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11 de ago. de 2010

O jogo do Brasil, ontem, beirou a perfeição

SELEÇÃO BRASILEIRA
O jogo do Brasil, ontem, beirou a perfeição
O time brasileiro sob o comando de Mano Menezes, não só venceu indiscutivelmente, a entrosada e respeitável seleção dos Estados Unidos, dentro de casa. Deu um eficiente espetáculo. 2 a 0 não traduz a realidade do domínio brasileiro, poderia no mínimo ter sido 4 a 0, porque tanto Robinho quanto Ganso mandaram bolas nas traves americanas, no segundo tempo. Os americanos foram acuados e tremeram contra os garotos estreantes. Foi lindo!

Fotos: Reuters /Associated Press

Momentos Neymar

Toinho de Passira
Fontes: Portal Terra, Zero Hora, Globo Esporte, A Bola, Estadão, Blog do Juca Kfouri

Fomos ler o blog de Juca Kfouri antes de falar do jogo da Seleção Brasileira contra os Estados Unidos, e o primeiro comentário do jornalista nos deixou sem palavras:

”Não cabem, fique claro desde já, comparações apressadas e nem pisotear sobre o passado recente, até porque com Dunga houve belas apresentações brasileiras contra times mais poderosos.”

Só porque, o mau caráter do Ricardo Teixeira, presidente da CBF, está turvando a imagem de Dunga, para se eximir de culpa da derrota da seleção na Copa, Kfouri, já está ao lado do gaucho, mal-humorado.

Ninguém pode esquecer que foi Ricardo Teixeira pessoalmente quem escalou Dunga para técnico da Seleção Brasileira e o manteve mesmo após aquela convocação...

Mas o jogo do Brasil de ontem, foi de uma alegria há muito esquecida no futebol brasileiro. Os técnicos de outras seleções pelo mundo andarão a se perguntar, onde estava esse time? Como eles fazem para inventar craques novos?

O time americano que chegou cheio de pretensões, acabou tendo que se fechar na defesa, de forma humilhante, para não sofrer uma goleada.

Há muito não assistíamos em com prazer um jogo da seleção brasileira. Estavam lá todos os bichos e craques que o Brasil inteiro pediu: Pato, Ganso e cisne Neymar.

O veterano do time, Robinho foi o capitão da equipe e a responsabilidade lhe fez bem, mesmo sem ter feito gols, chegou a chutar a trave numa jogada magistral, foi uma peça das mais importantes em campo.

Todos os jornalistas esportivos não param de dizer que Neymar foi o melhor jogador em campo.

Pensar que antes do jogo, havia uma série de desculpas prevendo uma derrota da seleção escalada por Mano Menezes: não tinha entrosamento, eram muito jovens, não tinha treinado o suficiente.

Todas as desculpas ficaram arquivadas, o time não precisou delas. Não poderia deixar de destacar a sobriedade e discrição de Mano Menezes o técnico da Seleção brasileira, vestido com um agasalho do time, dando instruções a garotada através de mímicas pré-combinadas como fazem os jogadores de vôlei.

Resumindo a partida, voltamos a Juca Kfouri que a resumiu de forma magistral:

”... depois de um começo nervoso, o time de Mano Menezes tomou conta do jogo e fez três gols — na verdade dois gols e um "touchdown", de Pato, que o árbitro, como era futebol não futebol americano, embora num estádio de futebol americano, resolveu anular.”

E concluiu:

“E diga-se, também, que o placar era o que menos importava neste jogo, até mesmo se viesse uma derrota, o que seria absolutamente normal.”

”Mas tudo saiu quase à perfeição.”


3 de jul. de 2010

COPA 2010 - O lugar comum dos culpados

COPA 2010
O lugar comum dos culpados
Futebol é uma caixinha de surpresa. Ganha que faz mais gols. Ganha quem converte as oportunidades. Quem não faz leva. Nesta altura do campeonato até um gol de mão caía bem. Agora é levantar a cabeça e partir para 2014. Ninguém é penta com nós. Quem foi mesmo que teve a idéia de por Dunga como treinador?

