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3 de set. de 2013

O Blog do Noblat em recesso por tempo indeterminado

BRASIL -
O Blog do Noblat em recesso por tempo indeterminado
O coração do blogueiro pernambucano, aluno de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, vai receber umas gambiarras para funcionar melhor

Foto: Dilvugação

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Blog do Noblat

Um post colocado pelo próprio Ricardo Noblat no seu blog, surpreendeu, ontem, informando que estará em recesso por tempo indeterminado. Confirmou a notícia sobre sua internação no Sírio-Libanês e pediu aos leitores que torçam por ele.

Transcrevemos o Post:
TORÇAM POR MIM

Médico pensa que é Deus; jornalista tem certeza – se não fosse assim, se cuidaria melhor.

Vim ao Sírio-Libanês para exames de rotina depois de ter ganhado, há dois anos, um stent.

Os médicos, hoje, decidiram que stent não resolve. Amanhã, ou depois, ganharei algumas pontes de safena.

Por isso, o Blog, o Twitter e o Facebook do Blog do Noblat entrarão em recesso por um prazo que ainda não sei determinar.

Ricardo Noblat
Estamos no aguardo da sua volta. Sabe o que está acontecendo, você ficar respirando esse ar de Brasília e acaba prejudicado.

Venha passar uns dias no Recife, comer um caldo de cana com pão doce no Mercado de São José, um chambaril no Mercado da Madalena, ou uma sopa de cabeça de peixe no Pátio de São Pedro. Santo remédio para quem faz essa tal de ponte de safena. Estamos esperando.

14 de mai. de 2013

Angelina Jolie divulga retirada dos seios para reduzir riscos de cânce

ESTADADOS UNIDOS
Angelina Jolie divulga retirada dos seios
para reduzir riscos de câncer
A atriz Angelina Jolie anunciou que sofreu uma dupla mastectomia preventiva depois de descobrir que tinha uma mutação genética que leva a um alto risco de câncer de mama e de ovário. Angelina escreveu num artigo no "New York Times" que a morte da mãe de câncer, aos 56 anos, e a descoberta de que ela carregava a mutação do gene BRCA1 levou à decisão.

Foto: Reuters

"Quero estimular cada mulher, especialmente se você tem um histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, a procurar informações e especialistas médicos que podem lhe ajudar nesse aspecto de sua vida e a fazer sua própria escolha informada", comentou ela no artigo no New York Times

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de S.Paulo, O Globo, BBC Brasil, Veja, The New York Times

A atriz Angelina Jolie anunciou ter se submetido a uma mastectomia dupla (retirada dos seios) para reduzir suas chances de desenvolver câncer de mama.

Jolie, de 37 anos, explicou suas razões para a cirurgia em um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal americano The New York Times. Ela disse que os médicos estimaram que ela tinha um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e de 50% de ter câncer de ovário.

"Decidi ser proativa e reduzir o risco o máximo que eu podia", afirmou a atriz, mãe de seis filhos.

Ela afirmou que o processo de retirada dos seios começou em fevereiro e foi completado em abril.

No artigo intitulado My Medical Choice (minha escolha médica), Jolie explicou que sua mãe lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56 anos.

Ela disse que procurou garantir aos seus filhos que a mesma doença não a tiraria deles. "Mas a verdade é que eu tenho um gene falho, o BRCA1, que aumenta consideravelmente minhas chances de desenvolver câncer de mama e câncer de ovário", disse.

“Estou escrevendo sobre isso agora porque espero que outras mulheres podem se beneficiar da minha experiência. Câncer ainda é uma palavra que provoca medo nos corações das pessoas, produzindo um profundo sentimento de impotência. Mas hoje é possível descobrir por meio de um exame de sangue se você é altamente suscetível ao câncer de mama e ovário, e depois agir.” – disse ela no artigo.

Foto: Alastair Grant/Associated Press

FEMINILIDADE INTACTA

Segundo a atriz, uma vez que ela "soube que essa era a realidade", tomou a decisão de passar pelo processo cirúrgico de nove semanas para a mastectomia dupla.

De acordo com ela, suas chances de desenvolver câncer de mama agora caíram de 87% para menos de 5%.

Ela elogiou seu companheiro, o também ator Brad Pitt, por seu amor e apoio durante o procedimento, e disse que seus filhos não encontraram nada nos resultados "que os deixem desconfortáveis".

"Eu me sinto segura de que fiz uma escolha dura e que de maneira nenhuma diminui minha feminilidade", disse ela. "Para qualquer mulher que esteja lendo isso, espero que isso ajude você a saber que tem opções", afirmou.

"Quero estimular cada mulher, especialmente se você tem um histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, a procurar informações e especialistas médicos que podem lhe ajudar nesse aspecto de sua vida e a fazer sua própria escolha informada", comentou.

Diz que duas semanas após ter sido diagnosticado o problema se submeteu “a cirurgia de grande porte, onde o tecido mamário é removido e enchimentos temporários são postas no lugar”.

”A operação pode demorar oito horas. Você acorda com tubos de drenagem e expansores em seus seios. Ela se sente como uma cena de um filme de ficção científica. Mas poucos dias após a cirurgia, você pode estar de volta a uma vida normal”.

”Nove semanas depois outra operação completa a reconstrução dos seios, com um implante. Houve muitos avanços neste processo, nos últimos anos, e os resultados podem ser bonito”. - completou

Foto: Alastair Grant, Associated Press

Angelina Jolie falando na reunião dos ministros do G8, os oito países mais ricos do mundo, durante o anúncio de financiamento para combater a violência sexual contra a mulher

AGENDA LOTADA

Durante o período em que se submetia ao procedimento cirúrgico para a retirada dos seios, Jolie visitou a República Democrática do Congo como enviada especial da ONU para causas humanitárias.

Em seguida, ela participou da reunião do G8 em Londres e incentivou a criação de uma ONG fundada pela jovem estudante e blogueira paquistanesa Malala Yousafzai, para financiar a educação de meninas no Paquistão.

Malala foi ferida em outubro do ano passado por um tiro dado à queima roupa dado por um integrante do Talebã.

A mastectomia dupla tem se tornado mais frequente entre mulheres consideradas no grupo de alto risco para o desenvolvimento de câncer de mama, por conta da evolução na compreensão do papel genético no aparecimento da doença.

No final do ano passado, a mulher do cantor Ozzy Osbourne, Sharon Osbourne, também revelou a uma revista que havia passado por uma mastectomia dupla após descobrir ter o gene BRCA1.

Foto: Arquivo Pessoal

Angelina aos 16 anos

BIOGRAFIA

Nascida em 1975, filha dos atores Jon Voight e Marcheline Bertrand, Jolie teve uma infância e uma adolescência conturbadas, em que ela teria usado drogas e se automutilado.

Em 2000, ela ganhou um Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo seu papel em Garota, Interrompida e no ano seguinte, ao filmar Lara Croft no Camboja, começou a se interessar por causas humanitárias.

Jolie foi por 10 anos embaixadora da ACNUR, a agência de refugiados da ONU, e agora é enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Entre outras campanhas, ela se engajou na conscientização sobre o problema da violência sexual em zonas de conflito, visitando Darfur, Iraque, Afeganistão e Líbia.

Jolie recebeu a cidadania honorária de Sarajevo por seu filme Na Terra de Amor e Ódio, sobre a Guerra da Bósnia, lançado em 2011.

Foto: Grosby Group

Casada com o ator Brad Pitt, ela tem seis filhos: três biológicos (Shiloh, Knox e Vivienne) e três adotados (Maddox, do Camboja, Zahara, da Etiópia e Pax do Vietnã).

