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21 de jul. de 2014

'Me acode, Lula!' - Ricardo Noblat, para O Globo

BRASIL – Opinião
'Me acode, Lula!'
A semente do escândalo do mensalão caiu em terra fértil quando Lula, na companhia de José Alencar, seu futuro vice, assistiu à compra por pouco mais de R$ 6 milhões do apoio do PL do então deputado Valdemar Costa Neto.

Foto: Ed Ferreira/Agência Estado

TRINDANDE DO PT - Dirceu, Lula e Dilma, o diabo reuniu em dia inspirado

Postado por Toinho de Passira
Texto de Ricardo Noblat
Fonte: blog do Noblat

Quem disse indignado na semana passada: “A política está apodrecida no Brasil”?

E quem disse: “É preciso acabar com partidos laranjas, de aluguel, que utilizam seu tempo [de propaganda eleitoral no rádio e na TV] para fazer negócio"?

Por último, quem disse que deveriam “ser consideradas crime inafiançável doações de empresas privadas para partidos”?

Está de pé? Melhor sentar.Foi Lula quem disse. Acredite!

Estou de acordo: não é de hoje que Lula diz o contrário do que faz. Ou afirma algo que nega amanhã. Ou simplesmente reescreve fatos conhecidos.

Procede assim porque acha que a política é para ser feita assim. Aprendeu de tanto observar os costumes alheios quando era líder sindical ou político novato.

Aprendeu, também, depois de perder três eleições presidenciais seguidas.

Agora, chega! – concluiu em 1998 ao ser derrotado pela segunda vez por Fernando Henrique. Deve ser por isso que sempre o trata mal. Parece esquecido de que foi cabo eleitoral dele.

Adiante.

Lula mandou chamar à sua presença o presidente do PT, à época José Dirceu. E ordenou-lhe que jogasse as regras do jogo para elegê-lo. Não estava mais disposto a bancar o bobo.

A semente do escândalo do mensalão caiu em terra fértil quando Lula, na companhia de José Alencar, seu futuro vice, assistiu à compra por pouco mais de R$ 6 milhões do apoio do PL do então deputado Valdemar Costa Neto.

O negócio foi fechado em um apartamento de Brasília. Lula e Alencar ficaram no terraço. Dirceu, Delúbio Soares, tesoureiro do PT, e Valdemar, se trancaram num quarto.

O efeito devastador sobre o governo do escândalo do mensalão obrigou Lula a convocar uma cadeia nacional de rádio e de televisão para pedir desculpas aos brasileiros.

Uma vez terminado o julgamento do mensalão, disse que ele jamais existiu. E acusou o Supremo Tribunal Federal, cuja maioria dos ministros foi nomeada por ele, de ter se curvado à pressão da mídia.

Incoerência? Que nada. Esperteza!

Em 2005, Severino Cavalcanti (PP-PE), presidente da Câmara dos Deputados, renunciou ao cargo e ao mandato para escapar de ser cassado. Recebera um mensalinho pago pelo dono de um restaurante.

Lula saiu em defesa dele três anos depois. Afirmou que o respeitava muito. E culpou parte da “elite paulista” pela queda de Severino. Ainda não existia a “elite branca” capaz de vaiar Dilma.

A um amigo, em conversa recente, Lula referiu-se a Dilma como “aquela mulher”. Lamentou não ter combinado abertamente com ela que a substituiria já este ano como candidato a presidente.

Dilma conta a história de que consultou Lula sobre seu desejo de voltar ao poder. E diz que ele negou o desejo.

Antes de se lançar candidato do PSB à vaga de Dilma, Eduardo Campos ouviu de Lula que não disputaria a eleição.

O “Volta, Lula!” esfriou. O “Me acode, Lula!” só faz esquentar. Para tristeza de Dilma.

Ela imaginou que chegaria às vésperas da eleição deste ano menos dependente de Lula. Mas não. Em primeiro lugar, depende de Lula para se reeleger. Em segundo, do engenho e arte do seu marqueteiro.

O tempo de propaganda eleitoral de Dilma será três vezes maior que o de Aécio e cinco vezes maior que o de Eduardo. Por que?

Porque Lula costurou uma aliança de 10 partidos, a maioria de aluguel, que doou a Dilma seu tempo de propaganda em troca de dinheiro e de cargos no governo.

Se tudo der certo, Lula promete acabar com os meios reprováveis que teriam ajudado Dilma a se reeleger.

Você acredita?
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

23 de jun. de 2012

Ministro Toffoli: suspeito e impedido para julgar mensalão

BRASIL – Corrupção
Ministro Toffoli: suspeito e impedido para julgar mensalão
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que está examinando se vai pedir o impedimento ou a suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para participar do julgamento do mensalão. Os petistas capitaneados por Lula, querem que ele participe, contando com um voto favorável garantido. O ministro não pode participara porque antes de ser nomeado para o STF foi um subordinado íntimo de José Dirceu, o chefe da sofisticada quadrilha do mensalão. Para complicar a sua namorada, Roberta Rangel, foi advogada de um dos 38 réus do processo.


IMAGEM COMPROMETEDORA - Dias Toffoli, nos tempos de Advogado Geral da União, abraçado a Lula, o pai do mensalão. Dirceu, que patrocinou sua ida ao supremo, está agora cobrando a “alma” empenhada

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo, Blog do Merval

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel mandou um recado ao Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, dizendo que está examinando se vai pedir sua suspeição, e consequente afastamento no julgamento do mensalão. Ele afirmou que, se for o caso, fará isso no julgamento, marcado para começar em 1º de agosto.

Gurgel deixa claro que se o Ministro não sair por conta própria vai passar pelo vexame, de ver seus companheiros ministros decidirem se acatam uma preliminar do Procurador, banindo-o do julgamento.

— Isso será examinado em um momento oportuno. Temos que aguardar a afirmação do ministro — disse Gurgel.

O procurador Gurgel convenientemente afirmou que ainda não tem convicção formada sobre a conveniência da participação de Toffoli no caso.

O ministro Dias Tofoli, por sua vez, não está com pressa. Perguntado sobre o que vai fazer, respondeu:

— Ainda tenho as férias pra pensar.

