custa 10 euros. Uma parcela de um bosque, miniatura vegetal de 11 diferentes regiões da França, pode chegar até a 700 euros.

Atrás da poesia e do lirismo do evento, não esconde, porém, sua significação política e econômica. O evento, que custou US$ 5,3 milhões (cerca de R$ 10 milhões), foi organizado pela União dos Jovens Fazendeiros – que reúne fazendeiros com menos de 35 anos de idade – pretende chamar a atenção para os problemas financeiros causados pela queda do preço dos produtos agrícolas na França.

Foto: Getty Images

A união, que representa 55 mil fazendeiros, quer mostrar ao público das cidades – e ao governo – os esforços exigidos para se produzir o que é consumido nas refeições na França. Toda essa organizada força política e econômica, principalmente, em tempos de crise, tenta espantar, sobretudo a possibilidade de redução de subsídios e abertura do mercado agrícola para importados, como sonha, por exemplo, o MERCOSUL e o agronegócio brasileiro.


6 de dez. de 2009

Charge: Dom Panetone acabou no Blog do Noblat

CHARGE DE TOINHO DE PASSIRA
Dom Panetone acabou no Blog do Noblat
A nossa montagem frequentando altos blogs. Como alegria de pobre nunca é completa, o redator do Blog do Noblat errou no título e nos chamando de “tha Passira News”.  


Detalhe do Blog do Noblat com a charge estampada.

Fonte: Blog do Noblat

Veja a versão original da Charge


16 de mai. de 2009

Lula pode provocar câncer

Lula pode provocar câncer

Foto:Ricardo Stuckert/PR

Fontes: Estadão, Diario Catarinense

O nosso vice-presidente. José Alencar e a Ministra. Dilma Rousseff, da Casa Civil, saíram de mãos dadas, depois que Lula viajou para o Oriente, na base aérea de Brasília. Esse carinho adicional deve-se ao enfrentamento que ambos estão fazendo, em níveis diferentes, no combate ao câncer.

Menos de quatro meses depois de ter se submetido a uma complexa cirurgia de quase 18 horas para retirada de tumores abdominais, o vice-presidente da República, José Alencar, 77, passou ontem por um novo exame que detectou a recorrência do câncer.

José Alencar deu entrada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, pela manhã, para fazer um acompanhamento pós-cirúrgico. Passou por uma série de exames que revelaram novos focos de sarcoma na cavidade abdominal. Segundo nota divulgada pelo hospital, a equipe médica que o assiste está replanejando o tratamento. José Alencar deixou o hospital no final de tarde.

Após a cirurgia do dia 25 de janeiro, quando foi extraído um tumor principal, de 10 centímetros a 12 centímetros, e outros oito menores, na região posterior do abdômen (retroperitônio), o vice-presidente passou por uma sessão de quimioterapia hipertérmica – por meio de um cateter onde foi injetada uma solução quimioterápica, aquecida a 40ºC, para atuar nos tumores microscópicos. Outros três cateteres fizeram a aspiração, promovendo uma lavagem.

Durante esta cirurgia, foi retirada uma porção do intestino delgado, uma parte do intestino grosso e dois terços do ureter, que estavam comprometidas pelo câncer. O ureter foi reconstruído com uma parte do intestino delgado.

Há anos, José Alencar enfrenta o câncer. Ele descobriu os primeiros tumores em 1997. O rim direito e dois terços do estômago foram retirados.

Cinco anos depois, foi removido um tumor na próstata. Em julho de 2006, um tumor maligno apareceu no abdômen. Apesar de removido, o foco reapareceu quatro meses depois. Em 2007, o vice-presidente foi operado outra vez. Um ano depois, o sarcoma voltou.

A situação de José Alencar está se estreitando cada vez mais.

O câncer de Dilma no sistema linfático, um tumor de 2,5 foi extripado da axila esquerda, foi retirado em cirurgia de 45 minutos e estava em estágio inicial. Agora ela se submete a sessões de quimoterapia, enquanto políticos de todas as tendêencias, disputam sua vaga de candidata a presidente, inclusive o seu chefe e guru, presidente Lula, que deixou fosse reacessa a chama do terceiro mandato.

A essas alturas tem mais gente, entre os seus aliados, torcendo mais contra, que a favor da Ministra.

No mundo da pólítica é assim, se Alencar piorar ou morrer, o cancer de Dilma ficará mais pesado de conduzir, mesmo que ela esteja bem. Se ela tiver alguma má notícia, haverá uma batalha sangrenta e cruel de bastidores, para extripár-la da competição. Ou melhor a guerra já começou, com Lula a frente.

Em nossa opinião, em algum momento, cientificamente, vão concluir, que como cigarro e gordura trans, Lula pode provocar câncer.


