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12 de mai. de 2013

Jordanianos compram esposas entre refugiadas sírias, aproveitando situação de penúria das famílias

TURQUIA - JORDÂNIA
Jordanianos compram esposas entre refugiadas sírias, aproveitando situação de penúria das famílias
Enquanto Andrew Harper, representante da agência de refugiados da ON, diz indignado que não consegue imagimar nada mais asqueroso que pessoas se aproveitarem de mulher refugiadas, o vice-presidente do Partido Republicano turco, Farouk Logoglu, denunciou, no Parlamento, que as mulheres sírias abrigadas em campos de refugiados turcos, estão sendo "vendidas aos xeques ricos dos países árabes".

Foto: Thaier al-Sudani/Reuters

Há denuncia que, fingindo-se trabalhadores humanitários, pessoas negociam, com as famílias em dificuldades extremas, “casamentos” entre jovens de tenra idade, com homens endinheirados da Jordânia e de todo o mundo árabe.

Postado por Toinho de Passira
Baseado no texto de Beth McLeod para “BBC The World Tonight”, em Amã (Jordânia)
Fontes: BBC Brasil, The Star, The Washington Post, Syria News, The Shia Post, Voice Of America

Antes do início da guerra civil síria, Kazal estava apaixonada por seu vizinho, na cidade de Homs. "Ele tinha 20 anos e eu sonhava em me casar com ele", diz ela. "Nunca imaginei que fosse casar com alguém que eu não amasse, mas eu e minha família passamos por momentos difíceis desde que viemos para Amã."

Anuncio em jornal egípcio oferecendo "senhoras sírias"
Kazal diz ter 18 anos, mas parece muito mais nova. Ela acaba de se divorciar de um saudita de 50 anos que pagou cerca de US$ 3,1 mil (cerca de R$ 6,2 mil) para se casar com ela. O casamento durou uma semana.

"Vivi com meu marido em Amã (capital da Jordânia), mas não éramos felizes. Ele me tratava como uma empregada e não me respeitava como esposa. Era muito rígido comigo. Estou contente que tenhamos nos divorciado."

Seus olhos azuis se enchem de lágrimas quando ela fala sobre o casamento.

"Concordei (em me casar) para ajudar minha família. Chorei muito quando fiquei noiva. Nunca mais casarei por dinheiro. No futuro, espero me casar com um garoto sírio que tenha a minha idade."

'SEXO PARA SOBREVIVÊNCIA'

Andrew Harper, representante da agência de refugiados da ONU (UNHCR) na Jordânia, se diz preocupado com o fato de os 500 mil refugiados sírios no país estarem cada vez mais recorrendo a medidas drásticas como a de Kazal.

"Não temos recursos suficientes para ajudar todos os que precisam", diz ele. "A grande maioria dos refugiados são mulheres e crianças. Muitas não estão acostumadas a sair para trabalhar, então o sexo para a sobrevivência acaba virando uma opção."

Seu escritório, no centro de Amã, está cercado por centenas de refugiados recém-chegados, fazendo longas filas para se registrar e pedir ajuda. Ele diz que agentes da UNHCR já intervieram em alguns casos, em que famílias estavam oferecendo suas filhas para casamentos.

"Não consigo imaginar nada mais asqueroso do que pessoas que buscam mulheres refugiadas. Você pode chamar isso de estupro, de prostituição, do que quiser, (o fato é que) isso é usar as (pessoas em situações) mais fracas como presas."


"Temos um bebê que precisa de leite diariamente e não temos dinheiro para o aluguel. Então tive de sacrificar Kazal para ajudar o resto da família." – diz a mãe de um das meninas negociadas.

'SACRIFÍCIO'

Acredita-se que casamentos rápidos entre homens do golfo Pérsico e meninas sírias já aconteciam mesmo antes do início da guerra na Síria. Mas a mãe de Kazal, Manal - que, como sua filha, se veste de forma conservadora, com vestimentas muçulmanas que a cobre dos pés à cabeça - diz que, no passado, nunca teria aceitado um casamento arranjado para sua filha.

"A vida aqui é muito difícil e temos pouca ajuda", queixa-se. "Temos um bebê que precisa de leite diariamente e não temos dinheiro para o aluguel. Então tive de sacrificar Kazal para ajudar o resto da família."

Ela diz que o casamento foi arranjado por uma ONG jordaniana chamada Kitab al-Sunna, que dá dinheiro, comida e medicamentos aos refugiados. Seu trabalho é financiado por indivíduos ao redor do mundo árabe.

"Quando fui à ONG pedir ajuda, eles pediram para ver minha filha. E disseram que iriam encontrar um marido para ela."

O diretor da Kitab al-Sunna, Zayed Hamad, diz que ele às vezes é abordado por homens interessados em se casar com mulheres sírias.

