Mostrando postagens com marcador Berlusconi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Berlusconi. Mostrar todas as postagens

2 de ago. de 2013

Suprema Corte confirma sentença de prisão, em definitivo, contra Silvio Berlusconi, por fraude fiscal

ITÁLIA – Escândalo
Suprema Corte confirma sentença de prisão, em definitivo, contra Silvio Berlusconi, por fraude fiscal
Os cinco juízes da suprema corte italiana, ultima instancia, rejeitaram a apelação do ex-premiê que havia sido condenado por fraude fiscal na aquisição de direitos de transmissão para seu império audiovisual, o grupo Mediaset, entre 2000 e 2003. A pena de quatro anos, reduzidos para um ano por conta de uma anistia, havia sido imposta por um tribunal inferior. Berlusconi reafirmou que se considera inocente e disse que sofre de "perseguição política", que a condenação foi injusta e que não vai renunciar à atuação política.

Foto: Gregorio Borgia/Associated Press

Essa é a primeira condenação definitiva de Berlusconi em pelo menos duas dezenas de julgamentos. Ele sempre acabava sendo favorecido pela prescrição. Desta vez, não deu.

Postado por Toinho de Passira

Fontes: BBC Brasil, G1, Agência Brasil, Corriere della Sera, La Reppublica

Depois de anos contornando escândalos sexuais, acusações de corrupção e contratempos políticos, o ex-premiê italiano Silvio Berlusconi terá de conviver para o resto de sua vida com uma condenação da qual não conseguiu escapar. Sem ter mais como recorrer nos tribunais, Berlusconi foi condenado em última instância por fraude fiscal. Provavelmente, por causa de sua idade avançada (ele tem 76 anos), a pena será cumprida em prisão domiciliar ou convertida em serviços comunitários.

A decisão surpreendeu aquele que os italianos consideravam até então intocável. Há muito tempo, a Itália acostumou-se a assistir o desenrolar de uma interminável novela envolvendo Berlusconi nos tribunais. Foram mais de duas dezenas de julgamentos em cerca de 20 anos. Em nenhum deles, a imagem do ex-premiê foi tão afetada como dessa vez.

O episódio deverá ser lembrado como um dos mais sombrios de sua carreira nos palanques. Mas ainda poderia ser pior: os juízes deram sobrevida política a Berlusconi ao não descartarem a sentença que o tiraria da vida pública. Tal decisão será reexaminada por um tribunal de menor instância.

O ex-premiê também enfrenta outra condenação, de sete anos de prisão, por manter relações sexuais com uma prostituta menor de idade e abuso de poder, mas ainda pode recorrer de ambas.

Apesar de todos os problemas, muitos de seus correligionários ainda o veem como uma vítima de uma conspiração de esquerda. Berlusconi pode ter sido diminuído e humilhado, mas não está fora do jogo político. Ele ainda tem uma posição de influência atrás dos bastidores do governo italiano como líder do segundo partido que forma a atual coalizão que governa o país.

Foto: Alessandro Bianchi/Reuters

Manifestantes exigiam a prisão do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi em frente à Alta Corte de Itália, em Roma, foram atendidos

EMPREENDEDOR

O ex-primeiro-ministro permanece como um dos homens mais ricos da Itália. Ele e sua família amealharam uma fortuna estimada em US$ 9 bilhões (R$ 21 bilhões), segundo a revista americana Forbes.

Nascido no dia 29 de setembro de 1936, Berlusconi começou sua carreira vendendo aspiradores de pó. Mas foi como crooner em clubes noturnos e em transatlânticos que ele se tornou conhecido. Em 1961, formou-se em Direito e logo depois fundou a construtora Edilnord em sua cidade-natal, Milão.

Dez anos depois, ele lançou um canal de TV paga – a Telemilano – que cresceu e se tornou o maior conglomerado de mídia da Itália, a Mediaset, que controla as três maiores emissoras privadas do país. Hoje, a Mediaset fica sob o guarda-chuva da holding Fininvest, que também é dona da editora Mondadori, do jornal diário Il Giornale, do clube de futebol AC Milan e de dezenas de outras companhias.


Os escândalos sexuais sempre foram um prato cheio para os cartunistas

FORZA ITALIA

Em 1993, Berlusconi fundou o seu próprio partido político, o Forza Itália, batizado dessa forma em alusão ao grito de guerra dos torcedores do Milan. No ano seguinte, ele tornou-se primeiro-ministro pela primeira vez (foram três vezes, ao todo), formando uma coalizão com as legendas de direita Aliança Nacional e Liga do Norte.