Nesta quinta-feira, O GLOBO informou que setores do Ministério Público querem uma providência de Gurgel. Antes disso, perguntado sobre o assunto, o procurador-geral dizia que a decisão caberia só a Toffoli.

Segundo o Código de Processo Civil, um juiz deve se declarar suspeito para atuar em um caso se for amigo de uma das partes. Toffoli foi chefiado por um dos réus no processo do mensalão, o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, de 2003 a 2005. Além disso, Toffoli frequentava a casa de Dirceu.

A namorada de Toffoli, Roberta Rangel, foi advogada de um dos réus, o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), para quem fez inclusive sustentação oral no plenário do STF em agosto de 2007, quando os ministros transformaram o inquérito em ação penal.

Outra polêmica no caso surgiu com as recentes declarações do ex-ministro da Justiça do governo Lula, o advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, que hoje defende o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, um dos 38 réus do mensalão. Quando falava sobre corrupção e reforma política no programa “Ponto a ponto”, da TV Bandeirantes, no último dia 9, ele disse que o país chegaria “ao ponto em que a democracia, pela sua prática”, iria “resolver a questão” do mensalão.

“Lembremos que, no início do século passado, na Câmara dos Comuns do Reino Unido, havia um guichê onde os parlamentares recebiam o dinheiro, uma espécie de mensalão entre aspas da época”, afirmou Bastos, em seguida salientando que isso não havia impedido que a Inglaterra se tornasse um “país altamente democratizado”.

Essas declarações “passaram despercebidas, admitindo claramente a existência do mensalão”, opinou Merval Pereira em sua coluna de quinta-feira no GLOBO. Procurado pelo jornal, Bastos não quis comentar as suas declarações. A opinião entre especialistas consultados, porém, é consensual: o advogado foi infeliz em sua fala.

— Um ato falho. Ele era ministro na época em que o escândalo estourou e atuou como gerenciador daquela e de outras crises envolvendo o PT. O partido sempre lutou em negar o mensalão. Bastos acabou, assim, admitindo sua existência — disse o cientista político Rubens Figueiredo, da USP.

Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Unicamp, acha, porém, que tudo foi feito de “forma calculada”, para banalizar um julgamento que “tanto Bastos como o PT gostariam de protelar”:

— Ele é macaco velho, nada do que fala é espontâneo. Assim como Lula, tenta banalizar o mensalão, quer tirar o foco, minimizar sua importância. Afinal, defende um dos réus — diz Romano.

O ministro Dias Tofoli está entre a estrela do PT e a espada da credibilidade. Hoje está sentado na almejada cadeira de Ministro do Supremo graças a indicação do Presidente Lula, influenciado pelo seu ex-chefe e amigo José Dirceu. Os seus padrinhos não facilitam e dizem publicamente que querem sua participação no processo.

Se ele ceder á pressão petista e tentar seguir no julgamento, estará jogando sua carreira de ministro no lixo, além de poder passar pelo vexame supremo de ser retirado do processo, por seus companheiros.

Se declarar-se suspeito e não participar do julgamento, será considerado ingrato e padecerá da temível maldição petista, principalmente, se em função do julgamento, o seu padrinho, José Dirceu for condenado.

O mais conveniente será adoecer: podia comer uma feijoada dormida; deixar-se picar pelo mosquito da dengue ou fazer uma orquiectomia (cirurgia de remoção dos testículos). Qualquer coisa é melhor do que ficar nesta situação.


18 de jun. de 2010

BARRACO PETISTA: Senadora do PT cassada pela turma do Dirceu

BARRACO PETISTA
Senadora do PT cassada pela turma do Dirceu
A senadora Serys revela as mazelas internas do Partido dos Trabalhadores no Mato Grosso, e bate forte na direção nacional do PT e no deputado Carlos Abicalil, dirigente do PT do seu estado. A senadora não vai ter legenda para se candidatar a reeleição, por não fazer parte da patota do mafioso e sofisticado quadrilheiro José Dirceu, dono da antiga ala petista “Campo Majoritário” rebatizada de “Construindo um novo Brasil”, do qual o deputado Abicalil também faz parte.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Serys acusa o presidente regional do partido, o deputado Carlos Abicalil, integrante do antigo "Campo Majoritário" de traição, deslealdade e oportunismo

Toinho de Passira
Fontes: Congressso em Foco

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) vive uma situação inusitada entre os 54 senadores cujos mandatos terminam em fevereiro de 2011. É a única que não concorrerá à reeleição por decisão do próprio partido. Primeira mulher a conquistar uma vaga no Senado por Mato Grosso, em 2002, Serys acusa o presidente regional do partido, o deputado Carlos Abicalil, de traição, deslealdade e oportunismo e de ter se apropriado da legenda no estado.

A petista também ataca o comando nacional do PT, que, segundo ela, foi conivente com Abicalil na cassação de sua candidatura à reeleição.

A direção nacional do PT determinou a realização de prévias entre os dois parlamentares depois que o deputado e a senadora não chegaram a um acordo sobre quem seria o candidato do partido ao Senado. Por tradição, as legendas costumam dar prioridade à candidatura dos senadores em final de mandato.

No final de abril, Abicalil venceu a disputa interna com uma vantagem de aproximadamente 300 votos. Desde então, Serys contesta o resultado das prévias na Justiça, alegando irregularidade na votação.

Na entrevista ao Congresso em Foco, Serys não cita uma vez sequer o nome do colega de bancada, diz que não votará nele para senador.

”Você vota em traidor? Eu não voto em traidor, dispara a petista. É muito difícil, para mim, subir no palanque ao lado de um traidor, uma pessoa que puxou meu tapete, cassou meu mandato. Hoje, sou grande vítima de um algoz, que se apoderou do partido”. “Falou agora eu é que mando, eu que decido, eu que sou, e ponto, e que me jogou para fora, protesta a senadora.

Pedagoga, advogada e professora aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Serys admite voltar à sala de aula após concluir seu mandato, mas descarta deixar o PT. Coordenadora da bancada feminina no Congresso, ela é a atual segunda-vice-presidente do Senado.

