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29 de ago. de 2014

Lais Ribeiro, a piauíense, nas passarelas do mundo

BRASIL - Fashion
Lais Ribeiro, a piauíense, nas passarelas do mundo
A menina que queria ser enfermeira no interior do Piauí, mora atualmente em Nova Iorque e é uma das modells mais requisitadas e prestigiada no mundo fashion internacional

Foto: Elle

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Wikipédia, Elle Moda, Elle, Lais - Facebook

Lais Ribeiro, 22 anos, a modelo brasileira, é o mais novo xodó da grife americana de lingerie Victoria' s Secret, é piauiense e começou a carreira em 2009, em Teresina, onde desfilou na primeira edição da Piaui Fashion Week.

Concorreu neste mesmo ano no concurso da Joy Model "Beleza Mundial" onde ficou na 6° colocação. Seu debut internacional, aconteceu no Oi Fashion Rocks, onde desfilou para o estilista Andre Lima ao som da cantora Wanessa Camargo, e para a marca Calvin Klein ao som da cantora americana Mariah Carey.

Foto: Divulgação
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Lais no catálogo do Victoria' s Secret

Lais é filha de uma professora de português e de um servidor público. É cidadã ilustre do município de Miguel Alves, que possui 40 mil habitantes e fica a 112 km da capital Teresina.

Tem um filho de 4 anos de idade chamado Alexandre. Foi descoberta quando uma amiga a indicou para uma agência de modelos de Teresina, a Milayne Models, nessa época ela pretendia fazer vestibular para enfermagem.

Atualmente mora em Nova Iorque. Ex-namorada de Adrian Cardoso, um modelo espanhol.

Laís fez no ano de 2013 a campanha do perfume Be Delicious by DKNY Frangrance da conceituada estilista Donna Karan, e também do perfume Sahara Noir by Tom Ford.

Fotografou para a Vogue americana, italiana e espanhola e foi capa da Vogue Alemanha, Vogue Brasil e Haper's Bazaar Arabia.

Participou de desfiles, campanhas e editoriais e trabalhou para grifes renomadas como Chanel, Louis Vuitton, Gucci, Dolce & Gabbana, Ralph Lauren, Versace, Marc Jacobs, Tom Ford, Gap, American Eagle e Victoria's Secret.

Ela foi a recordista do verão 2011, com 27 desfiles na São Paulo Fashion Week e 26 no Fashion Riodisso, Laís também é a atual modelo da grife brasileira Ellus, com quem fotografou junto com o ator brasileiro Cauã Reymond.

Fotografa para as campanhas da Victoria' s Secret onde e participa do desfile anual da marca, o Victoria's Secret Fashion Show desde 2010.

Foto: Divulgação
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Lais no catálogo do Victoria' s Secret

10 de set. de 2013

Deputado petista Assis Carvalho contrata advogado na loja de cosméticos e aluga carros na padaria

BRASIL - Suspeição
Deputado petista Assis Carvalho contrata advogado
na loja de cosméticos e aluga carros na padaria
Na suposta sede do escritório de advocacia, ao qual a Câmara pagou R$ 126 mil, fica a loja New Way Cosméticos. A locadora, recém-criada e que recebeu R$ 50 mil pelo aluguel de uma Hillux e um Doblô, declara ter como sede endereço onde funciona uma padaria

Foto: Gilcilene Araújo/G1

"Querem que eu desista dos projetos e por isso estão procurando alguma irregularidade', diz o deputado Assis, em sua defesa, sem explicar tão estranhos fornecedores

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Congresso em Foco, G1

O deputado federal Assis Carvalho (PT-PI) mantém, desde o início do atual mandato, contrato com uma assessoria jurídica em Teresina pelo valor mensal de R$ 6 mil. O serviço é pago com o dinheiro da cota parlamentar da Câmara. Já foram repassados assim pelo menos R$ 126 mil desde fevereiro de 2011. No entanto, de acordo com informações da Receita Federal, no local onde deveria estar o escritório de advocacia, funciona a loja New Way Cosméticos.