Foto: Reuters

“Tenho a sorte de ter um parceiro, Brad Pitt, que é tão amoroso e solidário. Então, para quem tem uma esposa ou namorada passando por isso, saiba que você é uma parte muito importante do processo de transição”. “Brad estava no Pink Lotus Breast Centro, onde fui tratado, durante todo tempo. Conseguimos encontrar momentos para rir juntos. Sabíamos que essa era a coisa certa a fazer para a nossa família e que iria nos unir ainda mais”. – disse Angelina Jolie, no The New York Times


31 de jul. de 2012

No dia mundial do orgasmo saiba mais sobre

BRASIL - Mulher
No dia mundial do orgasmo saiba mais sobre
Especialista consultados pelo portal Terra dão dicas e informações sobre aquele momento feminino do ahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Terra

Nesta terça-feira (31) comemora-se o Dia do Orgasmo. A data foi criada em 1999 por diversas redes de sex shops britânicas para aquecer as vendas dos produtos eróticos e incentivar debates sobre prazer sexual feminino.

De acordo com pesquisas realizados pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP, cerca de um terço das mulheres brasileiras nunca chegou ao clímax durante a penetração nem durante a masturbação. Em outros países esse índice é ainda mais chocante.

Um estudo encomendado por sex shops na Inglaterra detectou que 80% das mulheres não atingem o orgasmo durante as relações. Por isso, se você ainda não chegou lá, fique calma, você não está sozinha.

"Sexo é um aprendizado constante. Cada relação é diferente e não é porque você não sentiu determinada até hoje que isso não possa acontecer amanhã. Você tem todas as ferramentas, só é preciso se conhecer para saber como usá-las a seu favor", garante Celso Marzano, urologista, sexólogo e terapeuta sexual.

Segundo um estudo da Universidade de Verona, usar salto ajuda a relaxar e a fortalecer os músculos da região pélvica intensificando as contrações durante o orgasmo. Porém, o efeito positivo não aumenta de acordo com o tamanho do salto. Para Maria Cerruto, coordenadora da pesquisa o ideal é um salto que tenha entre 4 e 5 centímetros.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro de Saúde Sexual da Universidade de Indiana, nos EUA, 40% das mulheres entrevistadas já tiveram prazer induzido pelo exercício ou orgasmo mais de 11 vezes em suas vidas. Das mulheres que tiveram orgasmos na academia, cerca de 45% disseram que a primeira experiência foi ligada a exercícios abdominais; 19%, ligado à bicicleta e corrida; 9,3%, ligado ao escalar. Já 7% delas relataram uma conexão com o levantamento de peso e outros 7% com a execução; o restante das experiências incluiu vários exercícios, como ioga, natação, aparelhos elípticos e aeróbica. O mais surpreendente é que isso não teve relação com fantasias sexuais ou pensamentos com o sexo oposto.

Para que o homem fique excitado, seu organismo precisa bombear cerca de 10 ml de sangue para seu pênis. Já o órgão sexual feminino, que é mais complexo, precisa de aproximadamente 200 ml. "Isso faz com que a mulher precise de um pouco mais de tempo, porém essa resposta sexual pode ser mais rápida quando ela já começa a pensar em sexo e se preparar para a relação. Porém, o que mais conta aqui são as questões emocionais. Autoestima, autoconfiança, estado emocional, dinâmica do casal e vínculo afetivo podem influenciar no orgasmo feminino", afirma Celso Marzano.

Um plástica para facilitar o orgasmo, conhecida nos EUA como G-Shot, promete aumentar o ponto G por meio de injeções intravaginais de colágeno, aumentando o atrito durante a penetração e permitindo assim que a mulher chegue ao orgasmo mais facilmente. O procedimento, que custa em torno de R$ 3,5 mil, é feito com anestesia local e dispensa internação. Porém, a técnica gera polêmica e não é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O recorde mundial de orgasmos é de 222, segundo registro feito durante o evento Masturbate-a-Thorn, em 2009, na Dinamarca. É claro, que a marca alcançada por Deanna Webb será difícil de bater, mas isso não quer dizer que você não possa tentar. Segundo Celso Marzano, toda mulher tem capacidade física de ter um orgasmo múltiplo. "Isso acontece porque o corpo feminino é capaz de manter a excitação, mesmo após o primeiro orgasmo. Por isso, com estímulo ela é capaz de sentir um novo clímax", explica o médico.

Não há desculpa para não se proteger. Segundo estudo realizado pela Universidade de Indiana, nos EUA, a qualidade dos orgasmos femininos não tem nenhuma relação com o uso da camisinha. Aliás, a camisinha pode até ajudar já que diminui a preocupação do casal, costuma retardar um pouco a ejaculação masculina, dando mais tempo para a mulher chegar lá, e ainda auxilia na lubrificação.

"Durante os primeiros 15 dias do ciclo menstrual os níveis de testosterona estão mais altos, o que garante mais tesão", diz Celso Marzano. Com isso a mulher acaba fazendo mais sexo nesse período e a libido afeta também a probabilidade do orgasmo feminino.

As mulheres têm mais orgasmos com homens ricos, de acordo com estudo britânico, da Universidade de Newcastle, o dinheiro é um fator que pode influenciar o orgasmo. Para os cientistas responsáveis pela pesquisa isso seria resultado de uma adaptação evolucionária. Aparentemente sem preocupações de como vão as contas, as mulheres conseguem se entregar mais à relação sexual. Segundo a sensual coach Fátima Moura, a desconcentração na hora H é uma dos principais fatores que afastam as mulheres do tão desejado orgasmo. "A mulher em geral está com tantas coisas na cabeça, preocupada e encucada com tantas questões, que acaba não conseguindo se entregar e perceber as sensações de seu corpo durante o sexo", justifica.

As mulheres precisam de 15 a 20 minutos de preliminares para estarem lubrificadas e excitadas o suficiente para uma penetração prazerosa. "Cada pessoa tem uma resposta sexual diferente, não existe uma receita. Então, é essencial se tocar e se conhecer para saber quais ingredientes são necessários para você", diz. Para Fátima Moura, o autoconhecimento também é uma palavra chave. "Quando a mulher se experimenta vai descobrindo que tipos de carícia são mais excitantes, de que velocidade, pressão e tipo de movimento dão mais prazer e facilitam seu orgasmo", afirma ela.

A partir dos 50 anos existem algumas questões físicas que jogam contra o prazer feminino, porém a experiência pode ajudar. "Nessa época as variações hormonais fazem com que a lubrificação geralmente fique mais difícil. O desejo pode diminuir também gerando complicadores emocionais. Se a mulher está com a autoestima abalada isso vai refletir na vida sexual", explica Celso Marzano. Por outro lado, com a idade a mulher tende a conhecer melhor o próprio corpo fazendo o caminho para o orgasmo algo menos tortuoso.

Durante o orgasmo as paredes da vagina liberam energia e sofrem contrações musculares involuntárias, seguidas de uma sensação de relaxamento. Segundo Jairo Bouer e Marcelo Duarte, autores do Guia dos Curiosos – Sexo, a descarga elétrica produzida por cinco mulheres tendo orgasmo seria suficiente para acender uma lâmpada. Um orgasmo pode gerar uma descarga elétrica de até 244 milivolts.

Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Groningen, na Holanda, manter pés aquecidos aumenta as chances de orgasmo. Segundo os cientistas manter os pés aquecidos por uma meia, por exemplo, aumenta em 30% as chances de você chegar lá. Se você acha que transar de meia pode cortar seu tesão, experimente pedir ao parceiro que faça uma massagem em suas pés com um óleo de massagem que esquenta.

