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21 de ago. de 2012

CHARGE: J. BOSCO - O Liberal (PA)



J BOSCO- O Liberal (PA)


9 de jan. de 2012

Ôôô, Ana Júlia!!!

BRASIL - CORRUPÇÃO
Ôôô, Ana Júlia!!!
Indicada para diretora de uma subsidiária do Banco do Brasil, com salário de R$ 30 mil, a ex-governadora do Pará está enrolada com o sumiço de R$ 77 milhões

Foto: Antonio Cruz/Abr

CONTABILIDADE CONFUSA
Ana Júlia, o sistema viário de Belém (abaixo) financiado pelos bancos oficiais e uma das notas fiscais apresentadas duas vezes para justificar empréstimos diferentes (no fim). Segundo ela, foi apenas “um erro de informação numa planilha”

Marcelo Rocha
Fontes:Revista Época

Entre 2007 e 2010, a petista Ana Júlia Carepa foi governadora do Pará, interrompendo 12 anos de administrações tucanas no Estado. Ana Júlia conquistou o cargo com denúncias contra velhos vícios da política, como o nepotismo, mas não tardou a aderir às mesmas práticas. Empregou os irmãos na máquina pública, entregou ao namorado, presidente do Aeroclube do Pará, um contrato de R$ 3,7 milhões para treinamento de pilotos de helicópteros e, por fim, contratou a cabeleireira e a esteticista como assessoras especiais de seu gabinete.

Depois de uma gestão marcada por denúncias de falta de verbas na Saúde e na Educação e por crises na Segurança Pública, Ana Júlia não conseguiu se reeleger. Mesmo com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a maré econômica favorável, perdeu nas urnas para seu antecessor no cargo, Simão Jatene, do PSDB.

Ao longo de 2011, Ana Júlia ficou à espera de um cargo no governo federal. No fim do ano, a fila finalmente andou para a ex-governadora. Funcionária licenciada do Banco do Brasil, ela foi indicada para diretora financeira da Brasilcap, uma subsidiária do banco que opera títulos de capitalização, onde ganhará um salário mensal de R$ 30 mil. A nomeação ainda depende de aval da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a autarquia que fiscaliza as seguradoras e as empresas de capitalização. Cabe ao órgão avaliar o preparo técnico e a idoneidade de quem vai comandar essas empresas. Se a Susep fizer direito seu trabalho encontrará problemas na atuação de Ana Júlia que extrapolam o nepotismo e o favorecimento a parentes na administração pública.

A Auditoria-Geral do Estado (AGE), órgão vinculado ao governo do Pará, apontou irregularidades em empréstimos contraídos pela gestão de Ana Júlia – R$ 366 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 100 milhões com o Banco do Brasil. Os contratos foram assinados por Ana Júlia em 1º e 2 de julho de 2010, quando a campanha eleitoral oficial estava começando e a então governadora procurava se reforçar para a disputa da reeleição. O dinheiro foi obtido para obras de pavimentação de ruas e avenidas na região metropolitana de Belém, saneamento, construção de escolas e hospitais em vários municípios do Pará. Uma parcela também deveria ser destinada a obras patrocinadas pelos deputados estaduais do Pará por meio de emendas ao orçamento do Estado.

Ao verificar a prestação de contas da aplicação dos empréstimos, os auditores não conseguiram, porém, desvendar o paradeiro de R$ 77 milhões. De acordo com os técnicos da AGE, o dinheiro relativo ao financiamento do BNDES (R$ 366 milhões) foi movimentado sem transparência. Há, segundo os técnicos do Estado, despesas em desacordo com o contrato de empréstimo e indícios de desvio de finalidade das verbas.

Quando as duas prestações de contas, do BNDES e do BB, foram confrontadas, os técnicos constataram um problema mais grave. Um conjunto de 16 notas fiscais, emitidas por três empresas contratadas para as obras, apareceu nos dois processos. Para justificar despesas diferentes, o governo apresentou as notas fiscais duas vezes. Juntas, elas somam os R$ 77 milhões, cujo destino os auditores da AGE tentam rastrear.

Um dado relevante, segundo a AGE: as duas prestações de contas foram feitas por órgãos diferentes. Uma foi apresentada pela Secretaria de Projetos Estratégicos, no caso do financiamento do BB, e a outra pela Secretaria da Fazenda, no caso do BNDES.

Imagem Reprodução Revista Época

Sem comparar as duas prestações de contas, BNDES e BB não identificaram problemas nas operações financeiras nem a repetição de notas fiscais. Com base nos papéis fornecidos pelo governo do Pará, o BNDES concluiu que a aplicação do empréstimo não obedeceu ao que estava na lei que autorizou o financiamento.

