17 de jan. de 2015
30 de set. de 2014
Presidente da OAB/DF pede veto a registro de Joaquim Barbosa como advogado, por falta de idoneidade moral
| BRASIL - Justiça Presidente da OAB/DF pede veto a registro de Joaquim Barbosa como advogado, por falta de idoneidade moral Em documento encaminhado à Comissão de Seleção da seccional da entidade, o presidente da OAB relembra episódios em que ex-ministro criticou advogados e dificultou de forma gravosa a atuação dos profissionais no tribunal que presidia. Destacou que inclusive Barbosa expulsou um advogado que defendia um dos réus do mensalão, do plenário do Supremo
Postado por Toinho de Passira
O presidente da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ibaneis Rocha Barros Junior pediu a impugnação do pedido de inscrição na Ordem feito pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (2012-2014). Ibaneis se diz amparado para pedir a impugnação no artigo 8 do Estatuto da Advocacia, inciso VI (idoneidade moral). Por meio do pedido de inscrição, os bacharéis em Direito, incluindo ex-ministros como Joaquim Barbosa , necessitam possuir a credencial da entidade, um documento obrigatório para o exercício da advocacia. Os pedidos são analisados pela Comissão de Seleção da seccional onde foram feitos. No caso de Barbosa, sua solicitação foi realizada no dia 19 de setembro. No pedido de impugnação, encaminhada à Comissão de Seleção da OAB/DF na última sexta-feira, 26, Ibaneis lista ao menos sete episódios em que Barbosa teria ofendido a classe dos advogados, a maior parte deles quando era presidente do Supremo. “Quando o Requerente (Joaquim Barbosa”) ocupou a Presidência do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal seus atos e suas declarações contra a classe dos advogados subiram de tom e ganharam grande repercussão nacional.”, afirma Ibaneis no documento. Dentre os episódios elencados, segundo o pedido, estão posicionamento de Barbosa em junho deste ano, ao analisar o pedido de trabalho externo feito pelo ex-ministro José Dirceu, condenado no caso do mensalão, para trabalhar no escritório de José Gerardo Grossi . ‘”No caso sob exame, além do mais, é lícito vislumbrar na oferta de trabalho em causa mera action de complaisance entre copains, (ação entre companheiros) absolutamente incompatível com a execução de uma sentença penal “. Em tese Barbosa afirmava que o advogado que acolhia Dirceu como funcionário era da mesma estirpe do mensaleiro. Em outro episódio, também em junho deste ano, Barbosa expulsou o advogado Luiz Fernando Pacheco, do plenário do Supremo. Na ocasião, o advogado defendia o ex-presidente do PT e subiu à tribuna para pedir urgência na análise do recurso que pedia a saída de Genoino da prisão, alegando motivos de saúde. A bem da verdade o advogado interrompeu, sem autorização, a sessão do tribunal, presidida por Joaquim, para falar em momento intempestivo e descabido em defesa do seu cliente, quando se julgava outro processo. Por mais de uma vez, advertido por Joaquim para parar a intervenção, e deixar a tribuna, insistiu em permanecer falando até que o Ministro determinou a segurança que o retirasse do tribunal. Foto: Diário do Poder As posturas do ex-ministro o levaram a ser alvo de ao menos dois desagravos pela OAB/DF além de ter recebido notificações do Conselho Federal da OAB. O pedido de impugnação da inscrição de Barbosa pode ser analisado a qualquer momento pela Comissão de Seleção da OAB/DF. |
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30 de ago. de 2014
No Distrito Federal, principal promessa eleitoral é ‘não roubar’
| BRASIL - Eleição 2014 No Distrito Federal, principal promessa eleitoral é ‘não roubar’ Com candidatos envolvidos em casos de corrupção, ataques aos adversários e promessas de um governo honesto viram pano de fundo de campanhas Foto: Felipe Costa/Futura Press Postado por Toinho de Passira Há mais de uma década, o eleitor do Distrito Federal acostumou-se ao lamentável roteiro de ver seus governadores, assessores e deputados às voltas em escândalos de corrupção. O primeiro senador cassado desde a redemocratização do país, Luiz Estevão, foi eleito pelo Distrito Federal. O primeiro governador preso, José Roberto Arruda, também. Arruda, aliás, é um dos protagonistas das eleições deste ano e lidera as pesquisas de intenções de voto pelo Partido da República (PR). Disputa o cargo com o enrolado governador Agnelo Queiroz, do PT, alvo de três investigações sigilosas no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Depois de participar da violação do painel eletrônico no Senado, em 2001, quando renunciou ao mandato para evitar um processo de cassação, Arruda foi flagrado em vídeo recebendo dinheiro de propina no escândalo conhecido como mensalão do DEM, em 2009. Acabou encarcerado por dois meses, mas isso não o impediu de voltar à cena política. O ex-governador teve o registro cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda uma definição do Superior Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de disputar as eleições. Enquanto isso, segue em campanha, afirma ter sido vítima de um golpe, e promete um governo livre de corrupção. Nestas eleições, Arruda concorre com o apoio de outro ex-governador cuja trajetória também acabou em páginas policiais de jornais. Joaquim Roriz, com base eleitoral nas cidades mais pobres do Distrito Federal, governou a capital do país quatro vezes e agora, impedido de disputar as eleições por ser ficha-suja, tenta manter a influência indicando cargos de confiança em uma eventual gestão Arruda. Além de herdeiros políticos, como o senador Gim Argello (PTB) – que responde a três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) –, Roriz lançou a mulher, Weslian, como candidata à primeira suplente do Senado. A família também vai às urnas com as filhas Liliane e Jaqueline Roriz, o sobrinho Dedé Roriz e o neto, Joaquim Roriz Neto, que tentam vagas na Câmara Legislativa e na Câmara Federal. “O Distrito Federal carrega essa mácula da velha política. Brasília são duas cidades: uma na Esplanada dos Ministérios, a da representação oficial, e outra que ainda guarda uma característica de fronteira e atrai muitas pessoas a tentarem a vida aqui”, avalia Paulo Kramer, cientista político da Universidade de Brasília (UnB). “A política não deixa de refletir essa realidade: é uma política de faroeste, mas a gente não encontra o mocinho.” TELHADO DE VIDRO Suspeitas de corrupção também cercam o segundo colocado na corrida, Agnelo Queiroz, citado no esquema de desvio de dinheiro do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, pasta que comandou entre 2003 e 2006. Não para aí: ele também é investigado em esquema de fraudes e cartel durante sua gestão como diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e nas ações que levaram à prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira. Mas seu lema é que “a sujeira e a corrupção não podem voltar a ser a marca do DF”. Se a ascensão de Arruda reflete uma síntese do atraso da política brasiliense, também é reveladora do descontentamento da população com o atual governo de Agnelo, cuja taxa de rejeição é de 43%. Governada por um médico, a capital do país é a unidade da federação que mais investe em saúde por ano – tem um gasto anual de 1.042,20 reais por pessoa –, mas registra o pior número de leitos e o mais baixo índice de cobertura em setores da atenção básica, agentes comunitários e equipes de saúde da família, segundo o Conselho Federal de Medicina. A situação se repete na educação, com índices de aprovação dos ensinos médio e fundamental em queda, na segurança pública, cujo número de furtos e roubos é crescente, no trânsito caótico no Plano Piloto e na descontrolada invasão de terras. No entanto, em vez de discutir os problemas crônicos da cidade, os principais embates entre os candidatos levam o eleitor a um duelo onde imperam ataques e faltam propostas. Na última segunda-feira, o tema corrupção pontuou o debate promovido pelo SBT. “É impressionante o desprezo com a inteligência do povo do Distrito Federal. O Arruda é o discípulo da inverdade e ele continua com a velha maneira de fazer política”, disse Agnelo. A resposta veio no mesmo tom: “Agnelo, vejo você trêmulo e nervoso porque o seu governo foi um desastre. Quando eu vejo você falar de corrupção eu acho que você está olhando no espelho”. “O Distrito Federal vive uma situação desmoralizante na política e nos serviços públicos. Os candidatos se concentram apenas em troca de acusações, e o prejuízo fica para o eleitor, que não é apresentado às propostas para reverter os principais problemas da cidade no ano que vem”, avalia David Fleischer, cientista político da UnB. TERCEIRA VIA Empatado com Agnelo Queiroz nas pesquisas, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), que nunca exerceu um mandato no Executivo, preparou um bordão para se colocar como terceira via nas eleições deste ano: “Brasília não merece nem incompetência nem o ‘rouba mas faz’”. Ainda assim, o socialista está longe de ser uma renovação política: iniciou a carreira pública em 1995, na Câmara Legislativa, passou pela Secretaria de Turismo durante o governo do então petista Cristovam Buarque e foi aliado de Agnelo Queiroz até dezembro de 2012, quando desembarcou do governo para ajudar nos primeiros passos pela candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. As alianças com a velha política que domina o DF se repetem nos outros dois principais candidatos, que também se colocam como renovação: o deputado Luiz Pitiman (PSDB) foi presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) no governo de Arruda e, depois, secretário de Obras de Agnelo. O candidato Toninho do Psol, até os anos 2000, disputava as eleições como o Toninho do PT. Sem debate de propostas nem renovação política, a principal promessa eleitoral no Distrito Federal é "não roubar". |
