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28 de nov. de 2013

Acidente na Arena do Corinthians faz jornais internacionais questionarem capacidade do Brasil

BRASIL - Copa 2014
Acidente na Arena do Corinthians faz jornais internacionais questionarem capacidade do Brasil
Será que o Brasil está preparado para sediar grandes eventos, Copa do Mundo, Olimpíadas ? – pergunta o jornal britânico Financial Times, diante do acidente em São Paulo que matou dois operários

Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Acidente mortal no Estádio levanta preocupação sobre a Copa do Mundo do Brasil - diz o The New York Times

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Uol, The Guardian, The New York Times, Finacial Times

Vários jornais internacionais nesta quinta-feira deram destaque ao acidente com um guindaste na Arena do Corinthians, em São Paulo, que matou dois operários.

O diário financeiro britânico Financial Times afirma que o incidente "levanta questões sobre a capacidade do Brasil de sediar os dois grandes eventos esportivos para os quais se prepara".

O jornal ressalta que o país "vem lutando" para entregar a infraestrutura necessária para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas e que as construtoras "trabalham contra o relógio" em estádios e aeroportos para que o país fique pronto a tempo.

Acrescenta que o relacionamento do Brasil com a Fifa está "sob pressão" desde os protestos que tomaram as ruas brasileiras durante a Copa das Confederações.

"Quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa e as Olimpíadas há alguns anos, esses eventos foram vistos como uma chance para o país exibir sua economia ascendente e o recente crescimento", avalia o FT.

"No entanto, à medida que o crescimento desacelera, (os protestos) se tornaram um foco para ressentimento entre muitos brasileiros, que argumentam que o dinheiro deveria ser gasto em melhorias dos serviços públicos".

Em sua reportagem sobre o acidente de quarta-feira, o americano The New York Times também ressalta a relação entre a organização da Copa e os protestos, afirmando que o alto custo dos estádios fomentou "a ira dos manifestantes e questionamentos sobre as prioridades de uma nação em que escolas e hospitais públicos estão em condições lamentáveis".

O jornal ainda afirma que, com o último incidente, os organizadores da Copa estão agora se questionando sobre a segurança dos funcionários envolvidos em suas "tentativas frenéticas" de finalizar os estádios.

Foto: Reinaldo Canato/UOL

Segundo funcionários, o Corpo de Bombeiros demorou cinco minutos para chegar ao local

'Revés mortal'

Para o jornal britânico The Guardian, o acidente no estádio que vai sediar a abertura da Copa representa um "revés mortal" nas preparações do Mundial.

"O fato de o acidente ter ocorrido a uma semana do sorteio que vai definir os grupos do campeonato reacende preocupações sobre a segurança da infraestrutura e o passo lento das construções dos estádios".

Ainda para o Guardian, o episódio é o último de uma longa lista de atrasos e fatalidades nos projetos de construção da Copa e "é claramente um constrangimento para o Brasil, (a construtora) Odebrecht e outros responsáveis pelo projeto".

O jornal lista outros tropeços nos projetos do Mundial, entre os quais os atrasos na entrega do Maracanã, a suspensão temporária do amistoso entre Brasil e Inglaterra, em maio, devido a riscos para a segurança dos torcedores no entorno do estádio, e o desabamento parcial do teto do estádio Fonte Nova, em Salvador, após fortes chuvas, em abril.

2 de ago. de 2013

Foram libertados hoje, os últimos cinco corintianos, ainda presos na Bolivia

BRASIL - BOLÍVIA
Libertados os cinco últimos corintianos presos, na Bolivia, acusados da morte de um torcedor boliviano
Foram postos em liberdade, hoje, sexta-feira, os cinco corintianos, integrantes do grupo de 12, acusados de envolvimento no disparo do sinalizador que matou um jovem torcedor boliviano numa partida pela Libertadores a América. O Corinthians pagou US$ 50 mil (R$ 110 mil) em indenização à família da vítima, numa negociação intermedia pela justiça boliviana e os advogados de defesa do clube, o que permitiu a que a justiça boliviana aceitasse libertar os torcedores.