Muitos esperavam que o seu tino para negócios poderia revitalizar a combalida economia do país. Os eleitores queriam um fim à corrupção e à instabilidade que grassaram a política italiana por décadas. Mas as rivalidades entre os três líderes de coalizão, juntamente com a acusação por um tribunal de Milão de que Berlusconi havia cometido fraude fiscal, acabaram com as esperanças dos italianos e levaram ao colapso do governo sete meses após ser eleito.

Em 1996, ele perdeu a eleição para o esquerdista Romano Prodi, mas voltou ao poder em 2001, em uma nova coalizão com os mesmos partidos que o apoiaram em 1994.

Tendo liderado o governo italiano de maior longevidade desde a Segunda Guerra Mundial, ele foi de novo derrotado por Prodi em 1996.

Ele retomou a liderança do governo em 2008 à frente de uma nova sigla, O Povo da Liberdade (PDL). O seu apoio, no entanto, mingou em 2011, à medida em que os custos dos empréstimos do país chegaram às alturas com a crise da dívida da zona do euro. Após perder a maioria no Parlamento, Berlusconi renunciou.

Inicialmente, seu partido apoiou o governo tecnocrático de Mario Monti, e seu projeto de reforma.Mas, em dezembro de 2012, o PDL retirou seu apoio, forçando a antecipação das eleições.

Em fevereiro deste ano, ele mostrou mais uma vez que não havia perdido sua força política ao ficar a apenas 1% de vencer uma eleição geral. A conquista franqueou-lhe uma participação na coalizão de governo.

Foto: Stringer Beijing/Reuters

A marroquina Karima El Mahroug, sexo com Berlusconi, quando era menor de idade

BATALHAS LEGAIS

Ao longo de sua vida, Berlusconi sempre esteve envolvido em batalhas com a Justiça. Com a mesma frequência, dizia ser uma vítima das autoridades legais de sua cidade natal, Milão.

O ex-premiê foi acusado de todo tipo de transgressão, inclusive a de ter oferecido propina a um juiz. Ele nega todas as acusações. Por inúmeras vezes, ele foi absolvido, teve condenações derrubadas ou prescritas.

Em outubro de 2012, entretanto, ele foi condenado em primeira instância a uma pena de quatro anos de prisão por fraude fiscal. Mantida a pena inicial, Berlusconi também estaria impossibilitado de se candidatar a cargos políticos. A sentença acabou reduzida para um ano de prisão, com anistia geral.

Já em março de 2013, o ex-premiê foi sentenciado a um ano de prisão, com direito a recorrer da decisão, por envolvimento em um vazamento de uma gravação policial para um jornal controlado por seu irmão.

Em 2009, Berlusconi calculou que, durante 20 anos, teve de comparecer 2,5 mil vezes a 106 tribunais, a um custo de cerca de 200 milhões de euros (R$ 610 milhões).

Durante o tempo em que governou a Itália, o então premiê aprovou reformas reduzindo as limitações impostas a cidadãos que fossem condenados por fraudes, mas parte de uma lei de 2010 que deu a ele e a seus ministros imunidade temporária foi revogada pela Suprema Corte do país.

Foto: Alessandro Bianchi/Reuters

Silvio Berlusconi e a esposa Veronica Lario. Ela pediu divórcio após sabaer do envolvimento de Berlusconi com uma menor napolitana, Noemi Letizia. Um acordo de divórcio milionário

MULHERES

Os contratempos políticos de Berlusconi sempre foram pontuados por relatos picantes sobre sua vida privada, noticiados com grande destaque na imprensa italiana.

As incorreções morais do ex-premiê, entretanto, cobraram seu preço mais tarde. Ele foi condenado por pagar por sexo com uma prostituta menor de idade. O caso veio à tona em outubro de 2010. Na ocasião, Berlusconi pediu que policiais liberassem Karima "Ruby" El Mahroug, de 17 anos. Ela havia sido detida por roubo e teria participado das festas na casa do ex-primeiro-ministro, conhecidas como "bunga bunga". Em junho de 2013, ele foi considerado culpado por ter pagado por sexo e abuso de poder. Por causa disso, foi condenado a sete anos de prisão, pena da qual recorrerá.

Em maio de 2009, sua então segunda mulher, Veronica Lario, afirmou que estava pedindo o divórcio depois de ver uma foto em que Berlusconi aparecia no aniversário de 18 anos de uma aspirante a modelo, Noemi Letizia. Como parte do acordo de divórcio, Berlusconi teria concordado em pagar 36 milhões de euros (R$ 110 milhões) por ano a Veronica, embora ele tenha dito que a quantia é maior do que o noticiado pela imprensa.

Berlusconi sempre afirmou não ser "santo" mas nega ter pagado para manter relações sexuais com uma mulher. Ele alega que nunca entendeu "onde está a satisfação quando você perde o prazer da conquista".

O ex-premiê também é famoso por dedicar-se à sua aparência. Ele já fez transplante de cabelo e cirurgia plástica.