Gaúcha radicada em Mato Grosso desde 1966, a petista é ligada à tendência “Mensagem ao Partido”, liderada pelo ex-ministro Tarso Genro e os deputados José Eduardo Cardozo (SP) e Henrique Fontana (RS).

A senadora diz estar preocupada com a predominância do antigo Campo Majoritário (tendência rebatizada de Construindo um novo Brasil), do qual Abicalil faz parte, nos rumos do PT.

Como se vê José Dirceu, o verdadeiro dono dessa banda podre petista, está tentando montar uma bancada própria dentro do Congresso, para a próxima legislatura, só com companheiros fieis aos seus ditames.

Pelo visto vamos ter muitas saudades da corrupção dos dias atuais.

Leia a entrevista e a matéria de Edson Sardinha com a senadora no Congresso em Foco


4 de jun. de 2010

OPINIÃO: Um poderoso Dirceu emerge das sombras

ELEIÇÕES 2010
Um poderoso Dirceu emerge das sombras
José Dirceu é um referencial de falta de moral do Partido dos Trabalhadores. O sacana mor. O guru do conchavo. Por isso foi chamado para por ordem na zona que estava a central de dossiês instalada no comitê de campanha da ex-ministra candidata de Lula. Começou tirando os poderes de Dilma, mostrando quem manda agora e mandaria depois se ela fosse vitoriosa

Ilustração Toinho de Passira

Toinho de Passira

A necessidade de intervenção de José Dirceu para consertar a suruba política que se instalou na central de dossiês do comitê da candidata Dilma acabou evidenciando muitas coisas.

A primeira delas é que a crise era grave. Dirceu, PHD em sacanagem, só é chamado para resolver questões extremas. Depois, que ele sabe como ninguém manipular os cordões da ex-ministra fantoche, escolhida por Lula para candidata.

Só mesmo José Dirceu para resolver os complexos problemas de uma central de dossiês desorganizada. Como um jogador de sinuca deu uma tacada de efeito futuro. Enquanto resolvia a questão de agora, eliminava a concorrência abrindo espaços, na eventualidade de vitória da companheira Dilma Dossieff.

Traduzindo, sua intervenção consistiu em expulsar do comando da campanha o núcleo mineiro, do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel e sua trupe, lá posto pela candidata, passando o bastão ao deputado estadual Rui Falcão (PT-SP), seu homem de confiança.

Isso poderia ter sido feito com reservas, sem estardalhaços, mas o estilo Dirceu não permite. A divulgação que foi ele quem pôs ordem na casa do lago, onde está instalada a central da campanha, vai lhe dá mais confiabilidade, nos outros conchavos, que está fazendo Brasil a fora, em nome da candidata, além de fazer transbordar o seu ego insaciável.

Não se pode imaginar, porém, que a intervenção de Dirceu, foi um ato moralizador, uma reprovação pela elaboração do dossiê. Sua reprovação foi ao fracasso e ineficiência de como foi tentado divulgar a difamação. Afinal dossiê bom é aquele que denigre o adversário e jamais se sabe a origem.

Registre-se, também, por ser da maior importância, que como interventor, José Dirceu, enquadrou também a companheira dos tempos da guerrilha. Mansamente ela se deixou conduzir, sem tentar salvar os seus protegidos do núcleo José Pimentel.

Dirceu é uma das poucas pessoas vivas que sabe o verdadeiro currículo guerrilheiro de Dilma, que se passava por Wanda, um bibelô dos aparelhos da Ação Libertadora Nacional, e serviçal de Carlos Marighella.

Como nesse período tanto a ex-ministra quanto Dirceu cometeram atos que preferem esconder da opinião pública, e como, no momento, ela tem mais a perder que ele, tacitamente, suas palavras soam chantageantes, como um dossiê vivo da história secreta de Wanda.

Por fim, ficou mais claro ainda, depois dessa intervenção, o espaço e o domínio que José Dirceu teria, num improvável e eventual governo de Dilma Dossieff.


5 de mar. de 2010

Por que o Ministro Toffoli queria soltar Arruda

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Por que o Ministro Toffoli queria soltar Arruda
Pela segunda vez, o jovem Ministro José Antônio Dias Toffoli, ex-advogado geral da União, votou a favor da “oposição”, até de forma isolada, como ontem, quando foi o único a votar pela libertação do Governador Arruda, ex-democratas. Estaria montando um perfil de Ministro sempre favorável aos políticos em dificuldades, para ninguém estranhar quando ele “liberar geral no julgamento do Mensalão do Partido dos Trabalhadores

Foto: Arquivo

INOCÊNCIA GENERALIZADA: Para o Ministro Toffoli, ao centro, todo mundo é inocente, de Azeredo a Arruda (a esquerda), estaria forjando uma “coerência” pessoal para inocentar José Dirceu e o resto do bando petista

Fontes: Terra Magazine, Portal Terra, Correio Braziliense, O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi o único a votar concedendo o habeas corpus ao governador afastado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). Apesar de todas as evidencias e da demonstrada influência que o governador exercia e sobre o Legislativo, pagando até mesada, sendo essa a essência das denúncias dos crimes de que é acusado, Toffoli entendeu que nenhum governador pode ser preso se os deputados não deixarem.

Não fica estranho que nenhum outro ministro tenha tido esse mesmo entendimento? Como disse a Procuradora Federal Deborah Duprat, na sustentação do seu parecer da manutenção da prisão, “fossemos deixar assim, nenhum governador, jamais será sequer investigado”.

Deborah adiantou ainda que algumas provas só conseguiram ser coletadas pela polícia após a prisão do governador.

Constitucionalmente a única autoridade que necessita de aprovação do legislativo para ser processada é o Presidente da República, essa foi a tese do relator Ministro Marco Aurélio, seguido pelos outros 9 ministros presentes ao julgamento, com exceção do décimo, Ministro Toffoli.

Para o ex-advogado Geral da União, Arruda estaria preso ilegalmente, pois a Câmara Distrital teria que autorizar o Superior Tribunal de Justiça a decretar a sua prisão preventiva.

No começo de dezembro passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia de suposto caixa dois na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - hoje senador - à reeleição ao governo de Minas Gerais, por 5 votos a 3, o recém chegado ao STF, José Antônio Dias Toffoli votou pelo arquivamento da peça.

