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3 de jul. de 2013

O responsável pela crise do grupo X é Eike Batista, de Míriam Leitão, para CBN

BRASIL - Opinião
O responsável pela crise do grupo X é Eike Batista
A diferença entre o que ele (Eike) disse e os fatos é tão grande que o investidor estrangeiro pode estar olhando e dizendo que esse mercado não tem xerife, alguém que obrigue a empresa a só fazer declarações quando tiver certeza.

Foto: Divulgação

Eike, o culpado

Postado por Toinho de Passira
Miriam Leitão, comentário na CBN
Fonte: Blog da Miriam Leitão

A dúvida que está na cabeça de todo mundo é se as dificuldades do grupo de Eike Batista vão afetar BNDES, Caixa e bancos privados que emprestaram para ele, ainda mais após as agências de risco rebaixarem a OGX. A S&P e Moody´s deixaram a nota da empresa perto do nível de risco de calote.

Somando os empréstimos de BNDES e Caixa, foram emprestados R$ 6 bi ao grupo. Quem mais se arriscou foram os bancos públicos.

Hoje, em nota enviada à CVM, a OGX informou que tem recursos para honrar seus compromissos de médio prazo. Lembra que vendeu 40% de Tubarão Martelo para Petronas e que esse campo receberá os investimentos dos outros que serão fechados. É bom lembrar que esta semana Eike tirou US$ 449 milhões da OGX e transferiu para a OSX, para fazer a plataforma que vai explorar o campo de Tubarão Martelo.

As agências reguladoras se comportaram muito mal nessa história. E o grupo, que fez um acordo com o BTG para a reestruturação dos ativos, precisa explicar melhor as coisas.

Isso tudo afeta a economia brasileira, a bolsa e a imagem do país. Um empresário importante de um grupo grande pode dizer qualquer coisa sobre seus negócios e depois falar que não é viável? Sobre Tubarão Azul, ele disse que a produção poderia chegar a 50 mil barris/dia, depois caiu para 20 mil. Isso é bem diferente de não ter tecnologia capaz de transformar esse campo em produtivo.

A diferença entre o que ele disse e os fatos é tão grande que o investidor estrangeiro pode estar olhando e dizendo que esse mercado não tem xerife, alguém que obrigue a empresa a só fazer declarações quando tiver certeza.

Acho que o grupo X entrou nas confusões não por culpa da crise internacional ou do governo brasileiro, que parou de fazer as licitações e tem muitos problemas. Só há um responsável: o próprio acionista controlador das empresas, Eike Batista. A culpa é do estilo de administração, das escolhas que fez, da maneira como administra, empreende.

Acho que esse episódio não afeta as perspectivas, porque há outras empresas grandes interessadas na exploração de petróleo no Brasil. Há muita expectativa em relação ao campo de pré-sal de Libra, por exemplo, que será licitado este ano.

O que não pode é ficar a impressão de que o que o empresário fala no Brasil não necessariamente precisa ter ligação com a realidade. É claro que reveses podem acontecer, mas, nesse caso, muita declaração foi dada antes das perfurações, das pesquisas. É um evento para se aprender o que não fazer no mundo dos negócios e como as agências de classificação de risco não devem se comportar. Não podem ficar em silêncio vendo tudo isso acontecer.
*Acrescentamos subtítulo, foto e legenda a publicação original

4 de jun. de 2013

Neymar na Catalunha e a Seleção Brasileira em Goiânia, de Juca Kfouri, para CBN

BRASIL - Opinião
Neymar na Catalunha e a Seleção Brasileira em Goiânia
Ao passar a noite em Barcelona, Neymar não poderá treinar hoje com a Seleção Brasileira em Goiânia, um despropósito para um time que jogará, no domingo, em Porto Alegre.

Foto: Reuters

Postado por Toinho de Passira
Texto de Juca Kfouri, para CBN
Fonte: Blog do Juca Kfouri

Neymar fez tudo como manda o figurino ao se apresentar ao Barcelona.

Falou em catalão no Camp Nou, disse que chegava para ajudar Lionel Messi a continuar como melhor do mundo e que realizava seu sonho de infância.

Até dormiu na cidade em que vai morar, cidade que, como Santos, tem mar, motivo de gozação em faixas da torcida catalã lembrando o presidente do Real Madrid que a capital da Espanha “não tem mar nem Neymar”.

Mais Neymarketing, impossível.

Ao passar a noite em Barcelona, Neymar não poderá treinar hoje com a Seleção Brasileira em Goiânia, um despropósito para um time que jogará, no domingo, em Porto Alegre.

Absurdo fruto da velha politicagem que prejudica a Seleção desde quando se inaugurou o velho Maracanã, em 1950, e que foi, agora, motivo de justas queixas de Carlos Alberto Parreira.

A razão da lambança é clara: de mal com o governo federal, José Maria Marin busca apoio na oposição.