A assessoria do deputado defendeu a contratação: “As assessorias técnicas terceirizadas, geralmente, pela maneira que são estruturadas, saem mais econômicas que a contratação de um profissional capacitado, com dedicação exclusiva, para prestação dos mesmos serviços. Além disso, a demanda parlamentar é complexa e exige recursos que um profissional isolado e lotado em um gabinete não teria à sua disposição”.

O gabinete do deputado acrescenta que o escritório Fontes & Damasceno Sociedade de Advogados faz o trabalho de estudo, criação e acompanhamento de propostas e projetos a serem apresentados pelo deputado, como a PEC do ICMS eletrônico e a PEC do IPVA sobre aeronaves e embarcações de luxo.

“Hoje, o escritório, além de fornecer profissional que eventualmente acompanha o parlamentar em Brasília, também oferece, de maneira permanente, profissional para, durante um turno, prestar os serviços no escritório parlamentar”, explicam os assessores de Assis Carvalho.

Como a Câmara tem excelentes profissionais de carreira, selecionados por concurso, para prestar assessoria aos deputados, que também podem contratar funcionários comissionados diretamente, o argumento utilizado pela assessoria de Assis Carvalho é curioso. Mas está longe de ser a única curiosidade encontrada em seus gastos com o chamado cotão.

LOCADORA NA PADARIA

Em apenas cinco meses, Assis gastou R$ 50 mil para alugar dois carros da Fontes Locadora, de Teresina. Foram alugados dois veículos, por R$ 5 mil mensais cada um. Uma caminhonete Hillux é usada em Brasília e, na capital piauiense, o deputado roda com um Fiat Doblô. As despesas contrastam com o comportamento que o deputado teve no ano passado, quando alugou carros somente em três ocasiões, tendo gasto R$ 15 mil durante todo o ano de 2012.

Mas, no endereço indicado como sede da Fontes Locadora, há apenas uma padaria. A dona de casa Ingrid Oliveira afirmou que sua mãe comprou o imóvel há cinco anos e desde então a família mora lá. “Aqui já funcionou uma loja de roupa, uma lan house e, agora, uma padaria e um restaurante. Uma locadora, não”, disse Ingrid à TV Globo, que desde o último domingo passou a cobrir os problemas verificados no uso da cota parlamentar.

A Fontes Locadora foi fundada em 28 de janeiro de 2013. A assessoria do deputado não respondeu por que o deputado escolheu uma empresa recém-criada para alugar automóveis, mas informou que o contrato seria imediatamente encerrado. Assis Carvalho afirmou à TV Globo que conhece o dono da Fontes Locadora, mas que não fiscaliza os locais de funcionamento da empresa. Os documentos apresentados pelo parlamentar indicam que os carros estão em nome de pessoas físicas e não da locadora.

TRIBUNAL DE CONTAS (TCU)

O caso acabou sendo denunciado por um grupo de cidadãos ao Tribunal de Contas da União que está investigando o caso.

O deputado Assis Carvalho disse em entrevista ao G1 Piauí, que a denúncia é uma retaliação a dois projetos de lei de sua autoria que tramitam na Câmara Federal, a PEC 140 e o PLC 130 que estariam incomodando a elite brasileira.

A Proposta de Emenda Constitucional 140/2012 permite a cobrança de IPVA sobre veículos de luxo aéreos e aquáticos como iates e jatinhos. Já o Projeto de Lei Complementar (PLC) 130/12, trata dos impostos sobre grandes fortunas.

“Não é justo apenas donos de automóveis e motocicletas pagarem imposto e por que não as pessoas que usam jatinhos e aeronaves de pequeno porte também pagarem seus tributos para ter direito a circular? Citar meu nome em irregularidades com cota parlamentar é uma forma de intimidação, querem que eu desista dos projetos por isso estão procurando alguma irregularidade minha”, diz Assis Carvalho.

Os projetos a quê o deputado se refere, já estão em tramitação fora do seu controle. Denunciar as suas irregularidades não trará nenhum benefício aos possíveis atingidos pelas propostas, o deputado não pode mais desistir dos projetos.