Foto: Getty Images

IMPRESSSÃO ERRADA: - Parecia que ia ser fácil. Mas Robinho gastou muita energia comemorando o primeiro e único gol, depois não conseguiu fazer mais nada de produtivo

Toinho de Passira
Fontes: ”thepassiranews”, Folha de São Paulo, Juca Kfouri, Tostão, PVC

Vão culpar a jabulani, as vuvuzelas, o uniforme azul, o pé frio de Lula e de Mick Jagger, o isolamento dos jogadores, Dunga, da safra ruim de craques brasileiros, do juiz japonês, a Rede Globo, a narração de Galvão Bueno, de uma conspiração acordo CBF – FIFA, para não deixar o Brasil ganhar nessa e ganhar a próxima, o goleiro Júlio César, Pedro Bial e até Suzana Werner.

a verdade o Brasil perdeu, porque levou dois gols e só foi capaz de fazer um. Todo mundo despertou agora para o fato que a seleção era ruim. Que o Brasil só progrediu na Copa, porque só pegou galinha morta, na primeira fase e a galinha morta do Chile, na segunda. Dunga como todo técnico brasileiro reclamava que o Brasil jogava feio, pois os adversários ficavam na retranca, quando encontrou alguém que jogou de igual para igual, mesmo quando estava em desvantagem, tremeu e sucumbiu.

Fotos: Getty Images

BAD BOY - Kaká está com um encosto. Sendo expulso por violência e dizendo palavrões em campo. Deve ser má companhia.

Kaká com uma contusão no púbis (com ele adquiriu essa estranha contusão?) agiu estranhamente durante toda a competição, igualou-se por baixo aos outros mortais, deu cotoveladas, foi expulso e entrou em campo pendurado em cartões amarelos. Ontem, para surpresa celestial, ao perder um gol, soltou uma sonora “Porra!” atraindo de vez a ira dos deuses.

O Brasil foi, durante o tempo que competiu na Copa, a equipe que tinha a fama de ter uma excelente defesa e um ataque de craques, que não conseguia fazer gols.

Foto: Martin Meissner/Associated Press

BATENDO CABEÇA - Numa jogada anterior Júlio César e Felipe Melo haviam se chocado, logo depois ele cabeceou na direção do gol do Brasil. A Fifa corrigiu a súmula do arbitro creditando o gol para o o holandês Wesley, livrando a cara de Felipe

O desequilíbrio veio, porque o coração da nossa defesa, o goleiro Júlio César, o marido de Suzana Werner, amarelou ontem, da mesma maneira que Ronaldinho, então marido de Suzana Werner, na Copa da França. César falhou no lance do primeiro gol da Holanda e perdeu a confiança em si mesmo, embora não tenha sido responsável pelo segundo gol.

Os comentaristas esportivos, em frases de efeito, disseram que o Brasil teve o melhor primeiro tempo dessa copa e o pior segundo tempo de todos os tempos. Trajano, o comentarista da Sport TV, chegou a dizer, em determinado momento, que a gente estava “passando vergonha em campo”.

Foto: Daniel Dal Zennaro/European Pressphoto Agency

JOGADA DO BAÚ - Uma manjada jogada ensaiada da Holanda, o escanteio vai para um jogador no primeiro pau, que é arremessada de cabeça, para dentro da área, e o pequenino Arjen Robben cabeceou, livre de marcação, nem ele acreditava que tinha feito um gol de cabeça

O comentarista da Folha e ex-craque da Seleção Brasileira, Tostão, havia dito na sua coluna de véspera, antes do jogo, transcrito no post abaixo: “Deve ser um jogo equilibrado. O Brasil, pela tradição e por sofrer maior pressão para vencer, leva uma pequena vantagem.”.

Depois da derrota, o sábio Tostão sentenciou:

"O Brasil perdeu, como em 2006 [nas quartas de final, para a França], para um time que não é inferior. É um time do mesmo nível. [A Derrota] não foi uma zebra, não foi nenhuma tragédia, nenhum desastre do ponto de vista técnico", explica o colunista. Ele diz ainda que "é preciso parar de achar que só há craques no Brasil."