O BB não teve acesso à documentação da AGE do Pará e disse que “as operações contratadas pelo governo do Estado do Pará estão em situação de total regularidade”. Ana Júlia atribuiu o uso repetido das 16 notas fiscais a um “erro de informação em uma planilha” e disse que os recursos foram transferidos para municípios paraenses.

Ela afirmou ainda que suas contas foram aprovadas pela Assembleia Legislativa do Pará e pelo Tribunal de Contas estadual. A direção do PT do Pará acusou o governador Simão Jatene de usar a máquina estadual para produzir “factoides” com o objetivo de causar danos à imagem de Ana Júlia.

Apesar das alegações do PT de motivação política, autoridades federais também apuram o caso. A Procuradoria da República no Pará abriu uma investigação em setembro e pediu à Polícia Federal a instauração de um inquérito.


29 de jan. de 2011

GOVERNO DILMA - Belo Monte de irregularidades

GOVERNO DILMA
Belo Monte de irregularidades
O IBAMA concedeu uma licença criminosa para que tenha início os procedimentos de implantação dos canteiros de obras e acampamento, para construção da polêmica Hidroelétrica de Belo Monte no Pará. Estão querendo tornar o projeto irreversível, para justificar a autorização de sua construção e possível funcionamento. Passam por cima da lei, da lógica, do bom senso. Como explicar a autorização provisória para desmatar uma área de preservação permanente? O ministério Público Federal entrou com uma ação contra a licença, pedindo liminarmente a sua suspensão. Belo Monte é uma das mais fulgurantes heranças malditas do governo Lula.

Foto: Pedro Martinelli/ISA

A beleza ainda intocada do rio Xingu, pela lente de Pedro Martinelli

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Veja, Blog de Miriam Leitão, BAND, Agência Brasil

Querem construir a Usina de Belo Monte de qualquer maneira, ao arrepio da lei, que se dane o meio ambiente, a Amazônia, a fauna a flora e os povos da floresta. A obra é um exemplo acabado de contra-senso: Será o pior aproveitamento custo benefício hidroelétrico no Brasil. Na melhor das hipóteses gerará anualmente menos de um quarto do que produz a hidroelétrica de Itaipu, construída nos anos 80, embora seus custos de construção sejam quase equivalentes. Não é por acaso que o Greenpeace a apelidou de “Belo Monte de Merda”.

Estranho que no governo Dilma Rousseff, a mulher que “liderou” a comitiva brasileira na “Conferencia do Clima em Copenhagen”, esteja executando esse crime vil, contra o frágil meio ambiente amazônico.

O noticiário diz que um presidente “substituto” do Ibama, Américo Ribeiro Tunes, assinou uma autorização de supressão de vegetação, que permite o desmate de uma área de 238 hectares no local de construção da usina. O documento autoriza a Norte Energia, responsável pela obra, a “proceder à supressão de vegetação relativa à implantação de infraestrutura de apoio no sítio Belo Monte (acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira)”.

Na prática, a autorização equivale a uma licença parcial de instalação, que não está prevista no processo regular de licenciamento ambiental. O consorcio vitorioso no leilão para construção da Usina, a Norte Energia, liderado pela estatal Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), ainda não obteve junto ao IBAMA a licença final permitindo a construção da Hidroelétrica. Analisa-se o tamanho do impacto ambiental durante a construção da obra e a viabilidade de funcionamento da usina.

Ou seja, estão autorizando desmatar uma área de preservação permanente, havendo ainda incerteza sobre a licença definitiva. Caso essa autorização não seja concedida, como iriam repor árvores centenárias derrubadas, habitats destruídos e fauna extinta?

A obra que custará algo em torno de R$ 40 bilhões, recebeu um adiantamento de R$ 1,1 bilhão, para começar a desmatar pendurada nessa improvisada autorização.

Um grupo de 60 organizações não governamentais socioambientalistas divulgou uma nota de repúdio à concessão da licença de instalação parcial para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Para as entidades, a licença parcial é “o primeiro grande crime de responsabilidade do governo federal neste ano que nem bem começou”. Na nota, a hidrelétrica é citada como um “enorme predador” que será instalado às margens do Rio Xingu.

O grupo critica a ausência de garantias do projeto para evitar o desequilíbrio social e ambiental na região.

“Denunciamos essa obra como um projeto de aceleração da miséria, do desmatamento, de doenças e da violação desmedida das leis que deveriam nos proteger”, diz o texto.