O pompoarismo, antiga técnica oriental derivada do tantra, pode facilitar o caminho para o orgasmo. Com esses exercícios íntimos é possível fortalecer a musculatura vaginal e obter mais controle sobre seus movimentos. Segundo a Fátima Moura, ele ajuda a aumentar a libido, melhora a lubrificação e faz com que você atinja o clímax com mais facilidade. Além disso, sabendo controlar melhor sua musculatura vaginal, a tendência é que os orgasmos fiquem ainda mais intensos.

Durante a relação sexual o corpo libera endorfina, que é responsável pela sensação de prazer e satisfação. Segundo estudos do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas USP (ProSex), o ápice disso acontece justamente no momento do orgasmo quando acontece um estado de relaxamento físico total. Na mulher também ocorre a liberação do hormônio ocitocina, que promove a contração do útero. Esses fenômenos ajudam a aliviar dores de cabeça, reumáticas, menstruais, melhoram o sono, reduzem o estresse e favorecem o metabolismo. O orgasmo é capaz de deixar até a pele mais viçosa, já que melhora a circulação sanguínea.

Um estudo realizado na Alemanha sugere que quanto mais educação tiver a mulher menor são as chances de ela chegar ao orgasmo. A pesquisa, realizada com 2 mil mulheres com idades entre 18 e 49 anos, indica que 62% das entrevistadas possuíam ensino superior afirmaram que tinham problemas frequentes para chegar ao orgasmo, enquanto apenas 38% das mulheres com menos educação relataram o mesmo problema. Para os pesquisadores a possível explicação para esse fenômeno é a diferença entre os perfis, pois as mulheres que estudaram mais geralmente possuem mais responsabilidades e consequentemente estresse, o que leva a esse maior bloqueio sexual.

Algumas mulheres, em virtude de um orgasmo vaginal intenso, liberam muito líquido durante o ato sexual e chegam até a achar que urinaram. Segundo Regina Navarro Lins e Flávio Braga, autores de O Livro de Ouro do Sexo, esse fenômeno ocorre por meio das áreas sexuais que circundam a uretra, especialmente o ponto G, normalmente localizado cerca de 2 a 3 cm a partir da entrada da vagina. Cerca de 10% das mulheres apresentam esse tipo de ejaculação.

Feliz ahahahahahahah!!!!!!!!!!!

11 de jan. de 2012

A perigosa protese francesa de silicone

SAÚDE
A perigosa protese francesa de silicone
Os implantes mamários de silicone da marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) são acusados de prejudicar a saúde e até provocar a morte de mulheres em todo mundo. Frágil tinha uma alta incidência de rompimento. O dono da empresa, o francês Jean-Claude Mas, está foragido. Descobriu-se que ele utilizava produtos proibidos na fabricação da prótese, para aumentar os lucros da empresa. A Veja fala em relatos de arrepiar dos profissionais do ramo e das pacientes, vitimas da devastação no organismo, causado pela prótese estourada. Há boatos que a prótese francesa pode aumentar a incidência de câncer

Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

O governo francês sugeriu que todas as mulheres que usam o implante da marca PIP submetam-se a uma nova cirurgia para retirá-los ou trocá-los. No Brasil está sendo recomendado que as mulheres procurem os cirurgiões plásticos para avaliação.

Postado por Toinho de Passira
Fontes:The Mirror,BBC Brasil,o Dia ,Paris Match,Le Monde,Veja,Terra,Jornal do Brasil,The Guardian

Em meio às festas de fim de ano estourou na mídia a notícia de que antes parecia especulação, o famoso implante mamário de silicone da marca francesa Poly Implant Prothese (PIP) revelara-se, segundo as autoridades francesas, inadequado, perigoso e danoso. Constatou-se que as chances de rompimento estavam bem acima da média. Depois de rompido, causava nas pacientes, mais que implantes de outras marcas, danos devastadores, alguns irreversíveis, principalmente, devido à utilização, na sua fabricação, de um gel inadequado para uso medicinal. Criminosamente o dono da marca, o empresário Jean-Claude Mas, optou pelo produto proibido, burlando a vigilância sanitária francesa, para reduzir custos, e aumentar os lucros.

A veja desta semana transcreve a opinião de alguns especialistas brasileiros:

"Fiquei assustado com o estrago que fez nas pacientes. Os tecidos ficam muito inflamados e o trabalho para fazer a troca depois de uma ruptura como a da PIP é muito maior", diz Aristóteles Scipioni, cirurgião plástico de Florianópolis que fez a substituição de próteses mamárias em duas mulheres, operadas originalmente por outros médicos. "Colocar uma nova prótese sobre tecido tão fragilizado é muito mais difícil".

Alan Landecker, especialista de São Paulo, explica como o silicone impróprio para uso médico age sobre o corpo humano quando a prótese se rompe e o produto vaza.

"Ele tem consistência bem mais líquida do que o material de outras próteses. Portanto, espalha-se mais facilmente em caso de rompimento e logo corrói o tecido cicatrizado ao redor da prótese. O aspecto interno de um seio que teve rompimento da PIP é bem pior que o verificado em outros tipos de incidente. O tecido fica inflamado, muito vermelho e com feridas".

Outro especialista, Fernando Gomes de Andrade, diz que o silicone que vaza das próteses da PIP, mesmo fazendo uma cirurgia corretiva benfeita, pode sobrar algum resíduo".

Prótese mamária da marca Poly Implant Prothese (PIP), retirada de paciente devido à ruptura.
Apesar de ser importada por inúmeros países, a empresa jamais submeteu a sua prótese a regulamentação da FDA (agência reguladora americana) e legalmente não pode ser usada no país. A prótese francesa, porém, tinha aprovação da brasileira Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para ser utilizada no Brasil, até o estouro do escândalo internacional.

Em entrevista, na última semana de 2011, Dirceu Barbano, presidente da ANVISA, afirmou que, embora existam registros de reações adversas em outros países, a agência não tinha recebido nenhuma comunicação de problemas relacionados ao implante no Brasil. Ou mentia, ou estava desinformado:

Pelo menos duas mulheres que usaram as próteses francesas de silicone PIP e tiveram problemas com o rompimento registraram queixas na Agência em 2010 e nunca receberam resposta, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

Uma delas a esteticista Jany Simon Ferraz, de 54 anos, mastectomia (retirada dos seios), devido a um câncer de mama. Colocou as próteses da marca PIP em 2005 por indicação do seu médico.

"O plano de saúde pagaria por uma nacional, mas meu médico falou que só garantiria a cirurgia se eu usasse a prótese francesa PIP, que era melhor e mais segura. “Segui a orientação dele e paguei R$ 3 mil”.

Quatro anos depois, Jany começou a sentir dor e desconforto nas mamas. Fez um ultrassom que constatou o rompimento da prótese - o que foi confirmado depois com uma ressonância magnética. "O silicone tinha se espalhado por toda a região do tórax e axilas", conta.

Jany procurou o cirurgião que fez o implante de silicone e a EMI, empresa responsável pela importação das próteses PIP, mas nenhum deles quis se responsabilizar e arcar com os custos de outra cirurgia.

Em 2010, com a suspensão da comercialização, a esteticista registrou a queixa na Anvisa. Jany entrou com uma ação judicial que determinou que a EMI pagasse os custos da cirurgia e de um novo implante. Ao todo, entre exames, deslocamento e a cirurgia, foram gastos cerca de R$ 14 mil.