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17 de dez. de 2012
A família Niemeyer critica 'Brasília by Cingapura'
| BRASIL - Corrupção A família Niemeyer critica 'Brasília by Cingapura', mais um mal cheiroso projeto petista O fato do Governo do Distrito Federal de ter contratado, sem licitação, no início de outubro, a empresa Jurong Consultants, de Cingapura, para realizar o planejamento de Brasília pelos próximos 50 anos, por cerca de R$ 9 milhões motiva campanha contrária do Instituto dos Arquitetos do Brasil e da Fundação Niemeyer. O temor é que eles consigam piorar ainda mais Brasília. O contrato assinado pelo governador Agnelo Queiroz (PT), tem o odor de uma lata de lixo de restaurante oriental Foto: Arquivo Postado por Toinho de Passira Na última semana, as imagens de Brasília ganharam o mundo nos obituários de seu principal criador, Oscar Niemeyer, que morreu no dia 5. Para preservar esse legado, a família do arquiteto se uniu agora ao Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) na crítica à decisão do governo do Distrito Federal de contratar uma empresa de Cingapura para planejar os próximos 50 anos da capital do País. Na sexta, foi lançada a campanha "Niemeyer sim! Brasília By Cingapura Não". O contrato de "planejamento estratégico" com a empresa Jurong Consultants foi assinado em Cingapura pelo governador Agnelo Queiroz (PT) no início de outubro. Todo o processo foi feito sem licitação e sem participação de brasileiros, motivando uma campanha contrária do IAB, que agora ganhou reforço da Fundação Oscar Niemeyer. Não existe ninguém ingênuo nessa peleja, enquanto as administrações petistas tem uma alergia crônica a licitações e ao bom senso, o escritório de Niemeyer, protesta em paralelo por ter perdido o monopólio das obras sem licitação, em Brasília, tão lucrativas e sem bitolas. "Fomos pegos de surpresa, não tivemos a oportunidade de participar do processo", disse o secretário executivo da Fundação, Carlos Ricardo Niemeyer - bisneto do arquiteto -, na cerimônia de anteontem. O prédio do IAB-RJ passou a se chamar "Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer". 'Técnica inovadora' - Em outubro, o secretário de Assuntos Estratégicos do DF, Newton Lins, disse que a Jurong foi escolhida por apresentar "técnica inovadora de análise territorial" e possuir "larga experiência em macrozoneamentos, com portfólio invejável de projetos pelo mundo". "A essência é mais de desenvolvimento econômico do que urbanístico. O mais importante é atrair investimentos. Ficam assustados porque é algo novo." diz o secretario. Ora, ora, não é nada novo as administrações petistas inventarem jeito de driblar a lei de licitação. Estão se sofisticando, antes faziam isso com empresa de recolhimento de lixo, agora, partem para grandes corrupções internacionais. Muito prático o dinheiro da propina já é depositado em terra estrangeira, longe da Receita e da Polícia Federal. Um golpe de mestre. Podem recolher assinatura para uma CPI preventiva, se é que possível. Deveria. A história é tão cabeluda que a gente sente saudades quando eles contratavam apenas a Construtora Delta, do esquema de Carlinhos Cachoeira, pelo menos era uma corrupção nacional. Esse contrato singapuriano assinado por Agnelo Queiroz, cheira tão mal quanto cozinha de restaurante oriental. |
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15 de jun. de 2012
As dez horas do governador Agnelo na CPMI
| BRASIL – Corrupção – CPMI CACHOEIRA As dez horas do governador Agnelo na CPMI Por duas horas a mais o governador do distrito Federal Agnelo Queiroz do PT, bateu, nesta quarta-feira, o recorde do tucano, Marconi Perillo, que havia passado oito horas, dando explicações a CPMI. O momento mais teatral do depoimento foi quando Agnelo colocou à disposição dos membros da CPI a quebra do seu sigilo bancário, telefônico e fiscal, que já está escancarado há muito, por outras investigações que apuram outras irregularidades do petista. Afinal, corruptos escaldados não deixam rastros bancários, fiscais ou telefônicos. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil Postado por Toinho de Passira Após o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) permitir, nesta quarta-feira, a quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário para colaborar com os trabalhos da CPI do Cachoeira, o governador de Goiás, Marconi Perillo, anunciou que permitirá aos membros da comissão a quebra dos mesmos sigilos. No entanto, em seu depoimento na terça-feira, Perillo não autorizou a comissão a ter acessos. A quebra de sigilos será votada nesta quinta-feira, durante sessão administrativa da CPI. O depoimento de Agnelo durou dez horas. Ele afirmou em diversas ocasiões que não tem qualquer tipo de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Sobre a Delta Construtora, ele explicou