Por trás dessa pressão e açodamento para transformar em irreversível a decisão de levar a frente a realização do projeto “a toque de caixa” estão empreiteiras como a Odebrecht, a Camargo Corrêa e a OAS. Parte do escândalo já visível mostra que essas empresas que construirão a hidroelétrica, toda financiada pelo BNDES, utilizando empréstimos para estatais e fundos de pensões, serão ao fim, também sócias finais do empreendimento.

Vão ganhar em grosso e no varejo. Lucros sempre superfaturados com a construção e prosseguimento de ganhando quando do funcionamento da Belo Monte, como sócias cotistas do empreendimento. Um negócio duplamente rentável e milionário, que lhes cai no colo, sem que para isso tenham desembolsado pelo menos um centavo.

O DNA da corrupção, que está no gene dessa complexa operação, poderá identificar, como um dos pais da criança, o suspeitíssimo Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), a quem o projeto está subordinado, que se orgulha de ser um dos mais importantes “paus mandados” da cota mafiosa do presidente do Senado, José Sarney. Quem será a mãe?


Veja o que já foi publicado no “thepassiranews” sobre Belo Monte:

Belo Monte será 'uma vergonha'?
Belo Monte, a “obra” final de Lula?
Raoni pede a Chirac apoio contra Belo Monte
A atriz Sigourney Weaver protesta contra Belo Monte (Em Nova Iorque)
Em Paris, o Cacique Raoni declara guerra ao Brasil de Lula


12 de out. de 2010

217 anos de devoção a Nossa Senhora de Nazaré

PARÁ – CÍRIO DE NAZARÉ
217 anos de devoção a Nossa Senhora de Nazaré
Ocorreu nesse domingo, 10, a mais importante manifestação católica do mundo, o Círo de Nazaré, que atraiu uma multidão de mais de dois milhões de fiéis e turistas as ruas de Belém, capital do Estado do Pará, fato, cada vez mais grandioso, que se repete desde 1973

Foto: Reuters

A imagem de N. S de Nazaré acompanhada por 2 milhões de fiéis pelas ruas de Belém, uma das maiores manifestações religiosas do planeta

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Governo do Pará, Blog do Marco Pimenta, Wikipedia, Jornal Hoje, Portal do Círio de Nazaré, Portal da Amazônia, Diário do Pará

Há 217 anos, desde 1793, o Círio de Nazaré, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, percorre as ruas de Belém, capital do Pará, no segundo domingo de outubro, acompanhado por cerca de 2,2 milhões de fiéis, é a maior e a mais tradicional romaria religiosa da América Latina, e a segunda do planeta, perdendo apenas para Fátima em Portugal.

Neste ano 70 mil turistas visitam o estado nesse período, para assistirem todas as romarias, em número de 11, que juntas reúnem mais de 4 milhões de pessoas.

Profanamente, fruto do Círio, o estado recebe um injeção de US$ 25 milhões gastos no Pará pelos turistas durante o período da festa, considerada o Natal dos paraenses.

São fiéis e curiosos vindos principalmente dos Estados do Maranhão, Amapá, Rio de Janeiro e de São Paulo. Entre os estrangeiros que mais visitam Belém no início de outubro estão os que vêm da França, dos Estados Unidos e do Suriname, representando cerca de 10% do total de visitantes.

Segundo a Paratur, 40% do total de turistas são paraenses que moram fora do Estado, e o restante participa pela primeira vez do evento religioso.

Foto: Reuters

Uma das mais importantes tradições é acompanhar o Círio segurando à corda, de 400m de extensão, que é atrelada a berlinda, a carruagem que conduz a Santa.

Os visitantes aproveitam para conhecer outros municípios paraenses, atraídos pelas praias, rios, gastronomia e manifestações culturais.

Com uma média diária de 80 voos, durante o Círio as companhias aéreas ofereceram 56 voos extras, 24 a mais do que em 2009, quando foi registrado um movimento acima de 103 mil passageiros no mesmo período. Neste ano, o aumento foi de cerca de 30%.

A estimativa é que a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré percorra, até o final da festividade, nas 11 romarias programadas, mais de 129 km em aproximadamente 39 horas.

A primeira romaria da festa é a que tem o maior percurso, a do Traslado, ocorrida na sexta-feira (8). A berlinda com a imagem da Santa partiu da Basílica Santuário até a Igreja Matriz do município de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB), percorrendo 55 km em cerca de 12h20.

Foto: Reuters

Nas águas do rio amazonas, dezenas de embarcações, entre barcos, ferry boats, balsas e lanchas, acompanham o trajeto, do Círio fluvial, enquanto das margens, centenas de devotos assistem a passagem da Santa.