Durante a sessão, o relator, ministro Joaquim Barbosa repreendeu o colega:

- Vossa excelência nem leu o meu voto. Os indícios do (mensalão mineiro) estão todos lá e o nem mesmo citou no seu voto.

Já havia antes do julgamento quem apostasse nesse posicionamento de Toffoli, como que se preparando para absolver toda a corja do mensalão petista, inclusive o seu padrinho e protetor José Dirceu.

Ninguém pode esquecer que enquanto o mensalão movimentava milhões pela Casa Civil, entre 2003 e 2005, sob a tutela do Chefe da sofisticada organização criminosa governamental, o ministro da Casa Civil, José Dirceu, o atual Ministro do Supremo, Dr. José Antônio Dias Toffoli era subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Teria sido também por influência do “lobbysta da Banda Larga”, Zé Dirceu, que em março de 2007 Tofolli voltou a cena, nomeado por Lula Advogado Geral da União, que acabou lhe abrindo espaço para ser Ministro do Supremo Tribunal Federal.

Seria uma ingratidão se o Ministro votasse pela condenação de José Dirceu. Por causa disso José Toffoli, pavimenta a estrada da inocência generalisada. Daqui até o mensalão ser julgado, o Ministro José Antônio Dias Toffoli vai adquirindo experiência e cara de pau, soltando, inocentando e absolvendo todo mundo que passar na sua frente.

Quem viver, verá.


28 de fev. de 2010

BRASIL: O maior lobista do país - Dirceu sob os holofotes

Brasil
O maior lobista do país - Dirceu sob os holofotes
José Dirceu, o "consultor" mais quente da República, aparece no meio de uma bilionária operação que pretende botar em pé uma empresa estatal de internet e, claro, fazer a fortuna de alguns bons companheiros

Foto: Eliaria Andrade/Ag. O Globo

DO OUTRO LADO DO BALCÃO Dirceu abandonou a militância e só pensa em sua "consultoria"

Fábio Portela e Ronaldo França
Fonte: Revista Veja

De tempos em tempos, o governo Lula se vê obrigado a explicar ne-gócios obscuros, lobbies bilionários, maletas de dinheiro voadoras e beneficiamento a grupos privados. Já é uma espécie de tradição petista. E o que une todos esses casos explosivos? José Dirceu, o ex-militante de esquerda e ex-ministro-chefe da Casa Civil que se transformou no maior lobista da República. Onde quer que brote um caso suspeito incluindo gente do PT e dinheiro alto, cedo ou tarde o nome de Dirceu aparecerá.

Ele tem se esgueirado nas sombras, como intermediador de negócios entre a iniciativa privada e o governo desde 2005, quando foi expurgado do cargo de ministro por causa do escândalo do mensalão. Sem emprego, argumentou que precisava ganhar a vida e se reinventou como "consultor", o eterno eufemismo para "lobista". Passou a oferecer, então, duas mercadorias: informação (dos tempos de Casa Civil, guarda os planos do governo para os mais diversos setores da economia) e influência (como o próprio Dirceu adora dizer, quando ele dá um telefonema para o governo, "é O telefonema"). Em ambos os casos, cobra bem caro por seus serviços.

Na semana passada, um dos serviços do "consultor" José Dirceu causou um terremoto em Brasília. Os jornalistas Marcio Aith e Julio Wiziack revelaram que ele está metido até a raiz dos cabelos implantados em uma operação bilionária para criar a maior operadora de internet em banda larga do país. O negócio está sendo coordenado pelo governo desde 2003 e vai custar uma montanha de dinheiro público – fala-se em até 15 bilhões de reais.

Deverá fazer a alegria de um grupo de investidores privados que, ao que tudo indica, tiveram acesso a informações privilegiadas e esperam aproveitar as ações do governo para embolsar uma fortuna. O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro. A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de "Bolsa Família da web".

Dirceu passou a defender a ideia de que a nova empresa fosse erguida a partir de outras duas, já existentes, mas que estavam em frangalhos: a Telebrás, que depois da privatização do sistema de telefonia, em 1998, ficou sem função, e a Eletronet, dona de uma rede de fibra óptica que cobre dezoito estados.

A Eletronet era uma parceria da Eletrobrás e da americana AES, mas, por ser deficitária, estava em processo de falência. O projeto de Dirceu era capitalizar as duas companhias e fazer com que a Telebrás oferecesse internet em alta velocidade usando a rede da Eletronet.

O presidente Lula aprovou a proposta – afinal, não é todo dia que se antevê uma estatal inteira, pronta para ser aparelhada. Apesar de o projeto ter sido desenhado em 2003, só começou a se tornar público em 2007. E este foi o pulo do gato: quem ficou sabendo dos planos oficiais com antecedência teve a chance de investir nas ações das duas empresas e, agora, poderá ganhar um bom dinheiro com o desenlace do plano.

Fotos O Globo e Mario Souza e Bertrand Langlois

LISTA EXTENSA -  Daniel Birmann, rei do biodiesel de mamona, e o russo Boris Berezovsky também são clientes do petista

. O maior beneficiário em potencial atende pelo nome de Nelson dos Santos – lobista, como Dirceu, mas de menor calibre. Em 2004, Santos (ainda não se sabe por qual canal) tomou conhecimento da intenção do governo de usar a Eletronet para viabilizar o sistema de banda larga. A maior parte do capital da Eletronet (51%) estava nas mãos da AES. Santos conhecia bem a companhia: em 2003, havia feito lobby para renegociar uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da AES com o BNDES, e teve sucesso.

Quando descobriu que a falida Eletronet poderia virar ouro, convenceu a direção da AES a lhe repassar suas ações na empresa pelo valor simbólico de 1 real. A AES topou. Achou que estava se livrando de um problemão, pois a Eletronet acumulava dívidas de 800 milhões de reais. Na reta final do negócio, Santos foi surpreendido por três outros grupos que também se interessaram pela compra – o GP Investimentos, a Cemig e a Companhia Docas, do empresário Nelson Tanure –, mas o lobista venceu a disputa. Por orientação dele, as ações da AES na Eletronet foram transferidas à Contem Canada.

