27 de ago de 2014

Campanha de Dilma muda estratégia e passa a questionar Marina como candidata da 3ª via

BRASIL - Eleição 2014
Campanha de Dilma muda estratégia e passa a questionar Marina como candidata da 3ª via
"A nova estratégia vai levar em conta o risco de que Marina é uma candidata que, dependendo da forma como se bate, ela cresce, porque ela se vitimiza." – disse à Reuters uma fonte do governo próxima aos coordenadores de campanha da petista

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Candidatas à Presdiência Marina Silva e Dilma Rousseff antes do debate na Band, em São Paulo

Postado por Toinho de Passira
Fonte: Reuters

O comando da campanha da presidente Dilma Rousseff reúne-se nesta quarta-feira, em Brasília, para mudar a estratégia de campanha à reeleição da petista e, apesar de considerar uma tarefa difícil, tentará desconstruir a imagem de Marina Silva (PSB) como candidata da terceira via.

O questionamento de Marina como a candidata da terceira via vai apontar para "contradições", explorando os acenos de Marina e sua campanha a nomes ligados ao PSDB, as alianças do partido e a postura de negação da política. A análise, no entanto, é que há pouco tempo para se descobrir e tornar publicas as fragilidades da candidata.

A nova estratégia vai ser posta em prática após pesquisas indicarem que Marina venceria Dilma em um eventual segundo turno e após ficar claro que o candidato à Presidência do PSDB, Aécio Neves, não é mais o principal adversário da presidente, segundo a fonte.

Pesquisa Ibope, divulgada na terça-feira e a pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta quarta-feira mostraram que Marina venceria Dilma e um eventual segundo turno e trouxe a ex-ministra em segundo lugar com 10 pontos de vantagem sobre Aécio Neves no primeiro turno, com Dilma ainda na primeira posição.

Mesmo levando em conta o impacto emocional, a avaliação entre os coordenadores da campanha de Dilma é que Marina é a principal adversária, uma candidata forte, sem passado em administração executiva, com história quase lendária, difícil de ser desconstruída.

"A nova estratégia vai levar em conta o risco de que Marina é uma candidata que, dependendo da forma como se bate, ela cresce, porque ela se vitimiza. No debate entre os presidenciáveis (terça-feira na Band) isso foi considerado, e a presidente Dilma evitou bater em Marina por não estar claro se ela se aproveitaria disso."

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