Foto: Victor Gutierrez/La Razon

Os cinco torcedores libertados hoje: Cleuter Barreto Barros, Leandro Silva de Oliveira, José Carlos da Silva Júnior, Marco Aurélio Nefreire e Regínaldo Coelho, estavam presos desde 20 de fevereiro, passaram cinco meses e dois dias trancafiados

Postado por Toinho de Passira
Fontes: La Razon, Veja, El Deber, Estadão, Radio Fides

A justiça boliviana concedeu na tarde desta sexta-feira liberdade aos cinco torcedores do Corinthians que ainda estavam presos na penitenciária de Oruro, na Bolívia. Os brasileiros eram acusados de participação na morte do garoto Kevin Espada, 14 anos, atingido por um sinalizador que teria sido disparado por eles. O caso aconteceu em fevereiro deste ano. Em nota divulgada nesta noite, o Ministério da Justiça informou que os cinco brasileiros devem retornar ao Brasil neste fim de semana. No trajeto, eles serão acompanhados por um defensor público.

A libertação dos jovens foi concedida após a justiça boliviana ter negado os recursos apresentados pelos familiares referentes ao parecer do Ministério Público, que determinava a soltura dos presos por falta de provas contra os brasileiros. No início de junho, sete dos doze torcedores corintianos presos foram liberados, também por falta de prova. Os demais brasileiros permaneceram presos porque faltava análise específica da justiça sobre seus casos.

O jovem Kevin Espada foi atingido pelo sinalizador momentos após o Corinthians marcar o primeiro gol da partida, que terminou empatada em 1 a 1. O projétil atingiu a cabeça do boliviano que, segundo as autoridades locais, teve morte imediata.

No último mês, o Ministério da Justiça anunciou que um acordo havia sido feito para que o Corinthians pagasse cerca de 113 mil reais em indenização à família do jovem morto. A negociação permitiu a libertação dos torcedores.

Um estudo elaborado por entidades como a Due Process of Law Foundation e o Instituto de Estudos Legais e Sociais do Uruguai e enviado a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, afirma que o cenário da penitenciária boliviana provoca “violações de direitos humanos às pessoas privadas de liberdade” e agrava as “desumanas condições de detenção e os índices de violência carcerária”.

O código penal da Bolívia é claro na determinação da prisão preventiva a estrangeiros. Sem trabalho, família ou residência fixa em território boliviano e a partir de um documentado histórico de fugas pela fronteira com o Brasil, a regra é que todos os suspeitos, de traficantes de drogas a acusados de homicídios, sejam levados imediatamente para a cadeia. De acordo com diplomatas que acompanham o caso dos torcedores corintianos, a Justiça boliviana é implacável com suspeitos que não tenham familiares ou vínculos de trabalho no país.

Os 12 torcedores corintianos, ligados às torcidas Pavilhão Nove e Gaviões da Fiel, estavam presos desde o dia 20 de fevereiro. Na carceragem, dois calabouços são destino certo para os mais rebeldes. As condições locais reproduzem as mazelas da superlotação: 1.500 homens e mulheres, condenados ou não, disputam cada palmo do presídio construído para abrigar apenas 200. Em celas comuns, até para dormir os recém-chegados têm de pagar uma taxa: 200 bolivianos, pouco mais de 55 reais, são repassados aos “chefes da cela”.

Pelo Código de Procedimento Penal da Bolívia, as pessoas detidas preventivamente devem ser levadas a estabelecimentos especiais diferentes dos utilizados por presos já condenados ou devem, pelo menos, ser mantidas em celas diferentes dos detentos já julgados. A lei é ignorada cotidianamente pelo Judiciário boliviano. Com o caso dos torcedores corintianos não foi diferente.