VEJA descobriu que a Contem de Canadá só tem o nome. Ela é uma offshore controlada por brasileiros que investem no setor de energia. Como está fora do país, ninguém sabe ao certo quem são seus cotistas. Posteriormente, metade dessas ações foi repassada à Star Overseas, outra offshore, das Ilhas Virgens Britânicas, pertencente a Santos. Offshore é a praia de Dirceu.

Com essa negociação amarrada, Santos e seus companheiros da Contem passaram a viver, então, a expectativa de que parte do dinheiro público a ser investido na Eletronet siga diretamente para seus bolsos. Para se certificar de que as iniciativas oficiais confluiriam para seus interesses, contrataram os serviços de quem mais entendia desse tipo de operação no país: José Dirceu, o "consultor".

Entre 2007 e 2009, Santos lhe pagou 20 000 reais por mês, totalizando 620 000 reais. O contrato entre os dois registra o seguinte objeto: "assessoramento para assuntos latino-americanos". Se tudo corresse como o planejado, a falência da Eletronet seria suspensa e a empresa, incorporada pela Telebrás. Santos e os outros cotistas da Contem seriam, assim, ressarcidos.

O lobista calculava sair do negócio com 200 milhões de reais. O que Dirceu fez exatamente por seu cliente é um mistério. O que se sabe é que em 2009 o governo tentou depositar 270 milhões de reais em juízo para levantar a falência da Eletronet e passar a operar sua rede. O caso embolou porque os credores da empresa alegaram que, se algum dinheiro pingasse, deveria ser deles, que forneceram os materiais usados na rede de fibras ópticas, e não do grupo do lobista. O imbróglio segue na Justiça.

O MAIS RICO - O mexicano Carlos Slim pagou pela consultoria do ex-ministro
Paralelamente, houve quem ganhasse na outra ponta do negócio, a da Telebrás – que está cotada para operar o sistema de banda larga e, portanto, também pode vir a valer muito dinheiro. Antes de o PT chegar ao poder, o lote de 1 000 ações valia menos de 1 centavo de real. No decorrer do primeiro mandato de Lula, o preço subiu para 9 centavos por lote. No segundo mandato, veio o grande salto. Figuras de proa do governo começaram a fazer circular, de forma extraoficial, informações sobre o resgate da Telebrás.

As ações dispararam com a especulação. Sua valorização já chega a 30 000%, sem que nenhuma mudança concreta tenha sido realizada. Tudo na base do boato. O caso é tão estranho que levantou a suspeita da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por manter a lisura no mercado de ações.

A CVM quer saber quem se beneficiou desse aumento estratosférico e, principalmente, se esses investidores tiveram acesso a informações privilegiadas saídas de dentro do Palácio do Planalto.

A explosiva criação da estatal de banda larga é só mais um dos muitos negócios em que Dirceu está metido. Desde que foi defenestrado do governo, o ex-militante de esquerda foi contratado por alguns dos empresários mais ricos do planeta para "prestar consultoria".

O magnata russo Boris Berezovsky, proibido pela Justiça de seu país de voltar para casa, contratou Dirceu para tentar receber asilo político no Brasil e facilitar suas operações financeiras por aqui.

O terceiro homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim, dono da Claro e da Embratel, pagou a Dirceu para que ele defendesse seus interesses junto aos órgãos reguladores da telefonia brasileira.

No Brasil, sua lista de "clientes" inclui a empreiteira OAS, a Telemar (que o contratou quando precisava convencer o governo a mudar a legislação brasileira para viabilizar sua fusão com a Brasil Telecom), a AmBev, e muitos outros pesos-pesados. A atuação tão animada de Dirceu vem causando arrepios no governo.

"Fazer lobby e aproveitar contatos no exterior para ganhar dinheiro, tudo bem. Mas fazer tráfico de influência com informação privilegiada do governo é um risco enorme", avalia um dirigente petista. As "consultorias" de Dirceu podem se tornar uma bomba para o PT durante as eleições deste ano.

OS NEGOCIOS DE DIRCEU

O consultor José Dirceu já declarou que, “modéstia à parte”, quando ele dá um telefonema par o governo “é O telefonema”. Algumas das empresas e empresários que contrataram o ex-ministro para que ele fizesse suas valiosas ligações:

Em 2006 - Boris Berezovsky, maganata russo cujo enroladíssimo prontuário, que inclui corrupção e até assassinato, impede que ele pise na terra natal.

DIRCEU ajudou o magnata, que vive na Inglaterra, a se instalar no Brasil como asilado político e facilitar as operações de sua offshore, a MSI, que havia se associado ao Corinthians.

Em 2006 - O mexicano Carlos Slim um dos homens mais ricos do mundo dono da Claro e da Embratel.

DIRCEU defendeu seus interesses junto aos órgão reguladores da telefonia no Brasil, especialmente Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

Em 2007 – O banqueiro Daniel Birmann dono do Grupo Arbi

DIRCEU facilitou um empréstimo do BNDES que viabilizasse a parceria entre a empresa de Birmann e a Petrobras. O projeto para produzir biodiesel a partir do óleo de mamona, mostrou-se um fracasso.

Em 2007 - Telemar

DIRCEU Facilitou o processo de fusão da empresa com a Brasil Telecom

Em 2008 - Ricardo Salinas empresário mexicano dono da rede Elektra e do Banco Azteca

DIRCEU intermediou as negociações para a entrada de suas empresas no país.

Em 2009 - Grupo Ongoing conglomerado de mídia português

DIRCEU viabilizou o lançamento do jornal financeiro Brasil Econômico e de uma publicação diária em Brasília voltada para a cobertura do poder.

A JOGADA DA BANDA LARGA

Quando era ministro da Casa Civil, José Dirceu encampou uma idéia mirabolante: unir duas empresas depauperadas, - a Telebrás e a Eletronet – para montar uma enorme operadora de internet em banda larga. Os custos, evidentemente, seriam pagos pelo governo. E quem tivesse participação nas empresas poderia ganhar um bom dinheiro com a operação. Expurgado do governo Dirceu continuou seguindo o caso, como “consultor”.