Mas os problemas de Jany não acabaram nessa cirurgia. Pouco tempo depois de trocar as próteses, ela voltou a ter febre e sentir dores. Teve de se submeter a outro procedimento para trocar novamente a prótese do lado direito, porque ainda havia resquícios do silicone vazado. Além disso, ela desenvolveu um tipo de reação alérgica grave - provavelmente causada pelo silicone que ficou no corpo - e toma medicamentos para controle até hoje.

Foto: Eric Gaillard/Reuters

Paciente com as anotações e marcas antes de ser operada por um cirurgião plástico francês, para remover os implantes de silicone da PIP, em dezembro último, segundo a revista Paris Match.

A outra queixosa foi a artista plástica Denise Villar Berretta, de 56, que colocou as próteses em 2007 por razões estéticas. Também queria de outra marca, mas foi convencida pelo médico de que as próteses da PIP eram seguras e proporcionavam resultados estéticos melhores. Pagou R$ 4,3 mil pelo procedimento.

Dois anos depois, começou a sentir dor na axila esquerda e percebeu um caroço. Em 2010, fez exames que constataram o rompimento. "Fiquei apavorada, pois fui pesquisar sobre a PIP e descobri o escândalo na Europa. Registrei queixa na Anvisa, relatando a ruptura, e o que recebi de resposta foi um silêncio absoluto. Não é possível que a Anvisa ignore os casos."

Denise trocou as próteses por conta própria, mas ainda sente dores e os incômodos causados pelo silicone que ficou no corpo. Um mastologista vai avaliar a necessidade de realização de outra cirurgia. Ela também entrou com uma ação judicial que ainda está em andamento.

Ambas registraram reclamações na Anvisa em 2010 - logo após a agência ter suspendido a comercialização das próteses da marca francesa Poly Implant Protheses (PIP) no país, quando o escândalo da incidência de rompimentos fechou a fábrica na França. Desde então, nunca receberam nenhuma ligação e ainda aguardam resposta da área técnica.

Segundo a Veja cerca de 25.000 próteses francesas defeituosas haviam sido implantadas em 12.500 brasileiras antes da proibição, a maioria nos estados sulinos – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas a BBC Brasil diz, fala em números mais alarmantes, diz que desde 2005, cerca 35 mil mulheres brasileiras usaram os implantes mamários da PIP.

Segundo a Veja o aumento dos seios é a cirurgia plástica mais comum no Brasil. No ano passado, foram feitos 110.000 procedimentos desse tipo. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica calcula que 1,5 milhão de brasileiras já tenham silicone nos seios. Cerca de 80% das próteses utilizadas no Brasil são das marcas Allergan, Mentor (da Johnson & Johnson) e Silimed, empresa nacional sediada no estado do Rio de Janeiro. As duas primeiras, gigantes mundiais, são as únicas aprovadas pela FDA, a agência controladora de produtos médicos dos Estados Unidos.

Edwige Ligonèche, a francesa morta em virtude do rompimento da prótese da PIP
Por causa dos níveis de exigência da FDA, cirurgiões brasileiros do topo da pirâmide só usam os implantes submetidos a seu crivo.

O fato de que todas as próteses devem ser trocadas porque eventualmente acabarão se rompendo costuma ficar no último lugar da lista de preocupações das mulheres. O risco de complicações da cirurgia em si fica em torno de 5%.

"O corte tem apenas 4 centímetros e a perda de sangue é baixíssima, menos de 100 mililitros", diz Marcelo Sampaio, cirurgião plástico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O risco de morte é de uma em cada 50.000 intervenções, praticamente o mesmo das cirurgias de lipoaspiração quando feitas em hospitais por médicos especializados.

Mas o cirurgião Alan Landecker adverte: "Enganam-se as pessoas que acham que, por ser realizado em larga escala, o implante de prótese de silicone é uma operação simples. O processo é intrincado. Ele mexe com uma zona muito delicada do organismo".

O maior temor é que as próteses francesas provoquem câncer, tanto entre mulheres que aumentaram os seios por opção estética quanto nos 10% de pacientes que fizeram a reconstrução completa depois de extrair as mamas afetadas por tumores malignos. Imaginem o sofrimento emocional de uma mulher que teme a recorrência do câncer e agora vive sob a suspeita de ter introduzido outro inimigo no próprio corpo.

Por enquanto, do ponto de vista epidemiológico, esse risco é remoto. "Não se comprovou o aumento de toxicidade", diz José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que recomenda a troca dos implantes apenas nos casos de vazamento.

A instituição francesa equivalente fala em possível "fator agravante" do linfoma raro que matou Edwige Ligonèche. Foi sua morte, em novembro, aos 53 anos, que acelerou a proibição da PIP. A advogada da família da paciente morta sustenta que, além de linfonodos da axila comprometidos, foram encontrados traços de silicone no pulmão, no esôfago e na vesícula biliar de Edwige. Outras dezesseis francesas com próteses da PIP tiveram câncer.

Por via das dúvidas, o governo da França aconselhou 30 mil mulheres francesas a retirar seus implantes da PIP, concordando em pagar as custas da intervenção, nos casos ocorridos em consequência de câncer.

Foto: Eric Estrade/AFP

Foragido, o empresário Jean-Claude está na lista de procurados da INTERPOL, por ofensa a "vida e saúde".

Segundo o jornal inglês The Guardian, Jean-Claude Mas, dono da Poly Implant Protheses (PIP), que está foragido e procurado pela Interpol, quando interrogados por agentes franceses da divisão de fraudes, em novembro passado, admitiu ter usado um silicone não autorizada e confessou ter instruído os funcionários da empresa a esconder esse fato dos órgãos de fiscalização.

Entrevistado pela televisão insistiu que os implantes fabricados pela sua empresa não representava nenhuma ameaça à saúde para as mulheres.

"O material era melhor do que o utilizado para fazer o gel oficialmente autorizado." "Nós fizemos isso por 13 anos sem nenhum problema." – disse ele cinicamente apesar das evidencias em contrário.

Tudo era uma questão de lucro, o custo gel utilizado pela PIP e € 5 (R$ 11,50) por litro, enquanto o gel Nusil o único autorizado pela FDA americanos custa 35 € (R$ 80,00) o litro.

Questionado sobre as mulheres que alegaram ter sofrido problemas de saúde depois de ter utilizado os implantes fabricados por sua empresa, respondeu:

"As vítimas estão processando apenas para obter dinheiro... Eu não tenho nada a dizer a elas."


9 de jan. de 2012

Comer mal é um vício ou temos escolha?

SAÚDE
Comer mal é um vício ou temos escolha?
Um novo estudo sugere que a gordura cria dependência como cocaína e heroína. O guru da alimentação saudável dá 20 lições para evitar ser refém do lixo alimentar

ilustração: Sattu

Francine Lima
Fonte:Revista Época

Quando alguém menciona drogas viciantes, o que vem à mente são substâncias ilegais como cocaína, crack ou heroína. Pelo que se sabe, não há níveis seguros para o consumo dessas drogas. A orientação é ficar longe delas. Desde a semana passada, a ciência médica acrescentou à lista de produtos capazes de provocar dependência algo assustadoramente próximo de nós: a comida gordurosa. Um estudo com ratos publicado na revista Nature Neuroscience sugere que o consumo de alimentos ricos em gordura leva ao desenvolvimento de um tipo de dependência parecida com a que afeta os viciados em cocaína ou heroína. O cérebro dos ratos superalimentados, assim como nos dependentes químicos, apresenta uma queda acentuada nos níveis de substâncias responsáveis pelas sensações de prazer, conhecidas como receptores de dopamina. Com menos receptores, o organismo precisa de quantidades de gordura cada vez maiores para que o cérebro registre satisfação. É o mesmo mecanismo cerebral do vício humano em drogas. A pesquisa, feita apenas em ratos, confirmou em laboratório pela primeira vez aquilo de que muitos especialistas já suspeitavam: certos tipos de comida viciam.