As denúncias até podem ser retaliação, mas são verdadeiras, isso o deputado não pode negar.

14 de abr. de 2013

O suspeito forró piauiense do senador Ciro Nogueira

BRASIL - Corrupção
O suspeito forró piauiense do senador Ciro Nogueira*
Em 2010, quando ainda era deputado, Ciro e alguns de seus colegas de bancada destinaram emendas parlamentares a promover no Estado as festas da banda Xenhenhém e assemelhadas

Foto: SECOM-Prefeitura Municipal Luzilândia

SÓ SUCESSOS - A banda Xenhenhém. Ela recebeu R$ 24 mil de cachê para cantar “Peruca de corno”, “Bebe pra dormir” e “Toque retal”

Postado por Toinho de Passira
Texto de Leandro Loyola, para a revista Época
Fonte: Época

Eu tenho dinheiro e faço tudo que quiser/eu gosto da bagaceira, forró, cachaça e mulher. A letra é cantada em ritmo de forró pelo sanfoneiro Leo, de chapéu e botas de vaqueiro. Leo lidera a banda Xenhenhém, uma máquina de produzir shows e vender produtos. Bebe pra dormir/acorda pra beber/o futuro desses caras/é ver a galha crescer.

Enquanto Leo canta, Pônei toca triângulo e dança fantasiado de boneca. Seu Madruga toca zabumba com uma cesta de palha na cabeça. No fundo do palco, mais discretos, o baixista Shrek balança as orelhas de ogro, e o baterista “3 em 1” veste um elmo viking. Com letras que falam de bebida, mulheres, dinheiro e – acredite – exames proctológicos, as apresentações da Xenhenhém fazem sucesso no interior do Piauí.

Um de seus ofícios é tocar em festivais bancados por prefeituras. O público adora. Os políticos também. O senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, eleito na semana passada presidente nacional do partido, é um dos mais entusiasmados fãs da Xenhenhém.

A Controladoria-Geral da União suspeita de irregularidades em sete prefeituras

Recentemente, a Controladoria-Geral da União descobriu que políticos como ele se acabam no xote antes mesmo de sair a primeira nota da sanfona de Leo. Dançam agarradinhos ao dinheiro público. A festa começa, como a plateia sempre espera, no Congresso. Em 2010, quando ainda era deputado, Ciro e alguns de seus colegas de bancada do Piauí destinaram suas emendas parlamentares a promover no Estado as festas da Xenhenhém e assemelhadas. Emendas são um instrumento de que os parlamentares dispõem para atender às mais urgentes necessidades de seus constituintes – normalmente por meio de obras, como construção de escolas e hospitais.

Ciro e sua turma resolveram gastar esse dinheiro de outro modo. Apresentaram suas emendas ao Ministério do Turismo. A Pasta repassou o dinheiro das emendas a prefeituras piauienses. No papel, o repasse foi feito para “promoção de eventos para divulgação do turismo interno”. O que o “turismo interno” tem a ver com o batuque de Seu Madruga é um mistério que nem Pônei consegue explicar.

A CGU detectou todo tipo de irregularidade nas festanças: ausência de licitação, conluio entre empresas, superfaturamento na contratação das bandas – e, por fim, ausência de comprovação de que alguns dos “eventos” de fato existiram.

Foto: : Dida Sampaio/AE

SEM CONHECIMENTO - O senador Ciro Nogueira, eleito na semana passada
presidente nacional do PP. “Eu não sabia”

Dezoito prefeituras receberam dinheiro das emendas de Ciro e seus colegas. Ao todo, R$ 2,8 milhões. Segundo a CGU, o dinheiro não apenas saiu das emendas de Ciro, como foi parar nas contas de empresas ligadas a ele, todas envolvidas nas fraudes descobertas pelos auditores. O elo entre Ciro e as irregularidades chama-se Júlio Arcoverde, amigo de Ciro e, até fevereiro, por indicação dele, diretor do Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran, órgão responsável por definir políticas de trânsito para o país. Arcoverde e Ciro são tão próximos que já foram sócios em três empresas.