7 de jun. de 2013

Libertados sete dos doze corintianos presos na Bolívia

BRASIL - BOLÍVIA
Libertados sete dos doze corintianos presos na Bolívia
A liberdade de sete dos 12 torcedores corintianos presos em Oruro desde fevereiro aumentou a confiança dos brasileiros que acompanham o caso de perto. A notícia que foi divulgada quase “de surpresa” vem sendo trabalhada há pelo menos um mês, desde que um pacto de silêncio foi acordado de forma informal para que a Embaixada do Brasil na Bolívia pudesse trabalhar com mais calma. Essa postura pode levar os cinco presos restantes à liberdade nos próximos dias.

Foto: Reprodução/Facebook

LIBERDADE CORINTIANA - Questionado sobre a primeira coisa que gostaria de fazer, agora que está em liberdade, um dos torcedores disse por telefone que pretende "beber para c...."

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Globo Esporte, El Diario, La Prensa, La Razón, Página Siete

Foram libertados no início da noite desta quinta-feira, sete dos 12 corintianos detidos desde 20 de fevereiro na Penitenciária San Pedro, em Oruro, na Bolívia, depois da Partida entre o Corinthians e San José, na estreia do Timão na Taça Libertadores da América deste ano.

Os torcedores estavam sendo acusado de participação na morte do torcedor boliviano Kevin Douglás Beltrán Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador marítimo, supostamente disparado por um torcedor corintiano.

O sentimento na saída era de surpresa, mas também de “felicidade incompleta”. Acompanhados do ministro conselheiro da embaixada local, Eduardo Saboia, os torcedores comemoraram a saída da prisão, e ao mesmo tempo lamentaram a permanência de outros cinco companheiros no local.

Eles foram liberados porque a justiça boliviana entendeu que não tiveram participação na morte do jovem boliviano.

Entre os libertados estão quatro representantes da Gaviões da Fiel: Danilo Silva de Oliveira, 27 anos, Tadeu Macedo Andrade, 30, Rafael Machado Castilho Araújo, 18, e Clever Souza Clous, 21 e três da Pavilhão Nove: Fábio Neves Domingos, 32 anos, Hugo Nonato, 27, e Tiago Aurélio dos Santos Ferreira, 27. A previsão é de que os sete cheguem a São Paulo na tarde de sábado.

O site da Globo Esporte.com está otimista da libertação dos cinco torcedores restantes. Diz que “na visão de quem acompanha o caso, os outros cinco só não foram libertados ainda por problemas distintos. Leandro Silva de Oliveira e Cleuter Barreto Barros são os dois acusados como autores do disparo de sinalizador que matou Kevin, enquanto Reginaldo Coelho, José Carlos da Silva Junior e Marco Aurélio Nefreire estariam dentro do Estádio Jesús Bermudez, em Oruro, e próximos ao local do disparo.

Até mesmo quem defendia a prisão dos 12 já mudou de ideia após os fatos recentes. A promotora Abigail Saba, que foi responsável pelo caso em seu início, admite que a investigação ainda não trouxe qualquer prova que pudesse incriminar pelo menos um dos torcedores, diz o Globo Esporte.

Porém, jornal boliviano “La Razón” afirma que o promotor, Ruben Arcienega, um dos encarregados do caso, confirmou que não há realmente provas de envolvimento dos sete cidadãos brasileiros libertados e a morte do menor boliviano.

Por outro lado, diz que os cinco que ainda estão detidos pelos resultados periciais realizados pelo Instituto de Investigações Forenses (IDIF) tem, segundo ele, são suspeitos de culpas com diferentes graus de envolvimento.

O jornal Página Siete, detalha que os corintianos que continuam presos, apresentaram resíduos de pólvora nas mãos e portavam, em suas mochilas, artefatos semelhantes ao que matou o torcedor boliviano, no momento da prisão.

O promotor Arcienega manifestou ainda a intenção de solicitar que o cidadão brasileiro que se declarou culpado, vá até Oruro, prestar esclarecimentos. O menor de 17 anos, torcedor do Corinthians, declarou-se culpado do disparo do foguete fatal, inclusive diante do promotor boliviano Alfredo Santos, que viajou ao Brasil para interrogá-lo.

