20 de mar de 2012

As Damas de Branco já estão “livres”?

CUBA
As Damas de Branco já estão “livres”?
As autoridades cubanas libertaram ainda no domingo (18) à noite as mais de 70 ativistas do grupo “Damas de Branco” que haviam sido detidas horas antes, quando realizavam uma marcha silenciosa, próximo a catedral de Havana, após terem assistido a missa dominical. O ato ganhou repercussão internacional, pois no próximo dia 26, o Papa Bento 16 iniciará uma visita de três dias a ilha.

Foto: Foto: Franklin Reyes / AP

Integrantes do grupo dissidente Damas de Branco ao saírem pelas ruas próxima a igreja de Santa Rita em Havana, neste domingo, foram detidas pelas autoridades

Postado por Toinho de Passira
Fontes:Blog Yohandry, Cuba Cuentro, Reuters, Miami Herald, G1

As autoridades cubanas libertaram ainda no domingo, (18) à noite, as 75 ativistas do grupo “Damas de Branco”, que haviam sido detidas, pela manhã quando saíram em caminhada, como fazem rotineiramente, pelas ruas próximas a paróquia de Santa Rita, depois da missa dominical. Após algumas históricas escaramuças no passado, as autoridades cubanas haviam tolerado essas marchas silenciosas das mulheres, e nos últimos tempos, não as haviam incomodado. Ao que parece, com a proximidade da visita do Papa Bento 16, que chega a ilha, no dia 26, mudaram de ideia.

. As Damas de Branco (Damas de Blanco) é um grupo de mães e esposas de "presos politicos" opositores da ditadura dos irmãos Castros, implantada em Cuba. O movimento surgiu em 2003, e possui como tradição a vestimenta branca utilizada com uma espécie de uniforme durante os protestos. Foi fundada pela dissidente Laura Pollán (falecida em outubro passado).

Em 2010, o grupo realizou várias manifestações em Cuba, foram ameaçados por populares simpaticos ao regime e receberam até proteção do governo, para evitar cenas de violência.

Nas últimas semanas, as Damas de Branco têm repetidamente solicitado uma audiencia ao Papa durante a sua visita. Consta que alguns dias antes das prisões as “Damas de Branco” haviam sido informadas extraoficialmente pelas autoridades que os “protestos” mesmo silenciosos não seriam mais permitidos. As integrantes do grupo que não residiam em Havana, na hora da liberação foram "deportadas" para suas cidades de origem, postas a contra gosto em ônibus, com o aviso de não voltarem a capital nos próximos dias, ou seja, estão proibidas de voltar a capital durante a permanência do Papa em Cuba.

O papa Bento 16, de 84 anos, visitará a ilha entre 26 e 28 de março em uma viagem que coincide com as celebrações pelo 400º aniversário do achado da imagem da Nossa Senhora da Caridade do Cobre, a padroeira de Cuba, e considerada o ícone religioso mais popular do país.

Bento em sua estada em Cuba ministrará duas missas e será recebido pelo presidente Raúl Castro, 14 anos depois da viagem do falecido João Paulo II a Havana.

"O grupo seguirá marchando semanalmente pedindo a libertação de todos os presos políticos com ânimo e espírito de valentia", disse Laura Maria Labrada, filha da fundadora Laura Pollán por telefone à Reuters.

O porta-voz do Conselho de Segurança nacional da Casa Branca, Tommy Vietor, disse, nesta segunda-feira, que as detenções na véspera da visita de Bento XVI ", ressalta o desprezo das autoridades cubanas para os direitos universais do povo cubano".

E acrescentou:

"O presidente Obama e o povo americano permanecem firmes aliados com as “Damas de Branco” e outras vozes corajosas na sociedade civil cubana, que demonstram o desejo do povo cubano de determinar livremente o futuro do país."


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