"Eles pedem garotas com mais de 18 anos. Sua motivação é ajudar essas mulheres, especialmente as que perderam seus maridos como mártires na Síria. Os homens árabes veem as mulheres sírias como boas donas de casa, acham elas bonitas, então elas são muito desejadas."


Jovens sírias são cobiçadas por homens árabes, alguns idosos, pela beleza e por serem boas donas de casa e submissas.

'ENTRE 50 E 80 ANOS'

Um Mazed é uma refugiada síria de 28 anos que começou a ganhar dinheiro arranjando casamentos entre suas compatriotas e homens árabes. Em um quarto cheio de mofo em Amã, ela fica no telefone conversando com potenciais noivas e noivos.

"Os homens têm entre 50 e 80 anos e pedem por garotas de pele e olhos claros. Eles querem garotas muito novas, de no máximo 16 anos."

Ela diz ter apresentado mais de cem jovens sírias a esses homens, que lhe pagam uma taxa inicial de US$ 70 e, se o casamento se concretizar, mais US$ 310.

"Se os casamentos acabam em divórcio em pouco tempo, não é problema meu. Sou só o 'cupido'. Para mim não é prostituição, porque há um contrato entre o noivo e a noiva."

Um Mazed é um nome falso. Ela não quer divulgar sua identidade porque diz ter vergonha do que faz, mas afirma não ter escolha.

"Como podemos viver se as ONGs nos ajudam tão pouco? Como vamos pagar o aluguel? Não recebemos ajuda o suficiente para viver decentemente, por isso faço o que faço - para que eu e minha família possamos sobreviver."

Foto: Reuters

Não se vê entusiasmo da noiva Hanan Al Hariri, no centro da imagem, na festa do seu casamento no campo de refugiados de Al Zaatri, na cidade jordaniana de Mafraq, fronteira com a Síria.


16 de abr. de 2011

Caio Blinder ofende a rainha Raina, da Jordânia

BRASIL – JORDANIA
Caio Blinder ofende a rainha Raina, da Jordânia
O jornalista Caio Blinder, durante o programa "Manhatan Connection", da Globo News chamou a rainha Rania da Jordânia, e outras mulheres de chefes de estados do mundo árabe de "piranhas", por várias vezes. A embaixada da Jordânia no Brasil protestou e ameaçou processar a Globo. O programa e o próprio jornalista se desculparam na edição seguinte do programa querendo encerra o caso. "Manhatan Connection" e Caio Blinder, merecem perdão?

Foto: Divulgação

ERRANDO FEIO - Luca Mendes, o editor, e Caio Blinder, o comentarista, no "Manhatan Connection". .

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Portal Imprensa, Uol Notícias, Folha de São Paulo, The TelegraphR7

Tanto inexplicável como injustificável, o comentário lamentável do jornalista Caio Blinder, numa de suas participações programa "Manhatan Connection", da Globo News, no dia 3 de abril, deve ser rechaçado com toda a veemência. Irresponsavelmente, por mais de uma vez, tachou algumas primeiras damas, de chefes de estado do mundo árabe de “piranhas”. Entre elas citou nominal a rainha Rania Al Abdullah, da Jordânia.

"Politicamente, ela [Rania] e as outras piranhas são intragáveis. Todas elas têm uma fachada de modernização desses regimes - ou seja, não querem parecer que são realeza parasita e nem mulher muçulmana submissa. Isso é para vender para o Ocidente, enquanto os maridos estão lá, batendo e roubando", declarou Blinder.

Caio Blinder jamais vai conseguir se retratar o suficiente
Não fosse a intervenção do economista Ricardo Amorim, um dos integrantes do programa, que discordou das acusações que Caio fazia as primeiras damas, a coisa tinha ficado mais feia e sem arremedos. Sem mencionar a palavra “piranhas” usada pelo companheiro de programa, Amorim disse que elas não poderiam ser crucificadas pelos que seus maridos faziam e que os ditadores árabes só estavam no poder, porque o ocidente apoiava. Mantendo sua linha de mau gosto, Caio debochou do companheiro dizendo que não se podia falar em crucifixão quando se tratava de mulher árabe, que Amorim deveria falar em “apedrejamento”.

Diante da repercussão negativa Caio Blinder deu entrevista ao portal imprensa da UOL onde afirmou que considerava o episódio superado, para ele pelo menos.

"Eu sabia que a gente tinha feito uma besteira, mas já acabou essa história pra mim.” Houve a retratação, no ar, de Lucas Mendes, editor-executivo do 'Manhatan', e apresentador, pedindo desculpas, em nome do programa, pelo termo ofensivo de Caio Blinder, dizendo que estava dando literalmente “as mãos à palmatória”.

Caio em sua defesa até disse que não é de seu "feitio ofender pessoas", e que não costuma se referir às mulheres com termos chulos.