No caso Xenhenhém, quatro empresas de Arcoverde ganharam dinheiro: elas aparecem em 18 dos 19 contratos considerados suspeitos pela CGU. Receberam para contratar as bandas e montar a infraestrutura das festas. A CGU suspeita que as empresas de Arcoverde foram escolhidas graças a um arrasta-pé político.

Certamente, ganharam mais que o razoável. Numa festa no município de Regeneração, a Xenhenhém recebeu R$ 24 mil para tocar por três horas sucessos como “Peruca de corno”, “Toque retal” e “Bebe pra dormir”. Um mês depois, para tocar em Amarante, a Xenhenhém pediu apenas R$ 6 mil por duas horas e meia de show. Também em Regeneração, outra banda, a Reprise, recebeu R$ 43.700 pelo show. Mas pediu apenas R$ 12 mil para tocar em Amarante. Somente no festival de Regeneração, a CGU estima os desvios em R$ 65 mil.

Na hora do bate-coxa com dinheiro público, Ciro sempre puxa Arcoverde juntinho. Entre janeiro de 2011, quando assumiu o mandato de senador, e janeiro deste ano, o gabinete de Ciro pagou R$ 163 mil à Trevo Locadora de Veículos, em Teresina, por “serviços de aluguel de carros”. A Trevo pertence à mulher de Arcoverde. No telefone atribuído à Trevo Locadora, a secretária atende com a frase: “Júlio Arcoverde Corretora de Seguros, boa tarde!”. A outra sócia da Trevo chama-se Lilian Ruth Martins. Lilian aparece como sócia em outra empresa, a Shopping do Automóvel, do próprio Ciro.

“Não sabia (que as empresas de arcoverde foram contratadas com dinheiro das emendas dele). O serviço foi prestado (pela Trevo) ”, disse Ciro, dentro do elevador privativo do Senado. Assim que a porta se abriu, Ciro abandonou ÉPOCA no salão. Saiu rapidamente e entrou num carro – oficial, do Senado, não da Trevo Locadora.

Em nota enviada depois, Ciro afirma que “não há, nem jamais houve, qualquer questionamento legal sobre os referidos serviços (da locadora de carros Trevo)”. “Sou correligionário de Ciro”, diz Arcoverde. Ele acaba de assumir o comando do PP no Piauí, para preparar a campanha de Ciro ao governo do Estado, no ano que vem. “Ciro não tem nada a ver com isso, viu? A Trevo presta serviço há 15 anos (a Ciro).”

O vocalista Leo diz não saber da investigação da CGU nem por que é acusado de ter recebido das prefeituras um cachê gordo demais: “O valor (do cachê) é subjetivo. Prestei os serviços”. Leo e a turma da Xenhenhém sabem apenas que o forró do Ciro vai continuar: No toque da sanfona/o forrozão vai truar/Vem balançar/Remexe o bumbum/lentin, lentin/bote o corpo pra acelerar/pra lá e pra cá. Como o próprio Leo diria:

“Arre, égua!”


*O forró promovido pelo senador Ciro Nogueira com dinheiro público no Piauí é o título original do texto

28 de jul. de 2012

Sarah Menezes, a judoca piauiense, é medalha de ouro em Londres

LONDRES – OLIMPIADAS 2012
Sarah Menezes, a judoca piauiense, é medalha de ouro
"A final foi a luta mais fácil da competição, a emoção foi luta por luta, quando chegou a final estava a Sarah normal como se estivesse treinando", comentou a judoca brasileira, que disse ter feito um longo trabalho psicológico antes de Londres

Foto: Getty Images

Há quatro anos, em Pequim, ela foi derrotada na primeira luta, depois de uma dedicação e preparação dura, sem sair de sua terra natal, o Piauí, chegou ao ouro em Londres

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Reuters, Globo Esporte, Washington Post, Huffingtonpost

Vencer uma final olímpica como se estivesse treinando. Foi dessa forma que Sarah Menezes deixou de ser uma menina que nunca tinha visto as Olimpíadas pela televisão até participar dos Jogos de Pequim-2008 para se tornar a primeira judoca a conquistar uma medalha olímpica de ouro para o Brasil.