TELEBRÁS - Desde a privatização das teles, em 1998, a Telebrás é uma empresa que se arrasta sem rumo. Administra alguns fundos públicos, e só. Suas ações valiam menos que farelo em 2003, quando o PT chegou ao poder. Discretamente, Dirceu coordenou a criação de um plano para despejar bilhões de reais na empresa e ressuscitá-la, agora na condição de a maior operadora de banda larga do país. Se isso ocorrer, a empresa se tornará uma das mais valiosas do Brasil. Por esse motivo, seus papéis vêm experimentando uma alta sem precedentes.

ELETRONET - Criada em 199, em uma associação da Eletrobrás com a americana AES, possui uma rede de 16 000 quilômetros de fibras ópticas, em 18 estados. Em 2003, os sócios pediram falência, pois o negócio era deficitário – acumula, até hoje, dívidas de 800 milhões em reais. José Dirceu viu aí uma oportunidade. Ele passou a defender a idéia de que a operação de banda larga da Telebrás fosse feita por meio da rede Eletronet.

Logo depois, a participação da AES na empresa (que era de 51%) foi repassada a uma obscura companhia chamada “Contem Canada” – na verdade, Veja apurou tratar-se de um fundo offshore controlado por brasileiros – e ao lobista Nelson dos Santos. Entre 2007 e 2009, o lobista pagou 620 000 reais a Dirceu a título de “consultoria”.

TELENET -  Se o negócio vingar, Dirceu terá coordenado a criação da maior empresa do país no ramo da internet, sob controle estatal. Com isso, vai encher os bolsos de quem comprou papéis da Telebrás nos últimos anos. Outro que pode se dar muito bem é o lobista Nelson dos Santos. Por ser detentor de ações da Eletronet, ele projeta sair do negócio com até 200 milhões de reais no bolso, embora o governo jure que ele não ganhará nada com a conclusão do acordo, pois o dinheiro investido na Eletronet seria usado apenas para pagar dívidas da companhia.


23 de fev. de 2010

José Dirceu, o lobista de ouro da banda larga

BRASIL
José Dirceu, o lobista de ouro da banda larga
O ex-ministro da Casa Civil, o conhecido chefe de uma sofisticada organização criminosa, está envolvido na trama da surpreendente banda larga do governo Lula, que fez as ações da Telebras subirem magicamente 35.000%, como lobista de uma empresa chamada “Star Overseas Ventures”, que tem sede nas suspeitíssimas Ilhas Virgens Britânicas.

Foto: Elza Fiuza/Abr com alteração de Toinho de Passira

LOBISTA RI À TOA: Justiça seja feita, não acontece nenhuma grande tramóia nesse país, nos últimos sete anos, sem que o ex-ministro José Dirceu não tenha contribuído com a sua experiência

Fontes: Folha de São Paulo, Paradise Islands

A Folha de São Paulo flagrou o ex-ministro José Dirceu recebendo pelo menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial privado que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo.

O dono da Star Overseas Venture, Nelson dos Santos, foi quem pagou a grana ao ex-ministro e já disse que não foi para fazer lobby, mas, não disse e não está obrigado, por enquanto, a dizer, para que foi.

O que tanto sabe José Dirceu para que uma empresa lhe pague tanto dinheiro por “serviços” prestados? A experiência empresarial de Dirceu foi de ter ajudado a sua ex-mulher a administrar um modesto bazar em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná, quando estava na clandestinidade, daí a assessorar uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas...

Tanto a trajetória da Star Overseas quanto a decisão de Santos de contratar Dirceu, deputado cassado e réu no processo que investiga o mensalão, expõem a atuação de uma rede de interesses privados junto ao governo paralelamente ao discurso oficial do fortalecimento estatal do setor.

Em 2005, a "offshore" de Santos comprou, por R$ 1, participação em uma empresa brasileira praticamente falida chamada Eletronet. Com a reativação da Telebrás, Santos poderá sair do negócio com cerca de R$ 200 milhões, segundo a Folha de São Paulo.

Constituída como estatal, no início da decada de 90, a Eletronet ganhou sócio privado em março de 1999, quando 51% de seu capital passou para a americana AES. Os 49% restantes ficaram nas mãos do governo. Em 2003, a Eletronet pediu autofalência porque seu modelo de negócio não resistiu à competição das teles privatizadas.

Resultado: o valor de seu principal ativo, uma rede de 16 mil quilômetros de cabos de fibra óptica interligando 18 Estados, não cobria as dívidas, estimadas em R$ 800 milhões.

Diante da falência, a AES vendeu sua participação para uma empresa canadense, a Contem Canada, que, por sua vez, revendeu metade desse ativo para Nelson dos Santos, da Star Overseas, transformando-o em sócio do Estado dentro da empresa falida.

Foto: Divulgação

Vista de Road Town, localizada na ilha de Tortola, a capital das Ilhas Virgens Britânicas, área de influência de José Dirceu

A princípio, o negócio de Santos não fez sentido aos integrantes do setor. Afinal, ele pagou R$ 1 para supostamente assumir, ao lado do Estado, R$ 800 milhões em dívidas.

Em novembro de 2007, oito meses depois da contratação de Dirceu por Santos, o governo passou a fazer anúncios e a tomar decisões que transformaram a sucata falimentar da Eletronet em ouro. Isso porque, pelo plano do governo, a reativação da Telebrás deverá ser feita justamente por meio da estrutura de fibras ópticas da Eletronet.

Outro ponto que espanta os observadores desse processo é que o governo decidiu arcar sozinho, sem nenhuma contrapartida de Santos, com a caução judicial necessária para resgatar a rede de fibras ópticas, hoje em poder dos credores.

Até o momento, Santos entrou com R$ 1 na companhia e pretende sair dela com a parte boa, sem as dívidas. Advogados envolvidos nesse processo estimam que, com a recuperação da Telebrás, ele ganhe cerca de R$ 200 milhões.

Um sinal disso aparece no blog de José Dirceu: "Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet, uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, "joint venture" entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma associação de empresas elétricas da Eletrobrás".