Mas, em novembro de 2006, após sua derrota nas urnas, Berlusconi teve de ser internado às pressas. Na ocasião, ele recebeu um marcapasso e disse que precisava diminuir o ritmo.

Em dezembro de 2009, ele foi agredido em plena luz do dia em Milão – Berlusconi foi atingido por uma pequena réplica da catedral da cidade por um homem com distúrbios mentais. Com o rosto sangrando e dentes quebrados, ele chegou a descer do carro onde estava cercado de seguranças como um sinal de bravura.

É o mesmo tipo de postura que o ex-premiê italiano mantém hoje, apesar de todos os problemas.

Foto: Getty Images

A napolitana, Noemi Letizia, o motivo do divórcio


Veja ainda no "thepassiranews" :
Três pessoas próximas de Berlusconi são condenadas
por colaboração nas orgias do ex-premiê italiano

21 de jul. de 2013

Três pessoas próximas de Berlusconi são condenadas
por colaboração nas orgias do ex-premiê italiano

ITÁLIA – Escândalo
Três pessoas próximas de Berlusconi são condenadas
por colaboração nas orgias do ex-premiê italiano
Os processos que atormentam o ex-premiê italiano começam a ser julgado em série. Já condenado a quatro anos, num primeiro processo, e a sete num segundo, está impedido de exercer cargos públicos por cinco anos. Nesta semana mais três pessoas ligadas a ele foram condenadas por envolvimento com prostituição, inclusive de menor, para abastecer com mulheres as orgias que ele costumava promover na sua mansão.

Foto: EPA

Escultura representando o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi numa das suas festas "bunga bunga", exibida num festival de humor em Valência, Espanha.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: The Telegraph, Terra, Facebook Nicole Minetti, Exame, Corriere dela Sera, Veja, Valor

Vinte e seis dias após um tribunal de Milão ter condenado o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, a sete anos de prisão, por pagar para ter relações sexuais com uma prostituta menor de idade durante “animadas” festas em sua residência, e de ter usado sua influência para encobrir o caso, três pessoas próximas do premiê, foram condenados por auxílio e cumplicidade com a prostituição, inclusive de menor, a penas entre sete e cinco anos de prisão.

O relações públicas Lele Mora e o ex-diretor de jornalismo do "Rete Quattro" (canal de TV de Berlusconi) Emilio Fede foram declarados culpados por auxílio e cumplicidade com prostituição ao procurarem garotas para terem sexo pago com o político, e receberam penas de 7 anos de prisão, além da inabilitação perpétua para o exercício de cargos públicos.

Foto: Facebook

Nicole Minetti, conselheira regional da Lombardia em 2010, eleita pelo partido de Berlusconi, Povo da Liberdade (PDL)

Também foi condenada a 5 anos de prisão e 5 anos de inabilitação para cargo público, Nicole Minetti, 28 anos, ex-dentista que entrou na política sob a tutela do ex-premiê.

Minetti, 28 anos, é uma celebridade de televisão que foi eleita conselheira regional da Lombardia em 2010 pelo Povo da Liberdade (PDL), partido de Berlusconi, e ocupou o cargo até 2012.

A imprensa italiana diz que ela recrutava garotas de programa para as chamadas festas de "bunga bunga" promovidas pelo ex-premiê. A promotoria também a acusava de ter realizado sexo pago nestes eventos. Ela nega todas as acusações e disse que amava Berlusconi há época dos eventos.

Berlusconi, de 76 anos, foi sentenciado a sete anos de prisão e a um impedimento vitalício de ocupar cargos públicos - o que pode significar o fim da carreira política de Berlusconi, que já soma 20 anos. Contudo, ainda há mais dois níveis de apelação antes da sentença definitiva.

O ex-premiê não ocupa nenhum cargo oficial no governo italiano atual, mas continua influente na frágil coalizão que se formou depois das eleições de fevereiro.

Foto: Zimbio

A marroquina, conhecida também como Ruby Rubacuori (rouba-corações, em italiano), acabou roubando o sossego de Berlusconi

Tanto ele quanto a jovem marroquina protagonista do escândalo (Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby), que era menor de idade. 17 aninhos, quando frequentava as festas do ex-premiê, negaram ter mantido relações sexuais.

Berlusconi, que além de politico também é um magnata da mídia italiana, diz, em sua defesa que as grandes festas que dava em sua mansão eram acontecimentos de gala, jantares suntuosos e finos, sem nenhuma ligação com a prostituição.