"Não me refiro às mulheres como piranhas, sejam elas árabes judias, esquimós...E não é uma questão política. Aliás, eu faço críticas políticas; não a pessoas. Eu errei e estou pedindo desculpas", tentou finalizou.

Em 1997 o programa viveu polêmica semelhante, quando Paulo Francis - comentarista ao lado de Mendes, Blinder e Nelson Motta - defendeu no ar a privatização da Petrobras e acusou seus diretores de possuírem 50 milhões de dólares em contas na Suíça. Francis se retratou, mas foi processado pela estatal em 100 milhões de dólares, e iniciou um embate indireto com o diretor da empresa, Joel Rennó. Poucas semanas depois, Francis morreu devido a um ataque cardíaco.

Foto: Blog Queen Rania

Rania, pela sua importância social e política só é merecedora de elogios e respeito

A polêmica atual gerou um protesto formal do embaixador da Jordânia no Brasil, Ramez Goussous, contra o comportamento do jornalista, apoiado por outros 17 embaixadores sediados em Brasília. O governo brasileiro vai se desculpar encaminhando junto inclusive correspondência dos dois jornalistas envolvidos, Lucas Mendes e Caio Blinder, que espontaneamente reconheceram o erro e pedem desculpas formais, depois das apresentadas durante o programa.

A embaixada exige retratação de Blinder durante o programa e ainda ameaça processar a Rede Globo. A Jordânia recebeu o apoio de outros 17 embaixadores, Assíduos telespectadores do programa e admiradores do jornalista Caio Blinder, vez por outra até transcrevemos no “thepassiranews” as sua matérias publicadas no “Blog ligado a Editora Abril, vamos continuar vendo o programa e lendo e transcrevendo quando acharmos conveniente os textos de Caio Blinder, mas não o perdoamos, não os desculpamos.

Jornalistas experientes como eles, não podem cometer desatinos dessa envergadura. Ferir irresponsavelmente a dignidade das pessoas e depois pedir desculpas e dá o caso por acabado é muito conveniente, para eles. Por outro lado, eles tiveram a chance de evitar esse vexame: o programa é gravado, apesar do clima de um debate ao vivo, e poderia ser editado suprimindo a palavra “piranha”, repetida indevidamente tantas vezes.

Veja a parte do programa que gerou a polêmica.

Rania Al Abdullah
A rainha Raina é um daquelas mulheres que iluminam o ambiente com sua chegada. Não porque é bela, embora o seja, mas como ser humano, mãe, esposa e mulher do seu tempo. Impô-se num ambiente adverso e abriu um caminho importantíssimo para que as mulheres árabes-mulçumanas tivesse mais espaço, merecesse mais respeito e pudesse opinar. A história vai lhe reservar o espaço destinado aos libertadores.

Foto: Arquivo

Rania Al Abdullah, 40, nasceu no Kuait, filha de palestinos, recebeu uma educação ocidental e se formou em administração de empresas pela American University, do Cairo, em 1991. Veste-se com elegantes estilistas e figura carimbada nas páginas de revistas de celebridades do país e do exterior.

Casou-se em 1993 com o rei Abdullah 2º [que só assumiu o trono em 1999, após a morte do pai] com quem tem quatro filhos.

Rania já foi eleita pela revista “Vanity Fair” uma das mulheres mais bem vestidas e uma das mulheres mais poderosas do mundo, pela “Forbes”.

A popularidade da rainha dentro e fora da Jordânia está relacionada ao seu envolvimento em ações humanitárias, o que lhe rende comparações à britânica princesa Diana. Ela é embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e envolvida em campanhas em defesa das mulheres e sua inserção na sociedade por meio da educação.

Em 2008, Rania lançou seu canal no YouTube em um movimento contra estereótipos e preconceitos nos mundos islâmico e árabe. Tem, desde 2009, um Blog, onde posta vários comentários – sobre o país e o governo do seu marido e esclarecimentos sobre a religião mulçumana, muitas vezes, erroneamente confundida, como apoiadora de atos terrorista.

Rania é uma extraordinária ligação consciente de dois mundos. Sua atuação no cenário internacional beneficia e aproxima o mundo árabe e o ocidente.

10 de mai. de 2009

A perigosa viagem de Bento 16 ao Oriente Médio

A perigosa viagem de Bento 16 ao Oriente Médio
A partir de segunda feira, em território Israelense e palestino Bento 16 estará correndo mais riscos de segurança, de qualquer outro Papa já enfrentou nos últimos 100 anos.

Foto: Reuters

O Rei Abdullah da Jordânia assiste com Bento 16 o desfile militar em homenagem ao visitante Chefe de Estado, no Aeroporto Internacional Rainha Alia.