O ex-ministro não mencionou o nome de seu cliente nem sua ligação comercial com o caso. O primeiro post de Dirceu no blog se deu no mês de sua contratação por Santos, março de 2007. O texto mais recente do ex-ministro sobre o assunto saiu no jornal "Brasil Econômico", do qual é colunista, em 4 de fevereiro passado.

O presidente Lula manifestou-se publicamente sobre o caso em discurso no Rio de Janeiro, em julho de 2009: "Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo pegar de volta", disse na ocasião.

Lula não mencionou que, para isso, terá de entrar em acordo com as sócias privadas da Eletronet, entre elas a Star Overseas, de Nelson dos Santos, que contratou os serviços de Dirceu.

Enquanto o governo não define de que forma a Eletronet será utilizada pela Telebrás, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) conduz uma investigação para apurar se investidores tiveram acesso a informações privilegiadas.

Entre 31 de dezembro de 2002 e 8 de fevereiro de 2010, as ações da Telebrás foram as que mais subiram, 35.000%, contando juros e dividendos, segundo a consultoria Economática.

Estranhamos não ter sido encontrada ainda a participação de Lulinha, um dos gênios das telecomunicações, em tão lucrativo negócio.

Algo nos diz, que talvez Dirceu seja mais que um simples assessor nessa tramóia. Afinal o nome da empresa é “Star Overseas Venture”, que pode ser traduzido romanticamente como uma ”Estrela se aventurando para além mar”. Será que essa estrela aventureira seja aquela mesma que é símbolo de um partido?


14 de nov. de 2009

REINVENTANDO A HISTÓRIA: Teoria da conspiração do mensalão

REINVENTANDO A HISTÓRIA
Teoria da conspiração do mensalão
Ao afirmar que o mensalão foi um "golpe" para derrubá-lo, Lula distorce a realidade e dá um salvo-conduto para a volta dos mensaleiros do PT

Fotos Divulgação Rede TV e Cristiano Mariz

FICÇÃO E REALIDADE
Lula chorou na entrevista em que negou um crime que tem quarenta indiciados sendo julgados no STF, entre eles José Genoíno

Otávio Cabral
Fonte: Revista Veja

No que depender do presidente Lula, a história do mensalão – o esquema de corrupção montado no governo dele para subornar parlamentares com dinheiro desviado dos cofres públicos – será integralmente reescrita. Na nova versão, o PT, o governo, os deputados e o próprio presidente da República teriam sido vítimas de uma terrível conspiração planejada e executada pela oposição. Marcos Valério, aquele publicitário mágico que fazia aparecer dinheiro no caixa do partido, seria um sabotador a serviço dos inimigos. O escândalo do mensalão foi o momento mais dramático enfrentado por Lula em sete anos de governo. Seus principais assessores caíram por corrupção e respondem a processo por formação de quadrilha. Acuado, o presidente chegou a ser aconselhado por aliados a desistir da reeleição em troca da preservação de seu primeiro mandato. Lula conseguiu contornar a crise, reeleger-se e tornar-se o presidente mais popular da história. Agora, quer aproveitar a onda para limpar também a mancha na biografia. Em entrevista a um programa político da RedeTV!, o presidente disse que o mensalão foi uma tentativa de golpe: "Foi a maior armação já feita contra o governo".

Reescrever a história é uma tentação muito comum de governos autoritários. Em democracias, a tarefa é um pouco mais complicada. Não basta repetir uma versão amalucada qualquer para transformá-la em verdade. Perguntado sobre os detalhes da teoria da conspiração, o presidente diz que vai se inteirar do assunto apenas depois de deixar o Planalto. Vai ser uma investigação histórica interessante. Que conspiração levaria um banco a abrir uma agência em Brasília apenas para atender parlamentares de diversos partidos? Que conspiração obrigaria parlamentares a formar filas no caixa desse banco para receber dinheiro vivo, sem origem conhecida? Que conspiração faria com que o PT aceitasse espontaneamente que a campanha de Lula fosse paga pelo "espião Valério" com recursos depositados em contas clandestinas no exterior? Se o presidente Lula não sabia de nada sobre o mensalão, como sempre garantiu, ele foi realmente vítima de um golpe, mas um golpe conduzido pelos seus próprios companheiros de partido e aliados políticos.

O deputado José Genoíno era o presidente do PT e assinou os contratos que serviram de fachada para justificar o dinheiro do mensalão. O deputado João Paulo Cunha era presidente da Câmara e foi o responsável por introduzir Marcos Valério nas hostes petistas. Os dois estão entre os quarenta réus do processo que corre no Supremo Tribunal Federal, acusados de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. Mas, no mundo de Lula, são vítimas de uma conspiração dos tucanos. Assim, tocam sua vida e hoje são deputados influentes da base governista e na campanha de Dilma Rousseff. Perderam o status, mas não o poder. Agindo nos bastidores, João Paulo e Genoíno continuam no centro das principais articulações que envolvem o governo e a sucessão presidencial.

A dupla também tem planos de resgate da própria biografia. Genoíno, que disse ter assinado sem ler o contrato do mensalão, trabalha para ser o líder da bancada do PT em 2010. João Paulo, que mandava a própria esposa entrar na fila da agência do banco do mensalão e ainda disse que ela ia lá para pagar a conta da TV por assinatura, quer voltar à presidência da Casa em 2011. Ambos já foram tratados como injustiçados pelo presidente. Em sua tentativa de escrever a história ao seu modo, Lula desmente até a pessoa em quem mais confia – Gilberto Carvalho, seu chefe de gabinete. Em entrevista a VEJA, em 2008, Gilberto revelou como Lula foi aconselhado a abrir mão da reeleição em troca da manutenção de seu mandato. Lula disse que jamais recebeu tal proposta.