Paulo Vinicius Coelho, o PVC, colunista do caderno de Esporte da Folha e Sport TV, comentou que “Mesmo vencendo a Holanda por 1 a 0 no primeiro tempo, o Brasil cometeu um pecado: não prendeu a bola no campo de ataque. O adversário tomou conta da situação e anunciou que poderia virar o placar. O Brasil sofreu dois gols e acabou eliminado da Copa do Mundo. Faltou banco de reservas, faltou inteligência à seleção brasileira".

Foto: Getty Images

PISANDO NO ADVERSÁRIO - Felipe Melo corretamente expulso pelo árbitro japonês Yuichi Nishimura, foi a pá de cal final na atuação do Brasil

Juca Kfouri no seu Blog comentou:

”Quando o primeiro tempo terminou no quente estádio Nelson Mandela Bay os holandeses devem ter agradecido aos céus por estar só 1 a 0, em belo gol de Robinho, aos 10, ao receber um passe de Felipe Melo que Gérson, o Canhotinha de Ouro da Copa de 1970, assinaria com gosto.”

”Porque a Seleção Brasileira chegou a ter momentos simplesmente espetaculares nos primeiros 45 minutos, a exemplo, aliás, do que Dunga havia previsto, ao falar em futebol bem jogado nas partidas contra os holandeses.”

”Mais uma vez, enfim, o time brasileiro contra cachorro grande mostrava ser maior, coisa que virou hábito na gestão Dunga, certamente porque para tentar jogar permite-se que o Brasil jogue.”

”No último minuto, depois que Juan mandou por cima o que poderia ter sido o segundo gol, Maicon ia ampliando num lance que lembrou o famoso quarto gol de Carlos Alberto Torres no fecho da Copa de 70, um momento mágico do futebol, porque a seleção canarinho assim fez por merecer”.

”E o segundo tempo veio”.

Foto:Getty Images

FALTOU UM CRAQUE NO BANCO: - O Brasil perdeu porque levou uma porção de jogadores medíocres, obedientes e limitados, formando uma panelinha em torno de Dunga, que agia como Madre Superiora. Na hora do vamos ver, não tinha ninguém em campo funcionando bem, e no banco, ninguém que fosse criativo e capaz de fazer uma jogada desconcertante, que pudesse chamar a responsabilidade do jogo para si.

Foto: Getty Images

FIM DO SONHOA torcedora enxuga as lágrimas
com a bandeira brasileira, no Nelson Mandela Bay Stadium


29 de jun. de 2010

COPA 2010 - Estilo Dunga

COPA 2010
Estilo Dunga
São 125 gols na era Dunga. São 41 contra-atacando.

Foto: Getty Images

PAULO VINICIUS COELHO (PVC)
Fonte: Folha de São Paulo

O primeiro contra-ataque surgiu aos 4min e, para quem tinha dúvidas se seria imprudência o Chile atacar o Brasil, ficou a certeza: era imprudente mesmo. Mas Bielsa lançou Isla e Sánchez no setor de Michel Bastos, que deu conta do recado. Marcou por pressão, e Ramires e Gilberto Silva fizeram a preocupação com a saída de bola parecer susto de torcedor. De tão preciso, o passe na defesa chegava a Kaká e a Robinho. Virava contra-ataque.

Luis Fabiano desperdiçou aos 4min, mas eles continuaram aparecendo. O primeiro tempo teve saídas em velocidade para todos os gostos. Pela esquerda, com Kaká em largas arrancadas de que só ele é capaz.

O passe cioso na defesa era um pouco afoito no ataque. Pois da defesa Ramires abriu o jogo para Maicon cruzar, e a bola, desviada, resultou em um escanteio. Não importa que as bolas paradas sejam responsáveis por apenas 22% dos gols do time de Dunga. Juan escorou de cabeça o cruzamento de Maicon e marcou seu sétimo gol pela seleção, o quarto contra os chilenos.

Era a senha para atrair um pouco mais a equipe de Bielsa, colocar ainda mais velocidade no jogo.