“Espero que este estudo mude a maneira como muitos pensam sobre comida”, diz Paul Johnson, coautor do estudo realizado no Scripp Research Institute, da Flórida. “Ele demonstra como a oferta de comida pode produzir superalimentação e obesidade.”

Ao vincular dependência química à alimentação, a pesquisa divulgada na semana passada lança uma série de novas questões – e reanima velhos fantasmas – no debate sobre comida. Levada às últimas consequências, ela pode até mesmo sugerir que os consumidores são manipulados pela indústria do fast-food do mesmo modo como jovens são aliciados por traficantes na porta das escolas. Trata-se do tipo de estudo que traz alento àqueles que acreditam que somos reféns de uma indústria alimentar inescrupulosa, incapaz de manifestar uma preocupação genuína com a saúde – e afirmam que o cidadão precisa de regras quase policiais para controlar a comida, assim como precisa da polícia antidrogas.

A diretora do Nida (o instituto do governo americano contra o abuso de drogas), Nora Volkow, chegou a afirmar que o novo estudo ajudará a aplicar o conhecimento adquirido no combate à dependência química ao tratamento da obesidade. Depois de proibir o fumo e limitar o consumo e a propaganda de álcool, a brigada dos militantes pelo controle alimentar passa, portanto, a dispor de mais argumentos para defender restrições à batata frita ou ao churrasco. “É improvável que proíbam a picanha como fizeram com a cocaína”, diz o neurocientista Jorge Moll, coordenador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, do Rio de Janeiro. “Mas o experimento com ratos sugere que deixar de comer compulsivamente não depende só de força de vontade.”

Afinal, o que há de fantasia e de realidade nessa visão? Estaríamos indefesos diante da gordura como diante do tabaco – e seu consumo deveria ser restrito? Até que ponto a indústria alimentar tem tanto poder de controlar o que come o consumidor? Não é possível a cada um de nós, de acordo com nosso livre-arbítrio, escolher uma alimentação saudável e viver comendo bem?

Para responder a essas questões, é preciso analisar de perto as evidências científicas. Os próprios experimentos com ratos sobre o vício oferecem evidências ambivalentes. Em seu estudo, Johnson e seu colega, Paul Kenny, dividiram os animais em três grupos. O primeiro grupo foi alimentado com ração comum. O segundo teve acesso restrito a comida gordurosa, comparável à que encontramos numa lanchonete. O terceiro teve acesso quase ilimitado. Os ratos do último grupo se esbaldaram numa comilança compulsiva. Ao final de 40 dias, estavam mais gordos e, além do maior peso, foi observada alteração nos centros cerebrais de prazer similar à de ratos drogados com substâncias como cocaína e heroína.

ORGÂNICO Pollan na feira. Ele é contra qualquer comida que nossos avós não reconheceriam como tal. Mas isso deixa muita coisa saudável de fora
Mas outra experiência realizada em 1981, também com ratos e tóxicos, lança outra luz sobre o tema. Ela foi conduzida pelo psicólogo canadense Bruce Alexander, da Universidade Simon Fraser. Alexander construiu um verdadeiro parque de ratos, com 8,8 metros quadrados. O lugar era aquecido, com brinquedos coloridos e bastante espaço. Os ratos do parque e outro grupo de ratos – estes engaiolados – receberam água com morfina por 57 dias, até ficar viciados. Depois, passaram a ter água pura como opção. O grupo enjaulado continuou consumindo água com morfina. Os ratos do parque reduziram gradualmente o consumo da droga. Apesar dos sintomas de abstinência, quando recebiam água com morfina, preferiam beber água pura. Alexander usou a experiência para demonstrar que, num ambiente saudável, os ratos – e por analogia talvez as pessoas – conseguem se livrar mais facilmente de um vício. Basta ter condições de fazer a escolha certa.

Convivemos com substâncias potencialmente perigosas o tempo inteiro – álcool, tabaco, remédios e uma infinidade de substâncias ilegais –, sem que nos tornemos necessariamente reféns delas. Com a comida não é diferente: tudo depende das escolhas individuais e das circunstâncias. Há diferentes predisposições ao vício, diz o psiquiatra Marcelo Niel, da Universidade Federal de São Paulo. Alguns podem usar drogas recreativamente sem se viciar, outros ficam totalmente dependentes. Essa diferença depende de componentes genéticos e ambientais, ainda não completamente esclarecidos. O comportamento compulsivo seria uma válvula de escape para ativar centros de prazer. “Em alguns pacientes que comem compulsivamente, se tiramos a comida, eles podem desenvolver sintomas psiquiátricos mais pronunciados”, diz Niel.

Há, portanto, uma dose de oportunismo nas comparações entre gordura e drogas e na defesa de restrições draconianas à indústria alimentar. O ativista americano Michael Pollan ficou conhecido com o livro O dilema do onívoro como um dos maiores críticos da forma como é feita a comida que chega a nossa mesa. Pollan e o italiano Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food (o oposto do fast-food), afirmam que a indústria não para de nos empurrar porcarias goela abaixo. Mas mesmo Pollan acredita que, para combater a obesidade e a má alimentação, o melhor caminho é respeitar o livre-arbítrio. Em seu novo livro, Food rules (Regras da alimentação), lançado nos Estados Unidos no final de 2009, ele sugere que retomemos o controle de nossa vida alimentar por meio da cozinha tradicional, que nos foi legada por nossos pais e avós.

16 de nov. de 2011

Ex-presidente Lula diagnosticado com câncer na laringe

29/10/2011

BRASIL
Ex-presidente Lula diagnosticado com câncer na laringe
Do hospital Sírio-Libanês os jornalistas informam que o ex-presidente, já começa a fazer sessões de quimioterapia, na próxima segunda feira. O tratamento será ambulatorial, com o paciente recebendo a aplicação e retornando a sua residência. Ainda não foi informado por quanto tempo, mais já se sabe que o medicamento será injetado após intervalo de 21 dias. Este tipo de câncer quase sempre é associado a tabagismo e alcoolismo.

Foto: Getty Images

Lula fará quimioterapia pesada, apesar do tumor não ser tão agressivo. Diagnóstico de câncer de Lula acontece sete meses após morte do então vice-presidente José de Alencar

Postado por Toinho de Passira
Fontes:G1, Agência Brasil, Reuters, Al Jazeera, BBC Brasil, Mail & Guardian Online , The Telegraph, France 24, CNN, Jornal do Brasil

O hospital Sírio-Libanês informou na manhã deste sábado (29) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 66 anos, será submetido a um processo de quimioterapia para tratamento de um tumor na laringe.

Segundo nota do hospital, exames realizados por Lula neste sábado, em São Paulo, identificaram a doença. De acordo com os médicos, ele "encontra-se bem" e fará tratamento ambulatorial.

A laringe é um órgão situado na região do pescoço e tem funções respiratórias e relacionadas ao aparelho vocal.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, o câncer de laringe atinge principalmente homens e é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço. O site do instituto informa que fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe que pessoas que não fumam.

O câncer de laringe representa cerca de 25% dos tumores malignos na região da cabeça e pescoço, segundo o site do Inca. O instituto informa que dois terços dos tumores do gênero ocorrem na corda vocal.

Na última quinta (27), o ex-presidente comemorou no apartamento onde mora, em São Bernardo, o aniversário de 66 anos. Na segunda (22), ele esteve em Manaus (AM), ao lado da presidente Dilma Rousseff, participando da inauguração de uma ponte sobre o Rio Negro.