que sua administração teve só um contrato com esta empresa, feito pela administração anterior. E ressaltou que é vítima de uma perseguição política para tirá-lo do poder. - A organização aqui investigada tramou a minha derrubada. E não agiu sozinha. Valeu-se das falsas acusações plantadas no noticiário. Tudo com o objetivo de desgastar, desestabilizar e, por fim, me retirar do governo do Distrito Federal. Sobre o contrato da Delta com o governo do DF, Agnelo disse que era na área de coleta de lixo e varrição, e foi assinado em 9 de dezembro de 2010, ainda no período do então governador Rogério Rosso, quando Agnelo era apenas governador eleito. Na terça-feira a construtora foi considerada inidônea pela Controladoria Geral da União (CGU). Ao terminar a primeira parte da defesa, Agnelo colocou à disposição dos membros da CPI a quebra do seu sigilo bancário, telefônico e fiscal. Não é a primeira vez que o governador do DF permite a quebra de seu sigilo fiscal: em abril deste ano, ele concedeu a mesma permissão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Também em novembro do ano passado, o ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Agnelo e do então ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), entre outros investigados por suspeita de desvios de verbas do Programa Segundo Tempo. A quebra do sigilo foi solicitada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. - Sei que não é usual uma testemunha fazer o que peço. Mas ofereço dar a CPI todos os meus sigilos. Ouvi há alguns dias atras, de um homem do povo, o “velho adágio”, segundo o qual quem não deve não teme – disse o governador. Por volta das 17h, ao ser pressionado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) - que argumentava que Agnelo “poderia não cumprir com sua palavra”-, o governador do DF assinou a autorização para as quebras dos sigilos. Antes de Agnelo assinar, parlamentares do PT e PDT apresentaram um requerimento com pedido das quebras dos sigilos dos dois governadores, que deverá ser votado nesta quinta-feira. No entanto, após o anúncio da votação, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder do partido na Câmara, disse que o governador Marconi Perillo telefonou informando que também liberaria a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) elogiou o gesto de Agnelo Queiroz, e cobrou que a comissão vote o requerimento para a quebra do sigilo do tucano Marconi Perillo. - Eu creio que torna inevitável, amanhã, que a CPI proceda a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico também do governador Marconi Perillo – afirmou o senador. Já o deputado Carlos Sampaio (PSDB- SP) criticou Agnelo e classificou como política à decisão do petista. Ele justificou que o governador do DF já abriu o sigilo à Justiça podendo a CPI requerer os documentos. - Já que é nobre para quebrar o sigilo, deveria ser nobre também para se apresentar a essa CPI voluntariamente como o fez o governador Marconi Perillo – disse Sampaio. CONTRATOS COM A DELTA Sobre o contrato com a Delta para limpeza pública no DF, o governador ressaltou que esse contrato foi firmado antes de sua gestão, e mediante decisão liminar, determinada pela Justiça. Ele afirmou que 26 dias após tomar posse pediu auditoria nos serviços da limpeza. No último dia 6, o governo do DF notificou a empresa sobre o rompimento deste contrato. Agnelo rebateu a acusação de que teria, como governador eleito, enviado ofício a Rosso solicitando a prorrogação do contrato com a Delta. Segundo ele, o ofício pedia a prorrogação de contratos "essenciais" que vencessem em dezembro e janeiro. Agnelo afirmou que esse não era o caso da Delta, cujo contrato, com duração de 52 meses, venceria em 2015. - A empresa (Delta) foi desclassificada, e as outras empresas foram qualificadas, e assinaram contrato com a SLU ( Secretaria de Limpeza Urbana) . Veio a decisão judicial, que desqualificou o contrato. No lugar da Qualix e da Valor Ambiental, a SLU assinou contrato com a Delta. O preço baixo da Delta, de certo, tinha motivo para existir. Se os serviços fossem feitos ante um governo amigo, que permitisse ao lucro não ter fiscalização, permitia ter os preços baixos. Mas o governo eleito pelo povo do Distrito Federal não era amigo – disse Agnelo. Agnelo afirmou ainda que, em janeiro deste ano, iniciou a pesagem dos caminhões de lixo recolhido pela Delta, o que levou a uma redução de R$ 1 milhão nos pagamentos à empresa. Agnelo também afirmou que não conhece o presidente afastado da Delta, Fernando Cavendish: - Nunca encontrei com o sr. Fernando Cavendish. Nunca encontrei nem socialmente com ele. Nunca tomei café, nada. RELAÇÕES COM CACHOEIRA O governador do DF disse que se encontrou uma única vez com o contraventor Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e que isso ocorreu na época em que era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agnelo contou que