Quando, aos 37min, o contra-ataque nasceu de novo para o Brasil, Bielsa deu um salto à frente de seu banco de reservas. Saltou mais alto do que fazia Dunga a cada passe errado contra Portugal. Bielsa sabia que as arrancadas do Brasil muitas vezes acabam em gol. Kaká deu o último toque para Luis Fabiano e se tornou o líder de assistências da Copa, com três, ao lado do alemão Thomas Müller.

E o contra-ataque voltou a ser o item que mais gols dá à seleção quando Ramires roubou a bola e a entregou para Robinho fazer seu primeiro gol em Copas do Mundo. São 125 gols com Dunga. São 41 contra-atacando.


20 de jun. de 2010

COPA 2010 - Jogo difícil - Tostão

COPA 2010
Jogo difícil
Para vencer a Costa do Marfim, o Brasil tem de jogar melhor do que jogou contra a Coreia do Norte

Foto: Getty Images

DIDIER DROGBA: Onde mora o perigo!

TOSTÃO
Fonte: Folha de São Paulo

Costa Do Marfim e Portugal têm boas chances de vencer a Coreia do Norte pela diferença de mais de um gol. Por isso, empatar hoje com a Costa do Marfim é um resultado ruim, perigoso. O Brasil teria de ganhar de Portugal.

A Costa do Marfim é uma seleção alta, forte e com bom sistema defensivo. O bom ataque de Portugal foi totalmente anulado. Por outro lado, o time africano não criou chances de gol. O jogo só poderia terminar 0 a 0.

A Costa do Marfim atua com quatro defensores, dois volantes, uma linha de três meias e um centroavante. Mas, como marcou muito atrás, com nove jogadores em seu campo, esperando Portugal para contra-atacar, o centroavante ficou isolado. Hoje, Drogba inicia a partida. Ele é excepcional nas jogadas aéreas e nas finalizações.

Como a Coreia do Norte marcou muito atrás, Gilberto Silva e Felipe Melo atuaram livres. Se a Costa do Marfim fizer o mesmo, o que é provável, Felipe Melo deveria avançar mais, o que não fez contra a Coreia do Norte. A chegada de trás de um armador confunde a defesa adversária.

Certamente os dois meias da Costa do Marfim, um de cada lado, vão tentar impedir os avanços de Michel Bastos e, principalmente, de Maicon.

É mais um motivo para Felipe Melo chegar mais à frente. Daniel Alves e Ramires fazem isso melhor. Se o Brasil não conseguir vantagem no placar durante o primeiro tempo ou até os 15 minutos do segundo tempo, é provável que entre um ou os dois. Nilmar é outra opção para o segundo tempo. Ele é agora o primeiro reserva de Robinho, de Luis Fabiano e até de Kaká. Robinho passaria a fazer a função do jogador do Real Madrid, como ocorreu no segundo tempo contra a Coreia do Norte.

Em uma Copa do Mundo, o controle das emoções é também decisivo. O jogador tem de ser vibrante sem ser apressado, afoito. A ansiedade, até certos limites, ajuda o atleta. Há uma maior produção de substâncias químicas, e o jogador fica mais atento, mais aguerrido e com mais força muscular. É o doping psicológico.

Mas, quando a ansiedade atinge níveis muito altos, o atleta fica confuso, intranquilo, passa a errar mais e a ser mais agressivo, correndo riscos de ser expulso. Dunga tem de ficar de olho em Felipe Melo.

"Quem ganha e perde as partidas é a alma." (Nelson Rodrigues)


*Acrescentamos foto e legenda ao texto original

19 de jun. de 2010

Os secretos soldadinhos robots de Dunga

COPA 2010
Os secretos soldadinhos robots de Dunga
Dunga se isola com a seleção. Não deixa os jornalistas trabalharem, não deixa os jogadores falarem. As emissoras de televisão e os profissionais de imprensa e de outras mídias estão sempre de fora. Prejuízo para todos. Para os patrocinadores que não tem divulgadas as imagens dos atletas, para os meios de comunicação que não tem o que o informar. Para a torcida que não sabe o que está acontecendo. A situação é muito pior que nos tempos da ditadura, dizem experientes jornalistas

Ilustração Toinho de Passira

Na reportagem de Veja desta semana, o jornalista Carlos Maranhão descreve a situação da cobertura da copa, da seleção brasileira, como se estivesse cobrindo uma tropa secreta em guerra.