Não há a menor possibilidade do menor corintiano ser extraditado para a Bolívia. A constituição brasileira proíbe que brasileiros natos sejam extraditados.

Se fosse correria sérios riscos pois , na Bolívia, maiores de 16 anos podem responder por crimes cometidos, diferente do Brasil, onde a maioridade penal é de 18 anos.

Especialista confirmam que por não haver qualquer enquadramento legal sobre crimes cometidos no exterior, no Estatuto da Criança e do Adolescente, brasileiro, o menor não deve sofrer qualquer punição legal, no Brasil.

Em contato com a reportagem do portal do Globo Esporte, por telefone, Tadeu Macedo Andrade, um dos sete libertados, disse se sentir "desorientado" em relação ao que acontecerá nas próximas horas.

– Essa liberdade é uma felicidade incompleta. Precisamos esperar os outros cinco. É lógico que estamos contentes e muito agradecidos a todas as pessoas que nos ajudaram, principalmente o pessoal da Embaixada. Eles acharam o caminho da nossa liberdade. Nas próximas semanas, vamos ajudar os cinco a sair daquele lugar também – afirmou Tadeu, que é diretor-financeiro da Gaviões.

Tiago Aurélio dos Santos Ferreira, representante da Pavilhão Nove, revelou que os sete libertados cogitaram inicialmente permanecer na cidade onde estavam detidos para ajudar os companheiros restantes, mas foram aconselhados a rumar para La Paz o quanto antes. Questionado sobre a primeira coisa que faria como libertado, Tiago adotou o bom humor corintiano:

– É uma mistura de emoção e tristeza. Precisamos ir embora, porque não é bom a gente ficar em Oruro. Estamos eufóricos sobre a situação, é até difícil falar. Agora, me desculpe a linguagem, mas vamos beber para c... – afirmou, entre risos.

18 de mai. de 2013

Torcedores do Corinthians presos: A farsa boliviana

BRASIL - Drama
Torcedores do Corinthians presos: A farsa boliviana
Gravação comprova que tio e advogado de Kevin Beltrán Espada, morto por um sinalizador no jogo Corinthians e San José há três meses, quer dinheiro para inocentar, em depoimento, os 12 torcedores brasileiros presos na Bolívia

Postado por Toinho de Passira
Reportagem de Rodrigo Cardoso, para IstoÉ
Fonte: IstoÉ

Em frente ao hotel Eden, na pequena Oruro, cidade a 3.700 metros de altitude, distante 230 quilômetros da capital boliviana, La Paz, há uma arborizada praça, a Plaza 10 de Febrero. Lá, em uma tarde ensolarada do mês passado, o advogado Jorge Ustarez Beltrán, figura de renome na cidade graças aos serviços prestados a senadores e ministros da Bolívia, colocou as cartas na mesa para o advogado brasileiro Sérgio de Moura Ribeiro Marques, contratado pelas famílias para defender os 12 brasileiros presos há três meses em Oruro.

Os torcedores foram apontados como responsáveis pela morte do adolescente boliviano Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, alvejado por um sinalizador quando assistia a uma partida de futebol entre Corinthians e San José em fevereiro. “Estou consciente de que os 12 não são culpados”, disse Beltrán, tio de Kevin que assessora juridicamente a família, ao advogado brasileiro.

Na praça, a conversa entre os advogados se desenrolou por cerca de uma hora. Nela, o tio de Kevin insiste para que ele e o colega brasileiro trabalhem juntos para libertar os torcedores do Corinthians. Dias depois, em mais uma hora de diálogo, agora em um restaurante, Beltrán abre o jogo de vez e pede dinheiro para contribuir com a soltura dos brasileiros.

“Doutor, te digo com muita sinceridade. Se estamos buscando libertar os 12 torcedores, o caminho não é esse que estamos seguindo. Não é pela pressão política, não é um tema diplomático”, afirma. “Se não trabalharmos juntos, não iremos solucionar nem o problema da família de Kevin nem libertar os 12. Praticamente, o que propomos a vocês é acabar de vez com esse processo. Os familiares (do adolescente morto) buscam uma reparação material, civil, e isso poderia ser assumido pelo Corinthians.” Ou seja, ele deixa claro que o caminho a ser trilhado para a libertação dos torcedores não é o da Justiça, mas o do dinheiro.