esteve com Carlinhos Cachoeira durante visita de trabalho à empresa Vitapan, de propriedade do contraventor, em Anápolis (GO). O governador disse que, como diretor da Anvisa, visitava diversas empresas e que, na Vitapan, manteve contato com a equipe técnica. Agnelo enfatizou que não há ligação telefônica dele com Cachoeira nas gravações da PF. - Não tem uma ligação minha, não tem uma ligação comigo ou qualquer secretário meu, do Cachoeira ou do seu grupo diretamente. Voz, interceptação dessas pessoas. Portanto, sr. presidente (da CPMI, senador Vital do Rêgo), acredito que a apuração da Polícia Federal, que respeito muito, muito séria, detalhada, ela não deixa dúvida nenhuma - disse Agnelo. Segundo o governador, as informações divulgadas na imprensa sobre casas de jogos fora dos limites do DF são “infundadas”: - A história que hoje trago é a de um governo que vem sendo perseguido pelo crime organizado. AUMENTO DE PATRIMÔNIO Agnelo Queiroz afirmou que não há irregularidade em sua evolução patrimonial. Ele explicou que comprou a casa onde mora no período em que estava sem mandato, lembrando que tanto ele quanto a mulher são médicos e, portanto, teriam condições de adquirir o imóvel. O governador disse que a decisão de abrir mão de seus sigilos bancário e fiscal, além do telefônico, tem o objetivo de mostrar justamente isso. - O único período que não tinha mandato, que não estava cuidando da atividade pública, foi justamente o período em que fiz a aquisição, e isso ser considerado como se fosse um crime ou uma desonestidade, isso é inadmissível, não admito uma coisa dessas. Agnelo falou sobre o tema ao responder ao relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), que mencionou reportagem do GLOBO, do último domingo, que mostra que o patrimônio de Agnelo cresceu quase 12 vezes de 1998 a 2010. O governador disse à CPI que o ritmo de crescimento se deu nessa velocidade pelo fato de ser um patrimônio pequeno. - Não quero nenhum tipo de suspeição sobre a minha vida. Eu tenho uma história de vida. Fui deputado distrital, deputado federal, ministro de Estado de Esporte do presidente Lula, e diretor da Anvisa. Uma história como essa, com 30 anos de trabalho, como médico que sou, minha esposa também, já aposentada por tempo de serviço, é evidente que não posso ouvir aleivosias dessa ordem - disse o governador. ARAPONGAS Ao afirmar que foi vítima de arapongagem por um grupo que atua no "submundo do DF", o governador Agnelo Queiroz disse que vai investigar o caso a fundo. - Que os arapongas ponham as barbas de molho, porque vamos até as últimas consequências para pegá-los - afirmou. O petista chegou a afirmar que há um grupo criminoso que além de grampear faz dossiês. Ele disse que foi grampeado assim como outras 300 pessoas no Distrito Federal. - Eu fui vítima disso, grampeado também. Não só o meu como de 300 telefones pessoas do Distrito Federal. Essa prática criminosa da arapongagem, das montagens, dos dossiês. Somos vítimas disso. Repudio isso. Jamais posso admitir qualquer atitude que ocorra nesse sentido. Agora, tomei providência: instalei comissão de investigação na Polícia Civil para poder apurar rigorosamente essa política de arapongagem. |
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12 de fev. de 2012
Advogada liga Toffoli e Gilberto Carvalho a máfia do DF
| BRASIL – CORRUPÇÃO Advogada liga Toffoli e Gilberto Carvalho a máfia do DF Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane Araújo de Oliveira revela que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República como Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência e ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli (quando ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula) e que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa para conseguir material contra adversários políticos Foto: Fernando Cavalcante Postado por Toinho de Passira Nascida em Maceió, em uma família humilde, Christiane Araújo de Oliveira mudou-se para Brasília há pouco mais de dez anos com o objetivo de se formar em Direito. Em 2007, aceitou o convite para trabalhar no governo do Distrito Federal de um certo Durval Barbosa, delegado aposentado e corrupto contumaz que ficaria famoso, pouco depois, ao dar publicidade às cenas degradantes de recebimento de propina que levaram à cadeia o governador José Roberto Arruda e arrasaram com seu círculo de apoiadores. Sob as ordens de Durval, Christiane se transformou num instrumento de traficâncias políticas. No ano passado, depois de VEJA mostrar a relação promíscua entre o petismo e o delegado, Christiane foi orientada a sumir da capital federal. Relatos detalhados de suas aventuras com poderosos, no entanto, já estavam em poder do Ministério Público e da Polícia Federal. Na edição que chega às bancas neste sábado, VEJA revela o teor de dois depoimentos feitos pela jovem advogada no final de 2010.
Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane revelou que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República. Ela participava de festas de embalo, viajava em aviões oficiais, aproveitava-se dos amigos e amantes influentes para obter favores em benefício da quadrilha chefiada por Durval, que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos. Ela também contou como o governo federal usou de sua proximidade com essa máfia para conseguir material que incriminaria adversários políticos.
A advogada relatou que manteve um relacionamento com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula. Os encontros, segundo ela, ocorriam em um apartamento onde Durval armazenava caixas de dinheiro usado para comprar políticos – e onde ele eventualmente registrava imagens dessas (e de outras) transações. Christiane afirma que em um dos encontros entregou a Toffoli gravações do acervo de Durval Barbosa. A amostra, que Durval queria fazer chegar ao governo do PT, era uma forma de demonstrar sua capacidade de deflagrar um escândalo capaz de varrer a oposição em Brasília nas eleições de 2010. Ela também teria voado a bordo de um jato oficial do governo, por cortesia do atual ministro do STF, que na época era chefe da Advocacia Geral da União (AGU). Por escrito, Dias Toffoli negou todas as acusações. “Nunca recebi da Dra. Christiane Araújo fitas gravadas relativas ao escândalo ocorrido no governo do Distrito Federal.” O ministro disse ainda que nunca frequentou o apartamento citado por ela ou solicitou avião oficial para servi-la. Como chefe da AGU, só a teria recebido uma única vez em seu gabinete, em audiência formal.
Nas gravações, Christiane relatou ainda que tem uma amizade íntima com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. No governo passado, quando Carvalho ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula, ela pediu a interferência do ministro para nomear o procurador Leonardo Bandarra como chefe do Ministério Público do Distrito Federal. O pedido foi atendido. Bandarra, descobriu-se depois, era também um ativo membro da máfia brasiliense – e hoje responde a cinco ações na Justiça, depois de ter sido exonerado. Gilberto Carvalho também teria tentado obter do grupo de Durval material para alvejar os adversários políticos do PT. Ele nega todas as acusações, e disse a VEJA: “Eu não estava nesse circuito do submundo. Estou impressionado com a criatividade dessa moça.”
Há uma terceira ligação de Christiane com o petismo. Ela trabalhou no comitê central da campanha de Dilma Rousseff. Foi encarregada da relação com as igrejas evangélicas – porque é, ela mesma, evangélica e filha de Elói Freire de Oliveira, fundador da igreja Tabernáculo do Deus Vivo e figura que circula com desenvoltura entre os políticos de Brasília, sendo chamado de “profeta”. Com Dilma eleita, a advogada foi nomeada para integrar a equipe de transição. Mas foi exonerada quando veio à tona que ela teve participação na Máfia das Sanguessugas. Segundo o procurador que tomou um dos depoimentos de Christiane, o material que ele coletou foi enviado à Polícia Federal para ser anexado aos autos da Operação Caixa de Pandora. Um segundo depoimento foi tomado pela própria PF. Mas nenhuma das revelações da advogada faz parte oficial dos autos da investigação. A reportagem de VEJA, que reproduz imagens das gravações em vídeo, conclui com uma indagação: “Por que será?” |
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