Toinho de Passira
Fonte: Revista Veja

“Protegidos em seu QG ou entrincheirados, comportam-se como se estivessem em campanha – não futebolística, na disputa de um campeonato mundial, mas numa operação militar. Além de enfrentarem os adversários encarados como inimigos – primeiro a Coreia do Norte, batida na estreia de terça-feira passada pelo magro e preocupante placar de 2 a 1, neste domingo a Costa do Marfim e na próxima sexta Portugal –, eles foram longamente instruídos sobre como defrontar o que seu superior hierárquico considera outro tipo de obstáculo:a imprensa.

Nada de ficar dando entrevistas ou aparecer na TV. Só podem abrir a boca, sem nenhuma crítica ao batalhão, dentro de um código rígido. A cada dia, como num rodízio de sentinelas, dois deles são designados para a missão de participar de uma coletiva de imprensa, em que cerca de 200 jornalistas, mantidos a distância em suas cadeiras, disputam o direito de formular perguntas durante meia hora.

Foto: Getty Images

Caminhão de externa da Globo, com capacidade de transmissão ao vivo por satélite, fora do hotel em Randpark, o Fairways Golf Club, em Johanesburgo, onde fica o impenetrável campo de concentração da Seleção Brasileira.

Na véspera e depois das partidas, cumprindo uma determinação da Fifa, todos passam por uma espécie de corredor polonês em zigue-zague, entre o vestiário e o ônibus, a chamada zona mista, e os que concordarem param diante dos repórteres que se acotovelam. Alguns seguem marchando, como fez o lateral Maicon após a estreia, com a justificativa de que estivera na coletiva anterior. O atacante Robinho "ouve" a primeira indagação sem tirar do ouvido o fone do iPod.

O comandante, esse, atravessa o corredor de nariz erguido, passos cadenciados, um, dois, feijão com arroz. Suas únicas aparições são nas tais coletivas obrigatórias, quando dá espetadas com sua baioneta e afirma que essa "é uma forma nova de trabalhar". Na hora dos treinamentos, ninguém chega perto da soldadesca nem da intendência – roupeiro, massagista, auxiliares, igualmente proibidos de se pronunciar. Com frequência, são manobras secretas.

Foto: Reuters

Ou, ainda na definição do comandante, privadas. "Manda quem pode, obedece quem tem juízo", comentou o goleiro Júlio César (foto) na coletiva de sexta passada.

É assim que vem sendo a vida dos pentacampeões mundiais em seu teatro de operações na África do Sul. Aqui o que menos importa são as dificuldades de trabalho dos jornalistas. A questão é que, ao trancar os jogadores, impedir o acesso aos treinamentos e limitar ao máximo as entrevistas, o comandante Dunga, radicalizando seu maquiavelismo, transmite a seguinte mensagem: assistam aos nossos jogos, torçam pela nossa vitória, mas por favor não nos importunem com críticas e pedidos. Faz com isso uma inversão de papéis, pois não são os jornalistas que ele afasta, mas todos os brasileiros que acompanham apaixonadamente a seleção a distância e ficam privados de informações. Entre uma Copa e outra, o futebol é alvo de interesse exclusivo dos torcedores de clube. Durante os trinta dias do Mundial, porém, é a nação de 193 milhões de habitantes que veste a camisa amarela.


O problema de Dunga é que ele pensa que é “as pregas de Odete.”
Jamais ocorreu nada semelhante na história dos canarinhos. "Na Copa de 70, três vezes por semana, dois jornalistas almoçavam com a delegação e falavam com quem queriam", lembra o ex-lateral Carlos Alberto Torres. "É preciso manter essa boa relação, porque o país inteiro está interessado em acompanhar o que acontece com nossa seleção." Em competições passadas, o técnico e os jogadores davam entrevistas diariamente, antes e depois dos treinos.