Segundo a GloboNews, o câncer diagnosticado na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é tão agressivo quanto os médicos imaginavam inicialmente. Devido ao seu tamanho - entre 2 e 3 cm - a cirurgia para retirá-lo foi descartada .

O câncer foi localizado na parte de cima da glote - a supraglote - e uma cirurgia nesta região poderia ter como consequência a retirada das cordas vocais e uma traqueostomia para facilitar a respiração. Como o tumor foi considerado curável com sessões de quimioterapia e radioterapia, a equipe médica optou por descartar esta cirurgia mais radical.

Apesar de o câncer não ser dos mais agressivos, a quimioterapia a que o ex-presidente será submetido é considerada pesada. Ele inclusive teria perguntado aos médicos se perderia o cabelo, o que foi confirmado. Lula passará por três sessões de quimioterapia, de 20 em 20 dias, além de sessões de radioterapia. Este tratamento será ambulatorial, ou seja, ele será liberado para voltar para casa em seguida. No total, durará três meses.

Entre os primeiros a comentarem o câncer de Lula estão os líderes que participam da Cúpula Ibero-Americana, no Paraguai.

"Que Lula possa vencer esta nova batalha, como um grande lutador que é", disse o presidente do Equador, Rafael Correa, segundo a agência de notícias EFE.

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, que também se curou de um câncer, falou que é importante que todos os líderes realizem check-ups com frequência.

O hospital Sírio-Libanês é o mesmo que tratou, com êxito, o câncer do sistema linfático da presidente Dilma Rousseff em 2009. Lugo, que foi diagnosticado com a mesma doença de Dilma, também foi tratado pelo Sírio-Libanês.

O governo brasileiro propôs ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que seu câncer também fosse tratado no hospital de São Paulo, no entanto ele optou por médicos cubanos.

Ele deverá deixar o Sírio-Libanês ainda neste sábado, segundo a assessoria de imprensa do hospital.

O petista procurou auxílio médico na sexta-feira após sentir dores na garganta, informou neste sábado o Instituto Cidadania, organização ligada a Lula.

A equipe médica que assiste o ex-presidente é coordenada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz, Luiz Paulo Kowalski, Gilberto Castro e Rubens V. de Brito Neto.

O médico José Guilherme Vartanian, do Hospital AC Camargo, especialista em pescoço e cabeça, disse que tal tipo de câncer atinge principalmente homens acima de 40 anos e é provocado geralmente por exposição a bebidas alcoólicas e tabaco, bem como por fatores externos ambientais, como poluição.

Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República

O ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de inauguração da ponte sobre o Rio Negro, no último dia 24, Manaus

A presidente Dilma Rousseff afirmou, em nota à imprensa, que a descoberta do tumor na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi feita em um estágio que permite "seu tratamento e cura". "Como todos sabem, passei pelo mesmo tipo de tratamento, com a competente equipe médica do hospital Sírio Libanês, que me levou à recuperação total", disse. "Tenho certeza de que acontecerá o mesmo com o presidente Lula."

Na avaliação de Dilma, o ex-presidente Lula é "um líder, um símbolo e um exemplo para todos" e ela acredita que a força e a determinação do ex-presidente, aliadas à capacidade de superação de "adversidades de todo o tipo", serão determinantes para que ele vença "mais este desafio".

Dilma afirmou ainda, na nota, que o ex-presidente contará com o apoio e força de sua esposa, dona Marisa Letícia.

"Como presidente da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora, estarei ao seu lado com meu apoio e amizade para acompanhar a superação de mais este obstáculo", disse a presidente.

A equipe do “thepassiranews” deseja boa sorte para o ex-presidente Lula e torce sinceramente pela sua cura e pronta recuperação.


BRASIL - SAÚDE: A furadeira do SUS

07/09/2011

BRASIL - SAÚDE
A furadeira do SUS
Parece filme de terror tipo B, mais é realidade, os médicos paraibanos denunciaram que sob a tutela do SUS, estão fazendo cirurgias cranianas, utilizando furadeiras de construção, ao invés do equipamento apropriado, o craniótomo. O governo quis negar, mais os médicos mostraram fotos das furadeiras nas salas de cirurgias prontas para serem utilizadas.

Foto:Valdir Delmiro

A furadeira, no bloco cirúrgico, pronta para entrar no cérebro de um paciente do SUS na Paraíba.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Valor, Notícia UOL, Notícia UOL, G1, Paraíba.com, Blog do Josias de Souza

Parece um roteiro de filme de terror as denuncias da Associação Médica da Paraíba, mostrando que os neurocirurgiões do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, o maior da Paraíba, são obrigados a usar, por falta de equipamento adequado, furadeiras, do tipo usado na construção civil, para abrir a cabeça dos pacientes com traumas de alto risco, como nos casos de aneurisma cerebral.

A denúncia faz crer que os paraibanos não são os únicos contemplados com essa excrecência médica. Para complementar eles ainda enumeram que o tratamento desumano aplicado aos pacientes, inclui falta de macas para conduzir os pacientes, desde a porta do hospital até o local do atendimento, pois as que existem estão ocupadas nas enfermarias, servindo inadequadamente de leito para internados, devido à superlotação.

Tudo foi exposto pelo médico Ronald Farias, da Associação Médica da Paraíba, em uma audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa. Segundo ele, o instrumento cirúrgico apropriado, o craniótomo, substituído pela furadeira, está quebrado há mais de um ano, sem que haja uma aparente disposição oficial de adquirir um novo.

Todo mês, pelo menos 35 pacientes, do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena tem a cabeça perfurada cirurgicamente com essas furadeiras industriais, em cirurgias, consideradas delicadas e de alto risco. O médico expôs que com o uso da furadeira comum, o risco de morte, aumenta consideravelmente, entre outros motivos, porque sua utilização faz a cirurgia durar mais de uma hora, enquanto como o craniótomo, o tempo médio do procedimento é de dez minutos. Acrescente-se aí o aumento de possibilidade de infecção hospitalar.

As fotos enviadas pelo médico Valdir Delmiro, conceituado neurocirurgião paraibano, uma das referencias nacionais na especialidade e presidente da Cooperativa dos Cirurgiões do Hospital Senador Humberto Lucena, para o site G1, mostrando furadeiras nas salas cirúrgicas, prontas para serem usadas em intervenções cranianas, calou de vez o governo da Paraíba e o pessoal do SUS, que haviam reagido procurando desacreditar a denuncia.

Segundo Delmiro, além do Hospital Senador Humberto Lucena o procedimento também é adotado no Hospital Ortotrauma, localizado em Mangabeira, bairro de João Pessoa.

Desde setembro de 2009 a ANVISA proibiu oficialmente o uso de furadeiras domésticas em procedimentos cirúrgicos. Num documento a Agencia Federal determina o banimento “das furadeiras domésticas da rotina dos serviços de saúde”. Explica que o craniótomo permite ao cirurgião controlar e regular a rotação do equipamento que pode ser e mantida em cada faixa; podem dispor de sistema resfriamento das ferramentas, que previne a necrose dos tecidos abordados, por excesso de calor; utiliza broca autoblocante que após a perfuração do osso, desarma automaticamente; por fim, possui características próprias de esterilização indicadas pelo fabricante.

Por outro lado, as furadeiras domésticas, segundo a ANVISA, Não apresenta controle da rotação; pode aspirar partículas de osso para seu interior; não pode ser esterilizada, com segurança; a lubrificação a óleo pode contaminar o campo cirúrgico; e por fim não está protegida do risco de descarga elétrica.