9 de mai. de 2009

O Congresso brasileiro precisa se contaminar com o espírito da polis grega

Será que estou falando grego?
O Congresso brasileiro precisa se contaminar com o espírito da polis grega

Fotomontagem Toinho de Passira

Ruínas do Parthenon, na Grécia, a democracia na sua origem, a polis que o Congresso Brasileiro precisa se identificar

Dias desses o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse da tribuna que ninguém agüentava mais tanta denúncia, que os denunciantes, denunciassem logo tudo e todos para que isso cessasse de vez.

Até para nós meros espectadores eleitores, isso está virando um pesadelo. Nós que acreditamos na democracia sonhamos com um parlamento que seja a cara do nosso país, às vezes chegamos a deprimir pensando que esse parlamento é cara do nosso país.

Alguns poucos políticos que respeitamos, ou respeitávamos, quando em quando aparecem nestas listas de abusados usuários de vôos, vantagens e privilégios indecorosos. Caí um pouco a nossa estabilidade humana.

Apesar disso, de sermos um blog, independente e autoral, modesto, mas com leitores assíduos, que interagem com o blogueiro como se fossem velhos amigos, perdemos o direito de deixar de falar o que está acontecendo, mesmo que o acusado seja alguém que não gostaríamos estivesse naquela exposição.

Somos particularmente admiradores da linha de conduta dos democratas e tucanos e fosse prevalecer a nossa vontade, nunca falaríamos mal deles por aqui.

Com pesar registramos muitas das noticias que envolve gente da oposição, afinal sou um deles. Se não nos fortalecermos, nesse e no próximo ano, não teremos chances de desalojar esse perigoso bando que se aboletou no poder.

Mas só vale a pena, o esforço, a torcida e a exposição se não estivermos trocando de nomes e colocando no lugar os mesmos vícios e conceitos de que o público e o privado podem se misturar se em causa própria.

Algumas pessoas de bem, que se enojam com o que aí está, precisam se candidatar, precisam nos dá opções, de novas escolhas e quando lá chegarem precisam reagir à sedução desses benefícios exagerados e se comportar com civilidade.

Lembro de um tempo que quando se queria atacar um político acusava-se de “político profissional”. Política era uma coisa para se exercida por algum tempo, um sacrifício de cidadãos em benefício do seu país.

Alguns eram praticamente obrigados pelo povo a se candidatar. Hoje os políticos dizem que atendem ao chamamento do povo, mas estão mentindo.

Orgulham-se de estar há dezenas de anos no senado, na câmara, nas assembléias, nas câmaras municipais.

Fazer política precisa ser de novo motivo de orgulho para quem exerce e de esperança para quem elege.

Basta lembrar a filosofia aristotélica que definia a expressão política como a ciência que tem como objetivo a felicidade humana, tanto no aspecto individual (ética) ou a política propriamente dita que se preocupa com a felicidade coletiva do povo.

Bonito, não?

Será que estou falando grego? Μιλώ ελληνικά;


8 de mai. de 2009

Armínio na Bovespa e Freire no Blog do Dirceu

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Armínio na Bovespa e Freire no Blog do Dirceu
O jovem que Roberto Freire dizia não ter conduta ilibada para ser presidente do Banco Central é caa vez mais respeitado, já o comunista só faz sucesso mesmo no Blog do Zé Dirceu na sessão de denúncias

Ilustração "thepassiranews" sobre foto da Reuters

Enquanto Armínio Fraga brilha, Roberto Freire é cada vez mais um velho retrato zangado, esmaecido e desfocado na parede do passado.

Fontes: Finacial Times, Noticia Uol, Portal Terra, Portal Senado, Blog do Dirceu

Dez anos depois de ter assumido o cargo de Presidente do Banco Central do Brasil com o Partido dos Trabalhadores e os comunistas de Partido Popular Socialista do então Senador Roberto Freire, ter posto em dúvida sua reputação e capacidade profissional, o economista Armínio Fraga continua numa trajetória de sucesso, ascensão e respeito da comunidade econômica mundial.

Tanto que a nova bolsa de Valores de São Paulo a BM&FBovespa, empresa que nasceu com a fusão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), consolidada como uma das mais importantes entre suas similares de países em desenvolvimento, a quarta maior do mundo em valor de mercado, convidou Armínio Fraga para ser o presidente do conselho de administração.

Armínio com dona Lucyna Fraga
"Fraga não vai ter que se afastar da bem sucedida corretora a Gávea Investimentos, onde é maior acionista e sócio fundador.

Para ele, a nova empreitada será aproveitar a crise financeira como uma oportunidade para ampliar a liderança da BM&FBovespa na América Latina e preparar o terreno para conquistar novos mercados.