Havia exagero, é claro, com a publicação de uma avalanche de notícias e uma batelada de irrelevâncias, embora nesse período leitores, telespectadores, ouvintes e internautas fiquem curiosos para saber se a dor nas costas de Júlio César poderia impedi-lo de atuar, se o meia Kaká comentou com a mulher sua falta de ritmo de jogo ou se o atacante Luis Fabiano estaria preparando uma nova coreografia para comemorar os gols. Durante a semana passada, foi impossível apurar coisas banais como essas.

No período mais duro do regime militar, com a vigência da censura e do AI-5, os ditadores não davam entrevista. Dentro da seleção brasileira, chefiada na Copa de 70 por um brigadeiro e presidida em 1978 por um almirante, chegaram a trabalhar na comissão técnica o capitão Cláudio Coutinho, que seria o treinador "campeão moral" na Argentina, o major Raul Carlesso e mais três militares.

"Mesmo assim, em plena ditadura, a liberdade era maior do que hoje", compara o experiente comentarista esportivo Orlando Duarte. "Os jornalistas passeavam pelo hotel da seleção à vontade e entrevistavam quem bem entendiam. Nas catorze Copas que cobri, nunca vi nada parecido com o que acontece agora."

Foto: Getty Images

Sem torcida não havia copa, patrocínio, jogos. Os torcedores são abastecidos por informações fornecidas pela imprensa para manter a paixão. Negar o acesso dos jornalistas, é no mínimo, outra burrice e no mínimo falta de respeito com o torcedor, que está lá e o que está aqui.


*”A Força Expedicionária Brasileira” é título original do texto, assinado por Carlos Maranhão, na VEJA
**Acrescentamos título, subtítulo, fotos e legenda

16 de mai. de 2009

Coisas fenomenais que só acontecem ao Ronaldo

Coisas fenomenais que só acontecem ao Ronaldo
O craque Corinthiano, cada vez mais superlativo, precisa agora só de um empurrãozinho de Dunga para sua conta bancaria ganhar mais peso

Foto: Getty Images

Fonte: Coluna Radar

Na coluna Radar da Veja, Lauro Jardim comenta que “é difícil imaginar que haja alguém no país com um salário tão alto registrado na carteira de trabalho:

O Corinthians paga 650.000 reais mensais a Ronaldo, ou 8,4 milhões de reais por ano (fora o que ele recebe dos patrocinadores).

Uma remuneração desse calibre é comum para os grandes craques – mas nunca na carteira de trabalho.

Ronaldo, mesmo agora que está ganhando pouco, ganha quatro vezes o salário de Dunga, de quem depende para voltar à seleção, para engordar (epa!) ainda mais a sua conta bancária.


11 de fev. de 2009

ROBINHO: PERIGOSO TAMBÉM NO CAMPO
Brasil 2X0 Itália

Foto: Sean Dempsey/AP

A defesa da Itália vacilou, Robinho entrou e saiu comemorando. Nossa leitora entusiasmada em defender Robinho da acusação de estupro, apressou-se em dizer num email: “Estou com Robinho e não abro.” Os editores do “the passira news” precavidamente adotam a mesma posição, por vias das dúvidas melhor não arriscar

Fontes: Globo Esporte, La Repubblica

Antes do jogo, o técnico da Itália, Marcello Lippi, avisou: o Brasil é a melhor seleção do mundo tecnicamente e ele sabia o que estava dizendo. Com golaços de Elano e Robinho, companheiros de Manchester City, e boa atuação, o time de Dunga venceu a Azzurra por 2 a 0 no Emirates Stadium, em Londres, e acabou com a igualdade que existia no clássico.

Mas a história do jogo poderia ter sido diferente. Logo aos três minutos, Grosso recebeu lançamento de Pirlo em posição legal e tocou para o gol. Mas o juiz anulou a jogada, marcando impedimento, em lance difícil.

O Brasil passou a dominar a partida. Um minuto depois, Robinho foi mais rápido que Cannavaro, dominou na área e bateu, mas o zagueiro se recuperou e cortou no momento do chute.

A seleção de Dunga continuou com mais posse de bola e foi recompensada aos 12. Ronaldinho rolou para Elano, que tocou de primeira para Robinho de calcanhar e correu. O camisa 10 do Manchester City lançou o companheiro, que invadiu a área e bateu na saída de Buffon: 1 a 0, golaço de Elano.