Fontes: The New York Times, G1, Estadão, ANSA Latina, Ultimo Segundo

O papa Bento 16 corre riscos desnecessários ao fazer a primeira visita do seu papado ao oriente médio. No seu segundo dia na Jordânia, hoje, sábado, onde foi recebido como chefe de estado e com líder religioso, tem sido acolhido de forma civilizada, cordial e respeitosa, como era de se esperar.

Foto: Reuters

A beleza da Rainha Rania da Jordânia, na recepção ao Papa no aeroporto de Amã, fez o fotografo desfocar o Sumo Pontífice.

A partir de segunda feira, porém a coisa muda quando sua santidade pisar o solo de Israel e da Palestina.

Planejada desde outubro, por insistência do Papa o calendário se manteve embora a região não ofereça garantias nem para um cidadão comum, imaginem para o líder espiritual da Igreja Católica.

Israel acaba de instalar um governo de direita, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que não tem o controle político do país, como o tinham alguns outros líderes judeus no passado. Sua elevação ao cargo é um misto de politicagem, populismo e conchavos, bem semelhante ao de alguns países da América Latina.

Além disso, duas das principais facções palestinas permanecem hostis e divididas, com a secular Autoridade Palestina, liderada pelo presidente Mahmoud Abbas, controlando a Cisjordânia e o grupo islâmico Hamas com poder em Gaza.

Segundo o jornal The New York Times, as emoções ainda estão à flor da pele por causa da morte de 1.300 palestinos na ofensiva israelense a Gaza em janeiro, que foi criticada pelo Vaticano, mas que não são tidas como sinceras pelos extremistas palestinos.

A região já seria um risco permanente em condições normais, ainda mais agora, que os governantes não têm o controle político da sociedade dita formal, imaginem dos milhares de grupos extremistas encravados clandestinamente nas ruínas de Gaza.

Foto: Getty Images

Essa é a foto liberada pelo serviço de imprensa do Vaticano, L'Osservatore Romano, mostra Papa Bento 16 vestindo o tradicional keffiyeh lenço árabe, vermelho-e-branco durante uma missa na Igreja de Nossa Senhora da Paz, em Amã

As vésperas de completar 82 anos, Bento 16 não deixa de ser o teimoso alemão Joseph Ratzinger, que não cede a argumentos de segurança pessoal, quando está determinado a cumprir a sua missão pastoral.

Para piorar as coisas sua visita acontece três anos depois dele ter ofendido e muito os muçulmanos com um discurso em Regensburg, Alemanha, no qual citou um imperador bizantino que disse que o Islã encorajou a violência e trouxe coisas "ruins e desumanas".

Para consertar isso, ele falou com inúmeros grupos muçulmanos e rezou na Mesquita Azul em Istambul em uma viagem à Turquia dois meses depois da gafe. Ele dará continuidade a estes esforços de reconciliação na Jordânia, aonde chegou sexta-feira e visitou uma mesquita e se encontrou com clérigos muçulmanos e estudiosos. Bento também visitou o Monte Nebo, local onde se acredita que Moisés tenha visto a Terra Prometida.

Foto: Reuteres

Papa Bento chega próximo a multidão de fiéis durante a sua visita à Igreja da Senhora da Paz em Amã, no primeiro dia, essa tem sido a tônica dessa viagem, uma imprecaução

O seu comportamento pessoal na Jordânia foi arriscado e até irresponsável, aproximando-se da multidão, deixando-se tocar por inúmeras vezes. A se repetir tais gestos em Jerusalém, os riscos de um atentado violento é tão previsível, que nos impressiona como estão deixando que essa visita se realize.

Na segunda-feira, Bento aterrissa em Tel Aviv para quatro dias intensos em Israel que irão incluir o Muro das Lamentações, sagrado para os judeus, e o Santo Sepulcro, sagrado para os cristãos, além da sala onde se acredita que Jesus tenha celebrado a Última Ceia. Em Jerusalém ele visitará o terceiro local mais sagrado para a fé muçulmana: o composto religioso na Cidade Velha conhecido como o Santuário Nobre.

Que Deus, Allah, o profeta Maomé, Tupã e todos os Orixás o proteja, se puderem.

Foto: Reuters

"É justo que comece aqui, nesta montanha, minha peregrinação aos Santos Lugares, já que o magnífico cenário que se vê deste lugar nos reflete o grande plano de salvação que Deus tinha preparado para seu povo". – disse o Papa Bento 16 em seu discurso feito no Monte Nebo, na Jordânia, neste sábado.

O Monte Nebo fica a 35 quilômetros de Amã, capital da Jordânia, e está cerca de 817 metros acima do nível do mar. De lá é possível ver a Terra Santa, o leito do Rio Jordão e, em dias de boa visibilidade, Jerusalém.

Segundo a bílblia, é o local onde Deus fez Moisés ver a "terra prometida", o que hoje é conhecido como Jerusalém.