Não foi o que disse a jovem marroquina, Ruby, pivô do processo, em seu depoimento, vazados para o jornal italiano La Repubblica. Ela disse ali, que as chamadas "festas bunga-bunga" de Berlusconi, envolvia dezenas de mulheres nuas dançando e se acariciando em torno do primeiro-ministro italiano, num ritual de sedução:

"Depois do jantar, íamos para um salão no subsolo, onde acontecia a bunga-bunga", contou a moça. "Todas as garotas ficavam nuas durante a bunga-bunga, e eu tinha a sensação de que elas estavam competindo umas com as outras para fazer com que Berlusconi as notasse, com performances sexuais cada vez mais ousadas.”

Em outro trecho do depoimento, Ruby descreve como foi seu primeiro encontro com o premiê italiano. "Naquela noite, Berlusconi me disse que a bunga-bunga era um harém, o que ele copiou de seu amigo (o ditador líbio Muamar) Kadafi, e que consistia em garotas tirando a roupa e concedendo-lhe 'prazeres sexuais'".

E acrescentou: "O primeiro-ministro me levou até seu escritório, e me fez entender que minha vida mudaria completamente se eu participasse da bunga-bunga.”

Ela conta ter se recusado em uma primeira ocasião, mas acabou se unindo ao "harém" de Berlusconi da segunda vez em que o visitou, em março - mas garantiu que sua condição era manter-se vestida. "Eu não tirava a roupa e não mantinha relações sexuais", afirma.

"Eu era a única garota vestida, e apenas para ter algo para fazer eu levava para o primeiro-ministro um Sanbitters de vez em quando", continua, referindo-se a um popular drink não alcoólico vendido na Itália.

A jovem disse ter comparecido a cinco festas na casa do político, e que depois de cada uma delas ele a presenteou com 3 mil euros.

Foto: Filippo Monteforte/AFP

Nicole Minetti, a ex-deputada e estrela de televisão, mostrando parte dos seus atributos num desfile em Milão, disse que fez tudo por amor a Berlusconi

Berlusconi, em outro processo, já foi condenado por fraude fiscal, a quatro anos de prisão e cinco anos afastado da vida pública. Recorreu, mas a sentença foi confirmada após o primeiro recurso.

Foto: Mauro Scrobogna /La Presse

Bem ao estilo, Luiz Inácio Lula da Silva, Berlusconi admitiu que é "um pecador, como todo mundo", mas acusou os juízes moralistas e adversários puritanos de orquestrarem uma campanha contra ele.

27 de out. de 2012

ITÁLIA: Berlusconi condena a um ano de cadeia

ITÁLIA - Corrupção
Berlusconi condenado a um ano de cadeia
Condenação é a primeira da série de escândalos que envolve o ex-primeiro-ministro italiano

Foto:AFP/Veja

DIZEM-ME COM QUEM ANDAS - Berlusconi, mais um amigo de Lula condenado nos tribunais

Postado por Toinho de Passira
Fontes: BBC Brasil, Veja

A Justiça italiana decidiu nesta sexta-feira condenar ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, de 76 anos, a um ano de prisão por fraude fiscal, o primeiro que chega a uma sentença nos tribunais, na série de escândalos que está envolvido.

A condenação inicial era de quatro anos, mas foi em seguida reduzida para um ano, em razão de uma lei de anistia aprovada em 2006 com o objetivo de reduzir a população carcerária.

No entanto, não se espera que o ex-premiê chegue a ir para a prisão. A sentença permite recurso a cortes superiores, cada uma das instancias costumam levar anos para julgar apelações, e a sentença só pode ser executada após confirmação por dois tribunais.

O caso pelo qual Berlusconi foi condenado se refere à compra de direitos de exibição de filmes americanos por suas várias redes de TV.

Berlusconi e outros réus são acusados de inflar artificialmente os preços dos direitos desses filmes, via duas empresas offshore controladas por ele. Parte do dinheiro seria desviada, em um esquema para pagar menos impostos.

O julgamento foi iniciado em 2006, mas interrompido diversas vezes, em parte devido a uma lei de imunidade que protegia Berlusconi enquanto ocupava o cargo de primeiro-ministro.

Ele também foi condenado nesta sexta a pagar 10 milhões de euros (cerca de R$ 26 milhões) e a ficar afastado de qualquer cargo público por três anos.

Como se fosse um petista brasileiro, ou um Maluf italiano, o cínico ex-primeiro-ministro costuma dizer que as acusações contra ele são motivadas por perseguição política e por um Judiciário com inclinações esquerdistas.

Figura dominante na política italiana há mais de 20 anos, Berlusconi não é o primeiro premiê do país a ser condenado por crimes.

Bettino Craxi, um socialista que ajudou Berlusconi a construir seu império na área de telecomunicações, fugiu do país para evitar a prisão após um julgamento por corrupção e morreu no exílio na Tunísia.

No caso de Berlusconi, apesar dos diversos processos relacionados a suas atividades empresariais, ele sempre conseguiu ser inocentado ou ser beneficiado pelo fato dos processos prescreverem (expirarem o prazo legal de tramitação).