Aí, agrada desde o governador tucano de Goiás, Marconi Pirillo, até o candidato à presidência da República, Aécio Neves, do PSDB, que levou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao camarote da CBF no novo Maracanã para ver o empate com a Inglaterra.

Os jogadores da Seleção não têm nada a ver com isso, mas pagam o pacto e perdem pelo menos um dia de treinamentos antes de enfrentar a desfalcada França, que virá ao Brasil sem sua maior estrela, o craque Franck Ribéry, do Bayern Munique.

4 de abr. de 2013

Mais estatais não garantem mais investimentos na economia, de Miriam Leitão, para CBN

BRASIL -
Mais estatais não garantem
mais investimentos na economia
Em dois anos, já criou a mesma quantidade de estatais que o governo Lula fez em oito.

Foto: Agência Brasil

Dilma, criando estatais por compulsão

Postado por Toinho de Passira
Texto de Míriam Leitão, para a CBN
Fonte: Blog da Míriam Leitão

A presidente Dilma prepara a criação de mais uma estatal, a Hidrobrás, a quinta criada em menos de três anos de governo. O que a presidente quer? Não sei. A companhia cuidaria dos portos e hidrovias, mas já existe a Empresa Brasileira de Planejamento e Logística para tratar de tudo isso.

Ela já havia criado a Infraero Serviços, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (Segurobrás).

Em dois anos, criou a mesma quantidade de estatais que o governo Lula fez em oito. No de Fernando Henrique, o esforço tinha sido no sentido de diminuir o tamanho do Estado; algumas empresas, por excesso de burocracia ou ineficiência, tinham virado centros de perda de dinheiro e atrapalhavam o avanço do país. Essa limpeza do excesso de estatais foi parte do caminho que nos levou à estabilização.

Agora, a presidente cria estatal atrás de estatal. Mas essa onda não está fazendo com que haja mais investimento na economia, pelo contrário. Eles diminuem não por falta de órgão público ou de estatal, mas por falta de capacidade de transformar as palavras em ações. A presidente anuncia grandes projetos e novos estatais e não sabemos exatamente para aonde estamos indo.

É Estado demais. E muito uso equivocado do Estado. Que caminho é esse que a presidente Dilma está buscando? Eu ainda não entendi.

17 de dez. de 2012

O mundo tomado por um bando de loucos, por Juca Kfouri, para a CBN

BRASIL - Opinião
O mundo tomado por um bando de loucos
Juca Kfouri comenta sobre a participação da torcida do Corinthians na vitória de Yokohama

Foto: Blog do Juca

Postado por Toinho de Passira
Texto de Juca Kfouri, para a CBN
Fontes: Blog do Juca

Abra bem os olhos, aguce bem os ouvidos e perceba.

Para onde quer que você olhe, venha o som de onde vier, uma coisa é certa nesta segunda-feira: o mundo ficou preto e branco e de todos os cantos se ouve alguém dizer: “Volta, Corinthians!”.

Sim, depois do mantra “Vai, Corinthians!”, ter invadido o Japão nas últimas duas semanas, agora a expectativa é outra, é pela chegada dos heróis do bicampeonato mundial.

Os manos fiéis querem ver Cássio, Guerrero, Tite, querem ver a nova taça que irá morar no museu do Parque São Jorge, belíssimo, por sinal.

Os corintianos estão em estado de graça e não é para menos.

No dia 4 de dezembro do ano passado eles comemoram a conquista do Campeonato Brasileiro; no dia 4 de julho deste ano, a Libertadores e, agora, de novo, o Mundial da Fifa.

Na celebração do pentacampeonato brasileiro, o maior homenageado foi o Doutor Sócrates, que nem viu conquista, porque resolveu ir embora pouco antes, pela madrugada.

Na festa da Libertadores, sob lua de São Jorge, comemorou-se a invencibilidade de um grupo tão forte que destronou o Boca Juniors, além do campeão anterior, o Santos.

Ontem, finalmente, no estádio de Yokohama, que passou pela mesma metamorfose do de Toyota, ambos transformados em Pacaembu, a festa foi da Fiel com a Fiel e para a Fiel.

Porque nunca mais o Mundial de Clubes será o mesmo depois da invasão corintiana, coisa que levou o reservado jornal londrino The Guardian a classificá-la como fantástica.

E a Fiel que ficou não vê a hora de receber a que foi e, de quebra, Tite e seus campeões.

Por isso, “Volta, Corinthians!”, e seja muito bem-vindo na manhã de amanhã.

O bando de loucos o espera de braços abertos.

Foto: Blog do Juca

Corinthianos comemorando na Avenida Paulista

Fotos: Flavio Florido/UOL

Torcida do Corinthians toma as ruas de Yokohama horas antes da final contra o Chelsea


Torcida do Corinthians toma boa parte do estádio de Yokohama, onde aconteceu a final do Mundial de Clubes contra o Chelsea


*Acrescentamos fotos e legenda a publicação original