12 de mar de 2012

Sargento americano chacina afegãos

AFEGANISTÃO
Sargento americano chacina afegãos
Um sargento do exercito dos Estados Unidos, aleatoriamente executou pelo menos 16 civis, 9 delas crianças, na zona rural do Afeganistão neste domingo. A barbarie certamente irá inflar uma nova onda de hostilidade anti-americanista na região, frustando os acordos de paz que estavam sendo costurados.

Foto: Ahmad Nadeem / Reuters

Moradores reunido do lado de fora de uma base americana militar próxima ao local da chacina, protestam silenciosamente.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The New York Times, G1, R7, Correio Braziliense, Portal Terra, RTP

Logo após o noticiário de que um sargento do exercito dos Estados Unidos, havia executado 16 civis, 9 delas crianças, na zona rural de Panjwai, no sul do Afeganistão, o site dos talibãs anunciaram que vão vingar as vitimas das atrocidades.

O momento não poderia ser mais delicado:

O governo dos EUA e o comandante norte-americano das forças da OTAN no Afeganistão tiveram que pedir, recentemente, desculpas e enfrentaram uma onda violenta de protesto, que resultou em pelo menos 30 mortos, entre eles seis soldados americanos e dezenas de feridos, depois que trabalhadores afegãos encontraram cópias queimadas do Alcorão (o livro sagrado dos mulçumanos) no lixo da Base Aérea, dos Estados Unidos em Bagram.

Anteriormente, em janeiro, tiveram que condenar a atitude de integrantes do contingente e pedir desculpas, por um vídeo onde soldados americanos urinavam sobre os corpos de quatros soldados talibãs mortos, num vexatório clima de descontração.

Foto: Associated Press

BARBÁRIE - Mulher afegão dá entrevista a repórters junto ao corpo de seu neto, assassinado e incinerado por um sargento americano em Panjwai, Afeganistão.

Por esse somatório espera-se uma reação ainda mais violenta diante desses novos e estarrecedores fatos.

O responsável pelo massacre, um primeiro-sargento, cuja identidade ainda não foi divulgada, ausentou-se da sua base por volta das 22.30, horário local, do sábado e dirigiu-se para as aldeias de Alkozai e Najeeban, situadas a cerca de 500 quilômetros da base.

Aleatoriamente entrou em pelo menos três habitações e abateu a tiro as familias que lá viviam. Numa das casas, em Najeeban, 11 pessoas foram mortas, e os seus corpos posteriormente incendiados, por ele. Várias das vítimas foram crianças, tendo três delas, sido mortas com um tiro na cabeça ao estilo de execução.

O atirador era veterano e já havia participado de três missões no Iraque e essa era sua primeira no Afeganistão. Depois da chacina, aparentando tranquilidade regressou à base e entregou-se às autoridades. De acordo com os militares norte-americanos, o sargento está com 38 anos, é casado e tem dois filhos.

Especula-se que estaria bêbado ou teria tido um esgotamento nervoso, mas alguns oficiais receiam que o ataque possa ter sido planejado.

Cientes do potencial propagandístico e inflamatório deste caso contra as forças estrangeiras, os rebeldes talibãs afirmam que o número real de vítimas foi 45 e alegam que o massacre foi cometido por vários soldados e não por um, apelando às organizações de direitos humanos para que ajudem o povo afegão a pôr fim a estes crimes”.

“Se os autores do massacre tinham um problema mental, isto representa uma transgressão moral do exército dos EUA, por armar lunáticos que disparam contra os afegãos indefesos sem pensarem duas vezes”, afirma o comunicado dos rebeldes.

Foto: Pete Souza/The White House/Reuters

ROTINA TRÁGICA - O presidente americano Barack Obama pedindo novamente desculpas ao presidente do Afeganistão, Hamid Karzai por atrocidades cometidas por integrantes do exército americano.

O site português RTP, muito apropriadamente diz que “neste clima explosivo, arriscam-se a cair em orelhas moucas os pedidos de desculpas apresentados por várias“ autoridades americanas, inclusive o presidente Barack Obama.

Como primeira consequência, os tiros do ensandecido sargento americano, provavelmente, fez voltar a estaca zero, as recentes negociações de paz, costuradas há anos, e a preparação da retirada das tropas da OTAN, da região.

Foto: Associated Press

DOR - Jovem afegão chora a morte de parentes assassinados na chacina


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