O caso Mediaset é um dos quatro julgamentos que Berlusconi tem abertos em Milão. Berlusconi ainda é réu em três processos na Itália. No caso Ruby (apelido da jovem marroquina Karima el Marough) no qual é acusado de incitação à prostituição de menores e abuso de poder, no caso Mills por corrupção em ato judicial e, finalmente, no caso Unipol por suspeita de revelar segredo profissional.

O ex-Primeiro Ministro chegou a ser condenado três vezes em primeira instância em 1997 e 1998 que somavam um total de seis anos e cinco meses em regime fechado por corrupção, por contas falsas e financiamento ilegal de partido político. Porém, esse foi um dos casos que acabou se safando pela prescrição da pena.

Berlusconi renunciou em novembro do ano passado depois de 17 anos no poder. Ele perdeu maioria no Parlamento e oficializou sua renúncia depois da aprovação de um pacote de austeridade, em meio a crise na União Europeia. Foi sucedido por Mario Monti.

Dois dias antes da condenação, Berlusconi anunciou que não iria mais liderar seu partido nas eleições legislativas de 2013 para substituir o governo Mario Monti. Magnânimo, Silvio disse em discurso floreado que havia chegado a vez dos jovens.

5 de jan. de 2011

BRASIL - ITÁLIA: Protestos italianos contra asilo de Battisti no Brasil

BRASIL - ITÁLIA
Protestos italianos contra asilo de Battisti no Brasil
O ex-presidente brasileiro, Lula, conseguiu a proeza de reunir em torno de um mesmo objetivo, praticamente todas as tendências política italianas, nos protestos contra o ato de ter negado ao governo italiano a extradição do terrorista Cesare Batista, condenado a prisão perpetua no seu país. A atitude do governo brasileiro fere o tratado de extradição assinado pelos dois países e cria embaraços internacionais para o Brasil, que passa a ser visto como abrigo de terroristas procurados. Um preço caro demais para proteger um frio assassino.

Foto: Reuters

Em frete a embaixada brasileira, Roma, a placa dos manifestantes equipara Lula e Battisti, denominando-os de “covardes”.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Corriere della Sera, Reuters , La Reppublica, Veja, Noticia R7, Agência Brasil, Notizie Yahoo, STF, BBC Brasil

O governo italiano entrou nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de indeferimento da petição para a soltura do ex-ativista Cesare Battisti, de 56 anos, cumpre prisão preventiva em Brasília desde 2007,condenado a prisão perpétua em seu país.

Os advogados de Battisti haviam entrado com um pedido de soltura do italiano, logo após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu último dia como presidente ter negado o pedido de extradição do governo italiano.

Nesta terça-feira, nas mais importantes cidades da Itália, ocorreram protestos contra essa decisão do governo brasileiro. Em Roma e Milão os manifestantes concentraram-se em frente a representações diplomáticas brasileira.

Entre os manifestantes estavam familiares das vítimas dos crimes cometidos por Cesare Battisti, parlamentares de praticamente todos os partidos, partidários do governo e da oposição e cidadãos comuns revoltados com à decisão.

Foto: Ansa/Corriere della Sera

Diante do consulado brasileiro em Milão faixas com a palavra “vergonha” foram coladas em frente ao prédio. Outro cartaz continha a imagem de Andrea Campagna, policial morto em 1979 em crime atribuído a Battisti, e, embaixo, uma foto de Battisti com os dizeres em inglês: “Procurado vivo ou morto”.

Manifestantes gritaram slogans como “Battisti matou os homens, Lula matou a justiça” e “Battista e Lula, o assassino e o seu cúmplice”.

O ministro da Defesa italiano, Ignazio La Russa, presente na manifestação em Milão e uma das vozes mais importantes do governo Berlusconi, disse à BBC Brasil que a decisão de Lula foi uma “traição”.

“Foi uma punhalada pelas costas, feita no último segundo, um presente aos extremistas do seu partido. Eu não creio que a grande maioria de brasileiros queira encontrar na rua um homem manchado de sangue e condenado por quatro crimes”, declarou.

Em Turim – onde fica a sede da Associação das Vitimas de Terrorismo na Itália –, militantes do Partido Liberal, de Berlusconi, acenaram com bandeiras italianas sob uma grande faixa na qual se lia “Brasil, cúmplice dos terroristas – extradição agora”.

Foto: Ansa/Corriere della Sera

O responsável internacional da Associação das Vítimas do Terrorismo na Itália, Luca Guglielminetti disse "O governo italiano Estado deve levar a questão novamente ao Supremo Tribunal Federal brasileiro e tudo indica que também apresentará o caso na Justiça internacional, na Corte de Haia”.