REUNIÃO - À esq., o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, com familiares dos presos.Eles não têm ajuda financeira do clube para resolver a questão jurídica.

ISTOÉ teve acesso aos diálogos mantidos nos dois encontros e que foram gravados por Marques sem que Beltrán soubesse. Neles, os dois advogados costuram o seguinte acordo: o tio de Kevin, segundo Marques, produziria uma petição na qual declararia, entre outros pontos, a inocência dos 12 brasileiros presos pela morte de Kevin. E – mais importante – revelaria que o adolescente boliviano encontrava-se de costas para o campo quando foi alvejado pelo sinalizador.

Além de Beltrán, Beymar Jonathan Trujillo Beltrán, primo de Kevin e única testemunha ouvida (em uma declaração de apenas cinco linhas) sobre a morte dele, assinaria o documento que seria incorporado ao processo de investigação. Por ser uma declaração contundente de uma nova testemunha intimamente ligada ao adolescente morto, seria aberta uma grande possibilidade de libertação para os brasileiros. Apesar de não ter se pronunciado legalmente ainda, o tio de Kevin estava no jogo Corinthians e San José.

A contrapartida do testemunho custaria US$ 220 mil – cerca de R$ 400 mil – a serem entregues à família de Kevin (conforme consta da anotação manuscrita por Beltrán acima) e que deveriam ser levantados pelo advogado Marques em 20 dias, assim que ele retornasse ao Brasil.

“Esse é o momento adequado (para solucionar o caso), doutor. Mais para a frente, fica complicado... uma vez que se produz a acusação, aí não poderemos introduzir nenhuma prova que não as que o investigador já tenha determinado”, insiste o advogado Beltrán, como revelam as gravações. A confissão sobre a real posição de Kevin na arquibancada poderia mudar o rumo da investigação e culminar com a libertação dos brasileiros, de acordo com o perito Ricardo Molina, da Universidade de Campinas.

“Considerando-se que os torcedores corintianos estavam à direita de Kevin, se for verdade que o adolescente boliviano estava de costas para o campo, seria impossível que o sinalizador que entrou pelo olho direito e saiu pela jugular esquerda dele partisse da posição onde se encontrava a torcida brasileira”, diz ele.

De volta ao Brasil, o Corinthians foi comunicado sobre a possibilidade de fechar o acordo com o tio de Kevin. “Fui informado sobre o fato. Mas o Corinthinas não dará dinheiro em troca de um depoimento do tio”, diz Luís Bussab, diretor do departamento jurídico do clube.


EMBAIXADA DA BOLÍVIA - O advogado Sérgio Marques (em destaque) e o procurador boliviano Alfredo Canavari (no centro) durante oitiva do menor H. A. M.

O advogado Marques também comunicou o fiscal da promotoria de Oruro, Alfredo Canavari. O promotor boliviano esteve no Brasil no início do mês para uma oitiva com o menor brasileiro H. A. M., que assumiu ter lançado o sinalizador que aparece em algumas imagens na direção dos torcedores bolivianos.

“Canavari concordou que eu fizesse o acordo. Ele me disse que, se fosse fechado, o ajudaria a tirar a pressão que vem sofrendo (das autoridades bolivianas)”, afirma Marques.

O depoimento contundente de um parente de Kevin em troca de dinheiro para a família do adolescente morto, juridicamente falando, pode até não significar a soltura imediata dos torcedores. Mas a revelação de que familiares da vítima tentam negociar a morte de Kevin, além de chocante, demonstra desinteresse em que se ache o verdadeiro culpado.

“Um sujeito que propõe um acordo e negocia a imagem do parente morto antes de os fatos serem esclarecidos mostra que ele pode ter se omitido em relação à verdade anteriormente”, diz o advogado dos detentos brasileiros.