Por isso, o gerente da Agência de Vigilância Sanitária da Paraíba, Ivanildo Brasileiro, mandou inspecionar e apreender as furadeiras encontradas nos hospitais paraibanos, em utilização médica, uma vez que o equipamento não está catalogado como instrumento cirúrgico.

Assim, o que parecia muito ruim, piorou: sem o craniótomo e sem as furadeiras, os médicos, dos hospitais paraibanos, até que se faça uma licitação e se providencie o instrumento adequado, vão ter que abrir os crânios dos pacientes da emergência, com pregos e martelos.


13 de jul. de 2010

Casos de dengue sobem 426% em Pernambuco

PERNAMBUCO
Casos de dengue sobem 426% em Pernambuco
Como ninuguém inaugura prevenção de saúde, o estado prefere gastar R$ 2 bilhões, com estádios e baboseiras para a Copa do Mundo enquanto o mosquito da dengue e outras epidemias dominam o estado. Vamos voltar aos tempos do slongan da saúva. Ou acabamos com o mosquito da dengue, ou o mosquito acaba com Pernambuco.

Ilustração Toinho de Passira

Dengue oposicionista ataca em pleno período eleitoral

Toinho de Passira
Fontes: Poeral Terra, Blog do Noblat

O número de casos da forma clássica de dengue registrados neste ano em Pernambuco já é 426% superior ao registrado em igual período do ano passado. Já o número de ocorrências de dengue hemorrágica é 24 vezes maior que o verificado nos primeiros sete meses de 2009, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Até segunda-feira, a secretaria registrava 28.258 casos suspeitos da dengue clássica, dos quais 4.243 foram confirmados após investigação epidemiológica e análise laboratorial.

Apesar do aumento considerável, o governo nega que o Estado esteja sofrendo uma epidemia da doença e avalia a situação como "estado de alerta".

Até o momento foram registradas 32 mortes suspeitas, mas somente uma foi oficialmente confirmada como decorrente da dengue. Outras 25 estão sob investigação.

Claro que essas investigações em ano eleitoral nunca chegam à conclusão nenhuma. Pessoas estão morrendo e vão acabar sendo acusadas de conspiração: devem ser oposicionistas, que se contaminam e morrem de propósito para desmoralizar a prevenção de saúde do governo.

Qualquer dia desses, Lula que só vive por aqui, vai acabar pegando dengue. Vão dizer que foi um mosquito da oposição.


3 de mai. de 2009

Gripe suína incomoda menos que novela mexicana

Gripe suína incomoda menos que novela mexicana

Foto: Reuters

Não são astronautas são inspetores chineses do serviço de vigilância sanitária prontos para inspecionar um avião da Aero México, que acabará de pousar no aeroporto Internacional de Xangai, no dia 30 de abril. Tolerância zero com a gripe suína.

Fontes: Terra, BBC Brasil, O Globo, Telegraph

Recebi emails perguntando se não ia falar da gripe suína, ou da gripe H1N1 influenza A que é como a organização mundial de saúde a está chamando agora, vamos começar a falar.

Acontece que somos da mesma opinião que as autoridades sanitárias brasileiras, nós não acreditamos, nem temos medo da gripe mexicana.

Muito mais perigosa que a tal gripe são as novelas que o SBT importa do México.

Sem querer plagiar o nosso presidente e já plagiando, quando se vê os números da tal gripezinha, não dá para assustar, desde que começou o alarme, há pouco menos de duas semanas, foram registradas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), (dados deste sábado), que 16 países contabilizam 658 pessoas infectadas com o vírus da gripe suína. No México, país foco da doença, foram confirmados 397 casos da doença no país, com 16 mortes. O segundo país com mais infectados, os Estados Unidos, já conta com 160 registros do H1N1. Um bebê de origem mexicana morreu no Texas na semana passada.

No Brasil, o número de casos suspeitos subiu para 14.

Quando falamos em suspeitos no Brasil, falamos no caso, em suspeitos de infecção da gripe, não o pessoal do congresso.

Foto: Reuters

Quer saber onde quero chegar debochando da pandemia? Nós temos números mais preocupantes, e que nunca foram levados tão a sério, no ano passado, por exemplo, no começo de abril foram registrados num só dia, 1.595 casos de dengue, em 24 horas. Até abril, não temos os números totais, o numero de casos só no Rio de Janeiro, foram de 50 mil ocorrências da doença, com 80 mortos. E esses são números parciais.

Foto: Getty Images

Duas freiras com máscaras cirúrgicas no aeroporto internacional da Cidade do México, em 27 de abril de 2009

Claro que a gripe H1N1 influenza A é perigosa, se o paciente não receba tratamento adequado em 48 horas, é quase certa a incidência de uma pneumonia. Os pulmões ficam severamente comprometidos e causa uma insuficiência respiratória grave.

Mas o medo inicial, de que o ser humano não tinha defesas naturais para o novo vírus foram dissipadas, mais isso não reduziu o pânico já disseminado pela mídia, incentivada pelos governos desinformados, laboratórios farmacêuticos ambiciosos e os cartéis de drogas do México (que estavam sofrendo um combate direto do governo, e estão, graças à gripe, tendo uma folga para se reorganizar e atuar, pois o governo atualmente só quer combater o Influenza A, nome que bem poderia ser dada a operação da máfia italiana).

Foto:Getty Images

Medo no mundo todo: aeromoças da Lan Air usam máscaras na chegada ao Aeroporto Internacional Arturo Merino em Santiago do Chile, em 28 de abril.

Na quarta-feira, a Organização Mundial de Saúde elevou para 5 – numa escala de 1 a 6 – seu grau de alerta de que a onda de gripe suína pode se converter em pandemia, ou seja, uma epidemia que se dissemina por todo o planeta. Mas isso não quer dizer muita coisa, pois muitas doenças, inclusive a gripe comum costuma estar presente em todo o planeta.

Não há o menor motivo para o pânico que se instalou, nas populações de todo mundo acreditando que iam se repetir os resultados da pior epidemia do século XX, a gripe espanhola, que matou 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.

Assim que correu a notícia da disseminação da gripe suína, muitos governos, instituíram a fiscalização nos portos e aeroportos, identificando passageiros suspeitos de contaminação pela doença. Vários aeroportos na Ásia contam com aparelhos como o scanner termal, (foto) que permite detectar um dos primeiros sintomas da gripe – a febre.

Foto: Reuters

Uma família de mexicanos oriunda do México chega ao aeroporto de São Paulo, com máscaras cirúrgicas, não foram abordados por nenhuma autoridade brasileira, 27/abr/2009.

Aqui no Brasil o ministro da saúde, José Gomes Temporão, disse que era inevitável a doença chegar ao país, mas que estava montando uma rígida fiscalização em portos e aeroportos, o que evidentemente não está acontecendo.

Anne Schuchat, sub-diretora interina do Centro para Controle e Prevenção de Doenças, do governo americano, (foto) disse que apesar da preocupação provocada pelo aparecimento do surto de gripe suína, a maioria dos casos registrados até agora têm apenas provocado enfermidades "leves e limitadas". Adiantou também que cerca de 36 mil pessoas morrem por gripe comum nos Estados Unidos, portanto os números atuais da gripe suína não podem nem devem alarmar.

Na verdade os infectados que detectaram a doença com antecedência estão sendo tratados, com sucesso, com remédios antivirais comuns.

No México, a maior parte das vítimas fatais apresentava sintomas de pneumonia – sinal de que a gripe estava em estágio avançado. Ainda assim, apenas oito morreram.

Na quinta-feira, autoridades da área de saúde dos países da União Européia concluíram que não há motivo para pânico por causa da gripe suína. Isso porque, mesmo que ela se torne pandêmica e se espalhe pelo mundo, dificilmente provocará uma quantidade elevada de vítimas fatais.