Acrescentou que que:“Apoiamos iniciativas de cidadãos rumo ao boicote, como por exemplo, de viagens de turismo ao Brasil, e a revisão das relações comerciais entre os dois países", disse. "A decisão de Lula foi um sonoro tapa no rosto de toda a população, instituições públicas e familiares das vítimas italianas".

Em Roma, na Praça Navona, em frente à embaixada do Brasil, a polícia reforçou a segurança por causa dos protestos, que reuniram parlamentares, militantes dos partidos de centro-direita e familiares de vítimas.

Foto: Ansa/Corriere della Sera

Nos arredores da embaixada brasileira em Roma, haviam cartazes que defendiam a permanência de Cesare Battisti longe da Itália. Eles continham a assinatura de um grupo chamado Militant e traziam slogans como “a perseguição acabou” e agradeciam a “coragem” de Lula

. No Brasil o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, determinou que “o pedido de Extradição do italiano Cesare Battisti seja desarquivado e que a petição que solicita sua imediata soltura seja anexada aos autos”.

O presidente do Supremo até segue a rotina processual, visando despachar os pedidos de liberdade feita pelos advogados de Battisti e o pedido de permanência dele no cárcere requerido pelo governo italiano.

Em seguida o processo será encaminhado ao seu relator original, o Ministro Gilmar Medes, atualmente de férias em Paris, que só deve reexaminá-lo a luz da nova situação processual, no começo dos trabalhos da Corte, dia 01 de fevereiro.

Mas seja qual for à decisão do relator, o pleno da corte deverá ser consultado. Lembrar que Gilmar Mendes foi a favor da extradição, quando da decisão inicial e foi seguido por mais quatro ministros. Mesmo com o placar vitorioso a favor da extradição 5 a 4, os Ministros decidiram também que seria de Lula a palavra final, pois a eles só competia aplicar a decisão de moto próprio se ela fosse favorável ao cidadão ameaçado de extradição.

Para embolar ainda mais a situação, quando o processo for novamente levado a corte, deverá haver um novo ministro no supremo, nomeado para ocupar a vaga existente pela Presidenta Dilma Rousseff.

O primeiro Ministro Silvio Berlusconi, instruído por advogados, vem declarando que o fato da negativa de extradição de Battisti “não mudará as relações entre Itália e Brasil.” Despolitizando a questão.

A estratégia quer evitar, que em tribunais internacionais, os argumentos da Itália sejam contrapostos por ilação da defesa de que há um extremado clima de vingança, por parte do governo italiano, o que poderia favorecer Cesare Battisti.

Para o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, e o jurista internacional italiano Antonio Cassese, com a decisão de Lula, o Brasil violou o Tratado de Extradição, que firmou com a Itália.

Toda essa confusão porque Lula querendo aparecer na mídia mundial e alegrar a parte mais radical do PT resolveu proteger um terrorista, mesmo que isso venha a causar prejuízos e desprestígio para o Brasil.

Foto: Getty Images

PROVA VIVA- O Primeiro Ministro italiano, Silvio Berlusconi, recebeu simbolicamente uma das vítimas de Battisti, Alberto Torreggiani, que aos 15 anos ficou paraplégico, baleado numa ação do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), do qual fazia parte o terrorista protegido por Lula. Os bandidos mataram o seu pai, o joalheiro Pierluigi Torregiani, num ato de vingança por ter ele reagido anteriormente a um assalto.

31 de dez. de 2010

Lula nega extradição para aparecer na mídia mundial

BRASIL – ITÁLIA
Lula nega extradição para aparecer na mídia mundial
O terrorista italiano Cesare Batisti recebeu do presidente Lula o direito de permanecer no Brasil, apesar do pedido de extradição feito pelo governo italiano, onde está condenado a prisão perpetua por ter cometido quatro assassinatos. Esse foi o último ato Lula como presidente de Republica. Puro gesto de marketing político com a pretensão de ser o centro de uma polêmica mundial. Mesmo mal, mas falem de mim. O governo italiano e as famílias das vítimas protestaram. Apesar da decisão, Battisti vai continuar preso até fevereiro, quando o Supremo voltar de férias e decidir pela expedição do alvará de soltura.

Foto: Mehdi Fedouach/AFP

Como o Brasil não tem problema com criminalidade, o presidente Lula resolveu importar um terrorista italiano, Cesare Battisti, condenado a prisão perpétua, no seu país, pelo assassinato de quatro pessoas

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Correire della Sera, Tiscali, Agência Brasil, Portal Terra, The Guardian, UPI, Reuters, The New York Times, Le Monde

Ao apagar das luzes do seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta sexta-feira, o que todo mundo já sabia, que não vai extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti.