A Romaria Rodoviária, segunda procissão, aconteceu no sábado (09), saindo da igreja matriz de Ananindeua e seguindo até o trapiche de Icoaraci, percorrendo 24 km em aproximadamente 2h25. No mesmo dia ocorreu a terceira romaria, a Fluvial, que partiu do trapiche até a escadinha, ao lado da Estação das Docas, no bairro da Campina, em Belém, percorrendo, pela Baía de Guajará, 18,5 km em pouco mais de 2 horas. Já a Motorromaria, que parte da escadinha até o colégio Gentil Bittencourt, percorreu 2,5 km em cerca de 40 minutos.

A Trasladação, procissão da noite anterior ao Círio, partiu do colégio Gentil rumo à Catedral de Belém, percorrendo os 3,750 km em aproximadamente 06h5, uma hora a mais do tempo previsto. A missa que antecede a Trasladação iniciou pontualmente às 16h30, e a procissão às 17h30.

Na manhã de domingo (10) aconteceu o Círio de Nazaré, com saída da Catedral até a Praça Santuário, um percurso de 3,600 km concluído em torno de nove horas, no Círio considerado o mais rápido dos últimos tempos. A última procissão da quadra nazarena é o Recírio, a procissão de despedida que ocorrerá na manhã do dia 25 de outubro.

Foto: Reuters

Promessas são pagas com a condução de objetos em miniaturas, como uma casa adquirida por milagre da santa, ou um barco que foi poupado de um naufragio

Outras regiões devido a migração de paraenses acabaram criando a procissões, como em São Luís do Maranhão, por exemplo, para se sentirem mais próximos de Belém, e sob a proteção direta de Nossa Senhora de Nazaré.

Há celebrações em Portugal, como a que acontece no dia 8 de Setembro na vila da Nazaré.

O Termo "Círio" tem origem na palavra latina "Cereus", que significa vela grande.

No Brasil, no início era uma romaria vespertina, e até mesmo noturna, daí o uso de velas. No ano de 1854, para evitar a repetição da chuva torrencial como a que havia caído no ano anterior, a procissão passou a ser realizada de manhã.

Foto: Reuters

Os fiéis tomam o sacrificio de acompanhar o Círio, sob um calor de 40º, como uma forma de penitência pela remissão dos pecados /P>

A introdução da devoção à Senhora da Nazaré, no Pará, foi feita pelos padres jesuítas, no século XVII. Embora o culto tenha se iniciado na povoação da Vigia, a tradição mais conhecida relata que, em 1700, Plácido, um caboclo descendente de portugueses, andava pelas imediações do igarapé Murutucu (área correspondente, hoje, aos fundos da Basílica) quando encontrou uma pequena estátua de Nossa Senhora da Nazaré. Essa imagem, réplica de outra que se encontra em Portugal, entalhada em madeira com aproximadamente 28 cm de altura, encontrava-se entre pedras lodosas e bastante deteriorada pelo tempo e pelos elementos.

Plácido levou a imagem consigo para casa, onde tendo-a limpado, improvisou um altar. De acordo com a tradição local, a imagem retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões até que, interpretando o fato como um sinal divino, o caboclo decidiu erguer às próprias custas uma pequena ermida no local, como sinal de devoção. A divulgação do milagre da imagem santa atraiu a atenção dos habitantes da região, que passaram a acorrer à capela, para render-lhe homenagem.

A atenção do então governador da Capitania, Francisco da Silva Coutinho, também foi atraída à época, tendo este determinado a remoção da imagem para a Capela do Palácio da Cidade, em Belém. Não obstante ser mantida sob a guarda do Palácio, a imagem novamente desapareceu, para ressurgir em seu nicho na capela. Desse modo, a devoção adquiriu caráter oficial, erguendo-se atualmente, no lugar da primitiva ermida, uma capela, hoje a suntuosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.

Foto: Reuters

A multidão entra em contrição de fé, ao avistar a berlinda conduzindo a Santa

Em 1773 o bispo do Pará, Dom João Evangelista, colocou a cidade de Belém sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré. No início do ano seguinte (1774), a imagem foi enviada a Portugal, onde foi submetida a uma completa restauração.

O seu retorno ocorreu em outubro desse mesmo ano, tendo a imagem sido transportada, do porto até ao santuário, pelos fiéis em romaria, acompanhada pelo Governador, pelo Bispo e pelas demais autoridades, civis e eclesiásticas, escoltadas pela tropa.

Este foi considerado o primeiro Círio.