Na gravação, o tio de Kevin diz não ser preciso tornar público o acordo financeiro. “Não necessito que o Corinthians diga que está compensando a família civilmente... tem de fazer um documento de solidariedade, comovido (com a situação financeira dos pais de Kevin), assumindo sua responsabilidade social e (os) repararia”, sugere Beltrán.

Procurado por ISTOÉ e questionado se em alguma oportunidade chegou a pedir dinheiro em nome da família de Kevin a algum emissário dos torcedores presos, o tio do adolescente boliviano respondeu: “Formalmente, não.”

Marques não conseguiu avançar na negociação dos recursos com o Corinthians ao retornar ao Brasil. Pelo contrário, diz que passou a sofrer pressão política por parte do governo brasileiro e do clube paulista para que o escritório Maristela Basso advogados, do qual é sócio, fosse afastado do processo. É o que ele afirmou em entrevista: “Querem que nós sejamos destituídos do caso e o governo colha o mérito da possível soltura dos torcedores.” A maioria dos familiares, porém, é contra a saída do advogado.

Uma mãe e uma avó de um dos presos disseram que hipotecariam suas casas, se preciso fosse, para pagar os honorários do escritório. Os recursos passaram a ser bancados via empréstimos às famílias pela torcida organizada Gaviões da Fiel, mas por conflitos nos rumos da defesa os pagamentos cessaram.


Sem serem acusados formalmente torcedores corintianos continuam presos em Oruro, Bolívia

As sérias divergências na condução do caso dos corintianos presos em Oruro podem protelar – e até mesmo complicar – uma possível libertação deles. Na oitiva com o adolescente H. A. M., realizada no início do mês no consulado boliviano em São Paulo, o advogado do menor, Ricardo Cabral, que também trabalha para a Gaviões, não queria que o seu cliente respondesse ao procurador boliviano se sabia onde o sinalizador disparado por ele teria caído, segundo o advogado Marques.

Cabral defende a tese de que o menor brasileiro seria o responsável pelo disparo do sinalizador que alvejou o adolescente boliviano. Porém, usar H. A. M. como bode expiatório pode ser um tiro no pé.

“A lei penal da Bolívia prega que uma pessoa que tenha participado de um crime, mesmo que não intencionalmente, é julgada como cúmplice”, diz Marques. Ou seja, apenas o fato de um dos corintianos carregar a mochila onde estava o sinalizador, mesmo não sabendo seu conteúdo nem conhecendo H. A. M., já seria indício de cumplicidade aos olhos das autoridades locais.

Para o procurador de Justiça e deputado estadual Fernando Capez, que participou da oitiva no consulado boliviano, há dúvida quanto à trajetória do sinalizador disparado pelo adolescente brasileiro e não é possível afirmar que aquele artefato acertou mesmo Kevin.

SEM PRAZO - O ministro Antonio Patriota, do Itamaraty: morosidade do governo para libertar os brasileiros
“A investigação é uma vergonha, não prova nada”, diz ele, que se diz indignado com a postura do Itamaraty. “Sinto que eles estão omissos, não fazem nada de concreto. Tem de fazer pressão diplomática.”

Procurado por ISTOÉ, Cabral, o advogado do menor brasileiro, preferiu não se manifestar. Na oitiva, depois de muita insistência, H. A. M. informou que o seu sinalizador teria caído na área verde da arquibancada, a mesma onde ele se encontrava, só que mais adiante.

Os assentos do estádio Jesús Bermúdez, em Oruro, estão divididos em três faixas: a mais perto do campo é verde, depois vem a amarela e por fim a vermelha – Kevin estava nesta última. Se isso puder ser comprovado, o depoimento dado pelo menor brasileiro ao procurador boliviano o isenta da culpa da morte de Kevin e, por tabela, os 12 torcedores detidos.

“Aquele vídeo que mostra um sinalizador sendo lançado da torcida corintiana não prova nada, nem mesmo que o disparo foi feito pelo menor brasileiro. Se estão usando o vídeo como prova, é chute”, diz o perito Molina.