Segundo o jornal italiano Corriere Della Sera, o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, prometeu continuar a "batalha" pela extradição de Battisti. "Gostaria de expressar minha profunda tristeza e pesar pela decisão tomada pelo presidente Lula para negar a extradição do assassino Cesare Battisti, apesar de repetidos apelos e pressões em todos os níveis do lado italiano. É uma opção contrária ao mais elementar sentido de justiça", disse o premiê.

"Expresso às famílias das vítimas a minha solidariedade, minha proximidade e o compromisso de continuar a batalha para que Battisti seja entregue à justiça italiana. Consideremos a questão longe de estar fechada: a Itália não vai desistir de fazer valer os seus direitos em todos os níveis."

Mais que palavras, a Itália já chamou seu embaixador para consultas, segundo o Ministério das Relações Exteriores, italiano. Gesto diplomático não significa a retirada da delegação italiana do Brasil, nem o rompimento de relações diplomáticas, mas é um sinal da tensão contínua entre os dois países.

Na sua declaração oficial, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo italiano irá "usar imediatamente todas as margens possíveis oferecidas pelo sistema jurídico brasileiro para obter mais rapidamente a extradição de Cesare Battisti.

Segundo o texto, a Itália irá trabalhar para "garantir que o STF identifique a incompatibilidade da decisão presidencial com a sua própria decisão anterior, de novembro de 2009, que negou as condições para a concessão do estatuto de refugiado a Battisti".

A decisão de Lula diz s basear no parecer elaborado pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, que já havia defendido a não extradição do ativista italiano, anteriormente.

Ex-integrante da organização de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por ter cometido quatro assassinatos, no final da década de 1970.

Depois de preso, Battisti, considerado um terrorista pelo governo italiano, fugiu e se refugiou primeiro no México, depois na França, onde viveu exilado por mais de 10 anos, sob proteção de uma decisão do governo de François Miterrand. Quando o benefício foi cassado pelo então presidente Jacques Chirac, que determinou a extradição de Battisti à Itália, o ex-ativista fugiu para o Brasil em 2004, onde entrou com passaporte falso. Capturado pela Polícia Federal, por informações da Interpol, está preso desde 2007.

Battisti foi capturado pela Polícia Federal brasileira
No Brasil o então ministro da Justiça, Tarso Genro, sob o argumento de "fundado temor de perseguição", garantiu ao italiano o status de refugiado político, o que em tese poderia barrar o processo de extradição que o governo da Itália havia encaminhado à Suprema Corte brasileira. Ainda assim, o caso foi a julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de 2009, quando os magistrados decidiram que o italiano deveria ser enviado a seu país de origem, no entanto, os ministros decidiram que caberia ao presidente da República a decisão final de extraditar ou confirmar o refúgio a Battisti.

Ainda que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha sido favorável ao ex-ativista italiano, o caso poderá em tese ser reaberto no Supremo Tribunal Federal (STF). É que desde dezembro de 2009, após já ter confirmado que Battisti deveria ser extraditado ao seu país de origem, ministros da Suprema Corte admitem que possa haver novos recursos no processo. O argumento que balizaria esses recursos seria o descumprimento, pelo presidente Lula, do tratado de extradição firmado entre brasileiros e italianos em 1989.

Assinado em Roma em outubro daquele ano, o Tratado de Extradição entre Brasil e Itália prevê que o governo entregue o extraditando, sob pena, de acordo com o advogado Antonio Nabor Bulhões, de Lula poder responder junto ao Congresso brasileiro ou até à comunidade internacional para desobediência ao documento bilateral.

"Cada uma das partes obriga-se a entregar à outra (...) as pessoas que se encontrem em seu território e que sejam procuradas pelas autoridades judiciais da parte requerente, para serem submetidas a processo penal ou para a execução de uma pena restritiva de liberdade pessoal", diz trecho do tratado de extradição Brasil-Itália.

Mesmo com a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter Cesare Battisti no Brasil, a situação do ex-ativista italiano só deve ser definida em fevereiro, pois, cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) expedir alvará de soltura do ex-ativista. Até lá, ele deve continuar no Presídio da Papuda, em Brasília, onde está detido desde março de 2007.

O presidente Cezar Peluso já afirmou que não vai decidir sobre a liberdade de Battisti caso a defesa entre com um habeas corpus, pois encaminhará todos os pedidos para o relator do julgamento sobre a extradição, Gilmar Mendes. Mendes, um dos que votaram pela extradição do italiano, está fora do país e disse que não decidirá nada enquanto durar o recesso, que termina no dia 31 de janeiro.

Para Lula tudo isso pouco importa. O que desejava conseguiu: mesmo com as festas de fim de ano, não se fala de outra coisa na Europa, senão a sua decisão aos 45 minutos do segundo tempo, em abrigar o terrorista, no território brasileiro. Até nós estamos falando.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois de ter feito a sua última baboseira, Lula deixa o Palácio da Alvorada, pela última vez, como presidente da Republica.