Sem deixar ser vencida pela ansiedade no momento mais decisivo de sua carreira, Sarah entrou no tatame neste sábado acreditando que só a japonesa Tomoko Fukumi poderia impedi-la de conquistar o título da categoria peso-ligeiro (até 48kg) do judô. Sem a adversária pelo caminho, e com os nervos sob controle, a conquista foi inevitável.

Em todas as lutas vencidas por Sarah, a brasileira entrou com expressão de tranquilidade e sempre tomou a iniciativa dos combates. A importância do controle emocional foi tão grande que o momento mais difícil do dia foi vivido fora do tatame, ao torcer pela derrota da rival japonesa na semifinal.

Depois de vencer sua própria semifinal e, já sabendo que a campeã olímpica dos Jogos de Pequim-2008, a romena Alina Dumitru, seria sua adversária na decisão, Sarah deixou pela única vez no dia as lágrimas saírem para "desabafar", sabendo que todo seu esforço estava próximo de ser recompensado.

"A final foi a luta mais fácil da competição, a emoção foi luta por luta, quando chegou a final estava a Sarah normal como se estivesse treinando", acrescentou a judoca, que disse ter feito um longo trabalho psicológico antes de Londres, após a derrota logo na primeira luta em sua estreia olímpica, há quatro anos.

Foto: Getty Images

A campeã olímpica romena Alina Dumitru, não resisitiu a técnica e a garra da brasileirinha

"FENÔMENO" DE TERESINASarah, de 22 anos e apenas a segunda mulher brasileira a conquistar uma medalha de ouro olímpica em esportes individuais, começou o judô na infância como diversão e pretende levar o prestígio conquistado com a medalha para ampliar a presença do esporte no Estado do Piauí, onde nasceu e fez questão de permanecer treinando. (A primeira brasileira a ganhar uma medalha de ouro individual, foi a paulista Maurren Maggi, nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.)

Apesar da oposição dos pais, que consideravam o judô uma modalidade masculina, Sarah insistiu, garantindo que não ia descuidar das notas --está no 5o ano da faculdade de Educação Física-- e agora sabe que a vida jamais será a mesma depois da conquista história.

"As pessoas vão me ver com outros olhos, eu vou ser um fenômeno maior ainda na cidade", disse a judoca, que recusou convites para trocar Teresina por grandes centros e recebeu apoio e recurso do governo e do COB para permanecer perto de sua família.

"A única coisa que eu penso é que na minha cidade as coisas vão mudar para a minha família e para todos que treinam comigo. Tenho certeza que a partir de agora vamos iniciar um projeto e muitos atletas irão me ajudar no treinamento."

"Eu sou um exemplo no judô porque não sou dos grandes centros, e vou ser um exemplo maior ainda por causa dessa medalha, e tenho certeza que isso vai fazer com que outros atletas acreditem. Todo mundo é capaz de chegar num ponto alto", acrescentou.

Sarah, bicampeã mundial junior, nunca parou em frente a uma televisão para ver os Jogos Olímpicos na infância porque estava sempre em busca de brincadeiras agitadas. Seu primeiro contato com o mundo dos Jogos foi de cara a derrota na primeira luta em Pequim-2008.

A experiência em Londres foi completamente diferente. Venceu todas as lutas com autoridade no tatame, foi longamente aplaudida pelo público ao subir no pódio para receber o ouro, e encarou um batalhão de jornalistas de todo o mundo em busca de saber mais sobre sua história.

Ela reconhece que sua família, de classe-média, tem o suficiente para viver bem, mas espera que sua conquista pessoal amplie o acesso a recursos não só para ela, e sim para todos os que buscarem envolvimento com esporte na sua região.

"A gente é de classe média, nem rico nem pobre, o que precisa é ajudar as pessoas que treinam comigo também. Não adianta ajudar só a Sarah, e sim a população no geral. Eu não penso só em mim."

Foto: Getty Images

Sarah Menezes, na garra e no grito