Podemos aumentar nossa presença no mercado internacional dentro e fora", afirmou Fraga, referindo-se às perspectivas de atrair maior participação de capital estrangeiro nos negócios aqui no Brasil assim como de lançar a BM&FBovespa em projetos internacionais, disse a Revista Veja. Isso só será possível pela credibilidade, tanto no mercado interno como no externo que o economista dispõe. 

Fraga é referência internacional de competência e serenidade para atuar no nervoso mercado de capital.

Em 2007, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz (foto) sugeriu, num artigo publicado no "Financial Times”, que Armínio Fraga era nome que possuía os critérios necessários para presidir o Banco Mundial

Fraga disse a VEJA que aceitou o convite porque considera o mercado financeiro um ingrediente essencial na modernização da economia brasileira.

O fato de o mercado brasileiro ser extremamente regulado, um dos trabalhos de Fraga como Presidente do Banco Central, já foi visto como uma desvantagem no passado. Agora o apego às regras é justamente um dos elementos que a bolsa vai usar para atrair mais investidores. A falta de regulamentação nos outros mercados foi exatamente um dos motivos que fez o mundo dos investimentos caírem na armadilha dessa crise financeira mundial.

Imaginar que o PT e o PPS rechaçaram Armínio Fraga e se prevalecesse sua vontade, jovem Armínio Fraga, com 42 anos, não seria nunca o presidente do Banco Central do Brasil.

Aloísio Mercadante, que se dizia economista experiente, fazia discursos exaltados do perigo que representava a presença do novo indicado por Fernando Henrique Cardoso para comandar o BC.

Os senadores oposicionistas da época fizeram duros discursos condenando a aprovação de Fraga, quando seu nome foi posto a aprovação.

A reputação de especulador, que iria entregar o Brasil para investidores estrangeiros, por ele ter trabalhado com diretor-gerente da Soros Fund Management LLC em Nova Iorque. Entre outras coisas diziam que o economista ia levar o país a uma hiperinflação.

A senadora Marina Silva (PT-AC) recomendou, num discurso inflamado, o voto contra sua indicação à bancada de oposicionista, quando seu nome foi posto a votação no plenário do senado.

O senador Roberto Freire (PPS-PE) então guardião e defensor da moralidade pública pediu à Mesa do Senado que rejeitasse previamente a designação feita pelo presidente Fernando Henrique. Freire alegou o economista não atendia ao pré-requisito de ter reputação ilibada, não foi atendido.

O debate na Comissão de Assuntos Econômicos entre os dois, que está nos anais do senado, foi um dos primeiros sucessos de audiência da recém nascida TV Senado.

Visto agora a distância mostra a hipocrisia e falsa moralidade e o despreparo do senador comunista que queria podar a atuação de um importante brasileiro, que ajudaria inclusive na estabilização da economia brasileira.

“- O senhor não pode ficar agastado por estarmos discutindo a sua reputação - disse Freire na comissão do senado que sabatinava Fraga “- A promiscuidade se instala no BC e os diretores indicados por Vossa Senhoria vão aprofundar essa situação. Existe o público que tem conflitos com o privado. Se não houvesse, não precisávamos nem estar discutindo. ”

Fraga demonstrou irritação e rebateu:

“- Gostaria que o senhor procurasse se informar a meu respeito. Vossa Excelência está falando com uma pessoa de bem. Foi utilizada a palavra promiscuidade e isso ultrapassa o limite do razoável – retrucou.

Dez anos depois, Fraga com 52 anos aparece como um homem honesto, brilhante e correto, bem sucedido, foi inclusive convidado pelo governo Lula e pelo então Ministro Antonio Palocci para continuar algum tempo a frente do Banco Central, mas seu bom senso não aceitou.

Roberto Freire, hoje com 67 anos, reza para Jarbas Vasconcelos se tornar governador de Pernambuco, ou morra, para ele, que é suplente sem votos, arranje um emprego de senador da república e alguma visibilidade, já que não consegue votos nem para se eleger síndico do prédio.

Vivendo de umas facilidades políticas, da Prefeitura de São Paulo, embora resida no Rio de Janeiro e no Recife, de favor, com uma reputação comprometida, a ponto de nos fazer concordar com as acusações a ele dirigidas pelo ex-deputado José Dirceu.

Fossem investigar sua vida com seriedade e se exigisse seriedade para ser suplente de senador, por certo ele seria reprovado.

Lembrar que logo ele, tão preocupado em separar o público do privado, foi flagrado usando passagens aéreas do congresso, para fins particulares, quando não era mais deputado. Um vexame que ele se perdoa.

Por ser úteis e benfazejos para o Brasil: que Roberto Freire continue sendo investigado e fazendo sucesso no Blog do Dirceu e que o bom brasileiro Armínio Fraga, faça da sua nova empreitada, outro sucesso.