Ilustração Toinho de Passira – restaurada dos tempos do mensalão


*Alteramos parte do título original, acrescentando “REINVENTADO A HISTÓRIA”

28 de mai. de 2009

Thomaz Bastos diz que "mensalão" nunca existiu

Thomaz Bastos diz que "mensalão" nunca existiu
O ex Ministro está mentindo, para tentar defender o chefe da quadrilha petista José Dirceu. Bastos nunca teve dificuldades em mentir, afinal ele é um advogado criminialista

Foto: Elza FiúzaAbr

O ex-ministro da Justiça, Thomaz Bastos, como bom criminalista está sempre treinando em falsear a verdade. Seu oficio é mentir. É um dos mais bem sucedidos mentirosos do país, ficou milionário, de tanto entortar a verdade nos processos judiciais que defendeu.
Seu ídolo é Lula

Fontes: Folha Online, Portal Febril, Folha de São Paulo , EFE, Veja

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos foi ao Fórum Criminal Federal de São Paulo, depor como testemunha de defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, e afirmou ter convicção de que o "mensalão" não existiu.

Dirceu é apontado como chefe de um esquema de pagamento de propina a parlamentares para influenciar votações no Congresso a favor do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como vai negar a existência do crime, o advogado de defesa de José Dirceu optou por apresentar testemunhas, como Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, que não falarão do fato em si, assumindo o papel de uma "testemunha da imagem". "Ele (Dirceu) é um sujeito disciplinado e preparado. Nunca o vi trabalhar menos de 12 horas na Casa Civil", comentou a testemunha nada acrescentando ao processo.

Thomaz Bastos é um dos grandes advogados criminalistas do Brasil, enquanto Ministro da Justiça, tirou o governo de algumas encrencas federais, pediu para sair do ministério, pois viu que estava perdendo dinheiro em continuar Ministro, fazendo expediente duplo, durante o dia era Ministro da Justiça e de noite, nos bastidores era advogado de defesa dando coberturas e arranjando saídas para as “cagadas” do governo.

Charge de Laílson – Diário de Pernambuco (PE)

Foi ele que acalmou Lula e o tirou de uma grande vexame quando o presidente, todo poderoso, no inicío do mandanto queria expulsar o jornalista americano, Larry Rohter, do The New York Times, que fez uma matéria dizendo que "Hábito de bebericar do presidente vira preocupação nacional". (Veja a matéria original traduzida)

O então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, estava na Suíça Lula foi assessorado por Luiz Gushiken e José Dirceu, e o próprio Lula aloprou ao extremo no momento em que "alguém disse que me expulsar era inconstitucional porque minha mulher é brasileira, diz Rohter no seu livro, Lula replicou batendo na mesa e berrando, exaltado, ‘Que se foda a Constituição! Quero que ele vá embora!’".

Rohter permaneceu no país, graças a um pedido de habeas corpus impetrado pelo então senador Sérgio Cabral e aceito pelo juiz Francisco Peçanha Martins, do Superior Tribunal de Justiça.

O governo recuou, buscando um acordo com o New York Times – que Márcio Thomaz Bastos vendeu como um pedido de desculpas do jornal.

O próprio mensalão seria um escandalo sem precedentes na história do país, muito mais do que acabou sendo, se não fora a pronta intervenção do Ministro Thomaz Bastos, ou melhor do advogado criminalista.

Quando as viceras do mensalão ficaram expostas, parecia o fim do mundo. Milhões inexplicaveis circulavam pela presidência do Partido dos Trabalhadores, o “inatacável” José Genoíno não tinha explicações para o empréstimos milionários em nome do partido, com sua assinatura, no banco rural; o empresário careca mineiro Marcos Valerio, dono e sócio de dezenas de empresas, fornecia milhões e mais milhões ao Partido dos Trabalhadores e a outros partido da base aliada e a miúde distribuia grana ala a um “bando” de deputados da base aliada do governo Lula.

Charge de Laílson – Diário de Pernambuco (PE)

O estranho tesoureiro do PT Delúbio Soares, dopado, vai depor na CPI dos Bingos, a chamada CPI do fim do mundo, onde a oposição estava mandando e desmandando, e instruido por Thomaz Bastos, com uma curta frase, deu novo rumo a questão, e pos todo mundo a salvo, e impune até hoje:

“-Esse dinheiro não era corrupção, era “verba não contabilizada” que estava sendo usada em campanhas políticas.

Delúbio assumiu solitariamente que fazia sem comunicar a ninguém um baita “Caixa 2” de campanha, e como crime eleitoral não tem punições que levem condenados a cadeia, e como ele não tinha mandato eletivo, todo mundo acabou escapando.

Charge de Laílson – Diário de Pernambuco (PE)

Ainda existe esse processo rolando aí no STF, como os quarenta indiciados, já reduzidos a 38 e que vai acabar não dando em nada.

Bastos também, transformou o escândalo da Mansão dos lobistas de Ribeirão Preto, instalada as margens do lago Paranoá, em Brasília, que era um consorcio criminoso entre o então Ministro da Fazenda, Antônio Palocci e antigos colaboradores dos tempos da corrupção do lixo da prefeitura da cidade do interior paulista, na insípida quebra de sigilo bancário do caseiro.

Charge de Laílson– Diário de Pernambuco (PE)

Aconselhou Antônio Palocci a sair de cena, para que as outras investigações acusações perdessem o interesse imediato. É muito mais fácil defender um ex-ministro que perdeu o ministério, que já parece um castigo mais que suficiente, por uma “suposta acusação de ter mandado quebrar um sigilo bancário” que alguém acusado de formação de quadrilha e corrupção usando o Ministério da Fazenda.

Com a renúncia de Palocci do Ministério não se levou mais a fundo as investigações sobre as outras acusações. Como é muito difícil provar que o Ministro mandou quebrar o sigilo do caseiro, Antônio Palocci está em vias de ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, um tribunal que, diga-se de passagem, jamais condenou um político.

milagroso Thomaz Bastos tirou o petista de Ribeirão Preto, de uma encrenca devastadora, transformando-o em um inocente cidadão, com atestado fornecido pelo Supremo Tribunal Federal, as vésperas de um ano eleitoral.

Charge de Laílson – Diário de Pernambuco (PE)

O presidente Lula vai precisar muito de Thomaz Bastos, quando um dia deixar o governo, para explicar como ficou bilionário enquanto presidia o Brasil.


Ilustramos com Charge do pernambucano Laílson, um dos mais geniais artistas do humor político brasileiro, publicadas no Diário de Pernambuco. Ao que sabemos Laílson dedica-se hoje a outro ramo de atividade, mas seus traços faz muita falta, ao humor crítico do país.