Se o projétil que acertou o olho direito de Kevin e saiu pela sua jugular esquerda partiu da posição onde H. A. M. se encontrava no estádio, Kevin teria de estar agachado e com a cabeça levemente virada para a direita, de acordo com Molina.

Segundo o perito, esta seria a única possibilidade, considerando-se a posição do autor e da vítima, que estava quase protegida por uma tribuna. “É possível que isso tenha acontecido? É. É seguro que tenha ocorrido? Não. Se Kevin estivesse olhando para o campo ou para cima, o projétil teria de vir do alto”, diz Molina.

“Não existe exame de necropsia para saber a trajetória do projétil na cabeça da vítima e não se sabe que tipo de sinalizador foi disparado, a força de propulsão e o curso que ele faz. A posição da cabeça do Kevin é determinante para saber a trajetória do sinalizador que o acertou. Não tem como resolver esse caso apenas com os elementos que existem no momento.”

Em resumo, o caso dos brasileiros presos na Bolívia não tem solução técnica. Sem ela, fica a dúvida sobre a autoria do disparo do sinalizador que matou Kevin. E, se não há como provar a culpa dos 12 torcedores do Corinthians, eles têm de deixar a prisão em Oruro. Passou da hora de o governo brasileiro arregaçar as mangas de verdade e, livre de interesses paralelos, priorizar uma solução rápida para a prisão arbitrária de 12 de seus cidadãos que, na Bolívia, vivem dias de criminosos sem sequer terem sido acusados legalmente.


17 de dez. de 2012

O mundo tomado por um bando de loucos, por Juca Kfouri, para a CBN

BRASIL - Opinião
O mundo tomado por um bando de loucos
Juca Kfouri comenta sobre a participação da torcida do Corinthians na vitória de Yokohama

Foto: Blog do Juca

Postado por Toinho de Passira
Texto de Juca Kfouri, para a CBN
Fontes: Blog do Juca

Abra bem os olhos, aguce bem os ouvidos e perceba.

Para onde quer que você olhe, venha o som de onde vier, uma coisa é certa nesta segunda-feira: o mundo ficou preto e branco e de todos os cantos se ouve alguém dizer: “Volta, Corinthians!”.

Sim, depois do mantra “Vai, Corinthians!”, ter invadido o Japão nas últimas duas semanas, agora a expectativa é outra, é pela chegada dos heróis do bicampeonato mundial.

Os manos fiéis querem ver Cássio, Guerrero, Tite, querem ver a nova taça que irá morar no museu do Parque São Jorge, belíssimo, por sinal.

Os corintianos estão em estado de graça e não é para menos.

No dia 4 de dezembro do ano passado eles comemoram a conquista do Campeonato Brasileiro; no dia 4 de julho deste ano, a Libertadores e, agora, de novo, o Mundial da Fifa.

Na celebração do pentacampeonato brasileiro, o maior homenageado foi o Doutor Sócrates, que nem viu conquista, porque resolveu ir embora pouco antes, pela madrugada.

Na festa da Libertadores, sob lua de São Jorge, comemorou-se a invencibilidade de um grupo tão forte que destronou o Boca Juniors, além do campeão anterior, o Santos.

Ontem, finalmente, no estádio de Yokohama, que passou pela mesma metamorfose do de Toyota, ambos transformados em Pacaembu, a festa foi da Fiel com a Fiel e para a Fiel.

Porque nunca mais o Mundial de Clubes será o mesmo depois da invasão corintiana, coisa que levou o reservado jornal londrino The Guardian a classificá-la como fantástica.

E a Fiel que ficou não vê a hora de receber a que foi e, de quebra, Tite e seus campeões.

Por isso, “Volta, Corinthians!”, e seja muito bem-vindo na manhã de amanhã.

O bando de loucos o espera de braços abertos.