A primeira vítima oficial da gripe suína foi o menino Edgar Hernández, de 5 anos, (foto) morador de La Gloria, pequena cidade do estado mexicano de Veracruz. Hernández que virou celebridade conseguiu recuperar-se, mas outras duas crianças da cidade – que fica a 10 quilômetros de uma fazenda de porcos – não tiveram a mesma sorte.

Foto: Reuters

Profissionais de saúde da Malásia, com vestimentas de proteção, aguardam um vôo de Los Angeles em no aeroporto internacional de Kuala Lumpur - 27/abr/2009.

O pânico mexicano

Foto: Getty Images

SOM DO VIRUS: O Mariach sempre foi um dos símbolos do México, tocando assim com uma máscara cirúrgica é o símbolo do México em pânico.

A Revista Veja comenta também que a ameaça de pandemia, anunciada pela imprensa e convertida em pânico e desinformação pela internet, levou os mexicanos a exigir de seu governo soluções e garantia de ordem pública. A resposta oficial serviu mais para alimentar o medo do que para colocar alguma ordem no caótico sistema de saúde do México.

Em apenas uma semana, as informações e providências desbaratadas paralisaram a Cidade do México e deflagraram uma paranóia coletiva.

Foto: Getty Images

SEM TORCEDORES: Estádio do Cruz Azul, na cidade do México, onde acontece uma partida do campeonato de futebol mexicano, neste sábado, a portas fechadas, entre o Cruz Azul x Indios de Juarezs. Javier Saavedra, dos Indios, marcou o único gol aos 43’2⁰

Para evitar concentrações, que favorecem a disseminação do vírus, o governo proibiu o funcionamento de bares, restaurantes, cinema e teatros. Os jogos de futebol do campeonato mexicano são agora realizados a portas fechadas, sem torcida.

Ninguém mais se cumprimenta com beijos ou apertos de mão. Cartões de visita não são mais trocados, apenas mostrados.

Apertar um botão de elevador ou abrir a janela do carro são motivos de preocupação, já que o vírus pode estar em qualquer superfície. A forma de contágio mais comum é passar a mão em um local onde esteja o vírus e, em seguida, coçar a boca, o nariz ou os olhos

Foto: Getty Images

VIRUS DO AMOR: Beijo com máscara de proteção, no centro histórico da cidade do México, a máscara virou uma espécie de camisinha contra a gripe.

Foto: AFP

HUMOR NO PÂNICO: As mascara cirúrgica começaram a ser decoradas, mas o medo continua, até o ursinho de pelúcia está protegido

A máscara cirúrgica tornou-se um acessório indispensável para sair à rua. Ela oferece uma proteção mais simbólica que efetiva. O microscópico vírus passa livremente pela trama do tecido das máscaras.

Calcula-se que a paralisação de parte da economia do país esteja causando um prejuízo diário de 55 milhões de dólares apenas na capital.

Foto: Reuters

PREJUÍZO TURISMO: Praias desertas e cadeiras abandonadas diante de um dos luxuosos hotéis de Cancun, dia 01/mai/2009

O México é o único país latino-americano a figurar na lista dos dez principais destinos turísticos do mundo, com 21 milhões de visitantes estrangeiros por ano, quatro vezes o que recebe o Brasil. O turismo sozinho representa 8% da economia.

Segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional divulgado há duas semanas, o México é o país da América Latina mais afetado pela crise financeira, com uma queda de 3,7% do PIB neste ano.

Com a gripe suína, economistas mexicanos estimam que a queda do PIB possa chegar a 4,8%. Só haverá solução à vista quando as medidas profiláticas adotadas contra a doença derem resultado – e o pânico se dissipar.

Depois disso os laboratórios estarão mais ricos, os cartéis mexicanos mais preparados para enfrentar o governo e a gente esperando a dengue chegar.

Foto: Reuters

QUARENTENA: O hotel onde um homem infectado se hospedou em Hong Kong foi interditado por sete dias e todos os seus hóspedes e funcionários receberam o antiviral Tamiflu, um dos dois medicamentos recomendados pela OMS para tratar a gripe suína.

Foto: AP

PORCOS SACRIFICADOS: No Egito, as autoridades iniciariam neste sábado o sacrifício de 300 mil porcos como medida de precaução, apesar de os especialistas afirmarem que não há risco de infecção pela ingestão de carne de porco e que não há indicações científicas de que o sacrifício de porcos possa conter a doença. Os criadores tentaram impedir a chegada das autoridades sanitárias com protestos e exigindo indenizações.



2 de mai. de 2009

O que o linfoma de Dilma tem que os outros, não tem?

O que o linfoma de Dilma tem que os outros, não tem?
Diogo Mainardi

Fontes: Revista Veja

MabThera. É a marca do remédio usado no tratamento de linfomas iguais ao da ministra Dilma Rousseff – os linfomas de células B. Associado à quimioterapia, ele aumenta a possibilidade de cura dos pacientes em cerca de 20%. Dilma Rousseff fez bem em procurar um hospital particular.

Seus hematologistas e seus oncologistas podem receitar-lhe o MabThera, como acontece nos Estados Unidos e na Europa. Os mais de 10 000 pacientes com linfomas que todos os anos recorrem aos hospitais públicos brasileiros, por outro lado, não podem contar com o remédio. Porque ele é caro demais para o SUS: um frasco custa 8.000 reais. O que aumenta mesmo, nesses casos, é só a possibilidade de morrer.

No sábado 25, ao lado de seus médicos, Dilma Rousseff falou abertamente sobre seu estado de saúde. Depois de informar que retirara um linfoma e que passaria por um tratamento de quimioterapia, ela declarou o seguinte, com aquela sua gramática um tanto peculiar:

"Nós, brasileiros, temos o hábito de sermos capazes de enfrentar obstáculos e sairmos inteiros do lado de lá".

Alguns brasileiros enfrentam obstáculos menores do que os outros. E alguns brasileiros possuem mais chance de sair inteiros do lado de lá.

Os médicos de Dilma Rousseff sabem disso: um brasileiro com linfoma que toma MabThera tem mais chance de sair inteiro do lado de lá do que um brasileiro com linfoma que é atendido pelo SUS e não toma MabThera. Há brasileiros mais inteiros e brasileiros menos inteiros.

Em seu primeiro comentário público sobre o assunto, Lula garantiu que Dilma Rousseff "não tem mais nada". De certa maneira, ele está certo. Os dados do Ministério da Saúde sobre a incidência de câncer no país nem relacionam o linfoma. Para o governo, trata-se de uma categoria indiscriminada. É como se, oficialmente, o linfoma nem existisse. Para fazer qualquer planejamento, as autoridades sanitárias brasileiras se baseiam nos dados dos Estados Unidos.

Há muitos anos, os médicos da rede pública tentam inutilmente incluir o rituximabe – o nome genérico do MabThera – no tratamento dos linfomas. Mas o medicamento só costuma ser obtido na marra, por meios legais, quando um doente processa o Ministério da Saúde.

O maior obstáculo que os brasileiros enfrentam, para citar Dilma Rousseff, é o governo.

Lula e o PT imediatamente levaram o linfoma de Dilma Rousseff ao palanque, usando o apelo emocional para tentar impulsionar sua candidatura a presidente.

Em vez disso, teria sido mais decoroso levar o linfoma aos hospitais públicos, estendendo aos pacientes mais pobres o acesso ao MabThera. Quem sabe alguns deles conseguissem sair inteiros do lado de lá.
*O texto original tinha o título “MAIS E MENOS INTEIROS”