Era só o primeiro golaço da noite. O segundo saiu aos 26. Pirlo bobeou na entrada da área, o ex-santista roubou a bola, pedalou na frente de Zambrota, deu belo drible e bateu de canhota, no cantinho de Buffon: 2 a 0, Gol de placa de Robinho.

No intervalo, Robinho trocou de camisa com o amigo Cannavaro, seu ex-companheiro de Real Madrid, e lembrou a aposta que fez com o zagueiro de marcar um gol na Azzurra:

- Já tirei um sarro dele – disse o atacante à TV Globo na saída do gramado. ( Para com isso Robinho, tu acaba acusado de estupro de novo)

Bom que se diga que o goleiro Julio César brilhou, a melhor das defesas Fo aos 36, após cruzamento da direita, Luca Toni chutou na pequena área e o goleiro, no reflexo, salvou em cima da linha

O enviado especial do Jornal italiano La Repubblica, Maurizio Crosetti, que realizou a cobertura do Jogo Brasil 2X0 Itália, que aconteceu ontem a noite na Inglaterra, fez questão de escrever a parte um texto onde se derrama em elogiar o nosso “perigoso” atacante.

A matéria tem o título que não precisa tradução: ROBINHO, CHE TALENTO.

Constata o jornalista que “Há sempre, um momento que muda tudo, numa partida de futebol, na partida de ontem, entre o Brasil e a Itália, Robinho esteve lá para criar esse momento, por mais de uma vez, culminando com o instante do segundo gol brasileiro, que liquidou a fatura.

Sai chamando o jogador de “talentosíssimo atacante”, e não culpa a defesa italiana, dizendo que com um “fenomenal jogo de pernas”, deve estar se referindo as pedaladas, passa de maneira leve e suave por dois atacantes e acerta o gol de Buffon, que não tem o reflexo necessário para fazer a defesa.

Diz que Robinho de chuteiras vermelhas deliciou o público, com dribles e firulas que deixou o zagueiro Zambrotta quase louco e sem dúvidas,dentro do campo, foi a principal atração da noite.

No fim diz que felizmente a Seleção Brasileira só encontra a italiana de em média de dez em dez anos, mas agora, não haverá muito tempo, já que as duas equipes haverão de se encontrar em julho lho, na Africa do sul, na Taça das Confederações.

Ao final da partida falando a imprensa, Dunga (foto) aliviado, espantando o fantasma Felipão (foto), que rondava o estádio, disse que esse teria sido a melhor apresentação da Seleção brasileira sob o seu comando.

Acreditamos que os jogadores capricharam ontem, com medo da volta de Scorali, que não dá muita moleza  a jogador. A verdade Felipe Scolari não está na seleção, pois não aprecia muito o Sr. Ricardo Teixeira, o presidente da CBF.

Robinho estuprador

Foto:Sean Dempsey/AP

O caso de Robinho estuprador está praticamente solucionado pela polícia inglesa. Segundo o “thepassiranews” conseguiu apurar, tudo não passou de um lamentável erro de tradução.

Robinho com se sabe não fala inglês, nem espanhol, e arranha apenas o português, como o presidente do seu país (dele).

Estava naquela noite fatídica, fazendo um aquecimento preliminar com a moça inglesa, passou do meio campo em velocidade, observou o posicionamento da meta, pedalou e preparava-se para finalizar quando a moça mudou de idéia e gritou para o nosso atacante santista:

"- Go, go, leave me alone."

Sentindo-se estimulado pela torcida, pensando que a moça pediu a conclusão do ataque, entrou com bola e tudo.

O resto todo mundo já sabe.

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OBSERVAÇÃO: Abominamos estupradores. Condenamos frontalmente quem faz gracinhas com as mulheres vítimas desses criminosos, o chamado estupro social, tão danoso como o primeiro.

Só estamos fazendo esses comentários, por acreditarmos que Robinho não cometeu o delito e que a suposta vítima consentiu nas possiveis praticas sexuais, e agora está tentando levar vantagem econômica contra o jogador. Repetimos: também estamos com Robinho e como nossa leitora, não abrimos. Tá louco!

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