Foto: Blog do Juca

Corinthianos comemorando na Avenida Paulista

Fotos: Flavio Florido/UOL

Torcida do Corinthians toma as ruas de Yokohama horas antes da final contra o Chelsea


Torcida do Corinthians toma boa parte do estádio de Yokohama, onde aconteceu a final do Mundial de Clubes contra o Chelsea


*Acrescentamos fotos e legenda a publicação original

20 de abr. de 2009

Jornais europeus: "Ronaldo dos velhos tempos"

Jornais europeus: "Ronaldo dos velhos tempos"
Principalmente os jornais espanhóis e italianos, não cansam de elogiar o fenômeno

Fontes: ESPN Brasil, Gazzetta dello Sport , Marca, El Mundo


O desempenho do atacante Ronaldo contra o São Paulo, domingo, pela semifinal do Campeonato Paulista, voltou a despertar a atenção da mídia européia. O jogador, que marcou um dos gols na vitória por 2 a 0, foi destaque em edições online de jornais, sendo chamado de "Ronaldo dos velhos tempos".

"Todo Poderoso" foi o que escreveu a "Gazzetta dello Sport", em alusão à maneira como os torcedores chamam o Corinthians. O diário italiano descreveu os melhores momentos do atacante no jogo do Morumbi. O artigo mostrou que Ronaldo teve uma grande chance no primeiro, mas que foi decisivo na etapa final.

"No segundo tempo, ele deu uma assistência a um chute de Jorge Henrique, que bateu na trave e sobrou para o gol de Douglas", escreveu o jornal. A "Gazzetta" narrou também o gol de Ronaldo, poucos minutos depois. "Em um contra-ataque de grande velocidade, ele supera o reserva de Rogério Ceni, Bosco, e faz o segundo."

O "Marca" também destacou a boa atuação do atacante corintiano, decisivo na classificação para a final contra o Santos. "Ronaldo mostrou classe em um lançamento para a direita, que provocou um chute na trave e o rebote bem aproveitado pelo companheiro Douglas."

O jornal espanhol falou que o segundo gol teve um toque de "Ronaldo dos velhos tempos". "Outra fuga em velocidade do máximo artilheiro da história das Copas decretou, dois minutos depois, o 2 x 0 definitivo que pôs o Corinthians na final do Paulista contra o Santos."

12 de mar. de 2009

Hoje teve Ronaldo? Teve, sim senhor!

Hoje teve Ronaldo? Teve, sim senhor!

Foto: Reuters

Simplesmente Ronaldo aos 5 minutos do segundo tempo

Fontes: Blog do Juca Kfouri

Desde que o técnico Mano Menezes confirmou que Ronaldo jogaria 45 minutos o Pacaembu ficou pequeno para caber a torcida de Ronaldo: 30 mil ingressos vendidos. Ao final 30 mil torcedores felizes e recompensados.

“O fenômeno começa como titular e aos 35 segundos de jogo Ronaldo arriscou de fora da área e o goleiro do Azulão defendeu bem. Aos 7 minutos, perdeu gol feito, pela esquerda, em passe de André Santos.”

“Isolado na frente e marcado por dois zagueiros, foi desarmado algumas vezes, com facilidade.”

“Viu o adversário fazer 1 a 0 aos 21 e André Santos empatar em seguida, num lindo gol de fora da área. Foi para o vestiário depois de uma atuação normal no primeiro tempo, mas voltou para o segundo.”

“Que disputou até os 30 minutos.Ficou em campo 78 minutos e deu seu lugar a Escudero.”

“Saiu delirantemente aplaudido por 30 mil fiéis. Porque antes, aos 5 do segundo tempo, pegou de primeira sua primeira bola nos 45 minutos finais para virar o jogo, em cruzamento de Dentinho.”

“O que aconteceu depois pouco importa.”

“Ronaldo progrediu mais duas, três casas em sua caminhada em mais um retorno ao futebol.”

“Até onde vai? Parece que vai longe.”

Em tempo: acabou 2 a 1 para o Corinthians


*Adaptamos o título e acrescentamos o parágrafo inicial ao publicado no Blog de Juca Kfouri

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