18 de dez. de 2009

ITÁLIA: Miniatura que feriu Berlusconi tem venda recorde

ITÁLIA
Miniatura que feriu Berlusconi tem venda recorde
A réplica em miniatura da catedral que foi usada para atacar o primeiro ministro italiano é está esgotada no comercio local, virando o souvenir mais desejado por turistas, jornalistas e adversários de Berlusconi. O curioso é que o distribuidor revelou que o produto é “made in China” e não tem como repor o estoque a curto prazo

Foto: Associated Press

Vendedor exibe uma miniatura similar a que foi usada para atingir Berlusconi

Fontes: Il Mensaggero, AFP, Notizie Yahoo, ”thepassiranews”, AFP

A venda de réplicas em miniatura da catedral gótica de Milão, similar que foi usada na agressão de domingo contra o primeiro ministro italiano, Sílvio Berlusconi, bateu recordes de vendas esta semana na capital da Lombardia, norte da Itália.

"Estão vendendo muito bem. O produto, inclusive, já esgotou", assegurou Andrea Brachi, dono de uma lojinha de souvenires turísticos próxima à catedral milanesa.

A réplica, em alabastro ou metal, custa entre 6 e 10 euros, e agora faz parte dos presentes mais curiosos para o Natal.

A maioria dos compradores é de opositores de Berlusconi, segundo os vendedores.

"Gente de esquerda ou jornalistas", observou Brachi.

O curioso é que a miniatura da catedral é “made in China” informou Zambiasi Franco, proprietário da empresa Lavis, ao norte de Trento, que importou a estatueta usada na agressão.

A legítima miniatura da Catedral de Milão utilizada para atingir Berlusconi, por Massimo Tartaglia, de 42 anos, que se submete a tratamento psiquiátrico há 10 anos, é feita de resina, mede 8 centímetros por 10, não tem base de metal e pesa apenas 200 gramas.

O Domo de Milão, como é conhecida a catedral, é um dos templos de maiores dimensões do mundo e pode receber 40.000 pessoas em seu interior.

A reprodução de sua forma gótica e pontiaguda, com 136 pontas de mármore, explica a gravidade dos ferimentos ocasionados ao chefe de Estado.

Foto: Associated Press

Berlusconi no momento em que saia do hospital em Milão, acenou mais não baixou o vidro do carro, há muitas miniaturas nas mãos dos inimigos

Berlusconi foi atingido no rosto pela réplica em miniatura atirada pelo agressor, e teve fratura no nariz, dois dentes quebrados e um corte no lábio superior.

O chefe de governo italiano recebeu alta nesta quarta-feira, depois de passar quatro noites no hospital San Raffaele de Milão, mas ficará afastado das atividades públicas por vários dias.

DOMO DE MILÃO

Foto: Markus Mark

Fontes: Wikipedia

A catedral, verdadeira é imensa, com 157 m de comprimento e 109 m de largura. O interior possui cinco naves com uma altura que chega aos 45 metros, divididas por 40 pilares. Possui um transepto com três naves.

A construção do edifício começou em 1386 sob a iniciativa do arcebispo Antonio da Saluzzo, em um estilo gótico tardio de influencia francesa e centro-europeia, distinto ao estilo corrente na Itália de então. Os trabalhos foram apoiados pelo senhor da cidade, o duque Gian Galeazzo Visconti, que impulsou a obra através de facilidades fiscais e promoveu o uso do mármore de Candoglia como material de construção.

A obra avançou rápido, e em 1418 o altar maior da catedral foi consagrado pelo Papa Martinho V. Já em meados do século XV a parte leste (ábside) da igreja estava completa.

A partir desta data, porém, as obras prosseguiram lentamente até fins do século XV.

Entre 1500 e 1510 a cúpula octagonal do cruzeiro foi completada e o interior foi decorado com várias séries de estátuas. Porém, a fachada oeste do edifício permaneceu ainda inacabada. Em 1577 a catedral foi consagrada novamente pelo arcebispo Carlos Borromeu.

Apenas no século XVII foi a fachada construída, em estilo maneirista. Em meados do século XVIII foi completada a parte externa da cúpula, onde foi colocada a estátua da Madoninna.

Em 1805, por iniciativa direta de Napoleão, que havia invadido a Itália, as obras foram recomeçadas. Nessa época a fachada principal e grande parte dos detalhes exteriores, como os pináculos, foi completada em uma mistura de estilos, entre o neogótico e o neobarroco.

Apenas em 1813 foi a catedral dada por finalizada, mais de quatrocentos anos após o início das obras. A catedral é atualmente um importante ponto turístico de Milão, e do alto do seu terraço é possível vislumbrar toda a cidade.